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GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 1 Glossário de Artes Visuais Este glossário permitirá uma revisão dos conceitos e termos usados na linguagem das artes visuais, descubra detalhes que serão importantes na vida profissional. ABSTRACIONISMO – Corrente estética caracterizada pelo abandono total da representação figurativa da imagens ou aparências da realidade pelo uso das formas e cores com ritmo e expressão próprias. ABSTRACIONISMO PÓS-PICTÓRICO – Movimento artístico da década de 60 que reagiu contra o expressionismo abstrato produzindo grandes e impessoais composições de cor ordenada. ACTION PAINTING – Método de pintura que envolve lançar, despejar, pingar tinta na tela. AERÓGRAFO – Instrumento que funciona por meio de ar comprimido, expelindo a tinta líquida sobre a superfície a ser pintada. Por meio de máscaras ou estêncil, podem ser bloqueadas as áreas que não se deseja cobrir com tinta. AFRESCO – Pintura feita sobre o reboco fresco; o pigmento é misturado com água para que se possa ligar à argamassa ou cal. Técnica muito usada na idade média e no renascimento italiano, porém os gregos antigos já utilizavam. ÁGUA – Nome dado em arquitetura ao plano do telhado. ANALOGIA DE LINGUAGEM – Princípio ordenador de uma mostra ou evento onde a distribuição da obras é feita de acordo com sua natureza e suas características estéticas. ANTIDESIGN – Movimento surgido no final dos anos 60, em rejeição à teoria estabelecida do design. Insurgia-se contra o crescimento nas décadas de 50 e 60, que promovia o “bom design” a fim de aumentar as vendas. O anti-design buscava redefinir o design, por meio de cores berrantes e formas e proporções anticonvencionais. ART DÉCO – Movimento de design que conjugou a arte e a era da máquina; produziu principalmente cerâmicas, tecidos e mobiliários geométricos, aerodinâmicos, “modernistas”, que podiam ser produzidos em grande quantidade. ART NOUVEAU – Estilo decorativo, principalmente em ilustração de livros, decoração de interiores e arquitetura, que se propagou na Europa nas décadas de 1890 e 1900; essencialmente ornamental, com extensas linhas curvas e sinuosas derivadas, frequentemente, das formas de plantas trepadeiras. ARTE ABSTRATA – Arte que não imita ou representa diretamente a realidade externa, quer a realidade seja ou não inspiração do artista, quer o tema possa GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 2 ou não ser decifrado; baseia-se na convicção de que cor e forma têm seu valor artístico intrínseco. ARTE CINÉTICA – Arte em movimento, baseada na teoria de que a luz e os objetos moventes criam uma obra de arte; em sua expressão mais simples, um “móbile”; em obras mais complexas envolve motores. ARTE CONCEITUAL – O instante criativo na arte conceitual não se coloca na realização material da obra, mas na produção de seu projeto, na elaboração de uma idéia. Em lugar da materialidade da obra nascem projetos, esboços ou textos sobre ela e que, por sua vez, se destinam a ativar a imaginação do espectador. O norte-americano Sol LeWitt, que usou a expressão pela primeira vez, em 1967, define: “Esse gênero de arte não é teórico ou ilustrativo de teorias. É intuitivo e, em geral, independente das faculdades artesanais do artista. Tem como objetivo tornar a obra mentalmente interessante para o espectador, eis porque o artista deseja que ela seja emocionalmente seca”. Para executá-la, utiliza-se qualquer tipo de suporte, como telefone, catálago, galeria, o próprio corpo ou a memória. Os brasileiros Tunga, Cildo Meireles, Regina Silveira, Waltércio Caldas, Júlio Plaza e o amazonense Roberto Evangelista têm obras conceituais. ARTE CONCRETA – O termo foi usado por Theo Van Doesburg para definir uma tendência que ressalta a linha, a cor e a superfície. Criada em 1930, sem o objetivo de ser movimento estético, a arte concreta surge como tentativa de redefinição da pintura não figurativa e com o objetivo de substituir o nome arte abstrata. Max Bill emprega a expressão concreta para designar uma arte construída objetivamente e em estreita ligação com os problemas matemáticos. ARTE FINAL – Termo usado em gráfica, qualquer ilustração em sua forma definitiva, pronta para ser impressa, seja ela de desenhos, símbolos ou letras. ARTE MÍNIMA – Módulos ou formas geométricas elementares de grandes dimensões, construídos em aço, ferro, alumínio, madeira ou outros materiais, com repertório cromático reduzido. Pode-se lembrar, entre outros, os minimalistas David Smith (EUA), Ascânio MMM e Amilcar de Castro (Brasil). ARTE-OBJETO – Utilização de qualquer objeto, material, matéria-prima, pré- fabricado ou produto industrial como obra de arte. A atividade do artista desloca-se da manufatura da obra para o simples ato de escolher um objeto que se preste como suporte. Há diversas formas de Arte-Objeto no decorrer das últimas décadas: assemblage, objet truve, ready-made, etc. ARTESOADO – Tipo de forro trabalhado. O mesmo que caixotão. ARTS AND CRAFTS – Movimento promovido por William Morris, no final do século XIX, visando reviver os padrões do “design” mediante o retorno aos ideais e à habilidade manual dos artesãos medievais; os artistas tinham que fazer manualmente mobiliário, tecidos, papéis de parede, etc. ASSEMBLAGE – Reunião de materiais diversos, já existentes que, combinados com pintura, provocam uma extensão dos limites da tela, invadindo o espaço tridimensional. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 3 AUTO-CONTRASTE – Empregado em fotografia (estática ou cinematográfica) para eliminar os meios-tons, deixando apenas os contornos em preto e branco ou nas cores dominantes. Usado por Andy Warhol na pop art para pintar com a técnica de serigrafia personagens famosos como Elvis Plesley, Pelé, Michael Jackson, etc. AUSTERIDADE – Período ocorrido durante a segunda Guerra mundial, quando os governos da Europa, Japão e EUA limitaram o uso de materiais estratégicos e encomendaram uma série de produtos de consumo que utilizassem materiais básicos ou novos. BARROCO – Estilo ornamentado característico das produções artísticas e literárias brasileiras nos séculos XVII e XVIII. BAUHAUS – Escola de arquitetura, artesanato e design fundada em Weimar, em 1919, por Walter Gropius; transferiu-se para Dessau em 1926 e para Berlin em 1932; foi fechada pelos nazistas em 1933; tentou reconciliar o design extremamente apurado com as modernas técnicas industriais e exerceu grande influência por toda Europa e América, em virtude da dispersão de seu corpo docente depois de 1933. BIENAL – Exposição de arte contemporânea que se realiza a cada dois anos. As obras são enviadas na maioria dos casos pelos países representados, o que em geral determina a distribuição das obras por nacionalidade e não por analogia de linguagem. As maiores Bienais são atualmente a de Veneza (realizada pela primeira vez em 1895) e a de São Paulo (fundada em 1950). BRUTESCO – Representação artística de coisas brutas ou agrestes, como animais, plantas, rochas,etc. CAIXA-ALTA / CAIXA-BAIXA - É a forma de designar a tipologia utilizada em letras minúsculas (caixa-baixa) ou letras maiúsculas (caixa-alta). CARTA DE ATENAS – Documento redigido em 1933 por um grupo de arquitetos, que trata dos princípios essenciais do urbanismo. CARIÁTIDE – Figura humana, geralmente feminina, esculpida em fachada de edifícios (na Grécia) antiga, com a função de suporte de cornija ou arquitrave. CARTAZ – Qualquer mensagem publicitária gráfica impressa em papel ou pintada diretamente sobre madeira, metal ou outro material. CHINOISERIE – Palavra francesa co a qual se designaram as obras artísticas feitas segundo o gosto chinês. CIMALHA – Saliência da parte mais alta da parede, onde se assentam os beirais do telhado. CLICHÊ – Matriz para impressão em metal ou plástico, utilizada nos processostipográficos mais primitivos. COLAGEM – Pintura criada pela incorporação de vários materiais, papel colorido ou impresso, tecido, barbante, etc., numa tela ou prancha, colados sobre estas. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 4 COMPOSIÇÃO – Arranjo ou disposição de todos os elementos de um quadro, a fim de criar um todo agradável ou satisfatório. CONCRETISMO – Designação dada pelo suíço Max Bill à escola que procura apresentar obras partindo da realização de uma imagem autônoma, não originada de modelo natural, e que utiliza elementos, geralmente visuais ou táteis. CONSTRUTIVISMO – Movimento abstrato de escultura e arquitetura, fundado na Rússia, 1917-1920, por Naum Gabo e Antoine Pevsner. Estilo não figurativo que se desenvolveu no princípio do século XX entre os artistas soviéticos, caracterizado pela disposição rigidamente formal do espaço, das massas e dos volumes e pela utilização de materiais e técnicas industriais modernos. CORNIJA – Ornato que assenta sobre o friso de uma obra. COSTUMBRISMO – Descrição realista da vida popular. CUBISMO – Estilo de pintura criado por Picasso e Braque, caracterizado pelo abandono da representação de um ângulo do tema, que é substituído pela combinação de numerosos ângulos sobrepostos, frequentemente de forma cubóide ou geométrica; a primeira fase foi de 1907 a 1909, e a terceira (fase sintética ou de colagem), de 1911 a 1916. DADÁ – Movimento artístico fundado em Zurique em 1915; violentamente contrário à tradição, à arte e às instituições, visava escandalizar opinião pública enfatizado o burlesco e o ridículo. DE STIJL – Revista holandesa de arte (1917-1928), que promoveu Piet Mondrian e o Neoplasticismo: nome também dado ao grupo de artistas associados à revista. DEGRADÊ – Diz-se da cor que vai esmaecendo em tonalidades. Em algumas técnicas de desenho e da pintura é também chamada de esfumado. DESCOLAGEM – Pedaços arrancados de outdoors e, mais amplamente, qualquer alteração destrutiva de materiais já acabados, por meio da técnica do rabisco, de queimado ou rasgado. DESCONSTRUTIVISMO – Termo surgido na década de 80 para descrever formas visualmente complexas com áreas de cores vivas geometricamente arranjadas. A maioria dos designs nunca evoluiu além do estágio de planos ou modelos. DESIGN - Também conhecido como desenho industrial, é uma expressão já muito usada no Brasil para designar a reunião das atividades de comunicação visual e projeto de produto. Sendo que comunicação visual é a atividade criativa de conceber uma interface gráfica para passar mensagens, idéias e conceitos. Já projeto do produto é uma atividade criativa cujo objetivo é determinar propriedades formais dos objetos produzidos industrialmente. DESIGN BIOMÓRFICO – Estilo de design em que o objeto é confeccionado para imitar a aparência de um organismo vivo. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 5 DESIGN ERGONÔMICO – Abordagem científica do relacionamento entre o ser humano e seu meio ambiente. Os produtos são projetados para se adequarem à conformação do corpo humano. DESIGN GRÁFICO – Termo genérico para fotografia, desenho, tipografia e impressão. DESIGN ORGÂNICO – Estilo de design que reflete a curvilinearidade das formas naturais. Em anos recentes, foi auxiliado pelo aperfeiçoamento dos plásticos e pela tecnologia de computador na produção. DIE BRÜCKE – Movimento expressionista alemão, surgido em Dresde (Alemanha) em 1904, cujos artistas eram dotados de uma sensibilidade doentia ou mórbida, atormentados por problemas religiosos, sexuais, políticos e morais. Eram agressivos e politizados. DIRETOR DE ARTE – Profissional de criação especializado em desenvolver a parte visual e gráfica das peças publicitárias. Em produção, profissional responsável pelo projeto e execução da parte visual do filme, incluindo cenografia, figurinos, objetos de cena, etc. DOCUMENTA – Exposição de arte de vanguarda internacional, realizada na cidade de Kassel, R. F. Alemanha, a cada 4 ou 5 anos, desde 1955. Subvencionada com verbas oficiais, constitui hoje a mais abrangente do mundo, em sua especialidade. DOSSEL – Móvel de adorno que dá resguardo a certa altura a um sólio, altar ou cama, sobressaindo em pavilhão horizontal e com pingentes que caem pela parte de trás e pelas laterais. DRIPPING – Técnica segundo a qual a tinta não é aplicada na tela por meio de pincel ou espátula, mas pingada, derramada ou atirada sobre a tela. EDITORAÇÃO ELETRÔNICA - É a preparação técnica de originais para publicação, que envolve forma e conteúdo. Atualmente, esse serviço é realizado totalmente por computador, desenvolvido pelo diagramador em programas paginadores como Page Maker e Quark XPress. ECLETICISMO – Termo que indica a busca da inspiração em várias fontes históricas, muitas vezes através de combinação. Essa prática prevaleceu entre 1900 e 1950, e depois renasceu com o pós-modernismo. Ecleticismo não é estilo, e sim mistura de estilos. EMPENA – Parte superior triangular, acima do forro, fechando o vão formado pelas duas águas da cobertura. ENVIRONMENT – Preparação artística de um espaço arquitetônico (ou de um espaço ao ar livre), por meio de esculturas, pinturas, projeções, luzes, integrando estes elementos a este espaço já existente. ESCOLA DE NANCY – Escola de artesanato fundada em Nancy, França, pelo membro da art nouveau, Emile Gallé, em 1890, para promover o naturalismo no design. ESMALTE – Fusão de vidro em pó sobre uma superfície metálica a elevada temperatura. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 6 ESTÉTICA DA MÁQUINA – Termo que descreve a aparência de um objeto determinado por seu processo de fabricação. ESTÊNCIL – Folha de papel recoberta por substância gelatinosa (chapas de acetato, alumínio, latão, etc.). Gravada e perfurada por estilete, é recortada, permitindo que, ao passar entre uma folha de papel em branco, nela se reproduzam os desenhos ou formas pelas áreas vazadas. Também conhecida por matriz. A serigrafia adota esse processo com um suporte de náilon. ESTILO INTERNACIONAL – Estilo arquitetônico adotado mundialmente que seguia à risca o enfoque simples e funcional do modernismo. Caracterizado pelos novos materiais, como o aço, concreto reforçado e janelas de vidro laminado, tem entre seus principais exponentes Walter Gropius, Mies Van der Rohe e Le Corbusier. ESTILO MANUELINO – Estilo decorativo que surgiu em Portugal no fim do século XV. Floresceu durante o reinado de D. Manuel I (1469-1521) e constituiu uma adaptação do gótico flamejante, pela introdução de elementos novos, de diversas origens, inspirados nas viagens marítimas portuguesas. EXPRESSIONISMO – Movimento artístico do final do século XIX e começo do século XX, do qual Van Gogh foi o percussor e Edvard Munch o principal expoente; visou expressar as emoções íntimas do artista, usando a distorção violenta, a exageração e a cor forte. EXPRESSIONISMO ABSTRATO – Pintura abstrata emocional e impulsiva, floresceu nos anos cinquenta e sessenta nos EUA e na Europa. A pintura nasce de movimentos impulsivos, automáticos e/ou rítmicos da pincelada. FACA - É uma lâmina cortante que permite ao artista gráfico desenvolver uma grande diversidade de formatos para os produtos impressos. FAUVISMO – (fauve= fera ) Movimento artístico que incluiu Matisse, Roualt e Dufy, (1905 – 1908), caracterizado pelo uso de cor intensa, distorção e padrões planos. FLUXUS – Movimento que produziu, nos anos 60, nos EUA e na Europa, happenings e ações onde eram trabalhados elementos literários, circenses, teatrais, musicais e outros. FORMATO – Dimensões e forma de um anúncio ou peça gráfica. Comercialmente o termo é usado para especificar o tamanho dos papeis baseado em 1 m² (formato A-0), a metade deste corresponde ao formato A-1 e assim por diante até chegar no formato A-6 que seriacorrespondente ao cartão postal. FORMATO A-4 - É um formato-padrão internacional de papel, com medida de 21 cm de largura por 29,7 cm de altura. FOTOCOMPOSIÇÃO – Composição feita por processo fotográfico. FOTOGRAVURA – Em artes gráficas, matriz em metal ou plástico de uma fotografia ou ilustração. Técnica em desuso nas artes gráficas, pois foi substituída pelo fotolito ou rotofilme. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 7 FOTOLITO – Negativo ou diapositivo fotográfico utilizado para gravação de chapas sensibilizadas no processo offset, serigrafia e outros sistemas gráficos de estampagem. FOTOLITOGRAFIA – A arte e técnica de fazer fotolitos. FUNCIONALISMO – Louis Sullivan cunhou a frase “a forma decorre da função” em 1896. O termo expressa a crença de que a função de um objeto é de importância primordial na determinação de sua aparência. FUTURISMO – Movimento Literário e artístico italiano, (1909 – 1916), no qual se destacaram Balla, Boccioni e Severini; defendeu o rompimento com o passado artístico e procurou integrar a arte no que eles consideravam ser o glorioso mundo moderno da velocidade, violência e guerra. GEL – Sistema coloidal construído por uma fase dispersora líquida e uma fase dispersa sólida e que apresenta propriedades macroscópicas (elasticidade, manutenção de forma, etc.). GRAMATURA - É uma das características do papel, que designa a sua espessura. Essa medida é registrada em gramas por metro quadrado da folha de papel. GRISALHO – Pintura preparada com têmpera de caseína ou ovo que eram pintadas telas ou retábulos nos séculos XV e XVI, para serem posteriormente coloridas com veladuras de óleo-resinoso no acabamento final. Nessa técnica antiga, o pintor, na etapa inicial, se preocupava apenas com o desenho e a forma necessária para estruturar o quadro, sendo a seção seguinte reservada ao colorido e seu acabamento. GUACHE – Pintura opaca com aglutinante de goma arábica e pigmento branco. HAPPENING – Opção improvisada ou planejada e executada por um artista, onde o espaço e os espectadores podem ser incluídos. O acaso é um fator determinante no desenrolar de um happening. HIGH-TECH – Estilo arquitetônico e de design que rejeita elementos decorativos em favor do equipamento industrial. ICONOGRAFIA – Significado simbólico, freqüentemente religioso, de objetos, pessoas ou eventos representados em obras de arte. ILUMINURA – Decoração com desenhos, em geral feitos com ouro, prata e cores brilhantes, particularmente nas letras iniciais de um manuscrito medieval. IMPRESIONISMO – Movimento artístico que teve seu apogeu 1870 – 1880; associação imprecisa de artistas como Monet, Reonir Sisley e Pissaro, que expuseram juntos; pretendia dar a impressão de uma cena em vez reproduzi-la fielmente, captar a atmosfera, especialmente em cenas o ar livre e paisagens; grande ênfase no jogo de luz, ausência de contornos firmes e o uso de cor clara aplicada em pequenas pinceladas. IMPRIMATURA – Trata-se da preparação do suporte para pintar, geralmente em branco, possibilitando maior luminosidade na cor. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 8 INSTALAÇÃO – Reunião de objetos (que podem ser quadros, objetos quaisquer ou simples signos) em uma relação sintática definida, propondo uma tese, ilustrando ou materializando uma idéia. Normalmente a instalação é vinculada indissoluvelmente com o seu espaço e, portanto, intransferível e não comerciável. JUGENDSTIL – Significado “estilo jovem”, o termo foi usado na Áustria, Alemanha e países escandinavos em referência a um estilo intimamente relacionado à art nouveau. KITSCH – Termo crítico usado para descrever obras pretensiosas, baratas, feias ou sentimentais. O estilo floresceu desde a rejeição do modernismo por alguns designers na de 60. LAYOUT (lê-se "leiaut") - É a materialização da proposta visual dos elementos – tipologia, cores, estilo de ilustração etc – que compõe o produto. È arrumar, arranjar os elementos. LAND ART – Forma alternativa que propõe uma arte para ser colocada ao ar livre. Quando ligada diretamente à natureza, é também chamada de arte ecológica. À vezes, porém, sofre restrições governamentais, ao tentar ocupar espaços públicos ou conseguir financiamento. LOGOMARCA – Termo usado no Brasil para denominar um símbolo gráfico de uma empresa ou marca, é um símbolo gráfico personalizado com significados específicos. LOGOTIPO – Letras especialmente desenhadas ou adaptadas para identificar uma marca ou empresa. Também chamado de identidade visual. MÍDIA - É o "veículo" de disseminação da informação, como a mídia impressa (papel), mídia eletrônica (cd rom ou web) etc. MODERNISMO – Termo que não representa um grupo, mas sim uma reação geral na arte, design, tecnologia e sociedade no século XX contra os estilos tradicionais. Enfatizava o aspecto simples e funcional das formas sem decoração, com o objetivo de produzir designs de alta qualidade para as massas. MONOCROMIA – Designa a utilização de uma só cor em uma obra artística, contrapondo-se à policromia. A monocromia engloba também modulações de uma única cor. MOVIMENTO ESTÉTICO – Movimento artístico desenvolvido na década de 1880 e dedicado à “arte pela arte”. Conduzindo ao movimento de artes e ofícios, adotou um ideal extravagante de beleza e levou a uma expressão mais livre na arte e no design. MOTIVO – Traço característico ou idéia dominante. Também um ornamento que identifica o fabricante ou o modelo. MULTIMÍDIA – Mensagem que utiliza mais de uma mídia para ser transmitida, como audiovisual ou videoteipe, CD-ROM, DVD, geralmente gerenciado por um computador. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 9 NATUREZA MORTA – Pintura de objetos, frequentemente flores, frutas, etc. É uma temática herdada do barroco. OFF-SET – Técnica de impressão que utiliza máquinas planas, nas quais o papel entra em folhas e é impresso pela passagem de um cilindro no qual está gravada a mensagem ou imagem sobre ele. OP ART – Movimento abstrato desenvolvido na década de 60 e que explorou vários efeitos óticos. Produzia ilusões de movimento por meio de processos gráficos ou pela sobreposição de padrões. PAINEL – Tipo de pintura artística ou cartaz em grande dimensão, pintado diretamente sobre o muro, madeira, metal ou outro suporte. PALETA – Prancha sobre a qual o pintor mistura suas cores e, por conseguinte, a gama de cores usadas por qualquer pintor. PANTONE - São também conhecidas como cores "sólidas". O nome Pantone, na realidade, refere-se a uma marca de tinta, cuja variedade de cores institucionalizou em todo o mundo, e pode ser identificada por códigos. É devido ao Pantone que uma multinacional consegue, por exemplo, manter, em qualquer gráfica do mundo, a fidelidade da impressão das cores de seu logotipo. PERFORMANCE - Opção cuidadosamente preparada pelo artista, normalmente sem a participação do público. Aqui o acaso dificilmente tem lugar. PERSPECTIVA – Técnica para representar a realidade tridimensional em uma superfície bidimensional; ou seja, plana, baseada na observação de que os objetos à distância parecem menores do que aqueles que estão mais próximos do espectador. Muito usada no período renascentista por arquitetos e pelo próprio Leonardo da Vinci em seus trabalhos científicos e artísticos. PIGMENTO – Designação comum a várias substâncias de naturezas diversas. Substâncias pulverulenta, sólida, solúvel num veículo, usada para dar cor e poder de cobertura a uma tinta. PÔSTER – Tipo de cartaz, geralmente impresso. PRIMITIVOS – Termo aplicado tanto à arte de culturas não-européias, especialmente da África e do Pacífico, quanto a artistas ingênuos, frequentemente autodidatas, e cuja técnica é rudimentar. PROJETO GRÁFICO - É o estudo que definirá as características visuais de um produto periódico, que se repetirão a cada edição.RETÍCULA – Aparelho formado por dois vidros finamente raiados e cimentados um ao outro, de modo que as raias se cruzem em ângulo reto, e que se usa nos processos de autotipia, offset e de heliogravura. O pontilhado é produzido por esse aparelho nos negativos, positivos, clichês e estampas. Qualquer matriz de pontos, linhas, círculos, etc., empregada para produzir efeitos de meio-tom ou outros efeitos visuais nas artes gráficas. ROSÁCEA – Grande janela circular preenchida por rendilhado e por vitrais. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 10 ROTOFILME – Tipo de fotolito utilizado em rotogravura. ROTOGRAVURA – Técnica de impressão que utiliza máquinas rotativas, no que o papel em bobinas é impresso quando passa (em alta velocidade) pelos cilindros em que estão gravadas as mensagens. ROUGH (lê-se "raf") - É o traçado inicial de um layout. SERIGRAFIA – Processo artesanal de impressão, que consiste em fazer a tinta passar para o papel, tecido ou outro suporte através de uma tela de seda, náilon ou outro material que possa ser utilizado como matriz. Utilizada na pop art por Andy Warhol. SILK SCREEN – Em inglês o mesmo que serigrafia. STORYBOARD – Esquema ilustrado do roteiro de um filme ou comercial, definindo algumas de suas cenas principais, de modo a facilitar sua análise, aprovação e produção. SURREALISMO – Movimento que incluiu Magritte, Dalí, Masson, Ernst fundado por André Breton em 1924; visava à libertação da imaginação e da mente inconsciente e o abandono da racionalidade pelo artista; reconstituía o mundo onírico e produziu obras de pura fantasia, sonhos, alucinação e grotesco, TÊMPERA – Emulsão composta de gema de ovo, verniz resinoso, terebentina de Veneza, etc. Existem inúmeras fórmulas de têmpera. TIPOLOGIA - Tipologia (que significa "estudo dos tipos") é o conjunto de caracteres tipográficos, que também são conhecidos como fontes. Elas admitem algumas variações de estilos, tais como itálico, negrito, sublinhado etc. Alguns exemplos de tipologia são a Times New Roman, Arial, Garamond e Helvética. VELADURA – Palavra originada de véu, significando cobertura com camadas transparentes que encobrem outras, pintadas anteriormente. Resultado final impossível de ser obtido com a mistura de tintas. VITRAL – Janela feita de vários fragmentos de vidro colorido, encaixados em perfis de chumbo que, soldados uns aos outros, formam painéis; estes, reunidos numa moldura de ferro, são ajustados a uma janela ou rosácea. XILOGRAVURA – Técnica de impressão em relevo em que o desenho a ser gravado é feito na superfície de um bloco de madeira. A parte que ficará branca é eliminada por incisões na superfície do bloco. Embebido em tinta o bloco e depois prensado sobre o papel para efetuar a gravura. Muito usado no nordeste nas literaturas de cordel. GLOSSÁRIO DE ARTES VISUAIS Prof. Fernando Junior 11