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Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED ➔ Reumatologia # Exame físico • Exame da coluna vertebral - Roteiro básico do exame da coluna: 1. Inspeção 2. Palpação 3. Movimentação ativa e passiva 4. Testes especiais ➢ Inspeção - Observar a curvatura fisiologia da coluna: lordose cervical, cifose torácica e lordose lombar; - Olhar se há assimetrias; - Procurar anormalidades (torcicolo congênito ou escoliose). *. Se escoliose, fazer pesquisa do triângulo de talhe e teste de Adams. * Solicitar ao paciente que tente flexionar o tórax no intuito de encostar os dedos no chão; a manobra é positiva se as escápulas estiverem em níveis não simétricos de altura e apresentar gibosidade* ➢ Palpação: Processos espinhosos e musculatura paravertebral para pesquisa de pontos dolorosos e hipotonia com o paciente em posição ortostática. ➢ Movimentação ativa e passiva - Cervical: flexão (queixo encoste no manúbrio do esterno) // extensão (olhe para o teto) // rotação (olhar para os lados) // lateralização (encostar orelha no ombro, sem elevá-lo). - Dorsal/Lombar: flexão/extensão, rotação e lateralização. A movimentação pode ser ativa ou passiva. Geralmente, quando o paciente não consegue realizar os movimentos, realiza- se a movimentação passiva para analisar o grau de movimentação. OBS: Dor para flexão de coluna fala a favor de hérnia de disco e dor para a extensão de coluna fala mais a favor de uma artrose. ➢ Testes especiais - Cervical: Teste de Spurling (piora da dor) e Teste da Distração (melhora da dor por descompressão da raiz nervosa). Ambos são para avaliar algum acometimento de nervos. Esses testes devem ser realizados com o paciente sentado. Ao iniciar, é necessário avisar o paciente que vai realizar testes para avaliar a sua coluna e se caso ele sinta dor, deverá avisar. No teste de spurling positivo: pode haver formigamento e parestesia do mesmo lado que a cabeça foi virada. - Lombar: Teste de Shober e o Teste de Lasegue. Teste de Shober: Duas marcas são feitas verticalmente a partir das espinhas ilíacas superiores, separadas pela distância de 10 cm. O paciente é então instruído para inclinar- se para a frente sem flexionar os joelhos. A distância entre as duas marcas, que incialmente era de 10 cm, deve alongar-se para pelo menos 15 cm. Se um paciente tiver um "defeito" de flexão, essa distancia estará encurtada. Esse teste avalia a mobilidade. Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED Teste de Lasegue: avalia-se também uma possível compressão radicular. Com o paciente em decúbito dorsal, procede-se a elevação das pernas (uma de cada vez) em 30° e depois em 60°. • Exames das mãos, punhos e cotovelos - Roteiro básico do exame de mãos, punhos e cotovelos: - Divisão das articulações das mãos: 1. Inspeção 2. Palpação 3. Movimentação ativa e passiva 4. Testes especiais ➢ Inspeção - Observar a presença de lesões; - Observar as polpas digitais (presença de ulcerações); - Observar as unhas (algumas alterações são típicas de determinadas doenças); - Presenç de artrite nas articulações (edema, aumento de volume, vermelhidão, pode haver dor); - Presença de nódulos (típicos da osteoartrite/artrose das mãos) devido a uma neoformação óssea; - Desvio da mão, demonstrando uma sequela da artrite reumatoide; - No cotovelo observar nódulos, lesões, sinais inflamatórios. ➢ Palpação - Sentir a temperatura das articulações das mãos do paciente (incluindo o punho) com o dorso dos dedos do examinador. Sempre bilateral e comparativo com outra região (normalmente o antebraço do mesmo lado da mão examinado); - Palpação das interfalangeanas distais e proximais deve ser feita uma a uma; - Palpação das metacarpofalangeanas; - Palpar as articulações do punho, também buscando o espaço existente entre os dois ossos; - Palpar o cotovelo para sentir a depressão articular. (Na palpação do cotovelo: é preciso sentir a depressão articular. (Podendo movimentar em flexão e extensão para achar melhor. Segurar o pulso com uma mão, com a outra achar o epicôndilo medial, ao lado está a depressão articular, é lá que eu devo palpar, procurando a presença de líquidos, nódulos). Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED ➢ Movimentação ativa e passiva - Inferfalangeanas: flexão e extensão; - Do polegar: flexão, abdução, adução, oposição e rotação; - Das metacarpofalangeanas: adução, abdução, flexão e extensão. - Punho: flexão, extensão, desvio ulnar, desvio radial. - Cotovelo: flexão, extensão, supinação e pronação. Manobra de Finkelstein: Utilizada para avaliar a presença de tenossinovite. Como fazer? Peço ao paciente para abraçar o dedão com os outros dedos, então, segurando a mão e o antebraço realizo um desvio ulnar. Isso estressa os tendões, então na presença de inflamação ou encurtamento do tendão vai sentir muita dor. Tira a dúvida se é uma artrose ou inflamação no tendão, direcionando o tratamento. Na presença de dor, diz- se positivo para tenossinovite. ➢Testes especiais - Para o nervo mediano (síndrome do túnel do carpo): Obs: a compressão do nervo causa dor neurogênica, associada a parestesia, formigamento. Teste de Phalen (prece invertida): Paciente vira uma mão em direção a outra, em flexão máxima (em 90o) e observar por 1 minuto se haverá queixa de formigamento na região do nervo mediano. Teste de Tinel: Realiza percussão na área de compressão (com o dedo ou martelinho). O correto é fazer uma percussão única, mas podem ser feitas 2 ou 3. O teste é positivo caso o paciente sinta um choque ou formigamento na área estimulada. - Para o epicôndilo (procurando epicondilites): Teste de cozen (extensão contra resistência): Avalia o picôndilo lateral. O avaliador deve estar com a mão abraçando o cotovelo do paciente. Paciente com o antebraço em pronação, peço a ele que feche a mão e realize com o punho uma extensão contra a resistência. Com as pontas dos dedos sinto a inserção mexendo. Teste de Mills (flexão contra a resistência): Avalia o picôndilo medial. Ao contrário do de cozen, o paciente fica com o braço em supinação com flexão (lembrar que deve ser avaliado contra a resistência. Falo: força, força e tendo suprimir o movimento). Obs: na presença de inflamação a resposta é dor. Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED • Exame do ombro - Roteiro básico do exame do ombro: 1. Inspeção 2. Palpação 3. Movimentação ativa e passiva 4. Testes especiais ➢ Inspeção - Observar desníveis e processos inflamatórios. ➢ Palpação - Palpar articulação esternoclavicular e acromioclavicular, bursa, fossa supra e infraclavicular e corredeira bicipital. ➢ Movimentação ativa e passiva - Abdução, adução, flexão, extensão, circundação, rotação medial e rotação lateral. ➢Testes especiais - Avaliam o manguito rotador Teste de jobe: Avalia integridade do tendão do m. supraespinhoso e da dor. Positivo: paciente deixar cair o braço. Teste de Neer: Avalia impacto sobre o tendão do m. supraespinhoso. Positivo: paciente referir dor. Teste de Patte: Avalia integridade do m.infraespinhoso. Teste de Gerber: tendão do m. subescapular. Positivo: paciente referir dor. Positivo: paciente referir dor. Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa7 MED - Avaliam o tendão do bíceps Teste palm up: Avalia a integridade do tendão do bíceps. Teste de Yergason: tendão do bíceps. Positivo: paciente deixar o braço cair. Positivo: paciente referir dor. • Exame do quadril - Roteiro básico do exame do quadril: 1. Inspeção 2. Palpação 3. Movimentação ativa e passiva 4. Testes especiais ➢ Inspeção Lembrar de observar o paciente despido e em pé. Observar assimetria, alterações cutâneas, edema, musculatura dos dois lados se é a mesma, cicatrizes, fistulas, marcha (pois alguma dor no quadril pode alterar a marcha do paciente) e atrofias. Ainda ver a postura e o equilíbrio do paciente. E dentro da inspeção há uma manobra especial que é pedir para o paciente fazer a “posição em cegonha” ou faça o “4”, que é colocar o pé aberto passando o joelho para avaliar a capacidade funcional do paciente de movimentar o quadril, o joelho e tornozelos e pés. Se o paciente tiver alguma limitação nessas articulações provavelmente não conseguirá fazer essa manobra. ➢ Palpação Na palpação é importante buscar pontos dolorosos, inchaços, tumorações, deformidades ósseas, tônus e trofismo da musculatura. É preciso ter como pontos de referências para a palpação a espinha ilíaca antero superior, espinha ilíaca póstero superior, crista ilíaca, trocanter maior (para verificar a inflamação da Bursa). ➢ Movimentação ativa e passiva - Flexão, extensão, abdução, adução, rotação externa e rotação interna. ➢ Testes especiais Teste de Patrick Fabere (flexão, abdução e rotação externa): Avalia a articulação coxofemoral ou sacroilíaca. Sendo positivo se houver dor. O paciente deitado se flexiona o quadril, depois coloca o pé do paciente em cima da coxa e faz a abdução e rotação externa dessa articulação pressionando para baixo. Ou seja, é um “4” que empurra para baixo, estabilizando a perna contralateral. Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED Dor “em cima”, mais lateral e anterior. Na região inguinal: articulação acometida é a femural. Dor na região posterior e medial glútea: a articulação acometida é a sacro ilíaca. Podendo ser ipsilateral ou contralateral. a) Coxo femural ipsilateral. b) Sacro ilíaca ipsilateral. c) Sacro ilíaca contralateral. Teste de Gaeslen: Avalia a articulação sacroilíaca. Teste de trendelenburg: Avalia o m. glúteo médio. Positivo: dor ipsolateral. Teste de Thomas: Testa a musculatura flexora do quadril (posterior da coxa), se essa musculatura está encurtada e, por isso, pode gerar dor. Com o paciente em decúbito dorsal, pede para ele flexionar uma perna e segurá-la, caso a perna contralateral desencoste da maca ou, simplesmente, seja puxada devido a um encurtamento dos músculos flexores do quadril o teste será positivo. Obs.: o tratamento para esse encurtamento dos músculos seriam alongamento e fisioterapia. •Exame do joelho - Roteiro básico do exame do joelho: 1. Inspeção 2. Palpação 3. Movimentação ativa e passiva 4. Testes especiais ➢ Inspeção - Olhar edema, equimoses, atrofias musculares; - Observar deformidades; - Olhar derrame articular. Na inspeção dinâmica pedir para o paciente agachar e observar se há desconforto (lateral, medial, anterior ou posterior). ➢ Palpação - Avaliar temperatura; - Procurar pontos dolorosos; - Observar se há derrames articulares e crepitações; - Palpação de estruturas (polos superior e inferior da patela; facetas medial e lateral). Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED Testes para pesquisa de derrame articular Pequenos derrames: Sinal do rechaço ou da onda de fluxo; Moderados derrames: Sinal da tecla ou rebote patelar; Grandes derrames: visíveis e palpáveis. Teste de apreensão patelar: luxação patelar Realiza-se o deslocamento lateral da patela com o joelho em extensão. Em joelhos com instabilidade, o teste pode causar a sensação de que a patela irá luxar, trazendo apreensão ao paciente e contração ativa do quadríceps. ➢ Movimentação ativa e passiva - Flexão, a extensão e as rotações medial e lateral. ➢ Testes especiais • Ligamento cruzado anterior: Lachman. É pesquisado pelo examinador com o paciente em decúbito dorsal, estando com seu joelho fletido a 30° , segura-se com uma das mãos o fêmur e com a outra desloca-se anteriormente a tíbia, provocando o deslizamento entre as superfícies articulares. Se ocorre anteriorização, é sinal de lesão do ligamento cruzado anterior. Como LCA íntegro o examinador percebe uma interrupção abrupta da anteriorização da tíbia. O sinal positivo é caracterizado pela interrupção suave do movimento. Gaveta anterior. Avalia a integridade dos ligamentos cruzados. A manobra consiste na realização de um movimento passivo no sentido anterior da tíbia com relação ao fêmur com o joelho a 90°. O deslocamento anormal anterior da tíbia caracteriza o sinal da gaveta anterior, que pode estar presente na lesão do ligamento cruzado anterior (LCA). •Ligamento cruzado posterior: Gaveta posterior. A gaveta posterior é caracterizada pelo deslocamento posterior da tíbia com relação ao fêmur que aparece com o movimento passivo do sentido posterior. Este sinal caracteriza a lesão do ligamento cruzado posterior (LCP). • Ligamento colateral lateral Teste do estresse em varo. A abertura da interlinha articular lateral em hipertensão sugere lesão ligamentar lateral associada a lesão do pivô central. A abertura a 0°e a 30° pode indicar lesão isolada dos ligamentos laterais. • Ligamento colateral medial Teste do estresse em valgo. A manobra é realizada através do estresse em valgo do joelho. A coxa deve estar apoiada e relaxada sobre a mesa de exame e com o quadril a 0° de extensão. A abertura da interlinha articular medial em hiperextensão pode significar lesão do LCP e do ligamento colateral medial. A abertura em 0° e em 30° geralmente indica lesão ligamentar medial isolada. •Menisco medial e lateral Teste de McMurray. Permite avaliar a lesão dos cornos posteriores dos meniscos. A manobra consiste na realização passiva dos movimentos alternados de rotação medial e lateral da perna com o quadril fletido a 90° e o joelho em flexão máxima. Durante a manobra devem ser palpadas as interlinhas medial e lateral. Dor com ou sem estalido na interlinha medial no final da rotação lateral pode sugerir lesão do menisco medial. Dor com ou sem estalido na interlinha lateral ao final da rotação medial sugere lesão do menisco lateral. Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED • Exame do pé e tornozelo - Roteiro básico do exame do pé e tornozelo: 1. Inspeção 2. Palpação 3. Movimentação ativa e passiva 4. Testes especiais ➢ Inspeção - Comparar pés; - Avaliar em todos os ângulos (frente, lado, diagonal, trás); - Marcha e paciente parado em pé; - Anatomia geral da área; - Caracterizar tipo de pé (cavo, normal ou plano); - Tipo de pisada (pronada, normal, supinada); - Verificar alteração vasomotora, incluindo perda de pêlos no pé, alterações nas unhas do pé; - Observar se os artelhos apresentam-se normais; - Verificar presença de vesículas,descolorações, escargot , trofismo de pele, edemas, traumas. ➢ Palpação Palpação da fáscia plantar e tendão de Aquiles. ➢ Movimentação ativa e passiva - Dorso flexão: pé para cima; - Flexão plantar: pé para baixo; - Eversão: pé para fora; - Inversão: pé para dentro. - Pede-se pro paciente estender, flexionar e abrir os dedos. ➢ Testes especiais Teste de Thompson. - Para realizar o teste de Thompson, o paciente deve ficar em decúbito ventral sobre a mesa de exame ou cadeira. Os pés devem ficar estendidos para fora da mesa. O examinador então aperta o músculo da panturrilha. - Este movimento, em um paciente normal, deve fazer com que pé realize uma discreta flexão plantar. Em um paciente com um tendão de Aquiles rompido, o pé não irá se mover. Isto é chamado um teste de Thompson positivo. Teste de squeeze - Avalia inflamação de metatarsofalangeanas; - Apertar o antepé na um pouco acima das metatarsofalangeanas; - Teste positivo quando refere-se dor. Teste de Mulder. Avaliação de Neuroma De Morton. - Queixa de dor em queimação freqüente que se localiza normalmente entre a 3a e 4a metatarsofalangeana. - No teste, aperta-se o pé na região logo um pouco acima das metatarsofalangeanas e sensibiliza a região palpando bidigitalmente no local da dor. Os movimentos são conjuntos. Caso o paciente refira dor, teste de Mulder positivo para neuroma. ( Squeeze + palapação em pinça no local da dor). Isabelle Fonseca Sirotheau Corrêa 7 MED