A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
50 pág.
Doenças do café

Pré-visualização | Página 2 de 2

a 1,5 cm de diâmetro, de coloração pardo 
clara, com o centro branco-acinzentado, com um anel 
arroxeado ou amarelado em volta da lesão, o que lhe confere 
a aparência de um olho 
 
Cercosporiose
L
O que devemos prevenir: regiões que sofrem com a falta de 
água, não permitir que ela tenha excesso de insolação déficit 
hídrico e umidade relativa alta, devido à queda de temperatura.
 Método de extermínio: já no preparo das mudas, com substrato 
bem adubado e viveiro instalado corretamente, recomenda-se já 
no viveiro o controle químico, antes da aclimatização.
Cercosporiose
L
O que devemos prevenir: regiões que sofrem com a falta de 
água, não permitir que ela tenha excesso de insolação déficit 
hídrico e umidade relativa alta, devido à queda de temperatura.
 Método de extermínio: já no preparo das mudas, com substrato 
bem adubado e viveiro instalado corretamente, recomenda-se já 
no viveiro o controle químico, antes da aclimatização.
● Conhecida por murcha vascular
● Fungo Fusarium spp
● Mais facilmente encontrado em solos com acidez mais 
elevada
● Pode ser transmitido por sementes contaminadas ou ser 
encontrado em substratos em viveiros.
● Mudas aparentemente sadias, sem sintomas evidentes, 
podem estar contaminadas, sendo que os sintomas 
poderão aparecer, posteriormente, na lavoura.
Fusariose
A infecção pode ocorrer nas mudas, desde a fase de 
emergência, na forma de manchas escuras no hipocótilo, podendo 
evoluir para a extremidade do “palito”, o qual toma aspecto de um 
palito de fósforo queimado, com morte da plântula. Quando a 
infecção ocorre em uma fase posterior, os sintomas se apresentam 
sob a forma de lesões necróticas, claras ou escuras, que circundam 
o caule, a partir do nível do solo, e evoluem em direção ao ápice, 
retardando o crescimento, podendo levar as mudas à morte. 
No viveiro
Nesse caso, é necessária a eliminação daquelas com 
sintomas da doença ou até mesmo de todo o viveiro, se a 
ocorrência for generalizada, uma vez que não há um 
tratamento curativo eficaz.
No campo, os sintomas aparecem geralmente em plantas 
isoladas, originadas tanto de mudas infectadas, como em 
decorrência da presença do fungo no local do plantio. A 
característica principal é o murchamento seguido da morte do 
terço superior do cafeeiro, permanecendo ainda verde a parte 
inferior. Além da seca do ponteiro, pode ocorrer o 
engrossamento do caule na região do colo e morte de plantas.
No campo
No viveiro, as práticas de prevenção consistem no uso de 
sementes livres do patógeno, no tratamento da água de irrigação 
com hipoclorito de sódio (quando a mesma não for tratada) e 
correção do pH do substrato.
Medidas de Controle
No campo, como medidas preventivas, recomenda-se o 
uso de mudas sadias e a correção do pH do solo antes do 
plantio. Como controle, recomenda-se o arranquio e queima 
das plantas infectadas
● Também chamada de Mancha de 
ascochyta;
● Nome científico: Ascochyta coffeae
● Doença que era praticamente 
desconhecida na cafeicultura, vem 
aumentando sua importância 
econômica nos últimos anos em razão 
dos prejuízos que causa a produção. 
Geralmente encontra-se associada a 
outras enfermidades do cafeeiro, 
particularmente à
Mancha das Folhas
Danos: Os sintomas são mais evidentes nas folhas mais velhas, 
caracterizando-se por lesões escuras e com anéis concêntricos; 
causa a queda prematura de folhas, frutos e seca dos ramos.
Controle: As condições de ambiente favoráveis à infecção são 
semelhantes àquelas descritas para Phoma, assim como o controle 
químico e medidas preventivas.
● Também chamada de Mal de quatro 
anos do café;
● Nome científico: Roellinia spp;
● Causada por fungos do gênero 
Rosellinea, atacam o sistema radicular 
do cafeeiro, a partir de rizomorfas 
(uma espécie de cordões escuros), que 
crescem em tocos e em restos de 
plantas em decomposição. Por isso a 
doença é mais comum em áreas de 
derrubada de cerrados, e mesmo em 
solos úmidos.
Roseliniose
O nome “mal de quatro anos” veio da origem da doença, que se 
instala primeiramente nos tocos de árvores em decomposição e a 
partir desses propaga-se para o cafeeiro. Contudo, mesmo em 
cafeeiros novos, com um ano ou mais, a doença pode ocorrer, desde 
que tocos ou pequenas raízes tenham permanecido em 
decomposição há mais tempo, sob o solo, na área de plantio.
As plantas atacadas começam a mostrar, na parte aérea, 
sintomas de deficiências nutricionais, ficam amareladas, começam 
a perder folhas e depois murcham. Os ramos secam e morrem, as 
raízes ficam escuras, com a casca bem solta.
Mancha de Corynespora
❖ Agente causador: causada pelo fungo 
Corynespora cassiicola.
❖ Características: manchas foliares circulares 
atacam principalmente as folhas baixeiras. Pode 
chegar até 2 cm de diâmetro.
❖ Temperatura favorável: 20° C à 32° C
Doença favorável em regiões chuvosas
❖ Disseminação: vento e via sementes infectadas
❖ Sintomas e danos: provoca manchas pequenas nas 
folhas que podem aumentar de tamanho e tem 
coloração marrom. Pode atingir ramos e pecíolos 
ocasionar manchas amarronzadas e alongadas. Nos 
frutos podem causar rachaduras nas cascas e polpas.
❖ Controle: uso de quebra ventos, sementes com 
fungicidas, mudas certificadas.
Mancha de Mirotécio 
(Mirothecium roridium)
❖ Detectada recentemente no Brasil.
❖ É considerado uma doença agressiva .
❖ Geralmente ocorre em regiões de cerrado 
(altitudes < 550m) com a presença de alta 
umidade e temperatura. 
❖ Sintomas: 
❖ Inicialmente lesões arredondadas e irregulares de 
coloração verde clara com aspecto oleoso.
❖ Nas lesões maiores anéis necróticos concêntricos 
❖ Esporodóquios superficiais salientes e brancos, 
cobertos por massa negra de esporos 
❖ Ambas as superfícies das folhas 
❖ Abortamento de folhas
❖ Inicialmente ocorre em reboleiras (dispersão 
vento e água) 
❖ Controle: 
❖ Não existe cultivar resistente e não há fungicidas 
específicos registrados 
❖ Muita dificuldade no controle
❖ Ataca outras cultivares
❖ Eliminação de folhas e mudas mortas do cafeeiro 
do viveiro 
❖ Redução da irrigação 
Disponívelem:<https://www.agrolink.com.br/problemas/ferrugem-do-cafeei
ro_1532.htmlem. Acessado em:02/05/2018.
<http://revistacafeicultura.com.br/?mat=3585>. Acessado em: 02/05/2018.
Disponível em: <http://revistacafeicultura.com.br/?mat=3585>. Acessado em: 02/05/2018.
Disponível em: 
https://www.cafepoint.com.br/radares-tecnicos/folha-procafe/mancha-de-phoma-control
e-preventivo-na-epoca-de-florada-30663n.aspx. Acesso em: 02/05/2018
Disponível em: 
<http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/livro_disturbios_
fisiologicos_pragas_doen%C3%A7as.pdf>. Acesso em 02 mai. 2018
Agrolink. Disponível em: 
<https://www.agrolink.com.br/problemas/mancha-alvo_1724.html>. Acesso em: 02 de 
maio de 2018.
Centro Cientifico Conhecer. Disponível em 
<http://www.conhecer.org.br/enciclop/2012a/agrarias/mancha.pdf>. Acesso em: 02 de 
maio de 2018
 Referências