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MPA

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Aula 4 - MPA (27/08) 
 
Na prova ela vai cobrar cálculo de dose, vai pedir para você escolher qual dose irá usar em cada 
medicamento (e colocar na fórmula). A única coisa que ela vai dar são as informações que 
contém nos frascos dos medicamentos - a concentração (que também se usa para fazer o 
cálculo de dose). 
 
A medicação pré-anestésica utilizamos em 90% 
dos pacientes. Ela faz parte do planejamento 
da anestesia, da avaliação do paciente e do 
planejamento cirúrgico para escolher a MPA. 
Para isso, precisamos avaliar a condição do 
paciente, seu temperamento, o resultado dos 
exames, qual o tipo de cirurgia será feita, qual 
medicação irá usar na indução anestésica, qual 
medicação irá usar na operação, e o que 
desejo de pós-operatório - que o animal esteja 
sedado, que recupere tranquilamente e que 
demore mais para acordar. Ou se desejo que o 
animal recupere e acorde rapidamente - tudo 
isso influencia nos medicamentos que iremos 
escolher no pré-anestésico. 
 
MPA - Objetivos: 
 
● Promover sedação, analgesia e relaxamento muscular​: Ajuda a reduzir o estresse para conseguir 
fazer uma indução mais tranquila e segura. Já que em muitos casos, o animal está nervoso e 
estressado por estar num ambiente diferente, e alguns até são naturalmente bravos. Quando o 
animal está estressado, fica com pico de adrenalina e catecolaminas, e se fizer um anestésico geral 
direto deprimirá todo seu sistema, por isso é preciso muito cuidado. 
 
● Potencializar a ação dos anestésicos​: para usar menor quantidade de anestésico geral. Se fizer uma 
cirurgia sem MPA, apenas na indução, usará muito mais propofol do que um animal com MPA que 
está muito bem sedado. A melhor situação é quando o animal seja anestesiado de uma maneira 
suave e acorde de uma maneira suave, que nada seja bruto. 
 
● Coibir o 2° estágio da anestesia​: Excitação, tosse, vômito 
 
● Promover indução e recuperação suaves 
 
● Diminuir secreções das vias aéreas, salivação​: O que é controverso pois a atropina que faz essa 
função, não utilizamos para esse fim. Existem outras mediações com uma certa ação antiemética 
mas no pós operatório, muitos animais que passam por anestesia geral tem muita náusea e 
salivação, pela própria anestesia geral e o MPA não consegue reduzir isso. 
 
● Diminuir reflexos autonômicos e Suprimir ou prevenir o vômito e a regurgitação​: Se o animal vomitar 
quando já estiver sedado, tem chance de aspirar pois o grau de consciência dele já está reduzido. E 
também, a boca fica suja de vômito dificultando a inserção da sonda até a traquéia. 
MPA – Requisitos para o anestesista 
 
● Conhecer as características de cada fármaco: pois se aplicar um fármaco que dura meia hora mas 
o anestesista quer induzir dali a duas horas, não funciona. 
 
● Efeitos no sistema (card/resp/renal): É importante saber se depende do fígado para metabolizar tal 
fármaco, pois se o animal for hepatopata é contra indicado usar tal medicamento que necessita da 
metabolização no fígado. 
 
● Latência: precisa saber quanto tempo o fármaco demora para fazer efeito. Se demora por exemplo, 
15 minutos para fazer efeito, não adianta aplicar e querer induzir o animal em 5 minutos, precisa 
esperar fazer o efeito. Caso contrário, o efeito irá acontecer quando o animal já estiver sob 
anestesia geral e neste caso não saberemos o que está causando o que: a FC reduziu porque 
induzi ou diminuiu porque começou a fazer o efeito da MPA? 
 
● Duração de ação: para saber planejar o tempo da cirurgia, se precisará reaplicar e se sim, quando. 
Ou se por exemplo, aplicou o MPA de manhã e quer fazer a cirurgia a tarde: Quando chegar o 
horário da cirurgia, não adiantará de nada porque o efeito já terá passado. 
 
MPA - ESCOLHA 
 
● Estado geral do paciente 
● Grau de sedação e analgesia desejada: existem situações de emergência onde não podemos 
realizar exames para fazer a analgesia ideal para aquele paciente específico. Então utilizamos a 
medicação mais segura para tentar salvar o paciente. 
● Tipo de procedimento cirúrgico: se é procedimento rápido ou longo, doloroso ou não. Tem que 
pensar conforme a necessidade do paciente e o tipo de cirurgia: se for fazer uma pequena 
remoção de tumor no rosto onde fará um corte e dois pontos, se pesar no MPA, o animal ficará 5 
minutos anestesiado e no pós-operatório vai demorar 2 horas para acordar. 
● Fármacos e equipamentos disponíveis: não adianta querer utilizar acepromazina e não ter 
acepromazina. 
 
Tudo isso faz parte do ​planejamento anestésico​! 
 
AGENTES 
 
● Anticolinérgicos​: ​atropina, escopolamina (buscopan), glicopirrolato (não tem, interessa mais os 
outros). Todos esses não são MPA propriamente dita, são usados em situações bem específicas 
que falaremos mais pra frente. 
● Fenotiazínicos​: ​acepromazina (acepran), clorpromazina, prometazina (fenergan - anti). Um 
tranquilizantes e um anti alérgicos são da mesma classe, então prometazina também tem um nível 
leve de tranquilização e a acepromazina também pode ter um nível leve de anti histamínico, já que 
são parentes. Só muda o que cada um tem maior efeito. Por isso que fenergan dá sono. 
● Butirofenonas​: ​azaperone. Ele é de eleição para sedar suínos, já que eles não funcionam bem 
com outros fármacos. 
● Agonistas do receptor α2:​ ​dexmedetomidina, detomidina, xilazina. 
● Benzodiazepínicos​: ​midazolam (droga da verdade), diazepam, clonazepam (que é o rivotril) 
também faz parte mas ela falou em sala mais por curiosidade esse último. 
● Opióides​: ​morfina, meperidina, metadona, butorfanol, tramadol. 
 
 
ATROPINA E ESCOPOLAMINA ​(ANTICOLINÉRGICO) - EFEITOS 
 
Anticolinérgicos nos interessa a atropina e escopolamina. Em cão e gato utiliza a escopolamina em 
clínica para fazer a via do buscopan, em um animal com gastroenterite ou dor abdominal. Já em 
anestesio, utiliza a atropina para cão e gato e a maioria das espécies. Só usa a escopolamina em 
equino já que a atropina diminui a motilidade e por isso é contra indicado. 
 
Mecanismo de ação​: ​antagonista competitivo dos receptores colinérgicos muscarínicos (acetilcolina)​. 
Tem ação vagolítica – Bloqueiam efeitos do vago. 
 
 
Ou seja, é antagonista competitivo da 
acetilcolina, que tem a ver com o 
parassimpático, tendo ação vagolítica (contra 
o vago, bloqueando os efeitos do nervo 
vago). Efeitos opostos ao simpático. É um 
parassimpatolítico​! 
 
Por isso que se usa colírio de atropina para 
dilatar pupila. 
 
 
 
 
Utiliza atropina hoje para aumentar a 
frequência cardíaca. Ela era utilizada 
muito para reduzir secreções (sialorréia), 
mas ela não reduz a secreção de fato, só 
deixa mais viscosa (por isso melhora a 
aparência) e causando isso, aumenta a 
chance do animal se engasgar. 
 
Hoje pode até usar como MPA mas para 
aumentar a frequência cardíaca no 
trans-anestésico, ou se fez muito opióide 
e precisa aumentar a FC, ou se o animal 
tem algum tipo de arritmia, ela é o 
tratamento. É uma droga de emergência. 
 
 
ATROPINA ​- INDICAÇÕES 
 
● Ritmos bradicárdicos (trans-operatório ou preventiva):

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