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LICENCIATURA EM MATEMÁTICA PRÁTICA DE ENSINO: REFLEXÕES (PE:Refl) ATIVIDADE 2 – POSTAGEM 2 RELATÓRIO SOBRE A DIMENSÃO PRÁTICA DO CURSO NATHALIA DOMINGUES LOPES – 1762928 TIETÊ 2019 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3 IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DE ENSINO ................................................................ 3 AS DISCIPLINAS DE PRÁTICA DE ENSINO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL ...... 4 DESAFIOS RELACIONADOS Â ATIVIDADE DA DOCÊNCIA .................................... 5 CONTRIBUIÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO PARA A APRENDIZAGEM .................. 6 CONCLUSÃO .............................................................................................................. 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 7 3 1 INTRODUÇÃO Um dos maiores desafios do profissional em formação é com relação as Práticas de Ensino, visto que é comum o questionamento de como será possível aplicar a teoria na prática. Por esse e diversos outros motivos, a Prática de Ensino tem uma importância especial e única. No decorrer das atividades pode-se relacionar as teorias estudadas com as observações e as experiências vivenciadas. É muito importante que o futuro professor desfrute das Práticas de Ensino para que possa perceber o que está envolvido na rotina da profissão, da sala de aula, do lecionar e o quanto isso está diretamente relacionado à sociedade em que se vive e está inserido. A reflexão sobre o cotidiano, sobretudo, a partir das dúvidas reais do professor- estagiário, constitui-se na condição para que se proceda a uma formação profissional mais articulada e coerente com a realidade. 2. IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DE ENSINO A Prática de Ensino é uma disciplina de caráter teórico-prático que tem por finalidade proporcionar ao aluno vivências pedagógicas em sala de aula, através do estágio supervisionado. Esse estágio, quando orientado e acompanhado, é de relevante importância na formação do profissional, pois em muitos dos casos é o primeiro contato que o futuro professor tem com o espaço escolar e é nessa fase que iniciará o processo de formação profissional. Tradicionalmente, os alunos desta disciplina vão à escola, depois de terem elaborado um plano de trabalho e, geralmente, desenvolvem estágio de acordo com o plano, porém sem refletir sobre a sua prática. Nesses casos, o estágio passa a ser uma atividade meramente técnica que, na maioria das vezes, não proporciona a construção de saberes pedagógicos. Dessa forma, os futuros professores acabam por executar práticas educativas que vivenciaram durante o período em que foram alunos, o que de acordo com Gil-Perez e Carvalho (2006, p. 26) denomina-se de formação ambiental. Segundo estes autores, a “(...) influencia desta formação incidental é enorme porque responde a experiências reiteradas e se adquire de forma não- reflexiva como algo natural, óbvio, o chamado ‘senso-comum’ escapando assim à crítica e transformando-se em um verdadeiro obstáculo”. Logo, a disciplina Pratica de Ensino: Reflexões, torna possível a quebra de paradigmas do senso comum e faz com que o professor-estagiário reflita sobre o 4 cotidiano da profissão, sobre as práticas docentes e o impacto da educação na sociedade. Essas características facilita o processo na formação de um professor reflexivo. “A noção de professor reflexivo baseia-se na consciência da capacidade de pensamento e reflexão que caracteriza o ser humano como criativo e não como mero reprodutor de ideias e práticas que lhe são exteriores” (ALARCÃO, 2003). A reflexão sobre o cotidiano, sobretudo, a partir das dúvidas reais do professor- estagiário, constitui-se na condição para que se proceda a uma formação profissional mais articulada e coerente com a realidade. 3. AS DISCIPLINAS DE PRÁTICA DE ENSINO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL Prática de Ensino – Observação e Projeto: foi escolhido um determinado ambiente não escolar em que os alunos puderam ter uma aprendizagem relacionada a diversas disciplinas, com foco em matemática. Com isso, foi possível perceber que, fora do ambiente escolar e com recursos existentes em um determinado local não escolar, encontram-se elementos que estimulam o interesse dos alunos e isso os faz aprender mais, havendo uma contribuição significativa no aprendizado do aluno. Pratica de Ensino – Integração Escola X Comunidade: por meio de pesquisas, foram colhidas informações acerca de uma escola e sua comunidade. Com isso, realizou-se um trabalho de interação entre ambos os ambientes e destacou-se que, se as escolas interagissem de forma efetiva com as suas comunidades, seria possível ter melhores resultados no ensino dos alunos. Pratica de Ensino – Vivência em um Ambiente Educativo: Solicitou-se um plano de aula para o ensino fundamental e outro de sequência didática. Pode-se aprender, com essa disciplina, a importância de se realizar um planejamento, para que se evitem muitos improvisos, e uma sequência didática de ensino, para que os alunos não se sintam perdidos e haja uma ordem dos assuntos que serão ensinados. Pratica de Ensino – Trajetória da Práxis: foi realizado um trabalho muito parecido com o do tópico anterior e, com isso, foi possível perceber o quanto é essencial o planejamento do ensino e uma sequência do aprendizado. Pratica de Ensino – Reflexões: foi realizada uma avaliação crítica de cinco aulas, sendo estas, no meu caso, ministradas pelo curso da UNIP. Com essa disciplina, foi possível construir um olhar crítico das aulas assistidas e, nesse sentido, perceber quais pontos são mais fundamentais para que haja um melhor aprendizado e uma aula mais bem elaborada. 5 4. DESAFIOS RELACIONADOS Â ATIVIDADE DA DOCÊNCIA Ao refletirmos sobre a função do professor na atualidade, deparamo-nos com a dificuldade de combinar diferentes fatores que dizem respeito à formação humana. Há vários desafios, dentro e fora da sala de aula, que dificultam o trabalho docente, além da constante transformação de diversos campos da sociedade; por meio da tecnologia, as informações são disseminadas com extrema rapidez e em grandes proporções. Em vários aspectos, esses desafios e transformações, que também incluem valores e condutas, têm ocasionado a desvalorização do profissional da educação pela sociedade. A sociedade da informação, assim denominada por Werthein (2000) nos últimos anos d o século passado para expressar uma sociedade mais complexa, oriunda do período pós-industrial, além de uma nova forma de transmissão de conteúdos advindos do denominado “novo paradigma técnico-econômico”, tem se desenvolvido em todos os países de acordo com as suas especificidades. Porém uma característica é marcante em todos eles: os fatores de transformação da sociedade industrial (insumos energéticos) deram espaço aos insumos de informação devido aos avanços das tecnologias e telecomunicações. O que varia entre os países é a forma como as estratégias de implantação e desenvolvimento são moldadas, pois mudam de acordo com cada contexto. Nesse cenário, é importante destacar que, na perspectiva de Nóvoa (1992), a formação docente deve estimular uma perspectiva crítico-reflexiva, fornecendo aos professores os meios de um pensamento autônomo e que facilite as dinâmicas de auto formação participada. Assim sendo, estar nesse processo de formação implica investimento pessoal, trabalho livre e criativo com vista à construção de identidade profissional. Nessa “nova” sociedade, com toda a sua mutabilidade, o professor deve buscar constante atualização em relação aos fatos e acontecimentos do mundo (principalmente em sua área do conhecimento), de forma a promover uma boa contextualização,como preconizam documentos oficiais que regem o sistema educacional nacional, e nas alterações dos conhecimentos curriculares e didático- pedagógicos e novas tendências educacionais (Chimentão, 2009). No entanto, faz-se necessário sublinhar que a formação não se estabelece por meio de acumulação de cursos ou técnicas, mas sim com um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas 6 e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal e profissional, conforme aponta Nóvoa (1992). 5. CONTRIBUIÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO PARA A APRENDIZAGEM De acordo com Araujo e Melo (2001), a ação reflexiva é um importante componente na construção do conhecimento pedagógico no processo de formação de professores. Desta forma, introduzir a prática da reflexão-ação no processo de formação inicial e continuada dos professores possibilita aos mesmos verificarem as dificuldades que enfrentam ao se inserir no mercado de trabalho, de modo a encontrar alternativas que contribuam para minimizar os desconfortos provenientes desta nova experiência. As atuais exigências sociais têm desencadeado a necessidade de uma visão de mundo construída a partir de uma nova concepção de educação. De acordo com Rodrigues (1987) a escola não é uma instituição neutra frente à realidade social. A escola é um local de muitas contradições, ela é influenciada e influencia as pessoas que a compõem e não deve omitir este fato. Uma educação que promova mudanças deve permitir em suas instituições escolares o conflito, ou seja, a manifestação das várias contradições que perpassam a escola e que, na sua forma de organização, permite o aprendizado sobre a natureza dos conflitos e destas contradições existentes na sociedade de hoje. É impossível construir uma sociedade democrática nos moldes de uma escola autoritária e, por isso será impossível a uma escola autoritária ensinar os homens a viverem e conviverem num processo democrático (RODRIGUES, 1987). 6. CONCLUSÃO Diante de todos os aspectos apresentados, nota-se que a Prática de Ensino é de extrema importância na formação acadêmica, principalmente no que se diz respeito à formação docente. A PE: Reflexões, proporciona não só a vivência teórica, por meio de autores e dos livros, mas estabelece um contato prático com o processo de ensino e faz com que o futuro professor reflita sobre as práticas vivenciadas. Nota-se também, que a formação docente não é completa sem que haja um pleno o profundo estudo da disciplina. Isso é ainda mais rigoroso quando se trata da disciplina Matemática, que é extremamente abstrata para a maioria dos alunos. 7 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Disponível em <http://posgrad.fae.ufmg.br/posgrad/viienpec/pdfs/1098.pdf> Acesso em 10 de novembro de 2019. Disponível em <https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/19/desafios-da- prtica-docente> Acesso em 10 de novembro de 2019. Disponível em <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/nutricao/a- importancia-das-teorias-na-pratica-pedagogica/48753> Acesso em 10 de novembro de 2019. ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez, 2003.