Prévia do material em texto
Farmacologia Pharmakon – Veneno ou substância terapêutica. Estuda a interação dos fármacos e medicamentos com os organismos vivos, avaliando os riscos e benefícios relacionados ao seu uso. Farmacologia Histórico Há mais de 3.000 anos a.C.: • Uso de ervas e poções. Drogas de origem vegetal ou animal. • Terapêutica baseada em lendas e misticismo. Histórico • Papiro de Ebers - Um dos tratados médicos mais antigos e importantes. Escrito no Antigo Egito em cerca de 1550 a.C. • Contém mais de 700 fórmulas mágicas e remédios populares. • Mede aproximadamente 20 metros de comprimento. (129-200 d.C.) Galeno – 1º a considerar a teoria das doenças. Descrição de numerosas drogas de origem natural, criou preparações de remédios. “Pai da Farmácia” A partir do séc. X Surgimento das Boticas ou Apotecas. Boticários Papel de médico e farmacêutico. 1240 d.C. Separação da Medicina e Farmácia. Decreto do Imperador alemão Frederick II. Histórico Histórico Farmácia na Índia Farmacologia • Farmacocinética: “O que o organismo faz com o fármaco”. • Farmacodinâmica: “O que o fármaco faz com o organismo”. Remédio: Qualquer coisa que faça o indivíduo se sentir melhor, como clima, terapia, fisioterapia, massagem, etc, inclusive medicamento. Droga: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é toda a substância que introduzida no organismo vivo modifica uma ou mais das suas funções, resultando em efeito benéfico ou maléfico. Medicamento: Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico (BRASIL, 1973). Remédio: Qualquer coisa que faça o indivíduo se sentir melhor, como clima, terapia, fisioterapia, massagem, etc, inclusive medicamento. Droga: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é toda a substância que introduzida no organismo vivo modifica uma ou mais das suas funções, resultando em efeito benéfico ou maléfico. Medicamento: Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico (BRASIL, 1973). Conceitos Conceitos Princípio Ativo: substância química principal responsável pela ação farmacológica, terapêutica do medicamento. Pode ter mais que um no medicamento. Também conhecido como FÁRMACO. Excipiente - Substância farmacêutica auxiliar que do ponto de vista farmacológico é inativa e permite que o princípio ativo tenha uma determinada forma farmacêutica. Forma Farmacêutica – Forma final que o medicamento apresenta (suspensão, cápsula, comprimido, solução, gel, etc). Princípio Ativo: substância química principal responsável pela ação farmacológica, terapêutica do medicamento. Pode ter mais que um no medicamento. Também conhecido como FÁRMACO. Excipiente - Substância farmacêutica auxiliar que do ponto de vista farmacológico é inativa e permite que o princípio ativo tenha uma determinada forma farmacêutica. Forma Farmacêutica – Forma final que o medicamento apresenta (suspensão, cápsula, comprimido, solução, gel, etc). Posologia: É o modo como o medicamento deve ser administrado. Tempo de meia-vida: É o tempo necessário para que a metade de uma substância seja removida do organismo por um processo químico ou físico. Placebo: "o nome dado a qualquer medicamento administrado mais para agradar do que beneficiar o paciente". Conceitos MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA “Produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro” (BRASIL, 1999). Conceitos Conceitos MEDICAMENTO GENÉRICO “É aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país, apresentando a mesma segurança que o medicamento de referência no país podendo, com este, ser intercambiável.” Efeitos diferentes • Biodisponibilidade – indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. • Bioequivalência – consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípio (s) ativo (s), e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudados sob um mesmo desenho experimental; Conceitos Conceitos MEDICAMENTO SIMILAR “É aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca” Alopatia Princípio do contrário Anulação dos sintomas nem sempre combate a causa das doenças Alopatia Medicina tradicional que usa medicamentos para diminuir ou neutralizar os sintomas Homeopatia Semelhante cura semelhante Homeopatia A substância que causaria uma doença em organismo saudável, pode reverter os sintomas em uma pessoa já doente. Homeopatia Equilíbrio das forças do organismo Homeopatia • Natural: 1.Vegetais – Reservatório potencial de novos fármacos. Extraído de folhas, raízes, caules, etc. Constituem e maioria dos fármacos de origem natural. Ex.: Digoxina (Digitalis lanata), Reserpina (Rauwolfia serpentina), Vinblastina e Vincristina (Vinca rosea), Taxol (Taxus brevifolia). Origem dos fármacos • Natural: 2. Mineral ou inorgânica: Extraídos de minérios em suas formas mais simples ou compostas. Ex.: Iodo, Sulfato Ferroso, enxofre, fosfatos, cálcio, sódio, magnésio, sais de bismuto); 3. Animal: Substâncias hormonais (Extrato de tireóide, insulina e hormônio hipofisário) obtidos das glândulas de bovinos, ovinos e suínos, etc; Urina de éguas prenhes (estrogênios). Origem dos fármacos • Sintética: Recriação de princípios ativos por síntese total em laboratório. Ex.: Sulfas, AAS, Quinina, Cloroquina • Semi-sintética: Origem natural + Alterações laboratoriais (manipulação molecular)Modificação da ação inicial. Ex.: Anticoncepcionais, Codeína, Amoxicilina Origem dos fármacos Situação Por exemplo, para crianças com peso inferior a 20 Kg a dose diária do fármaco amoxicilina pode variar de 20 a 40 mg por quilo de peso, portanto, se a criança tiver 10 Kg de peso corporal, a dose diária pode ser no mínimo de 200 mg (dividida em três doses de 8 em 8 horas), e, no máximo de 400 mg do fármaco (dividida em três doses de 8/8 horas). Assim, a janela terapêutica (dose recomendada) diária do medicamento amoxicilina para crianças com o peso corporal de 10 Kg varia de 200mg a 400mg. Janela terapêutica É a faixa da dose eficaz mínima e a dose máxima permitida. Concentração plasmática na qual os resultados terapêuticos são positivos Janela terapêutica ou Índice terapêutico Quem pode prescrever? Como prescrever? • Doenças • Insuficiência renal • Insuficiência hepática • Características da droga • Via de administração • Tempo de eliminação da droga • Seletividade do fármaco • Hábitos do paciente • Fumo • Álcool • Situações fisiológicas • Idade • Sexo • Peso • Gestação Formas farmacêuticas É a maneira física na qual o medicamento se apresenta. • MEDICAMENTOS DE AÇÃO LOCAL: O medicamento age no local onde é aplicado, não passando pela corrente sanguínea, podendo ser aplicado: • Na pele (pomadas, loções, cremes, entre outros); • Na mucosa (supositórios, óvulos vaginais, colírios, gotas otológicas,colutórios); • Contrastes radiológicos; • Sólidos e líquidos de ação no aparelho digestivo (antiácidos). Ação dos medicamentos • MEDICAMENTOS DE AÇÃO SISTÊMICA: O princípio ativo terá de ser absorvido e entrar na corrente sanguínea para, então, chegar ao seu local de ação. Exemplo: • O paciente toma um comprimido de furosemida (LASIX®) – Ao chegar ao estômago, esse princípio ativo será absorvido e entrará na corrente sanguínea, para então chegar aos rins e exercer sua ação diurética; • O paciente recebe uma injeção de furosemida (LASIX®) – A droga a ser injetada na veia do paciente, entrará primeiramente na corrente sanguínea, para ir aos rins e exercer sua ação. Ação dos medicamentos • As vias de administração dos medicamentos são 4 (quatro): • Tópica • Mucosa • Enteral • Parenteral As vias de adm dos medicamentos • CARACTERIZA-SE PELO USO DE MEDICAMENTOS NA PRÓPRIA PELE; • CREME • GEL • LOÇÃO • POMADA Via tópica • CARACTERIZA-SE POR APRESENTAR ALTA ABSORÇÃO. AS MUCOSAS UTILIZADAS SÃO: • PULMONAR • NASAL • CONJUNTIVAL • VAGINAL Via mucosa • MUCOSA PULMONAR: SERVE PARA ADMINISTRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS VOLÁTEIS COMO GASES E AEROSSÓIS. EX.: HALOTANO FRASCO (FLUOTHANE®) Via mucosa • MUCOSA NASAL: SERVE PARA ADMINISTRAR MEDICAMENTOS DE AÇÃO LOCAL E DE AÇÃO SISTÊMICA. EX.: OXIMETAZOLINA FRASCO (AFRIN®) E CALCITONINA SINTÉTICA DE SALMÃO (MIACALCIC®) • MUCOSA CONJUNTIVAL: SERVE PARA ADMINISTRAÇÃO DE LÍQUIDOS E POMADAS NO GLOBO OCULAR. EX.: CLORANFENICOL COLÍRIO E BISNAGA (ISOPTOFENICOL®) Via mucosa • MUCOSA VAGINAL: VIA UTILIZADA PARA ADMINISTRAÇÃO DE ÓVULOS E CREMES VAGINAIS DE AÇÃO LOCAL. EX.: ISOCONAZOL ÓVULO E CREME (GYNO-ICADEN®). Via mucosa • ORAL • SUBLINGUAL • RETAL • BUCAL (PARA SOLUÇÕES, GÉIS E COLUTÓRIOS) • GÁSTRICA (SONDA NASOGÁSTRICA, TUBO DE GASTROSTOMIA OU JEJUNONOSTOMIA) • DUODENAL (SONDA DUODENAL) Via enteral - tipos • Consiste na absorção de fármacos por debaixo da língua. • Evita o efeito de primeira passagem hepático pois a drenagem venosa é para a veia cava superior. • As mucosas situadas na região sublingual são altamente vascularizadas por capilares sanguíneos, motivo pelo qual sua absorção é altamente eficaz. • Em comparação com a via oral, sua absorção se dá de uma forma muito mais rápida. Via sublingual • É A MAIS UTILIZADA PARA SÓLIDOS E LÍQUIDOS, PORÉM EXIGE DO PACIENTE A INGESTÃO E A DEGLUTIÇÃO; • A ABSORÇÃO DO MEDICAMENTO SE DÁ NO TRATO DIGESTÓRIO; Via oral • VANTAGENS: • FACILIDADES DE ADMINISTRAÇÃO • MENOS DISPENDIOSA Via oral • DESVANTAGENS: • NÁUSEAS • VÔMITOS • DIFICULDADES DE DEGLUTIÇÃO • “DEMORA” QUANTO À ABSORÇÃO • VANTAGENS: • FÁRMACOS QUE SEJAM INATIVADOS PELAS ENZIMAS DIGESTÓRIAS E HEPÁTICAS; • PACIENTES QUE ESTEJAM EM ÊMESE OU INCONSCIENTES; Via retal • DESVANTAGENS: • DIFICULDADES QUANTO À APLICAÇÃO (DESCONFORTO); • IRRITAÇÃO À MUCOSA; • PROBLEMAS QUANTO À ABSORÇÃO. • É A VIA UTILIZADA PARA A ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS EM UMA OU MAIS CAMADAS DA PELE; • APRESENTA AS SEGUINTES VANTAGENS: • EFEITO MAIS RÁPIDO QUE TODAS AS OUTRAS VIAS; • USO DE MEDICAMENTOS QUE NÃO PODEM EXISTIR NA FORMA DE COMPRIMIDOS; • REPOSIÇÃO DE LÍQUIDOS E NUTRIENTES. Via parenteral • PODE SER FEITA PELAS SEGUINTES VIAS: • INTRAMUSCULAR (IM) • ENDOVENOSA (EV) OU INTRAVENOSA (IV) • INTRATECAL • INTRA-ARTERIAL • INTRAPERITONIAL • INTRADÉRMICA • SUBCUTÂNEA • INTRACARDÍACA Via parenteral-tipos • APLICAÇÃO SE DÁ DIRETAMENTE NO MÚSCULO, PARA SOLUÇÕES E SUSPENSÕES. ABSORÇÃO MUITO RÁPIDA. MÚSCULOS: • DELTOIDE – 2 A 3 mL • VENTROGLÚTEO – 4 A 5 mL • MÚSCULO DA COXA – 3 A 4 mL Intramuscular • APLICAÇÃO ACONTECE NO INTERIOR DA VEIA QUANDO SE QUER OBTER EFEITOS IMEDIATOS EM CONCENTRAÇÕES ELEVADAS; • AS VEIAS UTILIZADAS PARA ESTA APLICAÇÃO SÃO AS SEGUINTES: • PREGA DO COTOVELO • VEIAS DO ANTEBRAÇO • VEIAS DO DORSO DA MÃO • VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES • VEIA JUGULAR Endovenosa ou intravenosa Via parenteral • VANTAGENS: • Administração de grandes volumes (reposição de líquidos e sais); • Ação imediata e que garante 100% de biodisponibilidade; • Não possui absorção; • Boa precisão de dose Endovenosa ou intravenosa • DESVANTAGENS: • Dificuldades quanto à reversibilidade; • Dolorosa; • Exigência de um profissional capacitado para a aplicação; • Assepsia; • Custos mais elevados; • Irritações no local da aplicação. Endovenosa ou intravenosa • VIA INTRAPERITONIAL: POSSUI APLICAÇÃO NA CAVIDADE DO PERITÔNIO, O QUAL, POR SER MUITO VASCULARIZADO, FACILITA A ABSORÇÃO RÁPIDA. ESTA VIA É USADA NA DIÁLISE PERITONIAL. O PERITÔNIO É A MEMBRANA QUE REVESTE O ABDÔMEN. • VIA INTRADÉRMICA: POSSUI APLICAÇÃO ENTRE A PELE E O TECIDO SUBCUTÂNEO. EXEMPLO: VACINA BCG. 0,1 A 0,5 mL. SEM USO EM ODONTOLOGIA. • VIA SUBCUTÂNEA OU HIPODÉRMICA: POSSUI APLICAÇÃO LOGO ABAIXO DA SUPERFÍCIE DA PELE E ABSORÇÃO LENTA. POR ESTA VIA APLICA-SE A INSULINA. VOLUME: ATÉ 3mL. Via parenteral Via parenteral Resumindo... Resumindo...