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Anatomia Médico-Cirúrgica-Aulas_P1 - Manu linda

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1 Anatomia Médico-Cirúrgica 
Anatomia Médico-Cirúrgica 
Prof.º José Kawazoe – 07/08/2019 
Anatomia aplicada ao exame radiológico 
1. Telerradiografia 
- Método inventado em 1895 pelo físico alemão Wilhelm 
Roentgen (Roentgenology, em alguns países de língua 
inglesa); 
 
- Princípios físicos: a imagem é formada por raios-x 
(radiação ionizante); quanto mais raios chegam ao filme, 
mais escura a imagem; conforme sua estrutura, um 
objeto absorverá mais ou menos radiação; os raios-x, um 
tipo de radiação eletromagnética, atravessam o corpo, 
perdendo energia para determinados tecidos e apenas os 
fótons que possuem energia suficiente para atravessar 
os tecidos chegam à folha de raio-x; 
- Características: a imagem é bidimensional; constituído 
de uma ampola de raio-x e um filme radiográfico; 
imagens mais próximas do filme sofrem menor distorção; 
nomenclatura das incidências é dada pela direção dos 
raios. Entre as quais: 
* PA: posteroanterior, ampola posterior e filme 
anterior ao paciente, adequado para a 
visualização da silhueta cardíaca; 
* AP: adequado para visualização de coluna 
vertebral). 
* Laurell: decúbito lateral com raios horizontais. 
- Técnica: posição: simetria das clavículas, traqueia e 
coluna vertebral; penetração: a penetração ideal para o 
pulmão ocorre quando, da coluna situada por trás da 
imagem cardíaca, apenas uma tênue faixa se deixa ver; 
inspiração: o diafragma deve situar-se entre o 10º e 11º 
arcos costais posterior; 
Suspeita de pneumonia: aerobroncograma ou 
broncograma aéreo. 
2. Tomografia computadorizada 
 
- Princípio físico: assim como na telerradiografia, o 
princípio físico da TC é a radiação ionizante, com a 
diferença de que as imagens obtidas com a TC possuem 
resolução melhor. 
As imagens são obtidas por sensores conectados a um 
computador, obtendo cortes transversais e podendo-se 
adotar a utilização de contraste à base de iodo. 
 
- Vantagens: capacidade de, através da análise dos 
valores numéricos dos coeficientes de absorção, 
identificar os componentes dominantes das estruturas; 
possibilidade de processar as imagens a qualquer 
momento, através de dados armazenados em discos 
magnéticos; baixo custo e fácil acesso; indicado para 
fraturas articulares e complexas (reconstrução); 
- Tomografia computadorizada quantitativa 
(osteoporose) / densitometria óssea; 
- Desvantagens: utiliza radiação ionizante (em alta 
quantidade) e meio de contraste iodado. Ex.: 
angiotomografia para quantificação da obstrução de um 
vaso; limitação de planos de corte em aparelhos mais 
antigos que não fornecem boas imagens de 
reconstrução; 
3. Ultrassonografia 
 
- Princípio físico: usa um princípio parecido com o 
princípio do sonar > o tempo que uma onda emitida com 
uma determinada frequência leva para ser refletido é 
conertido em distância; na USG, feixes de ultrassom (2-
14 MHz) são emitidos por um cristal piezoelétrico 
localizado no interior do transdutor; antigamente, o cristal 
imóvel oferecia a imagem de estruturas ao longo de um 
segmento de reta; à medida que os cristais passam a ter 
movimento, as imagens varrem um plano; 
- Vantagens: quanto maior a frequência, mais nítida a 
imagem; fornece imagens em tempo real; não utiliza 
radiação ionizante; 
- Limitações: não serve para sólidos e para ar; 
frequência de onda não atravessa ossos (para 
ecocardiograma, colocar o transdutor no EIC; derrame 
pleural pode ser visualizado, mas parênquima pulmonar, 
não); é um procedimento examinador-dependente; serve 
 
 
2 Anatomia Médico-Cirúrgica 
principalmente para vísceras parenquimatosas e para 
locais onde há líquidos; 
- Efeito Doppler: mudança aparente na frequência de 
uma onda produzida pelo movimento relativo entre a 
fonte emissora da onda e o observador; pelo efeito 
Doppler, é possível criar imagens tridimensionais; 
utilizado para ver direção e velocidade de fluxo (as 
hemácias funcionam como um anteparo que promove o 
efeito Doppler), usado na ecocardiografia (USG aplicada 
ao coração; usada na quantificação de doenças valvares 
– estenoses e insuficiências – cuja confiabilidade da 
estimativa é tão alta que possui indicação cirúrgica); 
4. Ressonância nuclear magnética (RNM) 
 
- Princípio físico: o meio físico que permite a formação 
da imagem é um campo magnético muito forte (o campo 
magnético da Terra é de cerca de 0,5 Gauss; 1 Tesla = 
10.000 Gauss; a maioria dos aparelhos de ressonância 
possuem campo magnético de 1,5 Tesla); 
- Sequência de eventos para a formação da imagem: 
 Uma bobina de radiofrequência emite um campo 
magnético capaz de promover o alinhamento 
dos núcleos de hidrogênio constituintes dos 
tecidos corporais. 
 Os núcleos que se alinham no mesmo sentido do 
campo magnético são de baixa energia, 
enquanto os que se alinham no sentido oposto 
são de alta energia. 
 Os núcleos excedentes de baixa frequência 
captam energia de radiofrequência e invertem a 
direção do spin, tornando-se de alta frequência. 
 A aplicação intermitente de corrente derivada do 
liga-e-desliga dessa bobina permite que os 
núcleos de baixa frequência, que absorveram 
energia enquanto a bobina emitia o campo 
magnético, ou seja, estava ligada, liberem a 
energia recebida e se tornem novamente núcleos 
de baixa frequência. 
 Esta energia é captada por uma bobina 
receptora, que converte as ondas de energia em 
sinais numéricos, que são transformadas em 
imagens em diferentes planos (cortes sagitais, 
coronais ou oblíquos) por um computador. 
 A imagem é formada pela seleção de “fatias”, por 
meio do processamento da captação de energia 
em cada segmento; 
- Frequência de ressonância: pressuposto no qual os 
núcleos de hidrogênio absorvem energia apenas em uma 
determinada frequência, conhecida como frequência de 
ressonância; é diretamente proporcional à força do 
campo magnético; 
- Um gradiente de ressonância pode ser gerado ao longo 
da área de estudo para “selecionar” uma fatia pelas 
bobinas de gradiente; 
- Vantagens: como não utiliza radiação ionizante, então 
risco de iatrogenia é menor; não usa contraste de iodo; 
contraste não nefrotóxico; imagens possuem maior 
sensibilidade e evidenciam melhor detalhes anatômicos; 
oferecem cortes sagitais, coronais, oblíquos e 
transversais sem necessidade de reposicionar o 
paciente; lesões ligamentares, musculares, fraturas por 
estresse, lesões neurológicas e medulares (em casos de 
AVE, é muito mais sensível para diferenciar AVE 
isquêmico de hemorrágico) são bem visualizadas; bom 
para ver tecidos moles. 
- Desvantagens: alto custo; dificuldade para identificar 
pequenas calcificações patológicas nos tecidos; maior 
tempo de realização do procedimento; imagens ruins 
para ossos; maior chance de artefatos na imagem por 
causa do movimento do paciente. 
- Contraindicações: pacientes com claustrofobia e 
síndrome do pânico, próteses cocleares, marcapassos, 
clips de aneurisma, pacientes com monitorização 
intensiva (como ventilação mecânica), ferimentos por 
arma de fogo, próteses antigas (que geram halo ao redor 
da área); 
 
 
 
 
3 Anatomia Médico-Cirúrgica 
Anatomia Médico-Cirúrgica 
Prof.º: André Marcondes – 12/08/2019 
Anatomia aplicada ao exame dos nervos cranianos 
OCULOMOTOR (III), TROCLEAR (IV) E ABDUCENTE 
(VI) 
- Anamnese: 
Homem de 38 anos admitido no hospital da Universidade 
de Kyoto em 1976, com queixa de visão dupla (diplopia) 
inicialmente desencadeada por mirada lateral direita há 
10 meses, enquanto dirigia; 
- HPP: nada digno de notas; 
- Exame físico: a sensibilidade da face era normal e não 
havia sinais de doença cerebelar ou de aumento da PIC 
(pressão intracraniana); 
Algumas definições: 
- Estrabismo: assimetria do desvio entre os olhos; pode 
ser convergente ou divergente; 
Musculatura intrínseca 
 M. esfíncter da pupila: funcionalidade é avaliada 
através dos reflexos fotomotores diretos e 
consensuais; depende da integralidade das 
fibras parassimpáticas do nervo oculomotor (III);