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1º Síntese - zelia leonel

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ – CAMPUS DE CAMPO
MOURÃO – PR
ANA CAROLYNE
LEIRIANE PESSUTI
4º PEDAGOGIA - NOTURNO
SÍNTESE:
EM DISCUSSÃO OS CONTEÚDOS – ZÉLIA LEONEL
Logo no início do texto, a autora apresenta a crise da escola, abordando aspectos necessários a solução desses problemas, iniciando pela compreensão dos motivos por de trás dessa crise, como a evasão escolar e os altos índices de repetência. E pela falta de subsídios por parte dos parâmetros curriculares, que não auxiliam nessa crise, fazendo com que toda a equipe pedagógica tenha um sentimento de incompetência, ao não conseguirem sanar esses problemas sozinhos.
Ao se deparar com a crise no âmbito escola, se espera uma solução vinda dos órgãos superiores, como o estado, porem pouco é feito para buscar meios de auxiliar na superação da crise. Caindo na escola toda a responsabilidade por buscar mudanças que sanem esses problemas. 
Para que haja uma transformação da realidade presenciada na escola, e a superação da crise, primeiramente é necessário a tomada de consciência, compreendendo a sua natureza por meio da relação entre a teoria e a prática. Para isso o ensino ofertado na escola deve proporcionar ao aluno o saber historicamente acumulado, aliado ao pensamento crítico. Formando alunos que tenham consciência do processo democrático, e o modo como conduzir o percurso que a sociedade seguira no futuro. 
Porem diante da demanda de alunos cada vez mais divergentes, a escola exerce funções que não fazem parte de sua intencionalidade. Ao se deparar com as necessidades humanas dos alunos, como saúde, alimentação, e apoio a contradições familiares e financeiras, a escola é sobrecarregada, entrando em crise, ao não dar conta de tudo que o aluno necessita a sua formação. 
Nesse sentido a crise escolar está relacionada diretamente a sociedade, sendo necessária a compreensão primeiramente da sociedade para entender a crise da escola, a qual se origina do capital. Pois diante das inúmeras necessidades dos alunos, a escola da espaço a preocupações do que ensinar, no lugar ao que ensinar. 
Desse modo, ao pensar o ensino aos alunos filhos de trabalhadores, a escola necessita formar um aluno que seja capaz de olhar a essência sobre a aparência, sendo capaz de compreender as relações sociais existentes e as transformações necessárias a melhoria tanto da escola quanto da sociedade em geral. Tomando ciência de toda a historicidade do homem, de sua necessidade por obter lucros, que resultaram nas transformações da natureza em tecnologia, das suas inovações e criações que direciona todo o funcionamento das relações sociais. E da falta de conhecimento sobre o modo de conduzir o próprio homem, e que para isso é necessário conhecer a forma histórica das relações sociais para compreender o homem.
Por meio de uma pedagogia que supere a forma de ensino em que o aluno apenas é um receptor do conhecimento imutável e que deve apenas seguir as necessidades da sociedade, o ensino passa a fomentar ações que favoreçam um pensamento critico do aluno sobre os elementos que doutrinam todo o pensar e o agir dos cidadãos no convívio social. Com conteúdos que façam a articulação com o pensamento e conhecimento já presente na vida do aluno, de modo com que esse estabeleça relação do que está sendo ensinado com sua vida, tomando seu papel de ser histórico, que corrobora a formação e constituição de uma nova forma de sociedade.
Portanto, diante da crise emergente que afeta toda a sociedade e reflete o meio escolar como foco de formação de cidadãos, a escola deve buscar meios de reafirmar sua posição na luta pela transformação da realidade da crise, por meio do ensino analítico, que proporcione ao aluno um olhar crítico sobre as relações socias e o modo como essa sociedade se organiza segundo o capital. Compreendendo seu papel histórico na constituição de uma nova sociedade, com condições e possibilidades iguais a todos.