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Gesso (RESUMO)

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Gesso
História
A Gipsita também chamada de pedra de gesso, gesso (do grego gypsos) ou sulfato de cálcio hidratado. É um minério de cálcio hidratado de composição química CaSO4.2H2O, é um dos minérios mais abundantes na terra, ele é um mineral compacto de baixa dureza, pouco solúvel em água e muito solúvel em ácido clorídrico (HCl). Pode ser encontrado em granulação fina a média, estratificada ou maciça, coloração em tons claros de amarelo e marron.
O gesso é conhecido há mais de 9.000 anos, foi descoberto o emprego do gesso nas ruínas Da cidade de Jericó no 6º milênio a.C. e no 8º milênio a.C. em ruínas na Síria traços de gesso em moldagens e modelagens, na fabricação de pisos e até na fabricação de recipientes, na Península Ibérica generalizou-se o uso do gesso durante o período da ocupação romana. Na arquitetura muçulmana também é exemplo de suas aplicações, no período Românico o gesso também foi empregue para elaboração de frescos para decoração de igrejas e capelas.
O gesso é também bastante conhecido na grande pirâmide erguida por Quéops, rei do Egito, da 4º dinastia no ano de 2.800 antes da nossa era, aplicado em parede interiores como possibilidade ornamental, que consiste numa das mais antigas contradições do emprego do gesso na construção, pois, sua execução seguiu uma técnica até hoje não esclarecida, nas juntas de assentamento estanques, de precisão, entre imensos blocos de cerca de 16 toneladas que constituem o monumento.
Entretanto, o filósofo Theofraste, que viveu entre o IV e III séculos antes de Jesus Cristo, e que foi discípulo de Platão e Aristóteles, tornou-se conhecido por seu “Tratado de Pedra”, que é mais antigo e o mais documentado dos autores que se interessaram pelo gesso. Theofraste citou a existência de gesseiras em Chipre, na Fenícia e na Síria, e indicava que o gesso era utilizado, como argamassa, para a ornamentação, nos afrescos, nos baixos relevos e na confecção de estátuas.
Na África, foi com um gesso de altíssima resistência que os bárbaros construíram as barragens e os canais, que garantiram, por muitos séculos, a irrigação das palmeiras de Mozabe, assim como, utilizaram o gesso junto aos blocos de terra virgem que ergueram suas habitações. 
Na França, após a Invasão Romana, iniciou-se o conhecimento dos processos construtivos chamados de pedreiros de gesso. A cerca dessa época, o gesso foi enormemente utilizado na região parisiense para a fabricação de sarcófagos decorados, e inúmeros exemplares foram encontrados quase intactos em nossos dias.
A partir do século XII e por todo o fim da Idade Média, as construções utilizando as argamassas com gesso eram desejadas por oferecerem diversas vantagens. O gesso para estuque e alisamento já era conhecido.
Uma carta real mencionava, em 1292, a exploração de 18 jazidas de pedra de gesso na região parisiense. O gesso era, então, empregado na fabricação de argamassas, na colocação de placas de madeira, no fechamento de ambientes e na construção de chaminés monumentais.
A Renascença foi marcada pelo domínio do emprego do gesso para a decoração e, época do barroco, foi largamente chamado de gesso de estuque.
Deve-se, em grande parte, a generalização do emprego do gesso na construção civil, na França, a uma lei de Luiz XIV, promulgada em 1667.
No século XVIII, a utilização do gesso na construção foi tão generalizada na França, a ponto de, do montante das construções existentes, 75% dos hotéis e a totalidade dos prédios públicos e populares serem realizados em panos de madeira e argamassa de gesso, e para as novas construções ou as reformas, cerca de 95% serem feitas em gesso. Nessa época, a fabricação de gesso era empírica e rudimentar. Porém Lavoisier, em 1768, presenteou a Academia de Ciências Francesa, co o primeiro estudo científico dos fenômenos, que são à base da preparação do gesso.
No século XIX, os trabalhos de diversos autores, particularmente, os de Van t´Hoff e, sobretudo, o de Lê Chatelier, permitiu abordar uma explicação científica para a desidratação da gipsita. No séc. XIX, o gesso vai gradualmente incorporando a arquitetura civil como material de reboco e como elemento decorativo em palácios e vivendas.
A partir do século XX, em função da evolução industrial, os equipamentos para a fabricação do gesso deixaram de ter um conceito rudimentar e passaram a agregar maior tecnologia, assim como a melhoria tecnológica dos produtos passou a facilitar suas formas de emprego pelo homem.
Processo de fabricação (extração, britagem, calcinação e moagem)
Desidratação da Gipsita
CaSO4 . 2H2O + Calor => CaSO4 . ¹/2 H2O + 3 ¹/2 H2O
Os depósitos mais importantes da gipsita no Brasil estão localizados em Pernambuco, na região do Araripe, situada no limite dos Estados de Pernambuco, Ceará e Piauí, onde se localiza o Polo Gesseiro do Araripe. Os depósitos de gipsita do Araripe são os mais importantes do país porque apresentam uma reserva em cerca de 400 milhões de toneladas, de alta pureza,e grandes horizontes. A espessura do corpo mineral e a relação minério estéril permite uma extração bastante lucrativa. 
A extração do minério na Região do Araripe é realizada a Céu aberto e em forma de bancadas. Na operação de desmonte, são normalmente utilizados marteletes para perfuração, explosivos de média potência, bombas d’água, caminhões, pás carregadeiras, etc. Após o desmonte da bancada, os blocos maiores são fragmentados de modo a ficar em torno de 40kl. Após a fragmentação, utilizam-se carregadeiras frontais para colocar o minério em caminhões basculantes, que transportam o minério até a unidade de britagem.
Em seguida este material é britado, mecanicamente formando pequenos pedaços de pedra. Depois é feita a calcinação desses mesmos fragmentos num forno rotativo a cerca de 160 C°. Neste processo o material perde água, formando assim sulfato de cálcio semi-hidratado (CaSO4 ½ H2O). Uma vez calcinado, o material é moído formando o característico pó branco que é comercializado, e também pode ir para formas onde as placas são moldadas e comercializadas.
Dependendo do tipo da calcinação pode ser obtido dois tipos de gesso: Alfa e Beta. 
O gesso beta é o usado na construção civil. Ele tem maior quantidade de energia contida e maior solubilidade, a distinção entre esses dois tipos de gesso é também no tamanho e forma dos cristais principalmente, a forma alfa é menos reativa do que a beta e apresenta menor resistência. Isto é uma desvantagem para muitos usos, por exemplo, como estuque, no entanto a re-hidratação do gesso alfa torna a massa mais densa e resistente. 
Equipamentos
- Britagem (britadores de mandíbulas e de martelos);
- Calcinação;(fornos)
- Moagem (moinhos de martelos);
- Embalagem.
São basicamente quatro os tipos de fornos utilizados pelas indústrias gesseiras no Araripe:
· Fornos tipo panela
Esses fornos, em processo de extinção no Araripe, caracterizam-se pela forma de panelões de aço, são circulares, abertos, de grande diâmetro,e de pequena altura. Esses equipamentos normalmente estão assentados sobre uma fornalha de alvenaria, onde se utiliza lenha para combustão.
Nos fornos panela, as pás agitadoras homogeneízam a calcinação e, os controles de temperatura e do tempo de residência do material no forno são realizados empiricamente, através da observação visual.
· Fornos Tipo Marmita
Esses equipamentos caracterizam-se pela forma de panelões fechados (cubas), onde o calor gerado na parte inferior é conseguido com a queima de óleo BPF ou da lenha.
Nestes fornos a temperatura pode ser controlada através de pirômetros. Um sistema de palhetas internas, na cuba, garante a homogeneidade do material.
· Fornos Tipo Rotativo
Esses fornos caracterizam-se por terem a forma de um tubo giratório, são de aço e material refratário, de grande extensão e com uma pequena inclinação.
Neste equipamentos, o minério moído entra em contato direto com a chama, que sai do maçarico, no lado da alimentação. O minério sendo calcinado percorre,
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