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ONCOLOGIA APLICADA Á ENFERMAGEM Profª Enfª Lucinda Xavier O que é câncer? Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas. Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, conhecida como metástase. Como surge o câncer? O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo. Entretando, alguns órgãos são mais afetados do que outros; e cada órgão, por sua vez, pode ser acometido por tipos diferenciados de tumor, mais ou menos agressivos. O câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto- oncogenes tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas. As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contém os cromossomos, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomos passam as informações para o funcionamento da célula. O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese e, em geral, acontece lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere-se e dê origem a um tumor visível. Os efeitos cumulativos de diferentes agentes cancerígenos ou carcinógenos são os responsáveis pelo início, promoção, progressão e inibição do tumor. A carcinogênese é determinada pela exposição a esses agentes, em uma dada frequência e em dado período de tempo, e pela interação entre eles. Devem ser consideradas, no entanto, as características individuais, que facilitam ou dificultam a instalação do dano celular. Esse processo é composto por três estágios: • Estágio de iniciação: os genes sofrem ação dos agentes cancerígenos, que provocam modificações em alguns de seus genes. Nessa fase, as células se encontram geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Elas encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio. • Estágio de promoção: as células geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas. • Estágio de progressão: se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio, o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença. Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese. Como se comportam as células cancerosas? O câncer é causado por alterações da estrutura genética (DNA) das células, as chamadas mutações. Cada célula sadia possui instruções de como devem proceder, ou seja como crescer e se dividir, o período de funcionamento e de sua morte. Na presença de qualquer erro nestas instruções pode surgir uma célula alterada que se torna cancerígena. • Multiplicam-se de maneira desordenada e descontrolada, ou seja elas se dividem mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta, e o crescimento celular torna-se contínuo. O excesso de células vai invadindo progressivamente todo o organismo, adoecendo todo o corpo. Geralmente, têm capacidade para formar novos vasos sanguíneos que as nutrirão e manterão as atividades de crescimento descontrolado. • O acúmulo dessas células desordenadas dá origem aos tumores malignos. • As células possuem a capacidade de se desprenderem do tumor e de se deslocar. Invadem inicialmente os tecidos vizinhos, podendo chegar ao interior de um vaso sanguíneo ou linfático e, através desses, disseminar-se, chegando a órgãos distantes do local onde o tumor se iniciou, formando o que chamamos de as metástases. Dependendo do tipo da célula do tumor, alguns dão metástases mais rápido e mais precocemente, outros o fazem bem lentamente ou até não o fazem. • As células cancerosas são, geralmente, menos especializadas nas suas funções do que as suas correspondentes normais. Conforme as células cancerosas vão substituindo as normais, os tecidos invadidos vão perdendo suas funções. Por exemplo, a invasão dos pulmões gera alterações respiratórias, a invasão do cérebro pode gerar, alterações neurológicas, etc. Sendo assim, as células cancerosas apresentam quatro características que as distinguem das células normais: proliferação descontrolada, diferenciação e perda de função, poder de invasão e capacidade de sofrer metástases. Como o organismo se defende? No organismo, existem mecanismos de defesa naturais que o protegem das agressões impostas por diferentes agentes que entram em contato com suas diferentes estruturas. Ao longo da vida, são produzidas células alteradas, mas esses mecanismos de defesa possibilitam a interrupção desse processo, resultando em sua eliminação. A integridade do sistema imunológico, a capacidade de reparo do DNA danificado por agentes cancerígenos e a ação de enzimas responsáveis pela transformação e eliminação de substâncias cancerígenas introduzidas no corpo são exemplos de mecanismos de defesa. Esses mecanismos, próprios do organismo, são na maioria das vezes geneticamente pré-determinados, e variam de um indivíduo para outro. Esse fato explica a existência de vários casos de câncer numa mesma família, bem como o porquê de nem todo fumante desenvolver câncer de pulmão. O sistema imunológico desempenha um importante papel nesse mecanismo de defesa. Ele é constituído por um sistema de células distribuídas numa rede complexa de órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, o timo e a medula óssea, e também circulando na corrente sanguínea. Esses órgãos são denominados órgãos linfoides e estão relacionados com o crescimento, o desenvolvimento e a distribuição das células especializadas na defesa do corpo contra os ataques de "invasores estranhos". Dentre essas células, os linfócitos desempenham um papel muito importante nas atividades do sistema imune, relacionadas às defesas no processo de carcinogênese. Cabe aos linfócitos a atividade de atacar as células do corpo infectadas por vírus oncogênicos (capazes de causar câncer) ou as células em transformaçãomaligna, bem como de secretar substâncias chamadas de linfocinas. As linfocinas regulam o crescimento e o amadurecimento de outras células e do próprio sistema imune. Acredita-se que distúrbios em sua produção ou em suas estruturas sejam causas de doenças, principalmente do câncer. A compreensão dos exatos mecanismos de ação do sistema imunológico contribuirá para a elucidação de diversos pontos importantes para o entendimento da carcinogênese e, portanto, para novas estratégias de tratamento e de prevenção do câncer. Estadiamento A necessidade de se classificar os casos de câncer em estádios baseia-se na constatação de que as taxas de sobrevida são diferentes quando a doença está restrita ao órgão de origem ou quando ela se estende a outros órgãos. Estadiar um caso de câncer significa avaliar seu grau de disseminação. Para tal, há regras internacionalmente estabelecidas, as quais estão em constante aperfeiçoamento. O estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da doença, mas também o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro. A classificação das neoplasias malignas em grupos obedece a diferentes variáveis: localização, tamanho ou volume do tumor, invasão direta e linfática, metástases a distância, diagnóstico histopatológico, produção de substâncias, manifestações sistêmicas, duração dos sinais e sintomas, sexo e idade do paciente, etc. Diversos sistemas de estadiamento poderiam ser concebidos, tendo por base uma ou mais das variáveis mencionadas. O sistema de estadiamento mais utilizado é o preconizado pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), denominado Sistema TNM de Classificação dos Tumores Malignos. Esse sistema baseia-se na extensão anatômica da doença, levando em conta as características do tumor primário (T), as características dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão em que o tumor se localiza (N), e a presença ou ausência de metástases a distância (M). Estes parâmetros recebem graduações, geralmente de T0 a T4, de N0 a N3 e de M0 a M1, respectivamente. Além das graduações numéricas, as categorias T e N podem ser subclassificadas em graduações alfabéticas (a, b, c). Tanto as graduações numéricas como as alfabéticas expressam o nível de evolução do tumor e dos linfonodos comprometidos. O símbolo "X" é utilizado quando uma categoria não pode ser devidamente avaliada. Quando as categorias T, N e M são agrupadas em combinações pré- estabelecidas, ficam distribuídas em estádios que, geralmente, variam de I a IV. Estes estádios podem ser subclassificados em A e B, para expressar o nível de evolução da doença. Entretanto, existem sistemas de classificação que utilizam algarismos romanos sem que estes resultem da combinação de valores de T, N e M, como ocorre no estadiamento da doença de Hodgkin e dos linfomas malignos. Estes também são subclassificados em A e B, significando, respectivamente, ausência ou presença de manifestações sistêmicas. Grupos que se dedicam ao estudo de tumores específicos costumam desenvolver sistemas próprios de estadiamento, mesmo que o tumor já possua regras de classificação pela UICC. Isto não significa que os sistemas sejam incompatíveis, mas que se complementam. É o caso, por exemplo, dos sistemas de estadiamento que expressam a classificação do tumor através de letras maiúsculas (A, B, C, D), tal como ocorre nos tumores de próstata, bexiga e intestino. Outro exemplo se verifica com o estadiamento dos tumores ovarianos (UICC e Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia - Figo), atualmente compatibilizados. O estadiamento pode ser clínico e patológico. O estadiamento clínico é estabelecido a partir dos dados do exame físico e dos exames complementares pertinentes ao caso. O estadiamento patológico baseia-se nos achados cirúrgicos e no exame anatomopatológico da peça operatória. É estabelecido após tratamento cirúrgico e determina a extensão da doença com maior precisão. O estadiamento patológico pode ou não coincidir com o estadiamento clínico e não é aplicável a todos os tumores. Independentemente do tipo de sistema utilizado para a classificação anatômica do tumor, este deve ser classificado quanto ao grau de diferenciação histológica, que varia de Gx a G4. Por vezes, a própria denominação patológica do tumor inclui a sua diferenciação - é o caso do adenocarcinoma gástrico classificado como "difuso de Lauren" (mal diferenciado) ou do "tipo intestinal de Lauren" (bem diferenciado). Tendo em vista que um órgão pode apresentar vários tipos histológicos de tumor, é de se esperar que os sistemas de estadiamento variem com a classificação histopatológica do mesmo. Por exemplo, os sistemas de estadiamento do câncer gástrico da UICC e da SJCG só são aplicáveis ao adenocarcinoma de estômago. O estadiamento implica que tumores com a mesma classificação histopatológica e extensão apresentam evolução clínica, resposta terapêutica e prognóstico semelhantes. A determinação da extensão da doença e a identificação dos órgãos por ela envolvidos auxiliam nas seguintes etapas: 1. obtenção de informações sobre o comportamento biológico do tumor; 2. escolha da terapêutica; 3. previsão das complicações; 4. obtenção de informações sobre o prognóstico do caso; 5. avaliação dos resultados do tratamento; 6. investigação em oncologia: pesquisa clínica, publicação de resultados e troca de informações. Os parâmetros de estadiamento devem incluir os fatores relacionados ao tumor e ao hospedeiro, quais sejam: 1. órgão e tecido de origem do tumor; 2. classificação histopatológica do tumor; 3. extensão do tumor primário: tamanho ou volume; invasão de tecidos adjacentes; comprometimento de nervos, vasos ou sistema linfático; 4. locais das metástases detectadas; 5. dosagem de marcadores tumorais; 6. estado funcional do paciente. O conhecimento do diagnóstico histopatológico do tumor não é pré-requisito para seu estadiamento. Em consulta de primeira vez, suspeitado o diagnóstico de neoplasia maligna, o médico deve, a partir do conhecimento da história natural do tumor, identificar queixas e buscar sinais que se associam ao mesmo, procurando assim avaliar a extensão da doença. Às vezes, o estadiamento só pode ser estabelecido por meio de procedimentos cirúrgico-terapêuticos, como no caso de tumor de ovário, no qual é indicada cirurgia para ressecção do tumor e inventário da cavidade abdominal. Enfim, o estadiamento de uma neoplasia maligna requer, por parte do médico, conhecimentos básicos sobre o comportamento biológico do tumor que se estadia e sobre o sistema de estadiamento adotado. Um estadiamento bem conduzido leva a condutas terapêuticas corretamente aplicadas. Estatísticas de câncer A incidência, a morbidade hospitalar e a mortalidade são medidas de controle para a vigilância epidemiológica que permitem analisar a ocorrência, a distribuição e a evolução das doenças. Conhecer informações sobre o perfil dos diferentes tipos de câncer e caracterizar possíveis mudanças de cenário ao longo do tempo são elementos norteadores para ações de Vigilância do Câncer - componente estratégico para o planejamento eficiente e efetivo dos programas de prevenção e controle de câncer no Brasil. A base para a construção desses indicadores são os números provenientes, principalmente, dos Registros de Câncer e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS). - Em homens, Brasil, 2018 Localização Primária Casos Novos % Próstata 68.220 31,7 Traqueia, Brônquio e Pulmão 18.740 8,7 Cólon e Reto 17.380 8,1 Estômago 13.540 6,3 Cavidade Oral 11.200 5,2 Esôfago 8.240 3,8 Bexiga 6.690 3,1 Laringe 6.390 3,0 Leucemias 5.940 2,8 Sistema Nervoso Central 5.810 2,7 Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma 214.970 100,0 Todas as Neoplasias 300.140 - Em mulheres, Brasil, 2018 Localização Primária Casos Novos % Mama feminina 59.700 29,5Cólon e Reto 18.980 9,4 Colo do útero 16.370 8,1 Traqueia, Brônquio e Pulmão 12.530 6,2 Glândula Tireoide 8.040 4,0 Estômago 7.750 3,8 Corpo do útero 6.600 3,3 Ovário 6.150 3,0 Sistema Nervoso Central 5.510 2,7 Leucemias 4.860 2,4 Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma 202.040 100,0 Todas as Neoplasias 282.450 Fonte: • MS / INCA / Estimativa de Câncer no Brasil, 2018 • MS / INCA / Coordenação de Prevenção e Vigilância / Divisão de Vigilância e Análise de Situação Mortalidade conforme a localização primária do tumor e sexo. - Em homens, Brasil, 2017 Localização Primária Óbitos % Traqueia, Brônquios e Pulmões 16.137 14,0 Próstata 15.391 13.4 Cólon e Reto 9.207 8,0 Estômago 9.206 8.0 Esôfago 6.647 5,8 Fígado e Vias biliares intra-hepáticas 5.908 5,1 Pâncreas 5.316 4,6 Localização primária desconhecida 4.941 4,3 Cavidade oral 4.923 4,3 Sistema Nervoso Central 4.795 4,2 Todas as neoplasias 115.057 100,0 - Em mulheres, Brasil, 2017 Localização Primária Óbitos % Mama 16.724 16,1 Traqueia, Brônquios e Pulmões 11.792 11,4 Cólon e Reto 9.660 9,3 Colo do útero 6.385 6,2 Pâncreas 5.438 5,2 Estômago 5.107 4,9 Localização primária desconhecida 4.714 4,6 Fígado e Vias biliares intra-hepáticas 4.292 4,1 Sistema Nervoso Central 4.401 4,1 Ovário 3.879 3,7 Todas neoplasiaS 103,583 100,0 Fonte: • MS / SVS/DASIS/CGIAE/Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2019 • MS / INCA / Coordenação de Prevenção e Vigilância / Divisão de Vigilância e Análise de Situação, 2019 O que causa o câncer? O câncer não tem uma causa única. Há diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores podem interagir de diversas formas, dando início ao surgimento do câncer. Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente de trabalho (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores alteram a estrutura genética (DNA) das células. As causas internas estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Apesar de o fator genético exercer um importante papel na formação dos tumores (oncogênese), são raros os casos de câncer que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos. Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso parece explicar porque algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno. O envelhecimento natural do ser humano traz mudanças nas células, que as tornam mais vulneráveis ao processo cancerígeno. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica, em parte, o porquê de o câncer ser mais frequente nessa fase da vida. Tratamento do câncer O tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade. O que é cirurgia oncológica? A cirurgia oncológica é um tipo de tratamento do câncer que consiste na retirada do tumor através de operações no corpo do paciente. Quando indicada, sua intenção é remover totalmente o tumor. O câncer em sua fase inicial pode ser controlado, ou mesmo curado, através do tratamento cirúrgico, atualmente considerado um dos tripés para o tratamento da doença, ao lado da quimioterapia e da radioterapia. Vale ressaltar que a abordagem múltipla do tratamento, associando diversas modalidades terapêuticas, costuma gerar melhores resultados em termos de cura, sobrevida e qualidade de vida. O ato cirúrgico pode ter finalidade curativa, sobretudo quando há detecção precoce do tumor e é possível sua retirada total; ou finalidade paliativa, quando o objetivo é de reduzir a quantidade de células tumorais ou de controlar sintomas que comprometam a qualidade da sobrevivência do paciente. Alguns exemplos de tratamentos paliativos são: a descompressão de estruturas vitais, o controle de hemorragias e perfurações, o desvio de trânsitos aéreo, digestivo e urinário, o controle da dor e a retirada de uma lesão de difícil convivência. O procedimento cirúrgico deve ser realizado sempre sob anestesia, em ambiente adequado e com material e equipe devidamente preparados para a intervenção. Além https://www.inca.gov.br/tratamento/cirurgia https://www.inca.gov.br/tratamento/quimioterapia https://www.inca.gov.br/tratamento/radioterapia https://www.inca.gov.br/tratamento/quimioterapia https://www.inca.gov.br/tratamento/transplante-de-medula-ossea disso deve considerar simultaneamente aspectos técnicos, como o conhecimento sobre a doença e seu estágio de desenvolvimento, a retirada integral do tumor com cuidado para não deixar que a doença se espalhe durante o ato, a retirada de todos os locais para onde a doença possa ter se espalhado (gânglios e outros órgãos); bem como aspectos relacionados ao adequado preparo do paciente e seus familiares sobre as alterações fisiológicas e/ou mutilações que poderão ocorrer por causa do tratamento cirúrgico. A cirurgia oncológica também é uma forma de avaliar a extensão da doença. Ou seja, em alguns casos, o estadiamento do câncer só é possível de ser certificado durante o ato cirúrgico. O TRATAMENTO O que é quimioterapia? É um tipo de tratamento em que se utilizam medicamentos para combater o câncer. Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que se espalhem. Como é administrada a quimioterapia? Via oral (pela boca) São remédios em forma de comprimidos, cápsulas e líquidos, que você pode tomar em casa. Intravenosa (pela veia) A medicação é aplicada na veia ou por meio de cateter (que é um tubo fino colocado na veia), na forma de injeções ou dentro do soro. Intramuscular (pelo músculo) A medicação é aplicada por meio de injeções no músculo. Subcutânea (abaixo da pele) A medicação é aplicada por meio de injeção no tecido gorduroso acima do músculo. Intratecal (pela espinha dorsal) É pouco comum, sendo aplicada no líquor (líquido da espinha), administrada pelo médico, em uma sala própria ou no centro cirúrgico. Tópica(sobre a pele) O medicamento, que pode ser líquido ou pomada, é aplicado na pele. Como é o tratamento? Após a consulta médica e a liberação dos exames laboratoriais, sua quimioterapia será marcada e você receberá do enfermeiro da central de quimioterapia orientações sobre o seu tratamento, de acordo com a prescrição médica. O tratamento, que será administrado por profissionais capacitados da equipe de enfermagem, pode ser feito das seguintes maneiras: Ambulatorial: O paciente vem de sua residência para receber o tratamento e volta pra casa. Internação: O paciente é hospitalizado durante todo o período do tratamento. A quimioterapia causa dor? A única dor que você deverá sentir é a da "picada" da agulha na pele, na hora de puncionar a veia para fazer a quimioterapia. Algumas vezes, certos remédios podem causar uma sensação de desconforto, ardência, queimação, placas avermelhadas na pele e coceira. Avise imediatamente ao profissional que estiver lhe atendendo se você sentir qualquer um desses sintomas. Não estou sentindo mais nada. Porque ainda estou fazendo quimioterapia? O fato de você não estar sentindo mais nada, não significa que as aplicações devam ser suspensas. É um sinal que você está respondendo bem ao tratamento e o seu médico indicará o momento em que as aplicações deverão terminar em função das características de sua doença. Existem outros tipos de tratamento associados à quimioterapia? Sim, a radioterapia e cirurgia. Causas e Prevenção A prevenção do câncer engloba ações realizadas para reduzir os riscos de ter a doença. • O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui evitar a exposição aos fatores de risco de câncer e a adoção de um modo de vida saudável. • O objetivo da prevenção secundária é detectar e tratar doenças pré- malignas (por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas paredes do intestino) ou cânceres assintomáticos iniciais. 12 dicas para prevenir o câncer Não fume! Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer. Alimentação saudável protege contra o câncer. Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer. A alimentação deve ser saborosa, respeitar a cultura local, proporcionar prazer e saúde e incluir alimentos regionais. Mantenha o peso corporal adequado. Umas das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado. Estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e realizar atividade física, não há necessidade de serem aquelas modalidades sistematizadas ou que demandem a contratação de serviços como academias, que também podem ser opções. Pratique atividades físicas. Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim ou buscar modalidades como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras. Experimente, ache aquela modalidade que você goste, aproveite e busque fazer dessas atividades um momento coletivo, prazeroso e divertido, com a família e amigos, ou faça da atividade física um momento introspectivo no qual você se conecta consigo, enfim, é possível encaixar a atividade física na rotina de cada um, seja através do deslocamento ativo indo ao trabalho ou outras atividades caminhando ou de bicicleta, são diferentes possibilidades. Amamente. O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável. A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil. A partir de seis meses da criança, deve-se complementar a amamentação conforme a dica sobre Alimentação saudável e proteção contra o câncer. Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero a cada três anos. As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. Tão importante quanto fazer o exame é saber o resultado, seguir as orientações médicas e o tratamento indicado. Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos. A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando chegarem aos 25 anos, deverão fazer um exame preventivo a cada três anos, pois a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV. Vacine contra a hepatite B. O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde disponibiliza nos postos de saúde do País a vacina contra esse vírus para pessoas de todas as idades. Evite a ingestão de bebidas alcoólicas. Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/peso-corporal https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/peso-corporal https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/atividade-fisica https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/atividade-fisica https://www.inca.gov.br/alimentacao/amamentacao https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero câncer. Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença. Evite comer carne processada. Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago. Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios. Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida. Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho. Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a estes agentes seria o ideal e desejável. Mas para que isto ocorra de maneira satisfatória, é necessário o comprometimento de todos os envolvidos nos diversos processos de trabalho, visando a elaboração de planos para evitar o adoecimento dos trabalhadores. Também é fundamental a implementação de leis que obriguem e fiscalizem a substituição dos agentes causadores câncer no trabalho por outros mais saudáveis, quando já houver esta alternativa. Alimentação Uma das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado. Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas açucaradas, podem prevenir novos casos de câncer. Confira no menu à esquerda as recomendações sobre alimentação e prevenção de câncer. Após o tratamento, pessoas que tiveram diagnóstico de câncer, incluindo àquelas livre da doença, também devem seguir essas recomendações. Cuidar da alimentação, praticar atividade física e buscar manter o peso adequado é essencial para recuperar a saúde, prevenir o retorno da doença e o desenvolvimento de outro tipo de câncer. As informações são baseadas nos relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa em Câncer (AICR), entre outras pesquisas. Além disso, https://www.inca.gov.br/alimentacao/carnes-processadas https://www.inca.gov.br/alimentacao/excesso-de-sal-e-alimentos-com-conservantes https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino https://www.inca.gov.br/alimentacao/excesso-de-sal-e-alimentos-com-conservantes https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-estomagohttps://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico veja as dicas para uma alimentação saudável, os mitos e verdades e acesse as publicações, legislação e vídeos sobre o tema. Adoçantes artificiais O consumo frequente de adoçantes artificiais adicionados a bebidas e alimentos ou presentes em produtos light, diet ou zero, pode causar algumas doenças como o câncer. Que tal tirar o açúcar e o adoçante da sua mesa e sentir o sabor verdadeiro dos alimentos? Os edulcorantes, conhecidos como adoçantes, mais utilizados são: estévia, sorbitol, aspartame, ciclamato, sucralose e sacarina. Apesar de terem sido produzidos originalmente para pessoas com diabetes, que tem restrição de ingestão de açúcar, atualmente são substâncias usadas em vários produtos e consumidas por muitas pessoas. Quando consumidos em excesso, os edulcorantes podem causar efeitos colaterais, como dor de cabeça, mal-estar, alterações de humor e diarreia. Além disso, estudos experimentais, realizados em animais, revelam o potencial de determinados adoçantes artificiais, como o aspartame, ciclamato de sódio e sacarina sódica, para desenvolvimento de câncer. É importante evitar seu consumo e buscar educar o paladar para sentir o real sabor dos alimentos. Muitos alimentos industrializados como os diet, light, zero e até mesmo os normais possuem edulcorantes em sua composição, atualmente é comum alguns produtos anunciarem que não possuem açúcar e não especificar que houve a troca por adoçantes. Portanto, para saber se está consumindo adoçantes, fique atento à lista de ingredientes nos rótulos dos alimentos. Por causa dos efeitos colaterais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceram limites para a ingestão diária de adoçantes artificiais. Entretanto, há grandes dificuldades em quantificar o real consumo dessas substâncias, uma vez que elas estão presentes em vários alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumir ou aquecer, sem a indicação da sua quantidade. Agrotóxicos Os agrotóxicos utilizados na produção da maioria dos alimentos no Brasil causam danos ao meio ambiente e à saúde do produtor rural e do consumidor. Sempre que possível, dê preferência aos alimentos agroecológicos ou orgânicos. Os agrotóxicos são produtos utilizados na agricultura para eliminar insetos ou ervas daninhas nas plantações. Também são chamados de defensivos agrícolas ou agroquímicos. Estudos nacionais e internacionais não deixam dúvidas sobre os danos causados por esses produtos na população, principalmente nos trabalhadores e comunidades rurais, e no meio ambiente. Além da contaminação dos alimentos, da terra, das águas – que em algumas situações torna-se imprópria para o consumo humano – temos a intoxicação de seres vivos, como os mamíferos (incluindo o homem), peixes, aves e insetos. Regiões com alto uso de agrotóxicos apresentam incidência de câncer bem acima da média nacional e mundial. Cabe destacar que desde 2009, o Brasil é o maior consumidor mundial desses produtos. Além dos alimentos in natura de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, castanhas e outras oleaginosas, ou minimamente processados, ou ainda ovos, leite e carnes frescas, é importante destacar que os resíduos dos agrotóxicos também podem estar presentes nos alimentos ultraprocessados como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas e pizzas, entre outros, que têm como ingredientes o trigo, o milho, a cana-de-açúcar e a soja, por exemplo. Sempre que possível, consuma alimentos agroecológicos ou orgânicos, pois além de serem mais saudáveis, contribuem para a preservação do meio ambiente e para a agricultura familiar. Alimentos de origem vegetal Arroz com feijão é uma combinação saudável, tipicamente brasileira, acessível, gostosa e traz à mesa uma mistura essencial de proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Existem diversos tipos de feijão, como carioquinha, preto, manteiga e de corda, e outros grãos, como lentilha, ervilha e grão-de-bico. Além do arroz, outros cereais comuns no nosso país são: aveia, trigo e milho. Coloque mais cores no seu feijão com arroz. https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-e-bebidas-com-alto-teor-calorico Frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, sementes e nozes protegem contra o câncer, fortalecendo as defesas do corpo e ajudando o intestino a funcionar bem. Procure variar esses alimentos e faça deles a base da sua alimentação. Esses alimentos têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não for possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a sua morte, interrompendo a multiplicação desordenada. A recomendação é consumir, no mínimo, cinco porções (400g) por dia de frutas e vegetais sem amido, como espinafre, bertalha, agrião, tomate, cenoura, couve-flor, beterraba, chuchu, quiabo e abobrinha, sendo duas porções de frutas e três de vegetais sem amido. Cada porção equivale a uma quantidade que caiba na palma da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g. No Brasil há uma enorme diversidade de frutas: açaí, cupuaçu, caju, seriguela, graviola, jabuticaba, murici, jenipapo, abacate, banana, jaca, goiaba, pitanga e uva. Algumas são fáceis de encontrar na sua região. Elas são ótimas opções para lanches, sobremesas e ainda podem ser combinadas com preparações salgadas. Nozes, avelãs, castanhas, castanhas-de-caju, castanhas-do-pará, macadâmias, pistaches e amêndoas, também possuem nutrientes importantes na prevenção de câncer. Sementes como de girassol, abóbora, gergelim, amendoim, amêndoa de baru também fazem parte desse grupo de alimentos protetores. Experimente acrescentá-las na salada. Alimentos e bebidas com alto teor calórico Procure diminuir o consumo de alimentos e bebidas com alto teor calórico, do tipo fast-food, ultraprocessados e processados ricos em gorduras, amidos ou açúcares, pois eles promovem excesso de peso que aumenta a chance de desenvolver câncer. São exemplos de ultraprocessados e processados ricos em gorduras, amidos ou açúcares os alimentos do tipo fast-food, o hambúrguer, pizza e cachorro-quente e produtos prontos para consumir ou aquecer, como lasanhas, salgadinhos e biscoitos, contêm grande quantidade de gorduras e açúcares e, portanto, alta concentração de calorias. As bebidas açucaradas (bebidas não-alcóolicas normalmente vendidas em latas, caixas ou garrafas), ou seja, refrigerantes, chás e sucos industrializados etc, também possuem alto teor calórico. Além disso, fornecem poucas fibras, vitaminas e minerais. Consumi-los pode levar ao aumento do peso corporal, resultando em sobrepeso e obesidade. Experimente beber suco de frutas natural sem adição de açúcar ou adoçantes, por exemplo, manga, melancia, laranja e abacaxi, ou combinar frutas mais azedas (limão, maracujá) com outros mais doces. Amamentação A amamentação protege as mães do câncer de mama e os bebês do sobrepeso e da obesidade. A criança deve receber somente leite materno até os seis meses de vida. A partir de então, deve receber alimentação complementar saudável, conforme apresentado nos demais tópicos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais. Pesquisas mostram que receber o leite materno protege a criança contra o sobrepeso e a obesidade desde a infância até a fase adulta. Isso ocorre, pois a leptina, um hormônio presente no leite materno ajuda a regular o metabolismo energético, ou seja, a transformação dos alimentos em energia e seu armazenamento nocorpo do bebê. Além da proteção do bebê, a mãe também se beneficia, pois amamentar diminui o risco dela ter câncer de mama. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário. Assim, se houver células agredidas, elas são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, dentre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. Outro benefício é que as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem durante o período de aleitamento. Quanto mais prolongada for a amamentação, maior a proteção para a mãe e o bebê. Portanto, amamente e encoraje o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e procure manter a amamentação até os dois anos de idade ou mais. Carnes processadas Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru podem aumentar a chance de desenvolver câncer. O consumo desses produtos deve ser evitado. Carne processada é qualquer tipo de carne que tenha sido transformada por salga, cura, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação. São comumente usadas em sanduíches, salgados, pizzas e outras preparações rápidas. As substâncias presentes na fumaça do processo de defumação, os conservantes (como os nitritos e nitratos) e o sal podem provocar o surgimento de cânceres de estômago e intestino (cólon e reto). Na hora do lanche, opte, por exemplo, por queijos brancos, saladas e pastas preparadas com grãos (como grão-de-bico) ou vegetais (como berinjela). Carnes vermelhas O consumo de carnes vermelhas como de boi, porco, cordeiro e bode, entre outras, se consumidas em grande quantidade, podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Comer um tipo de carne vermelha nas refeições principais é costume da maioria das famílias brasileiras. As carnes contêm proteínas, ferro, zinco e vitamina B. No entanto, quando consumidas em excesso, podem facilitar o desenvolvimento de câncer no intestino (cólon e reto), uma vez que possuem grandes quantidades de ferro heme, nutriente essencial ao corpo, mas que, em excesso, pode ter efeito tóxico sobre as células. Por isso, o seu consumo deve ser limitado a 500 gr. de carne cozida por semana. Excesso de sal e alimentos com conservantes O excesso de sal e alimentos com conservantes devem ser evitados; portanto, atenção aos alimentos industrializados prontos para consumo. O sal (cloreto de sódio) está presente naturalmente nos alimentos. Assim como o açúcar, é usado para conservar e dar sabor. O sal é essencial na dieta em pequenas quantidades, porém, em excesso pode causar câncer no estômago. Alimentos conservados em sal, como azeitonas, legumes, peixes, carne bovina, bem como alimentos ultraprocessados, como biscoitos doces ou salgados, lasanhas prontas, sopas em pó, macarrão instantâneo e cereais matinais, também possuem grandes quantidades de sódio. O consumo de alimentos preservados por salga aumenta o risco de câncer de estômago em portadores da bactéria H. pylori. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que sejam consumidos no máximo cinco gramas (5 g) de sal por dia. Considerando que cerca de duas gramas (2g) estejam presentes naturalmente nos alimentos, recomenda-se que apenas três gramas (3g), o equivalente a duas colheres de chá rasas, sejam acrescentados no preparo das refeições em um dia. Deve-se ficar atento ao consumo de alimentos ultraprocessados e processados ricos em sal. Comer mais alimentos in natura, em especial os de origem vegetal, ou minimamente processados, tirar o saleiro da mesa e temperar a comida com manjericão, orégano, coentro e outras ervas naturais podem ajudar a reduzir o sal na sua alimentação. Modo de preparo da carne As carnes grelhadas, fritas ou preparadas como churrasco podem aumentar a chance de desenvolver câncer. As melhores formas de preparo são assadas, cozidas e ensopadas. A forma de preparar as carnes, vermelhas ou brancas, também é importante na prevenção de câncer. Ao preparar uma refeição para a família ou amigos, prefira carnes cozidas no vapor, ensopadas, guisadas ou assadas. Se quiser grelhar ou fritar, opte pelo pré-cozimento. As temperaturas muito elevadas utilizadas para preparar as carnes de forma frita ou grelhada, assim como a fumaça do churrasco, formam compostos químicos que são cancerígenos e aderem à superfície das carnes. Se consumidas com frequência, podem contribuir para o desenvolvimento de cânceres. Essas substâncias também são encontradas nos alimentos defumados. Procure resgatar o prazer de cozinhar com a família, estimulando preparações mais saudáveis. Suplementos alimentares Os suplementos alimentares, como vitaminas, minerais, elementos de ervas ou plantas, vendidos na forma de comprimidos, cápsulas, pós e líquidos, não são recomendados para a prevenção de câncer. O uso de suplementos alimentares, como cápsulas com vitaminas e minerais, sem recomendação profissional, pode ser perigoso para a saúde. Para a população em geral, uma alimentação variada e colorida é suficiente para proteger contra o câncer. A maioria das pessoas não necessita de suplementos, pois uma alimentação saudável é suficiente para proteger contra várias doenças, inclusive o câncer. https://www.inca.gov.br/alimentacao/alimentos-de-origem-vegetal Durante períodos específicos da vida, algumas pessoas, em especial gestantes, crianças e idosos, podem precisar de suplementos alimentares, mas somente devem consumi-los sob a orientação de um nutricionista ou médico. A comercialização desses produtos como “naturais” e seguras, contribuem para seu uso indiscriminado por pessoas que desconhecem seus riscos. A população deve ficar atenta, pois além de muitas vezes os produtos não cumprirem os benefícios anunciados, seu uso pode levar a efeitos adversos. Atividade Física Realize atividades físicas como parte da rotina diária, começando por aquelas que lhe deem prazer, como caminhar, andar de bicicleta, dançar e nadar. Quanto mais se movimenta o corpo, maior a proteção contra o câncer. Caminhar ou ir de bicicleta para o trabalho, subir pelas escadas em vez de usar os elevadores, estabelecer momentos com a família e/ou amigos para atividades ao ar livre e/ou em praças públicas são algumas opções para aumentar a atividade física no dia a dia. Não há necessidade de serem aquelas modalidades sistematizadas ou que demandem a contratação de serviços como academias, que também podem ser opções. A atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, reduz o tempo de trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Com isso, contribui para prevenir o câncer de intestino (cólon), endométrio (corpo do útero) e mama (pós-menopausa). Existem recomendações que sugerem a realização de pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, mas já há evidências de que mesmo quando realizada por menos tempo a atividade física traz benefícios para a prevenção de câncer e para a saúde. Assim, se movimente naquelas modalidades de atividade física que você gostar. A duração (tempo) torna-se mais um elemento, não o principal. É importante limitar hábitos sedentários como assistir à televisão, usar por muito tempo celular, tablet e computador ou jogar videogame. Exposição Solar https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-corpo-do-utero https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama A exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. No Brasil, o câncer de pele não melanoma é o tumor mais frequente em ambos os sexos. As pessoas que se expõem ao sol de forma prolongada e frequente constituem o grupo com maior risco de contrair câncer de pele, principalmente aquelasde pele, cabelo e olhos claros. Habitualmente, crianças se expõem anualmente ao sol três vezes mais que adultos. Pesquisas indicam que a infância é uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol e a exposição cumulativa e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele na fase adulta ou velhice. O clima tropical, a grande quantidade de praias, a ideia de beleza associada ao bronzeamento, principalmente entre os jovens, e o trabalho ao ar livre (por exemplo, na construção civil e na lavoura) favorecem a exposição excessiva à radiação solar. Exposição no trabalho e no ambiente Cerca de 80% dos casos de câncer estão relacionados à exposição a agentes presentes nos ambientes onde se vive . Tais exposições ocorrem devido a ação do homem sobre o meio ambiente, resultando em novas formas de organização da sociedade tendo como consequência novos modos de vida que podem ser danosos à saúde. O ambiente de trabalho é um meio onde ocorrem as maiores concentrações de agentes cancerígenos, quando comparado a outros ambientes. Já está comprovado cientificamente que a exposição a agentes químicos, físicos e biológicos utilizados em ambientes de trabalho e seu entorno causa diversos cânceres. Apesar de existirem evidências científicas que demonstrem que exposições no trabalho podem causar câncer, o número de notificações ainda é pequeno. Estimativas mostram que 10,8% dos casos de cânceres em homens e 2,2% em mulheres surgem em função de fatores relacionados ao local de trabalho. Sabe-se que a grande maioria das exposições em ambientes de trabalho a esses agentes cancerígenos pode ser modificada ou eliminada, aspecto este de fundamental importância para a prevenção e controle do câncer. É importante ressaltar que, na perspectiva do risco de câncer, a melhor forma de prevenção é evitar a exposição, uma vez que não existem limites de frequência ou de intensidade seguros para a exposição às substâncias cancerígenas. É muito importante que os profissionais de saúde que atuam na rede de atenção ao paciente oncológico perguntem sobre as exposições ocupacionais a fim de se estabelecer uma possível associação entre o ambiente de trabalho e o câncer ocupacional. Abaixo estão listados os cânceres mais incidentes mundialmente na população feminina e masculina e os agentes químicos, físicos e biológicos relacionados: Câncer Agentes carcinogênicos com evidência suficiente em humanos Agentes com evidência limitada em humanos Pulmão Fuligem, radônio, radiação (raios-X e gama), gaseificação do carvão, produção de coque, carvão, sílica cristalina, alcatrão de carvão, produção de alumínio, fundição de ferro e aço, exposição ocupacional como pintor, na produção de borracha, mineração de hematita (subterrânea), arsênico e compostos arsenicais, berílio e compostos de berílio, cádmio e compostos de cádmio, cromo hexavalente e compostos, compostos de níquel, asbestos (todas as formas), sílica cristalina, vapores de emissão de motores a diesel, fumaça do tabaco, bis(clorometil)eter, clorometil-metil -éter. Ácidos fortes, tetraclorodibenzo-para-dioxina, arte com vidro, produção de recipientes de vidro e utensílios prensados, combustível de biomassa (principalmente madeira), produto de eletrodo de carbono, tolueno alfa clorado e cloreto de benzoila (mistura), metal cobalto com carboneto de tungstênio, creosoto, inseticidas não arsenicais, processo de impressão, fumos de solda. Mama Radiação (raios-X e gama). Óxido de etileno, trabalho noturno. Cólon e reto Radiação (raios-X e gama, cólon). Radiação (raios-X e gama, reto), asbestos. Próstata ---- Arsênico e seus compostos, ocupação na produção da borracha, cádmio e seus compostos, radiação (raios X e gama). Estômago Ocupação na produção da borracha, radiação. Asbestos. Fígado Vírus da hepatite B e C, aflatoxinas, cloreto de vinila (angiosarcoma, carcinoma hepatocelular), radiação, vírus da hepatite B e C (carcinoma hepatocelular), arsênico, cloreto de vinila . Arsênico e seus compostos, radiação (raios-X e gama), tricloroetileno, agrotóxicos e DDT. Colo uterino ---- Tetracloroetileno Esôfago Radiação (raios-X e gama). Ocupação na produção da borracha. Bexiga Produção de alumínio, ciclofosfamida, todas as aminas aromáticas, exposição ocupacional como pintor, radiação (raios-X e gama), arsênico e compostos arsenicais, orto-toluidina, produção da borracha. Piche de alcatrão de carvão, fuligem, limpeza a seco, emissão de vapores de diesel, exposição ocupacional como cabeleireiro e barbeiro, processo de impressão, produção de tecidos. Linfoma não Vírus da hepatite C, produção da borracha, agrotóxicos, benzeno, ocupação na produção da Óxido de etileno, tetraclorodibenzo-para-dioxina, radiação (raios X e gama); agrotóxicos malationa, Hodgkin borracha. diazinona, glifosato, DDT; 2,4 D, parationa (em fêmeas) e lindano. Leucemia Benzeno, busulfan (LMA), ciclofosfamida (LMA), formaldeído (LLNA), ocupação na produção da borracha, radiação, ocupação de pintor (leucemia infantil – exposição materna), 1,3- butadieno, etoposide com cisplatina e bleomicina, bisclorometil nitrosoureia Radônio, campos magnéticos de frequência extremamente baixa (leucemia infantil), refinamento do petróleo, policlorofenois ou seus sais de sódio (exposição combinada), estireno, tetracloroetileno, tricloroetileno, tetraclorodibenzo- para-dioxina. Outros tipos de cânceres mais incidentes a nível mundial em ambos os sexos e os agentes químicos, físicos e biológicos relacionados Câncer Agentes carcinogênicos com evidência suficiente em humanos Agentes com evidência limitada em humanos Pâncreas ---- Radiação (raios X e gama). Rim Radiação (raios X e gama). Arsênico e seus compostos, cádmio e seus compostos, processo de impressão, agrotóxicos. Tireóide Radiação (raios X e gama). ---- Cérebro e Sistema Nervoso Central Radiação (raios X e gama). ---- Ovário Asbestos (todas as formas). Radiação (raios X e gama), talco (uso perianal). Pele Radiação solar (basocelular, espinocelular e melanoma), exposição solar artificial (melanoma), fuligem, óleos minerais (industriais), óleo de xisto; arsênico e compostos arsenicais, destilação de alcatrão de carvão, piche de carvão, ciclosporina, radiação (raios –X e gama). Creosoto, processo de refinamento do petróleo, bronzeamento artificial-câmaras (outros tumores malignos da pele). Laringe Ácidos fortes, asbestos (todas as formas). Mostarda de enxofre, ocupação na produção da borracha, fumaça do tabaco. Faringe ---- Asbestos, fumaça do tabaco. Mieloma múltiplo ---- Radiação (raios X e gama). Nasofaringe Formaldeído, poeiras de madeira. ---- Outros cânceres e os agentes químicos, físicos e biológicos associados: Câncer Agentes carcinogênicos com evidência suficiente em humanos Agentes com evidência limitada em humanos Mesotelioma Exposição ocupacional como pintor, asbestos (todas as formas), erionita. ---- Cavidade nasal e seios paranasais Produção de álcool isopropílico, compostos de níquel, poeiras de couro, poeiras de madeira, radiação. Formaldeído, cádmio e seus compostos; ocupação em carpintaria e marcenaria, compostos de cromo (VI); produção de tecidos. Olhos Ocupação como soldador (melanoma), bronzeamento artificial (UV). Radiação solar (carcinoma de células escamosas, melanoma). Lábios ---- Radiação solar. Glândulas salivares Radiação (raios-X e gama). ---- Ossos Radiação. ---- Sarcoma de tecidos moles ---- Poli-cloro-fenol ou sais de sódio (exposição combinada), tetraclorodibenzo-para-dioxina. Endométrio ---- Dietilstibestrol (antineoplásico.) Testículos ---- DDT (agrotóxico). HPV e outras infecções Alguns tipos de câncer são causadospor agentes infecciosos como vírus ou bactérias. O mais comum é o Papiloma Vírus Humano (HPV), responsável pelo câncer do colo do útero, ânus e outras localizações. Além do HPV, os agentes infecciosos mais comuns associados ao desenvolvimento do câncer são: https://www.inca.gov.br/exposicao-no-trabalho-e-no-ambiente/agentes-infecciosos https://www.inca.gov.br/perguntas-frequentes/hpv • Helicobacter pylori (H. pylori) - bactéria adquirida pelo consumo de alimentos contaminados e que pode infectar cronicamente o estômago e contribuir para o aparecimento do câncer nesse órgão. • Vírus da hepatite B e vírus da hepatite C - estão associados ao câncer de fígado. São vírus transmitidos por relação sexual (menos comum para o tipo C), por sangue contaminado, por meio de transfusão, compartilhamento de seringas, agulhas e outros materiais contaminados e também de mãe para filho. • Vírus linfotrópico da célula T humana (HTLV) – causa um tipo de leucemia e de linfoma. É transmitido por via sexual, sanguínea e de mãe para filho (pela placenta e amamentação). Ele causa doença em pequena proporção das pessoas contaminadas. • Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) – reduz as defesas do organismo, aumentando o risco de alguns tipos de câncer, como sarcoma de Kaposi, alguns tipos de linfomas, câncer do colo do útero, dentre outros • Herpes Vírus Humano (HHV-8) – está associado ao sarcoma de Kaposi (KSHV). Pode ser transmitido através da via sexual, sangue ou saliva contaminados. • Vírus Epstein-Barr (EBV) – o EBV é transmitido principalmente através da saliva. Está associado a um conjunto de cânceres de origem linfoide (linfomas de Burkitt, Hodgkin e de células T/NK, assim como linfoproliferações no paciente imunossuprimido ou submetido a transplante) e epitelial (carcinoma de nasofaringe e câncer gástrico). Hereditariedade São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor. Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros. Peso Corporal Manter o peso corporal adequado é uma das principais formas de prevenir o câncer. O peso corporal e a gordura armazenada no corpo influenciam a saúde e o bem- estar ao longo da vida. Sobrepeso, obesidade e o ganho de peso na fase adulta estão associados a cânceres no esôfago(adenocarcinoma), estômago (cárdia), pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino (cólon e reto), rins, mama (mulheres na pós-menopausa), ovário, endométrio (corpo do útero), meningioma, tireoide, mieloma múltiplo e possivelmente próstata (avançado), mama (homens) e linfoma difuso de grandes células B. O excesso de gordura no corpo provoca um processo inflamatório e aumenta a produção de hormônios que podem causar danos às células, provocando ou acelerando o surgimento da doença. Uma alimentação saudável combinada com atividade física ajuda a controlar o peso corporal. Assistir TV também pode influenciar no ganho de peso corporal, uma vez que as propagandas e o hábito de ficar sentado por muitas horas favorecem o comportamento sedentário e o consumo de alimentos ricos em calorias, gordura, açúcar e sal como biscoitos, salgadinhos, doces, entre outros. Uma das principais formas de avaliar se o peso corporal está proporcional à altura é o Índice de Massa Corporal (IMC). O IMC é calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado (altura x altura). O peso corporal do adulto está adequado quando o IMC variar entre 18,5 e 24,9 kg/m². . Tabagismo O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. No mercado nacional e internacional há uma variedade de produtos derivados de tabaco que podem ser usados de várias formas: fumado/inalado, aspirado, mascado, absorvido pela mucosa oral. Todos contém nicotina, causam dependência e aumentam o risco de contrair doenças crônicas não transmissíveis. No Brasil, a forma predominante do uso do tabaco é o fumado. O tabaco fumado em qualquer uma de suas formas causa até 90% de todos os cânceres de pulmão e é um fator de risco significativo para acidentes cérebro- vasculares e ataques cardíacos mortais. Os produtos de tabaco que não produzem fumaça também são responsáveis pelo desenvolvimento de câncer de cabeça, pescoço, esôfago e pâncreas, assim como muitas patologias buco-dentais[1]. O tabagismo é responsável pelos seguintes cânceres.: leucemia mielóide aguda; câncer de bexiga; câncer de pâncreas; câncer de fígado; câncer do colo do útero; câncer de esôfago; câncer nos rins; câncer de laringe (cordas vocais); câncer de pulmão; câncer na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); câncer de estômago. https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-esofago https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-estomago https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-figado https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-intestino https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-ovario https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-corpo-do-utero https://www.inca.gov.br/alimentacao https://www.inca.gov.br/causas-e-prevencao/prevencao-e-fatores-de-risco/atividade-fisica https://www.inca.gov.br/tabagismo#_edn1 O tabagismo é considerado uma doença pediátrica, pois 80% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos. No Brasil, 20% dos fumantes começaram a fumar antes dos 15 anos. Os produtos de tabaco matam seis em cada dez consumidores. Todos os anos sete milhões de mortes são causadas pelo tabagismo, e há um custo global em saúde e perda de produtividade para os governos de 1,4 trilhões de dólares . No Brasil, 428 pessoas morrem por dia por causa da dependência a nicotina. 56,9 bilhões de reais são perdidos a cada ano devido a despesas médicas e perda de produtividade, e 156.216 mortes anuais poderiam ser evitadas. O maior peso é dado pelo câncer, doença cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco: 34.999 mortes correspondem a doenças cardíacas; 31.120 mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica); 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia; 10.812 por AVC (acidente vascular cerebral). Para saber mais: Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco e Programa Nacional de Controle do Tabagismo Orientações aos pacientes e familiares O INCA distribui gratuitamente para os pacientes matriculados nas suas unidades assistenciais uma série de cartilhas com informações sobre seus serviços, direitos oferecidos e orientações sobre o tratamento no hospital ou em domicílio. Distribuídas internamente, no ato da matrícula ou durante as etapas do tratamento, as cartilhas são avaliadas e aprimoradas constantemente. A série Orientações aos Pacientes aborda temas e públicos específicos e procura atender às determinações do Decreto nº6932 de 11 de agosto de 2009, que estabelece a Carta de Serviços ao Usuário. Sua reprodução total ou parcial é permitida, desde que citada a fonte, que não seja para nenhum fim comercial e que haja autorização prévia, por escrito, do Instituto Nacional de Câncer. Os pedidos de reprodução devem ser feitos ao Serviço de Comunicação Social do INCA pelo e-mail contato@inca.gov.br. Dicas sobre Alimentação e nutrição https://www.inca.gov.br/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabacohttps://www.inca.gov.br/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabaco https://www.inca.gov.br/programa-nacional-de-controle-do-tabagismo mailto:contato@inca.gov.br https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-reduzir-o-consumo-de-agrotoxicos-nos-alimentos Como reduzir o consumo de agrotóxicos nos alimentos Procure dar preferência ao consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos. Como preparar a carne de uma forma mais saudável Carnes brancas ou vermelhas, preparadas em temperaturas muito elevadas e consumidas com frequência, podem favorecer o surgimento do câncer. Como aumentar o consumo de fibras na sua alimentação Alimentos ricos em fibras são importantes na prevenção de câncer, principalmente porque regulam o funcionamento do intestino. Dicas para preparar bebidas quentes O consumo de bebidas muito quentes como chimarrão, chá ou café, a 65° C ou mais, pode causar câncer de esôfago. https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-reduzir-o-consumo-de-agrotoxicos-nos-alimentos https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-reduzir-o-consumo-de-agrotoxicos-nos-alimentos https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-preparar-carne-de-uma-forma-mais-saudavel https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-aumentar-o-consumo-de-fibras-na-sua-alimentacao https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/dicas-para-preparar-bebidas-quentes https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos Saiba como identificar o açúcar escondido nos alimentos De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no máximo 10% das calorias diárias devem ser provenientes do consumo de açúcar. Atenção para os rótulos de alimentos industrializados! Mensagens em rótulos de alimentos ultraprocessados podem induzir as pessoas a comprarem e consumirem alimentos não saudáveis. A influência da publicidade nas escolhas alimentares Embalagens atraentes, amostras grátis de produtos, ofertas de brindes são alguns dos mecanismos para seduzir os consumidores. Como fazer uma alimentação saudável não ser monótona Para a alimentação não cair na monotonia, o segredo é variar. https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/saiba-como-identificar-o-acucar-escondido-nos-alimentos https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-fazer-uma-alimentacao-saudavel-nao-ser-monotona https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-fazer-uma-alimentacao-saudavel-nao-ser-monotona https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/atencao-para-os-rotulos-de-alimentos-industrializados https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/influencia-da-publicidade-nas-escolhas-alimentares https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-fazer-uma-alimentacao-saudavel-nao-ser-monotona Como ter uma alimentação saudável, economizando nas compras De modo geral o custo da alimentação saudável é mais baixo do que baseada em produtos alimentícios prontos para consumir ou aquecer. https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras https://www.inca.gov.br/dicas/alimentacao-e-nutricao/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-economizando-nas-compras ONCOLOGIA APLICADA Á ENFERMAGEM Profª Enfª Lucinda Xavier O que é câncer? Como surge o câncer? Como se comportam as células cancerosas? Como o organismo se defende? Estadiamento Estatísticas de câncer Mortalidade conforme a localização primária do tumor e sexo. O que causa o câncer? Tratamento do câncer O TRATAMENTO 12 dicas para prevenir o câncer Alimentação Adoçantes artificiais Agrotóxicos Alimentos de origem vegetal Alimentos e bebidas com alto teor calórico Amamentação Carnes processadas Carnes vermelhas Excesso de sal e alimentos com conservantes Modo de preparo da carne Suplementos alimentares Atividade Física Exposição Solar Exposição no trabalho e no ambiente HPV e outras infecções Hereditariedade Peso Corporal Tabagismo Orientações aos pacientes e familiares Dicas sobre Alimentação e nutrição Como reduzir o consumo de agrotóxicos nos alimentos Como aumentar o consumo de fibras na sua alimentação Dicas para preparar bebidas quentes Saiba como identificar o açúcar escondido nos alimentos Atenção para os rótulos de alimentos industrializados! A influência da publicidade nas escolhas alimentares Como fazer uma alimentação saudável não ser monótona Como ter uma alimentação saudável, economizando nas compras