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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) JUIZ (A) TITULAR DA ____ VARA DA FAMÍLIA E DE SUCESSÕES DA COMARCA DE _____________
Processo nº: XXX
AUTOR, já devidamente qualificado nos autos da AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS, em epígrafe em que contende RÉU, por intermédio de sua advogada que abaixo subscreve vem apresentar RÉPLICA A CONTESTAÇÃO e documentos acostados com a mesma pelos seguintes fatos e direito a seguir deduzidos.
DO MÉRITO
Alega o Defendente em sua defesa resumidamente o seguinte:
· Que presente ação é totalmente infundada, carente de fundamentos e parâmetros legais tudo em razão da forma estrábica com a qual os fatos foram contados e precariamente provados;
· Que o valor pago hoje mensalmente ao Autor torna-se estritamente suficiente, diante da situação fática de nosso país em crise e denota o padrão mensurado nos Tribunais, inclusive neste Juízo, de 30% (trinta por cento) do salário mínimo vigente.
· Que a obrigação alimentar acordada em juízo desde 2016 é de 30% do salário mínimo, o que corresponde à R$299,40 atualmente, valor este fielmente pago e sem nenhum atraso desde então.
· Que o Requerido não recebe salário fixo, mas sim porcentagem de produção cafeeira, na medida em que é meeiro em uma propriedade rural.
· Que sua situação de parceiro agrícola que hoje exerce é a mesma desde a assinatura do acordo judicial em 2016, quando fixados os 30% de pensão.
· Que o valor que aufere como parceiro agrícola é seu único meio de subsistência.
· Que por uma questão lógica, é também obrigação da Genitora (unilateral guardiã) contribuir com o sustento do filho na mesma proporção que o Requerido contribui com 30% do salário mínimo.
· Com a contribuição simétrica de ambos os genitores o menor, ora Autor, teria um valor mensal de R$598,80 (quinhentos e noventa e oito reais e oitenta centavos) para suprir as suas necessidades básicas, valor esse que segundo o Requerido é muito maior que as milhares de crianças que enfrentam a miserabilidade em nosso país, e nem sequer possuem comida todos os dias recebem, muitas delas aferindo mensalmente a triste quantia de R$70,00 per capta ou até menos.
· Que o Requerente não comprova o aumento de seus gastos cotidianos e nem sequer a majoração repentina de consumos a respaldar o pedido de majoração da pensão alimentícia.
· Que todos os pedidos elencados pelo Autor não passam de mera aventura processual.
· Que além do Autor, o Réu possui outra filha de nome XXX que também é sua dependente e recebe pensão alimentícia na proporção de 30% do salário mínimo.
· Que a situação financeira do Requerido não mudou, já que com a atual situação financeira e com os altos custos dos insumos a produção cafeeira na região tem caído ano pós ano e que o em razão disso não houve aumento de lucro. E mesmo que se cotasse a quantidade total de café produzida, certo é que parte fica com o proprietário da terra e parte com o parceiro agrícola.
· Além do mais de sua parte na colheita de café derivada da parceria agrícola há de ser subtraído custos de produção, tais como, colheita, tratos culturais, insumos agrícolas, secagem, limpeza, ensacamento e etc.
· Nos pedidos requereu que de forma equânime seja distribuído o ônus da prova nos termos do artigo 357, inciso III do CPC, fazendo recair sobre o Réu, seu filho, a obrigação probatória nos termos do artigo 373, inciso I do CPC.
· Ao final pugnou pela total improcedência do pedido inicial formulado pelo Requerente, tendo em vista os fatos alegados pelo Requerido, mantendo assim os alimentos no valor de 30% sob o salário mínimo, em razão da ausência de modificação da situação financeira do Requerido, nem tampouco a comprovação dos novos e excedentes gastos do Requerente.
Não prosperam as alegações do Requerido, senão vejamos.
Embora, a contestação tenha sido elaborada repleta de um palavreado bonito, com versos quase musicais e milimetricamente orquestrados, com citações e alusões às questões socioeconômicas do país, o que se extrai de efetivo e de interessante para o deslinde da causa é simplesmente NADA.
Minto, permito-me aqui a fazer um pequeno adendo ao parágrafo anterior, na realidade a ‘política’ defesa apresentada apenas tentar dar uma versão mais sutil e não tão repugnante da opção já conhecida de que o Requerido não deseja contribuir com um R$ 1,00 (um real) a mais daquilo que já contribui para com o sustento de seu tão amado filho, ora requerente.
Ora, a genitora do Autor como sua representante legal tem o dever de lutar sim pelos direitos do mesmo. Veja é um dever, não é uma possibilidade, e como mãe sim, fará tudo o que tiver ou não ao seu alcance para permitir que o Autor tenha uma melhor qualidade de vida. Além de um dever, isso é um ato de amor!
Por isso, alto lá que a demanda em questão não é aventura jurídica não, muito longe disso, é sobre vida, é sobre viver e como sobreviver, questiona-se como pode se atrever o Requerido a cogitar isso em sua defesa, lamentável.
Na realidade tenta o Requerido de forma “elegante” desqualificar as intenções pelas quais a ação proposta, sendo por certo que o real motivo não é outro a não ser conceder ao Autor melhores condições de desenvolvimento.
Foram inúmeras tentativas para que o genitor do Autor pudesse ajudar com alguma despesa que fosse a mais e esporádica da criança, contudo, sem sucesso, a genitora se viu obrigada a procurar os meios legais para poder dar ao Autor uma criação mais digna.
Absurdo mesmo, é o Requerido alegar que 30% do salário é SUFICIENTE para criação de uma criança.
Isso, só demonstra efetivamente que o Requerido não tem a mínima noção dos custos para a manutenção de uma criança. É claro, a situação para que não está com a guarda é bastante cômoda, pois quando pega o menor nos momentos de visita este já está devidamente vestido, medicado, vacinado, alimentado e educado. Não viu o Réu todo o perrengue e preocupação que a genitora tem para fazer render o pouco que recebe e o pouco que ganha para dar o melhor para o Autor.
Se surge uma despesa maior com dentista, material escolar, e até mesmo para o lazer da criança quem é que se preocupa e corre atrás para que a criança tenha atendida a sua necessidade?
Com certeza não é o Réu, que não dá um centavo a mais que seja para custear qualquer despesa extra do menor.
E o Requerido tem consciência de que criança é uma caixinha de surpresa e que tem gasto que chega do nada e que tem que ser pago tenha dinheiro ou não?
Parece que não, ele não sabe. Pois, não teria o desplante de consignar em sua defesa que “o Requerente não comprova o aumento de seus gastos cotidianos e nem sequer a majoração repentina de consumos a respaldar o pedido de majoração da pensão alimentícia.”
Ora a necessidade dos requerido pleiteada nessa ação não é resultado de vaidade, ociosidade e cobiça por parte de sua ex-cônjuge, representante legal da menor, não se pretende obter com a demanda coisas supérfluas para a criança.
Veja que o pedido foi feito com moderação, não houve pedido de pagamento de ajuste nem de majoração de pensão de enorme monta.
Pede-se com cautela, a revisão da pensão alimentícia que hoje é de 30% do salário mínimo para 60% do salário mínimo e subsidiariamente, caso assim não entenda o julgador, seja o percentual majorado para 50% do salário mínimo que hoje correspondente a R$ 499,00.
É uma criança de 06 anos! Quando a pensão foi fixada em 2016 as necessidades da criança eram outras, é lógico que os custos vão aumentando à medida que a criança vai crescendo.
Não há que se falar em apresentação de documentos a corroborar a “aumento dos gastos” da criança, pois isso é presumível!
Todos os gastos básicos do Autor, como alimentação, vestuário, educação e moradia, sofreram reajustes bem superiores, desde a fixação da pensão.
Esquece-se o requerido, que seu filho está em plena fase escolar, e que constantes são os gastos que têm de enfrentar, mormente em se tratando de uma criança de apenas 06 anos. Ignora o fato de que o aparente bem-estar de que desfrutam é resultado de um diligente zelo e cuidado por parte de sua ex-cônjuge, visando manter,no mínimo, o padrão educacional de seus filhos, condizente com a situação financeira do alimentante.
Além do mais, o argumento de que possui outro filho menor não é suficiente, por si só, para demonstrar modificação na situação financeira do provedor de alimentos, sob pena de se estar transferindo a obrigação alimentar de uns filhos para com os outros, ao contrário, mais serve a evidenciar a capacidade econômica do alimentante, pois só constitui família ou tem filhos quem tem condições para tal.
O propósito do Requerente é legal e legítimo, e visa restabelecer o justo equilíbrio no trato da questão alimentar.
Reiterando o que foi apontado na inicial, durante o período em que o requerido vem prestando alimentos ao Autor, duas consideráveis distorções quanto ao pensionamento puderam ser constatadas, acentuando-se cada vez mais o desequilíbrio entre os pressupostos caracterizadores da prestação alimentar, traduzidos pelo binômio necessidade (de quem pede) - possibilidade (de quem paga).
A presente ação busca tão somente corrigir essas distorções, indicando quais as medidas devem ser tomadas.
Uma distorção é a própria situação financeira do Requerido, pois embora afirme que essa não melhorou, a realidade dos fatos é outra e será demonstrada na instrução do feito.
Sabe-se que muitas pessoas escondem seus bens os colocando em nome de terceiros justamente com a finalidade de esconderem sua real situação financeira, isso é um ato lastimável e de certo mau caráter que infelizmente é prática por muitos. Por isso, a grande dificuldade de se provar “no papel” que a pessoa tem uma condição melhor do que alega ter.
Mas, na justiça vigora o princípio da Primazia da Realidade, com isso a instrução processual será imprescindível a demonstrar que a capacidade econômica do Requerido é bem maior do que este afirma ter, por isso anda de carro para cima e para baixo e tem moto também para se locomover sendo esses bens tidos como seus, embora a propriedade de fato esteja em nome de terceiros.
Outra distorção que se almeja corrigir com a presente demanda são as questões relativas às necessidades da criança. Embora, a pensão seja reajustada todos os anos segundo critérios de alteração do salário mínimo é certo que o reajuste não supre as demandas as quais a criança vem tendo necessidade.
Um exemplo, quando a pensão foi fixada a criança sequer se encontrava na escola, hoje suas despesas vêm aumentando consideravelmente, com material escolar, uniforme, transporte. É incontestável que as despesas de uma criança de 06 anos são outras e bem maiores que as despesas de uma criança de 03 anos.
Afirma o requerido que a prestação dos alimentos vem sendo feita exatamente nos termos do acordo judicialmente homologado, ocorre que o Réu vem, desde que recebeu a citação nestes autos, pagando a pensão alimentícia em atraso.
Por exemplo, o Requerido pagou no dia 10 de agosto a pensão devida em 10 de julho e assim vem se comportando, desde que tomou conhecimento da ação em questão.
A genitora do Autor já pediu que o mesmo colocasse o pagamento em dia, já que essa não tem trabalho fixo e recebe por bicos, mas o mesmo não coloca em dia e também não justifica o porquê do atraso.
O requerido possui um carro e uma moto, embora as mesmas não estejam em seu nome, e ambos veículos foram adquiridos após o acordo de pagamento de pensão alimentícia, que comprova que sua condição econômica melhorou sim.
Além disso, o requerido não presta serviços apenas como parceiro agrícola, ele também presta serviços a outros parceiros agrícolas recebendo por dia de trabalho o que será demonstrado na instrução do feito.
O Requerido ainda posta nas redes sociais inúmeras viagens e saídas para bares que demonstram que ele tem uma condição um pouco melhor do que na época do ajuste do pagamento da pensão alimentícia, situação que também será provada nos autos.
Por fim, ratifica todos os termos da inicial, pugna pela procedência da inicial e informa que pretende produzir prova testemunhal, prova documental além do depoimento pessoal do requerido, o que desde já se requer.
Pede deferimento.
Cidade, dia, mês e ano.
DRA.KIARA M. LOPES DE OLIVEIRA BEZERRA
OAB/MG 132.337

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