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FUNDAMENTOS DE 
ADMINISTRAÇÃO 
Luis Agune 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
, 
 
 
3 
 
 
1 ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÕES 
 
Neste bloco vamos definir o que é administração e sua importância para a gestão das 
empresas; explicar as principais escolas de administração e suas respectivas 
abordagens; descrever o que é organização e suas principais relações com 
administração; resumir a evolução histórica da administração no Brasil com contexto 
atual e seu futuro. O objetivo desse bloco é proporcionar uma visão geral a respeito da 
Administração, das Organizações e como o administrador deverá recorrer aos 
principais fundamentos das Escolas de Administração para tornar seu trabalho mais 
eficiente e eficaz. 
1.1 Administração 
O atual mundo globalizado, complexo, competitivo e que está em constante mudança 
torna a gestão/administração de uma empresa uma ciência e uma arte. 
Ciência porque o administrador está em uma busca constante por métodos e 
ferramentas, procurando entender as relações de causas e efeitos, as possíveis 
consequências que uma má gestão pode acarretar numa organização e levá-la à 
extinção. 
Arte porque o mundo dos negócios está em constante mudança nas áreas tecnológica, 
social e econômica, onde o tempo não é linear e nem as relações de causa e efeito são 
iguais para todas as situações e empresas, exigindo do administrador cada vez mais 
conhecimentos teóricos, técnicos e práticos. 
Diante dessas dificuldades é importante que o administrador atual, 
independentemente de sua posição hierárquica e empresa em que atua, adquira 
habilidade de gerir uma empresa compatibilizando sua prática com as teorias de 
administração existentes. 
, 
 
 
4 
 
A junção da teoria com a prática, irá propiciar ao administrador habilidades para gerir 
empresas na atualidade, conforme podemos observar no quadro abaixo: 
 
Figura 1.1 
Existem inúmeros conceitos que definem administração. Em linhas gerais, podemos 
afirmar que administração está relacionada com a maneira mais eficiente de utilizar os 
recursos necessários para alcançar os objetivos planejados através dos esforços de 
colaboradores da empresa. 
Qualquer que seja o tipo e tamanho da organização, é necessário saber administrar 
todas as atividades e recursos com muita eficiência e eficácia, utilizando todos os 
elementos do conceito de administração, conforme quadro abaixo: 
 
, 
 
 
5 
 
 
Figura 1.2 
Administração é essencial para a existência, sobrevivência e o sucesso de qualquer tipo 
de organização. Nesse sentido o conhecimento das Teorias da Administração, torna-se 
o caminho necessário e obrigatório de toda pessoa que necessita trabalhar em uma 
organização, tendo que adquirir três habilidades para alcançar o sucesso: 
Habilidade Técnica: consiste no conhecimento dos métodos, técnicas e equipamentos 
para o desempenho das diversas tarefas que são necessárias numa organização. 
Habilidade Humana: consiste no conhecimento para relacionar, entender, comunicar e 
motivar as pessoas, através de uma liderança que consiga o alcance dos objetivos. 
Habilidade Conceitual: consiste na capacidade de ver a empresa de uma maneira 
global para definir as estratégias e ações da organização. 
A intensidade do uso de tais habilidades vai depender do cargo e nível hierárquico que 
o administrador possui na organização. Se for diretor, vai necessitar mais das 
habilidades conceituais. Se for gerente, vai utilizar mais a habilidade humana. Se for 
técnico, analista ou outro cargo operacional, vai utilizar mais a habilidade técnica. No 
quadro abaixo, podemos identificar o uso dessas habilidades: 
, 
 
 
6 
 
 
Figura 1.3 
1.2 Principais Escolas de Administração 
Os primeiros estudos das Teorias de Administração apareceram no início do século XIX, 
justamente quando as empresas começaram a crescer de tamanho e complexidade. 
Segundo Chiavenato (2014), historicamente as empresas passaram pelas seguintes 
fases: 
1ª Fase: com base na mecanização da indústria e da agricultura e a introdução das 
primeiras máquinas mecânicas. 
2ª Fase: com a aplicação da força motriz na indústria e descoberta da máquina a vapor. 
3ª Fase: desenvolvimento do sistema fabril, surgindo as grandes fábricas e 
desaparecendo as pequenas oficinas artesanais. 
4ª Fase: aceleramento dos transportes e das comunicações, criação do telégrafo, 
telefone, estrada de ferro. 
Para tratar com tais fases as diversas teorias de administração foram estudadas e 
desenvolvidas com foco nas seguintes abordagens: 
, 
 
 
7 
 
• Tarefas: desenvolvida na Administração Científica, cujos principais autores foram 
Taylor e Fayol, buscando a racionalização do trabalho no nível operacional; 
• Estruturas: desenvolvida na Teoria Anatomista e Fisiologista, cujo principal 
representante foi Fayol, buscando a eficiência através dos órgãos. Tal foco foi também 
analisado pela Teoria da Burocracia, cujo principal representante foi Weber, 
introduzindo os conceitos de formalização, divisão de trabalho e impessoalidade; 
• Pessoas: desenvolvida nas Teorias de Relações Humanas e Comportamental, buscando 
o equilíbrio da organização através da motivação, liderança e do processo decisório; 
• Ambiente: desenvolvida nas Teorias de Sistemas, cujos principais representantes 
foram Bertalanffy, Wiener e Lawrence, que estudaram a organização na visão de um 
sistema aberto; 
• Tecnologia: desenvolvida na Teoria Contingencial, cujos principais representantes 
foram Woodward, Thompson, e Perrow, procurando analisar as variáveis ambientais e 
suas influências nas técnicas administrativas. (CHIAVENATO, 2014, p. 14) 
Tais abordagens são as principais variáveis que interferem diariamente no cotidiano 
das organizações, cada uma delas tendo uma maior ou menor influência, dependendo 
do tipo de organização, mercado e produto ou serviço que ela produz. Ou seja, tais 
variáveis são as preocupações constantes das empresas e administradores e, quando 
maior a eficiência e eficácia no uso e aplicação delas, mais competitiva a empresa será. 
 
Fonte: CHIAVENATO, 2014, p. 17 
Figura 1.4 
, 
 
 
8 
 
Os vários conceitos de administração podem ser explicados, conforme a classificação 
das categorias de Escolas, definidas por Silva (2008): 
Escola 
Funcional 
Administração é um processo que utiliza planejamento, 
organização, direção e controle para obter os resultados 
planejados através do uso de pessoas e recursos. Tais 
fundamentos foram utilizados por Henry Fayol e Frederick Taylor, 
dois expoentes nomes das Teorias da Administração. 
Escola das 
Relações 
Humanas 
Administração é um processo social, que busca o alcance dos 
resultados utilizando-se de pessoas. Elton Mayo foi um estudioso 
das relações sociais existentes nas organizações. 
Escola da 
Tomada de 
Decisões 
Administração é considerada um processo decisório, pois através 
das decisões e do controle das ações dos funcionários, a empresa 
alcançará seus objetivos. Peter Drucker foi um dos maiores 
defensores desse modelo. 
Escola de 
Sistemas 
Administração considera as organizações como sistemas 
orgânicos e abertos, onde interação e a interdependência das 
partes irá proporcionar o alcance dos objetivos organizacionais. 
Ludwig Von Bertalanffy, foi um dos criadores da Teoria de 
Sistemas. 
Escola 
Contingencial 
Administração é considerada situacional, pois depende de como a 
empresa irá adotar suas estratégias para lidar com o ambiente 
onde atua, onde não existe um modelo ideal e único para 
alcançar sucesso. Vários estudos foram desenvolvidos nesse 
modelo, tais como os dos autores Joan Woodward e Charles 
Perrow. 
 
1.3 Organizações 
Vivemos em uma sociedade de organizações. Diariamente entramos e saímos de vários 
tipos de organizações onde, em cada uma delas, temos uma maneira de usar ou 
prestar serviços. 
De manhã, quando saímos para trabalhar, usamos um tipo de transporte (metrô, 
ônibus, taxi, trem, etc.) onde cada um tem suamaneira de ser utilizado e organizado. 
Antes de trabalhar vamos a um bar, lanchonete ou padaria para tomar café da manhã. 
Ao entrar na organização, temos que passar pelo sistema de catraca controlada por 
uma empresa terceirizada de vigilância. No almoço, vamos a um restaurante e 
podemos fazer compras em loja comercial (shopping, livraria, supermercado). No 
término do trabalho podemos ir ao cinema, teatro, academia, igreja, universidade, etc. 
, 
 
 
9 
 
Como vimos no parágrafo acima, diariamente, entramos e saímos de diversos tipos de 
organizações, onde cada uma tem sua administração própria, seus objetivos e forma 
de vender serviços ou produtos. 
“Organização é definida como duas ou mais pessoas com desejo e disposição para o 
alcance de um objetivo comum.” (SILVA, 2008, p.4) 
Apesar de a definição parecer simples, toda organização, independentemente do tipo 
e porte, tem seu grau de complexidade, sendo essencial ser bem administrada para 
poder sobreviver e competir no mercado onde atua. 
Toda organização é feita de pessoas diferentes umas das outras, iniciando assim a 
primeira dificuldade em escolher a pessoa certa para cada tarefa. 
Quando uma organização tem mais de uma pessoa, necessariamente deve realizar 
outra atividade complexa que é a divisão de trabalho, procurando conciliar habilidades 
de cada uma com as respectivas tarefas que terão de realizar. 
Conforme aumenta o número de pessoas numa organização, há necessidade de 
realizar uma separação de áreas, de acordo com a similaridade destas, é a 
departamentalização. 
Ao criar as áreas (departamentos, gerências) há uma nova necessidade de estabelecer 
coordenação entre elas em busca do objetivo comum da organização e de mensurar o 
desempenho de cada uma. Surge a necessidade de ter bons líderes e bons controles, 
além de uma estrutura organizacional adequada às necessidades da empresa e do 
ambiente onde atua. 
Outro papel importante numa organização é saber distinguir quais atividades fazem 
parte do seu negócio principal (core business) e quais atividades não são importantes, 
para poder decidir se vai ou não terceirizar (outsourcing), uma parte delas. 
Outro fator, também importante, é a organização definir quais serão seus limites e 
delimitá-los, para poder então definir qual será seu negócio e mercado onde vai atuar. 
, 
 
 
10 
 
Toda organização é considerada como um sistema aberto, onde irá interagir com 
outras organizações, e necessitar de entradas de outros ambientes (recursos 
necessários), realizar transformações das entradas (processos) para transformá-los em 
produtos/ou serviços (saídas), conforme demonstrado na figura abaixo: 
 
Fonte: SILVA, 2008, p. 44 
Figura 1.5 
Na figura acima o feedback significa o controle do retorno da informação que é 
necessário numa organização, desde a entrada dos recursos até a entrega dos 
produtos/saídas (saídas). 
1.4 A Administração no Brasil 
A Administração é uma prática existente em todos os países do mundo, tendo iniciado 
em 1881 com a criação da Wharton Scholl – EUA, a primeira escola de administração. 
Em cada país a necessidade de administrar uma organização e o trabalho do 
administrador é quase o mesmo: alcançar os objetivos organizacionais com o menor 
uso de recursos. 
Cada país herda algumas características específicas oriundas da cultura nacional, que 
traz algumas diferenças na maneira de adotar o modelo de gestão ideal para 
administrar uma organização. 
, 
 
 
11 
 
Nos EUA, por exemplo, predomina o estilo de administrar com base no individualismo 
e pragmatismo, gerando um modelo de gestão com base no empreendedorismo e 
busca da competitividade. No Japão, o estilo predominante é com base no coletivismo, 
gerando decisões baseadas no consenso do grupo e ênfase no planejamento. 
Nesse sentido é importante conhecer a cultura brasileira, quais são nossas principais 
tradições culturais e valores, principalmente, em que medida eles influenciam o estilo 
brasileiro de administrar. 
Antes de falarmos a respeito da cultura brasileira, segue abaixo um quadro resumindo 
os principais eventos da história da Administração no Brasil: 
1931 Fundação do Instituto da Organização Regional do Trabalho e criação do 
Departamento Administrativo do Serviço Público - DASP 
1945 Criação dos Cursos de Ciências Contábeis e Ciências Econômicas 
1946 Início da Faculdade de Economia e Administração em SP - USP 
1952 Início da Escola de Administração Pública Fundação Getúlio Vargas - FGV 
1954 Início da Escola de Administração de Empresas Fundação Getúlio Vargas - 
FVG 
1960 Criação da Associação Brasileira de Técnicos em Administração 
1964 Início da expansão dos cursos de Administração em diversas Universidades 
e Faculdades 
1965 Lei 4.769 regulamenta a profissão do Administrador 
1985 Lei Federal 735 altera o nome de Técnico de Administração para 
Administrador. Cria os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de 
Administração 
 
A cultura brasileira possui alguns traços que beneficiam a gestão da administração, 
comparados a outros países, mas também possui alguns traços que criam dificuldades. 
Segundo Sobral (2008), uma pesquisa realizada com 2.500 administradores brasileiros 
pela Betânia Barros e Marco Aurélio Prates, a cultura brasileira de administrar pode ser 
dividida em quatro grandes subsistemas: institucional, pessoal, líderes e liderados, 
conforme figura abaixo: 
, 
 
 
12 
 
 
Fonte: SOBRAL, 2008, p. 17 
Figura 1.6 
A intersecção desses quatro subsistemas permite identificar 9 traços culturais 
predominantes nos administradores brasileiros: 
• Concentração de poder: boa parte das empresas brasileiras centraliza o poder 
nos níveis mais elevados da empresa, contribuindo para a grande distância 
hierárquica em todos os níveis organizacionais; 
• Personalismo: muito típico nas organizações brasileiras e envolve o grau de 
amizade que os líderes têm em relação a alguns funcionários de sua confiança, 
cultivando a proximidade nessas relações interpessoais. Ou seja, às vezes a 
amizade tem mais poder que a própria autoridade do cargo que o líder ocupa; 
• Postura de espectador: esse traço cultural vem da nossa história desde a época 
colonial, tornando os funcionários passivos à espera da ordem dos líderes; 
• Aversão ao conflito: nesse caso os subordinados evitam o confronto com os 
líderes, reduzindo conflitos e fortalecendo a concentração do poder; 
• Formalismo: em virtude da falta de confiança, característica das instituições 
brasileiras, principalmente as de iniciativa pública, contribui para o aumento de 
normas e regulamentos, enrijecendo a organização; 
, 
 
 
13 
 
• Lealdade às pessoas: tal característica facilita o excesso de formalismo, fazendo 
da lealdade pessoal um bom mecanismo de integração nas organizações; 
• Paternalismo: os líderes agem como se fossem pais e protetores dos liderados, 
possibilitando a articulação da concentração do poder com o personalismo, 
originando inúmeras promoções que deixam de lado as competências técnicas 
dos liderados; 
• Flexibilidade: é o traço mais forte da cultura brasileira, cujo apelido famoso é “o 
jeitinho brasileiro”. Através dessa flexibilidade os administradores brasileiros 
conseguem realizar as articulações necessárias para adaptar a rigidez do 
formalismo, concentração de poder e aumentam a criatividade de decisões 
para adaptar-se rapidamente às mudanças que o ambiente exige; 
• Impunidade: infelizmente também é um traço marcante, oriundo 
principalmente das relações interpessoais e da cultura do povo brasileiro, 
permitindo transgredir leis, regulamentos e normas. 
Segundo Sobral (2008) as principais características dos administradores brasileiros, 
definidos pelos pesquisadores Costa, Fonseca e Dourad são: 
 Visão imediatista: prioriza somente projetos e tarefas de curto prazo; 
 Estruturas organizacionais piramidais: proporcionando o distanciamento entre 
os níveis hierárquicosda empresa; 
 Tomadas de decisão centralizadas e autocráticas: diminuindo a participação 
dos funcionários no processo decisório; 
 Sistemas de controle punitivos: com base na centralização do poder e 
aumentando o nível de desconfiança dos funcionários; 
 Prática de relações interpessoais com base no respeito ao poder das 
autoridades: devido à passividade e ao medo de conflitos; 
 Estilo gerencial com grande distância entre o discurso e a prática: cultivando a 
desconfiança e políticas não éticas; 
 Uso disfarçado da força da autoridade, para parecer que há participação e 
envolvimento dos funcionários; 
, 
 
 
14 
 
 Conduta gerencial propícia a modo e modismos de ferramentas consagradas, 
mas sem o devido cuidado de analisar se são úteis ou não para a empresa. 
A atividade empresarial no Brasil é muito complexa devido a diversos problemas, que 
dificultam a obtenção de bons resultados. Os principais problemas são os seguintes: 
 Elevada carga tributária: infelizmente é um dos países como a maior carga 
tributária do mundo, com cerca de 34%. A França, que lidera o ranking mundial, 
possui uma carga de 34,4%; 
 Elevados custos de financiamento: a taxa de juros real da economia brasileira é 
a 7ª mais elevada do mundo, em 2019, com 2,38% ao ano; 
 Excesso de burocracia: o Brasil é um país muito burocrático, dificultando a 
flexibilidade das empresas brasileiras; 
 Produtividade baixa: devido aos fatores acima, a produtividade brasileira é 
baixa em relação aos países desenvolvidos. 
1.5 A Administração atual e futura 
Vivemos em um mundo globalizado, complexo e em constantes mudanças. Tais 
características trazem inúmeras dificuldades às organizações e aos administradores. 
Atualmente, a quantidade de informações, ideias, pessoas e capital atingem um 
volume gigantesco e numa velocidade cada vez maior, por conta da evolução 
tecnológica dos meios de comunicação. 
Tudo isso leva uma constante incerteza na Administração, mudanças rápidas e bruscas, 
um maior crescimento organizacional e uma concorrência cada vez mais acirrada. 
Segundo Sobral (2008) as principais mudanças que devem ocorrer na administração 
das organizações são: 
 Visão global do negócio: mesmo que a empresa seja pequena, deve ter um site 
na internet. É preciso enxergar o negócio em contexto global; 
 
, 
 
 
15 
 
 Diversidade cultural: com a facilidade de uma empresa atuar em diversos 
países e com trabalhadores de diversas nacionalidades, a diversidade cultural 
poderá ser uma grande barreira se não for bem gerenciada, obrigando os 
administradores a lidarem com diversas culturas, línguas, tradições e valores, 
simultaneamente; 
 Mudanças nas estruturas organizacionais: o modelo tradicional de estruturas 
hierárquicas, com centralização de poder, está sendo substituído por estruturas 
matriciais, mais flexíveis, onde você poderá ter inúmeros líderes, com base no 
projeto ou processo em que estiver atuando; 
 O vínculo burocrático do administrador deverá mudar para o vínculo 
empreendedor, onde vai necessitar encontrar novas alternativas de negócios 
para sobreviver à concorrência cada vez mais acirrada; 
 A informação que normalmente era centralizada, na mão de poucos gestores 
será cada vez mais pulverizada, trazendo maiores riscos com o uso de 
informações secretas e estratégicas que poderão ser acessadas indevidamente; 
 O desempenho da organização, que era cobrado por tipo de área, passará a ser 
cobrado pelo desempenho global da organização. Ou seja, não existe uma área 
mais importante que a outra, todas são e devem contribuir igualmente para o 
desempenho da organização numa visão global e ampliada; 
 As vendas que eram realizadas mais em locais físicos, estão sendo substituídas 
pelo comércio eletrônico. Tal impacto mudará totalmente a forma de 
administrar e se relacionar com as pessoas. 
Conclusão 
Nesse bloco estudamos o conceito de administração e organização; as principais 
Escolas de Administração que foram criadas; como a administração evoluiu no Brasil; 
quais são nossas principais características herdadas e a visão clara e objetiva para o 
administrador brasileiro entender a importância do seu trabalho perante uma 
organização que lida com a complexidade do mundo atual. Estudamos também como 
será a administração no futuro, o que permite ao administrador brasileiro se preparar 
para enfrentar os desafios com competência e eficiência. 
, 
 
 
16 
 
Referências 
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral de Administração. 9. ed. Barueri: 
Manole, 2014. 
SILVA, Reinaldo O. Teorias da Administração. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008. 
SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: teoria e prática no contexto brasileiro. 
São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.

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