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Sólidos 
Cápsulas 
Prof. Bernardo Melo Neto 
Conceito 
• São formas farmacêuticas constituídas de um 
invólucro solúvel gelatinoso, contendo um ou mais 
fármacos. 
Patente concedida a Mothes e Dublank (1834) 
Partes das cápsulas seladas com gelatina quente 
Vantagens 
• Mascarar odor e sabor 
• Possibilidade de ter um invólucro gastro-resistente 
• Fácil administração e transporte 
• Produção mais simples que comprimidos (processos 
semelhantes antes da compactação) 
• Alternativa para produtos pouco compressíveis e que 
não suportam a granulação 
• Rápida desintegração 
• Possibilidade de obtenção de pequenas dosagens 
Desvantagens 
• Maior custo de produção (invólucro e velocidade do 
processo) 
• Não pode ser fracionada 
• Fácil adesão à parede do esôfago 
• Restrição à pacientes com dificuldade de deglutição 
• Controle de temperatura e umidade para 
manipulação e conservação 
Gelatina, amido ou hidroxipropilmetilcelulose 
Surfartantes 
Opacificantes 
Conservantes, antioxidantes, corantes 
Composição das cápsulas 
Documentação de controle de Encefalopatia Espongiforme Transmissível é 
exigida para registro de produtos farmacêuticos (CP nº 10/2004) 
Administração Oral 
 
 Sólidos (mistura de pós, granulos, pellets) 
 líquidos anidros (óleos) 
 semissólidos 
 
 
Cápsulas 
Diluentes 
Lubrificantes 
Agente molhante 
Desintegrantes 
Conteúdo das cápsulas 
Cápsulas 
Classificação 
 
• Gelatinosas Duras 
 
 
• Gelatinosas Moles 
Cápsulas duras 
-Apresentam forma cilíndrica, sendo arredondada nos 
extremos 
 
-Corpo, longo e estreito 
-Tampa, curta e mais larga 
 
 
 
Classificação 
Cápsulas 
Cápsulas Gelatinosas Duras 
• Tamanho x Volume 
• Transparentes ou opacas (TiO2) 
• Constituição: sacarose, gelatina e água (10-15%) 
• Opcionais: conservante, corante, flavorizante, etc... 
 
Cápsulas Gelatinosas Moles 
• Softgel 
• Matriz líquida ou semi-sólida 
• Material em solução ou suspensão 
• Constituição: gelatina, água e agente plastificante 
• Mastigáveis, dissolução bucal, óvulos 
Produção em larga escala 
- Gelatina + sorbitol ou glicerina (elástica) 
- Forma variável (molde) 
- Invólucro mais espesso 
- Vantagens 
 
 - Maior biodisponibilidade 
 - Incorporar fármacos empregados em altas doses 
 e com baixa capacidade de compressão 
 
 
 
 
Classificação 
Revestimento 
• Entérico ou Gastro-resistente 
– Retarda liberação 
– Absorção máxima intestinal 
– Reduz irritação da mucosa 
– Protege do meio ácido 
Resistência aos 
fluidos gástricos 
Absorção intestinal 
(60–80%) 
Acidez 
estomacal 
destrói 80% dos 
constituintes 
Absorção 
intestinal (20%) 
Não-revestida Revestimento 
entérico 
Cápsulas Gastrorresistentes 
 - filme gastrorresistente 
 - grânulos com revestimento gastro-resistente 
 
Capsulas de liberação modificada 
 - polímeros com alta capacidade de molhagem e 
alta velocidade de hidratação (retarda a liberação) 
 
 
 
 
Classificação 
Tamanho de Cápsulas Duras 
• Escolha condicionada à quantidade que se deseja 
encapsular 
• Capacidade: vol. do corpo e densidade compactada 
Preparo – Cápsulas de Gelatina Dura 
• Etapas 
– Pesagem dos excipientes e escolha da cápsula 
– Abertura / Separação 
– Preenchimento dos invólucros 
– Fechamento / Travamento 
– Limpeza / Polimento 
 
30 - 50% : umidade ambiental 
Desenvolvimento da formulação 
• Pesagem 
• Mistura 
– Trituração 
– Tamisação 
– Homogeneização 
Diluentes: amido, celulose microcristalina e lactose. 
Desintegrantes: croscarmelose e amido glicolato de sódio 
Densidade e tamanho de partículas 
Limitações 
Não devem reagir com a gelatina 
Conteúdo eflorescente e deliquescente 
Volume da dose compatível com o tamanho da cápsula 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=IR6MwW3-tzB2EM&tbnid=RcX5BPe_LJBm7M:&ved=0CAUQjRw&url=http://rodrinox.com.br/produto/misturadores-v-y-duplo-cone-2/&ei=YTZOUr7PAcvh4AOTpIG4Ag&bvm=bv.53537100,d.dmg&psig=AFQjCNEg5MVAPL1Y2Nb_mbv4ieAUJnzhiw&ust=1380943833619767
Desenvolvimento da formulação 
• Seleção dos adjuvantes 
– Propriedades do fármaco 
– Dose 
– Tamanho da cápsula 
– Empacotamento de granulados 
 
 
Excipientes 
 
 Diluentes Aglutinantes Deslizantes/ 
Lubrificantes 
Adsorventes Desintegrantes Corantes 
Lauril sulfato de sódio – até 2% 
 Neutraliza forcas eletrostáticas, molhante 
Para pellets – talco 1% 
 Neutraliza forcas eletrostáticas 
Estearato de magnésio – até 1% (hidrofóbico) 
 
 
 
 
 
Dicas 
Avaliação da liberação do ativo 
 
• Desintegração 
 
• Dissolução 
Ideal: formulação de 
caráter hidrofílico e 
dispersível 
 
Tempo de 
desintegração 
 
 
 
ENCAPSULADORA INDUSTRIAL 
Abertura / Separação 
• Separar a tampa do corpo e dispor as porções 
maiores na bandeja da encapsuladeira 
(puncionamento). 
Preenchimento 
• A mistura de pós homogênea preenche totalmente o 
corpo da cápsula 
• Boas propriedades de fluxo 
• Não compactar bastante o pó 
• Pode conter líquidos e semi-sólidos? 
Pode ser necessário dividir os pós em mais de uma cápsula por dose 
Máquina semi-automática 
Sistema de trado 
Preenchimento 
• Encapsuladoras automáticas 
– Ciclo 
 Contínuo 
 Intermitente 
 
• Sistema de dosagem 
– Dependente – enchimento total (séc. XX) 
– Independente – enchida parcialmente 
 Formação de “compacto mole” (plug) 
 Sistema dosador 
Finalizando o processo 
• Fechamento 
• Travamento 
• Limpeza/Polimento 
• Se necessário…possível revestir 
Interferentes 
• Tamanho reduzido das partículas x agregados 
• Diluente inerte x solubilidade do fármaco 
• Lubrificantes x perfil de dissolução 
• Desintegrantes 
 
Controle do processo: peso médio (+/- 5%) 
Cápsulas de Gelatina Mole 
• Podem gerar diferentes sistemas de liberação 
– Administradas via oral contendo soluções ou suspensões 
– Mastigáveis contendo fármaco no invólucro ou matriz 
aromatizada 
– Dissolução bucal contendo fármaco aromatizado no 
invólucro 
– Para fusão – óvulos ou supositórios 
Por que utilizar cápsulas moles de 
gelatina? 
 
• Melhoria da biodisponibilidade 
• Adesão do paciente 
• Fármacos oleosos de baixo ponto de fusão (< 75°C) 
• Uniformidade de dose de fármacos potentes (μg) 
• Estabilidade perante água e O2 
Preparo – Cápsulas de Gelatina 
Mole 
 
• Surgiram no início do séc. XIX para veicular fármacos 
de sabor amargo e de natureza líquida 
• Método de obtenção inicial era individual 
• Método atual para produção industrial é baseado na 
máquina de encapsulagem criada por Robert Pauli 
(1933) 
 
Método de Sherer 
• Duas folhas de gelatina 
passam por matrizes 
cilíndricas rotativas. 
• As matrizes são dentadas, 
correspondendo ao molde do 
hemi-receptáculo da cápsula. 
Produção do invólucro simultânea ao 
enchimento 
Preparo – Cápsulas de Gelatina 
Mole 
• O invólucro de cápsulas moles difere da outra 
pela presença de: 
– Umidade (30 – 40%) 
– Plastificante (20 – 30%) 
• Glicerina; sorbitol e propilenoglicol 
– Flavorizante, corante, conservante 
 
Preparo – Cápsulas de Gelatina 
Mole 
• Formulação bifásica: 
invólucro + matriz 
 
• Escolha da matriz: 
– Capacidade de dissolver o fármaco 
– Velocidade de dispersão no TGI 
– Compatibilidade com o invólucro (água e solventes voláteis) 
– Capacidade de otimizar a absorção 
Preparo – Cápsulas de Gelatina 
Mole 
• Tipos de matrizes 
– Líquidos lipofílicos 
• Óleo de soja 
– Líquidos hidrofílicos 
• Polietilenoglicol (PEG) 
– Micro / Nanoemulsões 
– Suspensões 
 
Embalagem 
 
• Embalagem primária: Blister ou frasco 
• Embalagem secundária: Cartucho de papelhttp://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=OG0epdoMg0l-jM&tbnid=ODQlKJgo-xR_IM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.mevrouwtuttebel.nl/2012/03/etos-huid-haar-nagel-pillen.html&ei=PS9EU_TxO6GR0gGjsoGYCA&bvm=bv.64367178,d.dmQ&psig=AFQjCNGzk2y4iH28iOc3amemJL4sPWpT1w&ust=1397063835850611
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=3aHoACEV13PCxM&tbnid=om8djs9D0d2gfM:&ved=0CAUQjRw&url=http://www.idealequipamentos.com.br/index.php?pagina=blister&ei=djJEU5f0GYji0gGu54HwBQ&bvm=bv.64367178,d.dmQ&psig=AFQjCNGXBPJejK7_HGVu0hXsdh5Q4fDnQw&ust=1397064673279892
Parâmetros de Qualidade 
• Aspecto 
• Espessura do filme de gelatina 
• Peso médio da matriz de enchimento 
• Umidade do invólucro 
• Desintegração 
• Dissolução 
• Dosagem 
 
Exemplo 
• Julgue as alternativas abaixo sobre cápsulas: 
( ) A produção de cápsulas gelatinosas duras requer 
um material de fluxo livre, homogêneo, com 
propriedades biofarmacêuticas adequadas. 
( ) A encapsulação somente é possível para materiais 
sob a forma de pós ou granulados. 
( ) A composição do invólucro não afeta a escolha dos 
excipientes. 
( ) A umidade e a temperatura do ambiente 
influenciam o processo de enchimento. 
 
Para casa 
• Pesquisar sobre o encapsulamento de cápsula 
(capsule in capsule) e o uso de líquidos em 
cápsulas gelatinosas duras. 
• Excipientes, aplicações, tecnologia de 
produção e exemplos.

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