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ENDODONTIA HISTOFISIOLOGIA DO ENDODONTO POLPA: · Formada por tecido conjuntivo frouxo de origem ectomesenquimal; · Circundadas por paredes inelásticas de dentina; · Na coroa Câmara Pulpar Polpa Coronária; · Na dentina Canal Radicular (complexo dentina-polpa) Odontoblastos na polpa produzem dentina e lançam seus prolongamentos nos túbulos dentinários, é ai que surge o complexo; · É altamente vascularizada e inervada; · Cor: Rósea-Brilhante; · Resistente e pouco elástica. DIVISÃO ANATÔMICA: · Polpa da Coroa (Câmara pulpar) Polpa Coronária; · Polpa do Canal Radicular Polpa Radicular. DIIVISÃO HISTOLÓGICA (do canal radicular): · Canal Dantinário: Envolvido por dentina; Base voltada para a coroa. · Canal Cementário: Envolvida por cemento; Base voltada para o forame apical. · No ápice dos canais há uma região de constricção, chamada CDC (canal dentino-cementário) ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO TECIDO PULPAR: · Células; · Componentes extra-celulares; · Elementos de suporte (vasos); · Nervos. CÉLULAS: 1. Odontoblastos: · Localizadas na polpa (só existe na polpa); · Células altamente diferenciada; · Secretam dentina e ajudam na sua nutrição; · Seus prolongamentos penetram nos túbulos dentinários e são chamados de Fibras de Tomes. 2. Fibroblastos: · Células encontradas com maior quantidade na polpa os fibroblastos são células mais numerosas na polpa dental; · Produzem colágeno e substancia fundamental, proporcionando resistência à polpa. OBS.: Substancia Fundamental = Matriz Extra-Celular Mucopolissacarídeos e colágeno 3. Células Mesenquimais Indiferenciadas: · Descendem da papila dental; · Retém capacidade de diferenciação; · Logo, pode se transformar em diferentes tipos de células maduras (Fibroblastos, odontoblastos, osteoclastos,etc) · Diminuem de número com o passar da idade. 4. Células de defesa: Necessárias diante das alterações inflamatórias TIPOS: · Neutrófilos: Ligadas ao processo inflamatório agudo (ex.: cárie aguda); · Mastócitos: Regulam permeabilidade dos vasos sanguíneos (diapedese); · Histócitos e Monócitos: Tornam-se macrófagos que digerirão materiais estranhos ao organismo; · Linfócitos T e B: Ligados à resposta imune, presentes na resposta inflamatória crônica (cárie crônica, baixa intensidade) - T- Sempre na polpa, mesmo sem inflamação; - B- Só surge na polpa quando da inflamação crônica. · Plasmócitos: Formam os anticorpos que neutralizarão os antígenos na inflamação crônica. COMPONENTES EXTRA-CELULARES: 1. Fibras: Colágenas: · Mais numerosas; · Proporcionam firmeza para manter células e tecidos juntos. Reticulares: · Estrutura para suporte de vasos e nervos, circundando-os. Substancia fundamental: · Matriz- extracelulares amorfa, situada entre as fibras; · Importante, pois retém água e une as fibras colágenas. ELEMENTOS DE SUPORTE: · Capilares;Penetram e saem através do forame apical e/ou foramina e ramificações (quando presentes) · Arteríolas; · Vênulas; · Vasos Linfáticos. NERVOS: Responsáveis pela sensação dolorosa da polpa acompanham o trajeto dos vasos são fibras sensitivas. · Fibras Mielínicas: Delta-A – Estão em maioria e predominam na periferia da polpa, junto aos odontoblastos. Beta-A. Geram dor rápida, aguda e localizada. · Fibras Amielínicas: Tipo C – Predominam na porção coronária da polpa. Geram dor lenta, profunda e difusa. OBS.: No início do processo infeccioso, as primeiras fibras a serem a serem atingidas serão as Mielínicas (Delta-A), o paciente sente dor rápida e localizada. Em caso de processo crônico, em que a infecção atinge o centro da polpa, as fibras atingidas serão Amielínicas (Tipo-C), o paciente sente dor numa região e não sabe qual é o dente, evidenciando uma pulpite avançada. ZONAS ESTRUTURAIS DA POLPA: 1. Zona periférica ou camada odontoblástica – Localizada ao redor da dentina e os odontoblastos estão em muita quantidade; 2. Zona de Weil – Zona acelular, logo é repleta de substancia fundamental amorfa e colágeno; 3. Zona rica em células – Células de defesa, fibroblastos, células mesenquimais (todos presentes); 4. Zona central – Presença de vasos e nervos (tipo-C). FUNÇÕES DA POLPA: 1. Formação de dentina – Através dos odontoblastos; 2. Nutritiva – Nutre a dentina através dos seus vasos sanguíneos; 3. Defensiva – Produção de dentina terciária em reação agressão; 4. Sensorial – Fibras nervosas que informam sobre a dor, indicando anormalidade; 5. Indutora – Formação de esmalte através da indução dos ameloblastos pelos odontoblstos; 6. Formas de defesa da polpa: · Células de defesa (neutrófilos, linfócitos); · Sensação dolorosa; · Formação de dentina. TIPOS DE DENTINA: 1. Primária: Secretada durante a formação do dente. · Dentina peritubular (ao redor dos túbulos); · Dentina intertubular (entre um túbulo e outro); · Dentina tubula. 2. Secundária: Secretada durante a vida diminuindo a câmara pulpar e canais radiculares. 3. Terciária: · Reparadora – Não há tempo de secretar a dentina esclerosada, os odontoblastos morrem e células mesenquimais se diferenciam em odontoblastos e secretam dentina. Ou, os odontoblastos que sobraram secretam dentina reparadora (secretada rapidamente e por isso imatura). · Esclerosada – Formada em reação a uma agressão lenta e de baixa intensidade fechando os túbulos. FISIOLOGIA PULPAR: · Em jovens – Polpas mais ampla – Tratamento se torna mais fácil de realizar; · Em idosos – Polpa menor, mais estreita – Por conta da produção de dentina secundária ou por agressão. Tem menor número de células e menos resistência. *Em casos de inflamação da polpa, cercada por paredes inelásticas de dentina, não tem por onde se expandir, há um aumento de pressão, provocando dor. *A dentina limita a alteração do volume sanguíneo. *A posição da dentina e cemento perdura por toda vida. *Redução do volume com a idade, diminuição dos vasos sanguíneos, nervos e componentes celulares levam à diminuição da resistência da polpa. REGIÃO PERIAPICAL: Onde estão: · Centro nervoso, vascular e linfático de todo o periodonto; · Canal cementário, coto pulpar, limite CDC, cemento, forame apical, ligamento periodontal e osso alveolar. OBS.: Endodonto tem íntima relação com periodonto. HISTOLOGIA DO PERIÁPICE: Tecido conjuntivo fibroso; Células: · Fibroblastos; · Células mesenquimais; · Fibras colágenas; · Substancia amorfa fundamental; · Vasos e nervos em quantidade alta (muita atividade metabólica) · Continuidade com o tecido conjuntivo pulpar. ANATOMIA INTERNA DOS DENTES. CAVIDADE PULPAR – Espaço localizado no interior dos dentes ocupado pela polpa revestido por dentina e cemento (1/3 apical). Dividi-se em: · Câmara pulpar – Polpa coronária; · Canal radicular – Polpa radicular. Características gerais: · Acompanha a forma externa do dente; · Quando o dente erupciona a polpa é mais ampla, vai diminuindo progressivamente de acordo com a idade, pela fomação de dentina secundária; · Possui ramificações laterais e apicais. Modificações com a idade (volume da capacidade pulpar): · Retração dos cornos pulpares; · Diminuição da câmara pulpar; · Canal radicular fica mais estreito; · Estreitamento do forame apical; · Canal cementário fica mais alongado (exposição de cemento); · Canal dentinário fica mais estreito. OBS.: Agentes irritantes, como desgastes e atrição, podem levar também às altrações de volume da câmara pulpar. Doença periodontal pode aumentar a produção de dentina secundária, levando também a modificações da câmara pulpar. A cárie, através da reação do órgão dental (produção de dentina terciária/reacional), pode provocar alterações de volume na câmara. Trauma mecânico, restaurações e forramentos. COMPONENTES DA CAVIDADE PULPAR: · Câmara pulpar; · Teto (é côncavo); · Divertículos; · Soalho da câmara (é convexo); · Entrada dos canais; · Canais; · Forames. CANAIS ENTRADA DOS CANAIS DIVERTÍCULOS – Tecido ósseo (cornos) – tecido pulpar TETO SOALHO DA CÂMARA – Indica localização das entradas dos canais. FORAME OBS.: Dentes anteriores não possuem soalho. Câmarae canais são continuação diretas um do outro. TIPOS DE CÂMARA PULPAR: Divide-se em 3: · ALTA; · MÉDIA – Vai depender da quantidade de deposição de dentina secundária. Jovens possuem câmara alta e idosos câmara baixa. · BAIXA. PAREDES DA CÂMARA PULPAR (Nomenclatura): · Oclusal/Incisal ou Teto; · Cervical ou Soalho; · Mesial; · Distal; · Vestibular; · Lingual. CANAL RADICULAR: - Acompanha a forma externa da raiz; - Afila-se progressivamente da câmara até o ápice; - No ápice, abre-se através do forame apical. DIVISÃO ANATÔMICA (terços): · Cervical; · Médio; · Apical. APICAL MÉDIO CERVICAL DIVSÃO HISTÓLOGICA: · CANAL DENTINÁRIO – Porção do canal redicular cercada por dentina; · CANAL CEMENTÁRIO – Porção do canal radicular cercada por cemento; · LIMITE CDC – Porção do canal radicular onde termina o canal dentinário e começa o cementário. FUNÇÕES DOS CANAIS: 1- Canal principal; 2- Canal colateral; 3- Canal lateral; 4- Canal secundário; 5- Canal acessório; 6- Interconduto; 7- Canal recorrente; 8- Canais reticulares; 9- Delta apical; 10- Cavo- interradicular. 1- CANAL PRINCIPAL: Canal medial, central do dente, visualizado em radiografias, partindo do nível do assoalho até o forame apical. É a partir dele que classificamos o canal radicular anatomicamente, em canal dentinário e canal cementário; 2- CANAL COLATERAL: Canal paralelo ao principal, desembocando na região apical; 3- CANAL LATERAL: Canal que se ramifica lateralmente (perpendicular) do canal principal e desemboca ainda no terço cervical (ou médio), no periodonto da raiz; 4- CANAL SECUNDÁRIO: Canal que se ramifica lateralmente ao canal principal, mas desemboca no terço apical da raiz (periodonto lateral); 5- CANAL ACESSÓRIO: Ramificação do canal secundário na porção apical; 6- INTERCONDUTO: Canal que faz ligação entre o canal principal e o canal colateral; 7- CANAL RECORRENTE: Canal que se ramifica do canal principal e retorna ao mesmo depois de percorrer um trajeto na dentina; 8- CANAIS RETICULARES: Raro, tramas, ligações entre colateral e canal principal; 9- DELTA APICAL: Canais ramificados do canal principal, no terço apical, saindo por vários forames; 10- CAVO- INTERRADICULAR: Canal que sai do assolha e desemboca na bi ou tri furcações. FORAME APICAL: - Orifício de abertura do canal radicular no ápice ou próximo dele; - Na maioria das vezes o forame apical não coincide com o vértice da raiz. Por conta da deposição de cemento, alongando no decorrer da vida. Distância entre forame e vértice da raiz é maior. VARIAÇÃO DO CANAL RADICULAR: - AMPLO: Comum em: · Incisivos centrais superiores; · Caninos; · Raiz palatina de molares superiores; · Canal distal de molar inferior; - MÉDIO; - CONSTRITO (ATRÉSICO): · Incisivos inferiores; · Canais vestibulares dos molares superiores; · Canais mesiais dos molares inferiores; · Pré-molares. VARIAÇÕES DE DIREÇÃO: - Geralmente acompanham a direção das raízes dos dentes; - Comuns as curvaturas no sentido vestíbulo-lingual. VERIFICAÇÃO DO NÚMERO DE CANAIS: - Se há continuidade da luz do canal – Só um canal; - Se há quebra na continuidade da luz do canal – Mais de um canal (bifurcação). ALTERAÇÕES NA ANATOMIA INTERNA: · Calcificação; · Dens in dente; · Fusão; · Geminação; · Hipercementoso; · Dilaceração Radicular; · Canal em forma de C; · Mesial de M.T com 3 canais; · Microdontia; · MMacrodontia; · Taurodontia; · Reabsorção externa; · Reabsorção interna. ANATOMIA DENTAL INTERNA DOS DENTES: - INCISIVOS: * INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES (11-21): · Raiz reta e única; · Número de canais: 1 Canal; · Comprimento: 22,6 mm * INCISIVOS CENTRAIS INFRIORES (31-41): · Raiz única, muito fina; · Número de canais: - 1 canal (73,4%); - 2 canais e com forame único (23,4%); - 2 canais com 2 forames (32%). Achatamento pode levar ao aparecimento de 2 canais. · Comprimento: 21mm. *INCISIVOS LATERAIS SUPERIORES (12-22): · Raiz única – 1/3 apical para distal e palatina (considerado um fator de insucesso no tratamento); · Número de canais: - 1 canal (97%); - 2 canais (15,4%); · Comprimento: 22,3 mm. *INCISIVOS LATERAIS INFERIORES (32-42): · Raiz única; · Número de canais: - 1 canal (84,6%); - 2 canais (15,4%); · Comprimento: 22,3 mm. - CANINOS: *CANINOS SUPERIORES (13-23): · Raiz única e longa com 1/3 apical para distal ou vestíbulo-lingual; · Número de canais: 1 canal; · Compimento: 27,2 mm. *CANINOS INFERIORES (33-43): · Raiz: - Única (94%); - 2 (6%); · Número de canais: - 1 canal (82,2%); - 2 canais (11,8%). · Comprimento: 25 mm. ANATOMIA DENTAL INTERNA DOS DENTES POSTERIORES: - PRÉ-MOLARES SUPERIORES: *1º PRÉ-MOLAR INFERIOR: · Número de canais: - 2 canais (84,2%) vestibular e palatina; - 1 canal (8,3%); - 3 canais (7,5%). · Comprimento: 21,40 mm. - Considerações clínicas: · Câmara pulpar achatada (M-D); · Presença de teto e assoalho na câmara pulpar; · Raiz vestibular com ápice afiliado podendo ser curvo pra lingual; · Raiz lingual com ápice afiliado, podendo ser curvo para vestibular. *2º PRÉ-MOLAR INFERIOR: · Número de canais: - 1 canal (53,7%); - 2 canais (46,3%) achatamento M-D; · Comprimento: 21,80 mm; Considerações clínicas: · Pode ter presença de 2º canal (descentralização); · Canais achatados devem ser instrumentados com 2 canais. - PRÉ-MOLARES INFERIORES: *1º PRÉ-MOLAR INFERIOR: · Número de canais: - 1 canal (66,6%); - 2 canais (31,3%) por conta do achatamento M-D; - 3 canais (2,1%); · Comprimento: 21,6 mm; *2º PRÉ-MOLAR INFERIOR: · Número de canais: - 1 canal (89,3%); - 2 canais (10,7%). - MOLARES SUPERIORES: *1º MOLAR SUPERIOR; · Número de canais: - 3 canais (30%); - 4 canais (70%) porém hoje em dia acredita-se que seja 90%; · Comprimento: 21,5 mm; · RAÍZES – 3 raízes diferentes: - Raiz MV – Achatamento MD e curvatura para distal; - Raiz DV – Fortemente inclinada para distal; - Raiz P – Curvatura apical para vestibular. OBS.: Quando há um 4º canal se situará na raiz Mésio-Vestibular, porém estará mais para a palatina, sendo chamada de Mésio-Palatina; - Considerações clínicas: · Presença do 4º canal; · Canal mésio-vestibular com curvatura acentuada para distal; · Canal palatino com curvatura para vestibular. *2º MOLAR SUPERIOR: · Número de canais: - 3 canais (50%); - 4 canais (50%); · Comprimento: 21,7 mm; - Considerações clínicas: · 3 raízes muitas vezes estão fusionadas; · Proximidade dos canais mésio- vestibular e disto-vestibular (por conta do achatamento mésio-distal; · Variações no número de canais; · Arco zigomático sobre as raízes, dificultando a visualização radiográfica. *3º MOLAR SUPERIOR: · Número de canais: - 1 canal (10,5%); - 2 canais (11,9%); - 3 canais (57,5%); - 4 canais (19,0%); - 5 canais (1,1%); · Comprimento: 19 mm. OBS.: O 3º molar nem sempre é claro quanto a sua morfologia, número, direção e disposição das raízes. - MOLARES INFERIORES: *1º MOLAR INFERIOR: · Número de canais: - 3 canais (56%); 1 canal na raiz mesial e 1 na raiz distal. - 4 canais (36%); Disto-lingual. - 2 canais (8%); · Comprimento: 21 mm; - Considerações clínicas: *RAIZ MESIAL: · Achatamento mésio-distal; · Secção de Haltere; · Curvatura para distal; *RAIZ DISTAL: · Achatamento mésio-distal; Se houver 2 raízes ( D-V/ D-L 4º canal); · Secção ovalada ou em forma de rim; · Reta. *Características clínicas: · Pode apresentar canal cavo-interradicular; · Presença de istmos; · Convexidade na parede mesial (dificultam a penetração da lima); · Curvatura para distal da raiz mesial com convexidade para a parede mesial. *2º MOLAR INFERIOR: · Número de canais: - 3 canais (72,5%); - 2 canais (16,2%); - 4 canais (11,3%); · Comprimento: 21,7 mm; OBS.: Pode ter uma anomalia e o canal ser em forma de C. *3º MOLAR INFERIOR: · Número de canais: - 1 canal (5%); - 2 canais (63,3%); - 3 canais (27,8%); - 4 canais (3,9%); · Comprimento: 19 mm. CIRURGIA DO ACESSO ENDODÓNTICO: - CIRURGIA DE ACESSO: · Fase operatória inicial do tratamento endodôntico que permite o acesso ao interior da cavidade pulpar; · Acontece por meio de remoção do teto da câmara pulpar, desgaste compensatório e extensões suplementares que permitem acesso direto, amplo e sem obstáculosao forame apical; IMPORTANTE: · Conhecer a anatomia interna da câmara pulpar e do canal radicular; · Um bom exame radiográfico; · Observação atenta das inclinações dos dentes no arco dental (V-L e M-D) – Fazer o acesso sempre respeitando a inclinação do dente, abrindo a cavidade sempre de maneira paralela ao longo eixo. - PROCEDIMENTOS PRÉVIOS: · Remoção de todo tecido cariado; · Remoção da restauração defeituosa. - CUIDADOS: · Conservar a estrutura dentária para prevenir fraturas (acesso conservador); · Promover formas de resistência do selamento provisório. - PRINCÍPIOS: · Toda abertura coronária deverá ser feita de forma que permita acesso direto ao canal radicular, por meio de linha reta; · O limite de acesso deve incluir no seu interior todos os cornos pulpares, saliências e retenções (devem ser removidas durante o preparo com a broca); · A parede cervical, o soalho da câmara pulpar não deve ser deformado. - INSTRUMENTAL: *Espelho; *Exploradores: endodôntico e convencional; *Pinça clínica; *Para acesso são utilizadas pontas diamantadas: - Esféricas: · 1011; · 1012; · 1013; · 1014; · 1015; · 1019; · 1016 HL; - Tronco-cônicas: · 3082/83; - Carbides: · 2; · 3; · 4; · 6; - Broca endo-Z: · É tronco-cônica, tem ponta romba e muito corte. - ETAPAS DO ACESSO: 1- Abordagem (ponto de elição); 2- Direção de trepanação; 3- Forma de contorno; 4- Forma de conveniência. 1- PONTO DE ELEIÇÃO (Abordagem): · Área anatômica da coroa onde se realiza a abordagem inicial. Normalmente é feita com pontas diamantadas esféricas; · Varia de acordo com o grupo dental; · Estará pronto quando toda ponta ativa da broca couber na cavidade, tendo desgaste do esmalte; 2- DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO: · Direção no qual se coloca a broca carbide para que se entre na câmara pulpar (cair no vazio); · A broa deve ser posicionada em direção a área de maior volume na câmara pulpar; Importante: A direção da broca pode mudar de acordo com a posição do dente na arcada com a configuração da câmara pulpar. 3- FORMA DE CONTORNO: · Permite o acesso a entrada e ao interior dos canais radiculares; · Deve projetar externamente a anatomia da câmara pulpar após a remoção do teto desta cavidade. 4- FORMA DE CONVENIÊNCIA: · Permite uma melhor visão do interior da câmara pulpar; · Deve proporcionar um acesso livre ao orifício de entrada do canal radicular, acesso direto ao forame apical e domínio total dos instrumentos durante o alargamento; - Logo: · Desgaste de convexidade mesial de molares inferiores; · Dar expulsividade às pardes. TÉCNICAS PARA O ACESSO NOS GRUPOS DENTÁRIOS: - DENTES ANTERIORES: *INCISIVOS E CANINOS SUPERIORES E INFERIORES: 1- Ponto de eleição: · Broca esférica 2 mm acima por inferior e abaixo do cíngulo por superior. Mais ou menos no centro da face palatina/lingual até cair no vazio (90º); 2-Direção de trepanação: · Inicialmente 45º de inclinação da broca de relação ao longo eixo do dente; · Depois, torna-se paralelo ao longo eixo do dente (V-L e M-D) para remoção do teto; 3-Forma de contorno: · Incisivos: Triangular com base para incisal; · Caninos: Oval (em cúspide desgastadas) ou Losangular (com cúspides mais evidenciadas). 4-Forma de conveniência: · Observar se há ainda a presença de teto depois de realizar a forma de contorno; · Os divertículos, geralmente, permanecem sem desgaste e por isso, é necessário realizar o bisel; · Para checar se ainda há presença de divertículo/corno pulpar, utiliza-se a sonda exploradora convencional; · Se os divertículos não forem removidos o dente pode no futuro ficar escuro; · Na câmara pulpar, há uma proeminência (convexidade palatina/ombro palatino) que imita o cíngulo e que precisa ser desgastado para melhorar o acesso e visualização do canal com broca tronco-crônica ou endo-Z; OBS.: Se houverem 2 canais no canino superior, será necessário entender a forma de contorno para poder acessar o 2º canal; - MOTIVOS PARA FALHAS E INSUCESSOS: · Manutenção do tecido cariado; · Seleção inadequada do ponto de eleição; · Seleção incorreta da broca; · Direção de trepanação X Giroversão; · Abertura coronária incompleta; · Perfurações · Desgaste compensatório inadequado; · Cavidade imensa e sem acesso ao canal; · Deixar divertículos; · Perfurar a vestibular com a broca. - PRÉ- MOLARES: *PRÉ-MOLARES SUPERIORES: 1- Ponto de eleição: · Centro exato do sulco central; 2-Direção de trepanação: · Paralela ao longo eixo do dente com leve inclinação para os divertículos palatinos; 3-Forma de contorno: · Ovóide com maior diâmetro no sentido vestíbulo-lingual. No acesso não se estende para a crista marginal; 4-Forma de conveniência: · Paredes com ligeira divergência para oclusal (expulsividade). *PRÉ-MOLARES INFERIORES: 1- Ponto de eleição: · Aresta da vertente vestibular não ultrapassando o sulco em direção lingual; 2-Direção de trepanação: · Paralela ao longo eixo do dente; 3-Forma de contorno: · Forma ovóide; 4-Forma de conveniência: · Desgaste de parte da cúspide vestibular. -MOLARES: *MOLARES SUPERIORES: 1-Ponto de eleição: · Centro exato da fossa mesial; 2-Direção de trepanação: · Broca dirigida para o lado palatino/cana palatino; 3-Forma de contorno: · Formato aproximado de um triângulo; · Cavidade de acesso mais para a mesial e vestibular; · Em caso de 4 canais, trapezoidal. *MOLARES INFERIORES: 1-Ponto de eleição: · Centro exato do sulco principal; 2-Direção de trepanação: · Em direção à distal/canal distal;; 3-Forma de contorno: · Forma trapezoidal; 4-Forma de conveniência: · Desgaste da convexidade mesial; INSTRUMENTOS ENDODÔNTICOS: O tratamento endodôntico deve ser feito quando: · A polpa estiver inflamada – com vitalidade; · A polpa estiver necrosada – Sem vitalidade. Os instrumentos são utilizados para remoção de microorganismos ou para remoção da polpa inflamada. TIPOS DE INSTRUMENTO: · Tipo k: são as mais utilizadas; · Tipo H; · Instrumentos especiais: são acoplados em canetas de baixa rotação. 1- TIPO K: · Servem para alargar o canal limpando-o; - TIPOS DE K: · K convencional – kerr – para canais retos; · K flex – para canais com curvatura moderada; · K de NITI – para canais de grande curvatura. O que varia entre esses três tipos de k é a flexibilidade. *TIPO K CONVENCIONAL: · São manuais; · Na secção transversal teremos dois formatos: - Quadrangular: limas 15-40. Possuem mais liga metálica ou seja maior rigidez e são do tipo K convencional; - Triangular: limas 45-80. Possuem menos liga metálica possuindo mais flexibilidade, são do tipo K flex e K convencional. - Nas limas K flex independente do calibre a secção transversal será sempre triangular. *TIPO K FLEX: · São da marca dentsplay conhecidas como flexofile; · Como identificar se ela é uma lima tipo K ou Flexo file? - Tipo K convencional apresenta o número sem ser pintado; - Flexo File apresenta o número pintado. · Lima do tipo VDW apresentam-se de forma: - Nas convencionais vem apenas o número; - Nas Flexo File acompanha um F escrito ao lado do número. *TIPO NÍQUEL-TITÂNIO (NITI): · Utilizada para canais que apresentam grande curvatura; · A dentesplay identifica as suas limas de NITI com um quadrado com metade pintado e a outra metade sem pintar; · Já as da VDW coloca apenas um N ao lado e o calibre da lima. SELEÇÃO DE CORES DAS LIMAS: Cada lima possui uma cor que é responsável por representar seu calibre. Independente da marca a cor será sempre a mesma. - LIMAS DE SÉRIES ESPECIAIS: Diâmetro Cor · 6 mm ----- Rosa;O Diâmetro aumenta de 2 em 2 mm. · 8 mm ----- Cinza; · 10 mm ----- Roxa. - LIMAS DE PPRIMEIRA SÉRIE: Diâmetro Cor · 15 mm ----- Branca; · 20 mm ----- Amarela;O diâmetro aumenta de 5 em 5 mm. · 25 mm ----- Vermelha; · 30 mm ----- Azul; · 35 mm ----- Verde; · 40 mm ----- Preta. - LIMAS DE SEGUNDA SÉRIE: Diâmetro Cor · 45 mm ------ Branca;O diâmetro aumenta de 5 em 5mm. · 50 mm ------ Amarela; · 55 mm ------ Vermelha; · 60 mm ------ Azul;O diâmetro aumenta de 10 em 10 mm. · 70 mm ------ Verde; · 80 mm ------ Preta. - LIMAS DE TERCEIRA SÉRIE: Diâmetro Cor · 90 mm ------ Branca;· 100 mm ------ Amarela;O diâmetro aumenta de 10 em 10 mm. · 110 mm ------ Vermelha; · 120 mm ------ Azul; · 130 mm ------ Verde; · 140 mm ------ Preta. OBS.: Diâmetro-calibre. Pode-se fazer perguntas do tipo: - Qual o calibre da lima vermelha de 1ª série? 25 mm; - Qual o diâmetro da lima azul de 2ª série? 60 mm. PARTES CONSTITUINTES DA LIMA: 1- Cabo ou haste de fixação; 2- Corpo; 3- Cursor/stop de borracha; 4- Intermediário; 5- Haste helicoidal; 6- Ponta ou guia de penetração. OBS.: O cursor é móvel e tem como utilidade marcar a medida da lima. CORPO COMPRIMENTOS DE LIMA: A escolha da lima vai depender do tamanho do dente. -Comprimentos: · 21 mm – Para dentes pequenos; · 25 mm – Para dentes de tamanho intermediário; · 31 mm – Para dentes grandes- ex.: Caninos. - Deve-se sempre utilizar a lima de comprimento mais próximo ao dente. A lima escolhida deve ser maior que o dente, ex: dente mede 23 mm a lima escolhia é de 25 mm, dente medindo 19 mm a lima é de 21 mm, dente com 20 mm usa a lima de 31 mm. Lembrete: Independente do comprimento da lima a parte ativa será sempre de 16 mm. Sendo assim o comprimento que muda no corpo da lima é apenas o comprimento intermediário. DIÂMETRO/CALIBRE DAS LIMAS: - É importante antes de tudo entender que a lima por exemplo 30 tem esse 30 como um “nome”, pois a sua ponta ativa mede 0,30 mm de diâmetro ou 30 centésimos de milímetro; - Então, a ponta de uma lima é seu D0, sendo assim, o D0 de uma lima 30 é D0=30 mm; - Já para calcular por exemplo o D3 é necessário entender o conceito de conicidade; - Conicidade: É o quanto aumenta o diâmetro em milímetros a cada milímetro de comprimento, partindo da ponta em direção ao intermediário ou cabo do instrumento; - A cada milímetro de comprimento em direção ao cabo do instrumento aumenta-se 0,02 mm de diâmetro em relação à medida, em diâmetro, da ponta da lima. - 0,02 então é chamado de conicidade; - Como calcular o D3 da lima 30? Se na ponta (D0) tem 30 mm de diâmetro, na haste helicoidal, a 3 mm da ponta- é só multiplicar 0,02 por 3 e somar o valor a 0,30 mm da ponta (D0), que dará D3=0,36 mm; - O que seria o D16? Seria o valor em milímetros do diâmetro do local onde, na lima, acaba a haste helicoidal; - Há outros valores de conicidade que são: 0,04;0,06. OBS.: Qual o D4 da lima azul de primeira série? *A lima azul de primeira série é a lima 30; *O D0 é 0,30 mm; *D4= 0,02 + 0,02 + 0,02 + 0,02= 0,08 mm; *D4= 0,30 + 0,08= 0.38 mm. OBS.: O D5 da lima 50 equivale ao D0 de qual lima? *D0 da lima 50 = 0,50 mm; *Então: 0,02 + 0,02 + 0,02 + 0,02 + 0,02 = 0,10 ------ 0,50 + 0,10 = 0,60 mm *Equivale a lima 60 que é a lima azul de segunda série. LIMAS DO TIPO H: - Tem grande poder de corte, cortam mais que as do tipo K; - São limas manuais; - São feitas de aço inoxidável – Utilizadas de raízes mais retas; - Ou de Níquel-Titânio – Para raízes mais curvas; - Servem para retirar a polpa viva ou bactérias quando a polpa estiver morta; - São classificadas da mesma forma das limas K, através de cores, calibres e séries); - Sendo importante ressaltar que não existem séries especiais para as limas H; - São pouco utilizadas. BROCAS DE GATES-GLIDDEN (GG): - São usadas em baixa rotação; - Fazem o mesmo trabalho das limas do tipo K que são de alargar o canal; - A ponta ativa da brica GG equivale a uma lima: · GG1 ------ 50 · GG2 ------ 70Aumentam de 20 em 20. · GG3 ------ 90 · GG4 ------ 110 · GG5 ------ 130 · GG6 ------ 150 - As brocas de GG tem uma ponta em forma de chama; - Há outra broca chamada largo que é semelhante com a GG, tem numeração igual, mas sua ponta tem formato cilíndrico; - A numeração da GG está evidenciada no cabo da broca por pequenos traços; - O uso dessas brocas têm a vantagem de agilizar o processo de alargamento dos canais; - Outra vantagem é a de que se a broca fraturar durante o uso, a fratura será próxima ao cabo, facilitando sua remoção do canal. OBS.: *Em termos de lima, pode-se, antes de usá-las, se for uma K convencional, fazer um pré-curvamento nesta, semelhante a do canal, para que a lima se adapte melhor; *Quando se utiliza limas que não conseguem fazer curvaturas, estas vão se desviar do canal anatômico nos terços cervical e médio, provocando o que chamamos de degrau; *O zip é um desvio (degrau) que acontece no terço apical da raiz. MOVIMENTOS COM A LIMA: MOVIMENTO DE CATETERISMO: - Feito no inicio do tratamento de canal; 1- penetração (simultânea ao movimento oscilatório); 2-Movimento oscilatório – Enquanto penetra gira-se a lima ¼ de volta pra esquerda e ¼ de volta pra direita. MOVIMENTO DE LIMAGEM: - Feito com limas do tipo H; 1-Penetra até o ponto em que houver resistência; 2-Em seguida, tração com pressão lateral contra as paredes, raspando-as; - Não são movimentos simultâneos. MOVMENTO DE ALARGAMENTO: - 2º movimento mais utilizado na endodontia; 1-Penetração inicial até sentir resistência; 2-Em seguida, girar (horário) ¼ a ½ de volta; 3-Em seguida, fazer tração passiva, mas sem raspar a lima contra as paredes. Após limpa a ponta e recomeça. MOVIMENTO E ALARGAMENTO E LIMAGEM: 1-Penetração até sentir resistência; 2-Fazer rotação à direita (1/4 de volta); 3-Fazer rotação à esquerda (anti-horário) com pressão apical. ISOLAMENTO ABSOLUTO PARA ENDODONTIA: - Isolamento é necessário num ato cirúrgico, pois possibilita uma menor infiltração nos canais dentinários; - É impossível pensar no tratamento endodôntico sem a utilização de isolamento absoluto; - Portanto, isolar promove proteção do paciente dentro dos princípios de assepsia cirúrgica, proporcionando também melhores condições de trabalho para profissional. VANTAGENS DO ISOLAMENTO: · Manutenção da cadeia assepca em todas as fases do tratamento; · Evita acidentes, como: aspiração ou ingestão de instrumentos ou substâncias endodônticas; · Retração e proteção dos tecidos moles diminuição das infecções cruzadas; · Campo operatório limpo, seco e melhor visualização do campo operatório; · Aumenta eficiência e produtividade; · Diminui a fadiga do profissional e o tempo clínico; · Maior segurança para o profissional e paciente. MATERIAIS E INSTRUMENTOS UTILIZADOS NO ISOLAMENTO ABSOLUTO: · Lençol de borracha; · Pinça perfuradora; · Arcos; · Pinça porta-grampo; · Grampos. LENÇOL DE BORRACHA: Disponível em: - Rolos;13 X 13 cm; 15 X 15 cm. - Pré-cortados. - Para pacientes alérgicos deve-se usar os antialérgicos à base de silicone ou borracha sintética não derivado do látex. ESPESSURA DO LENÇOL: · Fino: 0,13/ 0,18 mm ------ evitar; · Médio: 0,18/ 0,23 mm ------ Ideal; · Grosso: 0,23/ 0,29 mm Evitar, pois oferecem mais resistência e retração dos tecidos moles. · Extra-grosso: 0,29/ 0,34 mm · Extra-grosso especial 0,34/ 0,39 mm PINÇA PERFURADORA: - Para perfurar o lençol de borracha; - As perfurações são grampadas de acordo com cada grupo dentário; OBS.:* Na endodontia o ideal é isolar apenas o dente que será tratado; *O furo para grampos sem asa deve ser sempre o maior, exemplo os furos para molares com grampos, portanto. TIPOS DE ARCOS: - Ostby ---- mais comuns; - Young ---- jamais deve-se usar o de metal, tem de plástico também; - Jon (dobrável) ---- bom para tratamento endodôntico em dentes posteriores, pois facilita nas radiografias. PINÇA PORTA-GRAMPO: Modelos: - Palmer (reta) ---- Fácil manuseio, são mais utilizadas; - Brewer (angulada) A pinça deve permitir a colocação adequada dos grampos nos variados grupos dentários. MODELOS: - Quanta a forma: · Com asa; · Sem asa; - Quanto a finalidade: · Convencionais; · Especiais ---- Para casos em que os convencionais não resolvem; - Partes constituintes do grampo: LÂMINA DE ANCORAGEM ASA LATERAL ACETA (ASA MEDIAL) ORIFÍCIO ARCO TIPOS E INDICAÇÕES: - Convencionais com asa: · 200 a 205 ---- Molares; · 206 a 209 ---- Pré-molares; · 2010,211 ---- Dentes incisivos e caninos. - Especiais sem asa: · W8A, 8A, 14, 14ª ---- Molares parcialmente erupcionados; · 212 ---- Retração gengival em incisivos; · 26 e 28 ---- Molares com pouca retenção; · 22 e 27 ---- Pré-molares com pouca retenção. OBS.: Grampos semasas devem ir, na técnica do isolamento, primeiro que os outros componentes. - Outros especiais: Para dentes com coroas clínicas pequenas, expulsivas ou diâmetro cervical pequeno: · 00, 1, 1A, 2 ---- Dentes anteriores (superiores e inferiores); · 1, 1A, 2 ---- Pré-molares; · 12A, 13A ---- Molares. DISPOSITIVOS AUXILIARES: · Caneta esferográficas; · Tesoura; · Tira de lixa de aço; · Glicerina ou vaselina; · Cunha plástica ou de madeira; · Sugador de saliva; · Pontas de aspiração; · Espátula de Hollemback; · Fio dental; · Cianoacrilato de metila (cola adesiva);INDISPENSÁVEIS · Top dam OBS.: - Usar o microbrush para usar a cola; - A cola é utilizada assim como o top dam para selar o isolamento, colocando o lençol à superfície do dente; - O top dam sela através da polimerização, e sua utilização ideal e quando, após o isolamento, algumas áreas continuam expostas, entre o dente e o lençol; - Já a cola, serve mais quando se quer manter apenas uma área do lençol aderida ao dente. MOMENTO DE REALIZAÇÃO DO ISOLAMENTO ABSOLUTO: · Na primeira sessão --- Após “cair no vazio”, o que evita erros ou perfurações durante o acesso; · Nas sessões posteriores --- Após a anestesia e antes da remoção do isolamento provisório. ETAPAS PRÉVIAS PARA ISOLAMENTO ABSOLUTO: - Avaliação periodontal; - Avaliação de fatores individuais do paciente (pacientes alérgicos, por exemplo); - Controle de agentes patológicos (bochechos com clorexidina); - Remoção de biofilme bacteriano e de cálculo dental; - Anestesia. 1- PREPARO DO DENTE: · Remoção total de tecido dentário cariado e restaurações mal adaptada ou com recidiva de cárie; · Arredondamento de pontas e arestas cortantes; · Avaliação do espaço interproximal. 2-SELEÇÃO DO GRAMPO: · De acordo com o grupo dental e características do dente a ser isolado; · Grampo preso ao fio dental. PREPARO PARA O LENÇOL DE BORRACHA: - Lençol simetricamente distribuído no arco; - Marcação no lençol de borracha; - Para dentes superiores posteriores: Furo acima do centro do lençol; - Para entes anteriores superiores e inferiores; Furo bem no meio do lençol; - Para dentes posteriores inferiores: Furo abaixo do centro do lençol. TÉCNICAS DE COLOCAÇÃO DO ISOLAMENTO ABSOLUTO: - Na endodontia o ideal é que se isole apenas o dente que for passar pelo tratamento, porém nem sempre isso é possível. - TÉCNICAS: 1- Colocação simultânea. Levar o grampo, lençol e arco de uma vez só. É a técnica mais comum; 2- Lençol e arco depois o grampo. Lençol é passado nas interproximais com o fio dental. É mais fácil quando se trabalha a 4 mãos. Considerada uma boa técnica para dentes anteriores; 3- Grampo primeiro/depois lençol e arco juntos. Geralmente em dentes posteriores em grampos sem asa. Distende-se o furo do lençol para envolver o dente. Grampo de distal para mesial. - As técnicas vão depender das particularidades do caso e de preferência do profissional. CORRETA COLOCAÇÃO DO GRAMPO: - O grampo deve estar abaixo da máxima amplitude dentária --- bem adaptada à cervical; - Deve haver 4 pontos de contato do grampo com o dente, proporcionando estabilidade; - O grampo não deve ser colocado na margem gengival. Para não machucar a gengiva. OBS.: O arco deve ser colocado sempre para a distal. PROCEDIMENTOS COMPLEMENTARES: - Alívio da borracha das aletas do grampo (evita infiltração de saliva); - Acomodar o lençol nos espaços interproximais; - Acomodar o dique de modo que haja alívio de bochechas e lábios. DESINFECÇÃO DO CAMPO OPERATÓRIO: - Deve ser realizada sempre do centro para a periferia (dente-grampo-lençol); - Deve ser feita sempre e que necessário, por exemplo, se o paciente precisar ir ao banheiro, mesmo como o isolamento absoluto, na volta, deve-se desinfectar outra vez. - Como desinfectar: · Hipoclorito de sódio 2,5%; · Álcool iodado a 3% (é ruim porque mancha); · Gel de clorexidina 2%. SITUAÇÕES ATÍPICAS E DIFICULDADES NO ISOLAMENTO ABSOLUTO EM ENDODONTIA: Fatores que podem dificultar a execução do isolamento: · Abertura de boca reduzida. Como: trismo, desordens têmporo-mandibular); · Dentes com envolvimento periodontal; · Problemas anatômicos. Como: expulsividade de dentes parcialmente erupcionados; · Dente com inclinação axial anormal; · Perda extensa da estrutura dentária (cárie ou cavidades extensas); · Dentes esplintados (próteses fixas ou tratamento ortodôntico); · Hipertrofia gengival; · Fatores psicológicos; · Pacientes alérgicos. - Sendo assim diante desses fatores, é importante realizar o planejamento do tratamento; - Em caso de um dente extensamente destruído, será necessário a reconstrução coronária provisória ou mesmo uma cirurgia periodontal (aumento da coroa clínica); - Quando mesmo com essas saídas apresentadas acima não houver como manter o isolamento, tem-se que realizar um isolamento em fenda ou em bloco, onde o grampo não fica no dente a ser tratado, mas sim à distância, em outro elemento dental. ISOLAMENTO EM FENDA: O isolamento em fenda pode ser utilizado em casos de; - Dentes sem coroa; - Dentes com traumatismo; - Dentes mal-posicionados/apinhados; - Dentes com ponte fixa, passando por tratamento ortodôntico. PREPARO QUÍMICO – MECÂNICO (PQM): - A técnica do cesmac é baseada, nos princípios, na técnica de Oregon. PRINCÍPIOS TÉCNICOS BÁSICOS DA TÉCNICA DO CESMAC: · Preparo descontaminação, a princípio, apenas do terço cervical e médio do canal; · Só depois de finalizar o canal nos outros terços, e que será realizado o preparo do terço apical. - VANTAGENS DA TÉCNICA: · Melhor visualização; · Prevenção contra degraus; · Acesso fácil, tornando a lima efetiva no 1/3 apical; · Evitar que o microorganismos presentes em maior quantidade nos terços cervical e médio passem para o terço apical. E o forame através da instrumentação. OBS.: Estão em mais quantidade no terço cervical por conta da nutrição pela saliva. FASES OPERATÓRIAS DA TÉCNICA DO CESMAC: 1- Exploração dos canais radiculares; 2- Pré-alargamento. 3- Preparo cervical e médio; 4- Preparo apical mais patência foraminal; 5- Escalonamento. EXPLORAÇÃO DO CANAL RADICULAR: -Serve para: · Identificar a anatomia interna. Número e canais raticulares. É considerado o objetivo; · Qual a direção dos canais; · Qual o diâmetro dos canais; · Verificar a presença de corpos estranhos nos canais: - Pedaços de restaurações; - Forramentos; - Cálculo; - Bolas de algodão. · Ver a possibilidade de acesso à região apical; · Movimento utilizado nessa fase é o cateterismo. COMO REALIZAR ESTA ETAPA: 1- Realizar uma boa radiografia do dente a ser tratado; 2- Estabelecer medindo com uma régua ou compasso de ponta sega, o CAD (comprimento aparente do dente). O QUE É O CAD: - É distância que vai do ápice até a borda incisal (ateriores) e oclusal (posteriores) obtida medindo através da radiografia; - Abre-se o compasso abraçando o ápice e borda incisal e, com o compasso aberto, mede-se essa abertura na régua. EXEMPLO: Suponha que o dente tenha 21 mm, então este valor será o seu CAD. Logo: CAD = 21 mm. - Uma vez medido o CAD é a hora de explorar os canais; - Essa exploração é realizada com uma lima de pequeno calibre (6 a 15 mm), levando o cursor da lima a um comprimento 1mm menor que o CAD; - Neste novo valor é o CTEX (comprimento de trabalho de exploração), que é o valor do CAD menos 1. Essa diminuição de 1mm é o recuo de segurança, pois a radiografia possui distorções para mais ou para menos, e neste momento a lima não deve ultrapassar p forame. EXEMPLO: O CTEX nesse caso então seria 20 mm. CETEX=20 mm. Movimento utilizado: Cateterismo. OBS.: É importantíssimo registrar qual o ponto anatômico que servirá como referência externa. Exemplo: Se for molar, qual a cúspide que foi usada como referência externa, pois se a medida for tomada a partir de outra cúspide, o valor será outra. SELEÇÃO DO ISNTRUMENTO APICAL INICIAL (IAI): - Sempre devem ser limas e pequeno calibre para não levar muitos microorganismos dos terços cervicais/médio para o apical; - Limas utilizadas para medir o CTEX: *Da série especial: · 6mm; · 8 mm; · 10 mm. *Da primeira série: · K – file 15 mm. COMOFAZER A EXPLORAÇÃO DO CANAL RADICULAR PARA ENCONTRAR O CTEX? 1- Inundar a câmara pulpar com solução de hipoclorito de sódio à 2,5%, com a agulha de 10 ml com canhão roxo (20x0,55); 2- Penetração/oscilação (cateterismo) com a lima IAI (instrumento apical inicial). PRÉ – ALARGAMENTO: - Serve para preparar o terço cervical e médio para que, no passo seguinte, possa-se utilizar as bricas de gates; - Ou seja o passo “2” prepara o canal para o passo “3”; - O espaço correspondente no canal, aos terços cervical e médio, se chama CPT (comprimento provisório de trabalho); - Ou seja, o CPT corresponde aos 2/3 do canal, que no nosso exemplo mede 21 mm no total (3/3); - Logo, o CPT é 2/3 do CAD; - Então, o CPT é CAD dividido por 3 e multiplicado por 2; EXEMPLO: 21/3 = 7 X 2 = 14 mm CPT = 14 mm OBS.: Se o CAD não for divisível por 3? O valor do CPT deve então ser sempre arredondado para mais. - O CPT é a medida que estará disponível, nesta altura do processo, para trabalhar no canal (2/3 dele); - O CPT será sempre o mesmo no passo 2 e 3. COMO REALIZAR O PROCEDIMENTO: 1- Inundar à câmara pulpar com hipoclorito de sódio; 2- Pega uma lima de calibre acima à da IAI (ex: se a IAI for 15 mm, a lima seguinte será 20 mm) e trabalha com ela, alargando e limpando o canal no limite CPT; 3- Trabalhando com a lima 20 mm o canal vai se entupir de raspas de dentina, então é necessário desentupir o canal através de uma manobra chamada recaptulização, que consiste em desentupir o canal com a lima IAI no CTEX. Desentupir o canal quase até o forame. 4- Depois pega mais uma lima de calibre acima à anterior (seria 25 mm) e trabalha com ela no CPT; 5- Irrigação com hipoclorito; 6- Recapitulação no CTEX com a lima IAI; 7- Irrigação com hipoclorito; 8- Lâmina de 30 mm no CPT; 9- Recaptulação com a lima IAI no CETEX; 10- Lâmina de 35 mm no CPT; 11- Irrigação com hipoclorito; 12- Recapitulação com lâmina IAI no CETEX. A cada vez que for aumentar de calibre tem que haver recapitulação; - No pré – alargamento trabalhamos com 2 medidas: · CPT --- Para limas que vão alargar o canal até 35 mm; · CTEX --- Para recapitulação com a lima IAI para desentupir o canal. - Movimento utilizado no pré – alargamento: Alargamento com rotação parcial: * Penetra; * Rotação horária (1/2 de volta pra direita); * Tração passiva (puxa pra fora sem raspar). OBS.: - Não é sempre que começaremos o pré – alargamento com a lima 15 mm. Podemos começar com a 6, 8 ou 10, mas o pré – alargamento é sempre só até a lima 35 mm. - Por que devemos alargar, no pré – alargamento só até a lima 35 mm? Porque o passo 3 (alargamento) é iniciado com brocas de gates, que tem a ponta – guia do tamanho de uma lima 35. Por isso, o passo 2 (pré – alargamento) cria condições para que, a ponta – guia da broca de gates consiga penetrar no canal. PREPARO CERVICAL E MÉDIO (ALARGAMENTO): · Objetiva a ampliação dos terços cervical e médio para o preparo apical posterior; · Este preparo é feito com brocas de gates, que tem como vantagem alargar o canal, no caso de uma gates 2, de 35 para 70 mm de uma só vez. IMPORTANTE: - Nos dentes com canais amplos, usamos a gates 5; - Em dentes com canais constrictos não usamos a gates 5. SEQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DAS GATES: - GG2 ---- Até o limite máximo do CPT; - GG5 ---- Se o dente tiver canal amplo; - GG4 ---- Maior broca que pode ser utilizada em canais constrictos; - GG3. OBS.: Gates 1 e 6 não são utilizadas. A 1 não utilizamos pois fratura com facilidade e a 6 por desgastar demais. - Em dentes com canais amplos utilizamos as: 2, 5, 4,3. São eles: · Incisivos superiores; · Caninos superiores e inferiores; · Pré – molares com 1 canal; · Canal palatino do molar superior; · Canal distal dos molares inferiores. - Em dentes com canais constrictos utilizamos as: 2, 4, 3: · Demais canais. OBS.: - A broca gates 2 sempre será utilizada primeiro. Ela penetrará no pré – alargamento da lima 35 mm, até o limite CPT. As brocas jamais devem passar desse limite, nesse momento do preparo. - Como utilizar a gates 2: · Pega um cursor de lima e coloca na broca até o limite CPT; · Ativa a broca, que deve entrar já rodando, até atingir o limite do cursor (CPT); · Em seguida, irriga com hipoclorito; · Em seguida recapitula até o CTEX. - Depois da 2 utilizam as outras para amplitude do canal: 1- coloca a broca sem girar no canal; 2-Adapta o cursor no ponto de resistência (CPT) e meço na broca; 3-Aumentar 2 mm sobre a medida encontrada, e ativar a broca até chegar ao cursor e sai do canal com a broca girando. - A 5, 4 e a 3 trabalham aumentando 2 mm de corte ativo. IMPORTANTE: - As gates só podem trabalhar até o CPT; - A sequência do uso das gates é: · GG5 (Se puder usar); · Irriga; · Recapitula · GG4; · Irriga; · Recapitula; · GG3; · Irriga; · Recapitula. ODONTOMETRIA: - Serve para medir o verdadeiro comprimento do dente; - Nesta fase, além de estabelecer o CRD (comprimento real do dente) e também o CT (comprimento de trabalho). - O CT é igual ao CRT – 1 mm. COMO REALIZAR A ODONTOMETRIA: 1- Inserir a lima IAI ou uma lima de calibre superior no CTEX; 2- Realizar radiografia periapical; 3- Com a radiografia em mãos, medir a distância entre a ponta da lima e o ápice radiográfico a fim de estabelecer o CRD. - Usando o exemplo do CAD = 21 mm, o CTEX será 20 mm; - Mede-se da ponta da lima até o ápice; - Vamos imaginar que da ponta da lima ao ápice radiográfico há uma distância de 2 mm; - Então o CRD será? Se a lima mede 20 mm e faltam 2 mm para o ápice, o CRD será 22 mm; - O CT é calculando subtraindo 1 mm do CRD. CT = 21 mm. OBS.: Se a ponta da lima ultrapassou a ponta do ápice radiográfico deve-se subtrair do CRD. PREPARO APICAL: OBJETIVO: - Confecção do batente apical --- arcabouço onde o cone de guta – percha ficará “travado” para não passar para o forame. Ou seja, se houver erro aqui, ou foi pela odontometria ou pela não confecção do batente que atrapalhará a obturação. - Agora será preparada a parte apical do canal. COMO REALIZAR O PREPARO APICAL: 1- Selecionar a lima M1 (que é a primeira lima que se adapta/ encontra resistência no CT); - Essa lima deve chegar ao CT através do movimento de cateterismo; - A lima para chegar no CT não pode ser com facilidade. Tem que encontrar resistência. 2- A partir da lima M1, deve-se aumentar 4 calibres e o último será o M2; - A importância da M2 é o seu diâmetro que determinará o diâmetro do cone de guta – percha, que só conseguirá alcançar até o batente apical, não ultrapassando e garantindo adequada obturação; - A cada aumento do calibre das limas até atingir a M2, deve-se irrigar e recapitular o canal com a lima IAI no CRD. Isso se chama potência foraminal, pois a lima IAI agora chega ao forame; - Movimento utilizado no preparo apical --- movimento de alargamento e limagem. Mas o ideal é de forças balanceadas. OBS.: Se os canais forem curvos deve-se: · Usar limas de NITI; · Pré – curvar as limas para evitar degraus na região apical (zip). - Resultado da anatomia de canal após a realização do preparo apical: Então: *Nos 2/3 cervical e médio do canal, utilizamos a broca de GG (no CPT); *No 1/3 apical utilizamos só as limas manuais. ESCALONAMENTO: - Da maneira que o canal ficou, o cone de guta – percha não conseguirá chegar no 1/3 apical; - Objetivo de uniformizar o preparo do canal radicular deixando-o cônico e contínuo, amenizando a transição entre terço cervical, médio e apical, permitindo a passagem do cone. COMO REALIZAR O ESCALONAMENTO: - Usa-se 3 limas de calibres diferentes, aumentando o calibre e recuando na medida do canal; - Cada lima trabalhará a 2 mm a menos que o comprimento em milímetros que alcança a lima anterior a ela, recuando o canal; - Isso acaba por eliminar aquele estreitamento entre os terços cervical, médio e apical, deixando o diâmetro do canal uniforme. FINALIZANDO O PQM COM A PARTE QUÍMICA: 1- Inundar o canal com EDTA, fazendo uso de seringa (removendo parte inorgânica da Smear Layer); 2- Agitar mecanicamente com a lima M2 durante 3 minutos, para que o EDTA não estagnando no canal; 3- Irrigação final comhipoclorito para remover o EDTA. OBS.: O EDTA serve para remover as raspas de dentina para que nada oblitere os túbulos dentinários. RESUMO DA TÉCNICA: - EXPLORAÇÃO DO CANAL: · Feito com limas de pequeno calibre até a metida do CTEX; · Essas limas são chamadas de IAI. - PRÉ – ALARGAMENTO: · Feito, a princípio, com a lima seguinte a IAI até a #35, no limite do CPT; · A cada troca de lima, irrigação e recapitulação de lima IAI no CTEX. - PREPARO CERVICAL MÉDIO: · Uso de brocas de Gates 2 no CPT; · A depender do canal: amplo GG 5 e constrito GG 4; · Finaliza-se o alargamento. - ODONTOMETRIA: · Uso de lima IAI no CTEX e radiografia; · Mede-se a distância da ponta da lima ao ápice radiográfico; · Descobre o CRD nessa relação entre a ponta da lima e o ápice da raiz. · Se a lima estiver antes do ápice soma e depois subtrai; · Descobre o CRD e com isso o CT, que é 1 mm a menos que o CRD. - PREPARO APICAL: · Descobrir a lima M1, a primeira que ficar presa no CT; · Depois de descobrir a M1, aumenta 4 calibres, atingindo a lima M2, que será a última a ser utilizada no CT; · Entre essas limas, usar a IAI no CRD. - ESCALONAMENTE: · Aumentar 1 calibre da M2, recuando 2 mm usando uma sequência de 3 limas acima da M2. - FINALIZANDO: · Enche-se o canal de EDTA; · Pega-se acima M2 e agita a solução por 3 minutos. - EXEMPLO DE QUESTÃO: - Qual o calibre da segunda série do escalonamento e em qual medida de comprimento esta lima trabalhou. - DENTE: 11; - CAD: 23 mm; - ODONTOMETRIA: Ultrapassou 1 mm do ápice a ponta da lima; - M1 = #35; - CTEX = 22 mm; - CRD = 21 mm; - CT = 20 mm; - Se a M1 #35 a M2 será #55; - Se a M2 #55, trabalhando a 20 mm, a primeira lima do escalonamento será #60, a segunda #70 e a terceira #80; - Se a M2 trabalhou a 20 mm, a primeira lima do escalonamento trabalhou a 18 mm, já que cada lima do escalonamento recua-se 2 mm do CT, a segunda lima, portanto, trabalhou em 16 mm. INSERÇÃO DA MEDICAÇÃO INTRACANAL: INSERÇÃO DA MIC: - Etapa da terapia que visa diminuir o processo inflamatório e a infecção do sistema dos canais radiculares; - Objetiva melhorar condições imunológicas/inflamatórias da região periapical entre as sessões de tratamento endodôntico. - Sinônimos: · Curativo de demora; · Curativo de espera; · Curativo expectante. ABORDAGENS: - Em polpa viva --- inflamação ou outras situações --- Biopulpectomia --- todo tratamento em polpa viva; - Em polpa necrosada --- presença de microorganismo --- necessidade maior de limpeza dos canais --- Necropulpectomia --- tratamento em dentes sem polpa/polpa morta/polpa necrosada. TIPOS DE MIC: · Corticosteróides – antibiótico: ostoporin usado emm biopulpectomia; · Tricresolformalina – usada em necropulpectomia; · Hidróxico de cálcio (pasta = pó + líquido): - Atividade biologia – PMCC – Usado em necropulpectomia; - Inerte – Sem ação anti-microbiana agregada – Usado em biopulpectomia. · Ultracal – necropulpectomia; · Pasta calen – biopulpectomia CORTICOSTERÓIDES – ANTIBIÓTICOS: - Usamos o Ortoporin; - O Ostoporin é composto por: *Hidrocortisona (corticoesteróide); *Sulfato de neomicina; *Sulfato de polimixina B (antibiótico). - O Ostoporin tem ação nos processos inflamatórios; - Por isso seu uso é indicado em casos de inflamação em polpa vitais, ou seja, o tratamento a ser realizado será a Biopulpectomia; - Indicado também em sessões de urgência e quando o PQM não estiver completo, um exemplo disso é a pulpite sintomática, quando o PQM não tem condições de ser realizado em uma só sessão; - Tempo de permanência do Ostoporin no preparo é de 48/72 horas até 1 semana. USO DO OSTOPORIN: · Em um pote dappen estério aspira-se o conteúdo equivalente a 1 ml com a seringa de irrigação e preenchendo o preparo em seguida com a medicação; · Em seguida coloca uma mecha de algodão na embocadura dos canais, protegendo-os, e sobre o algodão coloca-se o selamento provisório, que pode ser: IRM, CIV, porém o melhor para a endodontia é o cotosol que por não apresentar eugenol na sua composição, não mancha a estrutura dentária; · Porém o cotosol é mais indicados para dentes anteriores, sendo preferível nos posteriores se forem em preparos menores; · O selamento duplo é realizado pelo uso de mecha de algodão + material de selamento provisório; · Pode-se acontecer casos de selamento triplo, que é: algodão + cotosol + IRM (para grandes destruições). TRICRESOLFORMALINA: - Indicada apenas em dentes despolpados e com PQM incompleto; - Em casos de Necrosepulpectomia; - Tem potencial carcinogênico/ mutagênico; - A OMS, recomenda que o uso desse produto seja por um curto período; - Do ponto de vista do controle de infecção, é uma medicação extremamente eficiente; - Uma outra alternativa/recomendação para esse aso seria no lugar de colocar a tricresolformalina, deixar em uma solução irrigadora: hipoclorito de sódio e clorexidina a 2%; - A tricresolformalina não pode ser utilizado em dentes com vitalidade, pois é muito agressivo aos tecidos vivos/ não – infectados da polpa/ tecido periapical. USO DA TRICRESOLFORMALINA: · Mecha de algodão deve ser embebido com tricresolformalina; · Em seguida, remove-se o excesso da substância e sela-se com material restaurador; · O excesso deve ser removido por conta do potencial agressivo de substância. HIDRÓXIDO DE CÁLCIO: - A melhor opção de MIC; - É veiculada em forma de pasta; - Só pode ser utilizada se o PQM estiver pronto, completo, concluído; - Manipula-se para obter a pasta ou usa-se o que já vem pronto; - Manipulando: pó de hidróxido de cálcio + líquido inerte ativo; - As pastas que já estão prontas no mercado são: *Pasta Calen (hidróxido de cálcio + propilenoglicol, veículo aquoso/viscoso inerte); *Pasta Calen (Hidróxido de cálcio + PMCC); - Quando o Hidróxido vier com veículo inerte --- o tubete será azul --- Será usado em biopulpectomia; - Quando o Hidróxido vier associado com PMCC --- o tubete será vermelho --- será usado em necrosepulpectomia; - PMCC é o paramonoclorofenolcanforado. Tem atividade antimicrobiana, eu agregado ao Hidróxido aumentará essa atividade. O HC também possuirá atividade antimicrobiana; - A pasta calen deve ser usada com uma seringa ML (Mário Leonardo) e agulhas longas com diâmetros grandes, que devem ser lubrificada com glicerina antes do uso da pasta, facilitando a passagem da pasta pela agulha, sendo inserida 2 mm aquém do CT; - O HC deve ser utilizado após o escalonamento e limpeza do canal com EDTA, removendo a Smear Layer; - A remoção da Smear Layer é importante pois é necessário que o HC tenha contato com as paredes de canal e com os túbulos dentinários; - A remoção da Smear Layer ajuda também na imbricação do material obturador. SEQUÊNCIA DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO: · Remoção da Smear Layer com EDTA 17% por 3 mm, sendo agitado na cavidade com instrumento na M2. *O EDTA atua sobre os componentes inorgânicos da Smear Layer; *A agitação serve para desfazer as bolhas de ar, favorecendo o contato do EDTA com paredes do canal; · Lavagem do canal com Hipoclorito de sódio (agitando sobre microorganismos e dissolvendo componentes orgânicos, ajudando na remoção da Smear Layer); · Secar o canal com cones de papel absorvente estéril de diâmetro igual ai instrumento M2; · Com a placa de vidro estéril, espátula para cimente estéril e pó de hidróxido de cálcio P.A. (pró – análise) + veículo (soro fisiológico ou água destilada ou solução anestésica ou propilenoglocol); · Manipula-se até obter pasta de textura semelhante ao creme dental; · Para levar a pasta para o canal pode-se usar: *Limas; *Espirais lentullo; *Compactadores de Mac Spadden. PREECHENDO OS CANAIS RADICULARES COM: - LIMAS: · Selecionar lima um ou dois calibres abaixo da M2 – Para tornar fácil deixar a pasta no canal; · Com a parte ativa, carregar a pasta, introduzindo-a até o CT; · Pincelar as paredes de canal e remover o instrumento com movimento no sentido anti- horário --- Entrar no sentido horário, sair no sentido anti – horário, preenchendo o canal com a pasta; · Realizar tudo isso até o canal estar bem preenchido pelo HC; · Compactar a pasta com bolinha dealgodão estéril compatível com a embocadura do canal radicular; · Limpar a câmara pulpar de possíveis excessos de HC, pois o HC é solúvel, gerando GAP infiltrações; · Realizar selamento triplo (ou duplo a depender do tamanho do preparo): *Algodão; *Cotosol (ou cimpat); *Materiais restauradores provisórios. - ESPIRAL LENTULLO: · Feito com caneta de baixa rotação; - ULTRACAL (Ultradent): · Pasta de Hidróxido de Cálcio associado com água destilada --- Não tem atividade anti – microbiana; · Usada preferencialmente nas biopulpectomias já que seu veículo não tem atividade anti – microbiana; · Uso de agulhas específicas – Naviti 29G. OBTURAÇÃO DO CANAL RADICULAR: Tríade do sucesso endodôntico: · Limpeza;Possuem a mesma importância pois são interdependentes. · Modelagem; · Selamento. FINLIZADES DA OBTURAÇÃO: