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A participação política de Pernambuco no processo de emancipação e abolição da escravatura                                                
 As elites locais de Pernambuco dominavam a cena política e econômica local, sendo monopolizada por famílias nobres e muitas vezes comandadas pelos coronéis, num movimento conhecido como "coronelismo", do qual partilhavam a metodologia do voto de cabresto (voto aberto), o que viabilizou a corrupção desde fraudes eleitorais e compra de votos; ademais, o aumento da violência por meio da dominação dos coronéis nos denominados “currais eleitorais”.
 Através da “Comissão Verificadora dos Poderes” a legitimação dos governadores eleitos nos estados era manipulada, de forma que reforçava a política dos governadores diante da triagem feita pelos coronéis apoiados e confiantes do poder federal, e se caso fosse necessário, ocorria a exclusão dos políticos da oposição, os quais sofriam a “degola”, ou seja, a fraude eleitoral sendo impedidos de tomar a posse do cargo.
 A despeito de ser confundida com a política do café com leite, onde os fazendeiros de Minas (que dominavam a produção leiteira) e os latifundiários paulistas (produtores de café) revezavam o poder na presidência do país, a política dos governadores impulsionou tal estrutura necessária para sua consolidação mais adiante. 
 Com efeito, São Paulo e Minas Gerais dominavam a cena política e econômica do país, sendo que na segunda metade do século XIX o Brasil era o maior produtor e exportador de café.
Afinal desde a Proclamação da República, em 1889, cujo modelo monárquico foi substituído por uma estrutura presidencialista republicana, donde a figura do presidente passava a ser a mais importante, as oligarquias que possuíam e controlavam o poder local estatal, passaram a desenvolver estratégias junto ao poder federal. 
 Esse método de benefício dos grandes fazendeiros e do governo federal somente terminou com a Era Vargas (1930-1945) e como consequência fortaleceu a figura dos coronéis.
 Além do governo de Campos Sales, o criador da política, outros presidentes do período de república velha usufruíram do sistema da Política dos Governadores, a saber: Rodrigues Alves (1902 a 1906), Afonso Pena (1906 a 1909), Nilo Peçanha (1909 a 1910), Hermes da Fonseca (1910 a 1914) Venceslau Brás (1914 a 1918), Delfim Moreira (1918 a 1919), Epitácio Pessoa (1919 a 1922), Arthur Bernardes (1922 a 1926) e Washington Luís (1926 a 1930).
 Atividade
 1- “... o chefe político lhes dava roupa, cachaça e uma papeleta de voto..."  Ao texto pode-se associar, na evolução política brasileira, o
 a) centralismo e a Colônia
 b) federalismo e o Império
 c) centralismo e a Monarquia
 d) coronelismo e a República Velha
 e) federalismo e a República Nova
2 - Do ponto de vista eleitoral, o coronel controlava os votantes em sua área de influência. Trocava votos, em candidatos por ele indicados, por favores tão variados como um par de sapatos, uma vaga no hospital, um emprego de professora. A permanência do coronelismo na República Velha deveu-se:  
a)os analfabetos que votavam durante a Republica velha em candidatos indicados pelos coronéis
 b) ao isolamento do sertanejo nordestino, visto que o coronelismo só ocorria na região Nordeste.
 c) ao fato de os chefes locais não dependerem de recursos dos governos para a prática de favores e benefícios locais. 
 d) ao clientelismo, resultado entre outras coisas da precariedade de serviços públicos e da impossibilidade do cidadão de efetivar seus direitos. 
 e) à autonomia dos coronéis, que não dependiam de outras instâncias do poder, inclusive no plano militar. 
3- Durante a Primeira República no Brasil (1889-1930 ),  a chamada  política do café com leite  representou: 
(A) uma política econômica de incentivo à produção e à exportação de café e açúcar para o mercado internacional 
(B) a predominância, no comando político do Governo Federal, das oligarquias paulista e mineira. 
(C) a reação das oligarquias do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul contra o monopólio de poder dos paulistas.
 (D) uma campanha publicitária promovida pelo governo federal destinada a atrair investidores estrangeiros, por meio da divulgação das riquezas do Brasil.
 (E) uma política de investimento em gêneros de primeira necessidade de modo a suprir o abastecimento alimentar da população urbana em expansão. 
4 -  Durante a República Velha ( 1889-1930 ), a desvalorização da moeda nacional em face da moeda estrangeira foi uma prática de que o Estado brasileiro lançou mão com relativa frequência. Sobre a desvalorização, pode-se afirmar que:
I) era extremamente conveniente tanto para o governo federal quanto para os governos estaduais, uma vez que facilitava a obtenção de empréstimos junto às grandes instituições financeiras internacionais. 
 II) beneficiava primordialmente os setores econômicos ligados à exportação, como por exemplo os cafeicultores, uma vez que, se boa parte de seus gastos eram pagos com a moeda nacional, parte significativa de sua renda era proveniente de moeda estrangeira. 
 III) contribuía diretamente para o barateamento de produtos importados
 IV) provocava aumento do custo de vida da população assalariada, uma vez que muitos dos bens de consumo de primeira necessidade eram importados ou muitas vezes produzidos com matérias-primas adquiridas no estrangeiro.
 Indique a opção que apresenta a( s ) afirmativa( s ) correta( s ). 
(A) I. 
B) II e IV.
 (C) III e IV.
 (D) I, II e III. 
(E) todas. 
5 - A existência de um pacto ao nível federal, estadual e municipal é característica da República Oligárquica; sendo o coronel, o mediador entre as instituições políticas e a população interiorana (eleitores). Marque a alternativa correta sobre como são denominados esses pactos:
a) Federal: Política do Café-com-leite; Estadual: Política dos Governadores; Municipal: o Coronelismo.
b) Federal: Política de Valorização do Café; Estadual: Política dos Governadores; Municipal: o Coronelismo.
c) Federal: Política do Café-com-leite; Estadual: Política de Salvações; Municipal: o Tenentismo.
d) Federal: Política de Valorização do Café; Estadual: Política de Salvações; Municipal: o Tenentismo.
6 -Em grandes linhas, a chamada Política dos Governadores consistia em: “O presidente da República apoiaria, com todos os meios a seu alcance, a oligarquia dominante de cada estado; em troca, essa mesma oligarquia garantiria a eleição, para o Congresso, de candidatos oficiais”. A base de sustentação, desse tipo de política era constituída:
a) pelo coronelismo.
b) pelo apoio do exército
c) pela ampliação do voto feminino
d) pela política do café-com-leite.
7- A primeira república que se estendeu de 1889 a 1930 teve como hegemonia política dois estados da federação que até deu origem ao termo de política do café-com-leite. Que estados eram estes?
a) Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul
b) Mato Grosso e Goiás
c) Bahia e Pernambuco
d) São Paulo e Minas Gerais
8 - (PUCC-SP) Explique a política dos governadores na República Velha do Brasil.
9 - Sobre a Política do Café-com-Leite, explique:
a) qual a origem dessa expressão?
b) o que ela significava.
10 – Quem não possuía direito ao voto , segundo a constituição de 1891, vigente durante a República Velha no Brasil? 
11 – Por que o voto ficou conhecido como “voto de cabresto” durante a vigência da República Velha no Brasil?
12-  Leia o texto a seguir  e desenvolva a questão relacionada
                    Senado aprova divisão dos royalties do pré-sal para todos os estados
    O Senado aprovou  o projeto que institui novos critérios de partilha dos royalties e da participação especial decorrente da exploração do petróleo. De acordo com o substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), os recursos serão destinados a todos os estados e municípios do país - produtores e não produtores.
O governador André Puccinelli havia afirmado há pouco não ver como a divisão dos royalties do pré-sal não ser aprovada no Senado. 
“ O Sérgio Cabral (governador do Rio)acha que tem brasileiro só no Rio de Janeiro. Não tenho dúvida de que a divisão será aprovada porque são 24 Estados unidos pe-sal, com três senadores em cada. São 72 senadores brigando. Não é possível que vamos perder com tudo isso de senador”, disse.
   Apenas três estados são contra a divisão do pré-sal entre todas as unidades da Federação: Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.
     
   De acordo com Puccinelli, o Rio de Janeiro arrecadou, somente no período entre 2008 e 2009, R$ 12 bilhões com a exploração de petróleo.   Agora, com a descoberta e exploração do pré-sal, o estado fluminense continuará ganhando cada vez mais, mesmo se a partilha for aprovada. “Eles não vão perder nada. Só vai acrescentar a exploração do pré-sal”, afirmou o governador.
  O royalty é um valor que a empresa paga por explorar uma patente ou um recurso natural. As empresas que querem explorar uma jazida de petróleo em território brasileiro devem pagar royalties para o Brasil.
  A discussão é sobre como o País vai distribuir esse dinheiro. Antes, a verba era dividida entre a União e os Estados produtores de petróleo. No entanto, as outras unidades da Federação brigam para participar da partilha do petróleo explorado na camada do pré-sal.
    O senador Waldemir Moka (PMDB) chegou a afirmar que Mato Grosso do Sul poderá lucrar, dependendo do desfecho da discussão, até R$ 122 milhões com o petróleo do pré-sal.
OPINIÕES DIVERGENTES
“Acho mais que normal a divisão dos lucros sobre algo que os estados RIO, São Paulo e Espírito Santo não investiram nada pra ter isto é da nação é do povo do Brasil, que estes senhores querem mais dinheiro pra colocar no bolso próprio.”  ( Pedro Martins )
“ Absurdo isso. É ÓBVIO que os estados produtores devem ter direito a uma fatia maior dos lucros. O problema é que ninguém quer deixar de morder uma fatia do bolo de grana né, até quem não tem nada a ver com a história. TÁ FALTANDO VERGONHA NA CARA desse povo pra buscar alternativas de lucros em seus próprios estados.”
 ( Daniel Cruz)
   Os Estados que defendem a divisão do royalty de petróleo tem por base o federalismo. Durante a República Velha várias críticas são feitas a forma como era conduzida a política nacional. Nela o princípio do federalismo não era seguido plenamente pelos grupos dominantes. Explique essa afirmativa.
13 - O projeto de Republica que não defendia prioritariamente os interesses da elite cafeicultura e que pensava em promover um governo centralizado, forte, progressista e uma política voltada para o incentivo da indústria foi:
a) Projeto Oligáquico
b) Projeto democrático
c) Projeto militar
d) Nenhuma das respostas acima
14- O projeto de República que se instalou no Brasil não representava o pensamento de todos que haviam se engajado em sua defesa desde o período imperial. Esse projeto foi
A) O projeto Oligárquico
B) O projeto militar
C) O projeto democrático
D) Nenhuma das respostas acima
15 – O que caracterizou a política brasileira durante o período da  República Velha ( 1889 – 1930 )  foi
a) O domínio dos interesses de elementos da sociedade brasileira que passam a partir daquele momento a adquirir cidadania, como as mulheres
b) O domínio dos militares que implantariam, com a inauguração da Republica um forte poder centralizado e  uma política voltada pela defesa dos ideais de progresso
c) O domínio dos interesses dos grupos ligados a cafeicultura que colocaram em prática uma política que favorecia principalmente os Estado produtores de café, como São Paulo e Minas Gerais
d) Nenhuma das respostas acima
Pernambuco sob a interventoria de Agamenon Magalhães
 Em 1937, Getúlio Vargas era o presidente provisório do Brasil, devendo ocupar esse posto até o ano seguinte, quando haveria eleições. Mas, como a turbulência política, então, era grande, ele aproveitou-se se dela para dar um golpe e implantar o “Estado Novo” — uma ditadura que, sob vários aspectos, assemelhava-se ao regime fascista de Benito Mussolini, na Itália.
 Já o pernambucano Agamenon Magalhães, que era seu braço direito, ocupando dois ministérios, voltou para sua terra como interventor. 
pôs em prática, aqui, um estilo de governo tão próprio que foi chamado de “agamenonismo”…
RÁPIDA ASCENSÃO
 Agamenon Sérgio de Godoy Magalhães nasceu em 1893, em Serra Talhada, no sertão pernambucano, numa família de políticos. Foi promotor público e professor de Geografia até se eleger deputado estadual, em 1924; e, em seguida, federal, pelo Partido Republicano Democrata, que era governista. 
 Em 1929, porém, foi para a oposição, aderindo à Aliança Liberal.
Formada por operários, militares e intelectuais de classe média, além de alguns dissidentes das elites, aquela organização pretendia transformar um país arcaico, controlado pelos fazendeiros de café e submisso aos interesses estrangeiros, num país moderno, industrializado e autônomo. 
 E tendo sido derrotado nas eleições presidenciais de 1929, quando lançou o gaúcho Getúlio Vargas contra o paulista Júlio Prestes, chegou ao poder pelas armas na Revolução 1930, pondo fim à “República Velha”, proclamada em 1889.
 Agamenon elegeu-se, então, deputado por Pernambuco à Assembleia Nacional Constituinte, convocada em 1933. Já no ano seguinte assumiu o comando do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, tão importante que foi chamado por Lindolfo Collor, o primeiro titular da pasta, de “o Ministério da Revolução”. E em 1937 acumulou, ainda, o posto de ministro da Justiça, tornando-se o segundo homem mais poderoso do Brasil.
MODELO VARGUISTA
 O “nacionalismo econômico” varguista, também defendido por Agamenon, propunha a modernização do País através de uma forte intervenção governamental. Mas, para pô-lo em prática, era preciso tanto o apoio da burguesia quanto da classe operária. 
 E para conquistar os trabalhadores Vargas lhes concedeu direitos que nunca tiveram antes, como carteira profissional, regulamentação das jornadas de trabalho, regulamentação do emprego das mulheres e dos menores etc. etc. Também criou os ministérios da Educação e da Saúde, a Justiça Eleitoral, o voto secreto e o voto das mulheres, por tudo isso ganhando o apelido de “Pai dos Pobres”. Em troca, exigiu que os sindicatos se submetessem ao controle do Estado, tal como na Itália fascista, além de reprimir duramente a oposição.
 Esse modelo, é claro, não agradava aos comunistas nem aos democratas em geral. E eles se organizaram numa frente popular — a Aliança Libertadora Nacional — que fez uma tentativa fracassada de assalto ao poder pelas armas, em 1935.
 A “Intentona Comunista”, como aquela ação foi apelidada, serviu para Vargas aumentar ainda mais a repressão. Mesmo assim, temendo ser derrotado nas eleições de 1938, ele mandou espalhar que os vermelhos estariam pondo em prática um plano chamado “Cohen”, visando a implantação do socialismo no Brasil. E com essa desculpa esfarrapada, deu o golpe.
 No dia 10 de novembro de 1937, o gaúcho anunciou pelo rádio que estava promulgando uma nova constituição. Encomendada ao jurista Francisco Campos, o “Chico Ciência”, essa carta — logo apelidada de “polaca” — determinava a extinção da Justiça Eleitoral, dos partidos políticos, e estabelecia eleições indiretas para a Presidência da República, com mandatos de seis anos.
 Agamenon, fiel seguidor de Vargas, foi nomeado, então, interventor em Pernambuco, substituindo um antigo aliado, o governador Carlos Lima Cavalcanti, que vinha flertando com a oposição. Ele voltou à sua terra anunciando que trazia consigo “a emoção do Estado Novo” — ou seja, o espírito do regime autoritário recém-implantado. 
 E falava a verdade.
O “agamenonismo” foi uma cópia regional do populismo varguista, buscando uma falsa paz social e a unanimidade a qualquer custo. Para isso, o interventor não economizou na repressão aos adversários, assim como na perseguição às prostitutas, aos homossexuais, às religiões afro-brasileiras etc. E ainda caprichou no culto à sua própria figura, tal como seu líder se fazia cultuar, nacionalmente. Mastambém combateu o cangaço, fez obras contra as secas e construiu moradias populares, beneficiando as populações mais pobres.
 Aí, veio a Segunda Guerra Mundial, na qual o Brasil se aliou aos Estados Unidos. E o Estado Novo não resistiu à derrota do nazifacismo na Europa.
Duas leis históricas com seu nome e apelido 
 Em janeiro de 1945, o pernambucano foi novamente convocado por Vargas para o Ministério da Justiça — mas, desta vez, para democratizar o País, não para implantar uma ditadura, como em 1937. E ele re-estabeleceu as eleições diretas para a presidência — com participação, inclusive, do Partido Comunista —, através da chamada “Lei Agamenon”.
 Paralelamente, criou uma legislação “antitruste”, regulamentando as operações das grandes empresas e do capital internacional no Brasil, que não foi tão bem recebida quanto a primeira.
 Apelidada pelo jornalista Assis Chateaubriand de “Lei Malaia”, em referência ao apelido de “China Gordo”, que Agamenon ganhara em Pernambuco, ela mexia com interesses muito poderosos e provocou uma enorme reação, apressando a saída de Vargas, em outubro de 1945.
 A carreira política do “China”, porém, foi em frente. Ele se passou a chefiar a seção pernambucana do Partido Social Democrático (PSD), criado por Vargas, em 1945. Por essa agremiação elegeu-se deputado à nova assembleia constituinte, convocada naquele ano, alinhando-se entre os defensores da intervenção estatal na economia. 
 E para o governo de Pernambuco lançou a candidatura de Barbosa Lima Sobrinho, também vitoriosa, numa eleição disputada ao modo da “República Velha”, ou seja, com muitas fraudes e violência.
 Em 1950, porém, a criatura rebelou-se contra o criador. Getúlio Vargas saiu candidato à presidência pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mas Agamenon apoiou Cristiano Machado, do seu PSD. E lançou sua própria candidatura ao governo estadual contra João Cleofas, da União Democrática Nacional (UDN), apoiado por Vargas.
 No Brasil, ganhou o “Pai dos Pobres”. Mas em Pernambuco deu o “China Gordo”.
O mandato de Agamenon como governador democraticamente eleito, porém, durou pouco. Ele morreu subitamente no dia 24 de agosto de 1952 — a mesma data fatídica na qual Vargas se suicidaria, dois anos depois. E hoje dá nome a um hospital público no Recife e a uma importante avenida que liga esta cidade a Olinda, além de outras vias pelo País afora.
Trabalhismo
 Até 1930, os trabalhadores tinham suas reivindicações geralmente ignoradas, ou então respondidas à bala pelo governo e os patrões. Vargas, porém, lhes concedeu muitos benefícios, fazendo dos sindicatos, em troca, “correias de transmissão” do seu governo. Como ministro do Trabalho, Agamenon promoveu intervenções em vários sindicatos, mas fiscalizou o cumprimento das novas leis, criou o seguro por acidente de trabalho, a indenização por demissão sem justa causa, e acelerou a criação dos Institutos de Aposentadoria e Pensões. 
 A CLT, decretada por Vargas no dia 1º de maio de 1943, “consolidaria” essas conquistas.
A Lei Malaia
 Promulgada em junho de 1945, essa lei visava reprimir abusos do poder econômico estabelecendo regras para fusões e aquisições em setores como o bancário, elétrico e das comunicações. 
 Também criava a Comissão Administrativa de Defesa Econômica (Cade), e foi violentamente atacada pelos sindicatos patronais do comércio, da indústria e da agropecuária. 
 Os Estados Unidos também se queixaram de discriminação contra empresas estrangeiras e a imprensa caiu de pau sobre ela. O Diário de Pernambuco, por exemplo — que pertencia, então, a Assis Chateubriand —, classificou-a de “nazista” e contrária à propriedade privada; e a “Malaia” foi, de fato, mais uma lei imposta “na marra” pelo Estado Novo. 
 
ATIVIDADE
Sobre as invasões holandesas no Nordeste brasileiro, analise as afirmativas a seguir.
Estão corretas
· A.somente I e II.
· B.somente I e III.
· C.somente II e III.
· D.somente II e IV.
· E.I, II, III e IV.
 Maurício de Nassau chegou a Pernambuco em 1637, pretendendo pacificar a região e governar com a colaboração dos luso-brasileiros. Sobre o governo de Nassau, analise as proposições abaixo. 
I. Fundou, no interior da capitania, o Arraial do Bom Jesus para concentrar a resistência holandesa e, usando a tática de guerrilha, minar a resistência dos pernambucanos. 
II. A Companhia das Índias Ocidentais concedeu créditos aos senhores de engenho para o reaparelhamento das propriedades, a recuperação dos canaviais e a compra de escravos. 
III. Nassau estimulou a vida cultural e investiu em obras urbanas, nos domínios holandeses. A cidade do Recife foi beneficiada com a construção de casas, pontes e obras sanitárias. 
IV. Embora o objetivo dos holandeses fosse o de expandir sua fé religiosa, o luteranismo, outras religiões foram toleradas, exceto o judaísmo.
 Está CORRETO o que se afirma em:
 A) I e II, apenas. 
B) II e III, apenas. 
C) I, II e III, apenas.
D) II, III e IV, apenas.
E) I, II, III e IV.
 42. Sobre a Revolução Pernambucana de 1817, é INCORRETO afirmar que
 A) os diversos grupos sociais envolvidos na revolta tinham como consenso o objetivo de proclamar a república. 
B) o movimento se inspirou na luta pela implantação de ideais democráticos no Estado Polonês, a qual se solidificou com a carta constitucional polonesa, que ficou conhecida como “A Polaca”. C) os rebeldes, que tomaram o poder em Pernambuco, construíram um governo provisório, que decidiu extinguir alguns impostos e elaborar uma constituição, decretando a liberdade religiosa e de imprensa e a igualdade para todos, exceto para os escravos. 
D) apesar de ter fracassado, a Revolução Pernambucana foi o movimento mais importante de todos os outros precursores da independência, porque ultrapassou a fase de conspiração, e os revoltosos chegaram ao poder. 
E) tropas reais, enviadas por mar e terra, ocuparam a capital de Pernambuco, desencadeando intensa repressão. Os principais líderes foram presos e sumariamente executados.
43. Em 1888, o Brasil aboliu a escravidão em todo o território nacional. Foi um dos últimos países a libertar os escravos. Sobre a libertação dos escravos, analise as proposições abaixo. 
I. A abolição de quase 800 mil escravos foi fundamental para a modernização da economia brasileira, embora a modernização tenha demandado algum tempo para começar. 
II. Os escravos tiveram grandes dificuldades para se incorporarem ao mercado de trabalho livre. Muitos deles continuaram com seus antigos senhores. 
III. Do ponto de vista jurídico, os escravos libertos passaram a ser considerados cidadãos com todos os direitos concedidos pela constituição. 
IV. A escravidão institucionalizada foi rompida, porém muitas das relações da época do escravismo se mantiveram. O preconceito contra o trabalho, sobretudo o manual, foi um dos vestígios mais marcantes do tempo da escravidão. 
Está CORRETO o que se afirma em 
A) I, II e III, apenas. 
B) I e IV, apenas. 
C) I, III e IV, apenas. 
D) II, III e IV, apenas. 
E) I, II, III e IV.