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ONCOLOGIA APLICADA Á ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
Profª Enfª Lucinda Xavier 
 
O que é câncer? 
 
Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em 
comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. 
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e 
incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para 
outras regiões do corpo. 
Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. 
Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados 
carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo 
ou cartilagem, são chamados sarcomas. 
 
 
 
 
Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a 
velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos 
vizinhos ou distantes, conhecida como metástase. 
 
 
Como surge o câncer? 
 
O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo. Entretando, alguns órgãos são 
mais afetados do que outros; e cada órgão, por sua vez, pode ser acometido por 
tipos diferenciados de tumor, mais ou menos agressivos. 
O câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no 
DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. 
As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, 
que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-
oncogenes tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais 
em células cancerosas. 
 
 
As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana 
celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, 
que contém os cromossomos, que, por sua vez, são compostos de genes. Os 
genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das 
estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação 
genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido 
desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomos passam as 
informações para o funcionamento da célula. 
O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese 
e, em geral, acontece lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula 
cancerosa prolifere-se e dê origem a um tumor visível. Os efeitos cumulativos de 
diferentes agentes cancerígenos ou carcinógenos são os responsáveis pelo início, 
promoção, progressão e inibição do tumor. 
A carcinogênese é determinada pela exposição a esses agentes, em uma dada 
frequência e em dado período de tempo, e pela interação entre eles. Devem ser 
consideradas, no entanto, as características individuais, que facilitam ou dificultam 
a instalação do dano celular. Esse processo é composto por três estágios: 
• Estágio de iniciação: os genes sofrem ação dos agentes cancerígenos, que 
provocam modificações em alguns de seus genes. Nessa fase, as células se 
encontram geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um 
tumor clinicamente. Elas encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a 
ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio. 
 
• Estágio de promoção: as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", 
sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A 
célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para 
que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com 
o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores 
muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da 
alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de 
fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas. 
 
• Estágio de progressão: se caracteriza pela multiplicação descontrolada e 
irreversível das células alteradas. Nesse estágio, o câncer já está instalado, 
evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença. Os 
fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados 
agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno 
completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da 
carcinogênese. 
 
 
Como se comportam as células cancerosas? 
O câncer é causado por alterações da estrutura genética (DNA) das células, as 
chamadas mutações. Cada célula sadia possui instruções de 
como devem proceder, ou seja como crescer e se dividir, o período de 
funcionamento e de sua morte. Na presença de qualquer erro nestas instruções 
pode surgir uma célula alterada que se torna cancerígena. 
• Multiplicam-se de maneira desordenada e descontrolada, ou seja elas se 
dividem mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta, 
e o crescimento celular torna-se contínuo. O excesso de células vai 
invadindo progressivamente todo o organismo, adoecendo todo o corpo. 
Geralmente, têm capacidade para formar novos vasos sanguíneos que as 
nutrirão e manterão as atividades de crescimento descontrolado. 
• O acúmulo dessas células desordenadas dá origem aos tumores malignos. 
• As células possuem a capacidade de se desprenderem do tumor e de se 
deslocar. Invadem inicialmente os tecidos vizinhos, podendo chegar ao 
interior de um vaso sanguíneo ou linfático e, através desses, disseminar-se, 
chegando a órgãos distantes do local onde o tumor se iniciou, formando o 
que chamamos de as metástases. Dependendo do tipo da célula do tumor, 
alguns dão metástases mais rápido e mais precocemente, outros o fazem 
bem lentamente ou até não o fazem. 
• As células cancerosas são, geralmente, menos especializadas nas suas 
funções do que as suas correspondentes normais. Conforme as células 
cancerosas vão substituindo as normais, os tecidos invadidos vão perdendo 
suas funções. Por exemplo, a invasão dos pulmões gera alterações 
respiratórias, a invasão do cérebro pode gerar, alterações neurológicas, etc. 
 
Sendo assim, as células cancerosas apresentam quatro características que as 
distinguem das células normais: proliferação descontrolada, diferenciação e perda 
de função, poder de invasão e capacidade de sofrer metástases. 
 
Como o organismo se defende? 
 
No organismo, existem mecanismos de defesa naturais que o protegem das 
agressões impostas por diferentes agentes que entram em contato com suas 
diferentes estruturas. Ao longo da vida, são produzidas células alteradas, mas 
esses mecanismos de defesa possibilitam a interrupção desse processo, 
resultando em sua eliminação. A integridade do sistema imunológico, a capacidade 
de reparo do DNA danificado por agentes cancerígenos e a ação de enzimas 
responsáveis pela transformação e eliminação de substâncias cancerígenas 
introduzidas no corpo são exemplos de mecanismos de defesa. 
Esses mecanismos, próprios do organismo, são na maioria das vezes 
geneticamente pré-determinados, e variam de um indivíduo para outro. Esse fato 
explica a existência de vários casos de câncer numa mesma família, bem como o 
porquê de nem todo fumante desenvolver câncer de pulmão. 
O sistema imunológico desempenha um importante papel nesse mecanismo de 
defesa. Ele é constituído por um sistema de células distribuídas numa rede 
complexa de órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, o timo e a 
medula óssea, e também circulando na corrente sanguínea. Esses órgãos são 
denominados órgãos linfoides e estão relacionados com o crescimento, o 
desenvolvimento e a distribuição das células especializadas na defesa do corpo 
contra os ataques de "invasores estranhos". Dentre essas células, os linfócitos 
desempenham um papel muito importante nas atividades do sistema imune, 
relacionadas às defesas no processo de carcinogênese. 
Cabe aos linfócitos a atividade de atacar as células do corpo infectadas por vírus 
oncogênicos (capazes de causar câncer) ou as células em transformaçãomaligna, 
bem como de secretar substâncias chamadas de linfocinas. As linfocinas regulam 
o crescimento e o amadurecimento de outras células e do próprio sistema imune. 
Acredita-se que distúrbios em sua produção ou em suas estruturas sejam causas 
de doenças, principalmente do câncer. 
A compreensão dos exatos mecanismos de ação do sistema imunológico 
contribuirá para a elucidação de diversos pontos importantes para o entendimento 
da carcinogênese e, portanto, para novas estratégias de tratamento e de 
prevenção do câncer. 
 
Estadiamento 
 
A necessidade de se classificar os casos de câncer em estádios baseia-se na 
constatação de que as taxas de sobrevida são diferentes quando a doença está 
restrita ao órgão de origem ou quando ela se estende a outros órgãos. 
Estadiar um caso de câncer significa avaliar seu grau de disseminação. Para tal, 
há regras internacionalmente estabelecidas, as quais estão em constante 
aperfeiçoamento. 
O estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da 
doença, mas também o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro. 
A classificação das neoplasias malignas em grupos obedece a diferentes variáveis: 
localização, tamanho ou volume do tumor, invasão direta e linfática, metástases a 
distância, diagnóstico histopatológico, produção de substâncias, manifestações 
sistêmicas, duração dos sinais e sintomas, sexo e idade do paciente, etc. 
Diversos sistemas de estadiamento poderiam ser concebidos, tendo por base uma 
ou mais das variáveis mencionadas. 
O sistema de estadiamento mais utilizado é o preconizado pela União Internacional 
para o Controle do Câncer (UICC), denominado Sistema TNM de Classificação 
dos Tumores Malignos. Esse sistema baseia-se na extensão anatômica da 
doença, levando em conta as características do tumor primário (T), as 
características dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão em que 
o tumor se localiza (N), e a presença ou ausência de metástases a distância (M). 
Estes parâmetros recebem graduações, geralmente de T0 a T4, de N0 a N3 e de 
M0 a M1, respectivamente. 
Além das graduações numéricas, as categorias T e N podem ser subclassificadas 
em graduações alfabéticas (a, b, c). Tanto as graduações numéricas como as 
alfabéticas expressam o nível de evolução do tumor e dos linfonodos 
comprometidos. O símbolo "X" é utilizado quando uma categoria não pode ser 
devidamente avaliada. 
Quando as categorias T, N e M são agrupadas em combinações pré-
estabelecidas, ficam distribuídas em estádios que, geralmente, variam de I a IV. 
Estes estádios podem ser subclassificados em A e B, para expressar o nível de 
evolução da doença. 
Entretanto, existem sistemas de classificação que utilizam algarismos romanos 
sem que estes resultem da combinação de valores de T, N e M, como ocorre no 
estadiamento da doença de Hodgkin e dos linfomas malignos. Estes também são 
subclassificados em A e B, significando, respectivamente, ausência ou presença 
de manifestações sistêmicas. 
Grupos que se dedicam ao estudo de tumores específicos costumam desenvolver 
sistemas próprios de estadiamento, mesmo que o tumor já possua regras de 
classificação pela UICC. Isto não significa que os sistemas sejam incompatíveis, 
mas que se complementam. É o caso, por exemplo, dos sistemas de estadiamento 
que expressam a classificação do tumor através de letras maiúsculas (A, B, C, D), 
tal como ocorre nos tumores de próstata, bexiga e intestino. Outro exemplo se 
verifica com o estadiamento dos tumores ovarianos (UICC e Federação 
Internacional de Ginecologia e Obstetrícia - Figo), atualmente compatibilizados. 
O estadiamento pode ser clínico e patológico. O estadiamento clínico é 
estabelecido a partir dos dados do exame físico e dos exames complementares 
pertinentes ao caso. O estadiamento patológico baseia-se nos achados cirúrgicos 
e no exame anatomopatológico da peça operatória. É estabelecido após 
tratamento cirúrgico e determina a extensão da doença com maior precisão. O 
estadiamento patológico pode ou não coincidir com o estadiamento clínico e não é 
aplicável a todos os tumores. 
Independentemente do tipo de sistema utilizado para a classificação anatômica do 
tumor, este deve ser classificado quanto ao grau de diferenciação histológica, que 
varia de Gx a G4. Por vezes, a própria denominação patológica do tumor inclui a 
sua diferenciação - é o caso do adenocarcinoma gástrico classificado como "difuso 
de Lauren" (mal diferenciado) ou do "tipo intestinal de Lauren" (bem diferenciado). 
Tendo em vista que um órgão pode apresentar vários tipos histológicos de tumor, 
é de se esperar que os sistemas de estadiamento variem com a classificação 
histopatológica do mesmo. Por exemplo, os sistemas de estadiamento do câncer 
gástrico da UICC e da SJCG só são aplicáveis ao adenocarcinoma de estômago. 
O estadiamento implica que tumores com a mesma classificação histopatológica e 
extensão apresentam evolução clínica, resposta terapêutica e prognóstico 
semelhantes. 
A determinação da extensão da doença e a identificação dos órgãos por ela 
envolvidos auxiliam nas seguintes etapas: 
1. obtenção de informações sobre o comportamento biológico do tumor; 
2. escolha da terapêutica; 
3. previsão das complicações; 
4. obtenção de informações sobre o prognóstico do caso; 
5. avaliação dos resultados do tratamento; 
6. investigação em oncologia: pesquisa clínica, publicação de resultados e troca 
de informações. 
Os parâmetros de estadiamento devem incluir os fatores relacionados ao tumor e 
ao hospedeiro, quais sejam: 
1. órgão e tecido de origem do tumor; 
2. classificação histopatológica do tumor; 
3. extensão do tumor primário: tamanho ou volume; invasão de tecidos 
adjacentes; comprometimento de nervos, vasos ou sistema linfático; 
4. locais das metástases detectadas; 
5. dosagem de marcadores tumorais; 
6. estado funcional do paciente. 
 
O conhecimento do diagnóstico histopatológico do tumor não é pré-requisito para 
seu estadiamento. Em consulta de primeira vez, suspeitado o diagnóstico de 
neoplasia maligna, o médico deve, a partir do conhecimento da história natural do 
tumor, identificar queixas e buscar sinais que se associam ao mesmo, procurando 
assim avaliar a extensão da doença. 
Às vezes, o estadiamento só pode ser estabelecido por meio de procedimentos 
cirúrgico-terapêuticos, como no caso de tumor de ovário, no qual é indicada 
cirurgia para ressecção do tumor e inventário da cavidade abdominal. 
Enfim, o estadiamento de uma neoplasia maligna requer, por parte do médico, 
conhecimentos básicos sobre o comportamento biológico do tumor que se estadia 
e sobre o sistema de estadiamento adotado. 
Um estadiamento bem conduzido leva a condutas terapêuticas corretamente 
aplicadas. 
 
Estatísticas de câncer 
 
A incidência, a morbidade hospitalar e a mortalidade são medidas de controle para 
a vigilância epidemiológica que permitem analisar a ocorrência, a distribuição e a 
evolução das doenças. Conhecer informações sobre o perfil dos diferentes tipos de 
câncer e caracterizar possíveis mudanças de cenário ao longo do tempo são 
elementos norteadores para ações de Vigilância do Câncer - componente 
estratégico para o planejamento eficiente e efetivo dos programas de prevenção e 
controle de câncer no Brasil. A base para a construção desses indicadores são os 
números provenientes, principalmente, dos Registros de Câncer e do Sistema de 
Informações sobre Mortalidade (SIM/MS). 
 
- Em homens, Brasil, 2018 
Localização Primária Casos Novos % 
Próstata 68.220 31,7 
Traqueia, Brônquio e Pulmão 18.740 8,7 
Cólon e Reto 17.380 8,1 
Estômago 13.540 6,3 
Cavidade Oral 11.200 5,2 
Esôfago 8.240 3,8 
Bexiga 6.690 3,1 
Laringe 6.390 3,0 
Leucemias 5.940 2,8 
Sistema Nervoso Central 5.810 2,7 
Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma 214.970 100,0 
Todas as Neoplasias 300.140 
 
- Em mulheres, Brasil, 2018 
Localização Primária Casos Novos % 
Mama feminina 59.700 29,5Cólon e Reto 18.980 9,4 
Colo do útero 16.370 8,1 
Traqueia, Brônquio e Pulmão 12.530 6,2 
Glândula Tireoide 8.040 4,0 
Estômago 7.750 3,8 
Corpo do útero 6.600 3,3 
Ovário 6.150 3,0 
Sistema Nervoso Central 5.510 2,7 
Leucemias 4.860 2,4 
Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma 202.040 100,0 
Todas as Neoplasias 282.450 
 
Fonte: 
• MS / INCA / Estimativa de Câncer no Brasil, 2018 
• MS / INCA / Coordenação de Prevenção e Vigilância / Divisão de Vigilância 
e Análise de Situação 
 
Mortalidade conforme a localização primária do tumor e sexo. 
 
- Em homens, Brasil, 2017 
Localização Primária Óbitos % 
Traqueia, Brônquios e Pulmões 16.137 14,0 
Próstata 15.391 13.4 
Cólon e Reto 
9.207 8,0 
Estômago 9.206 8.0 
Esôfago 6.647 5,8 
Fígado e Vias biliares intra-hepáticas 5.908 5,1 
Pâncreas 5.316 4,6 
Localização primária desconhecida 
4.941 4,3 
Cavidade oral 4.923 4,3 
Sistema Nervoso Central 4.795 4,2 
Todas as neoplasias 115.057 100,0 
 
- Em mulheres, Brasil, 2017 
Localização Primária Óbitos % 
Mama 16.724 16,1 
Traqueia, Brônquios e Pulmões 11.792 11,4 
Cólon e Reto 9.660 9,3 
Colo do útero 6.385 6,2 
Pâncreas 
5.438 5,2 
Estômago 5.107 4,9 
Localização primária desconhecida 4.714 4,6 
Fígado e Vias biliares intra-hepáticas 4.292 4,1 
Sistema Nervoso Central 4.401 4,1 
Ovário 3.879 3,7 
Todas neoplasiaS 103,583 100,0 
 Fonte: 
• MS / SVS/DASIS/CGIAE/Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2019 
• MS / INCA / Coordenação de Prevenção e Vigilância / Divisão de Vigilância e Análise de 
Situação, 2019 
 
O que causa o câncer? 
O câncer não tem uma causa única. Há diversas causas externas (presentes no meio 
ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). 
Os fatores podem interagir de diversas formas, dando início ao surgimento do câncer. 
Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. As mudanças 
provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem 
aumentar o risco de diferentes tipos de câncer. 
Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente de trabalho 
(indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) e o 
ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). Os fatores de risco ambientais de 
câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores alteram a estrutura 
genética (DNA) das células. 
As causas internas estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das 
agressões externas. Apesar de o fator genético exercer um importante papel na formação 
dos tumores (oncogênese), são raros os casos de câncer que se devem exclusivamente a 
fatores hereditários, familiares e étnicos. 
Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais 
suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso parece explicar porque 
algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo 
carcinógeno. 
O envelhecimento natural do ser humano traz mudanças nas células, que as tornam mais 
vulneráveis ao processo cancerígeno. Isso, somado ao fato de as células das pessoas 
idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, 
explica, em parte, o porquê de o câncer ser mais frequente nessa fase da vida. 
 
 
Tratamento do câncer 
 
O tratamento do câncer pode ser feito através 
de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos 
casos, é necessário combinar mais de uma modalidade. 
 
O que é cirurgia oncológica? 
 
A cirurgia oncológica é um tipo de tratamento do câncer que consiste na retirada do 
tumor através de operações no corpo do paciente. Quando indicada, sua intenção é 
remover totalmente o tumor. 
O câncer em sua fase inicial pode ser controlado, ou mesmo curado, através do 
tratamento cirúrgico, atualmente considerado um dos tripés para o tratamento da 
doença, ao lado da quimioterapia e da radioterapia. Vale ressaltar que a abordagem 
múltipla do tratamento, associando diversas modalidades terapêuticas, costuma gerar 
melhores resultados em termos de cura, sobrevida e qualidade de vida. 
O ato cirúrgico pode ter finalidade curativa, sobretudo quando há detecção precoce do 
tumor e é possível sua retirada total; ou finalidade paliativa, quando o objetivo é de 
reduzir a quantidade de células tumorais ou de controlar sintomas que comprometam 
a qualidade da sobrevivência do paciente. Alguns exemplos de tratamentos paliativos 
são: a descompressão de estruturas vitais, o controle de hemorragias e perfurações, o 
desvio de trânsitos aéreo, digestivo e urinário, o controle da dor e a retirada de uma 
lesão de difícil convivência. 
O procedimento cirúrgico deve ser realizado sempre sob anestesia, em ambiente 
adequado e com material e equipe devidamente preparados para a intervenção. Além 
https://www.inca.gov.br/tratamento/cirurgia
https://www.inca.gov.br/tratamento/quimioterapia
https://www.inca.gov.br/tratamento/radioterapia
https://www.inca.gov.br/tratamento/quimioterapia
https://www.inca.gov.br/tratamento/transplante-de-medula-ossea
disso deve considerar simultaneamente aspectos técnicos, como o conhecimento 
sobre a doença e seu estágio de desenvolvimento, a retirada integral do tumor com 
cuidado para não deixar que a doença se espalhe durante o ato, a retirada de todos os 
locais para onde a doença possa ter se espalhado (gânglios e outros órgãos); bem 
como aspectos relacionados ao adequado preparo do paciente e seus familiares sobre 
as alterações fisiológicas e/ou mutilações que poderão ocorrer por causa do 
tratamento cirúrgico. 
A cirurgia oncológica também é uma forma de avaliar a extensão da doença. Ou seja, 
em alguns casos, o estadiamento do câncer só é possível de ser certificado durante o 
ato cirúrgico. 
O TRATAMENTO 
 
 
O que é quimioterapia? 
É um tipo de tratamento em que se utilizam medicamentos para combater o câncer. 
Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do 
corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, 
também, que se espalhem. 
Como é 
administrada a 
quimioterapia? 
Via oral (pela boca) 
São remédios em forma de comprimidos, cápsulas e líquidos, que você pode tomar 
em casa. 
 
Intravenosa (pela veia) 
A medicação é aplicada na veia ou por meio de cateter (que é um tubo fino colocado 
na veia), na forma de injeções ou dentro do soro. 
 
Intramuscular (pelo músculo) 
A medicação é aplicada por meio de injeções no músculo. 
 
Subcutânea (abaixo da pele) 
A medicação é aplicada por meio de injeção no tecido gorduroso acima do 
músculo. 
 
Intratecal (pela espinha dorsal) 
É pouco comum, sendo aplicada no líquor (líquido da espinha), administrada 
pelo médico, em uma sala própria ou no centro cirúrgico. 
 
Tópica(sobre a pele) 
O medicamento, que pode ser líquido ou pomada, é aplicado na pele. 
Como é o tratamento? 
Após a consulta médica e a liberação dos exames laboratoriais, sua quimioterapia 
será marcada e você receberá do enfermeiro da central de quimioterapia orientações 
sobre o seu tratamento, de acordo com a prescrição médica. O tratamento, que será 
administrado por profissionais capacitados da equipe de enfermagem, pode ser feito 
das seguintes maneiras: 
Ambulatorial: O paciente vem de sua residência para receber o tratamento e volta pra 
casa. 
Internação: O paciente é hospitalizado durante todo o período do tratamento. 
 
A quimioterapia causa dor? 
A única dor que você deverá sentir é a da "picada" da agulha na pele, na hora de 
puncionar a veia para fazer a quimioterapia. Algumas vezes, certos remédios podem 
causar uma sensação de desconforto, ardência, queimação, placas avermelhadas na 
pele e coceira. Avise imediatamente ao profissional que estiver lhe atendendo se você 
sentir qualquer um desses sintomas. 
 
Não estou sentindo mais nada. Porque ainda estou fazendo 
quimioterapia? 
O fato de você não estar sentindo mais nada, não significa que as aplicações devam 
ser suspensas. É um sinal que você está respondendo bem ao tratamento e o seu 
médico indicará o momento em que as aplicações deverão terminar em função das 
características de sua doença. 
 
Existem outros tipos de tratamento associados à quimioterapia? 
Sim, a radioterapia e cirurgia. 
Causas e Prevenção 
A prevenção do câncer engloba ações realizadas para reduzir os riscos de ter a 
doença. 
• O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva. 
Isso inclui evitar a exposição aos fatores de risco de câncer e a adoção de 
um modo de vida saudável. 
• O objetivo da prevenção secundária é detectar e tratar doenças pré-
malignas (por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas 
paredes do intestino) ou cânceres assintomáticos iniciais. 
 
12 dicas para prevenir o câncer 
Não fume! 
Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de 
pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no 
ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por 
fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental 
para a prevenção do câncer. 
Alimentação saudável protege contra o câncer. 
Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, 
verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos 
ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e 
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico
bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer. A alimentação deve ser saborosa, 
respeitar a cultura local, proporcionar prazer e saúde e incluir alimentos regionais. 
Mantenha o peso corporal adequado. 
Umas das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser 
fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado. Estar acima do 
peso aumenta as chances de desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar 
o peso por meio de uma boa alimentação e realizar atividade física, não há 
necessidade de serem aquelas modalidades sistematizadas ou que demandem a 
contratação de serviços como academias, que também podem ser opções. 
Pratique atividades físicas. 
Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar 
o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim ou buscar modalidades 
como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras. Experimente, ache 
aquela modalidade que você goste, aproveite e busque fazer dessas atividades um 
momento coletivo, prazeroso e divertido, com a família e amigos, ou faça 
da atividade física um momento introspectivo no qual você se conecta consigo, 
enfim, é possível encaixar a atividade física na rotina de cada um, seja através do 
deslocamento ativo indo ao trabalho ou outras atividades caminhando ou de 
bicicleta, são diferentes possibilidades. 
Amamente. 
O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável. 
A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de 
vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a 
obesidade infantil. A partir de seis meses da criança, deve-se complementar a 
amamentação conforme a dica sobre Alimentação saudável e proteção contra o 
câncer. 
 
Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do 
colo do útero a cada três anos. 
As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame 
preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase 
totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. 
Tão importante quanto fazer o exame é saber o resultado, seguir as orientações 
médicas e o tratamento indicado. 
Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 
anos. 
A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo 
(Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do 
útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando chegarem aos 25 anos, deverão 
fazer um exame preventivo a cada três anos, pois a vacina não protege contra 
todos os subtipos do HPV. 
Vacine contra a hepatite B. 
O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e 
a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde 
disponibiliza nos postos de saúde do País a vacina contra esse vírus para pessoas 
de todas as idades. 
Evite a ingestão de bebidas alcoólicas. 
Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver 
https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/peso-corporal
https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/peso-corporal
https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/atividade-fisica
https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/atividade-fisica
https://www.inca.gov.br/alimentacao/amamentacao
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero
câncer. Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a 
possibilidade do surgimento da doença. 
Evite comer carne processada. 
Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, 
peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver 
câncer. Os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento 
de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago. 
Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, 
como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios. 
Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de 
aba larga, camisa de manga longa e calça comprida. 
Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho. 
Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem 
conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a 
estes agentes seria o ideal e desejável. Mas para que isto ocorra de maneira 
satisfatória, é necessário o comprometimento de todos os envolvidos nos diversos 
processos de trabalho, visando a elaboração de planos para evitar o adoecimento 
dos trabalhadores. Também é fundamental a implementação de leis que obriguem 
e fiscalizem a substituição dos agentes causadores câncer no trabalho por outros 
mais saudáveis, quando já houver esta alternativa. 
 
Alimentação 
 
Uma das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser 
fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado. 
Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, 
verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos 
ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e 
bebidas açucaradas, podem prevenir novos casos de câncer. 
Confira no menu à esquerda as recomendações sobre alimentação e prevenção 
de câncer. Após o tratamento, pessoas que tiveram diagnóstico de câncer, 
incluindo àquelas livre da doença, também devem seguir essas recomendações. 
Cuidar da alimentação, praticar atividade física e buscar manter o peso adequado 
é essencial para recuperar a saúde, prevenir o retorno da doença e o 
desenvolvimento de outro tipo de câncer. As informações são baseadas nos 
relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto 
Americano de Pesquisa em Câncer (AICR), entre outras pesquisas. Além disso, 
https://www.inca.gov.br/alimentacao/carnes-processadas
https://www.inca.gov.br/alimentacao/excesso-de-sal-e-alimentos-com-conservantes
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino
https://www.inca.gov.br/alimentacao/excesso-de-sal-e-alimentos-com-conservantes
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-estomagohttps://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico
veja as dicas para uma alimentação saudável, os mitos e verdades e acesse as 
publicações, legislação e vídeos sobre o tema. 
 
Adoçantes artificiais 
 
O consumo frequente de adoçantes artificiais adicionados a bebidas e alimentos 
ou presentes em produtos light, diet ou zero, pode causar algumas doenças como 
o câncer. Que tal tirar o açúcar e o adoçante da sua mesa e sentir o sabor 
verdadeiro dos alimentos? 
Os edulcorantes, conhecidos como adoçantes, mais utilizados são: estévia, 
sorbitol, aspartame, ciclamato, sucralose e sacarina. Apesar de terem sido 
produzidos originalmente para pessoas com diabetes, que tem restrição de 
ingestão de açúcar, atualmente são substâncias usadas em vários produtos e 
consumidas por muitas pessoas. Quando consumidos em excesso, os 
edulcorantes podem causar efeitos colaterais, como dor de cabeça, mal-estar, 
alterações de humor e diarreia. Além disso, estudos experimentais, realizados em 
animais, revelam o potencial de determinados adoçantes artificiais, como o 
aspartame, ciclamato de sódio e sacarina sódica, para desenvolvimento de câncer. 
É importante evitar seu consumo e buscar educar o paladar para sentir o real 
sabor dos alimentos. Muitos alimentos industrializados como os diet, light, zero e 
até mesmo os normais possuem edulcorantes em sua composição, atualmente é 
comum alguns produtos anunciarem que não possuem açúcar e não especificar 
que houve a troca por adoçantes. Portanto, para saber se está consumindo 
adoçantes, fique atento à lista de ingredientes nos rótulos dos alimentos. 
Por causa dos efeitos colaterais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceram limites para a 
ingestão diária de adoçantes artificiais. Entretanto, há grandes dificuldades em 
quantificar o real consumo dessas substâncias, uma vez que elas estão presentes 
em vários alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumir ou 
aquecer, sem a indicação da sua quantidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agrotóxicos 
 
Os agrotóxicos utilizados na produção da maioria dos alimentos no Brasil causam 
danos ao meio ambiente e à saúde do produtor rural e do consumidor. Sempre que 
possível, dê preferência aos alimentos agroecológicos ou orgânicos. 
Os agrotóxicos são produtos utilizados na agricultura para eliminar insetos ou 
ervas daninhas nas plantações. Também são chamados de defensivos agrícolas 
ou agroquímicos. 
Estudos nacionais e internacionais não deixam dúvidas sobre os danos causados 
por esses produtos na população, principalmente nos trabalhadores e 
comunidades rurais, e no meio ambiente. Além da contaminação dos alimentos, da 
terra, das águas – que em algumas situações torna-se imprópria para o consumo 
humano – temos a intoxicação de seres vivos, como os mamíferos (incluindo o 
homem), peixes, aves e insetos. Regiões com alto uso de agrotóxicos apresentam 
incidência de câncer bem acima da média nacional e mundial. Cabe destacar que 
desde 2009, o Brasil é o maior consumidor mundial desses produtos. 
Além dos alimentos in natura de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, 
cereais integrais, castanhas e outras oleaginosas, ou minimamente processados, 
ou ainda ovos, leite e carnes frescas, é importante destacar que os resíduos dos 
agrotóxicos também podem estar presentes nos alimentos ultraprocessados como 
biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas e pizzas, entre outros, que 
têm como ingredientes o trigo, o milho, a cana-de-açúcar e a soja, por exemplo. 
Sempre que possível, consuma alimentos agroecológicos ou orgânicos, pois além 
de serem mais saudáveis, contribuem para a preservação do meio ambiente e 
para a agricultura familiar. 
 
Alimentos de origem vegetal 
 
Arroz com feijão é uma combinação saudável, tipicamente brasileira, acessível, 
gostosa e traz à mesa uma mistura essencial de proteínas, fibras, vitaminas e 
minerais. Existem diversos tipos de feijão, como carioquinha, preto, manteiga e de 
corda, e outros grãos, como lentilha, ervilha e grão-de-bico. Além do arroz, outros 
cereais comuns no nosso país são: aveia, trigo e milho. Coloque mais cores no 
seu feijão com arroz. 
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico
Frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, 
sementes e nozes protegem contra o câncer, fortalecendo as defesas do corpo e 
ajudando o intestino a funcionar bem. Procure variar esses alimentos e faça deles 
a base da sua alimentação. 
Esses alimentos têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às 
células e, ainda, consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a 
célula foi alterada e não for possível consertar o DNA, alguns compostos 
promovem a sua morte, interrompendo a multiplicação desordenada. 
A recomendação é consumir, no mínimo, cinco porções (400g) por dia de frutas e 
vegetais sem amido, como espinafre, bertalha, agrião, tomate, cenoura, couve-flor, 
beterraba, chuchu, quiabo e abobrinha, sendo duas porções de frutas e três de 
vegetais sem amido. Cada porção equivale a uma quantidade que caiba na palma 
da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g. 
No Brasil há uma enorme diversidade de frutas: açaí, cupuaçu, caju, seriguela, 
graviola, jabuticaba, murici, jenipapo, abacate, banana, jaca, goiaba, pitanga e uva. 
Algumas são fáceis de encontrar na sua região. Elas são ótimas opções para 
lanches, sobremesas e ainda podem ser combinadas com preparações salgadas. 
Nozes, avelãs, castanhas, castanhas-de-caju, castanhas-do-pará, macadâmias, 
pistaches e amêndoas, também possuem nutrientes importantes na prevenção de 
câncer. Sementes como de girassol, abóbora, gergelim, amendoim, amêndoa de 
baru também fazem parte desse grupo de alimentos protetores. Experimente 
acrescentá-las na salada. 
 
 
Alimentos e bebidas com alto teor calórico 
 
Procure diminuir o consumo de alimentos e bebidas com alto teor calórico, do tipo 
fast-food, ultraprocessados e processados ricos em gorduras, amidos ou açúcares, 
pois eles promovem excesso de peso que aumenta a chance de desenvolver 
câncer. 
São exemplos de ultraprocessados e processados ricos em gorduras, amidos ou 
açúcares os alimentos do tipo fast-food, o hambúrguer, pizza e cachorro-quente e 
produtos prontos para consumir ou aquecer, como lasanhas, salgadinhos e 
biscoitos, contêm grande quantidade de gorduras e açúcares e, portanto, alta 
concentração de calorias. 
As bebidas açucaradas (bebidas não-alcóolicas normalmente vendidas em latas, 
caixas ou garrafas), ou seja, refrigerantes, chás e sucos industrializados etc, 
também possuem alto teor calórico. Além disso, fornecem poucas fibras, 
vitaminas e minerais. Consumi-los pode levar ao aumento do peso corporal, 
resultando em sobrepeso e obesidade. 
Experimente beber suco de frutas natural sem adição de açúcar ou adoçantes, por 
exemplo, manga, melancia, laranja e abacaxi, ou combinar frutas mais azedas 
(limão, maracujá) com outros mais doces. 
 
Amamentação 
 
A amamentação protege as mães do câncer de mama e os bebês do sobrepeso e 
da obesidade. A criança deve receber somente leite materno até os seis meses de 
vida. A partir de então, deve receber alimentação complementar saudável, 
conforme apresentado nos demais tópicos, mantendo o leite materno até os dois 
anos de idade ou mais. 
Pesquisas mostram que receber o leite materno protege a criança contra o 
sobrepeso e a obesidade desde a infância até a fase adulta. Isso ocorre, pois a 
leptina, um hormônio presente no leite materno ajuda a regular o metabolismo 
energético, ou seja, a transformação dos alimentos em energia e seu 
armazenamento nocorpo do bebê. 
Além da proteção do bebê, a mãe também se beneficia, pois amamentar diminui o 
risco dela ter câncer de mama. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento 
promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário. Assim, se houver células 
agredidas, elas são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias 
células se autodestroem, dentre elas algumas que poderiam ter lesões no material 
genético. Outro benefício é que as taxas de determinados hormônios que 
favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem durante o período de 
aleitamento. 
Quanto mais prolongada for a amamentação, maior a proteção para a mãe e o 
bebê. Portanto, amamente e encoraje o aleitamento materno exclusivo até os seis 
meses de vida e procure manter a amamentação até os dois anos de idade ou 
mais. 
 
 
Carnes processadas 
 
Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, 
peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver 
câncer. O consumo desses produtos deve ser evitado. 
Carne processada é qualquer tipo de carne que tenha sido transformada por salga, 
cura, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar 
a preservação. São comumente usadas em sanduíches, salgados, pizzas e outras 
preparações rápidas. As substâncias presentes na fumaça do processo de 
defumação, os conservantes (como os nitritos e nitratos) e o sal podem provocar o 
surgimento de cânceres de estômago e intestino (cólon e reto). Na hora do lanche, 
opte, por exemplo, por queijos brancos, saladas e pastas preparadas com grãos 
(como grão-de-bico) ou vegetais (como berinjela). 
 
 
Carnes vermelhas 
 
O consumo de carnes vermelhas como de boi, porco, cordeiro e bode, entre 
outras, se consumidas em grande quantidade, podem aumentar a chance de 
desenvolver câncer. 
Comer um tipo de carne vermelha nas refeições principais é costume da maioria 
das famílias brasileiras. As carnes contêm proteínas, ferro, zinco e vitamina B. 
No entanto, quando consumidas em excesso, podem facilitar o desenvolvimento 
de câncer no intestino (cólon e reto), uma vez que possuem grandes quantidades 
de ferro heme, nutriente essencial ao corpo, mas que, em excesso, pode ter efeito 
tóxico sobre as células. 
Por isso, o seu consumo deve ser limitado a 500 gr. de carne cozida por semana. 
 
 
 
Excesso de sal e alimentos com conservantes 
 
O excesso de sal e alimentos com conservantes devem ser evitados; portanto, 
atenção aos alimentos industrializados prontos para consumo. 
O sal (cloreto de sódio) está presente naturalmente nos alimentos. Assim como o 
açúcar, é usado para conservar e dar sabor. O sal é essencial na dieta em 
pequenas quantidades, porém, em excesso pode causar câncer no estômago. 
Alimentos conservados em sal, como azeitonas, legumes, peixes, carne bovina, 
bem como alimentos ultraprocessados, como biscoitos doces ou salgados, 
lasanhas prontas, sopas em pó, macarrão instantâneo e cereais matinais, também 
possuem grandes quantidades de sódio. O consumo de alimentos preservados por 
salga aumenta o risco de câncer de estômago em portadores da bactéria H. pylori. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que sejam consumidos no 
máximo cinco gramas (5 g) de sal por dia. Considerando que cerca de duas 
gramas (2g) estejam presentes naturalmente nos alimentos, recomenda-se que 
apenas três gramas (3g), o equivalente a duas colheres de chá rasas, sejam 
acrescentados no preparo das refeições em um dia. Deve-se ficar atento ao 
consumo de alimentos ultraprocessados e processados ricos em sal. 
Comer mais alimentos in natura, em especial os de origem vegetal, ou 
minimamente processados, tirar o saleiro da mesa e temperar a comida com 
manjericão, orégano, coentro e outras ervas naturais podem ajudar a reduzir o sal 
na sua alimentação. 
 
Modo de preparo da carne 
 
As carnes grelhadas, fritas ou preparadas como churrasco podem aumentar a 
chance de desenvolver câncer. As melhores formas de preparo são assadas, 
cozidas e ensopadas. 
A forma de preparar as carnes, vermelhas ou brancas, também é importante na 
prevenção de câncer. Ao preparar uma refeição para a família ou amigos, prefira 
carnes cozidas no vapor, ensopadas, guisadas ou assadas. Se quiser grelhar ou 
fritar, opte pelo pré-cozimento. 
As temperaturas muito elevadas utilizadas para preparar as carnes de forma frita 
ou grelhada, assim como a fumaça do churrasco, formam compostos químicos que 
são cancerígenos e aderem à superfície das carnes. Se consumidas com 
frequência, podem contribuir para o desenvolvimento de cânceres. Essas 
substâncias também são encontradas nos alimentos defumados. Procure resgatar 
o prazer de cozinhar com a família, estimulando preparações mais saudáveis. 
 
Suplementos alimentares 
 
Os suplementos alimentares, como vitaminas, minerais, elementos de ervas ou 
plantas, vendidos na forma de comprimidos, cápsulas, pós e líquidos, não são 
recomendados para a prevenção de câncer. 
O uso de suplementos alimentares, como cápsulas com vitaminas e minerais, sem 
recomendação profissional, pode ser perigoso para a saúde. Para a população em 
geral, uma alimentação variada e colorida é suficiente para proteger contra o 
câncer. 
A maioria das pessoas não necessita de suplementos, pois uma alimentação 
saudável é suficiente para proteger contra várias doenças, inclusive o câncer. 
https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal
Durante períodos específicos da vida, algumas pessoas, em especial gestantes, 
crianças e idosos, podem precisar de suplementos alimentares, mas somente 
devem consumi-los sob a orientação de um nutricionista ou médico. A 
comercialização desses produtos como “naturais” e seguras, contribuem para seu 
uso indiscriminado por pessoas que desconhecem seus riscos. A população deve 
ficar atenta, pois além de muitas vezes os produtos não cumprirem os benefícios 
anunciados, seu uso pode levar a efeitos adversos. 
 
 
Atividade Física 
 
Realize atividades físicas como parte da rotina diária, começando por aquelas que 
lhe deem prazer, como caminhar, andar de bicicleta, dançar e nadar. Quanto mais 
se movimenta o corpo, maior a proteção contra o câncer. 
Caminhar ou ir de bicicleta para o trabalho, subir pelas escadas em vez de usar os 
elevadores, estabelecer momentos com a família e/ou amigos para atividades ao 
ar livre e/ou em praças públicas são algumas opções para aumentar a atividade 
física no dia a dia. Não há necessidade de serem aquelas modalidades 
sistematizadas ou que demandem a contratação de serviços como academias, que 
também podem ser opções. 
A atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, reduz o tempo de 
trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso 
corporal adequado. Com isso, contribui para prevenir o câncer 
de intestino (cólon), endométrio (corpo do útero) e mama (pós-menopausa). 
Existem recomendações que sugerem a realização de pelo menos 30 minutos de 
atividade física por dia, mas já há evidências de que mesmo quando realizada por 
menos tempo a atividade física traz benefícios para a prevenção de câncer e para 
a saúde. Assim, se movimente naquelas modalidades de atividade física que você 
gostar. A duração (tempo) torna-se mais um elemento, não o principal. 
É importante limitar hábitos sedentários como assistir à televisão, usar por muito 
tempo celular, tablet e computador ou jogar videogame. 
 
 
 
Exposição Solar 
 
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-corpo-do-utero
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama
A exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. No 
Brasil, o câncer de pele não melanoma é o tumor mais frequente em ambos os 
sexos. 
As pessoas que se expõem ao sol de forma prolongada e frequente constituem o 
grupo com maior risco de contrair câncer de pele, principalmente aquelasde pele, 
cabelo e olhos claros. 
Habitualmente, crianças se expõem anualmente ao sol três vezes mais que 
adultos. Pesquisas indicam que a infância é uma fase particularmente vulnerável 
aos efeitos nocivos do sol e a exposição cumulativa e excessiva durante os 
primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele na fase 
adulta ou velhice. 
O clima tropical, a grande quantidade de praias, a ideia de beleza associada ao 
bronzeamento, principalmente entre os jovens, e o trabalho ao ar livre (por 
exemplo, na construção civil e na lavoura) favorecem a exposição excessiva à 
radiação solar. 
 
Exposição no trabalho e no ambiente 
 
Cerca de 80% dos casos de câncer estão relacionados à exposição a agentes 
presentes nos ambientes onde se vive . Tais exposições ocorrem devido a ação do 
homem sobre o meio ambiente, resultando em novas formas de organização da 
sociedade tendo como consequência novos modos de vida que podem ser 
danosos à saúde. 
O ambiente de trabalho é um meio onde ocorrem as maiores concentrações de 
agentes cancerígenos, quando comparado a outros ambientes. Já está 
comprovado cientificamente que a exposição a agentes químicos, físicos e 
biológicos utilizados em ambientes de trabalho e seu entorno causa diversos 
cânceres. Apesar de existirem evidências científicas que demonstrem que 
exposições no trabalho podem causar câncer, o número de notificações ainda é 
pequeno. Estimativas mostram que 10,8% dos casos de cânceres em homens e 
2,2% em mulheres surgem em função de fatores relacionados ao local de trabalho. 
Sabe-se que a grande maioria das exposições em ambientes de trabalho a esses 
agentes cancerígenos pode ser modificada ou eliminada, aspecto este de 
fundamental importância para a prevenção e controle do câncer. 
 
É importante ressaltar que, na perspectiva do risco de câncer, a melhor forma de prevenção é evitar a exposição, uma 
vez que não existem limites de frequência ou de intensidade seguros para a exposição às substâncias cancerígenas. 
 
É muito importante que os profissionais de saúde que atuam na rede de atenção 
ao paciente oncológico perguntem sobre as exposições ocupacionais a fim de se 
estabelecer uma possível associação entre o ambiente de trabalho e o câncer 
ocupacional. Abaixo estão listados os cânceres mais incidentes mundialmente na 
população feminina e masculina e os agentes químicos, físicos e biológicos 
relacionados: 
 
Câncer Agentes carcinogênicos com evidência suficiente 
em humanos 
Agentes com evidência limitada em humanos 
Pulmão 
Fuligem, radônio, radiação (raios-X e gama), 
gaseificação do carvão, produção de coque, carvão, 
sílica cristalina, alcatrão de carvão, produção de 
alumínio, fundição de ferro e aço, exposição 
ocupacional como pintor, na produção de borracha, 
mineração de hematita (subterrânea), arsênico e 
compostos arsenicais, berílio e compostos de berílio, 
cádmio e compostos de cádmio, cromo hexavalente 
e compostos, compostos de níquel, asbestos (todas 
as formas), sílica cristalina, vapores de emissão de 
motores a diesel, fumaça do tabaco, 
bis(clorometil)eter, clorometil-metil -éter. 
Ácidos fortes, tetraclorodibenzo-para-dioxina, arte 
com vidro, produção de recipientes de vidro e 
utensílios prensados, combustível de biomassa 
(principalmente madeira), produto de eletrodo de 
carbono, tolueno alfa clorado e cloreto de benzoila 
(mistura), metal cobalto com carboneto de 
tungstênio, creosoto, inseticidas não arsenicais, 
processo de impressão, fumos de solda. 
Mama 
Radiação (raios-X e gama). Óxido de etileno, trabalho noturno. 
Cólon e 
reto Radiação (raios-X e gama, cólon). Radiação (raios-X e gama, reto), asbestos. 
Próstata ---- 
Arsênico e seus compostos, ocupação na produção 
da borracha, cádmio e seus compostos, radiação 
(raios X e gama). 
Estômago 
Ocupação na produção da borracha, radiação. Asbestos. 
Fígado 
Vírus da hepatite B e C, aflatoxinas, cloreto de 
vinila (angiosarcoma, carcinoma hepatocelular), 
radiação, vírus da hepatite B e C (carcinoma 
hepatocelular), arsênico, cloreto de vinila . 
Arsênico e seus compostos, radiação (raios-X e 
gama), tricloroetileno, agrotóxicos e DDT. 
Colo 
uterino 
---- Tetracloroetileno 
Esôfago 
Radiação (raios-X e gama). Ocupação na produção da borracha. 
Bexiga 
Produção de alumínio, ciclofosfamida, todas as 
aminas aromáticas, exposição ocupacional como 
pintor, radiação (raios-X e gama), arsênico e 
compostos arsenicais, orto-toluidina, produção da 
borracha. 
Piche de alcatrão de carvão, fuligem, limpeza a 
seco, emissão de vapores de diesel, exposição 
ocupacional como cabeleireiro e barbeiro, processo 
de impressão, produção de tecidos. 
Linfoma 
não 
Vírus da hepatite C, produção da borracha, 
agrotóxicos, benzeno, ocupação na produção da 
Óxido de etileno, tetraclorodibenzo-para-dioxina, 
radiação (raios X e gama); agrotóxicos malationa, 
Hodgkin borracha. diazinona, glifosato, DDT; 2,4 D, parationa (em 
fêmeas) e lindano. 
Leucemia 
Benzeno, busulfan (LMA), ciclofosfamida (LMA), 
formaldeído (LLNA), ocupação na produção da 
borracha, radiação, ocupação de pintor (leucemia 
infantil – exposição materna), 1,3- butadieno, 
etoposide com cisplatina e bleomicina, bisclorometil 
nitrosoureia 
Radônio, campos magnéticos de frequência 
extremamente baixa (leucemia infantil), 
refinamento do petróleo, policlorofenois ou seus 
sais de sódio (exposição combinada), estireno, 
tetracloroetileno, tricloroetileno, tetraclorodibenzo-
para-dioxina. 
 
Outros tipos de cânceres mais incidentes a nível mundial em ambos os sexos e os 
agentes químicos, físicos e biológicos relacionados 
Câncer 
Agentes carcinogênicos com evidência suficiente em humanos 
Agentes com evidência limitada 
em humanos 
Pâncreas ---- 
Radiação (raios X e gama). 
Rim 
Radiação (raios X e gama). 
Arsênico e seus compostos, 
cádmio e seus compostos, 
processo de impressão, 
agrotóxicos. 
Tireóide 
Radiação (raios X e gama). 
---- 
Cérebro e 
Sistema 
Nervoso Central 
Radiação (raios X e gama). 
---- 
Ovário 
Asbestos (todas as formas). 
Radiação (raios X e gama), talco 
(uso perianal). 
Pele 
Radiação solar (basocelular, espinocelular e melanoma), 
exposição solar artificial (melanoma), fuligem, óleos minerais 
(industriais), óleo de xisto; arsênico e compostos arsenicais, 
destilação de alcatrão de carvão, piche de carvão, ciclosporina, 
radiação (raios –X e gama). 
Creosoto, processo de 
refinamento do petróleo, 
bronzeamento artificial-câmaras 
(outros tumores malignos da 
pele). 
Laringe 
Ácidos fortes, asbestos (todas as formas). 
Mostarda de enxofre, ocupação 
na produção da borracha, fumaça 
do tabaco. 
Faringe ---- 
Asbestos, fumaça do tabaco. 
Mieloma 
múltiplo 
---- 
Radiação (raios X e gama). 
Nasofaringe 
Formaldeído, poeiras de madeira. 
---- 
 
Outros cânceres e os agentes químicos, físicos e biológicos associados: 
Câncer Agentes carcinogênicos com evidência 
suficiente em humanos 
Agentes com evidência limitada em humanos 
Mesotelioma Exposição ocupacional como pintor, 
asbestos (todas as formas), erionita. 
---- 
Cavidade nasal e 
seios paranasais 
Produção de álcool isopropílico, 
compostos de níquel, poeiras de couro, 
poeiras de madeira, radiação. 
Formaldeído, cádmio e seus compostos; ocupação 
em carpintaria e marcenaria, compostos de cromo 
(VI); produção de tecidos. 
Olhos Ocupação como soldador (melanoma), 
bronzeamento artificial (UV). 
Radiação solar (carcinoma de células escamosas, 
melanoma). 
Lábios ---- 
Radiação solar. 
Glândulas salivares 
Radiação (raios-X e gama). 
---- 
Ossos 
Radiação. 
---- 
Sarcoma de tecidos 
moles 
---- Poli-cloro-fenol ou sais de sódio (exposição 
combinada), tetraclorodibenzo-para-dioxina. 
Endométrio ---- 
Dietilstibestrol (antineoplásico.) 
Testículos ---- 
DDT (agrotóxico). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HPV e outras infecções 
 
Alguns tipos de câncer são causadospor agentes infecciosos como vírus ou 
bactérias. O mais comum é o Papiloma Vírus Humano (HPV), responsável pelo 
câncer do colo do útero, ânus e outras localizações. 
Além do HPV, os agentes infecciosos mais comuns associados ao 
desenvolvimento do câncer são: 
https://www.inca.gov.br/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente/agentes-infecciosos
https://www.inca.gov.br/perguntas-frequentes/hpv
• Helicobacter pylori (H. pylori) - bactéria adquirida pelo consumo 
de alimentos contaminados e que pode infectar cronicamente o estômago e 
contribuir para o aparecimento do câncer nesse órgão. 
• Vírus da hepatite B e vírus da hepatite C - estão associados ao câncer de 
fígado. São vírus transmitidos por relação sexual (menos comum para o 
tipo C), por sangue contaminado, por meio de transfusão, compartilhamento 
de seringas, agulhas e outros materiais contaminados e também de mãe 
para filho. 
• Vírus linfotrópico da célula T humana (HTLV) – causa um tipo de leucemia 
e de linfoma. É transmitido por via sexual, sanguínea e de mãe para filho 
(pela placenta e amamentação). Ele causa doença em pequena proporção 
das pessoas contaminadas. 
• Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) – reduz as defesas do organismo, 
aumentando o risco de alguns tipos de câncer, como sarcoma de Kaposi, 
alguns tipos de linfomas, câncer do colo do útero, dentre outros 
• Herpes Vírus Humano (HHV-8) – está associado ao sarcoma de Kaposi 
(KSHV). Pode ser transmitido através da via sexual, sangue ou saliva 
contaminados. 
• Vírus Epstein-Barr (EBV) – o EBV é transmitido principalmente através da 
saliva. Está associado a um conjunto de cânceres de origem linfoide 
(linfomas de Burkitt, Hodgkin e de células T/NK, assim como 
linfoproliferações no paciente imunossuprimido ou submetido a transplante) 
e epitelial (carcinoma de nasofaringe e câncer gástrico). 
 
Hereditariedade 
 
São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores 
hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante 
papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de 
retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor. 
Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte 
componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos 
membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem 
estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em 
orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros. 
 
 
Peso Corporal 
 
Manter o peso corporal adequado é uma das principais formas de prevenir o 
câncer. 
O peso corporal e a gordura armazenada no corpo influenciam a saúde e o bem-
estar ao longo da vida. Sobrepeso, obesidade e o ganho de peso na fase adulta 
estão associados a cânceres no esôfago(adenocarcinoma), estômago (cárdia), 
pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino (cólon e reto), rins, mama (mulheres na 
pós-menopausa), ovário, endométrio (corpo do útero), meningioma, tireoide, 
mieloma múltiplo e possivelmente próstata (avançado), mama (homens) e linfoma 
difuso de grandes células B. 
O excesso de gordura no corpo provoca um processo inflamatório e aumenta a 
produção de hormônios que podem causar danos às células, provocando ou 
acelerando o surgimento da doença. Uma alimentação saudável combinada 
com atividade física ajuda a controlar o peso corporal. 
Assistir TV também pode influenciar no ganho de peso corporal, uma vez que as 
propagandas e o hábito de ficar sentado por muitas horas favorecem o 
comportamento sedentário e o consumo de alimentos ricos em calorias, gordura, 
açúcar e sal como biscoitos, salgadinhos, doces, entre outros. 
Uma das principais formas de avaliar se o peso corporal está proporcional à altura 
é o Índice de Massa Corporal (IMC). O IMC é calculado dividindo-se o peso pela 
altura ao quadrado (altura x altura). O peso corporal do adulto está adequado 
quando o IMC variar entre 18,5 e 24,9 kg/m². 
. 
Tabagismo 
 
O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência 
à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. No mercado nacional e 
internacional há uma variedade de produtos derivados de tabaco que podem ser 
usados de várias formas: fumado/inalado, aspirado, mascado, absorvido pela 
mucosa oral. Todos contém nicotina, causam dependência e aumentam o risco de 
contrair doenças crônicas não transmissíveis. No Brasil, a forma predominante do 
uso do tabaco é o fumado. 
O tabaco fumado em qualquer uma de suas formas causa até 90% de todos os 
cânceres de pulmão e é um fator de risco significativo para acidentes cérebro-
vasculares e ataques cardíacos mortais. Os produtos de tabaco que não produzem 
fumaça também são responsáveis pelo desenvolvimento de câncer de cabeça, 
pescoço, esôfago e pâncreas, assim como muitas patologias buco-dentais[1]. 
O tabagismo é responsável pelos seguintes cânceres.: leucemia mielóide aguda; 
câncer de bexiga; câncer de pâncreas; câncer de fígado; câncer do colo do útero; 
câncer de esôfago; câncer nos rins; câncer de laringe (cordas vocais); câncer de 
pulmão; câncer na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); câncer de 
estômago. 
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-esofago
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-estomago
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-figado
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-ovario
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-corpo-do-utero
https://www.inca.gov.br/alimentacao
https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/atividade-fisica
https://www.inca.gov.br/tabagismo#_edn1
O tabagismo é considerado uma doença pediátrica, pois 80% dos fumantes 
começam a fumar antes dos 18 anos. No Brasil, 20% dos fumantes começaram a 
fumar antes dos 15 anos. 
Os produtos de tabaco matam seis em cada dez consumidores. Todos os anos 
sete milhões de mortes são causadas pelo tabagismo, e há um custo global em 
saúde e perda de produtividade para os governos de 1,4 trilhões de dólares . 
No Brasil, 428 pessoas morrem por dia por causa da dependência a nicotina. 56,9 
bilhões de reais são perdidos a cada ano devido a despesas médicas e perda de 
produtividade, e 156.216 mortes anuais poderiam ser evitadas. O maior peso é 
dado pelo câncer, doença cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 
Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco: 34.999 mortes correspondem a 
doenças cardíacas; 31.120 mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva 
crônica); 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes 
por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia; 10.812 por AVC (acidente vascular 
cerebral). 
Para saber mais: Observatório da Política Nacional de Controle do 
Tabaco e Programa Nacional de Controle do Tabagismo 
 
 
Orientações aos pacientes e familiares 
O INCA distribui gratuitamente para os pacientes matriculados nas suas unidades 
assistenciais uma série de cartilhas com informações sobre seus serviços, direitos 
oferecidos e orientações sobre o tratamento no hospital ou em domicílio. 
Distribuídas internamente, no ato da matrícula ou durante as etapas do tratamento, 
as cartilhas são avaliadas e aprimoradas constantemente. 
A série Orientações aos Pacientes aborda temas e públicos específicos e procura 
atender às determinações do Decreto nº6932 de 11 de agosto de 2009, que 
estabelece a Carta de Serviços ao Usuário. Sua reprodução total ou parcial é 
permitida, desde que citada a fonte, que não seja para nenhum fim comercial e 
que haja autorização prévia, por escrito, do Instituto Nacional de Câncer. 
Os pedidos de reprodução devem ser feitos ao Serviço de Comunicação Social do 
INCA pelo e-mail contato@inca.gov.br. 
 
 
 
Dicas sobre Alimentação e nutrição 
 
 
https://www.inca.gov.br/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabacohttps://www.inca.gov.br/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabaco
https://www.inca.gov.br/programa-nacional-de-controle-do-tabagismo
mailto:contato@inca.gov.br
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-reduzir-o-consumo-de-agrotoxicos-nos-alimentos
Como reduzir o consumo de agrotóxicos nos alimentos 
Procure dar preferência ao consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos. 
 
 
 Como preparar a carne de uma forma mais saudável 
Carnes brancas ou vermelhas, preparadas em temperaturas muito elevadas e 
consumidas com frequência, podem favorecer o surgimento do câncer. 
 
 
Como aumentar o consumo de fibras na sua alimentação 
Alimentos ricos em fibras são importantes na prevenção de câncer, principalmente 
porque regulam o funcionamento do intestino. 
 
 
Dicas para preparar bebidas quentes 
O consumo de bebidas muito quentes como chimarrão, chá ou café, a 65° C ou 
mais, pode causar câncer de esôfago. 
 
 
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-reduzir-o-consumo-de-agrotoxicos-nos-alimentos
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-reduzir-o-consumo-de-agrotoxicos-nos-alimentos
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos
Saiba como identificar o açúcar escondido nos alimentos 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no máximo 10% das 
calorias diárias devem ser provenientes do consumo de açúcar. 
 
 
 
 
Atenção para os rótulos de alimentos industrializados! 
Mensagens em rótulos de alimentos ultraprocessados podem induzir as pessoas a 
comprarem e consumirem alimentos não saudáveis. 
 
A influência da publicidade nas escolhas alimentares 
Embalagens atraentes, amostras grátis de produtos, ofertas de brindes são alguns 
dos mecanismos para seduzir os consumidores. 
 
 
Como fazer uma alimentação saudável não ser monótona 
Para a alimentação não cair na monotonia, o segredo é variar. 
 
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-fazer-uma-alimentacao-saudavel-nao-ser-monotona
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-fazer-uma-alimentacao-saudavel-nao-ser-monotona
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-fazer-uma-alimentacao-saudavel-nao-ser-monotona
 
Como ter uma alimentação saudável, economizando nas compras 
De modo geral o custo da alimentação saudável é mais baixo do que baseada em 
produtos alimentícios prontos para consumir ou aquecer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras
https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras
	ONCOLOGIA APLICADA Á ENFERMAGEM
	Profª Enfª Lucinda Xavier
	O que é câncer?
	Como surge o câncer?
	Como se comportam as células cancerosas?
	Como o organismo se defende?
	Estadiamento
	Estatísticas de câncer
	Mortalidade conforme a localização primária do tumor e sexo.
	O que causa o câncer?
	Tratamento do câncer
	O TRATAMENTO
	12 dicas para prevenir o câncer
	Alimentação
	Adoçantes artificiais
	Agrotóxicos
	Alimentos de origem vegetal
	Alimentos e bebidas com alto teor calórico
	Amamentação
	Carnes processadas
	Carnes vermelhas
	Excesso de sal e alimentos com conservantes
	Modo de preparo da carne
	Suplementos alimentares
	Atividade Física
	Exposição Solar
	Exposição no trabalho e no ambiente
	HPV e outras infecções
	Hereditariedade
	Peso Corporal
	Tabagismo
	Orientações aos pacientes e familiares
	Dicas sobre Alimentação e nutrição
	Como reduzir o consumo de agrotóxicos nos alimentos
	Como aumentar o consumo de fibras na sua alimentação
	Dicas para preparar bebidas quentes
	Saiba como identificar o açúcar escondido nos alimentos
	Atenção para os rótulos de alimentos industrializados!
	A influência da publicidade nas escolhas alimentares
	Como fazer uma alimentação saudável não ser monótona
	Como ter uma alimentação saudável, economizando nas compras

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