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Apostila de Crisma - Santuário São Jodas Tadeu

Apostila para Encontros de Crisma: acompanha candidatos à Crisma com temas da fé católica — identidade do cristão e da Igreja, Bíblia, plano de amor e criação, pecado original, confissão, perdão, purgatório, misericórdia e virtudes, conforme o sumário.

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~ 1 ~ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 2 ~ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 3 ~ 
 
 
 
 
 
 
 
 
Queridos Crismandos! 
 
JESUS CRISTO conta com você para construir uma nova estrada. Vamos lá? 
Esta nova estrada ira mostrar a você diferentes lugares, iremos conhecer novas pessoas e buscar 
novas descobertas. 
 Serão “Encontros de Crisma”, em que você estará irá descobrir novas experiências para confirmar 
sua Fé em Jesus Cristo e na Santa Igreja Católica apostólica Romana. 
A Bíblia, palavra de Deus, vai iluminar esta caminhada. 
A tarefa parece ser muito difícil, mas não é. Será muito agradável porque tudo será feito com a ajuda 
de outros amigos, dos catequistas, dos seus pais e da comunidade e saiba que juntos a Deus 
conseguiremos alcançar o que é difícil para cada um de nós. 
Esta apostila vai acompanhá-lo nesta estrada de novas descobertas onde você conhecerá o 
amor de Deus aos seus filhos. 
A Experiência desses encontros vai levá-lo a confirmar sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e a 
sua amada Igreja Católica Apostólica Romana. 
 Contamos com a sua Disposição, Fé, Alegria e Força na construção desta estrada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 4 ~ 
 
Sumário 
1º ENCONTRO | A IDENTIDADE DO CRISTÃO .................................................................................... 15 
A Igreja ....................................................................................................................................................... 18 
A Igreja é a família de Deus .................................................................................................................... 19 
2º ENCONTRO | BÍBLIA ............................................................................................................................. 21 
A função da bíblia ..................................................................................................................................... 21 
Quem escreveu a Bíblia? ......................................................................................................................... 22 
3º ENCONTRO | O PLANO DE AMOR DE DEUS E AS MARAVILHAS DA CRIAÇÃO .................... 24 
No paraíso ................................................................................................................................................. 24 
O propósito de Deus para o homem e a mulher ................................................................................. 24 
4º ENCONTRO | O PECADO ORIGINAL ................................................................................................. 26 
-A Queda do Homem - ............................................................................................................................. 26 
O Pecado original ..................................................................................................................................... 26 
Meditação sobre o pecado original....................................................................................................... 26 
As más escolhas dos homens e mulheres ............................................................................................ 27 
A liberdade humana ................................................................................................................................. 27 
Conceito de pecado ................................................................................................................................. 27 
O pecado nos afasta de Deus ................................................................................................................ 27 
O pecado de Caim .................................................................................................................................... 27 
O Inferno ................................................................................................................................................... 27 
As boas obras ............................................................................................................................................ 28 
Confissão dos pecados ............................................................................................................................ 28 
Reconhecimento da culpa na confissão ............................................................................................... 28 
Perdoar os inimigos ................................................................................................................................. 28 
Espécies de pecados ................................................................................................................................ 28 
Purgatório ................................................................................................................................................. 29 
Misericórdia .............................................................................................................................................. 29 
Virtude ....................................................................................................................................................... 29 
A corrupção da humanidade .................................................................................................................. 29 
A nova humanidade a partir de Noé e a Aliança com Deus .............................................................. 29 
A Torre de Babel ...................................................................................................................................... 29 
O período da Quaresma .......................................................................................................................... 30 
Vida nova do Cristão ................................................................................................................................ 30 
[TAREFA PARA A SEMANA] .................................................................................................................... 30 
5º ENCONTRO | A HISTÓRIA DA SALVAÇÃO ...................................................................................... 31 
A História da Salvação ............................................................................................................................. 31 
Realidade vivida pelo povo da época ................................................................................................... 31 
Culto às divindades .................................................................................................................................. 31 
~ 5 ~ 
 
Nosso Deus ................................................................................................................................................ 31 
O chamado de Abraão ............................................................................................................................. 32 
A Fé em Deus move Abrão ...................................................................................................................... 32 
A aliança de amizade com Abrão ........................................................................................................... 32 
Deus chama novos Abraãos .................................................................................................................... 33 
6º ENCONTRO | ESAÚ E JACÓ ................................................................................................................. 34 
- A história de José - ................................................................................................................................... 34 
7º ENCONTRO | A LIBERTAÇÃO DO POVO DE DEUS ........................................................................ 38 
- Antiga aliança – Páscoa Judaica........................................................................................................... 38 
A história de Moisés ................................................................................................................................. 38 
A Vocação de Moisés ............................................................................................................................... 38 
Moisés diante do faraó ............................................................................................................................ 38 
Saída de Moisés do Egito......................................................................................................................... 39 
A páscoa no Antigo Testamento ............................................................................................................ 39 
A travessia do Mar Vermelho ................................................................................................................. 39 
Moisés organiza a celebração da vida ................................................................................................... 39 
A Aliança de Deus com Moisés - Os dez mandamentos ..................................................................... 39 
No deserto o povo peca contra Deus .................................................................................................... 39 
A morte de Moisés.................................................................................................................................... 40 
8º ENCONTRO | A ALIANÇA DE AMIZADE COM DEUS: OS 10 MANDAMENTOS ........................ 41 
O que são os 10 mandamentos? ............................................................................................................ 41 
Viver os mandamentos ............................................................................................................................ 41 
MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS ......................................................................................................... 41 
1º MANDAMENTO - AMAR A ADEUS SOBRE TODAS AS COISAS ..................................................... 41 
2º MANDAMENTO - NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO ....................................................... 42 
A blasfêmia ................................................................................................................................................ 42 
O juramento pelo nome de Deus ........................................................................................................... 42 
3º MANDAMENTO - GUARDAR DOMINGOS E FESTAS ...................................................................... 42 
O Domingo ................................................................................................................................................. 42 
A celebração do domingo ....................................................................................................................... 42 
9º ENCONTRO | A ALIANÇA DE AMIZADE COM DEUS: OS 10 MANDAMENTOS ........................ 44 
4º MANDAMENTO: HONRAR PAI E MÃE .............................................................................................. 44 
O desamor, o desrespeito e a insensibilidade de alguns filhos ........................................................ 44 
O mandamento se dirige aos filhos ....................................................................................................... 45 
A família no plano de Deus ..................................................................................................................... 45 
Direitos e deveres dos membros da família ......................................................................................... 45 
A Família cristã .......................................................................................................................................... 45 
Deveres dos membros da família........................................................................................................... 45 
~ 6 ~ 
 
5º MANDAMENTO: NÃO MATAR .......................................................................................................... 46 
Estamos proibidos de matar .................................................................................................................. 46 
A legítima defesa ..................................................................................................................................... 46 
Meios de defesa da vida.......................................................................................................................... 46 
O homicídio voluntário............................................................................................................................ 47 
O infanticídio ............................................................................................................................................ 47 
O aborto .................................................................................................................................................... 47 
Auxílio para matar .................................................................................................................................... 47 
6º MANDAMENTO: NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE ................................................................. 47 
A unidade no matrimônio ....................................................................................................................... 48 
A vocação na castidade pelo matrimônio ............................................................................................ 48 
Obediência a Deus e a provação nas tentações ................................................................................. 48 
Formas de castidade ................................................................................................................................ 48 
Ofensas à castidade ................................................................................................................................. 49 
O adultério ................................................................................................................................................ 49 
O divórcio .................................................................................................................................................. 49 
7º MANDAMENTO: NÃO FURTAR ......................................................................................................... 49 
8º MANDAMENTO: NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO ............................................................ 50 
Ser verdadeiro e não falso ...................................................................................................................... 50 
Não falsear a verdade ............................................................................................................................. 50 
A mentira ................................................................................................................................................... 50 
O sigilo sacramental ................................................................................................................................ 50 
9º MANDAMENTO: NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO ......................................................... 50 
Desejar a mulher do próximo é um pecado contra a dignidade da mulher ................................... 50 
10º MANDAMENTO: NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS ................................................................ 51 
10º ENCONTRO | JUIZES E REIS ............................................................................................................. 53 
Juízes..........................................................................................................................................................53 
Os principais juízes foram quinze .......................................................................................................... 53 
Reis ............................................................................................................................................................. 54 
Principais reis de Israel ............................................................................................................................ 54 
A história do Rei Davi, um homem corajoso. ....................................................................................... 54 
11ºENCONTRO | OS PROFETAS .............................................................................................................. 55 
- Anunciadores do Reino - ....................................................................................................................... 55 
Os Profetas da Bíblia: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e Jonas ............................................................. 55 
Os profetas não são adivinhos ............................................................................................................... 56 
A história do profeta Elias – um profeta terrível ................................................................................ 57 
Falsos profetas ......................................................................................................................................... 57 
Ter atitudes de profetas ......................................................................................................................... 57 
~ 7 ~ 
 
12ºENCONTRO| RESUMÃO ...................................................................................................................... 58 
13º ENCONTRO | O NOVO TESTAMENTO ............................................................................................ 60 
NOVO TESTAMENTO ............................................................................................................................... 60 
O Novo Testamento e a história ............................................................................................................ 61 
Escritos e coleções do Novo Testamento ............................................................................................ 61 
14º ENCONTRO | MARIA ........................................................................................................................... 63 
- Em Maria se realiza o Plano de Salvação - ......................................................................................... 63 
A história de Maria ................................................................................................................................... 63 
O que é a Anunciação de Nossa Senhora ............................................................................................. 63 
As dificuldades enfrentadas por Maria ................................................................................................. 64 
Palavras dirigidas a Maria ........................................................................................................................ 64 
Nomes atribuídos a Maria ....................................................................................................................... 64 
Maria a mãe da humanidade ................................................................................................................... 64 
Dogmas de Maria ...................................................................................................................................... 64 
Títulos conferidos a Maria ....................................................................................................................... 65 
As sete dores de Maria ............................................................................................................................ 65 
A maternidade de Maria com relação à Igreja ..................................................................................... 65 
Maria vigilante pela Igreja ....................................................................................................................... 65 
O culto da Santíssima Virgem ................................................................................................................. 65 
SAGRADA FAMÍLIA ................................................................................................................................... 65 
15º ENCONTRO | O BATISMO DE JESUS ............................................................................................... 67 
- Vida pública de Jesus - ............................................................................................................................ 67 
Introdução ................................................................................................................................................. 67 
A mensagem de João batista (o precursor) ......................................................................................... 67 
O batismo de Jesus .................................................................................................................................. 68 
João Batista apresenta Jesus ao povo ................................................................................................. 68 
16º ENCONTRO | A MENSAGEM.............................................................................................................. 69 
CENTRAL DO EVANGELHO ...................................................................................................................... 69 
- O anuncio do Reino de Deus e a Salvação de todos - .................................................................................. 69 
A escolha dos apóstolos: ......................................................................................................................... 69 
A mensagem de salvação de Jesus: ....................................................................................................... 69 
A lei do perdão .......................................................................................................................................... 70 
Nomes dos apóstolos............................................................................................................................... 70 
A instituição do sacerdócio e da eucaristia .......................................................................................... 70 
A instituição da igreja por Jesus Cristo ................................................................................................. 70 
A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ................................................................................................ 71 
A ressurreição de Jesus: .......................................................................................................................... 71 
A ascensão de Jesus ao Céu.................................................................................................................... 71 
~ 8 ~ 
 
17º ENCONTRO | JESUS: CAMINHO, VERDADE E VIDA ................................................................... 72 
Jesus - bom pastor ................................................................................................................................... 72 
Jesus - caminho, verdade e vida ............................................................................................................ 72 
A condição para a salvação ..................................................................................................................... 72 
Os desafios de seguir Jesus ................................................................................................................... 73 
O início da missão da igreja ....................................................................................................................73 
18º ENCONTRO | OS SACRAMENTOS DA VIDA CRISTÃ .................................................................. 74 
Sacramentos ............................................................................................................................................. 74 
1º SACRAMENTO: BATISMO .................................................................................................................. 74 
Batismo: fundamento da vida cristã ..................................................................................................... 74 
Filiação divina ........................................................................................................................................... 75 
O batismo de João Batista ..................................................................................................................... 75 
A validade do batismo ............................................................................................................................. 75 
Batismos válidos de outras igrejas ........................................................................................................ 75 
Batismos inválidos ................................................................................................................................... 75 
A missão de evangelizar e batizar ......................................................................................................... 76 
O batismo na água e no espírito ............................................................................................................ 76 
O batizado se torna luz do mundo ........................................................................................................ 76 
2º SACRAMENTO: PRIMEIRA EUCARISTIA ........................................................................................... 76 
A Santa Ceia .............................................................................................................................................. 76 
A função do sacerdote ............................................................................................................................ 77 
A Eucaristia ................................................................................................................................................ 77 
O Cristão é o sacrário vivo de Jesus...................................................................................................... 77 
A Eucaristia - Dogma de Fé ..................................................................................................................... 77 
O Milagre Eucarístico de Lanciano ........................................................................................................ 77 
3º SACRAMENTO: CRISMA ..................................................................................................................... 78 
A promessa do Espírito Santo ................................................................................................................ 78 
O dia da crisma ......................................................................................................................................... 78 
A missão do crismado .............................................................................................................................. 79 
Qual o sentido do Sacramento da Crisma? .......................................................................................... 79 
O sinal da confirmação ............................................................................................................................ 79 
O selo da confirmação ............................................................................................................................. 79 
A confirmação é um chamado ao apostolado de Jesus..................................................................... 79 
4º SACRAMENTO: PENITÊNCIA OU RECONCILIAÇÃO ....................................................................... 79 
A história da confissão e da penitência ................................................................................................ 80 
O perdão dos pecados ............................................................................................................................ 80 
A confissão dos primeiros cristãos ........................................................................................................ 80 
A quem deve ser feita a confissão ........................................................................................................ 80 
~ 9 ~ 
 
19º ENCONTRO | OS SACRAMENTOS DA VIDA CRISTÃ: .................................................................. 82 
5º SACRAMENTO: UNÇÃO DOS ENFERMOS ....................................................................................... 82 
O que é a unção dos enfermos? ............................................................................................................. 82 
Jesus cuida dos doentes .......................................................................................................................... 82 
A antiga tradição do sacramento da unção dos enfermos ................................................................ 82 
Liberdade na aceitação do sacramento ................................................................................................ 82 
Jesus proclama a cura de um cego ........................................................................................................ 83 
O fundamento do Sacramento da unção dos enfermos .................................................................... 83 
Quem pode receber a unção dos enfermos? ....................................................................................... 83 
A unção dos enfermos nos hospitais ..................................................................................................... 83 
A pastoral da saúde e a unção dos enfermos ...................................................................................... 83 
6º SACRAMENTO: MATRIMÔNIO .......................................................................................................... 84 
O sacramento do matrimônio ................................................................................................................ 84 
O Fundamento e a origem do matrimônio bíblico .............................................................................. 84 
Jesus confirma a aliança no matrimônio .............................................................................................. 84 
O casamento no Senhor .......................................................................................................................... 85 
Em Canaã da Galileia, Jesus se manifesta num casamento ............................................................... 85 
A virgindade por causa do reino de Deus ............................................................................................. 85 
Efeitos do Matrimônio ............................................................................................................................. 85 
O consentimento matrimonial ............................................................................................................... 86 
O lar cristão ............................................................................................................................................... 86 
O matrimônio e o adultério .................................................................................................................... 86 
A unidade e a indissolubilidade do matrimônio .................................................................................. 86 
7º SACRAMENTO: ORDEM ...................................................................................................................... 87 
O sacramento da ordeme a missão do sacerdote .............................................................................. 87 
O sacramento da ordem e o apostolado .............................................................................................. 87 
Não temerão chamado de Deus ............................................................................................................. 87 
Rezar pelas vocações ............................................................................................................................... 87 
O sacerdócio no Antigo Testamento .................................................................................................... 87 
Jesus instituiu o sacerdócio .................................................................................................................... 87 
O sacramento da ordem no catecismo da Igreja Católica ................................................................. 88 
A celebração do sacramento da ordem ................................................................................................ 88 
20º ENCONTRO | DONS E FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO ............................................................... 89 
A importância dos dons do Espírito Santo ........................................................................................... 89 
O que são dons? ........................................................................................................................................ 89 
Frutos do Espírito Santo .......................................................................................................................... 90 
Frutos da carne ......................................................................................................................................... 90 
21º ENCONTRO | ANJOS, SANTOS E DEMÔNIOS. .............................................................................. 92 
~ 10 ~ 
 
Anjos ........................................................................................................................................................... 92 
Anjos e Jesus ............................................................................................................................................ 92 
Os anjos na vida do povo ........................................................................................................................ 92 
Santos ........................................................................................................................................................ 93 
A Canonização dos santos ...................................................................................................................... 93 
Santos na Bíblia ........................................................................................................................................ 93 
Demônios .................................................................................................................................................. 94 
O ensinamento do catecismo obre os demônios ............................................................................... 94 
Libertação do demônio ........................................................................................................................... 94 
Obras do demônio ................................................................................................................................... 95 
22º ENCONTRO | CÉU, INFERNO E PURGATÓRIO.............................................................................. 96 
Beleza do céu e conhecimento de Deus .............................................................................................. 96 
Comunhão entre a Igreja celeste e a Igreja terrestre ........................................................................ 96 
Criação do Céu e da Terra e simbologia da cruz ................................................................................. 96 
Inferno ....................................................................................................................................................... 96 
A noção de inferno para o cristianismo ................................................................................................ 96 
Existência do inferno ............................................................................................................................... 97 
Referências bíblicas sobre o inferno .................................................................................................... 97 
Purgatório ................................................................................................................................................. 97 
23º ENCONTRO | A SANTÍSSIMA ............................................................................................................ 98 
TRINDADE .................................................................................................................................................... 98 
A verdade sobre a Santíssima Trindade ............................................................................................... 98 
Deus Pai ..................................................................................................................................................... 98 
Deus Filho – Deus filho e Deus Espírito Santo .................................................................................... 98 
A Trindade é Uma ..................................................................................................................................... 99 
24º ENCONTRO | A IDENTIDADE DO CATÓLICO E A SANTA MISSA .......................................... 100 
A IDENTIDADE DO CATÓLICO ............................................................................................................. 100 
No batismo nasce o Católico ................................................................................................................ 100 
Morte do cristão católico ...................................................................................................................... 100 
O crismado católico ............................................................................................................................... 100 
A identidade do católico e seu compromisso com o Reino de Deus ............................................. 100 
A consagração do Católico ................................................................................................................... 100 
O Católico vence as armadilhas do mundo ........................................................................................ 101 
O símbolo do Cristão Católico ............................................................................................................. 101 
O alimento do Cristão Católico ........................................................................................................... 101 
A vocação do Católico na Igreja ........................................................................................................... 101 
A morte do Católico ............................................................................................................................... 101 
A vida eterna do Católico ..................................................................................................................... 101 
~ 11 ~ 
 
A SANTA MISSA ...................................................................................................................................... 102 
Porque ir à Igreja? .................................................................................................................................. 102 
Missa – sinal de unidade do católico .................................................................................................. 102 
A participação nas missas .....................................................................................................................102 
Significado dos gestos e posição dos fieis ........................................................................................ 102 
Momentos litúrgicos ............................................................................................................................. 103 
A expressão do Cristo ........................................................................................................................... 103 
25º ENCONTRO | A IGREJA DE JESUS ................................................................................................ 105 
Igreja Católica ......................................................................................................................................... 105 
A universalidade da Igreja Católica .................................................................................................... 105 
Salvação por meio da Igreja Católica.................................................................................................. 105 
A missão da Igreja Católica .................................................................................................................. 106 
O sinal dos Cristãos Católicos .............................................................................................................. 106 
A autoridade da Igreja .......................................................................................................................... 106 
Organização da Igreja Católica ............................................................................................................ 106 
A hierarquia da Igreja Católica ............................................................................................................ 106 
A autoridade do papa ........................................................................................................................... 106 
A Igreja é o Corpo de Cristo ................................................................................................................. 107 
Fora da Igreja Católica não há Salvação ............................................................................................. 107 
FALSAS RELIGIÕES ................................................................................................................................ 107 
O Católico deve permanecer firme da fé .......................................................................................... 107 
A sedução de falsos pastores .............................................................................................................. 107 
Sedução do mundo ................................................................................................................................ 108 
Falsos cristos .......................................................................................................................................... 108 
O Católico deve dar testemunho de sua fé ....................................................................................... 108 
Há um único caminho ............................................................................................................................ 108 
A Igreja Católica – a verdadeira Igreja de Cristo .............................................................................. 108 
Características da Igreja verdadeira ................................................................................................... 108 
As divisões da Igreja Católica .............................................................................................................. 109 
Pluralidade de religiões ........................................................................................................................ 110 
Estudemos algumas religiões, seitas e crendices. ........................................................................... 110 
O espiritismo .......................................................................................................................................... 110 
Advertência às práticas espirituais ..................................................................................................... 110 
Bruxaria ................................................................................................................................................... 110 
Adivinhação ............................................................................................................................................ 110 
Feitiçaria e magia ................................................................................................................................... 111 
Nova era .................................................................................................................................................. 111 
No âmbito religioso ............................................................................................................................... 111 
~ 12 ~ 
 
A Igreja Universal do Reino de Deus ................................................................................................... 111 
Edir Macedo e a teologia da prosperidade ........................................................................................ 111 
Advertência à teologia da prosperidade............................................................................................ 112 
Testemunhas de Geová ......................................................................................................................... 112 
Congregação Cristã no Brasil ............................................................................................................... 112 
A igreja do evangelho quadrangular .................................................................................................. 112 
A igreja católica brasileira..................................................................................................................... 112 
A igreja internacional da graça ............................................................................................................ 113 
A igreja mundial do poder de Deus ..................................................................................................... 113 
A Associação vitória em Cristo ............................................................................................................. 113 
Igreja apóstólica renascer em Cristo .................................................................................................. 113 
A Igreja Deus é amor ............................................................................................................................. 113 
A igreja messiânica Johrei .................................................................................................................... 113 
A igreja metodista .................................................................................................................................. 114 
26º ENCONTRO | DIGA NÃO AS DROGAS .......................................................................................... 116 
Evite as drogas ....................................................................................................................................... 116 
Ouvir os verdadeiros amigos ............................................................................................................... 116 
O traficante ............................................................................................................................................. 116 
Desconfiar sempre ................................................................................................................................. 116 
Estude um pouco sobre as drogas ...................................................................................................... 116 
Conversando com os pais .....................................................................................................................117 
Tipos de drogas ...................................................................................................................................... 117 
Pastoral da sobriedade ......................................................................................................................... 117 
ANEXO I | QUARESMA ............................................................................................................................ 118 
1. O que quer dizer Quaresma? ........................................................................................................... 118 
2. Qual o significado destes 40 dias? .................................................................................................. 118 
PRINCIPAIS FATOS OCORRIDOS NA SEMANA SANTA .................................................................... 118 
QUINTA-FEIRA SANTA ........................................................................................................................... 118 
SEXTA-FEIRA SANTA .............................................................................................................................. 118 
SÁBADO SANTO ..................................................................................................................................... 118 
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO ............................................................................................................ 118 
ANEXO II | TEMPOS LITÚRGICOS ......................................................................................................... 119 
Advento ................................................................................................................................................... 119 
Tempo do Natal ...................................................................................................................................... 119 
Tempo da Quaresma ............................................................................................................................. 119 
Tríduo Pascal ........................................................................................................................................... 119 
Tempo Pascal .......................................................................................................................................... 120 
Tempo Comum ....................................................................................................................................... 120 
~ 13 ~ 
 
ANEXO III | SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI ............................................................................... 121 
Origem Sacra da Solenidade ................................................................................................................ 121 
ANEXO IV | FESTA DE NOSSA SENHORA DE APARECIDA ............................................................ 122 
Início da devoção ................................................................................................................................... 122 
ANEXO V | FESTA DE SÃO JUDAS TADEU ......................................................................................... 123 
História de São Judas Tadeu ................................................................................................................ 123 
São Judas Tadeu na santa ceia ............................................................................................................ 123 
Vida apostólica de São Judas Tadeu .................................................................................................. 123 
História do Santuário São Judas Tadeu ............................................................................................. 123 
 
 
 
 
~ 14 ~ 
 
 
 
~ 15 ~ 
 
1º ENCONTRO | A 
IDENTIDADE DO CRISTÃO 
 
Para começar os nossos encontros, hoje, iremos aprender a 
rezar. 
 
Você sabe qual foi a principal oração que Jesus nos ensinou? 
 
Responda ________________________________________ 
 
Jesus quer que sigamos o seu exemplo porque REZAR é muito bom! 
A oração nos faz ficar mais perto de Deus, nos faz sentir amados e protegidos por Ele, nos faz mais unidos e 
mais irmãos uns dos outros. 
 
Jesus nos ensina a rezar porque nos ama. 
Vamos conhecer as principais orações do católico: 
 
SINAL DA CRUZ 
+ Pelo sinal da Santa Cruz 
+ livrai–nos Deus nosso Senhor 
+ dos nossos inimigos. 
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. 
Amém. 
 
GLÓRIA AO PAI 
Glória ao Pai, ao filho e ao Espírito Santo. 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 
 
PAI NOSSO 
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso 
nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa 
vontade, assim na terra como no céu. 
O pão nosso de cada dia nos daí hoje; 
e perdoai – nos as nossas ofensas assim como nós 
perdoamos a quem nos tem ofendido. 
Não nos deixeis cair em tentação. 
Mas livrai –nos do mal. Amém. 
 
AVE MARIA 
Ave, Maria, cheia de graças, 
O senhor é convosco; bendita sois vós entre as 
mulheres, 
E bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. 
Santa Maria, Mãe de Deus, 
Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa 
morte. Amém. 
 
CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA 
Ó minha Senhora e minha mãe, eu me ofereço todo a 
vós, e em prova da minha devoção para convosco, 
vos consagro neste dia e para sempre, meus olhos, 
meus ouvidos, minha boca, meu coração, e 
inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou 
vosso, ó incomparável mãe, guardai–me como coisa e 
propriedade vossa. Amém. 
 
ORAÇÃO DA MANHÃ 
Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, venho 
pedir – te a paz, a sabedoria, a força... 
Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de 
amor; ser pacientes, compreensivos, mansos e 
prudentes; ver, além das aparências, teus filhos, como 
te os vês, e assim não ver senão o bem de cada um 
deles. 
Cerra meus ouvidos a toda calúnia. Guarda a minha 
língua de toda maldade. 
Que só a benção se encha o meu espírito. Que eu seja 
tão bondoso e alegre, que todos quantos se 
achegarem a mim sintam a tua presença. 
Reveste – me de tua luz, Senhor, e que no decurso 
deste dia eu te revele a todos. Amém. 
ORAÇÃO DA NOITE 
É noite! 
Termina mais um dia e outro começa. 
Há silêncio e mistério. 
Senhor, com a noite chega para nós o cansaço, a 
consciência de nossas dificuldades, de nossos erros e 
carência. 
A noite faz realçar os ângulos de nossos limites, o 
ATO DE CONTRIÇÃO 
Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de 
vos ter ofendido, porque sois tão bom e amável. 
Prometo, com a vossa graça, esforçar – me para ser 
bom. Meu Jesus, misericórdia! 
 
ANJO DA GUARDA 
Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti 
[ORAÇÃO DA 
FAMÍLIA, IGREJA, 
MISSA E BÍBLIA] 
~ 16 ~ 
 
peso de nossa solidão, a amargura de nossas 
decepções e a profundidade de nossa dor. 
Mas, com nossa fé que persiste, sabemos, Senhor, que 
não paramos na noite. 
Caminhamos na escuridão com a certeza de acordar 
para luz. Enquanto enfrentamos a noite, rezamos com 
o salmista: “Ainda que eu passe por um vale escuro, 
nada temerei, Senhor, porque estás junto a mim” (Sl 
23). 
Enquanto enfrentamos a noite, partilhamos sua luz 
com os que sofrem. 
E, com as luzes que vamos acendendo no coração dos 
irmãos, iluminamos o nosso próprio caminho. 
Pedimos que nós abençoes, Senhor, e que tenhamos 
chance de acordar para o novo dia cantando a alegria 
de viver. 
 
CREDO 
Creio em Deus Pai todo – poderoso 
Criador do céu e da terra; 
e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor: que 
foi concebido pelo poder do Espírito Santo; 
nasceu da Virgem Maria; 
padeceu sob Pôncio Pilatos, 
foi crucificado, morto e sepultado; 
desceu a mansão dos mortos; 
ressuscitou ao terceiro dia; 
subiu aos céus; 
está sentado à direita de Deus Pai todo – poderoso, 
de onde há de vir a julgar os vivos e os motos. 
Creio no Espírito Santo; 
na Santa Igreja Católica; 
na comunhão dos santos; 
na remissão dos pecados; 
na ressurreição da carne e na vidaeterna. Amém. 
confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, 
governa e ilumina. Amém. 
 
ESPÍRITO SANTO 
Vinde, Espírito Santo, enchei o coração dos vossos 
fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o 
vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face 
da terra. 
Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos 
vossos fiéis com a luz do Espírito Santo fazei que 
apreciemos corretamente todas as coisas segundo o 
mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua 
consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém. 
 
ORAÇÃO DA PAZ 
Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: 
Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não 
olheis os nossos pecados, mas fé que anima vossa 
Igreja; daí – lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a 
unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito 
Santo. Amém 
 
ORAÇÃO DO TERÇO 
É uma oração simples que fortifica a Fé, alimenta nossa esperança e nos impulsiona a amar como Jesus. É uma 
oração fácil de ser rezada em qualquer tempo e lugar, permanecendo assim uma oração nova e atual. Faz crescer 
o amor é a fraternidade entre nós, ajuda – nos a superar os sofrimentos e dificuldades do dia - a – dia, com 
alegria e paz. 
 
Como rezar o terço 
 
 NA CRUZ: Oferecimento. 
 
 Senhor Jesus, nós vos oferecemos este treco que vamos rezar, contemplando os mistérios de vossa 
redenção. Concedei – nos, pela intercessão de Maria, Vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as atitudes 
que nos são necessárias para bem reza – lo e as graças que nos vêm desta santa devoção. 
 
Em seguida, um Creio em Deus Pai. 
PRIMEIRA CONTA MAIOR: Um Pai Nosso 
AS TRÊS PRIMEIRAS CONTAS MENORES: Três Ave – Marias em honra a Santíssima Trindade. 
SEGUNDA CONTA MAIOR: Um Pai Nosso 
 
Mistérios 
 
 Gozosos (da Alegria) – Rezado às Segundas Feiras e Sábados: 
Primeiro Mistério: Anunciação do Anjo: Maria diz sim a Vida ( Lc. 1, 26 – 38). 
~ 17 ~ 
 
 Rezemos: Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai. 
Segundo Mistério: Maria vai ao encontro de sua prima Isabel ( Lc. 1, 39 – 56). 
 Rezemos: Um Pai – Nosso, Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai 
Terceiro Mistério: Nasce Jesus na gruta de Belém (Lc. 2, 1 -20). 
 Rezemos: Um Pai – Nosso, Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai 
Quarto Mistério: Apresentação de Jesus no Templo (Lc. 2, 21 – 40). 
 Rezemos: Um Pai – Nosso, Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai 
Quinto Mistério: Jesus é reencontrado no templo com os doutores da lei (Lc. 2, 41 -52). 
 Rezemos: Um Pai – Nosso, Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai 
 
 Dolorosos (de Dor) – Rezado às Terças Feiras e Sextas-Feiras: 
Primeiro Mistério: Sofrimento d Jesus n Jardim das Oliveiras ( Lc. 22, 39 – 46). 
 Rezemos: Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai. 
Segundo Mistério: A flagelação de Jesus ( Jo. 19, 1 – 3). 
 Rezemos: Um Pai – Nosso, Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai 
Terceiro Mistério: A coroação de espinhos(Mt. 27, 27 -31). 
Quarto Mistério: Jesus carrega a Cruz (Jo.19, 16 – 17). 
Quinto Mistério: Jesus morre pregado na Cruz (Jo. 19, 25 - 30). 
 
 Gloriosos (de Glória) – Rezado às Quartas Feiras e Domingos: 
Primeiro Mistério: A Ressurreição de Jesus ( Mt. 28, 1 – 8). 
 Rezemos: Um Pai-Nosso Dez Ave – Marias e Um Glória ao Pai. 
Segundo Mistério: A ascensão de Jesus( Lc. 24, 50 
– 53). 
 Rezemos: Um Pai – Nosso, Dez Ave – 
Marias e Um Glória ao Pai 
Terceiro Mistério: A Vinda do Espírito Santo 
sobre os Apóstolos e Maria (Mt. 27, 27 -31). 
Quarto Mistério: Assunção de Maria aos céus. 
Quinto Mistério: Maria é coroada Rainha do céu e 
da terra. 
 
 Luminosos (de luz) – Rezado às Quintas 
Feiras: 
Primeiro Mistério: Batismo de Jesus no Rio Jordão 
( Mt. 3, 13 – 17). 
 Rezemos: Dez Ave – Marias e Um 
Glória ao Pai. 
Segundo Mistério: A auto Revelação de Jesus nas 
Bodas de Cana ( Jo. 2, 1 – 12). 
 Rezemos: Um Pai – Nosso, Dez Ave – 
Marias e Um Glória ao Pai 
Terceiro Mistério: O anúncio do Reino de Deus 
com o convite conversão(Mc. 1, 14 -15). 
Quarto Mistério: A Transfiguração de Jesus (Lc. 9, 
28 – 36). 
Quinto Mistério: A Instituição da Eucaristia (Lc. 22, 14 - 30). 
 
Agradecimento 
 
Infinitas graças vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de 
vossas mãos liberais. Dignai – vos agora e para sempre tomar–nos debaixo de vosso poderoso amparo 
e, para mais vos agradecer, vos saudamos com uma Salve-Rainha. 
 
 
~ 18 ~ 
 
IGREJA, MISSA E BÍBLIA 
 
Na Bíblia Deus nos ensina como devemos tratar os pais. 
Vamos ler e procurar entender o que diz Eclo 3,1-16. “Honrar significa respeitar, estimar, obedecer e amar”. 
É o que devemos ter para com nosso pai e para com nossa mãe e para com as pessoas que também cuidam de 
nós (avós, tios e outros). 
É na FAMILIA QUE você nasce, cresce e aprende a se relacionar com os outros. 
Cada um de nós tem laços de união e compromisso com a sua família. A família é nosso primeiro mundo. 
É preciso cultivar o amor, a solidariedade, o 
dialogo, a compreensão e a oração para superar 
os problemas que aparecem nas famílias, como 
desemprego, as doenças e a separação dos pais. 
Devemos também ter carinho para com as 
pessoas mais idosas, os doentes, os vizinhos, os 
professores, os amigos, os catequistas porque 
todos eles, e nós também, fazemos parte da 
grande família de Deus. 
 
A Igreja também é uma família 
Todas as pessoas que participam da Igreja 
Católica, nas missas e celebram a Palavra de 
Deus são semelhantes a uma família, pois elas 
estão envolvida pelo Ministério de Cristo que 
escolheu seus apóstolos para enviá-los ao 
mundo para evangelizar. 
 
ORAÇÃO PELA FAMÍLIA 
 
Que nenhuma família comece em qualquer de repente. 
Que nenhuma família termine por falta de amor. 
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente 
E que nada no mundo separe um casal sonhador. 
Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte. 
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois. 
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte. 
Que eles vivam no ontem, no hoje e em função de um 
depois. 
Que o marido e a mulher tenham força de amar sem 
medida. 
Que ninguém vá dormir sem pedir a benção ou sem dar 
seu perdão. 
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida, 
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão. 
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois. 
Que seu firmamento a estrela que tem maior brilho, 
Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois. 
Que a família comece e termine sabendo onde vai 
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai. 
Que a mulher seja um céu de ternura aconchego e calor. 
Que os filhos conheçam a força que brota do amor. 
Abençoa SENHOR as famílias, amém. 
Abençoa senhor a minha também. 
 
A Igreja 
 
Igreja é a reunião do povo de Deus. Deve ser uma comunidade viva, com a finalidade de continuar a missão que 
Jesus nos deixou. 
Para que isso aconteça, é necessário que vivamos o amor de Jesus Cristo, e que nos coloquemos a serviço da 
comunidade. 
A igreja somos todos nós que temos a mesma fé. Não é somente o Papa, o padre, as freiras ou os religiosos que 
formam a Igreja. Eles estão a serviço da Igreja. Nós também somos Igreja. 
Vamos conversar mais sobre os termos clero e leigo. 
LEIGOS\FIEL: São os fiéis em Cristo pelo batismo e constitui o povo de Deus. São chamados para construir 
a Igreja. 
CLERO\RELIGIOSO: É formado pelos: Bispos, Presbíteros e os Diáconos. 
Bispos – São sucessores dos apóstolos até o fim dos tempos. Tem como missão ensinar e pregar o 
EVANGELHO a toda criatura, para que alcance a salvação pela fé. 
~ 19 ~ 
 
Presbíteros (Padres) – Através do sacramento da ordem são portadores de Graça para pregar o 
EVANGELHO, conquistando os fiéis e celebrar o culto divino. 
Diáconos – Servem ao povo de Deus no serviço da Liturgia, da palavra e da caridade. Estão a serviço do povo 
de Deus em comunhão com o bispo e o presbítero. Não realizam Missas. 
(Fonte: Documento do concílio Ecumênico Vaticano II – Editora Paulus) 
 
A Igreja é a família de Deus 
A Igreja Católica Apostólica Romana é a família deDeus. Uma vez reunidos em comunidade, o povo de Deus, 
ao celebrar a Palavra e a Eucaristia cumprem o mandamento de Cristo de fazer isto para recordar a sua 
memória até que ele volte outra vez. 
Por essa razão, o cristão verdadeiro é aquele comprometido com o Reino de Deus, com sua Palavra, com a 
Evangelização de seus irmãos e especialmente, é um cristão participante da celebração da comunidade nas 
missas aos domingos, nas comemorações religiosas, entre outras. 
Ao se reunir na Igreja, os cristãos formam uma família porque estão reunidos em torno do banquete que é o 
altar. 
No Altar se realiza o Santo Sacrifício de Nosso Senhor. É do Altar que provém todas as bênçãos. 
Caros Crismandos, se nós não participarmos das missas como podemos confirmar nossa Fé. ? É preciso 
participar atualmente. 
Somente a participação atuante dos Crismandos demonstrará seu verdadeiro amor por Cristo, por sua Igreja e 
isso marcará um encontro profundo de amor com o Filho de Deus e o jovem, o adulto, o idoso, entre outros. 
Esses irmãos, verdadeiramente atuantes jamais abandonarão sua Igreja Católica Apostólica Romana porque o 
Senhor passa a fazer parte de sua história, atuando com poder e autoridade. 
 
 
A Missa 
A Missa é a reunião da família de Deus para louvar e agradece, pede perdão e se alimenta com o Corpo de Jesus. 
Vamos entender um pouquinho o que acontece na Missa. 
1- ENTRADA – è a procissão do povo de Deus que se dirige à casa do Pai. Todos estão alegres e cantando. 
2- SAUDAÇÃO- No início da Missa o padre faz uma pequena saudação, cumprimentando os participantes. 
3- ATO PENITENCIAL- Para participar da Celebração devemos estar com o coração bem limpo, sem nenhum 
pecado; por isso pedimos perdão a Deus. Escreva um pequeno ato de arrependimento: 
_______________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________
____________________________________________________________
___________________________________________ 
4- Sabemos que Deus sempre nos perdoa. Nós o louvamos cantando ou rezando o GLÓRIA. 
5- LEITURAS- Até agora Deus nos ouviu. É a nossa hora de ouvi-lo contemplando as três leituras apresentadas 
pela igreja a cada missa ou celebração da palavra. 
6- HOMILÍA - Onde o padre explica a mensagem tirada das leituras da Bíblia e a posição mais coerente do cristão 
frente ao mundo atual. 
7- Nós acreditamos nas coisas de Deus, por isso rezamos o CREDO. 
8- Na ORAÇÃO DA ASSEMBLÉIA, a comunidade faz os seus agradecimentos e/ou pedidos. Escreva um 
agradecimento ou pedido à Deus por meio de Jesus Cristo: 
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
__________________________________ 
9- OFERTÓRIO - Está na hora de preparar a mesa para grande banquete. Além do Pão e do Vinho, oferecemos 
tudo o que somos e temos. Escreva o que você deseja oferecer a Deus: 
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
__________________________________ 
10- Na ORAÇÃO EUCARÍSTICA- O pão e o vinho são transformados no Corpo e Sangue de Jesus Cristo, n 
momento da consagração. 
~ 20 ~ 
 
11- PAI NOSSO- É a oração que ________________ nos ensinou. 
12- Na ORAÇÃO PELA IGREJA, pedimos pela unidade e pela paz. 
13- SAUDAÇÃO DA PAZ- é a hora de desejar ao irmão a PAZ de Cristo. Escreva a saudação de Paz que dizemos 
na Missa: ________________________________________________________________ 
14- CORDEIRO DE DEUS - é a oração que nos diz que só Cristo pode perdoar a nossos pecados. 
15- COMUNHÃO - é a hora da refeição, onde o próprio Cristo é nosso alimento. Comungando, nós também nós 
comprometemos com toda a humanidade que sofre e se alegra. 
16- AÇÃO DE GRAÇAS- Por causa de tudo que temos e somos, nós agradecemos ao Senhor. Escreva uma 
mensagem de agradecimento: 
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
__________________________________ 
17- DESPEDIDA- O padre dá a bênção e se despede. Só que ela não deve terminar aí. Ela deve continuar durante a 
semana, lembrando- nos do que celebramos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 21 ~ 
 
2º ENCONTRO | BÍBLIA 
 
 
 
A Bíblia fala da história do Povo que foi escolhido por Deus. A 
Bíblia nos ajuda a viver conforme o desejo de Deus. A Bíblia é 
o livro mais lido no mundo e mais conhecido no mundo 
inteiro. A palavra Bíblia vem da língua grega e quer dizer 
“coleção de livros” ou “biblioteca”. 
A Palavra de Deus contida na Bíblia é para ser vivida. O 
crismando é, sobretudo um Cristão, que compreendendo a sua importância no mundo, ler, medita e reflete a 
Palavra de Deus, e pela ação do Espírito Santo, toma a decisão acertada em sua vida. 
A função da bíblia 
Diz a palavra de Deus: “Toda a escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para 
corrigir e para formar na Justiça. Por ele o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa 
obra.”. (2 Tm. 3.16-17) 
 
Divisão da Bíblia 
 
A Bíblia se divide em duas partes: Antigo Testamento e Novo Testamento. 
 
Antigo Testamento (AT): Fala da história do povo que Deus escolheu para fazer a Aliança. Foi escrita antes do 
nascimento de Jesus. Possui 46 livros. São eles: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, 
Juízes, Rute, Samuel 1e 2, Reis 1e 2, Crônicas 1 e 2, Esdras, Neemias, Jô, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, 
Cântico, Sabedoria, Eclesiástico, Tobias, Judite, Ester, Macabeus 1 e 2, Isaias, Jeremias, Lamentações, Baruc, 
Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e 
Malaquias. 
 
Os cincos primeiros livros da Bíblia são chamados de Pentateuco. 
Escreva–os: 
______________________________________________________________________________________ 
 
 
 
Novo Testamento (NT): Relembra a Aliança feita entre Deus e o povo. Foi escrita depois da Ressurreição de 
Jesus. Possui 27 livros. 
São eles: os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, Atos dos Apóstolos, Tiago, Pedro 1e 2, João 1, 2 e 3, 
Judas, Romanos, Coríntios 1 e 2, Gálatas, Efésios, Filipenses,Colossenses, Tessalon 1 e 2, Timóteo, Tito, 
Filemon, Hebreus e Apocalipse. 
 
A Bíblia tem 73 livros, divididos em capítulos e versículos. 
 
 
 
 
[A BÍBLIA É UM LIVRO QUE 
CONTÉM A PALAVRA DE DEUS. É 
POR MEIO DELA QUE DEUS SE 
REVELA A PESSOA HUMANA. 
DEUS FALA PELA BÍBLIA PARA 
NOS ANIMAR E ORIENTAR NA 
CAMINHADA CRISTÃ. DEUS NOS 
FALA TAMBÉM PELOS 
ACONTECIMENTOS DE CADA 
DIA.] 
~ 22 ~ 
 
 
Os capítulos e versículos são indicados de forma abreviada. Veja o exemplo: Mt 4, 1-5, que quer dizer: 
Evangelho de São Mateus, Capítulo 4, Versículo de 1 a 5. 
 
É muito importante que toda a família tenha a Bíblia. 
A Bíblia é a palavra de Deus. Vamos ouvir a palavra de Deus sempre com atenção e muito amor no 
coração! 
 
Exemplificando a divisão da Bíblia 
 
Caro crismando, pelo desenho abaixo, você pode ter a compreensão de como está dividida a Bíblia e como está 
predisposta em seus livros, isto é, organizada. 
 
Quem escreveu a Bíblia?
 
Já dissemos no encontro anterior que a Bíblia foi totalmente inspirada por Deus. Para Definirmos inspiração, 
preferimos seguir o conceito descrito por São Tomás de Aquino: 
~ 23 ~ 
 
Vemos, assim, que os livros da Bíblia foram escritos por homens movidos pela ação direta de Deus, de 
forma a prevenir erros, fazendo que aceitemos Deus como autor principal e o homem como autor 
secundário. O homem é instrumento de Deus e é movido e dirigido por Ele. 
Porém, não devemos confundir inspiração com revelação: a revelação ocorre quando Deus mostra ou descobre ao 
homem verdades de fé; a inspiração, como vimos, é o ato de Deus mover o homem a escrever verdades de fé, 
assistindo e preservando seus escritosdo erro. 
O fato de Deus ter inspirado homens, não significa, contudo, que tenha anulado a inteligência e a liberdade do 
ser humano. Sobre isso, ensina-nos o Magistério da Igreja: 
 
Mas por que Deus inspiraria seres humanos para elaborar a Bíblia? 
 
Ora, Deus é nosso Criador e nos criou por amor! Inspirando alguns santos homens a escrever tais livros, deu à 
religião uma base divina, absolutamente correta, já que, por serem inspirados, os livros da Bíblia são a própria 
Palavra de Deus, em toda a sua essência e força. 
Já que foram escritos por homens, de forma que podemos entender seu conteúdo, foram usadas linguagens 
humanas. Quase todas as Bíblias modernas trazem logo na primeira folha as três linguagens que foram usadas 
para compô-la: o hebraico, o aramaico e o grego. O hebraico foi usado para a redação de quase todo o Antigo 
Testamento; o aramaico (língua falada na Palestina na época de Jesus) foi usado para alguns pequenos trechos do 
Antigo Testamento e, segundo alguns estudiosos, para o original do Evangelho de Mateus; o grego comum 
(koiné), por fim, foram utilizados para escrever alguns poucos livros do Antigo Testamento e para todo o Novo 
Testamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Você e seus pais costumam participar das missas? 
2. É importante participar das missas? Por quê? 
3. Você lê e medita a Palavra de Deus todos os dias? 
4. Você está disposto (a) a meditar a Palavra de Deus 
todos os dias? 
5. Qual a importância da Igreja, da Missa e da Bíblia 
na vida do Cristão? 
 
 
 
~ 24 ~ 
 
3º ENCONTRO | O PLANO DE 
AMOR DE DEUS E AS MARAVILHAS 
DA CRIAÇÃO 
 
Leitura: 
Primeiro Livro da Bíblia: Livro do Gênesis, capítulos 1 e 2 
 
Deus, em seu infinito amor, criou tudo o que no mundo existe, mas 
somente ao homem o fez a “sua imagem e semelhança”. O homem, 
ao contrário das plantas e animais é uma Criatura Especial, pois Deus o 
diferenciou em tudo das outras espécies de vida do Planeta Terra. 
 
Deus é amor. O fato de criar o Mundo já demonstra o quanto Deus 
desejou que tudo o que nele estivesse e pudesse desempenhar uma função, uma missão. Nada foi criado por 
acaso. 
 
No encontro de hoje, nós vamos aprender sobre as maravilhas de Deus, ou seja, as maravilhas da criação. Vamos 
constatar na realidade que Deus fez tudo por amor. Que ele tinha e tem um plano de amor para todos nós. 
As maravilhas criadas por Deus no início dos tempos é fruto desse Plano de Amor. No centro desse Plano de 
amor está a pessoa humana, a quem Deus o fez semelhante a ele mesmo. 
Fazemos um convite a você para mergulhar nas maravilhas criadas por Deus e constatar o quanto o Senhor Javé 
é eternamente bondoso, amoroso, manso, compassivo, misericordioso, justo e bom. 
 
No paraíso 
 
O Paraíso é o retrato de quanto Deus queria e ainda quer o bem da humanidade, pois bastava aos seus 
habitantes, homem e mulher respeitar as normas estabelecidas por Deus, como não comer do fruto da árvore 
que estava no meio do Jardim, ou seja, a árvore da ciência do bem e do mal. 
É preciso respeitar e obedecer a Deus: Quando Deus impede e não permite ao homem e a mulher que comam 
do fruto proibido é porque não deseja que eles sofram e conheçam todas as espécies de fraquezas e sofrimentos 
que hoje conhecemos, como as guerras, as doenças, o desemprego, a fome, a pobreza, o desrespeito ao próximo. 
 
O propósito de Deus para o homem e a mulher 
 
Deus tem um propósito para o homem e a mulher: O que Deus quer de nós?. Deus quer que cada um de 
nós faça uma reflexão de sua própria vida, a luz de seu imenso amor, pois Deus nos concedeu a vida, por meio 
de nossos pais, aos nossos pais ele dá o trabalho que lhe permite comprar os alimentos para nos manter vivos. 
Deus permitiu aos nossos pais que nos colocassem na escola para aprender a ler, escrever e a viver no mundo. 
Em fim, nossos pais nos ensinam a viver no mundo, a conhecê-lo e a vencê-lo. 
O amor de Deus é o amor do Pai pelo Filho (a), da Mãe pela filha (o), e de uns apara com os outros. 
Fazer o bem sempre: Na criação do mundo Deus nos mostra que quem ama é capaz de fazer tudo de bom, 
de fazer o bem ao próximo, sempre. Se amamos nossos pais Deus nos dará muitas bênçãos. Se amamos a Igreja 
de Deus, Igreja Católica Apostólica Romana, Deus é capaz de realizar nas nossas vidas tudo de bom, porque 
Deus é amor. Mas também é preciso amar a quem não nos ama, aquelas pessoas que não nos quer o bem, e 
orar para Deus manifestar o seu imenso amor e transformar os corações desses nossos irmãos. 
Também devemos amar: Devemos amar também aquelas pessoas que ele nos deu, nos enviou, por exemplo, 
nossos pais, nossos irmãos, os sacerdotes, as freiras, os professores, os vizinhos, nossos amigos, e tantas outras 
pessoas. 
Construindo um mundo melhor: A decisão de amar é uma decisão pela construção de um mundo melhor. E 
nisso devemos lembrar que o maior gesto de amor, foi quando Deus nos deu Jesus Cristo, seu único filho para a 
Salvação do Mundo. 
Uma mudança de vida: Para amar de verdade é preciso mudar de vida. É preciso mudar os comportamentos 
que nos afastam de Deus. É preciso que eu decida vier para amar, amar a Deus, meus pais e a todas as pessoas 
que Deus colocou na minha vida, pois todos nós somos filhos e filhas de Deus. 
[MEUS IRMÃOS, A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO 
DO MUNDO É A HISTÓRIA DO AMOR DE 
DEUS. QUANDO DEUS PRETENDEU CRIAR O 
MUNDO, ELE FEZ BROTAR E HABITAR NA 
TERRA TODAS AS ESPÉCIES DE PLANTAS E 
ANIMAIS QUE PUDESSEM SER ÚTEIS AO 
MAIS SUBLIME E BELO DE TODOS OS 
HABITANTES, OU SEJA, AO HOMEM E A 
MULHER.] 
~ 25 ~ 
 
Amara criação: Além de amar a pessoa humana com a expressão do amor de Deus. Todas as coisas existem no 
mundo e precisa do nosso amor, do nosso respeito. Logo, precisamos preservar os rios, lagos, mares, peixes, 
animais terrestres e silvestres e todas as espécies de animais criados por Deus. 
 
Vamos orar 
 
Também não se esqueçam de rezar (orar) pela manhã, ao levantar e a noite ao dormir, mas também a todo o 
momento, pedindo a proteção dos anjos, de Nossa Senhora e de todos os santos. 
 
Muito importante: Não se esquecer de frequentar a missa. Ela é parte integrante da nossa formação e 
indispensável para o crescimento de nossa fé e o contato que devemos ter com Deus e seu Filho Nosso 
Senhor Jesus Cristo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 26 ~ 
 
4º ENCONTRO | O PECADO 
ORIGINAL 
-A Queda do Homem - 
 
Leitura: 
Primeiro Livro da Bíblia: Livro do Gênesis, cap. 3.1-24. 
 
Recapitulando o terceiro encontro 
 
Já refletimos e aprendemos que Deus é nosso Pai e nos trata como 
filhos. Que ao criar o mundo e tudo o que nele existe, manifestou seu 
Plano de Amor e desejou que tudo fosse bom, útil e agradável ao homem 
e a mulher, a quem conferiu o poder para administrar tudo e fazer com 
que toda a criação crescesse, geminasse e desse muitos frutos. 
 
Mas, nem sempre foi assim. O homem e a mulher, vivendo no Paraíso, desconfiaram das maravilhas de Deus e 
de seu Plano de Amor, desobedeceram aos preceitos prescritos, e ouvindo a voz do inimigo (satanás) pecaram 
contra Deus, contrariando seus mandamentos, suas ordens, seus decretos e deixaram entrar em suas vidas a força 
do mal. 
Essa realidade de desordem põe em evidência outro Plano que não é o Plano de Deus, mas o plano de satanás, o 
adversário, aquele que quer nos aprisionar e nos fazer seu predileto aprendiz. 
 
O Pecado original 
 
A noção de pecado original está muito presente na cultura da pessoa humana. Na verdade, fala-se em culpa, na 
medida em que o homem foi considerado culpado em algum momento por ter contrariado as ordens de Deus, 
suas maravilhas e seu Plano de Amor. 
Já vimos que o propósito de Deus com a criação era a perfeição do mundo, a existência de um ambiente 
agradável e favorável á vida de todas as espécies. 
O homem, pela força do mal e pela desconfiança não acreditou nessas maravilhas e nesse Plano de Amor, vindo, 
em razão dessas circunstâncias (ausência de fé em Deus e desconfiança), a cair no pecado,isto é, ferir aquilo que 
Deus criou para homem e mulher. 
 
Meditação sobre o pecado original 
 
Vamos meditar o livro do gênesis, capítulo 3 versículos de 1 a 24. 
Inicialmente, a leitura bíblica sobre o pecado original registra a existência de um lugar onde viviam duas pessoas, 
Adão e Eva, mas também um animal astuto, conhecido por serpente. 
O local onde essas pessoas e esse animal viviam é conhecido como Jardim do Édem, também conhecido como 
paraíso. 
 
Reflexão: O que é um paraíso? Paraíso é um local bom ou ruim? Quando alguém fala que tal lugar é um paraíso, 
está se falando de coisa feia o bonita? 
No Jardim do Édem, Deus colocou óbices, isto é impedimentos a certos atos que homem e mulher não podiam 
fazer. 
Que óbice ou impedimentos eram esses? O que era permitido fazer ou não fazer no Édem? 
A leitura fala em fruto proibido. Que fruto era esse? O que era permitido fazer do Édem? 
Por que Adão e Eva comeram de um certo “fruto proibido” ? 
Porque Adão e Eva esconderam-se da face de Deus? O que vem a ser esse esconder-se? 
Em algum momento de nossas vidas, também nós escondemos da face de 
Deus? Quando isso ocorre? 
Porque Adão coloca a culpa em Eva pelo comer do fruto? 
Quem é a mulher que o versículo 15 do capítulo 3 do livro do Gênesis está falando? 
Porque Deus impõe à Adão e a Eva encargo tão pesados? 
[VAMOS RECORDAR: NO 
TERCEIRO ENCONTRO NÓS 
APRENDEMOS QUE DEUS É NOSSO PAI 
E NOS TRATA COMO FILHOS. 
APRENDEMOS TAMBÉM QUE DEUS 
CRIOU UMA SÉRIE DE MARAVILHAS 
PARA SERVIR AO HOMEM E A MULHER, 
ASSIM TAMBÉM, A TODA ESPÉCIE DE 
SER VIVO DO PLANETA. ] 
~ 27 ~ 
 
 
As más escolhas dos homens e mulheres 
 
O pecado original é o retrato das más escolhas do homem e da mulher, pois ao ouvirem a voz da serpente no 
Jardim do Éden e desconfiarem do Plano de Amor de Deus e de suas maravilhas, acabaram por permitir o 
conhecimento sobre o bem e o mal, o justo e o injusto, o alegre e o triste, a riqueza e a pobreza, a doença e a 
saúde, etc. 
 
A liberdade humana 
Deus deu ao homem o livre arbítrio. Isto é, a capacidade de escolher o que fazer e como fazer. Mas Deus não 
deu ao homem e a mulher a licença para o pecado, ou seja, Deus não autorizou ao homem e a mulher que 
pecassem, pois só desejou o amor. 
A liberdade exagerada de homem e mulher promoveu e ainda promove nos dias de hoje afronta as leis de Deus e 
isso gera a desobediência ao Plano de Amor, e cria vários impedimentos para que vivamos esse Plano de Amor 
em nossas vidas. 
 
Conceito de pecado 
Pecado é toda transgressão as leis, mandamentos, decretos, ordens e princípios religiosos de Deus e de sua Igreja. 
É tudo aquilo que vai contra a vontade de Deus e seu Plano de amor. 
 
O pecado nos afasta de Deus 
Ao pecar, homem e mulher, de um modo ou de outro acabam se afastando de Deus, com maior ou menor 
intensidade, de acordo com o grau (gravidade) do pecado cometido. 
Deus é amor e não fica feliz quando homem e mulher se encontram numa situação de pecado. Por isso, amados, 
devemos nos afastar de toda a situação de impurezas e de pecados. 
Deus quer habitar num coração limpo, sem manchas, por esse motivo vamos vigiar nossos comportamentos, 
atitudes, gestos, pensar e agir para poder viver na luz de Deus. 
 
O pecado de Caim 
O pecado de Caim contra Abel se deve a inveja do primeiro pelo segundo. Abel fez oferendas agradável a Deus e 
por isso Deus o cumulou de bênçãos. Caim teve inveja da oferta de Abel e por essa razão, tramou a morte do 
irmão. 
 
O Inferno 
O inferno é a completa ausência de Deus na vida do homem e da mulher. Jesus fala em várias passagens da 
Bíblia no fogo eterno, no fogo que não se apaga, num lugar onde o sofrimento será eterno. Para lá irão todos 
aqueles que não amaram e não fizeram à vontade de Deus. 
Exemplos de situações de pecados. 
A Bíblia Sagrada está repleta de situações cometidas pelos homens e mulheres que são considerados pecados, ou 
seja, posturas que desagradam a Deus e afastam os seus filhos das maravilhas da Criação. 
“Ora, as obras da carne são estas: formicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, 
ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes”.(Gl. 5.19-21) 
 
Veja a advertência: “Dessas coisas vos previno, como já vos previni; os que as praticam não herdarão o Reino de Deus”! (Gl. 
5.22) 
Explicação: Quem praticar todas as situações descritas na Carta de São Paulo aos Gálatas tem sua recompensa: 
Essa recompensa é o afastamento das maravilhas de Deus e de seu Plano de amor, vindo por conseguinte a 
ganhar a morte e o inferno. 
O jovem da Crisma e o adulto devem ficar longe das impurezas (pornografia por meio de revistas, acesso a 
internet, filmes, mas inclinações, maus pensamentos, maus desejos. Tudo isso leva a impureza e nos afasta do 
Plano de amor de Deus. 
Registra-se no livro dos Salmos: “Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que 
olvidaram a Deus”. (Sl. 9.18) 
 
~ 28 ~ 
 
As boas obras 
As boas obras que são tudo de bom, são aquilo que fazemos pela ação do Espírito Santo. O Espírito Santo é a 
pessoa da Santíssima Trindade e os cristãos o recebem por ocasião do Sacramento do Batismo. 
Vivendo sob a ação do Espírito Santo somos capazes de pensar só coisas boas, somente as cosias que agradam 
a Deus, que respeitam suas maravilhas e seu Plano de Amor. 
As boas obras são obras que nos conduzem ao amor de Deus. Elas são responsáveis por nos ligar à chama de 
amor de Deus e evitar a chama do fogo eterno. Por isso, o homem e a mulher devem escolher entre dois 
caminhos: 1) o que leva a Graça ou 2) o que leva a desgraça. 
 
Confissão dos pecados 
Os pecados precisam ser confessados, ou seja, manifestados e declarados a Deus, por meio de sua autoridade, ou 
seja, o sacerdote, que em nome de Deus devolve ao pecador a graça, absolvendo a pessoa pelo cometimento dos 
pecados. 
Quem absolve os pecados é Deus após o sacerdote clamar a misericórdia do Pai. O sacerdote, ao final da 
confissão exprime: “Eu te absolvo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” Essa absolvição é a 
resposta de Deus a humildade do pecador que procurou Deus e se declarou culpado pelas ofensas aos 
mandamentos, leis e decreto divinos. 
 
Perdão dos pecados 
 Jesus desejou que homem e mulher se arrependessem de seus pecados e perdoassem os pecados uns dos outros. 
(Mt. 5.23-24; Mt. 18.15-17; Lc. 17.3-4 ; Gal. 5.19-21; Colos. 3.114; Tiago 5.16, etc.) 
A confissão dos pecados devolve ao cristão a condição de beleza da criação inicial, sem mancha, sem sujeira, sem 
nada que possa impedir a alegria e o conforto espiritual que nos é devolvida pelo fato de confessar a Deus, pelo 
sacerdote os nossos pecados. 
 
Reconhecimento da culpa na confissão 
A confissão é o reconhecimento da culpa, da transgressão às ordens, leis, decretos, mandamentos e prescrições 
de Deus. É o momento em que olhamos para nosso interior e procuramos enxergar as nossas falhas, aquilo que 
ofendeu o coração de Deus, o Senhor Jesus Cristo, a sua Igreja e ao coração do meu irmão, da minha Irmã, etc. 
 
Perdoar os inimigos 
Devemos amar e perdoar os nossos inimigos, aquelas pessoas que nos fazem e querem o mal para nós, pois 
Jesus disse: “(...) amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem”. 
(Mt. 5.44). E Paulo adverte: “Reconcilia-vos com Deus”! (2. Cor. 5.20). 
Também é preciso orar a Deus para ele nos afastar de todos os males do mundo, do mal que as pessoas possam 
desejar e cometê-los a nós. 
Precisamos clamar o Poder de Deus para que envie os seus anjos para nos proteger no dia a dia, no trabalho, na 
escola, no lazer, em fim, em qualquer lugar onde estivermos. 
 
Espécies de pecados 
 
Há várias espécies de pecados: entre eles os pecados capitais. São eles: Orgulho; inveja; ira; impureza, preguiça, 
avareza e luxúria. 
 
Pecado mortal 
O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave a lei de Deus; desvia o 
homem de Deus(...)”. “O pecado venial deixa subsistir a caridade, embora ofenda e fira o coração de Deus”. (Catecismo 
1855). 
Exemplos de pecados mortais: Disse São Paulo: “Ora as obras da carne são manifestas: formicação, impureza, 
libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras 
coisas semelhantes (...)” “(...) Os que praticam, não herdaram o Reino de Deus (...)” (Gal. 5.19-21). 
 
Pecado venial 
Pecado venial é o desviou do reto caminho de Deus, não condena o pecador a morte da alma, não o leva para o 
inferno e sim ao purgatório. Um conjunto de pecados veniais forma um pecado mortal e se não confessados, 
pode levar a morte da alma para aquele que não se arrepende. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ira
~ 29 ~ 
 
 
Purgatório 
Purgatório é o local onde as pessoas que não foram totalmente fiéis e não se encontram plenamente na graça, 
antes de entrar no Céu, esses irmãos são purificados de seus pecados veniais. “A Igreja denomina de 
Purgatório a purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” 
(Catecismo 1031). 
 
Misericórdia 
Misericórdia é a compaixão de Deus para com o homem e mulher pecadores. O Arcanjo Gabriel anuncia a José: 
“Tu o chamará com o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados”. (Mt. 1.21). O mesmo se 
dá com a Eucaristia, sacramento da redenção: “Isto é o meu sangue, o sangue da eterna aliança, que é derramado 
por muitos, para remissão dos pecados” (Mt. 26.28). 
 
Lembrando: Jesus Cristo deu à sua Igreja o poder de perdoar todos os pecados, através dos seus 
representantes (Papas, Bispos, Arcebispos, sacerdotes, etc-.Mt. 16.18-19). 
 
Virtude 
A virtude é uma disposição habitual e firme de fazer o bem. (Catecismo 1833). O cristão Católico deve está 
sempre disposto a fazer o bem, pois o bem conduz a satisfação da alma e purifica muito de nossos pecados 
perante Deus. 
São exemplos de virtudes: Generosidade; Despreendimento; Temperança; Auto-controle; Presteza; Paciência, 
Caridade, etc. 
Virtudes cardeais: Prudência; justiça; fortaleza e temperança - Sabedoria - (Catecismo nº 1805, fundamenta 
todas as outras virtudes). 
 
A corrupção da humanidade 
A medida em que a humanidade foi crescendo, homens e mulheres iam crescendo, casando-se e multiplicando-
se. No entanto, é fato também que cresceu no coração do homem a maldade, levando inclusive Deus a se 
arrepender de ter criado o homem. (Gn. 6.1-6). 
Entre os homens viventes, existia um homem bom, amável, que conhecia a Deus e a ele era temente. Este 
homem era Noé. (Gn.6.8). 
Afirma a Bíblia: “A terra corrompia-se diante de Deus e enchia-se de violência. Deus olhou para a Terra e viu que ela estava 
corrompida: toda a criatura seguia na terra o caminho da corrupção. Então, Deus disse a Noé: Eis chegado o fim de toda a criação 
diante de mim, pois eles encheram a terra de violência. Vou exterminá-los juntamente com a terra”. (Gn. 7.11) 
Noé então fez uma arca, colocou nela seus filhos um tomou sete casais de animais machos e fêmeas para que 
após a destruição da terra, pudesse uma nova humanidade nascer e viver conforme as leis de Deus. o dilúvio caiu 
sobre a terra durante 40 (quarenta) dias e somente depois desse período foi possível encontrar terra firme. (Gn. 7 
e 8). 
 
A nova humanidade a partir de Noé e a Aliança com Deus 
Caros crismando, após os 40 (quarenta) dias do dilúvio, Noé e sua família encontram terra firme e Deus fez com 
Noé e sua família uma aliança, uma Aliança de Amor. 
 “Sede fecundos, disse ele, multiplicai-vos e enchei a terra. Vós sereis objeto de temor e de espanto para todo o animal da terra, toda 
ave do céu, tudo o que se arrasta sobre o solo e todos os peixes do mar: eles vos são entregues nas mãos. Tudo o que move e vive vos 
servirás de alimento; eu vos dou tudo isto, como vos dei a erva verde”. (Gn.9.1-3) 
Deus fez com Noé e sua família uma aliança e afirmou: “Faço esta aliança convosco: nenhuma criatura será mais destruída 
pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. (Gn. 9.11) 
Como sinal da aliança, Deus pôs no céu o sinal desta aliança, um arco de cores. (Gn. 9.12-17). 
 
A Torre de Babel 
A torre de babel registra um momento em que o homem após a aliança firmada com Deus, começa a se orgulhar 
dos feitos que pode realizar, mas Deus, a fim de evitar que o orgulho tome conta do homem, resolve confundi-
los e dispersá-los sobre a terra (Gn. 11.1-9) 
 
~ 30 ~ 
 
O período da Quaresma 
O período da Quaresma é um período de grande reflexão na vida dos cristãos. Aqueles que fazem a opção por 
viver uma vida justa, uma vida de amor, uma vida de obediência aos mandamentos de Deus, vive na quaresma 
um momento de intensa oração, jejuns e abstinência, clamando o Poder de Deus, seu Amor e sua Misericórdia, 
para ter uma Semana Santa repleta de bênçãos e uma páscoa feliz e renovada em Cristo Jesus. 
 
Vida nova do Cristão 
A confissão é uma oportundade de recomeço, de começar de novo, de esquecer tudo aquilo que fizemos ao 
próximo, a Deus e a nós mesmos para recomeçar um novo momento, um novo tempo. Um tempo de graça, de 
felicidade e de Justiça diante de nosso Deus e dos homens. 
Com a confissão dos pecados, Deus nos propõe uma nova etapa em nossas vidas, uma vida nova, isto é, um 
recomeço. Um novo Homem e uma nova Mulher com Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Durante a semana, é preciso ficar a tento e refletir a palavra de Deus. os jovens da Crisma e os adultos do 
catecumenato, lêem, refletem o ponto e à luz do Espírito Santo respondem às questões para no dia do encontro, 
haver uma maior integração e participação de todos. 
 
[TAREFA PARA A SEMANA] 
 
Como tarefa para a semana e para o próximo encontro, vamos refletir sobre esse amor de Deus. Vamos 
pensar se sou capaz de amar tudo aquilo que Deus fez e está fazendo na minha vida. É bom também 
questionar se estou agindo conforme as maravilhas criadas por Deus. isto é, preservando tudo o que ele 
nos deu, desde os animais e os vegetais, e também, aquilo que o próprio homem criou a partir do 
conhecimento que também foi concedido por Deus. 
 
 
 
 
 
 
 
1) Qual o Plano de Deus para o homem e para a mulher? 
2) Sou capaz de amar tudo aquilo que Deus criou? 
3) Estou preservando a criação de Deus? Como posso preservar a criação de Deus? 
4) Quais foram os dois grandes milagres da Criação de Deus? 
5) No seu entender, porque Deus não deixou Adão viver sozinho no paraíso? 
6) É possível viver o Plano de Amor de Deus no pecado? 
7) Quais são os pecados mais comuns que praticamos? 
8) Tem algum pecado que não merece perdão? Qual? 
9) Deus é misericórdia. Por ser misericordioso, significa que podemos pecar sempre e ele nos perdoará? 
10) Qual o proposto da confissão? 
11) Você acredita que o sacerdote tem o poder de perdoar os pecados e de absolver? 
12) Quem confere ao sacerdote o poder de perdoar os pecados? 
 
 
 
~ 31 ~ 
 
5º ENCONTRO | A HISTÓRIA 
DA SALVAÇÃO 
- Manifestação de Deus a Abrão - 
Leitura: Primeiro Livro da Bíblia: Livro do Gênesis, cap. 12, 
1-9; 17, 1-8; 22, 1-19. 
 
Introdução 
Deus estabeleceu pela criação, o seu Plano de Amor. Esse 
Plano era um plano sólido, justo, eficaz e muito propício a 
todos os habitantes do jardim do Édem. 
 
Mas, homem e mulher desrespeitaram o Plano de Amor de 
Deus, ouviram a voz da serpente e pecaram contra Deus, 
vindo a conhecer todas as espécies de maldades. 
Deus expulsou o homem e mulher do paraíso e eles passaram a 
viver com o próprio trabalho. 
O rompimento com o amor de Deus nos permite afirmar que após Adão e Eva pecarem contra Deus, seus 
mandamentos, leis e decretos tem-se início o Projeto de Salvação de Deus. 
Esse projeto busca resgatar a condição anterior que tinham homem e mulher no paraíso. Trata-se de uma tarefa 
difícil que Deus não realiza sozinho. Muito pelo contrário, Deus, escolhe pessoas boas e lhes confere o encargo, 
de aos poucos, resgatar homem e mulher do pecado original.Essa missão, continua até os dias de hoje, e é também, um papel do jovem crismando, que busca em Deus e em 
seu Filho Jesus, a confirmação de sua fé, por meio do Sacramento da Crisma. 
 
A História da Salvação 
A Palavra de Deus nos conta que por volta de 2.000 (dois mil) anos antes de Cristo, a Mesopotâmia, país de 
origem dos patriarcas bíblicos, é o centro de uma civilização florescente. 
 
Na Bíblia, encontramos a HISTÓRIA DE ABRAÃO, servo de Deus escolhido para salvar o povo do pecado. 
Essa história se inicia nunca pequena cidade chamada de UR (Região da Caldéia) Cidade da Babilônia. 
Naquela época, eram comuns as migrações dos caldeus rumo ao norte da Mesopotâmia. Numa delas estava 
Abraão, com toda a sua família. 
 
Realidade vivida pelo povo da época 
Nem a civilização avançada, nem a fertilidade das terras conseguiram criar um ambiente para a vida dos pastores 
nômades. As muitas invasões criavam tensões que provocavam migrações de diversas tribos em busca de uma 
maior liberdade. O povo vivia cada um acreditando em uma divindade, por eles mesmo criadas, e não em um 
único Deus verdadeiro, que criou céus e Terra. 
 
Culto às divindades 
Naquela época, havia o culto as divindades (deuses), como por exemplo, ao O Sol, a Lua, as Estrelas, as águas 
misteriosas e temíveis, a tempestade, a chuva, a serpente, entre outros. 
Os homens acreditam num certo misticismo. Criavam a figura de divindades, isto é deuses (falsos deuses) que 
pudessem guiar e controlar suas vidas. 
Na verdade, não conheciam a figura de Deus Javé, que logo mais falaremos, pois para cada realidade (sol, água, 
montanha, etc) acreditam que um deus protegia e também poderia um deus vir a protegê-los também. 
 
Nosso Deus 
Nosso Deus é um Deus forte, potente que a Bíblia revela como sendo Deus Javé, isto é Deus para sempre. 
Um Deus amoroso, um Deus que ama profundamente o seu povo. É esse Deus que busca resgatar o seu 
povo. É esse Deus que vamos conhecê-lo mais profundamente a partir de agora. 
 
[VAMOS RECORDAR: 
NO QUARTO ENCONTRO 
APRENDEMOS SOBRE A ORIGEM 
DO PECADO. APREEDEMOS 
TAMBÉM QUE O SURGIMENTO 
DO PECADO CONTRÁRIA O 
PLANO DA CRIAÇÃO DE DEUS E 
ROMPE O EQUILÍBRIO 
EXISTENTE NO MUNDO. A 
PESSOA HUAMANA (HOMEM E 
MULHER) PASSAM A CONHECER 
O BEM E O MAL.] 
~ 32 ~ 
 
O chamado de Abraão 
Inicialmente, cumpre lembrar que o nome de Abraão era Abrão no singular, sendo que somente depois que 
Deus fez uma aliança com ele, é que passou a chamar Abraão no plural, significando que ele seria o pai de uma 
grande geração. 
Um dia, estando Abrão adorando a Deus que ele tão pouco conhecia, sentiu no íntimo de seu coração algo de 
extraordinário: “Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai, e vai para a terra que eu te mostrar. Farei 
de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos. 
Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem; todas as famílias 
da terra serão benditas em ri”. (Gn 12, 1-3). Era o chamado de 
Deus que dava início a libertação do povo de Deus. 
Abrão acreditou em Deus, e partiu, acompanhado de sua mulher 
Sara, seu sobrinho Lot e todos os seus servos. A partida de Abrão, 
obedecendo a um chamado de Deus que ele sentiu no íntimo de 
seu coração, não foi fácil. Para ele a migração foi uma experiência 
de fé. 
Esta história é de toda a humanidade: Com Abrão começa surgir o 
embrião de um povo que terá a missão de trazer a bênção de 
DEUS para todas as nações da terra. Esse povo será portador do 
projeto de DEUS: Toda nação que se orientar por esse projeto 
estará refazendo no homem a imagem e semelhança de DEUS, 
desfigurada pelo pecado. O caminho começa pela fé: Abrão atende 
o chamado divino e aceita o risco sem restrições. 
 
A Fé em Deus move Abrão 
Abraão partiu, acompanhado de sua mulher Sara, seu sobrinho Lot e todos os seus servos. Abrão obedeceu ao 
chamado de DEUS que ele sentiu no íntimo de seu ser. 
Abrão entrega-se a DEUS na fé, para que este lhe aponte o caminho. E Deus lhe faz uma promessa: “Ser 
abençoado e ter uma grande descendência”, era a promessa da Aliança. Aliança quer dizer um pacto de 
amizade entre Deus e os homens. 
 
A aliança de amizade com Abrão 
Deus tinha um propósito para Abrão e para a humanidade, por isso fez com Abrão uma aliança eterna. Disse 
Deus Javé. “Este é o pacto que faço contigo: “serás o pai de uma grande multidão de povos. De a gora em diante não te 
chamarás mais Abrão, e sim Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de povos. Tornar-te-ei extremamente fecundo, farei 
nascer de ti nações e terás rei por descendentes. Faço aliança contigo e com tua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, 
para que seja o teu Deus e o deus de tua posteridade. Darei a ti e a teus descendentes depois de ti a terra em de Canaã, em possessão 
perpétua, e serei o teu Deus”. (G.17.4-8). 
A promessa de Deus: “ser abençoado e ter uma grande descendência” era a promessa da ALIANÇA. 
Essa aliança permaneceria se Abraão fosse fiel ao Novo Projeto de Deus. Era portanto, uma aliança. 
ALIANÇA: Aliança é um pacto de amizade entre Deus e os homens. É esse mesmo o significado da palavra 
TESTAMENTO = pacto de amizade, de amor mútuo. 
A PROMESSA DE DEUS: Abraão seria o iniciador de um grande povo, de uma grande nação. A promessa de 
Deus não se refere apenas a um reino material, mas acima de tudo a um reino espiritual. 
A Aliança de amor entre Deus e os homens, prometida a Abraão e a seus descendentes se estenderia, no Novo 
Testamento, a todos os povos do mundo, tendo como personagem central o seu filho Jesus Cristo. É por isso 
que Abraão é chamado “pai dos que crêem”; por sua experiência de fé, ele é o pai de todos aqueles que crêem 
em Deus e o amam. Deus também promete a Abraão uma terra. Uma terra diferente! Onde a lei não seja a 
dominação de uns pelos outros, onde a civilização não seja opressora, mas libertadora e humana. 
ABRÃO E SARA NÃO TINHAM FILHOS: Abraão e Sara não tinham filhos. Quando tiveram a felicidade 
da realização da promessa de Deus com o nascimento de Isaac, Abraão recebeu do Senhor a ordem de sacrificar 
o seu único filho. No momento em que tudo estava preparado, um anjo impede Abraão de sacrificar Isaac. A 
narração bíblica do sacrifício de Isaac trouxe ao povo hebreu a mensagem de que o Senhor não queria sacrifícios 
humanos.(Gn. 18.1-15) 
 
A BENÇÃO DAS GERAÇÕES: A promessa de Deus feita a Abrão foi transmitida a seus filho Issac, e aos 
filhos de Isaac, isto é Esaú e Jacó, mas somente Jacó, recebeu a benção de seu pai Isaac, porque roubou a vez 
que era de Esaú. Jacó recebeu a benção de Deus em sonho e prometeu ser fiel a Deus. Jacó teve inúmeros filho, 
um deles José foi vendido pelos outros irmãos para o Egito e lá se tornou um governador no Egito. Depois, 
após um período de grande seca e fome, os irmãos de José vão ao Egito em busca de comida, lá encontram José, 
~ 33 ~ 
 
que após certo tempo se revela aos irmãos e disse que são seu parente. Os irmãos ficam felizes e buscam a 
pedido de José o Pai Jacó, para que ele o veja. Sobreveio ao Egito um novo rei que escraviza todo o povo de 
Deus durante quatrocentos anos. É preciso agora libertar esse povo da escravidão e para isso Deus suscita um 
líder de nome Moisés, um homem fiel a Deus. 
 
Resumindo: Quando Deus escolhe Abraão e seus descendentes, ele na realidade decide resgatar seu povo do 
pecado e reconduzir à sua amizade. A promessa de Deus é conduzir o seu povo a uma terra onde corre leite e 
mel, isto é, onde seja possível viver uma vida próxima de Deus, cultivando a terra e extraindo dela os bens 
necessários para viver. 
 
Deus chama novos Abraãos 
O crismando de hoje é o novo Abraão que Deus quer chamar. Deus chama os crismandos para assumir um 
papel, uma missão, um compromisso. O compromisso de viver a fé, de dar testemunho e evangelizar novas 
pessoas. 
Como Deus chamou Abraão ele também nos chama, nem sempre precisamos ir para outra cidade, oupaís, mas 
quando deixamos de assistir a novela ou o programa de televisão de que gostamos ou um jogo de futebol, uma 
ida ao clube, um passeio ao shopping e dedicamos nosso tempo para o crescimento da comunidade e colocamos 
nossos dons a serviço do Reino de Deus, nos também somos missionários.1 
Caro jovem crismando, a exemplo de Abraão, Deus também o escolhe para uma missão. Deus quer fazer 
contigo uma aliança de amor para toda a eternidade. Essa aliança começa contigo e continuará com toda a sua 
posteridade, de geração em geração. 
Para que isso ocorra em sua vida é preciso aceitar o Plano de amor de Deus, um plano sólido, justo e lindo. 
 
 
 
 
 
 
1) Como posso fazer para ser um escolhido de Deus da mesma forma como ocorreu com Abraão? 
2) Qual foi o gesto de Abrão a Deus? Você seria capaz de fazer um gesto tão sublime? 
3) Abrão acreditou no Plano de Deus, e você? Quer também acreditar? 
 
 
 
 
1
 Paróquia Santo Antonio Maria Claret. Iniciação I. 
~ 34 ~ 
 
6º ENCONTRO | ESAÚ E JACÓ 
- A história de José - 
 
Leitura: Segundo Livro da Bíblia: Livro do Êxodo, cap: 2, 1-10; 3, 
1-8; 12, 1-14. 
 
Introdução - O nascimento de Esaú e de Jacó 
 
A parteira viu Jacó nascer puxando o pé de Esaú, que havia nascido 
primeiro. Enquanto Esaú era pesado e peludo, Jacó era esguio e liso, 
como um sabão. Um dia, o irmão desejou comer seu prato de lentilhas. 
Jacó o deixou, mas exigiu em troca o direito de primogenitura. Na hora 
decisiva da bênção do mais velho, com a ajuda da mãe, cobriu-se com 
uma pele de cabra e se fez abençoar como primogênito pelo velho pai 
Isaac, já cego. 
 
Esaú ficou furioso e Jacó teve de fugir para o norte. Foi se casar com a filha de seu tio Labão. Este pensava tê-lo 
enganado, dando-lhe Lia em lugar de Raquel, que Jacó amava, mas Jacó ficou com as duas e, depois de trabalhar 
catorze anos para o sogro, estava mais rico do que ele. Teve de fugir de novo, agora para o sul, com onze filhos e 
as esposas, sendo que Raquel estava grávida. 
 
Na sua esperteza, consegue fazer um acordo com Labão, que o perseguia e, depois, com Esaú, que vinha contra 
ele com mais de 400 homens. 
 
A esperteza de Jacó foi o fio condutor da história da salvação, do mesmo modo que a serenidade de Abraão ou a 
coragem de Moisés. Assim como a serenidade do primeiro é sinal de sua fé, a esperteza de Jacó é manifestação 
de seu empenho em fazer valer, acima de tudo, a vontade de Deus. 
 
Na véspera do encontro com Esaú, ficou sozinho à margem do rio Jaboc, e lutou a noite inteira com Deus. 
Ao amanhecer era outro homem. A visão noturna, sem se identificar, abençoou-o e deu-lhe o nome de Israel, 
aquele que luta com Deus ou por Deus (Gn 32,22-33). 
 
Experiência semelhante se repetirá em Betel, lugar onde Jacó outrora, fugindo de Esaú, vira uma escada 
comunicando o céu com a Terra (Gn 28, 10-22). 
 
Todas essas são experiências de oração e de comunicação com Deus. São elas que libertam Jacó das convenções 
sociais e o tornam um hábil militante de Deus, cujo desígnio vai se realizando na História. 
 
A promessa de Deus a Jacó 
 
10 Jacó, partindo de Bersabéia, tomou o caminho de Harã.11 Chegou a um lugar, e ali passou a noite, porque o 
sol já se tinha posto. Serviu-se como travesseiro de uma das pedras que ali se encontravam, e dormiu naquele 
mesmo lugar.12 E teve um sonho: via uma escada, que, apoiando-se na terra, tocava com o cimo o céu; e anjos 
de Deus subiam e desciam pela escada. No alto estava o Senhor,13 que lhe dizia: ?Eu sou o Senhor, o Deus de 
Abraão, teu pai e o Deus de Isaac; darei a ti e à tua descendência a terra em que estás deitado.14 Tua posteridade 
será tão numerosa como os grãos de poeira no solo; tu te estenderás, para o ocidente e para o oriente, para o 
norte e para o meio-dia, e todas as famílias da terra serão benditas em ti e em tua posteridade.15 Estou contigo, 
para te guardar onde quer que fores, e te reconduzirei a esta terra, e não te abandonarei sem ter cumprido o que 
te prometi.?16 Jacó, despertando de seu sono, exclamou: ?Em verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o 
sabia!?17 E, cheio de pavor, ajuntou: ?Quão terrível é este lugar! É nada menos que a casa de Deus; é aqui, a 
porta do céu.?18 No dia seguinte, pela manhã, tomou Jacó a pedra: sobre a qual repousara a cabeça e a erigiu em 
estela, derramando óleo sobre ela.19 Deu o nome de Betel a este lugar, que antes se chamava Luz.20 Jacó fez 
então este voto: ?Se Deus for comigo, se ele me guardar durante esta viagem que empreendi, e me der pão para 
comer e roupa para vestir,21 e me fizer voltar em paz casa paterna, então o Senhor será o meu Deus.22 Esta 
pedra da qual fiz uma estela será uma casa de Deus, e pagarei o dízimo de tudo o que me derdes.? (Ge. 28.10-22) 
[VAMOS RECORDAR: DEUS 
ESCOLHEU UM HOMEM: SEU NOME 
ABRAÃO. O SENHOR PROMETEU-LHE 
UMA GRANDE DESCENDÊNCIA, UMA 
TERRA ONDE CORRE LEITE E MEL. EM 
ABRAÃO, DEUS PLANTOU A SEMENTE 
DA SALVAÇÃO PARA RESGATAR A 
HUMANIDADE DO PECADO. SEU FILHO 
ISAAC CONTINUA A MISSÃO E SEU 
SUCESSOR JACÓ LEVARÁ ESSA MISSÃO 
ADIANTE.] 
~ 35 ~ 
 
 
Os filhos de Jacó 
 
Os filhos de Jacó foram: 1. Rúben (Lia); 2. Simeão (Lia); 3. Levi (Lia); 4. Judá (Lia); 5. Dã (Bila, escrava de 
Raquel); 6. Neftali (Bila, escrava de Raquel); 7. Gad (Zilpa, escrava de Lia); 8. Aser (Zilpa, escrava de Lia); 9. 
Issacar (Lia); 10. Zabulon (Lia); 11. José (Raquel); e 12. Benjamim (Raquel). 
 
Os sonhos de José e o discernimento dos sonhos 
 
Jacó habitou na região onde seu pai havia morado, na terra de Canaã.2 Eis a história da descendência de Jacó: 
José, ainda jovem, com a idade de dezessete anos, apascentava o rebanho com seus irmãos, os filhos de Bala e os 
filhos de Zelfa, mulheres de seu pai; e ele contou ao seu pai as más conversas dos irmãos.3 Israel amava José 
mais do que todos os outros filhos, porque ele era o filho de sua velhice; e mandara-lhe fazer uma túnica de 
várias cores.4 Seus irmãos, vendo que seu pai o preferia a eles, conceberam ódio contra ele e não podiam mais 
tratá-lo com bons modos.5 Ora, José teve um sonho, e o contou aos seus irmãos, que o detestaram ainda mais:6 
?Ouvi, disse-lhes ele, o sonho que tive:7 estávamos ligando feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e 
se pôs de pé, enquanto os vossos o cercavam e se prostravam diante dele.?8 Seus irmãos disseram-lhe: 
?Quererias, porventura, reinar sobre nós e tornar-te nosso senhor?? E odiaram-no ainda mais por causa de seus 
sonhos e de suas palavras.9 José teve ainda outro sonho, que contou aos seus irmãos. ?Tive, disse ele, ainda um 
sonho: o sol, a lua e onze estrelas prostravam-se diante de mim.?10 Ele contou isso ao seu pai e aos seus irmãos, 
mas foi repreendido por seu pai: ?Que significa, disse-lhe ele, este sonho que tiveste? Viremos, porventura, eu, 
tua mãe e teus irmãos, a nos prostrar por terra diante de ti??11 Seus irmãos ficaram, pois, com inveja dele, mas 
seu pai guardou a lembrança desse acontecimento.12 Os irmãos de José foram apascentar os rebanhos de seu pai 
em Siquém.13 Israel disse a José: ?Teus irmãos guardam os rebanhos em Siquém. Vem: vou mandar-te a eles.? 
?Eis-me aqui?, respondeu José.14 ?Vai, pois, ver se tudo corre bem a teus irmãos e ao rebanho, e traze-me 
notícias deles.? Enviou-o do vale de Hebron, e José foi a Siquém.15 Um homem encontrou-o errando pelo 
campo: ?Que buscas?? perguntou ele.16 ?Busco meus irmãos, respondeu ele. Dize-me onde apascentam os 
rebanhos.?17 E o homem respondeu: ?Partiram daqui e ouvi-os dizer: Vamos a Dotain.? Partiu então José em 
busca dos seus irmãos e encontrou-os em Dotain. 
 
A venda de José para o Egito 
 
18 Eles o viram de longe. Antes que José se aproximasse, combinaram entre si como o haveriam de matar;19 e 
disseram: ?Eis o sonhador que chega.20 Vamos, matemo-lo e atiremo-lo numa cisterna; diremos depois que uma 
fera o devorou; e então veremos de que lhe aproveitaram os seus sonhos.?21 Ouvindo-o, porém, Rubem, quis 
livra-lode suas mãos: ?Não lhe tiremos a vida, disse ele.22 Não derrameis sangue. Jogai-o naquela cisterna, no 
deserto, mas não levanteis vossa mão contra ele.? Pois Rubem pensava livrá-lo de suas mãos para o reconduzir 
ao pai.23 Quando José se aproximou de seus irmãos, eles o despojaram de sua túnica, daquela bela túnica de 
várias cores que trazia,24 e jogaram-no numa cisterna velha, que não tinha água.25 E, sentando-se para comer, 
eis que, levantando os olhos, viram surgir no horizonte uma caravana de ismaelitas vinda de Galaad. Seus 
camelos estavam carregados de resina, de bálsamo e de ládano, que transportavam para o Egito.26 Então Judá 
disse aos seus irmãos: ?Que nos aproveita matar nosso irmão e ocultar o seu sangue?27 Vinde e vendamo-lo aos 
ismaelitas. Não levantemos nossas mãos contra ele, pois, afinal, é nosso irmão, nossa carne.? Seus irmãos 
concordaram.28 E, quando passaram os negociantes madianitas, tiraram José da cisterna e venderam-no por 
vinte moedas de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito. ..... 36 Os madianitas venderam-no a Putifar, 
no Egito, eunuco do faraó e chefe da guarda.. 
 
A vida de José para o Egito 
 
1 José foi conduzido ao Egito, e Putifar, um oficial egípcio do faraó, chefe da guarda, comprou-o aos ismaelitas 
que o levavam.2 O Senhor estava com José, e tudo lhe prosperava. Morava na casa do seu senhor, o egípcio.3 
Seu senhor viu que o Senhor estava com ele e lhe fazia prosperar tudo o que empreendia.4 José conquistou a 
simpatia do seu senhor, que o empregou ao seu serviço, pondo-o à testa de sua casa e confiando-lhe todos os 
seus bens.5 Desde o momento em que José tomou o governo de sua casa e de todos os seus bens, o Senhor 
abençoou a casa do egípcio, por causa de José: a bênção do Senhor desceu sobre tudo o que lhe pertencia, na 
casa como nos campos.6 Ele entregou todos os seus negócios a José, sem mais se preocupar de coisa alguma, 
exceto do que se alimentava. Ora, José era belo de corpo e de rosto. 
 
José interpreta os sonhos do copeiro e do padeiro do faraó 
 
~ 36 ~ 
 
1 Depois disto, aconteceu que o copeiro e o padeiro do rei do Egito ofenderam o seu senhor.2 O faraó, 
encolerizado contra os seus dois oficiais, o copeiro-mor e o padeiro-mor,3 mandou-os encarcerar na casa do 
chefe da guarda, na prisão onde se encontrava detido José.4 O chefe da guarda associou-lhes José para os servir. 
Havia já um certo tempo que estavam detidos,5 quando os dois prisioneiros, o copeiro e o padeiro do rei do 
Egito, tiveram um sonho numa mesma noite, cada um o seu, com seu sentido particular.6 Quando José voltou 
junto deles no dia seguinte pela manhã, viu que estavam tristes.7 Perguntou então aos oficiais do faraó, detidos 
com ele na casa do seu senhor: ?Por que tendes hoje um ar sombrio??8 ?Tivemos um sonho, responderam; e não 
há ninguém para no-los interpretar.? ?Porventura, não pertence a Deus, replicou José, a interpretação dos 
sonhos? Rogo-vos que mos conteis.?9 E o copeiro-mor contou seu sonho a José: ?Em meu sonho, disse ele, vi 
uma cepa que estava diante de mim,10 e nesta cepa três varas, que pareciam brotar; saiu uma flor e seus cachos 
deram uvas maduras.11 Eu tinha na mão a taça do faraó; tomei as uvas e espremi-as na taça, que entreguei na 
mão do faraó.?12 José disse-lhe: ?Eis o significado do teu sonho: as três varas são três dias.13 Dentro de três dias, 
o faraó te reabilitará em tuas funções. Apresentarás ao faraó sua taça, como o fazias antes, quando eras seu 
copeiro.14 Quando fores feliz, lembra-te de mim e faze-me o favor de recomendar-me ao faraó, para que ele me 
tire desta prisão.15 Porque é por um rapto que fui tirado da terra dos hebreus, e aqui, igualmente, eu nada fiz 
para merecer a prisão.?16 O padeiro-mor, vendo que José tinha dado uma boa interpretação, disse-lhe: ?Eu 
também, em meu sonho, levava sobre minha cabeça três cestas de pão branco.17 Nada de cima, havia toda a 
sorte de manjares para o faraó; mas as aves do céu comiam-nas na cesta que estava sobre minha cabeça.?18 ?Eis, 
disse José, o que isto significa: as três cestas são três dias.19 Dentro de três dias, o faraó levantará a tua cabeça: 
ele te suspenderá numa forca, e as aves devorarão a tua carne.?20 No terceiro dia, celebrava-se o aniversário 
natalício do faraó, e ele ofereceu um banquete todo o seu pessoal. Ele levantou a cabeça do copeiro-mor, no 
meio de todos os seus servos:21 restabeleceu no seu cargo o copeiro-mor, que apresentou novamente a taça ao 
faraó,22 e mandou suspender no patíbulo o padeiro-mor, segundo a interpretação que José lhes havia dado.23 
Mas o copeiro-mor não pensou mais em José; esqueceu-o. 
Os sonhos do Faraó 
 
15 Este disse-lhe: ?Tive um sonho que ninguém pôde interpretar. Mas ouvi dizer de ti, que basta contar-te um 
sonho para que tu o expliques.?16 ?Não sou eu, respondeu José, mas é Deus quem dará ao faraó uma explicação 
favorável.?17 O faraó disse então a José: ?Em meu sonho, eu estava à margem do Nilo,18 e eis que do Nilo 
saíram sete vacas gordas e belas, que se puseram a pastar a verdura.19 E saíram em seguida sete outras vacas 
magras, feias e disformes, como jamais vi em todo o Egito.20 As vacas magras e feias devoraram as sete 
primeiras, as gordas,21 que entraram em seu ventre como se nada fossem, pois ficaram tão macilentas e feias 
como antes. Nesta altura despertei.22 E tive outro sonho: vi elevar-se de uma mesma haste sete espigas cheias e 
belas.23 Mas eis que sete outras espigas medíocres, finas e queimadas pelo vento do oriente, germinaram em 
seguida;24 e as espigas magras engoliram as sete belas espigas. Em vão contei tudo isto aos mágicos; nenhum 
deles pôde dar-me a explicação?. 
 
O discernimento de José aos sonhos do Faraó 
 
25 José disse ao faraó: ?O (duplo) sonho do faraó reduz-se a um só. Deus revelou ao faraó o que ele vai fazer.26 
As sete belas vacas são sete anos, e as sete belas espigas, igualmente, sete anos; o sonho é um só.27 As sete vacas 
magras e feias que saíram em seguida são também sete anos; e as sete espigas vazias e queimadas pelo vento do 
oriente serão sete anos de miséria.28 É como eu disse ao faraó: Deus lhe revela o que vai fazer.29 Haverá sete 
anos de grande abundância para todo o Egito.30 Virão em seguida sete anos de miséria que farão esquecer toda a 
abundância no Egito. A fome devastará o país.31 E a abundância do país não será mais notada, por causa da 
fome que se seguirá, porque será violenta.32 Se o sonho se repetiu duas vezes ao faraó, é que a coisa está bem 
decretada da parte de Deus, que vai apressar-se em executá-la.33 Agora, pois, escolha o rei um homem sábio e 
prudente para pô-lo à testa do país.34 Nomeie também o faraó administradores no país, que recolham a quinta 
parte das colheitas do Egito, durante os sete anos de abundância.35 Eles ajuntarão todos os produtos destes 
bons anos que vêm, e armazenarão o trigo nas cidades, à disposição do faraó como provisões a conservar.36 
Estes mantimentos formarão para o país uma reserva em previsão dos sete anos de fome que assolarão o Egito. 
Dessa forma o país não será arruinado pela fome.?37 Essas palavras agradaram o faraó e toda a sua gente.38? 
Poderíamos, disse-lhes ele, encontrar um homem que tenha, tanto como este, o espírito de Deus?? 
 
 
 
 
 
José é feito governador do Egito 
 
~ 37 ~ 
 
39 E disse em seguida a José: ? Pois que Deus te revelou tudo isto, não haverá ninguém tão prudente e tão sábio 
como tu.40 Tu mesmo serás posto à frente de toda a minha casa, e todo o meu povo obedecerá à tua palavra: só 
o trono me fará maior do que tu.?41 ?Vês, disse-lhe ainda, eis que te ponho à testa de todo o Egito.?42 E o faraó, 
tirando o anel de sua mão, pôs na mão de José; e o fez revestir-se de vestes de linho fino e meteu-lhe ao pescoço 
um colar de ouro.43 E, fazendo-o montar no segundo dos seus carros, mandou que se clamasse diante dele: 
?Ajoelhai-vos!? É assim que ele foi posto à frente de todo o Egito, 
 
 
Vamos refletir a ação de Deus na vida de José e em nossas vidas~ 38 ~ 
 
7º ENCONTRO | A LIBERTAÇÃO 
DO POVO DE DEUS 
- Antiga aliança – Páscoa Judaica 
Leitura: Segundo Livro da Bíblia: Livro do Êxodo, cap. 2.1-10; 3.1-8; 
12.1-14. 
 
Introdução 
 
Desejando que homem e mulher estivessem sempre na presença de 
Deus, o Senhor fez com eles uma Aliança de amor e amizade, 
prometendo a eles e a seus descendentes uma terra onde corria leite e 
mel. 
Essa promessa feita inicialmente a Abraão foi estendida aos seus 
descendentes, ou seja, a Isaac, Jacó e seus sucessores. 
É bom lembrar também que dos 12 filhos de Jacó, um deles, José que 
tinha o discernimento para desvendar os sonhos, foi vendido para 
mercadores que por sua vez o levou para o Egito. 
No Egito, José desenvolvendo suas habilidades, conseguiu conquistar a 
confiança do Faraó, que o tornou governador de todo o Egito. 
Tempos depois sobreveio uma grande fome em Israel, tendo o povo de 
Deus si refugiado no Egito para buscar alimento. No entanto, esse povo 
ficou 400 anos e tendo vindo ao Egito outro faraó a substituir os anteriores, este resolve impor um duro castigo 
ao povo de Israel para que eles não mais saíssem do Egito. (Ex. 1.8-22) 
Esse novo faraó começa a escravizar o povo de Deus, impondo-lhes pesados trabalhos e levando o povo a 
grandes sofrimentos. 
Para evitar que o povo hebreu crescesse ainda mais, o faraó determinou as parteiras que ao nascerem novos 
meninos, esses deveriam ser mortos, enquanto que as meninas poderiam viver. 
Diante dessa realidade, Deus escolhe Moisés que era um homem bom e que temia a Deus. Deus fez uma Aliança 
com Moisés para que este liberte o povo do Egito e o leve a antiga Terra prometida, ou seja, a Terra de Canaã. 
 
A história de Moisés 
Nasce um menino da Tribo de Levi. Durante algum tempo a mãe o 
esconde e, para evitar que ele morra, coloca-o numa cesta e o abandona 
no Rio Nilo. (Ex. 2, 3). Mas, salvo das águas, Moisés é educado no 
ambiente principesco e “iniciado em toda a sabedoria dos egípcios”. 
(At 7,22). 
Passaram-se anos..., mas, um dia Moisés, já adulto, foi visitar seus irmãos 
e viu os duros trabalhos que lhes eram impostos. Matou um egípcio e 
fugiu apavorado... (Ex. 2, 1-15). Moisés, com medo do faraó, foge para o 
deserto. Lá ele fica muitos anos como pastor nômade. 
 
A Vocação de Moisés 
No meio de seus rebanhos, o Anjo do Senhor manifestou-se a ele sob a forma de uma chama de fogo que 
brotava do meio de uma sarça... Deus o chamou: Moisés, Moisés! “Eis-me aqui!” (Ex. 3, 1-6). 
 
Moisés não vê Deus, mas ouve. Ele sabe que se encontra na presença de Deus. Moisés houve o pedido de Deus 
para libertar o povo de Israel do Egito. Depois de resistir ao pedido de Deus (Ex 3-11; Ex 4.1; Ex 4. 10 e 13). 
Após Deus pedir a Aarão para que vá com Aarão, Moisés aceita o desafio, e liberta o povo de Deus do Egito. A 
IDENTIDADE DE DEUS: EU SOU AQUELE QUE SOU (Ex. 3.14) É JAVÉ, o Deus de vossos 
pais...(Ex 3.15). 
 
Moisés diante do faraó 
Moisés, se aproxima do faraó e com autoridade e poder disse a ele que Deus Javé determinava que o Faraó 
liberte o povo, se não Deus mandaria pesados castigos a terra do Egito. O Rei não acredita e Deus envia ao faraó 
[VAMOS RECORDAR: DEVIDO 
AO GRANDE PERÍODO DE ESCASSEZ 
DE ALIMENTOS QUE TOMOU CONTA 
DE TODA A TERRA, VÁRIOS POVOS 
FORAM COMPRAR ALIMENTOS NO 
EGITO. OUTROS TAMBÉM FORAM 
MORAR LÁ, INCLUSIVE A FAMÍLIA DE 
JOSÉ. POR 400 ANOS, O POVO 
HEBREU E ISRAELITA MOROU NO 
EGITO, ATÉ QUE SUBIU AO TRONO 
EGIPÍCIO UM NOVO FARAÓ QUE NÃO 
CONHECIA A HISTÓRIA DE JOSÉ. O 
POVO DE DEUS FOI ESCRAVIZADO. 
VAMOS CONFERIR A SUA 
LIBERTAÇÃO.] 
~ 39 ~ 
 
e a todo o Egito 10 (dez) pragas (Ex.7,8,9,10,11). Deus testa a paciência do rei do Egito até que este resolve 
libertar o povo de Deus. 
 
Saída de Moisés do Egito 
Embora tendo Deus libertado o seu povo do Egito, o 
faraó ficou descontente, organizou sua guarda e foi atrás 
do povo de Deus até o Mar Vermelho. 
 
A páscoa no Antigo Testamento 
Para celebrar esse feito, ou seja, a libertação do povo do 
Egito, Deus determinou a Moisés que cada família 
preparasse um cordeiro, de preferência macho para ser 
comido assado e com pão, um sinal da NOVA ALIANÇA COM DEUS (Ex.12.1-11), e pediu que fizesse isso 
sempre, como sinal de lembrança, amor e respeito por tudo o que Deus fez ao seu povo e para recordar como 
Deus agiu poderosamente ao libertar o seu povo da escravidão. (Ex 12, 14). (Sl 104, 9-12). 
 
A travessia do Mar Vermelho 
Deus determinou a Moisés que levantasse o seu cajado quando chegasse próximo ao mar, para que as águas se 
abrissem ao meio, formando uma muralha a direita e outra a esquerda. Moisés obedeceu, o povo de Deus 
atravessou o mar vermelho e quando o exercito egípcio tentou atravessar, Moisés uso o seu cajado e as águas 
voltaram como antes e todo o exército do faraó morreu afogado. 
A passagem do Mar Vermelho registra o profundo amor de Deus pelo seu povo liberto da escravidão no Egito. 
 
Moisés organiza a celebração da vida 
No Sinai o Senhor disse a Moisés: "Haveis de fazer-me um santuário. Quero habitar no meio de vós". Moisés mandou 
então construir o Tabernáculo. Era feito de tábuas, com ricas coberturas. Quando os israelitas se punham em 
marcha, desmanchavam o Tabernáculo para o levarem com eles. O Tabernáculo tinha dois compartimentos: o 
santo e o santo dos santos. No santo dos santos, encontrava-se a arca da aliança. Na arca, guardavam-se as duas 
tábuas da Lei. [No santo, encontravam-se o altar dos perfumes, a mesa dos pães da proposição e o candeeiro de sete braços. No 
átrio, estava o altar dos holocaustos. Deus disse também a Moisés: "Aarão e seus filhos exercerão funções sacerdotais". 
Moisés estabeleceu seu irmão Aarão como sumo-sacerdote e designou para sacerdotes os filhos de Aarão e os seus descendentes. Os 
sacerdotes deviam oferecer os sacrifícios. Geralmente ofereciam animais, que se imolavam, sendo a carne consumida pelo fogo sobre o 
altar. Havia também sacrifícios incruentos. Celebravam-se três grandes festas: a Páscoa, em memória da saída do Egito; o 
Pentecostes, comemorando a promulgação da Lei ao pé do Sinai; e a dos Tabernáculos, para relembrar a peregrinação do povo 
através do deserto. Em todas as semanas, o sétimo dia ou sábado devia ser consagrado unicamente ao culto do Senhor.]2 
 
A Aliança de Deus com Moisés - Os dez mandamentos 
Para o seu povo liberto Deus concede-lhe uma Lei, ou seja, os 10 (dez) mandamentos (Ex. 20.1-21) que são leis 
que devem ser respeitadas por todos os homens e mulheres. Entretanto, o povo vivia desobedecendo a essas leis, 
vindo a adorar outros deuses que não a Deus Javé, despertando a ira do Deus verdadeiro. Deus considerava que 
o seu povo liberto era um povo de cabeça dura (Ex. 33.3-5), isto é a Vocação do Povo Liberto, ser um Reino 
de sacerdotes e uma Nação Consagrada (Ex. 19, 1-4). 
O povo liberto da escravidão era a família de Moisés. Igual a família de Moisés, a nossa também precisa ser 
liberta e tomar posse da Nova Terra. Essa Terra Nova da qual estamos em constante busca é o Reino de Deus. É 
o seu Plano de Amor, É fazer a vontade de Deus e nele encontrar a felicidade. 
No Egito, o povo vivia oprimido, amarrado com as armas da opressão. No dia a dia, nós também precisamos 
nos libertar da algemas de satanás, para encontrar em Cristo a liberdade de viver seu Plano de Amor. Um Plano 
sólido, Justo, amoroso e eficaz. 
 
No deserto o povo peca contra Deus 
Embora tenha Deus libertado o seu povo e determinado que Moisés o conduzisse de volta a Canaã, esse 
mesmo povo se voltou contra Deus porque não queria comer o maná que o Senhor dava diariamente, 
reclamando daquela comida. O povo pecou muito contra Deus e a ele foi imposto um julgo, ou seja, eles 
ficariam 40 (quarenta) anos vagando no deserto e somente os sucessores deles tomariam parte na nova terra. 
 
 
2
 Paróquia Santo Antonio Maria Claret. Iniciação I. 
~ 40 ~ 
 
A morte de Moisés 
Moisés morreu e Josué, umservo de Deus é encarregado de conduzir o povo a Canaã, antes, porém eles 
venceram a grande Muralha de Jericó e Deus deu a vitória para todos os sucessores do povo liberto do Egito, e 
estes pó sua vez, entraram na Terra Prometida, a terra de Canaã da Galileia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) O que levou Moisés a aceitar a proposta de Deus de resgatar o 
povo hebreu? 
2) Moises tinha alguma dificuldade que não lhe permitia aceitar a proposta de 
 Deus. Que dificuldades eram essas? 
3) Como crismando, quais são as suas dificuldades hoje que o impede 
de assumir uma proposta de Deus? 
4) Você é como Moises que ao estar diante de um desafio, começa a procurar dificuldades ou a impor situações 
para não aceitar a proposta? 
5) Como alguém que está se preparando para assumir definitivamente a Fé Católica Apostólica Romana, o que 
dizer dos desafios de Deus em nossas vidas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 41 ~ 
 
8º ENCONTRO | A ALIANÇA 
DE AMIZADE COM DEUS: OS 
10 MANDAMENTOS 
[DO 1º AO 3º MANDAMENTO] 
 
Leitura: 
Segundo Livro da Bíblia: Livro do Êxodo, capítulo: 20. 1-
21 
 
Introdução 
Neste encontro, vamos refletir sobre os seguintes 
mandamentos: 1º, 2º e 3º que estão relacionados uns aos 
outros 
 
O que são os 10 mandamentos? 
Os Mandamentos da Lei de DEUS são como instruções, sinais que DEUS coloca em nosso caminho, isto é, na 
nossa vida. Foi por amor que DEUS ajudou Moisés a organizar aquele povo escravo que estava no Egito, para 
libertá-lo da escravidão do Faraó. 
No dia em que Deus proclamou a lei dos Dez Mandamentos para o seu povo amado, Ele declarou primeiro o 
motivo e autoridade da nova lei. Pergunta-se: É qualquer um que pode decretar uma lei? Não! Mas 
somente aquele que tem autoridade para isso. Deus teria autoridade para decretar leis para todos os homens, pois 
ele é o Criador de todos. Mas, ao decretar os Dez Mandamentos, ele não invocou a sua autoridade como 
Criador. Ele não disse ao povo: “Eu sou o Criador que te dei existência e vida!” 
O que levou Deus a decretar os Dez Mandamentos não foi o fato de dele ser o Criador de todos, mas foi a sua 
vontade de ser o Libertador do seu povo. O que o levou a decretar a lei foi o “clamor do povo” (Ex.3,7-8), 
esse clamor foi o sofrimento vivido na Terra do Egito. 
O Criador, vendo o seu povo oprimido, resolveu ser Libertador. A libertação é a continuação da obra da 
criação! Libertando o povo do Egito, Deus conquistou um título de “propriedade pessoal” sobre ele (Ex.19,5). 
Conquistou o direito de poder declarar a sua vontade ao povo libertado. Este direito divino é a fonte 
permanente da autoridade da lei dos Dez Mandamentos. 
Os mandamentos são leis e decretos de Deus, por meio dos quais Deus manda que os homens e mulheres 
passem a agir de modo diferente daquele que antes vivia. 
 
Viver os mandamentos 
Viver os dez mandamentos é viver conforme os ensinamentos de Deus. É reconhecer nele o único Deus 
verdadeiro e que por isso Deus se identifica por meio de regras para que possamos ser felizes. 
 
MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS 
 
1º MANDAMENTO - AMAR A ADEUS SOBRE TODAS AS COISAS 
Amar a Deus é amar a nós mesmos, porque somos filhos de Deus. É também amar o próximo, mas na realidade, 
temos que amar a todos. Na medida em que amamos a Deus, aprendemos a perdoar. 
Meus amigos, Deus nos ama, por isso que ele resgatou os nossos antepassados (Israel) das mãos do faraó e 
sempre que o povo passava por dificuldades, ele mandava alguém para ajudar seu povo. 
Deus pede para que amemos ele sobre todas as coisas, que respeitemos o dia do Senhor, o domingo, e também, 
respeite a sua Igreja, guardando todos os dias santos e festas religiosas, a fim de que tenhamos um contato com 
Deus. 
Amar a Deus sobre todas as cosias é colocar Deus no primeiro lugar de nossas vidas. Logo, não podemos deixar 
Deus e buscar as ilusões do mundo. 
Nas fraquezas e fragilidades, Deus cuida de nós, pois ele está sempre por perto. Basta que oremos a ele, 
clamemos o seu amor e ele se manifestará. 
 
[VAMOS RECORDAR: QUERIDOS 
IRMÃOS EM CRISTO JESUS, APÓS TER 
APRENDIDO QUE DEUS RESGATOU 
SEU POVO DO EGITO E O LIBERTOU 
DA ESCRAVIDÃO DO FARAÓ, DEUS 
FEZ NO MONTE SINAI, UMA ALIANÇA 
DE AMOR COM SEU SERVO MOISÉS E 
TODO O ISRAEL, E LHES ENTREGOU 
OS 10 (DEZ) MANDAMENTOS. DE 
AGORA EM DIANTE VÃO VER COMO 
ISSO ACONTECEU.] 
~ 42 ~ 
 
 
A maior prova do amor de Deus 
A maior prova do amor de Deus, foi que ele deu seu próprio filho Jesus Cristo para a salvação da 
humanidade, como anuncia o apóstolo João: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe 
deu seu filho único, para que todo o que nele crer não pereça (mora), mas tenha a vida eterna”. (João 
3.16). Quando amamos Deus em primeiro lugar, não podemos deixar ele esperando na missa, não 
podemos nos esconder do frio ou da chuva, mas compreender que Deus é o Pai, que ele me quer 
bem e que está comigo. Por isso, não posso trocar Deus por nada. Se não posso trocar Deus por 
nada, também na posso trocar Jesus por nada, porque Jesus é Deus. 
 
2º MANDAMENTO - NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO 
O segundo mandamento regula o uso que fazemos do Santo nome de Deus. Não devemos proferi-lo 
abusadamente. Deus revela o seu Santo nome só àqueles que crêem nele. Com isso Ele estabelece uma relação de 
confiança e intimidade com seu povo. O uso indevido do nome de Deus é proibido pelo segundo mandamento e 
também o nome se Jesus Cristo, da virgem Maria, dos santos, etc.... As promessas feitas em nome do Senhor 
mostram a fidelidade, a veracidade e a honra contida nessas promessas. Devemos, pois, ser fiéis a elas e não 
cumpri-las é o mesmo que dizer que Deus é mentiroso. 
 
A blasfêmia 
A Blasfêmia consiste em usar palavras de ódio, ofensa, de desafio a Deus e de até mal dizê-lo. A sua proibição 
também é estendida às palavras contra a Igreja, os Santos, as coisas sagradas, etc. 
 
O juramento pelo nome de Deus 
O juramento é a invocação de Deus para ser testemunha daquilo que afirmamos. O cristão não pode fazer um 
juramento falso porque é contrário ao segundo mandamento. Fazendo isso ele está invocando a Deus para ser 
testemunha de sua mentira. 
Tomemos cuidado também para não jurarmos pelo Santo nome de Deus, como adverte Jesus no Sermão da 
Montanha, "Vocês ouviram também o que foi dito aos antigos: 'Não jure falso, mas cumpra seus 
juramentos para com o Senhor”. Eu, porém, lhes digo: “Não jurem de modo algum: nem pelo Céu 
porque é o trono de Deus; ... diga apenas 'Sim' guando é 'Sim' e 'Não' quando é 'Não'. O que você 
disser alem disso vem do maligno" (Mt. 5,33-34.37). 
 
 
3º MANDAMENTO - GUARDAR DOMINGOS E FESTAS 
 
O Domingo 
O domingo é, para os cristãos católicos, o primeiro dia de todos porque Jesus Cristo ressuscitou no Domingo, o 
que simboliza a primeira criação. Com a ressurreição relembramos a Nova Criação iniciado por Cristo. É a 
plenitude do Sábado porque nos anuncia o repouso Eterno em Deus. 
 
A celebração do domingo 
A celebração do Domingo é um culto prestado em honra ao Senhor e é visível, público e nos recorda a Antiga 
Aliança que Deus fez com seu povo. MISSA: Ao participar da celebração da Missa no Domingo, o cristão pode 
dar o seu testemunho na Santidade de Deus e na sua esperança de Salvação, bem como confirmar sua comunhão 
e fé. Pode-se também participar da missa no Sábado à tarde. 
 
Dispensa da missa 
A dispensa da missa é possível desde que o cristão esteja nas seguintes situações: doenças graves, 
cuidar de doentes, etc. PECADO GRAVE: Deixar de participar da missa se constitui falta e pecado 
grave. Assim como o Senhor trabalhou e depois descansou no sétimo dia, todos nós temos uma vida 
ritmada pelo trabalho e pelo repouso. 
 
~ 43 ~ 
 
O Domingo é o Dia do Senhor. O dia do Senhor porque ele foi santificado para que possamos desfrutar do 
laser a que temos direito nesse dia. Os cristãos se dedicam, neste dia às atividades relativas ao culto a Deus, ao 
repouso espiritual e corporal, ao relacionamentofamiliar, social e cultural com as outras pessoas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Estou amando a Deus sobre todas as coisas? 
2) Deus está em primeiro lugar em minha vida? 
3) Estou participando das missas aos domingos, durante a semana, nas festas da Igreja? 
4) Estou comungando Jesus Cristo eucarístico? 
5) Ao amar a Deus, sou capaz de amar também meu pai e minha mãe, meus irmãos e irmãs? E os 
professores, meu patrão, eu também tenho que amá-los? 
6) Estou amando a criação de Deus? 
7) Estou guardando as datas comemorativas da Igreja? 
8) Estou participando delas? Qual o significado das festas comemorativas da Igreja? 
9) É obrigação do Cristão participar delas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 44 ~ 
 
9º ENCONTRO | A ALIANÇA DE 
AMIZADE COM DEUS: OS 10 
MANDAMENTOS 
[DO 4º AO 10º MANDAMENTO] 
Leitura: Livro do Êxodo: Cap. 20-12 - Livro do Deuteronômio (Dt 
5.I6; Mc 7,8). 
4º MANDAMENTO: HONRAR PAI 
E MÃE 
 
Honrar pai e mãe é o quarto mandamento da Lei de Deus. Deus quer 
que todos os filhos encontre no pai e na mãe o rosto de Deus, por essa 
razão o Senhor enche de bênçãos os filhos que cumprem este mandamento afirmando: “Honra teu pai e tua 
mãe , como te mandou o Senhor, para que se prolonguem teus dias e prosperes na terra que te deu o 
Senhor teu Deus”.(Deuteronômio 5.16) 
Honrar é amar, respeitar e está atento a observância e obediência as ordens, ensinamentos dos pais para que 
crianças, adolescentes, jovens e adultos aprendam de seus pais o que é útil e agradável a Deus. 
A Carta de São Paulo aos Efésios ainda descreve: "Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, porque isso é 
justo. Este é o mandamento acompanhado de uma promessa: Honra teu pai e tua mãe, para que sejas 
feliz e tenhas longa vida sobre a terra" (Ef 6,1-3). De acordo com o quarto mandamento, Deus quis que, 
depois dele, honrássemos nossos pais e os que ele, para nosso bem, investiu de autoridade. 
A comunidade conjugal está fundada na aliança e no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão 
ordenados para o bem dos cônjuges (esposo e esposa), a procriação e a educação dos filhos. 
Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, justa obediência e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia de 
toda a vida familiar. 
 
O desamor, o desrespeito e a insensibilidade de alguns filhos 
Caros Crismandos, é possível verificarmos que em muitos casos, há jovens que não amam, não respeitam e ainda 
são insensíveis com os pais. 
Há falta de amor aos pais quando estes não se preocupam em respeitá-los, não cumprindo aquilo que os pais 
estabelecem em suas casas no dia a dia. 
A insensibilidade desses jovens está em achar que o que os pais aconselham são “coisas ultrapassados”, que 
são de épocas passadas e que o Pai e a Mãe estão velhos, ultrapassados e não são “jovens”. 
No memento dessa reflexão você deve está pensando isso mesmo. Pois é, cuidado!!!, não se deixe levar pelas 
ondas do mundo, da internet, por aquela mensagem do celular, do facebook, etc. 
Cuidado também, as novelas nos passam mensagem de uma realidade que não existe, mas de um mundo bom, 
maravilhoso e sem problemas, muitas vezes. 
Nas novelas, é comum os filhos responderem mal seus pais, afrontar, desrespeitar e desafiá-los. 
O filho que desafia seus pais, não ficará sem a resposta de Deus. Resposta esta que você não sabe, pois se você 
cometer essas práticas, cedo ou mais tarde, Deus levantará seu braço!!! Pense nisso. Mude de comportamento. 
Evite atrair para sua vida, com as mas ações, a ira de Deus, pois Deus é amor e quer que vivamos unidos para 
sempre. 
É preciso compreender que os pais querem o bem dos filhos. Eles os protegem, ainda que se possa pensar que a 
forma como eles nos quer proteger está ultrapassada, pois no mundo, muitos não respeitam os ensinamentos dos 
pais e isso é, em outras palavras, desrespeitar o 4º mandamento. 
Os pais são pessoas experientes, já tiveram muitos dissabores, sofreram e experimentaram situações que não 
querem que os filhos experimentem. 
Por isso, é preciso amá-los, ouvi-los e obedecê-los. 
 
[VAMOS RECORDAR: NO ENCONTRO 
ANTERIOR TIVEMOS A OPORTUNIDADE 
DE APRENDER QUE DEVEMOS AMAR A 
DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E QUE 
NINGUÉM PODE DIZER QUE AMA DEUS, 
SE ODEIA SEU IRÃO. HOJE VAMOS 
APRENDER QUE DEVEMOS AMAR, 
RESPEITRAR E HONRAR NOSSO PAIS E 
TAMBÉM, PORQUE DEVEMOS 
RESPEITAR A VIDA HUMANA, 
PRESERVANDO-A E QUE SOMENTE DEUS 
É O AUTOR DA VIDA.] 
~ 45 ~ 
 
O mandamento se dirige aos filhos 
O quarto mandamento se dirige aos filhos em suas relações com o seu pai e a sua mãe, por que essa relação é a 
mais universal. Diz respeito também às relações de parentesco. Manda prestar honra, afeição e reconhecimento 
aos avós e aos antepassados. 
Estende-se, enfim, aos deveres dos alunos com o seu professor, dos empregados com os seus patrões, dos 
subordinados para com os seus chefes, dos cidadãos para com a sua pátria e para com os que a administram ou a 
governam. (Catecismo: 2197) 
 
A família no plano de Deus 
Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e adotou-a de sua constituição fundamental. Seus 
membros são pessoas iguais em dignidade. Para o bem comum de seus membros e da sociedade, a família 
implica uma diversidade de responsabilidades, de direitos e deveres. (Catecismo: 2203) 
 
Direitos e deveres dos membros da família 
Numa família todos têm direitos e todos também têm deveres. Os pais trabalham. Muitas vezes pai e mãe 
trabalham fora do lar. 
Enquanto pais trabalham os filhos não podem ficar em casa perdendo o seu tempo na internet e nas redes 
sociais, exceto quando a internet for necessária para os trabalhos escolares. 
Dar uma olhada no facebook, no MSN não é nada de mais, mas ficar investindo o tempo nessas redes sociais, 
enquanto se tem a lição de casa para fazer, o inglês para estudar, a prova para estudar, em nada contribui para sua 
aprendizagem. E muitas vezes as notas baixas na escola é o reflexo da perda de tempo e da falta de preparo para 
as provas. Se você está agindo dessa forma, reflita e mude de atitude. 
Quando você ficar sozinho em casa cuidado com a internet, não fique olhando o que não deve (pornografia), se 
comunicando em salas de bate-papo ou até mesmo namoros virtuais. Isso é um risco. 
É conhecido inúmeros casos de namoros pela internet de adolescentes e jovens que foram seqüestrado e levado 
a seqüestro internacional (fora do Brasil) e em alguns casos, para a prostituição e até mesmo para a morte. 
Após a morte, o assassino tira os órgãos e os vende clandestinamente. O resultado é o desespero e o sofrimento 
dos pais, parentes e amigos. É isso que queremos???? 
Por essa razão, caros crismandos, observem e cumpram o que os seus pais vos pedem, como por exemplo: 
desligar o computador quando usado sem medida, desligar o chuveiro quando se está demorando no banho, ao 
sair da escola vir direto para casa, quando passar na casa do amigo (a), avisar com antecedência aos pais e 
cumprir o horário de retorno. 
Quando seus pais lhe pedir para fazer algo não faça cara feia, não chame ela ou ele de chata ou chato, eles 
querem o seu bem. Não pense que tudo deve ser de seu jeito ou que seus pais não querem seu bem. Muito pelo 
contrário!!! 
Por outro lado, um filho arrogante, cheio de si não encontra em Deus um olhar de doçura tão facilmente. 
Nunca mentir, sempre dizer a verdade. Nunca fazer as coisas às escondidas, pois cedo ou mais tarde, elas serão 
descobertas e você pode ser prejudicado e vir a sofrer. 
 
Vamos confirmar tudo isso lendo e meditando o Livro do Eclesiástico, capítulo 3.1.18. 
 
A Família cristã 
A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito 
Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai. Ela é chamada a partilhar da 
oração e do sacrifício de Cristo. A oração cotidiana e a leitura da Palavra de Deus fortificam nela a caridade. A 
família Cristã é evangelizadora e missionária. (Catecismo 2205) 
 
Deveresdos membros da família 
A Paternidade divina é a fonte da paternidade humana, é o fundamento da honra devida aos pais. O respeito dos 
filhos, menores ou adultos, pelo pai e pela mãe alimenta-se da afeição natural nascida do vínculo que os une e é 
exigido pelo preceito divino. (Catecismo 2214). 
Enquanto o filho viver na casa de seus pais, deve obedecer a toda a solicitação dos pais que vise ao seu bem ou a 
bem da família. “Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, pois isso é agradável ao Senhor.”(Colossenses 
3.20). 
 
CRESCIMENTO DOS FILHOS: Quando crescerem, os filhos continuarão a respeitar seus pais. Antecipar-
se-ão aos desejos deles, solicitarão de bom grado seus conselhos e aceitarão suas justas admoestações. 
 
~ 46 ~ 
 
A OBEDIÊNCIA: A obediência aos pais cessa com a emancipação dos filhos, mas o respeito, que sempre lhes 
é devido, não cessará de modo algum, pois (tal respeito) tem sua raiz no temor de Deus, um dos dons do 
Espírito Santo. (Catecismo 2217) 
 
AJUDAR OS PAIS: O quarto mandamento lembra aos filhos adultos suas responsabilidades para com os pais. 
Enquanto puderem, devem dar-lhes ajuda material e moral nos anos da velhice e durante o tempo de doença, de 
solidão ou de angústia. Jesus lembra este dever de reconhecimento. (Catecismo 2218) 
 
5º MANDAMENTO: NÃO MATAR 
Meus irmãos, o 5º mandamento é uma ordem de Deus para que ninguém tire a vida do outro e nem a própria 
vida, pois Deus deseja que todos tenham vida em plenitude. 
 
De acordo com a Doutrina da Igreja Católica, “A vida humana é sagrada porque desde sua origem ela encerra a ação 
criadora de Deus e permanece para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é o dono da vida, do começo 
ao fim; ninguém, em nenhuma circunstância, pode reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente". 
(Catecismo 2258) 
 
Desde os tempos mais antigos Deus quis que os homens preservassem a vida. A própria vida e a vida dos 
membros da família e de quem quer que ocupe a Terra. 
 
Relata as Sagradas Escrituras e os documentos da Igreja Católica: “O respeito à vida humana. A Escritura, no 
relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim, revela, desde o começo da história humana, a presença da cólera e da cobiça no 
homem, consequências do pecado original. O homem se tornou inimigo de seu semelhante.” Deus expressa a atrocidade deste 
fratricídio: "Que fizeste? Ouço o sangue de teu irmão, do solo, clamar por mim. Agora, és maldito e expulso do solo fértil que 
abriu a boca para receber de tua mão o sangue de teu irmão" (Gn 4,10-11). (Catecismo 2260) 
 
A Aliança entre Deus e a humanidade está cheia de lembranças do dom divino da vida humana e da violência 
assassina do homem: O Antigo Testamento sempre considerou o sangue como um sinal sagrado da vida. A 
necessidade deste ensinamento é para todos os tempos. (Catecismo 2259) 
 
Estamos proibidos de matar 
Toda a pessoa humana foi criada a imagem de Deus, de modo que não é permitido a ninguém tirar a vida de 
seu próximo. 
Quando matamos alguém, estamos na realidade matando o próprio Criador. 
É bom lembrar que ninguém pode amar a Deus e odiar o seu irmão, quando mais matá-lo, pois isto seria uma 
imensa mentira e uma afronta aos mandamentos de Deus. 
 
A Escritura determina com precisão a proibição do quinto mandamento: "Não matarás o inocente nem o 
justo" (Ex 23,7). O assassinato voluntário de um inocente é gravemente contrário à dignidade do ser humano, à 
regra de ouro e à santidade do Criador. A lei que o prescreve é universalmente válida, isto é, obriga a todos e a 
cada um, sempre e em toda parte. (Catecismo § 2261) 
 
 
A legítima defesa 
A legítima defesa das pessoas e das sociedades não é uma exceção à proibição de matar o inocente, que 
constitui o homicídio voluntário. "A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um é a conservação 
da própria vida, o outro é a morte do agressor. Só se quer o primeiro; o outro, não." (Catecismo 2263) 
A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um dever grave, para aquele que é responsável pela 
vida de outros. Preservar o bem comum da sociedade exige que o agressor seja impossibilitado de prejudicar a 
outrem. A este título os legítimos detentores da autoridade têm o direito de repelir pelas armas os agressores da 
comunidade civil pela qual são responsáveis. (Catecismo 2265) 
 
Meios de defesa da vida 
O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade 
de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for à única via praticável para defender eficazmente a vida 
humana contra o agressor injusto. Se os meios incruentos bastarem para defender as vidas humanas contra o 
~ 47 ~ 
 
agressor e para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses meios, porque 
correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais conformes à dignidade da pessoa 
humana. (Catecismo 2267) 
 
O homicídio voluntário 
O quinto mandamento proscreve como gravemente pecaminoso o homicídio direto e voluntário. O assassino e 
os que cooperam voluntariamente com o assassinato cometem um pecado que clama ao céu por vingança. 
(Catecismo 2268) 
 
O infanticídio 
O infanticídio, o fratricídio, o parricídio e o assassinato do cônjuge são crimes particularmente graves, devido aos 
laços naturais que rompem. Preocupações de eufemismo ou de higiene pública não podem justificar nenhum 
assassinato, mesmo a mando dos poderes públicos. 
 
O aborto 
O aborto, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de 
maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser 
humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser 
inocente à vida. (Catecismo 2270) 
 
 
Auxílio para matar 
A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de 
excomunhão este delito contra a vida humana. "Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em 
excomunhão “latae sententiae" "pelo próprio fato de cometer o delito" e nas condições previstas pelo Direito. Com isso, a 
Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo 
irreparável causado ao 'inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade. (Catecismo 2272). 
 
A EUTANÁSIA (MORTE DO ENFERMO OU DOENTE) Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida 
necessitam de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas, para levar uma vida 
tão normal quanto possível. (Catecismo 2276) 
 
O SUICÍDIO Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, que "lha deu e que dela é sempre o único e 
soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para honra dele e salvação de 
nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos 
dispor dela. (Catecismo 2280) 
 
 
6º MANDAMENTO: NÃO PECAR CONTRA A 
CASTIDADE 
O sexto mandamento é uma ordem de Deus para que o homem e a esposa respeitem a pessoa humana de seus 
esposos, respeitando a unidade e a integridade do matrimônio. 
 
Mas não é só, adultério significa em latina ad alterum torum que significa literalmente na cama de outro(a) que 
designava a prática da infidelidade conjugal. 
 
O homem ou a mulher pego em adultério se tornam infiéis não apenas em relação a ambos, mas especialmente 
em relação a Deus. 
A infidelidade no matrimônio fere o Plano de Amor Deus e conduz aquele que foi infiel a se afastar de Deus. 
 
A infidelidade conjugal conduz o pecador às trevas e torna refém de satanás, atrai para si a maldição e a desgraça. 
 
A infidelidade conjugal continuada caracteriza prostituição. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Latim
~ 48 ~ 
 
Castidade significa pureza no plano da dignidade da pessoa humana. Castidade do jovem, da jovem, sem 
qualquer ocupaçãode relações sexuais antes do casamento. Castidade em relação aos esposos significa que tanto 
o esposo quanto a esposa devem se manter íntegros um para o outro, sem a adesão a outra pessoa fora do 
relacionamento matrimonial. 
 
A castidade do jovem e da jovem requer também um auto-controle de suas paixões e das paixões do mundo, daí 
o entendimento de que devem se manter longe da pornografia, da masturbação, da formicação, das relações 
sexuais e desordenadas,em fim, for a de qualquer situação que macule (manche) a identidade do filho de Deus, 
que cada pessoa humana adquire com o batismo. 
 
A unidade no matrimônio 
Deus, no paraíso tudo fez para o homem. Deu-lhes poder para administrar e governar toda a criatura. Deus 
também criou a mulher para que fosse esposa de Adão, por isso que Deus disse: “Por isso o homem deixa o 
seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne”.(Gn. 2.24). 
 
O sexto mandamento é uma ordem de Deus para que o homem e a mulher não desrespeite as leis do 
matrimônio, pois uma vez casado (a), esposo e esposa não podem ter novos namorados e esposas fora do 
casamento, pois será uma violação as leis de Deus. A ordem de Deus é para viver em unidade, em harmonia, não 
em divisão e luxúrias. 
 
A sexualidade afeta os aspectos da união entre o corpo e a alma. É a capacidade de amar, a afetividade e 
procriação e, em geral, a aptidão de criar vínculos de união com os outros. Cada um deve aceitar e reconhecer a 
sua sexualidade. É muito importante para um casal a maneira como se vivem, como se doam mutuamente, como 
se apoiam mutuamente, como se completam. (Catecismo 2332). O respeito no casamento é o respeito às leis de 
Deus que não quer um casamento cheios de promiscuidade. 
 
A vocação na castidade pelo matrimônio 
A castidade consiste em aprender, a dominar a si mesmo, sendo uma alternativa bem clara: ou o homem 
comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa dominar por elas e se torna infeliz. A Dignidade do homem 
exige o seu livre arbítrio, ou seja, que ele possa agir simplesmente por força de um impulso interno cego ou 
estímulos externos. O homem alcança essa dignidade quando se liberta da escravidão de suas paixões e escolhe 
livremente o bem. 
A convivência de esposo e esposa no matrimônio também deve ser casto, isto é, ambos devem viver uma para o 
outro,de modo que prevaleça a unidade que Deus estabeleceu no início dos tempos com a criação do mundo. 
(Gn. 2.24-25). 
 
Obediência a Deus e a provação nas tentações 
Para ser fiel às promessas do Batismo e resistir às tentações devemos nos apegar à obediência, aos 
mandamentos divinos, à oração, às verdadeiras virtudes morais (= não se deixar levar pelas práticas 
despudoradas). Devemos tomar muito cuidado com o que se considera moral no mundo atual. Ex: venda de 
bebida alcóolica e cigarros a menores, programas que exploram a sensualidade do corpo, tanto de adultos 
quanto de crianças, etc. Esses poucos exemplos citados são considerados, mascaradamente, pela mídia, como 
virtudes morais. 
 
Formas de castidade 
A virtude da castidade é comandada pela virtude da temperança (= é o refrear dos desejos, principalmente os do 
gosto e do tato). O domínio de si mesmo é um processo muito demorado e que requer muita força de vontade. 
Deve ser retomado em todas as idades da vida. Isso deve ser ensinado desde cedo. Nas fases da infância e da 
adolescência esse processo se torna mais difícil exigindo um maior esforço da pessoa.A castidade é uma virtude 
moral e um Dom de Deus. O Espírito Santo nos concede o Dom de imitar a pureza de Cristo, através do 
Batismo. 
Há três formas da virtude da castidade: 1) a primeira dos esposos, 2) a segunda da viuvez e a 3) terceira da 
virgindade. Não se pode louvar uma delas sem excluir as outras. Os noivos são também convidados a viver a 
castidade conjugal que é a prova de fidelidade e respeito mútuo e de esperança de se receberem ambos da parte 
de Deus. Reservarão as manifestações de ternura específicas de amor conjugal para o tempo do casamento. 
 
~ 49 ~ 
 
Ofensas à castidade 
Há várias ofensas a castidade. São exemplos de ofensa a castidade: a luxúria, a masturbação, a formicação, a 
pornografia, a prostituição, o estupro, entre outros. 
a) A Luxúria: É um desejo desenfreado do prazer sexual quando é buscado para outras finalidades que não 
sejam a procriação e a união; 
b) A Masturbação: É excitação voluntária dos órgãos sexuais a fim de conseguir prazer sexual. É um ato 
extremamente egoísta e desordenado. Tal ato fere a ordem moral que se realiza num contexto de amor 
verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e procriação humana; 
c) A Fornicação: É o ato sexual ou a sexualidade entre as pessoas fora do casamento (adultério), E é gravemente 
contrário à castidade das pessoas. É um escândalo grave quando há corrupção de jovens; 
d) A Pornografia: É a utilização de cenas de sexo (reais ou simuladas), da intimidade dos parceiros, para exibi-
los a terceiros. A pornografia denigre o ato conjugal. Atenta gravemente contra a dignidade dos que o praticam, 
porque cada um se torna para o outro um objeto de prazer rudimentar; 
e) A Prostituição: Vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui, que fica reduzida ao um objeto de prazer 
sexual, que dela se obtêm. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo, mancha seu corpo, Templo do 
Espírito Santo. A prostituição é um ato pecaminoso, porém o estado de miséria e a chantagem podem atenuar a 
falta; 
f) O Estupro: É a penetração à força na intimidade sexual de uma pessoa. Fere gravemente a justiça e a caridade. 
Provoca um dano que pode marcar a vítima por toda a vida. É um ato extremamente mal. O que torna o estupro 
mais grave é o estupro cometido pelos pais. 
 
O adultério 
Mostra a infidelidade conjugal. Cristo condena o adultério mesmo de simples desejo. O sexto mandamento e o 
Novo Testamento prescrevem o adultério. Os profetas denunciam sua gravidade e vêem nele o pecado da 
idolatria. O adultério é uma injustiça. Cometendo o adultério ferimos o sinal da aliança que é o vínculo 
matrimonial, lesamos o direito do outro cônjuge e prejudicamos o casamento. O Adultério prejudica também o 
bem da geração da vida e dos filhos, que precisam da união estável dos pais. (Mat. 5.27-28) 
 
O divórcio 
O Senhor Jesus quis, por vontade do Criador, que o casamento fosse indissolúvel. Entre os batizados o 
casamento não pode ser dissolvido por nenhum poder humano, exceto pela morte.É uma ofensa grave à lei 
natural. Isso porque o divórcio rompe com o contrato consentido livremente pelos esposos de viverem um 
como o outro. Não se pode casar novamente, depois da primeira união matrimonial, porque quem resolve casar 
de novo passa encontrar-se em situação de adultério público e permanente. “Se o marido, depois de se separar de 
sua mulher, se aproximar de outra mulher, se torna adúltero, porque faz essa mulher cometer adultério; e a 
mulher que habita com ele é adúltera, porque atraiu a si o marido de outra”. S. Basílio. O divórcio acarreta 
vários problemas: para o cônjuge que fica abandonado; para os filhos, traumatizados com a separação dos pais, 
e muitas vezes disputados entre eles, e por seu contágio que o torna uma praga social. Quando um dos cônjuges 
é a vítima inocente do divórcio decidido por uma lei civil, ele não fere o preceito moral. Existe uma grande 
diferença entre o cônjuge que tentou ser fiel ao matrimônio e se vê injustamente abandonado e aquele que, por 
falta grave de sua parte, destrói um casamento canonicamente válido. 
 
7º MANDAMENTO: NÃO FURTAR 
Introdução 
 
O sétimo mandamento proíbe o roubo. O roubo é a usurpação de um bem de outrem contra a vontade 
razoável do proprietário. Toda a forma de apropriação e uso injusto dos bens de outrem é contrária ao sétimo 
mandamento. A injustiça cometida exige reparação. A justiça comutativa exige a restituição do bem roubado. 
 
Quem rouba as coisas alheias está sujeita também, na lei dos homens, a pena de prisão, quepode ser de 1 (um) a 
4 (quatro) anos, dependo das circunstância de cada furto ou roubo 
A lei moral, ou seja, de Deus, proíbe os atos que, visando a fins mercantis ou totalitários, conduzem à servidão 
dos seres humanos, à sua compra, venda e troca como mercadorias. O domínio concedido pelo Criador sobre os 
recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser separado do respeito às obrigações morais, 
inclusive para com as gerações futuras. 
 
~ 50 ~ 
 
8º MANDAMENTO: NÃO LEVANTAR FALSO 
TESTEMUNHO 
 
"Não levantarás falso testemunho contra teu próximo" (Ex 20,16). 
 
Os discípulos de Cristo "revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus na justiça e santidade da 
verdade" (Ef 4, 24). 
Ser verdadeiro e não falso 
A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostra-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da 
duplicidade, da simulação e da hipocrisia. O cristão não deve "se envergonhar de dar testemunho de Nosso 
Senhor" (2Tm 1,8) em atos e palavras. O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé. 
 
Não falsear a verdade 
Este mandamento proíbe falsear a verdade nas relações com os outros. Essa proibição moral decorre da vocação 
do povo santo a ser testemunha de seu Deus, que é e quer a verdade. O respeito à reputação e à honra das 
pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia. 
 
A mentira 
A mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar o próximo, que tem direito à verdade. Toda 
falta cometida contra a verdade exige reparação. A regra de ouro ajuda a discernir, nas situações concretas, se 
convém ou não revelar a verdade àquele que a pede. 
 
O sigilo sacramental 
"O sigilo sacramental é inviolável". Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidências prejudiciais 
a outros não devem ser divulgadas. A sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade 
e na justiça. E conveniente que se imponham moderação e disciplina no uso dos meios de comunicação social. 
As artes, mas, sobretudo a arte sacra, têm em vista, "por natureza, exprimir de alguma forma nas obras humanas 
a beleza infinita de Deus e procuram aumentar seu louvor e sua glória na medida em que não tiverem outro 
propósito senão o de contribuir poderosamente para encaminhar os corações humanos de Deus". 
 
9º MANDAMENTO: NÃO DESEJAR A MULHER DO 
PRÓXIMO 
 
Desejar a mulher do próximo é um pecado contra a dignidade da mulher 
 
Este pecado vai de encontro à cobiça, que neste caso, não é apenas a cobiça de bens materiais, mas também da 
pessoa da mulher. 
Este pecado se comete por meio do desejo de um homem de contrair com a mulher de outro uma relação de 
convivência que pode se dá por meio do namoro e até mesmo pela conjunção carnal. Da mesma forma e em 
igual identidade, se dá quando a mulher cobiça um homem, desejando com ele contrair desejos impuros, 
mantendo-o para si mediante relações carnais. 
Embora o nono mandamento informe “não desejar a mulher do próximo”, ele vale também para as mulheres 
que desejarem o homem da próxima, da sua oponente, do seu marido ou de quem quer que seja. 
Vale lembrar que este é um pecado que gera a impureza interior da pessoa, homem ou mulher, valendo lembrar 
as palavras de Cristo que afirma: “aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso o que mancha o homem. Porque é do 
coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falso testemunhos, as calúnias”. 
(Mt.15.18-20). 
Por isso caro crismando (a), nada de ficar pensando na mocinha, no mocinho, nada de ficar alimentando 
impurezas, maus desejos, más inclinações. Se em seu coração, você desejar a moça ou o moço, então já terá 
infringido o 9º mandamento e por essa razão deve confessar. 
O pecado é mais grave ainda se a mulher ou homem com quem alguém pensou pecar for alguém casado ou 
casada. 
~ 51 ~ 
 
Se pensares em contrair namoros ou situações contra a 
dignidade do casamento de ágüem, então ocorrerá o adultério 
que se constitui num pecado gravíssimo e leva a morte da alma. 
Sobre o adultério, afirma Jesus: “todo aquele que lançar um olhar de 
cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.” 
Não precisa consumar o adultério com a conjunção carnal, isto é as relações sexuais, pois este pecado já se 
completa com o simples desejo. 
 
10º MANDAMENTO: NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS 
 
Afirma a Palavra de Deus: "Não cobiçarás a casa de teu próximo; não cobiçarás a mulher de teu próximo, 
nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem a sua escrava, nem seu boi, nem o seu jumento, nem nada 
do que lhe pertence”. (Ex. 20,17). 
 
Disse Jesus: “Onde está teu tesouro, aí estará teu coração” (Mt. 6.21) e (Mt. 6.24-34). 
 
Jesus quer nos advertir que as preocupações exageradas nos tornam reféns das cosias do mundo, nos desviando 
da Palavra de Deus e de seus ensinamentos. É preciso compreender que se Deus é tudo em nossas vidas, nele 
devemos acreditar, se queremos algo e este algo é necessário para a satisfação de nossas necessidades, Deus 
providenciará o que precisamos. 
 
O décimo mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas e de seu poder. 
A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar é um vício 
capital. 
O batizado combate a inveja pela benevolência, a humildade e abandono nas mãos da Providencia divina. Os 
fiéis de Cristo "crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências" (Gl 5,24); são conduzidos pelo Espírito 
e seguem seus desejos. 
 
 
O desapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus. "Bem-aventurados os 
puros de coração". 
 
Eis o verdadeiro desejo do homem: "Quero ver a Deus". A sede de Deus é saciada pela água da Vida 
Eterna 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Estou respeitando meus pais? 
2) Consigo compreender os esforços de pai e mãe para me educar, dar de comer, vestir e educar? 
3) Meus pais meditam comigo o material de reflexão da crisma? Sim ou não? 
4) Sou obrigado a respeitar meus pais mesmo tendo se afastado do lar após o casamento? 
5) Ponha-se no lugar de seus pais: Se você fosse casado (a) e seu filho (a) lhe desrespeitasse, o que você faria? 
6) Quais são as formas de morte encontradas em nossa sociedade? 
7) Sou a favor ou contra o aborto? Se você viesse a engravidar ainda jovem, você abortaria? 
8) O que fazer para não engravidar quando se está jovem? 
9) Você conhece alguém que já abortou uma criança? 
10) O que você acha do abandono de crianças em sacos e latas de lixos? É uma forma de morte? 
 
~ 52 ~ 
 
11) Alguém pode está viva e morta ao mesmo tempo? Como isso é possível? Você conhece alguém nessas 
condições? Faça seu relato. 
12) O que vem a ser a sedução? Quais são as suas espécies? 
13) Sou fraco e por isso sou seduzido? Ou ao contrário, me deixo seduzir ou a sedução não é algo que dependa 
de minha vontade? 
14) Quando sou atraído pelos maus desejos e mas inclinações, o que faço? Qual a minha atitude? 
15) Diante da atração da moça ou do rapaz bonitos, o que faço? Dou trela? Envolvo-me? 
16) Estou ficando com alguém? Estou pegando alguém, ou alguém está me pegando? O que significa tudo isso a 
luz da Palavra de Deus? 
17) Você acha que é um copo descartável, que depois de usado (a) é jogado (a) fora? 
18) Quando você casar que tiver filhos (as), você irá querer que os outros usassem e abusem de seus filhos e 
filhas e depois os descartem? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 53 ~ 
 
10º ENCONTRO | JUIZES E 
REIS 
 
Leitura: Primeiro e Segundo Livro dos Reis 
 
Introdução 
Nessa terra prometida, eles começaram a viver com outros 
povos, às vezes mais fortes, mais poderosos do que eles. 
Começaram então a se afastar de Deus e a se comportar mal, 
aprendendo os costume ruins desses povos e a se esquecer 
dos mandamentos dados por Deus. 
Deus abandonou este povo que começou a ser roubado e 
explorado pelos filisteus que eram poderosos vizinhos. 
Passado algum tempo, Deus suscitouSansão (Jz. 13,16) para 
ser juiz. Deus deu-lhe poder e este com uma queixada de burro matou 1.000 (mil) filisteus. 
 
Juízes 
 
Após a morte de Josué e dos anciãos, veio uma situação anárquica, em que não havia obediência aos 
mandamentos divinos (Jz 2.12-15). E em consequência disso certas pessoas foram escolhidas por intervenção 
divina, para governarem a nação como juízes ou libertadores. Não tinham poder de fazer novas leis, mas 
somente o de julgarem em conformidade com a lei de Moisés. Havia neles, também o poder executivo, embora a 
sua jurisdição se estendesse somente algumas vezes a certa parte do país. Não tinha estipêndio estabelecido, mas 
o povo estava acostumado a levar-lhes presentes, ou oferendas. Esta forma de governo durou desde a morte de 
Josué até à escolha de Saul para ser rei, compreendendo um espaço de 460 anos. 
 
Samuel foi o mais notável dos juízes, parecendo que na última parte de sua vida ele se limitava a exercer 
principalmente a missão de profeta. Sendo Saul rei, finalizou a forma teocrática de governo (1Sm 8.7). A pessoa 
do juiz era considerada santa e sagrada, de modo que consultá-lo era o mesmo que “consultar a Deus” (Ex 
18.15). Era ele divinamente dirigido, não temendo então a face de ninguém. 
 
Além dos juízes supremos, havia anciãos da cidade, que constituíam um tribunal de justiça, com o poder de 
resolver pequenas causas da localidade (Dt 16.18). 
 
Juízes foram instrumentos eficazes de DEUS para manter acesa a fé do povo e não deixá-lo perder sua 
identidade de “povo de DEUS”. O livro dos juízes é a história de um povo mergulhado na História. Relata fatos 
situados ente 1200 e 1020 a.C.: a continuação da conquista da Terra Prometida e a vida das tribos até o início da 
monarquia. Trata-se de um tempo de “democracia” (Jz 21,25) e cheio de dificuldades. As tribos são governadas 
por chefes que têm um cargo vitalício (juizes menores); nos momentos de grande dificuldade surgem chefes 
carismáticos (juizes maiores), que unem e lideram as tribos na luta contra os inimigos.3 
 
 
Os principais juízes foram quinze 
 
1- Otniel (Jz 3.9) – De Judá, livrou a Israel do rei da mesopotâmia; 2- Eúde (Jz 3.15) – Expulsou os amonitas e 
os moabitas; 3- Sangar (Jz 3.31) – Matou 600 filisteus e salvou a Israel; 4- Débora (Jz 4.5) – Associada a Baraque, 
guiando a Naftali e Zebulom à vitória contra os cananeus; 5- Gideão (Jz 6.36) – Expulsou os midianitas do 
território de Israel; 6- Abimeleque (Jz 9.1) – Pseudo libertador sem autoridade divina; 7- Tola (Jz 10.1) – 
Subjugou os amonitas; 8- Jair (Jz 10.3) – Subjugou os amonitas; 9- Jefté (Jz 11.11) – Subjugou os amonitas; 10- 
Ibsã (Jz 12.8) – Perseguiu os filisteus; 11- Elom (Jz 12.11) – Perseguiu os filisteus; 12- Abdom (Jz 12.13) – 
Perseguiu os filisteus; 13- Sansão (jz 16.30) – Perseguiu os filisteus; 14- Eli (1Sm 4.18) – Julgou a Israel como 
sumo sacerdote; 
15- Samuel (1Sm 7.15) – Agiu principalmente como profeta. 
 
3
 Paróquia Jesus Sacramentado. Padre Nivaldo Alves dos anjos. O Pároco Maria auxiliadora. 
[VAMOS REFLETIR: O POVO DA BÍBLIA 
APÓS RECEBER OS DEZ MANDAMENTOS 
SE TORNOU UM POVO FORTE E 
CONSEGUIRAM COMO MOISÉS HAVIA 
PROMETIDO, CHEGAR A TERRA 
PROMETIDA. TODAVIA, NESSA TERRA 
PROMETIDA COMEÇARAM A 
CONTRARIAR A VONTADE DEUS E 
PASSARAM A EXIGIR DE SAMUEL QUE 
LHES DESSE UM REI. ] 
~ 54 ~ 
 
 
Reis 
O Povo de Israel, vendo que os outros povos tinham um Rei que mandava sobre eles, desejou também ter um 
Rei. Havia um homem muito bom, considerado um santo, e o povo lhe pediu que escolhesse um rei. Samuel 
rezou a Deus e Deus então disse a Samuel que o verdadeiro Deus era o Deus Criador do Céu e da Terra, mas o 
povo rejeitou e pediu um rei para que governasse sobre eles. 
Por ordem de Deus, Samuel nomeou um rei que lhes impôs as regras, este povo foi escravizado e levado para a 
babilônia porque não ouviram a voz de Deus. 
No entanto, Deus nunca abandonou seu povo e para libertar o povo do sofrimento e da escravidão, Deus 
suscitou profetas (Livro de Samuel, 8-7). 
 
Principais reis de Israel 
REI SAUL: Os principais reis de Israel foram Saul, Davi e Salomão. O REINADO DE SAUL: No inicio de 
seu governo, os amonitas, comandado por Naas, iniciaram o cerco a cidade de Jabes. Saul convocou todo o reino 
de Israel e venceu os amonitas. Saul, então, entrou em guerra contra os filisteus. Como os hebreus não tinham o 
domíno da metalurgica, foram obrigados a lutar com equipamentos agricolas. Saul e seu filho conseguiram 
importantes vitórias militares sobre os filisteus o que garantiu ao povo de Israel um período pacífico. Saul 
combateu Moab, Edom, Soba e os amalecitas. Mas a constante ameaça dos filisteus, os desentendimentos entre 
as tribos e a imaturidade de Saul fadaram seu reinado ao fracasso. Saul em sua arrogância teria usurpado funções 
sacerdotais e violado as leis de Moisés quanto aos aspectos de guerra. 
 
REI DAVI: Depois da morte de Saul, Davi governou a tribo de Judá, enquanto o filho de Saul, Isboset, 
governou o resto de Israel. Davi foi escolhido o rei de toda Israel e seu reinado marca uma mudança na realidade 
dos judeus. Ele transferiu a capital de Hebron para Jerusalém, após 
conquistá-la, pois esta não tinha nenhuma lealdade tribal anterior, e tornou-
a o centro religioso dos israelitas, trazendo consigo a Arca Sagrada (seu 
mais sagrado objeto). Ele é tradicionalmente visto como o autor do livro 
dos Salmos, mas apenas uma parte é considerada seu trabalho. 
 
A história do Rei Davi, um homem corajoso. 
Caros Crismandos, vamos acompanhar a história do Rei Davi na Bíblia, no 
Livro do Profeta Samuel (Sm. 17,26-54 ). 
Nas colinas de Belém um jovem cuida dos rebanhos de seu pai Jessé. É 
Davi, e ele leva a sério tudo o que faz. Certa vez lutou contra um leão que 
ameaçava o seu rebanho. Em outra ocasião, matou um urso.4 
Os filisteus e os israelitas estavam prontos para a guerra. Os filisteus 
estavam em uma colina e os israelitas em outra. 
 
REI SALOMÃO: O direito de Salomão ao trono é assegurado mediante ação decidida de sua mãe, do Sumo 
Sacerdote Zadoque e do profeta Natã, com aprovação do idoso Rei David. Logo que se tornou rei, Salomão 
eliminou todos os conspiradores e consolidou o seu reinado.Diferente de seu pai, Salomão não se tornou num 
líder guerreiro, e isso, não foi preciso. Soube manter a grande extensão territorial que herdara de seu pai. 
Mostrou, de acordo com a tradição judaica cristã, ser um grande governante e um juiz justo e imparcial. Soube 
habilmente desenvolver o comércio externo e da indústria, as relações diplomáticas com países vizinhos, o que 
levou a um progresso considerável das cidades israelitas. (1 Reis. 3.1-28) 
 
 
 
 
 
 
 
4
 Paróquia 
Santo Antonio Maria Claret. Catequese. Iniciação I, p. 72. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amonitas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Moab
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edom
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mois%C3%A9s
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tribo_de_Jud%C3%A1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Isboset
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hebron
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerusal%C3%A9m
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arca_Sagrada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Salmos
~ 55 ~ 
 
11ºENCONTRO | OS 
PROFETAS 
 
- Anunciadores do Reino - 
 
Introdução 
 
Profetas são pessoas simples que não tem medo de dizer a 
verdade. Eles anunciam a Palavra de Deus e denunciam as 
injustiças. Denuncia tudo aquilo que está acontecendo de errado 
no mundo e diz ao povo o que é preciso fazer para se converter a 
Deus. Os profetas são homens e mulheres fieis a projeto de Deus, 
fiéis aos 10 (dez) mandamentos. 
 
Profetas são homens e mulheres chamados por Deus para 
transmitir a mensagem de Deus ao povo. Eles são membros do 
povo, que participam do dia a dia do povo, conhecem os 
problemas e a realidade do povo, sabe do que o povo precisa. 
 
Os profetas denunciam as injustiças e anunciam o amorde Deus 
por seu povo. 
Hoje falaremos de alguns profetas que estão na Bíblia e cada um tem um livro que conta sua missão. Vamos ler 
um trecho do livro do profeta Amós: Am. 3. 4,1 (ler todo o capitulo 3 e versículo 1 do cap. 4 ). Amós 
denunciava a injustiça que havia na sociedade daquela época, será que hoje há injustiças em 
nosso meio? 
De revistas e jornais, tirem reportagens que falam das injustiças que acontecem hoje em 
nossa sociedade. 
 
Os Profetas da Bíblia: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e Jonas 
 
Mais do que homens possuidores de dons extraordinários, os profetas do Antigo 
Testamento são exemplo de amor a Deus e ao próximo. Mas que ninguém se engane: 
eles não eram perfeitos. Assim como qualquer um de nós, também sentiam medo, 
passavam por momentos de dúvida e desconsolo... Porém, a fidelidade à sua vocação 
era maior que tudo e os impulsionava a perseverar. É o que testemunha Jeremias, que 
chegou a pensar em desistir de sua missão: "E, a mim mesmo, eu disse: Não mais o 
mencionarei e nem falarei em seu nome. Mas em meu seio havia um fogo devorador que se me 
encerrara nos ossos. Esgotei-me em refreá-lo, e não o consegui"5 (Jer. 20:9). 
 
Isaías 
 
Era descendente de Davi. Por sua clareza ao falar de Jesus, mais parece Evangelista que profeta. Uma de suas 
principais profecias é a referente à virgindade de Nossa Senhora: "Um virgem conceberá e dará à luz um filho, e 
seu nome será Emanuel" (Emanuel, significa "Deus conosco"). 
 
 
É o profeta mais citado no Novo Testamento. São João Batista, o precursor do Messias, identifica-se com "a voz 
que clama no deserto" e menciona textualmente o capitulo 40: "Preparei o caminho do Senhor, endireitai na 
solidão as veredas de nosso Deus". E o próprio Jesus aplicou a si mesmo suas profecias, quando, por exemplo, 
se apresenta como o Bom Pastor: "Ele apascentará como um pastor o seu rebanho: nos seus braços recolherá os 
cordeiros" (Is 40, 11). 
Vejamos o grau de exatidão e de profundidade do capítulo 53. "Ele não tem beleza, nem formosura, e vimo-lo e 
não tinha parecença do que era, e por isso não fizemos caso dele. Ele era desprezado e o último dos homens, um 
 
5
 Associação Cultural e Artística Nossa Senhora das Graças, In http://www.arnsg.org.br/artigo/21275/Os-Profetas-da-
Biblia--Isaias--Jeremias--Ezequiel--Daniel-e-Jonas.html. Acesso: Dia 25-02-2015, às 06:00h 
[VAMOS REFLETIR: OS PROFETAS 
ERAM SERVOS DE DEUS, ESCOLHIDOS 
PELO SENHOR PARA ANUNCIAR A 
VIONTADE DE DEUS E DENUNCIAR AS 
INJUSTIÇA. ELES REVELAVAM A 
VONTADE DO SENHOR PARA O POVO 
DE ISRAEL. TODAS AS VEZES QUE 
OCORRIA SITUAÇÕES QUE 
DESAGRADAVAM A DEUS ERA 
ENVIADO O PROFETA PARA ALERTAR 
OS REIS E O POVO DE QUE 
DETERMINADAS CONDUTAS 
CONTRARIAVA A OS PRECEITOS DE 
DEUS. VAMOS CONFERIR.] 
http://www.arnsg.org.br/artigo/21275/Os-Profetas-da-Biblia--Isaias--Jeremias--Ezequiel--Daniel-e-Jonas.html
http://www.arnsg.org.br/artigo/21275/Os-Profetas-da-Biblia--Isaias--Jeremias--Ezequiel--Daniel-e-Jonas.html
~ 56 ~ 
 
homem de dores e experimentado nos sofrimentos; e o seu rosto estava encoberto; era desprezado, e por isso 
nenhum caso fizeram dele. 
 
Verdadeiramente, ele foi o que tomou sobre si nossas fraquezas (e pecados), ele mesmo carregou as nossas 
dores; e nós o reputamos como um leproso e como um homem ferido por Deus e humilhado. Mas foi ferido por 
causa das nossas iniquidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz 
caiu sobre ele, e nós fomos sarados com as suas pisaduras. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas, cada 
um se extraviou por seu caminho; e o Senhor carregou sobre ele a iniquidade de todos nós. 
Foi oferecido (em sacrifício), porque ele mesmo quis, e não abriu a sua boca; como uma ovelha que é levada ao 
matadouro, e como um cordeiro diante do que o tosquia, guardou silêncio e não abriu sequer a boca" (....) 
"entregou a sua vida à morte, e foi posto no número dos malfeitores, e tomou sobre si os pecados de muitos, e 
intercedeu pelos pecadores". Escrita com cerca de 700 anos de antecedência, realmente, encontra-se ai a fiel 
narrativa da paixão de Cristo. 
 
Jeremias 
 
Profetizou cerca de 550 anos a.C., em que deplora a destruição do templo de Jerusalém e a ruína da cidade. Seus 
gemidos e dores são figuras dos de Jesus: "Oh vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor 
semelhante à minha dor". (Lm 1, 12) 
 
Ezequiel 
 
Foi cativo na Babilônia, profetizou, aproximadamente, entre os anos 592 e 570 a.C. Suas profecias são muito 
obscuras. São Jerônimo considerou-o difícil). Predisse o castigo do povo hebreu e sua libertação da Babilônia, 
como, também, a vinda do Messias. 
 
"Eis que eu mesmo irei buscar as minhas ovelhas e as visitarei. Assim com um pastor visita o seu rebanho no dia 
que se acha no meio das suas ovelhas (depois que andaram) desgarradas, assim eu visitarei as minhas ovelhas e as 
livrarei de todos os lugares por onde tinham andado dispersas no dia nublado e de escuridão" 
 
Daniel 
 
Era descendente de Davi. Jovem ainda, foi levado cativo para a Babilônia, por Nabucodonosor, que, 
impressionado pelo talento e sabedoria que ele demonstrou, tomou-o a seu serviço. No capitulo 3 de suas 
profecias, conta o episódio dos três hebreus lançados na fornalha, por aquele rei. 
 
No capítulo 5 narra o festim de Baltasar, em que ele próprio interpretou a misteriosa inscrição gravada na parede 
(Mane, Técel, Fáres, isto é, Contado, Pesado e Dividido). É, também, o principal personagem na bela história de 
Suzana, em que a livra de seus malfeitores (Cap. 13). 
 
Por duas vezes foi, milagrosamente, salvo na cova dos leões (Cap. 6 e 14). Contudo, a sua maior importância está 
no capítulo 9, 24: "Setenta semanas (de anos) foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa a fim 
de que a prevaricação se consume e o pecado tenha o seu fim, e a iniquidade se apague e a justiça eterna seja 
trazida, e as visões e profecias se cumpram, e o Santo dos santos seja ungido". 
 
De fato, contando-se setenta semanas de anos, ou seja, 490 anos (7 X 70 = 490 - "de anos": 490 anos), a partir da 
época em que Daniel fez esta profecia, chega-se a cerca do ano 33 de nossa era, data da morte de Jesus, data em 
que o Santo dos santos foi ungido - como Sacerdote e Vítima - , data em que as visões e profecias se cumpriram, 
a justiça eterna foi apaziguada, a iniquidade, o pecado e prevaricação atingiram o auge, sendo, ao mesmo tempo, 
vencidos pelo Sangue Redentor. 
Além dos profetas maiores, há, ainda, outros doze, chamados menores, dentre os quais destaca-se Jonas que, 
engolido por um peixe, durante três dias, permaneceu vivo em seu ventre, sendo, por isso, figura de Jesus 
(ressuscitado depois de três dias no sepulcro). "Clamei desde o ventre do sepulcro e tu ouviste a minha voz" (Jn 
2, 3). 
Os profetas não são adivinhos 
Os profetas: a) Não eram pessoas que ficavam tentando adivinhar o futuro; b) Profetas eram aqueles que falavam 
em nome de Deus, dizendo o que estava errado e como o povo devia viver para cumprir a aliança que tinha feito 
com Deus; c) Profetas eram pessoas que viviam de acordo com os Mandamentos. Eram chamados por Deus 
para cumprir a missão de defensores da justiça e da fraternidade (AM. 8.4-7), etc.] 
 
~ 57 ~ 
 
A história do profeta Elias – um profeta terrível 
O próprio nome Elias, que significa "Yahweh é Deus" ou "Yahweh é meu Deus", já expressa seu caráter e sua 
função na história bíblica. Ele foi um campeão do monoteísmo de Yahweh. É ele quem mantém a fé em Yahweh 
entre o povo e quem luta com vigor pelos Seus direitos. Sua árdua luta contra todo sincretismo religioso faz 
deste profeta, que "surgiu como fogo e cuja palavra queimava como uma tocha", uma figura de primeira linha na 
sucessão das duas Alianças. Enquanto o livro do Eclesiástico (48,1-11) canta suas glórias, os livros dos Reis nos 
contam sua vida de forma ampla. Nesta narração distinguem-se dois ciclos:"o ciclo de Elias" (1Rs 17 - 2Rs 1,18), 
que se centra na atividade do profeta, e o "ciclo de Eliseu" (2Rs 2-13), que começa com o arrebatamento de 
Elias, momento em que Eliseu o sucede. 
 
Os maiores profetas foram: 
Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Eles deixaram muitos ensinamentos sobre a Palavra de Deus. 
 
Os profetas menores foram: 
Baruc, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Habaruc, Sononias, Ageu, Zacarias e Malaquias. 
São chamados menores porque deixaram poucos escritos. 
 
Falsos profetas 
 
São aqueles que falam em seu próprio nome, sem terem sido enviados por Deus (Jr. 14.14-14s; Jr. 23, 16: 27-15). 
São aqueles que seguem a própria vontade (Ez. 13.3). Atualmente, existem vários falsos profetas. São pessoas 
que se dizem inspiradas por Deus. Elas abrem Igrejas, até mesmo em garagens de suas casas para pregar a 
Palavra de Deus, porém não foram enviadas por autoridades constituídas por Deus, que na Igreja Católica é o 
sacerdote, o Bispo, os Cardeais e o Papa. Muitas vezes, eles enganam o povo e acabam por sugar todo o dinheiro 
do povo, vendendo a ideia de que a prosperidade ocorre em nossas vidas quando somos capazes de doar tudo o 
que temos. 
 
 
Nos dias de hoje, há falsos profetas. São eles: 
 
a) Pessoas que se infiltram (penetram) na sociedade para se promoverem; 
b) Essas pessoas são famosas por aquilo que ocupam o representam na sociedade; 
c) Eles são: Paulo Coelho; Zibia Gaspareto; 
d) Pastores de Igrejas que não estão preocupados em salvar as alma, mas em salvar sua condição de 
vida; 
e) Há políticos também que são falsos, porquanto eles vendem a imagem de bonzinhos, mas quando 
chegam no poder são verdadeiros lobos ferozes. Cuidado. 
 
Ter atitudes de profetas 
Procurar todos os dias ter atitudes de profeta, porque o Cristão deve ser um projeta; dizer aos outros o que está 
certo e o que está errado; de acordo com o que estamos refletindo nos encontros; não ter medo de zombarias, 
porque estamos com Deus, amamos a Deus e estamos fazendo a sua vontade. 
Jesus Cristo é o profeta dos profetas. Sendo ele filho de Deus, ele é maravilhoso, é o Conselheiro Admirável, 
Deus Forte e Príncipe da Paz (Isaias 9.6). 
 
 
 
 
1) Existem profecias? Elas se cumprem? 
2) Profeta é coisa do passado? 
3) Em sua opinião quem são os profetas de hoje? 
4) Nos dias de hoje há falsos profetas? 
5) O que eles pregam? 
6) Você concorda com o que eles pregam? 
~ 58 ~ 
 
 
 
12ºENCONTRO| RESUMÃO 
 
Caros crismandos, nesse encontro vamos resumir nossa 
trajetória até aqui. Vamos refletir a ação de Deus na história de 
seu povo, desde o jardim do éden até o nascimento de Jesus. 
Essa tarefa não é simples, mas vamos procurar lembrar de 
muitas reflexões que fizemos até o presente momento. Vamos 
lá. 
A lista cronológica abaixo foi adaptada a partir de The Chronological Bible. O propósito é ajudar você 
a "enxergar" a ordem dos maiores eventos da Bíblia e das pessoas envolvidas. As datas são 
questionadas aqui e ali, mas, o objetivo principal é servir como uma referência no tempo. 
A pré-existência de Cristo Jo 1:1 
Da Criação ao Dilúvio 
Criação Gn 1:1 
Satanás expulso do céu Is 14:12-17 
Seis dias da criação Gn 1:3-26 
Jardim do Édem Gn 2:8-17 
Queda de Adão e Eva Gn 3:1-7 
Expulsão do Édem Gn 3:21-24 
Caim mata Abel Gn 4 
Nascimento de Noé Gn 5:28-29 
O Dilúvio Gn 7:10:24 
A Torre de Babel Gn 11 
Do Dilúvio aos 
Patriarcas 
Nascimento de Abrão (Abraão) Gn 11:27 
Jó Jó 1 
Abrão torna-se Abraão Gn 17 
Nascimento de Isaque, Jacó e José Gn 21-30 
José é vendido como escravo no Egito Gn 37:28 
Dos Patriarcas até o 
Êxodo 
1606 - 1462 a.C. 
Fome e ida dos Hebreus para o Egito Gn 41 
A população de hebreus cresce Gn 47:27 
A Escravidão e Opressão do povo Ex 8 
Nascimento de Moisés Gn 21-30 
A pragas contra o Egito Ex 7-11 O Êxodo para Canaã 
[VAMOR RECORDAR O CONTEÚDO: 
CAROS CRISMANDOS, ANTES DE 
ENTRARMOS NO NOVO 
TESTAMENTO, VAMOS FAZER UMA 
BREVE REVISÃO DO APRENDIZADO 
ATÉ AQUI.] 
~ 59 ~ 
 
Os Hebreus são libertos e depois perseguidos Ex 12 (Ex 13 - Nm 21) 
1462 - 1065 a.C. Atravessando o Mar Vermelho Ex 13-15 
Recebendo os 10 Mandamentos Ex 20 
Israel vagueia pelo deserto por 40 anos Nm 14 
A conquista e a divisão de Canaã Js 6-12 Canaã até o reinado de 
Saul 
(Js 1 - 1 Sm 8) 
1422 - 1065 a.C. 
Israel torna-se uma nação 1200-750 a.C. 
Nascimento de Sansão Jz 13 
Saul torna-se o primeiro rei 1 Sm 9 
Davi mata Golias 1 Sm 17 
O reinado de Davi 
2 Sm 5 - 1 Rs 2 
1025 - 985 a.C 
Davi torna-se rei 2 Sm 5 
Davi com Bateseba 2 Sm 11 
A rebelião de Absalão 2 Sm 12 
Davi prepara os materiais para o templo 1 Cr 22 
Salomão torna-se rei 1 Rs 1 
O reinado de Salomão 
1 Rs 2 - 1 Rs 11 
985 - 945 a.C. 
Salomão pede a Deus sabedoria 1 Rs 3 
A construção do Templo 1 Rs 6 
Declínio de Salomão 1 Rs 11 
A nação de Israel divide-se em duas: Judá ao Sul e Israel ao Norte. Neste 
período há uma sucessão de reis. Muitos eram maus, uns poucos eram 
louvados. Durante este tempo Elias realizou seu ministério. Jonas pregou em 
Nínive. Roma foi fundada. O templo foi restaurado. 
 
O Reino Dividido 
(Israel e Judá) de 
Salomão à Queda de 
Israel 
945 - 721 a.C. 
 
Israel e Judá caem ante potências estrangeiras. Profecias de Miquéias. 
Martírio de Isaías. Nascimento de Jeremias. Nascimento de Daniel. Profecias 
de Zacarias. Nascimento de Ezequiel. Pregação de Jeremias. 
A Queda de Israel e a 
Queda de Judá 
2 Rs 16; Is 21 
721 - 586 a.C. 
 
 
 
 
 
 
~ 60 ~ 
 
13º ENCONTRO | O NOVO 
TESTAMENTO 
- Jesus, a nova e eterna aliança - 
Leituras: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João 
 
Introdução 
Embora tenha Deus organizado sua criação é fato que o homem se 
perturbou diante do fato de não puder comer do fruto da árvore que 
estava no meio do jardim. Homem e mulher desconfiaram de Deus, 
foram seduzidos e induzidos pela serpente (satanás), vindo a desrespeitar 
o Plano de Amor de Deus. 
 
Esse desrespeito provocou a queda, isto é a ruína da pessoa humana, 
passando ela a viver num mundo hostil, onde todos passaram a 
desrespeitar os outros e a sujeitar-se por meio da opressão e pela 
escravidão. 
 
A pessoa humana conheceu o pecado e suas consequências, mas mesmo 
assim Deus sempre se preocupou com o homem e buscou resgatá-lo da 
condição de pecador. 
 
Nós acompanhamos a partir de Abraão a luta de Deus para resgatar o 
homem de todo o pecado, devolvendo-lhe as maravilhas do Paraíso, mas 
esse trabalho se mostra muito difícil, tendo o Senhor que escolher 
pessoas que pudessem lhe ajudar nessa empreitada, que conhecemos por 
Salvação. 
As pessoas foram perseguidas pelos reis estrangeiros e muitas vezes pelas próprias pessoas a quem Deus confiou 
à administração do povo, vide o caso do Rei Saul. 
 
Constantemente, o povo pecava e Deus enviava alguém par anunciar sua palavra. Houve muito capricho do 
povo que de tempos em tempos reclamava de Deus Javé. 
 
Deus, mesmo sendo amor e misericórdia, enviava os profetas para anunciar que se o povo não se convertesse, 
eles seriam oprimidos e levados à escravidão. 
 
Engraçado, tudo isso o povo pagou para ver e efetivamente foram escravizados, até que um dia libertos pelo 
Poder de Deus, Deus voltou a ficar com eles, mais tarde, tudo começava de novo, ou seja, o povo tinha a cabeça 
dura. 
 
Por fim, Deus envia seu Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo, marcando um novo tempo e uma nova história. 
É o que passaremos a aprender a partir de agora. 
 
No novo testamento, ocorre uma Nova Aliança. Essa Aliança depende do sim de Maria, que acolhe o projeto de 
Deus de ser a Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja promessa é a libertação e a salvação do povo de 
Deus. 
 
Vale destacar que essa libertação e essa salvação é a continuação da obra de Deus que começa com Abraão, 
Isaarc, Jacó, e continua com Moisés, e tantos outros. 
 
A Nova e Eterna Aliança promovida por Jesus se consolida com o seu sangue derramado na Cruz, onde ele 
garante a salvação atodos aqueles que fizerem a vontade de Deus. 
 
NOVO TESTAMENTO 
Novo Testamento é uma expressão que vem do latim: indica os livros da Bíblia escritos depois de Cristo e 
contrapõe-se a Antigo Testamento, ou seja, aos livros da Bíblia escritos antes de Cristo. Para designar os dois 
[UMA NOVA ETAPA NA 
CAMINHADA: MEUS IRMÃOS, DEPOIS 
DE PASSARMOS 12 (DOZE) 
ENCONTROS JUNTOS, TOMAMOS 
CONHECIMENTO DAS MARAVILHAS 
DE DEUS, DE SEU PROPÓSITO PARA O 
SEU POVO ELEITO, O POVO HEBREU, 
A QUEM O PRÓPRIO DEUS PASSOU A 
CHAMAR DE ISRAEL. ESSE POVO FOI 
LIBERTADO DO EGITO E PASSOU A 
CAMINHAR COM DEUS. EMBORA AS 
DIFICULDADES DA VIDA TENHA 
PERMITIDO VÁRIAS VEZES QUE O 
POVO SE AFASTASSE DO SENHOR. 
UM DIA DEUS CUMPRE SUA 
PROMESSA FEITA A SEU SERVO DAVI 
- QUE DE SUA DESCENDÊNCIA 
ENVIARIA O SALVADOR PARA 
INSTAURAR UMA NOVA E ETERNA 
ALIANAÇA. APATIR DE AGORA 
VEREMOS COMO ISSO OCORREU] 
~ 61 ~ 
 
“Testamentos”, melhor seria a expressão “Antiga Aliança” e “Nova Aliança” (berîth, em hebraico, e diatheke, em 
grego). De facto, a ideia teológica de aliança é fundamental na dinâmica interna da Bíblia, como Palavra de Deus 
para todos os crentes, e percorre-a do primeiro livro ao último. O Antigo Testamento resume-a nesta expressão: 
«Vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus.» (Lv 26,12; Jr 7,23; Ez 37,27) 
 
Mas esta Aliança era provisória, apontava para a Nova Aliança (Jr 31,31-34) que foi selada com o sangue de Jesus 
Cristo (Mt 26,27; Mc 14,24; Lc 22,20). A este respeito, diz o Concílio Vaticano II: “A Palavra de Deus, que é 
poder de Deus para a salvação de todos os crentes, apresenta-se e manifesta a sua virtude de um modo eminente 
nos escritos do Novo Testamento. Pois, quando chegou a plenitude dos tempos, Cristo estabeleceu o Reino de 
Deus na terra, manifestou o seu Pai e a sua própria Pessoa com obras e palavras e completou a sua obra 
mediante a sua morte, ressurreição e gloriosa ascensão e com a missão do Espírito Santo (...). De todas estas 
coisas são testemunho perene e divino os escritos do Novo Testamento.” (DV, 17) 
 
O Novo Testamento e a história 
Escritos entre os séc. I-II d.C., em plena civilização greco-romana, os livros do Novo Testamento aparecem-nos 
na língua “comum” dessa civilização (o grego da koiné) e giram em torno da mensagem de Jesus. Por isso, os 
Evangelhos são a base de todos os outros livros do Novo Testamento, que, por sua vez, os explicitam e aplicam 
à vida prática. Mas não podemos compreender suficientemente a mensagem de Jesus nem os escritos que a 
explicitam, sem conhecermos as circunstâncias históricas em que nasceram. 
 
 
Escritos e coleções do Novo Testamento 
O Novo Testamento está integrado por 27 livros, divididos em vários grupos ou colecções de escritos: Quatro 
Evangelhos e Actos dos Apóstolos, Cartas de Paulo, Carta aos Hebreus, Cartas Católicas (Tiago, 1 e 2 
de Pedro, 1, 2 e 3 de João, Judas) e Apocalipse de João. Trata-se de uma grande quantidade de livros, e de 
diferentes géneros literários, o que torna mais difícil a sua compreensão. Por isso é feita uma breve Introdução 
a cada uma destas colecções. 
 
A ordem acima referida é temática e pouco tem a ver com a cronologia. De facto, o escrito mais antigo do Novo 
Testamento é a Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses; e o Evangelho de João foi um dos últimos escritos 
a aparecer. Tais colecções, portanto, estão organizadas segundo a temática e o género literário. 
 
O Nascimento de Jesus marca o início do Novo Testamento 
 
Tudo o que foi anunciado no Antigo Testamento se cumpriu em Jesus Cristo. 
O nascimento de Jesus é o registro do maior acontecimento de todos os tempos, por isso que a história registra o 
que aconteceu antes de Jesus, com a expressão a.C, antes de Cristo, com a expressão d.C, depois de Cristo. 
Jesus é o próprio Deus que se fez carne e habitou entre nós. O apóstolo Filipe disse a Jesus: “Senhor, mostra-nos o 
Pai e isso nos basta”. Respondeu Jesus: “Há tanto tempo estou convosco e não me conhecestes, Filipe! Aquele que 
me viu, viu também o Pai. 
Verdadeiramente quem conhece Jesus conhece Deus, e quem conhece Deus conhece seu Plano de Amor, de 
Misericórdia e de Salvação. 
 
O pedido de Filipe a Jesus para mostrar o pai revela muitas 
vezes, a falta de compreensão do Cristão em não conhecer as 
dimensões da pessoa de Cristo. É por essa razão que cada 
membro da Igreja deve continuamente buscar a Jesus por meio 
da oração. 
 
 Todos os anos, em obediência aos preceitos da Lei, os judeus 
eram obrigados a participarem das três principais festas 
religiosas que se realizavam no Templo em Jerusalém: Páscoa, 
Pentecostes e Tabernáculos. Por essa razão, desde criança, 
JESUS com seus pais, em companhia de parentes, vizinhos e 
amigos, formavam uma grande caravana e viajavam de Nazaré à 
Jerusalém, para participarem daquelas celebrações. Era 
necessário a formação de caravanas para se protegerem contra 
os assaltos de bandidos e ladrões, que infestavam aquela região. 
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Lv_26
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Jr_7
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Ez_37
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Jr_31
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Mt_26
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Mc_14
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Lc_22
~ 62 ~ 
 
Também pela Lei, aos 12 anos de idade, os homens eram considerados “cidadãos judeus”, adquirindo direitos e 
obrigações civis e religiosas, da mesma forma que as mulheres ficavam legalmente autorizadas a se casarem. 
Geralmente a declaração da “maioridade” dos rapazes, era feita no Templo, 
num dia da semana durante as celebrações da Páscoa. 
 
Quando JESUS completou 12 anos de idade, a viagem à Jerusalém para 
participar da Páscoa, também tinha o objetivo de declarar a sua maioridade, 
conforme determinava a Lei. 
 
Naquela primavera do ano 7 d.C., quando JESUS foi a Jerusalém para 
declarar a sua maioridade, encontrou a cidade muito movimentada, cheia 
movimentos políticos e aconteciam brigas, furtos, saques de propriedades e 
mortes violentas, deixando no povo um grande medo e uma imensa 
incerteza, pela ausência de uma autoridade constituída que mantivesse a 
ordem e impusesse o direito e a justiça. Em conseqüência, as famílias que 
chegavam para participarem das cerimônias, procuravam manter-se unidas entre si e junto de seus amigos, para 
que não fossem atacadas pelos assaltantes. 
 
Terminadas as solenidades da Páscoa Judaica, como acontecia em todos os anos, as famílias regressaram a seus 
lares. Entretanto, desta vez JESUS ficou em Jerusalém, sem que ninguém percebesse. José e Maria sentiram falta 
de sua presença, mas imaginaram que ELE estivesse com outros rapazes na caravana. Não deram grande 
importância ao fato porque O conheciam muito bem e sabiam, que algo de útil estava fazendo. Mas, no fim do 
primeiro dia de viagem, quando a caravana parou a fim de descansarem e passarem a noite, sua ausência 
começou a ser realmente sentida, porque ELE não apareceu para ajudar os seus pais. Com aflição, José e Maria 
O procuraram nas barracas das diversas famílias e não O encontraram, ninguém tinha notícias DELE. 
Preocupados, não conseguiram dormir e no dia seguinte, logo bem cedo, retornaram à Jerusalém em busca do 
FILHO. 
Cada hora que passava, mais aumentavam os seus temores e as suas incertezas, porque se lembravam daquele 
estado de revolta e violência que estava Jerusalém. Chegaram ao entardecer, cansados da viagem e cheios de 
pensamentos negativos que tirava a tranqüilidade do casal. No terceiro dia, pela manhã, encontraram JESUS no 
Templo! ( Que alívio !)ELE estava sentado entre os escribas e doutores da lei, sendo questionado e respondendo 
todas as perguntas com sabedoria e discernimento, explicando os versículos da Sagrada Escritura com a 
autoridade que somente ELE sabia exercer. Todos estavam admirados com sua inteligência e com suas palavras.Verdadeiramente o ESPIRITO DE DEUS estava NELE e falava pelos seus lábios, pelos seus gestos e seu 
Coração. 
- José e Maria ficaram impressionados com o que viram, aguardaram o momento oportuno e O chamaram. 
Maria falou: 
“Meu Filho, porque agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. (Lc 2,48) 
JESUS respondeu: “Porque me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” 
(Lc 2, 49). 
 
 
 
 
 
 
1) O que vem a ser o Novo Testamento? O que o diferencia do Antigo Testamento? 
2) Qual a importância de Maria no projeto de Deus da Salvação? 
3) Você crismando, crismanda, como Maria, se coloca para ouvir a Palavra de Deus? 
4) Comente a seguinte passagem bíblica: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua 
Palavra”. (Lc. 1.38). 
5) A Palavra de Deus, em Lucas 1.39, nos ensina que Maria, naqueles dias, isto é, após a sua gravidez, foi às 
presas para as montanhas, a uma Cidade de Judá, para a casa de Isabel, sua parenta que também estava grávida. 
Comente a atitude de Maria e qual a importância de seu gesto no contexto do Cristianismo Católico. 
 
 
 
 
~ 63 ~ 
 
14º ENCONTRO | MARIA 
- Em Maria se realiza o Plano de Salvação - 
 
A história de Maria 
Uma jovem, nascida da 
descendência de Davi, vivia 
com seus pais Joaquim e Ana, 
no lugarejo chamado Nazaré, 
próximo à cidade de Jerusalém. 
Ela, como as jovens daquele 
tempo fazia os serviços da casa, 
estudava as escrituras e como 
todos os judeus, esperava pela 
vinda do Messias, aquele que 
iria salva-los das mãos dos 
Imperadores Romanos. Esta 
jovem, de nome Maria (Miriam em Hebraico) estava 
comprometida com José, também da descendência de Davi, 
homem bom e justo. Eles se casariam daí a alguns dias. Numa tarde, quando voltava do poço, Maria entrou em 
casa, quando o seu quarto ficou todo iluminado por uma luz muito forte e desta luz veio uma voz: Ave, cheia 
de graça, o Senhor é convosco! Quem será que conversa comigo? pensou Maria, muito assustada. 
Encontrastes graça diante de Deus, não tenhas medo. Você vai ficar grávida, terá um filho e colocará nele o 
nome de Jesus. Este menino é o filho de Deus e ele reinará para sempre. Maria, inquieta perguntou ao anjo: 
Mas, como posso engravidar, se sou virgem e ainda não me casei? O Espírito do Senhor lhe cobrirá, e será 
gerado em ti o filho do Altíssimo. Lembra-se de Isabel, sua prima? Ela também está grávida, apesar de ser mais 
velha, veja, para Deus nada é impossível. Resposta de Maria: Eis aqui a serva do Senhor, que ele faça em mim 
segundo a sua vontade. (Lucas 1, 26-38). 
 
O que é a Anunciação de Nossa Senhora 
 
A anunciação de Nossa Senhora é a visita do anjo Gabriel à Virgem Maria, onde o anjo proclama que ela é cheia 
de Graça, porque Deus a escolheu para ser a Mãe do Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo. (Lc. 1.30) Ao aceitar o 
projeto de Deus de ser a Mãe de Jesus Cristo, Maria se insere na História da Humanidade e passa a fazer parte do 
Plano de Salvação do povo de Deus. Com a festa da Anunciação a Nossa Senhora, a Igreja quer celebrar esse 
momento único em que Cristo começa a ser gerado no ventre de Maria. A jovem, que questiona o anjo por não 
entender como tal coisa poderia acontecer já que não conhecia homem, consegue perceber nas palavras do 
mensageiro a certeza de Deus e Sua verdade. Assim, abre seu coração e seu corpo ao extraordinário, àquilo que 
assombrará a humanidade por gerações: ser corpo virgem gerará uma vida – mistério insondável de Deus, 
revelação suprema de Seu poder em tornar possível o impossível aos olhos humanos. 
 
RESUMO DA ANUNCIAÇÃO: (Lc 1,26-38): 1) Toda preparação e espera do Antigo Testamento se realiza 
em Maria. Ela é escolhida para ser a Mãe do Salvador; 2) Recebe o anúncio do Anjo em sua casa, em Nazaré. A 
figura do anjo significa a dimensão de fé, (cfr. Jz 6,11-24; Ex 3,1-3); 3) “Não conheço nenhum homem”. Maria não 
era casada. Era virgem; 4) - “Conceberá pelo Espírito Santo”. Nessa união se realizam a aliança de Deus com a 
humanidade; 5) Nova Eva. A primeira disse “Não”. Maria diz “Sim” ao Plano de Deus; - 6) 
“Faça-se em mim segundo a Vossa vontade”. Ela se coloca a disposição de Deus, e neste diálogo 
com o anjo vemos a intimidade de Maria com Deus; 9) Maria é o primeiro modelo de fé da 
Igreja. Ter fé é receber tudo de Deus e dar-lhe o que Ele quer de nós; - 10) “Eis aqui a serva 
do Senhor”. Significa: aceitação, abertura e pobreza; 11) - Foi aí que Jesus se encarnou: “e o 
Verbo se fez Carne” (Jo 1,14); 12) A cada dia Maria vai renovar o “sim” e reviver a 
presença de Deus dentro dela. (Cfr.Lc 1,28); 9) - Há mudança de planos, mas ela sabe que 
aquilo que Deus escolhe para nós nos santifica mais do que quando escolhemos o próprio 
caminho; 13) - Maternidade de Maria é um grande privilégio. Ela é a Mãe de Jesus não só 
porque o gerou, mas fez a sua vontade. 
 
[REFLETINDO PODEROSAMENTE 
CAROS CRISMANDOS, A HISTÓRIA DA 
SALVAÇÃO NECESSARIAMENTE PRECISA 
SER COMPREENDDIA A LUZ DO PLANO DE 
AMOR DE DEUS, QUE DESDE O INÍCIO DOS 
TEMPOS FEZ CUMPRIR SUAS PROMESSAS 
A SEU POVO ELEITO. NESSE SENTIDO, O 
NASCIMENTO DE JESUS PASSA PELO SIM 
DE MARIA. E É EM MARIA QUE SE 
CUMPRE A PROMESSA DE DEUS DE 
ENVIAR SEU ÚNCIO FILHO PARA QUE 
TODO AQUELE QUE NELE CRER NÃO 
PEREÇA, MAS TENHA A VIDA ETERNA. 
VAMOS CONFERIR] 
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~ 64 ~ 
 
As dificuldades enfrentadas por Maria 
Maria sabia que iria enfrentar muitas dificuldades, a primeira delas era contar para seu noivo José, o que tinha 
acontecido. Naquele tempo, a mulher que engravidasse, sem se casar era apedrejada até morrer, então Maria 
contou a José tudo o que o anjo lhe falou. 
José era um homem temente a Deus, bom e gostava de tudo muito certo e ficou muito triste e sem saber o que 
fazer, porque ele não entendia como podia ter acontecido, Maria uma jovem tão responsável, como ela podia ter 
deixado isto acontecer, pensava José. Mas o mesmo anjo lhe apareceu em sonho e falou para José que ele deveria 
aceitar Maria como sua esposa, porque o filho que ela esperava era mesmo o filho de Deus e que era verdade 
tudo aquilo que Maria lhe contara. Foi assim que José pegou Maria e casou-se com ela. E os três tiveram que ir 
para uma cidade chamada Belém, por que o imperador queria saber quantas pessoas viviam em seu Império. 
 
Palavras dirigidas a Maria 
Nos Evangelhos por oito vezes a palavra é dirigida a Maria: 1) A saudação do anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor está 
contigo. (Lc.1,28): 2) O anúncio da Encarnação: Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho a quem porás o nome de 
Jesus. (Lc. 1,30-33); 3) Por obra e graça do Espírito Santo: O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te 
cobrirá com a sua sombra; por isso também o que nascer será chamado Santo, Filho de Deus. (Lc. 1,35-37).; 4) Simeão lhe fala 
da espada que trespassará o coração: ...e uma espada trespassará a tua própria alma a fim de que se descubram os 
pensamentos de muitos corações. (Lc. 2,34); 5) Isabel ao responder à sua saudação: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é 
o fruto do teu ventre! (Lc.1, 42-45); 6) O Menino-Deus a responde no templo: Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo 
estar na casa de meu Pai? (Lc. 2,49); 7) Cristo em Caná:Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda 
não chegou. . (Jo.2,4);) 8) Por Cristo na Cruz: Jesus, vendo a sua Mãe e, junto dEla, o discípulo que amava, disse à 
sua Mãe: "Mulher, eis aí o teu filho." Depois disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe." E daquela hora em diante o discípulo a levou 
para sua casa. (Jo. 19,26-27). 
 
Nomes atribuídos a Maria 
Em nossa Igreja, Nossa Senhora, a Mãe de Jesus também é conhecida: a) Nossa Senhora das Graças, b) Nossa 
Senhora Auxiliadora; c) Nossa Senhora De Fátima, d) Nossa Senhora de Lurdes; e) Nossa Senhora Desatadorados Nós, f) Nossa Senhora Aparecida (padroeira do Brasil), etc. 
Características de Nossa Senhora: a) humildade, b) obediência; c) simplicidade; d) serviço (serva de Deus e 
dos irmãos); e) evangelizadora; f) Mãe Santíssima (Santa porque gerou o filho de Deus); g) peregrina (ela serve a 
sua prima Isabel, peregrina porque vai de encontro aos necessitados para ajudar), e tantos outros. 
 
Maria a mãe da humanidade 
Para nós Católicos, Maria é a mãe da humanidade. Maria é a mãe do Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo, pois 
ele salva a todos os que o aceita, e Maria é a Mãe da humanidade porque é o próprio Jesus que antes de morrer 
na Cruz entrega João à Maria, como sinal de que ela deve acolher a todos, e Jesus entrega sua Mãe a João, sinal 
de que João como filho, deveria cuidar de Maria, como alguém que cuida de sua Mãe. (Jo. 19.26). Maria é a Mãe 
do filho de Deus. Maria é a nossa mãe, Maria é a Mãe da humanidade. 
 
Dogmas de Maria 
Em primeiro lugar cumpreesclarecer que dogmas são princípios eleitos como verdades máxima de uma fé. No 
caso da Igreja Católica Apostólica Romana, os dogmas são verdadeides máximas extraídas do Evangelho, da 
bíblia, não nada enventado. 
 
De acordo com a doutrina da Igreja Católica, Maria está associada aos seguintes dogmas de fé: 
 
1) Maternidade Divina - Este dogma foi proclamado pela Igreja Católica no Concílio de Éfeso em 431, como 
sendo Maria a "Mãe de Deus", em grego Theotokos e em latim Mater Dei. O Concílio de Éfeso proclamou que 
"se alguém não confessa que o Emmanuel é verdadeiramente Deus, e que por isso a Santíssima Virgem é Mãe de 
Deus, já que engendrou segundo a carne o Verbo de Deus encarnado, seja anátema "(...). Segundo São Tomás de 
Aquino "A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, derivada do 
bem infinito que é Deus”; 
 
2) Virgindade Perpétua - Virgem antes, durante e depois do parto; 
3) Santidade absoluta - Cheia de graça (gratia plena) por toda a sua existência; 
4) Imaculada Conceição – Concebida sem a mancha do pecado original. O Papa Pio IX, na Bula Ineffabilis 
Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição, aos 8 de Dezembro de 1854; 
5) Assunção aos Céus -– Refere-se à elevação de Maria em corpo e alma ao Céu. Este dogma foi proclamado 
pelo Papa Pio XII em 1 de Novembro de 1950, na encíclica Munificentissimus Deus. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_da_Igreja_Cat%C3%B3lica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dogmas
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_de_%C3%89feso
http://pt.wikipedia.org/wiki/431
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3e_de_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Theotokos
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A1s_de_Aquino
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A1s_de_Aquino
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imaculada_Concei%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pecado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_IX
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bula
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ineffabilis_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ineffabilis_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/8_de_Dezembro
http://pt.wikipedia.org/wiki/1854
http://pt.wikipedia.org/wiki/Assun%C3%A7%C3%A3o_de_Maria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alma
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_XII
http://pt.wikipedia.org/wiki/1_de_Novembro
http://pt.wikipedia.org/wiki/1950
http://pt.wikipedia.org/wiki/Munificentissimus_Deus
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~ 65 ~ 
 
 
A IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA: É segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria 
sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua 
existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, 
porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente 
livre de pecado.A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa 
universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa 
Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é 
apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem 
como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão.[2][3] Uma vez que Jesus 
tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado 
para poder gerar seu Filho. 
 
Títulos conferidos a Maria 
A profunda devoção dos católicos por todo o mundo a encobriu de títulos como: Nossa Senhora de Nazaré, 
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Rosário, Nossa 
Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora do 
Carmo e Nossa Senhora de Fátima, dentre outros. 
 
As sete dores de Maria 
A historiografia de Maria colhe uma tradição fundada nos evangelhos que venera as Suas Sete Dores, são sete 
momentos da sua vida em que passou por sofrimento humano notável: Primeira dor: A profecia de Simeão; 
Segunda dor: A fuga para o Egipto; Terceira dor: Jesus perdido no Templo; Quarta dor: Maria encontra o seu 
Filho com a cruz a caminho do Calvário; Quinta dor: Jesus morre na Cruz; Sexta dor: Jesus é descido da Cruz e 
entregue a sua Mãe; Sétima dor: O corpo de Jesus é sepultado. 
 
A maternidade de Maria com relação à Igreja 
O papel de Maria com a Igreja é inseparável de sua união com Cristo, decorrendo diretamente dela (dessa união). 
“Esta união de Mariacom seu Filho na obra da salvação manifesta-se desde a hora da concepção virginal de 
Cristo até sua morte. Ela é particularmente manifestada na hora da paixão de Jeusus.(Catecismo 964) 
 
Maria vigilante pela Igreja 
Após a ascensão de seu Filho, Maria “assistiu com suas orações a 
Igreja nascente. Reunida com os apóstolos e algumas mulheres, 
“vemos Maria pedindo, também ela, com suas orações, o dom do 
Espirito, o qual, na anunciação, a tinha coberto com sua sombra”. 
(Catecismo 965). 
 
O culto da Santíssima Virgem 
Afirma as Sagradas Escrituras: “Todas as gerações me chamarão 
bem-aventurada”(Lc.1.48). A Piedade da Igreja para com a 
Santíssima Virgerm é intrinseca ao culto cristão. A Santíssima 
Virgem é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. 
(Catecismo 971). 
 
 
 
SAGRADA FAMÍLIA 
 
Durante o primeiro século antes de Cristo, muitas famílias judias migraram da Judéia, no Sul, para a Galiléia, no 
Norte. Iam por dois motivos: para encontrar melhores condições de vida e para levar a fé verdadeira a uma 
região que eles chamavam “Galiléia dos pagãos” (Mt 4,15). Muito provavelmente, a família de Jesus da parte de 
José, seu pai, era migrante. Tinha saído de Belém na Judéia (Lc 2,4), para a Galiléia, em busca de melhores 
condições de vida. Por isso, na hora do recenseamento, José teve que voltar até Belém na Judéia, levando 
consigo Maria, sua esposa, grávida de nove meses (Lc 2,5). 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dogmas_da_Igreja_Cat%C3%B3lica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Virgem_Maria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Latim
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pecado_original
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gra%C3%A7a
http://pt.wikipedia.org/wiki/8_de_dezembro
http://pt.wikipedia.org/wiki/1476
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Sisto_IV
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_IX
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_IX
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bula_papal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ineffabilis_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/1854
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%ADblia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anjo_Gabriel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Padres_da_Igrejahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Irineu_de_Lyon
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambr%C3%B3sio_de_Mil%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imaculada_Concei%C3%A7%C3%A3o#cite_note-1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imaculada_Concei%C3%A7%C3%A3o#cite_note-1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Nazar%C3%A9
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_da_Concei%C3%A7%C3%A3o_Aparecida
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_da_Concei%C3%A7%C3%A3o_(manifesta%C3%A7%C3%A3o)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Apari%C3%A7%C3%B5es_de_F%C3%A1tima
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Guadalupe
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Guadalupe
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Lourdes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_do_Perp%C3%A9tuo_Socorro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_do_Carmo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_do_Carmo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Apari%C3%A7%C3%B5es_de_F%C3%A1tima
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~ 66 ~ 
 
Assim, antes de nascer, Jesus já era vítima do sistema político e econômico da época. Augusto, o Imperador de 
Roma, mandou fazer o recenseamento em vista da reorganização administrativa e da cobrança dos impostos (Lc 
2,1-3). Por isso, Jesus nasce fora de casa, em Belém. Nasce leigo, pobre, sem a proteção de uma classe ou de uma 
família poderosa. Logo depois de nascido, foi perseguido pela tirania de Herodes e seus pais tiveram que fugir 
para o Egito (Mt 2,13), de onde voltaram para Galiléia (Mt 2,22). 
 
Assim, nascido em Belém da Judéia, no Sul (Mt 2,1), Jesus foi criado no 
interior, na roça, em Nazaré da Galiléia, no Norte (Lc 4,16). Ele não teve 
oportunidade de estudar como o apóstolo Paulo (At 22,3). Teve que 
trabalhar. Como todo judeu do interior, trabalhava como agricultor. Além 
disso, aprendeu a profissão de seu pai (Mt 13,55) e servia ao povo 
como carpinteiro (Mc 6,3). Era visto como judeu pela samaritana (Jo 4,9), e 
como galileu pelos judeus da Judéia. Tudo por causa do sotaque (Mt 
26,73). Mais ou menos como o nordestino criado no Rio de Janeiro. Os do 
Rio dizem que ele é nordestino, mas os do Nordeste dizem que é carioca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Porque em Maria se realiza o Plano de Amor de Deus? 
2) Maria era da descendência de qual Rei de Israel? 
3) Você acredita no poder de intercessão da Virgem Maria? 
4) Quais são as características próprias de Maria? 
5) O que diferencia Maria das demais mulheres de sua época? 
6) Nos dias de hoje é possível encontra novas Marias? Explique. 
 
 
 
 
 
 
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~ 67 ~ 
 
15º ENCONTRO | O 
BATISMO DE JESUS 
- Vida pública de Jesus - 
 
Introdução 
 
Quando Jesus começa a se manifestar, ele começa a 
demonstrar o seu senhorio, isto é, quem ele é e de onde ele 
veio, e mais, o que ele pode fazer. 
 
O senhorio de Jesus compreende a sua missão, a sua atuação 
como profeta que anuncia e denuncia as injustiça, mas 
sobretudo, ele anuncia “O Projeto de Salvação de Deus 
Pai”. 
 
A missão de Jesus é marcada por sua autoridade, por sua majestade, pois ele é rei e veio para cumprir o Projeto 
de Deus Pai, de Salvar o seu povo do pecado e dar-lhes a salvação. 
 
Para manifestar seu poder, Jesus ama a pessoa humana, independente de que classe social ele seja, ele ama o rico, 
o pobre, o surdo, o mudo, o coxo, o aleijado, a mulher prostituta, o cobrador de impostos que cobra altos juros e 
aquele que pratica o mal. 
 
Em fim, Jesus é o profundo amor de Deus Pai. 
 
Caro crismando, O amor é fundamental na nossa jornada para a eternidade. Jesus resumiu a lei divina em dois 
mandamentos: Amar a Deus e amar ao próximo (Mateus 22:36-40). O amor é a decisão de fazer o que é melhor 
para a pessoa amada, e assim se tornou uma ordem de Deus para nós. Se a pessoa não amar a Deus ou não amar 
ao próximo, ela peca contra Deus. Se o homem não amar a sua mulher e procurar o bem dela, ele peca contra 
Deus (Efésios 5:25). O ensinamento de Jesus é tão elevado que nos chama a amar os nossos inimigos (Mateus 
5:43-45). A pessoa que odeia peca contra o Criador do céu e da terra. Observamos nestes exemplos que o amor 
divino é a base do nosso amor. O apóstolo João explica: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 
João 4:19). É interessante que o mesmo capítulo, um dos trechos mais bonitos sobre o amor, não trata o amor 
como sentimento emocional, mas como dever a ser cumprido (1 João 4:11). É por isso que entendemos que o 
amor é uma escolha e que a falta de amor é pecado. 
A mensagem de João batista (o precursor) 
No mês de junho, mais precisamente no dia 24, a Igreja celebra a festa de São João Batista. Nascido numa 
pequena cidade localizada na região montanhosa da Judéia, ele foi crescendo e ficando forte de espírito e, depois, 
segundo o evangelho de São Lucas, viveu no deserto até o dia em que se manifestou a Israel. Foi nesse tempo, 
que Deus enviou a sua Palavra a João.6 
João Batista é conhecido como precursor, aquele que se antecede a Jesus, aquele que vem antes, que abre o 
caminho para o Senhor passar. João Batista prepara os corações do povo de Israel para acolher Jesus após o seu 
batismo no Rio Jordão. 
 
É de João Batista que fala o profeta Isaias, quase 8 séculos antes do nascimento de João: “Uma voz exclama: 
“Abri no deserto um caminho para o Senhor, traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus. Que todo 
o vale seja aterrado, que toda a montanha e colina sejam abaixadas...” (Isaias 10.3-4). 
No Evangelho de São Mateus, o precursor aparece pregando no deserto: “convertam-se porque o Reino dos 
céus está próximo” (Mt 3,2). Na sua pessoa se cumpria o que foi anunciado pelo profeta Isaías: “esta é 
a voz daquele que grita no deserto: preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!” (Mc 1,3). 
 
 
6
 Padre Amauri Ferreira.É preciso que ele cresça e eu diminua. 
http://www.imaculadaguararapes.org.br/Art_%C3%A9precqEle_peamauri.html 
[REFLETINDO PREVIAMENTE 
NOSSO SENHOR JESUS VIVEU UMA VIDA 
AO LADO DE SEUS PÁIS, JOSÉ E MARIA. 
TODAVIA, ANTES DE SUA VIDA PÚBLICA 
GUARDOU OS PRECIETOS DE DEUS E 
AGUARDOU O TEMPO DE SER REVELADO 
AO MUNDO. O MARCO PROFUNDO QUE 
DÁ INÍCIO A SUA VIDA PÚBLICA É O 
BATISMO. JESUS O SANTO DOS SANTOS, 
NÃO PRECISAVA SER BATIZADO, MAS 
CUMPRE A VONTADE DO PAI PARA SE 
REALIZAR O PLANO DE SALVAÇÃO. 
[VAMOS CONSTATAR.] 
~ 68 ~ 
 
O texto registra, também, o assédio de habitantes de Jerusalém, de toda Judéia e de muitos outros lugares em 
torno do Jordão que procuravam João para confissão de seus próprios pecados e dele receberem o batismo. O 
capítulo 1,19ss do Evangelho de São João ressalta a preocupação das autoridades dos judeus que enviaram a 
Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: “quem é você? Elias? João disse: ‘não sou!’. E continuaram: ‘você é 
o profeta?. Ele respondeu: ‘não!’. Então indagaram: ‘quem é você? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos 
enviaram’”. Não satisfeitos com as explicações de João, insistiram: “então, porque é que você batiza, se não é o Messias, 
nem Elias e nem o profeta?”. João respondeu: “eu batizo com água, mas no meio de vocês existe alguém, que 
vocês não conhecem, o que vem depois de mim. Ele é quem batiza com o Espírito Santo. Eu não 
mereço nem sequer desamarrar a correia das sandálias d’Ele”. 7 
 
O batismo de Jesus 
A narrativa dá contas de que, no dia seguinte, João viu Jesus que se aproximava dele e, então, exclamou: “eis o 
cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!” (Jo 1,29). Segundo Mateus, “Jesus foi da Galiléia para o Rio Jordão a 
fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. Mas João procurava impedi-lo, dizendo: “sou eu quem deve ser batizado por ti, 
e tu vens a mim?”. Jesus, porém, lhe respondeu: “por enquanto deixe como está, porque devemos cumprir toda a justiça!” (Mt 
3,13-15). 8 
 
João Batista apresentaJesus ao povo 
Profundamente maravilhado com a presença de Jesus, afirma João Batista:: “esta é a minha alegria, e ela é muito 
grande. É preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,29b-30). Não é sem razão que assim Jesus se pronunciou sobre 
ele: “entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João” (Lc 7,28a). 
 
Após o batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, ele se manifesta ao mundo e passa a exercer as funções para a 
qual Deus lhe enviou. Mas Jesus não quis exercer essa missão sozinho, ele escolhe um grupo de pessoas simples 
para lhe ajudar. Esse grupo de pessoas são os discípulos, as quais o Senhor os enviou para anunciar o Evangelho, 
ou seja, a Boa Nova da Palavra de Deus. 
 
Na realidade, o que os Crismandos devem compreender é que Jesus não precisava ser batizado, mas ele resolve 
cumprir a vontade de Deus, e deixar que João o batize. 
A humildade e a obediência de Jesus em cumprir a vontade do Pai revelam que o Senhor está em sintonia com o 
Plano de Amor de Deus. 
 
Jesus é o autor do batismo, do Batismo no Espírito Santo, como então que ele se deixou batizar. Ele se deixou 
batizar para mostrar a obediência e a humildade, mas também, para dar o exemplo de que sendo ele Deus, se 
colocava na condição de pecador para receber o batismo e a chama do Espírito Santo. 
 
O batismo de Jesus é o marco de sua missão na Terra. 
 
 
 
 
 
 
1) O que vem a ser o Natal? 
2) Porque o nascimento de Jesus é o maior acontecimento da história? 
3) Qual a importância de João Batista na história da salvação? 
4) Fale sobre a história e a realidade política de Roma nos tempos de Jesus? 
5) O que representa a vinda de Jesus para os cristãos católicos? 
 
 
 
 
 
7
 Padre Amauri Ferreira. É preciso que ele cresça e eu diminua. 
http://www.imaculadaguararapes.org.br/Art_%C3%A9precqEle_peamauri.html 
7
 Padre Amauri Ferreira. É preciso que ele cresça e eu diminua. 
8
 Padre Amauri Ferreira. É preciso que ele cresça e eu diminua. 
~ 69 ~ 
 
 
16º ENCONTRO | A 
MENSAGEM 
CENTRAL DO EVANGELHO 
 
- O anuncio do Reino de Deus e a Salvação de 
todos - 
 
Introdução 
 
 A Doutrina (ensinamentos) de Jesus é uma Doutrina 
inovadora porque ela é o fruto do profundo amor entre 
Deus que é Pai, e seu filho Jesus. Nessa psicologia 
percebemos o contato íntimo de Jesus para com Deus. 
Quando Jesus vem ao mundo, ele também deseja implantar 
essa psicologia, ou seja, essa profunda relação entre os 
homens e Deus, porém, Jesus deixa claro que isso só é 
possível se o homem primeiro aceitar Jesus, pois, ninguém 
vai ao Pai, se não for primeiro ao Filho. Para se chegar até o 
Pai, que é o Senhor do Universo, é preciso chegar primeiro a 
Jesus. Se queremos amar a Deus, amemos primeiro o filho 
dele. 
 
 
A escolha dos apóstolos: 
Ao escolher os apóstolos para servir a Deus, Jesus tem claro 
que ele precisa de homens comprometidos com a realidade, 
por isso, ele sabe que se escolher pessoas ricas, famosas, membros do governo terá dificuldades em realizar a 
missão de evangelizar e de salvar o povo. Nesse momento, Jesus se pergunta: A quem escolherei para vir 
comigo? A Resposta imediatamente vem: Escolherei o pequenino, o humilde e o pecador, pois foi para eles que 
meu Pai me enviou. 
 
A mensagem de salvação de Jesus: 
No Sermão da montanha, Jesus está preocupado como ele enviará os discípulos. No Evangelho de Mateus, ele 
mostra o respeito para com os discípulos, o seu amor por eles. Por isso, Jesus chama a atenção para dizer como 
eles devem estar preparados, como cada um deve amar uns aos outros e, sobretudo observar, cumprir e respeitar 
os mandamentos de Deus. Jesus parte do pressuposto de que aqueles homens que ele irá enviar para pregar a sua 
palavra devem ser homens livres, libertos, curados de todo o mal. Jesus propõe uma mudança de vida a todos 
eles, primeiro afirmando que devemos ser bem aventurados (Mt.5.1-11), depois ele afirma que o nosso agir deve 
ter sabor, devemos ter gosto por aquilo que fazemos, e se isso é bom, iremos frutificar aquilo que fazemos 
(Mat.5.13). Jesus quer que todos nós, homens e mulheres, crianças e idosos sejam Luz do Mundo, isto é que o 
nosso agir seja capaz de produzir bons frutos entre as pessoas que conosco convivem no dia a dia. 
 
[BREVE REFLEXÃO 
NO ANTIGO TESTAMENTO, DEUS SE 
REVELAVA AO POVO POR MEIO DE 
PROFETAS, PESSOAS SIMPLES 
ESOCLHIDAS PARA ANUNCIAR UM 
NOVO TEMPO NA VIDA DAS PESSOAS. 
ESSES PROFETAS TAMBÉM 
DENUNCIAVAM AS INJUSTIÇAS 
COMETIDAS PELAS AUTORIDADES E 
PELO PRÓPRIO POVO DE DEUS. NO 
NOVO TESTAMENTO JESUS VEM PARA 
REALIZAR DEFINITIVAMENTE O PLANO 
DE DEUS QUE É A SALVAÇÃO DE 
TODOS, JESUS ANUNCIA A SALVAÇÃO 
POR MEIO DA PREGAÇÃO DE QUE 
TODOS DEVEM CONVERTER-SE E CRER 
NO EVANGELHO. O EVANGFELHO É A 
BOA NOVA, A PRÓPRIA PALAVRA DE 
DEUS REVELADA NA PESSOA DE 
JEUSUS CRISTO. É O QUE VAMOS VER 
A SEGUIR.] 
~ 70 ~ 
 
A lei do perdão 
Para fazer parte do senhorio de Jesus devemos amar, mas também devemos perdoar, ou seja, nos arrepender 
de nossos pecados e também perdoar as pessoas que nos fazem mal. Disse Jesus: “Por que se perdoardes 
aos homens suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos 
homens, tampouco, vosso Pai vos perdoará”. Escreve o apóstolo São João: “Se dizermos que não 
temos pecado, engana-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos 
pecados, (Deus ais está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda a 
iniquidade”. (1 Jo.1.8-9). 
 
Nomes dos apóstolos 
 
Eis os nomes dos 12 apóstolos: O 
primeiro, Simão, chamado Pedro; depois 
André, seu irmão. Tiago, filho de 
Zebedeu, e João, seu irmão. Filipe e 
Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. 
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o 
cananéu, e Judas Iscariotes, o que foi o 
traidor. Após a breve catequese no 
sermão da montanha Jesus envia os 
apóstolos e afirma: “Eu vos envio como 
ovelhas no meio de lobos”. (Mt.10.16). 
Com isso, Jesus quer dizer aos discípulos 
que a missão de evangelizar e educar na fé 
não será tarefa fácil, pois muitos tentarão 
surpreender os apóstolos com armadilhas, 
emboscadas e perseguições. Jesus advertiu 
aos discípulos de que eles deveria ser 
prudentes na missão: “Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas. Cuidai-
vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas 
sinagogas”.(Mt. 10.16-17). 
 
 
A instituição do sacerdócio e da eucaristia 
Jesus é o Pão da Vida, é o Cálice da Nova e Eterna Aliança. Ele antes de morrer, desejou ficar com todo o seu 
povo, por meio da Eucaristia. Por isso, manifestou seu amor na Santa Ceia. Disse Jesus na última ceia: “Toma e 
comei, isto é meu corpo.” Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: “Bebei deles 
todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em 
remissão dos pecados”. (Mt. 26-26-28). 
 
 
A instituição da igreja por Jesus Cristo 
A Igreja de Jesus é instituição perpétua e Jesus estando na região de Cesaréia de Felipe, perguntou aos discípulos, 
no dizer do povo quem era o filho do homem. Após dizerem que muitos achavam que era João Batista, Elias, 
Jeremias ou alguns dos profetas, 
Jesus perguntou aos discípulos: E vós quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: 
 
“Tú és o Cristo, o filho de Deus Vivo”. 
 
 Jesus, então lhe disse: 
 
“Feliz és tu Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, 
mas o meu pai que está nos céus.” 
 
E eu te declaro: 
 
~ 71 ~ 
 
“Tu és Pedro, e sob esta Pedra edificarei a minha igreja; as portas do inferno 
não prevalecerão contra ela”. 
 
O apóstolo Pedro foi o homem escolhido por Jesus para ser a rocha fundamental sob a qual foi construída a 
Igreja Católica Apostólica Romana. A Pedro foi dada a autoridade sob o inferno e sobre o Céu, inclusive para 
conferir o Direito de entrar na Vida Eterna.A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo 
O rito da Paixão começa na Quinta-Feira Santa após a Santa Ceia, quando Jesus se retira para o Monte das 
Oliveiras. Lá Jesus é acuado, cercado pelo destacamento de soldados romanos e é entregue a eles por Judas 
Iscarites, o traidor. Uma vez preso, Jesus é levado na presença de Anás e 
Caifás, em seguida, à presença de Pôncio Pilatos que o interroga e o entrega ao 
povo para decidir o que fazer. O povo clama pela crucificação de Jesus. Jesus é 
coroado de espinhos e em suas costas é colocada uma cruz de madeira e a 
carrega até o calvário. Lá Jesus é pregado na cruz e morre, entregando sua vida 
por toda a humanidade. 
 
A ressurreição de Jesus: 
Três dias após a sua morte, Jesus ressuscita e nos garante a Vida Eterna. A 
garantia da vida eterna na presença de Deus Pai é para aqueles que fizerem a 
vontade de Deus, observam e cumprem os 10 (dez) Mandamentos. 
 
A ascensão de Jesus ao Céu 
A Ascensão de Jesus registra que Jesus subiu aos céus para estar na presença 
de Deus Pai, prometendo um dia voltar. (Mc. 16-19). 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Qual a missão de Jesus? 
2) Jesus era um projeta? 
3) Jesus pregava igualmente aos mestres da lei? 
4) O que diferenciava Jesus de outros profetas? 
5) A quem Jesus confiou a sua Igreja? 
6) No que consiste o sacerdócio? 
7) Qual a verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo? 
8) Você abandonaria a igreja Católica e iria à busca de outras igrejas? 
9) O que vem a ser a eucaristia? 
10) Onde você encontra a Eucaristia? 
 
 
 
 
 
 
~ 72 ~ 
 
17º ENCONTRO | JESUS: 
CAMINHO, VERDADE E VIDA 
 
Introdução 
Amigos crismandos, o Reino pertence aos pobres e aos pequenos, isto é, 
aos que acolher com o coração humilde. Jesus é enviado para evangelizar os pobres” (L. 4,14) Declara-os bem 
aventuarados, pois o “Reino dos Céus é deles” (MT 5,3): foi aos “pequeninos” que o Pai se designou revelar o 
que permanece escondido aos sábios e entendidos. 
 
O pastor é aquele que vai à frente do rebanho para indicar o caminho que conduz às pastagens e às nascentes de 
água. 
 
Jesus - bom pastor 
Jesus é o Bom Pastor que dá sua vida por cada um de nós, que cuida de nós com amor, com carinho, com 
dedicação. Ele nos protege de todo o mal, nos quer bem e está sempre ao nosso lado. Como Bom Pastor, Jesus 
nunca nos abandona e se em algum momento de nossas vidas nos afastamos de Jesus, ele está sempre a nossa 
espera, aguardando o nosso retorno. 
 
Jesus - caminho, verdade e vida 
Disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. (Jo. 14-6) . 
Jesus é o único caminho que nos leva a Deus. Não há como chegar ao Pai, sem antes passar pelo filho, não tem 
como conhecer Deus, sem antes conhecer Jesus. E afirma Jesus 
ao apóstolo Filipe: “Aquele que mim viu, viu também o 
Pai”. (Jo.14-9). 
Nenhum outro caminho levará a Jesus se não o caminho da 
obediência, da humildade, da missa e da eucaristia. 
O cristão católico pode andar por qualquer caminho, ir a 
vários lugares, mas nenhum deles conduzirá 
verdadeiramente à Jesus. 
Se o Católico conhecer a sua Igreja verdadeiramente, ele 
nunca a abandonará. Não há outra Igreja verdadeira, a única 
é a Igreja Católica Apostólica Romana. 
Ninguém entra ao Céu, sem passar pela eucaristia. 
A Eucaristia só existe na Igreja Católica. Em nossa Igreja, 
renovam-se o ministério eucarístico todos os dias. É o 
próprio Cristo que vem ao nosso encontro para se doar em 
Corpo, Sangue, Alma e Divindade. 
Jovem, compreenda essa realidade, essa realeza de Jesus. 
Peça ao Espírito Santo de Deus para lhe tocar, para lhe dar o 
discernimento, para dizer o seu sim verdadeiro a Santa Igreja 
Católica. Peça ao Espírito Santo para lhe mostrar a verdade e 
afastar toda a mentira. 
 
A condição para a salvação 
Jesus Cristo em seu ministério de amor exige a abertura do coração. Essa abertura deve ser feita, primeira com a 
aceitação do Senhor em nossas vidas, segundo com a fé em suas palavras e em suas pregações, permitindo que 
age com poder. Essa fé deve ser proclamada, como lembra São Paulo, em suas carta aos Romanos: “ Portanto, 
se com tua boca a confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração credes que Deus o ressuscitou 
dentre os mortos, será salvo”.(Rm. 10-9) 
 
A salvação é conferida aquele que crer em Cristo, professa que ele é o seu Senhor e Salvador. 
 
[JESUS É O PASTOR QUE CONDUZ O 
POVO. O POVO SÃO AS OVELHAS DE 
JESUS QUE BUSCA MANTÊ-LAS SOBRE 
OS SEUS CUIDADOS DIA A DIA.] 
~ 73 ~ 
 
Os desafios de seguir Jesus 
Quando Jesus orientou os apóstolos sobre os desafios do seu trabalho, ele disse: “O discípulo não está 
acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu Senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e 
ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus 
domésticos?” (Mateus 10:24-25). A perseguição é um fato de vida para o cristão. “Ora, todos quantos 
querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Jesus não somente 
nos conduz num caminho que inclui perseguições, ele nos mostra como reagir: “...Cristo sofreu em vosso 
lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo 
algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando 
maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pedro 2:21-23). 
(www.estudodabiblia.net) 
 
 
O início da missão da igreja 
Com a subida de Jesus ao Pai, tem início à missão da Igreja, e o Senhorio de Jesus continua com a missão da 
Igreja de Evangelizar, de anunciar o nome de Jesus e Proclamar a Boa Nova, até que Jesus retorne novamente. 
Disse Jesus, antes de sua Ascensão ao aos Céus: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome 
do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinado-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou 
convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mat. 28-19). 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) O que significa Jesus para a sua vida? 
2) Reflita as seguintes palavras de Jesus: “Aquele que mim viu, viu também o Pai” (Jo.14-9). 
3) O que deve fazer o Cristão Católico para não abandonar a Igreja? 
4) Você pretende se crismar e nunca mais vir a Igreja? 
5) Porque muitos deixam a Igreja Católica e vão para outras igrejas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 74 ~ 
 
18º ENCONTRO | OS 
SACRAMENTOS DA VIDA 
CRISTÃ 
 
Introdução 
Os sacramentos não é uma invenção da Igreja Católica. Com efeito, se 
consultamos a Palavra de Deus, comprovaremos em várias de suas 
passagens, o fundamento de cada sacramento, pondo fim ao entendimento de muitos de nossos irmãos 
desgarrados (denominados de crentes), de que os sacramentos na Igreja Católica é obra do homem e não de 
Deus. Por isso, vamos descobrir que o que a Igreja prega é a verdade e a verdade está na Palavra de Deus. 
 
Quem vive os sacramentos da Igreja está vivendo a própria Palavra de Deus, na medida em que Deus se faz 
presente em cada gesto sacramental, pois seu fundamento é a Palavra do Senhor. 
 
Sacramentos 
O que são sacramentos? 
 
"Os sacramentos são sinais eficazes da graça”, instituídos por Jesus Cristo e confiados à Igreja, por meio dos 
quais nos é dispensada a vida divina. 
 
Os ritos visíveis sob os quais os sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada 
sacramento. Produzem fruto naquele que os recebem com as disposições exigidas. A Igreja celebra os sacramentos 
como comunidade sacerdotal estruturada pelo sacerdócio batismal e pelos ministros ordenados (padres). O 
Espírito Santo prepara para a recepção dos sacramentos por meio da Palavra de Deus e da fé que acolhe a Palavra 
nos corações bem dispostos. Então, os sacramentos fortalecem e exprimem a fé. O fruto da vida sacramental é ao 
mesmo tempo pessoal e eclesial. Por um lado, este fruto é para cada fiel uma vida para Deus em Cristo Jesus; por 
outro, é a para a Igreja crescimento na caridade e em sua missão de testemunho." 
 
Sacramentosão sinais de Deus em nossa vida. Realizam aquilo que expressam simbolicamente. Os 
sacramentos são, por conseguinte: 
 
A) Sinais sagrados, porque exprimem uma realidade sagrada, espiritual; 
B) Sinais eficazes, porque, além de simbolizarem um certo efeito, produzem-no realmente; 
C) Sinais da graça, porque transmitem dons diversos da graça divina; 
D) Sinais da fé, não somente porque supõem a fé em quem os recebe, mas porque nutrem, robustecem e 
exprimem a sua fé; 
E) Sinais da Igreja, porque foram confiados à Igreja, são celebrados na Igreja e em nome da Igreja, exprimem a 
vida da igreja, edificam a Igreja, tornam-se uma profissão de fé na Igreja. 
(http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos). 
 
1º SACRAMENTO: BATISMO 
 
O Batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da 
vida que Deus nos oferece. No Batismo, a Igreja reunida celebra essa experiência de sermos dependentes, filhos 
de Deus. Pelo Batismo, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós. 
O sacramento do Batismo foi instituído por Nosso Senhor Jesus, por isso se diz que o senhor Jesus é o autor do 
Batismo. 
 
Batismo: fundamento da vida cristã 
O Santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que abre o acesso 
aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, 
tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: "Baptismus est 
sacramentum regenerationis per aquam in verbo – “O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na 
Palavra". 
 
[CRISMANDOS, NO ENCONTRO DE 
HOJE VAMOS REFLETIR SOBRE OS 
SACRAMENTOS. OS SACRAMENTOS 
FORAM CRIADOS POR JESUS E SEU 
FUNDAMENTO É A PALAVRA DE 
DEUS.] 
http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos/
~ 75 ~ 
 
 
Filiação divina 
Quando recebemos o Sacramento do Batismo, transformamo-nos de criaturas para Filhos Amados de Deus. 
Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, os sacramentos são "invenções" da 
Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são sem sombra de dúvidas criadas por Jesus Cristo, o próprio Deus 
Encarnado. 
 
O batismo de João Batista 
Jesus é o autor do Batismo. Somente após o batismo do Senhor, no rio Jordão é que ele iniciou sua vida pública, 
se manifestou ao mundo e realizou os feitos anunciados pela Bíblia. 
 
O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar o caminho para a vinda do Messias, era 
quem batizava as pessoas para a vinda de Cristo (Mc 1, 2s). Ele sabia que o seu Batismo era temporário, pois 
logo depois dele viria o seu primo Jesus que batizaria no Espírito Santo e com Fogo, ou seja, o profeta batizava 
com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças. 
 
Registra a Palavra de Deus: "Disse-lhes Pedro: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de 
Jesus Cristo, para o perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a 
vossos filhos, e a todos que estão longe - a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'." (At. 2, 38-39) . E 
também outras passagens. ( At. 16, 15; At. 16, 33; At. 18, 8; 1Cor. 1, 16) 
 
A validade do batismo 
O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero, diácono) - ou, em caso de necessidade 
qualquer pessoa (batizada ou não) - derrama água sobre batizando, enquanto diz: "N..., eu te batizo em nome do 
Pai, do Filho e do Espírito Santo". Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma 
encenação. 
 
Batismos válidos de outras igrejas 
Mas não só o batismo na Igreja Católica é válido. O batismo de crianças ou de adultos realizados em algumas 
outras igrejas também o é, desde que realizado na Fé Trinitária e cuja igreja esteja em comunhão com a Igreja 
Católica Apostólica Romana. 
Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a 
Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a 
Igreja Metodista. O batismo em outras Igrejas é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a 
fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas 
quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e considera inválido o batismo de certas expressões 
religiosas. 
 
Batismos inválidos 
Há Igrejas de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer -se, como 
norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. 
 
Essas Igrejas são: 
1) Igreja Pentecostal Unida do Brasil (esta Igreja batiza apenas \"em nome do Senhor Jesus\", 
e não em nome da Santíssima Trindade); 
2) \"Igrejas Brasileiras\" (embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto ? matéria ou 
? forma empregadas pelas \"Igrejas Brasileiras\", contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção 
de seus ministros; conforme Comunicado Mensal da CNBB, setembro de 1973, p. 1227, c, nº 4; cf. 
também, no Guia Ecumênico, o verbete \"Brasileiras, Igrejas\"); 
3) Mórmons: (negam a divindade de Cristo, no sentido autêntico e, consequentemente, o seu 
papel redentor). 
 
 Com certeza, batizam invalidamente: 
 
1)Testemunhas de Jeová (negam a fé na Trindade); 
2) Ciência Cristã (o rito que pratica, sob o nome de batismo, tem matéria e forma certamente 
inválidas. 
~ 76 ~ 
 
(Algo semelhante se pode dizer de certos ritos que, sob o nome de batismo, são praticados por 
alguns grupos religiosos não-cristãos, como a Umbanda)( Prof. Felipe Aquino) 
 
A missão de evangelizar e batizar 
Jesus disse aos discípulos: "Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-
os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a 
vocês" (Mt 28, 19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos. 
 
O batismo na água e no espírito 
Jesus Cristo, conversando com Nicodemos que era Doutor da Igreja em Israel, assegurou: “Em verdade em verdade vos digo: “Quem 
não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus.” (Jo. 3. 3-4). E continuo Jesus: “O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu 
do Espírito é espírito. Não te maravilhes de que eu te tenha dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer; ouves-
lhes o ruído, mas não sabes onde vem, nem para onde vai. Assim, acontece com aquele que nasceu do espírito.” (Jo. 3. 6-8). 
 
O batizado se torna luz do mundo 
A luz que brilha no batizado é a luz de Cristo. Aquela luz que não se apaga. O Cristão quando recebe a luz de 
Cristo na pessoa do Espírito Santo, não pode deixar que ela se apague. No Sermão da Montanha, Jesus proclama 
aos discípulos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma 
montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o 
candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, 
para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.” (Mt. 5.14-16). 
 
2º SACRAMENTO: PRIMEIRA EUCARISTIA 
 
 
Introdução 
A eucaristia é o segundo sacramento da vida cristã. 
 
A eucaristia é o alimento. Ninguém vive sem se alimentar. Para viver, dependemos não só da comida, mas também do pão da 
fraternidade, do carinho, da justiça. Nessa experiência de repartir o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o pão da dor ou da 
alegria, Deus está presente. Celebrar a Eucaristia é também uma denúncia contra a falta de fraternidade que existe no mundo; 
porque na Eucaristia comemos do mesmo pão, quando na vida falta pão para tanta gente. Acreditamos e celebramos tudo isso na 
comunhão. A Eucaristia é Deus mesmo se repartindo como pão, na doação de Jesus. 
 
A santa Eucaristia conclui a iniciação cristã.Os que foram elevados à dignidade do sacerdócio régio pelo Batismo 
e configurados mais profundamente a Cristo pela Confirmação, estes, por meio da Eucaristia, participam com 
toda a comunidade do próprio sacrifício do Senhor. 
A riqueza inesgotável deste sacramento exprime-se nos diversos nomes que lhe são dados. Cada uma dessas 
designações evoca alguns de seus aspectos. Ele é chamado Eucaristia, porque é ação de graça de Deus. Elas 
lembram as bênçãos judaicas que proclamam sobretudo nas refeições. (Lc. 22-19; 1 Cor. 11,24). (Catecismo1328) 
 
A Santa Ceia 
A Ceia do Senhor é o momento em que Jesus se reúne com os discípulos, na quinta-feira para com eles ceiar, 
onde Jesus, após abençoar o pão, reparte-o e distribui entre os discípulos. 
A Santa eucaristia é a memória da Paixão de Cristo que se renova no altar todos os dias. Na Santificação do Pão 
e do Vinho, o sacerdote atualiza o sacrifício de Jesus e a oferece a toda a Igreja. Ele é um sacrifício de louvor” 
(Hb. 13,15) sacrifício espiritual, sacrifício puro e santo, pois realiza e supera todos os sacrifícios da antiga Aliança. 
(Catecismo1330) 
 
Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador institui o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e 
Sangue. Por ele, perpetua pelos séculos, até que volte, o sacrifício da cruz, confiando destarte à Igreja, sua dileta 
esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento da piedade, sinal da unidade, vínculo da caridade, 
banquete pascal em que Cristo é recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e nos é dado o penhor 
da glória futura. 
 
~ 77 ~ 
 
Muitos pensam que os Sacramentos são obras eclesiásticas, ou seja, criadas pela Igreja, mas isso não é verdade, 
todos os Sacramentos são sinais da graça de Deus que são expressos sem sombra de dúvidas na Palavra de Deus. 
Por exemplo: a presença de Jesus no Pão e no Vinho, é bem explicada nas Escrituras que relatam a última 
refeição de Cristo com os Apóstolos: A Santa Ceia. 
 
A função do sacerdote 
Somente o sacerdote tem na madre igreja, a autoridade para trazer Jesus para nós. Como isso ocorre? Ocorre da 
seguinte forma: "Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lhe, dizendo: 
'Tomai, isto é o meu corpo”. 
 Em seguida, tomou o cálice em suas mãos, deu graças e o apresentou, e todos deles beberam. E disse-lhes: 
 'Isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que é derramado por muitos”. 
E disse Jesus: 
Em verdade eu vos digo: já não bebereis do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no 
Reino de Deus'" (Mc 14, 22-25) 
A Eucaristia 
A Eucaristia é o CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO: 
Jesus disse também: 
"Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá 
fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede" (Jo. 6, 35). 
 
Quem recebe o Cristo, com a convicção que realmente Jesus está presente na Hóstia Consagrada, tem a benção 
de estar sempre saciado de graças vindas Dele. 
 
O Cristão é o sacrário vivo de Jesus 
Quando comungamos, nos transformamos em verdadeiros Sacrários, por isso é importante deixar bem limpo o 
lugar em que Jesus vai habitar. É através da Confissão que limpamos o nosso ser, recebendo a absolvição de 
nossos pecados. 
Podemos então concluir que a Eucaristia, que significa "Ação de Graças" é o alimento da alma. Através dele 
passamos a caminhar com mais força rumo à Salvação. O importante é comungar com a convicção que Jesus é o 
Sacramento da Eucaristia, que é um grande presente Dele à nós. 
 
A Eucaristia - Dogma de Fé 
Dogma quer dizer princípio, ou seja, eu creio porque acredito que é verdade, porque foi o próprio Cristo que na 
santa Ceia que os discípulos deveriam os mesmos gestos em memória dele Jesus. A PRESENÇA DE CRISTO 
NA EUCARISTIA: Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de celebrá-la, 
crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela 
Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia 
(www.cleofas.com.br). 
 
O Milagre Eucarístico de Lanciano 
Há mais de 12 séculos deu´se o primeiro e mais prodigioso Milagre Eucarístico da Igreja Católica. Por volta dos 
anos 700, na cidade italiana de Lanciano, viviam no mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio, e entre 
eles havia um que se fazia notar mais por sua cultura mundana do que pelo conhecimento das coisas de Deus. 
Sua fé parecia vacilante, e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia consagrada fosse o 
verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu verdadeiro Sangue. Mas a Graça Divina nunca o abandonou, 
fazendo´o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa manhã, 
celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da 
Consagração, ele viu a hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu´se confuso e 
dominado pelo temor diante de tão espantoso milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase 
verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou´se 
~ 78 ~ 
 
para as pessoas presentes e disse: ´Ó bem´aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha 
incredulidade, o Santo Deus quis desvendar´se neste Santíssimo Sacramento e tornar´se visível aos vossos olhos. 
Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso 
Cristo muito amado!´A estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram também a chorar e a 
pedir misericórdiaA antiga cidade de Anxanum dos Frentamos conserva nos últimos doze séculos o primeiro e 
maior Milagre Eucarístico da Igreja Católica. Esse Prodígio aconteceu no oitavo século de nossa era, na igrejinha 
de São Legonziano, por causa da dúvida de um frade basiliano sobre a presença Real de Jesus na Eucaristia. 
Durante a celebração da Santa Missa, terminada a consagração do pão e do vinho, a hóstia transformou´se em 
Carne Viva e o vinho em Sangue Vivo formando cinco glóbulos irregulares e distintos uns dos outros em sua 
forma e tamanho. A Hóstia´Carne, como hoje se observa muito bem, tem o tamanho da hóstia grande 
atualmente em uso na Igreja Latina. É ligeiramente escura e quando olhada contra a luz adquire um colorido 
róseo. 
 
3º SACRAMENTO: CRISMA 
 
Introdução 
A Crisma é a força de Deus. Nós só conseguimos viver porque Deus nos dá essa força. Essa força de Deus é o 
Espírito Santo agindo em nós. Na Igreja, a experiência de nossa vida é celebrada no sacramento da Crisma. A 
Crisma é o sacramento do cristão que está amadurecendo na fé. Chamamos de Sacramentos da Iniciação 
Cristã aqueles formados pelo Batismo, pela Primeira Eucaristia e pela Crisma, cuja unidade deve ser 
salvaguardada. 
 
A promessa do Espírito Santo 
Durante a primeira vinda de Cristo sobre a Terra, ele prometeu aos seus apóstolos o Paráclito (advogado, 
defensor). Jesus também prometeu o Espírito Santo para nós, e nos é concedido através do Sacramento da 
Confirmação. A Crisma também é chamada Sacramento da Confirmação, pois através dele confirmamos o nosso 
Batismo que recebemos na maioria das vezes quando criança. 
 
Confirmar o Batismo é muito importante, pois quando criança não há a consciência do Sacramento, mais sim os 
nossos parentes mais próximos que resolveram levá-lo até a pia batismal. Já na Crisma, não são os seus parentes 
que escolhem se queres ou não receber a Crisma, mas sim você mesmo. A decisão do jovem, da jovem, agora já 
maduros é capaz de dizer (CONFIRMAR) um sim verdadeiro da proposta do Cristo, de viver o Projeto de 
Salvação de Deus pai, que nos conduzirá ao Céu. 
 
No sacramento da Crisma recebemos mais uma vez, os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, 
Conselho, Fortaleza, Piedade, Ciência e Temor de Deus. Eles são dons que nos aproximam de nossa vocação:a 
Santidade. 
 
Quando recebemos o Espírito Santo e nos abrimos inteiramente à graça sacramental não agimos em nós, mas 
sim o próprio Deus nos usa de instrumento e age em nós. Por isso podemos considerar o crismando uma pessoa 
com grandes responsabilidades. Veja: No Batismo recebemos o Espírito Santo e nos transformamos de criaturas 
de Deus para Filhos de Deus. Já na Crisma dizemos com consciência: Quero ser Filho de Deus e assumir a 
minha missão de evangelizar. 
O mesmo Deus que os apóstolos receberam no dia de Pentecostes é o mesmo que recebemos no Sacramento da 
Crisma, por isso a mesma autoridade que eles tinham ao anunciar a Palavra de Deus é a mesma que possuímos. 
 
O dia da crisma 
O dia em que nos crismamos é sem dúvida o dia de nosso Pentecostes. Onde o Espírito Santo nos é enviado 
para transformar e santificar. As transformações do Espírito Santo são nitidamente vistas na Bíblia. Observe: 
Vamos dar o exemplo do apóstolo Pedro. Antes do dia de Pentecostes era um pescador de pouca instrução, 
medroso, incrédulo e infiel. 
 
Quando se passou o dia de Pentecostes, melhor dizendo, logo ao sair do cenáculo onde o Espírito Santo desceu 
sobre os apóstolos e Maria, Pedro realizou um discurso que prova o poder do Espírito Santo (At 2, 14-41). 
Podemos até duvidar se realmente era o mesmo Pedro pescador e incrédulo. 
 
~ 79 ~ 
 
Foi a partir daí que a Igreja se firmou, ou seja, foi através do Papa São Pedro que a Igreja de Jesus Cristo surgiu. 
Vejamos: se somos também Igreja, é através do Sacramento da Crisma que firmamos em nós o "tijolo" eclesial 
que somos. 
 
 
A missão do crismado 
A finalidade dos Sacramentos é para tornarmos um sinal de testemunho de vida; é para identificar-nos cada vez 
mais com Cristo. Não é para só sentirmos bem, pagar ou cumprir promessa. 
 
Por que recebemos o Sacramento da Crisma, chamado também Confirmação? Comumente dizemos que 
a Crisma nos faz soldados de Cristo, que confirma o Batismo, Sacramento adulto que dá responsabilidade. Uma 
só coisa a Igreja nos garante sobre este Sacramento. A crisma nos concede com plenitude o Espírito Santo. 
“(......) Pelo sacramento da confirmação, os (fiéis) são vinculados mais perfeitamente à Igreja, 
enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como 
verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras”. 
(Catecismo 1285). 
 
Qual o sentido do Sacramento da Crisma? 
Podemos dizer o seguinte: Todos os Sacramentos são Sacramentos de Cristo, mas um deles, a Eucaristia, é por 
excelência o Sacramento de Cristo. Assim, todos os Sacramentos são do Espírito Santo, mas um deles, a 
Crisma ou Confirmação, é por excelência o Sacramento do Espírito Santo. Para melhor compreendermos o 
sentido do Sacramento da Crisma, devemos perguntar-nos qual a função do Espírito Santo na Economia da 
salvação (plano de Deus) manifestada na História da Salvação. 
 
O sinal da confirmação 
No rito da confirmação convém considerar o sinal da unção e aquilo que a unção designa o imprime: O selo 
espiritual. A unção, no simbolismo bíblico e antigo, é rica de significados: o óleo é sinal de abundância e de 
alegria, ele purifica (unção antes e depois do banho) e torna ágil (unção dos atletas e dos lutadores), é sinal de 
cura, pois ameniza as contusões e feridas, e faz irradiar beleza, saúde e força. (Catecismo 1293). 
 
O selo da confirmação 
Cristo mesmo se declara marcado com o selo do Pai. Também o cristão está marcado por um selo: “Aquele que 
nos fortalece convosco em Cristo e nos dá a unção é Deus, o que nos marcou com um selo e colocou 
em nossos corações o penhor do Espírito” (2Cor. 1,21-22). Este selo do Espírito Santo marca a pertença 
total a Cristo, o colocar-se a seu serviço para sempre, mas também a promessa da proteção divina na grande 
provação escatológica. (Catecismo 1296) 
 
A confirmação é um chamado ao apostolado de Jesus 
A Crisma (Confirmação), além de nos confirmar na fé como Cristãos, Católicos, Apostólicos Romanos, nos 
convida ao ministério de Nosso Senhor Jesus Cristo, a participar de um convite muito especial, que é o serviço 
ao Senhor (Mat. 28). Você que é jovem ou adulto, Jesus, a exemplo do que fez com Pedro, ele lhe convida ao 
Ministério da Igreja, para assumir a ação salvívica de anunciar a Palavra, seja, como leigo, consagrado (a), (freira) 
ou como sacerdote (padre). Assim, no crisma, o Senhor Jesus age e convida ao jovem para o caminho do serviço 
Igreja e ao próximo. 
 
 
4º SACRAMENTO: PENITÊNCIA OU RECONCILIAÇÃO 
 
Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a 
Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua 
conversão com caridade, exemplo e orações. A confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus Cristo 
no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo. 
 
Relata as Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai sete 
vezes, que será do pobre que não é justo? "Não há homem que não peque" (Ecl 7, 21). "Aquele que diz 
~ 80 ~ 
 
que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10). O "Livre Arbítrio" humano permite ao homem 
realizar atos contrários ao seu criador. 
 
É necessário obter o perdão desses pecados. "Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20). "Não 
sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?" (1 Cor 6, 9). Portanto, para entrar no Reino de Deus, é 
necessário obter o perdão dos pecados. 
 
Nosso Senhor instituiu um sacramento: Qual é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados? Nos 
diz São João: "Se confessarmos os nossos pecados, diz o Apóstolos, ele é fiel e justo para nos perdoar os 
pecados e purificar-nos de toda injustiça" (1 Jo 1, 8). Todavia, "aquele que esconde os seus crimes não será 
purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). 
"Não vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes de morrer" (Ecl 17, 26). 
 
A história da confissão e da penitência 
A confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento. Relata o livro do Êxodo que após Moisés notar que o 
povo fizera um bezerro de ouro,ele subiu ao Monte Horebe, onde se encontrava Deus disse: “Oh, esse povo 
cometeu um grande pecado: fizeram para si um deus de ouro. Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! 
Senão apagai-me do livro que escrevestes. O senhor disse a Moisés:”Aquele que pecou contra mim, este apagarei 
do meu livro”. 
 
O perdão dos pecados 
Afirma a Bíblia Sagrada: “Jesus tomou de novo a barca, passou o lago e veio para a sua cidade. Eis que lhes 
apresentaram um paralítico estendido numa padiola. Jesus, vendo a fé daquela gente, disse ao paralítico: “Meu 
filho, coragem! Teus pecados te são perdoados.”. 
 
Caros crismandos, Jesus instituiu o sacramento da confissão. Jesus ressuscita e após a sua ressurreição, aparece 
aos discípulos e lhe diz: “A paz esteja convosco! Como o pai me enviou, assim também eu vos envio a 
vós. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito santo. Aqueles a quem 
perdoades os pecados, ser-lhes-ão perdoados, àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. 
(Jo.1921-23). 
 
A confissão dos primeiros cristãos 
Após Jesus enviar os apóstolos para pregar por todos os cantos da Terra, houve muitos casos de exorcimos. 
Afirma a Bíblia: Muitos dos que haviam acreditado vinham confessar e declarar as suas obras. Muitos também 
que tinham exercidos artes mágicas, ajuntaram os seus livros e queimaram nos diante de todos”. (At. 19.18-19). 
 
A quem deve ser feita a confissão 
A confissão deve ser feita a um padre. Pelo próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma que o 
convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a 
confissão junto aos Apóstolos, pois o verbo "vir"é usado por quem recebe a visita do penitente. Se a confissão 
fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão de seus pecados, sem precisar 'ir' até a Igreja. Aliás, S. Tiago é 
explícito a esse respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de 
que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de 
perdoá-los. De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à 
sua Igreja. Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que seu arrependimento 
não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor sua honra. 
(http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos/penitencia.htm) 
 
Contrição e atrição: a contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por amor de Deus. A atrição, por 
sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno. A primeira, contrição (chamada de 
contrição perfeita), apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a 
disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento. A 
atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno". 
 
Confissão – gesto de humildade 
Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se 
obediente até a morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e 
nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, 
~ 81 ~ 
 
na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua 
promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14). 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Porque precisamos ser batizados? 
2) Para que serve o batismo? 
3) O que vem a ser batismo no Espírito Santo? 
4) O Jovem crismando quando recebe o sacramento da crisma confirma a sua fé? De que fé se está 
falando? 
5) Quando foi que recebemos pela primeira vez a fé? 
6) O que vem a ser eucaristia? 
7) Porque precisamos receber a eucaristia? 
8) Qual o significado da crisma? 
9) O que o Jovem fará depois de crismado? 
10) Você tem vontade de servir a Deus no Santuário São Judas Tadeu? Onde? 
11) Qual a importância de ser crismado? 
12) Você acredita na efusão do Espírito Santo? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 82 ~ 
 
19º ENCONTRO | OS 
SACRAMENTOS DA VIDA 
CRISTÃ: 
 
5º SACRAMENTO: UNÇÃO DOS ENFERMOS 
 
Introdução 
 
As pessoas que estão padecendo de algum mal em suas vidas, necessitam de cura e de restabelecimento de sua 
condição física, psíquica e mental. 
 
Quando os cristãos católicos se encontram em grave situação de saúde ou precisam passar por um processo 
cirúrgico, há um sacramento por meio do qual se buscar devolver o estado de saúde, ânimo e conforto 
anteriormente existentes. 
 
Este sacramento é o sacramento da unção dos enfermos. 
 
O que é a unção dos enfermos? 
A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa 
falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso 
esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. 
(http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos). 
 
Pelo sacramento da penitência Deus nos conforta, nos liberta da culpa e nos dar um novo ânimo para viver 
conforme os seus mandamentos. 
 
Jesus cuida dos doentes 
Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados 
do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à 
paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus. 
(http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos) 
 
Não podemos rotular o Sacramento da Unção dos Enfermos como sinal de morte próxima, mas sim um 
Sacramento que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de 
cuidados. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do 
doente também arrepender-se de seus pecados. 
 
A antiga tradição do sacramento da unção dos enfermos 
Na antigamente, o Sacramento da Unção dos Enfermos era chamado Sacramento da extrema-unção dos 
Enfermos, foi trocado o nome, pois muitos vinham a caracterizá-lo como o "sacramento da morte", não 
sendo bem assim. Inúmeros são aqueles que já receberam o Sacramento da Unção dos Enfermos mais de duas 
vezes e estão vivos até hoje. 
 
Liberdade na aceitação do sacramento 
Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo, ou seja, não 
adianta a família querer impor algo que o próprio doente não deseja (isso não vale só para esse Sacramento, mas 
sim para todos os outros). A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, mas não impor o 
Sacramento sem a vontade e a consciência do doente. Se o doente querer e tiver a consciência da importância do 
Sacramento, aí sim, o Sacramento terá muitos frutos e graças. 
A Unção dos Enfermos é o sacramento da salvação total, do corpo e do espírito ao mesmo tempo. É o 
sacramento da esperança, porque ajuda o doente a entregar-se confiante nas mãos de DEUS. 
Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque considerava a 
doença um castigo de DEUS, Ele acolhia com amor e os curava. 
[AS PESSOAS QUE ESTÃO 
PADECENDO DE ALGUM MAL EM 
SUAS VIDAS, NECESSITAM DE CURA 
E DE RESTABELECIMENTO DE SUA 
CONDIÇÃO FÍSICA, PSÍQUICA E 
MENTAL.] 
http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos
http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos
~ 83 ~ 
 
 
Jesus proclama a cura de um cego 
Relata as Sagradas Escrituras: Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. Os seus discípulos indagaram dele: 
Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: “Nem este pecou nem seus 
pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus.” (Jo. 9, 1-3). 
 
O fundamento do Sacramento da unção dos enfermos 
O dom da cura transmitido pelo Senhor aos discípulos. Jesus quis que aqueles que o acompanhavam 
continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. "Então os discípulos partiram e 
pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungido-os com 
óleo" (Mc 6, 12s), (Mat. 2.1-12). 
 
O Senhor ressuscita renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome: 
 
"Quando colocarem as mãos sobre os doentes, 
eles ficarão curados" (Mt 16, 18). 
 
Afirma São Tiago: 
 
“Alguém entre vós está triste? Reze! Está alegre? Cante. Está alguém 
enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam orações sobre 
ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor”. (Tg. 5. 13-14) 
 
O enfermo é salvo pela fé. Afirma São Tiago: 
 
“A oração da Fé salvará o enfermo e o senhor o ressuscitará. Se ele 
cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai os vossos pecados 
uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados”. (Tg.5. 15-16). 
 
Quem pode receber a unção dos enfermos? 
Pode-se conferir a Sagrada Unção às pessoas idosas, cujas forças se encontrem sensivelmente debilitada, mesmo 
que não se trate de grave enfermidade, e ainda as pessoas que serão submetidas a operação cirúrgica, inclusive 
nos casos de cirurgia cesariana. 
Também às crianças a Sagrada Unção seja conferida, desde que tenham atingido tal uso da razão que possam 
encontrar conforto no Sacramento. Na dúvida, se já tenham atingido o uso da razão, seja-lhes administrado o 
Sacramento. Este Sacramento pode ser repetido se o doente convalescer após ter recebido a Unção, ou também 
se, perdurando a mesma doença, vier a encontrar-se em situação mais grave. 
(http://www.diocesedejundiai.org.br/nor_dir_est/05.htm).A unção dos enfermos nos hospitais 
Em caso de uma visita ao hospital onde haja vários enfermos no mesmo quarto, constatando que são católicos e 
tendo analisado a gravidade da internação de cada um, administre-se a todos que quiserem a Sagrada Unção. 
(http://www.diocesedejundiai.org.br/nor_dir_est/05.htm). 
 
A pastoral da saúde e a unção dos enfermos 
Na nossa Igreja Católica, há a pastoral da saúde que são leigos que visitam os doentes, podendo ministrar 
orações, e entregar a comunhão ao doente. Recomenda-se que seja feita ao menos uma visita aos enfermos, nos 
hospitais ou em suas casas, pelos agentes da Pastoral da Saúde, antes da vinda do Sacerdote, a fim de os preparar 
para a recepção dos Sacramentos. Além das visitas comuns, os agentes da Pastoral da Saúde, promovam também, 
se o doente desejar, breves Celebrações da Palavra em suas residências ou nos quartos dos hospitais. Quando for 
ministrada a Sagrada 
Eucaristia, esta Celebração é indispensável, devendo haver leitura bíblica, o Pai Nosso e outras orações 
apropriadas. 
~ 84 ~ 
 
 
6º SACRAMENTO: MATRIMÔNIO 
 
Introdução 
O Matrimônio é o amor. Ninguém consegue viver sem a presença e a amizade de outras pessoas. Ninguém está 
sozinho. No casamento, essa amizade é repartida entre o marido e a mulher: é repartida entre o casal e os filhos, 
e com a comunidade onde vivem. O mais difícil do amor é permanecer firme nele. Só Deus mesmo é capaz de 
ser, sem defeito, fiel e amoroso. Quando o casal é fiel no amor, é um grande sinal de Deus. Deus está presente 
no amor do casal. Quem acredita nisso pode casar na Igreja. 
 
O sacramento da ordem é o sacramento conferido por Deus a uma pessoa que destina sua vida a serviço do 
próximo. 
 
O sacerdote é esta pessoa que escolhendo seguir os passos de Cristo, se doa totalmente a serviço do povo de 
Deus. 
 
Há quem diga que tanto o sacramento do matrimônio quanto o sacramento da ordem são sacramentos de 
serviços, pois no caso do matrimônio, marido e mulher servem uma ao outro e nos sacerdócio propriamente 
dito, o sacerdote serve a toda a comunidade. 
 
O sacramento do matrimônio 
O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja. Concede aos esposos a graça de se 
amarem com o mesmo amor com que Cristo amou a sua Igreja. A graça do sacramento leva à perfeição o amor 
humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna. Se os cônjuges 
separam-se, divorciam-se, separam algo que Deus uniu. 
 
O novo casamento dos divorciados ainda em vida do legítimo cônjuge contraria o desígnio e a lei de Deus, que 
Cristo nos ensinou. Eles não estão separados da Igreja, mas na o têm acesso à comunhão eucarística. Levarão 
vida cristã principalmente educando seus filhos na fé. "A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher 
constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à 
geração e educação da prole, e foi elevado, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor." 
(http://www.catequisar.com.br/texto/materia/dout/lv03/22.htm) 
 
O Fundamento e a origem do matrimônio bíblico 
Deus, quando criou o homem, deu à ele uma companhia: Eva. Deus também acrescentou: 
 
"Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua 
mulher; e já não são mais que uma só carne" (Gn 2, 24). 
 
Afirmamos que o matrimônio é a segunda grande maravilha de Deus em beleza, pois após criar o mundo e todos 
os seres vivo, Deus permitiu pelo matrimônio perpetuação da espécie. 
 
Jesus confirma a aliança no matrimônio 
A respeito do matrimonio, afirma Nosso Senhor: 
 
“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o 
homem o que Deus uniu”. (Mat. 19.6). 
 
O Matrimonio não é uma instituição simplesmente humana, apesar das inúmeras variações que sofreu no curso 
dos séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais (...) Deus, que criou o homem por 
amor, também o chama ocupar ao amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Pois o homem foi 
criado à imagem e semelhança de Deus, que é amor. Tendo Deus criado o homem e a mulher, seu amor mútuo 
~ 85 ~ 
 
se torna uma imagem do amor absoluto e indeclinável de Deus pelo homem. Este amor é bom, muito bom, aos 
olhos do Criador, que é “amor” (1 Jo. 4.8-16). (Catecismo 1603). 
 
O casamento no Senhor 
A aliança nupcial entre Deus e seu povo Israel preparado a nova e eterna aliança na qual o Filho de Deus, 
encarando-se e entregando sua vida, uniu-se de certa maneira com toda a humanidade salva por ele, preparando, 
assim, “as núpcias do cordeiro”. 
 
Em Canaã da Galileia, Jesus se manifesta num casamento 
No limiar de sua vida pública, Jesus opera seu primeiro sinal - a pedido de sua Mãe – por ocasião de uma festa de 
casamento. A Igreja atribui grande importância à presença de Jesus nas núpcias de Caná. Vê nela a confirmação 
de que o casamento é uma realidade boa e o anúncio de que, daí em diante, será ele um sinal da presença de 
Cristo. (Catecismo 1612) 
 
A virgindade por causa do reino de Deus 
Cristo é o centro de toda a vida Cristã. O vínculo com ele está em primeiro lugar, na frente de todos os outros 
vínculos - familiares ou sociais. 
Desde o começo da Igreja, houve homens e mulheres que renunciaram ao grande bem do Matrimônio para 
seguir o cordeiro. Onde quer que fosse, para ocupar-se com as coisas do Senhor, para procurar guardar-lhes, 
para ir ao encontro do esposo que vem. O próprio Cristo convidou alguns para segui-lo neste modo de vida, 
cujo modelo continua sendo o mesmo. (Catecismo 1618). Nesse sentido, o sacerdote é uma pessoa que escolhe o 
caminho que deve seguir em sua vida. Ao fazer a escolha por seguir Jesus, o sacerdote não pode casar, pois a sua 
esposa é Igreja, a quem deve cuidar como sua família. 
 
Efeitos do Matrimônio 
De acordo com a Santa Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana: 
§1638 Os efeitos do sacramento do Matrimônio "Do Matrimônio válido origina-se entre os cônjuges um vínculo 
que, por sua natureza, é perpétuo e exclusivo; além disso, no Matrimônio cristão, os cônjuges são robustecidos e 
como que consagrados por um sacramento especial aos deveres e à dignidade de seu estado." 
§1639 O VÍNCULO MATRIMONIAL: “O consentimento pelo qual os esposos se entregam e se acolhem 
mutuamente é selado pelo próprio Deus. De sua aliança "se origina também diante da sociedade uma instituição 
firmada por uma ordenação divina". A aliança dos esposos é integrada na aliança de Deus com os homens: "O 
autêntico amor conjugal é assumido no amor divino". 
§1640 O vínculo matrimonial é, pois, estabelecido pelo próprio, Deus, de modo que o casamento realizado e 
consumado entre batizados jamais pode ser dissolvido. Este vínculo que resultado ato humano livre dos esposos 
e da consumação do casamento é uma realidade irrevogável e dá origem a uma aliança garantida pela fidelidade 
de Deus. Não cabe ao poder da Igreja pronunciar-se contra esta disposição da sabedoria divina. 
§1641 A GRAÇA DO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO "Em seu estado de vida e função, (os esposos 
cristãos) têm um dom especial dentro do povo de Deus." Esta graça própria do sacramento do Matrimônio se 
destina a aperfeiçoar o amor dos cônjuges, a fortificar sua unidade indissolúvel. Por esta graça "eles se ajudam 
mutuamente a santificar-se na vida conjugal, como também na aceitação e educação dos filhos". 
§1642 Cristo é a fonte desta graça. "Como outrora Deus tomou a iniciativa do pacto de amor e fidelidade com 
seu povo, assim agora o Salvador dos homens, Esposo da Igreja, vem ao encontro dos cônjuges cristãos pelo 
sacramento do Matrimônio." Permanece com eles, concede-lhes a força de segui-lo levando sua cruz e de 
levantar-se depois da queda, perdoar-se mutuamente, carregar o fardo uns dos outros, "submeter-se uns aos 
outros no temor de Cristo" (Ef 5,21) e amar-se com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. Nas alegrias de 
seu amor e de sua vida familiar, Elelhes dá, aqui na terra, um antegozo do festim de núpcias do Cordeiro. 
Onde poderei haurir a força para descrever satisfatoriamente a felicidade do Matrimônio administrado pela 
Igreja, confirmado pela doação mútua, selado pela bênção? Os anjos o proclamam, o Pai celeste o ratifica... O 
casal ideal não é o de dois cristãos unidos por uma única esperança, um único desejo, uma única disciplina, o 
mesmo serviço? Ambos filhos de um mesmo Pai, servos de um mesmo Senhor. Nada pode separá-los, nem no 
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espírito nem na carne; ao contrário, eles são verdadeiramente dois numa só carne. Onde a carne é uma só, um 
também é o espírito. 
O consentimento matrimonial 
Os protagonistas da aliança matrimonial são um homem e uma mulher batizados, livres para contrair o 
matrimonio e que expressam livremente seu consentimento. “Ser livre” que dizer: Não sofrer constrangimento; 
não ser impedido por uma lei natural ou eclesiástica. 
 
A Igreja considera a troca de consentimento entre os esposos como elemento indispensável “que produz o 
matrimônio. Se faltar o consentimento, não há casamento. 
 
O consentimento consiste num “ato humano pelo qual os cônjuges se doam e se recebem mutuamente”: 
eu ti recebo por minha mulher - “eu te recebo por meu marido. Este consentimento que liga os esposos entre si 
encontra seu cumprimento no fato de “os dois se tornarem uma só carne”. (Catecismo 1626-1628) Se faltar o 
consentimento e a liberdade de A manifestação, o casamento será invalidado. (Catecismo 1628) 
 
O lar cristão 
O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda 
razão, de "Igreja doméstica", comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã. 
(http://www.catequisar.com.br/texto/materia/dout/lv03/22.htm) 
 
O matrimônio e o adultério 
Afirma Jesus: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ele em seu coração”. (Mt. 5.28). 
 
A unidade e a indissolubilidade do matrimônio 
O amor dos esposos exige, por sua própria natureza, a unidade e a indissolubilidade da comunidade de pessoas 
que engloba toda a sua vida: “De modo que já não são dois, mas uma só carne” (Mt.19.6). (Catecismo 1644). 
 
A manifestação pela adoção do matrimônio sob a autoridade do Poder de Deus é uma realidade da qual os 
nubentes (homem e mulher) escolhem livremente. Ao escolher a benção de Deus devem ter claro que hão de 
enfrentar juntos, todos os desafios para viver unidos em torno da Aliança proclamada no altar. 
 
Deus pede licença para entrar na vida do casal, mas não pede permissão para sair, decorrendo daí que o Senhor 
sempre desejou que o relacionamento dos futuros esposos fosse selado por sua autoridade. Essa autoridade é 
capaz de manter a dignidade divina do matrimônio, a unidade entre os esposos e a luta em comum para a sua 
perpetuidade até que a morte o separe. 
 
A pessoa humana (homem e mulher) está rodeados de prazeres mundanos, de paixões desordenadas, dai ser 
muito difícil manter um relacionamento sólido, porquanto o mundo oferece a cada dia uma nova oportunidade a 
cada membro do matrimônio de se perguntar: Porque tenho que me manter casado com ele (ela) se é possível 
deixá-lo (a) e me unir a outro (a)? 
 
O casal precisa manter-se unido ao coração de Deus pela oração. A oração é o alimento do amor eterno do Pai, 
depositado sobre o casal e a família, será capaz de renovar o amor e o primeiro encontro havido entre ambos. 
Quando Deus está presente no seio da família e do matrimônio não há motivos ou falsas desculpas para o 
rompimento e a dissolubilidade da família, pois Deus mesmo se encarrega de renovar a cada dia o amor entre o 
casal. 
 
Para isso, é preciso querer essa união. Sem o querer divino, essa realidade não se manifesta no plano material, 
pois encontra ao lado do querer divino, um querer mundano, fragilizado, sedutor e relativizado pelas más 
paixões, maus desejos, e isso, levam a fragilização do matrimônio e a quebra da unidade pela desordem de cada 
um e de cada casal, que deixa de ouvir a voz de Deus para ouvir a voz de satanás. 
 
 
 
~ 87 ~ 
 
7º SACRAMENTO: ORDEM 
 
Introdução 
 
A Ordem é a dedicação. Todo dia precisamos de ajuda de outras pessoas para viver com a gente, orientar, 
mostrar o caminho. Essas pessoas nos ajudam a alimentar a fé, acreditar na esperança, esperar na fraternidade. 
Tem gente que se dedica a esse serviço. Vive para isso. O Padre é um exemplo. Dedicação por excelência, só a de 
Deus. Deus se dedica tanto que chegou a confiar seu próprio filho a nós, a aceitar que ele morresse por nós. O 
sacerdote é por excelência a pessoa que assume aqui na terá as funções de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
 
Quem pode receber este sacramento? § 1577 – “Só um varão (‘vir’) batizado pode receber validamente a 
ordenação sagrada” (CIC, cân. 1024). O Senhor Jesus escolheu homens (“viri”) para formar o colégio dos doze 
Apóstolos (Cf. Mc 3,14-19; Lc 6,12-16), e os apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram os colaboradores 
(Cf. 1Tm 3,1-13; 2Tm 1,6; Tt 1,5-9) que seriam seus sucessores na missão (Cf. S. Clemente de Roma, Cor. 42,4: 
SC 167,168-170). O colégio dos Bispos, ao qual os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e 
atualiza, até o retorno de Cristo, o colégio dos doze. A Igreja se reconhece vinculada por essa escolha do próprio 
Senhor. Por isso, a ordenação de mulheres não é possível (Cf. MD 26-27; AAS 80 (1988) 1715-1720; id., Ep. 
ap. Ordinatio sacerdotalis: AAS 86 (1994) 545-548; CDF, Inter Insigniores: AAS 69 (1977) 98-116; id., 
Responsum ad dubium circa doctrinam in Epist. Ap. “Ordinatio sacerdotalis” traditam: AAS 87 (1995) 1114). 
(Catecismo577) 
 
O sacramento da ordem e a missão do sacerdote 
A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continuam sendo 
exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. Comporta três 
graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconato. Todos nós somos chamados a uma vocação, ou seja, Deus 
nos chama a servir a Ele através de algo: a Vida Leiga, a Vida Religiosa, a Vida Consagrada, a Vida Sacerdotal. 
(Catecismo 1536) 
 
O sacramento da ordem e o apostolado 
A Ordem é o Sacramento onde Deus nos chama a sermos verdadeiros apóstolos. Na Bíblia podemos ver os 
inúmeros chamados de Jesus: "Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no 
posto do pagamento das taxas, Disse-lhes: 'Segue-me'. O homem levantou-se e o seguiu" (Mt 9, 9). Através da 
leitura acima, podemos perceber que Jesus com uma só palavra consegue levar Mateus, um homem pagão e rico, 
ao sacerdócio (sacer = sagrado; dócio = Dom). A missão do sacerdote é ser uma "seta sinalizadora", ou 
seja, o sacerdote deve indicar ao povo o caminho à Cristo. 
 
Todos os apóstolos que vemos nas Escrituras, são os mesmos diáconos, padres, vigários, bispos e papa que 
existe nos dias de hoje. Bento XVI é o sucessor de São Pedro (o primeiro papa), os sacerdote são 
verdadeiramente apóstolos que batizam, confessam, crismam, celebram a Santa Missa em nome de JESUS. 
 
Não temerão chamado de Deus 
Não devemos temer o chamado, pois Jesus não escolhe pobre ou rico, mas sim aquele que Ele deseja. Jesus 
chamou Pedro (apóstolo sem cultura e incrédulo), Paulo (perseguidor dos cristãos), Mateus (apóstolo pagão e 
rico), Judas Iscariotes (apóstolo traidor). 
 
Rezar pelas vocações 
Nós como cristãos devemos rezar muito pelas vocações sacerdotais, pedindo a cada dia que Jesus chame mais 
jovens a viver essa vida de entrega ao Senhor. Pois como sabemos: "A messe é grande, mas os operários são poucos. 
Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para vossa messe" (Mt 9, 37s). 
 
O sacerdócio no Antigo Testamento 
Podemos constatar, já no Antigo Testamento, Deus escolheu a tribo de Levi para dela saírem os sacerdotes da 
antiga aliança. Eram muitos os sacerdotes, os ritos e os sacrifícios (Nm 3,11-13; Lv 1,27-34). 
 
Jesus instituiuo sacerdócio 
Jesus escolheu os Doze Apóstolos para dar início à Igreja, porque quis que ela não fosse um povo sem forma, ao 
contrário, a quis estruturada em uma hierarquia definida, como mostram os Evangelhos: “Ele escolheu Doze 
para estarem com Jesus” (Mc 3, 13-16). Jesus lhes deu ordem e poder de agirem como se fosse Ele mesmo?: 
~ 88 ~ 
 
“Quem vos ouve, a mim ouve; que vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 
10,16). Segundo o Concílio de Trento, os Apóstolos foram constituídos sacerdotes na última Ceia. (DS, 
1752[949]). (http://www.cleofas.com.br). 
 
Jesus é o sacerdote perfeito: Jesus veio para com o seu sacrifício levar à plenitude os sacrifícios da Antiga 
Aliança; por isso, Ele aboliu o sacerdócio levítico e fez-se Ele mesmo o Único Sacerdote da Nova e Eterna 
Aliança, de acordo com Melquisedec, Rei e Sacerdote (Hb 7,1-10; 10,4-10). Como único Sacerdote ofereceu um 
Único sacrifício, oblação perfeita da sua vida da sua vontade, entregues ao Pai. O seu Sim, inspirado no amor a 
nós, apagou o Não dito pelo primeiro homem por falta de amor ao Pai. (http://www.cleofas.com.br) 
 
O sacramento da ordem no catecismo da Igreja Católica 
A palavra ordem, na Antigüidade romana, designava corpos constituídos no sentido civil, sobretudo o corpo dos 
que governavam. “Ordinatio” (ordenação) designa a integração num “ordo” (ordem). Na Igreja, há corpos 
constituídos que a Tradição, não sem fundamento na Sagrada Escritura (Cf. Hb 5,6; 7,11; Sl 110,4), chama, desde 
os tempos primitivos, de “taxeis” (em grego; pronuncie “tacseis”), de “ordines” (em latim). Por exemplo, a 
liturgia fala do “ordo episcoporum” (ordem dos bispos), do “ordo presbyterorum” (ordem dos presbíteros), do 
“ordo diaconorum” (ordem dos diáconos). Outros grupos recebem também este nome de “ordo”; os 
catecúmenos, as virgens, os esposos, as viúvas etc.(Catecismo § 1537) 
 
A integração em um desses corpos da Igreja era feita por um rito chamado ordinatio, ato religioso e litúrgico que 
consistia numa consagração, numa bênção ou num sacramento. Hoje a palavra “ordinatio” é reservada ao ato 
sacramental que integra na ordem dos bispos, presbíteros e diáconos e que transcende uma simples eleição, 
designação, delegação ou instituição pela comunidade, pois confere um dom do Espírito Santo que permite 
exercer um “poder sagrado” (“sacra potestas”) (Cf. LG 10) que só pode vir do próprio Cristo, por meio de sua 
Igreja. A ordenação também é chamada “consecratio” por ser um pôr à parte, uma investidura, pelo próprio 
Cristo, para sua Igreja. A imposição das mãos do bispo, com a oração consecratória, constitui o sinal visível desta 
consagração. Catecismo § 1538) 
 
O sacerdote é o próprio cristo: “In persona Christi Capitis” (Na pessoa de Cristo Cabeça...)§ 1548 – No 
serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça de seu 
Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor, Mestre da verdade. A Igreja o expressa 
dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age “in persona Christi Capitis” (na pessoa de 
Cristo Cabeça) ( Cf. LG 10; 28; SC 33; CD 11; PO 2; 6). 
 
A celebração do sacramento da ordem 
A celebração da ordenação de um Bispo, de presbíteros ou de diáconos, devido à sua importância para a vida da 
Igreja particular, exige o concurso do maior número possível de fiéis. Deverá realizar-se de preferência num 
domingo e na catedral, com uma solenidade adaptada à circunstância. As três ordenações – do Bispo, do padre e 
do diácono – seguem o mesmo movimento. Seu lugar é no seio da liturgia Eucarística. (Catecismo § 1572). 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Você acredita que a unção dos enfermos pode levar a pessoa para o céu? 
2) A unção deve ser ministrada com fé e orações? Por quê? 
3) Você acredita no sacramento da confissão? 
4) Você está em dia com sua confissão? 
5) Quando foi sua última confissão? 
6) Em que situações devo me confessar? 
7) O que você entende por matrimônio? 
8) Matrimônio é o mesmo que casamento? 
9) Porque as pessoas se separam? 
10) Você acha que os padres deveriam casar? Por quê? 
11) Você já pensou em ser padre e ou freira? 
12) Quais as funções de um sacerdote? 
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~ 89 ~ 
 
20º ENCONTRO | DONS E 
FRUTOS DO ESPÍRITO 
SANTO 
 
Introdução 
Ao viver esta realidade a partir do sacramento do Batismo, o 
Senhor confere ao homem dons especiais que lhe permite no 
dia a dia se relacionar com o Criador e com seus irmãos. Os 
dons são valores que o homem tem em relação ao Espírito de 
Deus e por isso deve comunicar esses dons no dia a dia para 
viver conforme a graça da santificação. 
 
Reflexão Fundamental: O profeta Isaias, capítulo 11, vers. 
2. “Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, espírito de SABEDORIA e de ENTENDIMENTO, espírito de 
CONSELHO e de FORTALEZA, espírito de CIÊNCIA (e de PIEDADE) e de TEMOR DE DEUS”. A lista 
de nove itens encontrada no versículo 22 do capítulo 5 da Epístola de Paulo aos Gálatas se refere aos frutos do 
Espírito: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 
mansidão, temperança (autodomínio)". 
 
A importância dos dons do Espírito Santo 
É importante para dissernir o que Deus quer de nós e o que ele tem para realizar em nossas vidas. Por isso que a 
criança, o jovem e o adulto devem orar no Espírito Santo para que Deus manifeste o seu Plano de Amor, aquilo 
que pretende para cada um de nós. A Oarção no Espírito Santo já era uma recomendação do apóstolo Judas 
Tadeu, o nosso São Judas. (Epístola de São Judas. Cap.1.20). 
 
O que são dons? 
Os dons são sinais da presença de Deus na vida do Cristão e revela a identidade desse Cristão para com Deus e 
seu povo. Afirma a Palavra do Senhor: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos 
constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça”. (Jo. 15.16). DIVERSIDADE DE 
DONS (I Cor. 12.4-11) 
Os dons do Espírito Santo são: 
1) Sabedoria - Não se trata de conhecimento intelectual. Neste Dom adquirimos uma afinidade com o nosso 
PAI que nos permite julgar com senso espiritual e ter uma compreensão íntima da riqueza de DEUS, traduzindo 
em palavras; 
2) Entendimento(inteligência) - Aperfeiçoa nossa faculdade de conhecer e captar as realidade divinas em 
profundidade, favorece o entendimento das Escrituras Sagradas, com visão clara, direta da interpretação da 
Igreja; 
3) Conselho - Indispensável para agirmos de acordo com o bem, a ética e o Evangelho. Devemos consultar 
uns aos outros para encontrar a vontade de DEUS. Nos impede de tomarmos decisões contrárias a DEUS. É o 
dom da Prudência; 
4) Fortaleza - È para termos forças, coragem e lutar contra o pecado. Praticar a virtude com santo fervor, 
paciência e alegria, suportando as dificuldades de vida (traições, calúnias, etc. ). É para não esmorecermos no dia 
a dia; 
5) Ciência - Ajuda a olhar e julgar as coisas e os acontecimentos ao nosso redor com os “olhos” de DEUS, 
dando-nos o verdadeiro sentido e o discernimento das coisas, principalmente dos sinais dos tempos. É a luz 
invocada pelo cristão para sustentar a fé do batismo; Não é adquirido através de estudos, pesquisas, cursos. É 
um conhecimento que alcança a mente humana através de uma revelação do Espírito Santo que nos permite 
conhecer todas as coisas criadas segundo a Lei de DEUS. É a ciência se pondo a serviço da Fé para 
compreendermos e aceitarmos os desígnios de DEUS; 
6) Piedade – É a ação do Espírito Santo, comunicando-nos os bons sentimentos e atitudes para que possamos 
amar e servir a DEUS como Pai, e também amar, respeitar e servir ao próximo, com respeito e dignidade. É 
ponto alto da nossa religião. É a forma mais ampla da virtude da justiça. É ajudar o próximo, perdoar o próximo, 
tornar as pessoas mais carinhosas e bondosas. Nos faz aceitar DEUS como verdadeiro PAI, Nossa Senhora 
como nossa Mãe e as pessoas comoirmãos em Cristo; 
[PARA REFLETIR: “BROTARÁ UM 
RAMO DA RAIZ DE JESSÉ, UMA FLOR 
NASCERÁ DESTA RAIZ E 
DESCANSARÁ NELA O ESPÍRITO 
SANTO DE SABEDORIA E DE 
ENTENDIMENTO, O ESPÍRITO DE 
CONSELHO E FORTALEZA, O 
ESPÍRITO DE CIÊNCIA E DE PIEDADE 
E A ENCHERÁ O ESPÍRITO DO 
TEMOR DO SENHOR.”] 
~ 90 ~ 
 
7) Temor de Deus – Não é medo de DEUS, pois DEUS é bondoso, terno, misericordioso, generoso e todo 
AMOR. Temor de DEUS é um profundo respeito a DEUS que faz arder nosso coração. É sermos fiéis a 
DEUS e a seus ensinamentos. É não praticar e recear qualquer transgressão as leis de DEUS. É reverenciar 
DEUS Pai e nos submetermos a Ele. DEUS é Fiel, portanto devemos ser fiéis a DEUS. 
 
Frutos do Espírito Santo 
O Espírito Santo é a água Viva que rega nosso coração, a cada dia, para que possamos produzir seus Frutos. 
Quais são os frutos? A tradição da Igreja enumera doze frutos que são: AMOR; ALEGRIA; PAZ; PACIÊNCIA; 
LONGAMIGANIDADE; BONDADE; MANSIDÃO; FIDELIDADE; MODÉSTIA; CONTINÊNCIA; 
CASTIDADE, ETC. 
Os frutos do Espírito Santo são: 
a) AMOR: Alem de ser um fruto que plantamos em nossos corações é o maior sentimento de dedicação 
absoluta para com o outro, é se doar totalmente ao outro é o nosso imenso Amor ao Pai; 
b) ALEGRIA: A base desse fruto é o fruto do Amor, Deus nos que alegres, pois ele não nos criou para a 
tristeza, é o prazer de se viver; 
c) PAZ: Com a união do Amor e da Alegria se tem o grande sentimento interno e externo da Paz que Deus nos 
deixou, é a ausência de medo de culpa a ausência de Guerras; 
d) PACIÊNCIA: Um dos Frutos que nos dá a qualidade de saber esperar, uma virtude que consiste suportar 
dores, infortúnios com uma tranqüilidade que só Deus suportou; 
e) LONGANIMIDADE: Um dos Frutos difíceis de entender, pois ele esta interligado com a Paciência e a Paz, 
significa ser magnânimo, grande na alma e generoso, um fruto sobrenatural que é à disposição da alma que nos 
permite esperar, sem se queixar das amargurar dos planos de Deus de santidade para todos nós; 
f) BONDADE É simplesmente querer o bem para o outro, mas não basta querer o bem para que o Amor seja 
eficaz, a Bondade deve nos levar a ter atos concretos para o bem do outro o que nos leva ao fruto da 
Benignidade; 
g) BENIGNIDADE: É o Amor mostrando compaixão é procurar nunca magoar ninguém, é o ato de fazer o 
bem sem precisar recompensa por isso; 
h) MANSIDÃO: É o fruto que nos deixa manso perante a Deus, assim nos deixa obediente para com Deus e 
seus ensinamentos, a Mansidão nos da à vontade para suportarmos as contrariedade com suavidade e sem 
irritação, sem dar amostras de impaciência e muito menos fúria.; 
i) FIDELIDADE: É a qualidade de sermos fiel, leal, honrado, aquele que não falha, a qualidade de sermos 
verdadeiro, é a uma qualidade sobrenatural que nos inclina a dar ao próximo tudo o que lhe é devido, sob que 
forma for, é a justiça perfeita, é o que devemos ao próximo, Amor um Amor misericordioso, gratuito, um Amor 
de boa vontade e um Amor compassivo, um Amor que tem piedade, compaixão; 
j) MODÉSTIA: É um fruto com total ausência de vaidade, total desinteresse de atrair a atenção para si, sobre 
seus exageros, sobre suas virtudes, Dons ou qualidades, paixão ou beleza, é moderação nas ações e na conduta; 
k) CONTINÊNCIA: É se conter, controle de seus instintos, poder sobre sua própria pessoa, é privar-se dos 
prazeres tendo assim domino sobre si; 
l) CASTIDADE: A Castidade é o contrário do que muitas pessoas pensam, ser castro, não é simplesmente ser 
virgem (sentido puro do corpo). Ter o fruto da Castidade é ser fiel para com seu dom, para com sua vocação 
perante Deus, é ser fiel a suas promessas, a sua Fé. Vivemos assim a nossa Castidade em nossa vocação, por 
exemplo, ser fiel intimamente para com ao Sacramento do Matrimônio, ser fiel para com seu esposo ou esposa, 
ser fiel ao Sacramento da Ordem, ser fiel para com Deus, se abstendo assim de relações sexuais, é o fruto do 
Amor agindo em nós, por isso o fruto da Castidade tem que ser vivido e vivenciado. 
 
Frutos da carne 
As Sagradas Escrituras devem algumas situação de pecados que nos afastam de Deus. São os chamados da carne, 
pois são produzidos pelo homem por sua falta de amor e controle aos mandamentos e leis de Deus. 
São frutos da carne: Fornicação; Impureza; Libertinagem; Idolatria; Superstição; Inimizades; Brigas; Ciúmes; 
Ódio; Ambição; Discórdia; Partidos; Invejas; Bebedeiras; Orgias; E outras coisas semelhantes (Gl 5,19). Esses 
frutos da carne são gerados se colocarmos obstáculos em nossas vidas, esses obstáculos são nossos medos, 
ressentimentos, amargura, rejeição, falta de perdão, magoa, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 91 ~ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Quais são os frutos que estamos produzindo em nossas vidas? 
2) É possível produzir bons frutos quando estamos com mas intenções? 
3) O que nos leva a produzir maus frutos e não os bons frutos? 
4) O jovem ou a jovem que não se veste conforme os mandamentos de Deus e da Igreja produz bons ou maus 
frutos? Por quê? 
5) Quais são os frutos maus que podemos encontra em nossa sociedade? 
6) Jovem, você tem algum fruto? Pode colocá-lo a serviço de Deus? 
7) O que você gostaria que tivesse no mundo? Você está disposto a lutar a implantar esse sonho? Como? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 92 ~ 
 
21º ENCONTRO | ANJOS, 
SANTOS E DEMÔNIOS. 
Anjos 
 
A palavra "anjo" é derivada da palavra grega "angelos" que significa 
"mensageiro". 
As primeiras descrições sobre anjos apareceram no Antigo Testamento. A 
menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, 
há mais de 4.000 a.C. 
 
A Bíblia se refere aos anjos como seres intelectuais, superiores aos homens 
e inferiores a Deus. Isto é um dogma. Os católicos dizem que Deus criou 
do nada duas espécies de seres: Os anjos e os humanos. 
 
No Novo Testamento, anjos apareceram nos momentos marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, 
martírio e ressurreição. Como Bispo de Veneto, o Papa João Paulo I, disse que é necessário falar muito sobre os 
anjos como ministros da Providência no governo do mundo e dos homens.Os téologos modernos afirmam que 
os anjos existem, sim. Eles não podem e não devem ser reduzidos à simples idéias abstratas, segundo Karl 
Rahner, um dos maiores estudiosos do assunto. 
 
Não se sabe o número de anjos que foram criados por Deus, mas a Escritura Sagrada deixa transparecer que o 
número é bastante grande, incalculável. Quanto à diversidade e categoria dos anjos, pode-se dizer que, nem todos 
possuem as mesmas características e, portanto, não pertencem à mesma categoria. Os arcanjos são citados nas 
Escrituras Sagradas, são, pelo próprio termo, anjos de uma classe superior. estes livros sagrados falam de anjos, 
arcanjos, principados, potestades, virtudes, dominações, tronos, querubins e serafins. É justamente por isso que 
são contados nove coros ou graus na hierarquia dos anjos. No entanto, não se sabe ainda se tais nomes 
significam os vários níveis de perfeição ou diversos ofícios. 
Existem os que aceitam a existência dos anjos mas, ao mesmo tempo, acreditam que eles não são assim tão 
importantes na vida dos homens. Esse pensamento contraria, em tudo, os ensinamentos da Igreja, bem como os 
da Bíblia Sagrada. Mesmo depois do Concílio Vaticano II, a Igreja conserva a memória dos Anjos da Guarda. 
Anjos da Guarda: A creditar em Anjo da Guarda, na verdade, não é dogma de fé, no entanto, trata-se de uma 
doutrina comum e teologicamente correta da Igreja. Anjo da Guarda esta relacionado a um trecho do Salmo 90: 
"Aos teus anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos." 
 
Anjos e Jesus 
Cristo é o centro do mundo angélico. São seus os anjos: "Quando o Filho do homem vier em sua glória com 
todos os seus anjos..." (Mt 25,31). São seus porque foram criados por e para Ele: "Pois foi nele que foram 
criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Dominações, 
Principados, Potestades;tudo foi criado por Ele e para Ele" (Cl 1,16). São seus, mais ainda, porque Ele 
os fez mensageiros de seu projeto de salvação. "Porventura não são todos eles espíritos servidores, 
enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?" (Hb 1,14) e (Catecismo 331) 
 
Os anjos na vida do povo 
Ei-los, desde a criação e ao longo de toda a história da salvação, anunciando de longe ou de perto esta mesma 
salvação, e postos ao serviço do plano divino da sua realização: eles fecham o paraíso terrestre (Gn 3, 24); 
protegem Lot (Gn 19), salvam Agar e seu filho (Gn 21, 17), detêm a mão de Abraão (Gn 22, 11); pelo seu 
ministério é comunicada a Lei (Act 7, 53), são eles que conduzem o povo de Deus (Ex 23, 20-23), eles que 
anunciam nascimentos (Jz 13) e vocações (Jz 6, 11-24; Is 16, 6), eles que assistem os profetas (1Reis 19, 5) - para 
não citar senão alguns exemplos. 
Finalmente, é o anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus (Lc 1, 11.26)333 - Da 
Encarnação à Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é rodeada da adoração e serviço dos anjos. Quando Deus 
introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: Adorem-n'0 todos os anjos de Deus (He 1, 6). O seu cântico de 
louvor, na altura do nascimento de Cristo, nunca deixou de se ouvir no louvor da Igreja: «Glória a Deus (...)» (Lc 
2, 14). Eles protegem a infância de Jesus (Mt 1, 20; 2,13.19), servem-n'0 no deserto (Mc l, 12; Mt 4, 11) e 
confortam-n'0 na agonia (Lc 22, 43), no momento em que por eles poderia ter sido salvo das mãos dos inimigos 
(Mt 26, 53) como outrora Israel (2 Mac 10, 29-30; 11,8). São ainda os anjos os que «evangelizam» (Lc 2, 10), 
[CARÍSSIMOS CRISMANDOS, NESTE 
ENCONTRO DE HOJE, NÓS VAMOS 
CONHECER QUEM SÃO OS ANJOS, OS 
SANTOS E OS DEMÔNIOS. VAMOS 
CONHECER AS FUNÇÕES DE CADA UM DELES 
NO MUNDO ESPIRITUAL.] 
~ 93 ~ 
 
anunciando a Boa-Nova da Encarnação (Lc 2, 8-14) e da Ressurreição (Mc 16, 5-7) de Cristo. E estarão 
presentes, quando da segunda vinda de Cristo, que eles anunciam, ao serviço do seu juízo. (Catecismo 332-333). 
 
Santos 
A definição comumente aceita de santos, entre os católicos, é que são aqueles indivíduos que viveram uma vida 
exemplar na terra e a quem a Igreja Católica determinou que estão certamente com Deus. Os santos são mais 
comumente conhecidos pelo martírio, virtude heróica, e milagres. Como resultado destes dons, católicos em 
todo o mundo rezam aos santos, e os honram celebrando seus dias festivos, mencionando-os de tempos em 
tempos na celebração da Missa, colocando estátuas e pinturas deles, entesourando seus pertences mundanos, 
bem como seus restos físicos, e dando os nomes deles a seus filhos e a suas igrejas. 
 
A Canonização dos santos 
O processo pelo qual a Igreja Católica determina quem é santo é chamado canonização. O candidato tem que ter 
estado morto há pelo menos cinco anos antes que um processo de santidade possa ser oficialmente iniciado. 
Quando uma pessoa religiosa muito respeitada morre, o bispo local tem que deixar que a reputação de santidade 
dessa pessoa cresça por si só. Se a adoração das pessoas aumenta e continua durante cinco a dez anos depois da 
morte da pessoa, então o bispo é autorizado a iniciar uma investigação oficial da vida e obra do candidato, de 
modo a ver se a reputação de santidade é fundada na verdade. Há dois diferentes níveis de honra para os santos 
indivíduos que faleceram. Aquelas pessoas que são veneradas localmente ou por ordens religiosas de padres ou 
freiras são beatificadas. Elas são chamadas pelo título "beato". Somente aquelas que são canonizadas pelo Papa 
são realmente santos. Esta distinção é virtualmente ignorada pela maioria dos católicos. A mais completa 
compilação dos santos católicos, A Bibliotheca Sanctorum, está beirando os vinte volumes e alista mais de 10.000 
santos. Só aproximadamente 400 deles foram oficialmente canonizados por papas. 
 
A Congregação pelas Causas dos Santos, um dos nove ministérios da Santa Sé, supervisiona a canonização dos 
santos. No passado, o processo era mais extenso e minucioso do que é hoje. Antes de João Paulo II se tornar 
Papa, havia muitos bloqueios estrategicamente colocados no caminho da santidade. Houve realmente, no 
Vaticano, um ofício cujo propósito era fazer tudo que pudesse para expor o lado negativo do candidato de modo 
a assegurar que nenhum indivíduo fosse indevidamente honrado. Esse ofício era conhecido como o do 
Advogado do Diabo. Nos anos recentes, o ofício do Advogado do Diabo tem sido afastado, e o processo de 
canonização inteiro foi drasticamente agilizado. João Paulo II beatificou e canonizou mais indivíduos do que 
todos os outros papas juntos no século vinte. 
Uma vez que uma pessoa é canonizada, os católicos ficam seguros de poderem rezar com confiança ao santo 
para que interceda com Deus em seu benefício. O nome da pessoa é acrescentado à lista de santos e é 
determinado um dia festivo no qual ela será honrada na celebração da Missa desse dia. Alguns santos são 
indicados como intercessores especiais junto a Deus em benefício de certas causas ou grupos de pessoas. Eles 
são chamados Santos Padroeiros. O que se segue relaciona vários Santos Padroeiros bem conhecidos. 
 
Santos na Bíblia 
Dentro das páginas do Velho Testamento (na Bíblia Sagrada, Edição Pastoral), três diferentes palavras hebraicas são 
traduzidas como "santo" ou "santos": qadosh, qodesh e qaddiysh. Estas palavras são variações da mesma palavra raiz. 
Em geral, o significado dessas palavras é santo, uma coisa ou lugar sagrado, bondoso, devoto, piedoso, bom, 
santo e anjo. Embora essas palavras, em algumas passagens, podem ser entendidas como anjos ou pessoas santas 
que já haviam morrido, a mesma palavra hebraica é usada para convidar seres humanos vivos (o povo 
consagrado) a louvar a Deus (Salmo 34:10). 
 
No Novo Testamento, a palavra grega, "hagios", é traduzida "santo" ou "santos". Ela é definida como sagrado, 
puro, sem culpa ou religioso, consagrado, santo. Um santo é aquele que é separado do pecado e, portanto, 
consagrado a Deus, sagrado. Sob a nova lei, é também aparente que santos freqüentemente são pessoas 
consagradas, vivendo na terra. Esse fato é, às vezes, mais difícil enxergar lendo a Bíblia em nossa própria língua, 
pois alguns tradutores interpretam a mesma palavra original de maneiras diferentes. A mesma palavra grega é 
traduzida por santos, fiéis, à santidade, anjos e cristãos. Embora os tradutores de Bíblias modernas utilizam 
palavras diferentes, os autores originais, guiados pelo Espírito Santo, usaram a palavra "santo" para descrever 
pessoas santificadas (fiéis, cristãos) vivendo na terra. Alguns dos lugares onde eles viveram foram Jerusalém, 
Lida, Acaia, Éfeso, Filipos, a casa de César, Colossos e Itália (Atos 19:13; Romanos 15:26; Atos 9:32; 2 Coríntios 
1:1; Efésios 1:1; Filipenses 1:1; 4:22; Colossenses 1:2; Hebreus 13:24). Eles eram idivíduos que podiam ser 
ministrados e serem equipados para ministrar a outros. O termo "santo" no Novo Testamento parece ser 
sinônimo de "cristão". 
~ 94 ~ 
 
Não há menção do processo de canonização ou beatificação nem no Velho, nem no Novo Testamentos. 
Também não há nenhum uso dos termos "santo" ou "beato" como títulos. A palavra "santo" era um termo 
descritivo. 
 
Também não há exemplo de ninguém, na Bíblia, orando aos santos ou dando honra a eles, em particular ou em 
assembléia pública. De igual modo, o conceito de santos sendo habilitados a receber qualquer tipo de adoração 
não é encontrado nas Escrituras. De fato, essa prática é condenada. Quando Jesus estava sendo tentado pelo 
diabo, Satanás disse a Jesus que se prostrasse e o adorasse. Jesus replicou citando a Escritura do Velho 
Testamento que dizia para adorar e servir somente a Deus (Mateus 4:8-10; Lucas 4:6-8; Deuteronômio 6:13; 
10:20). 
 
 A ideia de que santos são indivíduos que morreram e se tornaram especialmente qualificados para interceder 
pelos vivos também não é encontrada na Bíblia. Há, contudo, uma passagem nas Escrituras quemostra que os 
próprios santos estão necessitando de intercessão. Romanos 8:26 e 27 diz: "... mas o próprio Espírito 
intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que sonda os corações sabe quais são os desejos do 
Espírito, pois o Espírito intercede pelos cristãos de acordo com a vontade de Deus." As Escrituras 
indicam que Jesus e o Espírito Santo são capazes de fazer intercessão por nós junto ao Pai (Isaías 53:12; 
Romanos 3:34). Em Hebreus nos é dito que Jesus sempre vive para fazer intercessão pelo seu povo (7:25). 
Cristãos vivos devem orar uns pelos outros (Tiago 5:16; 1 Timóteo 2:1). A Bíblia não autoriza a prática de pedir 
que pessoas fiéis que viviam no passado intercedessem por nós. Do mesmo modo, a idéia de santos padroeiros 
não é encontrada na Bíblia. 
 
Demônios 
Na maioria das religiões cristãs os demônios são anjos caídos que foram expulsos do terceiro Céu (presença de 
Deus), conforme diz em (Apocalipse 12:7-9). Lúcifer era um Querubim da guarda ungido (Ezequiel 28 & Isaías 
14:13-14) que, ao desejar ser igual ao Criador (Deus), foi lançado fora do Paraíso. Quando porém ele foi lançado 
fora do Céu sobre a Terra, a Bíblia nos relata que Lúcifer (que tem por nome diabo, serpente, dragão, príncipe da 
potestade do ar, etc…) trouxe com sua cauda um terço dos anjos de Deus (Ap 12:4) - lembrando que isto é uma 
linguagem figurativa, que significa apenas que junto de si levou os demônios. A Bíblia não cita a quantidade de 
anjos caídos, mas tem uma passagem que diz que o número de anjos que adoram ao Senhor são milhares de 
milhares e milhões de milhares (Ap. 5:11). 
O Inferno foi feito para eles e a função deles é destruir a máxima criação de Deus (Homem). Sua função é fazer 
com que o ser humano não conheça a Jesus Cristo. Todos aqueles que morrem sem arrependerem de seus 
pecados, crendo que Jesus Cristo não é o único Salvador, é lançado no Inferno juntamente com estes anjos 
caídos. 
Devido a rituais ou simplesmente a submissão de pessoas ao Diabo, os demônios podem entrar no corpo de 
alguém, tornando-o o que se chama de endemoniado, ou atuando sobre o corpo de alguém - como no caso do 
vudu. Fora isso eles podem simplesmente usar alguém para dizer alguma mensagem para outro indivíduo/grupo. 
Segundo o que se sabe hoje em dia, os meios para se tirar um demônio de um corpo possuído são, pela Igreja 
Católica, o exorcismo, e pelos evangélicos a simples oração (e, em alguns casos, jejum), como orientado pela 
Bíblia (Mt 17:21). 
 
O ensinamento do catecismo obre os demônios 
Os demônios são anjoscaídos. Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora 
que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um 
anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, 
criado por Deus. "Diabolus enim et alii daemones a Deo quidem natura creati sunt boni, sed ipsi per se facti sunt 
mali - Com efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram 
maus por sua própria iniciativa." §392 A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta "queda" consiste na 
opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um 
reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: "E vós sereis como deuses" (Gn 
3,5). O Diabo é "pecador desde o princípio" (1Jo 3,8), "pai da mentira" (Jo 8,44). Satanás ou o Diabo, bem 
como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. 
Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus. 
 
 
Libertação do demônio 
O último pedido ao nosso Pai aparece também na oração de Jesus: "Não te peço que os tires do mundo, mas que 
os guardes do Maligno" (Jo 17,15). Diz respeito a cada um de nós pessoalmente, mas somos sempre "nós" que 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Para%C3%ADso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vudu
http://pt.wikipedia.org/wiki/Exorcismo
~ 95 ~ 
 
rezamos em comunhão com toda a Igreja e pela libertação de toda a família humana. A Oração do Senhor não 
cessa de abrir-nos para as dimensões da economia da salvação. Nossa interdependência no drama do pecado e da 
morte se transforma em solidariedade no Corpo de Cristo, na "comunhão dos santos". 
 
Obras do demônio 
A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de "o homicida desde o princípio" (Jo 8,44) e 
que até chegou a tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai. "Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: 
para destruir as obras do Diabo" (1Jo 3,9). A mais grave dessas obras, devido às suas conseqüências, foi a 
sedução). (Catecismo 394). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Fale sobe a história dos anjos, dos santos e dos demônios? 
2) Quais são as atitudes praticadas pelo homem e pela mulher que 
se assemelham a dos demônios? 
3) O que fazer para imitar os santos? 
4) Quem é na literatura das Sagradas Escrituras, o Santo dos Santos? Por quê? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 96 ~ 
 
22º ENCONTRO | CÉU, INFERNO E 
PURGATÓRIO 
 
Introdução 
Segundo a doutrina católica, imediatamente após a morte, uma pessoa sofre 
o julgamento particular em que o destino da alma é especificado. Alguns se 
unem com Deus no Paraíso, e em contrapartida, outros são destinados ao 
Inferno, um estado de punição e separação eterna de Deus. No entanto, 
segundo a crença católica, algumas almas não estão suficientemente livres do 
pecado e suas conseqüências para entrar imediatamente no Paraíso, tais 
almas, em última análise, estão destinadas a se unirem com Deus no céu, e 
para isso devem passar pelo estado de purificação do purgatório. No 
purgatório, as almas "obtém a santidade necessária para entrar na alegria do céu”. 
 
Beleza do céu e conhecimento de Deus 
A partir do movimento e do devir, da contingência, da ordem e da beleza do 
mundo, se pode conhecer a Deus como origem e fim do universo. 
(Catecismo, § 32). O Plano de Deus é que todos sejam salvos, pela foca da oração e pela crença em seu Filho 
Jesus Cristo. 
 
Comunhão entre a Igreja celeste e a Igreja terrestre 
Os três estados da Igreja. "Até que o Senhor venha em Sua majestade e, com ele, todos os anjos e, tendo sido 
destruída a morte, todas as coisas lhe forem sujeitas, alguns dentre os seus discípulos peregrinam na terra; outros, 
terminada esta vida, são purificados; enquanto outros são glorificados, vendo claramente o próprio Deus trino e 
uno, assim como é”. (Catecismo 954). 
“A União dos que estão na terra com os irmãos que descançam em paz de Cristo de maneira alguma se 
interrrompe; pelo contrário, segundo a fé perene da Igreja, vê-se fortalecida pela comunicação dos bens 
espirituais”. (Catecismo 955). 
 
Criação do Céu e da Terra e simbologia da cruz 
Nossa profissão de fé começa com Deus, pois Deus é ô o Primeiro e o ultimo" (Is 44,6), o Começo e o Fim de 
tudo. O Credo começa com Deus Pai, pois o Pai é a Primeira Pessoa Divina da Santíssima Trindade; nosso 
Símbolo começa pela criação do céu e da terra, porque a criação é o começo e o fundamento de todas as obras 
de Deus.(Catecismo 198). 
 
Inferno 
Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a 
Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmos: "Aquele que não ama 
permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida 
eterna permanecendo nele" (1 Jo 3,14-15). Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados dele se 
deixarmos de ir ao encontro das necessidades graves dos pobres e dos pequenos que são seus irmãos morrer em 
pecado mortal sem ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa ficar separado 
do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de auto--exclusãodefinitiva da 
comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra "inferno". (Catecismo 1033). 
 
A noção de inferno para o cristianismo 
No Cristianismo existem diversas concepções a respeito do inferno, correspondentes às diferentes correntes 
cristãs. A idéia de que o inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se apresenta hoje para diversas 
correntes cristãs, nem sempre foi e ainda não é consenso entre os cristãos. Nos primeiros séculos do 
cristianismo, houve quem defendesse que a permanência da alma no inferno era temporária, uma vez que inferno 
significa "sepultura", de onde, segundo os Evangelhos, a pessoa pode sair quando da ressurreição. Essa idéia é 
defendida hoje por várias correntes cristãs. 
 
[CARÍSSIMOS CRISMANDOS: OS 
CRISTÃOS ACREDITAM NA 
EXISTÊNCIA DO CÉU, OUTROS 
DUVIDAM DA EXISTÊNCIA DO 
PURGATÓRIO, HAVENDO DE 
OUTRO LADO, QUEM AFIRME QUE 
O INFERNO EXISTE E ESSE INFERNO 
É NA VERDADE O PRÓPRIO 
MUNDO EM QUE VIVE. VAMOS 
PROCURAR NESSE ENCONTRO 
APRENDER UM POUCO DE CADA 
UM E SANAR NOSSAS DÚVIDAS 
SOBRE UM E OUTRO.] 
~ 97 ~ 
 
Existência do inferno 
O ensinamento da igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de 
pecado mortal descem imediatamente após a morte os infernos, onde sofrem as penas do Inferno, “o fogo 
eterno”. A pena principal do inferno consiste na seapração eterna de Deus, o Úncio em quem o homem poder 
ter a vidaea felicidade para as quais foi criado e às quais espira. (Catecismo 1035). 
 
Referências bíblicas sobre o inferno 
Para a corrente conduzida pela Igreja Católica Apostólica Romana, o inferno é eterno e corresponde a um dos 
chamados novíssimos: a morte, o juízo final, o inferno e o paraíso. Baseando-se em textos bíblicos como quando 
Jesus disse que o homem que desprezar seu irmão “incorrerá os fogos da Gehenna” (Mt 5,22). Jesus também 
advertiu, “não temais os que matam o corpo mas não podem matar a alma. Antes, temei quem pode destruir 
tanto corpo como alma na Gehenna” (Mt 10,28). Jesus disse, “Se tua mão te faz cair, corta-a. Melhor você entrar 
na vida com uma só mãos que manter ambas as mãos e ir para a Gehenna com seu fogo inextinguível” (Mc 
9,43). Usando a parábola do joio e do trigo para descrever o juízo final, Jesus disse, “os anjos lançarão [os 
pecadores] na fornalha inflamável onde prantearão e moerão os seus dentes (Mt 13,42). Também, quando Jesus 
fala sobre o juízo final onde a ovelha será separada dos lobos, Ele dirá ao pecador, “afastai-vos de mim, malditos, 
para o fogo perpétuo preparado para o demônio e seus anjos (Mt 25,41). No Livro da Revelação, é relatado que 
cada pessoa é julgada individualmente e os pecadores são lançados em uma “fosso de fogo, a segunda morte” 
(20,13-14). 
 
Purgatório 
Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham 
garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade 
necessária para entrarem na alegria do Céu. (Catecismo nº 1030). 
A doutrina do purgatório: É um Dogma de Fé e por isso nenhum cristão pode colocar em dúvida sua existência. 
A Santa Igreja, baseando-se na Sagrada Escritura e na Tradição, definiu basicamente nos Concílios de Florença e 
de Trento o que devemos acreditar sobre este assunto. 
O purgatório nada mais é do que a infinita misericórdia de Deus Pai bondoso que faz de tudo para salvar seus 
filhos. È um destino temporário da alma penitente que em vida não fez gestos de amor suficiente para pagar as 
penas de seus pecados e terá que pagá-las todas antes de voar para os braços do Pai Eterno. 
Em Lucas 12, 58-59 Jesus nos diz: "Ora, quando com o teu adversário ao Magistrado, faze o possível para entrar 
em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao Juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o 
executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo". 
Purgatório é a condição e processo de purificação ou castigo temporário em que as almas daqueles que morrem 
em estado de graça são preparadas para o reino dos céus. A noção de purgatório é particularmente associada com 
a Rito Latino da Igreja Católica, também presente nas igrejas orientais católicas (embora muitas vezes sem usar o 
termo específico de "Purgatório"); os Anglo-católicos geralmente também professam a crença. 
As Igrejas Ortodoxas acreditam na possibilidade de purificação das almas dos mortos, através das orações dos 
vivos e pela oferta da Divina Liturgia, e muitos ortodoxos, especialmente entre os ascetas, na espera da 
apocatástase. Uma opinião semelhante, que admite a possibilidade de uma salvação final é registrada no 
Mormonismo. O Judaísmo também acredita na possibilidade da purificação após a morte e pode usar a palavra 
"purgatório" para apresentar a sua compreensão do significado da Geena. No entanto, o conceito "purificação" 
da alma pode ser negado explicitamente em outras tradições de fé. 
A palavra "purgatório" passou a se referir também a uma ampla gama de concepções históricas e modernas de 
sofrimento pós-morte, e é usado, em um sentido não-específico, para qualquer lugar ou condição de sofrimento 
ou tormento, especialmente um que é temporário. A cultura popular também apresenta a concepção do 
purgatório como um lugar físico, embora a Igreja ensine que o Purgatório não indica um lugar, mas "uma 
condição de existência". 
 
 
 
 
 
 
 
1) Você crê que existe inferno? 
2) Você crê no purgatório? 
3) Quais são as práticas que podem levar para o inferno? 
4) Minhas obras estão me levando para o Céu ou para o inferno? 
~ 98 ~ 
 
23º ENCONTRO | A SANTÍSSIMA 
TRINDADE 
Introdução 
Foi Jesus quem revelou o Pai, Ele como Deus, e o Espírito Santo; isto não 
foi invenção da Igreja.9 
 
A verdade sobre a Santíssima Trindade 
A verdade revelada da Santíssima Trindade está nas origens da fé viva da 
Igreja, principalmente através do Batismo. "A graça do Senhor Jesus Cristo, 
o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós" 
(2Cor 13,13; cf. 1Cor 12,4-6; Ef 4,4-6) já pronunciavam os Apóstolos. 
 
Deus Pai 
Deus é o Infinito de todas as potencialidades que possamos imaginar. Ele é 
Incriado; não foi feito por ninguém, não teve principio e não terá fim; isto é, 
é Eterno. A criatura não é eterna, pois um dia ela começou a existir; não era, 
e passou a ser, porque o Incriado a criou num ato de liberdade plena e de amor. O fato de você existir já é uma 
grande prova do amor de Deus por você; Ele quis que você existisse e o criou. 
 
Deus é espírito (Jo 4, 24) não é feito de matéria criada, pois foi ele quem criou toda matéria que existe fora do 
nada; logo não poderia ter sido feito de matéria. Muitos têm dificuldade de entender a existência de um ser não 
carnal, espiritual, como os Anjos, Deus e a nossa alma; mas eles existem de fato. Ora, você não vê a onda 
eletromagnética que leva o sinal do rádio e da tv, mas você não duvida de que ela exista. Da mesma forma você 
não pode ver os anjos e a alma, mas eles existem. 
 
Deus é Perfeitíssimo: Nele não há sombra de defeito ou de erro; Ele não pode se enganar e não pode enganar 
ninguém; não pode fazer o mal. Ninguém pode acusar Deus de fazer o mal; Ele só pode fazer o bem. Ele pode 
"permitir" que o mal nos atinja para a nossa correção (Hb 12, 4ss) e mudança de vida; mas Ele nunca pode criar 
o mal e nos mandar o mal. O mal vem da nossa imperfeição como criatura e do nosso pecado (Rm 6,23). 
 
Deus é Onipotente: (Gn 17,1; 28,3; 35,11; 43,14; Ex 6,3; Ap 1,8; 4,8; 11,17; 16,14; 21,22); pode tudo; nada lhe é 
impossível. "A Deus nada é impossível" (Lc 1, 37) disse o Arcanjo Gabriel a Maria na Anunciação. Não há 
alguma coisa que você possa imaginar que Deus não possa fazer simplesmente com o seu querer. Basta um 
pensamento Seu, uma Palavra, e tudo será feito porque Ele tem poder Infinito. 
 
Deus também é Onisciente: quer dizer sabe tudo; ninguém consegue esconder nada de Deus; Ele tudovê. 
Deus é Onipresente (Sl 139,7; Sb 1,7; Eclo 16,17-18; Jr 23,24; Am 9,2-3; Ef 1,23); está em toda parte, porque é 
puro espírito. Diz o Salmista: "Senhor, Vós me perscrutais e me conheceis. Sabeis tudo de mim, quando me 
sento e me levanto... Para onde irei longe de teu Espírito? Para onde fugirei apartado de tua face? Se subir até os 
céus, Vós estais ali, se descer para o abismo eu Vos encontro lá." (Sl 138,1-7) 
 
E Deus é muito mais; Deus é nosso Pai amoroso com ensinou Jesus. É Amor (1Jo 4,8.) É fonte de vida e 
santidade (Rm 6,23; Gl 6,8; Ef 1,4-5; 1Ts 4,3; 2Ts 2,13-17). É ilimitado ( 1Rs 8,27; Jr 23,24; At 7,48-49). É 
misericordioso (Ex 34,6; 2Cr 30,9; Sl 25,6; 51;1; Is 63,7; Lc 6,36; Rm 11,32; Ef 2,4; Tg 5,11). É o Criador de 
todas as coisas visíveis e invisíveis (Gn 1,1; Jó 26,13; Sl 33,6; 148,5; Pv 8,22-31; Eclo 24,8; 2Mc 7,28; Jo 1,3; Cl 
1,16; Hb 11,3). É o Juiz do universo (1Sm 2,10; 1Cr 16,33; Ez 18,30; Mt 16,27; At 17,31; Rm 2,16; 2Tm 4,1; 1Pd 
4,5). 
 
Deus é uno (Dt 32,39; Is 43,10; 44,6-8; Os 13,4; Ml 2,10; 1Cor 8,6; Ef 4,6); não pode haver mais de um Deus 
simplesmente pelo fato de que se houvesse dois deuses, um deles seria inferior ao outro; e Deus não pode ser 
inferior a nada; Ele é absoluto. 
 
Deus Filho – Deus filho e Deus Espírito Santo 
Deus Pai é o criador do céu e da terra. É o responsável por tudo aquilo que existe no mundo. 
 
9
 http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=96&scat=177&id=3284 
[REFLETINDO: A SANTÍSSIMA 
TRINDADE É A REALIDADE 
ESPÍRITUAL DA PRESENÇA DE 
DEUS EM TRÊS PESSOAS - PAI, 
FILHO E ESPÍRITO SANTO. É EM 
NOME DA TRINDADE SANTA QUE 
JESUS ENVIA OS APÓSTOLOS A 
ANUNCIAR O REINO DE DEUS E A 
BATIZAR A TODOS.] 
~ 99 ~ 
 
 
O filho é Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus feito homem. Jesus é o verbo que se encarnou e veio morar 
entre nós. 
 
O Espírito Santo é a força de Deus. É a manifestação do quanto Deus nos ama, dano seu próprio Espírito para 
cuidar de nós. 
 
Jesus promete nos dar o paráclito, isto é o Espírito Santo, afirmado: “Quando vier o paráclito, que vos 
enviarei da parte do Pai, o espírito da verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 
Também vós darei testemunho, porque estai comigo desde o princípio”. (João. 15-26). 
 
 
A Trindade é Uma 
 
A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: "a Trindade consubstancial", 
ensinou o II Concílio de Constantinopla em 431 (DS 421 ). As pessoas divinas não dividem entre si a única 
divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: "O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o 
Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza" (XI Concílio de Toledo, em 
675, DS 530). 
 
"Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina" (IV Conc. 
Latrão, em 1215, DS 804). 
 
"Deus é único, mas não solitário" disse o Papa Dâmaso (Fides Damasi, DS 71). "Pai", "Filho", "Espírito Santo" 
não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: 
"Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou 
o Filho" (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: "É o Pai que 
gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede" (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804). A Unidade divina 
é Trina. 
 
“Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo 
inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho" (Conc. 
Florença, em 1442, DS 1331). 
 
O Símbolo Quicunque de Santo Atanásio assim explicava: "A fé católica é esta: que veneremos o único Deus na 
Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a 
pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do 
Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade"(DS 75). 
 
 
 
 
 
 
1) O que vem a ser a Santíssima trindade? 
2) São três Deuses diferentes? 
3) Você crer na Santíssima Trindade? 
4) Quais as funções do Pai? 
5) Quais as funções do Filho? 
6) Quais são as funções do Espírito Santo? 
 
 
~ 100 ~ 
 
24º ENCONTRO | A IDENTIDADE 
DO CATÓLICO E A SANTA MISSA 
 
A IDENTIDADE DO CATÓLICO 
 
Introdução 
Bom, esta espécie de identidade não é aquela que adquirimos quando vamos até 
o Poupa Tempo, uma agência do governo, onde tiramos os nossos documentos. 
Essa identidade a qual chamamos de “Identidade de Cristão” é algo muito 
especial. Trata-se na realidade de um conjunto de ações, comportamentos e 
modo de vida de uma pessoa que segue os mandamentos de Deus, reconhece 
que Jesus Cristo é o Filho de Deus, Nosso Senhor e Salvador. Assim para 
sermos Cristão, precisamos ser como Cristo. Cristo é perfeito e por isso 
devemos buscar nele a perfeição. 
 
No batismo nasce o Católico 
No Batismo, o cristão recebe seu nome na Igreja. Os pais, os padrinhos e o 
pároco cuidarão para que lhe seja dado um nome cristão. O patrocínio de um 
santo oferece um modelo de caridade e um intercessor seguro. (Catecismo 
2165). 
Pelo Batismo, o cristão é sacramentalmente assimilado a Jesus, que antecipa em 
seu Batismo a sua Morte e a sua Ressurreição; deve entrar neste mistério de rebaixamento humilde e de 
arrependimento, descer à água com Jesus para subir novamente com ele, renascer da água e do Espírito para tornar-se, 
no Filho, filho bem-amado do Pai e "viver em uma vida nova" (Rm 6,4): (Catecismo 537) Sepultemo-nos com Cristo 
pelo Batismo, para ressuscitar com Ele; desçamos com Ele, para ser elevados com Ele; subamos novamente com Ele, 
para ser glorificados nele. 
Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois da imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós 
do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus. 
 
Morte do cristão católico 
Graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. "Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro" (Fl 1,21). 
"Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos" (2Tm 1,11). A novidade essencial da morte cristã está 
nisto: pelo Batismo, o cristão já está sacramentalmente "morto com Cristo", para Viver de uma vida nova; e, se 
morrermos na graça de Cristo, a morte física consuma este "morrer com Cristo" e completa, assim, nossa 
incorporação a ele em seu ato redentor: É bom para mim morrer em ("eis") Cristo Jesus, melhor do que reinar até as 
extremidades da terra. É a Ele que procuro, Ele que morreu por nós: é Ele que quero, Ele que ressuscitou por nós. 
Meu nascimento aproxima-se. (...) Deixai-me receber a pura luz; quando tiver chegado lá, serei homem. (Catecismo 
1010) 
 
O crismado católico 
Tornar-se cristão, eis algo que se realiza desde os tempos dos apóstolos por um itinerário e uma iniciação que passa 
por várias etapas. Este itinerário pode ser percorrido com rapidez ou lentamente. Dever sempre comportar alguns 
elementos essenciais: o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho acarretando uma conversão, a profissão de 
fé, o Batismo, a efusão do Espírito Santo, o acesso à Comunhão Eucarística. (Catecismo 1229). 
A unção com o santo crisma, óleo perfumado consagrado pelo Bispo, significa o dom do Espírito Santo ao novo 
batizado. Este tornou-se um cristão, isto é, "ungido" do Espírito Santo, incorporado a Cristo, que é ungido 
sacerdote, profeta e rei. (Catecismo 1241) 
 
A identidade do católico e seu compromisso com o Reino de Deus 
Todas as pessoas que mantém com Jesus um ou vários encontros especiais, entre eles, o batismo, a primeira eucaristia, 
a crisma, o matrimonio, a ordem, entre outros, é convidado a ser um Mensageiro da Palavra de Deus, isto é um 
Cristão comprometido com a causa do Evangelho. 
 
A consagração do Católico 
Afirma Paulo, em suas cartasaos Coríntios: "Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é 
Deus. Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito". Afirmou João Paulo II. O 
[CONHECENDO A VERDADE: O 
CATÓLICO É O CRISTÃO QUE SE FAZ 
FILHO DE DEUS NO DIA EM QUE É 
BATIZADO. NO BATISMO, A 
CRIANÇA, O ADOLESCENTE, O JOVEM, 
O ADULTOU OU O IDOSO RECEBEM 
NOVOS CARÁTERES. ESSES 
CARÁTERES SÃO DIVINOS. SÃO SINAIS 
DA PERTENÇA A DEUS, POR ISSO SE 
AFIRMA QUE SOMENTE COM O 
BATISMO NOS TORNAMOS FILHOS DE 
DEUS. O CATÓLICO DE VERDADE É 
AQUELE QUE AMA A DEUS E A SUA 
IGREJA, VIVE A PALAVRA DE DEUS, 
PROFESSA SUA FÉ E ESPERA UM DIA, 
NA MISERICÓRDIA DO SENHOR, SER 
SALVO.] 
~ 101 ~ 
 
verbo “consagrar” está no passado, mas o verbo “confirmar” está no presente. O selo do Espírito Santo nos foi dado 
no dia de nosso batismo sacramental, mas nos é renovado em novas efusões, hoje, quando pedimos e nos abrimos 
para recebê-lo. O papa João Paulo II, na Vigília das Vésperas de Pentecostes em 2004, ao se pronunciar a Renovação 
Carismática Católica, nos convidava a clamar por uma nova e “abundante efusão dos dons do Espírito Santo”.( 
2Cor 1,21-22). 
De acordo com o saudoso João Paulo II: a) nossa carteira de identidade de cristãos é o selo do Espírito Santo (leia 
Ef1,13 e Ef 4,30). O selo do Espírito Santo é nosso passaporte para o céu, nossa verdadeira e definitiva “pátria”; b) O 
Selo do Espírito Santo ‘imprime’ em nós, ‘traços’ de Cristo, restaurando nossa imagem e semelhança com Deus, 
deteriorada pelo pecado original (assim como reconhecemos os orientais pelo olho puxado, os africanos pela pele 
escura, os filhos de Deus, têm como ‘sinal’ o selo do Espírito Santo); c) Nossa ‘nacionalidade celeste’ nos concede 
uma ”linguagem” própria dos habitantes do céu, a língua dos anjos, o dom das línguas (Mc 16,17; At 2,4; 1Cor 12,10; 
1Cor 14,2). 
E Continua o Santo Papa João Paulo II: “Assim como todos os povos da terra têm preservados seus costumes e 
tradições, o Espírito Santo sela em nós, pelo Sagrado Magistério da Igreja, a Sagrada Tradição.(Jo 14,16); Nossa 
identidade no Espírito nos reconhece e confirma como verdadeiros diante o falso: (Jo, 14, 16-17; Mc 16,20); Nossa 
identidade pode também ser causa de perseguições (o exemplo da perseguição de raças, por serem ‘diferentes’) (Jo 
15,26 a 16,3; Rm 8,15-17). 
De acordo com o Papa João Paulo II: “Nossa identidade é CATÓLICA antes de tudo, mas precisamos zelar 
também por nossa porção de identidade CARISMÁTICA (todo mineiro é brasileiro mas nem todo brasileiro é 
mineiro) Leia Lc 13,6-9 – na vinha do Senhor, somos figueira, porque assim o Senhor quis e nos plantou em seu 
terreno santo. Assim como algumas certidões ficam quase destruídas com o tempo, ou pelo uso ou pelo desuso, 
documentos de identidade perdidos ou muito deteriorados precisam de uma 2ª via = UMA NOVA EFUSÃO DO 
ESPÍRITO SANTO. Renovemos todos os dias o grande dom de nossa nova identidade. Renovemos em nós a graça 
de Pentecostes. "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará 
o Espírito Santo aos que lho pedirem". (Lc 11,13) é Jesus quem promete e garante. 
 
O Católico vence as armadilhas do mundo 
O Cristão Católico Autêntico que teve um ou mais encontros com Jesus, reconhece-o como o único caminho, a única 
verdade e a única vida não pode se deixar levar pelas doutrinas falsas, que fazem promessas mirabolantes de curas, 
milagres, prodígios e enriquecimento. Estes são falsos pastores, eles querem ganhar nossa alma não para Deus, mas 
para o demônio. Por isso, cuidado com as promessas fantasiosas e muito atraentes. 
 
O símbolo do Cristão Católico 
O cristão começa seu dia, suas orações e suas ações com o sinal-da-cruz, "em nome do Pai, do Filho e do Espírito 
Santo. Amém". O batizado dedica a jornada à glória de Deus e invoca a graça do Salvador, que lhe possibilita agir no 
Espírito como filho do Pai. O sinal-da-cruz nos fortifica nas tentações e nas dificuldades. (Cetecismo 2.157) 
 
O alimento do Cristão Católico 
O que o alimento material produz em nossa vida corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida 
espiritual. A comunhão da Carne de Cristo ressuscitado, "vivificado pelo Espírito Santo e vivificante", conserva, 
aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa ser alimentado pela 
Comunhão Eucarística, pão da nossa peregrinação, até o momento da morte, quando nos ser dado como viático. 
(Catecismo 1392) 
 
A vocação do Católico na Igreja 
É em Igreja, em comunhão com todos os batizados, que o cristão realiza sua vocação. Da Igreja recebe a palavra de 
Deus, que contém os ensinamentos da "lei de Cristo". Da Igreja recebe a graça dos sacramentos, que o sustenta "no 
caminho". Da Igreja aprende o exemplo da santidade; reconhece a figura e a fonte (da Igreja) em Maria, a Virgem 
Santíssima; discerne-a no testemunho autêntico daqueles que a vivem, descobre-a na tradição espiritual e na longa 
história dos santos que o precederam que a Liturgia celebra no ritmo do Santoral. (Catecismo 2030) 
 
A morte do Católico 
Na morte, Deus chama o homem a si. É por isso que o cristão pode sentir, em relação à morte, um desejo semelhante 
ao de São Paulo: "O meu desejo é partir e ir estar com Cristo" (Fl 1,23); e pode transformar sua própria morte em um 
ato de obediência e de amor ao Pai, a exemplo de Cristo: Meu desejo terrestre foi crucificado; (...) há em mim uma 
água viva que murmura e que diz dentro de mim: "Vem para o Pai". (Catecismo 1011) 
 
A vida eterna do Católico 
O cristão, que une sua própria morte à de Jesus, vê a morte como um caminhar ao seu encontro e uma entrada na 
Vida Eterna. Depois de a Igreja, pela última vez, pronunciar as palavras de perdão da absolvição de Cristo sobre o 
cristão moribundo, selá-lo pela última vez com uma unção fortificadora e dar-lhe o Cristo no viático como alimento 
~ 102 ~ 
 
para a Viagem, diz-lhe com doce segurança estas palavras: Deixa este mundo, alma cristã, em nome do Pai Todo-
Poderoso que te criou, em nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, que sofreu por ti, em nome do Espírito Santo 
que foi derramado em ti. Toma teu lugar hoje na paz e fixa tua morada com Deus na santa Sião, com a Virgem Maria, 
a Mãe de Deus, com São José, os anjos e todos os santos de Deus. (...) Volta para junto de teu Criador, que te formou 
do pó da terra. Que na hora em que tua alma sair de teu corpo se apressem a teu encontro Maria, os anjos e todos os 
santos. (...) Que possas ver teu Redentor face a face (...). (Catecismo 1020) 
O dia da morte inaugura para o cristão, ao final de sua vida sacramental, a consumação de seu novo nascimento 
iniciado no Batismo, a "semelhança" definitiva à "imagem do Filho", conferida pela unção do Espírito Santo, e a 
participação na festa do Reino, antecipada na Eucaristia, mesmo necessitando de últimas purificações para vestir a 
roupa nupcial. (Catecismo 1682) 
 
A SANTA MISSA 
 
Introdução 
A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico. Nos dias de hoje, muitos 
irmãos e irmãs católicos, ainda não sabem o verdadeiro significado e o valor de uma Santa Missa. 
 
Alguns vão apenas por um sentido de obrigação ou convenção social, talvez imposta pelos pais na 
infância. Grande parte deles acabam por abandonar a Igreja por acharem uma coisa repetitiva, desconhecendo o 
verdadeiro conteúdo de uma Celebração da Eucaristia. Evangelizar também é ensinar o verdadeiro sentido dos 
sacramentos da Igreja e, portanto, aprenda você também a mostrar o sentido da Santa Missa aos seus parentes, 
familiares, amigos e vizinhos. Entenda que Deus realmente está presente na missa e fala diretamente conosco. 
É preciso tornar-se criança no sentido de inocência e humildade para participar bem e aproveitar todas as 
bençãos que provém dos céus durante a missa. Ao entrar na igreja deixe de lado seus problemas e preocupaçãocom o mundo e se entregue totalmente nas mãos do Nosso Senhor. 
 
Porque ir à Igreja? 
O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus nos ensina a viver fraternalmente. O 
próprio céu é visto como uma multidão em festa e não como indivíduos isolados. A Igreja é o povo de Deus. 
Com ela, Jesus fez a Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra Igreja significa Assembléia. É um povo 
reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamado de Jesus Cristo. 
LEMBREMOS: Quando Jesus partiu para o Pai, ele deixou os apóstolos para que continuasse a missão de 
Evangelizar, anunciar o Evangelho e batizara todos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. (Mat. 28-
1620). A Bíblia nos confirma que os Cristãos viviam e tinham tudo em comum porque Jesus estava presente na 
vida deles (Atos dos apóstolos 3.44). 
 
Missa – sinal de unidade do católico 
A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o 
mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão. Todos os fiéis formam um só "corpo". São 
Paulo disse aos cristãos: "Já não há judeu nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher, 
pois todos vós sois um só em Cristo Jesus" (Gl 3,28). 
 
A participação nas missas 
Todos os católicos fieis, praticantes e comprometidos com o Reino de Deus devem participar das santa Missas. 
A pessoa humana é corpo e alma. Há nele uma unidade vital. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao 
mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silêncio, o seu gesto, tudo é expressão de sua vida. 
Na Missa fazemos parte de uma Assembléia dos filhos de Deus, que tem como herança o Reino dos Céus. Por 
isso na Celebração Eucarística, não podemos ficar isolados, mudos, cada um no seu cantinho. A nossa fé, o 
nosso amor e os nossos sentimentos são manifestados através dos gestos, das palavras, do canto, da posição do 
corpo e também do silêncio. Tanto o canto como o gesto, ambos dão força à palavra. A Oração não diz respeito 
apenas à alma do homem, mas ao homem todo, que é também corpo. O corpo é a expressão viva da alma. 
 
Significado dos gestos e posição dos fieis 
Meus irmãos, na santa Missa, o Cristão assume e deve ficar em vários momentos de diferentes maneiras, se 
comportando de acordo com o Rito da Liturgia, ou seja, com o Rito da Missa. Tudo isso se deve ao amor e ao 
respeito com que temos que nos apresentar diante de Nosso Senhor e diante de sua amada Igreja Católica 
~ 103 ~ 
 
Apostólica Romana. Vamos ver agora alguns gestos que temos que ficar atentos, observar e se comportar com 
eles: 
a) Genuflexão: (ajoelhar-se): É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na 
igreja e dela saímos, se ali existir o Sacrário. Quando entramos na Igreja, temos que cumprimentar o dono 
da casa que é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, crianças, jovens e adultos, ao entrar na Igreja 
cumprimente em primeiro lugar a Jesus Cristo. Fale com ele, ore e diga porque você está vindo a Igreja. 
 
b) Sentado: É uma posição cômoda, uma atitude de ficar à vontade para ouvir e meditar, sem pressa. Essa posição 
ocorre principalmente quando se houve a 1ª e a 2ª leitura; quando o sacerdote faz a homilia, ou seja, comenta as 
leituras, o salmo e o Evangelho. Também podemos ficar sentados, no início das oferendas, oferecendo-se a Deus 
sua vida, sua família e os bens que Deus concede a cada um. 
 
c) De pé: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito. Indica a prontidão e disposição para obedecer. 
(Posição de orante). Ficamos de Pé no Ato Penitencial: Pedindo perdão a Deus: Quando nos oferecemos a 
Deus, especialmente nos cantos, antes de ouvir as leituras da Palavra de Deus, quando o sacerdote disse oremos. 
Nesse momento você se oferece no altar e põe seus pedidos à presença do senhor. De pé também ficamos 
quando o sacerdote dá a benção final sobre os fiéis. 
 
d) De joelhos: Posição de Adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e 
vinho. Esse momento é um momento de Adoração a Jesus Eucarístico, ou seja, na Consagração quando o Pão e 
O vinho se tornam Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Após o recebimento da 
Eucaristia, o Cristão é convidado a ficar de joelhos, agradecendo no silêncio do seu coração o alimento que 
recebeu, ou seja, o próprio Jesus. 
 
e) Inclinados: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração. A Inclinação da cabeça durante a 
missa pode ocorrer nos seguintes momentos: a) no início e durante o Ato Penitencial; b) durante a homilia e 
reflexão da Palavra de Deus, ocasião em que devemos estar atentos se o sacerdote aconselha que a cabeça seja 
inclinada; c) quando o sacerdote ora para que Deus nos livre de todos os males e também na oração pela paz. 
 
f) Mãos levantadas: É atitude dos orantes. Significa súplica e entrega a Deus. 
 
g) Mãos juntas: Significa recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida. 
 
h) Silêncio: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. Fazer silêncio também é necessário para 
interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra. 
 
O Silêncio absoluto na Ora de ouvir as leituras da Palavra de Deus. Quando o sacerdote na homilia solicita para 
que nós inclinemos a cabeça e olhar para si mesmo, ou seja, voltar-se ao coração. Silêncio após receber a 
Eucaristia. Nesse momento Jesus se comunica conosco. Embora nesse comente se cante o canto da comunhão, 
podemos optar também pelo silêncio interior. Tudo isso depende do interior de cada um. 
 
Momentos litúrgicos 
A liturgia inclui dois elementos: o divino e o humano. Ela nos leva ao encontro pessoal com Deus, tendo como 
Mediador o próprio Cristo, que nascido de Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade. Portanto, a Missa é 
mais do que um conjunto de orações: ela é a grande Oração do próprio Jesus, que assume todas as nossas 
orações individuais e coletivas para nos oferecer ao Pai, juntamente com Ele. O canto na Missa está a serviço 
do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, para nos ajudar a rezar. 
Cada canto deve estar em sintonia como momento litúrgico que se celebra. O canto penitencial deve nos ajudar a 
pedir perdão de coração arrependido; um canto de Ofertório deve nos ajudar a fazer a nossa entrega a Deus; um 
canto de Comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar nossa adoração e ação de 
graças. 
 
A expressão do Cristo 
Na missa, o sacerdote é a expressão verdadeira do próprio Cristo Nosso Senhor. 
O Concílio Vaticano II diz que o padre age "in persona Christ", isto é, em lugar da pessoa de Jesus. O padre é 
presbítero e profeta. Como sacerdote, administra os sacramentos, preside o culto divino e cuida da santificação 
da comunidade, como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e tudo o que é contra o Reino; 
como presbítero, o padre administra e governa a Igreja. 
 
 
~ 104 ~ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) O que vêm a ser um Católico fiel? 
2) Seus pais participam das missas todos os domingos? 
3) Estou participando das festividades religiosas da Igreja Católica? 
4) Porque preciso dar testemunho de minha fé? 
5) Você, em breve, receberá o Sacramento da confirmação, o que fará com ele? 
6) Como viver o Sacramento da Confirmação num mundo tão difícil? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
~ 105 ~ 
 
25º ENCONTRO | A IGREJA 
DE JESUS 
 
Introdução 
Ao contrário do que vemos no dia a dia, onde as igrejas surgem 
da noite para o dia, em garagens de humildes casas e em muitas 
esquinas, a Igreja Católica não nasceu da inspiração de pessoa 
humana, mas do próprio Jesus. O desejo de Jesus foi se unir 
pela palavra, pela oração e pelos gestos de fé e ação entre os 
apóstolos e todos aqueles que quisessem segui-lo. 
 
Igreja Católica 
A palavra católico vem do grego ´´catholikón´´, que querdizer geral, universal, em sentido contrário a particular. Desde 
a sua origem a Igreja fundada por Jesus, sobre Pedro e os 
Apóstolos, é universal, católica. Foi este desejo do Senhor, quando enviou os seus apóstolos a todos os povos: 
Ide, pois e ensinai a todas as nações...(Mt 28,19). Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura(Mc 
16,16). 
 
Cristo quem quis, desde a sua origem, que a Igreja fosse universal. Há quase trinta anos, anos Edir Macedo 
fundou a igreja Universal do Reino de Deus; como se ela já não existisse há 20 séculos! Nenhuma Instituição 
humana está presente em toda a face da terra como a Igreja católica. Na maioria dos países ela está presente, com 
o representante do Papa, o Núncio Apostólico, os Bispos, os sacerdotes, diáconos e fiéis. É a única Instituição 
que fala todas as línguas dos homens, como Jesus quis. A catolicidade da Igreja tem vários aspectos: 
 
1. Geográfico e antropológico. É o aspecto externo, e que significa a abertura para todos os homens e 
mulheres de todos os tempos e lugares da terra. 2. Pessoal, ontológico. Significa que a Igreja é a depositária de 
toda a Verdade revelada pela Bíblia (escrita), e pela Tradição (oral); e recebeu de Cristo a plenitude dos meios da 
Salvação, como enfatizou o decreto do Concílio último sobre o Ecumenismo (UR, 3). 
 
A universalidade da Igreja Católica 
Deus deu à sua Igreja um caráter universal porque quer que todos os homens se salvem e cheguem ao 
conhecimento da verdade (2Tm 2,1-5). Essa verdade que salva foi confiada à Igreja por Jesus, para ser levada a 
todos os homens. O Pai quis e quer o Cristo e a Igreja como sacramento universal da salvação. Cristo é o 
Salvador único de todos os homens e a Igreja é o Seu Corpo prolongado na humanidade, para salvá-la. São 
Pedro disse aos judeus: Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi 
dado aos homens pelo qual devemos ser salvos (At 4,12). Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a 
plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do 
próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus (Col 1,19-20). 
 
A catolicidade (universalidade) da Igreja tem como conseqüências a tarefa missionária e o ecumenismo. Cristo 
mandou que a Igreja pregasse o Evangelho a todos os homens (Mt 28,18-20). Cada cristão é responsável por essa 
missão que é da Igreja toda (LG nº 17; AG nº 23). 
 
 
Salvação por meio da Igreja Católica 
Através da Igreja, Cristo, Cabeça, leva a salvação a todos. Ele é a cabeça do corpo, da Igreja (Col 1,17). 
E sujeitou a seus pés todas as coisas, e o constituiu chefe supremo da Igreja, que é o seu corpo, o receptáculo 
daquele que enche todas as coisas sob todos os aspectos (Ef 1,23). Sabemos que o desígnio de Deus é recapitular 
todas as coisas em Cristo (Ef 1,10), restaurando e reunindo tudo sob a sua autoridade, para reconduzir o mundo 
a Si. Para cumprir esse desígnio a Igreja abraça todas as dimensões da pessoa humana: ciência, técnica, trabalho, 
cultura, a fim de santificá-las, impregnando-as com o Evangelho e com a vida de Cristo. Este é um outro aspecto 
da catolicidade da Igreja, que as seitas não possuem, por não estarem abertas a todos os legítimos valores 
humanos. Elas são fechadas sobre si mesmas e desprezam muitos desses valores. 
 
[UMA VERDADE QUE MUITOS 
REJEITAM: AMADOS IRMÃOS, A 
IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA 
ROMANA É A IGREJA DE NOSSO 
SENHOR JESUS CRISTO, FUNDADA 
PELO FILHO DE DEUS, NA PESSOA 
DO APÓSTOLO PEDRO. A ESSA 
IGREJA JESUS DEU PODER E 
AUTORIDADE SOBRE OS INFERNOS 
PARA SALVAR TODAS AS ALMAS 
DISPOSTAS A VIVER O PLANO DE 
AMOR DE DEUS. REFLITAMOS. ] 
~ 106 ~ 
 
 
A missão da Igreja Católica 
 
A missão da Igreja é transformar a humanidade toda em Povo de Deus, 
Corpo do Senhor e Templo do Espírito Santo, para que em Cristo, 
Cabeça de todos, seja dada ao Pai e Criador do universo toda a honra e 
toda a glória (LG, 17). 
 
 
O sinal dos Cristãos Católicos 
 
E o Papa faz um alerta importantíssimo sobre a necessidade dos cristãos, 
unidos, testemunharem ao mundo a Cruz redentora de Cristo: “A Cruz! 
A corrente anti-cristã propõe-se dissipar o seu valor, esvaziá-la do 
seu significado, negando que o homem possa encontrar nela as 
raízes da sua nova vida e alegando que a Cruz não consegue nutrir 
perspectivas nem esperanças: o homem ´´ dizem ´´ é um ser 
meramente terreno, que deve viver como se Deus não existisse´´ (nº 
1). 
A união dos cristãos é, portanto urgente e fundamental para o testemunho de Cristo ao mundo; no entanto, não 
pode ser obtida a qualquer preço, sacrificando o essencial. 
 
A autoridade da Igreja 
Na Igreja Católica, a autoridade máxima é o Santo Pontífice, ou seja, o Papa. O papa é o sacerdote dos 
sacerdotes, ou seja, o servo dos servos de Deus. 
 
Organização da Igreja Católica 
Estruturalmente, o catolicismo romano é uma das religiões mais centralizadas do mundo. O seu chefe, o Papa, 
governa-a desde a Cidade do Vaticano, um estado independente no centro de Roma, também conhecido na 
diplomacia internacional como a Santa Sé. O Papa é seleccionado por um grupo de elite de Cardeais, conhecidos 
como Príncipes da Igreja. Só o Papa pode seleccionar e nomear todos os clérigos da Igreja acima do nível e padre. 
Todos os membros da hierarquia respondem perante o Papa e a sua corte papal, chamada Cúria. Os Papas 
exercem o que é chamado Infalibilidade Papal, isto é, o direito de definir declarações definitivas de ensinamento 
Católico Romano em matérias de fé e moral. Na realidade, desde a sua declaração no Concílio do Vaticano I, em 
1870, a infalibilidade papal só foi usada uma vez, pelo Papa Pio XII, nos anos 50. 
 
 
A hierarquia da Igreja Católica 
O próprio Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Instituiu-a, deu-lhe autoridade e missão, orientação e 
finalidade: Para apascentar e aumentar sempre o Povo de Deus, Cristo Senhor instituiu em sua Igreja uma 
variedade de ministérios que tendem ao bem de todo Corpo. Pois os ministros que são revestidos do sagrado 
poder servem a seus irmãos para que todos os que formam o Povo de Deus... cheguem à salvação. (Catecismo 
874) 
 “Como poderiam crer naquele que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador? E como podem pregar 
se não forem enviados?” (Rm 10,14-15). Ninguém, nenhum indivíduo, nenhuma comunidade pode anunciar a si 
mesmo o Evangelho. “A fé vem da pregação” (Rm. 10,17). Ninguém pode dar a si mesmo o mandato e a missão 
de anunciar o Evangelho. O enviado do Senhor fala e age não por autoridade própria, mas em virtude da 
autoridade de Cristo; não como membro da comunidade, mas falando a ela em nome de Cristo. Ninguém pode 
conferir a si mesmo a graça; ela precisa ser dada e oferecida. Isto supõe ministros da graça autorizados e 
habilitados da parte de Cristo. Dele, os bispos e os presbíteros recebem a missão e a faculdade (o “poder 
sagrado”) de agir “na pessoa de Cristo-Cabeça”, os diáconos, a força de servir o Povo de Deus na “diaconia” da 
liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão como o bispo e seu presbitério. A tradição da Igreja chama de 
“sacramento” este ministério, pelo qual os enviados de Cristo fazem e dão, por dom de Deus, o que não podem 
fazer nem dar por si mesmos. O ministério da Igreja é conferido por um sacramento específico. (Catecismo 875) 
 
A autoridade do papa 
A autoridade do Papa vem da crença de que ele é o sucessor directo de S. Pedro e, como tal, o Vigário de Cristo na 
Terra. A Igreja tem uma estrutura hierárquica de títulos que são, em ordem descendente: Papa, o bispo de Roma 
e também Patriarca do Ocidente. Os que o assistem e aconselham na liderança da igreja são os Cardeais; 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_do_Vaticano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diplomacia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_S%C3%A9
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%BAria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infalibilidade_Papal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_do_Vaticano_Ihttp://pt.wikipedia.org/wiki/1870
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_XII
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vig%C3%A1rio_de_Cristo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cardeais
~ 107 ~ 
 
Patriarcas são chefes de algumas Igrejas Católicas Orientais sui juris. Alguns dos grandes arcebispos Católicos 
Latinos também são chamados Patriarcas; entre estes contam-se o Arcebispo de Lisboa e o Arcebispo de 
Veneza; Bispo (Arcebispo e Bispo Sufragário): são os sucessores directos dos doze apóstolos. Receberam o todo 
das ordens sacramentais; Padre (Monsenhor é um título honorário para um padre, que não dá quaisquer poderes 
sacramentais adicionais): inicialmente não havia Padres per se. Esta posição evoluiu a partir dos Bispos 
suburbanos que eram encarregados de distribuir os sacramentos mas não tinham jurisdição completa sobre os 
fiéis. 
 
A Igreja é o Corpo de Cristo 
Desde o início, Jesus associou seus discípulos à sua vida (Mc. 1-16), revelou-lhes o Mistério do Reino (Mt. 13.10-
17), deu-lhes participar de sua missão, de sua alegria e de seus sofrimetnos. Jesus fala de uma comunhão ainda 
mais íntima entre ele e os que o seguiam: “Permanecei em mim, como eu em vós... Eu sou a videira, e vós os 
ramos” (Jo.15.4-5). E anuncia uma comunhão misteriosa e real entre o seu próprio corpo e o nosso: “Quem 
come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo. 6,56) (Catecismo da Igreja 
787). 
 
Fora da Igreja Católica não há Salvação 
O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que nos torna presente em seu corpo, que é a Igreja. Ele, 
porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo que afirmou a 
necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como por uma porta. Por isso não podem 
salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como 
instituiçaõ necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar.(Catecismo da Igreja 846). 
 
 
FALSAS RELIGIÕES 
 
Introdução 
Amados crismandos depois de passarmos tanto tempo juntos, precisamos cada vez mais abrir nossos corações 
para ao amor de Deus. Conforme disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, de modo que sem essa 
verdade, não há como se alcançar a plenitude da Salvação. Devemos lembrar que não há Salvação fora de Jesus e 
de sua Santa Doutrina, fundada na autoridade da Igreja Católica Apostólica Romana. Cristo é amor, mas esse 
amor não se vive por meio de divisões, discórdias e separações presentes em muitas denominações. 
 
A Igreja Católica Apostólica Romana viveu e ainda vive a muitas tribulações (dificuldades) durante esses mais de 
mais de 2.000 anos de sua fundação por Nosso Senhor Jesus Cristo na pessoa do apóstolo Pedro, mas foi a única 
que venceu e continuará a vencer as forças ocultas de satanás e de seus demônios. Caríssimos, temos a firme 
convicção de que Jesus fundou a sua Igreja e a sua sã doutrina na fé apostólica e que esta fé continua até os dias 
de hoje, sem exitar, sem vacilar. 
 
O Católico deve permanecer firme da fé 
Não tenha medo de proclamar a sua fé, a sua fé católica, a sua fé enraizada em Jesus Cristo. Não se envergonhe 
de proclamar Jesus como o Senhor da sua vida, o seu Mestre, o seu Redentor e o seu Salvador, em fim, o seu Rei, 
pois disse Jesus: Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se 
envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos. Em verdade, vos 
digo: dos que aqui se acham, alguns há que não morrerão, até que vejão o Reino de Deus". (Lc. 9.26-
27). 
 
A sedução de falsos pastores 
Não vos deixei seduzir pelos falsos pastores, por aqueles que estão sedentos de riqueza, sedentos de almas, não 
para Deus, mas para levá-las a Satanás. Muitos estão munidos de falsas promessas, de curas a todo custo e a todo 
o preço. Este preço não é o Sangue de Jesus, pois o Senhor já derramou o seu sangue para nos salvar e garantir a 
Nova e Eterna Aliança. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Patriarca
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rito_oriental
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sui_juris
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica_de_Rito_Latino
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica_de_Rito_Latino
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lisboa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Veneza
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bispo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arcebispo
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Bispo_Sufrag%C3%A1rio&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Padre
~ 108 ~ 
 
 
Sedução do mundo 
Disse Jesus a seus discípulos: “Cuidai que ninguém vos seduza. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o 
Cristo. E seduzirão a muitos. Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. E Jesus ainda Disse: Atenção: 
que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim. (Mat. 24.4-6). 
 
Falsos cristos 
Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a 
caridade de muito se esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo. (Mat. 24.11-13). Jesus 
solicita cautela: “Então, se alguém vos disser: eis aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá! não creias. Porque se 
levantar-se-ão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até 
mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos. Se pois vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. 
Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do 
homem”.(Mt. 24.23-27). 
 
O Católico deve dar testemunho de sua fé 
É chegada a hora e a vez de viver a fé, de convivê-la com os irmãos, de se proclamar libertos definitivamente do 
julgo do pecado, do julgo de satanás. Satanás quer escravizar, quer amarar, quer levar-nos para o inverno, ao 
contrário de Jesus que quer salvar, libertar, resgatar e levar para o Céu. Não há amados irmãos dois, três, quatros, 
cinco, seis ou mais caminhos para o Céu, mas um único caminho, que é Cristo Jesus, o Messias, a Boa Nova do 
Pai celestial. De acordo com a Bíblia Sagrada: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será 
condenado”. (Mc. 16-16). 
 
Há um único caminho 
Crismandos, cuidado!!!. Jesus não disse que há vários caminhos, várias verdades, vários meios de preservar a vida, 
mas e tão somente: “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jô. 14-6). A 
esse respeito, Moisés já solicita ao povo liberto do Egito para permanecer fieis a Deus, dizendo: “Tomo hoje 
por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a benção e a maldição. 
Escolhe, pois a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o senhor, teu Deus, obedecendo a 
sua voz e permanecendo unido a ele”. 
 
A Igreja Católica – a verdadeira Igreja de Cristo 
Jesus manifestou o interesse de fundar a Igreja (Mt 16,18), Igreja esta que teria autoridade (Mt 18,17), cujo sinal 
de unidade seria a pessoa de Pedro (Mt 16,18-19; Jo 21,15-17; etc). A Igreja foi oficialmente fundada após a 
ressurreição de Jesus, no domingo de Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At 2). A Igreja 
cresceu em número, primeiro em Jerusalém, e foi se espalhando pelo mundo graças à pregação e cuidado dos 
apóstolos. É de conhecimento geral que, naquela época, Roma era a senhora do mundo, o mais vasto império 
que a humanidade já conheceu. Foram os próprios apóstolos que viram a necessidade do deslocamento do 
Cristianismo para o centro do império romano a fim de facilitar a pregação do Evangelho. É fato histórico que 
Pedro e Paulo foram perseguidos e martirizados em Roma. Clemente Romano, ainda no séc. I, nos testemunha 
esses martírios. Irineu de Lião apresenta, no séc. II, a lista dos sucessores de Pedro, até aquela data. A 
arqueologia, através de escavações, confirmou a morte de Pedro e Paulo em Roma ao encontrar seus respectivos 
túmulos. Ao estudarmos a doutrinada Igreja católica, percebemos que ela não se afastou um milímetro sequer 
desde a sua fundação, ou seja, a Igreja católica atual é a mesma de 2000 anos atrás.( 
http://www.bibliacatolica.com.br/). (Fonte: Agnus Dei) 
 
Características da Igreja verdadeira 
Cristo fundou uma única Igreja e a Igreja Católica é esta verdadeira Igreja verdadeira, e ianda; 
ÚNICA IGREJA DE CRISTO: Cristo fundou uma única Igreja; Ele falou de um só rebanho e um só pastor. 
A verdadeira Igreja fundada por Cristo é UNA, SANTA,. CATÓLICA e APOSTÓLICA, como dizemos no 
Credo. 
 É UNA, porque tem um só pastor visível, o Papa, uma mesma fé e os mesmos sacramentos. 
 É SANTA, porque Santíssimo é seu fundador, Jesus Cristo, santa a sua Doutrina e santos os Meios para nos 
fazer santos (os sacramentos). Ainda mais, sempre existiram e sempre existirão santos na Igreja. 
 É CATÓLICA, que significa universal, porque chama a todos a seu seio e está estendida por toda a parte. 
Durará até o fim do mundo e em todos os lugares é a mesma: o mesmo Papa, o mesmo Credo, os mesmos 
Sacramentos. 
~ 109 ~ 
 
 É APOSTÓLICA, porque está fundamentada (alicerçada) sobre os Apóstolos e ensina a doutrina que eles 
ensinaram. O Papa e os bispos são os legítimos sucessores de Pedro e dos demais Apóstolos. A Igreja de Jesus 
Cristo é hoje a Igreja Católica, porque só nela cumprem-se estas quatro propriedades e é a única que possui 
todos os meios de salvação que Cristo quis dar à sua Igreja. (Fonte: 
http://www.saojorgemartir.com.br/curso/catecismo18.php). 
 A VERDADEIRA MORADA DOS CIDADÃOS DOS CÉUS: Afirma São João, no (Livro do apocalipse 
21.2-3). Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para 
o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz de dizia: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os 
homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e deus mesmo estará com ele. Exugará toda a lágrima de seus 
olhos e já não haverá morte, men luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição”. 
 
 OCIDADÃO DOS CÉUS ÉAQUELE QUE ADORA EM ESPÍRITO E VERDADE: Afirma o 
Evangelista João “Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade. (João 4.24). 
 A ARMA CONTRA AS FALSAS DOUTRINAS – A PALAVRA DO PAPA JOÃO PAULO II: Em 
29/1/96, o Papa, referindo-se à necessidade de bem formar a consciência do povo cristão, pediu aos bispos: 
Formai-lhe a consciência reta, coerente e corajosa. Deixai-me desse modo insistir sobre a conveniência de 
valerem-se todos do Catecismo da Igreja Católica,´ significativo reflexo da natureza colegial do episcopado, 
decorridos três anos desde quando autorizei a sua publicação para uma correta interpretação destas e de outras 
verdades de nossa fé´. Todos esses apelos insistentes do Papa para que o Catecismo seja usado constantemente 
na evangelização, mostram a sua importância nesta hora difícil em que os católicos são tão ameaçados por tantas 
seitas e falsas religiões. O Catecismo é hoje o nosso escudo de proteção contra as ameaças das falsas doutrinas e 
dos erros de doutrina que, infelizmente, são apresentados até mesmo por sacerdotes da nossa Igreja, em 
desacordo com o ensinamento do Magistério da Igreja. 
Com o Catecismo acaba a ´achologia´ religiosa, o subjetivismo moral e o relativismo doutrinário, onde muitos 
querem fazer a religião e a moral a seu próprio modo, à revelia da autoridade da Igreja. Vamos todos 
evangelizar, mas como manda a Igreja, e não ´como eu quero´; isto seria irresponsabilidade e um desserviço 
prestado à Igreja. Vale a pena lembrar aqui porque nasceu este Catecismo aprovado em 1992 por João Paulo II. 
 
As divisões da Igreja Católica 
Após a separação da Igreja Ortodoxa, foram necessários mais 500 anos, aproximadamente, para que nova divisão 
viesse abalar a Igreja do Ocidente. Também é fato histórico que na Igreja medieval ocorriam vários abusos, a 
grande maioria ocasionados pelo fato da ligação íntima entre Igreja e Estado; era o Estado que nomeava os 
bispos, sendo estes pouco preparados a nível religioso. Então era comum encontrarmos bispos que compravam 
determinada sede episcopal, que eram casados irregularmente, que eram impiedosos por falta de vocação 
religiosa, etc… Era necessária uma Reforma dentro da Igreja! Vários homens lutaram por essas reformas, cada 
qual a seu jeito. Francisco de Assis é um desses exemplos: lutou por reformas e conseguiu! Não precisou dividir a 
Igreja, pois reconhecia sua importâcia e autoridade. Mesmo assim, a Igreja ainda não estava totalmente 
reformada. Infelizmente, homens como Lutero e Calvino, ao invés de se inspirarem no grande exemplo de São 
Francisco, acharam mais fácil romper com a Igreja, fundando novas religiões… foi a chamada Reforma 
Protestante. Lendo a história de maneira completamente imparcial, vemos que, mais uma vez, a política se 
intrometia no campo religioso. Lutero, para impor suas doutrinas, aliou-se aos príncipes alemães descontentes 
com as boas relações entre o Imperador e o Papa. Calvino fez de Genebra um Estado cuja política era guiada por 
preceitos religiosos radicais, com visível orientação antipapal e anticatólica. Ao contrário de Lutero e Calvino, o 
rei Henrique VIII da Inglaterra estava preocupado em conseguir um descendente (filho) do sexo masculino para 
ser seu sucessor no trono; como Catarina de Aragão, sua esposa, não conseguia dar-lhe esse filho tão esperado e 
o Papa não consentisse o divórcio, obrigou ao clero inglês a reconhecê-lo como chefe supremo da igreja na 
Inglaterra. Observemos, portanto, como os argumentos religiosos são usados por todos, desde o princípio, como 
justificativa para implantação de idéias meramente políticas. 
Lutero havia afirmado que quem dirige o crente é o Espírito Santo, de forma que este não necessita da 
autoridade de Igreja para ajudá-lo a interpretar a Bíblia, única fonte de fé que deve ser considerada pelo cristão. 
Esse mesmo ponto de vista foi adotado por Calvino e por todo o mundo protestante. Mesmo sendo oposta à 
própria Bíblia (2Pd 3,15-16), a livre interpretação ocasionou a fragmentação do Cristianismo em mais de 20 mil 
ramos, o que é um absurdo, já que cada ramo se julga a verdadeira Igreja de Cristo, tendo como único ponto 
comum o anticatolicismo. Mas, não reconhecendo a autoridade de Igreja, mais uma vez se voltam contra a Bíblia, 
pois esta afirma que o fundamento e coluna da verdade é a Igreja (cf. 1Tm 3,15), logo, apesar de possuirem 
alguns pontos verdadeiros (que são iguais aos da Igreja Católica!!!), não são a verdadeira Igreja de Cristo. 
Vejamos a seguinte lista, organizada em ordem cronológica e incompleta, já que seria impossível listar as 20 mil 
igrejas cristãs hoje existentes: 
 
~ 110 ~ 
 
Pluralidade de religiões 
A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de Jesus. Atualmente existem milhares de seitas e religiões 
falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão. Há dez grandes religiões 
principais: Hinduísmo, Jainismo, Budismo e Siquismo (na índia); Confucionismo e Taoísmo (na China); 
Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). 
Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo. Além disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivisões dessas 
religiões), estando seis mil localizadas na África, 1200 nos Estados Unidos e o restante em outros países. Para 
efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas: 
 
a) Secretas: Maçonaria,Teosofia, Rosacrucianismo, Esoterismo, etc. - Pseudocristãs: Mormonismo, 
Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos de Deus), Igreja 
Apostólica da Santa Vó Rosa, etc. b) Espiritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão, etc. - 
Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Voduísmo, Cultura Racional, Santo Daime, etc. c) 
Orientais: Seicho-No-Iê, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare Krishna, Meditação Transcendental,Igreja da Unificação (Moonismo), Perfeita Liberdade, etc. d) Unicitas: Voz da Verdade, Igreja Local, 
 
Estudemos algumas religiões, seitas e crendices. 
 
O espiritismo 
 
É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que 
constituem a Codificação Espírita. “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos 
Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” Allan Kardec (O que é o Espiritismo – 
Preâmbulo). 
O que revela o espiritismo: Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos 
Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde 
vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento. Trazendo conceitos novos 
sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do 
comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade. 
 
Advertência às práticas espirituais 
Não podemos acreditar na falsa promessa do espiritismo, pois segundo as sagradas escrituras: “Como está 
determinado que os homens morrem uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, assim Cristo se ofereceu uma só vez para tomar 
sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não porém em razão do pecado, mas para trazer a salvação àqueles 
que o esperam. os cristãos são cidadãos dos céus”. (Hb. 9.27). E ainda o Evangelista João, em sua Primeira Carta 
afirma: "Caríssimos, não dei fé a qualquer espírito,mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos 
falsos profetas se levantaram no mundo (J. 4.1). 
 
Bruxaria 
A bruxaria é prática contrária a palavra de Deus. de acordo com o livro do Apocalipse de São João: Fora os cães, 
os envenenadores, os impudicos, os homicidas, os idolatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!. 
(Ap. 22.15). 
 
Adivinhação 
A Bíblia Sagrada, desde os tempos de Moisés, já vedava a prática das bruxarias, afirmando: “!Não praticareis a 
adivinhação, nem a magia. Não cortareis o cabelo em redondo, nem rapareis a barba pelos lados. Não fareis incisões na vossa carne 
por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor”. (Lv. 19. 26-28). 
Afirma ainda o Deuteronômio: quando tiverdes entrado na Terra que o Senhor, teu deus, te dá não te porás a 
imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no mei de ti quem faça passar pelo fogo seu 
filho ou sua filha, em quem se dê a adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, a magia, ao espiritismo, a 
adivinhação ou a invocação dos mortos, porque o Senhor teu Deus, abomina aqueles que se dão essas práticas, e 
é por causa dessas abominações que o senhor teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. (Deut. 19.912). 
 
Espiritismo 
A bíblia também veda a consulta aos espíritos mortos: “Não vos dirijais aos espíritos nem as advindos: não os 
consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus”. ( Lv. 1931). 
 
~ 111 ~ 
 
Feitiçaria e magia 
Já no antigo testamento, Deus era contra a prática da magia e da feitiçaria. Segundo as Sagradas Escrituras: "O rei 
ordenou em seguida ao sumo sacerdote Hilquias, aos sacerdotes da segunda ordem, e aos porteiros, que 
jogassem fora do templo do Senhor todos os objetos fabricados para o culto de baal, de asserá e de todo o 
exército dos céus; fê-los queimar fora de Jerusalém, nos campos do Cedron, e mandou levar as suas cinzas para 
Betel”. (II Reis 23. 4). 
 
Nova era 
O movimento da Nova Era (do inglês New Age) possui muitas subdivisões, sendo geralmente uma fusão de 
ensinos metafísicos de influência oriental, de linhas teológicas, de crenças espiritualistas, animistas e 
paracientíficas, com uma proposta de um novo modelo de consciência moral, psicológica e social além de 
integração e simbiose com o meio envolvente, a Natureza e até o Cosmos. VISÃO TEOLÓGICA: É uma 
teologia ou uma "filosofia de vida" de bem-estar, tolerância universal. A Nova Era pretende realizar o que seu 
nome indica: “derramamento de água” ou “era de aquários” sobre o mundo, para simbolizar a vinda de um novo 
“espírito” ou “nova mentalidade”. Esta “nova mentalidade” provocará nos seres humanos uma expressão (ou 
"despertar") de consciência. Para auxiliar neste processo, algumas psicotécnicas também podem ser 
empregadas, tais como: Tarô, Yoga, Meditação, Mapa Astral, Gurus, Esoterismo, novas culturas, orações, jogo 
de Búzios, pirâmides, cristais, numerologia, Gnose, Acupuntura, Pacifismo, Rebieth, Channellins, Sincretismo, 
busca interior, livros de autoajuda, magia, predição, novo pensamento etc. e esta iluminação deverá possibilitar 
uma vida com menos dificuldades e menos problemas. A "Nova Era" não é vista por seus seguidores como uma 
religião propriamente dita, mas apresenta propostas de vida religiosa. Não é um movimento filosófico 
propriamente dito - pois não parte de construções racionais para justificar suas proposições -, mas tenta dar 
respostas (ditas) filosóficas a questões existenciais. Não é uma ciência, mas busca alicerçar-se em leis científicas 
(ou pseudocientíficas). 
 
No âmbito religioso 
No âmbito religioso misturam também princípios filosóficos e místicos. Alguns instrumentos usados para esses 
fins são as pirâmides, filosofias orientais, energias cósmicas, cristais energéticos, amuletos, pensamentos 
positivos, esoterismo (cabala, horóscopo, mantra, mapa astral, Yoga, relaxamento, “ecologia”, aura em harmonia 
com o corpo, Yin Yang). Acredita-se que a humanidade, assim como todas as coisas, são UM (estão em unidade) 
com o Cosmos (ou "Deus"). Você mesmo assume-se como parte de Deus. O CULTO: O oculto, o misterioso, 
o esoterismo, a astrologia, destino, medicina alternativa com filosofias, estrelas influenciando as nossas atitudes, 
livros de auto-ajuda... Tudo isso faz parte da Nova Era. Esse movimento se sustenta em 4 pilares (Subestrutura 
científica, O uso de “doutrinas” das religiões orientais, Nova Psicologia e Astrologia). Dentro do prisma da 
"Nova Era" está a uniformização, principalmente a do sistema econômico, as “leis” da globalização, como 
percebemos em nossos dias, estão envolvidas nesse processo. 
 
A Igreja Universal do Reino de Deus 
A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada por um homem comum, pecador.. Igreja Universal do Reino 
de Deus (conhecida pela sua sigla, IURD) é uma igreja cristã evangélica neopentecostal, com sede no Rio de 
Janeiro - no Templo da Glória do Novo Israel, localizada no bairro carioca de Del Castilho. Fundada no dia 9 de 
julho de 1977, por Edir Macedo, a Igreja Universal do Reino de Deus se tornou o primeiro e maior grupo 
neopentecostal do Brasil e está presente em quase 200 países, segundo a instituição, sendo mais disseminada nos 
países de língua portuguesa. 
 
Edir Macedo e a teologia da prosperidade 
 A “Teologia da Prosperidade”, propagada hoje no Brasil por alguns segmentos religiosos dos ditos 
“evangélicos”, tem ressaltado que seguir a Jesus é automaticamente candidatar-se a uma vida de sucesso 
financeiro, de projeção social e quase imunidade a qualquer tipo de sofrimento. Afirmam que, ao abraçar a fé, as 
pessoas serão poupadas das dificuldades, terão suas dívidas saldadas, seus problemas familiares se resolverão 
imediatamente, dentre outros. 
Na verdade, até mais do que isto, segundo tal proposta, todo cristão tem o direito de reivindicar e até exigir de 
Deus a satisfação de seus desejos pessoais. E tal projeção não corresponde ao ideal cristão, pois Deus, segundo o 
Cristianismo, dá a Graça a todos e cabe à Criatura ser fiel ao seu Criador e não vice-versa. Deus ama a sua 
criatura, mas não tem “obrigação” de realizar quaisquer pedidos dos homens. Para argumentar sua distinta 
doutrina, eles interpretam alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, pois os 
que são verdadeiramente fiéis a Deus devem desfrutar de uma excelente situação naárea financeira, na saúde, etc. 
Tal modo de interpretação traz alguns questionamentos. 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metaf%C3%ADsica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Espiritualista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Animista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tar%C3%B4
http://pt.wikipedia.org/wiki/Yoga
http://pt.wikipedia.org/wiki/Medita%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Astrologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guru
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esoterismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ora%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_de_B%C3%BAzios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogo_de_B%C3%BAzios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Numerologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnose
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acupuntura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pacifismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincretismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoajuda
http://pt.wikipedia.org/wiki/Magia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_pensamento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crist%C3%A3
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neopentecostal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(cidade)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(cidade)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_da_Gl%C3%B3ria_do_Novo_Israel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Del_Castilho
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa
~ 112 ~ 
 
Advertência à teologia da prosperidade 
Essa teologia afirma que Deus concede riqueza e bens materiais a quem Lhe é fiel e paga o Dízimo com 
generosidade; mas esta concepção está mal fundamentada. Todos os católicos devem dar a sua contribuição 
material à Igreja para que ela possa prover suas necessidades materiais; isto é ensinado pelo Catecismo da Igreja 
Católica (CIC) no nº2043: §2043 – "Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo 
as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja. O quinto mandamento [da Igreja] ("Ajudar a 
Igreja em suas necessidades") recorda aos fiéis que devem ir ao encontro da necessidades materiais da 
Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222)". 
(http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/juberto/10.htm). 
 
Testemunhas de Geová 
As Testemunhas de Jeová (TJs) constituem um grupo religioso derivado do Adventismo protestante. Seu 
fundador, CharIes Russell, em 1874 predizia para 19t4 a vinda de Cristo acompanhado dos patriarcas Abraão 
Isaque, Jacó e dos profetas da fé... Como nada ocorreu naquele ano os sucessivos presidentes da Sociedade Torre 
de Vigia (Testemunhas de Jeová) foram adiando a data da segunda vinda de Jesus; a última foi o ano de 1975, no 
qual também nada se verificou do predito. Atualmente abstém-se de "profecias" em tal sentido. 
Em síntese: A Bíblia das Testemunhas de Jeová, dita "Tradução do Novo Mundo", apresenta distorções do 
texto sagrado devidas à intenção, dos tradutores, de adaptar o texto bíblico às concepções religiosas das 
Testemunhas. Verifica-se também certa oscilação na maneira de verter. 
 
Congregação Cristã no Brasil 
O fundador da Congregação Cristã do Brasil é o italiano Luigi Francescon, filiado ,à colônia italiana de Chicago (EUA). Ele 
passou por uma trajetória religiosa muito oscilante: foi, primeiramente, membro de um grupo valdense (semi -calvinista), que se 
tornou presbiteriano propriamente dito; depois se fez batista; após nove anos de confissão batista, entrou no pentecostalismo. Sempre 
fora dirigente de comunidades, de modo que se pôs a organizar grupos pentecostais entre os colonos italianos dos Estados Unidos; 
estes enviaram pregadores para a Itália.Em 1909 e 1910, Francescon viajou para a Argentina e o Brasil. Em 1910, 
estabeleceu sua modalidade pentecostal entre os imigrantes italianos de Santo Antônio da Platina (PR). O grupo 
foi crescendo e se difundiu cm diversas regiões do país. Dizem que, antes de regressar aos Estados Unidos, 
Francescon teve a intuição profética de que sua obra se expandiria rapidamente no Brasil. 
(http://www.cleofas.com.br/). 
 
A igreja do evangelho quadrangular 
A Igreja do Evangelho Quadrangular ou Cruzada Nacional de Evangelização tem por fundadora a canadense 
Aimée Semple McPherson, que passou da denominação batista para a pentecostal. Tinha o dom da oratória, que 
atraía grande número de pessoas ao pentecostalismo. Certa noite, quando pregava a respeito da visão de Ezequiel 
(1,5-42), teve uma intuição: os quatro animais representariam quatro títulos de Jesus Cristo; sim, o homem 
significaria o Salvador; o leão, o Batizador; o vitelo, o Médico; e a águia, o Rei que voltará. Aimée exclamou 
então: "Este é um momento de alta inspiração... É o Evangelho Quadrangular!"(http://www.cleofas.com.br).A 
nova denominação foi trazida ao Brasil por Harold Williams e Raymond Boatright em 1951; começaram a pregar 
em São João da Boa Vista (SP), e finalmente se estabeleceram na capital do Estado em 1954, tendo atraído para 
si grande número de adeptos, provenientes das várias denominações protestantes. A Igreja do Evangelho 
Quadrangular pertence ao esquema dos reavivamentos pentecostais protestantes. O declínio do entusiasmo 
inicial de uma comunidade provoca o descontentamento de alguns de seus membros, que resolvem fazer o 
reavivamento respectivo. Também a Cruzada Nacional de Evangelização é urna réplica à perda de fervor de uma 
denominação matriz. Mas, por sua vez, ela entrou na condição de declínio, que provocou a formação de uma 
dissidência "mais fervorosa e viva", que foi a Igreja de Cristo Jesus. O fundador desta assim justifica a sua 
dissidência em 1958. 
( http://www.cleofas.com.br). 
 
A igreja católica brasileira 
A Igreja Católica Apostólica Brasileira foi fundada por D. Caros Duarte Costa, Bispo titular de Maura, em 1945. 
Carece de sistema doutrinário sólido e de praxe pastoral bem definida, de modo que se ramificou a ponto de se 
falar de "Igrejas Católicas Brasileiras". Faz questão de manter as aparências de Igreja Católica -o que muito 
confunde os fieis. A celebração dos sacramentos na Igreja Brasileira não é reconhecida pela Igreja Católica, pois é 
confusa e sujeita a improvisações. 
(http://www.cleofas.com.br). 
A Igreja Católica Apostólica Brasileira ou "Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras" (ICAB), tem lançado 
confusão no público, pois pretendem guardar a aparência de Igreja Católica e facilitam a praxe religiosa dos seus 
seguidores. - Daí a conveniência de uma análise precisa do fenômeno. 
http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/juberto/10.htm
http://www.cleofas.com.br/
http://www.cleofas.com.br/
~ 113 ~ 
 
 
A igreja internacional da graça 
É uma Igreja evangélica neopentecostal fundada pelo Missionário Romildo Ribeiro Soares (conhecido como 
Missionário R.R. Soares) em 1980, na Rua Lauro Neiva, no Município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro. 
Romildo fundou a sua própria denominação logo após se separar de seu cunhado, o então pastor Edir Macedo 
(hoje bispo). Atualmente, possui um programa televisivo denominado Show da Fé, que é transmitido em horário 
nobre na Rede Bandeirantes e nas tardes e madrugadas da RedeTV!. 
 
A igreja mundial do poder de Deus 
É uma igreja neopentencostal, fundada por Valdomiro Santiago de Oliveira.Valdomiro santiago é um pastor 
evangélico. Durante quase 20 anos, era integrante da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Em 1997, 
desligou-se da Universal após problemas com a liderança, Alguns dias depois fundou a Igreja Mundial do Poder 
de Deus, que absorveu parte dos membros da IURD, e hoje conta com mais de 1400 templos espalhados pelo 
Brasil, sendo a sua maioria no Estado de São Paulo. 
 
A Associação vitória em Cristo 
Associação Vitória em Cristo (Avec), que faz parte do Ministério Silas Malafaia, tem por missão divulgar as 
verdades das Sagradas Escrituras, através do programa televisivo Vitória em Cristo, cruzadase congressos, 
enfatizando que o homem só encontra salvação em Cristo Jesus. Seu líder é o pastor Silas Malafaia que é um 
pastor protestante pentecostal brasileiro. É o líder da igreja Assembleia de Deus-Vitória em Cristo e um famoso 
televangelista, também graduado em Psicologia.Silas Malafaia é presidente da editora Central Gospel. É também 
vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), entidade que 
agrega cerca de 8.500 pastores de quase todas as denominações evangélicas brasileiras. 
 
Igreja apóstólica renascer em Cristo 
A Igreja Apostólica Renascer em Cristo é uma denominação protestante neopentecostal fundada em São Paulo, 
em 1986, por Estevam Hernandes e Sônia Hernandes. A Igreja Renascer possui uma rede de TV, uma gravadora, 
rede de rádio, uma editora e uma linha de confecções; no Brasil há cerca de 600 templos e mais de dois milhões 
de seguidores.[1][2] A Renascer é a segunda maior denominação neopentecostal brasileira. Classificada como 
neopentecostal, a igreja utiliza a designação "Apostólica" por acreditar na existência da figura do apóstolo como 
um cargo eclesiástico válido na actualidade. Fundou a CIEAB (Confederação das Igrejas Evangélicas Apostólicas 
do Brasil), entidade que congrega as igrejas que aceitam essa doutrina. A cada início de ano, durante o culto da 
virada, o apóstolo Estevam anuncia a palavra profética que servirá como base das ministrações e bênçãos 
daquele ano que se inicia: 1997: Ano das Portas Abertas; 1998: Ano da Porção Dobrada; 1999: Ano da Grande 
Pesca; 2000: Ano da Ressurreição; 2001: Ano da Restituição; 2002: Ano da Promessa; 2003: Ano de José; 2004: 
Ano de Neemias; 2005: Ano de Josué; 2006: Ano de Isaque; 2007: Ano de Elias; 2008: Ano de Ester; 2009: Ano 
de Davi; 2010: Ano de Pedro; 2011: Ano de Abraão. 
 
A Igreja Deus é amor 
A Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), é uma da denominação evangélica brasileira originária do final da 
primeira onda do Pentecostalismo. Foi fundada em 1962 pelo missionário David Martins Miranda, com sede na 
cidade de São Paulo, SP - Brasil. A sua membresia foi estimada em 774.830[1] (conforme Censo 2000 feito pelo 
IBGE), atualmente conta com mais de 17.584 igrejas espalhadas pelo Brasil e mais 136 países,[2] sendo assim a 
quinta maior igreja em número de membros do ramo pentecostal no Brasil ficando atrás da Assembleia de Deus, 
Congregação Cristã no Brasil, Igreja Universal do Reino de Deus e Igreja do Evangelho Quadrangular, ficando 
em nono lugar entre as igrejas Protestantes Brasileiras. 
 
A igreja messiânica Johrei 
Meishu-Sama, fundador da Igreja Messiânica Mundial, nasceu em 1881 no Japão. Aos 45 anos de idade (em 
1926), recebeu uma "maravilhosa revelação" que o impeliu a fundar uma nova sociedade religiosa. A "revelação" 
mostrou a Meishu-Sama as causas das misérias humanas no plano físico: devem-se a males espirituais ou a 
manchas existentes dentro do homem. Em conseqüência, diz o mestre, Deus está para renovar o mundo, 
enviando a divina luz, que transformará a velha era da noite em nova era do dia. A Meishu-Sama caberia 
propagar a divina luz. 
A transformação do mundo, dizem, há de se fazer mediante um cataclismo, que será o maior de toda a história 
da humanidade. Mas, "depois da grande purificação do mundo inteiro, uma era de luz e júbilo substituirá a era 
das trevas e da miséria... Todos os males e erros causados pela ignorância das divinas leis serão corrigidos" 
(palavras do fundador). Meishu-Sama se sentiu, portanto, chamado a contribuir para realizar o mundo ideal 
marcado por verdade, virtude e beleza, das quais decorrerá saúde, prosperidade e paz para todos os homens. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_evang%C3%A9lica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neo-Pentecostalismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Romildo_Soares
http://pt.wikipedia.org/wiki/1980
http://pt.wikipedia.org/wiki/Duque_de_Caxias
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edir_Macedo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Show_da_F%C3%A9
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Bandeirantes
http://pt.wikipedia.org/wiki/RedeTV!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Universal_do_Reino_de_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/1997
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Mundial_do_Poder_de_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Mundial_do_Poder_de_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pastor
http://pt.wikipedia.org/wiki/Protestante
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pentecostal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_de_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_em_Cristo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Televangelista
http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Central_Gospel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Protestantismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neopentecostal
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_(cidade)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estevam_Hernandes
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B4nia_Hernandes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Gospel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gospel_Records
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=R%C3%A1dio_Gospel&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Publica%C3%A7%C3%B5es_Gamaliel&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Gospel_Wear&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Renascer_em_Cristo#cite_note-0
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Renascer_em_Cristo#cite_note-0
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neopentecostalismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3stolo
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=CIEAB&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pentecostalismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/1962
http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Martins_de_Miranda
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_(S%C3%A3o_Paulo)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Pentecostal_Deus_%C3%A9_Amor#cite_note-0
http://pt.wikipedia.org/wiki/Censo_demogr%C3%A1fico
http://pt.wikipedia.org/wiki/IBGE
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Pentecostal_Deus_%C3%A9_Amor#cite_note-1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pentecostal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_de_Deus_(Brasil)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Congrega%C3%A7%C3%A3o_Crist%C3%A3_no_Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Universal_do_Reino_de_Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Evangelho_Quadrangular
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Esse mundo será a concretização do paraíso na terra, concebido por Deus desde os primórdios da criação, mas 
ainda não efetivado até os nossos dias. 
O fundador passou o resto da vida a propagar a sua mensagem; formou discípulos e escreveu livros e artigos. Até 
1950 a sua organização se chamava "Nippon Kannon Kydan" (Igreja Kannon do Japão); foi-lhe, então, trocado 
o nome para "Sekai Kyusei-Kyo" (Igreja Messiânica Mundial). 
Quando Meishu-Sama faleceu, sua esposa continuou a obra como nome de "Nidai-Sama", vice-líder espiritual. 
Atualmente, o movimento está espalhado pelos Estados Unidos, pelas ilhas Havaí, pelo Brasil.Um dos traços 
principais da mensagem da nova corrente é o chamado "Johrei". Johrei: o que é? Todo ser humano, pelo fato 
de ser sujeito a erros, traz máculas em seu corpo espiritual. Visto que tais manchas são espirituais, elas só podem 
ser removidas pelo poder de Deus. Esse poder purificador de Deus, Meishu-Sama o experimentou e apregoou ao 
mundo: é a luz divina, que vem ao homem sob a forma de Johrei.( http://www.cleofas.com.br). 
 
A igreja metodista 
A Igreja Metodista é a principal expoente do metodismo, religião de fé cristã protestante, presente na maioria dos 
países lusófonos. 
 
O metodismo é de origem anglo-americana, organizado pelo reverendo inglês John Wesley que enfatizou o 
estudo metódico da Bíblia, e busca a relação pessoal entre o indivíduo e Deus. Iniciou-se com a adesão de 
egressos da Igreja Anglicana e da Presbiteriana, bem como de dissidentes da Igreja Episcopal Americana. 
 
Com a divisão causada nos Estados

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