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Citologia e Embriologia Tyago Eufrásio Microscopia e Métodos de estudo citológicos Tyago Eufrásio O microscópio: instrumento básico para o estudo da célula Hans e Zaccharias Janssen (1590): Aparelho com duas lentes que chamaram de microscópio Robert Hooke (1665): Analisa um pedaço de cortiça. Dá o nome aos espaços de células (pequenas celas) Microscopia Óptica Theodor Schwann (1839): Observa existência de células nos animais e vegetais A partir de então os microscópios ópticos se modernizaram Microscopia Óptica Princípio da microscopia óptica: Utilizar um conjunto de lentes para ampliar o espectro luminoso originário da amostra, e assim ampliar em numerosas (N) vezes o tamanho da imagem formada. Microscopia Óptica Unidades de medida utilizadas em microscopia As dimensões das estruturas biológicas podem agrupar-se em dois grandes grupos: macroscópicas e microscópicas Micrômetro (μm): para a microscopia óptica Nanômetro (ηm) e o angstrom (Å): para a microscopia eletrônica. Microscopia Óptica A sua relação com a unidade fundamental do sistema métrico, o metro (m) e com o milímetro (mm) é a seguinte: 1 μm = 10-3 mm (0,001 mm) = 10-6 m 1 ηm = 10-3 μm = 10-6 mm (0,000001 mm)= 10-9 m 1 Å = 10-1 ηm = 10-4 μm = 10-7 mm (0,0000001 mm) = 10-10 m Microscopia Óptica Microscopia Óptica Microscopia Óptica Partes constituintes do microscópio óptico • Sistema óptico: compõe-se de três sistemas de lentes (ocular, objetivas e condensador) e uma fonte de luz. • Sistema mecânico: constituído pela estrutura que suporta os elementos do sistema óptico, e inclui os elementos de focagem. Microscopia Óptica Microscopia Óptica 1. Oculares: local onde se observa a imagem. Pode possuir uma (monocular) ou duas oculares (binocular) e possuir ajuste de foco para um dos olhos (botão de correção dióptrica). 2. Tubo ou canhão: suporta a ocular. 3. Braço: fornece suporte à platina e ao canhão, fixado à base. 4. Revólver: fornece suporte às objetivas, girando sobre um eixo fixo para alterar os aumentos da ampliação. Microscopia Óptica 5. Objetivas: conjunto de lentes que permitem a ampliação da imagem. Microscópios ópticos comuns geralmente possuem 4 ou 5 objetivas, mas a quantidade e ampliação pode variar. As objetivas secas geralmente possuem aumento de 4x, 10x, 40x e 50x, assim chamadas, pois nessas não se usa óleo de imersão para a observação. A lente que amplia 100x é chamada de objetiva de imersão, pois necessita de óleo para aumentar seu poder de resolução. 6. Platina ou mesa: local de suporte à lâmina. Possui pinças para fixação e uma abertura central por onde a luz irá passar. Microscopia Óptica 7. Condensador com diafragma: sistema de lentes convergentes que distribuem a luz de forma regular para formação da imagem. 8. Fonte de luz: geralmente possui uma lâmpada, que irá gerar a luz artificial. Pode possuir um controle da quantidade de luz, geralmente localizado lateralmente à base. 9. Charriot: parafusos que são usados para movimentar a lâmina, movendo a imagem na ocular no sentido vertical e horizontal. Microscopia Óptica 10. Parafuso macrométrico: permite o ajuste do foco rápido, movimentando rapidamente a platina na direção vertical. 11. Parafuso micrométrico: permite um ajuste fino do foco, movimentando verticalmente a platina de maneira lenta. 12. Pé ou base: fornece suporte a todas as partes do microscópio. Microscopia Óptica Microscopia Óptica Microscopia Óptica Microscopia Óptica Finalizado a observação microscópica, desligar a lâmpada, girar o revólver de forma a encaixar a objetiva de 4x, baixar a platina, retirar a lâmina e enxugar a objetiva de 100x com papel fino (NÃO ESFREGAR A LENTE). Desligar o equipamento. Microscopia Óptica Relação entre aumento total e diâmetro do campo de observação. Microscopia de Contraste de Fase A invenção do microscópio de contraste de fase abriu novas possibilidades de investigação na área de biologia celular ao permitir a visualização de células vivas. Este microscópio óptico é bastante semelhante ao microscópio óptico comum, sendo, no entanto, dotado de um sistema óptico particular (um anel de fase, localizado na objetiva, e um anel circular, localizado no condensador) que amplia a diferença de fase dos raios luminosos que atravessam a célula. Microscopia de Contraste de Fase Microscopia de Campo escuro A microscopia de campo escuro é um tipo de microscopia óptica que se utiliza de técnicas de iluminação para aumentar o contraste de células não coradas, podendo, assim como a microscopia de contraste de fase, ser utilizada para o estudo de células vivas. A microscopia de campo escuro, como o próprio nome sugere, produz uma imagem de fundo bastante escura, quase negra, destacando, assim, o material biológico, que se apresenta de forma muito brilhante. Microscopia de Campo escuro A microscopia de campo escuro é um tipo de microscopia óptica que se utiliza de técnicas de iluminação para aumentar o contraste de células não coradas, podendo, assim como a microscopia de contraste de fase, ser utilizada para o estudo de células vivas. A microscopia de campo escuro, como o próprio nome sugere, produz uma imagem de fundo bastante escura, quase negra, destacando, assim, o material biológico, que se apresenta de forma muito brilhante. Microscopia de Campo escuro Microscopia de Fluorescência A microscopia de fluorescência foi uma grande conquista da biologia celular, ampliando de forma espetacular os estudos nessa área da ciência. A microscopia de fluorescência, assim como as outras microscopias ópticas, também utiliza a luz como fonte de radiação, sendo mais comum a utilização de lâmpadas de mercúrio e xenônio. O microscópio de fluorescência utiliza filtros que selecionam o comprimento de onda que irá excitar o corante (filtro de excitação) e o comprimento de onda que será visualizado pelo observador (filtro de barreira). Uma vez que o fundo é escuro, a amostra fluorescente é facilmente visualizada. Microscopia de Fluorescência Microscopia de Fluorescência A microscopia confocal é a técnica de microscopia óptica que mais tem contribuído para o entendimento dos processos biológicos ao nível celular. Uma vez que a microscopia confocal também se baseia no uso de corantes vitais (que não necessitam de fixadores ou agentes permeabilizantes para atravessarem a membrana plasmática), que permitem o estudo de células vivas, diversos processos celulares antes pouco compreendidos. Microscopia Confocal Microscopia Confocal A microscopia eletrônica utiliza o feixe de elétrons como radiação. A fonte de elétrons é um filamento ou catodo que bombeia os elétrons através de uma estrutura cilíndrica até a amostra. A grande vantagem no uso do feixe de elétrons ao invés do feixe de luz, utilizado na microscopia óptica, é o reduzido comprimento de onda do feixe de elétrons (0,004 nm). Este valor é cerca de 100 mil vezes menor que o comprimento de onda da luz visível. Devido ao menor comprimento de onda do feixe de elétrons, o limite teórico de resolução do microscópio eletrônico é de 0,002 nm (0,02 Å). Microscopia Eletrônica Microscopia Eletrônica A microscopia eletrônica permite a visualização de detalhes estruturais de organelas, tais como a mitocôndria, das nucleoporinas do envelope nuclear, dos ribossomos e de diversas outras estruturas celulares e, até, mesmo, de vírus. Existem três tipos de microscopia eletrônica: a microscopia eletrônica de transmissão, a microscopia eletrônica de varredura e a microscopia eletrônica de tunelamento. Técnica Citológica/Histológica É um conjunto de operações empregado em um material organizado (tecido biológico), com o objetivo de possibilitar seu estudo por meio de um microscópio, possibilitando a observação de estruturas não visíveis ao olho nu. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/HistológicaPara a formação da imagem ao microscópio de luz, o material biológico deve ser fino o suficiente para a luz atravessá-lo. Podem ser realizados esfregaços de sangue e sêmen, por exemplo. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Esmagamento Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Células obtidas por raspagem da mucosa oral ou do colo uterino no exame de Papanicolau são espalhadas na lâmina com a própria espátula da coleta. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Para a obtenção de cortes histológicos, o primeiro passo é fixar o material coletado para evitar a autólise e preservar a morfologia e a composição química do tecido. Fixadores bastante usados são o formol (ou paraformaldeído), o glutaraldeído e misturas fixadoras, como o líquido de Bouin. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Uma técnica de coloração muito usada é a hematoxilina e eosina (HE). A hematoxilina é um corante azul-violeta, rico em cargas positivas (corante catiônico), e a eosina é um corante rosa, rico em cargas negativas (corante aniônico). Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica O material biológico deve ser endurecido para ser cortado, o que é conseguido incluindo-o em uma substância que se solidifica depois de penetrá-lo, como, por exemplo, a parafina. Esse bloco é cortado em um aparelho especial, o micrótomo, em fatias de 5 a 8µm de espessura. Os cortes são dispostos em lâminas de vidro. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Como os tecidos são geralmente incolores, os histologistas inventaram soluções corantes que têm afinidades diferentes para certas organelas e estruturas, possibilitando a sua localização. Para o material ser corado, a parafina deve ser dissolvida, o que é obtido colocando a lâmina em xilol, e o tecido precisa ser hidratado, já que esses corantes são solúveis em água. A hidratação é conseguida passando a lâmina em uma série alcoólica decrescente e em água. A lâmina é então mergulhada nos corantes. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Uma técnica de coloração muito usada é a hematoxilina e eosina (HE). A hematoxilina é um corante azul-violeta, rico em cargas positivas (corante catiônico), e a eosina é um corante rosa, rico em cargas negativas (corante aniônico). Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Na citoquímica ou histoquímica, técnicas de coloração evidenciam componentes específicos da célula. A reação do ácido periódico - Schiff (PAS de periodic acid - Schiff) é utilizada para corar carboidratos, como o glicogênio e as glicoproteínas. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Na citoquímica ou histoquímica, técnicas de coloração evidenciam componentes específicos da célula. A reação do ácido periódico - Schiff (PAS de periodic acid - Schiff) é utilizada para corar carboidratos, como o glicogênio e as glicoproteínas. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica O método de Feulgen, específico para a desoxirribose do DNA, cora de vermelho ou magenta o núcleo (é o mesmo corante do PAS). O azul de Alcian cora glicosaminoglicanos (açúcares ricos em grupos sulfato e carboxila, portanto, com cargas negativas). O Sudan é utilizado para demonstrar lipídios na célula. Métodos de estudo das células e tecidos Técnica Citológica/Histológica Para uma maior durabilidade do preparado, ele é desidratado em uma série alcoólica crescente e em xilol, e uma lamínula é colada sobre a lâmina com um meio de montagem, como o bálsamo- do-Canadá sintético. Agora o material está pronto para ser observado ao microscópio de luz. Métodos de estudo das células e tecidos Exercícios Exercícios Exercícios