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Interpretação de textos literários ou não-literários Compreensão: está no texto Interpretação: Está além do texto Texto Literário: tem a função predominante da linguagem poética (conotativa) Ex.: Poemas, romances, contos Texto Não literário: centra-se na informação, linguagem direta (denotativa) Ex.: Reportagens, receitas Conotação x Denotação Conotativo: Sentido figurado - Sentido Não real Ex.: Minha namorada é uma geladeira Denotativo: Sentido real Ex.: Minha geladeira quebrou. Figuras de Linguagem Metáfora: é o emprego de uma palavra com sentido diferente do sentido usual, a partir de uma comparação subentendida entre dois elementos Ex.: Seus olhos são luzes brilhantes. Metonímia: troca de uma palavra por outra, quando entre ambas existe uma proximidade de sentidos Ex.: Gabriel comeu um prato de batatas. Hipérbole: Exagero Ex.: Chorei rios. Eufemismo: Amenização de idéias de tom negativo Ex.: Fulano não está mais entre nós. Prosopopeia: Atribuir características humanas a outros tipos de seres e objetos Ex.: O sol sorriu. Antítese: Colocação de idéias em oposição, com termos antônimos Ex.: A guerra pode gerar paz. Figuras de Linguagem Antítese Eufemismo Hipérbole Metáfora Metonímia Prosopopeia Fonética -Sílaba - Separação silábica Observações passíveis de nota: Alguns grupos consonantais iniciam palavras, por isso não devem ser separados. Observemos alguns casos: pneu – mo – ni – a pneu – má – ti – co psi – có – lo – go... - Quanto ao número de sílabas... - Monossílaba: uma sílaba Ex.: Um - Dissílaba: duas sílabas Ex.: Duas - Trissílaba: três sílabas Ex.: Sílabas - Quanto a sílaba tônica... -Tônica: sílaba mais forte -Átono: tudo que não é tônico Ar-ti-go -Oxítona – Pe-lé (última) -Paroxítona – Bi-quí-ni (penúltima) -Proparoxítona - Mé-to-do (antepenúltima) Dica: para descobrir a sílaba tônica é só você gritar a palavra. Aquela que mais ser pronunciada será a tônica. - Acentuação Acentuação é o ato de colocar sob as palavras os acentos diacríticos ou gráficos para auxiliar o leitor sobre a correta pronunciação dos mesmos. Obs.: Para as regras gerais e complementares usa-se somento o “ ´ ” ou “^” (circunflexo) Regras Gerais: 1 – Monossílabos tônicos: terminados em ― a ‖, ― e ‖ e ― o ‖, seguidas ou não de ―s‖. Obs.: Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindo representadas por artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação (preposições, conjunções). Exemplos: pá, pás, pé, pés, pó, pós. 2 – Oxítonas: sílaba mais forte na última e terminando em ― a ‖, ― e ‖, ― o ‖, seguido ou não de ― s ‖, ― em ‖ e ―ens‖. Exemplos: Maracujá, maracujás, você, vocês, cocô, cocôs, refém, reféns. 3 – Paroxítonas: sílaba mais forte na penúltima e terminando em ― i ‖, ― is ―, ― us ―, ― l ‖, ― n ‖, ― r ‖, ― x ‖, ― ps ‖, ― om ‖, ― oms ‖, ― um ‖, ― uns ‖, ― ã ‖, ― ãs ‖ e ditongo(seguido ou não de ―s‖) Exemplos: Biquíni, biquínis, vênus, hífen, fêmur, tórax, tríceps, íom, íons, fórum, fóruns, órfã, minoritário, minoritários 4 – Proparoxítonas: todas as palavras que tiverem a sílaba tônica na antepenúltima sílaba. Exemplos: Método, escândalo. Regras complementares: 1 – Ditongos abertos: (boca aberta): acentua-se as oxítonas e monossílabas terminadas em ― éi ‖, ― ói ‖ e ― éu ‖, seguido ou não de ― s ‖. Exemplos: pastéis, herói, céu 2 – Hiato: acentua-se os hiatos cuja segunda sílaba seja ― i ‖ ou ― u ‖, sozinha ou acompanhada de ― s ‖, não sucedida por ― nh ‖ nem precedida por ― ditongo ‖ em palavras paroxítonas: Exemplos: Juízes, Piauí, faísca, conteúdo 3 – Diferenciais obrigatórios: acentua-se os verbos obrigatoriamente de forma diferente: Ter, vir,crer, dar, ler e ver. Variam do singular para o plural. Obs.: deve ser empregado a regra nos derivados, também. Ter, vir Exemplos: Ele tem, eles têm. Ele vem, eles vêm. Crer, dar, ler e ver Exemplos: Ele crê, eles creem. Que ele dá, que eles deem. Ele lê, eles leem. Ele vê, eles veem 4 – Acentos diferenciais: acentua-se de modo a diferenciar palavras homógradas (escrita igual, com o mesmo som mas não a mesma pronúncia). Obrigatório Pôde: quando o verbo ―poder‖ estiver estiver indicando passado. Ex.: Ele não pôde. Pôr: diferenciar o verbo ―por‖ (colocar) da peposição por. Eu irei pôr sobre a mesa. Facultativo Fôrma: diferenciar fôrma (de bolo) do verbo formar. Ex.: Coloquei a massa de bolo sobre a fôrma. Dêmos: diferenciar presente do pretérito. Acentua-se o verbo no presente: para que nós dêmos. Ortografia - Porquês Por que Perguntas de início e meio de frase Ex.: Por que você fez isso. Me diga porque você fez isso. Por quê Perguntas de final de frase. Depois de pontuação Ex.: Eu não estou sabendo disso, por quê? Porque Responder. Ex.:Porque eu quiz. Porquê Substantivado Ex.:O porquê disso acontecer, só Deus sabe. Morfologia Processo de formação de palavras 1 - Classificação das palavras 1-1 Palavras derivadas: são formadas a partir das palavras primitivas 1-2 Palavras primitivas: não são derivadas de nenhuma outra palavra 1-3 Palavras compostas: possuem mais de um radical 1-4 Palavras simples: possuem apenas um radical 2- Formação de palavras 2-1 Por palavras compostas ou Composição: possuem mais de um radical - Justaposição: os sons das palavras envolvidas não mudam: - Aglutinação: os sons das palavras envolvidas mudam: 2-2 Por palavras derivadas ou Derivação: são formadas a partir de palavras primitivas - Derivação prefixal ou prefixação: acrescenta-se um prefixo (início) à palavra - Derivação sufuxal ou sufixação: acrescenta-se um sufixo (fim) à palavra Processo de formação de palavras Composição Justaposição Aglutinação Derivação Prefixal Sufixal Parassintética Regressiva Imprópria - Derivação parassintética: acrecenta-se prefixo e sufixo à palavra - Derivação regressiva: suprime-se a terminação de um verbo pelas desinências –a, -o ou –e. - Substantivo Classificação - Própria e comum Os substantivos próprios são os nomes de seres, lugares, etc. (se escreve com letra maiúscula). É próprio, pois individualiza alguém (ou algo), sendo sua identidade. Tirando os próprios, os que restam são os comuns (genéricos), que nomeiam todas as outras coisas (objetos, etc). Ex.: A casa caiu. O Filipe caiu. - Concreto e abstrato Os substantivos concretos são aqueles que existem por si só e ocupam lugar no espaço e os abstratos são os que dependem de substantivos concreto para existir. Concreto: Abstrato: - Seres - Ações Ex.: Filipe Ex.: Correr - Objetos - Estados Ex.: mesa Ex.: Triste - Lugares - Qualidade Ex.: Brasília Ex.: Bonito -Sentimentos Ex.: Amor Substantivo Coletivo Epiceno Comum de dois gêneros Sobrecomum Comum Próprio Concreto Abstrato Primitivo Derivado Simples Composto Qual a imagem que você tem dela? (noção – abstrato) A imagem do leão será emoldurada. (objeto – concreto) - Primitivo e derivado Os substantivos derivados são formados a partir de palavras primitivos. Já os primitivos não derivam de nenhuma outra palavra. Ex.: Burrice(derivado) é derivada de burro(primitivo). - Simples e compostos Os substantivos simples possuem um radical, enquanto os compostos possuem dois ou mais. Ex.: Flor (simples) Couve-flor (composto) - Coletivo Nada mais é do que o substantivo que expressa um conjunto de substantivos. Ex.: Molho – conjunto de chaves Alcateia – conjunto de lobos - Epiceno Os epicenos que possuem um único gênero e se referem aos animais que precisamestar acompados de ―macho‖ ou ―fêmea‖ para determinar seu gênero. Ex.: Cobra ―fêmea‖ ou cobra ―macho‖ - Comum de dois gêneros O comum de dois gêneros é quando o substantivo não possui forma no outro gênero, mas pode ser definido com o artigo. Ex.: ―A‖ personagem ou ―o‖ personagem - Sobrecomum Não pode ser definido quanto ao gênero, servindo tanto para o feminino quanto o masculino. Ex.: A criança, a testemunha Flexão - Gênero - Masculino: quando aceita o artigo ―o‖. - Feminino: quando aceita o artigo ―a‖. - Biforme: apresenta duas formas para os dois gêneros. Ex.: o menino, a menina - Uniforme: apresenta uma única forma para os dois gêneros Ex.: Epiceno: Cobra ―macho‖ Comum de dois gêneros: O personagem, a persogem Sobrecomum: A testemunha, o cadáver - Heterônimo: substantivo que possui radicais diferentes para ambos os gêneros. Ex.: Mulher, homem Gênero Biforme Uniforme Heterônimo Masculino Feminino - Grau - Aumentativo: maior que o normal - Análitico: menino grande - Sintético meninão - Dimunutivo - Análitico: menino pequeno - Sintético menininho - Número - Singular - Simples Ex.: Casa - Composto Ex.: Pé-de-muleque - Plural - Simples Ex.: Casas - Composto Grau Aumentativo Analítico Sintético Normal Diminutivo Analítico Sintético Número Singular Simples Composto Plural Simples Composto Ex.: Pé-de-muleque Plural de diminutivo 1º passo: pluraliza a palavra Balão - Balões 2º passo: retira o s Balõe 3º passo: acrescenta z+inhos Balõezinhos - Adjetivo - Classificação - Restritivo: restringe o sentido do adjetivo para uma quantidade determinada. Ex.: Os alunos do professor Geraldo serão ótimos jogadores - Explicativo: não restringe o sentido do adjetivo para uma quantidade determinada. Ex.: Todo mundo passa por situações perigosas - Simples e Composto Os adjetivos simples possuem somemte um radical, enquanto que os compostos possuem dois ou mais. Ex.:Magro – simples Luso-brasileiro – composto - Primitivo e derivado Os adjetivos derivados são formados a partir de primitivos. Já os primitivos derivam de nenhuma outra palavra. Ex.: belo – primitivo Belíssimo – derivado - Flexão Adjetivo Restritivo Explicativo Simples Composto Primitivo Derivado Gênero Masculino Feminino Biforme Uniforme - Masculino: quando aceita o artigo ―o‖. Ex.: O lindo - Feminino: quando aceita o artigo ―a‖. Ex.: A linda - Biforme: apresenta duas formas para os dois gêneros. Ex.: A casa linda O sobrado lindo - Uniforme: apresenta uma forma para os dois gêneros. Ex.: Amigo leal Amiga leal - Normal: característica sem aumentar ou diminuir. Ex.: O João está feliz. - Grau Comparativo: exprime a característica de um ser comparando-o com outro da mesma espécie. (quanto, do que, como que) - de igualdade: tão Ex.: João está tão feliz quanto Maria - de superioridade: mais Ex.: João está mais feliz do que Maria - de inferioridade: menos Ex.: João está menos feliz que Maria - Grau superlativo: exprime a característica de um ser, atribuindo qualidades em grau para mais ou para menos. Grau Comparativo de superioridade de inferioridade de igualdade Normal Superlativo Absoluto analítco sintético Relativo de superioridade de inferioridade - Relativo: quando a qualidade de um ser é itensificada em relação a outros seres. - de superioridade Ex.: João é o mais alto de todos. - de inferioridade Ex.: João é o menos alto de todos. - Absoluto: quando a qualidade de um ser é itensificada sem relação com outro ser. - Analítico: Ex.: João está muito feliz. - Sintético: Ex.: João está felicíssimo. Regras de formação -a, -e, -o - íssimo Ex.: Cuidadosa - Cuidadosíssima Doce - Docíssimo Sério - Seriíssimo -vel - Bilíssimo Ex.: Agradável - Agradabilíssimo Horrível - Hobibilíssimo Amável - Amabilíssimo -m e -ão - Níssimo e aníssimo Ex.: Comum - Comuníssimo Vão - Vaníssimo -z - císsimo Ex.: Atroz - atrocíssimo Capaz - capacíssimo Só acrescenta -u, -l, -r + íssimo ou imo Ex.: Cru - cruíssimo Difícil - dificílimo Regular - regularíssimo - Singular: quando indica um - Simples: Um radical - Azul - Composto: Mais de um radical - Azul-claro - Plural: quando indica mais de um - Simples: Um radical - Felizes - Composto: Mais de um radical - Luso-brasileiros Regras de formação do plural e gênero do adjetivo simples As mesmas regras aplicadas ao substantivo Regras de formação do plural e gênero do adjetivo composto Regra geral: último elemento vai para o plural Luso-brasileiro, luso-brasileiros, luso-brasileira, luso-brasileiras (pátrios) Rosa-claro, rosa-claros, rosa-clara, rosa-claras (cores) Excessões Azul-celeste e Azul-marinho não variam Surdo-mudo, surda-muda variam os dois Surdos-mudos ou surdas-mudas Verde-musgo – com substantivo os dois ficam no singular Locução adjetiva Locução é a união de duas palavras exercendo a função de um termo somente. É ―adjetiva‖, corresponde ao adjetivo, que, como você já sabe, é a palavra que dá qualidade ao substantivo. Ex.: Amor de mãe – Amor materno Luz do sol – Luz solar Número Singular Simples Composto Plural Simples Composto - Advérbio Palavra que altera o sentido dos adjetivos, verbos e também dos próprios advérbios. Ex.: Ela é muito linda. (adjetiva) Ela jogou bem. (verbo) Ele jogou muito bem. (advérbio) 1 – Lugar – Onde? (Aqui, lá, aí) Ex.: Ele está aqui. 2 – Tempo – Quando? (Ontem, hoje, amanhã, já, nunca, jamais) Ex.: Ontem nós saímos. 3 – Modo – Como? (Depressa, alto, baixo, errado, tranquilo) Ex.: Ele fala de modo correto. 4 – Intensidade (Pouco, demais, bastante, bem) Ex.: Está muito calor. Advérbio Adjetivo Verbo Advérbio Advérbio Lugar Tempo Modo Intensidade Dúvida Negação Afrmação 5 – Dúvida (Talvez, provavelmente, possivelmente) Ex.: Talvez eu compre. 6 – Negação (Não, nem, nunca) Ex.: Não falei isso. 7- Afirmação (Sim, certamente, com certeza) Ex.: Certamente falei isso. Locução adverbial Ocorre quando duas ou mais palavras passam a função de advérbio. Ex.: Ele saiu às pressas. - Conjunções Classificação da Conjunção De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as conjunções podem ser classificadas em coordenativas esubordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse isolamento, no entanto, não acarreta perda da unidade de sentido que cada um dos elementos possui. Já no segundo caso, cada um dos elementos ligados pela conjunção depende da existência do outro. Conjunções Coordenativas São aquelas que ligam orações de sentido completo e independente ou termos da oração que têm a mesma função gramatical. Subdividem-se em: 1) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de acrescentamento ou adição. São elas: e, nem (= e não), não só... mas também, não só... como também, bem como, não só... mas ainda. Por exemplo: A sua pesquisa é clara e objetiva. Ela não só dirigiu a pesquisa como também escreveu o relatório. 2) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensação. São elas:mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. Por exemplo: Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. 3) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam separadamente. São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja,talvez... talvez. Por exemplo: Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário. 4) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim. Por exemplo: Marta estava bem preparada para o teste, portanto não ficou nervosa. 5) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida. São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. Por exemplo: Não demore, que o filme já vai começar. Saiba que: a) As conjunções "e"," antes", "agora"," quando" são adversativas quando equivalem a "mas". Por exemplo: Carlos fala, e não faz. O bom educador não proíbe, antes orienta. Sou muito bom; agora, bobo não sou. Foram mal na prova, quando poderiam ter ido muito bem. b) "Senão" é conjunção adversativa quando equivale a "mas sim". Por exemplo: Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade. c) Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada sempre no início da oração: as outras (porém, todavia, contudo, etc.) podem vir no início ou no meio. Por exemplo: Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta. Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta. d) A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem geralmente após um ou mais termos da oração a que pertence. Por exemplo: Você o provocou com essas palavras; não se queixe, pois, de seus ataques. Quando é conjunção explicativa," pois" vem, geralmente, após um verbo no imperativo e sempre no início da oração a que pertence. Por exemplo: Não tenha receio, pois eu a protegerei. Conjunções Subordinativas São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas dependente da outra. A oração dependente, introduzida pelas conjunções subordinativas, recebe o nome de oração subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha começado quando ela chegou. O baile já tinha começado: oração principal quando: conjunção subordinativa ela chegou: oração subordinada As conjunções subordinativas subdividem-se em integrantes e adverbiais: 1. Integrantes Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou integra o sentido da principal. Introduzem orações que equivalem a substantivos. São elas: que, se. Por exemplo: Espero que você volte. (Espero sua volta.) Não sei se ele voltará. (Não sei da sua volta.) 2. Adverbiais Indicam que a oração subordinada por elas introduzida exerce a função de adjunto adverbial da principal. De acordo com a circunstância que expressam, classificam-se em: a) Causais: introduzem uma oração que é causa da ocorrência da oração principal. São elas: porque, que, como (= porque, no início da frase), pois que, visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde que, etc. Por exemplo: Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios. Como não se interessa por arte, desistiu do curso. b) Concessivas: introduzem uma oração que expressa ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc. Por exemplo: Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. Eu não desistirei desse plano mesmo que todos me abandonem. c) Condicionais: introduzem uma oração que indica a hipótese ou a condição para ocorrência da principal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc. Por exemplo: Se precisar de minha ajuda, telefone-me. Não irei ao escritório hoje, a não ser que haja algum negócio muito urgente. d) Conformativas: introduzem uma oração em que se exprime a conformidade de um fato com outro. São elas:conforme, como (= conforme), segundo, consoante, etc. Por exemplo: O passeio ocorreu como havíamos planejado. Arrume a exposição segundo as ordens do professor. e) Finais: introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se realiza a principal. São elas: para que, a fim de que, que, porque (= para que), que, etc. Por exemplo: Toque o sinal para que todos entrem no salão. Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor. f) Proporcionais: introduzem uma oração que expressa um fato relacionado proporcionalmente à ocorrência da principal. São elas: à medida que, à proporção que, ao passo que e as combinações quanto mais... (mais), quanto menos... (menos), quanto menos... (mais), quanto menos... (menos), etc. Por exemplo: O preço fica mais caro à medida que os produtos escasseiam. Quanto mais reclamava menos atenção recebia. Obs.: são incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida que e na medida em que. g) Temporais: introduzem uma oração que acrescenta uma circunstância de tempo ao fato expresso na oração principal. São elas:quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde que, sempre que, assim que, agora que, mal (= assim que), etc. Por exemplo: A briga começou assim que saímos da festa. A cidade ficou mais triste depois que ele partiu. h) Comparativas: introduzem uma oração que expressa ideia de comparação com referência à oração principal. São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), etc. Por exemplo: O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. Ele é preguiçoso tal como o irmão. i) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa a consequência da principal. São elas: de sorte que, de modo que, sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que (tendo como antecedente na oração principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc. Por exemplo: Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do exame. A dor era tanta que a moça desmaiou. Locução Conjuntiva Recebem o nome de locução conjuntiva os conjuntos de palavras que atuam como conjunção. Essas locuções geralmente terminam em "que". Observe os exemplos: visto que desde que ainda que por mais que à medida que à proporção que logo que a fim de que - Verbo Indica ação, estado ou fenômeno da natureza. - Infinitivo: quando o verbo terminar em AR, ER, IR (ou OR. Esse só se aplica no verbo ―por‖ e seus derivados), nós dizemos que ele está no infinitivo, que é uma forma nominal. AR 1ª conjugação ER ou OR 2ª conjugação IR 3ª conjugação Ex.: Mergulhar – 1ª conjugação do infinitivo Bater – 2ª conjugação do infinitivo Cair – 3ª conjugação do infinitivo - Gerúndio: quando o verbo terminar em ANDO, ENDO,INDO (ou ONDO. Esse só se aplica no verbo por e seus derivados) Ex.:Mergulhando – ANDO Retendo - ENDO Sorrindo - INDO Repondo – ONDO Formas Nominais Infinitivo Gerúndio Particípio - Particípio regular: quando o verbo termina em ADO e IDO ou OSTO (e também ADA, IDA e OSTA) Ex.: Casado – ADO Corrído – IDO Composto – OSTO - Particípio irregular: nesse caso não há regra com base em terminações, mas sim com um ―macete‖. Usar (foi/está) para o irregular aparecer. Ex.: Foi... morto/ Está... morto Foi... salva/Está...salva Obs.: Aqueles que possuem dois particípios são chamados de verbos abundantes. As pessoas do discurso podem estar no singular (eu, tu, ele) ou no plural (nós, vós, eles). Isso significa que, além de ter pessoa, o verbo também tem número (singular ou plural). Número Singular Plural Pessoa Singular 1ª Eu 2ª Tu 3ª Ele/ela Plural 1ª Nós 2ª Vós 3ª Eles/elas Alguém precisa cantar, vender, partir, comprar, fugir de baratas voadoras e etc. Portanto, precisamos de alguém para fazer os verbos funcionarem. Esse alguém é a pessoa do discurso. O verbo pode ser flexionado de acordo com o tempo. A ação pode já ter ocorrido (passado),pode estar ocorrendo agora (presente) ou vai ocorrer ainda (futuro). Para ficar mais chique, a gente chama o passado de pretérito. Logo, os verbos podem ser flexionados no pretérito, no presente e no futuro. O pretérito se divide em: imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito. O futuro em: do pretérito, do presente. E presente em... só presente. Indicativo – com certeza Subjuntivo – sem certeza Imperativo – ordem ou pedido Voz é a forma assumida pelo verbo para indicar a relação entre ele e seu sujeito. - Ativa: A ação é praticada pelo sujeito Ex.: João feriu Pedro - Passiva: O sujeito sofre a ação Tempo Pretérito Presente Futuro Modo Indicativo Subjetivo Imperativo Vozes Ativa Passiva Analítica Sintética Reflexiva Ex.:Pedro foi ferido por João - Analítica: particípio Ex.: A ave foi morta pelo caçador - Sintética –se (sujeito indeterminado) Ex.: Matou-se a ave. - Reflexiva: A ação e praticada e sofrida pelo sujeito Ex.: João feriu-se. Conversão de vozes Voz Ativa: O caçador matou a ave. Voz passiva analítica: A ave foi morta pelo caçador. Voz passiva sintética: Matou-se a ave. Mais sobre Pessoas do Discurso! Agora, nós vamos entender melhor a respeito das pessoas do discurso. Você se lembra deles na parte anterior? Bem, as pessoas do discurso são os pronomes que realizam a ação dos verbos. Exemplos: eu dirijo, ele nadou, nós compramos, eu dancei com um pinguim etc. Ex.: Eu queria comprar um grill. Minha mulher queria um ferro novo. Eu – primeira pessoa do singular Minha mulher – funciona como ―ela‖, que é a terceira pessoa do singular Ou seja: as pessoas do discurso são os pronomes que conjugam os verbos (no caso os pronomes do caso reto). Veja quem são eles: Essas são as 3 pessoas. Agora, eles podem ficar no plural, também: Portanto, temos ao todo ―seis‖ pessoas (3 no singular e 3 no plural) Eu 1ª pessoa Tu 2ª pessoa Ele 3ª pessoa Nós 1ª pessoa Vós 2ª pessoa Eles(as) 3ª pessoa Para cada tipo de pessoa nós vamos ter uma conjugação diferente. Ex.: eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos e etc... Observe, então, que para cada pessoa em cada número (singular ou plural) nós teremos um verbo diferente. Que legal, né? Ex.: Maria cantou – Ela cantou A loja foi construída – Ela foi construída João e Astolfo caíram – Eles caíram Portanto, as pessoas (ou coisas) que conjugam os verbos sempre serão uma das 6 pessoas do discurso (―eu‖, ―tu‖ e ―ele‖ tanto no singular ou ―nós‖, ―vós‖ e ―eles‖ quanto no plural). Dica 1: Tu ou você? O ―tu‖ também é um pronome do caso reto, assim, como ―eu‖, ―tu‖ , ―vós‖ etc... Por outro lado ―você‖ é um pronome de tratamento (assim como ―Senhora‖, ―Vossa Majestade‖ etc). Ele cumpre o papel do ―tu‖ (pessoa com quem se fala), mas é conjugado como se fosse a 3ª do singular (ele). Ou seja: ―você‖ recebe a mesma conjugação de ―ele‖. Ex.: Tu fazes – Ele faz/você faz Tu cantas – Ele canta/você canta Tu vendestes – Ele vendeu/você vendeu O plural de ―tu‖ é ―vós‖, enquanto o plural de ―você‖ é ―vocês‖. Eu 1ª pessoa Tu 2ª pessoa Ele(a) 3ª pessoa Nós 1ª pessoa Vós 2ª pessoa Eles(as) 3ª pessoa Singular Plural Indicativo 1 – Presente: momento exato da ação 2 – Pretérito: aconteceram no passado Quando maior a ―perfeição‖ mais tempo se passou (mais antiga é a ação). 2.1 – Pretérito imperfeito: a ação ocorria no passado com uma certa continuidade. Conjugação Indicativo Presente Pretérito Imperfeito Perfeito Mais-que- perfeito Futuro do presente do pretérito Subjetivo Presente Pretérito imperfeito Futuro Imperativo Afirmativo Negativo Eu canto vendo parto Tu cantas vendes partes Ele canta vende parti Nós cantamos vendemos partimos Vós cantais vendeis partis Eles cantam vendem partem Presente Eu cantava vendia partia Tu cantavas vendias partias Ele cantava vendia partia Nós cantávamos vendíamos partiamos Vós cantáveis vendíreis partíeis Eles cantavam vendiam partiam Pretérito imperfeito 2.2 – Pretérito perfeito: a ação começou e terminou no passado. 2.3 – Pretérito mais-que-perfeito 3 - Futuro: acontecerá ainda Há dois tipos de futuro: do presente (normal: o que todos nós usamos) e do pretérito (uma condição vinculada ao passado). 3.1 – Futuro do presente 3.2 – Futuro do pretérito - Subjuntivo Eu cantei vendi parti Tu cantaste vendeste partiste Ele cantou vendeu partiu Nós cantamos vendemos partimos Vós cantastes vendestes partistes Eles cantaram venderam partiram Pretérito perfeito Eu cantara vendera partira Tu cantaras venderas partiras Ele cantara vendera partira Nós cantáramos vendêremos partíramos Vós cantáreis vendêreis partíreis Eles cantaram venderam partiram Pretérito mais-que-perfeito Eu cantarei venderei partirei Tu cantarás venderás partirás Ele cantará venderá partirá Nós cantemos venderemos partiremos Vós cantareis vendereis partireis Eles cantarão venderão partirão Futuro do Presente Eu cantaria venderia partiria Tu cantarias venderias partirias Ele cantaria venderia partiria Nós cantaríamos venderíamos partiríamos Vós cantaríeis venderíeis partiríeis Eles cantariam venderiam partiriam Futuro do pretérito 1 – Presente 2 – Pretérito imperfeito 3 – Futuro - Imperativo Para início de conversa, a primeira pessoa do singular (eu) não tem imperativo. Você não pode dar ordem para si, mesmo. Portanto, nós começamos a partir da segunda pessoa do singular (tu) 1 – Afirmativo 2 – Negação Que Eu cante venda parta Que Tu cantes vendas partas Que Ele cante venda parta Que Nós cantemos vendamos partamos Que Vós canteis vendais partais Que Eles cantem vendam partam Presente Se Eu cantasse vendesse partisse Se Tu cantasses vendesses partisses Se Ele cantasse vendesse partisse Se Nós cantássemos vendêssemos partíssemos Se Vós cantásseis vendêsseis partísseis Se Eles cantassem vendessem partissem Pretérito imperfeito Quando Eu cantar vender partir Quando Tu cantares venderes partires Quando Ele cantar vender partir Quando Nós cantarmos vendermos partirmos Quando Vós cantardes venderdes partirdes Quando Eles cantarem venderem partirem Futuro - - - Eu canta vende parti Tu cante vende parta Ele cantemos vendamos partimos Nós cantai vendei partei Vós cantem vendam partam Eles Afirmação Transitividade Verbal Os verbos sempre acompanham o sujeito (afinal, toda oração tem verbo), expressando ação ou estado. Eles podem ser divididos em dois grupos principais, os transitivos e os intransitivos. Para tanto, precisamos entender a ideia de exigência do complemento. 1 – Transitivo: os verbos transitivos, ao contrário dos intransitivos, precisam de um complemento para darem sentido à oração. Ex.: Frigobertino preparou... (o quê) - direto: não há preposição entre o verbo e o complemento (VTD) - indireto: tem preposição entre o verbo e o complemento (VTI) - direto e indireto: pode ter preposição num determinado sentido e não ter em outro sentido (depende do sentido que é empregado) (VTDI) 2 – Intransitivo: são verbos que têm sentido completo e não precisam de complemento para você entender o sentido da oração. (VI) Ex.: Frigoberto morreu. 3 – Impessoal: são verbos que designam ações involuntárias. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e, portanto, não têm sujeito nem objeto na ação. Ex.: Chover, anoitecer, nevar, haver (no sentido de existência) 4 – Ligação: são aqueles que não designam ações. - - - - Eu Não cantes vendas parta Tu Não cante venda parta Ele Não cantemos vendamos partimos Nós Não canteis vendais partais Vós Não cantem vendam partam Eles Negação Verbo Transitivo direto indireto Dir. e ind. Intransitivo Impessoal Ligação Ex.: ser, estar, ficar, andar, parecer,permanecer, virar, tornar-se, viver, continuar Locução verbal: é a união de duas palavras exercendo a função de um termo somente. - Classificação Verbo auxiliar e principal Observe primeiramente estas orações: As crianças estão lendo histórias Júlia está olhando seu brinquedo Nas duas orações há dois verbos – ―estão lendo‖ e ―está olhando‖. Então, a palavra ―auxiliares‖ nos lembra de suporte, ajuda, não é verdade? Para que possamos entender da melhor forma possível, é preciso sabermos o motivo pelo qual eles recebem esta denominação. Verbos auxiliares são aqueles que auxiliam a conjugação de outros verbos. São eles: Ter, Haver, Estar, Ser. Como por exemplo: Na oração – ―estão lendo‖, temos: Um verbo auxiliar – estão Um verbo principal – lendo Os verbos da língua portuguesa são classificados em: regulares, irregulares, defectivos e abundantes. Verbo Auxiliar Principal Verbo Regular Irregular Defectivos Abundante Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. Exemplo: verbo cantar. Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertencem. Exemplo: verbo ouvir. Defectivos: não se apresentam em todas as flexões. Exemplos: abulir Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. Exemplo: Part. Irregular Aceitar - Aceitado Aceito Acender - Acendido Aceso Corrigir - Corrigido Correto Eleger - Elegido Eleito Emergir - Emergido Emerso Entregar - Entregado Entregu e Encher - Enchido Cheio Expelir - Expelido Expulso Extinguir - Extinguido Extinto Fritar - Fritado Frito Imergir - Imergido Imerso Imprimir - Imprimido Impress o Inserir - Inserido Inserto Limpar - Limpado Limpo Matar - Matado Morto Infinitivo Part. Regular - Pronome Substitui ou acompanha o substantivo. - Classificação Pessoal: são aqueles que fazem referência às pessoas do discurso (eu, tu, ele/ela, nós (plural do eu), vós (plural do tu), eles ou elas). Podem ser de dois tipos: caso reto e caso oblíquo. - Pronome pessoal do caso reto: na sintaxe, cumprem o papel de sujeito da oração. São eles: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas. Simples, não? Eles são responsáveis pela ação verbal (sujeito da oração) Pessoa Pronome reto Singular 1ª eu 2ª tu 3ª ele/ela Plural 1ª nós 2ª vós 3ª eles/elas Ex.: Eu queria um grill, mas ela queria um ferro novo - Pronome pessoal do caso oblíquo: na sintaxe servem de complemento. São eles: Pronomes Pessoais Reto Oblíquo tônico átono Possessivo Demonstrativo Relativo Tratamento Interrogativo Indefinido variável invariável Ex.: Desculpe-me. Não queria te prejudicar. Vou lhe dizer o que fazer. Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos por preposições. Exemplos Não há mais nada entre mim e ti. Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. Não há nenhuma acusação contra mim. Não vá sem mim. São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são precedidos de preposição. Lhe/lhes – objeto indireto me, te, nos, vos - objetos diretos ou objetos indiretos. o, a, os, as - como objetos diretos. Exemplos: Eu falei a ele o que tinha que ser feito. Eu falei-lhe o que tinha que ser feito. Ele deu a mim o presente. Ele deu-me o presente. Eu vi ela. Eu a vi. Pronome oblíquo átono como Adjunto Adnominal: quando estiver subentendido um pronome possessivo. Ex.: Cortaram-me os cabelos = cortaram os meus cabelos. Multou-nos os carros = multou os nossos carros. Pronome oblíquo átono como Complemento Nominal: quando complementarem o sentido de adjetivos, advérbios ou substantivos abstratos. Ex.: Sou-te fiel. Sou fiel a você. Tenha-me respeito. Tenha respeito a mim. - Possessivo: os pronomes possessivos, como o nome diz, são essas palavrinhas que a gente usa para indicar posse. Pessoa Pronome reto Tônicos Átonos 1ª eu mim Me 2ª tu ti Te 3ª ele/ela si Se/o/a/lhe 1ª nós nós Nos 2ª vós vós Vos 3ª eles/elas si Se/os/as/lhes Pronome Oblíquo Singular Plural - Tratamento: São aqueles usados para se referir, de um modo respeitoso a alguém. Exemplos: Vossa Majestade (reis e imperadores), Vossa Senhoria (funcionários graduados), Vossa Excelência (altas autoridades), Vossa Santidade (papa), Vossa Alteza (príncipes e duques). Extra! - Você O termo ―você‖ também é pronome de tratamento - Demonstrativo: os pronomes demonstrativos ―apontam‖ para alguma direção, ou seja: se referem a uma pessoa do discurso ou a algo. Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, nisso, no, etc. Os artigos poderão ser pronomes demonstrativos quando os substituírem, normalmente antes de ―que‖. O, a = aquele, aquela, aquilo Os, as = aqueles, aquelas Ex.: Não sei o que fiz = Não sei aquilo que fiz. Na vida existem os que choram e os que vendem lenços = Na vida existem aqueles que choram e aqueles que vendem lenços. Pessoa Pronome Possessivo 1ª meu(s), minha(s) 2ª teu(s), tua(s) 3ª seu(s), sua(s) 1ª nosso(s), nossa(s) 2ª vosso(s), vossa(s) 3ª seu(s), sua(s) Singular Plural - Indefinido: são aqueles que passam ideia de indefinição, sem usar exatamente, a quantidade ou pessoa. - Interrogativo: aqueles usados em perguntas. - Relativo: refere-se a um termo anterior: antecedente substitui este termo na próxima oração. Ex.: Eu comprei a casa. A casa era grande. Eu comprei a casa que era grande. Pessoa Pronome Possessivo Invariáveis Singular 1ª Este(s),esta(s) Isto ou 2ª Esse(s), essa(s) Isso Plural 3ª Aquele(s), aquela(s) Aquilo Variáveis Invariáveis algum(ns), alguma(s) alguém nenhum(ns), nenhum(a) tudo todo(s),toda(s) outrem outro(s), outra(s) algo muito(s), muita(s) cada pouco(s), pouca(s) mais certo(s), certa(s) ninguém vário(s), várias nada tanto(s), tanta(s) menos quanto(s), quanta(s) demais um(ns), uma(s) bastante(s) qualquer, quaisquer Variáveis Invariáveis Qual, quais Que Quanto, quanta Quem Quantos, quantas Masculino Feminos o qual, os quais a qual, as quais Que cujo, cujos cuja, cujas Quem quanto, quantos quanta, quantas Onde Variáveis Invariáveis Que - sem preporição e depois de substantivo Ex.: O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção A cantora que acabou de se apresentar O qual, os quais, a qual, as quais - concorda com o substantivo a que se refere Cujo: Equivale a dos quais e das quais, concorda com o consequente. Indica posse Ex.: Este é o caderno cujas as folhas estão rasgadas Quanto: depois de pronome infedinido tanto (ou variações) e tudo Emprestei tantos quantos foram necessários Quem: vem sempre acompanhado de preposição Ex.:É um professor a quem muito devemos Onde = em que: refere-se a lugar e precisa de um antecedente Ex.: A casa onde morava foi assaltada Coisa Pessoa Lugar Posse Quantidade Que Que Onde Cuja Quanto(a) O(a) qual Quem Em que O(a) qual Na qual - Pontuação Vírgula A tia do primário dizia que a vírgula é uma pausa para respiração, mas as coisas não funcionam bem desse jeito... Para entender o uso das vírgulas, você precisa entender a Sintaxe, ou seja: saber o que é um sujeito, um adjunto adverbial, enfim... os componentes da oração. Se você não sabe bulhufas de Sintaxe, acesse a barra lateral de assuntos desse blog. 1) Quando NÃO SE USA vírgula 1.1) Não se usa vírgula entre sujeito e verbo (ou predicado). ERRADO: O macaco, tem bigode CERTO: O macaco tem bigode 1.2) Entre verbo e seus complementos ERRADO: O macaco tem, bigode. CERTO: O macaco tem bigode. 2) Quando SE USA vírgula 2.1) Inversão do ajunto adverbial Sonhei com um pinguim naquela noite. Oadjunto adverbial é "naquela noite". Se eu tirar ele da ordem, invertendo sua posição e jogando para frente da oração, então usarei a vírgula: Naquela noite, sonhei com um pinguim. 2.2) Nome de lugar antes de datas Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1991 2.3) Enumeração ou separação de elementos coordenados Esse é o mais clássico: serve para "separar os legumes que Joãozinho comprou na feira". Fui à feira e comprei maçã, abacaxi, repolho, tomate e um gato voador 2.4) Elipse do verbo Elipsar o verbo significa omiti-lo, ou seja: escondê-lo. Vamos aos exemplos. Você gosta de skate e eu gosto de bicicleta. Vamos omitir o verbo. Para tanto, temos que usar uma vírgula e um ponto-e- vírgula. Veja como fica: Você gosta de skate; eu, de bicicleta. 2.5) Aposto O aposto é um termo que vem entre vírgulas e serve para dar mais detalhes de algo ou fornecer uma explicação. Veja um exemplo: São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, sofre com enchentes http://supermariobloggers.files.wordpress.com/2008/09/bicicleta.jpg http://4.bp.blogspot.com/_eHaEuCrbbAs/S33Fk4GhGII/AAAAAAAAAc8/GYz9p8OKVqg/s1600/enchente.JPEG 2.6) Vocativo Vocativo é o termo usado para se referir a alguém. No exemplo abaixo, o vocativo é "amigo". Amigo, faça uma salada para mim. 2.7) Conjunções, expressões explicativas ou corretivas Obs: Se você não sabe o que são conjunções, consulte a barra lateral de assuntos dese blog. Sei que é perigoso, mas a gente adora tomar banho na beira da cachoeira. Você quer tomar banho na beira da cachoeira, ou seja, quer despencar lá do alto? Ponto e vírgula - Enumeração Ex.: São mandamentos do Senhor: 1 - Amar a Deus sobre todas as coisa; 2 - Não tomar Seu santo nome em vão; ... Ex.:João trabalha no Senado; Pedro, na Câmara; Carlos, no banco; Beatriz, na universidade; Alberto no shopping. Dois pontos - Explicação ou enumeração. Minúscula Ex.: A conclusão era esta: nada a fazer Ex.: Na feira, selecionou as frutas: banana, laranja, pêra, maçã, uva e abacaxi. - Citação ou frase. Maiuscula Ex.:Fernando pessoa escreveu: "Navegar é preciso. Viver não é preciso" Ex.:O diretor foi curto e grosso: - Retire-se! Sintaxe do período simples - Introdução Morfologia: faz a classificação das palavras de modo isolado (classes gramaticais) Sintaxe: analisa o que cada palavra faz dentro de alguma frase (funções sintáticas) Frase, oração e período - Frase: transmite uma ideia de sentido completo - nominal: não tem verbo - verbal: possui verbo (oração) - Oração: é a frase que possui verbo - Período: frase constituída de uma ou mais orações. - simples: uma oração - composto: mais de uma oração Obs.: Oração do período simples chama-se absoluta. Na língua escrita abre-se período com letra maiúscula e fecha-se com ponto (final, exclativo, interrogativo). A...?/./! - Núcleo do termo: é sua palavra principal (substantivo, pronome, verbo) Ex.: Um estranho objeto apareceu no céu. (núcleo do sujeito) (núcleo do objeto) A vizinha revestiu o interior do ninho. (núcleo do sujeito) (núcleo do objeto) - Predicativo do sujeito: um termo que indica alguma característica do sujeito. Obs.: se o verbo for de ligação e expressar um estado, então nós teremos um predicativo do sujeito. Ex.: Reginaldo permaneceu quieto = Reginaldo está quieto Reginaldo ficou alegre = Reginaldo estava quieto Reginaldo se parecia com um E.T. = Reginaldo estava como um E.T. - Predicativo do objeto: um termo que indica alguma característica do objeto Objeto indireto Ex.: Eu chamei-lhe de falsa. Eu chamei a ela de falsa. Os alunos chamaram-lhe incompetente. Os alunos chamaram a ela de incompetente. Objeto direto Ex.: Nós consideramos esta funcionária dispensável. Ontem vi minha vizinha muito preocupada. Essenciais: Para que a oração tenha significado, são necessários alguns termos básicos: os termos essenciais. A oração possui dois termos essenciais, o sujeito e o predicado. - Sujeito: O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado ou indeterminado. Existem ainda as orações sem sujeito (inexistente). - Determinado: Quando é possível reconhecer gramaticalmente o sujeito da oração - Simples: Quando possui um só núcleo. Ex.: O motorista do Fusca precisou de ajuda. Período Simples - Termos da Oração Essenciais Sujeito Determinado Simples Composto Oculto Indeterminado Inexistente Predicado Verbal Nominal Verbo-Nominal Integrantes Complemento verbal Objeto direto Objeto indireto Obj. direto e indireto Complemento nominal Agente da passiva Acessórios Aposto Adjunto adnominal Adjunto adverbial Independentes Vocativo - Composto: Quando possui mais de um núcleo Ex.: Joaquim e Nabuco trabalham na mecânica. - Ocuto: Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado pela desinência verbal. Ex.: (Nós)Falamos com a treinadora de cães ontem. (Eu)Fiz várias coisas ontem. - Indeterminado: ocorre quando não se refere a um elemento identificado de maneira clara. Primeiro Modo: o sujeito indeterminado sempre vai ocorrer quando o verbo estiver conjugado na 3ª pessoa do plural (verbos conjugados com "eles" ou "elas"). Veja que, pelo exemplo, poderíamos entender "eles bateram meu carro" ou "elas bateram meu carro". Por isso, o sujeito é indeterminado: não sabemos quem realizou a ação. Segundo Modo: O sujeito também pode ser indeterminado se usarmos o verbo no infinitivo (terminado em "ar", "er" ou "ir"). Exemplo: É bom resolver esse problema logo! Terceiro Modo: o sujeito será indeterminado quando o verbo estiver conjugado na 3ª pessoa do singular (conjugado com "ele" ou "ela") acompanhado pelo ―-se‖. Exemplo: Mora-se muito mal aqui - Inexistente: Não possui sujeito Regra geral: Fenômenos da Natureza Ex.: Nevou muito ontem. 1) "Haver" e "ser" com o sentido de "existir". Ex: "Há dez pessoas na sala / Eram dez pessoas na sala" 2) "Haver", "fazer" e "ser" indicando "tempo": Ex: "Isso foi há dez anos/ Faz dez anos que isso aconteceu/Agora é uma hora da tarde/São três horas". 3) "Bastar" ou "chegar" indicando ideia de "suficiente" (conjugados no modo imperativo). Ex: "Isso já basta! Já chega de mentiras!" - Predicado: é aquilo que se declara a respeito do sujeito. Nele é obrigatória a presença de um verbo ou locução verbal. - Verbal: O predicado verbal constitui-se de um verbo ou locução verbal que expressa a idéia de ação. Este verbo pode ser transitivo ou intransitivo. O núcleo do predicado verbal é o verbo (que é chamado de significativo) pois traz em si a idéia de ação. Ex. Aquele menino brincava com uma pipa. - Nominal: É formado por um verbo de ligação e um predicativo do sujeito.O pred. nominal nos informa algo a respeito do sujeito.Indica um estado ou uma qualidade do sujeito. O núcleo do pred. nominal é o predicativo do sujeito. Ex. A prova era difícil. - Verbo-Nominal: a informação sobre o sujeito está contida nos verbos e objetos. É formado por um verbo significativo (ação) mais o predicativo do sujeito. O pred. verbo-nominal nos dá 2 informações: ação e estado. O núcleo do PVN é o verbo e o predicativo (nome). OBS: como aqui o verbo é de ação, logo o PVN não possui verbo de ligação. Ex.: A criança brincava distraída. Integrantes: - Complemento verbal: Complemento verbal diz respeito ao termo que completa o sentido do verbo transitivo, e pode ser: objeto direto e objeto indireto. - Objeto direto: quando completa o sentido do verbo sem o uso de preposição. Exemplos O cachorro matou o rato. A menina trouxe água. A mãe colocou-a em uma cadeira. - Objeto indireto: quando completa o sentido do verbocom o uso de preposição. Exemplo Entregaram-lhe a correspondência? Aspirava ao cargo de presidente da República. Assistimos ao jogo da seleção brasileira de vôlei. - Objeto direto e indireto: quando completa o sentido do verbo sem o uso de preposição e com o uso da preposição. Ex.: Dei o chaveiro à Amanda - Complemento nominal: É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-se a substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição. Ex.: Cecília tem orgulho da filha. (substantivo) (complemento nominal) Ricardo estava consciente de tudo. (adjetivo)(complemento nominal) - Agente da passiva: É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva. Vem regido comumente da preposição "por" e eventualmente da preposição "de". Ex.: A vencedora foi escolhida pelos jurados. (sujeito paciente)(ação verbal)(agente da passiva) Obs. Sujeito Paciente: sujeito que sofre a ação verbal Acessórios: Além de serem termos de função secundária (a oração não precisa ter termos acessórios para ter sentido), os termos acessórios são responsáveis por caracterizar um ser, determinar os substantivos e exprimir alguma circunstância. - Aposto: um termo acessório da oração que explica, resume ou especifica outro termo. Outra característica do aposto é que ele sempre aparece pontuado com vírgulas, dois pontos, ou travessão (exceto o "aposto especificativo"). - Explicativo: Como o nome diz, é uma informação adicional que explica alguma coisa. Ex.: Pimpolis, cidade da Terra dos Pinguins Mágicos, tem duzentos mil habitantes. - Enumerativo Ex.: Joãozinho foi à feira e comprou muitas coisas: maçã, banana, abacaxi, mamão e um gato saltador. - Resumidor ou Recapitulativo: Como o nome diz, é o aposto que retoma algo que já foi dito antes, evitando, assim, repetições. Ex.: Televisão, biscoito, plástico, lápis, panela... tudo isso é vendido nas lojas Brega-Brega LTDA. - Especificativo: O aposto especificativo é aquele que especifica um substantivo que tem sentido geral. Ao contrário dos outros tipos de aposto, o aposto especificativo não aparece com pontuação. Ex.: A escritora J.K. Rowling criou o Harry Potter. - Adjunto adnominal: tem o objetivo de determinar ou de caracterizar um substantivo concreto (Pronome, adjetivo, numeral). Ex.: Meu irmão chato adora fotografia. - Adjunto adverbial: Os advérbios na classe gramatical possuem função de adjunto adverbial. Ex.: A criança dorme tranquilamente. Independentes - Vocativo: O vocativo nada mais é do que a palavra ou expressão usada pelo falante para se referir ao seu ouvinte (interlocutor). Chico, você está com a minha caneta. Chico... você está com a minha caneta. Chico! Você está com a minha caneta! Chico? Você está com a minha caneta? Sintaxe do período composto Orações coordenadas: são orações independentes (não dependem das outras para ter sentido). - Assindético: as orações coordenadas assindéticas são aquelas que que não possuem nenhum conectivo as ligando. Estão apenas um no lado da outra. Vou de carro, vou de metrô, vou de qualquer coisa, vou chegar lá. - Sindético: são aquelas que são ligadas por elementos conectores chamados de "conjunções coordenativas", ou seja: as orações não estão soltas, mas sim estão ligadas por meio desses conectores e a classificação dessas orações vai depender do tipo de ideia transmitida por esse conector. - Aditiva: Expressa a ideia de adição (Isso mais isso). Zucrinaldo comprou um carro e viajou para Tangamandápio. - Alternativa: Expressa a ideia de alternância (ou Isso ou isso). Ou viajaremos de carro, ou viajaremos de barco - Adversativa: Expressa a ideia de oposição (Isso, mas não isso). Eu gosto de ônibus, mas eu vou ao trabalho de metrô. Obs.: ―, e‖ expressa conjunção adversativa - Explicativa: Explica a oração anterior (Isso, por causa disso) Não vá muito rápido porque você pode cair. Período Composto - Orações coordenadas Assindética Sindética Aditiva Adversativa Alternativa Conclusiva Explicativa - Conclusiva: Conclui a oração anterior (Isso, portanto isso) Não gosto de trem, portanto irei de ônibus. Período Composto Orações Subordinadas Substantiva Subjetiva Objetiva Direta Objetiva Indireta Predicativa Completiva Nominal Apositiva Adjetiva Explicativa Restritiva Adverbial Causais Comparativas Concessivas Condicionais Conformativa Consecutivas Finais Temporais Proporcionais Reduzidas de infinitivo de gerúndio de particípio Orações subordinadas: funcionam como partes de outra oração (chamada de "oração principal"). Portanto, elas só têm sentido dentro de outra oração. - Substantiva: são aquelas que exercem o papel do substantivo numa oração, portanto podem funcionar como sujeito, objeto, complemento nominal, predicativo, aposto ou agente da passiva de outra oração. - Subjetiva (sujeito) É ruim que vocês se divorciem - Objetiva direta (objeto direto) Elvira não quer que Juvenal a xingue de velha - Objetiva indireta (objeto indireto) O arquiteto se esqueceu de que a parede tinha porta - Predicativa (predicato do sujeito) Minha sugestão é que você seja mais criativo. - Completiva nominal (complemento nominal) Eu tenho certeza de que iremos vencer o jogo. - Apostiva (aposto) Na placa, estava escrito o seguinte: o cão é o melhor amigo do homem. - Adjetiva: - Explicativa: Não restringe a um determinado grupo, mas explica de forma geral As pessoas que não têm amigos vivem sozinhas. - Restritiva: Restringe a um determinado grupo As pessoas, que são seres mortais, sempre mudam e evoluem. - Adverbial: - Causais: indicam a causa da oração expressa na oração principal. Exemplo: como o gato estava com cara de brabo, o cachorro ficou com medo. - Consecutivas: expressa consequência do fato referido na oração principal. Exemplo: ventou tanto que a casinha do cachorro voou para o além. - Comparativas: estabelece uma comparação. Observação 1: a comparação pode ser de igualdade, superioridade ou inferioridade. Exemplo 1: o gato é mais malvado do que o cachorro (superioridade) Observação 2: o verbo pode ficar subentendido. Exemplo 2: meu gato não é simpático como o meu cachorro (é). - Concessivas: expressa um fato que é contrário ao que se espera. Exemplo: apesar de o gato parecer manso, ele atacou o cachorro. - Condicionais: estabelece uma condição ou hipótese. Exemplo: o mundo seria mais feliz se cães e gatos não se odiassem. - Conformativa: indica concordância, conformidade. Exemplo: o gato agiu conforme o que os outros gatos ensinaram a ele. - Finais: expressa finalidade, objetivo, propósito. Exemplo: o cachorro fugiu a fim de que não fosse atacado pelo gato. - Temporais: indica tempo, o momento que a ação aconteceu. Exemplo: quando o cachorro chegou, o gato o atacou. - Proporcionais: expressa proporção entre ações simultâneas. Exemplo: quanto mais o gato atacava o cachorro, mais o cachorro se perguntava o que tinha feito. - Reduzida: são aquelas que são escritas sem conjunção ou sem qualquer outro conector que as liguem à oração principal. Obs.: Quando tiramos a conjunção da oração subordinada, o verbo dessa oração sempre ficará em uma de suas três formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Sendo assim, o nome da oração subordinada será seguida de "reduzida de" mais a forma nominal do verbo (infinitivo, gerúndio ou particípio). - de infinitivo: verbos terminados em "ar", "er ou "ir" (cantar, vender, partir). Joãozinho se esqueceu de comprar os livros. (oração subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo) - de gerúndio Chegando ao cinema,Joãozinho comprou dois ingressos. (oração subordinada adverbial reduzida de gerúndio) - de particípio Os pacotes importados do Paraguai já foram entregues. (oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de particípio) Concordância verbal Flexão do verbo de acordo com o sujeito O verbo vai concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito (substantivo ou palavra substantivada). - Sujeito composto 1) Anteposto: verbo no plural Ex.: Paulo e Tereza chegaram. 2) Posposto: verbo plural ou concorda com o mais próximo Ex.: Chegaram bem Paulo e Tereza Ex.: Chegou bem Paulo e Tereza 3) Com pessoas gramaticais diferentes 1ª + qualquer outro: 1ª pessoa do plural (nós) Ex.: Eu e tu chegamos bem. 2ª + 3ª: verbo na 2ª ou 3ª pessoa do plural(vós ou eles) Ex.: Tu e ele chegastes/chegaram bem 4) Núcleos sinônimos: verbo plural ou núcleo mais próximo Ex.:Dor e sofrimento me acompanham/acompanha 5)Núcleos em gradação verbo plural ou concorda com o mais próximo Ex.:Um ano, um mês, um dia pouco importam/importa 6)Núcleos ligados por ou: Com exclusão: verbo concorda com núcleo mais próximo Ex.:Os gaúchos ou nós venceremos Sem exclusão: verbo no plural Ex.:O rico ou o pobre morrerão um dia. 7)Seguido de aposto resumitivo Concorda com o aposto Ex.: Vinho, dinheiro, mulheres, nada o alegrava mais. 8)Núcleos quantitativos Verbo no singular ou plural Ex.: A maioria das pessoas faltou a reunião. A maioria das pessoas faltaram. Concordância nominal ADJETIVO APARECENDO DEPOIS DE VÁRIOS SUBSTANTIVOS 1) Substantivos de gêneros iguais: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo Juvenal tem gato e cachorro folgado (concordando com + próximo) Juvenal tem gato e cachorro folgados (gêneros masculinos: plural masculino) Juvenal tem gata e cachorra folgada (concordando com o + próximo) Juvenal tem gata e cachorra folgadas (gêneros femininos: plural feminino) 2) Substantivos de gêneros diferentes: adjetivo vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo Juvenal tem gata e cachorro folgado (concordando com o mais próximo) Juvenal tem gato e cachorra folgada (concordando com o mais próximo) Juvenal tem gato e cachorra folgados (gêneros diferentes: plural masculino) ADJETIVO APARECENDO ANTES DE VÁRIOS SUBSTANTIVOS 3) Concorda com o mais próximo: Juvenal tem folgado gato e cachorro Juvenal tem folgada gata e cachorro - Anexo, incluso, junto concordam diretamente com o substantivo Ex.: O arquivo está anexo no e-mail. Os arquivos estão anexos no e-mail. Exceção: Seguem as fotos em anexo. Segue os documentos em anexo - É PROIBIDO, É PERMITIDO, É BOM, É NECESSÁRIO concordam com o sujeito só se ele vier precedido de artigo Ex.:É proibido entrada de cães voadores aqui. É proibida a entrada de cães voadores aqui. - Alerta A palavra "alerta" é invariável. Logo, é errado dizer "os seguranças estão em alerta". O correto é "os seguranças estão alerta". - Mesmo, Próprio São variáveis, concordando com a palavra a que se referem. Ex.: Ele mesmo fez aquilo/Eles mesmos fizeram aquilo Ela mesca caiu/Elas mesmas cairam. - Meio meio = metade se flexiona Ex.: Meio dia e meia. Comi meia maçã. meio != metade não se flexiona Ela estava meio triste - Bastante bastante = muitos se flexiona Ex.: Eu tenho bastantes amigos bastante = muito não se flexiona Ex.: Eles estão bastante satisfeitos Regência verbal Transistivo direto - Chamar: convocar, fazer vir Ex.: Chama ela pra mim. - Aspirar: cheirar Ex.: Ele aspirou a fumaça tóxica. - Visar: apontar, assinar Ex.: As autoridades visaram o passaporte O banco visou o cheque. - Agradar: fazer carinho Ex.: Sempre agrada o filho com presentes - Querer: desejar Ex.: Queremos melhor atendimento - Implicar: acarretar Ex.: Suas atitudes implicavam um firme propósito - Namorar: alguém Ex.: Ela namora o Pedro - Pisar: alguma coisa Ex.: É proibido pisar a grama. - Respeitar: alguém Ex.: Respeite os seus primos! - Assistir: ajudar Ex.: Ele assistiu o Pedro no hospital. Transitivo indireto com a preposição "a" - Chamar: apelidar Ex.: A torcida chamou ao jogador mercenário. - Agradar: satisfacer - Querer: estimar, amar Ex.: Ele quer aos filhos o bem. - Obedecer: alguém Ex.: Obedece aos seus pais. - Assistir: ver Ex.: Assisti ao jogo - Visar, aspirar: pretender Ex.: Ele visou ao cargo de direto. Ele aspira ao cargo de presidente. - Custar: custoso, difícil Ex.: A mentira custa às crianças. Regência Nominal - Amor ―a‖,‖do‖,‖pela‖, ―por‖ Tinha grande amor à carreira. Os pais incutiram-lhe o amor do estudo. Grande era o seu amor pela natureza. Ela demonstrava amor por dança. - Ansioso ―de‖,‖para‖,‖por‖ Estava ancioso por notícias Meus olhos estavam anciosos de novas paisagens. Estávamos anciosos para saber novas notícias Crase Usa-se a crase - Praposição + artigo - Locuções femininas - Pronome demonstrativo àquela, àquele, àquelas, àqueles, àquilo, àqueloutro - antes de horas, quando puder ser trocado por "meio-dia" - Pronomes relativos que, qual e quais, quando o ―a‖ ou ―as‖ puderem ser substituídos por ao ou aos: - Pronomes de tratamento: senhora, senhorita e dona - Nomes geográficos femininos - Terra : quando não tiver sentido de terra firme - Casa : quando tiver sentido de lar Não usa a crase: - Antes de palavra masculina - Nome de cidade masculina - Verbo - Substantivos repetidos - Pronomes invariáveis - Pronomes de tratamento, exceto os senhora, senhorita e dona - uma (artigo) - precedido de preposição - Palavra feminina em sentido genérico - Antes de palavras no plural - terra= terra firme - casa= lugar, a menos que esteja determinada Facultativo - Antes de pronomes possessivos - Antes de nomes de mulheres - Com até Tipos de discurso Discurso direto: Reprodução fiel da fala da personagem, é demarcado pelo uso de travessão, aspas ou dois pontos. Nesse tipo de discurso, as falas vêm acompanhadas por um verbo de elocução, responsável por indicar a fala da personagem. Ex.: Os formados repetiam: "Prometo cumprir meus deveres e respeitar meus semelhantes com firmeza e honestidade." O réu afirmou: "Sou inocente!" Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar: — Alô, quem fala? — Bom dia, com quem quer falar? — respondeu com tom de simpatia. Discurso indireto: Ocorre quando o narrador utiliza as próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem. Faz uso das conjunções integrantes ―que‖ ou ―se‖. Ex.: Os formados repetiam que iriam cumprir seus deveres e respeitar seus semelhantes com firmeza e honestidade. O réu afirmou que era inocente. Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou e perguntou quem estava falando. Do outro lado, alguém respondeu ao cumprimento e perguntou com tom de simpatia com quem a pessoa queria falar. Discurso indireto livre: Tipo de discurso misto no qual são associadas as características de dois discursos para a produção de outro. Nele a fala da personagem é inserida de maneira discreta no discurso do narrador. Ex.: Fez o que julgava necessário. Não estava arrependido, mas sentia um peso. Talvez não tenha sido suficientemente justo com as crianças… O despertador tocou um pouco mais cedo. Vamos lá, eu sei que consigo! Amanheceu chovendo. Bem, lá vou eu passar o dia assistindo televisão!