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BIANCA MARTINS CYNTHIA LOPES ERYKA GOMES JÉSSICA CIANI JULIA RIBEIRO NATÁLIA PAGOTTO THAÍZA SILVA CONCEITO Origem germânica o todo, a forma, a constituição * O todo é mais que a soma das partes * Estas partes formam um todo dinâmico, integrado e interdependente. CONTEXTO HISTÓRICO Estudos sobre a percepção da forma tinham em comum a análise atomística Séc. XIX Psicologia era um ramo da Biologia Visão mecanicista (causa-efeito) SURGIMENTO Teoria da Gestalt Christian von Ehrenfels (1859-1932) Wolfgan Kohler (1887-1967) Kurt Koffka (1886-1940) Max Wertheimer (1880-1943) Terapia da Gestalt Fritz Perls (1893-1970) Laura Perls Paul Goodman (colaboradores entre 1940-1950) Séc. XX PRINCIPAIS INFLUÊNCIAS ❖ Kurt Lewin: teoria de campo ❖ Immanuel Kant: ato perceptivo ❖ Movimento fenomenológico: descrever X saber o porquê aqui e agora ❖ Existencialismo: noção de responsabilidade FENOMENOLOGIA Principais conceitos Na gestalt-terapia: teoria e método. Edmund Husserl (1859 - 1938) ➢ “Todo ato mental incorpora algo de si” ➢ “Intencionalidade” ➢ Lema: “Voltar às coisas mesmas ” ➢ Investigatório ➢ Tomada de consciência - Awareness O que é fenômeno? Soren Kierkegaard (1813 - 1855) EXISTENCIALISMO Século XIX e XX EXISTENCIALISMO Friedrich Nietzche (1844 - 1900) Individual ➢ mais fiel intérprete de si Século XIX e XX Significado da existência humana. Sentimentos reprimidos - racionalismo Após as guerras mundiais “A existência precede a essência” “O ser humano em constante autoconstrução” - aqui-agora. Terapeuta - ajudar e instruir. Última palavra de si Individual ➢ mais fiel intérprete de si “A existência precede a essência” EXISTENCIALISMO HUMANISMO Homem no centro do mundo. Volta da psicologia e questões humanas. Humanismo romântico-existencialista ➢ Raízes : crescimento e autorregulação. Ser simbólico e capaz de refletir. Valorização do ser humano ➢ potencialidades ➢ não ignora frustrações TEORIA DE CAMPO: Estabelece condições básicas para a teoria de campo: ● Comportamento deduzido de uma totalidade de fatos coexistentes. ● A caráter de um “campo dinâmico”, o estado de cada uma das partes do campo depende de todas as outras. Vê o ser humano como um existente impossível de ser compreendido fora do contexto de suas relações, desde as mais elementares, com as pessoas de seu convívio, até as mais amplas, com a sociedade, a história, e o universo. KURT LEWIN CAMPO: FORÇAS EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO Campo geográfico - ainda não significado, é a realidade em si, grupo em seus primeiros momentos: um conjunto de pessoas em uma sala. Campo psicológico - recebe significação a partir das emoções que afetam um relacionamento presente, aqui e agora. Guarda como olhamos o mundo, as aspirações, possibilidades, medos, experiências e expectativas. Campo comportamental - é o que decorre dos anteriores: em função de afetos (em um grupo) surge um tipo de comportamento. Em toda ou qualquer investigação biológica, psicológica ou sociológica temos que partir da interação entre o organismo e seu ambiente. Não tem sentido falar, por exemplo, de um animal que respira sem considerar o ar e o oxigênio como parte da definição deste, ou falar de comer sem considerar a comida, ou de enxergar sem luz, ou de locomoção sem gravidade e um chão para apoio, ou da fala sem comunicadores. “ (Perls et al., 1997, p. 42) TEORIA ORGANÍSMICA: PROPOSTA: ● método holístico: o ser como um todo e não como a soma de partes isoladas. ● nenhum tipo de experiência deve ser excluída. ● toda e qualquer forma de experiência é válida para o entendimento global do funcionamento deste ser. Autorregulação/ homeostase: Lei de funcionamento do organismo por meio de uma tendência a autorregulação Interação: meio e homem x homem e meio Busca a organização e adaptação jogo contínuo de estabilidade e desequilíbrio do organismo. KURT GOLDSTEIN Casos de lesões de ordem neurológica: Mecanismo adaptativo onde o indivíduo busca não se expor a situações que lhe demandem respostas que não está apto a manifestar. Casos de “normalidade”: A repetição de padrões diz respeito à tentativa de evitar ansiedade gerada pela experiência do vazio, da novidade. ● repetição de padrões de comportamentos ● Não mudança e não exposição a situações novas É resultado de uma tentativa dos indivíduos de não lidar com a ansiedade gerada pelo inesperado PSICOLOGIA DA GESTALT Percepção de estímulos Percebemos totalidades. Visão holística Todo é + do que a soma das partes Todo= interligação das partes Configuração entre elementos= Gestalt FIGURA-FUNDO ● Algo se destaca 1º plano ● Relação dinâmica Figura -Fundo ● Experiências , dificuldades e conflitos (fundo) mas às vezes são a figura LEI DA PREGNÂNCIA (conceito chave) Nossa experiência psicológica sempre será tão boa quanto as circunstâncias o permitirem Pragnanz= organizado,simples,preciso,regular Reflete o princípio da pregnância Capacidade de ajustar-se a situações do dia a dia Busca de um equilíbrio, uma auto-regulação AJUSTAMENTO CRIATIVO Figuras incompletas são percebidas como completas Temos dificuldade em perceber situações em aberto inacabadas PRINCÍPIO DO FECHAMENTO LEI DA SEMELHANÇA / PROXIMIDADE LEI DA CONTINUIDADE Tendência da nossa percepção seguir uma direção para conectar os elementos de modo que pareçam contínuos Capacidade perceptiva de separar,identificar, evidenciar. LEI DA SEGREGAÇÃO: PROCESSO TERAPÊUTICO ❖ Objetivo principal: busca pela awareness ➢ “Ampliação, tomada de consciência global, conscientização”; ➢ Cliente percebe suas necessidades genuínas. ❖ Importam as relações interpessoais, o ambiente em que está inserido, detalhes de sua estrutura mental, corporal e emocional. PERCEBER EXPERIÊNCIA ATUAL ❖ O que sente; ❖ O que pensa; ❖ Como age; ❖ Como se bloqueia; DENTRO e FORA de si mesmo PROCESSO TERAPÊUTICO ❖ Ampliando seus recursos e auto-suporte; ❖ Tornando-o capaz de fazer suas melhores escolhas, assumindo responsabilidade sobre as mesmas; ❖ Aprende sobre o seu próprio funcionamento, um conhecimento que vem do pensamento e da reflexão. FAZER ESCOLHAS SUPRIR SUAS NECESSIDADES ❖ Auto-realização; ❖ Equilíbrio; ❖ Bem-estar. Atitude mais autônoma e integrada no mundo, dentro de suas possibilidades naquele momento. RELAÇÃO TERAPEUTA-CLIENTE ❖ Empatia, vínculo e confiança = fator decisivo no sucesso de um processo psicoterapêutico. ❖ Própria relação terapêutica é a maior técnica e sua principal ferramenta de trabalho: ➢ Visa ao crescimento e desenvolvimento do cliente; ➢ Ajuda-o encontrar sua melhor forma de estar no mundo no momento presente! ❖ Terapeuta caminha junto com o cliente. ❖ “Terapia de contato”; ❖ Trabalhar a consciência da pessoa: atendimento individual, grupo, casal, orientação familiar e grupos de desenvolvimento, inclusive em ambiente corporativo; ❖ Ponto de partida: uma postura, um sonho ou até um suspiro. ❖ O interesse já não está no "por que", mas no "que" e no "como" dos comportamentos repetitivos; ➢ Trazer a reflexão para o aqui e o agora; ❖ Abordagem humanística: a pessoa é vista em sua plenitude, num constante processo de desenvolvimento de suas potencialidades. QUANDO A GESTALT TERAPIA PODE SER USADA? CARACTERES DO “COORDENADOR” DE GRUPO ❖ Relação horizontal e participação ❖ Agente catalisador ❖ Não interpretação ❖ Dar subsídios ❖ Palavra final do paciente ❖ Atua para AWARENESS CARACTERES DO GRUPO ❖ Unidade experimental ❖ Relação de interdependência e interação ❖ Indivíduo sui-generis ❖ Valorização e trabalho das individualidades ❖ Importância do “aqui e agora” ❖ Autorregulação Favorecer um momento de reflexão com a relação entre expectativa e realidade para com cada um e em relação a sala. OBJETIVO: ASPECTOS TRABALHADOS ❖ Figura-fundo❖ Ajustamento criativo ❖ Tomada de consciência ❖ Tomada de responsabilidade ❖ Individualidade dos participantes (sui-generis) ❖ Auto regulação PSICANÁLISE versus GESTALT TERAPIA Entre 1940 e 1950 Virada do séc. XIX para o Séc. XX Em oç õe s Sentimentos Sensações Corpo INCONSCIENTE versus CONSCIENTE Associação Livre versus Escuta Fenomenológica Desejo proibido versus Situações Inacabadas Neurose➢ Negação Inconsciente Resistências versus a Atitudes Fóbicas ➢ Organismo se afasta de dores reais ➢ O neurótico se afasta de dores imaginárias levando-o à um comportamento fóbico (atitudes de evitação, criando mecanismos de defesa, estratégias) para se afastar de emoções desagradáveis, dor ou sofrimento/ação ➢ Ações e palavras do paciente que se opõe ao acesso à seu inconsciente Transferência versus Reações Espontâneas ➢ Ligada ao Aqui e Agora ➢ Consciente ➢ Sensação que acontece no momento ➢ A sensação me fará reagir à você! ➢ O diálogo/ação acontece O Por quê? versus O Como? Foco no passado Foco no Aqui e Agora! O Complexo versus a Gestalt Patológica ➢ Formas de evitação do contato, que varia em intensidade, forma e funcionamento, e a modulação destes fatores caracterizam a “patologia”. ➢ Pode ser saudável ou patológica ➢ Quando o menino começa a manifestar exageradamente a preferência pela mãe. Torna-se ciumento e tenta eliminar o pai de sua convivência com a mãe. Interpretação versus a Integração Gestalt significa uma integração de partes em oposição à soma do “todo”. Conclusão Para encontrar a harmonia/equilíbrio, trazendo a consciência das possibilidades do presente momento e reconhecendo o ser humano como único e LIVRE! ➢ Psicologia da Gestalt ➢ Fenomenologia ➢ Existencialismo ➢ Humanismo ➢ Teoria de Campo ➢ Teoria Organísmica E tudo isto para quê? “Pois no fim, mais do que lidar com os problemas imediatos , a capacidade de ser você mesmo, completamente, é o que lhe dá a sensação de empoderamento pela vida afora.” Steve Vinay Gunther ORAÇÃO DA GESTALT Não estou neste mundo para preencher suas expectativas, EU SOU EU, VOCÊ É VOCÊ. Não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas, Eu faço as minhas coisas e você faz as suas. e você não está neste mundo para viver conforme as minhas. Você é você, eu sou eu. E se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, nada há a fazer. Se eu faço unicamente o meu e você o seu, corremos o risco de perdermos um ao outro e a nós mesmos. como um ser humano único para ser confirmado por você. mas estou no mundo para me confirmar a você Somos plenamente nós mesmos somente em relação um ao outro. Eu não lhe encontro por acaso. Lhe encontro mediante uma vida atenta, em lugar de permitir que as coisas me aconteçam passivamente. Posso agir intencionalmente para que aconteçam. Devo começar comigo mesmo, verdade, mas não devo terminar aí: a verdade começa a dois. OBRIGADA! REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ribeiro, J.P. Gestalt-terapia: refazendo um caminho. - 8.ed.rev - São Paulo: Summus, 2012. Osório, L.C. Grupos Teorias e Práticas: acessando a era da grupalidade. ed. - Porto Alegre: Artmed, 2000. Ribeiro, J.P. Vade-mécum de Gestalt-terapia – Conceitos Básicos. São Paulo: Summus, 2006. Júnior, F.A.B.M. Da teoria a prática: o jeito Gestalt de ser. Revista Interdisciplinar NOVAFAPI, Teresina, v3, n1 GINGER, S E GINGER, A.- GESTALT- UMA TERAPIA DO CONTATO , São Paulo: Summus, 1995. OSORIO, Luiz Carlos. Psicologia Grupal uma nova disciplina para o advento de uma era. Porto Alegre, 2003