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PATOLOGIAS OSSÉAS (CERTO)

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PATOLOGIAS 
ÓSSEAS
Docente:
Dra. Giselle Rigaud
Discentes:
Ana Luiza Cúrcio, Alessandra Nascimento, Caroline Sanjuan, Gustavo Santos, Kael Poogles, Laura Azevedo, Taísa Morais e Vitória Ramos.
O osso, é uma forma especializada de tecido conjuntivo, que proporciona:
Forma, Proteção de órgãos vitais (como o encéfalo)
Permite o movimento, servindo de apoio para os músculos.
Causadas pelo desequilíbrio entre a atividade:
Osteoblástica (formação óssea), 
Osteoclástica (reabsorção óssea).
As lesões, do tecido ósseo, podem ser classificadas como:
Neoplásicas (Proliferação celular não controlada pelo organimso - tumor.)
Não neoplásicas (alterações metabólicas, genéticas, lesões displásicas e condições inflamatórias)
INTRODUÇÃO
 Lesão não Neoplásica, uni ou multilocular, que acomete mandíbula na porção anterior.
Podendo apresentar comportamento agressivo similar a um neoplasma
Granuloma Central de 
Células Gigantes
Predileção: Varia de 2 à 80 anos, 
60% dos casos antes dos 30. 
Sexo feminino.
Sintomas: Geralmente assintomático com expansão indolor.
Podendo ser associada a dor na forma agressiva.
Granuloma Central de 
Células Gigantes
Aspecto Radiográfico: 
Lesões radiotransparentes; 
Uni ou multilocular; 
Bem definidas; 
Margens descorticadas.
Granuloma Central de 
Células Gigantes
Com base nas características clínicas podem ser divididas em duas categorias:
LESÕES NÃO-AGRESSIVAS:
Poucos ou nenhum sintoma, 
Crescimento lento, 
Sem perfuração da cortical, 
Sem reabsorção radicular
dos dentes envolvidos.
Granuloma Central de Células Gigantes
Lesões não-agressivas e Lesões agressivas 
LESÕES AGRESSIVAS: 
Caracterizadas por dor, 
Crescimento rápido, 
Perfuração da cortical,
Reabsorção radicular dos dentes envolvidos.
Tratamento e Prognóstico: 
Curetagem cuidadosa.
Em relatos de grandes séries de casos, a taxa de recidiva varia de 11% a 50% ou mais
Granuloma Central de Células Gigantes
Lesões não-agressivas e Lesões agressivas 
Lesão não neoplásica, multilocular, com expansão bilateral simétrica em formas brandas ou graves.
Aspecto Clínico: exclusiva de mandíbula e maxila. 
Atinge ângulo e ramo da mandíbula 
Prevalência: idade de 1-7 anos ,
 Sexo masculino.
Querubismo
Querubismo
Sintomas: Crescimento lento e assintomática. 
Deslocamento dental grave.
Alteração na erupção dos dentes permanentes.
Alterações psicológicas.
Origem: Forma hereditária ou mutações espontâneas.
O gene foi mapeado no cromossoma 4p16.	 
Querubismo
Aspecto Radiográfico: Lesões radiolúcidas, expansão tipicamente bilateral, multiloculares.
Querubismo
Tratamento: Acompanhamento do desenvolvimento da lesão;
intervenção com curetagem das lesões
PACIENTE: Sexo masculino, cor da pele parda, cinco anos de idade, 
RELATO: Aumento facial progressivo e assintomático bilateralmente na criança. 
ANAMNESE: Relato familiar de que um tio apresentou características semelhantes.
EXAME FÍSICO: Presença de deformidade facial na mandíbula, bem como má oclusão dentária e alterações na cronologia dos dentes permanentes 
OBS.: A mãe relatou alterações psicológicas em virtude da deformidade facial.
Caso clínico i
1a.Vista frontal do paciente 2a. Vista ínfero superior
Caso clínico i
A radiografia panorâmica demonstrou áreas radiolúcidas multiloculares, de limites parcialmente bem definidos, na região de molares, nos quatro quadrantes, provocando expansão das corticais ósseas e deslocamento dentário (Figura 1c). 
Foi solicitado acompanhamento anual do avanço da lesão.
Caso clínico i
ASPECTO RADIOGRÁFICO
1º Controle anual do paciente.
Com realização de novas fotografias e radiografias, acompanhando o curso da lesão. 
Caso clínico i
Após mais um ano, o paciente retornou para a realização de novas tomadas fotográficas e exames de tomografia computadorizada com reconstrução tridimensional. 
Caso clínico i
Caso clínico i
Lesão acomete a mandíbula causando expansão da cortical óssea bilateral.
Região posterior de maxila.
Sem envolvimento de estruturas nobres .
	O paciente foi encaminhado para tratamento clínico e ortodôntico e continuará sendo acompanhado anualmente a fim de acompanhar o curso de desenvolvimento da lesão e melhor momento para uma possível intervenção.
A) GRANULOMA CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES			
B) QUERUBISMO			
Caso clínico i
Inflamação do osso causada por infecção, que chegam através da corrente sanguínea ou espalhando–se a partir de tecidos próximos.
Dentre os ossos do crânio, é observada na mandíbula e, em menor extensão na maxila.
Osteomielites 
https://www.papaizassociados.com.br/2015/08/24/osteomielites-do-complexo-maxilo-mandibular/
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O TRATAMENTO: Remoção da causa da infecção, associada à antibioticoterapia.
Remoção dos sequestros ósseos, desbridamento da lesão, decorticação óssea.
Osteomielites 
OSTEOMIELITES
Aspecto Clínico: Observa-se inchaço sem dor; crescimento lento; maior frequência maxila. 
Displasia Fibrosa
Predileção: Manifestação entre 20-30 anos, sem predileção de gênero. 
Aspecto Radiográfico: Opacificação discreta (vidro despolido), limites difusos e seio maxilar obliterado. 
Aspecto Histopatológico: Trabéculas irregulares de ossos imaturos, que não se conectam e dão formas curvas, estroma fibrosado e frouxamente organizados. 
Displasia Fibrosa
Displasia fibrosa poliostótica 
Envolvimento de dois ou mais ossos, uma condição relativamente incomum. O número de ossos envolvidos varia de uns poucos a 75% de todo o esqueleto. 
Síndrome de Jaffe-Linchtenstein.	 	
Quando visto com pigmentação 
café au lait (café com leite). 
Displasia Fibrosa
Displasia Fibrosa
McCune-Albright. Displasia fibrosa poliostótica combinada com pigmentação café au lait e múltiplas endocrinopatias, tais como precocidade sexual, adenoma pituitário ou hipertireoidismo. 
Síndrome de Mazabraud, caracterizada por displasia fibrosa em combinação com mixomas intramusculares
Displasia Fibrosa
PACIENTE: Paciente: masculino , 9 anos , parda
RELATO: Cefaleia frontal latejante a dois anos , com piora sempre na manhã, as vezes acompanhada de vômitos. Se referiu também diminuição da acuidade visual do olho esquerdo. 
EXAME FÍSICO: exame físico o paciente apresentava proptose do globo ocular a esquerda
Caso clínico ii
Caso clínico ii
ASPECTO RADIOGRÁFICO
EXAMES: a tomografia do seios da face , mostrou espessamento ósseo irregular em seio frontal a esquerda , seios etmoidais esquerda, e seio esfenoidal , com nervo óptico preservado. 
Corte axial de tomografia, computadorizada de base de crânio mostrando osso displásico ocupando fossa nasal esquerda
a) OSTEOMIELITES 			
b) DISPLASIA FIBROSA 	
Caso clínico ii
	O paciente foi submetido a craniotomia frontal esquerda para retirada de tumor orbitário. O exame anatomopatológico revelou ser displasia fibrosa . 
	Após 8 anos o paciente retornou se queixando dos mesmos sintomas , foi feita uma tomografia de seios da face onde mostrou recidiva do tumor . 
	O paciente foi submetido a outra cirurgia para retirada do tumor .
	No exame anatomopatológico confirmou o diagnóstico anterior , o paciente esta no segundo mês operatório assintomático e sem recidiva.
Caso clínico ii
TRATAMENTO:
Tumores benignos
Crescimento lento, porém podem ser agressivos em alguns casos;
Raro nos ossos gnáticos.
Predominante em jovem do sexo masculino
Surge isoladamente, exceto em pacientes com síndrome de GARDNER (desordem genética),
Dor que piora a noite, alguns casos assintomáticos,
Etiologia desconhecida.
Osteoma osteoide
Osteoma osteoide
Característica Histopatológico:
Osteoma Compacto: ossos densos e mínima quantidade de tecido medular.
Osteoma Medular: osso trabeculado e medula fibrogurdurosa
Osteoma osteoide
ASPECTO RADIOGRÁFICO: Radilúcida circunscrita e pode esta presente em um foco central radiopaco
Osteoma