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CURSO DE ENFERMAGEM ABYA POVOAS BEZERRA RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA DE DIURESE AQUOSA NO HOMEM. TERESINA 2019 ABYA POVOAS BEZERRA RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA DE DIURESE AQUOSA NO HOMEM Relatório técnico apresentado para obtenção de nota na disciplina de fisiologia humana, no curso de enfermagem no centro universitário UNINOVAFAPI. Professor (a): Fraciléia Nogueira Albino Calland TERESINA 2019 SUMÁRIO 1.0 INTRODUÇÃO...................................................................................03 2.0 MATERIAIS E MÉTODOS.................................................................04 2.1 MATERIAIS 2.2 MÉTODOS 3.0 RESULTADOS...................................................................................05 4.0 DISCUSSÃO......................................................................................07 5.0 CONCLUSÃO....................................................................................08 6.0 REFERÊNCIAS.................................................................................09 1.0 INTRODUÇÃO Os rins são órgãos fundamentais na regulação do volume e da composição do líquido extracelular (Intersticial), através de mecanismo complexo que envolve variações de pressões vasculares, variações dos volumes filtrados, alterações da osmolaridade e ação de hormônios. Durante a formação da urina os rins passa por processos que inclui a conservação de água, cátions, glicose, e aminoácidos para manter os requerimentos corporais, sendo o excesso excretado na urina; a eliminação de nitrogênio e produtos do metabolismo de proteínas, eliminação do excesso de íons hidrogênio e manutenção do PH fisiológico dos fluidos corporais; e eliminação dos complexos orgânicos e exógenos e endógenos. O objetivo desse estudo é estudar a função renal em especial a um mecanismo ismo da pressão osmótica do líquido extracelular (LEC), verificando a densidade, o volume e o PH da urina em estudo. 2.0 MATERIAIS E MÉTODOS 2.1 MATERIAIS · Becker · 3 cálices · Fita de PH · Pincel · Quadro · 2 tubos de ensaio 2.2 MÉTODOS Na prática realizada os alunos voluntários envolvidos no experimento esvaziaram totalmente a bexiga. Dividiu-os alunos em quatro equipes, uma equipe apenas bebeu água (A), uma outra equipe bebeu água e praticou exercício (B), outra equipe não bebeu e não pratica exercício (C), e a última equipe não bebeu e praticou exercício (D). Para determinação de quantidade de água a ser ingerida pelas equipes A e B foram calculados os pesos corporais de cada um, multiplicando este por 15 ML. Depois da ingestão de água pelas equipes A e B, os alunos das equipes B e D praticaram exercício moderado de 5 minutos, repetindo a cada meia hora até o final da prática, assim como também a cada meia hora as equipes iam ao banheiro esvaziar a bexiga, onde os três Voluntários de cada equipe urinavam em seus respectivos cálices e somando o volume da urina da equipe, após isso, 5ML da urina de cada aluno era repassado para o Becker, em seguida com os tubos de ensaio já separados em C1 (Primeira coleta) e C2 (segunda coleta), a urina foi repassada para seu respectivo tubo de ensaio no qual Colocou se a fita de PH no tubo e jogou por cima a urina que estava no Becker, e por fim comparou-se a coloração da fita para saber o valor de PH. 3.0 RESULTADOS Os resultados obtidos foram analisados e expostos na forma de tabela e gráficos. EQUIPE A EQUIPE B EQUIPE C EQUIPE D TEMPO (min) VU* (ml) DENSI-DADE PH VU (mL) DENSI-DADE PH VU (ml) DENSI-DADE PH VU (mL) DENSI-DADE PH 30 330 + 6 75 + 6 70 - 6 210 - 6 60 270 - 6 210 - 7 60 + 5 72 + 7 TABELA 1: Volumes urinários, densidade e pH da urina de discentes durante os ciclos da prática de diurese no homem. Fonte: Laboratório de fisiologia, Uninovafapi 2019. GRÁFICO 1: Volume da urina acumulado em (mL) por discentes, a cada micção em função do tempo (minuto), durante os ciclos da pratica de diurese aquosa no homem. Fonte: Laboratório de fisiologia, Uninovafapi 2019. GRÁFICO 2: Fluxo urinário por minuto em ( ML/min) de discentes em função do tempo, durante os ciclos da prática de diurese aquosa no homem. Fonte: Laboratório de fisiologia, Uninovafapi 2019. GRÁFICO 3: Medida do PH da urina de discentes, a cada micção em função em função do tempo, durante a pratica de diurese aquosa no homem. Fonte: Laboratório de fisiologia, Uninovafapi 2019. 4.0 DISCUSSÃO A urina é o resultado de todos os processos que ocorrem nos rins. O primeiro passo para a sua produção é a entrada de água e solutos do plasma para o lúmen dos néfrons. Este fluido, ao entrar nos túbulos renais, modifica sua composição e vai para o ureter, que se liga a bexiga urinária. Após preenchida, este órgão aumenta de tamanho e sofre uma ação reflexa, que a contrai ocorrendo a expulsão da urina através a uretra para o meio externo, por um processo chamado micção (COSTANZO, 2011; SILVERTHORN, 2003). Em média, 180 litros/dia de líquido são filtrados pelos rins. Mais de 99% deste volume retorna à circulação sistêmica, e menos de 1% é excretado no final que equivale, aproximadamente, a 1,5 l/dia (TORTORA; DERRICKSON, 2010; SILVERTHORN, 2003). Denomina-se diurese a remoção da água em excesso na urina diluída. Para produzir uma urina diluída, os rins reabsorvem o soluto sem permitir que água siga osmoticamente, e isto significa que as membranas celulares através das quais o soluto é transportado devem ser permeáveis a água. Por outro lado, para produzir urina concentrada, o néfron reabsorve água enquanto deixa os solutos no lúmen (CURI; PROCOPIO; FERNANDES, 2005; SILVERTHORN, 2003). Na tentativa de observar o comportamento dos rins quando a ingestão ou não de água, realizamos esta atividade prática, na qual pudemos observar que houve um maior volume urinário a cada nas equipes que ingeriram água, pois os rins tiveram uma maior quantidade de líquido para ser filtrado e, consequentemente, excretado para equilibrar com a quantidade necessária (GRAFICO 1). Dentro dessas equipes, a produção de urina foi maior na equipe que não praticou atividade física em contraste com a equipe B, demonstrando que através do exercício físico também se perde líquido (GRÁFICO 01 e TABELA 01). Já a equipe de controle, que não ingeriu água nem fez exercício físico, manteve constante o volume urinário, (GRÁFICO 01 E TABELA 01). Pudemos observar também que o fluxo urinário foi diminuindo aos poucos no decorrer da prática, sendo maior no início e menor no final (GRÁFICO 02 E TABELA 01). O pH mostrou-se numa faixa entre 5 e 7. Seu pH normal é em torno de 6,0, podendo variar entre 4,6 e 8,0 em função do tipo de dieta (as dietas ricas em proteínas aumentam a acidez enquanto as vegetarianas aumentam a alcalinidade (GRÁFICO 03 E TABELA 01). Em relação à concentração, diurese ocorre quando inicialmente o volume urinário era menor e a urina era mais concentrada. Com o aumento da ingestão de água, o filtrado aumenta com esse aumento de líquido corpóreo e a pressão arterial também aumenta. Mecanismos próprios de feedback atuarão fazendo com que esse volume diminua gradativamente, voltando ao seu valor normal. Com esse excesso de água no corpo o rim excreta urina diluída, que é devido ao mecanismo da contínua reabsorção de solutos dos segmentos distais dos túbulos. Enquanto cessa a reabsorção de água, existe ausência de hormônio antidiurético, fazendo com que a urina seja mais diluída em grande volume. Observou-se que variação da concentração da urina diminuiu; tornou-se bastante diluída no final do experimento, constatada através de uma coloração mais clara nas equipes que ingeriram água (TABELA 01) (TITAN, 2013). 5.0 CONCLUSÃO Com a presente prática, foi possível permitir aos alunos entender as diferenças existentes entre as reações de produção e eliminação de urina sob diferentes condições, hidratado e sem estar hidratado, antes e pós ciclo de atividadefísica. Permitiu também aos alunos uma melhor compreensão do sistema renal humano e o entendimento da fisiologia desse sistema. 6.0 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia medica. 11ed. México: Interamericana, 2006. TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. ZATZ, R. Bases Fisiológicas da Nefrologia. 1ed. São Paulo: Atheneu, 2012. EQUIPE A 30 60 330 210 EQUIPE B 30 60 75 210 EQUIPE C 30 60 70 60 EQUIPE D 30 60 210 72 EQUIPE A 30 60 11 9 EQUIPE B 30 60 2.5 7 EQUIPE C 30 60 2.2999999999999998 2 EQUIPE D 30 60 7 2.4 EQUIPE A 30 60 6 6 EQUIPE B 30 60 6 7 EQUIPE C 30 60 6 5 EQUIPE D 30 60 6 7