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Educação em Direitos Humanos
UNIDADE 4
1
Para início de conversa
Querido(a) aluno(a), tudo bem?
É com satisfação que continuamos os estudos da disciplina Educação em Direitos Humanos, nesse mo-
mento em sua quarta e última unidade. Inicialmente, gostaria de saudá-lo(a) e lhe dar boas-vindas!
Como você já deve estar acostumado(a), este será nosso guia de estudos. Ele servirá como auxílio em 
suas aprendizagens. É um material montado de forma dinâmica e interativa para tornar mais prático o 
seu estudo e facilitar a sua absorção de conteúdos, apresentando de forma clara e objetiva os conceitos 
e assuntos trabalhados durante a disciplina. 
Palavras do Professor
Ao longo deste material, você irá se deparar com vários tópicos que têm função de separar e organizar o 
conteúdo trabalhado de forma mais prática e interativa. Gostaria também de lembrá-lo(a) que este não é 
o único meio que pode ser usado como material para estudos; juntamente a ele você deve acompanhar 
à disciplina em seu livro-texto, consultar a vasta bibliografia disponibilizada em nossa biblioteca on-line, 
bem como utilizar de consultas e buscas em outras plataformas que lhe for convenientes e seguras.
Como você verá, caro(a) aluno(a), este guia de estudos é montado da forma mais lúdica, criativa e intera-
tiva possível para que seu estudo não se torne algo cansativo e chato, e sim algo prazeroso e agradável 
de se fazer. Nosso objetivo é não apenas fazer com que você aprenda, mas que esse aprendizado seja de 
fato absorvido e levado com você ao longo de toda a sua vida.
Antes de iniciarmos a unidade 4, quero lembrá-lo(a) que o conhecimento é construído de diversas formas 
e a leitura deste guia é apenas uma delas. Para que você possa absorver o conteúdo da melhor maneira 
possível, é essencial ler também, como já lembrado, o livro-texto, os materiais de apoio, como os textos 
sugeridos ao longo deste guia, além da participação nos fóruns e debates no Ambiente Virtual de Apren-
dizagem. Estas últimas sendo de fundamental importância, pois são formas de você interagir com colegas 
de turma que estão em um mesmo estágio de aprendizagem, podendo assim trocar ideias e opiniões 
sobre os estudos. Para qualquer dúvida, o seu tutor ou tutora está a sua disposição para melhor compre-
ensão do assunto trabalhado.
Seja bem-vindo(a) e aproveite este material, por que ele é feito especialmente para você!
2
orientações da disciPlina
Saudações, caro(a) aluno(a)! 
É com muita satisfação que iniciamos mais uma unidade dos nossos estudos da disciplina Educação em 
Direitos Humanos. Nesta quarta e última unidade teremos como tema principal a Cultura de Paz, que por 
definição é o objetivo maior da educação em direitos humanos e para convivência harmônica entre os 
indivíduos.
Como de costume, iniciaremos fazendo um pequeno apanhado dos assuntos e temáticas abordados nas 
unidades anteriores ainda nesta introdução e posteriormente nos debruçaremos em nossa quarta unidade 
propriamente dita, nas questões acerca da cultura de Paz. esta por sua vez, e você constatará, nada 
mais é que o caminho natural de todos os ensinamentos propostos pela edH. 
Vamos começar a revisão! 
Para revisar
A nossa unidade de entrada, a primeira unidade, nos apresentou inicialmente o binômio educação e 
direito de forma separada. Pois, aprendemos que ambos por si só já contemplam uma gama conceitual 
diversa e riquíssima em termos de pluralidade conceitual. Portanto, achamos mais adequado identificá-
-los em suas particularidades para contextualizá-los em nossa matéria. 
Assim, aprendemos que a educação está presente em todas as esferas da vida, “...da família à comuni-
dade...” como nos ensina o professor Carlos Rodrigues Brandão e, que ela está dividida didaticamente em 
três principais abordagens: a tradicional, a cognitivista e a sociocultural.
A abordagem educacional tradicional é a que está ligada a uma perspectiva que utiliza de manifestações 
pedagógicas diversas, alicerçadas, sobretudo, na educação humanista de reprodução cultural. Nela os(as) 
educando(as) são vistos(as) como passivos(as), inexperientes e inacabado(as).
Já a abordagem cognitivista, que tem como grande expoente o francês estudioso da educação Jean 
Piaget, verifica as capacidades mentais dos(as) educandos(as), sendo o processo de interação entre o(a) 
estudante e o meio considerado indispensável para a perfeita aprendizagem e desenvolvimento dos in-
divíduos.
Por fim, aprendemos sobre a perspectiva de abordagem educacional chamada de sociocultural, que car-
rega esta nomenclatura por entender a educação como um ato transformador não apenas dos indivíduos, 
mas também da sociedade como um todo; bem como por considerar elementos sociais, políticos, econô-
micos e culturais na estruturação curricular e de conteúdos. Nesta abordagem o/a aluno(a) não é conside-
rado um repositório, e todo o trabalho é direcionado para a sua autonomia. O brasileiro, de Recife, Paulo 
Freire é a maior referência intelectual desta abordagem. 
3
Vistas as principais modalidades conceituais da educação continuamos, e você se lembra, a estudar as 
principais correntes de pensamento que alicerçam o conceito de direitos, ou pelo menos dos fundamentos 
conceituais do direito. Aprendemos que o fundamento do direito tem duas principais vertentes: a natura-
lista e a culturalista.
A concepção naturalista encara o direito como algo inerente – natural - ao homem, a partir do primeiro 
momento de sua existência. Nela, o ser humano passa a existir enquanto indivíduo dotado de liberdade 
e razão. É visto, essencialmente, como igual, e particularidades como sexo, raça ou camadas (costumes) 
sociais não são levados em consideração.
Já a perspectiva culturalista, além de considerar que todo humano, desde o nascimento, é provido de di-
reitos e deveres, avalia que acontecimentos sociais, econômicos, políticos e culturais como um todo, não 
só devem ser considerados, mas fazer parte do alicerce de sustentação e efetivação dos direitos.
Após esta necessária contextualização conceitual e didática para dar início a nosso caminho no estudo da 
EDH, passamos a estudar estes dois termos em conjunto e, de fato, encarar educação e direitos (huma-
nos) como objeto de estudos em uma disciplina isoladamente. Aprendemos que não apenas um modelo 
educacional está em questão, mas, principalmente, um novo modo de conviver em sociedade, baseado no 
respeito às diversidades étnico-raciais, religiosas, econômicas, de gênero, dentre outras, sempre a partir 
da solidariedade e respeito à pessoa humana, está sendo forjado.
Foi nesta parte que delimitamos os atores que aplicamos a EDH, em nosso caso. Vimos que as escolas 
são o ambiente formal para o ensino, e os seus frequentadores são os principais elementos envolvidos no 
processo educacional: Estudantes e professores(as), principalmente.
Por fim, aprendemos que os Direitos Humanos, segundo a DUDH, são os direitos fundamentais e inerentes 
a todos e todas e, que estes(as) nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Ou seja, são os direitos 
que tem como prerrogativa o tratamento igualitário de todos sem a distinção de qualquer espécie, seja de 
raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, 
nascimento, ou qualquer outra condição.
A partir desses aprendizados vimos quais são os principais tratados internacionais em direitos humanos. 
Identificamos que a Declaração Universal dos Direitos Humanos - DUDH, o Pacto dos Direitos Econômi-
cos, Sociais e Culturais – DESC, a Convenção dos Direitos da Criança e a Declaração e Programa de Viena, 
são os principais documentos norteadores dos preceitos dos DH em escala mundial.
Para finalizar os estudos na unidade 01, continuamos a explorar os documentos orientadores da EDH, 
só que numa perspectiva nacional. Fomos apresentados(as) a algumas diretrizes oficiais e legais que 
norteiam os preceitos dos DH, bem como à educação nestes no Brasil. Descobrimos que os ParâmetrosCurriculares Nacionais – PCNs, o Plano Nacional de Educação – PNE, a Lei de Diretrizes e Bases da Educa-
ção Nacional e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE são alguns desses elementos.
 
Na segunda unidade nos aprofundamos um pouco mais nesses documentos e legislações, visualizando 
algumas nuanças e particularidades que são inerentes ao estudo e conhecimento deles, bem como a 
configuração contemporânea deles.
4
Aqui descobrimos que a temática dos DH é algo que só vem ganhar espaço e notoriedade na comunidade 
internacional e em seus órgãos representativos após as degradações causadas pelas duas grandes guer-
ras mundiais, isto por volta da metade do século XX apenas; fazendo com que consideremos este tema 
contemporâneo.
Outra importante ressalva feita nesta unidade e que você deve ficar atento(a), é em relação a mudança 
de nomenclatura de Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs para Diretrizes Curriculares Nacionais da 
Educação Básica – DCNEB, que pela primeira vez em nossa história traz um direcionamento educacio-
nal específico para a EDH. Além das DCNEB, fomos apresentados(as) nessa unidade 02 aos principais 
documentos que orientam e regulamentam a garantia dos DH no Brasil. Assim, além do contato com as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos – DCNEDH, estudamos que a 
Constituição de 1988, a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira, lei nº 9.394/1996, o Esta-
tuto da Criança e do Adolescente – ECA, o Plano Nacional de Educação – PNE, são os documentos que 
promovem e garantem a EDH em nosso país.
Nos estudos da terceira unidade continuamos, inicialmente, vendo as perspectivas legais contempo-
râneas norteadoras dos DH e da educação neles em nosso país, com um olhar mais aproximado para o 
Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, porém sem deixar de contemplar os demais documentos.
Para finalizá-la, saímos um pouco da linha conceitual da temática e partimos para a análise de algumas 
metodologias pedagógicas que podem ser utilizadas para a educação em direitos humanos e identifica-
mos os jogos e brincadeiras como importantes artifícios para a EDH. Que por sua vez, colaboram com 
a fomentação de uma sociedade que caminhe em direção a uma convivência harmônica, objetivando a 
Cultura de Paz.
Esta inclusive é a temática a qual nos debruçaremos nesta unidade final da nossa disciplina Educação 
em Direitos Humanos. Propomos para finalizar nossos estudos, um momento de culminância conceitual 
e prática, pois a prática da Cultura de Paz, desejo maior da EDH, congrega estas duas dimensões do 
ensino/aprendizagem, tendo em vista que, por definição, só pode ser plena quando conceitos como o de 
solidariedade, reconhecimento e respeito ao outro e às diversidades, dentre outros, são efetuados na vida 
prática, real, cotidianamente.
cUltUra de PaZ e edUcaçÃo eM direitos HUManos
Esta expressão, Cultura de Paz, ou como para alguns, Cultura para Paz, em primeiro momento nos parece 
algo inofensivo, sem muita carga conceitual aplicada ou intrínseca ao seu entendimento, como a educa-
ção e os direitos, estudados por nós durante toda esta disciplina, por exemplo. Porém, ao analisarmos 
mais de perto o conceito, vemos que o tema, ou melhor, falando, a forma de vida proposta pela Cultura de 
Paz, está inundada por definições conceituais robustas, com considerável pluralidade, tal qual a educação 
ou o direito.
Isto ocorre por que quando vislumbramos o que vem a ser Paz, logo chegamos à conclusão de que ela é a 
prática da não violência. No entanto, quando nos perguntamos como tornar as sociedades, e os indivíduos 
que as compõem, culturalmente voltados para paz, para a não violência, esbarraram na complexidade 
de um conceito bastante diverso, que é o de cultura. Pois, a diversidade cultural, sobretudo as de bases 
étnico religiosas são uma tônica mundial. 
5
Sendo assim, a Cultura de Paz se propõem a resolver conflitos de forma não violenta através do diálogo, 
da mediação, com lastro nos preceitos da tolerância e solidariedade. É importante lhe lembrar, caro(a) 
aluno(a), que quando pensamos em uma postura voltada para a não violência, temos de levar em consi-
deração que esta violência não necessariamente é bélica; novos elementos como a pobreza extrema ou 
a degradação ambiental surgem como tão ameaçadores a segurança das sociedades quanto as guerras. 
Assim, o conceito da Cultura de Paz chega para tentar a resolução de atos violentos por meio das mais 
variadas formas de diálogo, das quais a educação – sobretudo a EDH – é parte fundamental. 
Sabendo disto, podemos vislumbrar o quanto a Cultura de Paz e a Educação em Direitos Humanos estão 
imbricadas, conexas, relacionadas; uma leva à outra, e vice-versa. Ou seja, pensar a convivência harmô-
nica entre as pessoas, entre os povos, de modo não violento (através da cultura de paz), bem como estru-
turar modelos educacionais para alcançar isto (tal qual a EDH) são desafios que caminham juntos desde 
o surgimento dos seus conceitos; objetivando sempre a garantia dos direitos do ser humano, sobretudo 
aqueles com especificidades crônicas e/ou momentâneas, como: refugiados, crianças, mulheres, pobres 
ou LGBT’s.
cultura de Paz 
Acima já explanamos o que vem a ser Cultura de Paz. Vimos que sua conceituação soa até bastante 
simplória, pois clama por algo que todas e todos, ao menos em tese, queremos a paz; uma paz conquista-
da através da prática da não violência. Também falamos algo acima relacionado às dificuldades encontra-
das para tornar este conceito, esta forma de viver, algo de envergadura mundial, e mais, com pretensão 
de mudanças culturais. Empreitada com enorme grau de dificuldade, tendo em vista a pluralidade cultural 
da humanidade, bem como a gama de frentes em que a mediação nos termos da cultura de paz se faz 
necessária.
Para isto é preciso um movimento de coalizão em âmbito mundial, a partir de instituições com capacida-
des não apenas técnicas, mas, sobretudo representativas na comunidade internacional. 
A exemplo das movimentações ocorridas para a fomentação das bases norteadoras para garantia dos 
direitos humanos, como a já estudada Declaração Universal dos Direitos Humanos – DUDH, os preceitos e 
diretrizes abordados pelo conceito de Cultura de Paz são mostrados ao mundo dentro do bojo institucional 
da ONU, por meio de sua organização responsável pela Educação, Ciência e Cultura - UNESCO.
Como estudamos nas unidades passadas, sobretudo na 01 e na 02, as bases para garantia dos DH só 
passam a fazer parte da agenda da comunidade internacional, com elementos políticos-jurídicos fortale-
cidos - como cartas, declarações e tratados - na segunda metade do século passado, impulsionados pelos 
graves desdobramentos das duas grandes guerras mundiais que acossaram o mundo, especialmente a 
Europa, no século XX, fazendo com que a temática dos DH, e a EDH, seja contemporânea.
No caso da Cultura de Paz os caminhos não são diferentes, pois além de também compor a gama de ele-
mentos garantidores de direitos, este é um conceito extremamente contemporâneo. 
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Isto pode ser constatado quando temos no ano de 1997, proclamação das Nações Unidas instituindo o sim-
bólico ano 2000 (virada de século) como o Ano Internacional da Cultura de Paz, marcando definitivamente 
o início de uma coalizão em escala global para a promoção da Cultura de Paz. Após esta movimentação, 
é instituída através da resolução A/RES/53/25, em 10 de dezembro de 1998, a Década Internacional da 
Promoção da Cultura de Paz e Não violência em Benefício das Crianças do Mundo, que foi de 2001 a 2010.
Certamente, você deve estar a se perguntar qual o motivo de se instituir um tempo para instalar um con-
ceito desta magnitude?
Bem como, talvez, qual a motivação para ser este tempo 10 anos? 
Pois bem, as respostas para tais questionamentos podem até ser consideradas óbvias, tendo em vista 
que é um projeto de grande alcance (mundial) e, justamente por tal fato, demanda um espaço de tempo 
considerávelpara sua implementação, divulgação e, sobretudo, colocação em prática e proteção; quanto 
ao período de uma década podemos afirmar que é devido não apenas a necessidade de se ter um período 
longo para a implementação de ato de tamanha envergadura, mas principalmente por ser um período de 
tempo emblemático, pois está colocado na história como a década da Cultura de Paz e, caso ocorram 
outras, como a primeira década da Cultura de Paz.
Sabendo disto, podemos então detectar que a Cultura de Paz não é algo que se alcançará em pouco tempo 
ou de uma hora para outra. Ela é um elemento que tem como um dos seus objetivos a mudança de cultura 
– de uma cultura da guerra para uma cultura de paz – que como já falamos é algo que demanda um esfor-
ço enorme, não apenas institucional, mas também individual. Pois, como podemos encontrar no balanço 
da década da cultura de paz (2001-2010) elaborado e divulgado pela UNESCO. “...A cultura de paz é uma 
iniciativa de longo prazo que leva em conta os contextos histórico, político, econômico, social e cultural 
de cada ser humano e sociedade. É necessário aprendê-la, desenvolvê-la e colocá-la em prática no dia a 
dia familiar, regional ou nacional. É um processo que, sem dúvida, tem um começo, mas nunca pode ter 
um fim. A paz é um processo constante, cotidiano, mas não passivo. A humanidade deve esforçar-se para 
promovê-la e administrá-la...” (UNESCO 2010, p.13).
visite a Página
Você pode encontrar o texto completo clicando aqui.
Para além da década da Cultura de Paz encontramos muitas outras iniciativas e atitudes para a propa-
gação, afirmação, garantia e proteção deste conceito. Por exemplo, ainda no âmbito da Organização das 
Nações Unidas – ONU encontramos oitos eixos que orientam o programa de cultura de paz, que são:
•	 Cultura de Paz através da educação. Aqui podemos encontrar a Educação em Direitos Humanos;
•	 Economia sustentável e desenvolvimento social;
•	 Compromisso com todos os direitos humanos;
•	 Equidade entre gêneros;
•	 Participação democrática;
•	 Compreensão, tolerância e solidariedade;
•	 Comunicação participativa e livre fluxo de informação;
•	 Paz e segurança internacional.
http://www.unesco.org/ulis/cgi-bin/ulis.pl?catno=189919&set=0053723A7F_1_39&gp=1&lin=1&ll=1
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E assim, a partir destes preceitos, tenta-se empreender uma nova ordem mundial, por assim dizer, para se 
alcançar a paz, bem como tentar a resolução de problemas sem ter de recorrer a atos de violência, sejam 
bélicos ou de qualquer outra natureza. Como afirmamos um pouco acima, a estipulação de uma década da 
Cultura de Paz é além de tudo um marco histórico, que tem como objetivo maior fixar nos anais da história 
diplomática e política do mundo um conceito que pretende dispensar o uso da violência para a resolução 
dos problemas.
Querido(a) aluno(a), para atender as demandas que tal empreitada exige, alguns artifícios institucionais 
são criados e tem como grande objetivo discutir, implementar, garantir e proteger a Cultura de Paz. Um 
exemplo pode ser o Comitê da Cultura de Paz, que tem a tarefa de promover atividades permanentes ins-
pirando e estimulando iniciativas que contribuem na construção de um mundo justo, compassivo, susten-
tável e igualitário para todas e todos as/os que vivem nele. Dentro deste contexto, apresentam-se alguns 
espaços que merecem destaque quando o assunto é a promoção da Cultura de Paz. Um deles são os Con-
selhos pela Cultura de Paz, que tem como objetivo formular diretrizes e sugerir a promoção de atividades 
e políticas públicas baseadas nos princípios da Cultura de Paz, como, por exemplo, o ConPAZ – Conselho 
Parlamentar pela Cultura de Paz da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 
Para finalizar esta etapa de nossos estudos, gostaria de apresentar algumas características (princípios) 
que são dadas como elementares para a reprodução da Cultura de Paz. 
São elas: 
•	 Respeitar a vida; 
•	 Rejeitar a violência; 
•	 Ser generoso; 
•	 Ouvir para compreender; 
•	 Preservar o planeta; 
•	 Redescobrir a solidariedade.
Você pode observar que se analisarmos mesmo que superficialmente estes princípios encontraremos 
alguns temas ou questões como a tolerância, solidariedade e respeito, os quais também fazem parte do 
alicerce de sustentação dos DH, e consequentemente da EDH. O que, como já alertamos acima, demons-
tra a relação de consonância e complementaridade existente entre os Direitos Humanos e a Educação 
em Direitos Humanos com a Cultura de Paz. Ou seja, todas estas práticas estão correlacionadas para 
promoção de um mundo melhor, mais justo.
cultura de Paz na contemporaneidade
Assim como os Direitos Humanos, a Cultura de Paz é um tema extremamente contemporâneo. Como vi-
mos ao estudar os direitos humanos e a educação nestes, são conceitos que podemos considerar contem-
porâneos, atuais, pois o seu gérmen, sua gênese, ocorre em um período ainda muito próximo dos nossos 
tempos atuais, o que lhes dá o status de contemporâneos.
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Quando falamos de Cultura de Paz esta contemporaneidade fica ainda mais evidente, tendo em vista que, 
como estudamos a década da cultura de paz, por exemplo, é a primeira do corrente século, o XXI. O que 
nos coloca como indivíduos viventes e contribuintes da Cultura de Paz no momento de seu surgimento e 
aplicação. Ou seja, fazemos parte da geração em que o conceito da Cultura de Paz foi implementado e 
posto em prática.
Atualmente, os movimentos em torno da promoção da Cultura de Paz estão em ritmo não muito acelerado. 
Apenas no âmbito da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO é 
que vemos algumas movimentações para manutenção e promoção da Cultura de Paz. Para além deste ni-
cho se pode encontrar alguns trabalhos e movimentações de instituições e entidades não governamentais 
que promovem este conceito. Até mesmo alguns comitês tiveram suas atividades suspensas, isto por va-
riados motivos, desde os com motivação político-ideológico, até a simples dispersão dos seus membros.
Assim, caro(a) aluno(a), com esta pequena explanação dos rumos e trabalhos atuais em torno da Cultura 
de Paz, terminamos mais uma unidade dos nossos estudo sobre Educação em Direitos Humanos. 
Com esta quarta e última unidade me disperso de você, aluno(a) querido(a), com a sensação de dever 
cumprido e o sentimento bom, que nos acossa quando compartilhamos nossos conhecimentos.
Palavras finais
Mais uma vez o/a saúdo e agradeço a atenção dispensada. 
Nunca é demais lembrá-lo(a) que este guia é apenas mais uma plataforma para lhe auxiliar em seus estu-
dos e que outras podem, e devem, ser utilizadas para o melhor desenvolvimento dos seus aprendizados.
Nesta disciplina percorremos as nuanças que se apresentam na Educação em Direitos humanos – EDH. 
Vimos na unidade 01 que os termos Educação e Direitos por se só já são imbuídos de uma gama enorme 
de conceitos, e para elucidá-los os estudamos, inicialmente, em separado, onde aprendemos que a edu-
cação está em todas as esferas da vida e é dividida em três principais correntes conceituais: a tradiciona-
lista, a cognitivista e a sociocultural. 
Já ao estudarmos as nuanças conceituais do direito, aprendemos que este pode ser dividido em duas prin-
cipais concepções: a naturalista e a culturalista. Onde uma vê o ser humano, essencialmente, como igual, 
e particularidades como sexo, raça ou camadas (costumes) sociais não são levadas em consideração e 
outra – a culturalista - além de considerar que todo humano, desde o nascimento, é provido de direitos 
e deveres, como a perspectiva naturalista, indica que acontecimentos sociais, econômicos, políticos e 
culturais como um todo, não só devem ser considerados, mas fazer parte do alicerce de sustentação e 
efetivação dos direitos.
Continuamos nossos estudos na unidade 02 ainda nessa linha, onde fomos apresentados a alguns dos 
principais documentos norteadores dos DH e da educação nestes em caráter mundial. Assim, aprendemos 
que a Declaração Universal dos DireitosHumanos – DUDH, o Pacto dos Direitos Econômicos, Sociais e 
Culturais - DESC de 1966; a Convenção dos Direitos da Criança, de 1989 e a Declaração e Programa de 
Viena, de 1993, são os principais tratados e documentos internacionais que versão sobre esta temática.
9
Na unidade 03, prosseguimos analisando os principais documentos em torno dos DH, só que desta vez 
em uma escala nacional. Aprendemos que a Constituição de 1988, a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação brasileira, lei nº 9.394/1996, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, o Plano Nacional 
de Educação – PNE, bem como as já citadas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direi-
tos Humanos - DCNEDH, como os documentos onde estão os caminhos legais para a educação como um 
todo, e consequentemente para a educação em direitos humanos em nosso país. Por fim, vimos algumas 
técnicas pedagógicas e metodológicas que podem ser utilizadas para a EDH nos ambientes escolares, e 
aprendemos que os jogos e as tarefas mais lúdicas são uma ótima ferramenta para o ensino-aprendiza-
gem em DH.
E para finalizar nossa disciplina, trabalhamos na unidade 04 a Cultura de Paz. Descortinamos algumas 
das características desse conceito extremamente contemporâneo e aprendemos que a Cultura de Paz é 
baseada na resolução de conflitos a partir da não violência, e que esta é uma empreitada bastante difícil, 
tendo em vista que a resolução de conflitos a partir da solidariedade, respeito e proteção ao outro e ao 
meio ambiente requerem muitas frentes de ação.
Assim, portanto, nos debruçamos por todos os caminhos que a EDH e a Cultura de Paz nos oferecem. Con-
seguimos, mesmo em pouco espaço, vislumbrar algumas particularidades desses conceitos e aprendemos 
como eles são importantes para o bem-estar comum universal; com respeito, solidariedade e bem-querer 
ao próximo.
Foi um prazer está com você durante esta caminhada!
acesse o aMbiente virtUal
Não se esqueça de acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA para realizar as atividades. Elas 
possuem caráter avaliativo.
Sucesso na sua carreira acadêmica e profissional! 
referências bibliográficas
AFONSO, Maria Lucia Miranda e ABADE, Flávia Lemos. Jogos para pensar: educação em direitos huma-
nos e formação para a cidadania. Belo Horizonte: Autêntica Editora; Ouro Preto, MG: UFOP, 2013.
Brasil. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano Nacional de Educação em Direitos 
Humanos: 2006/ Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos.- Brasília: Secretaria Especial dos 
Direitos Humanos, Ministério da Educação,Ministério da Justiça, UNESCO, 2006.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. — 7ª reimpressão.
BRANDÃO, Carlos. R. O que é educação? São Paulo: Brasiliense, 2007.
10
Cultura de paz: da reflexão à ação; balanço da Década Internacional da Promoção da Cultura de Paz e Não 
Violência em Benefício das Crianças do Mundo. – Brasília: UNESCO; São Paulo: Associação Palas Athena, 
2010. 256 p.
DUGUIT, Leon. Fundamentos do direito: São Paulo - Martin Claret, 2009.
LEVY, Pierre. O que é virtual? São Paulo Ed. 34, 1996.
PAULA, Déborah Helenise Lemes de. Currículo na escola e currículo da escola: reflexões e proposições. 
Curitiba: InterSaberes, 2016.
SILVA, Tiago E. R. Promoção e garantias de direitos a crianças e adolescentes no semiárido pernambuca-
no. Onde encontramos? In: Juventudes e modos de vida no semiárido pernambucano: relatos de pesquisa 
com jovens de Caruaru e Serra Talhada / org. SPENILLO, Giuseppa M. D. – Recife: Ed. Universitária UFPE.
ZENAIDE, Mª de Nazaré T., DIAS, Lúcia Lemos, TOSI, Giuseppe e MOURA, Paulo V. de organizadores. A 
formação em direitos humanos na universidade: ensino, pesquisa e extensão – João Pessoa: Ed. Univer-
sitária/UFPB, 2006.

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