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Gestão em Agronegócio História do Agronegócio Cronologia A origem da palavra agronegócio encontra- se na década de 50, mais precisamente no ano de 1957, onde foi definida como coletivo de todas as operações envolvidas na manufatura e distribuição de insumos, na produção e operações de propriedades rurais, o armazenamento e processamento de commodities e demais instituições e empresas ligadas envolvidas na cadeia produtiva agrícola e pecuária. Nomadismo + Extrativismo (caça, coleta, pesca) entre 1.000.000 a 10.000 anos atrás ➙Os vegetais (comidas) ajudaram na domesticação dos animais ➙ Os vegetais foram a primeira espécie a ser domesticada pelo homem ➙ Atualmente a produção e a poluição é em larga escala consciente Há 11.400 anos atrás – Figo (Cisjordânia) Há 10.400 anos atrás – Trigo (Turquia) / Cevada (Síria) A domesticação é um processo evolucionário mediado pelo homem para atender suas próprias necessidades A domesticação dos vegetais consiste na seleção e adaptação de certas plantas conforme servem para suprir as necessidades humanas. Organização Inicial - Ampla distribuição - Pouca infraestrutura - Tecnologia limitada - Diversificação Isolamento - Autossuficiência - (Produzir + Processar) Complexo Rural – 1850 / 1890 - 1850 – fim do tráfico negreiro - Trabalho escravo ➙ trabalho livre - Constituição do complexo cafeeiro (artesanal) - Tímida segmentação (aguardente, têxteis, louças, chapéus...) ➙ valor de uso 1890 / 1930 -1º Complexo Rural do Brasil: auge do café (mercado externo). - Crescimento de atividades urbanas (sapatos, roupas...) ➙ bens não-duráveis - Crescimento de atividades de serviços (advogados, médicos...) - Segmento de máquinas + equipamentos agrícolas - 1º grande Complexo Rural do Brasil com máquinas e equipamentos agrícolas: expansão do setor têxtil Civilização nômade + exploração extrativista Civilização fixa + exploração semiorganizada 1930 / 1945 -1914/1918: 1ª guerra mundial -1929: crash de Nova York -1939/1945: impacto da 2ª guerra mundial -Forte estagnação do setor Décadas de 50 e 60 -1955: implantação do D1 (bens de capital) -1961/1967: forte recessão econômica -Assalariados rurais proletariado desqualificado -Início da urbanização desordenada (favelização) -favela significa toda e qualquer ocupação irregular de terrenos públicos ou privados ou em áreas que não são recomendadas para a moradia (como os morros). As pessoas que moram em favelas, geralmente, não dispõem de condições mínimas de infraestrutura e não possuem a posse legal dos terrenos onde construíram suas casas. -As favelas são resultado das desigualdades sociais e do grande número de pessoas que vivem em condições precárias de vida nas cidades. Tal processo, em termos históricos, foi resultante do chamado “êxodo rural” que, por causa da substituição do homem pela máquina no campo, acarretou na migração em massa de pessoas do campo para as cidades. O processo de surgimento das favelas chama- se favelização. -A favelização é um problema socioeconômico causado pela estagnação econômica, pelo desemprego, pela falta de planejamento urbano, por desastres naturais e pelas guerras. Decorre do crescimento desordenado das cidades (Macrocefalia Urbana), as quais não são capazes de absorver a população e fornecer-lhe abrigo e renda. Formação do CAI’s – pós 1975 -Domínio do capital financeiro -SNCR: crédito especifico – 1979 – credito financeiro -Gestão de risco -Terras: ativo especulativo Após o D1, as unidades de produção agrícola passaram a... -Especializar-se -Perder a autossuficiência (insumos e serviços externos) -Necessitar + infraestrutura + tecnologia -Gerar excedentes (base técnica = mínimo inviável) -Abrir novos mercados -Enfrentar a globalização da economia John Davis e Ray Goldberg (1957) “… O conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a fabricação dos insumos agropecuários, das operações de produção nas unidades agropecuárias, até o processamento, distribuição e consumo dos produtos agropecuários in natura ou industrializados”. - As mudanças econômicas, sociais políticas e ambientais terminaram por estratificar a produção em setores (primário, secundário e terciário) Agropecuária subordinada à dinâmica industrial - Setor primário: engloba a produção agropecuária e a mineração - Setor secundário: engloba o comércio e a indústria - Setor terciário: engloba a prestação de serviços Balança Comercial é a somatória das transações comerciais de um país para outro país Segurança Alimentar 8,5 milhões de brasileiros miseráveis que sobrevivem com até 1 dólar americano por dia. SEGURANÇA: é possível restaurar o estado original das coisas. SEGURO: não é possível restaurar o estado original das coisas. -Acessível: atender demandas efetiva e potencial -Estável: amenizar flutuações cíclicas de oferta e $ -Autônoma: autossuficiência nos alimentos básicos -Sustentável: garantir recursos a longo prazo -Equitativa: garantir o acesso universal ao mínimo nutritivo Brasil 40 MM: insegurança leve (ignora quando será a próxima refeição, pouco recurso $$) 15,5 MM: insegurança moderada (faltou alimento nos 90 dias PP) 8,5 MM: insegurança grave (miséria) Sistemas Agroindustriais Segmentos do SAI -ANTES da porteira: (à montante da produção) -DENTRO da porteira: (à produção) -DEPOIS da porteira: (à jusante da produção) -Caminhões de transporte estão no ambiente organizacional -Frango doados para festas de igreja estão no ambiente institucional Complexo Agroindustrial (CAI) Harvard-EUA Organização produtiva que tem uma matéria prima base como referência, seguindo industrialização variada e comercializações alternativas até o(s) produto(s) final(s). Ex: CAI do leite Cadeia de Produção Agroindustrial (CPA) França 1960 Organização produtiva vertical que tem o produto final como referência para encadear os agentes responsáveis pelas atividades à montante e à jusante. Ex: CPA do requeijão Sistema Agroindustrial do Milho O milho é a segunda maior cultura de importância na produção agrícola no Brasil. Principal insumo para a produção de aves e suínos, além de sua importância estratégica para a segurança alimentar do brasileiro ao longo das últimas décadas. O Brasil já é o segundo maior exportador mundial de milho, superado apenas pelos Estados Unidos. O produto é reconhecido por sua boa qualidade e por garantir o abastecimento em vários países exatamente no período da entressafra dos EUA. Os principais países importadores do milho aqui produzido são o Vietnã, Irá, Coréia do Sul, Japão, Taiwan, Egito e Malásia Foram considerados 11 genomas de plantas antigas e no final, a partir da gramínea Teosinte, foi selecionando as variações genéticas naturais que deram origem ao milho domesticado. Cerca de 70% do milho produzido no país vira ração, agregando valor à cadeia produtiva do grão, o restante é produzido para silagem, para indústria da alimentação humana, como o milho in natura usado como milho verde na produção de pamonha entre outros. O Mato Grosso é o maior produtor de milho no país, com uma produção de 21 milhões de toneladas por safra. O Brasil é o terceiro maior produtor deste cereal. É a principal fontede energia no processo de nutrição animal em todos os continentes e consumo humano, tanto na indústria alimentícia, bebidas, farmacêutica e importante produção de biocombustível nos EUA. A cadeia produtiva de grãos ainda é muito desorganizada, por causa da infraestrutura logística, do alto custo de transporte na região, aumento dos gastos públicos com subsídios e comercialização entre regiões deficitárias. Sistema Agroindustrial da Soja -O Brasil iniciava um esforço para produção de suínos e aves, gerando demanda por farelo de soja. -O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, atrás apenas dos EUA. -O País se beneficia de uma vantagem competitiva em relação aos outros países produtores: o escoamento da safra brasileira ocorre na entressafra americana, quando os preços atingem as maiores cotações. -O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja. -A soja lidera a produção de grãos no país. -O Brasil apresenta vantagens territoriais, climáticas e tecnológicas para o cultivo da soja; -Desvantagens na logística de transporte afeta a competitividade internacional; -O modal de transporte mais usado no Brasil é o rodoviário (67%) O MAIS CARO - Outro fator que interfere na competitividade da soja brasileira é sua capacidade de armazenamento. O Brasil apresenta uma limitação nos silos adequados para o estoque do grão, forçando os produtores a procurar alternativas desfavoráveis. -Vender o produto mediante após a colheita -Quando existente nas propriedades rurais são estruturas de armazenagem com pequenos números de compartimentos Sistema Agroindustrial do Leite No sistema agroindustrial do leite, os componentes são: -Fornecedores de insumos (produtos veterinários, rações) -Equipamentos (ordenhadeiras, tanques de refrigeração), serviços, genética, produtores de leite (especializados e não especializados) -Indústrias de processamento, pequenos laticínios, cooperativas, empresas multinacionais e empresas comerciais importadoras. -As regiões Sul e Sudeste, lideram a produção nacional. O Sudeste tem o maior rebanho de vacas ordenhadas do total de 17,1 milhões existentes no Brasil. A maior produtividade, porém, é a região Sul, com uma média de 3.284 litros por vaca ao ano. -Atualmente, existem grandes variedades de leites comercializados e preparados de diversas maneiras: -Tipo A não pode ser transportado cru, tem de ser pasteurizado e embalado na fazenda. -Tipo B a ordenha pode ser manual ou mecânica -Tipo C é um leite de baixa qualidade -O SAI do leite contém uma extrema importância para o agronegócio brasileiro, pois o país ocupa o quarto lugar no ranking de países com maior produtividade de leite. -O Brasil ocupa o quarto lugar como maior produtor leiteiro em todo o mundo. MAS, mesmo estando nessa posição, o Brasil ainda é dependente da importação para sanar o mercado interno. -Fazenda Colorado, em Araras, SP Grande produtora de leite tipo A do Brasil, existe apenas 1 no Brasil. Sistema Agroindustrial da Carne Bovina -O principal interesse é o aumento do consumo de carne, que é o principal produto da pecuária bovina e da indústria por trás dela -Nosso setor de abate é um dos mais modernos do mundo em termos de equipamento. Entretanto, a interação entre os elos da cadeia tem deixado muito a desejar -Em 2015 o país se posicionou com o maior rebanho (209 milhões de cabeças), o segundo maior consumidor (38,6 kg/habitante/ano) e o segundo maior exportador (1,9 milhões toneladas) de carne bovina do mundo. Sistema Agroindustrial da Carne de Frango O sistema de produção de aves é classificado em três modelos, independente, integrado e cooperativo -A região sul do país é a maior produtora de carne frango -O Brasil ainda é o primeiro lugar no ranking de exportações -JBS e BRF: responsáveis por mais de 50% dos abates totais no Brasil. -A demanda por carne de frango tanto no mercado interno, quanto externo, apesar dos desafios e dificuldades vem apresentando crescimento firme ao longo da história. Dentre as principais características que beneficiam o consumo da carne de frango, destacam-se: o preço (frente às outras carnes, a carne de frango apresenta preços mais competitivos); percepção de segurança quanto à origem da carne e praticidade de preparo; preocupação com a saúde (a busca por produtos mais saudáveis colocou a carne de frango à frente das carnes vermelhas); restrições culturais (não apresenta restrições religiosas ou culturais na grande maioria dos mercados por executar o método Halal ou Kosher de sacrifício); e curto ciclo de produção (em torno de 42 dias um frango está pronto para o abate). Sistema Agroindustrial da Carne Suína -Atividade de grande relevância econômica; -Desenvolvimento socioeconômico de diversas regiões brasileiras; -Geração de empregos e capital. -O Brasil é o 4º maior exportador e produtor de carne suína do mundo; -A região sul é o maior produtor nacional e Santa Catarina toma frente; -Sistemas Extensivo (pouco domínio sobre produção, fazendas, alimentação baseada em restos de cultura...) -Sistemas Intensivo (investimentos e condições controladas, animais ao ar livre ou confinados, maior cuidado, alimentação balanceada a base de ração...) -Estudos recentes demonstram que as pessoas desejam comer carne com “qualidade ética”, isto é, carne oriunda de animais que foram criados, tratados e abatidos em sistemas que promovam seu conforto, já que com a aplicação de boas práticas de manejo há um aumento da produtividade, redução de doenças, mortalidade e demais perdas, melhoria na qualidade da carne e dos produtos. -Indústrias de 1º transformação- Após o abate dos animais obtêm as peças de carne para demais agentes da cadeia. -Indústrias de 2º transformação- Incorporam a carne em seus produtos e agregam valor nela -JBS e BRF entre as maiores empresas de suínos do mundo; -A região sul é a maior produtora de suínos em relação as outras regiões por causa do clima, suínos se reproduzem melhor em regiões climáticas mais baixas, não suportam calor excessivo. -O maior problema técnico enfrentado pelos suinocultores hoje em dia, inclusive em Santa Catarina, são os dejetos que causam poluição ambiental, a atividade é considerada pelos órgãos ambientais uma “atividade potencialmente causadora de degradação ambiental”, sendo enquadrada como de grande potencial poluidor. -A adoção da tecnologia do Biodigestores na suinocultura apresenta-se como uma alternativa econômica, trazendo redução do consumo de energia elétrica em granjas suinícolas, além de outras atividades como a avicultura e a bovinocultura, também promove saneamento, reduz a poluição e conserva os recursos hídricos