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52.unknown
2.unknown
27.unknown
		Tabela 12.1
Características dos dois sistemas de vias descendentes
		Sistema Lateral
		Origem
		Feixe
		Lateralidade
		Terminação
		Função
		Córtex cerebral (áreas 6 e 4)
		Córtico-espinhal lateral
		Contralateral (decussação piramidal)
		Moto- e interneurônios laterais
		Movimentos apendiculares voluntários
		Núcleo rubro
		Rubro-espinhal
		Contralateral (cruzamento no tegmento mesencefálico)
		Moto- e interneurônios laterais
		Movimentos apendiculares voluntários
		Sistema Medial
		Origem
		Feixe
		Lateralidade
		Terminação
		Função
		Córtex cerebral (áreas 6 e 4)
		Córtico-espinhal medial
		Bilateral (cruzamento parcial na medula)
		Moto- e interneurônios mediais
		Movimentos axiais voluntários
		Colículo superior
		Tecto-espinhal
		Contralateral (cruzamento no tegmento mesencefálico)
		Moto- e interneurônios mediais
		Orientação sensório-motora da cabeça
		Formação reticular pontina
		Retículo-espinhal pontino
		Ipsolateral
		Moto- e interneurônios mediais
		Ajustes posturais antecipatórios
		Formação reticular bulbar
		Retículo-espinhal bulbar
		Ipsolateral
		Moto- e interneurônios mediais
		Ajustes posturais antecipatórios
		Núcleo vestibular lateral (núcleo de Deiters)
		Vestíbulo-espinhal lateral
		Ipsolateral
		Moto- e interneurônios mediais
		Ajustes posturais para a manutenção do equilíbrio corporal
		Núcleo vestibular medial
		Vestíbulo-espinhal medial
		Bilateral
		Moto- e interneurônios mediais
		Ajustes posturais da cabeça e tronco
54.unknown
4.unknown
5.unknown
		Tabela 12.2.
Os principais movimentos oculares
		Grupo
		Características
		Tipos
		Circuitos
		Estabilização do olhar
		Involuntários, reflexos
		Vestíbulo-oculares
		Labirinto ( Núcleos vestibulares ( Núcleos motores oculares
		
		
		Optocinéticos
		Retina ( Núcleos pretectais ( Oliva inferior ( Cerebelo ( Núcleos vestibulares ( Núcleos motores oculares
		Desvio do olhar
		Voluntários ou involuntários
		Conjugados
		Sacádicos
		Córtex frontal e Núcleos da base ( Colículo superior ( Formação reticular ( Núcleos motores oculares
		
		
		
		De seguimento
		Córtex visual ( Núcleos pontinos ( Cerebelo ( Núcleos vestibulares ( Núcleos motores oculares
		
		
		Disjuntivos ou de vergência
		Convergentes
		Formação reticular mesencefálica ( Núcleos motores oculares
		
		
		
		Divergentes
		
6.unknown
55.unknown
8.unknown
9.unknown
57.unknown
58.unknown
59.unknown
60.unknown
61.unknown
15.unknown
16.unknown
17.unknown
18.unknown
19.unknown
20.unknown
		Tabela 12.3
Os núcleos da base
		Origem
		Complexo
		Núcleos
		Abreviaturas
		Telencéfalo
		Corpo Estriado
		Nu. Caudado
		Cd
		
		
		Nu. Putâmen
		Pu
		
		
		Nu. Acumbente*
		Ac
		
		
		Tubérculo Olfatório*
		TO
		
		Globo Pálido
		Externo
		GPe
		
		
		Interno
		GPi
		
		
		Ventral*
		GPv
		Diencéfalo
		
		Nu. Subtalâmico
		ST
		Mesencéfalo
		Substância Negra
		Parte compacta
		SNc
		
		
		Parte reticulada
		SNr
		
		
		Área Tegmentar Ventral*
		ATV
21.unknown
62.unknown
25.unknown
63.unknown
Figura 12.1
. 
Os ordenadores do sistema motor atingem os motoneurônios espinhais através das vias 
descendentes. À esquerda estão aqueles que compõem o subsistema ventromedial, e à direita os que compõem o 
subsistema lateral. O pequeno encéfalo indica o plano do corte coronal à direita, e a luneta indica o ângulo de 
observação (dorsal) dos troncos encefálicos desenhados na parte de baixo. A figura não mostra os núcleos dos 
nervos cranianos e suas vias. 
Figura 12.2
. 
Os diferentes feixes medulares, entidades anatômicas que alojam as vias descendentes dos ordenadores motores, 
ocupam regiões específicas da substância branca medular. No funículo lateral situam-se os feixes córtico-espinhal lateral e 
rubro-espinhal, ambos componentes do subsistema motor lateral. No funículo ventromedial ficam os demais feixes, 
componentes do subsistema medial (ou ventromedial). Na figura, os feixes estão representados apenas de um lado da medula 
para simplificar o esquema e faci
litar a compreensão. 
Figura 12.3.
 
As vias descendentes do sistema medial se originam de diferentes regiões do tronco encefálico. . Os feixes retículo-espinhais 
originam-se de neurônios da formação reticular pontina e da formação reticular bulbar, e os axônios projetam para motoneurônios do mesmo 
lado da medula. . Os feixes vestíbulo-espinhais originam-se dos núcleos vestibulares situados no bulbo, e projetam a ambos os lados da 
medula. O feixe tecto-espinhal origina-se no colículo superior, e seus axônios cruzam para o lado opo
sto antes de chegar à medula. Os 
desenhos representam cortes transversais dos tronco encefálico, numerados em correspondência com os níveis representados no pequeno 
encéfalo do quadro.
A
B
C.
Figura 12.4
. 
As vias 
descendentes do sistema 
lateral originam-se no 
córtex cerebral e no 
mesencéfalo. Os feixes 
córtico-espinhais 
originam-se 
principalmente na área 
motora primária, mas só o 
maior deles (o lateral) 
cruza na decussação 
piramidal antes de atingir a 
medula (o feixe córtico-
espinhal medial não está 
ilustrado na figura). O feixe 
rubro-espinhal origina-se 
no núcelo rubro e cruza no 
tronco encefálico alto. Os 
desenhos representam 
cortes transversos 
numerados em 
correspondência com os 
níveis represe
ntados no 
pequeno encéfalo do 
quadro. 
Figura 12.5. 
Alguns dos 
circuitos posturais têm 
origem nos órgãos 
vestibulares (à direita), 
outros nos fusos 
musculares dentro dos 
músculos. Desses dois 
órgãos receptores 
emergem as vias aferentes 
(em azul). As principais 
estruturas que comandam 
as reações posturais são 
os núcleos vestibulares, 
que comandam a 
musculatura do corpo, e os 
núcleos motores do globo 
ocular, que comandam a 
musculatura extra-ocular. 
Por simplicidade, só estão 
ilustradas (em vermelho) 
as vias eferentes do 
cerebelo, núcleo 
abducente e
 núcleos 
vestibulares. 
Figura 12.6.
 
Os axônios de comando dos movimentos oculares originam-se nos núcleos dos nervos motores do globo ocular, com um 
padrão específico de inervação. À esquerda estão representados cortes transversos do tronco encefálico, cuja vista dorsal está 
representada à direita. Os movimentos de estabilização do olhar são comandados a partir de informações veiculadas pela retina aos 
núcleos pretectais, que por sua vez emitem projeções até os núcleos dos nervos cranianos correspondentes. Observar que apenas o 
nú
cleo troclear emite projeções cruzadas. 
Figura 12.7.
 
A 
representação dos 
movimentos oculares no 
colículo superior pode ser 
revelada 
experimentalmente. O 
pesquisador registra a 
atividade neuronal no 
colículo superior (pontos 
numerados em ), e 
procura no campo visual a 
posição dos campos 
receptores 
correspondentes (círculos 
brancos numerados em ). 
Depois estimula 
eletricamente a região 
através do mesmo 
eletródio, e registra o 
movimento ocular 
produzido (setas em ). 
Observa-se assim que os 
olhos do animal se movem 
do centro do campo visual 
para o cen
tro do campo 
receptor, cada vez que a 
região correspondente do 
colículo superior é 
estimulada. O meridiano 
horizontal do campo visual 
(em ) e sua representação 
no colículo (em ) estão 
representados por uma 
linha pontilhada, e o 
meridiano vertical por uma 
linha contínua grossa. Os 
demais meridianos estão 
representados por linhas 
contínuas finas. As cores 
representam os quadrantes 
do campo (em ), e 
correspondem às regiões 
do colículo (em ). 
 
B
A
A
A
B
A
B
Modificado de P.H. Schiller e M. 
Stryker (1972). 
 35: 915-924.Journal of 
Neurophysiology
Figura 12.8
. 
Os 
movimentos sacádicos 
são comandados pelo 
córtex frontal e pelo 
colículo superior 
(neurônios vermelhos) 
através da formação 
reticular pontina do lado 
oposto. Os neurônios 
desta (em azul) projetam 
aos núcleos motores do 
globo ocular. 
Figura 12.9.
 
As áreas motoras corticais estão representadas em tons de azul. As áreas representadas em tons de verde 
conectam-se com as primeiras, mas não fazem parte do sistema motor. O desenho de cima ilustra a face lateral do hemisfério 
esquerdo, e o desenho de baixo ilustra a face medial do hemisfério direito. Todas as áreas representadas, entretanto, existem em 
ambos os hemisférios. Abreviaturas no texto. Os números referem-se à classificação citoarquitetônica de Brodmann.
Figura 12.10.
 A somatotopia é um importante princípio de organização de M1. . A estimulação elétrica de partes do giro pré-central 
permite idealizar um homúnculo que representaria o “mapa motor” do corpo humano na superfície cortical. B. Os experimentos feitos 
no cérebro de macacos indicaram que cada ponto estimulado pode provocar a ativação de vários músculos. O desenho de baixo 
representa uma ampliação do desenho de cima, e os campos em preto representam as partes do corpo do macaco que se movem 
quando cad
a ponto do córtex é estimulado eletricamente. 
A
Modificado de Woolsey e colaboradores (1951). Research Publications of the Association 
for Research in Nervous and Mental Diseases, 30: 238-264.
Figura 12.11
. 
Divergência e convergência dos axônios córtico-espinhais. representa um único neurônio córtico-espinhal que 
projeta para vários grupos de motoneurônios (divergência), cada um deles responsável pelo comando de um músculo diferente. 
. A morfologia de um único axônio córtico-espinhal (em vermelho) revela ramificações em diferentes setores do corno ventral da 
medula. . A estimulação elétrica de um único axônio córtico-espinhal (indicada pelo asterisco sobre o traçado gráfico) ativa os 
músculos 1-4,
 mas não os músculos 5 e 6 (traçados numerados). representa a convergência: vários neurônios córtico-espinhais 
projetam para um único motoneurônio medular. 
 
A
B
C
D
B modificado de Shinoda et al (1981). 23: 7-12. C modificado de Fetz e 
Cheney (1980). 44: 751-772.
Neuroscience Letters
Journal of Neurophysiology
Figura 12.12.
 
Imagem de ressonância magnética funcional de um indivíduo durante o movimento do polegar 
direito. Aparecem ativas as áreas motora primária (M1) e somestésica primária (S1), e a 
área motora suplementar (MS). S1 é ativada por que o próprio movimento causa estimulação somestésica. E = 
hemisfério esquerdo; D = hemisfério direito. 
Imagem cedida por Jorge Moll Neto, Grupo Labs - Rede D’Or.
lateralmente medialmente 
Figura 12.13.
 
O 
experimento de Evarts. . 
O macaco era treinado a 
estender ou fletir o punho, 
e o pesquisador ao 
mesmo tempo registrava a 
atividade neuronal do seu 
córtex motor com um 
microeletródio. . O 
traçado azul representa o 
disparo de potenciais de 
ação (cada traço vertical) 
de um neurônio motor 
cortical, enquanto o 
traçado cinza indica os 
movimentos do punho. 
Observar que o neurônio 
começa a disparar antes 
da flexão, e que a 
freqüência de PAs é maior 
quando a força muscular 
empregada é também 
maior (). 
A
B
B2
B modificado de 
E. Evarts (1968) 
 31: 14-27. 
Journal of 
Neurophysiology
Figura 12.16
. 
O experimento de Passingham. Enquanto o indivíduo tenta descobrir a 
seqüência correta de movimentos (), as áreas ativadas são diferentes de quando ele a 
descobre (). 
A
B
Modificado de Jenkins e colaboradores (1994) 14: 3775-3790.
Journal of Neuroscience
Figura 12.14.
 A
B
Além da força muscular, os neurônios corticais também comandam a direção do movimento. . O macaco é treinado a 
realizar movimentos em determinadas direções, enquanto o pesquisador registra a atividade elétrica dos neurônios corticais. . O 
comprimento de cada traço azul representa a freqüência de disparo de PAs de um neurônio cortical antes de um movimento 
direcionado. As setas pretas indicam a resultante da atividade da população neuronal que dispara antes de cada movimento. Pode-
se ver que a re
sultante é muito próxima da direção efetiva do movimento. . 
B modificado de Georgopoulos (1988) 2: 2849-2857
FASEB Journal
Figura 12.15.
 
Planejamento e comando 
motor envolvem áreas 
diferentes do córtex 
cerebral. . O movimento 
simples de um dedo 
provoca a ativação de M1 e 
S1 no hemisfério esquerdo. 
. Um movimento 
complexo envolvendo 
vários dedos em seqüência 
provoca a ativação de 
várias áreas em ambos os 
hemisférios. . Pensar no 
movimento anterior, sem 
fazê-lo, ativa apenas a 
região de planejamento 
motor. 
A
B
C
Modificado de Roland 
(1993). Brain Activation. Wiley-
Liss, New York, EUA.
Figura 12.17.
 
O cerebelo 
possui um córtex na 
superfície, e núcleos 
profundos no seu interior. 
. Vista dorsal do cerebelo 
(indicada pela luneta no 
pequeno encéfalo acima e 
à direita), com os núcleos 
profundos desenhados 
“por transparência”. . 
Vista ventral do cerebelo 
(pequeno encéfalo abaixo 
à direita), com os 
pedúnculos cerebelares 
cortados. 
A
B
Figura 12.18. .
A
B.
 
Do ponto de vista das suas conexões, o cerebelo é subdividido em três regiões: verme, hemisférios intermédios e 
hemisférios laterais. Os núcleos profundos recebem aferentes seletivos de cada subdivisão. As subdivisões conectivas do cerebelo 
são também funcionais, e se relacionam com os subsistemas motores, definindo o vestíbulo-cerebelo, o espino-cerebelo e o cérebro-
cerebelo. Os diagramas de blocos representam os aferentes e os eferentes de cada subdivisão funcional. 
Figura 12.19.
 
Uma pequena fatia do córtex cerebelar (detalhe acima, à esquerda) é representativa de todas as regiões. 
representa as fibras aferentes do cerebelo (em vermelho). representa as fibras eferentes do córtex cerebelar, que emergem 
das células de Purkinje (em vermelho). ilustra os interneurônios principais (também em vermelho). 
A
B
 C
Modificado de Martin (1996). 
. Appleton & Lange: Stamford, EUA.
Neuroanatomy
Figura 12.20
. 
Os núcleos 
da base (em verde) ficam 
no interior do encéfalo, e 
são atravessados pela 
cápsula interna (em azul). 
. Representação “por 
transparência” dos núcleos 
da base, atravessados por 
dois dos feixes da cápsula 
interna. A figura indica o 
plano de corte utilizado em 
B. . Representação do 
corte indicado em A, 
mostrando também os 
núcleos da base em 
relação à cápsula interna. 
A
B
Figura 12.22.
 
Os aferentes da célula espinhosa média do corpo estriado são conhecidos quanto à 
sua origem, seu local preciso de terminação, e o seu neurotransmissor. ACh = acetilcolina. DA = 
dopamina. GABA = ácido gama-aminobutírico; Glut = glutamato.
Figura 12.23
. 
A
B
CD
. Representação dos circuitos dos núcleos da base em um indivíduo normal, com os neurônios inibitórios 
representados em vermelho, e os excitatórios em azul. . Nos doentes parkinsonianos, neurônios negro-estriados degeneram. 
. Nos pacientes com balismo, degeneram os neurônios subtalâmico-pálidos, e nos pacientes com doença de Huntington (), 
são os neurônios espinhosos médios do corpo estriado que degeneram. Alguns dos sintomas dessas doenças podem ser 
explicados analisando os circuitos (veja o te
xto). Abreviaturas como na Figura 12.21.
Figura 12.21.
 A
B
. 
O corpo estriado (Cd + Pu) recebe a maioria dos aferentes dos núcleos da base, provenientes do 
córtex cerebral e da substância negra (SN). . O globo pálido (GPe + GPi) recebe do estriado e do núcleo 
subtalâmico (ST), e envia eferentes ao tálamo. 
Figura (Quadro 12.1). 
Os axôniosdo feixe piramidal (em vermelho) formam as 
pirâmides bulbares na superfície ventral do tronco encefálico, e cruzam na 
decussação piramidal, também visível a olho nu. 
 
Foto de Rafael Prinz,do Departamento de 
Anatomia, Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
Figura 12.11
. 
Divergência e 
convergência dos axônios córtico-
espinhais. representa um único 
neurônio córtico-espinhal que 
projeta para vários grupos de 
motoneurônios (divergência), cada 
um deles responsável pelo 
comando de um músculo diferente. 
. A morfologia de um único axônio 
córtico-espinhal (em vermelho) 
revela ramificações em diferentes 
setores do corno ventral da medula. 
. A estimulação elétrica de um 
único axônio córtico-espinhal 
(indicada pelo asterisco sobre o 
traçado gráfico) ativa os músculos 
1-4,
 mas não os músculos 5 e 6 
(traçados numerados). 
representa a convergência: vários 
neurônios córtico-espinhais 
projetam para um único 
motoneurônio medular. 
 
A
B
C
D
B modificado 
de Shinoda et al (1981). 
 23: 7-12. C modificado de Fetz e 
Cheney (1980). 
 44: 751-772.
Neuroscience 
Letters
Journal of 
Neurophysiology
Figura 12.7
. 
A representação dos 
movimentos oculares no colículo 
superior pode ser revelada 
experimentalmente. O pesquisador 
registra a atividade neuronal no 
colículo superior (pontos 
numerados em ), e procura no 
campo visual a posição dos 
campos receptores 
correspondentes (círculos brancos 
numerados em ). Depois estimula 
eletricamente a região através do 
mesmo eletródio, e registra o 
movimento ocular produzido (setas 
em ). Observa-se assim que os 
olhos do animal se movem do 
centro do campo visual para o 
cen
tro do campo receptor, cada vez 
que a região correspondente do 
colículo superior é estimulada. O 
meridiano horizontal do campo 
visual (em ) e sua representação 
no colículo (em ) estão 
representados por uma linha 
pontilhada, e o meridiano vertical 
por uma linha contínua grossa. Os 
demais meridianos estão 
representados por linhas contínuas 
finas. As cores representam os 
quadrantes do campo (em ), e 
correspondem às regiões do 
colículo (em ). 
 
B
A
A
A
B
A
B
Modificado de P.H. 
Schiller e M. Stryker (1972). 
 35: 915-924.
Journal of 
Neurophysiology
Figura 12.3
. 
As vias descendentes do sistema medial se originam de diferentes regiões do tronco encefálico. . Os feixes 
retículo-espinhais originam-se de neurônios da formação reticular pontina e da formação reticular bulbar, e os axônios 
projetam para motoneurônios do mesmo lado da medula. . Os feixes vestíbulo-espinhais originam-se dos núcleos 
vestibulares situados no bulbo, e projetam a ambos os lados da medula. O feixe tecto-espinhal origina-se no colículo 
superior, e seus axônios cruzam para o lado opo
sto antes de chegar à medula. Os desenhos representam cortes transversais 
do tronco encefálico, numerados em correspondência com os níveis representados no pequeno encéfalo do quadro.
A
B
C.
Figura 12.12
. 
Imagem de ressonância magnética funcional de um indivíduo durante o 
movimento do polegar direito. Aparecem ativas as áreas motora primária 
(M1) e somestésica primária (S1), e a área motora suplementar (MS). S1 é 
ativada porque o próprio movimento causa estimulação somestésica. E = hemisfério 
esquerdo; D = hemisfério direito. 
Imagem cedida por Jorge Moll Neto, Grupo Labs - Rede D’Or.
lateralmente 
medialmente 
Figura 12.13.
 
O experimento 
de Evarts. . O macaco era 
treinado a estender ou fletir o 
punho, e o pesquisador ao 
mesmo tempo registrava a 
atividade neuronal do seu 
córtex motor com um 
microeletródio. . O traçado 
azul representa o disparo de 
potenciais de ação (cada 
traço vertical) de um neurônio 
motor cortical, enquanto o 
traçado cinza indica os 
movimentos do punho. 
Observar que o neurônio 
começa a disparar antes da 
flexão, e que a freqüência de 
PAs é maior quando a força 
muscular empregada é 
também maior (). 
A
B
B2
B 
modificado de E. Evarts (1968) 
 31: 14-
27. 
Journal of Neurophysiology
Figura 12.21
.. 
 A
B
O corpo estriado (Caudado + Putâmen) recebe a maioria dos aferentes 
dos núcleos da base, provenientes do córtex cerebral e da substância negra. . O globo 
pálido (Globo Pálido externo + Globo Pálido interno) recebe do estriado e do núcleo 
subtalâmico, e envia eferentes ao tálamo. 
Figura 12.23
. 
A
B
C
D
. 
Representação dos 
circuitos dos núcleos da 
base em um indivíduo 
normal, com os neurônios 
inibitórios representados 
em vermelho, e os 
excitatórios em azul. . 
Nos doentes 
parkinsonianos, neurônios 
negro-estriados 
degeneram. . Nos 
pacientes com balismo, 
degeneram os neurônios 
subtalâmico-pálidos, e nos 
pacientes com doença de 
Huntington (), são os 
neurônios espinhosos 
médios do corpo estriado 
que degeneram. Alguns 
dos sintomas dessas 
doenças podem ser 
explicados analisando os 
circuitos (veja o te
xto). 
Abreviaturas como na 
Figura 12.21.
Tabela 12.1
 
Características dos dois sistemas de vias descendentes
 
Sistema Lateral
 
Origem
 
Feixe
 
Lateralidade
 
Terminação
 
Função
 
Córtex cerebral 
(áreas 6 e 4)
 
Córtico
-
espinhal lateral
 
Contralateral (decussação 
piramidal)
 
Moto
-
 e interneurônios 
laterais
 
Movimentos apendiculares 
voluntários
 
Núcleo rubro
 
Rubro
-
espinhal
 
Contralateral (cruzamento no 
tegmento mesencefálico)
 
Moto
-
 e interneurônios 
laterais
 
Movimentos apendiculares 
voluntários
 
Sistema Medial
 
Origem
 
Feixe
 
Lateralidade
 
Terminação
 
Função
 
Córtex
 cerebral 
(áreas 6 e 4)
 
Córtico
-
espinhal medial
 
Bilateral (cruzamento parcial 
na medula)
 
Moto
-
 e interneurônios 
mediais
 
Movimentos axiais voluntários
 
Colículo superior
 
Tecto
-
espinhal
 
Contralateral (cruzamento no 
tegmento mesencefálico)
 
Moto
-
 e interneurôn
ios 
mediais
 
Orientação sensório
-
motora da 
cabeça
 
Formação reticular 
pontina
 
Retículo
-
espinhal pontino
 
Ipsolateral
 
Moto
-
 e interneurônios 
mediais
 
Ajustes posturais antecipatórios
 
Formação reticular 
bulbar
 
Retículo
-
espinhal bulbar
 
Ipsolateral
 
Moto
-
 e inter
neurônios 
mediais
 
Ajustes posturais antecipatórios
 
Núcleo vestibular 
lateral (núcleo de 
Deiters)
 
Vestíbulo
-
espinhal lateral
 
Ipsolateral
 
Moto
-
 e interneurônios 
mediais
 
Ajustes posturais para a 
manutenção do equilíbrio 
corporal
 
Núcleo vestibular 
medial
 
Ves
tíbulo
-
espinhal 
medial
 
Bilateral
 
Moto
-
 e interneurônios 
mediais
 
Ajustes posturais da cabeça e 
tronco
 
 
Tabela 12.2.
 
Os principais movimentos oculares
 
Grupo
 
 
Características
 
 
Tipos
 
 
Circuitos
 
 
Vestíbulo
-
oculares
 
 
Labirinto 
à
 Núcleos vestibulares 
à
 Núcleos motores 
oculares
 
 
Estabilização do 
olhar
 
 
 
 
Involuntários, 
reflexos
 
 
 
Optocinéticos
 
 
 
Retina 
à
 Núcleos pret
ectais 
à
 Oliva inferior 
à
 
Cerebelo 
à
 Núcleos vestibulares 
à
 Núcleos motores 
oculares
 
 
Sacádicos
 
Córtex frontal e Núcleos da base 
à
 Colículo superior 
à
 Formação reticular 
à
 Núcleos motores ocula
res
 
 
Conjugados
 
 
 
De seguimento
 
 
Córtex visual 
à
 Núcleos pontinos 
à
 Cerebelo 
à
 
Núcleos vestibulares 
à
 Núcleos motores oculares
 
Convergentes
 
 
 
Desvio do olhar
 
 
 
 
 
 
 
Voluntários ou 
involuntários
 
 
 
 
Disjuntivos ou 
de vergência
 
 
Divergentes
 
Formação reticular mesencefálica 
à
 Núcleos motores 
oculares
 
 
 
Figura 12.1
. 
Os ordenadores 
do sistema motor atingem os 
motoneurônios espinhais 
através das vias 
descendentes. À esquerda 
estão aqueles que compõem 
o subsistema ventromedial, e 
à direita os que compõem o 
subsistema lateral. O 
pequeno encéfalo indica o 
plano do corte coronal à 
direita, e a luneta indica o 
ângulo de observação 
(dorsal) dos troncos 
encefálicos desenhados na 
parte de baixo. A figura não 
mostra os núcleos dos nervoscranianos e suas vias. 
Córtex parietal
posterior
Área 4
Área 6
Área 5
Área 7
MS
PM
M1
S1
S2
Campo ocular
frontal 
(Área 8)
Córtex
p
refrontal
MC
(Área 24)
©
 
C
EM
 B
ILHES
 
DE
 N
EURNIOS
 
Õ
Ô
by Roberto Lent
Figura 12.10.
 A 
somatotopia é um 
importante princípio de 
organização de M1. . A 
estimulação elétrica de 
partes do giro pré-central 
permite idealizar um 
homúnculo que 
representaria o “mapa 
motor” do corpo humano 
na superfície cortical. . 
Os experimentos feitos no 
cérebro de macacos 
indicaram que cada ponto 
estimulado pode provocar 
a ativação de vários 
músculos. O desenho de 
baixo representa uma 
ampliação do desenho de 
cima, e os campos em 
preto representam as 
partes do corpo do macaco 
que se movem quando 
cada
 ponto do córtex é 
estimulado eletricamente. 
A
B
Modificado de Woolsey e 
colaboradores (1951). 
Research Publications of the 
Association for Research in 
Nervous and Mental Diseases, 
30: 238-264.
Tabela 12.3
 
Os núcleos da base
 
Origem
 
Complexo
 
Núcleos
 
Abreviaturas
 
Nu. Caudado
 
Cd
 
Nu. Putâmen
 
Pu
 
Nu. Acumbente
*
 
Ac
 
 
Corpo 
Estriado
 
 
Tubérculo Olfatório
*
 
TO
 
Externo
 
GPe
 
Interno
 
GPi
 
 
 
 
 
Telencéfalo
 
 
 
 
Globo Pálido
 
 
Ventral
*
 
GPv
 
Diencéfalo
 
 
Nu. Subtalâmico
 
ST
 
Parte compacta
 
SNc
 
Substância 
Negra
 
Parte reticulada
 
SNr
 
 
Mesencéfalo
 
 
 
 
 
Área Tegmentar 
Ventral
*
 
ATV

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