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Cápsulas 
 
Introdução 
• As cápsulas são formas farmacêuticas sólidas nas quais as substâncias ativas 
e/ou inertes são encerradas em um pequeno invólucro de gelatina. 
 
• Duro – cápsulas de duas peças (two-piece) 
• Mole – cápsulas de um peça (one-piece) 
 
• Formas farmacêuticas sólidas 
– Cápsulas 
– Comprimidos 
 
Cápsulas de Gelatina dura 
• Consistem em duas peças com formato cilindrico fechado em uma das 
extremidades. 
• Peça mais curta – tampa 
• Peça mais cumprida – corpo 
• Forma elegante, fácil de usar e de transportar; 
• Podem ser deglutidas 
• Os invólucros não apresentam sabor; 
• Liberação do fármaco é rápida 
– Pressão usada 
– Número de excipientes reduzidos; 
 
 
• Matérias primas 
✓ Gelatina 
✓ Água 
✓ Corantes e outros materiais (adjuvantes e conservantes) 
✓ Cápsulas de gelatina mole – plastificantes 
 
✓ Têm sido feito cápsulas de metilcelulose, álcool polivinílico,ou gelatina 
desnaturada – modificam a solubilidade ou produzem efeito entérico. 
• Gelatina 
✓ Substância atóxica 
✓ É facilmente solúvel nos fluidos biológicos à temperatura ambiente 
✓ É um bom formador de filme 
✓ Soluções de concentração elevada. De até 40% (m/v) são fluidas a 500C 
 
✓ Obtida mediante a hidrólise do colágeno, principal proteína que constitui o 
tecido conectivo. Hidrólise parcial do colágeno da pele, tecido conjuntivo 
branco e ossos de animal. 
 
✓ Contêm de 13 a 16% de umidade. 
 
✓ Como é feito a gelatina? 
• Substâncias Corantes 
• Corantes solúveis em água 
• Pigmentos insolúveis em água 
– Corantes azóicos (os que contêm grupamentos – N N – 
– Corantes não azóicos 
• Pigmentos : oxido de ferro; dióxido de titânio 
• Adjuvantes do processo 
• As gelatinas duras não deve conter mais que 0,15% m/m de laurilsulfato de 
sódio. 
– Agente molhante 
• Produção 
✓ Moldes metálicos são submersos, em temperatura ambiente, dentro de uma 
solução de gelatina quente e a qual geleifica formando um filme de gelatina. 
✓ Máquinas automáticas 
– Mecanismos que imergem automaticamente, rodam secam, removem os 
invólucros, aparam as arestas e juntam as duas partes do invólucro. 
 
 
• Produção 
✓ Preparação das matérias-primas 
– Solução concentrada de gelatina a 35-40%, água desmineralizada a 
60-700C 
– Submetido ao vácuo para eliminar as bolhas de ar retido 
– Viscosidade é determinada e ajustada a um valor especificado, 
mediante a adição de água quente. 
– Quanto maior a viscosidade maior a espessura do invólucro produzido. 
✓ Comprimento de aproximadamente de 10 m por 2 m de largura e 3 m de 
altura. 
– Sobre uma parte são feitas as tampas e sobre a outra parte os corpos 
da cápsula. 
– Moldes – pinos – aço inoxidável, bronze manganês e montados em 
uma serie de barras , capaz de conter 500 pinos. 
• Produção 
✓ As cápsulas vazias não ficam completamente fechadas, só um fechamento 
inicial para prevenir que as partes não se separem antes de chegar a máquina 
de enchimento. 
 
✓ Inspeção e processos de seleção 
– Exclusão de cápsulas defeituosas. 
 
✓ Sacos hermeticamente fechados, controlando a umidade 
• Propriedades das cápsulas vazias 
✓ Contêm uma quantidade significativa de água; 
✓ Flexíveis – as paredes das cápsulas podem absorver força mecânica geradas 
durante o processo de enchimento ou nas operações de acondicionamento, 
sem que sofram qualquer efeito adverso. 
✓ Em baixos níveis de umidade relativa, elas se tornam quebradiças, níveis 
elevados passam a absorver umidade e amolecem. 
• Enchimento das cápsulas 
• Tamanho padrão – de 0 a 4 
• Forma mais simples de estimar o peso do enchimento da cápsula – volume 
do corpo da cápsula x densidade de compactação. 
• Os pesos de pós usados são aproximados, variando com a pressão de 
enchimento 
 
 
• Enchimento de cápsulas 
• Propriedades limitantes para os materiais a serem encapsulados 
– Não devem reagir com a gelatina 
– Não devem ter um conteúdo elevado de umidade 
– O volume da dose unitária não deve exceder os tamanhos de cápsulas 
disponíveis. 
 
• Tipos de materiais que podem ser utilizados no enchimento de cápsulas duras 
de gelatina 
– Sólidos secos 
• Pós 
• Pelets 
• Grânulos 
– Semi-sólidos 
• Misturas que amolecem com a temperatura 
• Pastas 
– Líquidos – não aquosos 
• Máquinas de enchimento de cápsulas 
• Enchimento em escala de bancada 
– Jogos de placas providas de oríficios perfurados , capazes de conter de 
30 a 100 cápsulas de um tamanho específico. 
• Máquinas de enchimento de cápsulas 
• Enchimento em escala industrial 
– Semi-automáticas às totalmente automatizadas 
– Dependentes 
• São as que usam diretamente o corpo da cápsula para medir a 
quantidade de pó 
– Independentes 
• A quantidade de pó é medida independente do volume do corpo 
da cápsula exigindo o emprego de dispositivos especiais de 
medição. 
• Sistemas de dosagem dependentes 
– Sistema de trado 
• As cápsulas vazias são posicionadas dentro de um par de pratos 
circulares, o suporte que contêm os corpos é colocado sobre uma 
placa giratória com velocidade de rotação regulável. 
 
• O peso do pó encapsulado depende principalmente, do tempo de 
permanência do alimentador sobre o corpo da cápsula, o que 
ocorre durante o movimento rotativo do prato portador dos corpos. 
 
• Sistema de dosagem independente 
– Contem um dispositivo de dosagem que forma um compacto cilíndrico 
mole de pó, mediante a formação de forças compressivas baixas. 
– Existem dois tipos de máquinas para obter esse compacto: 
• Sistema dosador 
• Êmbolo de compactação e disco dosador 
 
• Sistemas dosadores 
– Consistem em um ducto dosador, dentro do qual há um embolo de mola 
regulável móvel, que permite variar o volume da câmara no interior do 
cilindro. 
 
• Êmbolo de compactação e disco dosador 
– Fundo do dispositivo de alimentação rotativo. Esse disco apresenta 
uma série de orifícios perfurados com precisão, dentro dos quais o 
compacto é formado com o auxílio de êmbolos de compactação. 
– Na última etapa, o êmbolo empurra o material para dentro das 
cápsulas. 
 
• Máquinas encapsuldadoras instrumentalizadas e simuladores de enchimento 
 
 
• Enchimento de sólidos e semi-sólidos 
– Evitar vazamento 
– Lacrar as cápsulas – mistura de gelatina 
 
 
• Formulação 
✓ Devem ser passíveis de encapsulamento uniforme, proporcionando um 
produto estável. 
✓ Devem liberar as substâncias ativas na forma biodisponível para o paciente; 
✓ Devem cumprir os requisitos farmacopéicos e de organismos reguladores. 
• Formulações 
✓ Problemas gerais que o manipulador se depara: 
– Apos a mistura homogênea o escoamento resultante deve ser 
adequado para assegurar que a mesma quantidade de pó seja 
colocado em cada cápsula; 
– Incompatibilidades entre os excipientes e substâncias ativas; 
 
• Formulação dos pós 
• Mistura de substâncias ativas em combinação com diversos tipos de 
adjuvantes: 
– Propriedades do fármaco 
– Dose, solubilidade, tamanho e forma da partícula do fármaco; 
– Tamanho da cápsula a ser utilizada. 
 
• Fármacos cuja a dosagem é baixa, ocupam um pequena parcela do volume 
total da cápsula na formulação final. 
• Fármacos de elevada dose unitária, deixam pouco espaço disponível dentro 
da cápsula, sendo as propriedades da mistura determinadas pelas 
características do fármaco. 
• Formulação dos pós 
✓ Tipos de adjuvantes utilizados no encapsulamento de pós 
– Diluentes – conferem as propriedades necessárias para a formação de 
um compacto ou cilindro de pó. Materiais inertes adicionados à mistura 
com o objetivo de aumentar o volume até uma quantidade manipulável 
de maneira mais fácil. 
• Lactose, celulose microcristalina e amido. 
• Permitem a coesão dos pós, facilitando a transferência da mistura 
para o interior do invólucro. 
– Desintegrantes – promovem a desagregação da massa de pó. Auxilia 
na ruptura do invólucro e na distribuição do contéudo no estômago. 
• Talco pré-gelatinizado ; croscarmelose e o amido glicolato de 
sódio. 
– Estabilizantes– melhoram a estabilidade física do produto 
• Formulação dos pós 
– Lubrificantes – reduzem a adesão entre os pós e as partes metálicas. 
– Deslizantes – promovem propriedades de fluxo para o pó. 
• Dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, estearato de 
cálcio, ácido esteárico ou talco. 
– Agente molhante – favorecem a penetração de água. 
– Lubrificantes, tensoativos e desintegrantes – podem afetar a 
biodisponibilidade do fármaco. 
 
• Formulação dos pós 
✓ Formulações visando propriedades de enchimento 
✓ Existem 3 fatores principais na formulação de pós: 
– Bom fluxo – para isso são usados diluentes com o fluxo bom e um 
deslizante 
– Ausência de adesão – lubrificantes 
– Coesividade – diluente formando agregados cilíndricos. 
 
– Bom fluxo contribui para o enchimento uniforme da cápsula 
– Lactose – diluente com propriedades de fluxo livre. 
– Amido de milho e celulose microcristalina – diluentes 
– Sílica anidra coloidal – deslizante 
– Lubrificantes – estearato de magnésio 
• Formulação dos pós 
✓ Formulações visando a liberação de substâncias ativas 
✓ Desintegração do invólucro da cápsula; 
✓ Tamanho da partícula; 
✓ Difenil-hidatoína, diluente original sulfato de cálcio foi substituído por lactose 
– A alteração por lactose provocou niveis plasmáticos muito mais elevados 
desse fármaco, o que deve ser por causa da fácil solubilidade da lactose 
enquanto que o sulfato de cálcio é insolúvel. 
 
✓ Se um diluente solúvel é adicionado a um fármaco pouco solúvel a massa de 
fármaco pode tornar-se mais hidrofílica , fragementando-se com mais 
facilidade. 
 
• Formulação dos pós 
✓ Diluentes insolúveis – fármacos muito solúveis 
– Celulose microcristalina 
– Amido 
 
✓ Deve ser evitado nas formulações a adição de substâncias que tornem a 
massa de pó mais hidrofóbica. 
 
✓ Estearato de magnésio – lubrificante 
– Adjuvantes hidrofóbicos reduzem a coesividade da massa de pó 
• Formulação dos pós 
✓ Tensoativo e agentes desintegrantes 
– Laurilsulfato – agente molhante 
– Para fármacos pouco solúveis, diluente solúvel com 1% de laurilsulfato 
de sódio 
 
✓ Superdesintegrantes – glicolato sódico de amido e croscarmelose 
• Otimização da formulação 
✓ Um tamanho ideal de partícula da substância ativa 
✓ Caráter hidrofílico da massa do pó, que está vinculada à solubilidade do 
fármaco em função dos adjuvantes 
✓ Utilização dos adjuvantes de dissolução – agentes molhantes e 
superdesintegrantes 
✓ Formulação otimizada nas suas características de enchimento e liberação – 
estudos estatísticos 
• Formulação segundo o sítio de liberação 
✓ Formulação de cápsulas flutuantes, para que fiquem retidas no estomago; 
✓ Substâncias para provocar revestimento entéricos 
– pH de 6 a 7 
. 
• Cálculo do tamanho da cápsula 
• É necessário completar com excipiente o volume do pó a encapsular, caso 
esteja inferior a 90% do tamanho da cápsula 
• Cálculo do tamanho da cápsula 
• Exemplo 1: 
– Cimetidina – 200 mg 
– Inositol – 100 mg 
– Alcachofra ext. seco – 50 mg 
– Peso total 350 mg 
– Cápsula número 1, não sendo necessário acrescentar excipiente por 
cápsula. 
 
• Exemplo 2: Cápsulas dobradas 
– Peso total ultrapassa 750 mg, deveram ser feitas em duas cápsulas 
que conterão meia dose em cada uma. 
– Hidróxido de alúminio – 300 mg 
– Hidróxido de magnésio – 300 mg 
– Simeticone – 100 mg 
– Metoclopramida – 20 mg Peso total 820 mg 
– 410 mg – cápsula 0 
• Método volumétrico para enchimento da cápsula 
✓ Pesar todos os componentes e do número de cápsulas; 
✓ Medir o volume em uma proveta; 
✓ Bater a proveta com cuidado na bancada; 
✓ Selecionar a cápsula que se adeque ao volume do pó, certificar senão 
necessita de excipiente. 
 Calculo para pesagem: 
 
• Pela densidade 
• d = m/v  v = m/d 
vcap = vp.a. + vexc 
mexc = (Vcap – mp.a./dp.a.) x dexc 
 
Valor total do excipiente a pesar é mexc x n de cápsulas 
• Homogeneização/Tamisação 
✓ Tamis 
✓ Gral de porcelana 
✓ Pistilo 
✓ Papel manteiga 
✓ Misturar o pó no gral e pistilo em 10 movimentos no sentido horário e 10 
movimentos no sentido anti-horário 
• Peso médio 
• Não pode ser inferior a 90% e nem superior a 110%. 
• Incompatibilidades 
✓ Dois tipos de incompatibilidades podem ser observados na formulação da 
cápsulas: 
– Interaçào físico-quíca entre os ativos ou entre os ativos e o excipiente; 
– Interação entre o ativo e/ou excipiente com o involúcro de gelatina da 
cápsula 
 
• Excipientes 
• Lactose 
– Usado como diluente – 65 a 80 5 
– É contra indicado para pessoas com intolerância a lactose 
– Incompatibilidades: 
• Reage com compostos contendo grupo amino primário ( 
anfetaminas e aminoácidos) – produto amarronzado 
• Reage na presença de compostos contendo arsênio e trinitrato de 
glicerina 
 
• Talco silicato de magnésio 
– Efeito secante, lubrificante – concentração de 5 a 30 % 
– Incompatível com quaternários de amônio; 
 
• Excipientes 
• Amido 
– Diluente para ajuste do volume ou como agente desintegrante 
 
• Manitol 
– 10 a 90% 
– É indicado especialmente quando se quer encapsulas drogas sensíveis 
a umidade, pois é um pó não higroscópico. 
– Incompatibilidades: 
• Complexa com alguns metais como ferro, alumínio e o cobre. 
 
 
• Excipientes 
✓ Celulose microcristalina 
– Avicel® 
– Diluente 20 a 90% 
– Lubrificantes 5 a 0% 
– Desintegrantes – em comprimidos 
– Incompatibilidades: 
• Hicroscópica 
• Incompatível com agentes oxidantes fortes. 
 
✓ Croscamelose Sódica 
– É um polímero 
– Desintegrante 10 a 25% 
– É incompatível com sorbitol 
• Excipientes 
• Aerosil 
– Sílica coloidal ou dióxido de sílicio coloidal 
– Dessecante e anti-aderente para pós higroscópicos na concentração de 
0,1 a 1% 
 
• Sugestões de excipientes para as cápsulas 
✓ Estearato de magnésio – 0,5% 
✓ Aerosil – 1% 
✓ Lauril sulfato de sódio – 1 a 2 % 
✓ Talco farmacêutico – 30 % 
✓ Amido de milho qsp 100%

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