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FITOTERAPIA NA PRÁTICA CLÍNICA DO 
NUTRICIONISTA 
 
 
 
 
 
 
Brasília-DF. 
2 
 
Elaboração 
Cristiani D. Laurentino 
Produção 
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO ....................................................................................................................................................5 
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA ..............................................................................6 
INTRODUÇÃO .........................................................................................................................................................8 
UNIDADE I 
ANAMNESE E AVALIAÇÃO NUTRICIONAL...........................................................................................................11 
CAPÍTULO 1 
ANAMNESE ............................................................................................................................................. 11 
CAPÍTULO 2 
AVALIAÇÃO DE SINAIS E SINTOMAS X FITOTERÁPICOS .................................................................. 14 
CAPÍTULO 3 
AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA ...................................................................................................................... 17 
UNIDADE II 
PRESCRIÇÃO DE FITOTERÁPICOS NA PRÁTICA CLÍNICA DO NUTRICIONISTA ............................................ 31 
CAPÍTULO 1 
PRINCÍPIOS ATIVOS DAS PLANTAS MEDICINAIS MECANISMO E IMPORTÂNCIA NO ASPECTO 
CLÍNICO .................................................................................................................................................. 31 
CAPÍTULO 2 
PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS CONFORME A LEGISLAÇÃO ......................................... 39 
CAPÍTULO 3 
ELABORAÇÃO DA FORMULAÇÃO FITOTERÁPICA ............................................................................. 44 
UNIDADE III 
TOXICIDADE E INTERAÇÕES .............................................................................................................................. 54 
CAPÍTULO 1 
TOXICIDADE DE FITOTERÁPICOS E PLANTAS MEDICINAIS ............................................................. 54 
CAPÍTULO 2 
PLANTAS MEDICINAIS, APLICAÇÃO TERAPÊUTICA, CONTRAINDICAÇÃO E POSSÍVEIS 
INTERAÇÕES .......................................................................................................................................... 57 
CAPÍTULO 3 
INTERAÇÕES ENTRE FITOTERÁPICOS E NUTRIENTES.................................................................... 99 
UNIDADE IV 
CASOS CLÍNICOS EM FITOTERAPIA NA PRÁTICA CLÍNICA DO NUTRICIONISTA ........................................ 113 
CAPÍTULO ÚNICO 
CASOS CLÍNICOS ................................................................................................................................ 113 
 
PARA (NÃO) FINALIZAR ............................................................................................. 118 
REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 119 
 
4 
 
INTRODUÇÃO 
A utilização de plantas como medicamentos pelo homem é tão antiga quanto a história da 
humanidade. Desde a pré-história o homem procurou aproveitar os princípios ativos existentes nos 
vegetais, embora de modo totalmente empírico ou intuitivo, baseado no método de tentativa e erro. 
Uma gama enorme de espécies vegetais foi incorporada a medicina tradicional devido ao uso 
experimental das espécies. Até o século XIX, os recursos terapêuticos eram constituídos 
predominantemente por plantas e extratos vegetais, ou seja, as plantas medicinais e seus extratos 
constituíam a maioria dos medicamentos que, naquela época, pouco se diferenciavam dos remédios 
utilizados na medicina popular (SCHENKEL; GOSMAN; PETROVICK, 1999). 
A referência mais antiga que se tem conhecimento do uso das plantas data de mais de 
sessenta mil anos. As primeiras descobertas foram feitas por estudos arqueológicos em ruínas do Irã. 
Também na China, em 3.000 a.C., já existiam farmacopéias que compilavam as ervas e as suas 
indicações terapêuticas. A utilização das plantas medicinais faz parte da história da humanidade, tendo 
grande importância tanto no que se refere aos aspectos medicinais, como culturais (REZENDE; 
COCCO, 2002). 
No Brasil, a utilização de plantas medicinais teve origem, inicialmente, na cultura dos 
diversos povos indígenas que habitavam o país, posteriormente com a colonização, foram introduzidas 
outras espécies trazidas pelos europeus e pelos africanos e provenientes de outros países sul-
americanos. Com base nestes conhecimentos acumulados pela medicina popular, foram desenvolvidos, 
através da pesquisa científica, muitos e valiosos medicamentos para a cura de diversas doenças da 
humanidade (SIMÕES et al., 1998). 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2011) planta medicinal é “todo e 
qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos, substâncias que podem ser utilizadas com fins 
terapêuticos ou que sejam precursores de fármacos semissintéticos” (VEIGA JUNIOR; PINTO; 
MACIEL, 2005). 
Segundo a Portaria 971, de 03/05/2006, do Ministério da Saúde (MS), a Fitoterapia é uma 
terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem 
a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. 
O Conselho Brasileiro de Fitoterapia (COMBRAFITO) define “a fitoterapia como a 
utilização de plantas medicinais ou bioativas, ocidentais e/ou orientais, in natura ou secas, plantadas de 
forma tradicional, orgânica e/ou biodinâmica, apresentadas como drogas vegetais ou drogas derivadas 
5 
 
vegetais, nas suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas e 
preparadas de acordo com experiências populares tradicionais ou métodos modernos científicos 
(PANIZZA, 2010). 
Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 85% 
das pessoas do mundo utilizam plantas medicinais para tratar da saúde, 80% da população dos países 
em desenvolvimento dependem da Medicina Tradicional e/ou Complementar na atenção primária a 
saúde, e 85% da Medicina Tradicional envolve o uso de extratos de plantas (SOLER, 2000). 
A ampliação do uso de medicamentos fitoterápicos na prática clínica deve-se ao potencial 
efeito curativo em longo prazo, à fácil disponibilidade e ao mecanismo de ação mais natural, com 
menos efeitos colaterais (DEL PRETE et al., 2012). A comprovação da ação terapêutica também 
favorece essa dinâmica. Além disso, registra-se a insatisfação da população perante o sistema de saúde 
oficial e também a necessidade de poder controlar seu próprio corpo e recuperar sua saúde, assumindo 
as práticas de saúde para si ou para sua família (LEITE, 2000; TOMAZZONI; NEGRELLI; CENTA, 
2006). 
No Brasil, em consonância com as recomendações da OMS, foi aprovada, em 2006, a 
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), no Sistema Único de Saúde 
(SUS) sendo instituída pela Portaria do Ministério da Saúde (MS) nº 971, de 03 de maio de 2006 
(BRASIL, 2006). Essa portaria tem como objetivo ampliar as opções terapêuticas aos usuários do SUS, 
com garantia de acesso a plantas medicinais, a fitoterápicos e a serviços relacionados à fitoterapia, com 
segurança, eficácia e qualidade, na perspectiva da integralidade da atenção à saúde (RODRIGUES; 
SANTOS; AMARAL, 2006). 
Neste contexto, o uso de práticas terapêuticas alternativas tem aumentado entre os 
profissionais da área de saúde, incluindo os nutricionistas. Em 2002, o Conselho Federal de 
Nutricionistas criou um grupo de trabalhos e promoveu um seminário com a Associação Brasileira de 
Nutrição (ASBRAN) e Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica (SBNC), para debater o uso da 
acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, TerapiaFloral, Oligoterapia e Iridologia pelos nutricionistas. O 
principal resultado foi a Resolução CFN nº. 402 de 2007, que regulamenta a prescrição fitoterápica 
pelo nutricionista de plantas in natura frescas, ou como droga vegetal nas suas formas farmacêuticas. 
A Fitoterapia é uma importante ferramenta coadjuvante no tratamento nutricional e sua 
aplicação prática requer conhecimentos bioquímicos e fisiológicos levando-se em consideração que as 
plantas medicinais além de apresentarem diversos efeitos benéficos a saúde também podem acarretar 
efeitos colaterais e interações com alimentos e medicamentos. Nesse sentindo, para a obtenção de 
resultados positivos na prática clínica, é de fundamental importância que o nutricionista possua 
profundos conhecimentos sobre fitoterápicos, incluído mecanismos de ação, metabolismo e interações 
e, para tanto, é fundamental o conhecimento da história da Fitoterapia. 
6 
 
Objetivos 
 
 Analisar, refletir e formar sólido conhecimento a respeito da utilização de plantas medicinais e 
fitoterápicos na prática clínica. 
 Apresentar os principais fitoterápicos utilizados tradicionalmente nas mais variadas desordens 
orgânicas. 
 Compreender os mecanismos, posologia, indicações e contraindicações do uso de fitoterapia na 
prática clínica. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
UNIDADE I – ANAMNESE E 
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL 
CAPÍTULO 1 
Anamnese 
A anamnese é uma ferramenta de fundamental importância para avaliar todos os processos que 
determinam e influenciam o quadro atual do paciente. 
 
Pontos importantes a serem abordados (PASCHOAL, 2008): 
 Indicação/ Motivo da consulta; 
 Medicamentos (alopático e/ou fitoterápico), Suplementos; 
 Rotina diária (sono, disposição, horários, vida social); 
 Atividade Física (modalidade, freqüência, duração, horário e dias da semana); 
 Hábitos gastrointestinais (número de evacuações, características das fezes, presença de 
flatulências, arrotos, desconfortos abdominais, disgestão...); 
 Antecedentes pessoais e familiares; 
 Ingestão de líquidos com as refeições; 
 Hábitos alimentares (preferências, aversões, classificação da fome, compulsão, mastigação); 
 Exame físico e Questionário de Sinais e Sintomas nos últimos 2 meses; 
 Inquérito alimentar/ Recordatório alimentar habitual 
 
Objetivos da Anamnese – Investigar (PASCHOAL, 2008) 
 Hábitos alimentares e condição nutricional (desequilíbrios nutricionais); 
 Digestão, absorção e integridade da barreira intestinal (alterações gastrintestinais); 
 Estresse oxidativo e metabolismo energético; 
 Regulação hormonal e de neurotransmissores (disfunções neuroendócrinas); 
 Suporte imunológico e processo inflamatório (disfunção imunológica e inflamação); 
 Integridade estrutural do indivíduo (desequilíbrios estruturais); 
 Destoxificação e biotransformação hepática (problemas destoxificação); 
 Equilíbrio psicológico e espiritual (interação corpo e mente) 
Modelo de protocolo de anamnese nutricional 
 
 
8 
 
DADOS PESSOAIS 
 
Data: ____/___/___ Data Nascimento: ___/___/___ Idade:_____________ 
Nome:____________________________________________________________sexo:_____________ 
Endereço:__________________________________________________________________________ 
Cidade:_____________________Telefone:________________Naturalidade:_____________________ 
Estado Civil:________________________ nº de filhos:_____________________ 
Ocupação:_________________________ Religião: _______________________________ 
 
Motivo da Consulta: ( ) Espontâneo ( ) Médico ( ) Familiar ( ) Companheiro ( ) Estético 
Tipo sanguíneo: ( ) A ( ) B ( ) AB ( ) O 
Sono: ( ) Normal ( ) Irregular 
Hábito intestinal: ( ) Preso ( ) Solto ( ) Normal ( )Alterna Preso e Solto ( ) Sensação de não 
ter eliminado totalmente as fezes. 
Ingestão Hídrica: ( ) Menos de 1 litro ( ) 1 a 2 litros ( ) Mais de 2 litros 
Tabagista: ( ) Não ( ) Sim. Quantos cigarros/dia? ________________________________________ 
Etilista: ( ) Não ( ) Sim. Qual a quantidade? __________ 
Atividade física: ( ) Não ( ) Sim . Modalidade Esportiva:______________________________ 
Qual atividade e quantas vezes na semana? : ______________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
 
Você apresenta disposição física? 
Manhã ( ) boa ( ) regular ( ) ruim Tarde ( ) boa ( ) regular ( ) ruim 
Noite ( ) boa ( ) regular ( ) ruim 
 
Concentração para atividades intelectuais: 
Manhã ( ) boa ( ) regular ( ) ruim Tarde ( ) boa ( ) regular ( ) ruim 
Noite ( ) boa ( ) regular ( ) ruim 
 
Memória: 
Para fatores recentes ( ) boa ( ) regular ( ) ruim 
Para fatores antigos: ( ) boa ( ) regular ( ) ruim 
 
Você apresenta? ( ) Colesterol alto ( ) Triglicérides alto ( ) DM ( ) Pressão alta 
( ) Hipoglicemia ( ) Hipotireoidismo ( ) Outros _____________________________________ 
 
HISTÓRIA CLÍNICA 
 
Patologias pessoais associadas (doenças mais freqüentes que teve e/ou tem) 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
 
Cirurgias: 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
Uso de Medicamento: 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
9 
 
Antecedentes médicos familiares (alterações de saúde em pais e avós) 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
Perfil Emocional: ( ) Ansiedade ( ) Depressão ( ) Compulsão Alimentar ( ) Sem Queixa 
Alteração de peso nos últimos 3 meses: ( ) Sim ( ) Não. Quantos?____________________________ 
Tratamento para Obesidade: ( ) Dietas ( ) Medicamentos ( ) Exercícios ( Outros______________ 
Histórico de peso (relate às suas alterações de peso durante a vida) 
__________________________________________________________________________________ 
__________________________________________________________________________________ 
 
Recordatório Habitual 
Refeição 
(horário) 
Alimento Quantidade Refeição 
(horário) 
Alimento Quantidade 
Café da manhã 
( : ) 
 Café da Tarde 
( : ) 
 
 
 
 
 
 
Lanche ( : ) Jantar ( : ) 
 
 
 
 
 
 
Almoço ( : ) Ceia ( : ) 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação Antropométrica 
Data Altura (m) Peso (kg) C A (cm) C C (cm) C Q (cm) IMC (kg/m2) Percentil 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
CAPÍTULO 2 
 
Avaliação de Sinais e Sintomas X Fitoterapia 
 
A Fitoterapia é uma importante ferramenta coadjuvante no tratamento nutricional para prevenir, tratar 
sintomas e disfunções orgânicas. Os fitoterápicos associados aos alimentos de forma individualizada 
são complementares e apresentam ação sinérgica no tratamento nutricional. 
No presente capítulo serão apresentadas as principais plantas utilizadas no tratamento de diversos 
sintomas. As dosagens idéias, bem como formas de adminitração são mencionadas em outro capítulo 
dessa mesma apostila e em outras disciplinas do curso de pós-graduação em Fitoterapia. 
 
Sinais/sintomas 
 
Plantas Utilizadas 
Constipação intestinal Alfa, Camomila, Erva-cidreira, Cardamomo, Carqueja, 
Hortelã, Pysillium, Spirulina, Zimbro, Sene, Cascara sagrada,Ruibarbo, Aloe vera, Malva, Linho, Tanchagem, Tamarindo, 
Plantago ovata, Funcho 
Diarréia Angelica, Bardana, Boldo-do-Chile, Camomila, Dente-de-
leão, Funcho, Ginseng, Fucus, Cajueiro, Goiabeira 
 
Disbiose Camomila, Dente de Leão, Própolis, Psyllium 
 
Síndrome do Intestino Irritável (SII) Hortelã, Coentro, Erva-de-São-João, Psyllium, Alcachofra 
Colite Malva 
Flatulência Aipo (Apium graceolis), Angelica, Alfavaca, Lavanda, 
Camomila, Coentro, Cominho, Cardamomo, Hortelã, Salvia, 
Funcho, Anis-estrelado, Erva-doce, gengibre, poejo, Melissa, 
Alecrim, noz-moscada 
Hemorróida Hamamelis 
Cólicas abdominais Angélica, Camomila, Funcho, Anis-estrelado, Endro, Erva-
doce, Alfacema, Beladona, Hortelã 
Dispepsia Alcachofra, Curcuma, Hortelã, Alcaçuz, Alecrim, Alfavaca, 
Bardana, Carqueja, Boldo-do-Chile, Dente-de-leão. 
 
Gastrite/úlcera Alcaçuz, Alecrim, Alfavaca, Aloe vera, Bardana, Bosvelia, 
Camomila, Cardamomo, Chá verde, Cominho, Cravo-da-
India, Espinheira santa, Funcho, Garcinia, Gengibre, 
Guaçatonga, Hortelã, Mil folhas, Melão-de-São-Caetano, 
Zedoária, Unha-de-gato 
H. pilory Guaçatonga, Cravo-da-India, Curcuma, Chá-verde, Aloe vera, 
Calêndula, própolis* 
Parasitoses intestinais Alho, Hortelã, Chá verde, Cúrcuma, Abóbora (semente e óleo 
da semente). 
Azia 
Náuseas/vômito Gengibre, Angelica, Alfavaca, Beladona, Boldo, Camomila, 
Carqueja, Hortelã 
11 
 
 
Doenças biliares Alcachofra, Alecrim, Alho, Boldo, Buchinha-do-norte, Dente-
de-leao, Fumaria, Genciana, Gervão, Hortelã, Jurubeba, 
Limoeiro, Losna, Macela-da-terra, Picão, Quassia, Quebra-
pedra, Ruibarbo, Samambaia, Serralha-branca 
Aftas Agrião, Cajueiro, Chá verde, Goiabeira 
 
Desordens bucais Cranberry, cacau, chá verde, alecrim, malva, Guaco, Alfavaca, 
erva-doce, própolis*e probióticos* 
Laringite Sabugueiro 
Soluço Endro 
Cistite Agrião, Alfafa, Alface, Alho, Uva-ursi, Hibisco 
 
Herpes Sálvia, Carqueja, Guaçatonga, Melissa 
Halitose Zedoária (Curcuma zedoaria), Alfavaca, Erva-doce, Funcho, 
Malva 
 
Salivação (aumenta) Funcho 
Anorexia Alfafa, Boldo-do-Chile, Alecrim, Angelica, Carqueja, 
Espinheira-santa, Eupatorio, Fucus, Jenipapeiro, Losna, 
Mastruco, Valeriana. 
Retenção hídrica Aipo, Alfafa, Bardana (raiz), Boragem, Cardamomo, Cabelo 
de milho, Carqueja, Cavalinha, Coentro, Caroba, Dente-de-
Leão, Gymnema sylvestre, 
Aperiente Alecrim, Alfafa, Anis-estrelado, Canela, Cardamomo, 
Cardo-santo, Carqueja, Cominho, Dente-de-leão, Espinheira-
santa, Eupatorio, Gengibre, Losna, Mil folhas, Pimenta preta, 
Poejo 
Obesidade Aipo, Alcachofra, Borragem, Chá-verde, Garcínia, Gymnema, 
Guaraná, Spirulina, 
 
Dislipidemia Alcachofra, Alho, Carqueja, Chá verde, Chorella, Crataegus, 
Erva-mate, Garcinia, Ginkgo biloba, Melissa, Oliveira, 
Capsicum, Psylium, Tomilho, 
Enxaqueca/cefaléia Alecrim, Angélica, Gengibre, Salgueiro, 
 
 
Gripe/ Resfriado Alcaçuz, Alho, Alfavaca, Barbosa, Eucalipto, Gengibre, 
Guaco, Hortelã pimenta, Lavanda, Limão, Sabugueiro, 
Salgueiro 
Rouquidão Alcaçuz, Alho, Angélica, Guaco 
Tosse Agrião, Alcaçuz, Alfavaca, Alho, Anis, Bardiana, Eucalipto, 
Funcho, Hortelã-pimenta, Guaco, Lavanda, Poejo, Poligala, 
Sabugueiro 
Expectorante Alcaçuz, Agrião, Alecrim, Angélica, Boragem, Eucalipto, 
Gengibre, Guaco, Sabugueiro, Alho, Erva-doce 
Rinite alérgica Alcaçuz, Alho, Babosa, Camomila, Eucalipto, Gengibre, 
Hortelã pimenta 
Sinusite Lavanda, Alho 
Febre Alho, Calêndula, Gengibre, Salgueiro, Limão 
Faringite Angélica 
Fadiga/Estresse Ginseng coreano, Ginseng siberiano, Alcaçuz, Ashwagandha, 
Rhodiola 
Gota Sabugueiro, Angelica, Borragem 
12 
 
 
Ácido úrico Salsaparilha, dente-de-leão 
Psoríase Lavanda 
Eczemas Lavanda, Valeriana 
Doença neurodegenerativa Chá verde, Valeriana, Ginkgo, Sálvia 
Anemia Agrião, Aipo 
Hipotireoidismo Fucus 
Hipertensão Cardamomo, Chorella, Crataegus, Oliveira, Hortelã, Sete-
sangrias, Carqueja, Rubim, Abacateiro, Umbaúba 
Baixa Imunidade Chorela, Curcuma, Equinácea, Gengibre, Sabugueiro, Guaco, 
mel, própolis, 
Má-circulação Alho, Castanha-da-Índia, 
Varizes Alho, Hamamelis 
Menopausa Pimenta dos monges, Yam mexicano, Red clover, Angelica, 
Amora, Salvia, Black cohosh, Soja, Mucuna, Alcaçuz, 
Hortelã, Linhaça, Tribulus, Passiflora edulis, Prímula, 
Borragem, Pimenta preta 
TPM Gengibre, Curcuma, Angelica, Prímula, Borragem, Pimenta 
dos monges, Yam mexicano, Funcho, Camomila 
Hipoglicemiante Alho, Carqueja, Alcachofra, Chá verde, Garcinia, Hibisco, 
Estévia, Pata-de-Vaca, Gymnema, Canela 
Diabetes Aipo, Alcachofra, Bardana, Camomila, Canela, Chorella, 
Curcuma, Estévia, Garcinia, Garra-do-diabo, Gymnema, Pata 
de-vaca, Psillium, Sabugueiro, 
Doenças hepáticas Angelica, Alcachofra, Alecrim, Alho, Carqueja, Chapeu-de-
couro, Coentro, Dente-de-leao, Gervão, Hortelã, Juca, 
Jurubeba, Losna, Macela-da-terra, Mastruco, Mulungu, Picão, 
Quebra-pedra, Ruibarbo, Serralha-branca. 
Dores musculares/articulares Erva baleira, Cúrcuma, Zedoaria, Bosvelia, Garra-do-diabo, 
Unha-de-gato, Alho, Equinacea, Gengibre, Sucupira 
Cicatrização Aloe vera, Calêndula, Aipo 
Litíase renal Alcachofra 
Inchaço Aipo, bardana, Boragem, Cardamomo, Carqueja, Cavalinha, 
Coentro, Dente-de-leão, Gymnema 
Destoxificante Chá verde, Chorella, Gengibre, manjericão, Cardo mariano, 
dente-de-leão, Spirulina, Salsaparrilha 
Depurativo Agrião, Angelica sinensis, Dente-de-leão 
Ansiedade/apreensão Angelica sinensis, Canela, Capim-limão, Crataegus oxycantha, 
Nervosismo/irritabilidade Angelica, Camomila, Canela, Capim-limão, Cardamomo 
 
Melhorar concentração/aprendizado Guaraná, Ashwagandha, Rhodiola, Erva-mate 
Inquietação Lavanda, Passiflora incarnata, Valeriana 
Insônia Lavanda, Camomila, Capim-limão, Hortelã, Melissa, Lupulo, 
Mulungu, Passiflora incarnata, Kava-kava, Valeriana 
Depressão Sálvia, Erva de São João 
Candidíase Alho, Tomilho, Orégano, Cravo-da-Índia, Melaleuca, 
própolis* 
Aumentar produção do leite 
(galactogogos) 
Alfafa, Erva-doce, Funcho, Cardo-leiteiro, Feno-grego, 
Algodoeiro, Melissa, Pimenta dos monges, Aveia 
Micoses Alho, Tomilho, Orégano, Cravo-da-Índia, Melaleuca 
Queda de cabelo Cavalinha, Alecrim 
Caspa Alho 
Fonte: Adaptada de Paulino N., 2013. 
13 
 
.CAPÍTULO 3 
Avaliação Bioquímica 
Avaliação bioquímica é aquela que deve ser feita com paciente apresentando queixas recorrentes, sem 
diagnóstico aparente, com exames ainda na faixa de referência (SOARES, 2013). Segundo Soares 
(2013) a avaliação bioquímica nutricional funcional é aquela que avalia a participação dos nutrientes na 
função das organelas, células, tecidos e órgãos, e deve ser feita com exames ainda na faixa de 
referência. Segundo Waitzberg (1990), o interesse pelos métodos laboratoriais como auxiliares na 
avaliação nutricional surge na medida em que se evidenciam alterações bioquímicas precoces, 
anteriores às lesões celulares ou orgânicas. 
Assim, avaliações laboratoriais permitem detectar possíveis deficiências nutricionais antes que 
apareçam os sinais clínicos e também confirmar o diagnóstico de má nutrição específica. 
 Estados clínicos fisiológicos de ingestão inadequada; 
 Adaptação aos baixos níveis de ingestão com diminuição da excreção de nutrientes e 
metabólitos; 
 Aparecimento de alterações bioquímicas ou hematológicas, que revelam a deterioração das 
funções celulares, ou depósito de nutrientes com sinais clínicos inespecíficos; 
 Manifestação clínica da deficiência nutricional específica para este nutriente. 
 
Análise de massa proteica somática, integridade de proteínas viscerais e plasmáticas, 
competência imunológica, concentração de nutrientes, concentração de metabólitos e fluidos. A partir 
de plasma, glóbulos vermelhos e brancos, urina e ocasionalmente biópsia de tecidos como fígado, 
ossos, cabelos e unhas. 
 
Objetivos da solicitação de exames. 
 
 Detectar deficiência subclínica ou marginal e desequilíbrios individuais; Confirmar, ou basear o suporte nutricional, antropométrico ou outros marcadores do estado 
nutricional; 
 Avaliar o estado hidroeletrolítico; 
 Confirmar deficiências nutritivas; 
 Monitorar a adequação da terapia nutricional. 
 Avaliar integridade e/ou função de órgãos (função hepática; renal) 
 
Fígado 
 
14 
 
É o principal local de metabolismo dos compostos ativos, em função do seu amplo sistema 
microssomal. O sistema de catálise do metabolismo oxidativo é dependente do citocromo P450 e atua 
sobre uma ampla gama de substância endógenas poluentes ambientes e carcinógenos. Modificações na 
atividade desse sistema podem alterar a resposta metabólica frente a essas substâncias. Avaliar 
integridade e/ou função hepática é de suma importância, pois o fígado é o órgão responsável por quase 
60% do processo de destoxificação do organismo, sendo seguido pelo intestino (20%) (MARQUES, 
2014). Outras estruturas celulares também realizam esse processo, como o processo o sistema 
respiratório, o coração, músculo esquelético, cérebro e rins. Vale lembrar que o grande objetivo da 
destoxificação é eliminar substâncias estranhas que são potencialmente lesivas. É um processo de vias 
metabólicas e as reações químicas que ocorrem em fases distintas, porém, consecutivas, que tem como 
grande objetivo converter um xenobiótico não-polar em um composto solúvel em água que seja 
possível de eliminação (FERREIRA, 2011). 
 
Detoxificação hepática 
 
O conceito de detoxificação tem sido muito estudado devido ao problema de toxicidade nos 
alimentos, no ar, na água. As toxinas causam danos ao organismo de maneira cumulativa e podem 
alterar o processo metabólico normal. As fontes comuns de metais tóxicos, além das fontes industriais, 
incluem chumbo das soldas das latas, canos de cobre, utensílios de cozinha, mercúrio das amálgamas, 
peixes contaminados, tintas a óleo e cosméticos, materiais de limpeza (formaldeído, tolueno, benzeno), 
medicamentos, álcool, pesticidas, herbicidas, aditivos alimentares, microrganismos, contaminantes / 
poluentes, inseticidas, drogas. 
O corpo humano tem um potencial enorme para desintoxicar compostos estranhos através de 
vários mecanismos fisiológicos. A detoxificação ocorre em todas as células de todos os tecidos, 
principalmente: pulmões, epitélio, rins, trato digestivo (20%), fígado (60-65%), cérebro, células 
imunológicas, adrenais e placenta. As principais vias de eliminação das toxinas são: urina, fezes, suor. 
O fígado exerce papel fundamental neste processo, neutralizando as toxinas produzidas 
internamente e aquelas provenientes do meio ambiente. Esse processo ocorre em duas fases, chamadas 
fase I e fase II. 
 
15 
 
As vias de detoxificação hepática 
 
As células hepáticas evoluíram ao longo de milhões de anos para possuirem mecanismos para 
decompor substâncias tóxicas. Drogas, produtos químicos artificiais, pesticidas e hormônios são 
metabolizados por vias enzimáticas dentro das células do fígado. Muitos dos produtos químicos tóxicos 
que entram no corpo são solúveis em lipídeos, o que significa que eles se dissolvem apenas em 
soluções oleosas, e não em água, o que dificulta a excreção pelo organismo. Produtos químicos 
solúveis em lipídeos possuem uma elevada afinidade pelo tecido adiposo e membranas celulares. As 
toxinas podem ser armazenadas por anos, sendo liberadas durante períodos de estresse, exercício ou 
jejum. Durante o lançamento destas toxinas, sintomas como dores de cabeça, memória fraca, dores de 
estômago, náuseas, fadiga, tontura e palpitações podem ocorrer. A defesa primária do organismo contra 
a intoxicação metabólica é realizada pelo fígado. O fígado possui dois mecanismos destinados a 
converter os produtos químicos solúveis em lipídeos em produtos químicos solúveis em água, de modo 
que eles possam, então, ser facilmente excretados do organismo através de fluidos aquosos, tais como a 
bile e a urina. 
Basicamente, existem duas vias importantes para a desintoxicação dentro das células do fígado, 
que são chamados a Fase I (oxidação/redução) e Fase II (conjugação/hidrólise) vias de desintoxicação. 
Resumidamente, as reações de oxidação transformam o fármaco em metabólitos mais hidrofílicos pela 
adição ou exposição de grupos funcionais polares, como grupos hidroxila (-OH), tiol (-SH) ou amina (-
NH2). As reações de conjugação (fase II) modificam os compostos através da ligação de grupos 
hidrofílicos, como o ácido glicurônico, criando conjugados mais polares. As reações de conjugação 
ocorrem independentemente das reações de oxidação/redução e as enzimas envolvidas nas reações de 
oxidação/redução e de conjugação/ hidrólise freqüentemente competem pelos substratos. 
 
Fase I de desintoxicação 
 
As reações de oxidação envolvem enzimas associadas às membranas, que são expressas no 
retículo endoplasmático dos hepatócitos. As enzimas que catalisam essas reações de fase I são 
tipicamente oxidases. Essas enzimas são, em sua maioria, hemoproteínas monooxigenases da classe do 
citocromo P450. As enzimas P450 são também conhecidas como oxidases de função mista 
microssômicas. Em seu conjunto, as reações mediadas pelo P450 respondem por mais de 95% das 
biotransformações oxidativas. Outras vias também podem oxidar moléculas lipofílicas. Um exemplo 
pertinente de uma via oxidativa não-P450 é a via da álcool desidrogenase, que oxida os álcoois a seus 
derivados aldeído como parte do processo global de excreção. Outra enzima não-P450 importante é a 
monoamina oxidase (MAO). Essa enzima é responsável pela oxidação de compostos endógenos que 
contêm amina, como as catecolaminas e a tiramina, e de alguns xenobióticos, incluindo fitofármacos. 
16 
 
De maneira simplificada, esta via converte um produto químico tóxico em um produto químico 
menos nocivo. Isto é conseguido através de diferentes reações químicas (por exemplo, oxidação, 
redução e hidrólise), e, durante este processo ocorre a produção de radicais livres que, em excesso, 
podem danificar as células do fígado. Antioxidantes (tais como vitamina C e E e carotenóides naturais) 
reduzem os danos causados por esses radicais livres. Se os antioxidantes estão escassos e a exposição a 
uma toxina é elevada, os produtos químicos tóxicos tornam-se muito mais perigoso. Alguns podem ser 
convertidos em substâncias potencialmente cancerígenas. 
Quantidades excessivas de produtos químicos tóxicos, tais como pesticidas, podem prejudicar 
o sistema enzimático P-450, sobrecarregando esta via, o que resulta em produção de elevados níveis de 
radicais livres. Substâncias que podem causar hiperatividade das enzimas P-450: Cafeína, dioxina, 
álcool, ácido sgraxos saturadas, pesticidas organofosforados, pintura fumaça, sulfonamidas, gazes de 
escapador, barbitúricos. Substratos do sistema enzimático P-450: teofilina, cafeína, fenacetina, 
lidocaína, eritromicina, ciclosporina, cetoconazol, testosterona, estradiol, cortisona, alprenolol, 
bopindolol, carvedilol, metoprolol, propranolol, amitriptilina, desipramina, nortriptilina, codeína, 
etilmorfina, ibuprofeno, naproxeno, S-varfarina, diazepam, imipramina, omeprazol, álcool. 
 
Fase II de desintoxicação 
 
As reações de conjugação e de hidrólise proporcionam um segundo conjunto de mecanismos 
destinados a modificar os compostos para sua excreção. Os substratos dessas reações são acoplados a 
metabólitos endógenos (por exemplo, ácido glicurônico e seus derivados, ácido sulfúrico, ácido 
acético, aminoácidos e o tripeptídio glutationa) por enzimas de transferência, em reações que 
freqüentemente envolvem intermediários de alta energia. Isto faz com que a toxina ou o fármaco torne-
se solúvel em água, e possa ser excretado do organismo através de fluidos aquosos, tais como a bile ou 
a urina. Xenobióticos individuais e metabólitos geralmente seguem uma ou duas vias distintas. Para 
que a fase II ocorra de maneira eficiente, as células do fígado requeremaminoácidos que contém 
enxofre como a taurina e a cisteína. Glicina, glutamina, colina e inositol são também necessários para a 
fase II de desintoxicação. Ovos, vegetais crucíferos (por exemplo, brócolis, repolho, couve de 
Bruxelas, couve-flor), alho cru, cebola, alho-poró são boas fontes naturais de compostos de enxofre. 
Assim, estes alimentos pode ser considerados como agentes de limpeza. 
a) Conjugação com ácido glicurônico. Substratos de glucuronidação: hidrocarbonetos aromáticos 
policíclicos, hormônios esteróides, algumas nitrosaminas, aminas heterocíclicas, algumas toxinas 
fúngicas, e aminas aromáticas. Ele também remove o estrogênio e o T4 (hormônios da tireóide), que 
são produzidos naturalmente pelo organismo. O acúmulo de toxinas no organismo pode resultar em 
sintomas de disfunção cerebral e desequilíbrios hormonais, como infertilidade, dores nas mamas, 
distúrbios menstruais, exaustão da glândula adrenal e menopausa precoce. Muitos destes produtos 
17 
 
químicos (ex. pesticidas, produtos petroquímicos) são cancerígenos e têm sido implicados no aumento 
da incidência de muitos cânceres. 
b) Conjugação com sulfato. Os produtos da conjugação com sulfatos são sais de sulfatos ácidos (SO3) 
ou de sulfamatos (NHSO3). Substratos das vias de sulfatação: neurotransmissores, hormônios 
esteróides, certos medicamentos como o paracetamol, e muitos xenobióticos e compostos fenólicos. 
c) Conjugação com aminoácidos. A reação consiste na formação de uma ligação peptídica entre o 
grupo amino de um aminoácido, geralmente, a glicina, e o grupo carbonila do xenobiótico. Substratos 
da via glicina: salicilatos e benzoato são desintoxicados principalmente via reação de glicinação. O 
benzoato está presente em muitas substâncias alimentares e é largamente utilizado como um 
conservante de alimentos. 
d) Conjugação com glutationa. A reação é catalisada pela enzima glutationa-S-transferase A 
glutationa é o antioxidante e protetor hepático mais poderoso do organismo. As reservas de glutationa 
podem se esgotar quando grandes quantidades de toxinas e/ ou drogas passam pelo fígado, bem como 
pela fome ou jejum. 
 
A abordagem clínica da eliminação de compostos acumulados geralmente envolve três etapas: 
(1) prevenção (2) eficácia dos mecanismos endógenos de detoxificação (3) intervenções para facilitar a 
remoção de substâncias tóxicas acumuladas. A desintoxicação endógena de produtos metabólicos, bem 
como de substâncias tóxicas exógenas é uma função fisiológica primária, que requer energia 
considerável. Quando substâncias tóxicas são identificadas por processos fisiológicos, as vias de 
excreção são mobilizadas para diminuir a toxicidade e para eliminar os compostos xenobióticos. As 
vias específicas utilizadas para excretar substâncias específicas dependerão das propriedades químicas 
do agente específico em questão. 
 A capacidade de eliminação de compostos indesejáveis depende completamente do estado 
fisiológico e bioquímico do indivíduo. Qualquer fator que prejudique o pleno funcionamento 
bioquímico de desintoxicação, tais como deficiências nutricionais, vão impedir a eliminação adequada 
de substâncias tóxicas. Assim, é imperativo que os profissionais de saúde compreendam os 
fundamentos da fisiologia e bioquímica de desintoxicação para garantir funcionamento dos órgãos de 
eliminação. 
 A remediação de uma desordem nutricional bioquímica é um componente fundamental no 
tratamento do paciente. Por exemplo, a glutationa é um componente de pré-requisito para a 
desintoxicação celular, bem como um componente essencial na bioquímica de conjugação hepática. 
Indivíduos sob exposição a xenobióticos muitas vezes apresentam diminuição das reservas de 
glutationa, e, portanto, necessitam de reposição contínua. 
 Também tem sido observado que apesar da competência bioquímica, o organismo humano não 
é capaz de excretar alguns agentes tóxicos químicos de forma eficaz. Uma das principais razões para a 
18 
 
falha na eliminação de alguns compostos é a reabsorção via circulação entero-hepática ou reabsorção 
nos túbulos renais . Consequentemente, alguns agentes tóxicos são conjugados e levados dos tecidos 
para a corrente sanguínea para que haja excreção, mas são então reabsorvidos pelo organismo. Além 
disso, alguns compostos retidos são depositados em tecidos específicos, tais como ósseo, adiposo e 
muscular, onde irão se acumular e alterar o funcionamento destes tecidos. Alguns compostos também 
permanecem no sangue, frequentemente ligados às proteínas plasmáticas. Intervenções para aumentar a 
excreção de compostos retidos podem ser inestimáveis para diminuir a morbidade associada ao 
acúmulo de substâncias tóxicas. Por exemplo, a vitamina D (essencial na regulação da expressão 
genética, e facilita a absorção de cálcio a partir do intestino) pode potencializar a absorção de 
elementos tóxicos tais como o chumbo, o cádmio, o alumínio, que por sua vez podem afetar o 
metabolismo da vitamina D. A contaminação com mercúrio pode alterar a absorção gastrointestinal de 
nutrientes resultando em deficiências e, assim, impedir a fisiologia normal. Alguns poluentes orgânicos 
liberados do tecido adiposo durante a perda de peso, a restrição calórica ou o exercício podem suprimir 
a função da tireóide. Os efeitos adversos da bioacumulação de agente tóxicos pode, por exemplo, 
alterar a função imune, que pode por sua vez leva a doenças autoimunes. 
 Segundo pesquisas empíricas, várias estratégias podem ser utilizadas para auxiliar a remoção 
eficaz de algumas substâncias tóxicas acumuladas. A investigação científica sobre essas estratégias, no 
entanto, permanece em um estágio inicial uma vez que o problema da bioacumulação tóxica é um 
fenômeno recentemente reconhecido pela medicina clínica. Assim, pesquisa baseada em evidências 
suficientes para confirmar ou refutar objetivamente a eficácia das variadas "estratégias de 
desintoxicação" é muitas vezes inexistente. Dentre as possíveis estratégias dedesintoxicação clínica 
destacamos a alimentação e a fitoterapia. 
 As questões científicas são frequentemente muito mais passíveis de investigação em animais e 
cultura de células, e este corpo de evidências confirmou que alguns alimentos e nutrientes são 
extremamente valiosos para facilitar a excreção e reduzir a toxicidade das substâncias tóxicas. Embora 
não seja uma lista exaustiva, alguns suplementos incluem a curcumina (DANIEL et al., 2004), alliums 
(OLA-MUDATHIR et al., 2008), flavonóides de plantas como a quercetina (MILTON et al., 2010), 
selênio (MESSAOUDI et al., 2009), produtos de algas Parachlorella (UCHIKAWA et al., 2011; 2010) 
e Chlorella (MORITA et al., 2001; Takekoshi et al., 2005), ácidos orgânicos naturais (DOMINGO et 
al., 1988) e fibras dietéticas (LIM et al., 2005), bem como antioxidantes (EYBL et al., 2006). 
 Os mecanismos de ação incluem a prevenção da absorção de substâncias tóxicas, facilitando a 
eliminação de compostos tóxicos acumulados, o que dificulta a reabsorção entero-hepática de alguns 
compostos, e diminui a toxicidade através de mecanismos de proteção. As fibras e outros carboidratos 
insolúveis consumidos na dieta, por exemplo, parece atuar como uma esponja e aumenta a remoção de 
agentes adversos, tais como as micotoxinas, diminui a reabsorção entero-hepática e, portanto, aumenta 
a eliminação. Um exemplo é a Chlorella, uma alga do mar, que recentemente chamou a atenção de 
muitas pesquisas por suas propriedades únicas, facilitando a desintoxicação e impedindo a absorção de 
19 
 
compostos adverso, tais como o mercúrio e o chumbo (UCHIKAWA et al., 2011; 2010; MORITA et 
al., 2001; TAKEKOSHI et al., 2005). 
 
Fitoterápicos Destoxificantes e Hepatoprotetores 
 A atividade das enzimas envolvidas no processo de detoxificação hepática é influenciada por 
alguns fatores, como: genética, gênero, idade, estado de saúde e nutricional, ingestão de xenobióticos. 
Desequilíbriose disfunções hepáticas ocorrem podem ser causadas ou agravadas pelo excesso de 
xenobióticos, paralelamente à falta de substrato para metabolização. Existem diversos ativos de plantas 
que agem como destoxificantes e como hepatoprotetores (MARQUES, 2014). Muitas plantas são 
utilizadas popularmente para tais fins, mesmo sem comprovação científica que embase essa conduta. 
 A seguir serão destacadas algumas plantas medicinais que apresentam ação detoxificante e/ou 
hepatoprotetora. 
 
Cardo mariano (Silybum marianum L.) 
 
 O Silibium marianum L. pertence à família Asteraceae e suas folhas, flores, raízes e frutos são 
utilizadas em fitoterapia. Seu principal efeito é o hepatoprotetor e antioxidante, que está associado à 
presença de flavonóides, como a Silimarina (TIEN et al., 2011; GALHARDI, 2009). 
 O cardo mariano tem sido utilizado como medicamento desde o século IV a.C para tratar 
náuseas, mordidas de serpentes, problemas menstruais e indutores da lactação. Relatos encontrados na 
literatura indicam que no século XVI o cardo mariano passou a ser utilizada no tratamento de doenças 
hepatobiliares, sendo hoje indicada para esse fim em todo o mundo (FERREIRA, 2011). 
 Estudos científicos revelaram que o Silibium marianum apresenta ação antioxidante, 
antiperoxidação lipídica, antifibrótica, anti-inflamatória da membrana, além de estabilizar mecanismos 
imunomoduladores de regeneração do fígado. Atualmente suas principais aplicações referem-se ao 
tratamento da hepatite, cirrose e proteção hepática contra substâncias tóxicas (LOGUERCIO; FESTI, 
2011). 
 Dentre os isômeros da silimarina estão a silibina, que é o composto mais ativo e o que apresenta 
maior quantidade (60%-70%), seguida da silicristina (20%), silidianina (10%) e a isosilibidina (5%) 
(PRADHAN; GIRISH, 2006). 
 Os mecanismos de ação da silimarina envolvem diferentes rotas bioquímicas, tais como 
(WELUNGTON; ARVIS, 2001): 
20 
 
 Estimulação da taxa sintética de RNA ribossomal (rRNA) através da estimulação da transcrição 
da polimerase 1 e do rRNA, protegendo as membranas celulares de danos induzidos por 
radicais e bloqueando a recaptação de toxinas, como a alfa amantina; 
 Aumento dos níveis séricos de glutationa e de glutationa S-transferase; 
 A silimarina pode facilitar a conjugação da bilirrubina com o ácido glicurônico (reação de fase 
II) ou ainda inibir a enzima gama-glucuronidase frente a toxinas patogênicas de bactérias 
intestinais. 
 Além disso, a silibina também é um potente inibidor da beta-glucuronidase intestinal humana, 
bloqueando a liberação e reabsorção de xenobióticos livres e seus metabólitos conjugados de 
glicuronídeo (LOGUERCIO; FESTI, 2011). 
 É importante destacar que a silibina interage com algumas enzimas do grupo enzimático P450, 
o que pode interferir no metabolismo de determinados fármacos, dependendo da enzima necessária 
para a metabolização deste. Portanto, é fundamental que o profissional prescritor verifique se o 
fitoterápico e os outros fármacos utilizados concomitantemente pelo paciente fazem uso da mesma via. 
 A administração de silimarina em diferentes concentrações já foi testada em diversos estudos 
científicos. Wu et al. (2008) administrou silimarina em doses diferentes em ratos. A silimarina exerceu 
efeitos benéficos em estágios iniciais de danos hepáticos e alterações gordurosas, além de reduzir a 
histopalotogia das células desse órgão, impedindo a formação de carcinoma hepatocelular durante o 
estado pré-carcinogênico. A silimarina também foi capaz de bloquear a progressão do câncer após a 
formação de nódulos, recuperou a estrutura de hepatócitos e, de maneira dose-dependente, reduziu a 
formação de radicais livres. 
 Em outro estudo, Bonifaz (2009) analisou o efeito da silimarina sobre o vírus da hepatite C e a 
expressão gênica de células de hepatoma humano. Os resultados sugerem que a silimarina exerceu um 
efeito benéfico, porém enfatizaram que ainda é necessário mais estudos prospectivos, randomizados e 
controlados para se comprovar esse benefício. 
 Além disso, outros pesquisadores mostraram os benefícios da silimarina como protetor contra a 
lesão hepática grave após envenenamento pelo cogumelo Amanita phalloides e como agente protetor 
contra a medicação utilizada no tratamento da tuberculose (SALHANICK et al., 2008; BEDI et al., 
2009). 
 Usualmente o Silubum marianum L é prescrito na forma de extrato seco padronizado (70%-
80%) em cápsula, com uma dosagem de 100mg-300mg, 3 vezes ao dia (dosagem para adulto). A 
21 
 
prescrição da silimarina de forma isolada é restrita aos médicos. Efeitos adversos são raros, porém 
doses acima de 1.500mg por dia podem exercer efeito laxativo e aumentar a secreção de bile. 
Alcachofra (Cynara scolymus) 
 
 Oriunda do mediterrâneo, a Cynara scolymus pertence à família Compositae e suas folhas, 
brácteas e raiz são utilizadas mundialmente para fins medicinais. Em suas folhas as principais 
substâncias químicas encontradas são os ácidos fenólicos, flavonóides e sesquiterpenos, sendo a 
cinarina (ácido monocafeioilquínico) o princípio ativo da planta (NOLDIN; CECHINEL, 2003). 
 Diversos estudos utilizando o extrato de alcachofra em diversas concentrações indicam que a 
infusão das folhas secas dessa planta apresenta ação hepatoprotetora, antioxidante, colerética, 
colagoga, antidespéptica, diurética, antibacteriana, redutora de colesterol e estimulante do sistema 
hepatobiliar (PITTLER et al., 2003). Além disso, a Alcachofra é indicada contra náuseas, indigestão e 
aterosclerose (HOLTMANN et al., 2003). 
 Küçukgergin et al. (2010), em estudo utilizando extrato de folha de alcachofra em ratos 
alimentados com uma dieta rica em gordura e colesterol, durante um mês, demonstrou que Após o 
tratamento observou-se que houve diminuição dos níveis séricos de colesterol e triglicérides, porém 
não no fígado, mas ocorreu redução significativa da disfunção hepática e níveis de malondialdeído 
cardíaco, além de aumentar a vitamina E no fígado e a atividade da glutationa peroxidase. 
 Mehmetçik et al. (2008), em um modelo de estresse oxidativo induzido em ratos por 
tetracloreto de carbono (CCI4), avaliou a capacidade hepatoprotetora do extrato de folha de alcachofra. 
Os ratos tratados com o extrato de Alcachofra apresentaram reduções significantes nas atividades das 
transaminases plasmáticas, melhoria das alterações histopatológicas no fígado, diminuição dos níveis 
de malondialdeído e dieno conjugado e aumento na atividade da glutationa peroxidase e glutationa 
redutase. Os resultados sugerem que a administração in vivo de extrato de alcachofra pode ser útil para 
a prevenção de hepatotoxicidade induzida pelo estresse oxidativo. 
 Outro grupo de pesquisadores estudou os efeitos de um extrato feito da parte comestível da 
alcachofra. O extrato foi capaz de proteger os hepatócitos do estresse oxidativo, além de evitar a 
diminuição de glutationa e o aumento de malondialdeído e ainda induzir a apoptose de células 
cancerígenas (MICCADEI et al., 2008). 
 É importante ressaltar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) adverte que o 
uso da Cynara scolymus deve ser feito com cautela em pacientes com doenças da vesícula biliar, 
hepatite grave, falência hepática e câncer no fígado. 
22 
 
Alho (Allium sativum) 
 
 O Allium sativum é um fitoterápico pertencente à família Liliaceae e seus bulbos são utilizados 
com finalidades medicinais e culinárias desde a antiguidade 
 A alicina é o principal composto bioativo encontrado no alho e exerce ação antiviral, 
antifúngica e antibiótica, seguido da aliina que exerce efeito hipotensor e hipoglicemiante. O alho 
também contém selênio agindo como antioxidante. 
 Iciek et al. (2011), em modelo de ratos, mostraram que os componentes ativos do alho reduzem 
as espécies reativas de oxigênio e malonialdeído, com aumento na glutationa S-transferase, sugerindo 
uma ação hepatoprotetora,pela indução de enzimas de fase II. 
 O extrato de alho pode alterar as enzimas citocromo P450 no fígado, sendo essas responsáveis 
pela metabolização de compostos químicos exógenos, como medicamentos. Estudos mostraram que a 
ingestão de um suplemento de alho em pó reduziu as concentrações sanguíneas de Saquinavir e 
Ritonavir (medicamentos utilizados no tratamento antirretroviral de pacientes portadores do vírus 
HIV) e esse efeito foi atribuído à estimulação das isoenzimas P450 e toxicidade gastrointestinal grave. 
Por outro lado, estudos realizados com os compostos ativos dialui sulfeto e dialil disulfeto, derivados 
do alho, não apresentaram estímulo das isoenzimas P450 e nem toxicidade gastrointestinal grave 
(GALLICANO et al., 2003). 
Cox et al. (2006), em estudo que avaliou a influência da suplementação de alho sobre a 
farmacocinética do docetaxel, fármaco utilizado no tratamento de câncer, revelou que, apesar de 
alguns estudos terem mostrado que a alicina pode interferir na atividade da enzima CYP3A4, o alho 
não afetou significativamente a disposição de docetaxel. 
 A ANVISA adverte que o alho na forma de fitoterápico não deve ser utilizado por indivíduos 
menores de três anos e pessoas com gastrite e úlcera gástrica, hipotensão, hipoglicemia, hemorragia e 
em pessoas que fazem uso de anticoagulantes. 
Dente-de-leão (Taraxactun officinale) 
 
 O Taraxacum officinale pertence à família Asteraceae e seu rizoma, flores, inflorescência, 
sementes são muito utilizadas na medicina popular. Os principais efeitos relatados são para o 
tratamento da dispepsia, azia, distúrbios no baço e fígado (hepatite), anorexia, inflamações, câncer de 
mama e útero. 
 O dente-de-leão é rico em terpenóides e princípios amargos (principal-mente taraxacin e 
taraxacerin), além de conter: compostos esteróides, incluindo beta-amirina, taraxasterol e etaraxero 
23 
 
que estão relacionados com a bile; um terpeno antialérgico (desacetylmatricarina); polissacarídeos 
(principalmente fructosanos e inulina) e pequenas quantidades de pectina, resina, mucilagem e 
flavonóides. São encontrados em toda a planta os ácidos hidroxicinâmicos, chicórico, monocafeil-
tartárico e clorogênico e a cumarina nas folhas. Além disso, o Taraxactun officinale também é fonte 
de clorofila e uma variedade de vitaminas e minerais, tais como: β-caroteno, vitaminas C e D, 
vitaminas do complexo B, colina, silício, ferro, sódio, magnésio, potássio, zinco, cobre, manganês e 
fósforo. 
 Choi et al. (2010), em estudo realizado com coelhos alimentados com uma dieta 
hipercolesterolêmica, demonstraram que o uso da folha e raiz de Taraxacum officinale aumenta 
atividade da glutationa, da glutationa peroxidase e a superóxido dismutase. Por outro lado, a atividade 
da enzima glutationa S-transferase diminuiu com o uso da raiz, bem como da catalase. No que diz 
respeito à peroxidação lipídica no fígado, o tratamento com a raiz do dente de leão resultou em 
redução significativa no nível de TBARS (um produto da peroxidação lipídica), mas o mesmo não 
ocorreu com a folha. Outros estudos confirmam o efeito do dente-de-leão sobre o aumento da 
atividade da glutationa, com consequente diminuição da peroxidação lipídica hepática (PARK et al., 
2010). 
 O efeito protetor do extrato de raiz de dente-de-leão foi testado em lesões hepáticas induzidas 
por álcool in vivo e in vitro. Em células hepáticas tratadas com etanol 39% na presença do extrato 
aquoso de raiz de dente-de-leão (TOH) nenhum dano foi observado, enquanto que o extrato alcoólico 
de dente-de-leão (TOE) não apresentou atividade hepatoprotetora potente. No mesmo estudo, os 
camundongos que receberam TOH (lg/kg de peso corporal/dia) apresentaram uma redução 
significativa de transaminases hepáticas e aumento das atividades antioxidantes das enzimas catalase, 
glutationa S-transferase, glutationa, glutationa peroxidase e glutationa redutase, além de apresentarem 
melhora nos níveis de malondialdeído. Os autores concluíram a administração de TOH protegeu 
contra a hepatotoxicidade induzida pelo etanol. Esses resultados sugerem que o extrato aquoso de 
dente-de-leão tem ação hepatoprotetora contra a toxicidade induzida pelo álcool, elevando o potencial 
antioxidante e diminuindo a peroxidação lipídica (YOU et al., 2010). 
 Por outro lado, outros estudos em linhagem de hepatoma humano Hep G2, relatam evidências 
de citotoxicidade e produção de citocinas (fator de necrose tumoral (TNF) -alfa e interleucina (IL)-1 
alfa) em comparação aos controles. Além disso, a apoptose de células Hep G2 foi fortemente 
induzida, pelo aumento da quantidade de TNF-α e IL-lα (KOO et al., 2004). 
 Contraindicações: De acordo com a ANVISA o uso desse fitoterápico deve ser evitado na 
presença de obstrução dos ductos biliares e do trato intestinal. 
 
24 
 
Boldo-do-Chile (Peumus boldus) 
 
 O Peumus boldus pertence à família Moniiniaceae e tem sua origem nas regiões montanhosas 
do Chile, por isso é conhecido no Brasil como boldo ou boldo-do-Chile. Em suas folhas encontramos 
alcalóides pertencentes à classe dos benzoquinolínicos (0,4%-0,5%), sendo a boldina o principal deles 
(cerca de 12%-19%), além de taninos, óleo essencial, flavonóides e glicolipídicos (SCHWANZ et al., 
2008). 
 Os principais efeitos relacionados ao boldo são: estimulante de secreções gástricas, 
antidispéptico, colerético, colagogo, antiespasmódico, tratamento de cálculos biliares, cistite e 
colelitíase acompanhada de dor e diurético (SCHWANZ et al., 2008). 
 Estudos revelam que a boldina apresenta baixa toxicidade, não exerce efeito sobre a atividade 
do citocromo P450, mas sim promove forte inibição da peroxidação dos microssomas de fígado 
humano, a boldina por ser considerada um valioso antioxidante, agente hepatoprotetor (KRINGSTEIN 
et al., 1995), e anti-inflamatório agudo (LANHERS et al., 1991). 
 Apesar dos efeitos benéficos em alguns casos, mediante outros resultados obtidos na literatura a 
respeito da toxicidade do extrato hidroalcoólico de folha seca de boldo, sugere-se moderação e cuidado 
na administração de boldo, principalmente quanto ao uso prolongado e também durante o primeiro 
trimestre da gravidez, principalmente pela falta de conhecimento de mecanismos (ALMEIDA et al., 
2000). 
Em acordo com esses estudos a ANVISA orienta que uso desse fitoterápico deve ser cauteloso e 
monitorado, principalmente em pessoas com doença hepática aguda ou severa, colecistite séptica, 
espasmos do intestino e íleo e câncer no fígado. E contraindicada para indivíduos que apresentem 
obstrução das vias biliares, doenças severas no fígado e gestantes. 
 
Resveratrol (Vitis vinífera) 
O resveratrol, sendo um composto lipofílico exógeno, pode cruzar a membrana plasmática, ser 
submetido ao metabolismo celular e, possivelmente, interagir com enzimas da fase I. O resveratrol 
inibiu in vitro o CYP450, que é um recombinante humano. Além disso, também inibiu a atividade do 
CYP450 de ratos e dos microssomos hepáticos humanos. Ainda, reduziu a insurreição de lesões pré-
neoplásicas em cultura de células da glândula mamária de ratos e diminuiu a incidência de formação de 
tumor em ratos tratados com 7,12-dimetilbenz-α-antraceno (DMBA), utilizado como um iniciador de 
tumor em combinação com o éster de forbol e usado como promotor de tumor. Uma vez que o DMBA 
requer a sua bioativação por enzimas de fase I CYP1A1, CY1A2 e CYP1B1, a atividade antitumoral 
do resveratrol in vivo inclui a prevenção da fase de iniciação da carcinogênese, inibindo as enzimas da 
25 
 
fase I. O resveratrol mostrou poder discriminativo entre isoenzimas CYP: inibiu diretamente as 
atividades da CYP1A1 e CYP1B1, ao mesmo tempo em que inibiu, indiretamente, a CYP1A2. Sugere-
se que a inibição indireta do CYP se deva a um composto derivado do metabolismo do resveratrol na 
presença de NADPH (CHANG; CHEN; LEE, 2001) 
Além de inibir a atividade do CYP, o resveratroltambém pode bloquear a ativação do promotor 
da CYP1A1 e a transcrição de genes em células de hepatomas humanos. Além disso, o resveratrol 
diminui o efeito carcinogênico do aril-hidrocarboneto. Aril-hidrocarbonetos são carcinógenos que 
atuam por receptores nucleares para promover a transcrição de CYP para a conversão enzimática de 
xenobióticos em elementos carcinógenos. O resveratrol, sem se ligar a receptores, atua na interação 
com a região promotora do gene CYP1A1 (CIOLINO; YEH, 1999). 
O resveratrol mostrou induzir enzimas da fase II, como a UDP-glicoruniltransferase e NADPH-
quinona oxidoredutase, na epiderme de rato (SZAEFER; CICHOCKI; BRAUZE, 2004). 
 
Outras Plantas com ação destoxificante e hepatoprotetora: 
 
 Carqueja (Baccharis trimera) 
 Mil folhas (Achillea millefolium L.) 
 Chá verde (Camelia sinensis) 
 Groselha-negra (Ribes nigrum) 
 Salsaparrilha (Smilax spp.) 
 
Solicitação de Exames Laboratoriais 
 
O Conselho Federal de Nutricionistas, considerando que a Dietética e a Dietoterapia, ramos da ciência 
da Nutrição, cujo objetivo é preservar, promover e recuperar a saúde através da aplicação de métodos e 
técnicas próprios, integram o currículo específico da formação do nutricionista; e Considerando que a 
atuação do nutricionista na área de Nutrição Clínica abrange o atendimento ao cliente-paciente na 
internação, ambulatório, consultório e domicílio, resolve: 
Art. 1º. Compete ao nutricionista a solicitação de exames laboratoriais necessários à avaliação, à 
prescrição e à evolução nutricional do cliente-paciente. 
Art. 2º. O nutricionista, ao solicitar exames laboratoriais, deve avaliar adequadamente os critérios 
técnicos e científicos de sua conduta, estando ciente de sua responsabilidade frente aos 
questionamentos técnicos decorrentes. 
 
 
 
 
 
26 
 
Modelo de solicitação 
 
 
Quadro 1 – Exemplo de solicitação de exames 
 
Dra. Maria da Silva 
 
Solicito ao Sr (a) XXXXXXXXXXXXXXXXX que realize os seguintes exames laboratoriais: 
 
Hemograma completo 
Perfil lipídico (CT, frações e Triglicerídeos) 
Ferro sérico; ferritina sérica; transferrina 
Glicemia de jejum; insulina de jejum 
Proteínas totais e frações 
TGO; TGP e Gama GT 
Ácido úrio, uréia e creatinina séricos 
TSH; T4 e T3 Livres e T3 reverso 
PCR ultrassensível 
Homocisteína sérico 
Ácido metil malônico sérico 
Ceruloplasmina sérico 
25-hidroxi Vitamina D 
Dosagem das Vitaminas: A, C, E, B6, Ácido fólico e B12 
Cálcio total; Cálcio iônico; Magnésio sérico; Potássio sérico; Fósforo sérico; Sódio sérico; Selênio sérico; Zinco sérico; 
Cromo sérico; Cobre sérico; Manganês sérico. 
Cortisol sérico (8h e 16h) 
 
 
 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
27 
 
UNIDADE II – PRESCRIÇÃO DE 
FITOTERÁPICOS NA PRÁTICA 
CLÍNICA DO NUTRICIONISTA 
CAPÍTULO 1 
Princípios Ativos das Plantas Medicinais, 
Mecanismo e Importância no Aspecto Clínico 
 
 
O metabolismo das plantas é dividido em primário e secundário. Admite-se porém, que não 
existe uma divisão exata entre esses dois tipos de metabolismo. Os lipídeos, as proteína, os 
carboidratos e os ácidos nucléicos que são comuns aos seres vivos e essenciais para manutenção da 
célula, são originados no metabolismo primário, e as substâncias originadas a partir de rotas 
biossintéticas diversas e que são restritas a determinados grupos de organismos, são produtos do 
metabolismo secundário (KALLUF, 2015). 
As plantas medicinais têm como principal característica a presença de princípios ativos, sejam 
eles constituídos de uma única substância existente na planta, ou de um conjunto de substâncias que 
atuam sinergicamente, chamadas de complexo fitoterápico que podem interagir com o organismo do 
indivíduo para promoção da saúde (LORENZI; MATOS, 2002). Várias espécies já tiveram seus 
princípios ativos isolados, e dentre inúmeros destes, cita-se apenas alguns a título de exemplo: os óleos 
essenciais camazuleno, presente nas flores da camomila (Matricaria chamomilla) e da mil-folhas 
(Achillea millefolium), e o safrol, na canelasassafrás (Ocotea odorífera); os alcaloides, morfina, na 
papoula (Papaver somniferum), atropina, na beladona (Atropa belladona) e pilocarpina, no jaborandi 
(Pilocarpus jaborandi); o tanino, composto polifenólico presente nas folhas do barbatimão 
(Stryphnodendron barbatimao), do carvalho (Quercus sp) e da hamamelis (Hamamelis virginiana); as 
saponinas, na agave (Agave sp), na salsaparrilha (Smilax sp) e na iuca (Yucca sp) (CORREA JÚNIOR 
et al., 1994). 
28 
 
 Essas substâncias podem ser empregadas tanto dentro da própria planta na forma de 
preparações caseiras, como chás, tinturas e pós, ou na forma de composto puro isolado da planta e 
transformado em cápsulas, comprimidos e pomadas, pela indústria farmacêutica (LORENZI; MATOS, 
2002). 
Os vegetais sintetizam e armazenam os princípios ativos durante o seu desenvolvimento, 
porém nem todos os metabólitos sintetizados têm valor medicinal (WAGNER: BLADT, 2001; 
KALLUF, 2008). Os princípios ativos são substâncias quimicamente caracterizadas, provenientes do 
metabolismo secundário, cuja ação farmacológica é conhecida e responsável, total ou parcialmente, 
pelos efeitos terapêuticos do vegetal. Em todas as espécies há ao mesmo tempo princípios ativos e 
substâncias inertes, sendo estas últimas responsáveis por determinar a eficácia da erva medicinal, 
acelerando ou retardando a absorção dos princípios ativos pelo organismo. 
Os fitocomplexos são encontrados em concentrações diferenciadas no vegetal, 
preferencialmente em folhas, flores e raízes e às vezes em sementes, frutos e cascas (WAGNER; 
BLADT, 2001; KALLUF, 2008). O entendimento dos princípios ativos é necessário para que estes 
sejam empregados em larga escala como opção terapêutica na prevenção de doenças. Assim, pesquisas 
com metodologia confiável são indispensáveis para que se conheçam com exatidão os benefícios, sem 
oferecer riscos de toxicidade e efeitos indesejáveis (WAGNER; BLADT; KALLUF, 2008). Os 
princípios bioativos vegetais que mais se destacam são: glicosídios, flavonoides, saponinas, óleos 
essenciais, salicilatos, ácidos orgânicos, alcaloides, mucilagens, taninos e antraquinonas (WAGNER; 
BLADT, 2001; KALLUF, 2008). 
Princípios Ativos Vegetais e suas Ações 
 
Princípios 
Ativos 
Propriedades 
Alcalóides Atuam no sistema nervoso central (calmante, sedativo, estimulante, anestésico, analgésicos). 
Alguns podem ser cancerígenos e outros antitumorais. Ex: Cafeína do café e guaraná, 
teobromina do cacau, pilocarpina do jaborandi. 
Mucilagens Cicatrizante, anti-inflamatório, laxativo, expectorante e antiespasmódico. Ex: babosa, 
tanchagem, psyllium. 
Flavonóides Fortalece os vasos capilares; efeito anti-inflamatório, antiesclerótico, antidematoso, dilatador 
de coronárias, espasmolítico, anti-hepatotóxico, colerético e antimicrobiano. Ex: rutina, 
quercetina, chá verde (Camellia sinensis) 
Taninos Por via interna, exercem efeito antidiarreico e antisséptico; por via externa, impermeabilizam 
as camadas mais expostas da pele e mucosas, protegendo assim as camadas subjacentes. 
Podem provocar irritação gástrica em grandes doses. Em pequenas doses, protege o trato 
gastrointestinal. Ex: barbatimão; Vítis vinífera... 
Óleos Essenciais Efeitos: bactericida, antivirótico, cicatrizante, analgésico, relaxante, expectorante e 
antiespasmódico. Ex: mentol nas hortelãs, timol no tomilho, eugenol no cravo-da-índia 
Ácidos 
Orgânicos 
(Ácidos tartárico, 
málico, cítrico e o 
silícico) 
As plantas das famílias das borraginácias, das equisetáceas e das gramíneas absorvem grande 
quantidade de sais orgânicos do solo, principalmente o silícico, armazenando-o nas 
membranas das células ou no seu protoplasma. Ex: Ruibarbo, azedinha 
CompostosFenólicos 
Os compostos fenólicos são aqueles que originam os taninos. 
Ex: Ácido caféico, Vanilina, Ácido clorogênico. 
29 
 
Compostos 
Inorgânicos 
Têm propriedades diuréticas, auxiliam na formação do tecido conjuntivo. 
Ex: Sais de cálcio, silício e potássio. 
Cumarina Possui ação antisséptica, pigmentante, vasodilatadora, anti-inflamatória. 
Ex: Dicumarol, Xantonas. 
Glicosídeos 
Cardiotônicos 
Os cardiotônicos possuem alta especificidade no músculo cardíaco; tem efeito acumulativo; 
risco de intoxicação; aumenta o débito cardíaco e diminuem a frequência cardiáca. Ex: 
Digitalispurpúrea L. (digoxina) e digitalislanata L. (digitoxina). 
Gomas São polissacarídeos solúveis ou insolúveis. Podem ser usadas como laxante e mucoprotetor. 
Antroquinonas 
ou derivados 
Antracênicos 
São usados como purgativos, estimulam os movimentos peristálticos, aumentam a 
motilidade intestinal, diminuem a absorção de água e eletrólitos pois bloqueiam a bomba de 
sódio na região intestinal. O uso prolongado e contínuo é contra-indicado. Medicamentos 
contendo estes ativos devem ser evitados por crianças e gestantes. Ex: Sene e Cascara 
sagrada 
Saponinas ou 
Saponosídeos 
Emulsionam o óleo na água e possuem um efeito hemolítico. As plantas que contem 
saponinas são utilizadas também por sua ação mucolítica, diurética suave e depurativa: 
Ex: Ginseng, Ilex paraguariensis, Prímula 
Compostos 
Sulfurados 
Metabólitos vegetais derivados de aminoácidos sulfurados com ação antibacteriana, 
antiviral, antifúngico, anti-inflamatório, hipoglicemiante, antioxidante, imunomodulador. 
Glucoquininas Princípios ativos que atuam sobre a glicemia. 
Lignanas ou 
Neolignanas 
Possuem ação anti-inflamatória, antifúngica, hepatoprotetora, relaxante muscular e 
antialérgica. Ex: Linhaça dourada e marrom. 
Substâncias 
Amargas 
Estão presentes nos óleos essenciais, nos glicosídeos, nas saponinas e nos alcalóides. 
Estimulam a secreção gástrica e possuem ação tônica geral. 
Fonte: Adaptado de MARTINS (1995) 
 
 
Compostos Ativos 
Terpenos 
Constituem a maior classe de componentes químicos das plantas, havendo mais de 30.000 
substâncias descritas. Alguns terpenos, como o esqualeno e os carotenos, fazem parte do metabolismo 
primário das plantas e são encontrados em todas as espécies. No entanto, a maior parte dos terpenos 
constitui o metabolismo secundário, o qual está envolvido na adaptação das plantas ao seu nicho 
ecológico. A via transdérmica é uma das principais vias de absorção dos terpenos é. Por este motivo, 
são muito utilizados na fabricação de cosméticos e pela indústria farmacêutica, pela qual são utilizados 
como promotores de penetração de medicamentos (SAPRA et al., 2008). A via inalatória é outra rota 
de administração muito comum dos terpenos. Por isso são muito utilizados como base para óleos 
essenciais e perfumes (SAPRA et al., 2008). Outra via de administração é a oral. Kohlert et al. 
(2000) concluíram que estes compostos são geralmente eliminados com uma meia-vida de 
aproximadamente 1 hora, demonstrando haver um baixo risco de acúmulo desses compostos no 
organismo (MARQUES, 2011). 
 
30 
 
Propriedades benéficas dos terpenos 
 
 Ação antiagregação plaquetária (Exemplos: Isopreno, Prenol, Ácido Isovalérico, 
Pubescenoides A e B) 
 Bactericida, fungicida, antiparasitário, acaricida, alívio de azia e refluxo, anticancerígeno 
(Exemplos: Geraniol, Limonemo, Terpineol, Timol, Mentol, Alfa E Beta-Pinemo); 
 Anti-inflamatório, antialérgico, antifúngico, anticancerígeno (Exemplos: Farneseno, Farnesol, 
Ferutinina, Tenuferidina, Ferolina); 
 Anti-inflamatório, antiviral (anti-HIV), hepatoprotetor, destoxificante, analgésico, 
imunomodulador (Exemplos: Cafesol, Kahweol, Cembrene, Taxadiene, Forskolin); 
 Antimicrobiano e indutor de apoptose (Exemplo: Geranilfarnesol); 
 Precursor de esteróides, anticancerígeno, anti-inflamatório e antiviral (anti-HIV) (Exemplos: 
Esqualeno e saponinas); 
 Antioxidantes, antiproliferativos e anti-inflamatórios (Exemplos: Licopeno, ɣ, α e β-caroteno). 
 
Saponinas: 
Seu nome provém da propriedade de formarem espuma quando agitadas em água. As 
saponinas são um grupo particular de heterosídeos derivados dos triterpenos tetracíclicos, derivadas do 
metabolismo secundário das plantas, ou seja, são substâncias produzidas como parte do seu sistema de 
defesa. O teor de saponinas do ginseng (Panax ginseng), por exemplo, é diretamente proporcional à sua 
idade, sendo que o pico é atingido por volta dos seis anos (MARQUES, 2011). 
Principais propriedades benéficas das saponinas: 
 Antimicrobiana/antifúngica; 
 Anti-inflamatória; 
 Anticancerígena; 
 Aumento da permeabilidade nas membranas celulares; 
 Antioxidante; 
 Anticonvulsivante; 
 Imunoestimulante; 
 Analgésica; 
 Hiperglicêmica; 
 Antiviral; 
 Hipocolesterolêmica 
 
31 
 
Taninos 
Princípios ativos vegetais pertencentes ao grupo de compostos fenólicos, que por sua vez, são 
originários do metabolismo secundário das plantas. Os taninos apresentam uma tendência a formar 
complexos com proteínas faz com que sejam os principais limitantes do valor nutricional em 
leguminosas, pois reduzem a digestibilidade das proteínas das mesmas. Adicionalmente, podem inibir 
enzimas (complexos com proteínas enzimáticas) e interferir na absorção de alguns minerais e vitaminas 
(DESHPANDE, 1992). Os taninos apresentam baixa absorção pela pele e pelo trato gastrointestinal, 
seus efeitos farmacológicos são elucidados segundo seus efeitos locais nestes órgãos. Porém, essa 
característica é benéfica, uma vez que se absorvidos em grandes quantidades, os taninos podem 
apresentar toxicidade (MARQUES, 2011). 
Principais propriedades benéficas dos taninos: 
 Antioxidante " Os taninos, por serem componentes fenólicos, possuem a capacidade de doar 
íons de hidrogênio às moléculas de radicais livres, impedindo a peroxidação lipídica e inibindo 
as enzimas envolvidas na produção desses radicais, tais como fosfolipase A2, ciclo-oxigenase e 
lipoxigenase; 
 Atividade hemostática e cicatrizante " Graças à capacidade em se complexar com estruturas 
protéicas, os taninos podem precipitar proteínas do plasma, além de ativar os fatores de 
coagulação sanguínea. O efeito cicatrizante está relacionado com a propriedade adstringente 
atribuída aos taninos, pois agem formando uma película protetora na região lesionada. 
 Atividade bactericida e fungicida " Sua capacidade de formar complexos com proteínas, 
exercendo efeito inibitório sobre enzimas bacterianas e fúngicas, podendo, ainda, formar 
complexos com os substratos destas enzimas; 
 Outras propriedades benéficas dos taninos são, ação antiviral, antidiarréica, redução da 
oxidação da lipoproteína LDL. 
Flavonóides 
Presentes em frutas, legumes, raízes, talos, flores, folhas, cascas de árvores, vinho, nozes, 
sementes, ervas e especiarias, os flavonóides representam o maior grupo da família dos compostos 
fenólicos, sendo uma classe de metabólitos secundários amplamente encontrados no reino vegetal 
(MARQUES, 2011). 
32 
 
Os flavonóides são divididos em quatro grupos principais: 
 Flavonas. Componentes: apigenina, chrisina, kaempferol, luteolina, miricetina, rutina, sibelina 
e quercetina. 
 Flavononas. Componentes: fisetina, hesperetina, narigina, naringerina e taxifolina. 
 Catequinas. Componentes: catequina, epicatequina e epigalicatequina galate. 
 Antocianinas. Componentes: canidina, delfinidina, mavidina, pelargonidina, peonidina e 
petunidina. 
 
Principais propriedades benéficas dos flavonóides: 
 
 Ação antioxidante; 
 Cardioprotetora; 
 Anticarcinogênica; 
 Anti-inflamatória; 
 Antiviral; 
 Hepatoprotetora 
 
Alcalóides 
Os alcalóides são compostos nitrogenados de reação básica, geralmente com sabor amargo, presentes 
em diversas partes do vegetal e geralmente combinados com ácidos orgânicos ou taninos. Os alcalóides 
podemser absorvidos através do trato gastrintestinal, a partir de todas as membranas e mucosas e são 
pouco absorvidos pela pele integra. Após a absorção a maioria dos alcalóides é metabolizada no fígado 
(MARQUES, 2011). 
Principais propriedades benéficas dos alcalóides: 
 Atividade antioxidante; 
 Anti-inflamatória; 
 Antimalárica 
 
 
Antraquinonas 
 
Nas plantas, as antraquinonas normalmente apresentam-se como substâncias cristalinas de 
coloração amarela, laranja ou vermelha, e estão presentes em fungos, liquens e em plantas superiores. 
Os glicosídeos antraquinônicos, quando ingeridos, atingem o cólon, no qual sofrem a ação da 
microbiota intestinal, sendo hidrolisados e convertidos em agliconas. As agliconas são as moléculas 
ativas das antraquinonas, sendo facilmente absorvidas pelo organismo. O principal efeito das 
33 
 
antraquinonas no organismo humano é o laxativo (MARQUES, 2011). Exemplos: Rhammus purshiana 
DC. (Cáscara-sagrada), Cassia angustifólia e Cassia acutifólia (Espécies de sene). 
 
Ácidos orgânicos 
 
As raízes liberam muitos ácidos orgânicos, que são de extrema importância, tanto, por atuação 
de forma direta, favorecendo a biodisponibilidade de nutrientes para as plantas processo de quelação e 
troca de ligantes, quanto por forma indireta, pelo estímulo da atividade microbiana. O ácido cítrico, por 
exemplo, é considerado um dos componentes mais importantes envolvidos nos processos de liberação 
de fósforo, potássio, zinco e complexação de alumínio (MARQUES, 2011). 
 
 
Principais propriedades benéficas dos ácidos orgânicos: 
 
Auxiliam na diminuição do risco de doenças crônicas por seu papel antioxidante, atuando na 
redução do estresse oxidativo e na inibição da oxidação de macromoléculas. Malato e o citrato exercem 
efeitos alcalinizantes após o metabolismo, com um potencial de prevenir baixo grau de acidose 
metabólica inerente ao consumo de dieta ocidental. Ácido cítrico e tartárico aumentam a salivação e 
possuem atividade bacteriostática, o que contribui para manter os dentes em melhores condições, além 
de possuírem ação diurética e laxante suave. Por sua vez, o ácido málico da maçã tem ação 
adstringente e obstipante, o qual e útil em casos de colite ou diarréia. Porém, nem todos os ácidos 
orgânicos são benéficos. O ácido oxálico pode precipitar na urina quando em contato com o cálcio e 
colaborar na formação de cálculos (MARQUES, 2011). 
 
Farmacologia das Plantas: 
A eficácia terapêutica dos fitoterápicos dependem muito da absorção dos princípios ativos das plantas, 
o que envolve a farmacocinética e farmacodinâmica. 
 
Farmacocinética 
Seria o que o organismo faz com a planta, desde a biotransformação dos metabólitos ativos até a sua 
excreção. Inclui as reações de oxidação, redução e hidrolise dos compostos e conjugação dos grupos 
funcionais como moléculas endógenas. O fígado é o principal local de metabolismo dos compostos 
ativos, em função do seu amplo sistema microssomal. O sistema de catálise do metabolismo oxidativo 
é dependente do citocromo P450 e atua sobre uma ampla gama de substância endógenas poluentes 
ambientes e carcinógenos. Modificações na atividade desse sistema podem alterar a resposta 
metabólica frente a essas substâncias (HOLLMAN; KATAN, 1999; BLUMENTHAL; GOLDBERG; 
BRINCKMANN, 2000; HEIM; TAGLIAFERRO; BOBILYA, 2002). 
 
34 
 
Farmacodinâmica 
Traduz o que as plantas e seus compostos bioativos fazem com o organismo: o mecanismo de ação, o 
espectro de atividades e as reações adiversas. São interações que regulam o conhecimento molecular do 
princípio ativo e do seu receptor. O resultado dessa interação produz o efeito terapêutico cuja resposta 
é variável dependendo de vários fatores individuais dos farmacocinéticos. Dentro dos fatores 
individuais, ingestão inadequada ou insuficiente dos nutrientes essenciais, ou seja, a deficiência 
nutricional, pode afetar a absorção, distribuição, biotransformação e excreção dos compostos bioativos. 
O conceito de biodisponibilidade dos princípios ativos das plantas, no sentido restrito, depende da 
extensão e velocidade da farmacocinética o que interfere diretamente na resposta terapêutica 
(HOLLMAN; KATAN, 1999; BLUMENTHAL; GOLDBERG; BRINCKMANN, 2000; HEIM; 
TAGLIAFERRO; BOBILYA, 2002). 
 
CAPÍTULO 2 
Plantas Medicinais e Fitoterápicos conforme a Legislação 
 
 
O Nutricionista 
 
A Resolução do CFN nº 556 de 11 de abril de 2015 altera as Resoluções nº 416, de 2008, e nº 525, de 
2013, e acrescenta disposições à regulamentação da prática da Fitoterapia para o nutricionista como 
complemento da prescrição dietética. 
Art. 2º. O art. 3º da Resolução CFN nº 525, de 25 de junho de 2013, publicada no Diário Oficial da 
União, Seção 1, Edição de 28 de junho de 2013, página 141, passa a vigorar com as seguintes 
alterações: 
"Art. 3º - O exercício das competências do nutricionista para a prática da Fitoterapia como 
complemento da prescrição dietética deverá observar que: 
I - a prescrição de plantas medicinais e chás medicinais é permitida a todos os nutricionistas, ainda que 
sem título de especialista; 
II - a prescrição de medicamentos fitoterápicos, de produtos tradicionais fitoterápicos e de preparações 
magistrais de fitoterápicos, como complemento de prescrição dietética, é permitida ao nutricionista 
desde que seja portador do título de especialista em Fitoterapia, observado o disposto no § 4º deste 
artigo. 
..... 
§ 4º Para a outorga do título de especialista em Fitoterapia, a Associação Brasileira de Nutrição 
(ASBRAN), atendido o disposto no § 1º deste artigo, adotará regulamentação própria, a ser 
amplamente divulgada aos interessados, prevendo os critérios que serão utilizados para essa titulação. 
35 
 
..... 
Art. 4º. Não se aplicará o disposto no caput, inciso II e § 4º do art. 3º da Resolução nº 525, de 2013, 
com as alterações dadas por esta Resolução, aos nutricionistas que, até a data de publicação desta 
Resolução, estejam matriculados ou tenham obtido certificado de conclusão de cursos de pós-
graduação Lato Sensu, com ênfase na área de fitoterapia relacionada à nutrição. 
...... 
Art. 5º. O prazo a que se refere o § 2º do art. 3º da Resolução 525, de 2013, será contado a partir da 
data da publicação desta Resolução. 
Art. 6º. A ementa da Resolução 525, de 2013, passa a vigorar com a seguinte redação: 
"Regulamenta a prática da Fitoterapia pelo nutricionista, atribuindo-lhe competência para, nas 
modalidades que especifica, prescrever plantas medicinais e chás medicinais, medicamentos 
fitoterápicos, produtos tradicionais fitoterápicos e preparações magistrais de fitoterápicos como 
complemento da prescrição dietética e dá outras providências." 
 
De acordo com a legislação vigente a prescrição de plantas medicinais ou drogas vegetais deverá ser 
legível, conter o nome do paciente, data da prescrição e identificação completa do profissional 
prescritor (nome e número do CRN, assinatura, carimbo, endereço e forma de contato) e conter todas 
as seguintes especificações quanto ao produto prescrito: 
 
I - nomenclatura botânica, sendo opcional incluir a indicação do nome popular; 
II - parte utilizada; 
III - forma de utilização e modo de preparo; 
IV - posologia e modo de usar; 
V - tempo de uso. 
 
 
Formas farmacêuticas 
 
As formas farmacêuticas permitidas para o uso pelo profissional nutricionista são exclusivamente as de 
uso oral, tais como: 
 
I - infuso; 
II - decocto; 
III - tintura; 
IV - alcoolatura; 
V - extrato 
 
Ervas secas: 
Produtos constituídos por partes vegetais, inteiras, fragmentadas ou moídas, obtidos por processos 
tecnológicos adequados a cada espécie, utilizados exclusivamente na preparação de bebidas 
alimentícias por infusão ou decocção em água potável, não podendo ter finalidades 
farmacoterapêuticas (não podem possuir alegação terapêutica no rótulo). 
 
36 
 
Droga vegetal: 
Planta ou suas partes,que contenham as substâncias, ou classes de substâncias, responsáveis pela ação 
terapêutica e usada após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, 
triturada ou pulverizada. 
 
Infusão: 
Preparação líquida, que consiste em verter água fervente sobre a droga vegetal e, em seguida, tampar 
ou abafar o recipiente por um período de tempo determinado. É indicada para partes de vegetais de 
consistência menos rígida tais como folhas, flores, inflorescências e frutos, ou com substâncias 
ativas voláteis. Ex: Carqueja (Baccharis trimera), Guaçatonga (Casearia sylvestris), Erva baleeira 
(Cordia verbenacea), Erva cidreira (Cymbopogon citratus). 
 
Decocção: 
Consiste na ebulição da droga vegetal em água potável por tempo determinado. É indicada para ervas 
de consistência rígida, que não liberam seus componentes ativos em baixas temperaturas, como 
cascas, raízes, rizomas, caules, sementes e folhas coriáceas (c/ cutículas espessas). Ex: Cajueiro 
(Anacardium occidentale), Bardana (Arctium lappa), Hamamélis (Hamamelis virginiana), Mulungu 
(Erythrina mulungu). Não é indicada para ervas com compostos voláteis ou com compostos que se 
degradam em altas temperaturas. 
 
Maceração: 
É uma forma de preparo indicada para ervas que não necessitam de altas temperaturas para liberarem 
seus componentes químicos ou podem ser degradadas em água quente. Muito indicada para plantas que 
possuem compostos voláteis. Ex: Alho (Allium sativum). 
 
Tintura: 
Preparação com extração hidroalcoólica a partir da planta seca na proporção de 20% 
 
Alcoolatura: 
Preparação com extração hidroalcoólica a partir da planta fresca na proporção de 50%. 
 
Extratos: 
Preparações líquidas, sólidas, semi sólidas obtidas pela extração de drogas vegetais frescas ou secas, 
por meio líquido, seguida por evaporação total ou parcial e ajuste do concentrado a padrão previamente 
estabelecido. 
 
Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado. 
 
37 
 
A Instrução Normativa nº 2, de 13 de maio de 2014, publica a “Lista de medicamentos fitoterápicos de 
registro simplificado” e a “Lista de produtos tradicionais fitoterápicos de registro simplificado” 
revogou a Instrução Normativa nº 5, de 12 de dezembro de 2008, que determinava a publicação da 
“Lista de medicamentos fitoterápicos de registro simplificado”e cita os medicamentos fitoterápicos que 
são exclusivos de prescrição médica”. 
 
Lista de Medicamentos Fitoterápicos de registro simplificado cuja venda necessita de prescrição 
médica. 
 
1. Uva-ursi - Arctostaphylos uva-ursi Spreng. (cistite) 
2. Cimicífuga - Cimicifuga racemosa (L.) Nutt. (climatério) 
3 Equinácea - Echinacea purpúrea Moench (infecções) 
4 Ginkgo - Ginkgo biloba L. (distúrbios circulatórios) 
5. Hipérico - Hypericum perforatum L. (depressão) 
6. Kava-kava - Piper methysticum Forst. F (ansiedade, insônia, agitação) 
7. Saw palmetto - Serenoa repens (Bartram) (hiperplasia benigna próstata) 
8. Tanaceto - Tanacetum parthenium Sch. Bip. (enxaqueca) 
9. Valeriana - Valeriana officinalis (insônia, ansiedade) 
 
A Resolução – RDC 10, de 9 de março de 2010 que dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto 
à Agência Nacional de Vigilância Sanitária; 
Foi revogada junto com a instrução normativa nº 5 de 31 de março de 2010 para fins de registro, mas 
continua vigente na referência para a prescrição. Sendo uma boa opção para consulta técnica, pois traz 
em seu anexo I uma lista com 54 drogas vegetais para uso interno, 21 para uso externo e 1 de uso 
inalatório com a respectiva alegação de propriedade, além de posologia segura e modo de uso de cada 
espécie. 
 
Medidas de Referência 
 
Para a correta utilização das drogas vegetais e fitoterápicos é importante conhecer as medidas 
de referência a seguir. 
 
Colher de sopa 15 ml / 3 g 
 
Colher de sobremesa 10 ml / 2 g 
 
Colher de chá 5 ml / 1 g 
 
Colher de café 2 ml / 0,5 
 
Copo 250 ml 
 
Xícara de chá 150 ml 
 
38 
 
Xícara de café 50 ml 
 
Cálice* 30 ml 
 
Fonte: Adaptadas da Resolução RDC nº 10 de 09.03.2010 – ANVISA 
* Geralmente são adotados 125 ml em alimentos e 30 ml em medicamentos 
 
 
Outro ponto importante a ser observado é que as doses sugeridas pela literatura de referência 
(Famacopéias e Comissões) nem sempre contemplam todas as formas farmacêuticas disponíveis no 
mercado e não existem dados suficientes para todas as plantas. A CONBRAFITO, com o intuito de 
orientar os profissionais prescritores elaborou duas tabelas de equivalência para conversão de doses nas 
diferentes formas farmacêuticas. 
 
 
Tabela de Equivalência – Flores, folhas e partes aéreas 
Infusão, decocção, 
maceração 
Droga em pó Extrato seco (3:1) Tintura vegetal (1:5) 
2000mg ou 1 Colher de 
sobremesa 
2000mg 500mg 50gotas (2,5ml) 
 
Tabela de Equivalência - Raiz, cascas, caules, sementes, frutos secos 
Infusão, decocção, 
maceração 
Droga em pó Extrato seco (3:1) Tintura vegetal (1:5) 
1000mg ou 1 Colher de 
sobremesa 
1000mg 250ml 25gotas* (1ml) 
*20 gotas correspondem aproximadamente 1ml. 
 Fonte: Panizza, 2012. 
 
 
A RDC atual para medicamentos fitoterápicos, o registro e a notificação de produtos tradicionais é a 
RDC nº 26, de 13 de maio de 2014, que define as categorias de medicamento fitoterápico e produto 
tradicional fitoterápico. 
Cada profissional deve estar atento as suas resoluções de âmbito e normativas para prescrever plantas 
medicinais e fitoterápicos de forma ética e legal a fim de evitar possíveis intercorrências provenientes 
da prescrição inadequada e incompatível com suas atribuições (KALLUF, 2015). 
 
 
39 
 
CAPÍTULO 3 
Elaboração da Formulação Fitoterápica 
 
Prescrição em cada forma farmacêutica 
 
Estão presentes na composição de uma fórmula os princípios ativos, coadjuvantes técnicos e 
veículo ou excipiente (FERREIRA; BRANDÃO, 2002; PASCHOAL et al., 2009). 
 
Extrato seco: 
É a preparação sólida obtida pela evaporação do solvente utilizado na extração. Apresentam, 
no mínimo, 95% de resíduo seco. 
 
Extrato seco padronizado 
Esse tipo de extrato apresenta teores definidos de seus principais constituintes químicos 
(substância marcadora) bem como umidade, coregranulometria. Apresenta como vantagem a 
reprodutibilidade dos lotes de fabricação e maior estabilidade. Ex: Centella asiática– Padronizado em 
Asiaticosideo. Aesculus hippocastanum – Padronizado em Escina. 
 
Princípios ativos 
São responsáveis pela ação farmacológica, ou seja, a (s) substância (s) responsável (is) total ou 
parcialmente, por efeitos terapêuticos (KALLUF, 2015). 
 
Coadjuvantes técnicos ou adjuvantes farmacotécnicos: 
São substâncias em geral inertes cuja função é estabilizar a fórmula em nível químico, físico ou 
microbiológico. Dependendo da fórmula farmacêutica e da embalagem, não são necessários os 
coadjuvantes técnicos. Exemplos: Antioxidantes (PASCHOAL et al., 2009). 
 
Veículo (líquido) ou Excipiente (sólido ou semi-sólido) 
É a parte da fórmula na qual são misturados os princípios ativos. É utilizado para 
complementar o volume necessário das formulações. Exemplo: Celulose microcristalina (PASCHOAL 
et al., 2009). 
 
Formas farmacêuticas 
As formas farmacêuticas são as formas físicas de apresentação do medicamento. São 
classificadas em sólidas, líquidas, semi sólidas e gasosas, são o resultado de várias operações a que se 
40 
 
submetem as substâncias terapêuticas a fim de facilitar sua posologia e administração, mascarar os 
caracteres organolépticos e assegurar a ação desejada (PASCHOAL et al., 2009). 
Formas Sólidas 
Pastilhas e gomas 
São formas farmacêuticas sólidas que se destinam a dissolver ou desintegrar lentamente na 
boca. Podem conter um ou mais ativos de ação local ou sistêmica, veiculados geralmente em base 
flavorizada e edulcorada, moldada ou comprimida. A pastilha medicamentosa dissolvelentamente na 
boca, liberando o fármaco para absorção através da mucosa oral, evitando em parte, a primeira 
passagem hepática. Essas fórmulas farmacêuticas são indicadas principalmente para pacientes com 
dificuldade de deglutição de formas sólidas. Devido à aparência e ao sabor agradável, aumentam a 
adesão dos pacientes pediátrico ao tratamento (PASCHOAL et al., 2009). 
 
São divididas em três tipos: 
 Pastilhas duras, que são misturas de sacarose e outros açúcares e/ou em estado amorfo; 
 Pastilhas soft que podem ser preparadas a base de PEG (polietilenoglicol), chocolate, pasta de 
amendoim, óleo vegetal hidrogenado ou base de açúcar-goma arábica; 
 Pastilhas mastigáveis (balas, gomas, gomas mastigáveis ou “jujubas”) que são preparadas à 
base de gelatina glicerinada. 
Cápsulas 
São receptáculos obtidos por moldagem, em geral, utilizadas para ingestão de fármacos em 
doses pré-estabelecidas. O invólucro da cápsula oferece relativa proteção dos agentes externos facilita a 
administração e devido a sua alta solubilidade e digestibilidade no organismo, libera rapidamente o 
fármaco de seu interior no estômago. Atualmente as cápsulas gelatinosas, que são constituídas de 
gelatina de origem animal, são as mais utilizadas. Estas podem ser em consistência dura (cápsulas 
gelatinosas duras) ou, se fabricadas incluindo maiores quantidades de glicerina, sorbitol, 
polietilenoglicol, apresentam-se com consistência flexível e elástica (cápsulas gelatinosas moles). As 
últimas, ao contrário das cápsulas duras podem acondicionar soluções oleosas, suspensões e emulsões. 
As cápsulas podem ser opacas, para preservar a matéria prima da oxidação e modificação de suas 
estruturas. Muitas vezes, são coloridas a partir de corantes alimentares. Como variação vegetal, existem 
as cápsulas de clorofila, que, além de serem de origem vegetal, possuem vitaminas, minerais e 
clorofilina, que contribuem para a oferta de antioxidantes. As cápsulas transparentes são de origem 
animal e, como as cápsulas duras, são formadas por gelatina. Sem corantes alimentares, não possuem 
coloração, deixando a matéria-prima mais exposta ao meio ambiente (PASCHOAL et al., 2009). 
41 
 
 
Excipiente 
É muito importante que as cápsulas fiquem completamente cheias, para que a substância ativa 
encontre-se de modo uniforme em todas as cápsulas. Por esse motivo, os excipientes são utilizados 
para completar o volume de cápsulas. É empregado o q.s.p., sigla muito utilizada na manipulação (mais 
na formulação de cápsulas, mas bastante empregada para saches) que significa “quantidade suficientes 
para preencher”. Como excipiente deve ser usada uma substância não absorvível, mas que não interfira 
na biodisponibilidade dos componentes da fórmula (PASCHOAL et al., 2009). 
 
Principais tamanhos de cápsulas 
Número da cápsula Capacidade (mg) 
3 0 a 130 
2 131 a 181 
1 182 a 290 
0 291 a 400 
00 401 a 700 
 
Pós (Sachês) 
Formas farmacêuticas provenientes de drogas vegetais ou animais, assim como substâncias 
químicas submetidas a um grau de divisão suficiente para lhes assegurar homogeneidade e lhes facilitar 
a extração ou administração dos princípios ativos. Os pós podem ser acondicionados a granel, em potes 
bem vedados, ou podem, também, ser acondicionados subdivididos em doses em saches aluminizados 
ou em papel impermeável (PASCHOAL et al., 2009). 
 
Formas semissólidas 
Pomadas, Gel e Emulsão/cremes – Uso tópico 
Formas líquidas 
 
Xaropes 
É a forma na qual se emprega 2/3 do peso da planta ou do fruto, em açúcar (64% de sacarose, 
em média) ou mel – recebendo o nome de melito, no último caso. Também podem ser adicionados 
tinturas, extratos fluidos e extratos moles a base de xarope, que podem conter edulcorantes. No caso 
das plantas, coloca-se para ferver, não se permitindo temperatura superior a 80ºC. Após solubilizado, 
filtra-se sobre gaze, conservando-se em frasco âmbar (escuro). Existem xaropes específicos para 
pacientes diabéticos, que não levam açúcar na formulação. 
Emulsões 
42 
 
São preparados semissólidos ou líquidos para uso interno ou externo. No uso interno, os 
extratos fluidos são mais bem utilizados que as tinturas, pois não desestabilizam as emulsões. No caso 
tópico, os extratos fluidos são substituídos pelo extrato glicólico (ALONSO, 1998; FERRO, 2006). 
 
Formas de apresentação mais comum para uso dos fitoterápicos 
Formas de Apresentação dos Fitoterápicos 
Infusão Colocar água fervente na planta e deixar em repouso por 10 a 15 
minutos 
Decocção Usada para raízes, cascas e sementes. Ferver em fogo baixo por 10 a 20 
minutos. Deixar em repouso por 10 a 15 minutos 
Maceração Preparação a frio. Deixar a planta amassada com água fria por 7 a 24h. 
Tintura Maceração da erva com álcool ou vinho 
Extrato fluido São preparações obtidas a partir de 1000g de erva seca. Não sofre ação 
do calor 
Extrato Seco Pó homogêneo mais concentrado. Boa padronização. 
Pó Droga vegetal moída. Muita variabilidade na biodisponibilidade do 
princípio ativo, com menor concentração. 
Xarope 2/3 do peso da planta ou do fruto em açúcar ou mel. Coloca-se para 
ferver não permitindo temperatura superior a 80
0 
C. Após solubilização, 
filtra-se sobre gaze, conservando em frasco âmbar. Contraindicados 
para distúrbios do metabolismo de carboidratos 
Capsulas/Comprimidos Feitas com o pó, óleo ou extrato seco 
Gotas Forma galênica para a utilização de tinturas, extratos fluidos ou óleos 
essenciais. Relação terapêutica dose dependente. 
Fórmula Fitoterápica Relação quantitativa de todos os componentes de um medicamento 
fitoterápico 
Fonte: Adaptada de Alonso J. R., 1998 e Teske, M. 2001. 
 
O modo de preparo das drogas vegetais e a correta utilização das diferentes formas de apresentação das 
plantas garantem uma melhor ação terapêutica das drogas vegetais (ALONSO, 1998; TESKE, 2001). 
Parte da Planta 1 Colher de café 1 Colher de Chá 1 Colher de 
Sobremesa 
1 Colher de Sopa 
*Folhas e Flores 800mg 1,5g 3g para cascas e 
raizes 
6g 
Casca 1,5g Até 3g Até 6g Até 12g 
Pós 0,5 a 1g (colher 
rasa) 
1 a 2g (colher 
rasa) 
3 a 5g (colher 
rasa) 
5 a 10g (colher 
rasa) 
**Líquidos 2ml (colher rasa) 
ou 40 gotas 
5ml (colher rasa) 
ou 100 gotas 
10ml (colher rasa) 
ou 200 gotas 
15ml (colher rasa) 
ou 300gotas 
Fonte: Adaptado de Ferro, 2006. 
*Para folhas e flores de plantas in natura, a quantidade costuma ser o dobro em comparação com 
folhas e flores secas. 
**Na forma líquida, cada 1ml equivale a 20 gotas. 
43 
 
As formulações magistrais trazem inúmeras possibilidades de formas de apresentação com os 
fitoterápicos sempre respeitando a prescrição, o tipo da planta, a conservação, o sinergismo e a melhor 
relação custo-benefício. Como exemplo, hoje, além das apresentações mais tradicionais citadas acima, 
temos as gomas de colágeno, balas, shakes, chocolates e sprays com ativos fitoterápicos (KALLUF, 
2015) 
 
Prescrição de fitoterápicos: 
 
 
Várias plantas →vários alvos 
 
Imperador – representado pela planta de ação principal; 
Ministro – planta introduzida para auxiliar a principal; 
Mensageiro – visa tratar os sintomas coadjuvantes; 
Assistente – tem a função de harmonizar a fórmula 
 
 
Modelos de Prescrições 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
Infusão Fitoterápica 
Uso Oral: 
Melissa (Melissa officinalis L.) droga vegetal – Sumidades floridas - 2 Col. Sobremesa (4g) 
Modo de Preparo: aquecer uma xícara de chá (150ml) de água a uma temperatura que não haja 
fervura, dar preferência a panelas de vidro. Colocar a água na xícara (cerâmica branca ou vidro) com a 
dose da planta rasurada ou triturada. Deixar tampado por 10 a 15min. Coar e beber ainda morno. 
 
Posologia: quantas xícaras, quantas vezes, quantos dias. 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Decocção Fitoterápica 
 
Uso Oral: 
 
Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) droga vegetal - Raiz – 1,5 Colher de Sopa (4,5g) 
Modo de Preparo:Levar uma xícara de chá (150ml) água com a dose da planta rasurada ou triturada 
ao fogo e deixar cozinhar em panela tampada por 15 min, dar preferência a panelas de vidro. Coar e 
beber ainda morno. 
 
Posologia: quantas xícaras, quantas vezes, quantos dias. 
44 
 
 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Maceração em Água Fria 
 
Uso Oral: 
 
Alho (Allium sativum) Bulbo - droga vegetal 
 
Modo de Preparo: adicionar 1 colher de café (0,5g) da planta em 30ml (1 cálice) de água fria. Mexer 
suavemente e tampar o recipiente. Deixar em repouso por 1 hora. 
 
Posologia: tomar 1 cálice 2 vezes ao dia antes das refeições 
 
 
Prescrição de Tinturas: 
 
Tintura Simples 
Dra. Maria da Silva 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Uso oral: 
 
Tintura vegetal 20% 
Guaçatonga (Casearia sylvestris) folha (dispepsia, halitose, gastrite) 
Mandar 90 ml 
Tomar 30 gotas (1,5ml) da tintura, diluídas em ½ copo de água, 2 vezes ao dia, antes das principais refeições 
(almoço e jantar), durante 30 dias. 
 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
 
 
Tintura Composta 
Dra. Maria da Silva 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Uso oral: 
 
Tintura vegetal 20% 
 
Guaçatonga (Casearia sylvestris) folha............................25% (dispepsia, halitose, gastrite) 
Espinheira santa (Maytenus ilicifolia) folha.....................25% (gastrite, dispepsia) 
Passiflora (Passiflora alata) folha....................................25% (ansiedade, insônia, calmante suave) 
Camomila (Matricaria recutita) inflorescência...............25% (ansiedade, calmante suave, antioxidante e anti-
inflamatória) 
Mandar 90ml 
45 
 
Tomar 30 gotas (1,5ml) da tintura, diluídas em ½ copo de água, 2 vezes ao dia, antes das principais refeições 
(almoço e jantar), durante 30 dias. 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
 
 
Extrato seco – Cápsula simples 
 
Dra. Maria da Silva 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Uso oral: 
Alho (Allium sativum) Bulbo – Extr. seco..............................500mg (hipocolesterolêmico, antifúngico, 
bactericida) 
 
Excipiente (cápsula vegetal transparente) – q.s.p. 1 dose 
Mandar 60 doses 
Tomar 1 dose duas vezes ao dia. 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
 
Associação de Ativos em Cápsulas 
 
Dra. Maria da Silva 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Uso oral: 
Passiflora (Passiflora alata Curtis) Folha ou Flor– Extrato seco....................200mg 
Melissa (Melissa officinalis L.) Sumidades floridas - Extr. seco..........................................100mg (ansiedade, 
insônia, calmante suave) 
Excipiente (cápsula vegetal transparente) – q.s.p. 1 dose 
Mandar 30 doses 
Tomar 1 dose à noite 2h antes de dormir. 
 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
 
46 
 
Dra. Maria da Silva 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Uso oral: 
Griffonia simplicifolia – Semente - Extr. seco..............................50mg 
 
Excipiente (pastilha sublingual) – q.s.p. 1 dose 
Mandar 30 pastilhas 
Usar 1 pastilha, em baixo da língua, às 16h. Durante 30 dias. 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
 
 
Prescrição de Goma 
 
Dra. Maria da Silva 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Uso oral: 
Faseolamina (Phaseolus vulgares) Semente – Extr.seco..................................350mg 
Pholia magra (Cordia ecalyculata Vell) Folha – Extr. seco padronizado.........250mg 
Excipiente (goma de colágeno) – q.s.p. 1 unidade 
Mandar 30 gomas (sabor a escolha do cliente) 
Usar 1 goma 2 vezes ao dia, 30 minutos antes das refeições (almoço e jantar). Durante 30 dias. 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
 
 
Spray 
 
Dra. Maria da Silva 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Spray para reduzir a vontade de comer doce 
 
Extrato Fluido de Gymnema silvestres- Folha................... ..15% 
Solução oral q.s.p. - 30ml 
Sabor (a escolha do cliente) 
Posologia: Administrar uma borrifada na boca sempre que sentir necessidade. 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura: 
 CRN: 
End: 
47 
 
Prescrição de Sachê 
Dra. Maria da Silva 
 
Paciente: XXXXXXXXXXXXXX 
 
Recomendação Nutricional 
 
Glucomanan (Amorphophallus konjak K.) Raiz – pó .................500mg 
Goma guar (Cyamopsis tetragonolobus L.) Semente – pó.........1000mg 
Psyllium (Plantago ovata) Semente – Extr. seco.......................2000mg 
Excipiente (sache) – q.s.p. 1 dose (sabor a escolha do cliente) 
Mandar 30 doses 
Posologia: diluir o conteúdo de 1 sache em um copo de água ou suco e tomar 2 vezes ao dia 30 minutos antes das refeições 
(almoço e jantar) 
 
Não Reaviar 
 Data: 
 Assinatura 
 CRN: 
End: 
 
Obs: se preferir base efervescente, deverá colocar no final da formulação: 
Base efervescente - qsp. 1 dose 
UNIDADE III – TOXICIDADE E 
INTERAÇÕES 
CAPÍTULO 1 
Toxicidade de Fitoterápicos e Plantas Medicinais 
 
 
 A utilização das plantas medicinais com finalidades terapêuticas e profiláticas para várias 
doenças é uma das práticas médicas mais antigas existentes. O conhecimento a respeito de seus usos 
vem sendo transmitido desde o início da civilização até os dias de hoje (VEIGA JR et al., 2005; 
CARVALHO, 2011). Apesar das plantas possuirem muitos usos terapêuticos que são conhecidos 
popularmente, o ser humano desconhece o fato de que elas podem apresentar toxicidade tanto para o 
homem quanto para os animais (MARTINS et al., 2012; RODRIGUES; ALMEIDA; PIRES, 2010). O 
48 
 
desconhecimento por parte da população sobre efeitos secundários e toxicidade de espécies utilizadas 
habitualmente pode levar a consequências sérias (NAVARRO MOLL, 2000). 
De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações Toxicológicas (SINITOX), no ano 
de 2010, no Brasil, foram registrados 1132 casos de intoxicação humana por uso de plantas sendo que 
desses 5 foram a óbito (SINITOX, 2010). 
Existe um número cada vez maior de estudos científicos que comprovam a toxicidade de 
plantas antes usadas sem restrições e de forma indiscriminada. Espécies como a Kava-kava (Piper 
methysticum G. Forst, Piperacea) foram responsáveis por dezenas de casos de hepatotoxicidade na 
Europa (STICKEL, et al., 2003; WHITTON, et al., 2003; CLOUARTRE, 2004). No Brasil desde a 
década de 80 o confrei foi disseminado como planta para a cura de diversas enfermidades, inclusive 
câncer. Estudos posteriores demonstraram o risco do uso interno desta planta altamente hepatotóxica 
devido a alcaloidespirrolizidínicos (BRASIL, 1992; BARRACA, 1999; STICKEI & SEITZ, 2000). 
Mas o que se vê é que ainda hoje o confrei é utilizado, entre outras espécies vegetais de forma 
irracional. Plantas que contêm alcaloides pirrolizidínicos como o confrei (S. officinale) e mentrasto 
(Ageratum conyzoides L.) têm sido associadas com toxicidade substancial após ingestão, resultando em 
sintomas como anorexia, letargia, dor abdominal com posterior destruição dos hepatócitos, 
carcinogênese e trombose (COUET, et al., 1996; NAVARRO MOLL, 2000; STICKEI & SEITZ, 
2000). 
Espécies como o confrei apresentam efeitos tóxicos principalmente devido a vários alcalóides 
pirrolizidínicos como a lasiocarpina e sinfitina e seus óxidos, cujo principal dano causado ao fígado é 
doença veno-oclusiva e potencial carcinogênico (Efeito retardado, exposição sub-aguda e crônica) 
(STICKEL; SEITZ, 2000). Esta planta, após popularização nos Estados Unidos, foi difundida para 
outros países, sendo preconizada também para uso interno, principalmente os chás das folhas, como 
remédio miraculoso até para o tratamento de câncer, para purificar o sangue, problemas respiratórios e 
de outras afecções (TYLER, 1987). O confrei consta na lista de plantas proibidas na Espanha devido à 
sua toxicidade (ESPANHA, 2004). No Brasil aparece na lista de plantas medicinais da ANVISA 
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exclusivamente para uso tópico (BRASIL, 2004a; 
BRASIL, 2004b). 
A espécie conhecida como bucha paulista é cultivada principalmente no norte e nordeste do 
Brasil. Atualmente é comercializada para rinite e sinusite, uso este que promove potencial aumento em 
números de casos de intoxicações, causando irritações e hemorragias nasais (exposição aguda e sub-
aguda) (MENGUE, et al., 2001; SHENKEL, et al., 2003). 
Quanto à espécie kava kava (Piper methysticum), antes de 1998 seus extratos eram reportados 
como altamente seguros no tratamento de quadros de ansiedade e insônia. Em 2003 os mesmos foram 
banidos na União Européia e Canadá, sendo causa de muitos casos de hepatoxicidade e inclusive morte 
(Exposição crônica). A toxicidade parece estar relacionada a kavalactonas (CLOUATRE, 2004). 
Estudos têm demonstrado em pacientes intoxicados por extratos de kava sintomas como: ataxia, 
49 
 
tremor, sedação, anormalidades específicas de coordenação motora e atenção visual (CAIRNEY, et al., 
2003), além de casos de hepatite (STICKEL, et al., 2003). 
As folhas de carambola (Averrhoa carambola L.) são utilizadas na fabricação do fitoterápico 
Glico-Vitae, indicado no tratamento do diabetes melitus tipo 2. Para a fruto da carambola têm sido 
relatados casos de confusão mental, perda da consciência e até casos fatais em pacientes uricêmicos 
submetidos a hemodiálise, após ingestão da espécie (Exposição aguda). Uma neurotoxina parece estar 
relacionada aos quadros de toxicidade (TSE, et al., 2003; NETO, et al., 2003). Em contraste com o 
fruto, o extrato hidroalcoólico liofilizado de folhas apresenta ausência de toxicidade aguda e atividade 
hipoglicemiante em ratos (PROVASI, OLIVEIRA, FERNANDES, 2005). 
O gênero Rumex Polygonaceae é composto por várias espécies, cujas folhas e raízes têm sido 
usadas na medicina tradicional para a inflamação, a purificação do sangue, e obstipação. O seu alto teor 
de ácido oxálico está implicado, segundo pesquisas, na intoxicação, principalmente em crianças 
(FERRERES; RIBEIRO; IZQUIERDO et al., 2006). 
O boldo do chile é teratogênico (MENGUE, et al., 2001) e estudos têm demonstrado ação 
abortiva e teratogênica em animais para o extrato de folhas secas e também para o alcalóide boldina 
(ALMEIDA, et al., 2000). Há raros estudos de toxicidade para os chamados boldos brasileiros, no 
entanto as principais espécies conhecidas popularmente como boldos são desaconselhadas na gravidez 
e parecem estar relacionadas a casos de irritação gástrica (MENGUE, et al., 2001). 
A espécie Plectranthus barbatus, por exemplo, consta de listas de plantas com restrição de uso 
devido a toxicidade observada (ESPANHA, 2004) e tem sido relatada toxicidade em experimentos em 
diferentes períodos da gravidez em ratas (Exposição sub-aguda) (ALMEIDA; LEMONICA, 2000). 
Para Ginkgo biloba vêm sendo relatados efeitos tóxicos de alquilfenóis (BARON-RUPPERT; 
LUEPKE, 2001), efeitos alergênicos e propriedades imunotóxicas (Exposição sub-aguda e crônica) 
(KOCH, et al., 2000). As interações com outros medicamentos têm sido descritas, incluindo risco 
potencial de hemorragias (BRESSLER, 2005; YIN, et al, 2004). 
A concepção de que plantas medicinais e fitoterápicos são inócuos, que não apresentam 
potencial de toxicidade por serem naturais é freqüente, podendo levar a sérias conseqüências, efeitos 
colaterais, interações e intoxicações. Contudo, é necessária a implementação de medidas de educação e 
informação efetivas que contribuam para o uso racional de plantas medicinais (OLIVEIRA; 
GONÇALVES, 2006). 
 
 
50 
 
CAPÍTULO 2 
Plantas Medicinais, Aplicação Terapêutica, Contra-
indicação e possíveis Interações 
 
Classificação das plantas medicinais mais utilizadas, de acordo com as suas propriedades 
terapêuticas: 
Função Terapêutica das 
plantas 
Ervas Utilizadas Ação 
Digestivos e carminativos Hortelã, camomila, sálvia, 
alecrim, anis-estrelado, 
espinheira-santa, dente-de-leão, 
erva-doce, alfavaca, angélica, 
coentro, poejo, cravo-da-india, 
cominho, cardamomo, menta, 
gengibre e alho (bulbo) 
Favorecem uma melhor 
digestão e diminuem gases 
estomacais ou intestinais. 
Laxativos Cascara-sagrada, zimbro, 
hortelã, capim-cidreira e 
carqueja 
Estimulam o peristaltismo e a 
motilidade, aumentando a 
frequência evacuatória. 
Hepatoprotetor Boldo, carqueja, cardo-mariano 
e alcachofra 
Tem ação benéfica sobre o 
fígado, melhoram a atividade 
dos hepatócitos e aumentam a 
secreção biliar 
Diuréticos Cavalinha, caroba, carqueja, 
bardana (raiz), cabelo-de-milho, 
chapéu-de-couro, dente-de-leão, 
boragem, limão e alfafa 
Aumentam a filtração 
glomerular e a excreção urinária 
(diurese) 
Calmantes Capim-cidreira, maracujá, 
hortelã, tília, melissa, angélica, 
folha de alface e camomila 
Exercem função calmante sobre 
o sistema nervoso e induzem o 
sono 
Expectorantes Angélica, rosa mosqueta, 
alecrim, sabugueiro, guaco, 
gengibre, alcaçuz, erva-doce, 
alho e agrião 
Reduzem o excesso de muco, 
desobstruem as vias aéreas e 
diminuem os sintomas da gripe 
Fonte: Adaptado de Alonso e Teske 
 
 
1 Disbiose e Disfunção do Trato-gastrointestinal 
 
A fitoterapia vem se firmando como uma estratégia terapêutica de prevenção e tratamento de diversas 
desordens, dentre elas as que afetam o aparelho digestório. As vantagens do uso da fitoterapia nessas 
desordens são inúmeras. Seu uso destina-se a corrigir a causa do desequilíbrio e não apenas amenizar 
os sintomas, o uso de plantas pode, em geral, ser menos tóxico que o uso de medicamentos sintéticos e 
os vegetais possuem menos efeitos colaterais (ESIYOK; OTLES; AKCICEK, 2004). 
51 
 
 
1.1 Desordens bucais 
 
A cárie é a doença oral mais comum, de caráter multifatorial, e que pode levar a uma destruição 
localizada das estruturas dentais. Os micro-organismos envolvidos no desenvolvimento da cárie 
fermentam os carboidratos na boca, levando a uma queda acentuada no pH de 7,0 para menos de 5,5, 
havendo, assim, desmineralização da superfície do esmalte. As doenças periodontais estão entre as 
condições inflamatórias mais comum vistas em adultos, podendo ser classificada em dois tipos: 
gengivite e periodontite. A destruição do tecido periodontal resulta da produção e liberação de 
endotoxinas e ativação de monócitos e macrófagos, resultando na produção de diversos fatores 
inflamatórios que levam a reabsorção do osso alveolar e destrói o tecido conectivo (GATI; VIEIRA, 
2011). Alguns fitoterápicos e alimentos funcionais possuem efeitos terapêuticos bem significativoscomo: cranberry (Vaccinium oxycoccus), própolis, cacau (Theobroma cacao), café (Coffea arábica L.) 
Chá verde (Camellia sinensis), Alecrim (Rosmarinus officinalis) e probióticos (FRANCISCO, 2010). 
 
Cranberry (Vaccinium oxycoccus) 
 
Principais constituintes: ácido acético, ácido ascórbico, ácido cáprico, ácido cítrico, ácido málico, 
ácido valeriânico, arbutina, astragalina, beta-sitosterol, epicatequina, escopoletina, esculetina, tanino, 
pectina, ferro, magnésio, potássio, selênio e zinco. 
Família: Ericaceae 
Partes utilizadas: Frutos 
Indicações/ Usos terapêuticos: na prevenção de doenças (infecções do trato urinário); prevenção de 
cálculos renais; Benéfico na prevenção de cáries e periodontite; Ação antioxidante, antibacteriana, 
antibiótica, antiescorbútica, febrífuga 
Contra-indicações e efeitos adversos: crianças, gestantes e nutrizes utilizar com supervisão médica. 
Raros casos de diarreia e alergias que desaparecem com a suspensão do uso. 
Posologia: 
 Extrato seco padronizado (20% antocianidinas): 200 a 400mg 
 Suco: 30g a 300g 
Foi demonstrado que o suco de Cranberry é benéfico na prevenção de cáries e periodontite 
(MARQUES, 2014). 
 
Zedoária (Curcuma zedoária) 
 
Principais constituintes: zingibereno, 1,8-cineol, D-cânfora, D-canfeno, D-borneol e também 
curcumol, zederono, entre outros. Curcuminóides: curcumina; pigmento azul; amido; lactona; 
sesquiterpenos; resinas, taninos e mucilagens. 
Família: Zingiberaceae 
Partes utilizadas: Rizoma 
Indicações/usos terapêuticos: dispepsia, espasmos, cólicas abdominais, flatulência, halitose, úlceras 
do trato gastrointestinal. Apresenta propriedade antibiótica, antifúgica, ativadora da função hepática e 
colerética (RAJASEKARAN, 2011). 
Contra-indicação e efeitos adversos: Não deve ser usada durante a gestação e lactação. Não há 
relatos de interações farmacológicas (19). Nos primeiros dias de tratamento podem ocorrer diarreias e 
distensão abdominal. 
Posologia: 
52 
 
 Tintura: 2,5 ml a 5ml 
 Infusão ou decocção: 3g de rizomas frescos ou 1,5 de rizomas secos (MARQUES, 2014) 
 Extrato seco: 250mg a 1000mg 
 
 
Erva-doce (Pimpinella anisum L.) 
 
Principais constituintes: Anetol, óleo essencial 
Família: Apiaceae 
Partes utilizadas: sementes, frutos 
Indicações/usos terapêuticos: Cólicas gastrointestinais, Dispepsia, Estimuladora da digestão, 
Expectorante, Carminativa, Antiespasmódica, Galactagoga 
Contra-indicações e efeitos adversos: Não usar na gravidez, Alergia ao anetol 
Posologia: 
 Decocção: 1,5g (3 colh de café) em 150ml de água. Usar 1 xícara de chá, 3x/dia. 
 Infusão de droga vegetal: 0,5g a 1g – 2 a 3 vezes ao dia (MARQUES, 2014) 
Uso oral, adulto e criança. A droga vegetal deve ser amassada imediatamente antes de usar. 
 
Pimenta preta (Piper nigrum) 
 
Principais constituintes: cálcio, fósforo, eugenol, miristicina, ferro, monoterpenos (sabineno, pineno), 
beta-pineno, mirceno, limoneno, delta-3-careno, sesquiterpenos (beta-cariofileno, humuleno, beta-
bisabolono, cetona e óxido cariofileno), piperina, piperidina (azinano), safrol, vitaminas A, B, C. 
Família: Piperaceae 
Partes utilizadas: Fruto 
Indicações/Ações terapêuticas: estimulante; expectorante; carminativo; anti-helmíntico; 
vasodilatador; analgésico; tonificante; digestivo; antidiarréico; anticonvulsionante; antitumoral; 
antiparasitária; antifúngica; renal; anti-diabético; desintoxicante; antibacteriano; diaforético; febrífugo; 
aperiente; estomáquico. 
Contra-indicações e efeitos adversos: em pessoas com afecções do trato digestivo; gastrite; úlceras 
digestivas; inflamações do trato intestinal e no sistema renal; cistite; em distúrbios por excesso de 
calor; hiperacidez; secura relacionada com agravamento de Pitta; em pessoas com hemorroidas. 
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas. 
Posologia: Pó: 0,3g a 1,5g 
1.2 Dispepsia 
 
Condição clínica de dor persistente ou recorrente desconforto que atinge uma grande parcela da 
população saudável (GASBARRINI; ZACCONE; COVINO et al., 2010). É uma síndrome 
caracterizada por náuseas, vômitos, má digestão, plenitude gástrica, empachamento pós-prandial, 
pressão epigástrica, inchaço, flatulência, eructação, dor abdominal espasmódica, presumidamente 
devido à deficiência na secreção de ácido gástrico, na produção biliar com prejuízo no enchimento e 
esvaziamento da vesícula biliar ou deficiência na secreção pancreática exócrina (SCHULTZ; 
HANSEL; TYLER, 2002). 
Uma longa lista de fitoterápicos vem sendo amplamente utilizada e indicada para o tratamento da 
dispepsia. Os mecanismos de ação são diferenciados entre eles, mas englobam, no geral, a atividade 
antiespasmódica, aumento da contração da vesícula biliar com aumento da secreção biliar e estímulo às 
53 
 
secreções gástricas e salivares (THOMPSON; ERNST, 2002). Entre essas plantas podemos citar a 
Angélica (Angelica archangela), a Erva-doce (Pimpinella anisium), Alcachofra (Cynara Scolymus), 
Laranja amarga (Citrus aurantium), Gengibre (Zingiber officinalis), Cavalinha (Equisetum arvense), 
Melissa (Melissa offcinalis), Cardo santo (Cnicus benedictus), Boldo (Pneumus boldus), Cominho 
(Carum carvi), Cardamomo (Elettaria cardamomum), Quina (Cinchona pubescens), Canela 
(Cinnamomum verum), Zimbro (Jupiter communis), Chicória (Cichorium intybus), Cardo mariano 
(Silybum marianum), Pessegueiro (Prunus pérsica), Hortelã (Mentha piperita), Rabanete (Raphanus 
sativus), Alecrim (Rosmarinus officinalis), Anis-estrelado (Allicium verum), Tomilho (Thymus 
vulgaris) entre outros (THOMPSON; ERNST, 2002). Os princípios ativos das plantas úteis no 
tratamento da dispepsia são, principalmente: princípios amargos, óleos essenciais, mucilagens, enzimas 
e alcaloides (ALONSO, 1998; BLUMENTHAL; WHO, 1999; GOLDBERG; BRINCKMANN, 2000). 
 
1.2.1 Princípios amargos 
 
Essas substâncias, se administradas aproximadamente 30 minutos antes das refeições, produzem um 
aumento das secreções salivar e gástrica (via receptor do sabor amargo, situados nas papilas gustativas 
da parte posterior da língua) e biliar (via reflexo vagal). São muito úteis em casos de inapetência, de 
digestão lenta e de meteorismo (ALONSO, 1998; WHO, 1999; BLUMENTHAL; GOLDBERG; 
BRINCKMANN, 2000). Os princípios amargos não devem ser administrados nos casos de hiperacidez 
gástrica ou de úlceras crônicas. 
 
54 
 
Espécies contendo princípios amargos 
Planta Parte Utilizada Princípios Ativos Dosagens 
Cálamo-aromático 
(Acorus calamus) 
Rizoma Acorona (óleo essencial) 
e acarosídeol 
Decocção: 10g de 
rizoma/500ml de água. 
Tomar 1 xícara após as 
refeições 
Absinto 
(Artemisia absinthium) 
Sumidade floral e 
flores 
Absintina, artabsina e 
óleo essencial 
Infusão: 2 colheres (café) 
da planta/ 1 xícara de 
água, 3X/dia. Extrato 
seco: 200mg/dose, 2 a 
3X/dia. 
Quina 
(Cinchona spp) 
Casca Quinina, taninos e 
quinovosídeos 
Tintura: 1 a 2ml. 3X/dia 
Laranja amarga 
(Citrus aurantium) 
Casaca Naringina e neo-
hesperidina 
Decocção: 2 a 3 colheres 
(sopa)/ litro de água. 
Tomar 3 xíc. ao dia 
Cardo-santo (Cnicus 
benedictus) 
Parte aérea Cnicina, óleo essencial Infusão: 2 colheres (sopa) 
de folhas e sumidades 
florais/ litro de água 
Genciana 
(Gentiana lútea) 
Raiz e rizoma Genciopicrosídeo e 
amarogentina 
Decocção: 1 a 2g de raiz 
seca/ xícara de água. 
Tomar antes das 
refeições; 
Pó: 1g/dose, 3 X/dia 
Lúpulo 
(Humulus lupulus) 
Estróbilo Humulona e lupulona 
óleo essencial 
 
Trevo-d’água 
(Menyanthes trifoliata) 
Folhas Mentiafolina e 
foliamentina 
 
Sálvia 
(Salvia officinalis) 
Folhas Carnosol e óleo essencial Infusão: 10g/litro de 
água, 4 xícaras/dia 
Fonte: Adaptada de Alonso, 1998, 2004. 
 
 
55 
 
Alecrim (Rosmarinus officinalis) 
 
Principais constituintes: Timol, carvacrol 
Família: Lamiaceae 
Partes utilizadas: Folhas e sumidades florais 
Indicações/Açõesterapêuticas: Diurética, Colagoga, Colerética, Reduz a formação de gases 
(carminativo), Anti-inflamatório e cicatrizante, Comissão E, da Alemanha – validado para problemas 
digestivos, dispepsia, hepatobiliar, carminativo, dor abdominal 
Contra-indicação e efeitos adversos: Essência de alecrim pode ser irritante à pele, Gestantes 
(abortivo), À noite pode alterar o sono, Doses elevadas podem causar nefrite e irritações 
gastrintestinais, Pessoas com doenças prostáticas, Histórico de convulsão. Usar com cuidado em 
hipertensos – aumenta a irrigação periférica 
Posologia: (KALLUF, 2015) 
 Infusão: 3 a 6 gramas (1 a 2 colheres de sopa) em 150 ml de água. Usar 1 a 2 xícaras de chá 30 
minutos antes das refeições. 
 Tintura vegetal à 20% de Rosmarinus officinalis (alecrim) (folha) 60ml - Diluir 20 gotas em 
água (150ml) e tomar imediatamente antes do almoço e do jantar. 
Associações: pode ser usado junto com a aveia, com cola e com verbena, nas depressões, e com sálvia, 
com gelsemium e com valeriana, nas dores de cabeça (KALLUF, 2015) 
 
 
Hortelã-pimenta (Mentha piperita L.) 
 
Principais constituintes: Flavonóides (luteolina, apigenina, rutina) e Óleos essenciais (mentol, 
carvona). 
Família: Lamiaceae 
Partes utilizadas: Folhas e sumidades floridas, óleo essencial 
Indicações/ ações terapêuticas: Carminativa (Relaxamento da musculatura lisa em TGI), 
Antisséptica, Estimulante, Colagoga, Colerética, Digestiva, Antiemética, Antiespasmódica, Analgésica, 
Anti-inflamatória (mucosa intestinal); Vermífuga, antimicrobiana, Problemas hepáticos (não severos) 
Contraindicações e efeitos adversos: Obstruções do ducto biliar e inflamação da vesícula biliar, 
problemas hepáticos severos. Pode diminuir lactação. Gestantes. Irritabilidade e insônia, altas doses. O 
óleo essencial é contraindicado para menores de 2 anos, durante a getação e lactação. 
Posologia: 
 Tintura: 2ml a 3ml (MARQUES, 2014) 
 Infusão da droga vegetal: 1g a 3g, até 3 vezes ao dia (MARQUES, 2014) 
 Infusão: 1,5g (3 colh de café) em 150ml de água. Tomar 1 xícara, 2 a 4x/dia (RDC 10) 
Associações com Funcho (Foeniculum vulgare) e Camomila (Matricaria recutita) no tratamento da SII. 
HADLEY, S.K, GAARDER, SM. Treatment of irritable bowel syndrome. Am Fam Phisycian; 72(12): 2501-6, 
2005. 
Associação: em conjunto com a Camomila, pode aumentar a atividade aintiespasmódica (KALLUF, 
2015). 
 
 
56 
 
Alcachofra (Cynara scolymus L.) 
Principais constituintes: Ácidos fenólicos: ácido clorogênico, cafeico, cinarina; Lactonas 
sesquiterpênicas amargas; Flavonóides; Fitoesteróis; Açúcares; Inulina; Enzimas; Óleos essenciais 
Familia: Asteraceae 
Parte usada: Folhas e bráctea (estruturas foliáceas associadas às inflorescências) 
Indicações/ações terapêuticas: colerética, colagoga, diurética, hipotensora, anti-inflamatória, 
antidiabética, antibiótica, depurativa, antianêmica, hipocolesterolemiante, coadjuvante no tratamento 
da síndrome do intestino irritável (WALKER et al., 2001; BUNDY, 2004). 
Contra-indicações e efeitos adversos: Pode diminuir a lactação (cinarina), Não usar em pessoas com 
doenças da vesícula biliar; pessoas com hepatite grave, câncer hepático e falência hepática. O uso pode 
provocar flatulência, fraqueza e sensação de fome. Evitar para mulheres em fase de aleitamento. 
Posologia: (RDC 10) 
 Infusão: 2g (1 colh de sobremesa) em 150ml de água (infusão) tomar 1 xíc. de chá – 3 vezes ao 
dia (Após as refeições) 
 Tintura vegetal: 2,5 a 5ml/ dia diluidos em 150ml de água – 1x a 3x/dia. 
Dispepsia funcional: Cynara scolymus, Taraxacum officinale, Curcuma longa, Rosmarinus officinalis 
durante 60 dias 
Associações: pode ser associada à bétula, a genciana, ao alecrim e ao dente-de-leão para potencializar 
os efeitos colagogo e colerético. No tratamento de hipercolesterolemia e hepatopatias, pode ser 
combinado com o Cardo mariano, com a Genciana, com o Dente-de-leão e com o Alecrim (KALLUF, 
2015) 
 
Erva-doce (Pimpinella anisum L.) 
 
Principais constituintes: Óleo essencial (trans-anetol), cumarinas (umbeliferona), flavonóides, 
fitoesteróides (estigmasterol), ácidos orgânicos (ácido málico), compostos nitrogenados (colina), 
resina. 
Família: Umbelliferae 
Partes utilizadas: folhas e sementes 
Indicações/ações terapêuticas: Cólicas gastrointestinais, Dispepsia, Estimuladora da digestão, 
Expectorante, Carminativa, Antiespasmódica, Galactagoga 
Contra-indicações e efeitos adversos: Não usar na gravidez, em altas doses pode interferir com os 
anti-coagulantes, cautela quando em conjunto aos anti-inflamatórios, podem aumentar o efeito de 
drogas que atuam no SNC. Alergia ao anetol. 
Posologia: 
 Infusão da droga vegetal: 0,5 a 1g, 2 a 3 x ao dia. (MARQUES, 2014) 
 
 
Açafrão-da-terra (Curcuma longa L.) 
 
Muito cultivada em países asiáticos, sobretudo India (cosmético na Índia antiga – pele dourada) e 
China. Um dos componentes de um tempero indiano chamado curry. 
Principais constituintes: Curcuminóides (curcumina); Alcalóides; Óleo essencial (3 – 7,2%), 
sesquiterpenóides* (β e alfa turmerona, alfa-curcumeno, zingibereno), ↓ monoterpenos (cineiol); Sais 
minerais (Ca, Mg, Fe, P, Na, K); Carotenóides; Polissacarídeos; Flavonóides 
Família: Zingiberaceae 
Parte utilizada: rizoma 
Indicações e ações terapêuticas: colerético, colagogo, anti-inflamatório, hipolipemiante, 
antiespasmódico, carminativo, antioxidante. 
57 
 
Contra-Indicações e efeitos adversos: Obstrução das vias biliares; Presença de úlcera gastroduodenal; 
Em caso de cálculos biliares, somente após consultar o médico; Hipersensibilidade à droga; Não usar 
junto com anticoagulantes; Não usar em gestantes, lactentes, crianças menores de 2 anos de idade. 
Posologia: 
 Decocção (rizoma) – RDC 10 - 1,5g (3 col. de café) em 150ml de água. Tomar 1 xícara de chá 
1 a 2 vezes ao dia. Indicado para adultos e crianças. 
 Extrato seco: 1 capsula de 375mg – 2 vezes ao dia 
Tintura vegetal: Tomar 40 gotas – 2x/dia diluídas em 150ml de água. Tomar 50 a 100 gotas (2,5 a 
5ml), diluídas em água, 1 a 3 vezes ao dia de acordo com o Formulário Nacional. 
 
 
Gengibre - (Zingiber officinallis) 
 
Principais constituintes: óleos voláteis: citral, cineol, zingibereno, bisaboleno, geramiol, acetato de 
gerantila, gingeróis (↑cru ) , chugaóis ( ↑ pó), zingiberol , canfeno, caprilatos de zingiberol – discreta 
variação de acordo com a origem geográfica da planta. Contém ainda: compostos fenólicos (sabor 
picante) – gingeróis e shagaóis. 
Família: Zingiberaceae 
Partes utilizadas: Rizoma 
Indicações/ações terapêuticas: Dispepsia atônica, cólica, antiemético na gravidez e de movimento, 
rouquidão, anti-inflamatório, asma, bronquite, menorragia, anorexia e problemas reumáticos, 
afrodisíaco (ALONSO, 1998; TESKE, 2001). 
Contraindicações e efeito adversos: Cuidado com cálculo biliar; Uso de anticoagulantes ou com 
desordens na coagulação; Irritação gástrica, HAS – em doses altas; Menores de 6 anos de idade; 
Indivíduos com sudorese excessiva (aumenta transpiração); Doses elevadas – efeito danoso no fígado. 
Posologia: (MARQUES, 2014). 
 Extrato seco padronizado (16mg a 32mg de gingeróis): 200mg a 400mg, 2 vezes ao dia. 
 Pó da raiz: 1g a 2g 
 Decocção: 1g a 4g do rizoma 
Durante a gravidez a dosagem utilizada como antiemética não deve ultrapassar os 1000mg da planta 
em pó. Num indivíduo adulto, a letalidade está entre 3,5-9 kg administrados de uma vez. 
 
 
1.3 Gastrite e úlcera péptica 
 
A gastrite é um dos distúrbios do trato digestório em que há uma inflamação no epitélio estomacal, 
resultado de diversos tipos de agressão advindos do uso prolongado de anti-inflamatórios, abuso de 
álcool, refluxo de bile para o estômago, estresse e xenobióticos. A mucosa estomacal age como uma 
proteção, sendo resistente à acidez intensa. As úlceras pépticas são aquelas causadas pela ação do suco 
gástrico na parede do duodeno, estômago ou esôfago. As duas principaiscausadas são abuso de anti-
inflamatórios e infecção pela H. pylori. A infecção por H. pylori é a infecção bacteriana mais comum 
do mundo. A colonização da mucosa gástrica com H. pylori resulta no desenvolvimento de gastrite 
crônica evoluindo para complicações como úlcera, neoplasia gástrica e algumas enfermidades 
(desordens ou complicações) extra-gástricas (ZULLO; CRISTOFARI; HASSAN, 2009). 
 
 
 
58 
 
1.3.1 Efeito gastroprotetor: 
 
 Espinheira santa (Maytenus ilicifolia) 
 Guaçatonga (Casearea silvetris) 
 Mil folhas (Achillea millefolium) 
 Erva-baleeira (Cordia verbenácea) 
 
 
Espinheira santa (Maytenus ilicifolia) 
 
Principais constituintes: Alcalóides (maitanprina, maitansina, maitanbutina); Monoterpenos; 
Sesquiterpenos; Triterpenos (friedelina, maitenina, friedelanol, pristimerina); Flavonóides (catequina, 
epicatequina, quercetina, caempferol); Taninos; Fitoesteróis (campesterol, simiarenol, brassicasterol, 
estigmasterol); Antocianinas; Ácidos fenólicos (ácido clorogênico); Saponinas; Resina; Mucilagem 
Sais minerais: ferro, cálcio, sódio, enxofre 
Família: Celastraceae 
Partes utilizadas: Folhas 
Indicações/ações terapêuticas: analgésica em caso de dores estomacais, gastrite e azia, antidispéptica, 
anti-inflamatória e antiulcerogênica, colagoga, diurética, laxativa, depurativa do sangue, em caso de 
acne, eczema e infecções de pele, cicatrizante e anti-infecciosa. 
Contraindicações e efeitos colaterais: Não usar em crianças menores de 6 anos, grávidas até o 
terceiro mês, lactantes devido redução de leite; pode provocar secura na boca e náuseas. Pela sua 
característica atóxica, não apresenta efeitos colaterais graves. 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato seco padronizado: (3,5% de ácido tânico): 300mg a 600mg 
 Tintura: 10ml a 30ml 
 Infusão: 2-5g / 3 vezes ao dia. 
 Planta seca: 3g a 20g 
 
 
Guaçatonga / Erva-de-bugre / Erva-de-lagarto (Casearia sylvestris Swartz) 
 
Principais constituintes: Óleo essencial, taninos hidrolísáveis, diterpenos (casearinas, 
casearvestrinas), triterpenos, ácidos orgânicos (capróico, hexanóico). 
Família: Flacourtiaceae 
Partes utilizadas: Folha 
Indicações: úlcera gástrica, ferida, eczema, prurido, distúrbios da pele, picadas de inseto, hidropisia 
(edema), aftas, herpes, halitose. Alto poder cicatrizante úlcera gástrica; Bactericida, fungicida; Ativa 
digestão de gorduras; Não modifica pH gástrico; Trata H. pylori; Antitumoral; Diurética e depurativa. 
Antagonista da vitamina K. 
Contraindicações e efeitos adversos: pode tornar a urina viscosa, adocicada, com odor característico 
e rico em sedimento. Altas doses podem causar vômito e diarréia. Não usar na gravidez e lactação 
Posologia: 
 Infusão: 2 a 4g (1 a 2 col de sobr.) em150 ml (xíc chá). Tomar 1 xícara 3 a 4x/dia. (RDC 10). 
Uso interno (Adultos e crianças apartir dos 2 anos) 
 Planta em pó: 500 mg, 3x/dia, 10 minutos antes das refeições. 
 Tintura (1:5) 50 gotas, 3x/dia, 10 minutos antes das refeições. 
 
 
59 
 
Mil folhas (Achillea millefolium) 
 
Principais constituintes: Óleo essencial, ácidos fenólicos (ácido caféico), taninos, lactonas 
sesquiterpênicas, fitoesteróides, alcaloides (aquileína), aminoácidos, heterosídeos cianogênicos 
(prunasosídeo), polissacarídeos (mucilagens), vitaminas (ácido ascórbico). 
Família: Asteraceae 
Partes utilizadas: Partes aéreas 
Indicações/Ações terapêuticas: Falta de apetite, dispepsia (perturbações digestivas), febre, 
inflamações (gástricas e intestinais) e cólicas intestinais; como sedativo leve; e como anti-inflamatório. 
Contraindicações e efeitos adversos: Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de úlcera gástrica 
ou duodenal ou com oclusão das vias biliares. O uso pode causar cefaléia e inflamação. O uso 
prolongado pode provocar reações alérgicas. Caso ocorra, um desses sintomas, suspender o uso. 
Posologia: 
 Infusão: 1-2 g (1-2 col chá) em 150 mL (xíc chá) - Utilizar 1 xíc chá 3 a 4 x ao dia (RDC 10) 
Associações: com angélica, camomila e melissa (KALLUF, 2015). 
 
 
Aloe vera (Aloe barbadense BC) 
 
Principais constituintes: aloína, barbaloína. 
Família: Liliaceae 
Partes utilizadas: Seiva das folhas 
Indicações/Ações terapêuticas: Tradicionalmente é usada para desordens gastrointestinais (colites e 
para efeito laxativo), além do seu potencial para desordens musculoesqueléticas (osteoartrite, bursite e 
herpes), mucosite induzida por radiação. Amenorréia, constipação, psoríase, dermatite, ferimentos 
externos. Tem ação anti-inflamatória, anti-séptica, antifúngica, adstringente, bactericida, cicatrizante, 
emenagoga, laxativa, carminativa, purgativa. 
Contra-indicação e efeitos adversos: contra-se indica para crianças, mulheres durante a gestação e 
lactação, no período da menstruação, na presença de inflamações uterinas e ovarianas, hemorróidas, 
fissuras anais, afecções renais, enterocolites, apendicite, prostatite e cistite. Efeitos colaterais: dores 
abdominais, forte diarréia, nefrite, hipocalemia, surgimento de hemorróidas com o uso prolongado, 
irritação dérmica e ocular, abortamento; pode levar à morte. 
Posologia: 
 Gel: 5-15ml até 2 vezes ao dia (MARQUES, 2014) 
 
1.3.2 Outras plantas com atividade gástrica/duodenal indicadas no tratamento de úlcera e 
gastrite: 
 Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) 
 Zedoária (Curcuma zedoaria) 
 Camomila (Matricaria recutita) 
 Gengibre (Zingiber officinallis) 
 Chá verde (Camellia sinensis) 
 Cominho (Cuminum cyminum L.) 
 Melão-de-São-Caetano (Mormodica charantia L.) 
 Bosvelia (Boswellia serrata) 
 Unha-de-gato (Uncaria tomentosa) 
60 
 
1.4 Inchaços e flatulências 
 
As preparações fitoterápicas têm um papel especial no tratamento da flatulência e chamam-se 
carminativas aquelas que são úteis para expelir gases com o objetivo de aliviar a flatulência. As ervas 
carminativas têm a função de acelerar o processo digestivo e de neutralizar os gases provenientes do 
trato digestivo. Reduzem, respectivamente, cólicas e desconforto abdominal, seja de origem gástrica 
(dispepsia, úlceras, gastrites) ou intestinal (excesso de fermentação, colite ou obstipação) 
HAWRELAK; CATTLEY; MYERS, 2009). 
O mecanismo de ação é pela presença de óleos essenciais, mas também de flavonoides que relaxam a 
musculatura lisa do trato gastrointestinal e as vias biliares, conferindo uma ação espasmolítica. Devem 
ser administrados no início das refeições ou logo após as mesmas (KALLUF, 2008). 
Os fitoterápicos que têm a propriedade de prover a eliminação pós-prandial de gases digestivos por 
flato ou eructação são cominho, erva-doce, hortelã, camomila, gengibre, coentro e melissa (SCHULTZ; 
HANSEL; TYLER, 2002). 
 
 
Cominho (Cuminum cyminum L.) 
 
Principais constituintes: álcool cumínico, alfa e beta-pineno, aldeídos cumínico (p-isopropil-
benzaldeído), beta-felandrenoresina, dipenteno, óleo fixo, perila, p-cimeno, proteínas, resina, tanino. 
Família: Apiaceae 
Partes utilizadas: Sementes 
Indicações/Ações terapêuticas: antiespasmódica, digestiva, carminativa, galactogoga. 
Contraindicações e efeitos adversos: Não encontrado da literatura consultada 
Posologia: 
 Extrato seco: 300mg a 600mg 
Associações com coentro, cravo-da-Índia, gengibre, alcavaria e hortelã (KALLUF, 2015). 
 
 
Anis-estrelado (Illicium verum Hook) 
 
Principais constituintes: transanetol, anetol, felandreno, safrol, terpinol, 1, 4 cineol 
Óleo essencial (trans-anetol), saponinas, ácidos fenólicos (ácido chiquímico), cianidinas (ácido 
protocatéquico e derivados), polissacarídeos (mucilagens). 
Família: Magnoliaceae 
Partes utilizadas: Fruto, óleo essencial 
Indicações/ ações terapêuticas: usado como digestivo (digestão lenta e gases), na falta de apetite, no 
tratamento de gripes e tosses. Possui atividade vasodilatadora, cardiotônica, antifúngica, 
antiespasmódica, antibacteriana, galactogoga, carminativa e analgésisa. 
Contraindicações e efeitosadversos: Não utilizar em gestantes e no hiperestrogenismo. O uso pode 
ocasionar reações de hipersensibilidade cutânea, respiratória e gastrintestinal. (RDC 10) 
Posologia: 
 Infusão: 1,5 g (1 ½ col de chá) em 150 ml (xíc chá) - Utilizar 1 xíc de chá 3-4 x ao dia - USO 
Adulto – (RDC 10) 
Associação com erva-doce, funcho e camomila (KALLUF, 2015) 
 
61 
 
Funcho (Foeniculum vulgare M.) 
 
Principais constituintes: contém óleos essenciais (2% a 6%), dos quais 50% a 70% são constituídos 
de trans anetol e mais de 20% de funchona. Os frutos e folhas do funcho contêm uma quantidade 
grande de flavonoides (quercetina, isoquercetina, kaempferol), proteínas e ácidos orgânicos. 
Família: Umbelliferae 
Partes utilizadas: Sementes 
Indicações/ ações terapêuticas: antiespasmódica, analgésica, carminativa, galactogoga (estimulante 
da secreção láctea e antirreumática 
Contraindicações e efeitos adversos: contra-indicado na gestação e em asmáticos com fortes 
tendências alérgicas. Efeitos colaterais: abortamento. 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Tintura: 5ml a 25ml 
 Infusão da droga vegetal: 5-7g 
 Pó: 1g a 5g 
Associações: pode ser combinado com Chamaemelum, Acorus e Alpinia nos casos de cólicas e 
flatulências; e com alecrim, sávia e hamamélis, em gargarejos, nos casos de infecções de garaganta 
(KALLUF, 2015) 
 
 
Alcaravia (Carum carvi) 
 
Principais constituintes: carvona, limonemo, germacreme D e dihidrocarvona e óleo essencial 
Família: Apiaceae 
Partes utilizadas: Frutos 
Indicações/ ações terapêuticas: afecção do estômago, dispepsia, gases, febre, galactogogo. Tem 
ações: antiácida, antiflatulência, digestiva, emanagoga, estimulante e laxante. O óleo essencial possui 
atividade antioxidante. 
Contraindicações e ações terapêuticas: em altas doses pode ser tóxica (carvona) 
Posologia: 
 Infusão da droga vegetal: 5g, 1 vez ao dia (MARQUES, 2014) 
Associações: com cominho e coentro (KALLUF, 2015) 
 
 
Coentro (Cariandrum sativum L.) 
 
Principais constituintes: óleo volátil coriandrol, anethole, camphor, limonene, geraniul, borneol, 
flavonoides rutin, quercetin, epigenin, coumarins psoralen, angelicin, umbeliferone, acidos fenólicos, 
coriandrol, terpinol, borneol, terpineno, pineno, d-linalol, geraniol, cimeno, limoneno, ácido acético, 
ácido oxálico, geranioleno, taninos, acetona. 
Família: Apiaceae 
Partes utilizadas: planta inteira 
Indicações/ ações terapêuticas: Atua beneficamente nos sistemas urinário, respiratório e digestivo. 
Nas urticarias, rashes cutaneos, alergias, rinites, queimações na pele e na garganta. Indicado para 
pacientes com SII. Apresenta efeitos antibacteriano, antifúngico, antiespasmódico, diurético, 
carminativo, anti-inflamatório e sedativo. O óleo essencial do coentro estimula a secreção de sucos 
gástricos e é carminativo e espasmolitico. 
Contraindicações e efeitos adversos: A droga apresenta pequeno potencial de sensibilização. O uso 
excessivo das infusões de Coentro podem provocar narcolepsia e vertigens, similares a uma 
62 
 
“embriaguez”, os quais pode durar ate 12 horas. O óleo essencial pode chegar a apresentar efeitos 
convulsivantes e pode provocar dermatites de contato, devido ao seu teor de furanocumarinas. 
Posologia: 
 Tintura: 0,5ml a 1ml dia; 
 Infusão da droga vegetal: 5g a 10g dia. (MARQUES, 2014). 
 
 
1.4.1 Outras plantas com ação Carminativa: 
 
 Mil folhas (Achillea millefolium) 
 Angelica (Angélica archangelica) 
 Cardamomo (Elettaria cardamomum) 
 Lúpulo (Humulus lupulus) 
 Cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) 
 Gengibre (Zingiber officinalis) 
 Erva-cidreira (Lippia citriodora) 
 Manjericão (Ocimum basilicum) 
 
 
1.5 Constipação intestinal 
 
Define-se obstipação intestinal ou constipação frequente como toda alteração funcional do trânsito 
intestinal localizada em intestino grosso devida a uma deficiência na intensidade dos movimentos 
peristáticos, resultando em um atraso na evacuação das fezes (MORAIS; MAFFEI, 2000); (ANDRÉ; 
RODRIGUEZ; MORAES-FILHO, 2000). 
Para tratamento da obstipação a fitoterapia pode ser bastante útil visto que diversas matérias-primas 
vegetais possuem ação laxativa. Em conjunto com analgésicos, os laxantes são os medicamentos mais 
utilizados pelos pacientes sem prescrição médica, portanto, eles podem ser utilizados de maneira 
inadequada e de forma abusiva e é justamento esse abuso que pode causar efeitos indesejáveis como 
desequilíbrio eletrolítico, desordens da motilidade e Pseudomelanosi coli, uma alteração colônica 
benigna (CASASNOVAS; MARTINS; QUINTANA, 2011). 
 
1.5.1 Os laxantes podem ser classificados segundo seu mecanismo de ação: 
 
 Estimulantes do peristaltismo intestinal: nesse grupo temos espécies vegetais que possuem 
como marcadores farmacológicos os derivados antraquinônicos. Ex: Cassia angustifólia 
(Sene), Rhamnus frangula (frângula), Rhamnus purshiana (cascara-sagrada) e Rheum 
palmatum (ruibarbo): 
 Laxativos que aumentam a massa intestinal: nesse grupo temos as fibras alimentícias, 
gomas e mucilagem: Ex: Agar e semente de Plantago; 
 Lubrificantes: Ex: óleo de ricínio, azeite de oliva 
 
63 
 
1.5.1.1 Estimulantes do peristaltismo intestinal 
 
Os laxantes antronoides são as medicações mais populares para a obstipação devido a sua composição 
natural, por aparentemente conterem baixa toxicidade oral, eficácia e acessibilidade sem prescrição 
médica. São exemplos de plantas que contêm componentes antranoides o Sene Cassia angustifólia, 
frângula (Rhamnus frangula), cáscara sagrada (Rhamnus purshiana) e ruibarbo (Rheum palmatum) e 
seus respectivos componentes antranides são: frângula, aloe emodina, crisofanol e reina (PICON; 
PICON; COSTA et al., 2010). 
 
Sene (Cassia angustifólia) 
 
Principais constituintes: Antraquinonas, ácidos fenólicos (ácido salicílico), mucilagens, 
polissacarídeos livres (glicose, frutose, pinitol, sucrose), saponinas, fitoesteróides, óleo essencial, 
resina. 
Família: Fabaceae 
Partes utilizadas: Folhas e frutos (folíolo) 
Indicações/ ações terapêuticas: Constipação intestinal ocasional 
Contraindicações e efeitos adversos: Não utilizar em portadores de obstrução intestinal, inflamação 
intestinal aguda -Doença de Crohn, colite, apendicite ou dor abdominal não diagnosticada, menores de 
10 anos. Pode ocorer desconforto do trato gastrointestinal em pacientes com cólon irritavel, mudança 
na cor da urina. Uso contínuo pode ocorrer diarréia e perda de elitrólitos. Não fazer uso crônico (mais 
de 1 semana). O uso contínuo pode promover diarréia e perda de eletrólitos 
Posologia: (MARQUES, 2014). 
 Extrato padronizado (6% de senosídeos): 70-150mg 
 Tintura: 5ml a 25ml 
 Infusão da droga vegetal: 1g a 2g de folhas 
 Decocção do fruto: 1 g (col café) em 150 mL (xíc chá). Utilizar 1 xíc chá, antes de dormir 
(RDC 10) 
 
 
Ruibarbo (Rheum palmatum) 
 
Principais constituintes: Taninos gálicos e catéquicos, ácidos orgânicos, flavonóides, ácido oxálico. 
Família: Polygonaceae 
Partes utilizadas: Raiz 
Indicações/Ações terapêuticas: tem ação antidiarreico ou laxante dependendo da dose, atividade 
antigástrica e sobre H. pylori. Atividade antibacteriana contra o vírus da herpes simples e inibe a 
multiplicação do vírus da hepatite B (ALONSO, 2004). Aperiente, anti-inflamatório. 
Contraindicações e efeitos adversos: O alto conteúdo de oxalato de cálcio não o torna recomendável 
em casos de litíase renal (KALLUF, 2008), contraindicada na gestação e na lactação. Efeitos colaterais: 
abortamento, cólicas e diarréia no lactente. 
Posologia: 
 Extrato seco: 300mg a 1000mg por dia 
 Decocção da droga vegetal: 1g a 2g por dia. (MARQUES, 2014) 
 
64 
 
Frângula (Frangula alnus Mill) 
Principais constituintes: glicosídeos antraquinônicos. Os frangulosídeos são os principais compostos, 
incluindo frangulina A e B, derivados da emodina, crisofanol e glicosídeos da fisciona e agliconas 
livres. Tambémcontém flavonoides e taninos. 
Família: Rhamnaceae 
Partes utilizadas: Casca 
Indicações/Ações terapêuticas: aumentar o peristaltismo estomacal, baço, obstipação crônica, parasita 
intestinal, fígado, vesícula. Ações digestiva, estomáquica, laxante, purgativa, tônica estomacal. 
Contraindicação e efeitos adversos: contra-se indica na gravidez e lactação e não deve, assim como 
outros laxantes da mesma classe, ser utilizada por mais de 2 semanas contínuas. Devido à perda de 
potássio que pode ocorrer com uso de altas doses por tempo prolongado, pode potencializar os efeitos 
das drogas antirrítmicas. A própria perda de potássio pode se somar a já ocorrida com o uso simultâneo 
de diuréticos tiazídicos, corticoides ou alcaçuz (ALONSO, 2004). 
Posologia: 
 Extrato seco: 50 a 500mg por dia (MARQUES, 2014) 
 
 
Cascara sagrada (Rhamnus prushiana D.C) 
 
Principais constituintes: Compostos antraquinônicos, taninos, lactonas sesquiterpênicas 
aloe-emodina, antraquinonas,emodina, ramnotoxina. 
Família: Rhamnaceae 
Partes utilizadas: Casca 
Indicações/Ações terapêuticas: Constipação intestinal eventual. 
Contraindicações e efeitos adversos: Não deve ser utilizado por pessoas com obstrução intestinal, 
refluxo, inflamação intestinal aguda (doença de Crohn), colite, apendicite ou dor abdominal de origem 
desconhecida, pacientes com histórico de polipose intestinal. Não utilizar durante lactação, gravidez e 
em menores de 12 anos. Pode ocorrer desconforto no trato gastrintestinal, principalmente em pacientes 
com cólon irritável, além de mudança de coloração na urina. Não fazer uso crônico (mais de 1 semana). 
O uso contínuo pode promover diarréia, perda de eletrólitos e dependência. 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato padronizado (0,5%): 50mg a 100mg 
 Tintura: 2ml a 3ml 
 Decocção: 2g até 2 vezes ao dia 
 Pó: 2g a 5g 
 
1.5.1.2 Plantas medicinais usadas como laxantes formadores de massa: 
Os principais constituintes são as gomas e mucilagens. Fitoterápicos que atuam nesse grupo. 
Planta Dose diária Observações 
Semente de linho 30 a 50g Utilizar as sementes inteiras e esmagadas 
Farelo de trigo 20 a 40g Não utilizar em crianças pequenas e sensibilidade ao 
glúten 
Plantago 5 a 10g As cascas têm conteúdo 3 vezes maior de fibras em 
relação as sementes (reduzir a dose diária para 3g) 
Agar 5 a 10g Estimula o peristaltismo aumentando o volume das fezes 
Fonte: Adaptado de Schultz, 2002. 
65 
 
Cardamomo (Elettaria cardamomum) 
 
Principais constituintes: ácido acético, ácido fórmico, beta-felandreno, borneol, cálcio, carboidratos, 
cineol, ferro, fósforo, heptano, linalol, limoneno, mucilagens nitrogenadas, óleo essencial, proteínas, 
potássio, sabineno, terpinol-acetato, terpinol. 
Família: Zingiberaceae 
Partes utilizadas: Semente 
Indicações/ Usos terapêuticos: carminativo; digestivo; diurético; analgésico; antiofídico; anti-séptico; 
aperiente; expectorante; laxante; tônico; sedativo; diaforético; aromático; antiemético; emenagogo; 
sialagogo; anti-inflamatório. 
Contraindicações e efeitos adversos: Altas doses pode provocar vômito 
Posologia: 
Semente: 1g a 2g por dia (MARQUES, 2014) 
 
 
1.5.1.3 Laxativos lubrificantes 
 
Trata-se de substâncias que exercem um efeito lubrificante, umidificante e amolecedor da matéria 
fecal, mudando, assim, sua consistência para melhorar o trânsito intestinal. Como exemplo, temos o 
azeite de oliva, obtido do fruto da Olea europaea (oliveira). A dose habitual é de 30 a 60g/dia. 
(ALONSO, 1998; HEREDIA; RUIZ-GUTIERREZ; FELIZON et al., 1993). Outro lubrificante vegetal 
frequentemente utilizado é o óleo de gergelim, obtido da semente de Sesamum indicum. Além de ter as 
mesmas ações do azeite de oliva, o azeite de gergelim é indicado para pacientes com hemorroidas e 
fissura anal (ALONSO, 1998; HU; WANG; YE et al., 2007; SOCIEDADE BRASILEIRA DE 
COLOPROCTOLOGIA, 2007). 
 
1.5.2 Outras plantas indicadas para o tratamento da obstipação: 
 
 Guanxuma (Althea officinalis) 
 Linho (Linum usitatissimum) 
 Malva (Malva sylvestris) 
 Tanchagem (Plantago major) 
 Psyllium (Plantago psyllium) 
 Espágula (Plantago ovata) 
 Oliveira (Olea europaea) 
 Babosa (Aloe vera) 
 Zimbro (Juniperus communis L.) 
 Hortelã (Mentha piperita) 
 Capim-cidreira (Lippia alba) 
 Carqueja (Baccharis trimera) 
 Tamarindo (Tamarindus indica) (fruto) 
 Canela (Cassia nomame) 
 Alcachofra (Cynara scolymus) 
 Goma guar (Cyamopsis tetragonolobus) 
66 
 
1.6 Diarréias 
 
É a passagem frequente (mais de três vezes ao dia) de fezes líquidas ou semi-líquidas. A diarreia aguda 
tem início súbito e curta duração, cerca de três a quatro dias e frequentemente tem uma causa 
infecciosa. A diarreia crônica, quando perdura mais de quatro semanas, pode ser sintomas de uma 
doença subjacente, como colite ulceratva, chron ou hipotireoidismo. Para o tratamento das diarreias 
recomenda-se a administração de fitoterápicos contendo boa quantidade de taninos (PALOMBO, 
2006). 
 
1.6.1 Fitoterapia no tratamento das diarreias 
 
Os antidiarréicos de origem vegetal são classificados: 
 Plantas com taninos; galhos de carvalho (Quercus infectoria), Boldo (Peumus boldus) 
 Adsorventes e absorventes (pectina, mucilagem ou combinado); Ex: Fucus, Plantago ovata, 
Plantago psyllium 
 Mistos (plantas com mucilagem e taninos); Symphitum officinalis, Marmelo (Cydonia 
vulgaris), Nêspera (Mespilus germânica) 
 Modificadores da motilidade (anticolinérgicos, opiáceos etc.); Papayer somniferum 
 Coadjuvante (melhora os sintomas associados): água de arroz, suco de limão diluído 
 
1.6.2 Fitoterápicos indicados para tratamento da diarreia: 
 Chá preto e chá verde (Camellia sinensis) 
 Mirtilo (Vaccinium myrtillus) 
 Casca de carvalho (Quercus infectoria) 
 Hamamelis (Hamamelis virginiana L.) (folha e casca) 
 Boldo (Peumus boldus) 
 Camomila (Matricaria chamomilla L.) 
 Dente-de-leão (Taraxacum officinalis) 
 Funcho (Foeniculum vulgare Mill.) 
 Ginseng (Panax ginseng M.) 
 Fucus (Fucus vesiculosus L.) 
 Bardana (Arctium lappa L.) 
 Goiabeira (Psidium guajava L) 
 
1.6.3 Fitoterápicos que contribuem positivamente para restabelecer a saúde dos pacientes com 
Síndrome do Intestino Irritável (SII) 
 Hortelã (Mentha piperita) 
 Coentro (Coriandrum sativum L.) 
 Erva-de-São-João (Hypericum perforatum) 
 Psyllium (Plantago ovata) 
 Alcachofra (Cynara scolymus) 
 
 
67 
 
Erva-de-São-João (Hypericum perforatum.) 
 
Principais constituintes: ácido shikímico, biflavonas, catequinas, carotenos, derivados 
floroglucinólicos, fitosterois (beta–sitosterol), flavonóides (hiperosídeo, quercitina, rutina, quercetrina), 
glicosídeos (hipericina, corante vermelho), hiperforina, pectinas, a-pineno, princípios amargos, 
procianidinas, pseudohipericina, resinas, saponina, taninos, terpineol, vitamina C e P. 
Família: Hyperaceae 
Partes utilizadas: Sumidades floridas 
Indicações/ Usos terapêuticos: Estados depressivos leves a moderados, não endógenos 
Contraindicações e efeitos adversos: A erva-de-São João é segura em doses recomendadas, 
raramente apresentando algum efeito colateral. Alguns efeitos colaterais leves e raros podem incluir 
fotossensibilidade, dermatite, boca seca, dor de estômago, constipação, tonturas, confusão e aumento 
da ansiedade. A erva é contraindicada para pacientes que já fazem uso de medicamentos para 
depressão. Evitar uso na gravidez e lactação, por falta de estudos mais aprofundados, exceto sob 
orientação médica. Pode reduzir os níveis séricos dos inibidores de proteases no tratamento de HIV 
positivo (CAPASSO; GRANDOLINI; IZZO, 2006). Pode reduzir níveis sanguíneos e efeito dos 
fármacos: contraceptivos orais, anticonvulsivantes, digoxina, teofilina, ciclosporina (com risco de 
rejeição do transplante) e varfarina (anticoagulante). 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato padronizado (0,4% de hipericina): 600 a 900mg dia Tintura: 10ml a 30ml dia 
 Infusão da droga vegetal: 15g a 30g, 2 a 3 vezes ao dia 
 
 
Psyllium (Plantago ovata) 
 
Principais constituintes: 
Família: Plantaginaceae 
Partes utilizadas: Sementes 
Indicações/Ações terapêuticas: constipação crônica, constipação temporária devido a doença ou 
gravidez, síndrome do intestino irritável, constipação relacionada a úlcera duodenal ou diverticulite. 
Amolece as fezes daqueles com problemas de hemorróida ou que passaram por cirurgia anorretal (PAI; 
PRASHANT; MURLIK et al., 2010); (WANNER; BAIL; BCHBAER et al., 2010). 
Contraindicações e efeitos adversos: Contra-indicado em casos de impactação fecal ou obstrução 
intestinal e diabetes mellitus em que é difícil o ajuste de insulina. Deve ser ingerida com muita água e, 
no mínimo, com intervalo de meia hora após outro medicamento para evitar dificuldade na absorção 
deste. Pode diminuir a absorção de alguns minerais (cálcio, magnésio, cobre e zinco), vitamina B12, 
glicosídeos cardíacos, derivados cumarínicos, sais de lítio, carbamazepina. Diabéticos 
insulinodependentes podem precisar de doses menores de insulina. O tratamento deve ser suspenso 
caso ocorra sangramento ou falta de resposta, ou em caso de dor abdominal 48h após a ingestão da 
droga. Se persistir a diarréia por mais de 3 ou 4 dias 
Posologia: 
 Pó: 5g a 20g dia (MARQUES, 2014) 
 
 
68 
 
2 Plantas Medicinais com Ação no SNC 
São classificadas em: 
Plantas calmantes: Maracujá (Passiflora incarnata); Melissa (Melissa officinalis); Valeriana 
(Valeriana officinalis); Camomila (Matricaria recutita); 
Plantas estimulantes: Café (Coffea arabica); Erva-Mate (Ilex paraguariensis); Guaraná (Paullinia 
cupana); 
Plantas alucinógenas: Maconha (Cannabis sp); Coca (Erythroxylon coca); Ayahuasca. 
 
2.1 Plantas calmantes: 
 
 Maracujá (Passiflora incarnata); 
 Melissa (Melissa officinalis); 
 Camomila (Matricariarecutita;) 
 Angélica (Angelica archangelica); 
 Valeriana (Valeriana officinalis); 
 
 
Maracujá (Passiflora incarnata L.) 
 
Principais constituintes: Alcalóides indólicos (harmana, harmina, harmoleharmalina); flavonoides 
(vitexina, isovitexina, orientina, apigenina, quercitina, rutina, kaempferol); esteróis (estigmasterol, 
sitosterol, nonacosano); glicosídeos; álcoois; ácidos; gomas; resinas; vitaminas e taninos; 
Família: Passifloraceae 
Partes utilizadas: Folhas e frutos 
Propriedades e Indicações: Sedativo, tranquilizante, ansiolítico, antiespasmódico, diurético. Utilizado 
em casos de cefaleia de origem nervosa, perturbações da menopausa, insônia, taquicardia, cólicas, 
nevralgias e asma. 
Efeitos colaterais e contraindicações: Efeitos colaterais: Raros nas doses terapêuticas. O uso de doses 
excessivas de folhas pode levar a intoxicação cianídrica (náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, 
diminuição de reflexos e até convulsões e parada respiratória) e potencializar os efeitos dos inibidores 
da MAO (alguns antidepressivos): Interações: Pode potencializar os efeitos do álcool, anti- 
histamínicos e do sono induzido por barbitúricos, além dos efeitos analgésicos da morfina. Pode 
provocar um bloqueio parcial dos efeitos das anfetaminas. Pode ser associado com valeriana e com 
lúpulo para insônia; 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato padronizado (2,5 % de flavonoides calculados como vitexina): 300 a 400mg até 3 
vezes ao dia 
 Tintura: 0,5ml a 2ml, 3 a 4 vezes ao dia 
Infusão da droga vegetal: 3g a 5g, 2 a 3 vezes ao dia 
 
 
Melissa (Melissa officinalis L.) 
 
Árabes introduziram seu uso no século X, para ansiedade e depressão (“crises de mal humor”) 
Principais constituintes: Óleos essenciais (linalol, geraniol, nerol, citral, citronelal, etc), flavonoides 
(luteolol, apigenina), ácidos rosmarínico (ação colerética), cafeico, clorogênico, ursólico e oleânico), 
taninos, glicosídeos e resinas; Mirceno (ação analgésica, aliviando dores). 
Família: Lamiaceae 
Partes utilizadas: Folhas e Sumidades floridas 
69 
 
Indicações/ Usos terapêuticos: Carminativa e Antiespasmódica, Efeito sedativo; Hipotensor; 
Adjuvante nos distúrbios menstruais 
Efeitos adversos e contraindicações: Hipotensão; Evitar o uso no caso de hipersensibilidade; 
Essência pode causar diminuição na pulsação e entorpecimento, pode ter seu efeito potencializado pelo 
uso de hipnóticos; Indivíduos com hipotireoidismo; In vitro: inibição da produção de TSH, 
deiodização periférica do T4 – mais estudos devem ser realizados. 
Posologia: 
 Infusão da droga vegetal: 3g a 6g por dia (MARQUES, 2014). 
 Tintura: 5ml a 15ml dia (MARQUES, 2014) 
 Extrato seco :300 a 900mg/dia 
Associações: nos casos de distúrbios digestivos, pode ser combinada com camomila (Matricaria 
chamomilla) e lúpulo (Humulus lupulus). Para tratamento do estresse e da tensão nervosa, pode-se 
combinar com lavanda (Lavanda officinalis) e Tília (Tilia cordata) (KALLUF, 2015). 
 
 
Camomila (Matricaria recutita) 
 
Principais constituintes: * Óleos essenciais: Bisabolol (importante sesquiterpenóide – inibe a síntese 
de prostaglandinas), camazuleno, Flavonóides: apigenina 
Família: Asteraceae 
Partes utilizadas: Flores 
Indicações/ Usos terapêuticos: Descongestionante, Calmante, Anti-inflamatória (flavonóides), 
Estimuladora da digestão, Antiespasmódica (terpenóides), Diarréia nervosa, Hemorróidas. 
Efeitos adversos e contraindicações: Em altas dosagens pode ter efeito excitatório, náuseas, insônia. 
Dermatites de contato ou fotodermatites em pessoas sensíveis, hipotensão arterial e vômitos também 
podem ocorrer, embora muito raramente. Interações medicamentosas: pode interferir com a absorção 
de ferro, em tratamentos prolongados; 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato padronizado (0,3% de apigenina): 300 a 1000mg 
 Tintura: 3ml a 10ml, até 3vezes ao dia 
 Infusão da droga vegetal: 5g até 3 vezes ao dia. 
 Pó: 2g a 4g até 3 vezes/dia 
 
Mulungu (Erythrina mulungu) 
 
Principais constituintes: alcalóides, flavonóides e terpenos 
Família: Fabaceae 
Partes utilizadas: Casca, inflorescência 
Indicações/ Ações terapêuticas: Sedativo e tranquilizante – atividade ansiolítica e panicolítica; 
Melhora a qualidade de sono; Induz ao sono (atividade psicolética). 
Contraindicações e efeitos adversos: Não usar em pessoas com úlcera gátrica ou duodenal ou com 
oclusão das vias biliares, o uso pode causar cefaléias e inflamação, uso prolongado causa reações 
alérgicas. Potencializa a ação dos benzodiazepínicos. Em doses elevadas não usar por mais de 3 dias 
seguidos. 
Posologia: 
 Decocção: 4 a 6 gramas (2 a 3 colheres de sobremesa) em 150ml de água.Tomar 1 xícara de 
chá 2 a 3 x/dia (RDC 10). 
 Tintura vegetal: usar 5 a 20 ml/dia (MARQUES, 2014). 
 
70 
 
2.2 Plantas Estimulantes: 
 Pholia magra (Ilex paraguariensis); 
 Guaraná (Paullinia cupana); 
 Café (Coffea arabica) 
 
Guaraná (Paullinia cupana) 
Principais constituintes: Suas sementes são muito ricas em purinas, amidos e outros açúcares, além 
de taninos e óleos essenciais em menor quantidade. Possui ainda cafeína (3 a 5%), teobromina e 
teofilina, guaranina, saponinas, colina, resinas, mucilagens, catequinas, flavonóides, minerais (cálcio, 
fósforo, potássio, magnésio e ferro) 
Família: Sapindaceae. 
Parte utilizada: Sementes 
Indicações/Usos terapêuticos: Estimulante do sistema nervoso central (melhora o estado de alerta, a 
associação de ideias, as atividades intelectuais, a concentração e a resistência ao cansaço), estimulante 
do centro respiratório e cardiovascular, diurético, antidiarreico, inibidor da agregação plaquetária, 
adaptógeno, inibidor do apetite, afrodisíaco, analgésico; 
Contra-indicações e efeitos adversos: Não deve ser utilizado por pessoas com ansiedade, 
hipertiroidismo, hipertensão, arritmias, problemas cardíacos, estomacais e intestinais, taquicardia 
paroxística, gastrite e cólon irritável. Em altas doses pode causar insônia, nervosismos e ansiedade. 
Não associarcom outras drogas com bases xânticas (café, noz de cola, mate), nem com anti-
hipertensivos. (RDC 10). 
Posologia: 
 Pó de guaraná: 0,5-2 g do pó (1 a 4 col café) Acima de 12 anos: tomar 0,5 a 2 g do pó puro ou 
disperso em água, uma vez ao dia (RDC 10); 
 Tintura: 2,5 a 10ml (ANVISA, 2004) 
 Extrato seco padronizado cafeína (125 a 500mg/dia). 
 
2.3 Plantas Alucinógenas: 
 
 Maconha (Cannabis sp); 
 Coca (Erythroxylon coca); 
 Ayahuasca. 
 
2.4 Outras plantas psicoativas: 
 Ginseng coreano (Panax ginseng) 
 Erva de são-joão (Hypericum perforatum) 
 Ginkgo (Ginkgo biloba L.) 
 
Ginkgo (Ginkgo biloba L.) 
 
Principais constituintes: Flavonóides como quercetina, kaempferol, carajurina, carajuflavona, 
carajurona, luteolina e fitosteróis (Takemura et al.,1995), além de taninos, quinonas, aminoácidos, 
terpenóides (Ginkgolídeos A, B, C, J, M), pigmentos (flobafeno), ferro e cianocobalamina; 
Família: Ginkgoaceae 
Partes utilizadas: Folhas, partes aéreas (caule e folhas) 
71 
 
Indicações/ Usos terapêuticos: Adstringente, anti-inflamatório e cicatrizante (CASTRO; 
ARAÚJO,1989), desinfetante e emoliente. Usado em tratamentos de queimadura, acne, anemia e 
hemorragia; Vertigens, zumbidos (tinidos) e distúrbios de memória resultantes de alterações 
circulatórias; distúrbios circulatórios periféricos (claudicação intermitente), insuficiência vascular 
cerebral. 
Contraindicações e efeitos adversos: Raros casos de indisposição gastrointestinal (náuseas, vômitos, 
diarreia e flatulência), cefaleia e queda na pressão arterial. Dermatite de contato em pessoas sensíveis; 
Obs: Graves reações alérgicas foram produzidas pela ingestão e contato com a polpa dos frutos da 
Ginkgo; Precauções: Interação medicamentos a potencial com anticoagulantes e anti-agregantes 
plaquetários, devendo-se evitar essas associações. 
Posologia: 
 Extrato seco padronizado (1%, 17% e 24% em flavonoides): 40 a 240mg por dia (MARQUES, 
2014). 
 
 
2.5 Outras plantas com ação sedativa/calmante: 
 
 Macela (Achyrocline satureioides) 
 Laranja amarga (Citrus aurantium) - Flor 
 Erva cidreira (Cymbopogon citratus) 
 Falsa erva-cidreira (Lippia alba) 
 Kava-kava (Piper methysticum) 
 Lúpulo (Humulus lupulus L.) 
 Chá verde / L-theanina 
 
 
3 Fitoterápicos Associados à Modulação do Estresse 
 
Na prática clínica, assim como na literatura disponível, podemos observar que um paciente com níveis 
de estresse físico e mental elevados irá apresentar maior dificuldade em adequar-se à prescrição 
nutricional. Além disso, ele poderá apresentar alterações importantes no trato gastrointestinal, 
promovendo absorção inadequada dos diversos nutrientes presentes em seu planejamento alimentar e, 
ainda, poderá apresentar alterações em seu sistema imunológico. Diante de tais considerações, torna-se 
fundamental que o estresse do indivíduo seja controlado. Assim ele poderá absorver de forma adequada 
os nutrientes, proporcionando uma melhora em seu estado geral, visto que o estresse apresenta uma 
influência significativa no equilíbrio da microbiota intestinal (HUIS, 1991). As respostas ao estresse 
evoluíram do sistema de defesa do organismo humano, conhecido como mecanismo de “luta ou fuga”. 
Tal mecanismo funciona para nos proteger de perigos iminentes. A exposição por períodos 
prolongados ao estresse psicológicos resulta em ativação crônica de tal mecanismo. Essa ativação 
promove aumento do tônus simpático e, consequentemente, elevação da pressão arterial, da frequência 
cardíaca e da glicemia. Em contrapartida, ocorre desvio do aporte sanguíneo do sistema digestório para 
regiões periféricas. Esses efeitos se devem a uma reação significativa do sistema nervoso simpático que 
libera hormônios relacionados ao estresse, como o cortisol e a adrenalina (HEAD; KELLY, 2009). 
72 
 
Diante de tais evidências, torna-se importante que profissionais de nutrição tenham o conhecimento de 
fitoterápicos, conhecidos como adaptógenos, que podem auxiliar no tratamento do estresse através da 
modulação hormonal e neuronal. Dessa forma, a abordagem feita com o paciente possivelmente será 
ainda mais completa e eficaz (MARQUES, 2014).O termo adaptógeno classifica plantas que melhoram 
as respostas não específicas e promovem a recuperação do estresse, aumentando a resistência do 
indivíduo a uma variedade de estressores psicológicos, químicos e biológicos, agindo dessa forma 
como um estabilizador (DAVYDOV; KRIKORIAN, 2000). 
 
3.1 Fitoterápicos com Ação Adaptógena 
 
Ginseng coreano (Panax ginseng) 
Principais constituintes: Saponinas (proto –panaxadioleproto-panaxatriol), glicosídeos (ginosídeos), 
vitamina B, B2, B12 e C), sesquiterpenos, amido, goma, mucilagens, aminoácidos, ácido fólico, ácidos 
graxos, ácido nicotínico, enzimas (amilase e colina), esteróides, sais minerais (ferro, cobalto, cobre, 
cálcio, magnésio e manganês) 
Família: Apiaceae 
Parte utilizada: Raiz 
Indicações/Usos terapêuticos: Revitalizante das funções cerebrais, físicas e sexuais (estresse, fadiga, 
convalescenças, impotência sexual, afrodisíaco), imunoestimulante, auxilia na regulação da pressão 
arterial e do diabetes, cicatrizante e regenerador celular (antioxidante); 
Contra-indicações e efeitos adversos: O uso prolongado em altas doses, pode causar hipertensão 
arterial, insônia, euforia, nervosismo, diarréia e erupção cutânea; 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato seco padronizado (27% de ginsenosídeo): 150mg a 1000mg por dia 
 Decocto: 1g a 2g do rizoma, 3 a 4 vezes ao dia 
 Pó: 5g a 10g 
 
Ginseng siberiano (Acanthopanax senticosus) 
 
Principais constituintes: saponinas, lignanas, cumarinas e flavonoides. 
Família: Araliaceae 
Parte utilizada: Raiz 
Indicações/ Usos terapêuticos: ação antiestresse, anti-irritação, hipoglicemiante, anticancerígeno, 
atividade anti-inflamatória e hepatoprotetora. (HUANG, 2011). 
Contra-indicações e efeitos adversos: Pacientes que tomam anti-hipertensivo e hipertensos, gravidez 
e lactação. 
Posologia: 
 Extrato seco padronizado (0,8% de eletherosídeos): 300mg até 3 vezes/ dia (MARQUES, 
2014) 
73 
 
Alcaçuz (Glycyrrhiza glaba) 
 
Principais constituintes: Saponinas, óleo essencial, fitoesteróides (betasitosterol, estigmasterol), 
flavonóides, cumarinas. 
Família: Fabaceae 
Parte utilizada: Raiz e rizoma 
Indicações/ Usos terapêuticos: indicado no tratamento de tosses, gripes e resfriados, 
expectorante, coadjuvante em úlceras gástricas e duodenais/ corticóide natural. Ação 
adaptogênica, anti-inflamatória, antiviral, antimicrobiana, antioxidante, anticancerígeno, anti-
histamínica, antiúlcera, emoliente, depurativa, antitussígena, estomacal e tônica, 
imunomoduladora, hepatoprotetora e cardioprotetora, estrogênica suave. 
Contraindicações e efeitos colaterais: o uso prolongado pode aumentar a pressão sanguínea. Tem 
efeito hormonal semelhante ao dos corticosteroides. Devendo ser empregado em doses baixas e por 
tempo reduzido. Não deve ser utilizado na gravidez e lactação e pessoas com hipertensão arterial, 
hiperestrogenismo e diabetes. Possível quadro de pseudoaldosteronismo por ação mineralocorticoide 
(caracterizado por retenção de sódio, cloro, água, edema, hipertensão arterial e ocasionalmente 
mioglobinúria). Deve haver cautela ao associar com anticoagulantes, corticóides e anti-inflamatórios. 
Posologia: (MARQUES, 2014). 
 Extrato seco padronizado (0,4% de glicirrizina): 400mg, 1 a 3 vezes ao dia 
 Decocto: 2g a 4g, para 100ml, 3 vezes ao dia 
 Pó: 5g a 15g por dia. 
Devido a ação mineralocorticoide da glicirrizina, a dose média diária não deve exceder 5% a 15% da 
planta seca (equivalente a 200mg a 600mg de glicirrizina) e o programa de tratamento não deve 
exceder 4 a 6 semanas) 
 
Ashwagandha (Withania somnifera) 
 
Principais constituintes: alcaloides (isopelletierine, anaferine), lactonas esteroidais (whitanolides, 
whitaferins), saponinas contendo um grupo acetiladicional e whitanolideos com uma glucose no 
carbono 27. Ashwaganda também é rico em ferro. 
Família: Solaneceae 
Parte utilizada: Raiz 
Indicações/ Usos terapêuticos: indicado como tônico para aumento da energia com consequente 
melhoria da saúde e aumento da longevidade, utilizado para uma variedade de condições músculo-
esqueléticas (artrite e reumatismo), Adaptógeno, revitalizante, tranquilizante e anticonvulsivante, 
aumenta a capacidade cognitiva do cérebro, melhora a atenção, imunomodulador, hipolipedêmico, 
anticarcinogênico e radiosensibilizante. Além disso, é um potente antioxidante e anti-inflamatório. 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato seco: 200mg a 600mg por dia 
 Decocto da droga vegetal: 1g a 3g por dia 
Não deve ser utilizado por mais de 3 meses 
 
 
74 
 
Rhodiola (Rhodiola rósea) 
 
Principais constituintes: fenilpropanoides (rosavina, rosina, rosarina), flavonoides (rodiolina, 
rodionina, rodiosina), taninos, monoterpenos (rosiridola, rosaridina), derivados do feniletano (tirosol, 
salidrosídeo), proantocianidinas e glicosídeos fenólicos (ácido gálico). 
Família: Crassulaceae 
Parte utilizada: Rizoma 
Indicações/ Usos terapêuticos: Nos estados de esgotamento, fadiga e astenia com diminuição da 
concentração e do rendimento físico e mental. Nos indivíduos submetidos a regime de exercícios 
físicos intensos, visando atenuar o desgaste e aumentar o rendimento físico. Efeito adaptogênico, com 
atividade neuroprotetora, cardioprotetora, antifadiga, antidepressiva, ansiolítica e também estimula a 
atividade do sistem nervoso central. 
Contra-indicações e efeitos adversos: Não deve ser utilizado por crianças e por pacientes com 
história conhecida de alergia ao ativo. Pacientes portadores de doenças cardíacas ou que estejam em 
uso de medicações para tratamento de distúrbios psiquiátricos não devem utilizar esse ativo sem a 
devida orientação e acompanhamento médico. 
Posologia: 
 Extrato seco padronizado (rosavina): 50mg a 200mg por dia (MARQUES, 2014). 
 
4 Fitoterápicos Utilizados para Tratamento de Distúrbios Hormonais 
TPM/ Síndrome do climatério/ Redução da libido 
 Soja (Glycine max) 
 Cemifuga rancenosa (Black cohosh) 
 Yam mexicano (Dioscorea villosa) 
 Angélica (Angelica sinensis) 
 Vitex agnus-castus 
 Sálvia (Salvia officinalis) 
 Linhaça (Linus usitatissim) 
 Red clover (Trifolium pratense) 
 Tribulus (Tribulus terrestres L.) 
 Passiflora edulis (99% crisina) 
 Mucuna pruriens 
 Amora (Morus nigra) 
 Canela (Cinnamomum cassia) 
 Hortelã-pimenta (Mentha piperita) 
 Foeniculum vulgaris 
 Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) 
 
Pimenta dos monges (Vitex agnus-castus) 
 
Componentes químicos: flavonoides, glicosídeos e óleos essenciais (limoneno, cineol, pineno, 
sabineno). 
Família: Verbenaceae 
Partes utilizadas: Frutos secos, flores 
75 
 
Indicações/ Uso terapêutico: irregularidade no ciclo menstrual, tensão pré-mentrual (TPM), 
hiperprolactinemia, endometriose, mastalgia e monopausa precose. Antioxidante, 
Contraindicações e efeitos adversos: os efeitos adversos são geralmente de natureza dopaminérgica 
como problemas gastrointestinais, dor de cabeça, vertigem, náuseas, cefaleia, cansaço e boca seca. 
Acne, distúrbios menstruais, prurido, eritematomas e rash cutâneo também foram observadas. 
Contraindicada na gestação e lactação (ROEMHELD-HAMM, 2005). Ação antibacteriana e 
antioxidante. 
Posologia: 
 Extrato seco padronizado (0,5% de agnusídeos): 200mg a 400mg por dia 
 Extrato seco: 200mg (2 vezes ao dia) 
 Tintura: 1ml a 5ml por dia 
 Fruto seco: 0,5 a 1g, 3 vezes ao dia. (MARQUES, 2014) 
 
 
Salvia (Salvia officinalis) 
 
Principais constituintes: Óleo essencial, lactonas sesquiterpênicas (picrosalvina), diterpenos, 
triterpenos pentacíclicos, flavonóides, ácidos fenólicos (caféico, rosmarínico, clorogênico), mucilagens. 
Família: Lamiaceae 
Partes utilizadas: folhas 
Indicações/ações terapêuticas: Dispepsias (distúrbios digestivos), Mal de Alzheimer (diminui os 
défcits cognitivos), herpes labial (semelhante ao ciclovir) e transpiração excessiva, melhora do humor e 
da capacidade cognitiva em indivíduos saudáveis. É reconhecido por suas inúmeras atividades 
incluindo efeitos antibacterianos, fungistáticos, virustáticos, anti-inflamatório, antioxidante, 
adstringente, antidispéptico, anti-séptico, sedativo do centro de calor, antimetástico 
Contra-indicações e efeitos adversos: Não usar na gravidez e lactação, insuficiência renal e tumores 
mamários estrógeno dependentes. Alergia ao anetol. Pode elevar a pressão em pacientes hipertensos. 
Em altas doses pode ser neurotóxica (causar convulsões) e hepatotóxica. 
Posologia: 
 Extrato seco: 180 a 360mg, até 3 vezes ao dia 
 Tintura: 5ml a 25ml por dia 
 Infusão da droga vegetal: 1g a 3g de folhas, até 3 vezes/dia. (MARQUES, 2014) 
 
 
Red clover (trifolium pratense) 
Principais constituintes: óleos voláteis, isoflavonoides, derivados cumarínicos e glicosídeos 
cianogênicos. Quanto às isoflavonas, o red clover tem maiores concentrações de formononetina e 
biochanina A e menores concentrações de genisteína e daidzeína (GENAZZANI, 2008). 
Família: Fabaceae 
Parte utilizada: flores 
Indicações/ Usos terapêuticos: sintomas da menopausa (fogachos), na prevenção de osteoporose e 
doenças cardiovasculares, além de reduzir o risco de câncer de mama e endométrio (BOOTH et al., 
2006; COON; PITTLER; ERNST, 2007; SIMONCINI et al.,2008; POWLES et al., 2008). Segundo 
Circosta et al., (2006) auxilia no tratamento de ressecamento da pele em mulheres pós-menopausadas. 
Ação cicatrizante e anti-inflamatória. 
76 
 
Contra-indicações e efeitos adversos: contraindicado na gestação e lactação. Pode ter efeito sinérgico 
em uso concomitante com medicamentos anticoagulantes orais ou heparina e seu uso deve ser 
interrompido com 24h de antecedência para cirurgias. 
Posologia: 
Doses usuais: 40m/dia a 80mg/dia. Não se recomenda ultrapassar a dose de 500mg/dia (KALLUF, 
2015) 
 
Angélica ou Dong quai (Angelica sinensis) 
 
Principais constituintes: esteroide, flavonoides, frutose e ácido linoleico. 
Família: Apiaceae 
Parte utilizada: Raiz 
Indicações/ Usos terapêuticos: tônico geral, regulador das desordens menstruais e nos sintomas da 
menopausa (fogachos). Tem ação calmante, emanogoga, digestiva, anti-reumática, emoliente e 
antiespasmódica, anti-inflamatória, hipotensora, antiobiótica e antifúngica. 
Contra-indicações e efeitos adversos: contraindicada para pacientes portadores de diabetes, na 
gravidez e em casos de diarreia; em virtude da presença de furocumarina, pode ocorrer 
fotossensibilização cutânea; a presença a superdosagem pode provocar efeito abortivo e tóxico, com 
depressão do sistema nervoso central; deve-se ter muito cuidado na identificação para que não se 
confunda sua raiz com a da cicuta aquática; evitar o uso da planta fresca. 
Posologia: 
Dose indicada: o extrato padronizado deverá conter ligustilide a 1%. Dose recomendada: 1200mg/dia, 
dividido em 2 tomadas (KALLUF, 2015). 
Decocção da raiz a 5%. Tomar 1 xícara após as refeições. (ALONSO, 1998; TESKE, 2001) 
Sinergismo no climatério Gengibre associado a Menopausa: Angelica (Angelica sinensis), Amoreira 
(Morus alba L., Morus nigra L.), Yam Mexicano (Dioscorea villosa L) (KALLUF, 2015). 
 
 
Yam mexicano (Dioscorea villosa L.) 
 
Principais constituintes: Constituintes: saponinas esteroidais – diosgenina, triterpenóides, alcalóices 
(dioscorina), carotenóides, mucilagem 
Família: dioscoreaceae 
Parte utilizada: Rizoma 
Indicações/ Usos terapêuticos: Sindrome pré-menstrual, osteoporose, redução dos sintomas do 
climatério (fogachos, depressão, redução de libido, ressecamento da pele), na redução de cólicas 
menstruais, intestinais e câimbras; Estrutura similar ao DHEA e seus precursores – estimula receptores 
hormonais; Matéria-prima para a produção de progesterona. Anti-inflamatória, anti-reumático,antiespasmódica, diaforética, hipocolesterolêmica, diurético suave, fitohormônio. 
Contra-indicações e efeitos adversos: Contraindica-se na Gestação; É possível intoxicação com 
superdosagem por causa da dioscorina que tem efeito semelhante à picrotoxina, podendo causar 
náusea, vômito e diarreia. Interação medicamentosa: Há evidências que a diosgenina do Yam 
mexicano diminui o efeito anti-inflamatório da indometacina pelo aumento da eliminação constante e 
diminuição de seus níveis plasmáticos; Tem efeito estrogênico aditivo quando administrado 
concomitantemente com outras drogas estrogênicas. 
77 
 
Posologia: 
Doses: 250mg/dia (extrato seco) ou Mix (50 a 100mg/dia) 
Tintura vegetal: 40 a 120 gotas, 3 vezes ao dia; 
Planta seca rasurada: 2 a 5g, em infusão para cada xícara, 3 vezes ao dia; 
Extrato seco padronizado 6% diosgenina: 250 a 500mg/dia 
 
4.1 SOP (Síndrome Ovário Policístico) 
 
 Prímula (Primula vulgaris) 
 Sementes girassol 
 Unha-de-gato (Uncaria tomentosa) 
 Amora (Morus nigra) 
 Suco de frutas vermelhas 
 Angelica (Angelica sinensis) 
 Tribulus terrestris = aumenta LH, FSH e estradiol, ovulação 
 
4.2 Endometriose 
 
 Angélica (Angelica sinensis) 
 Framboesa (Rubus idaeus. L) 
 Gengibre (Zengiber officinalis) 
 Centella (Centella asiatica L.) 
 Sálvia (Salvia officinalis) 
 Cardo mariano (Silibum marianum L.) 
 Lignanas 
 
5 Disfunção Imunológica e Anti-inflamatória 
 
A imunomodulação pode ser exercida mediante a potencialização ou através de supressão de 
elementos do sistema imunológico (KIRKLEY, 1999). Nesse sentido, vários estudos têm sido 
conduzidos na busca de substâncias capazes de auxiliar o sistema imune no combate a micro-
organismos patogênicos, ou a doença com outras etiologias, tais como câncer e doenças autoimunes 
(LABRO, 2000). Atualmente a utilização de fitoterápicos como substâncias imunomoduladoras tem 
sido considerada uma alternativa para a prevenção e cura de diversas enfermidades. 
A ativação ou a regulação das reações imunes situam o sistema de defesa em níveis de ação 
adequados e também mantém os sintomas clínicos de inflamação em níveis aceitáveis para o paciente, 
ou, ainda estimula um sistema imune não reativo (FISCHER; HUNNER; VARGAS, 2008). 
Com a descoberta dos imunomoduladores tornou-se possível a manipulação do sistema imune 
em favor de um estado saudável, na tentativa de reduzir os efeitos associados à quimioterapia, à 
rejeição de enxertos, a doenças alérgicas, a doenças cancerígenas, a doenças autoimunes e 
inflamatórias, entre outras (DUTTA, 2002). 
Os imunomoduladores podem aumentar os mecanismos de defesa do hospedeiro 
(imunoestimulantes) ou diminuí-los (imunossupressores) (MASIHI, 2000). Os imunoestimulantes 
estimulam os mecanismos que envolvem tanto a imunidade inata quanto a imunidade adquirida, 
78 
 
através da ativação de células e mediadores, enquanto os imunossupressores agem seletivamente sobre 
os mecanismos envolvidos na imunidade adquirida. Dentre os imunomoduladores, destacam-se os 
produtos de origem vegetal (MASIHI, 2000) com destaque para Echinacea angustifólia, Allium 
sativum e Curcuma zedoaria. 
 
5.1 Plantas e Alimentos Funcionais com atividades anti-inflamatória e imunomoduladora 
 
 Alho (Allium sativum L.) 
 Cogumelo do sol (Agaricus blazei) 
 Astragalus (Astragalus membranaceus) 
 Curcuma (Curcuma longa L.) 
 Zedoária (Curcuma zedoaria) 
 Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) 
 Panax corano (Panax giseng) 
 Unha-de-gato (Uncaria tomentosa) 
 Garra-do-diabo (Harpagophytun procumbens D.C) 
 Equinácea (Echinacea angustifólia DC) 
 Bosvelia (Boswellia serrata) 
 Salgueiro (Salix alba) 
 Erva baleira (Cordea verbanacea) 
 Chapéu de couro (Echinodorus macrophyllus) 
 Mel 
 Própolis 
 
Garra-do-diabo (Harpagophytun procumbens D.C) 
 
Principais constituintes: Glicosídeos Iridóides de 0,5 a 3% (harpagosídeo, procumbina), derivados 
fenólicos (acteosídeo, isoacteosídeo), flavonoides (luteolina e kaempferol), quinona (harpagoquinona), 
óleo essencial, triterpenos, fitoesteróides (estigmasterol e beta-sitosterol), polissacarídeos 
Família: Pedaliaceae 
Partes utilizadas: Raiz 
Indicações/ Usos terapêuticos: tratamento de distúrbios gastrointestinais e Dores articulares (Artrite, 
artrose, artralgia). Ação anti-inflamatória, antiviral, antioxidante 
Contraindicações e efeitos adversos: gravidez (por possuir componentes abortivos), lactação, 
pacientes com úlcera gástrica e no duodeno, pacientes com síndrome de cólon irritável e com cálculos 
(biliares e renais). A superdosagem pode provocar náuseas, vômitos e pequena ação laxativa. 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato seco padronizado (1% a 3% de harpagosideos): 600mg a 6000mg por dia 
 Tintura: (10%): 2ml a 5ml por dia 
 Decocção: 5g a 15g em 500ml de água. 
 Pó: 1g a 3g dia. 
 
Unha-de-gato (Uncaria tomentosa) 
 
79 
 
Principais constituintes: Cianidinas, alcalóides, triterpenos pentacíclicos, fitoesteróides (beta-
sitosterol, campesterol estigmasterol). 
Família: Bignoniaceae 
Partes utilizadas: Caule e raiz 
Indicações/ Usos terapêuticos: inflamação crônica, gastrite, úlcera e úlcera gástrica, doenças 
inflamatórias intestinais e artrite reumatoide. 
Contraindicações e efeitos adversos: o medicamento deve ser administrado com alimentos o que 
intensifica a sua absorção. Algumas vezes, há queixas gastrointestinais iniciais e temporárias 
(flatulência, distensão abdominal, náuseas e diarreia (VALERIO, GONZALES, 2005). Por ter efeito 
imunoestimulante, não deve ser usada com medicamentos imunossupressores, como a ciclosporina ou 
outras medicações pós-transplantes de órgãos ou medula. As drogas metabolizadas por esta enzima 
como alprazolam, atrovastaina, diazepam, sidenafil e warfarina terão seus níveis aumentado 
(VALERIO, GONZALES, 2005) 
Posologia: (MARQUES, 2014). 
 Extrato seco: 100mg a 300mg/dia 
 Tintura: 10ml a 20ml, dividido e 2 a 3 doses diárias diluído em água; 
 Decocção: 8g a 10g de raízes ou entrecasca do cipó seco (1 col. Sopa p/ cada xícara de água), 
até 3 vezes /dia 
 
 
Bosvelia (Boswellia serrata) 
Principais constituintes: terpenoides, açúcares e óleos voláteis. 
Família: Burseraceae 
Partes utilizadas: resina obtida do tronco da árvore 
Indicações/ Usos terapêuticos: para tratar processos inflamatórios, dores articulares e lesões 
esportivas, doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa). Ação anti-inflamatória, analgésica, 
sedativa 
Contraindicações e efeitos adversos: não utilizar em pacientes com gastrite ou doenças de refluxo 
gastroesofágico pré-existente, são raros, mas podem ocorrer diarréia, erupção cutânea e náuseas. Na 
gestação a Boswellia tem sido reportada em literaturas tradicionais como tendo atividade emenagoga, 
podendo interferir na gestação. 
Posologia: 
 Extrato seco padronizado (60 – 70% de ácidos boswélicos): 400mg a 1200mg (MARQUES, 
2014). 
 
6 Plantas utilizadas para tratar afecções do Sistema Respiratório 
 
 Alecrim (Rosmarinus officinalis) 
 Angélica (Angelia officinalis) 
 Gengibre (Zingiber officinale R.) 
 Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.) 
 Guaco (Mikania glomerata) 
 Canela (Cinnamomum cassia) 
 Alho (Allium sativum) 
 Agrião (Nasturtium officinale R. Br) 
 Hortelã-pimenta (Mentha piperita) 
 Cebola (Allium cepa L.) 
 Poejo (Mentha pulegim L) 
80 
 
 Sabugueiro (Sambucus nigra L.) 
 
 
Poejo (Mentha pulegim L) 
 
Principais constituintes: Óleo essencial, triterpenos pentacíclicos, flavonóides, taninos. 
Família: Lamiaceae 
Partes utilizadas: partes aéreas 
Indicações/ Usos terapêuticos: Afecções respiratórias como expectorante, Aperiente, Perturbações 
digestivas, espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e colecistite 
Contraindicações e efeitos adversos: Não deve ser utilizada na gravidez, lactação e em crianças 
menores de 6 anos. Contraindica-se o uso prolongado e a inalação. A administraçãoem doses e tempo 
de uso acima do recomendado pode promover danos no fígado e ocasionar problemas na gestação. 
Posologia: 
Infusão: 1 g (1 col sobremesa) em 150 mL (xíc chá) -Utilizar 1 xíc chá de 2 a 3 x /dia durante ou após 
refeições (RDC 10) 
 
 
Sabugueiro (Sambucus nigra L.) 
 
Principais constituintes: 
Família: Caprifoliáceas 
Partes utilizadas: Flor, fruto e raiz 
Indicações/Ações terapêuticas: 
Flores: gripes, febre, bronquite, asma, reumatismo e afecções renais; 
Frutos: constipação e nevralgias; 
Raiz: reumatismo, gota, hidropisia, nefrite e litíase urinária 
Contraindicações e efeitos adversos: O consumo de extrato de flores e frutos em doses usuais, assim 
como a aplicação local do sabugueiro não têm evidenciado toxicidade. Não utilizar folhas por conterem 
glicosídeos cianogênicos que podem ser tóxicos Quanto ao efeito diurético pode induzir a uma 
hipocalemia (diminuição da concentração de potássio no organismo). A segurança durante a gestação e 
lactação ainda não foi suficientemente demonstrada. (RDC 10) 
Posologia: 
 Flores secas: infusão. Usar de 2 a 4g. tomar 3 xícaras/dia. 
 Frutos: decocção a 8%. Tomar de 2 a 3 xícaras/dia 
 Raiz: decocção. Usar 30g/L de água. Reduzir pela metade do decocto à ebulição. Tomar de 1 a 
2 xicaras/dia, como laxativo (ALONSO, 1998; TESKE, 2001). 
 
 
Guaco (Mikania glomerata Spreng.) 
 
Principais Constituintes: Cumarinas: ácido cumárico, cumarina e diidro-cumarina; Taninos, Óleos 
essenciais: diterpenos: ácido caurenóico e ácido grandi-flórico, fitol; Saponinas: guacosí-deo; 
Substâncias resinosas; Princípio amargo: guacina, flavonóides. 
Família: Asteraceae 
Parte utilizada: Caule e Folhas 
Indicações/ Usos terapêuticos: tosse, resfriados, gripe, bronquites alérgica e infecciosa, asma. 
Antissépticas das vias respiratórias, antitussígena, antiasmática, broncodilatadora, antiespasmódica, 
anti-inflamatória, antimicrobiana, depurativa, estimulante, emoliente, hepatoprotetora, anti-reumática 
81 
 
Efeitos adversos e contra-indicações: Altas doses podem causar vômito e diarreia; O uso prolongado 
desta droga vegetal pode ocasionar acidentes hemorrágicos, por haver o aparecimento de um efeito 
antagonista com a vitamina K; A associação com plantas e substâncias anticoagulantes deverá ser 
evitada ou utilizada com muita cautela; Pode interagir com anticoagulantes, corticoides e anti-
inflamatórios não esteroidais; Gestantes, crianças menores de 2 anos de idade, lactantes; Pode ocorrer 
aumento do fluxo menstrual 
Posologia: 
Uso interno –Tosse 
(Adultos e crianças a partir dos 2 anos) 
 Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150ml de água. Tomar 1 xícara – 3x/ dia. 
 Tintura (1:5) acima de 12 anos tomar 2 a 7ml, diluidos em 150ml de água – 3x/dia (RDC 10) 
 
Xarope caseiro: 
40 folhas de guaco frescas picadas para 2 copos de água e 1 xícara de chá de açúcar. Queima-se o 
açúcar em fogo brando até obter o caramelo. Adicione folhas de guaco e a água. Deixe cozinhar em 
fogo brando até o cheiro de cumarina (característico do guaco) aparecer. Apagar o fogo, deixe esfriar, 
guardar em frasco higienizado. Tomar 1 colher de sopa 1 a 2 vezes ao dia (Receita dra. Cinthia Perine) 
 
 
6.1 Sinergismo nas desordens respiratórias: 
 
Guaco associado a: 
 
 Limão (Citrus limon L.) 
 Canela (Cinnamomum cassia) 
 Cravo-da-índia (Caryophullus aromaticus L) 
 Equinácea (Echinacea purpurea Moench) 
 Eucalipto (Eucalyptus globulus Labill) - inalação 
 Gengibre (Zingiber officinale) 
 Alho (Allium sativum L.) 
 Cebola (Allium cepa L.) 
 Abacaxi (Ananas comosus L.) 
 
 
7 Fitoterápicos comumente utizados para controle do Diabetes mellitus tipo II 
 
Ação hipoglicemiantes: 
 
 Alho (Allium sativum) 
 Carqueja (Bacharis trimera) 
 Chá verde (Camellia sinensis) 
 Garcinia camboga 
 Hibisco (Hibiscus sabdariffa) 
 Stevia rebaudiana 
 Pata-de-Vaca (Bauhinia fortificata) 
 Gymnema sylvestre 
 Canela (Cinnamomum cassia) 
 
Canela (Cinnamomum cassia) 
 
82 
 
Principais constituintes: acetato de eugenol, ácido cinâmico, açúcares, aldeído benzênico, aldeído 
cinâmico, aldeído cumínico, benzonato de benzil, cimeno, cineol, elegeno, eugenol, felandreno, furol, 
goma, linalol, metilacetona, mucilagem, oxalato de cálcio, pineno, resina, sacarose, tanino, vanilina. 
Família: Lauraceae 
Parte utilizada: Cascas 
Indicações/ Usos terapêuticos: indicado na inapetência, perturbações digestivas com cólicas leves, 
flatulência e sensação de plenitude gástrica. Tem efeitos anti-inflamatório, antimicrobiano, 
antioxidante, anti-tumoral, cardioprotetor, antilipemiante, hipoglicemiante, imunomodulador e 
termogênico. 
Efeitos adversos e contraindicações: podem ocorrer reações alérgicas de pele e mucosa, não usar na 
gravidez. 
Posologia: 
 Tintura: 5ml a 10ml 
 Decocção da droga vegetal: 2g a 4g por dia 
 Pó: 400mg, até 4 vezes ao dia (MARQUES, 2014) 
 
 
Pata-de-Vaca (Bauhinia fortificata) 
 
Principais constituintes: Saponinas, Taninos, Glicoproteinas, Flavonóides, Fitoesteróis 
(B-sitosterol, campesterol, estigmasterol), Alcalóides, Terpenóides, Mucilagem e Antocianidinas 
Família: Fabaceae 
Parte utilizada: folhas, cascas, flores, lenho, raízes. 
Indicações/ Usos terapêuticos: Tem ação anti-inflamatória, depurativa, diurética, 
hipocolesterolemiante, hipoglicemiante, laxante, purgativa, tônico renal e vermífuga. 
Contra-indicações/cuidados: em caso de gestação ou lactação (somente sob orientação médica). 
Aumento do número de evacuações ou diarreia pastosa em intestinos com tendência à diarreia. Pode 
potencializar drogas antidiabéticas; é contra-indicada para pessoas com hipoglicemia. 
Posologia: 
 Planta seca: 2 a 5g/dia 
 Tintura: 10 a 15ml/dia 
 Extrato seco: 200 a 500mg – até 3 vezes ao dia 
 
 
Estévia (Stevia rebaudiana Bertoni) 
 
Parte usada: folha 
Principais constituintes: Heterosídeos diterpênicos: estevosídeos, dulcosídeos, rebaudiosídeos A, B, 
C, D e E; Óleo essencial: álcool benzílico, α-bergamoteno, β -burboneno, α e γ-cadieno, calacoreno, 
clameneno, carvacrol, cosmosiína; Ácidos fenólicos: pirogalol, derivados do ácido cinâmico. 
Flavonóides: quercetosídeo, apigenol e austroinulina; Saponinas. 
Família: Asteraceae. 
Indicações/Usos terapêuticos: No diabetes, prisão de ventre, hipertensão, adoçante. Ação 
Edulcorante, hipoglicemiante, hipotensora e diurética 
Contra-indicações e efeitos adversos: Seu uso não tem revelado possuir efeitos adversos nem tóxicos, 
tanto em curto quanto a longo prazo, considerando-se, portanto, uma droga segura para o uso humano. 
Deverá haver cautela no uso concomitante com hipotensores. Esteviosídeo pode causar efeitos 
adversos como plenitude abdominal e náuseas, cefaleias, tonteiras, mialgia e parestesias 
Posologia: 
 3 a 6 g ou preparações contendo 250 a 500 mg de esteviosídeo 3 vezes ao dia (LORENZI; 
MATOS, ABREU, 2002). 
 
83 
 
 
8 Plantas com ação na Dislipidemia 
 
 Carqueja (Bacharis trimera) 
 Alcachofra (Cynara scolimus) 
 Alho (Allium sativum) 
 Açafrão (Curcuma longa L.) 
 Dente-de-Leão (Taraxacum officinale) 
 Canela (Cinnamomum cassia) 
 Chá verde (Camelia sinensis) 
 Aveia (Avenum sativum) 
 
 
Alho (Allium sativum L.) 
 
Principais constituintes: Compostos sulfurados (hidrossolúveis e lipossolúveis), aminoácidos e 
enzimas, saponinas, procianidinas, polissacarídeos, sais minerais (potássio, selênio, germânio), 
vitaminas (A, B, C, E). 
Família: Amaryllidaceae/ Liliaceae 
Partes utilizadas: Bulbo 
Indicações/ Usos terapêuticos: gripes, resfriados, verminoses, como antioxidante em dislipidemias e 
arteriosclerose. Expectorante, anti-séptico, hipocolesterolêmico, hipotensor, imunoestimulante, anti-
inflamatório. 
Contraindicações e efeitos adversos: menores de 3 anos, em quadros de gastrite e úlcera gátrica/ 
hipetensão/hipoglicemia, não usar em casos de hemorragia e com anticoagulantes (ANVISA). 
Posologia: (MARQUES,2014) 
 2g a 5g do bulbo de alho cru 
 0,5g a 1,5g do pó seco 
 2mg a 5mg do óleo de alho 
 300mg a 1000mg do extrato seco 
 2ml a 4ml de tintura (até 3 vezes ao dia diluídos em água) 
O bulbo deve ser administrado junto as refeições (antes) para prevenir a acorrência de distúrbios 
gastrointestinais (MARQUES, 2014). 
 
 
Carqueja (Baccharis trimera) 
 
Constituintes químicos: Flavonóides (apigenina, metil-luteolina, quercetina, nepetina, gencuanina, 
hispidulina); Óleo essencial (acetato de carquejilla, acetato de carquejol, pineno, cariofileno, cis-
cariofileno, cubebeno, elemeno); Diterpenos; Saponinas. 
Família: Compositae (Asteraceae) 
Parte utilizada: Partes aéreas 
Indicações/ Usos terapêuticos: litíase biliar, Diabetes, hipercolesterolemia, dispepsia. Ação 
hepatoprotetora, colagoga, anti-inflamatória, hipoglicemiante, hipocolesterolêmica, diurética, 
hipotensora, melhora a circulação (diterpenóides), reduz lesão ulcerosa, chá, Ativo frente ao vírus da 
herpes (lactonas sesquiterpênicas), Antidispéptico (Formulário Nacional). 
Contraindicações e efeitos adversos: Hipersensibilização por uso prolongado, Pode gerar hipotensão, 
Não usar na gravidez e lactação, Evitar uso com medicamentos para hipertensão e Diabetes. Problemas 
84 
 
de interações: Cautela ao associar com hipoglicemiantes, anti-hipertensivos, digoxina, antiarrítmicos, 
insulina. 
Posologia: 
 Infusão: 2,5g em 150ml de água, 1 a 3 vezes ao dia (acima de 12 anos) – RDC 10 
 Tintura: 60 gotas após as refeições (KALLUF, 2015) 
 Extrato fuido: 20 gotas após as refeições (KALLUF, 2015) 
 Extrato seco: 600 – 800mg/dia 
 
 
Dente-de-Leão (Taraxacum officinale) 
 
Principais constituintes: Apigenol, luteol, taraxacina (principio amargo), inulina, minerais Fe, Si, Na, 
K, Mn, Zn, Cu, P e vitaminas C e D, complexo B, colina, clorofila. 
Família: Asteraceae 
Parte utilizada: Planta inteira 
Indicações/ Usos terapêuticos: Diurético, anti-inflamatória, antitrombótico, antioxidante, 
antidispéptico, analgésico, colerético, aperiente, hipocolesterolemiante, hipoglicemiante, laxante suave, 
prebiótico. 
Efeitos adversos: Evitar na gravidez e lactação, na presença de obstrução de ductos biliares e do trato 
gastrintestinal; Cautela no uso conjunto com medicamentos. O uso pode provocar hipotensão arterial 
(ANVISA). 
Posologia: 
 Extrato seco: 140mg a 520mg/dia 
 Tintura: 0,5ml a 1ml, 3 vezes ao dia; 
 Decocto da droga vegetal: 3g a 4g, até 3 vezes ao dia (MARQUES, 2014). 
 
9 Plantas que atuam no Sistema Geniturinário 
 
 Cranberry (Vaccinium macrocarpon) 
 Cavalinha (Equisetum arvense L.) 
 Carqueja (Bacharis trimera) 
 Crataegus laevigata 
 Borragem (Borago officinalis L.) 
 Bardana (Arctium lappa L.) 
 Alfafa (Medicago sativa L.) 
 Hibisco (Hibiscus sabdariffa) 
 Abacateiro (Persea americana Mill) 
 Chapéu-de-couro (Echinodorus macrophylus) 
 Salsaparrilha (Smilax sp) 
 Alho (Allium sativum) 
 Cabelo de milho (Zea mays L.) 
 Aipo ou Salsão (Apium graveolens L.) 
 Porangaba (Cordia salicifolia) 
 Angelica sinensis 
Cavalinha (Equisetum arvense L.) 
 
Principais constituintes: 
Família: Equisetáceas 
85 
 
Parte utilizada: Planta inteira e partes aéreas 
Indicações/ Usos terapêuticos: hipertensão, aterosclerose (aumeta a elasticidade dos vasos 
sanguineos), afecções renais e vias urinárias, afecções da próstata, hematúria, hemoptises, edemas, 
rejuvenescimento. Diurética, hemostática, remineralizante, depurativa, sudorífica, anti-inflamatória e 
analgésica 
Contra-indicações e efeitos adversos: não deve ser utilizada durante a gestação e lactação, pacientes 
com disfunção cardíaca e renal, gastrite e úlcera gastroduodenal. Não apresenta efeitos colaterais, 
quando usada em doses terapêuticas. Porém, não é recomendado o seu uso a longo prazo. 
Posologia: 
 Infusão: 3g (1 col. Sopa) em 150ml (xíc de chá) de água: 1 xícara 2 a 4 vezes ao dia (RDC 10). 
Associações: pode ser associado à hortênsia-branca, em casos de distúrbios da próstata (KALLUF, 
2015). Para efeito diurético: 50 a 200ml/dia: Efeito hemostático: 500ml/dia (KALLUF, 2015). 
 
 
Borragem (Borago officinalis L.) 
 
Principais constituintes: Mucilagem, tanino, nitrato de potássio, sais (potássio, cálcio), alantoína, óleo 
essencial, saponina, óleo fixo, ácido salicílico, Vitamina C 
Família: Boraginaceae 
Parte utilizada: Folhas, caule, flores, e óleo das sementes 
Indicações/ Usos terapêuticos: afecções respiratórias, urinárias, hepáticas, depressão, TPM, 
hipertensão arterial 
Óleo da semente: alterações hormonais e hipertensão arterial 
Folhas e flores: afecções das vias respiratórias (tosse, catarro e problemas pulmonares); algumas 
doenças renais (oligúria, nefrite), problemas de vesícula biliar e hepática, além de edemas. Diurética, 
emoliente, anti-inflamatória (óleo), diaforética, galactogoga (semente), expectorante, adstringente, anti-
reumática, depurativa. Suco fresco é utilizado nos distúrbios nervosos. 
Contra-indicações e efeitos adversos: em doses muito altas, pode causar efeitos tóxicos em virtude 
dos alcaloides pirrolizidínicos identificados. 
Posologia: 
 Decocção: folhas e caule. Usar 40g/L. 
 Infusão: folhas: usar 20 a 30g/L de água. Fazer infusão por 10 a 15 minutos 
 Flores: 1 colher de sopa para cada xícara.Tomar 3 xícars ao dia. 
 Tintura: 1 a 4ml, 3 vezes ao dia (HENZ; JABLONSKA; KERKHOF et al., 1999; BURR, 2000) 
Associações: pode ser associado à hortênsia-branca, em casos de distúrbios da próstata (KALLUF, 
2015). 
 
 
86 
 
Hibisco (Hibiscus sabdariffa) 
 
Componentes químicos: ácidos orgânicos, antocianinas, polissacáridos mucilaginosos, glucosídeos e 
flavonoides. 
Família: Malváceas 
Partes utilizadas: flor 
Indicações/ Uso terapêutico: indicado no emagrecimento, espasmo gastrointestinal, espamo e colite 
uterina, dispepsia, gastroenterite, hipertensão, obstipação intestinal, aumentar a diurese. Tem ação 
antioxidante, diurético, colerético, laxante suave, vasodilatador, efeito hipotensor (inibidor da 
angiotensina), efeito hipolipemiante, hipoglicemiante. Aumento na produção do óxido nítrico 
Contra-indicações: não pode ser ingerido por gestantes e/ou lactantes. Efeitos adversos não 
encontrados na literatura 
Posologia: 
 Infusão: 1 colher (sopa) da flor para 500ml de água (ALONSO, 1998; TESKE, 2001). 
 
Abacateiro (Persea americana Mill) 
 
Componentes químicos: esteróis (sitosterol, campesterol), aminoácidos, lecitina, potássio, cácio 
fósforo e ferro. Flavonóides (quercetina, β-sitosterol) e óleos essenciais estragol e anetol. 
Família: Lauraceae 
Partes utilizadas: folhas e óleos 
Indicações/Ações terapêuticas: como diurético, colagogo, carminativo, expectorante e relaxante da 
mucosa lisa brônquica. A infusão das folhas é utilizada no tratamento de condições inflamatórias, dor e 
febre. Usado nas nas infecções hepáticas e renais (cistite e uretrite). 
Contraindicações e efeitos adversos: não deve ser ingerido por gestantes e/ou lactantes. 
Posologia: 
 Infusão: 50g da folha em 1 litro de água (ALONSO, 1998; TESKE, 2001). 
 
 
Chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) 
 
Componentes químicos: Flavonóides, taninos, estilbenos, diterpenos (labdanos: chapecoderinas A, B, 
C; clerodanos: equinofilinas A, B, C, D, E, F; cembranos: equinodolídeos A, B). 
Família: alismatáceas 
Partes utilizadas: folhas 
Indicações/Ações terapêuticas: edemas, inchaços por retenção de líquido e processos inflamatórios. 
Energética, diurética, depurativa, colagoga, laxante 
Contraindicações e efeitos adversos: Não usar em pessoas com insuficiência renal e cardíaca. Não 
utilizar doses acima da recomendada pois pode causa diarreia. Evitar o uso com medicamentos anti 
hipertensivo. 
Posologia: 
 Infusão: 1 g (1 colher de chá) em 150 ml de água – 1 xícara de chá 3 x ao dia (RDC 10) 
 
87 
 
10. Plantas Medicinais utilizadas no Tratamento da Obesidade 
 
A obesidadeé considerada uma doença multifatorial, sendo um grave problema de saúde pública 
mundial, atingindo pessoas de todas as classes econômicas e faixas etárias. Caracterizada pelo aumento 
excessivo de peso e o acúmulo de gordura corporal acima dos padrões de normalidade, a obesidade é 
um fator predisponente para outras enfermidades, tais como dificuldades respiratórias, distúrbios do 
aparelho locomotor, problemas dermatológicos e psicológicos, além de estar diretamente relacionado 
com doenças como dislipidemias, doenças cardiovasculares, diabetes tipo II e certos tipos de câncer 
(CUPPARI, 2005; MARTINS, 2008). 
Nas duas últimas décadas, pesquisadores têm dedicado significativos esforços na compreensão dos 
mecanismos fisiológicos envolvidos no controle do apetite, da fome e da saciedade, e na obtenção de 
produtos efetivos para o tratamento e controle da obesidade, incluindo os de origem natural. A 
fitoterapia é caracterizada pelo tratamento de estados patológicos através da utilização de substratos 
naturais de origem botânica. Diversas plantas medicinais têm sido estudadas e utilizadas com o 
objetivo de redução de peso, principalmente aquelas com ação inibidora de lipases, contendo 
propriedades termogênica, ou que suprimem o apetite (KURIAN et al, 2007). 
 
 
10.1 Fitoterápicos utilizados na Síndrome Metabólica/Obesidade 
 
Termogênicos: laranja amarga, camélia sinensis 
Sacietógenos: glucomanan, agar-agar, carqueja 
Redutores de ansiedade/ melhora do sono: Maracujá, Capim-limão, Griffonia 
 
10.2 Termogênicos: 
 
 Laranja doce (Citrus sinensis) 
 Laranja amarga (Citrus aurantium) 
 Chá verde (Camellia sinensis) 
 Pholia magra (Ilex paraguariensis) 
 Pimenta malagueta (Capsicum frutescens) 
 Pimentão (Capsicum annuum) 
 Pimenta de cheiro (Capsicum chinense) 
 Pimenta cumari (Capsicum baccatum) 
 Capsicum sp. 
 Café (Coffea arábica/ Coffea robusta) 
 Boldo- de -jardim (Coleus forskohlii) 
 Framboesa (Rubus idaeus) 
 Evodia (Evodia Rutaecarpa) 
 Canela (Cinnamomum cassia) 
 Gengibre (Zengiberis officinalle) 
 Açafrao-da-terra (Curcuma longa L.) 
88 
 
Chá verde (Camellia sinensis) 
 
Principais constituintes: Polifenóis, dentre os quais os flavonoides e catequinas. A classe das 
catequinas (epicatequina, epicatequina galato, epigalocatequina e epigalocatequina galato). A classe 
dos flavonoides é subdivididada em: flavonas, flavononas, isoflavonas, flavonóis e antocianinas. 
Metilxantinas (cafeína, teofilina); óleo essencial; ácidos fenólicos, taninos e compostos aromáticos 
Família: Theaceae 
Partes utilizadas: Folhas 
Indicações/usos terapêuticos: tônico, protege contra doenças degenerativas, destoxificante, 
hipocolesterolemiante, diurético, desordens digestivas, náuseas e vômitos (NICOLETTI et al., 2007), 
enxaquecas, obesidade. Tem ação antioxidante, hipocolesterolemiante, antialérgica, anti-inflamatória, 
antineoplásica, gastroprotetora, termogênica. Coadjuvante no tratamento de patologias orais, usado 
como gargarejo (NICOLETTI et al., 2007). 
Contra-indicações e efeitos adversos: deve ser evitado por pacientes cardíacos, gestantes não devem 
ingerir mais que um ou dois copos/dia, pois a cafeína poderá aumentar o ritmo cardíaco e levar a pré-
eclâmpsia. A ingestão da planta no período da noite pode provocar insônia, devido à ação estimulante 
da cafeína (ALONSO, 1998). Por conter razoável teor de cafeína, pode provocar dependendo da dose e 
da frenquência diminuição da absorção de Ca e Fe, irritação da mucosa digestiva, irritabilidade, 
ansiedade e arritimias cardíacas (FERRO, 2006). Cautela ao associar com hipoglicemiantes, anti-
hipertensivos, digoxina, antiarrítmicos, insulina, estimulantes do SNC, broncodilatadores, suplementos 
vitamínicos, alimentos. 
Posologia: (MARQUES, 2014) 
 Extrato seco padronizado (20% a 50% de polifenóis): 100 a 600mg/dia 
 Infusão de droga vegetal: 5g a 10g 
 
 
Pholia magra (Ilex paraguariensis.) 
 
Principais constituintes: Cafeína, teobromina, teofilina, ácido clorogênico e derivados, saponinas, 
taninos, flavonóides como quercetina, Kaempeferol e rutina, ácido ursólico, óleos essenciais, 
trigonelina, açúcares, minerais diversos (ferro, magnésio, manganês, potássio, sódio, cálcio, etc) e 
algumas vitaminas (C, B1, B5, ácido nicotínico e betacaroteno); 
Família: Aquifoliáceas 
Parte utilizada: Folha e pequenos talos das folhas; 
Indicações/Usos terapêuticos: Tônico, estimulante, diurético, digestivo, laxante suave, antioxidante, 
hipocolesterolêmico, antiaterogênico, anticarcinogênico, termogênico; 
Contra-indicações e efeitos adversos: Raros nas doses habituais. Em altas doses pode levar a insônia, 
nervosismo, dores abdominais, náuseas e vômitos; Interações medicamentosas: Pode diminuir os 
efeitos de sedativos, calmantes e anticonvulsivantes, devido a seu efeito estimulante no sistema 
nervoso. 
Posologia: 
Pode ser consumido isolado ou e associação com outras plantas, com finalidades distintas: 
 Infusão das folhas; 2 a 10g/dia (chimarrão) 
 Maceração das folhas em água fria (tererê); 
 Extrato seco padronizado em cafeína: 100 a 300mg/dia 
 
 
89 
 
Laranja amarga (Citrus aurantium) 
 
Componentes químicos: protoalcaloide p-sinefrina, flavonoides (hesperidina, naringenina, 
tangeretina), óleos voláteis (limonemo), cumarinas e pectinas. 
Família: Rutáceas 
Partes utilizadas: fruto, folhas e flores 
Indicações/ Uso terapêutico: Flores: quadros leves de ansiedade, insônia e calmante suave. 
Expectorante, antibacteriana, antiviral, antifúngica, antialérgica, carminativa. Ação adrenérgica e 
termogênica. Promove perda de peso pelo aumento da lipólise. É um fitoterápico conhecido por ser 
substituto da efedrina e auxiliar na perda de peso dos praticantes de atividades físicas, entretanto, sem 
os efeitos colaterais da efedrina (GOUGEON et al, 2005). 
Contra-indicações e efeitos adversos: não utilizar em pessoas com distúrbios cardíacos. O extrato é 
contra-indicado para pacientes hipertensos, grávidas, lactantes, diabéticos e em tratamento com 
inibidores da MAO (Natural Medicines Comprehensive Database; 2007). 
Posologia: 
 Rasurado: 4,5 a 9g 
 Tintura 20%: 10 a 40ml 
 Extrato seco (mínimo 6% de sinefrina): 400mg a 1200mg 
 
10.3 Controle de apetite/ sacietógenos: 
 
 Manga africana (Irvingia gabonenses) 
 Hibisco (Hibiscus sabdariffa) 
 Carqueja (Bacharis trimera) 
 Fucus (Fucus vesiculosos) 
 Spirulina sp. 
 Goma guar (Cyamopsis tetragonolobus) 
 Psyllium (Plantago psyllium) 
 Wacame (Undaria pinnatifida) 
 Glucomanan (Amorphophallus konjak K .) 
 Agar agar (Gelidium cartilagineum) 
 Cassiolamina (Cassia nomame) 
 
Goma guar (Cyamopsis tetragonolobus) 
 
Componentes químicos: polissacarídeos hidrofílicos de alto peso molecular (galactomanann) 
constituídos por D-galactosa e D-manosa. 
Família: Fabaceae 
Partes utilizadas: pó das sementes secas 
Indicações/ Uso terapêutico: diabetes, regime de emagrecimento, obesidade, hipercolesterolemia. 
Redutor de apetite. Dimimue a absorção de lipídeos e glicideos, prolonga a sensação de saciedade e 
laxante suave 
Contra-indicações e efeitos adversos: contraindica-se para crianças menores de 10 anos, na gestação 
e lactação e nas estenoses esofágica, pilórica e intestinal. Pode interferir na absorção de fármacos como 
a penicilina, glibenclamida, fenoximetilpenicilina e digoxina. Ingerir com muita água para evitar 
obstipação intestinal. 
Posologia: 
 1 a 2g /dia 
0,5 a 5 g meia hora antes de cada refeição com 1 a 2 copos de água (Fitoterapia, Vademecum de 
Prescripción, 1998) 
90 
 
Spirulina sp. 
 
Componentes químicos: proteína (65%), aminoácidos essenciais (30%); minerais quelados (ferro, 
cálcio, zinco, magnésio, potássio); vitaminas; ácidos graxos; fenilalanina, clorofila, ácidos fenólicos, 
inositol. 
Família: Cyanophyceae 
Partes utilizadas: microalga inteira 
Indicações/ Uso terapêutico: Nutritiva, redutorado apetite, rica em proteínas e ferro biodisponível. 
Antioxidante, anti-inflamatória, analgésica, antiviral, cicatrizante, lipolítica, remineralizante, 
revigorante, tônica. 
Contra-indicações e efeitos adversos: Normalmente bem tolerada. Não deve ser consumida por 
pessoas com fenilcetonúria, gestantes, nutrizes e crianças. Quando contaminada por espécies tóxicas de 
outras algas azuis, pode causar forte hepatotoxicidade devido a microcistinas, com icterícia, dor e 
distensão abdominal, nauseas, vomitos, astenia, sede excessiva, pulso fraco e rápido. 
Posologia: 
Pó: 3 a 5g (Natural Medicines Comprehensive Database; 2007) 
 
 
10.4 Redutores de ansiedade: 
 Maracujá (Passiflora incarnata/alata/ edulis) 
 Melissa (Melissa officinalis) 
 Camomila (Matricaria chamomilla) 
 Mulungu (Erythrina mulungu) 
 Capim-limão (Cymbopogum citratus) 
 Garcínia (Garcinia camboga) 
 Grifonia (Griffonia simplicifolia) 
 Açafrão-verdadeiro (Crocus sativus L.) 
 Cissus quadrangulares 
 
Grifonia (Griffonia simplicifolia) 
 
Componente químico: 5-HTP (5- hidroxitriptofano) 
Família: Leguminosae 
Partes utilizadas: Sementes 
Indicações/ Uso terapêutico: tratamento de ansiedade, depressão, fibromialgia, insônia, dores de 
cabeça crônicas, tensão pré- menstruais (TPM) e sobrepeso (obesidade). Regulação de saciedade, 
precursor do triptofano. 
Contra-indicações e efeitos adversos: Os efeitos colaterais são geralmente leves, mas podem incluir 
náuseas, prisão de ventre, gases, sonolência, ou diminuição da libido desaparecendo após alguns dias. 
Não deve ser utilizado quando tomar inibidores da MAO, inibidores seletivos da recaptação da 
serotonina ou outros medicamentos antidepressivos. 
Posologia: 
 Extrato padronizado 95% 5HTP: 50 a 150mg/dia 
 
91 
 
Garcínia (Garcinia camboga) 
 
Componentes químicos: ácido-hidroxicítrico, fenol, ácido acético, ácido garcinólico, cálcio, 
carboidrato, traços de pectina 
Família: Clusiaceae 
Partes utilizadas: Cascas secas dos frutos e frutos 
Indicações/ Uso terapêutico: obesidade, inibição do apetite, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, 
uremia, problema hepático devido a malária. Hepática, hipocolesterolêmica, lipolítica, sacietógena 
Contra-indicações e efeitos adversos: Doses altas pode causar náusea, desconforto gastrointestinal e 
cefaleia. Não há dados seguros sobre o uso na gravidez e lactação. 
Posologia: 
Ext. seco pad. mínimo 50% de AHC (ácido hidroxicítrico): 1 a 3g 
 
 
10.5 Plantas que melhoram a disposição 
 
 Guaraná (Paullinia cupana) 
 Panax coreano (Panax ginseng) 
 Maca peruana (Lepidium meyenii) 
 Cogumelo-do-sol (Agaricus blazei) 
 Chá verde (Camellia sinensis) 
 Café (Coffea arábica) 
 Pholia magra (Ilex paraguariensis) 
 Marapuama (Ptycopetalum alacoide) 
 Tribulus (Tribullus terrestres) 
 
CAPÍTULO 3 
Interação entre Fitoterápicos e Nutrientes 
 
Principais Grupos Fitoquímicos e Interações De Plantas 
 
1. Substâncias do Metabolismo Primário: 
 
 Lipídeos; 
 Polissacarídeos; 
 Aminoácidos, peptídeos, proteínas e enzimas. 
 
2. Substâncias do Metabolismo Secundário: 
 
 Polifenólicos (ácidos fenólicos, cumarinas, flavonóides, isoflavonas, taninos, lignanas e 
ligninas); 
92 
 
 Poliacetatos (quinonas (benzoquinonas, naftoquinonas, antraquinonas), orcinóis, 
floroglucinóis); 
 Compostos derivados do enxofre; 
 Terpenóides, glicosídeos cardiotônicos; 
 Alcalóides 
 
Substâncias do Metabolismo Primário: 
 
Lipídeos: Óleos fixos e lecitinas tornam-se deficientes por interagirem com: 
 
 Antraquinonas (Sene, Cáscara Sagrada, Ruibarbo) – diminuição da vilosidade intestinal, 
aumento do peristaltismo, diminuição da absorção gastrointestinal; 
 
 Saponinas: Saponificação; 
 
 Antiácidos e Minerais (Mg, Al): aumento do pH gástrico, diminuição da solubilização, 
complexação. 
 
 Associados a: Monoterpenos, diterpenos, sesquiterpenos, cumarinas, taninos, flavonóides, 
triterpenos pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, lignanas e 
neo-lignanas, compostos derivados de enxofre: Sinergismo na ação anti-inflamatória. 
 
 
 
Polissacarídeos associados a: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Minerais (Zn, Fe e Ca), vitaminas, mono e dissacarídeos, lipídeos, proteínas, fármacos: 
Diminuição da absorção; 
 
 Flavonóides, triterpenos pentacíclicos, cumarinas, carotenóides, monoterpenos, enzimas, 
taninos: Sinergismo na ação cicatrizante; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, diterpenos, ácidos fenólicos, flavonóides, lignanas e neo-
lignanas, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, cumarinas, taninos, lipídeos, enzimas, 
compostos derivados de enxofre, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória; 
 
 Flavonóides, taninos, triterpenos pentacíclicos: Sinergismo na ação anti-úlcera gastrointestinal; 
antidiabética; 
 
 Cumarinas, monoterpenos, diterpenos, compostos derivados do enxofre, alcalóides, enzimas, 
triterpenos pentacíclicos, floroglicinóis: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
 Glicosídeos cardiotônicos, triterpenos esteroidais, taninos, flavonóides, alcalóides, ácidos 
fenólicos, compostos derivados do enxofre: Sinergismo na ação diurética; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, ácidos fenólicos, 
benzoquinonas, naftoquinonas, antraquinonas, taninos, isoflavonas, alcalóides, lignanas: 
Sinergismo na atividade antiviral e antimicrobiana; 
 
 Taninos, monoterpenos, diterpenos, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, alcalóides, 
compostos derivados do enxofre, flavonóides: Sinergismo na ação hipotensora; 
93 
 
 
 Obs.: De maneira geral é prudente que não se administre qualquer tipo de medicamento pelo 
menos com 3 h de intervalo da administração de polissacarídeos. Podem ser associados para 
fins sinérgicos, porém deverão ser administrados com intervalo 3 h. 
 
 
Aminoácidos, Peptídeos, Proteínas e Enzimas: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 
As proteínas do ovo: 
 
 Interagem com o ferro: aumento de complexação; diminuição de absorção gastrointestinal; 
 
Taninos: precipitam proteínas; 
 As proteínas geralmente são bem digeridas no estômago, no entanto, o tempo da sua digestão 
retarda a absorção de fármacos. 
 
 
Bromelina (Enzima) associada a: 
 
 Cumarinas, monoterpenos, diterpenos, compostos derivados do enxofre, alcalóides, 
floroglucinóis, polissacarídeos, triterpenos pentacíclicos: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, flavonóides, diterpenos, lignanas e neolignanas, triterpenos 
pentacíclicos e esteroidais, cumarinas, lipídeos, taninos, polissacarídeos, ácidos fenólicos, 
compostos derivados do enxofre, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória; 
 
Papaína e Bromelina (Enzimas) associadas a: 
 
 Flavonóides, triterpenos pentacíclicos, cumarinas, carotenóides, taninos monoterpenos, 
polissacarídeos: Sinergismo na ação cicatrizante. 
 
 
Substâncias do Metabolismo Secundário: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 
Ácidos Fenólicos: 
 
 Ácido salicílico: Complexação com minerais: Al, Mg, Cu, Co, Zn, Fe, Mn e Ca; 
 
 Capsaicina: Em doses elevadas: perda de potássio; 
 
 Glicosídeos cardiotônicos, triterpenos esteroidais, taninos, flavonóides, alcalóides, 
polissacarídeos, compostos derivados do enxofre: Sinergismo na ação diurética; 
 
 Lignanas, alcalóides, triterpenos pentacíclicos, flavonóides, compostos derivados do enxofre: 
Sinergismo na ação hepatoprotetora, colerética e colagoga; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, 
benzoquinonas, naftoquinonas, antraquinonas, taninos, isoflavonas, alcalóides, lignanas: 
Sinergismo na atividade antiviral e antimicrobiana; 
 
 Monoterpenos, diterpenos, sesquiterpenos, flavonóides, taninos, lignanas e neo-lignanas, 
triterpenos pentacíclicos e esteroidais, cumarinas, enzimas polissacarídeos, lipídeos, compostos 
derivados doenxofre, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória; 
94 
 
 OBS.: Atividade antioxidante: proteção de fármacos e vitaminas. 
 
 
Cumarinas associadas a Ação anticoagulante: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 As substâncias dessa classificação fitoquímica apresentam propriedade anticoagulante por si 
só, no entanto, deverá haver muita cautela na associação com substâncias anticoagulantes 
como saponinas triterpênicas, compostos derivados do enxofre, flavonóides, ácido gincólico, 
diterpenos e lactonas sesquiterpênicas, naftoquinonas. Por medida de segurança é 
recomendável que não sejam utilizadas por períodos superiores a 3 semanas; 
 
 Triterpenos pentacíclicos, taninos, flavonóides, ácido ascórbico: Sinergismo na ação 
venotônica, hemodinâmina e antiedematosa; 
 
 Polissacarídeos, monoterpenos, diterpenos, compostos derivados do enxofre, floroglucinóis, 
alcalóides, enzimas, triterpenos pentacíclicos: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
 Compostos derivados do enxofre: Aceleram a metabolização das aflatoxinas. 
 
 Naftoquinonas, antraquinonas: Fotossensibilização a UV; 
 
 Flavonóides, triterpenos pentacíclicos, enzimas, carotenóides, monoterpenos, polissacarídeos, 
taninos: Sinergismo na ação cicatrizante; 
 
 Monoterpenos, diterpenos, sesquiterpenos, flavonóides, taninos, lignanas e neo-lignanas, 
triterpenos pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, lipídeos, 
compostos derivados do enxofre, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória. 
 
 
Flavanóides associados a: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Terpenos (Ginkgolídeos): potencialização da ação anticoagulante; 
 
 Fe, Al: Complexação; 
 
 Diterpenos: Sinergismo na hipotensão arterial; 
 
 Monoterpenos: Sinergismo na ação sedativa e hipnótica; 
 
 Monoterpenos e alcalóides: Sinergismo na ação antiespasmódica, 
 
 Monoterpenos, diterpenos, sesquiterpenos, cumarinas, taninos, lignanas e neo-lignanas, 
triterpenos pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, lipídeos, 
compostos derivados do enxofre, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória. 
 
 Triterpenos pentacíclicos, taninos, cumarinas, ácido ascórbico: Sinergismo na ação venotônica, 
hemodinâmina e antiedematosa; 
 
 Lignanas, alcalóides, triterpenos pentacíclicos, flavonóides, compostos derivados do enxofre: 
Sinergismo na ação hepatoprotetora, colerética e colagoga; 
 OBS.: Atividade antioxidante: proteção de fármacos e vitaminas. 
 
 Taninos, monoterpenos, diterpenos, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, alcalóides, 
compostos derivados do enxofre, polissacarídeos: ação hipotensora; 
 
95 
 
 Polissacarídeos, triterpenos pentacíclicos, cumarinas, carotenóides, monoterpenos, enzimas, 
taninos: Sinergismo na ação cicatrizante; 
 
 Polissacarídeos, taninos, triterpenos pentacíclicos: Sinergismo na ação antiúlcera 
gastrointestinal; antidiabética; 
 
 Glicosídeos cardiotônicos, triterpenos esteroidais, taninos, ácidos fenólicos, alcalóides, 
polissacarídeos: Sinergismo na ação diurética; 
 
 
Isoflavonas: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Fe, Al: Complexação; 
 
 Alcalóides, flavonóides, monoterpenos, floroglucinol: Sinergismo no tratamento da 
menopausa; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, 
naftoquinonas, antraquinonas, taninos, ácidos fenólicos, alcalóides: Sinergismo na atividade 
antiviral e antimicrobiana; 
 
 Saponinas esteroidais: Sinergismo na ação estrogênica. 
Taninos (Hidrolisáveis e Condensados): (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Proteínas: precipitam proteínas, inibem enzimas; 
 
 Alcalóides: precipitam alcalóides, acidificam a urina; diminui a absorção; 
 
 Fe, Al: Complexação; 
 
 Flavonóides, triterpenos pentacíclicos, mucilagens, cumarinas, carotenóides, monoterpenos: 
Sinergismo na ação cicatrizante; 
 
 Flavonóides, mucilagens, triterpenos pentacíclicos: Sinergismo na ação antiúlcera 
gastrointestinal; antidiabética; 
 
 Ácidos fenólicos, benzoquinonas: Sinergismo nas dislipidemias, ação digestiva, infecção 
urinária e inflamações, antidiarreíco; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, 
benzoquinonas, naftoquinonas, antraquinonas, ácidos fenólicos, isoflavonas, alcalóides, 
lignanas: Sinergismo na atividade antiviral e antimicrobiana; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, flavonóides, diterpenos, lignanas e neolignanas, triterpenos 
pentacíclicos e esteroidais, cumarinas, lipídeos, enzimas, polissacarídeos, ácidos fenólicos, 
compostos derivados do enxofre, alcalóides: Sinergismo na ação antiinflamatória; 
 
 Diterpenos, flavonóides, triterpenos pentacíclicos: Ação sinérgica no tratamento da hipertensão 
arterial, tromboses e problemas vasculares e cardiovasculares; 
 
 Triterpenos pentacíclicos, cumarinas, flavonóides, ácido ascórbico: Sinergismo na ação 
venotônica, hemodinâmina e antiedematosa; 
96 
 
 
 Flavonóides, monoterpenos, diterpenos, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, alcalóides, 
compostos derivados do enxofre, polissacarídeos: Ação hipotensora; 
 
 Glicosídeos cardiotônicos, triterpenos esteroidais, flavonóides, ácidos fenólicos, alcalóides, 
polissacarídeos, compostos derivados do enxofre: Sinergismo na ação diurética; 
OBS.: Em altas concentrações podem degradar triterpenos pentacíclicos e alcalóides. 
 
 
Lignanas e neo-lignanas associadas com: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Monoterpenos, diterpenos, sesquiterpenos, cumarinas, taninos, flavonóides, triterpenos 
pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, lipídeos, compostos 
derivados do enxofre, alcalóides: Sinergismo na ação antiinflamatória; 
 
 
Silimarina, silibina, silidiadina, silicristina associadas com: 
 
 Ácidos fenólicos, monoterpenos, triterpenos pentacíclicos, alcalóides, flavonóides: Sinergismo 
na ação digestiva e hepatoprotetora; 
 
 Flavonóides, alcalóides, triterpenos pentacíclicos, flavonóides, compostos derivados do 
enxofre: Sinergismo na ação hepatoprotetora, colerética e colagoga; 
 
Podofilotoxinas (uso externo) associadas com: 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, 
benzoquinonas, naftoquinonas, antraquinonas, ácidos fenólicos, Isoflavonas, alcalóides, 
taninos: Sinergismo na atividade antiviral e antimicrobiana; 
 
 
Quinonas (Benzoquinona/Enzoquinonas, Naftoquinonas, Antraquinonas): (BRUNETON, 1991; 
SIMÕES et al. 2007) 
 
Arbutina (benzoquinona/ácido fenólico) associada a: 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, lignanas e 
neo-lignanas, naftoquinonas, antraquinonas, ácidos fenólicos, isoflavonas, alcalóides, taninos: 
Sinergismo na atividade antiviral e antimicrobiana; 
 
 Furanocumarinas, monoterpenos: Hipersensibilização da pele; 
 
 Taninos, monoterpenos, flavonóides: Sinergismo no tratamento da infecção urinária; 
sinergismo na atividade anti-tirosinase; 
 
Lapachol (Naftoquinona) associada a: 
 
 Anticoagulantes: Ação sinérgica na ação anticoagulante, antiplaquetária, antitrombótica; 
 
 Vitamina K: devido a semelhança estrutural, ocorre o prolongamento do tempo da 
protrombina; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, ácidos 
fenólicos, benzoquinonas, antraquinonas, taninos, isoflavonas, alcalóides, lignanas: Sinergismo 
na atividade antiviral e antimicrobiana; 
97 
 
 
 Lactonas sesquiterpênicas: Sinergismo da ação alergizante e anticoagulante; 
 
 
Juglona e Plumbagina (Naftoquinonas) associadas a: 
 
 Taninos: Sinergismo na atividade antidiarréica. 
Antraquinonas associadas a: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
Nutrientes, fármacos em geral: Diminuição da absorção, pois aumenta a velocidade do trânsito 
intestinal; 
 
Polissacarídeos (mucilagens e pectinas): Quando administradosjuntos ocorre a diminuição da 
disponibilidade das antraquinonas. Para ação laxante devem ser administradas com intervalo mínimo 
de 3 h; 
 
Lignanas, monoterpenos, taninos, isoflavonas: Sinergismo da ação antifúngica (tópica no caso das 
antraquinonas); 
 
Furanocumarinas, naftoquinonas: Sinergismo na fotossensibilização a UV; 
 
Lipídeos: Diminuição da vilosidade intestinal, aumento do peristaltismo, diminuição da absorção 
gastrointestinal; 
 
Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, benzoquinonas, 
naftoquinonas, ácidos fenólicos, taninos, isoflavonas, alcalóides. lignanas: Sinergismo na atividade 
antiviral e antimicrobiana; 
 
 
Orcinóis, Floroglucinóis associados a: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 
 Alcalóides: Sinergismo na ação broncodilatadora, (ação anticolinérgica), na hipotensão 
ortostática, na confusão, na dislexia 
 
 Monoterpenos: Sinergismo em sintomas como confusão, dislexia, desiquilíbrio ou reequilíbrio 
central; sinergismo na oligoespemia; 
 
 Ácidos fenólicos, triterpenos pentacíclicos, compostos de enxofre: Inibição na ação 
imunoestimulante; 
 
 Polissacarídeos, monoterpenos, diterpenos, compostos derivados do enxofre, floroglucinóis, 
alcalóides, enzimas, triterpenos pentacíclicos: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
 
Compostos Derivados do Enxofre associados a: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Cumarinas: Metabolização de furanocumarinas; 
 
 Cumarinas, monoterpenos, diterpenos, polissacarídeos, alcalóides, enzimas, floroglucinóis, 
triterpenos pentacíclicos: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
98 
 
 Cumarinas, triterpenos pentacíclicos, naftoquinonas: Sinergismo na ação anticoagulante; 
 
 Taninos, flavonóides, ácidos fenólicos, triterpenos esteroidais e pentacíclicos: Sinergismo no 
tratamento das dislipidemias; 
 
 Taninos, monoterpenos, diterpenos, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, alcalóides, 
flavonóides, polissacarídeos: ação hipotensora; 
 
 Lactonas sesquiterpênicas, naftoquinonas: Sinergismo na ação alergizante e anticoagulante; 
 
 Monoterpenos, diterpenos, sesquiterpenos, cumarinas, taninos, flavonóides, triterpenos 
pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, lipídeos, lignanas e neo-
lignanas, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória; 
 
 Glicosídeos cardiotônicos, triterpenos esteroidais, taninos, flavonóides, alcalóides, 
polissacarídeos, ácidos fenólicos: Sinergismo na açãodiurética; Lignanas, alcalóides, 
triterpenos pentacíclicos, flavonóides, ácidos fenólicos: Sinergismo na ação hepatoprotetora, 
colerética e colagoga; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, taninos, polissacarídeos, benzoquinonas, naftoquinonas, 
antraquinonas, ácidos fenólicos, isoflavonas, alcalóides, lignanas: Sinergismo na atividade 
antiviral e antimicrobiana; 
 
Terpenóides (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
Monoterpenos associados a: 
 
 Monoterpenos: Sinergismos positivos e negativos, a combinação mal sucedida poderá surtir 
ações como fototoxicidade e alergias Convulsões e outros eventos Centrais podem ocorrer. 
Náuseas, vômitos e dores de cabeça são comuns. 
 
 Monoterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, taninos: Sinergismo na 
atividade antiviral e antimicrobiana; 
 
 Orcinóis e floroglucinóis: Sinergismo em sintomas como confusão, dislexia, desiquilíbrio ou 
reequilíbrio central; sinergismo na oligoespemia; 
 
 Compostos derivados do enxofre enxofre, diterpenos, sesquiterpenos, cumarinas, taninos, 
flavonóides, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, 
lipídeos, lignanas e neo-lignanas, alcalóides: Sinergismo na ação antinflamatória; 
 
 Flavonóides, triterpenos pentacíclicos, polissacarídeos, cumarinas, carotenóides, enzimas, 
taninos: Sinergismo na ação cicatrizante; 
 
 pH muito ácido ou alcalino: oxidação; 
 
 Taninos, benzoquinonas, flavonóides: Sinergismo no tratamento da infecção urinária; 
 
 Alcalóides, flavonóides, monoterpenos, floroglucinol: Sinergismo no tratamento da 
menopausa; 
 
99 
 
 Alcalóides, flavonóides: Sinergismo na atividade antiespasmódica; 
 
 Cumarinas, polissacarídeos, compostos derivados do enxofre, alcalóides, enzimas, triterpenos 
pentacíclicos, floroglucinóis, diterpenos: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
 Alcalóides (indólicos): Sinergismo no tratamento da enxaqueca. 
 
 Flavonóides, triterpenos pentacíclicos, cumarinas, carotenóides, enzimas, polissacarídeos: 
Sinergismo na ação cicatrizante; 
 
 Taninos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, 
benzoquinonasnaftoquinonas, antraquinonas, ácidos fenólicos, isoflavonas, alcalóides, 
lignanas: Sinergismo na atividade antiviral e antimicrobiana. 
 
 Taninos, monoterpenos, diterpenos, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, alcalóides, 
compostos derivados do enxofre, polissacarídeos: ação hipotensora; 
 
 
Sesquiterpenos associados a: 
 
 Monoterpenos, diterpenos, compostos derivados do enxofre, cumarinas, taninos, flavonóides, 
triterpenos pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, lipídeos, 
lignanas e neo-lignanas, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória; 
 
 Monoterpenos, taninos, compostos derivados do enxofre, polissacarídeos, benzoquinonas, 
naftoquinonas, antraquinonas, ácidos fenólicos, isoflavonas, alcalóides, lignanas: Sinergismo 
na atividade antiviral e antimicrobiana; 
 
 (Lactonas) Compostos derivados do enxofre, naftoquinonas: Sinergismo na ação alergizante e 
anticoagulante; 
 
 
Diterpenos associados a: 
 
 Taninos, flavonóides, monoterpenos, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, alcalóides, 
compostos derivados do enxofre, polissacarídeos: Ação hipotensora; 
 
 Cumarinas, monoterpenos, polissacarídeos, alcalóides, enzimas, floroglucinóis, triterpenos 
pentacíclicos, compostos derivados do enxofre: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, cumarinas, taninos, 
flavonóides, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, 
lipídeos, lignanas e neo-lignanas, alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória. 
 
 
Triterpenos Pentacíclicos e Esteroidais associados a: 
 
100 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, flavonóides, diterpenos, lignanas e neolignanas, ácidos 
fenólicos, cumarinas: Sinergismo na ação digestiva, ação anti-inflamatória; 
 
 Cumarinas, taninos, flavonóides, ácido ascórbico: Sinergismo na ação venotônica, 
hemodinâmina e antiedematosa; 
 
 Taninos, diterpenos, monoterpenos, alcalóides, flavonóides, compostos derivados do enxofre, 
polissacarídeos: ação hipotensora; 
 
 Flavonóides, taninos, mucilagens, cumarinas, carotenóides, monoterpenos, enzimas: 
Sinergismo na ação cicatrizante; 
 
 Diterpenos, flavonóides, taninos: Ação sinérgica no tratamento da hipertensão arterial, 
tromboses e problemas vasculares e cardiovasculares; 
 
 Floroglucinóis: Inibição na ação imunoestimulante; 
 Lignanas, alcalóides, triterpenos pentacíclicos, flavonóides, compostos derivados do enxofre: 
Sinergismo na ação hepatoprotetora, colerética e colagoga; 
 
 Cumarinas, compostos derivados do enxofre, naftoquinonas: Sinergismo na ação 
anticoagulante; 
 
 Taninos, flavonóides, ácidos fenólicos, compostos derivados do enxofre: Sinergismo no 
tratamento das dislipidemias; 
 
 Monoterpenos, diterpenos, compostos derivados do enxofre, cumarinas, taninos, flavonóides, 
sesquiterpenos, ácidos fenólicos, polissacarídeos, enzimas, lipídeos, lignanas e neo-lignanas, 
alcalóides: Sinergismo na ação anti-inflamatória; 
 
 Flavonóides, mucilagens, taninos: Sinergismo na ação antiúlcera gastrointestinal; antidiabética; 
 
 
 Glicosídeos cardiotônicos, compostos derivados do enxofre, taninos, flavonóides, alcalóides, 
polissacarídeos, ácidos fenólicos: Sinergismo na açãodiurética; 
 
 Cumarinas, monoterpenos, diterpenos, polissacarídeos, alcalóides, enzimas, floroglucinóis, 
alcalóides: Sinergismo no tratamento da tosse. 
 
 
Glicosídeos cardiotônicos associados a: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Polissacarídeos, antraquinonas: Dimunuição na absorção; 
 
 Capsaicina (ácido fenólico): Sinergismo na eliminação do potássio; 
 
 Ca2+: Potencialização dos efeitos cardiotônicos e diuréticos; 
 
 Ácidos fenólicos, triterpenos esteroidais, taninos, flavonóides, compostos derivados do 
enxofre, alcalóides, polissacarídeos: Sinergismo na ação diurética; 
 
 Alcalóides, compostos derivados do enxofre: Bradicardia excessiva; 
 
101 
 
 Emetina (alcalóide): Indução da ação emética para desintoxicação; 
 
 Sais de K, Mg: Inibição da ação cardiotônica exarcebada – muita cautela; 
 
 
Alcalóides associados a: (BRUNETON, 1991; SIMÕES et al. 2007) 
 
 Taninos: Precipitação – diminuição na absorção e aumento na eliminação; 
 
 Lignanas, ácidos fenólicos: Sinergismo na ação hepatoprotetora, colerética e colagoga; 
 
 Flavonóides, monoterpenos: Sinergismo na ação hipnótica e sedativa; 
 
 Taninos, monoterpenos, diterpenos, triterpenos pentacíclicos e esteroidais, flavonóides, 
compostos derivados do enxofre, polissacarídeos: ação hipotensora; 
 
 Orcinóis; floroglucinóis: Sinergismo na ação broncodilatadora, (ação anticolinérgica), na 
hipotensão ortostática, na confusão, na dislexia; 
 
 Monoterpenos, flavonóides: Sinergismo na ação antiespasmódica; 
 
 Cumarinas, monoterpenos, diterpenos, compostos derivados do enxofre, enzimas, 
polissacarídeos, triterpenos pentacíclicos, floroglucinóis: Sinergismo no tratamento da tosse; 
 
 Monoterpenos: Sinergismo no tratamento da enxaqueca; 
 
 Glicosídeos cardioativos, compostos derivados do enxofre: Bradicardia excessiva; 
 
 Glicosídeos cardiotônicos, triterpenos esteroidais, taninos, flavonóides, compostos derivados 
do enxofre, alcalóides, polissacarídeos: Sinergismo na ação diurética; 
 
 Lignanas, ácidos fenólicos, triterpenos pentacíclicos, flavonóides, compostos derivados do 
enxofre: Sinergismo na ação hepatoprotetora, colerética e colagoga; 
 
 Monoterpenos, sesquiterpenos, compostos derivados do enxofre, ácidos fenólicos, 
benzoquinonas, naftoquinonas, antraquinonas, taninos, isoflavonas, polissacarídeos, lignanas: 
Sinergismo na atividade antiviral e antimicrobiana. 
 
 
Interações na Constituição das Plantas 
 
Algumas Plantas da IN n° 05 – 11.12.2008 – Registro Simplificado 
 
1) Aesculus hippocastanum L.: 
 
Triterpenos pentacíclicos (aescina), cumarina (esculetina) taninos hidrolisáveis e condensados, 
flavonóides (glicosídeos do quercetol e campferol): Sinergismo na ação venotônica, hemodinâmina 
e antiedematosa e anti-inflamatória; 
 
 
2) Allium sativum L: 
 
Compostos derivados do enxofre, ácidos fenólicos: Sinergismo na atividade antiviral e 
antimicrobiana; 
102 
 
Compostos derivados do enxofre, ácidos fenólicos, saponinas, sais de potássio: Sinergismo na 
atividade hipotensora; 
Compostos derivados do enxofre, ácidos fenólicos, saponinas, sais de potássio: Sinergismo na 
atividade dislipidemiante; 
 
 
3) Aloe vera (L.) Burm.: 
 
Mucilagem, antraquinonas, fitalatos, enzimas: Sinergismo na ação cicatrizante; 
Antraquinonas, fitalatos, enzimas: Sinergismo na ação antimicrobiana. 
 
 
4) Arctostaphylos uva ursi Spreng.: 
 
Benzoquinonas, taninos hidrolisáveis, flavonóides derivados da quercetina, triterpenos pentacíclicos, 
ácidos fenólicos e alantoína: Sinergismo nas infecções e inflamações urinárias; 
 
 
5) Calendula officinalis L.: 
Monoterpenos, carotenóides, flavonóides derivados da quercetina, triterpenos pentacíclicos (arnidiol, 
farnadiol), polissacarídeos (ramnoarabino-galactanos, arabino-galactanos), taninos: Sinergismo na 
ação cicatrizante; 
 
Taninos, monoterpenos: Sinergismo na atividade antimicrobiana; 
 
Flavonóides, monoterpenos, sesquiterpenos: Sinergismo na atividade colerética; 
Flavonóides, monoterpenos, sesquiterpenos, triterpenos pentacíclicos: Sinergismo na atividade 
antinflamatória; 
 
 
6) Centella asiatica (L.) Urban, Hydrocotile asiatica L.: 
 
Triterpenos pentacíclicos (Asiaticosídeos e Madecassosídeos), taninos, polissacarídeos (pectinas e 
mucilagens), flavonóides (derivados da quercetina): Sinergismo na ação venotônica, hemodinâmina 
e antiedematosa e anti-inflamatória; 
 
Taninos, monoterpenos: Sinergismo na atividade antimicrobiana; 
 
 
7) Cimicifuga racemosa (L.) Nutt.: 
 
Triterpenos pentacíclicos (acteína), isoflavonas, fitoesteróides: Sinergismo no combate dos sintomas 
do climatério; 
 
 
8) Cynara scolymus L.: 
 
Ácidos fenólicos, flavonóides, ácido cítrico, inulina, taninos, polissacarídeos (mucilagens e pectina): 
Sinergismo na atividade digestiva (gastrocinético, colerético, colagogo, carminativa, prébiotico, 
antiácido, demulcente, fluidez do bolo); 
 
 
9) Echinacea purpurea Moench: 
Ácidos fenólicos, alcamidas, polissacarídeos: Sinergismo na atividade Imunoestimulante 
 
103 
 
 
10) Ginkgo biloba L.: 
 
Diterpenos (Gincolídeos), sesquiterpenos (bilobalídeos), flavonoides derivados da quercetina, taninos 
condensados, ácido fenólico (ácido gincólico): Sinergismo em problemas de circulação (SNC, 
varizes, hemorróidas); 
 
Diterpenos (Gincolídeos), sesquiterpenos (bilobalídeos), flavonoides derivados da quercetina, ácido 
gincólico: Sinergismo na atividade anticoagulante. 
 
 
 
11) Matricaria recutita L.: 
Sesquiterpenos, cumarinas e flavonóides: Sinergismo nas atividades anti-inflamatória, antisséptica, 
antiespasmódica, emenagoga inflamatória, e sedativa leve; 
 
Sesquiterpenos, mucilagens: Sinergismo na atividade demulcente; 
 
 
12) Maytenus ilicifolia Mart. : 
 
Triterpenos pentacíclicos, taninos (hidrolisáveis e condensados), flavonóides, ácidos fenólicos: 
Sinergismo nas atividades antiúlcera e digestiva. 
 
Triterpenos pentacíclicos, taninos (hidrolisáveis e condensados): Sinergismo na atividade 
antimicrobiana. 
 
 
Interações entre as Plantas – IN n°05 – 11.12.2008 
 
Tratamento sinérgico para problemas de tromboses, isquemias, vasculares e circulatórios: 
 
Allium sativum L. (Compostos derivados do enxofre, ácidos fenólicos); 
 
Aesculus hippocastanum L. (Triterpenos pentacíclicos (aescina), cumarina (esculetina) taninos 
hidrolisáveis e condensados, flavonóides (glicosídeos doquercetol e campferol); 
 
Hamamelis virginiana L. (Taninos, monoterpenos, sesquiterpenos); 
 
Ginkgo biloba L. (Diterpenos (Gincolídeos), sesquiterpenos (bilobalídeos), flavonóides (derivados da 
quercetina), taninos condensados, ácido fenólico (ácido gincólico); 
 
Calendula officinalis L. (Monoterpenos, carotenóides, flavonóides derivados da quercetina, triterpenos 
pentacíclicos (arnidiol, farnadiol), polissacarídeos (ramnoarabino-galactanos, arabino-galactanos), 
taninos); 
 
Centella asiatica L. (Triterpenos pentacíclicos (asiaticosídeos e madecassosídeos), 
taninos,polissacarídeos (pectinas e mucilagens), flavonoides (derivados da quercetina). 
 
 
 
Tratamento sinérgico na hipertensão: 
 
Allium sativum L. (Compostos derivados do enxofre, ácidos fenólicos, saponinas, sais de potássio); 
 
104 
 
Ginkgo biloba L. Diterpenos (Gincolídeos), sesquiterpenos (bilobalídeos), flavonóides derivados da 
quercetina, taninos condensados, ácido fenólico (ácido gincólico); 
 
Centella asiatica (L.) Urban, Hydrocotile asiatica L. (Monoterpenos, sesquiterpenos, triterpenos 
pentacíclicos, flavonóides); 
 
Matricaria recutita L. (Sesquiterpenos, cumarinas e flavonóides); 
 
Melissa officinalis L. (Monoterpenos, sesquiterpenos e flavonóides); 
 
Passiflora incarnata L. (Alcalóides e flavonóides); 
 
Valeriana officinalis L. (Ésteres Sesquiterpenos, monoterpenos, sesquiterpenos, alcalóides) 
 
 
Tratamento sinérgico nas desordens respiratórias: 
 
Allium sativum L. (Compostos derivadosdo enxofre, ácidos fenólicos, ácido ascórbico); 
 
Echinacea purpurea Moench (Ácidos fenólicos, alcamidas, polissacarídeos); 
 
Eucalyptus globulus Labill. (Monoterpenos, triterpenos pentacíclicos); 
 
Mentha piperita L. (Monoterpenos, flavonóides, triterpenos pentacíclicos); 
 
Mikania glomerata Sprengl. (Cumarina, triterpenos pentacíclicos); 
 
Paullinia cupana HBK (Alcalóides, flavonóides); 
 
Pimpinella anisum L. (Monoterpenos, cumarinas, flavonóides (C e Oheterosídeos); 
 
Poligala senega L. (Triterpenos pentacíclicos); 
 
Zingiber officinale Rosc. (Monoterpenos, sesquiterpenos e ácidos fenólicos); 
 
 
105 
 
UNIDADE IV – CASOS CLÍNICOS 
EM FITOTERAPIA NA PRÁTICA 
CLÍNICA DO NUTRICIONISTA 
CAPÍTULO ÚNICO 
Casos Clínicos 
 
No presente capítulo serão apresentados alguns casos clínicos, com suas respectivas condutas para 
exemplificar o que foi abordado no presente caderno de estudos. 
 
Caso clínico 1 
D.R.S.M. do sexo feminino, 35 anos, solteira IMC 29,3Kg/m², sedentária, jornada de trabalho de 10h, 
como secretaria de um escritório de advocacia, procurou atendimento nutricional para resolver 
constipação crônica. 
Paciente relata ser ansiosa, irritada, estressada, nervosa e apresenta sono irregular. Azia, 
empachamento, sensação de que tudo está parado, ruído no estômago, fezes ressecadas e muito escuras, 
flatulência. Refere ainda câimbra, dores na perna e boca amarga. Queixa-se de dor de cabeça 
frequente, resfriado, sinusite, rinite e candidíase de repetição. Refere ter pouca energia estar sempre 
cansada, principalmente após o almoço. 
Faz uso dos seguintes medicamentos omeprazol, quando tem dores de estômago, neosaldina para 
controle dor de cabeça, antialérgico para rinite e antibiótico quando em crise de sinusite. Antecedentes: 
candidíase e bronquite (na infância). 
Exames laboratoriais: Colesterol 240mg/dL; HDL 35mg/dL; Triglicerídeos 195mg/dL; Glicemia de 
jejum 118 mg/dL; Fibrinogênio 485mg/dL (161 a 465 mg/dl) (marcador inflamação de fase aguda). 
1ª Consulta: 
Conduta Nutricional: Plano alimentar individualizado com orientações gerais e específicas e 
incentivo a prática de atividade física. 
 
 Incluir chás de plantas c/ ação carminativa: Erva-doce, anis-estrelado, funcho, camomila, 
coentro, hortelã, melissa, gengibre (devem ser administrados no início das refeições ou logo 
após as mesmas (KALLUF, 2008). 
 
106 
 
Conduta: priorizar estômago e intestino com nutrientes de reparo da mucosa e enzimas 
digestivas: 
L- glutamina + Probióticos (melhorar a permeabilidade intestinal e restaurar a microbiota) 
L-glutamina 5g (em jejum durante 15 dias), podendo ser substituída por tintura ou infusão de 
Guaçatonga (Casearia sylvestris) em jejum e antes de dormir de 15 a 20 dias 
Em seguida entrar com Probióticos: 
B. bifidum..........................................................1 bilhão de UFC 
Lactobacillus acidophilus..................................1 bilhão de UFC 
Lactobacillus casei............................................1 bilhão de UFC 
L. gasseri.........................................................2 milhões de UFC 
Lactobacillus reuteri..........................................1 bilhão de UFC 
Lactobacillus rhamnosus...................................1 bilhão de UFC 
Mandar 30 doses 
Posologia: Tomar 1 dose, à noite, antes de dormir. Durante 30 dias. 
 
Intervenção Fitoterápica:(reavaliar o cliente/paciente no retorno) 
Fórmula 2 (Para melhorar a função digestiva e hepática) 
Enzimas digestivas ................................................................................... 200mg 
Alcachofra (Cynara scolymus) Folhas – Extr. seco...................................150mg 
Carqueja (Baccharis trimera) Partes aéreas – Pó.......................................100mg 
Espinheira santa (Maytenus ilicifolia) Folhas – Extr. seco........................100mg 
Mandar 60 doses 
Posologia: Tomar 30 min. antes das refeições almoço e jantar. Durante 30 dias. 
 
Fórmula 3 (Para modular cortisol e melhorar a disposição, humor, estresse e qualidade do sono) 
Rhodiola (Rhodiola rósea) Rizoma – Extr. seco padronizado (rosavina)...............200mg 
Mandar 30 doses 
Posologia: Tomar 1 dose após o café da manhã. Durante 30 dias. 
 
Fórmula 4. (anti-inflamatória, imunomoduladora, antioxidante, digestiva, hipocolesterolêmica, 
antifúgica) 
Tintura 20% 
Alho (Allium sativum) Bulbo...................................... .ãã 
Açafrão-da-terra (Curcuma longa L.) Rizoma........... .ãã 
Gengibre (Zingiber officinale) Rizoma....................... ãã 
Orégano (Origanum vulgare) Folha.............................ãã 
Mandar 90 ml 
Posologia: Tomar 30 gotas (1,5ml) da tintura diluído em ½ copo americano de água morna, 2 vezes ao 
dia, após o almoço e jantar (durante 30 dias). 
 
5. Ômega 3 (óleo de Peixe e Linhaça) 2g/ dia (antioxidante, anti-inflamatório e modulador do sistema 
imunológico) - próximo as refeições (almoço e jantar). 
107 
 
Justificativa do uso: 
L-Glutamina: Aminoácido importante na recuperação da mucosa intestinal. A glutamina tem 
propriedade anti-inflamatória e acelera o reparo da mucosa intestinal (PASCHOAL, et al., 2012). 
Preparando dessa forma a mucosa para receber pré e probióticos. Uma opção de fitoterápico para 
reparo da mucosa é a Guaçatonga (Casearia sylvestris) em jejum e antes de dormir (de 15 a 20 dias), 
utilizar infusão ou tintura. 
Alcachofra (Cynara scolymus): ação hepatoprotetora, antioxidante, colerética, colagoga, 
antidespéptica, diurética, antibacteriana, redutora de colesterol e estimulante do sistema hepatobiliar. 
 
Carqueja (Baccharis trimera): ação antioxidante, hepatoprotetora, colagoga, anti-inflamatória, 
hipoglicemiante, hipocolesterolêmica, diurética. 
 
Espinheira santa (Maytenus ilicifolia): analgésica em caso de dores estomacais (gastrite e azia), 
antidispéptica, anti-inflamatória e antiulcerogênica, colagoga, diurética, laxativa, cicatrizante e anti-
infecciosa. 
 
Rhodiola (Rhodiola rósea): efeito adaptogênico, com atividade neuroprotetora, cardioprotetora, 
antifadiga, antidepressiva, ansiolítica e também estimula a atividade do sistema nervoso central. 
 
Alho (Allium sativum): Ação anti-inflamatória, antioxidante, anti-fúngica (reduz candidíase), 
antibacteriana, imunoestimulante, hipocolesterolêmica, hipoglicemiante, hipotensora. 
Açafrão-da-terra (Curcuma longa L.): possui inúmeras atividades farmacológicas entre elas anti-
inflamatória, antioxidante, imunomoduladora, hipocolesterolêmica, hipoglicemiante, reduz o risco de 
CA de mama e age no alívio dos sintomas da SPM, aumenta glutationa. 
Gengibre (Zingiberofficinale): possui ação espasmolítica sobre a musculatura lisa do TGI e das vias 
biliares; melhora a motilidade e a secreção gástrica. Ação anti-inflamatória, antioxidante, 
destoxificante, hipocolesterolemiante, imunoestimulante, ação hormOnal (melhora os sintomas da 
TPM) 
Orégano (Origanum vulgare): ação antifúngica, antioxidante (protege oxidação do LDL), ação 
antimicrobiana. 
Caso clínico 2: 
M.A.S. do sexo feminino, 52 anos, divorciada, IMC 28,7Kg/m², procurou atendimento nutricional para 
reeducação alimentar e consequente perda de peso. Queixa-se de dificuldade para perder peso, retenção 
hídrica e fogachos no final da manhã (entrou na menopausa aos 47 anos).Relata ter apetite voraz e 
desejo por doces no final da tarde por volta das 16h. 
Pratica atividade física regularmente (4 vezes por semana). Nega tabagismo e não faz uso de bebidas 
alcoólicas. Antecedentes: enxaqueca (até meados de 2013) e esteatose hepática leve (+ ou – 1 ano). 
Histórico familiar de diabetes, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, doença cardíaca e obesidade. 
Fez uso de Natifa durante um tempo para reduzir os fogachos. 
Exames laboratoriais: Colesterol 203mg/dL; HDL 76mg/dL; Triglicerídeos 54mg/dL; Glicemia de 
jejum 99 mg/Dl 
108 
 
 
Conduta Nutricional: Plano alimentar individualizadocom orientações gerais e específicas. 
 
 Incluir Chá de Hibisco (Hibiscus sabdariffa L.) Flor (droga vegetal) – para retenção hídrica 2 a 
3 vezes ao dia. 
 
Intervenção Fitoterápica (reavaliar o cliente/paciente no retorno) 
Fórmula 1. (Para reduzir os fogachos e inibir aromatase) 
Passiflora edulis (99% crisina) Flor – Extr. seco........................................300mg 
Pimenta preta (Piper nigrum L.) Frutos – Pó................................................10mg 
Yan mexicano (Discorea villosa) Raiz – Extr. secopad.6% diosgenina......200mg 
Red clover (Trifolium pratense L.) Folhas – Extr. seco...............................200mg 
Amora (Morus nigra) Folhas ou Frutos – Extr. seco...................................200mg 
Posologia: tomar 1 dose às 10h (durante 30 dias) 
 
Fórmula 2. (Para gerenciamento de peso: Sacietógeno, controle de ansiedade e hipoglicêmico) 
Glucomanan (Amorphophallus konjak K.) Raiz – Pó ..............................350mg 
Agar agar (Gelidium cartilagineum) Planta inteira – Pó............................150mg 
Grifonia (Griffonia simplicifolia) Semente – Extr. secopad. 90% 5HTP.....30mg 
Assafre (Crocus sativus L.) Flores – Extr. seco............................................30mg 
Pata-de-vaca (Bauhinia forticata) Folha – Extr. seco..................................200mg 
Mandar 90 doses 
Posologia: Tomar 1 dose três vezes ao dia às 9:00 às 14:00 e às 18:00h com um copo bem cheio de 
água (durante 30 dias) 
 
Fórmula 3: Spray (Para reduzir desejo por doce) 
Extrato Fluido de Gymnema silvestres- Folha................... ..15% 
Posologia: Administrar uma borrifada na boca sempre que sentir necessidade. 
 
Caso clínico 3: 
D.M.S, do sexo feminino, 62 anos, eutrófica, procurou atendimento para controle do colesterol e 
sintomas da menopausa. Relata irritabilidade, ansiedade e dificuldade para dormir. Queixa-se de 
fogachos (menopausa há 5anos) à noite, dores de cabeça e dores articulares. Boa disposição. 
 
Exames bioquímicos: Glicose:125mg/dl; CT: 324mg/dl; TG: 99mg/dl. 
 
Dados Antropométricos: 
 
Peso: 62,1Kg - Eutrófica 
Circunferência da Cintura (CC): 81 cm 
 
109 
 
Conduta Nutricional: Plano alimentar individualizado com orientações gerais e específicas e 
incentivo a prática de atividade física. 
 
 Incluir chá de Sálvia (Salvia officinalis L.) e hortelã (Mentha piperita) (refrescante p/ 
fogachos). 
 
Intervenção Fitoterápica: (reavaliar o cliente/paciente no retorno) 
Fórmula 1. Sintomas da menopausa (irritabilidade, ansiedade e dificuldade para dormir.) 
Tintura Vegetal 20% 
Amora (Morus nigra) Folhas ou Frutos.............................ãã 
Passiflora (Passiflora incarnata L.) Folha e frutos............ãã 
Mulungu (Erythrina verna) Casca.....................................ãã 
Mandar 90ml 
Tomar 30 gotas (1,5ml) da tintura diluído em ½ copo americano de água, 2 vezes ao dia às 15h e às 
19h. Durante 30 dias. 
 
 
Fórmula 2 (Hipocolesterolêmica) 
Alcachofra (Cynara scolymus) Folhas – Extr. seco.....................................................500mg 
Alho (Allium sativum) Bulbo – Extr. seco..................................................................1000mg 
Mandar 30 doses 
Tomar 1 dose, à noite, antes de dormir. Durante 30 dias 
 
Dores articulares: 
 
Açafrão-da-terra (Curcuma longa L.) Rizoma – Extr. secopad. 95% curcuminoides........150mg 
Boswelia (Boswellia serrata)*Extr.seco padr. 60 – 70% de ácidos boswélicos..................150mg 
Mandar 60 doses 
Tomar 2 vezes ao dia às 9h e às 14h. Durante 30 dias. 
*Parte utilizada resina obtida do tronco da árvore. 
 
 
 
 
 
110 
 
PARA (NÃO) FINALIZAR 
 O Brasil, com seu amplo patrimônio genético e sua diversidade cultural, tem em mãos a 
oportunidade para estabelecer um modelo de desenvolvimento próprio e soberano no Sistema Único de 
Saúde (SUS) com o uso de plantas medicinais e fitoterápicos. Esse modelo deve buscar a 
sustentabilidade econômica e ecológica, respeitando princípios éticos e compromissos internacionais 
assumidos e promovendo a geração de riquezas com inclusão social. 
 A aplicação da fitoterapia é amplamente discutida atualmente por diversos profissionais da área da 
saúde, pois, apesar do seu uso tradicional na medicina popular, a regulamentação do uso de 
fitoterápicos no Brasil ainda está sendo desenvolvida e o conhecimento científico é fundamental para a 
correta utilização dessa forma terapêutica. As plantas contêm diversos princípios ativos, que podem ou 
não trazer benefícios ao ser humano, portanto existe uma grande necessidade de capacitação 
profissional na área para prescrição segura de plantas medicinais e fitoterápicos por meio de cursos de 
especialização, congressos, leitura de artigos científicos e filiação a instituições de classe que 
estabeleçam regulamentações, reciclem e fortaleçam o conhecimento nessa área. 
A prescrição de fitoterápicos é uma prática autorizada pelo Conselho Federal de Nutricionistas 
desde 2006, porém somente a partir de 2013 o estes profissionais passaram a ser incentivados ao estudo 
profundo da fitoterapia através de cursos de pós-graduação. O conhecimento a respeito das interações 
entre fitoterápicos, plantasmedicinais, medicamentos alopáticos e nutrientes, além do profundo estudo 
das diversas ações dos compostos ativos e seu sinergismo é fundamental para garantir a segurança e 
eficácia dessa terapêutica. Diariamente novas pesquisas se iniciam e novas descobertas surgem a 
respeito da ação de diversas plantas medicinais. A leitura de artigos científicos, o desenvolvimento de 
pesquisas e a observação clínica fazem parte do dia-a-dia desse profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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estabelece os requisitos mínimos para o registro e renovação de registro de medicamento fitoterápico, e 
para o registro, renovação de registro e notificação de produto tradicional fitoterápico. 
 
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CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTA, 2013. Resolução nº 525, de 25 de junho de 2013. 
Regulamenta a prática da fitoterapia pelo nutricionista, atribuindo-lhe competência para, nas 
modalidades que especifica, prescrever plantas medicinais, drogas vegetais e fitoterápicos como 
complemento da prescrição dietética e, dá outras providências. 
 
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS, 2015. Resolução n° 556, de 11 de abril de 
2015.Altera as Resoluções nº 416, de 2008, e nº 525, de 2013, e acrescenta disposições à 
regulamentação da prática da Fitoterapia para o nutricionista como complemento da prescrição 
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