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19 RESUMO Introdução: As estrias são as principais queixas de pacientes em clínicas estéticas e o aparecimento pode acontecer devido à diversas alterações no organismo. Diversos tipos de tratamentos existentes têm a função de amenizar sua aparência, sendo um deles o LEORT®, que associado à vacuoterapia apresenta efetividade significativa nos resultados. Objetivos: Realizar um levantamento dos benefícios da associação de vacuoterapia e o cosmecêutico LEORT® no tratamento de estrias albas da região abdominal. Materiais e métodos: A presente pesquisa se caracteriza como de natureza básica, exploratória e descritiva com pesquisa de campo. Utilizando como fonte de informações os artigos científicos, dissertações, livros e sites de internet. Discussão: Através da pressão negativa que o vácuo produz, ele consegue ativar o fibroblasto e consequentemente promover produção de colágeno e elastina, associado ao ortomolecular LEORT® que atua na eliminação de toxinas e resíduos metabólicos devido ao mal funcionamento dos sistemas circulatório e linfático. Conclusão: Os autores relatam a eficácia dos tratamentos de forma isolada, porém, acredita - se que com a união entre a vacuoterapia e o LEORT® a efetividade se intensifica. Palavras-chave: pele; estrias; vacuoterapia. ABSTRACT Introduction: Stretch marks are the main complaints of patients in aesthetic clinics and the appearance can happen due to various changes in the body. Several types of existing treatments have the function of softening their appearance, one of them being LEORT®, which associated with vacuotherapy presents significant effectiveness in the results. Objectives: To conduct a survey of the benefits of combining vacuotherapy and the LEORT® cosmeceutical in the treatment of stretch marks in the abdominal region. Materials and methods: This research is characterized as basic, exploratory and descriptive with field research. Using as source of information scientific articles, dissertations, books and internet sites. Discussion: Through the negative pressure that the vacuum produces, it can activate the fibroblast and consequently promote collagen and elastin production, associated with the LEORT® orthomolecular that acts in the elimination of toxins and metabolic residues due to the malfunctioning of the circulatory and lymphatic systems. Conclusion: The authors report the efficacy of the treatments in isolation, however, it is believed that with the combination of vacuotherapy and LEORT® the effectiveness increases. Keywords: skin; stretch marks; vacuotherapy. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.................................................................................................. 2. REVISÃO DA LITERATURA............................................................................ 2.1 A BUSCA PELA PERFEIÇÃO.............................................................................. 2.2 DISTÚBIOS DE IMAGEM...................................................................................... 2.2.3 MÍDIA................................................................................................................. 2.3. COMPORTAMENTOS ALIMENTARES ............................................................ 2.4 IMPORTÂNCIA NA NUTRIÇÃO .......................................................................... 2.4.1 NUTRICOSMÉTICOS....................................................................................... 3. OBJETIVOS...........................................................................................................21 3.1 Objetivo geral.....................................................................................................21 3.2 Objetivos específicos........................................................................................21 4. MATERIAIS E MÉTODOS.....................................................................................22 5. DISCUSSÃO..........................................................................................................23 6. CONCLUSÃO........................................................................................................26 REFERÊNCIAS..........................................................................................................27 1. INTRODUÇÃO A pele é formada por três diferentes camadas, denominadas como epiderme (camada mais externa), derme (subjacente a ela) e a hipoderme (camada mais profunda). Essa, porém, muitos profissionais não a consideram como parte da camada da pele (BORGES e SCORZA, 2016). Segundo Borges e Scorza (2016), a elastina e o colágeno são proteínas que compõem o tecido conjuntivo, e que dão característica a pele, a elastina (elasticidade) e o colágeno (firmeza a pele). As estrias são as principais queixas de pacientes em clinicas estéticas (OLIVEIRA, 2014). Segundo Guirro e Guirro (2004), essa patologia é encontrada em homens e mulheres, sendo mais acometidas no sexo feminino, acontecendo devido ao rompimento das fibras elásticas. Seu aparecimento pode acontecer por diversas alterações no organismo, tais como alterações de peso ou volume corporal, hereditariedade, problemas hormonais, ingestão de alguns medicamentos, entre outras (GUIRRO e GUIRRO, 2004). Agne (2009) apud Galdino, Dias e Caixeta (2010), a eletroterapia é uma grande aliada para o tratamento de estrias, pois, oferece estímulo aos fibroblastos responsáveis na atuação da síntese de colágeno e elastina. Existem diversos tipos de tratamentos para as estrias, mas nenhum possui capacidade para a eliminação das mesmas, nem mesmo por cirurgia, apenas é possível amenizar os efeitos de sua aparência. Também é necessário o uso diário de alguns cosméticos que nutram, hidratem e restituam a elasticidade da pele (GUIRRO e GUIRRO, 2002). Um desses produtos que será apresentado é o LEORT® que atua como antioxidante, anti-inflamatório, eliminante de toxinas e metais pesados do organismo, promotor desintoxicante, lipolítico, entre outras funções (Bothanica Mineral®) que será potencializado com o uso da vacuoterapia, técnica de massagem profunda que promove a mobilização cutânea, permitindo uma melhora na circulação local (BACELAR E VIEIRA, 2006). Diante do levantamento bibliográfico da vacuoterapia e do cosmecêutico LEORT® em protocolo corporal para o tratamento de estrias albas na região abdominal (BACELAR E VIEIRA, 2006), este estudo se justifica uma vez que propõe avaliar a efetividade da técnica, com base em estudos realizados de forma qualitativa. 2. REVISÃO DA LITERATURA 2.1 PELE A pele é o manto de revestimento do organismo, essencial à vida e que afasta os elementos orgânicos do meio exterior. Sendo todo corpo a comunicação primordial com o ambiente externo por cobrir todo o corpo, cria um traço de proteção contra microrganismos, forma uma barreira essencial de defesa (AZULAY e AZULAY, 2011; LEÃO, 2012). De acordo com Busnardo e Azevedo (2012), certificam que, a pele também apresenta atividades como: manter a regulação da temperatura do corpo, eliminação, sensibilidade a impulsos táteis, térmicos e dolorosos, é encarregado pela vocação de renovação e reparação tecidual e formação de vitamina D. A pele é composta por três camadas, a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo, portanto é classificado como o maior órgão do corpo, agindo como um obstáculo protetor na luta contra causadores externos. Nela podemos encontrar os nervos, glândulas, funções celulares e folículos pilosos que unidos andam em equilíbrio para defender o corpo. O manto hidrolipídico é composto de sebo, lipídeos, suor e água, protegendo a pele da desidratação e causadores externos (GERSON, et al 2011). A pele passa por mudanças devido ao envelhecimento, assim como todos os órgãos do corpo (POLJSAK; DAHMANE GODIC, 2012). O colágeno e a elastina são proteínas essenciais na constituição da rede estrutural complexa não celular do tecido conjuntivo, encarregados pela firmeza e elasticidade dos tecidos (BATISTA, 2015). O colágeno é a proteína estrutural mais numerosa nos sereshumanos, apresenta por volta de 30% do total de proteínas deste (DUARTE, 2012). A elastina é uma proteína fibrosa, caracterizada pela sua resistência e aspecto informe, localizada em baixa porção na pele apresentando cerca de 1% da massa da derme (RIBEIRO, 2010). As fibras de elastina são identificadas no âmbito dos feixes colágenos, geradas por fibras frágeis, retas, bastante divididas e muito fortes, oferecendo elasticidade às fibras e ao tecido (POSSAMAI, 2012). Ribeiro (2010) faz relação das fibras elásticas com molas, já que liberam ampla má formação da pele, voltando calmamente ao ponto original sempre que suspensa à força usada. As lesões provocadas a essas fibras durante a decomposição são os motivos fundamentais da flacidez cutânea, rugas e ausência de elasticidade da pele resultante do envelhecimento (GERSON, et al., 2011). 2.2 ESTRIAS Estrias caracterizam-se clinicamente pela morfologia, em geral linear, aspecto atrófico, e superfície que pode ser discretamente enrugada, com pequenas rugas transversais ao seu maior eixo, que desaparecem à tração (KEDE e SABATOVITCH, 2015). Os primeiros sinais clínicos podem ser caracterizados por: prurido, dor, erupção papular plana e levemente eritematosa. São denominadas nessa fase inicial de rubras. Na fase seguinte, onde o processo de formação já está praticamente estabelecido, as lesões tornam-se esbranquiçadas, quase nacaradas, sendo denominadas nessa fase de estria alba (GUIRRO e GUIRRO, 2004). Raras ou numerosas, dispõem-se paralelamente umas às outras e perpendicularmente às linhas de fenda da pele, indicando um desequilíbrio elástico localizado, caracterizando, portanto, uma lesão da pele. Apresentam um caráter de bilateralidade, isto é, existe uma tendência da estria atribuir-se simetricamente em ambos os lados (GUIRRO e GUIRRO, 2004). Existem algumas teorias clássicas que explicam a etiologia do processo de desencadeamento das estrias: teoria mecânica, teoria endocrinológica e teoria infecciosa (GUIRRO e GUIRRO, 2004). A teoria mecânica relata que o aparecimento de uma estria está necessariamente relacionado a um estiramento mecânico da pele lesionando assim as fibras elásticas e colágenas do tecido. As fibras elásticas se separam em vários segmentos fibrilares e as fibras de colágeno se separam e se alargam. Logo, o crescimento muito rápido durante a adolescência, a grande deposição de gordura, a hipertrofia muscular muito rápida ou uma distensão abdominal considerável, como nos casos de uma gestação, são causas baseadas nessa teoria (GUIRRO E GUIRRO, 2004). Adeptos da teoria endocrinológica acreditam que o aparecimento das estrias não está relacionado a uma patologia, e sim ao tipo de medicamento administrado ao indivíduo. Conforme alguns autores, o hormônio esteróide está presente em todas as formas de aparecimento das estrias como na obesidade, na adolescência, onde geralmente ocorre concomitantemente o seu aparecimento e na gravidez, onde o hormônio vai atuar especificamente sobre o fibroblasto (GUIRRO E GUIRRO, 2004). Na teoria infecciosa, sugere-se que processos infecciosos acarretam danos às fibras elásticas provocando o surgimento de estrias. A presença de estrias púrpuras após febre tifóide, tifo, febre reumática, hanseníase e outras infecções foi identificada em adolescentes (GUIRRO e GUIRRO, 2004; LIMA, 2005). 2.2.1 FISIOPATOLOGIA Para dar início à explicação de quais são as causas e reações no tecido que está relacionado a estria, é preciso entender o que é e qual seu significado. Com tudo de acordo com o dicionário Aurélio (2018), é um meio que trata funções orgânicas que possui especificadamente um estado característico e estado pessoal. Há uma incerteza quanto à fisiopatologia das estrias, pois está relacionado ao estiramento da pele, o que se sabe é que é causada devido às microfibrilas passarem por um processo de lesão, onde esse tecido se encontrava íntegro, e aparentemente não apresentaria nenhum tipo de disfunção, porém ele passa a entrar em estado de descontrole, pois o impacto que o tecido recebe essa informação faz com que haja lesão (AOKI, 2009 apud KEDE e SABATOVITCH, 2015). Existe dentro de referências científicas certa concordância quanto ao processo que desencadeia a estria, embora haja dificuldade de encontrar possíveis lesões idênticas, afirma Azulay M.M (2003) e Azulay D.R (2008) apud Kede e Sabatovich (2015). Contudo há também concordâncias citadas que referem-se a fatores gerais, ou seja, mecânica, bioquímicos e predisposição genética, sendo que fatores específicos que colaboram para existência da mesma devido as mudanças da pele ou presentes em áreas que possuem tipos de alteração ou tensão tecidual, como por exemplo, vícios posturais, obesidade, gestações, crescimento corporal na adolescência de forma rápida, e também as forças maiores como, aumento das fibras musculares devido ao levantamento de peso exagerado. A estria inicia-se a partir do ponto envolto a inflamação local, onde o tecido passa por aumento de tamanho que pode chegar até 3 centímetros de distância entre as estrias, ou seja, ele recebe em sua volta grande quantidade de macrófagos, que são as células de defesa do organismo tentando combater essa inflamação. Em casos mais tardios existe a possibilidade de alterações maiores, pois envolve fibras distintas como as fibras colágenas e elásticas, onde através desse processo pode haver uma cicatriz que junto a ela possui quantidade de fibroblastos cujo processo de cicatrização não foi totalmente regenerado (AZULAY e AZULAY, 2003 e 2008). Para entender melhor a que tipo de fibras está relacionado ao parágrafo anterior, será feito uma pequena descrição do tecido conjuntivo. Nele constitui-se maneiras diversas de subtipos de fibras, porém as fibras em que são atingidas pelo processo de estria são as fibras elastina que possuem maior facilidade de atrito com o estiramento e fibras colágenas que possuem resistência absurda quanto ao estiramento. Explica-se a relação de forma resumida entre reação das mesmas causadas no processo inflamatório (CORMACK, 2003). Quanto ao processo fisiopatológico possuindo compreensão ao que está envolvido e quanto às alterações é possível através de tratamentos voltados à isso uma melhora tecidual, ou seja, tratamentos que envolvem estrias rubras e albas (AZULAY e AZULAY, 2003 e 2008). Os primeiros estudos sobre estrias apontavam o problema como decorrente meramente do estiramento cutâneo, contudo quando o processo foi estudado com maior cautela, levou seus pesquisadores a lançar dúvidas sobre esta etiologia (GUIRRO e GUIRRO, 2004). Há fortes evidências de que o aparecimento de estrias na pele seja multifatorial, e que além dos fatores endocrinológicos e mecânicos, existe uma predisposição genética e familiar (GUIRRO e GUIRRO, 2004). 2.2.2 TRATAMENTOS Por ser considerado um quadro irreversível, a estria tinha pouca atenção voltada para si. Pois ficou comprovado no próprio exame histológico da atrofia tegumentar, de que ocorre uma diminuição no volume e número de elementos no tecido e rompimento das fibras elásticas, e até onde se sabe, as mesmas não se regeneram. Mas, com o avanço da tecnologia e muitas pesquisas realizadas, abriram-se novas perspectivas em relação ao tratamento e desaparecimento delas, utilizando diversas técnicas e produtos (GUIRRO e GUIRRO, 2004). Dentre as técnicas com efeitos mais significativos, encontram-se a corrente galvânica, a microdermoabrasão e o peeling químico (MONDO e ROSAS, 2004) Microagulhamento Mais conhecido como a terapia da indução percutânea de colágeno, essa técnica é realizada através de estímulos mecânicos por meio de um roller que possui microagulhas que perfuram a pele, ocasionando um processo inflamatório, induzindo a produção do colágeno e renovação tecidual (DODDABLLAPUR, 2009). Corrente Galvânica Essa técnica é realizada por meio de um aparelho que transmite uma corrente contínua, ocasionando estímulos elétricos (BORGES, 2006). A corrente é polarizada e sua onda é unidirecional, ou seja, possui um único sentido,onde utiliza-se dois eletrodos acoplados no cliente, próximos ao local a ser tratado, posteriormente são realizadas as punturações (aplicação de agulhas de pequena espessuras) no tecido subepidérmico em toda a superfície da estria de forma individual, gerando hiperemia, lesão, vasodilatação, aumentando a permeabilidade sanguínea, resultando na migração de células de defesa e produção de colágeno e elastina (TORTORA, FUNKE e CASE 2009). Microdermoabrasão ou Peeling Técnica não cirúrgica realizada através de um aparelho que promove uma pressão controlada na pele, causando abrasão, esfoliação e regeneração cutânea. É considerado um método de desgaste superficial da pele com efeitos de remodelação dérmica (BORGES, SCORZA e JAHARA, 2010). A técnica desencadeia um processo inflamatório, devido a lesão que é causada pelo agente físico (GUIRRO e GUIRRO, 2004). É indicado para estrias antigas, já brancas, sendo um tratamento indolor e que exige de cinco a dez sessões para que haja melhora do quadro (BORELLI,2004). Carboxiterapia Essa técnica estética de característica intervencionista não cirúrgico, se dá pela aplicação de injeções de gás no tecido (SCORZA E JAHARA, 2010). A utilização desta, acontece com a aplicação de várias injeções de dióxido de carbono (CO2) sob a pele, com a finalidade de causar inflamação e vasodilatação no local, aumentando o fluxo vascular, melhora na oxigenação do tecido, e microcirculação, promovendo a estimulação da formação de colágeno e elastina (SCORZA E JAHARA, 2010). Radiofrequência Tratamento que é dado através de uma corrente de alta frequência, que gera calor por conversão atingindo profundamente as camadas tissulares, promovendo a oxigenação, nutrição e vasodilatação do tecido. É uma modalidade não invasiva, capaz de estimular mudanças na conformação do colágeno, induzindo assim a neocolagênese, ou seja, novas fibras de colágeno (CARVALHO et al., 2011, AGNE et al, 2009 e RONZIO e MEYER, 2010). Eletrolifting Técnica estética que utiliza um equipamento de corrente galvânica associada a uma caneta com uma pequena agulha na ponta, capaz de produzir levantamento do tecido e das estruturas adjacentes atenuando e prevenindo as sequelas do estiramento da pele, pois auxilia fazendo uma neovascularização, assim restaurando as fibras de colágeno, além da estimulação e produção de elastina, e como consequência, grande melhora da pele (GUIRRO e GUIRRO, 2004). Além do número elevado de aplicações que geralmente se aplica, a técnica costuma ser utilizada para estrias mais recentes, pois atua na reparação, promovendo o colágeno (JACINTO, CASTRO e MAGACHO, 2010 apud MOREIRA, GIUSTI e UNIARARAS, 2013). Acupuntura ou Eletroacupuntura Técnica Medicinal Chinesa, na qual é associada juntamente com a corrente galvânica para tratamentos em estrias. A técnica atua promovendo circulação local e colagênese, aumentando o número de fibroblastos jovens, assim promovendo um aspecto de pele muito próximo ao normal (NAKANO e YAMAMURA, 2005). Luz Intensa Pulsada Luz Intensa Pulsada (IPL) - Técnica fototerápica, que promove a agitação das moléculas (calor) e se dá através de flashs com diversos comprimentos de ondas, que atuam no local a ser tratado. Tais ondas de luz estimulam o colágeno e melhoram a elasticidade do tecido. Essa técnica melhora a textura e a cor das estrias, uma vez que sua resposta é semelhante ao do rejuvenescimento tecidual. Geralmente ela traz consigo um resultado extremamente satisfatório tanto em estrias avermelhadas, como em estrias brancas. Resultados esses, que podem ser potencializados quando após a aplicação da luz de alta intensidade, utiliza-se ácido retinóico de uso tópico (PIRROLA e GIUSTI, 2010). Laserterapia O laser atua diminuindo a flacidez tissular, auxiliando na prevenção do envelhecimento precoce, eliminando edemas, e acelerando o processo de cicatrização, sendo pós cirúrgicos ou não, além de estimular os folículos pilosos em tratamento capilares, como também clareando manchas e combatendo a acne. A palavra “laser” é uma abreviação em língua inglesa que significa: “light amplification by stimulated emission of radiation” (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação). Essa radiação é emitida pelo laser, que é de origem eletromagnética não ionizante e pode ser visível ou invisível (OLIVEIRA et al. 2014). Vacuoterapia A vacuoterapia é uma técnica de sistema não invasivo que utiliza rolos com pressão positiva que é combinada com a pressão negativa realizada através de equipamento de vácuo-sucção, que produz efeito semelhante ao de massagens manuais. A terapia busca mobilizar a pele e o tecido adiposo (BACELAR e VIEIRA, 2006). Blome (1999) apud Bacelar e Vieira (2006), a vacuoterapia; endermoterapia é uma técnica de massagem feita por sucção, é um aparelho que possui dois roletes que se movimentam sobre o tecido da pele, gerando pela sucção um vácuo entre esses dois roletes. A pressão externa que é gerada na pele é diminuída, enquanto a pressão interna na região que está acontecendo a aplicação é aumentada. Isso proporciona que ocorra a hiperoxigenação tecidual, eliminando toxinas devido a vasodilatação que ocorre no local, restaurando o metabolismo celular (SALOMÃO, 2012). O conjunto desses movimentos é capaz de quebrar as fibras que estão localizadas entre os adipócitos, favorecendo assim, a passagem de oxigenação, melhorando a circulação sanguínea e linfática local (ANDRADE, 2005). A vacuoterapia promove o aumento do fluxo sanguíneo e linfático, melhora a maleabilidade tecidual (Portero e Vernet, 2001). Aumenta a produção de colágeno (ROSSETI e COSTA, 1999). Segundo Maio (2011), as contraindicações para a aplicação de vacuoterapia, podem ser: · Hipertensão arterial não controlada; · Diabéticos; · Dermatites ou erupções cutâneas; · Alterações vasculares; · Distúrbios de coagulação; · Neoplasias. A pressão e efeito utilizado no protocolo de vacuoterapia é: · 50 até 150 mmHg: drenagem linfática e modelagem corporal · 150 até 400 mmHg: ação fibrolítica apenas em fibrose e aderências cicatriciais. O tempo de aplicação pode ser variável conforme o cliente e a região que estará sendo tratada, e quem está aplicando o procedimento é devido ter um conhecimento da anatomia e fisiologia para que a técnica obedeça ao trajeto do sistema circulatório e linfático (BARCELAR, 2006). Para a obtenção de resultados as sessões de vácuo devem ser realizadas no mínimo duas vezes por semana, sendo necessário um mínimo de sete a dez sessões (MAIO, 2011). 2.2.2.1 LEORT® De tempos em tempos surgem novos métodos, estudos, produtos, novas tecnologias voltadas a área da estética, e como tudo existe um fundamento, sempre há alguém estudando para que isso aconteça. Ocorre com todos aqueles que necessitam estudar os processos, contudo, baseiam-se em reações, sejam positivas ou negativas que o corpo humano oferece, dentre eles estão os princípios lógicos e fisiopatológicos, sendo analisado cada fator para que se consiga alcançar o objetivo. Levam consigo a certeza de cada possibilidade envolvida (JEFFCOAT et al., 1997). De acordo com Barata (1996), acredita-se que a forma de compreender os fenômenos patológicos vem devido a estudos clínicos, o qual seria um olhar diferenciado aos efeitos mostrados. Seu pensamento traz relevância para diagnóstico, que também envolve o surgimento de novos métodos, intuitos e objetivos, levados por uma corrente de ar que passa por constante mudança. Para se ter um aproveitamento de terminados meios de pesquisa, é necessário a base em diversos conhecimentos, sendo um dos principais, o conhecimento prático voltado a uma teoria de diagnóstico, realização e resultados (BIFULCO E IOCHIDA, 2009). Para se falar de um produto ortomolecular, precisa-se entender o que de fato significa. Rios (2008), em o minidicionário escolar língua portuguesa, utilizam-se teorias de doenças que podem ser curadas através de restauração e de determinada quantidade de substância que já se faz presente no organismo. Ortomolecular (ortho=correto, reto, justo + molecular=moléculas)de origem grega, significando normal ou ordem. No livro de Battello (2016), apresenta-se que Linus Pauling foi o criador do ortomolecular, pois, acreditava que haveria união entre funções terapêuticas e as moléculas presentes no organismo. Baseado neste conceito, criou – se a terapia ortomolecular envolvendo hábitos diários de tratamento e prevenção. O organismo possui a função de criar moléculas de radicais livres, que são benéficas até certo momento, e sendo percebida a presença de bactérias, atua como agente oxidante para destruir as mesmas. A grande questão do radical livre se tornar um vilão é quando ele é produzido em excesso, ou seja, ele consegue alterar o DNA das células e com o passar do tempo elas vão envelhecendo, com isso, o organismo não consegue reparar, então acarreta mudanças como surgimento de doenças ou alterações teciduais. No presente trabalho será apresentado um produto com ação ortomolecular para tratamento de estrias albas, licenciado pela empresa Bothanica Mineral® de produtos cosmecêuticos que possuem a função de combater algumas alterações estéticas, utilizando a prática ortomolecular cuja composição é composta de Aqua, Dimenthyl Sulfone, Ethylenediaminetetra-acetic Acid (Disodium EDTA), Methylcholoroisothiazolinone + Methyllisothiazolinone e Propylene Glycol. Fabricado e distribuído por WEALTH INDUSTRIA E COMERCIO DE COSMECEUTICOS E NUTRACÊUTICOS EIRELI. O mesmo apresenta 7 ações em um único produto chamado LEORT®, sendo elas citadas abaixo: · Genuinamente ortomolecular: Carvalho (2002) apresenta-o como meio de prevenção ou cura que se relaciona ao estado em que o organismo se submete, um reparo acontece quando o mesmo entra em desequilibro, a ação consegue repor substâncias que possuem em baixas quantidades, promove eliminação e protege contra a absorção de toxinas, eleva-se a concentração de determinadas substancias e entra em contato com os radicais livres para combater quando os mesmos estão sendo produzidos em excesso. Baseado nos estudos do Dr. Linus Pauling e Dr. Denman Harman, aborda-se radical livre como uma molécula com quantidade de elétrons na sua orbita de número ímpar. A empresa oferece uma varredura desses radicais e tratamentos com resultados de dentro para fora. · Destoxificante: O organismo sofre por intoxicações sejam elas pelos alimentos ou hábitos diários, sendo uma causa principal a intoxicação por metais pesados (drogas, álcool, pesticidas, produtos químicos entre outros.), dentre outros a água faz parte como terceira maior fonte de poluição, ou seja, substâncias como chumbo, mercúrio, alumínios, derivados da agricultura e indústrias. O ar é também fonte para poluição como, por exemplo, dióxido de nitrogênio, metano, amônia. LEORT® oferece a eliminação dessas toxinas do organismo fazendo com que tenha mais receptividade aos tratamentos (CARVALHO, 2002). · Antioxidante: Fator que atua na proteção do organismo em níveis diversos, um deles é contra os radicais livres inibindo a formação por descontrole, reparo em lesões acometidas pelos RL, sendo as células atingidas, também pode ocorrer adaptação como resposta produzindo aumento na síntese das enzimas antioxidantes. A ação do produto apresentado é neutralizar e eliminar os RL, assim sua resposta será contra o envelhecimento acelerado e outras lesões celulares (BIANCHI,1999). · Reorganizador: O corpo humano possui a capacidade de se manter em equilíbrio, um conjunto de átomos, células, tecidos e órgãos formam o organismo, porém quando ocorre o desequilíbrio ele tenta voltar ao estado normal, muitas das vezes o mesmo faz a reparação, outras mais necessitam de fatores que auxilie nesse processo (TORTORA E DERRICKSON, 2017). Ação produzida pelo LEORT®, reorganização desse que está em desequilíbrio. · Linfocinético: De acordo com Godoy, Godoy e Braile (2007), ação que favorece o retorno venoso e linfático devido as compressões feitas por bandagens, mais por si só estimula o retorno, trazendo uma melhora no metabolismo. Tudo quanto se trata de estímulo positivo no sistema linfático traz ao tecido oxigenação, troca de oxigênio pelos capilares, descongestionamento, equilíbrio da homeostase celular, entre outras ações prometidas pelo cosmecêutico. · Lipolítico: Mecanismo que faz a transformação dos triacilglicerídeos em ácidos graxos, sendo 3 moléculas e 1 glicerol, então, caem na corrente sanguínea devendo ser eliminada como fonte de energia, porém, se permanecer, a célula do adipócito armazena novamente o que tinha sido eliminado (GUIRRO E GUIRRO, 2004). O produto apresentado possui função de acelerar esse processo através de sua formulação. · Bipolar: Ação termogênica e criogênica, ou seja, aumento da temperatura e resfriamento, ambas produzem gasto calórico. Com o aumento da temperatura há agitação nas moléculas que fazem com que haja aumento de fluxo sanguíneo, estimulando reparação tecidual e melhora no metabolismo, com a diminuição da temperatura ocorre vasoconstrição, ou seja, pouco oxigênio para a célula assim pode ocorrer efeito de apoptose (GUIRRO E GUIRRO,2004). A empresa Bothanica Mineral® está presente no mercado por mais de 10 anos, entretanto, visa ótimos resultados e com ação de rápida visualização, pois seus produtos conseguem fazer a eliminação dos radicais livres em excesso presente no organismo, atuam no combate a flacidez e estrias, apresentam eficácia tanto na formulação como nos resultados de cada tratamento. 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo geral: Realizar um levantamento dos benefícios da associação de vacuoterapia e o cosmecêutico LEORT® no tratamento de estrias albas da região abdominal. 3.2 Objetivos Específicos: · Revisar sobre pele e a fisiopatologia da estria; · Conceituar vacuoterapia e o cosmecêutico LEORT®; · Descrever os benefícios da aplicação de vacuoterapia associada ao LEORT® para tratamento de estrias albas. 4. MATERIAIS E MÉTODOS A presente pesquisa se caracteriza como de natureza básica, exploratória e descritiva com pesquisa de campo. Utilizando como fonte de informações os artigos científicos, dissertações, livros e sites de internet como Scientific Electronic Library Online (Scielo) e United States National Library of Medicine (PubMed), datados de 1996 à 2019. A pesquisa foi feita de Setembro a Novembro de 2019. 5. DISCUSSÃO O termo ortomolecular deriva do grego orthos, que significa normal, correto, direito. A medicina ortomolecular, foi introduzida por Linus Pauling em 1968, referindo-se a uma área médica que tem como objetivo equilibrar as células e moléculas do organismo (LEVADA e LEVADA, 2010). De acordo com Bussade (2012, pg. 7, apud FEITOSA, 2015) o tratamento ortomolecular tem grande efetividade no tratamento de estrias, já que segundo o mesmo, tem a finalidade de repor vitaminas e minerais neutralizando a ação dos radicais livres, com consequente amelhora da regeneração celular e aparência da pele. A formação dos radicais livres faz modificações no material genético, causando alterações proteicas, diminuição da proliferação celular, a perda da elasticidade, diminuição da produção de elastina e colágeno, fatores que influenciam no acometimento de estrias (PUJOL, BELING e ANDRADE, 2007). A literatura apresenta diversos meios de tratamento para esse acometimento, sendo aplicado por meio da eletroterapia como, por exemplo, a carboxiterapia, laser de baixa potência, ou mesmo endermo e vacuoterapia. Guirro e Guirro (2004) descrevem que a vacuoterapia impulsiona o aumento da circulação sanguínea, ativando a troca gasosa nos tecidos, promovendo aumento da pressão osmótica no interstício, levando a melhora da permeabilidade cutânea. Filippo e Salomão (2012) apresentaram essa técnica com a função de drenar o local em tempo real que, ao ser aplicada, faz com que a pressão externa da pele diminua, e a pressão interna da região aumente, ocorrendo a hiperoxigenação tecidual, eliminação das toxinas, melhorando a circulação e o metabolismo celular. A vacuoterapia devido à pressão negativa traz ao tecido uma reestruturação devido à estimulação da circulaçãosanguínea que, por sua vez, promove oxigenação no espaço intersticial. Ainda com o mesmo pensamento, no ano de 2010 Borges, Scorza e Jahara afirmaram que a aplicação dessa técnica induz um processo inflamatório ocorrendo essas devidas ações no tecido. Esses autores ainda indicam a mesma técnica para cicatrizes atróficas devido suas características fisiológicas. Através da pressão negativa que o vácuo produz, ele consegue ativar o fibroblasto e consequentemente promover produção de colágeno e elastina, assim o tecido se apresenta com maior mobilidade, tonicidade melhorando também a elasticidade (BACELAR E VIEIRA, 2006). A hipervascularização que é causada pelo procedimento da vacuoterapia, melhora a oxigenação do tecido e favorece a nutrição do mesmo, facilitando também a permeabilidade de cosméticos de ação local (NUNES, 2010). Segundo Pinto e Araujo (2012), o cosmecêutico LEORT® é um aminoácido que possui como principal componente o Éster Metil do Ácido Piridino Carboxil Atóxico, e foi patenteado permanecendo em segredo industrial. As informações sobre o LEORT® foram retiradas do Manual Técnico da Linha Lipoescultura Gessada® (2013) da empresa Bothânica Mineral®. É uma linha genuinamente ortomolecular que reduz a ação dos radicais livres, atua como antioxidante, vasodilatador, enzimático, desintoxicante, termogênico, reorganizador celular, linfocinético, emulsificante e lipolítico. Segundo as informações encontradas no United States National Library of Medicine sobre os componentes químicos que compõem a formulação do LEORT®, nota-se que basicamente o fármaco é formado por agentes absorventes, bases e conservantes. Seguem as informações de cada componente com nomenclatura em Internacional Nomenclature of Cosmetic Ingredients (INCI Name): · Ethylenediaminetetra-acetic Acid (Disodium EDTA): utilizado como agente quelante na ionização de metais pesados deixando a solução estável; · Methylchloroisothiazolinone: Elemento usado como antimicrobiano; · Aqua: Composta por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio, é considerado um agente solvente; · Dimenthyl Sulfone: Substância considerada como um metabolito primário do Dimetilsulfóxido em seres humanos, ocorre no plasma e no liquido cefalorraquidiano. Encontrado no metabolismo intestinal; · Methyllisothiazolinone: Substância de eficácia bacteriana, possui efeito sensibilizante em cosméticos; · Propylene Glycol: Substância utilizada como solvente e agente emulsificante, possui baixa toxicidade. De acordo com a Amazônia Brasileira de Produtos Naturais LTDA, citado por Feitosa (2015), o ortomolecular LEORT® vai atuar na eliminação de toxinas e resíduos que estão parados no sistema circulatório e linfático devido ao seu mal funcionamento. Isso ocorre pelo efeito vasodilatador que o mesmo promove, e também a descompressão local. Seu efeito lipolítico, reduz a quantidade de lipídeos dos adipócitos no tecido, dando uma maior qualidade ao funcionamento do sistema circulatório, sendo assim, nutrindo e oxigenando a pele. 6. CONCLUSÃO Com base nos estudos realizados, concluiu-se que as novas tecnologias e a demanda por tratamentos mais eficazes na área da estética são amplamente impulsionadas pela busca de um corpo perfeito. Conforme descreveram os autores, o tratamento de estrias com o uso da vacuoterapia apresenta resultados satisfatórios, pois a cicatriz atrófica necessita de um processo inflamatório para que haja estimulação e transporte de células de defesa, assim como a síntese de colágeno e elastina. O LEORT® mostra eficácia por ser um cosmecêutico ortomolecular e desintoxicante, atuando na dissolução de substâncias químicas diversas com suas propriedades hidro e lipofílicas, na neutralização dos radicais livres desenvolvidos em excesso, remoção das toxinas com recuperação e reativação celular, garantido a homeostasia orgânica. Os autores relatam a eficácia dos tratamentos de forma isolada, porém, acredita - se que com a união entre a vacuoterapia e o LEORT® a efetividade se intensifica. REFERÊNCIAS AGNE, J. E. et al. Análise histológica comparativa do tecido cutâneo e subcutâneo submetido à radiofrequência capacitiva não ablativa em sujeito com indicação prévia de abdominoplastia. 2009. 6f. 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