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Resumo Completo - Parto (Leopold)

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Mikaelle Teixeira Mendes – MED 33 
Ginecologia e Obstetrícia 
Trabalho de Parto 
 
O parto é o período que vai do inicio das contrações uterinas 
regulares até a expulsão da placenta. O processo pelo qual isto 
normalmente acontece é chamado trabalho de parto. 
 
Anatomia: 
à Articulações pélvicas: 
• Sínfise púbica: onde os ossos da pelve são unidos 
anteriormente 
• Articulações sacroilíacas: posteriormente, os ossos da pelve 
unem-se ao sacro e à porção ilíaca dos ossos inominados 
para formar as articulações sacroilíacas. 
↪ Apresentam algum grau de mobilidade. 
• Relaxamento das articulações pélvicas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
à Planos e diâmetros da pelve: 
1. O plano de entrada da pelve � o estreito superior 
2. O plano médio da pelve � a menor dimensão 
3. O plano de saída da pelve � o estreito inferior 
4. O plano da maior dimensão da pelve � sem significado 
obstétrico 
 
• Estreito superior: 
↪ É limitado posteriormente pelo promontório e pela asa do 
sacro, lateralmente pela linha terminal (inominada) e anteriormente 
pelo ramo horizontal do púbis e a sínfise pubiana. 
↪ Em comparação à pelve masculina, a feminina tem formato 
mais arredondado que ovoide. 
↪ Geralmente são descritos 4 diâmetros: um anteroposterior, 
um transverso e dois oblíquos 
 
• Estreito médio: 
↪ É medida ao nível das espinhas ciáticas. É particularmente 
importante após o encaixe da cabeça fetal nos trabalhos de parto 
obstruídos. A distancia interespinhosa, 10cm ou um pouco mais, 
geralmente é o menor diâmetro da pelve. 
↪ É delimitado no sentido posteroanterior pela concavidade 
do osso sacro (precisamente entre as vértebras S4 e S5), 
passa pelo processo transverso da vértebra S5, pela borda 
inferior dos ligamentos sacroisquiáticos e espinhas isquiáticas, e 
segue anteriormente até a margem inferior da sínfise púbica. 
 
• Estreito inferior: 
↪ Formado por 2 regiões aproximadamente triangulares que 
não estão no mesmo plano. Possuem uma base comum, uma 
linha traçada entre as duas tuberosidades do ísquio 
↪ O ápice do trígono posterior encontra-se na ponta do sacro 
e os limites laterais são os ligamentos sacrociáticos e as 
tuberosidades do ísquio 
↪ O trígono anterior é formado pela região sob o arco do 
púbis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
à Formas da pelve: ginecoide, antropoide, androide e 
platipeloide 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
# Suturas mais importantes � sagital, metópica, coronária, 
lambdóide e temporal 
# Fontanelas mais importantes � bregmática (ponto de 
referência para o diagnóstico de posição), lambdóide, ptérios e 
astérios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estática fetal: 
No inicio do trabalho de parto, a posição do feto em relação 
ao canal de parto é crucial para a via de parto, e essa posição na 
cavidade uterina determinada no inicio do trabalho de parto. 
A orientação do feto em relação à pelve materna é descrita em 
termos situação fetal, apresentação, atitude e posição. 
Mikaelle Teixeira Mendes – MED 33 
à Situação fetal: a relação entre o eixo longitudinal fetal e o da 
mãe, podendo ser: 
• Longitudinal: presente em 99% dos TP a termo (eixos 
coincidentes); 
• Transversal: eixos perpendiculares, associado a fatores 
como multiparidade, placenta anterior, polidrâmnio e 
anormalidades uterinas; 
• Oblíqua: eixos cruzados, é instável e sempre se torna 
longitudinal ou transversal durante o parto (45°) 
↪ É a fase de transição da situação fetal 
↪ No momento do parto, ela se estabiliza em longitudinal 
OU transversa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
à Apresentação fetal: 
o É a região fetal que ocupa o estreito superior (da pelve) 
e que tende a se insinuar 
o Determina o mecanismo do parto 
o Se no canal estreito superior houverem apenas 
segmentos fetais, não indica apresentação, mas sim 
procidência: 
 
 
 
 
 
 
 
 
o Mutação ou versão � é a mudança de uma apresentação 
para outra 
↪ Está relacionado à rotação axial pelo feto 
↪ Ocorre para o feto se acomodar melhor 
o Até o 6° mês � a cabeça está no fundo uterino � 
rotação axial � o feto dá uma “cambalhota” e orienta seu 
polo cefálico na pelve materna. 
 
1. Cefálica: classificada de acordo com a relação entre a cabeça 
e o corpo do feto. Se relaciona com a situação longitudinal. 
↪ Comum: cabeça agudamente flexionada, de tal modo que 
o queixo fica em contato com o tórax. Apresenta-se primeiro 
o diâmetro occipitofrontal (12) � suboccipitofrontal (11) � 
suboccipitobregmático (9,5). Substitui os diâmetros maiores 
pelos menores. 
↪ Nas apresentações com deflexão cefálica � apresenta-se 
o occipitomentoniano (13) e o submentobregmático (9,5) 
 
 
 
 
 
 
 
Graus de deflexão da cabeça: 
a. Apresentação de vértice ou de occipúcio: a fontanela 
occipital é a parte apresentada (fletida) 
b. Apresentação de sincipúcio: apresenta fontanela anterior 
(maior) ou bregma (1ºgrau) 
c. Apresentação de fronte: parcialmente estendida (2º grau) 
d. Apresentação de face: occipúcio e as costas entram em 
contato, ficando face + anteriormente ao canal de parto 
(3º grau ou máxima). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ǃ Obs: Cabeça do feto ligeiramente > que a pelve: mas o polo 
padálico inteiro do feto (pelve e membros flexionados) é + 
volumoso e + móvel que o polo cefálico (cabeça e feto) 
 
2. Pélvica: se relaciona com a situação longitudital. A incidência da 
apresentação pélvica diminui com a idade gestacional, sendo de 
aproximadamente: 
↪ 25% com 28 semanas 
↪ 17% com 30 semanas 
↪ 11% com 32 semanas e, 3% ao term 
Pode ocorrer de duas maneiras: 
a. Completa (pelvipodálica) � coxas e pernas dobradas; 
b. Incompleta (pélvica simples) � coxas e pernas estendidas 
sobre a face anterior e tronco. 
 
 
 
 
 
 
 
3. Córmica: se relaciona com a situação transversal (ombros) 
 
 
 
 
 
 
• Altura da apresentação: 
o Durante a gravidez a apresentação fica afastada do 
estreito superior � “o bebê fica mais pra cima da pelve” 
o Mais perto do dia do parto, a apresentação muda de altura 
(“ela desce”) 
o Graus evolutivos da altura: 
↪ Alta e móvel � não está em contato com o estreito 
↪ Ajustada � ocupa a área do estreito 
↪ Fixa � pelo palpar, não se consegue mobilizá-la 
↪ Insinuada � quando a maior circunferência da 
apresentação transpõe a área do estreito superior 
o Insinuação ou Encaixamento: é a passagem do maior plano 
perpendicular pelo estreito superior, em um plano 
perpendicullar à linha de orientação 
� Passagem do biparietal (quando for cefálico) ou do 
bitrocanteriano (quando for pélvico) 
� Para facilitar a passagem, deve haver um 
movimento de inclinação lateral da apresentação � 
sinclitismo 
a. sinclitismo 
b. assinclitismo posterior 
c. assinclitismo anterior 
 
Mikaelle Teixeira Mendes – MED 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
ǃ Obs.: “anterior” quando o osso parietal anterior desce primeiro 
e “posterior” quando o osso parietal posterior desce primeiro 
 
o Critério de DeLee: 
� Expressa a altura da apresentação 
� O diâmetro bi-espinha ciática (linha interespinhosa) 
é o plano de referência 0 (zero) 
� Vai medindo de 1 em 1 cm 
� Quando o polo cefálico estiver acima (pra dentro) 
do plano de referência, os sinais são (-) 
� Quando estiver abaixo, os sinais são (+) 
� Valores de -5 a +5 
 
 
 
 
 
 
à Atitude ou postura: 
• Durante a gestação: 
o Atitude = hábito fetal = relação das diversas partes do 
feto entre si 
o Útero na gravidez � mede 30 cm 
o O feto � mede 50 cm 
� Ele deve se adaptar ao espaço, flexionando-se 
� Seu eixo longitudinal (cranio-caudal) se reduz a 25cm 
o Ovóide Fetal � forma que o feto adquire � se aloja no 
útero em atitude de flexão generalizada, com a coluna 
encurvada e o mento próximo ao tórax 
o Ovóide Córmico � ovóide fetal + pernas e braços 
flexionados sobre a bacia e tórax 
o Ele apresenta 2 polos: 
 
 
 
 
 
 
ǃ Obs.: na apresentação pélvica da cabeça, há variações, onde a 
cabeça pode ficar em atitude indiferente, em deflexão ou lateral 
(com ou sem rotação). Mas isso não é significamente para o 
parto, pois ela se corrige espontaneamente. 
 
Nos últimos meses