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Agosto 2017 PROF: CRISTIANE DAEMON, MSc, PMP CONCRETO PRÉ-MOLDADO PROJETO E DIMENSIONAMENTO AULA 1 – INTRODUÇÃO E PRODUÇÃO Prof. Cristiane Daemon, MSc, PMP 2 APRESENTAÇÃO • Graduação em Engenharia Civil com ênfase em Estruturas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995). • Mestrado em Engenharia de Estruturas pela COPPE/UFRJ (1999). • MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas, FGV (2008). • Doutoranda em Engenharia de Estruturas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). • Professora do Departamento de Estruturas da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. • Mais de 20 anos de experiência em Cálculo Estrutural, tendo trabalhado em consultorias, indústria e fábrica de Estruturas Metálicas. • Experiência com projetos de estruturas metálicas, concreto armado e protendido (RNEST, COMPERJ, FPSOs do Pré Sal, Linha Amarela, Viaduto Mario Henrique Simonsen, etc). 3 OBJETIVOS: • Apresentação dos fundamentos do concreto pré-moldado. • Apresentação dos critérios de projeto de elementos estruturais de concreto pré-moldado de acordo com as atuais normas brasileiras. • Apresentação de diversas aplicações do concreto pré-moldado. Obs.: Para participar deste curso é necessário ter conhecimentos básicos de concreto armado, protendido e análise estrutural. 4 SUMÁRIO DO CURSO: 1) Introdução. 2) Produção das estruturas de concreto pré-moldado. 3) Projeto das estruturas de concreto pré-moldado. 4) Ligações entre elementos pré-moldados. 5) Componentes de edificações. 6) Aplicações: galerias, canais, reservatórios e pontes. 7) Elementos de produção especializada: lajes nervuradas, painéis alveolares e estacas. 5 AULA 1: 1) Introdução 1.1) Exemplos de Aplicações 1.2) Definições 1.3) Breve Histórico 1.4) Vantagens e Desvantagens 1.5) Tipos de Concreto Pré-Moldado 2) Produção dos Pré-Moldados 2.1) Execução dos Elementos 2.2) Transporte 2.3) Montagem 6 1. INTRODUÇÃO • A pré-moldagem e a pré-fabricação do concreto surgiram como soluções para racionalização de material e processos construtivos mais produtivos. • Os concretos pré-moldados e pré-fabricados são materiais versáteis e possuem diversas aplicações na construção civil. • Exemplos de aplicações de elementos pré- moldados: edificações, pontes, canais, muros de arrimo, galerias, reservatórios de água, estádios, silos, etc. 7 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 8 • Edificações http://www.colegiodearquitetos.com.br 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 9 • Edificações 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 10 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 11 • Pontes www.geoservnet.com.br http://infraestruturaurbana.pini.com.br 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 12 • Muros pré-moldados de concreto www.premart.com.br 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 13 • Estádios http://www.temsustentavel.com.br Arena Fonte Nova 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 14 • Arena do Tenis (Parque Olímpico) http://www.abcic.org.br 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 15 • Reservatório de água • Silo de decantação pré-moldado 1.1 EXEMPLOS DE APLICAÇÕES 16 • Estações de Integração • Viga Barca Assimétrica em duplo balanço, apoiadas sobre viga calha. 1.2 DEFINIÇÕES • Nova Norma Brasileira de Estruturas de concreto pré-moldado: NBR9062:2017 17 1.2 DEFINIÇÕES Estruturas pré-moldadas: são moldadas fora do local da sua utilização definitiva. 18 Pré- moldado Pré-fabricado Estruturas pré-fabricadas: são moldadas em instalações industriais (controle de qualidade mais rigoroso). Qualidade NBR9062:2017 1.2 DEFINIÇÕES Quanto mais industrializado o processo, menor o desvio, e consequentemente maior confiabilidade. 19 Qualidade NBR9062:2017 Itens 12.1.2 e 9.1.2 A diferença está no Controle de Qualidade 1.2 DEFINIÇÕES 20 Qualidade • Para um elemento ser considerado pré-fabricado, deve ser produzido em uma instalação industrial que satisfaça as exigências pré-estabelecidas em norma: NBR9062:2017 Itens 12.1.2 e 9.1.2. • Tais exigências estão baseadas nos M´s do processo: Mão de obra, método, meio ambiente, máquinas/equipamentos, materiais. 1.2 DEFINIÇÕES 21 • Exemplo de uma Instalação Industrial 1.2 DEFINIÇÕES 22 Elementos pré-fabricados de concreto: • Painel de fechamento • Bloco de Fundação • Escadas • Laje • Pilar • Terças T • Vigas www.premart.com.br 1.2 DEFINIÇÕES Pré-moldados de concreto em canteiro de obra: http://www.premart.com.br 1.2 DEFINIÇÕES • Denominações dos elementos pré-moldados de uso mais comum: 24 Debs, 2000 1.2 DEFINIÇÕES Industrialização da Construção Emprego de forma racional e mecanizada de materiais e técnicas construtivas para se obter maior produtividade. • Industrialização de ciclo aberto: se realiza com base em elementos disponíveis no mercado; • Industrialização de ciclo fechado: sistema produtivo que não permite intercambialidade dos elementos. 25 1.3 BREVE HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO Barco de Lambot Vasos de Monier 1848 1849 Weavne´s Mill Inglaterra 1895 Coberturas EUA 1900 • As primeiras peças de concreto armado foram elementos pré-moldados. • Primeira construção de estrutura aporticada com concreto pré- moldado. • Primeiros elementos de grandes dimensões para coberturas (1,20m de altura, 5,10m de largura, 0,05m de espessura) Concreto Pré-Moldado no Mundo: 26 1.3 BREVE HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO John Brodie Inglaterra 1904 Elementos de piso EUA 1905 Vigas treliça Visintini e estacas Europa 1906 • Edifício de 3 andares com estrutura de parede portante em concreto pré- moldado. • São executados os elementos de piso para um edifício de 4 andares. • São considerados os primeiros elementos pré- fabricados. Concreto Pré-Moldado no Mundo: 27 1.3 BREVE HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO Edson Portland Co. EUA 1907 Processo Tilt-up EUA 1907 Habitações Galpões Pontes Europa 1945 • Todas as peças de um edifício industrial foram pré-moldadas no canteiro. • As paredes são moldadas sobre o solo e depois levantadas para a posição vertical. • Após a 2ªGuerra: grande impulso das aplicações de concreto pré- moldado na Europa. Concreto Pré-Moldado no Mundo: 28 1.3 BREVE HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO Edifícios, galpões, pontes Europa 1950 1970 Rejeição pré- moldados 1970 1980 Pré- fabricação de Ciclo Aberto Pós 1980 • Devido à devastação provocada pela 2ªGuerra Mundial, foram construídas diversas estruturas pré-moldadas (habitacionais, escolares, industriais, etc.) • O acidente no Edifício “Ronan Point” na Inglaterra deu origem ao declínio dos sistemas pré-fabricados de ciclo fechado de produção. • Sistemas pré- fabricados de Ciclo aberto: Pré- fabricação de componentes padronizados e modulares. Concreto Pré-Moldado no Mundo: 29 1.3 BREVE HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO Estacas Jockey Clube R.J. 1926 Aumento do emprego de Pré- Moldados 1950 1960 UnB Niemeyer Brasília 1962 • Pré moldagem em canteirode estacas para a fundação do Jockey Clube na Gávea, Rio de Janeiro. • Reflexos do grande avanço da pré- moldagem na Europa. • Galpões pré-moldados, construtora Mauá, em S.P. • Placas pré-moldadas de concreto e vigas pré-moldadas protendidas nos prédios do Setor Norte do Campus da UnB Concreto Pré-Moldado no Brasil: 30 1.3 BREVE HISTÓRICO DO PRÉ-MOLDADO CRUSP São Paulo 1964 Estímulo “tímido” BNH Década 70 Pouco emprego de Pré- Moldados 1970 1990 • Conjunto Residencial da USP: 12 prédios com 12 pavimentos utilizando pré- fabricados em estrutura reticulada. • Edifícios apresentaram problemas de ordem patológica e funcional, alguns tiveram até que ser demolidos. • Não obedeciam as normas de qualidade. • A partir de 1990 ocorreu uma retomada do uso de pré-moldados (shopping centers, flats, hotéis, etc). Concreto Pré-Moldado no Brasil: 31 1.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS Vantagens do Concreto Pré-Moldado • Execução de parte da estrutura fora do local definitivo (facilidade da produção dos elementos); • Eliminação ou redução do cimbramento, reutilização das formas; • Emprego de protensão com armadura pré-tracionada; • Emprego de seções com melhor aproveitamento de materiais, eficiência estrutural; •Maior produtividade de mão de obra e velocidade de construção; •Maior controle de Qualidade. 32 1.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS Desvantagens do Concreto Pré-Moldado • Colocação dos elementos nos locais definitivos: • Custos de transporte; • Limitações de transporte e montagem. •Necessidade de prover ligação entre os vários elementos da estrutura: • Ligações simples: estruturas mais pobres em relação à solicitação; • Ligações que reproduz o monolitismo: caras e trabalhosas. • Necessidade de mão de obra especializada. 33 1.5 TIPOS DE CONCRETO PRÉ-MOLDADO 34 Tipos de Concreto Pré-Moldado Quanto ao local de produção dos elementos Pré-moldado de fábrica Pré-moldado de canteiro Quanto à incorporação de material para ampliar a seção resistente no local de utilização definitivo Pré-moldado de seção completa Pré-moldado de seção parcial Quanto à categoria do peso dos elementos Pré-moldado "pesado" Pré-moldado "leve" Quanto ao papel desempenhado pela aparência Pré-moldado normal Pré-moldado arquitetônico 1.5 TIPOS DE CONCRETO PRÉ-MOLDADO 35 Princípio Básico de Aplicação de Elemento Pré- Moldado de Seção Parcial: Elemento composto Estrutura composta • Maior facilidade na realização das ligações; • Propicia um certo monolitismo a estrutura. Debs, 2000 1.5 TIPOS DE CONCRETO PRÉ-MOLDADO 36 Seções típicas de Aplicação de Elemento Pré- Moldado de Seção Parcial: Debs, 2000 1.5 TIPOS DE CONCRETO PRÉ-MOLDADO 37 Pré-moldado pesado: Necessita de equipamentos especiais para o transporte e a montagem. Pré-moldado leve: Não necessita de equipamentos especiais para o transporte e a montagem. 1.5 TIPOS DE PRÉ-MOLDADOS Opções de materiais para os elementos pré-moldados 38 Concreto Armado Concreto com fibras Concreto de Alto Desempenho Argamassa Armada Concreto protendido Materiais 2. PRODUÇÃO DOS PRÉ-MOLDADOS Produção das Estruturas de Concreto Pré-Moldado: engloba todas as atividades compreendidas entre a execução dos elementos pré-moldados e a realização das ligações definitivas. 39 Pré-moldado de fábrica: Execução do Elemento na fábrica Transporte da fábrica à obra Montagem Realização das Ligações Execução do Elemento no canteiro Montagem Realização das Ligações Pré-moldado de canteiro: 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 40 Etapas da Execução dos Elementos Pré-moldados de fábrica: Atividades Preliminares • Preparação dos materiais (concreto, armadura) • Transporte dos materiais Execução • Preparação da fôrma • Colocação do concreto • Cura do concreto • Desmoldagem Atividades posteriores • Transporte interno • Acabamentos finais • Armazenamento 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS Processos de Execução: 41 • As fôrmas permanecem na mesma posição em todas as atividades. Fôrma Estacionária • Movimentação da fôrma. • As atividades são feitas em estações por equipes estacionárias. Fôrma móvel (carrossel) • A execução ocorre ao longo de uma linha. • Elementos produzidos sequencialmente. Pista de Concretagem 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS A escolha do Processo de Execução depende: Da produtividade desejada; Dos investimentos; Da especialização da produção; Do emprego ou não da pré-tração da armadura; Da forma do elemento (se é linear ou superficial). Os maiores ganhos de produtividade são com a execução em pista de concretagem e com a execução com fôrma móvel. 42 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS Ciclo de execução de fôrma móvel: 43 Estação 1 Limpeza da fôrma e aplicação de desmoldante Estação 2 Montagem da armadura e de insertos metálicos Estação 3 Moldagem Estação 4 Cura Estação 5 Desmoldagem Sentido da movimentação da fôrma. 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS Exemplo de execução de painéis com fôrma móvel: 44 Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS Esquema de execução em pista de concretagem: 45 Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS Pista de Protensão Esquema de uma pista de protensão típica usada para fabricação de pré-moldados: Hanai, 2005 46 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS Pista de Protensão Fluxograma típico de operações em uma pista de protensão : Hanai, 2005 47 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS Pista de Protensão Vista geral das linhas de produção de pré-moldados: Fonte: https://www.ntcbrasil.com.br 48 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS FÔRMAS: São fundamentais para a qualidade e produtividade; Qualidades desejáveis: • Estabilidade volumétrica; • Possibilidade de reutilizações; • Pouca aderência com o concreto; • Desmoldagem facilitada; • Fácil limpeza; • Estanqueidade; • Versatilidade; • Transportabilidade (no caso de fôrmas móveis). 49 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS REALIZAÇÃO DE VAZIOS: Busca reduzir o consumo e peso de materiais (recomendável se reduzir em mais de 30% a seção bruta); As formas de realizar os vazios são: • Vazio com acesso: elementos com grandes dimensões (seção caixão de pontes); • Tipo fôrma perdida: vazios de pequenas dimensões (tubos de papelão, polistireno, poliuretano, etc.); • Tipo fôrma recuperável: tubos de aço, tubos infláveis de água ou de ar. 50 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ADENSAMENTO Determinante para a qualidade das peças e produtividade do processo. Formas de adensamento: 51 • Vibração interna • Vibração externa Vibração • Específico para pré-moldados • Estacas, postes e tubos de concreto Centrifugação • Pode ser empregada combinada com vibração (vibro-laminação) • Tubos de concreto e painéis Prensagem • O concreto necessita ter uma consistência fluida ou plástica Vácuo 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ADENSAMENTO Esquema de adensamento por centrifugação: 52 Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ADENSAMENTO 53 • Vibradores de agulha Vibração interna • Vibradores de fôrma • Mesas ou cavaletes vibratórios • Vibração superficial Vibraçãoexterna 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ADENSAMENTO 54 Vibração interna 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ADENSAMENTO 55 Formas de vibração externa Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ACELERAÇÃO DO ENDURECIMENTO E CURA Formas de acelerar o endurecimento do concreto: • ARI: utilizar cimento de alta resistência inicial; • Aumentar a temperatura; • Utilização de aditivos. O aumento da temperatura acelera a velocidade das reações químicas entre cimento e água. Deve-se ter cuidado devido a evaporação e a microfissuração devido aos elevados gradientes térmicos, o que pode causar perda de resistência. 56 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ACELERAÇÃO DO ENDURECIMENTO E CURA Formas de cura: 57 • Superfície mantida úmida Cura por Aspersão • Elementos colocados em tanques de água Cura por Imersão • Aumento da temperatura do concreto Cura Térmica • Pinturas que impedem a saída de água Cura com película impermeabilizante 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ACELERAÇÃO DO ENDURECIMENTO E CURA Cura Térmica: 58 Com vapor atmosférico Com vapor e pressão (autoclave) Com resistência elétrica Com circulação de água ou óleo juntos às fôrmas 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS ACELERAÇÃO DO ENDURECIMENTO E CURA Ciclo de Cura a Vapor: 59 Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS DESMOLDAGEM Depende basicamente da fôrma Formas de desmoldagem: 60 • Retirada dos elementos por levantamento Direta • Fôrmas tipo bateria utilizadas na execução de painéis Por separação dos elementos • Uso de mesa de tombamento, elemento moldado na horizontal Por tombamento da fôrma 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 61 ARMAZENAMENTO Razões da necessidade do armazenamento: • Planejamento da produção; • Para que aumente a resistência do concreto até atingir a resistência do projeto. Aspectos que devem ser objeto de atenção: • Possibilidade de deformação excessiva devido a pouca idade do concreto; • Estufamentos devido à variação de temperatura e às retrações diferenciadas nas faces dos painéis. 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 62 ARMAZENAMENTO Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 63 ARMAZENAMENTO http://www.premart.com.br 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 64 ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHOS DE EXECUÇÃO Execução em fábricas: • Fábrica de produção artesanal; • Fábrica de média mecanização; • Fábrica de alta mecanização; • Fábrica automatizada. Execução em canteiros: • Tem características de produção de podem variai das fábricas de produção artesanal às fábricas de média mecanização; • Exemplo de execução de pré-moldado no local de execução: Processo tilt-tup. 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 65 PROCESSO TILT-UP Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 66 PROCESSO TILT-UP https://engciv.wordpress.com http://www.carboneconstrutora.com.br 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO São em geral dispositivos para o içamento. São divididos em dispositivos internos e externos; Tipos de dispositivos internos: 67 Laços ou chapas chumbados Orifícios Dispositivos especiais Laços ou argolas rosqueados posteriormente 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 68 DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO Exemplos de dispositivos internos Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 69 DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO Exemplos de dispositivos internos Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO Tipos de dispositivos externos: 70 • São os tipos mais comuns; • Reduz os esforços solicitantes nas situações transitórias. Balancins • Empregados nos casos onde existe dificuldade de colocação de dispositivos de içamento. Prensadores Verticais • Nesse caso é colocada uma cinta de proteção para fixar o gancho. Braços Mecânicos • Reservado para situações particulares, não necessita de dispositivos internos. Ventosas 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 71 DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO Exemplos de dispositivos externos Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 72 DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO Exemplos de balancins para manuseio de elementos Debs, 2000 2.1 EXECUÇÃO DOS ELEMENTOS 73 DISPOSITIVOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO Exemplos de balancins para manuseio de elementos Debs, 2000 2.2 TRANSPORTE 74 TRANSPORTE INTERNO É o transporte de elementos da área de execução para a área de armazenamento. Podem ser utilizados: • Pórticos rolantes; • Carrinhos de rolamento; • Pontes rolantes; • Monotrilhos; • Outros equipamentos do gênero. 2.2 TRANSPORTE 75 TRANSPORTE INTERNO Debs, 2000 2.2 TRANSPORTE 76 TRANSPORTE EXTERNO Translado dos elementos pré-moldados da fábrica até o local da montagem: • Rodoviário (caminhões, carretas ou carretas especiais); • Ferroviário • Marítimo. Cuidadosa fixação dos elementos para o transporte (apoios como no armazenamento). Limitações quanto ao: gabarito, dimensões, peso e distância à percorrer. 2.2 TRANSPORTE 77 VEÍCULOS PARA TRANSPORTE RODOVIÁRIO Debs, 2000 2.2 TRANSPORTE 78 VEÍCULOS PARA TRANSPORTE RODOVIÁRIO https://torktransportes.com.br https://www.transmilenium.com.br 2.2 TRANSPORTE 79 GABARITO PARA TRANSPORTE RODOVIÁRIO Debs, 2000 Situação Carga por eixo Eixo isolado com 2 pneus1 50 kN Eixo isolado com 4 pneus1 100 kN Conjunto de 2 ou 3 eixos com 4 pneus por eixo2 85 kN 1. Eixo isolado - distância entre eixos superior a 2m 2. Conjunto de eixos: distância entre eixos de 1,2 a 2,0m. Carga máxima por eixo nas rodovias nacionais: 2.3 MONTAGEM 80 EQUIPAMENTOS PARA MONTAGEM • Autogruas (guindastes sobre plataforma móvel) • Grua de torre (guindaste de torre) De uso comum • Grua de pórtico (guindaste de pórtico) • Derrick (guindaste derrick) De uso restrito Outros: guindastes acoplados a caminhões convencionais, dispositivos fixados nas estruturas. 2.3 MONTAGEM 81 AUTOGRUA SOBRE PNEUS Debs, 2000 2.3 MONTAGEM 82 AUTOGRUA SOBRE ESTEIRAS Debs, 2000 2.3 MONTAGEM 83 GRUA DE TORRE Debs, 2000 2.3 MONTAGEM 84 GRUA DE PÓRTICO Debs, 2000 2.3 MONTAGEM 85 GUINDASTE ACOPLADO EM CAMINHÃO Debs, 2000 2.3 MONTAGEM 86 DISPOSITIVOS AUXILIARES Na montagem dos elementos muitas vezes são necessários dispositivos auxiliares para fixação provisória e ajustes de posicionamento. Exemplos: • Escora rosqueada; • Sistema de grampos; • Parafusos de nivelamento; • Dispositivos para contraventamento provisório (como cabos de aço e elementos metálicos); • Cimbramento provisório. 2.3 MONTAGEM 87 DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MONTAGEM Debs, 2000 2.3 MONTAGEM 88 PROCEDIMENTOS GERAIS Planejamento, definindo a sequencia de montagem, verificando as condições de acesso do equipamento e de escoramento provisório em cada fase. Este deve ser realizado com antecedência, de forma que possam ser consideradas, no projeto, situações inevitáveis que acarretem solicitações críticas. Antes do início da montagem fazeruma verificação das fundações (precisão dimensional). 2.3 MONTAGEM 89 PROCEDIMENTOS GERAIS Atenção especial para os pilares e painéis de parede, pois chegam na obra na posição diferente da de serviço: rotação do elemento a medida que é levantado. Os pontos de içamento devem ficar acima do centro de gravidade dos elementos para que seu equilíbrio seja estável. Sistemas estruturais de parede portante apresentam características especiais de montagem pois é necessário prever escoramentos para os painéis. 2.3 MONTAGEM 90 LEVANTAMENTO E ROTAÇÃO DE ELEMENTOS Debs, 2000 2.3 MONTAGEM 91 Sequencia de montagem de um andar de estrutura de parede portante. Debs, 2000 NA AULA 2 VEREMOS: 3) Projeto das Estruturas Pré-moldadas 3.1) Princípios e Recomendações Gerais 3.2) Forma dos Elementos Pré-moldados 3.3) Projeto e Análises Estruturais 3.4) Tolerâncias e Folgas 3.5) Cobrimento da Armadura 3.6) Situações Transitórias 3.7) Estabilidade Global de Edifícios 92 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • ACKER, V.A. , 2002, Manual de Sistemas Pré-Fabricados de Concreto, FIB. • DEBS, M.K.El, 2000, Concreto Pré-moldado: Fundamentos e Aplicações, EESC-USP - Universidade de São Carlos. • HANAI. J.B., 2005, Fundamentos de Concreto Protendido, Universidade de São Carlos. • LÚCIO, V. e CHASTRE, C., 2012, Estruturas Pré-Moldadas no Mundo: Aplicações e Comportamento Estrutural, Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade NOVA de Lisboa. • MELO, C.E.E. et al, 2007, Manual MUNTE de projetos em pré-fabricados de concreto, PINI. 93 9. NORMAS BRASILEIRAS Normas utilizadas para o projeto: • ABNT NBR 9062:2017–Projeto e execução de estruturas de concreto pré- moldado –Procedimento • ABNT, NBR-6118:2014 – Projetos de Estruturas de Concreto – Procedimento • ABNT, NBR-6120:2000 – Cargas para o Cálculo de Estruturas de Edificações. • ABNT, NBR-6123:2013 – Forças devidas ao vento em Edificações. • ABNT, NBR-8681:2004 – Ações e Segurança nas Estruturas – Procedimento. 94 NORMAS BRASILEIRAS Outras normas : •ABNT NBR 12655:2015 –Concreto –Preparo, controle e recebimento – Procedimento. •ABNT NBR 14931:2003 –Execução de estruturas de concreto – Procedimentos. •ABNT NBR14861:2011 -Lajes Alveolares pré-moldadas de concreto protendido (comissão de estudos painéis) •ABNT NBR 15146: 2011 -Controle Tecnológico do Concreto –Qualificação de Pessoal (parte 3) •ABNT NBR 16258: 2013 -Estacas pré-fabricadas de Concreto •ABNT NBR 16475 :2017-Painéis e Parede de Concreto Pré-Moldado – Requisitos e Procedimentos. 95 PERGUNTAS? 96 OBRIGADA! 97