Prévia do material em texto
Tecnologia de Bovinos Professor (a) Dúnia Ibrahim Campos •Etapas do Abate Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal I Profª Msc Dúnia Ibrahim Campos Operações pré-abate Transporte, descanso, jejum, dieta hídrica e inspeção ante mortem. preparo para o embarque (jejum e dieta hídrica, 12-18h); transporte: caminhões boiadeiros, - resultados do transporte impróprio: Estresse pode conduzir a hipertermia Traumatismos (lesões extensas, condenação de carcaça, couro) Perda de peso (0,75 a 11% em 24 h) Fluxograma das operações pré-abate Desembarque (Rampa de desembarque/plataforma de recepção) Chegada dos bovinos Separação e classificação dos animais (currais de chegada e seleção) Inspeção 24h antes do abate Descanso e jejum (currais de matança) Inspeção 1/2h antes do abate Banho de aspersão (3 atm) Abate normal Higienização do caminhão (certificação) Animais aptos para matança Animais não aptos para matança Observação e exame clínico (curral de seqüestro) Abate em separado Desembarque Chegada dos bovinos Separação e classificação dos animais enfermos Exame clínico Curral de seqüestro (brete de contenção) Enf. clínica Suspeito de enf. clínica Traumatismo Animais mortos ou moribundos Curral de observação A) Recuperação abate normal B) Não recuperado abatedouro sanitário Exame clínico Curral de seqüestro (brete de contenção) A) animal s/ febre abatedouro sanitário b) animal febril autoclave Necrópsia (Dep. de necrópsia) A) autoclavagem B) forno crematório Fluxograma do destino dos bovinos não aptos para a matança normal Anexos do frigorífico Matança de emergência imediata Matança de emergência mediata Abate no frigorífico sanitário Departamento de necropsia Descanso - período de jejum e dieta hídrica esvaziamento do trato gastrointestinal (facilitar a evisceração e contaminação de carcaça); hidratação do corpo do animal (facilitar a esfola, contaminação de carcaça, ruptura de couro); e, recuperação das taxas de glicogênio no músculo ( a acidificação da carne e a vida-de-prateleira). reduz a excitação dos animais, provocado pelo deslocamento promove a limpeza parcial externa dos animais; e, vasoconstrição sangüínea periférica. Banhos e duchas pré-abate - Banho de aspersão banho de aspersão produzido por: Sistema tubular de chuveiros dispostos transversal, longitudinal e lateralmente com jatos direcionados para o centro da rampa; Pressão da água: 3 ATM Cloração ou hipercloração • Bovinos: Concussão cerebral: • Equipamento utilizado: Pistola Pneumática • Fenômenos imediatos e irreversíveis. • Perda da consciência • Normalmente não há fratura óssea, hemorragia meningiais, e ou encefálicas e não há laceração da massa craniana. Métodos de Insensibilização: Contenção um animal por vez insensibilizados imediatamente após a sua contenção. Atordoamento Consiste em colocar os animais em inconsciência evitar o sofrimento; evitar acidentes e estresse; e, aumentar a eficiência da sangria. atinge o SNC, mas preserva a região do Bulbo, mantendo o sistema cardio- circulatório e eficiência da sangria Os instrumentos ou métodos de insensibilização : marreta, armas de fogo (firearm-gunshot), martelo pneumático não penetrante (cash knocker), pistola pneumática de penetração (pneumatic-powered stunners), pistola pneumática de penetração com injeção de ar (pneumatic- powered air injections stunners), pistola de dardo cativo acionada por cartucho de explosão (cartridge- fired captive bolt stunners), corte da medula ou choupeamento, No entanto, no Brasil, os métodos mais comuns no abate de bovinos são meios mecânicos com a percussão ou perfuração. O abate também pode ser realizado através da degola cruenta (método kasher ou kosher), sem atordoamento prévio (ROÇA, 2002). Atordoamento Sangria Esfola Evisceração Inspeção post mortem Pré-resfriamento e resfriamento Desossa Cortes Fluxograma das operações de abate de bovinos Sangria de bovinos Corte sagital da barbela e musculatura, seguido da secção dos grandes vasos (3min - 50% do sangue) Dispõe: 6,4-8,2 L/100kg de PV Perde: 3,9 – 4,4 L/100kg Presença de sangue na carcaça é associado: a contaminações bacterianas provenientes: ferida de sangria e trato gastrointestinal; ao rápido desenvolvimento bacteriano; e a maior proporção de pigmentos heme na carne, e a oxidação de gorduras redução da vida-de-prateleira. Sangria de bovinos Os fatores que afetam a eficiência da sangria estão relacionados com pré- abate do animal: Temperatura ambiente Manejo ante mortem Tempo de descanso Condições fisiológicas Intervalo entre atordoamento e sangria Estimulação elétrica - acelera a glicólise – podem ser usados - baixa voltagem: (Brasil) 70V, 2 min, 5min post mortem - alta voltagem: (Austrália, N. Zelândia e Inglaterra) 110 a 200V, após a eviceração Esfola de bovinos – consiste na retirada do couro (por separação do panículo subcutâneo). Envolve os processos de : a) serragem dos chifres, abertura da barbela e desarticulação das patas dianteiras; b) remoção da pata esquerda, esfola manual da virilha e quarto esquerdo, garrão esquerdo é preso na carretilha da nória (1o transpasse); c) remoção da pata direita, garrão direito é preso na carretilha (2o transpasse); d) retirada do couro com esfolamento manual e mecânico; Na esfola, o risco: contaminação cruzada (mãos e faca) Em contaminações visíveis devem ser removidas as áreas envolvidas OCLUSÃO DO RETO - o ânus é divulsionado dos ligamentos e amarrado. ROLETE Parte final da esfola A pele é removida por tração mecânica DESARTICULAÇÃO DA CABEÇA – A cabeça é desarticulada e recebe o número da carcaça correspondente. Introdução do saca-rolha espiralado entre o esôfago e a traquéia. Amarrio do esôfago; OCLUSÃO DO ESÔFAGO LAVAGEM DA CABEÇA SERRAGEM DO ESTERNO • Nas fêmeas, esse processo é iniciado pela remoção dos órgãos genitais, epiplon e demais órgãos, • Nos machos, a retirada do epiplon é a 1o etapa da evisceração, • seguida da remoção dos estômagos, intestinos, fígado, baço, pâncreas, pulmões e coração. EVISCERAÇÃO Consiste na retirada dos órgãos internos da carcaça. As vísceras são colocadas em duas bandejas: - 1o bandeja - estômagos, intestinos, baço, pâncreas, bexiga e útero; - 2o bandeja - fígado, pulmão, traquéia e coração. SERRAGEM DA CARCAÇA Deve-se esterilizar a serra a cada carcaça Linhas de Inspeção post mortem São realizados incisões buscando lesões, degenerações e parasitoses; Linha A (exame dos pés) Linha B (exame do conjunto cabeça-língua). Linha C (cronologia dentária). Linha D (trato gastrointestinal, baço, pâncreas, bexiga e útero). Linha E (exame do fígado). Linha F (exame dos pulmões e do coração) Linha G (exame dos rins). Linha H (exame da parte caudal da meia-carcaça) Linha I (exame da parte cranial da meia-carcaça). Linha J (carimbagem das meias carcaças). Inspeção post mortem Jatos de água a temperatura de 38-40ºC e sob pressão de 3 ATM Objetivo eliminar esquírolas ósseas, coágulos e pelos. A efetividade desta operação depende principalmente do tempo gasto na lavagem, volume, pressão e temperatura da água. A lavagem da carcaça com água quente e clorada tem como objetivo reduzir a contagem microbiana da carne fresca. A lavagem com baixa pressão tem a possibilidade de reduzir só contaminações visíveis Lavagem das meias carcaças Lavagem das meias carcaças A contaminação bacteriana inicial e a temperatura de armazenamento são os principais fatores que determinam a durabilidade da carne. Portanto, o pré-tratamento da carne com o objetivo de reduzir a contaminação inicial da carcaça é o caminho para prolongar a vida-de- prateleira. A aplicaçãode ácidos orgânicos na superfície da carne após a lavagem das carcaças é relatada como método de redução da contagem bacteriana. Porém no Brasil NÃO É PERMITIDO. O ácido lático é natural, fisiológico e não tóxico e tem efeito bactericida e bacteriostático. Outros produtos usados são: ácido acético e a mistura de dois ou mais produtos como ácido lático, acético, cítrico e ascórbico. O frio atua: inibindo ou destruindo os microrganismos da putrefação; retardando a atividade enzimática; controlando os agentes das toxinfecções alimentares (4oC); e, aumentando a vida-de-prateleira. Resfriamento As carcaças bovinas são resfriadas em 2 etapas: a) Pré-resfriamento (PR) - objetivo: reduzir ou manter a temperatura das carcaças a valores maiores do que 16oC a fim de evitar o “encurtamento pelo frio”, que resulta em redução na maciez, após o cozimento b) Resfriamento (R) - os fatores que devem ser controlados na câmara fria são: Temperatura, Umidade Relativa do ar , Velocidade da Circulação do ar