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1 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
A B C da Fáscia 
O que você precisa saber para se apaixonar e começar a 
estudar a fáscia! 
Janaína Cintas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Ebook 2020 
Autora: Janaína Cintas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nenhuma parte pode ser duplicada ou reproduzida sem 
expressa autorização do Editor. 
 
 
 
 
 
 
4 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Janaína Cintas 
Escritora, Bicampeã mundial de BMX e Fisioterapeuta 
graduada pela Universidade da Cidade de São Paulo. 
Posteriormente aperfeiçoou em Gerontologia na Pós-Graduação 
da Universidade Federal do Estado de São Paulo. 
Subsequentemente se especializou em Cadeias Fisiológicas do 
Método Busquet, RPG de Philippe Souchard, estudiosa das 
relações viscerais com a pressão intra- -abdominal, formou-se 
em Pilates e Pilates Aéreo pela Escola de Madrid, trabalhou 
como fisioterapeuta no Hospital Albert Einstein e atualmente faz 
parte do Grupo Voll Pilates, onde ministra cursos e palestras. 
 
5 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Janaína também é autora do Livro Cadeias Musculares do Tronco 
lançado em 2015 em Madrid e no Brasil, A Ciência do Pilates em 
2017 pela Sarvier Editora de Livros Médicos Ltda e Livro de 
Avaliação Postural 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
E-book Fáscia 2 
 
Fáscia é um tema polêmico muitas vezes. Sabia que até 
seu nome causa confusão? O uso indiscriminado do termo fáscia 
acabou por gerar confusão, o que suscitou a criação de uma 
organização mundial, composta pelos maiores pesquisadores de 
fáscia a Fáscia Research Society (FRS) a estabelecer um comitê 
só para normatizar a nomenclatura sobre a fáscia. 
O Comitê de Nomenclatura da Fáscia (FNC) foi criado 
para esclarecer e registrar a terminologia correta relacionada à 
fáscia. Esse comitê tenta desenvolver e definir os termos básicos, 
como por exemplo, o que é a fáscia e qual a diferença para o 
sistema fascial. 
Faz-se necessário antes de denominarmos a fáscia 
entendermos muito claramente qual o tecido que a forma, suas 
características, dentre outros, para tanto, faremos uma breve 
revisão sobre citologia e histologia. 
 
A fáscia e composta por tecido conjuntivo, mas será que 
você lembra de algumas características do tecido conjuntivo. 
 
7 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Histologia 
 
Temos dois tipos de tecidos que formam nosso corpo: o 
epitelial e o conjuntivo. E tecidos são assim denominados pela 
junção de várias células para realizar uma função que as células 
sozinhas, não são capazes de fazer, logo um tecido e a união de 
várias células, numa sequência de formação que se dá por 
células, tecidos para organizara formação de vários órgãos. 
Existem quatro tecidos: 
1. Tecido Epitelial 
2. Tecido Muscular 
3. Tecido Nervoso 
4. Tecido Conjuntivo 
 
Tecido epitelial 
 
O tecido epitelial e composto for por células justapostas 
unidas pelas junções intercelulares, tendo como principal função 
revestir a parte externa do corpo, as cavidades corporais 
 
8 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
internas, além dos órgãos, e por serem células muito próximas 
possui pouca matriz extracelular, além de não possuir vasos 
sanguíneos, sua nutrição e oxigenação e feita por difusão através 
da lamina basal, por osmose, porem como a fáscia e composta 
por tecido conjuntivo, explicitei aqui suas principais diferenças 
para o tecido conjuntivo. Sendo somente, uma breve revisão. 
 
Tecido Conjuntivo 
 
O tecido conjuntivo está em praticamente em todo nosso 
corpo: cartilagem, gordura, ossos, sangue, pele, tendões, dentre 
outros. 
E sua formação provém do folheto embrionário chamado 
de mesoderma. 
Toda fáscia e tecido conjuntivo, porem nem todo tecido 
conjuntivo e fáscia. 
A principal característica principal do tecido conjuntivo, 
que envolve a fáscia, e a de possuir uma diversidade muito 
grande de células, e, além disso o tecido conjuntivo possui uma 
 
9 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
abundante matriz extracelular, a matriz extracelular encontra-se 
fora da célula. 
A matriz extracelular, por sua vez e constituída de: 
substância fundamental amorfa e fibras proteicas, ele e irrigado 
e inervado. 
Figura 1 - Divisões do tecido conjuntivo 
 
Como vimos na imagem anterior o tecido conjuntivo 
divide-se em: frouxo e denso, sendo os dois presentes na fáscia. 
 
 
10 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Figura 2 - Tecido conjuntivo frouxo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Figura 3 - Tecido conjuntivo denso 
 Figura 4 - Funções do Tecido Conjuntivo 
 
12 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
O tecido conjuntivo como já dito anteriormente e 
formado por uma grande diversidade de células e pela matriz 
extracelular. 
Figura 5 - Figura da Matriz extracelular 
 
A matriz extracelular se dividira em: substância 
fundamental amorfa e fibras proteicas. 
• Substância Fundamental amorfa e constituída por 
água, íons (fazem ligações para o potencial osmótico do tecido), 
 
13 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
proteínas, glicosaminoglicanos ácidos, proteoglicanos 
(glicoproteínas) e glicoproteínas adesivas. 
Os glicosaminoglicanos são polímeros lineares longos, 
não flexíveis que for formam cadeias não ramificadas, e tem 
como base unidades dissacaridicas (açúcares) repetidas. 
Possuem carga negativa capazes de atrair água, esse processo e 
chamado de solvatação. 
Figura 6 – Glicosaminoglicanos 
 
Os proteoglicanos, como o próprio nome já sugere, são 
proteínas fortemente glicosadas, ou seja, uma proteína nuclear 
com uma ou ma is cadeias de glocosaminoglicano (GAG) ligadas. 
 
14 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
 Figura 7 – Proteoglicanos 
 
 
 
 
 
 
15 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
 Figura 8 - Fibras proteicas 
 
Tecido Conjuntivo propriamente dito 
 
 tecido conjuntivo propriamente dito que se dividira em: 
• Tecido Conjuntivo Frouxo 
• Tecido Conjuntivo Denso que pode ser modelado 
e não modelado 
 
16 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO FROUXO 
 
O tecido conjuntivo propriamente dito frouxo e muito 
abundante no corpo dando suporte para todo o tecido epitelial, 
além de constituir a derme, e participar da formação dos: 
tendões e ligamentos. 
Localiza-se imediatamente abaixo da pele, sendo 
ricamente inervado e vascularizado, este tecido possui uma 
consistência viscosa, pois não tem a função de gerar grande 
resistência, além da manter, os tecidos unidos, preenchendo os 
espaços, nutrição (vascularizado), defesa e cicatrização. 
As células chamadas de residentes do tecido conjuntivo 
frouxo são os: fibroblastos, macrófagos, mastócitos, e alguns 
autores também incluem, os adipócitos. 
 
 
 
17 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Figura 9 – Tecido Conjuntivo Frouxo 
 
TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO DENSO NÃO 
MODELADO 
 
Localiza-se logo abaixo do tecido conjuntivo frouxo, 
pobre em células diversificadas, porem rico em fibras colágenas 
dispostas em perpendicular, pois uma das suas funções e 
absorver impactos, além de formar a cápsula protetora de 
diversos órgãos. Tendo como sua principal células os 
fibroblastos, mas também possui mastócitos e macrófagos. 
 
18 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
 
Figura 10 - Figura do tecido conjuntivo denso não 
modelado19 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO 
MODELADO 
 
A principal diferença entre o tecido conjuntivo modelo e 
o não modelado e que o tecido modelado possui as fibras de 
colágeno em uma única direção, paralelas, pois sua principal 
função esta na vascularização, ajudando o sistema linfático, 
venoso e arterial a conduzirem células sanguíneas para seu 
destino. Confere também muita resistência aos tendões e 
ligamentos, tendo como principal célula os fibroblastos. 
Figura 11 - Tecido Conjuntivo Denso modelado. 
 
20 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Figura 12 - Tendões e Ligamentos 
 
Fibroblasto 
 
Já que a principal célula do tecido conjuntivo (tecido da 
fáscia) e o fibroblasto, sugiro então uma breve revisão as funções 
dessa célula essencial para a fáscia. 
 
 
 
 
21 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
 
Figura 13 - Fibroblasto 
 
Possui uma forma estrelada, tendo seu núcleo celular 
grande, ele produz tudo que a matriz extracelular precisa 
(substância fundamental amorfa): colágeno, elastina, 
glicosaminoglicanos, além das glicoproteínas. São também 
responsáveis pela regeneração dos tecidos. 
Os fibroblastos produzem todas as substâncias citadas 
acima, possuímos mais de 30 tipos de colágeno, com 
características especificas, para tecidos específicos. 
 
22 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
A produção do colágeno se faz pela mecanotransdução, 
o fibroblasto quando tensionado pelas fibras proteicas da matriz 
extracelular, se liga as fibras proteicas (colágeno) produzindo o 
fator de crescimento TGF Beta 1, que por sua vez agira no 
próprio fibroblasto para sintetizar colágeno. 
Não é fantástico! O movimento e capaz de gerar 
mecanotransdução renovando e mantendo saudáveis nossas 
fibras de colágeno na matriz extracelular. 
Mas, o que isso tudo tem a ver com a fáscia. Já disse 
anteriormente que a fáscia e formada por tecido conjuntivo, e 
que o colágeno é a proteína mais abundante em nosso 
organismo, logo já sabemos um pouquinho do funcionamento 
fascial. 
 
23 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Fáscia 14 - Fáscia 
 
Fáscia é um termo anatômico amplamente usado, mas 
cuja definição ambígua confunde o reconhecimento dessa parte 
fundamental do corpo. 
 A ciência vem se preocupando com a forma 
indiscriminada com que a palavra fáscia vem sendo usada, sendo 
motivo de preocupação para Robert Schleip, um dos principais 
pesquisadores do assunto na Universidad de Ulm, é o fato da 
 
24 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
mídia e muitos clínicos começarem a usar o termo de maneiras 
pouco convencionais. Isso acaba por gerar confusões científicas 
no que se refere ao termo fáscia. 
Em contextos profissionais é vital que todo termo 
anatômico (como a fáscia) se relacione de maneira 
inequivocamente, a mesma parte corporal. Recentemente um 
editorial destacou enorme preocupação e atraiu comentários de 
vários membros da comunidade interdisciplinar de pesquisa 
sobre a fáscia. Todos reconheceram que a linguagem usada para 
descrever a fáscia requer muita atenção corretiva. 
A FRS estabeleceu então uma força-tarefa para melhorar 
a linguagem da fáscia. 
Suas discussões concluíram que a fáscia é 
simultaneamente estudada de duas maneiras principais dentro 
da comunidade científica: 
 
• Morfológicas; 
• Funcionais. 
 
 
25 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Consequentemente, como explicaram Stecco e Schleip 
(2016), os pesquisadores morfológicos são mais adequados por 
uma definição de “fáscia”. Pois buscam investigar os aspectos 
funcionais da fáscia e, sobretudo, como se dá a transmissão de 
força. 
Além disso, pesquisam capacidades dos seus aspectos 
funcionais e, sobretudo, as capacidades sensoriais do tecido. 
Logo, uma definição mais ampla para a fáscia pode nos ser a mais 
útil. 
Assim reconheceu-se que a linguagem convencional 
(anatômica) relacionada à fáscia não possui a capacidade 
linguística necessária para efetivamente discutir as seguintes 
características da fáscia: 
 
• Morfologia; 
• Distribuição arquitetônica; 
• Propriedades dos materiais; 
• Papéis fisiológicos 
 
 
 
26 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Os proponentes dessa perspectiva funcional abordam 
diversas estruturas fibrosas que originalmente eram separadas 
da fáscia. Para eles essas são retratadas como diferentes 
aspectos de uma rede de tecido fibroso global unitário (sistema 
fascial). 
 Alguns deles são: 
 As várias estruturas fibrosas que tradicionalmente foram 
escritas como separadas da fáscia agora são retratadas como 
diferentes aspectos de uma rede de tecido fibroso global 
unitário, como por exemplo: 
• Aponeuroses; 
• Ligamentos; 
• Tendões; 
• Retináculos; 
• Cápsulas articulares. 
 
De acordo com Carla Stecco, esse tipo de definição é 
essencial porque: 
Permite que alguém saiba exatamente sobre o que 
estamos falando quando usamos um termo específico. Permite 
 
27 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
o estudo in vivo das camadas fasciais com tecnologia de imagem. 
Permite o isolamento dessas camadas em cadáveres e a 
realização de estudos histológicos e mecânicos. Além da 
amostragem dessas camadas durante a cirurgia para avaliar 
alterações patológicas. Além, de permitir a comparação de 
resultados de estudos realizados por diferentes grupos. 
A outra definição teve um foco mais expansivo. A 
intenção era atender à necessidade recém-conhecida da 
comunidade de pesquisa de fáscia para explicar um sistema 
fascial global hipotetizado em termos funcionais. O uso desse 
termo foi discutido por Luigi Stecco que sugeriu que poderia 
relacionar-se precisamente ao: 
 
“Sistema de tecidos conjuntivos fibrosos que se 
influenciam reciprocamente em todo o corpo.” (2004) 
 
A terminologia anatômica diz que a fáscia está 
constituída em bainhas, folhas ou outras agregações de tecido 
conjuntivo dissecáveis, termo que inclui não apenas as bainhas 
 
28 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
dos músculos, mas também os revestimentos de vísceras e 
estruturas dissecáveis relacionadas a eles. 
 
O Congresso de Pesquisa sobre a Fáscia (Fascia Research 
Congress) concluiu que fáscia é o componente de tecido mole 
do sistema de tecido conjuntivo que permeia o corpo humano 
formando uma matriz tridimensional contínua de corpo inteiro 
de suporte estrutural. 
A fáscia penetra e se engendra por todos os órgãos, 
músculos, ossos e fibras nervosas, criando um ambiente único 
para o funcionamento do sistema corporal. 
O escopo de interesse nessa definição se estende a 
todos os tecidos conjuntivos fibrosos, incluindo aponeuroses, 
ligamentos, tendões, retináculos, cápsulas articulares, túnicas 
de órgãos e vasos, epineuro, meninges, periosteo e todas as 
fibras endomisárias e intermusculares das miofáscias. (Findley 
e Schleip, 2007) 
 
 
 
 
29 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
O Sistema Fascial 
 
Dentro do sistema fascial, a fáscia é constituída de 
proteínas, tendo como sua principal constituição o colágeno. 
Ele é uma proteína produzida pelo nosso organismo 
desde o nascimento e um dos mais importantes para a 
manutenção dos blocos de sustentação dos tecidos conjuntivos, 
responsável pela manutenção de sua estruturação matricial e 
força. Porém, sua produção começa a diminuir perto dos 28 anos 
de idade e, sobretudo, depois dos 35, diminui cerca de 1% ao 
ano. 
Aos 50 anos, o organismo chega a apenas 35% do 
colágeno necessário para executar sua principal função, e 
começa a se utilizar do colágeno produzido até os 28 de idade de 
forma abundante, colágeno este que fica armazenado. 
Esse processo leva à perda da elasticidade e firmeza do 
conjuntivo em geral, essa proteína participa ativamente da 
construção e constituição dos ossos, músculos,cartilagens, 
cabelos e unhas, por isso os benefícios do colágeno para a saúde 
são tão conhecidos. 
 
30 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Aliás, o colágeno representa cerca de 25% de toda 
proteína que existe em nosso corpo e sua função é dar 
sustentação às células, deixando-as firmes e juntas. Tem papel 
importante para a saúde em geral da fáscia, sendo seu principal 
componente proteico, fundamental para o funcionamento de 
todo tecido conjuntivo do sistema fascial. 
Porém, com os recentes estudos da fáscia, hoje sabemos, 
que o movimento também renova e mantem o colágeno 
saudável, num processo químico que mais adiante explicitarei. 
Nesse ebook falarei das fáscias do movimento, que e a 
camada profunda da fáscia, ficando logo abaixo da hipoderme. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Fáscias do movimento 
Figura 15 – Posição do músculo bucinador, unindo a 
fáscia profunda com a fáscia superficial (fonte Stecco,2015) 
 
Discutiremos agora, o que no desenho acima, inicia-se na 
última camada, que e onde começam as camadas musculares, 
abaixo da hipoderme, chamada de fáscia profunda ou fáscias do 
movimento. 
Os músculos, tendões ou ligamentos mais densos 
possuem fibras principalmente unidirecionais. 
 
32 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Os tipos de fáscia intramuscular e septos, perimísio e 
endomísio podem expressar diferentes graus de direcionalidade 
e densidade. 
O arranjo da fáscia também depende do histórico de 
carregamento local. A fáscia pode se adequar e demonstrar um 
arranjo bidirecional ou multidirecional. 
A fáscia não é moldada por compressão, mas sim por 
tensões. Esse sistema envolve todos os músculos e órgãos, 
lembram-se do fibroblasto? 
 
A rede fascial ao longo do corpo é formada por diversos 
tipos de tecidos conjuntivos, assim como algumas áreas de 
transição. Essas áreas ficam localizadas principalmente próximo 
a articulações. A rede recobre todo o corpo e é responsável por 
transmitir deformações tensionais multi-articulares. Por isso, 
cada região do corpo possui uma arquitetura local adaptada às 
demandas de carga de deformação impostas. 
As deformações impostas sobre o sistema fascial o 
moldam e podem influenciar em lesões futuras. Sempre falo a 
respeito de conhecer o histórico do paciente. Ele pode te 
 
33 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
dar insights importantes nas deformações que afetam o sistema 
fascial atualmente, mas também os que nela encontram-se 
armazenados. 
 
São as fáscias epimisais e as fáscias profundas 
histologicamente 20% que estão nessas fáscias são 
proprioceptivos (mielinizados): fuso, OTG, Ruffini e Paccini, e 
80% são terminações nervosas livres que também enviam 
informações proprioceptivas, porem são multimodais, podendo 
enviar, inclusive, informações emocionais, de dor, do tecido 
muscular, e por isso, talvez estejamos muito próximos de 
entender a conexão mente-corpo, e porque as emoções ficam, 
por vezes retidas em tecidos periféricos, por isso além das 
alterações químicas, o movimento auxilia nas questões 
emocionais, logo movimento com grandes amplitudes e 
fundamental para melhorar a fluidez de todo esse sistema, essas 
terminações nervosas livres estão no musculo, por uma 
programação biológica, simpática ou parassimpática, quem fara 
o corpo reagir a um stress, lutando ou fugindo e o musculo. 
 
 
34 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Anatomia das Fáscias da Cabeça, pescoço e tronco 
 
Na cabeça possuímos uma camada de fáscia profunda 
(fáscia do movimento), no pescoço e no tronco temos 3 camadas 
de fáscia profunda. 
A fáscia profunda encontra-se abaixo da: epiderme, 
derme e a hipoderme, logo abaixo da segunda camada de 
gordura corporal. 
 
FÁSCIA PROFUNDA 
 
 Refere-se às camadas fibrosas densas que interagem 
com os músculos. Ela conecta diferentes elementos do sistema 
musculoesquelético e é importante na transmissão de forças. De 
acordo com sua espessura e relacionamento com os músculos 
subjacentes, é dividida em fáscia aponeurótica (ex. fáscia 
toracolombar, bainha do reto, fáscia profunda dos membros) e 
fáscia epimisal (ex. fáscia profunda do tronco). 
 
Fáscia Profunda ou fáscia Epimisal 
 
35 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Nos membros é a fáscia que recobre cada músculo. Por 
exemplo: Fáscia epimisal do bíceps, do tríceps, do braquial, do 
deltóide, etc, 
No tronco é a fáscia que recobre ou engloba cada 
músculo. Por exemplo: Fáscia epimisal dos oblíquos abdominais 
externo e interno, do transverso do abdômen, dos intercostais, 
grande dorsal, peitoral maior e menor, serrátil anterior e 
posterior, eretores da espinha, romboides, etc. 
 
Fáscia Aponeurótica 
 
Nos membros é a fáscia que recobre todo o segmento ou 
membro. Por exemplo: Fáscia aponeurótica da perna, do pé, do 
braço, do antebraço, etc. 
No tronco é a fáscia que serve de inserção de vários 
grupos musculares. Por exemplo: Fáscia tóracolombar e bainha 
do reto-abdominal. 
 
 
 
 
36 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
 
Figura 16 - Fáscias do crânio 
 
A fáscia profunda da cabeça, em contato com os ossos 
parietal e frontal do crânio temos a fáscia Epicraniana que possui 
uma camada, porem bilaminar, separada por tecido conjuntivo 
frouxo, a parte laminar profunda está ligada ao periósteo dos 
ossos: frontal e parietal. A fáscia Epicraniana vem do frontal, 
parietal e segue até a linha orbital superior, quando ela atinge o 
olho, surge a primeira articulação fascial na parte superior da 
orbita, pois ela se cruza com a fáscia de Tenon, que na verdade 
e a mesma, só mudando seu nome. A fáscia de Tenon envolve: 
os seis músculos dos olhos, a bolsa lacrimal, o ducto lacrimal 
tendo continuidade na dura-máter envolvendo o nervo ótico, o 
nervo troclear, abducente e óculo-motor (II, III, IV, VI pares 
 
37 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
cranianos). A fáscia de Tenon envolve todas estruturas que estão 
dentro da orbita dos olhos. 
Acima da sutura do temporal, logo acima da orelha com 
o parietal, temos uma linha paralela superiormente a essa 
sutura, sendo essa linha a articulação da fáscia epicraniana com 
a fáscia temporal profunda que no arco do zigomático insere-se 
a fáscia temporal profunda, formando mais uma articulação 
fascial com sua ligação a fáscia masseterica ou fáscia 
parotidamasseterica, porque envolve também a parótida numa 
envaginacao se relacionando ao nono nervo, o glossofaríngeo 
que tem a função de controlar a função de amilase, que abraça 
a mandíbula envolvendo o masseter, aqui temos a articulação 
fascial com a camada superficial da fáscia profunda do pescoço 
(no pescoço temos 3 camadas fasciais), dentro da boca a fáscia 
masseterica se comunica com a fáscia pterigoidea, que possui 
uma expansão chamada fáscia interpterigoidea que ajuda na 
formação da parte posterior da boca, pois cruza de um processo 
pterigoideo até o pterigoideo contralateral, envolvendo os 
músculos pterigoideos lateral e medial, ainda dentro da boca 
temos mais uma fáscia que possui continuidade com a fáscia 
 
38 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
masseterica, anterior ao masseter e posterior ao musculo 
bucinador, onde encontramos a fáscia buco-faringea 
envolvendo a parte posterior do bucinador, interligando-se ao 
masseter, envolve o musculo constritor superior da faringe, e 
segue num trajeto descendente formando a camada adventícia 
do esôfago e da faringe (conecta o musculo bucinador, ao 
esôfago e a faringe) passa atravessando o tórax por detrás do 
coração emitindo expansões para o pericárdio no nível de T4, já 
na parte basilar do occipital insere a fáscia buco faríngea, e para 
encerrar as fáscias do crânio, a fáscia epicraniana segue até a 
linha occipital superior, formando mais uma articulaçãofascial. 
As fáscias profundas que são as fáscias do movimento 
vêm do folheto embrionário da mesoderme. 
 
Fáscias cervicais 
 
No pescoço conforme, já citado temos 3 camadas 
profundas de fáscia com e camadas bi laminares, logo no tronco 
e cervical teremos 6 capas fibrosas para formar essas 3 camadas 
profundas. Nas fáscias cervicais começarei falando da camada 
 
39 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
superficial da fáscia profunda (fáscias do movimento), esta fáscia 
envolve os músculos esternocleidomastoideo (ECOM) e 
trapézio, essa fáscia e continua com a fáscia Epicraniana, além 
disso o ECOM emite expansões fasciais para o assoalho da 
mandíbula, comunicando-se com a fáscia masseterica. Como o 
ECOM se insere no terço medial da clavícula e esterno, já o 
trapézio insere-se nos dois terços laterais da clavícula, acrômio e 
na espinha da escapula, logo a camada superficial insere-se na 
clavícula e na espinha escapular. Como uma parte do ECOM 
insere-se na parte anterior da clavícula, porem algumas fibras do 
ECOM seguem para ter ligação com o peitoral maior, que está na 
camada superficial da fáscia profunda do tronco, já o trapézio 
superior se ligara ao trapézio médio e inferior posteriormente. 
Já a camada media bi laminar da fáscia profunda, 
descreverei agora a lamina superficial da camada media da fáscia 
profunda que sairão do osso hioideo envolvendo os músculos 
infra hioideos inserindo-se uma parte na região posterior da 
clavícula, e parte dela segue por baixo da clavícula ligando ao 
musculo subclávio essa fáscia também envolvera o peitoral 
menor recebendo o nome de fáscia clavipeitoral (envolve o 
 
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subclávio e o peitoral menor), sendo um segmento da lamina 
superficial da camada media da fáscia profunda. 
A lâmina profunda da camada média da fáscia profunda 
encontra-se atrás dos músculos infra hioideos, envolvendo, 
portanto, tireoide, paratireoide segue por detrás da clavícula 
formando os ligamentos suspensores do coração e pulmão: 
vertebro pleurais, vertebro pericárdios, costo pleurais, 
transverso pleurais e os ligamentos do pericárdio. Portanto, a 
lâmina superficial e muscular, e a lâmina profunda e visceral. 
A camada profunda da fáscia profunda no pescoço 
envolve posteriormente todos os músculos profundos: reto da 
cabeça, reto do pescoço, reto anterior, reto lateral, reto 
posterior maior e menor, oblíquos superior e inferior, esplênios, 
semi espinhal da cabeça e do pescoço. A frente do corpo 
vertebral cervical temos o gânglio cervical superior (simpático) 
se ligando posteriormente ao ligamento nucal da base do crânio 
até T4. Anteriormente as vertebras cervicais as 3 camadas 
juntam-se para envolver as estruturas corporais nobres: artéria 
carótida, veia jugular e nervo vago são envolvidas pela bainha 
carotídea. Na altura da cervical média as bainhas carotídeas 
 
41 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
esquerda e direita se ligam através da fáscia alar, elas se unem 
para comunicações sensitivas, o nervo glossofaríngeo e o 
responsável por levar informações do controle de oxigênio 
sanguíneo para o cérebro e da pressão dos vasos. O 
glossofaríngeo se comunica com o vago que segue até o coração 
controlando-o. Além disso, temos uma comunicação da fáscia 
cervical profunda da camada profunda através da fáscia buco 
faríngea, entre essas duas fáscias temos um espaço retro 
faríngeo para o alimento descer para o estomago. Além disso, a 
camada profunda da fáscia profunda no pescoço envolve 
também o escaleno, que se insere na primeira e segunda costela, 
sendo continuo com os intercostais. 
A camada superficial da fáscia profunda envolve o 
trapézio e o ECOM, tendo continuidade com o peitoral maior que 
se insere na clavícula, esterno e costelas. No esterno parte de 
sua fáscia segue para o lado contrário envolvendo o peitoral 
contralateral, a outra parte costal tem continuidade com o 
musculo obliquo esterno. Por detrás do tronco a camada 
superficial da fáscia profunda o trapézio se liga ao grande dorsal, 
inserindo-se na fáscia toraco-lombar, ombro e crista ilíaca. 
 
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A camada media da fáscia profunda em sua lamina 
superficial sai do hioideo envolvendo os infra hioideos passando 
pela clavícula, envolvendo o subclávio e o peitoral menor que se 
insere nas 3, 4, 5 e em alguns casos 6 costelas, onde se comunica 
com o obliquo interno e o serrátil anterior, unindo a bainha do 
reto abdominal, sendo que o reto abdominal está em todas 
camadas, que se junta para forma-lo, na linha alba. Na região 
posterior do tronco o serrátil anterior e envolve todos os 
músculos da escapula que se comunica com os romboides, 
ligando esse segmento fascial ao ligamento nucal e os 
ligamentos inter e supra espinhais. A camada média da fáscia 
profunda do tronco envolve o serrátil póstero-superior e o 
serrátil póstero-inferior. 
A camada profunda da fáscia profunda envolve as fáscias 
cervicais e tem continuidade com os intercostais e transverso 
abdominal. A folha profunda dos intercostais está em contato 
com a cavidade torácica, fundindo-se com a pleura parietal, 
formando a fáscia endo-torácica para garantir nossa fonação e 
respiração ao mesmo tempo, já no abdômen essa ligação não 
 
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acontece a fáscia transversalis não tem ligação do peritônio 
parietal com a fáscia muscular mais interna. 
No abdômen o obliquo externo está localizado na 
camada superficial da fáscia profunda, o obliquo interno na 
camada média da fáscia profunda e o transverso abdominal na 
camada profunda da fáscia profunda, essas três fáscias se unem 
para formar a bainha do reto do abdômen. A capa que envolve 
o obliquo interno ela cruzar-se-á para o lado contralateral, 
cruzando a bainha do reto abdominal para envolver o musculo 
obliquo externo, isto ocorre, pois, o tendão seguira a linha de 
tensão do musculo para transmitir as tensões musculares, como 
as fibras tem outra direção e chamada de aponeurose do obliquo 
externo, pois a função das aponeuroses não é a transmissão de 
forças, mas sim organizar movimentos. 
Na região posterior do tronco os trapézios (superior, 
médio e inferior) se conectam com o musculo grande dorsal 
ligando-se a fáscia tóraco-lombar para se conectar ao glúteo do 
lado oposto. 
 
 
44 Fáscia Ebook NOVO – Janaína Cintas – 2020 
Temos ainda, uma coluna interna no corpo que forma seu 
pilar de sustentação chamado de tendão central que envolve o: 
cérebro, encéfalo e medula, e através da dura mater o tendão 
central se conecta com a camada profunda da fáscia profunda e 
com a camada media da fáscia profunda da cervical que juntas 
envolvem as estruturas cervicais chegando até o pericárdio, a 
pleura, o diafragma, psoas que se encontra posteriormente, o 
peritônio chegando até as fáscias do assoalho pélvico, 
encerrando o tendão central. Logo o tendão central e formado 
pela camada média da fáscia profunda e camada profunda da 
fáscia profunda. 
E assim as continuidades e ligações das fáscias do 
movimento ou fáscias profundas, seguem interligando todos os 
músculos do corpo a todos sistemas corporais. 
 
Tensegridade 
 
A tensegridade é um sistema de arquitetura comumente 
utilizado para a formação dos sistemas naturais, que se auto 
estabilizam mecanicamente devido à maneira como forças 
 
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compressivas tensionais são distribuídas e equilibradas pela 
estrutura. (INGBER,1998). É um sistema de estabilização onde o 
componente passivo exerce uma constante tensão sobre o 
sistema articular, diminuindo o gasto energético e o controle a 
nível central (WC, 2015). Existe uma pré-tensão passiva do 
tecido conjuntivo que conecta tudo e permite o equilíbrio entre 
sistemas antagônicos nos 3 planosde movimento, visando a 
economia de energia. Essas tensões são geradas por 
fibroblastos, mio fibroblastos, proteínas contráteis, células 
musculares livres na matriz extracelular (MEC) e pelo fluxo de 
líquidos, e são transmitidas do meio extracelular para o meio 
intracelular por proteínas de membrana celular chamadas 
integrinas. Essa tensegridade gera um sistema de compensação 
onde aumentando a tensão em uma direção automaticamente 
ocorre diminuição na direção contrária (BERNAROCH, 2006; 
SPECTOR, 2010). A inervação das fáscias profundas e superficiais 
é controlada, principalmente, pelo sistema nervoso autônomo 
simpático (SNAS). Já as fáscias internas (fáscias viscerais) 
recebem inervação simpática na sua camada superficial e 
parassimpática nas camadas mais profundas (serosas). O 
 
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sistema aferente se constitui por mecanorreceptores (SCHILEIP, 
2003), e são gerados principalmente pelos fusos intramusculares 
(perimísio), órgãos tendinosos de Golgi (junção miotendínea), 
corpúsculos de Pacini e Ruffini (controlam a velocidade de 
movimento) e pelas terminações nervosas livres. A esse controle 
postural, no corpo dos mamíferos damos o nome de 
biotensegridade. 
 
A fáscia como órgão sensorial 
 
Os tecidos fasciais são descritos em camadas, mas é um 
hábito generalizado que vem de dissecção anatômica. As 
camadas são inseparáveis e eles se movem e respondem, 
reagem em uníssono à presença de informação mecânica e/ou 
metabólica. 
Isso quer dizer que a fáscia tem o papel de emissão das 
aferências informando ao sistema nervoso, tudo o que acontece 
na periferia dos tecidos, pois estes são captados pelos 
mecanoceptores localizados em todo sistema fascial. E 
importante que entendamos que são receptores mecânicos que 
 
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enviam ao sistema nervoso sensações de: pressão, 
cisalhamento, ph, calor, frio... 
De todos os sistemas corporais: sistema respiratório, 
vascular, musculo esquelético, linfático, visceral.... 
Esses mecanoceptores e os nossos órgãos de captação do 
meio externo, como: visão, audição, proprioceptores formam 
uma rede de informações externas, corporais da fáscia 
superficial (sistema tegumentar) e internas (fáscias viscerais) 
que enviarão ao sistema nervoso informações constantes, e em 
tempo real, de como estamos nos sentindo, para, ai sim, o 
sistema nervoso através das suas diversas áreas de 
especificidades captarem, entenderem e modularem as 
eferências, que por sua vez, alterarão o que for necessário para 
o sistema corporal atingir sua homeostase. 
Isso acontece o tempo todo, portanto nas vias 
intercelulares e na fáscia, o movimento não para, mesmo 
quando estamos dormindo. 
Gostou? Impossível não se apaixonar por ela, não e 
mesmo?

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