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Análise Envoltória de Dados BIBIANA PORTO DA SILVA 2019 Data Envelopment Analysis (DEA) 1 Aplicações DEA Seleção de revendedores Eficiência do corpo policial Comparação de investimentos Eficiência da governança corporativa Comparação entre agências bancárias Avaliação ambiental do desenvolvime nto regional Escolha de fornecedores logísticos 2 Introdução: Criadores CCR e BCC 3 Introdução • Autores: Abraham Charnes, Wililim Cooper e Edward Rhodes. • Revista: European Journal of Operational Research • Título: Measuring the efficiency of the decision making units. Google acadêmico: 33697 Introdução Tese de Rhodes Tese de Rhodes Queria analisar as atividades de um programa social. Tentou comparar o desemprenho das escolas que haviam e não haviam aderido ao programa Tentou todas as abordagens estatísticas possíveis. Introdução Desafio encontrado Como calcular eficiências Escolas públicas Baseados Escores aritméticos, melhoria da auto estima, habilidades psicomotora, número de professores hora, tempo gasto pela mãe em leituras com o filho. Características básica Técnica não-paramétrica • Não permite inferência estatística. • Só vale para a amostra analisada Programação matemática • Ferramenta básica utilizada na DEA. Eficiência produtiva • É o principal resultado da DEA • Pode ser adaptado a outras utilizações Unidade tomadora de decisão (DMU) • Podem se referir a uma série de entidades. Homogeneidade • Todas as unidades comparadas pela DEA devem estar sobre as mesmas condições de contorno. • Não existe uma definição clara para definir homogeneidade das DMUs. Características básicas • Eficientes 100% • Ineficientes entre e 100% Permite separar as DMUs entre eficiente e ineficientes Fornece um índice de eficiência relativa para cada DMU. Fornece as metas para que as DMUs ineficientes se tornem eficientes. Fornece quais são os benchmarks para cada DMU. Análise Envoltória de dados (DEA) • Ferramenta matemática utilizada para medir e avaliar o desempenho de unidades produtivas/Entidades: Entidade (Unidade produtiva) Indivíduos Países Manufatura Inputs (múltiplas variáveis de entrada ) Exercícios físicos Gastos governamentais insumos Outputs (múltiplas variáveis de saída) Condições de saúde PIB e IDH Produtos 9 Eficiência produtiva • É a divisão da produtividade e uma DMU pela máxima produtividade que ela pode alcançar: • Em que: • P: produtividade atual da DMU • Pmax: Produtividade máxima que pode ser alcançada por essa DMU 𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎 = 𝑃 𝑃𝑚á𝑥 Eficiência produtiva • Para DMUs com múltiplos inputs e múltiplos outputs: • Em que : • ui= utilidade (peso) do output i; • yi=quantidade do output i • vj=utilidade (peso) do input j • Ov= output virtual • Ii= input virtual 𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 𝑢1𝑦1 + 𝑢2𝑦2 +⋯ 𝑣1𝑥1 + 𝑣2𝑥2 +⋯ = ൗ 𝑂𝑣 𝐼𝑣 Definição de eficiência para Pareto- Koopmans Uma unidade possui eficiência produtiva se e somente se: • Nenhum input puder ser reduzido sem reduzir um output • Nenhum output puder ser aumentado sem aumentar também os inputs Fronteira de Eficiência • As DMU’s são classificadas como sendo unidades eficientes ou ineficientes. • As DMU’s eficientes representam o desempenho máximo possível em cada situação. Estas unidades formam a fronteira de eficiência. • Para cada DMU não eficiente é identificado um conjunto de DMU’s de referência. 12 Fronteira de Eficiência (DEA) X Regressão Linear Regressão Linear método paramétricos, que otimizam um plano de regressão simples. Aplica-se a mesma função para cada observação DEA Otimiza cada observação individual com o objetivo de calcular uma fronteira de eficiência 13 ORIENTAÇÃO Há duas maneiras de melhorar a eficiência de uma DMU não eficiente É possível reduzir os inputs e manter constante os outputs; -Denominado input- oriented; Abordagem recomendada para minimizar recursos para um determinada demanda; Ou aumentar os outputs e manter os inputs constantes. Denominado output- oriented; Esta metodologia é mais empregada quando se tem interesses de expansão do empreendimento; 14 ORIENTAÇÃO 15 ORIENTAÇÃO • Orientação DMU em evidência 16 Orientação para Inputs Minimização de insumos! Menor uso de inputs para dado nível de outputs (fixo)! 17 Orientação para Outputs Maximização da produção (Outputs) Máximo nível de outputs mantendo os inputs fixos! 18 Modelo CCR ou CRS • CCR: Charnes, Coopes, Rhodes • CRS: Constant, Returns to Scale • Pressuposto de retornos constantes de escalas • O outputs crescem com os inputs na mesma proporção • A fronteira tem formato linear • Modelo radial • Admite duas orientações: Ao input e ao output Programação matemática Variáveis de decisão São variáveis que o modelo vai fornecer como resultado. No caso da DEA são os pesos dos inputs e outputs Função objetivo É uma função que deve ser maximizada ou minimizada O objetivo da programação é otimizar essa função. Restrições Conjunto de inequações que limitam os valores que a fo pode assumir Modelagem fracionária 21 Inputs Outputs Exemplo 1 – Agências Bancárias Empregados Transações Serviços A 18 125 50 B 16 44 20 C 17 80 55 D 11 23 12 Para agência A • 𝑓𝑜:𝑀𝑎𝑥 125𝑢1+50𝑢2 18𝑣1 • Sujeito a: • 𝑎) 125𝑢1+50𝑢2 18𝑣1 ≤ 1 • b) 44𝑢1+20𝑢2 16𝑣1 ≤ 1 • c) 80𝑢1+55𝑢2 17𝑣1 ≤ 1 • d) 23𝑢1+12𝑢2 11𝑣1 ≤ 1 • 𝑒) 𝑢1, 𝑢2, 𝑣𝑖 ≥0 23 Inputs Outputs Empregados Transações Serviços A 18 125 50 B 16 44 20 C 17 80 55 D 11 23 12 ORIENTAÇÃO Linearização do Modelo Procedimento desenvolvido por Charnes e Cooper em um artigo de 1962. É acrescentada um a restrição adicional limitando o denominador da fo Modelo CCR (1978) - Constant Return to Scale - CRS 25 Modelo linearizado! Inputs Outputs Inputs Outputs Pesos do CCR Os pesos trazem duas informações Estimativa do nível de importância da variável dada pela DEA. Compensação pelo fato de os inputs e os outputs terem ordens de grandeza diversa Limitações Determina os pesos matematicamente (pesos mais vantajosos) Não leva em conta nenhuma informação de mercado Pode levar a pesos irreais (necessidade de restrições adicionais) Limitações do modelo CCR A maior parte dos processos produtivos tem um comportamento de retornos varáveis de escala. • A relação entre inputs e outputs não é linear O critério de maximizar os pesos: • Pode conduzir a resultados irreais • Pode conduzir a um número elevado de DMUs eficientes (empates) Nem sempre a DMU eficiente do CCR respeita a definição de Pareto-Koopmans: • Devido a presença de folgas • Dá origem aos conceitos de eficiência forte e fraca. Folgas: • Distorções causadas pelo fato da fronteira ser linear por partes; • As folgas fazem com que a projeção radial leve a um ponto ineficiente. • As folgas podem conduzir a falsos eficientes Problema das folgas A’ Folga Origem do modelo BCC • BANKER, Rajiv D.; CHARNES, Abraham; COOPER, William Wager, 1984 • Título: Some models for estimating technical and scale inefficiencies in data envelopment analysis. • Revista: Management science Google acadêmico: 18890 A relação entre input e output é variável (os ganhos com a escala não são restritos); Mede a eficiência técnica pura: a capacidade de máxima geração de output observada para um determinado nível de serviço; Modelo BCC (1984) - Variable Return to Scale - VRS 30 Inputs Outputs Inputs Outputs Modelo BCC (1984) - Variable Return to Scale - VRS 31 fatores de escala->Associados a convexidade da fronteira Resultados da aplicação dos modelos 32 A solução é o conjunto de máximos uYk/vXk; O vetor u – que representa os pesos relacionados aos outputs y; O vetor v - que representa os pesos relacionados aos inputs x; Aplicação • Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integradode Apoio à Decisão v.3.0. Como avaliar a eficiência dos bancos (DMU’s A, B, C e E)? 33 Empregados Transações Serviços A 18 125 50 B 16 44 20 C 17 80 55 D 11 23 12 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 34 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 35 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 36 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 37 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 38 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 39 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 40 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 41 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 42 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 43 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 44 Limites para os pesos que reflitam a importância relativa dos diferentes inputs e outputs Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 45 Ao invés de tomar como base os pesos absolutos da DEA, trabalha-se com os outputs virtuais de cada DMU. Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 46 Cada DMU avalia todas as outras em termos de todos os inputs e outputs. Matriz de avaliação cruzada. Linhas e colunas (j x k), onde cada uma é igual ao número de DMUs na amostra Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 47 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 48 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 49 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 50 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 51 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 52 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 53 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 54 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 55 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 56 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 57 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 58 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 59 Aplicação Software: SIAD v.3.0 – Sistema Integrado de Apoio à Decisão v.3.0. 60 DEA • Vantagens • Trabalha com múltiplos inputs e outputs; • Não necessita relação entre inputs e outputs; • Unidades de inputs e outputs podem ser bem diferentes; • Orientação à melhoria de desempenho; • Desvantagens • Não mede eficiência absoluta; • Não realiza testes estatísticos; • Problemas de computação para problemas grandes; • Erros nas variáveis de entrada podem causar distorções significativas. 61 Aplicação 2 (SIAD v.3.0 ) Avaliar o desempenho das 10 Unidades operacionais do Grupo? • Variáveis Y’s (Outputs) • Nº de transações (ntransa) • Lucro (lucro) • Variáveis X’s (Inputs) • Nº de funcionários (numfunc) • Nº de horas extras (hextras) • Observações • 10 Unidades operacionais • 10 DMU’s DMUs numfunc hextras ntransa lucro u_op1 17.868.900 3.196.778 1.603.538 1.454.349 u_op2 7.658.480 0.704626 0.382426 1.118.404 u_op3 5.652.150 0.836299 0.539189 1.282.163 u_op4 12.501.900 1.074.696 0.740054 1.511.531 u_op5 9.198.380 2.057.675 0.548348 0.649506 u_op6 5.453.660 0.548636 0.335366 0.467799 u_op7 2.826.640 0.544569 0.361463 0.856414 u_op8 8.686.920 0.868271 0.555885 0.661925 u_op9 9.577.230 1.572.469 0.773477 0.523301 u_op10 12.776.400 1.062.251 0.866615 1.126.912 Aplicação 2 (SIAD v.3.0 ) Aplicação 2 (SIAD v.3.0 ) Aplicação 2 (SIAD v.3.0 ) Aplicação 2 (SIAD v.3.0 ) Aplicação 2 (SIAD v.3.0 ) u‘s - outputsv‘s - inputs Unidades Operacionais 2, 7 e 10 são eficientes! As demais são ineficientes! Unidade Operacional 5 é a mais ineficiente! 68 Referências • ALMEIDA,M.R.; MARIANO, E.B.; REBELATTO,D.A.N. Análise Por Envoltória De Dados - Evolução E Possibilidades De Aplicação. In: IX SIMPOI - Simpósio de Administração de Produção, Logística e Operações Internacionais, São Paulo, 2006, Anais. • Chang, D-S.; KUO, Li-chin R.; CHEN, Yi-tui. Industrial changes in corporate sustainability performance e na empirical overview using data envelopment analysis. Journal of Cleaner Production 56 (2013) 147e155. • Charnes, A., W.W. Cooper, and E. Rhodes (1978): “Measuring the Efficiency of Decision Making Units,” European Journal of Operational Research, 2, 419-444. • DE ALMEIDA, Mariana Rodrigues; MARIANO, Enzo Barbeiro; DO NASCIMENTO REBELATTO, Daisy A. Análise por Envoltória de Dados-Evolução e possibilidades de aplicação. 2006. • Debreu’s Coefficient of Resource Utilization, the Solow Residual, and TFP: The Connection by Leontief Preferences June 2004. • Guerreiro, Alexandra dos Santos Análise da Eficiência de Empresas de Comércio Eletrônico usando Técnicas da Análise Envoltória de Dados / Alexandra dos Santos Guerreiro; orientador: Nélio Domingues Pizzolato. – 2006. • LIN, L.C.; Hong, C.H. Operational performance evaluation of international major airports: An application of data envelopment analysis. Journal of Air Transport Management 12 (2006) 342–351 • MELLO, J. C. B. S.; MEZA, L. A.; GOMES, E. G.; NETO, L. B. CURSO DE ANÁLISE DE ENVOLTÓRIA DE DADOS. XXXVII Simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional (SBPO), 2005. • RAFAELI, L. A Análise Envoltória de Dados como ferramenta para avaliação do desempenho relativo. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós- Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2009. 69 Obrigada! 70 Análise Envoltória de Dados BIBIANA PORTO DA SILVA 2019 Data Envelopment Analysis (DEA) 71