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Preservação de Documentos 
Isabelle C. C. Domingos dos Santos 
David Oliveira de Carvalho 
 
Curso Técnico em Biblioteconomia 
Educação a Distância 
2019 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preservação de Documentos 
Isabelle C. C. Domingos dos Santos 
David Oliveira de Carvalho 
 
Curso Técnico em Biblioteconomia 
 
 
 
 
Educação a Distância 
 
1.ed. |out. 2019 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professor(es) Autor(es) 
Isabelle C. C. Domingos dos Santos 
David Oliveira de Carvalho 
 
Revisão 
Isabelle C. C. Domingos dos Santos 
David Oliveira de Carvalho 
Liliane Rodrigues de Assis 
 
Coordenação Design Educacional 
Deisiane Gomes Bazante 
 
Design Educacional 
Ana Cristina do Amaral e Silva Jaeger 
Helisangela Maria Andrade Ferreira 
Izabela Pereira Cavalcanti 
Jailson Miranda 
Roberto de Freitas Morais Sobrinho 
 
Diagramação (1.ed. 2019) 
Izabela Pereira Cavalcanti 
 
 
 
 
 
Catalogação e Normalização 
Hugo Cavalcanti (Crb-4 2129) 
 
Coordenação de Curso 
Liliane Rodrigues de Assis 
 
Coordenação Executiva 
George Bento Catunda 
Renata Marques de Otero 
Manoel Vanderley dos Santos Neto 
 
Coordenação Geral 
Maria de Araújo Medeiros Souza 
Maria de Lourdes Cordeiro Marques 
 
Conteúdo produzido para os 
cursos Técnicos a distância da 
Escola Técnica Estadual 
Professor Antônio Carlos Gomes da Costa 
 
 
1.ed. | outubro, 2019 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISDB 
 
S237p 
Santos, Isabelle C. C. Domingos dos. 
Preservação de Documentos: Curso Técnico em Biblioteconomia: Educação a distância / 
Isabelle C. C. Domingos dos Santos, David Oliveira de Carvalho. – Recife: Escola Técnica Estadual 
Professor Antônio Carlos Gomes da Costa, 2019. 
80p.: il. 
 
Inclui referências bibliográficas. 
Caderno eletrônico produzido em outubro de 2019 pela Escola Técnica Estadual Professor 
Antônio Carlos Gomes da Costa. 
 
1. Conservação de Acervos Documentais e Bibliográficos. 2. Encadernação, conservação e 
restauro. 3. Preservação digital. 4. Memória e patrimônio. I. Título. 
CDU – 025.85 
 
 
Elaborado por Hugo Carlos Cavalcanti | CRB-4 2129 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
Introdução .............................................................................................................................................. 6 
1.Competência 01 | Conhecer Princípios Deontológicos de Intervenção, Conservação e Restauração 
de Bens Culturais .................................................................................................................................... 7 
1.1 Passos essenciais para Preservação e Conservação do Acervo ............................................................... 13 
1.2 Uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) ............................................................................... 15 
2.Competência 02 | Aplicar Procedimentos de Restauro e Conservação Preventiva em Documentos
 .............................................................................................................................................................. 18 
2.1 Agentes que danificam os documentos ................................................................................................... 19 
2.1.1 Agentes ambientais ............................................................................................................................... 19 
2.1.2 Agentes biológicos ................................................................................................................................ 20 
2.1.3 Agentes químicos .................................................................................................................................. 23 
2.1.4 Agente humano ..................................................................................................................................... 23 
2.2 Pequenos reparos .................................................................................................................................... 24 
2.2.1 Materiais geralmente utilizados para pequenos reparos ..................................................................... 25 
2.2.2 Ações possíveis para pequenos reparos ............................................................................................... 27 
3.Competência 03 | Gerenciar Coleções sob um Plano Institucional de Conservação e de Preservação
 .............................................................................................................................................................. 29 
3.1 Modelos para a construção de um diagnóstico ....................................................................................... 31 
3.2 Possíveis ações de manutenção ............................................................................................................... 34 
3.3 Orientações para a Política de Preservação e Conservação .................................................................... 36 
4.Competência 04 | Planejar Ações de Salvamento e Emergência de Acervos numa Unidade de 
Informação ........................................................................................................................................... 38 
4.1 Desenvolver um plano de salvaguarda e emergência ............................................................................. 38 
4.2 Avaliação de riscos ................................................................................................................................... 39 
4.3 Aspectos do Plano de Salvaguarda e Emergência .................................................................................... 41 
 
 
 
 
 
 
4.4 Estratégias para ataque de agentes biológicos ........................................................................................ 43 
4.5 Tratamento de riscos à saúde e ao meio ambiente ................................................................................. 43 
4.6 Requisitos para implementação do Plano de Gerenciamento de Riscos: Salvaguarda e Emergência .... 44 
4.7 Critérios para identificação de acervos e peças prioritárias para ações de tratamento de riscos, em 
especial nas emergências ............................................................................................................................... 45 
5.Competência 05 | Conhecer Políticas e Estratégias para a Preservação Digital de Acervos ............ 47 
5.1 Estratégias de Preservação Digital ........................................................................................................... 49 
Conclusão ............................................................................................................................................. 53 
Referências ........................................................................................................................................... 54 
Minicurrículo do Professor ................................................................................................................... 56 
Isabelle C. C. Domingos dos Santos................................................................................................................ 56 
David Oliveira de Carvalho ............................................................................................................................. 56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Introdução 
Querido(a) estudante do Curso Técnico em Biblioteconomia seja bem-vindo(a) a mais 
uma etapa importante nesta jornada profissional. 
Antes de tudo, queremos lhe parabenizar por ter chegado até aqui. Isso mostra o quanto 
você é fera! Parabéns! Agora se inicia uma nova etapa para a formação e construção do(a) Profissional 
da Informação que cada um(a) de você está se tornando. Nesta nova disciplina você terá contato com 
o universo instigante, estimulante e deslumbrante da Preservação de Documentos. 
Você verá como é interessante o trato adequadopara com os documentos, sobretudo os 
suportes físicos. Aprenderá também sobre os documentos digitais, planejamento, gestão e 
conservação. Isso não é incrível?! 
Dentre algumas coisas que você verá estão: Agentes de degradação do suporte papel; 
Conservação, Restauração e Preservação (as diferenças dentre os três e as suas peculiaridades); 
Política institucional; Acondicionamento adequado de documentos físicos; Plano de emergência da 
biblioteca ou unidade de informação; Diagnóstico de ambiente, compreendendo aspectos físicos, 
arquitetônicos e mais especialidades, além de muito mais conteúdo fundamental na sua formação 
técnica. 
A expectativa é que você encare esta disciplina com muita satisfação, divertimento e 
competência. Um(a) excelente profissional da informação é aquele(a) que compreende bem o seu 
campo de atuação e promove, com excelência, soluções para os seus usuários, para os suportes com 
que trabalha, para a unidade de informação e, consequentemente, para uma sociedade mais bem 
informada e igualitária. Vamos lá, então! 
Bons estudos a todos (as)! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
7 
1.Competência 01 | Conhecer Princípios Deontológicos de Intervenção, 
Conservação e Restauração de Bens Culturais 
Todo início, seja ele qual for, é marcado por estruturas basilares. Por exemplo, uma longa 
jornada é iniciada com o primeiro passo; a subida de uma longa escada começa no primeiro degrau; 
a evolução de uma árvore centenária se inicia com a plantação de uma minúscula semente; e a 
construção de um imenso prédio segue tijolo por tijolo. (Eita! Isso foi quase uma “filosofada” :D). 
No mundo acadêmico (o mundo dos estudos) não é diferente. Precisamos caminhar na 
direção certa, mesmo que a velocidade não seja imensamente rápida. Assim, a nossa jornada sobre 
Preservação de Documentos começa com uma breve reflexão sobre a postura profissional do(a) 
Técnico(a) em Biblioteconomia e a ética que envolve este universo. E logo depois iniciaremos o 
conteúdo específico acerca dos princípios aplicados ao assunto de Preservação, Conservação e 
Restauração. Vamos nessa! 
Certamente você já teve contato com o termo “ética” (ou não?). Você já dialogou sobre 
isso em casa, na escola, na faculdade ou com amigos? Bem, a ética é fundamental, não só na vida 
profissional, mas na vida como um todo. Vamos dar uma olhada nisso e em algumas outras questões 
que são básicas para a boa construção profissional – e pessoal. 
Você já deve ter refletido nas coisas e situações que caracterizamos/classificamos no dia 
a dia como “certo ou errado”, “bem ou mal”. É quase impossível que alguém não consiga, em um 
momento específico ou cultura específica, determinar algo que não seja “errado” ou que seja “bom”. 
Isso está relacionado diretamente com o que é “ética”. 
Figueiredo (2008, p. 4) diz que “a ética pode ser entendida como a ciência da reta 
ordenação dos atos humanos desde os últimos princípios da razão”. Isso significa tratar de uma 
ciência prática, dos atos práticos. 
Ela “é a razão da filosofia da prática. É a forma que configura a matéria (atos 
humanos). Por isso, é importante saber que a ética não se ocupa do irracional, como 
sugerem algumas interpretações, senão do racional prático, intentando saber o 
específico da moral em sua razão filosófica” (CUBELLES, 2002). 
Ou seja, é o motivo da escolha de um determinado posicionamento e a sua tomada de 
decisão, por exemplo: não haver lixeiro por perto e escolher jogar o lixo no chão da rua ao invés de 
guarda-lo para quando encontrar uma lixeira, ou mesmo não respeitar alguém por ser extremamente 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
8 
diferente de você, mesmo sabendo que RESPEITO NÃO É OPÇÃO, MAS SIM UMA OBRIGAÇÃO 
SOCIAL. 
“A ética estuda as relações entre o indivíduo e o contexto em que está situado. Ou 
seja, entre o que é individualizado e o mundo a sua volta [mundo moral]. Procura 
enunciar e explicar as regras [sobre as quais se fundamenta a ação humana ou razão 
pela qual se deve fazer algo], normas, leis e princípios que regem os fenômenos 
éticos. São fenômenos éticos todos os acontecimentos que ocorrem nas relações 
entre o indivíduo e o seu contexto”. (KORTE, 1999). 
Quando falamos em Ética em Biblioteconomia, estamos aplicando a ética ao universo 
biblioteconômico, portanto. Isso inclui todas as atividades do(a) Técnico(a) ou do(a) Bibliotecário(a): 
políticas institucionais, acesso, disseminação da informação, metodologias, tratamento documental, 
etc. 
A ética pode ser estudada sob dois aspectos: Axiológico e Deontológico. O Axiológico 
dedica-se aos valores que movem o ser humano nas suas ações e comportamento, por exemplo, os 
valores de igualdade e liberdade. Já o Deontológico destina-se às regras que orientam as ações e 
comportamentos do ser humano, por exemplo, o “CÓDIGO DE ÉTICA E DEONTOLOGIA DO 
BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO”, aprovado em sete de novembro de 2018 pelo Conselho Federal de 
Biblioteconomia, que tem por objetivo fixar as normas orientadoras de conduta no exercício das 
atividades profissionais. 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
9 
 
 
Quando aplicamos os conceitos, as referências, os entendimentos, da deontologia para 
lidar com as atividades de intervenção e conservação de bens culturais, em especial aos materiais 
que estamos aprendendo a lidar como Técnicos(as) em Biblioteconomia, falamos de AGIR COM ÉTICA 
PROFISSIONAL, sob orientação de regras a serem obedecidas, respeitadas. 
Os livros, periódicos, fotografias, correspondências, bases de dados, dentre outros, 
precisam ser geridos e manuseados com responsabilidade e adequação aos padrões éticos 
estabelecidos por meio de documento, resolução, lei, código, etc. É necessário compreender que na 
maioria das vezes existem códigos específicos com direcionamentos específicos, seja numa 
determinada profissão ou instituição. Fique atento(a) para lidar com acervos documentais de forma 
cuidadosa e respeitosa, pois eles são o Patrimônio Cultural, elementos importantes na construção 
do conhecimento social e sua identidade. 
 
 
Para consultar o CÓDIGO DE ÉTICA E DEONTOLOGIA DO BIBLIOTECÁRIO 
BRASILEIRO na íntegra, acesso o link abaixo. 
http://www.cfb.org.br/wp-content/uploads/2018/11/Resolu%C3%A7%C3%A3o-207-
C%C3%B3digo-de-%C3%89tica-e-Deontologia-do-CFB-1.pdf 
 
 
Figura 1 – Código de Ética e Deontologia do Bibliotecário Brasileiro, Conselhor Federal de 
Biblioteconomia, 2018. 
Fonte: os autores, 2019. 
Descrição: Imagem em cor sólida com as informações: Código de Ética, Conselho Federal de 
Biblioteconomia, CFB. 
 
http://www.cfb.org.br/wp-content/uploads/2018/11/Resolu%C3%A7%C3%A3o-207-C%C3%B3digo-de-%C3%89tica-e-Deontologia-do-CFB-1.pdf
http://www.cfb.org.br/wp-content/uploads/2018/11/Resolu%C3%A7%C3%A3o-207-C%C3%B3digo-de-%C3%89tica-e-Deontologia-do-CFB-1.pdf
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
10 
 
 
Sabendo que em geral as coisas materiais se acabam com o tempo, pois é natural que 
tudo tenha um prazo de vida, o grande desafio do(a) Técnico(a) em Biblioteconomia é auxiliar o(a) 
Bibliotecário(a) a minimizar os danos causados pelo tempo. Assim, intervindo de forma necessária e 
pontual naquilo que precisa, seguindo a estrutura deontológica para com a atividade. 
Importa saber que a “missão” não é impedir que os materiais se acabem, pois isso pode 
ser inevitável – e provavelmente seja –, mas sim promover alternativas que prolonguem a vida útil 
deles enquanto possível. 
Para você acionar os métodos, técnicas ou procedimentos que lhe guiarão no auxílio ao 
Profissional em Biblioteconomia ou mesmo lhe conduzirão para executar alguma ação de preservação 
ou conservação (quando for o caso, devidamente orientado (a)), você precisa conhecer tudo que 
envolve este cenário. 
Conheça tudo o que for possível. Por exemplo: 
• Acervo geral (assuntos e divisões espaciais); 
• Suportes que compõem o acervo (físicos e digitais, como computadores, tablets, e-
 
 
 
Figura2 – Bandeira e Constituição Federal do Brasil (1988). 
Fonte: os autores, 2019. 
Descrição: Metade da Bandeira do Brasil em cores sólidas: verde, amarelo e azul, sem estrelas e 
arco central branco. 
 
Segundo a Constituição Federal do Brasil (1988) Patrimônio Cultural pode ser 
entendido como: 
Os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em 
conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos 
diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: 
I. as formas de expressão; 
II. os modos de criar, fazer e viver; 
III. as criações científicas, artísticas e tecnológicas; 
IV. as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às 
manifestações artístico-culturais; 
V. os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, 
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
11 
readers, livros e periódicos em papéis, mapas em materiais plásticos, etc.); 
• Método de classificação vigente; 
• Software adotado na instituição, layout, possibilidades de interação com o usuário; 
• Estrutura hierárquica de funções e cargos da instituição; 
• Documentos que funcionem como políticas internas, regras, padrões, normas, etc. 
• Coleções existentes e Política de Desenvolvimento de Coleções (e informações possíveis 
acerca das compras, preços e prazos); 
• História da instituição e da Unidade de Informação (quando a unidade for vinculada a uma 
estrutura maior); 
• Materiais disponíveis para lidar com a conservação e a restauração de documentos (se 
são materiais adequados ou são alternativos). 
• Dentre outras questões necessárias. 
Conhecer a unidade/instituição em que trabalham, as suas demandas, e todos os fatores 
que a cercam lhe fornecerá subsídios informacionais necessários para saber o que - como e quando - 
fazer, identificar lacunas, promover soluções alternativas e construir ações assertivas. 
Além disso, é igualmente necessário saber alguns conceitos básicos para compreender 
melhor as ações possíveis e o campo como um todo. Para isso, vamos utilizar o material da autora 
Norma Cianflone Cassares que publicou em 2000, pelo Arquivo Estadual e Imprensa Oficial do Estado 
de São Paulo, o livro intitulado “COMO FAZER CONSERVAÇÃO PREVENTIVA EM ARQUIVOS E 
BIBLIOTECAS”. 
Cassares (2000, p. 12) define os três conceitos básicos da área da seguinte forma: 
PRESERVAÇÃO É um conjunto de medidas e estratégias de ordem administrativa, política e 
operacional que contribuem direta ou indiretamente para a preservação da 
integridade dos materiais. 
CONSERVAÇÃO É um conjunto de ações estabilizadoras que visam desacelerar o processo de 
degradação de documentos ou objetos, por meio de controle ambiental e de 
tratamentos específicos (higienização, reparos e acondicionamento). 
RESTAURAÇÃO É um conjunto de medidas que objetivam a estabilização ou a reversão de danos 
físicos ou químicos adquiridos pelo documento ao longo do tempo e do uso, 
intervindo de modo a não comprometer sua integridade e seu caráter histórico. 
 
Quadro 1 – Definições de Preservação, Conservação e Restauração. 
Fonte: Cassares (2000, p. 12). 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
12 
 
 
 
Depois de ter contato com os conceitos básicos, podemos entender que a PRESERVAÇÃO 
é um conjunto de diretrizes que auxiliará a administração, seja em forma de lei, regra, política 
institucional ou outro. A preservação é uma articulação para com a vida útil dos documentos. Muitas 
instituições, infelizmente, não criam as suas diretrizes e acabam adotando regras gerais, por exemplo, 
Políticas da Biblioteca Nacional (BN) ou Resoluções do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq) que, 
embora sejam importantes referências, não abrangem as características únicas de cada lugar, cada 
unidade de informação, cada biblioteca “espalhada” pelo país. 
A importância em criar políticas (documentos com regras específicas para ações e 
necessidades especiais) está na peculiaridade de cada unidade de informação/biblioteca. Perceba 
que uma Biblioteca de (ou ligada a) uma universidade funcionará de modo diferente de uma 
Biblioteca de (ou ligada a) um Museu ou Centro de Documentação. Em uma o usuário provavelmente 
utilizará os itens do acervo (e tomará emprestado) até que eles se acabem naturalmente com este 
uso, ao passo que na outra o empréstimo pode ser restrito ao local e com instrumentos especiais 
para o manuseio, pois há uma preocupação maior com a vida útil destes itens. Por isso é importante 
conhecer o local onde trabalha e as suas variáveis, para lidar de forma adequada com o acervo e com 
os usuários. 
 
Estes conceitos estão no livro “Como fazer conservação preventiva em 
arquivos e bibliotecas” (2000) de Norma Cassares. 
Aprenda mais acessando o texto completo. 
Busque por meio do link disponibilizado pela Associação de Arquivistas 
de São Paulo: 
http://www.arqsp.org.br/arquivos/oficinas_colecao_como_fazer/cf5.p
df 
 
Lembre-se que você não precisa decorar os conceitos, mas sim entendê-
los. O que lhe guiará na atividade efetiva como Técnico em 
Biblioteconomia não serão as definições, conceitos ou textos decorados, 
mas sim o conhecimento gerado a partir do estudo deles. Por isso 
aprenda e não decore! 
http://www.arqsp.org.br/arquivos/oficinas_colecao_como_fazer/cf5.pdf
http://www.arqsp.org.br/arquivos/oficinas_colecao_como_fazer/cf5.pdf
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
13 
A CONSERVAÇÃO leva em consideração a PRESERVAÇÃO (todas as regras estabelecidas 
ou adotadas) e promove ações básicas, mínimas, especiais e/ou alternativas, que auxiliam na vida útil 
dos documentos (seja em qualquer suporte), evitando, assim, que eles se acabem na velocidade 
natural ou acelerada. A Conservação, portanto, é um conjunto de ações assistenciais: higienização de 
documentos, invólucros ou estantes; criação de caixas e semelhantes para acondicionar bem os 
documentos; pequenos reparos que não interfiram muito na estrutura. 
A RESTAURAÇÃO é um passo mais avançado do que a Conservação, pois ela lida com 
estruturas documentais já danificadas e que necessitam de intervenção profunda. A Restauração não 
pode ser executada por qualquer pessoa, mesmo que esta seja Técnico(a) ou Bacharel(a) em 
Biblioteconomia. Acredite, não é só um título que qualifica alguém para executar alguma atividade 
com excelência. Utilizar procedimentos secos ou aquosos requer muito mais que títulos, requer 
conhecimento, delicadeza e experiência. Por isso a nossa função é mais concentrada em ajudar o(a) 
Restaurador(a) do que necessariamente restaurar. 
A Restauração visa reconstruir características originais de um determinado Bem Cultural 
para que este possa “continuar vivendo” e cumprindo a sua função social. 
 
 
 
1.1 Passos essenciais para Preservação e Conservação do Acervo 
Conhecer aspectos fundamentais para o planejamento e execução das atividades de 
preservação faz perceber que mesmo a preservação funcionando como direcionadora para a 
conservação, ela precisa ser estruturada de forma consistente e absolutamente lógica. Parece bem 
óbvio, mas é isso mesmo! 
A curiosidade é ponto de partida para investigar o ambiente, o acervo, o perfil dos 
usuários, a frequência de acesso, os formatos, os softwares, a estrutura física, a história do local, etc., 
 
Você já parou para pensar no porquê de aprender sobre esse assunto? 
Se sim, aí vai a resposta: um(a) bom(a) profissional da informação é 
aquele(a) munido(a) de conhecimentos basilares da sua área e 
potencialmente articulado(a) para ações e reflexões complexas. Com isso, 
sabe organizar bem um acervo, preserva-lo, conserva-lo e, se possível e 
necessário, tem conhecimentos básicos para restaura-lo sem 
comprometer a sua integridade. 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
14 
e influencia absolutamente no desenvolvimento de Políticas de Preservação e Conservação. Por isso 
é preciso levantar dados/informações,compondo os passos essenciais para a preservação, e um bom 
começo para isso é o Diagnóstico Geral do Acervo. 
 
1) Diagnóstico Geral do Acervo: representa o passo inicial para o processo de construção das políticas 
de preservação e também para a conservação. Ele deve ser estruturado com a finalidade de extrair o 
máximo possível de informações e características gerais, como o próprio nome indica, para auxiliar a 
compor as normas, processos, procedimentos, plano de emergência, (re)ordenação do espaço, etc. 
 
2) Estrutura Básica Direcional: assim como o Diagnóstico Geral do Acervo, este é um passo 
igualmente importante, pois, após o conhecimento aprofundado do acervo, dedica-se a coletar 
informações de instituições e materiais bibliográficos de referência adequados à realidade da 
estrutura e do acervo para funcionar como direcionador. É importante compreender que não há uma 
estrutura única que se tome como verdadeira ou absoluta. O mais importante é conseguir cumprir a 
missão de preservar e conservar, e isso pode variar de instituição para instituição ou de local 
geográfico para outro. Por exemplo, uma Biblioteca de estrutura metálica próximo ao litoral onde a 
salinidade é bem maior pode estabelecer diretrizes diferentes de uma Biblioteca em estrutura de 
concreto dentro de uma universidade no interior. 
 
 
Figura 3 – Figura geométrica com exemplos para a Estrutura Básica Direcional. 
Fonte: os autores, 2019. 
Descrição: Forma geométrica retangular em cor sólida azul com seta apontando para o conteúdo acima. 
 
 
3) Elaboração de políticas: construir uma comissão de profissionais competentes para criação 
e documentação das políticas, regras, normas adotadas. 
Para a Estrutura Básica Direcional, alguns exemplos são: 
a) “Plano de gerenciamento de riscos: salvaguarda & emergência” da Biblioteca Nacional (BN); 
b) Artigos e estudos de caso publicados em revistas e eventos científicos; 
c) “Resoluções” do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), quando couber, haja vista que o Conarq 
lida diretamente com documentos de arquivo e suas variáveis; 
d) A “Política de Acervo: manual de gerenciamento e uso”, da Fundação Joaquim Nabuco (FJN); 
e) Normas e conceitos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); 
f) Dentre outros. 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
15 
 
4) Promoção de treinamento: informar, treinar, potencializar todos(as) os(as) profissionais 
que lidam com os documentos acerca dos padrões adotados de tratamento e uso para 
orientar a prática. Importa que todos(as) os(as) profissionais da unidade sejam 
alcançados(as), mesmo aqueles(as) que não farão ações de conservação ou restauração, pois 
o uso cotidiano do espaço e dos materiais de forma inadequada pode comprometer a vida 
útil dos documentos do acervo. 
 
5) Desenvolvimento de rotinas: construir rotinas é a certeza de construção de uma zona de 
segurança para com as atividades de conservação. A rotina orienta o espaço e o tempo. E é 
um fator de sucesso quando se tem uma equipe empenhada e comprometida. 
 
6) Criação de Setor Especial: por se tratar de documentos especiais que necessitam de 
tratamentos especiais, a criação de um espaço dedicado às atividades de conservação e 
restauração se torna necessário. A higienização, por exemplo, lida com micro-organismos que 
precisam ser eliminados ou neutralizados. Se houver contato com outros documentos, 
poderá contamina-los. Por isso é interessante isolar a ação. Depois de tratar os documentos, 
eles voltam para o acervo. 
 
1.2 Uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
Além de promover melhor e maior condição para o tratamento adequado para com os 
documentos, o risco de contrair doenças por fungos e bactérias é outro grande fator para justificar a 
necessidade de utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI). 
Geralmente se utilizam os EPIs apenas no trato com documentos especiais, em situações 
que podem promover riscos à saúde do profissional, ou riscos à estrutura do suporte. Por isso não é 
comum utilizar em acervos circulantes (acervos passíveis de empréstimo e contato contínuo com os 
usuários). 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
16 
 
Os EPIs são: 
 
ÓCULOS DE PROTEÇÃO 
 
Figura 4 – Óculos de proteção 
Fonte: www.prometalepis.com.br 
Descrição imagem: óculos de segurança constituído de um 
arco de material plástico preto com visor transparente de 
policarbonato. 
 
Os óculos promovem segurança à região dos olhos 
e por isso precisam ter a qualidade comprovada. 
Algumas situações que eles evitam são: irritação, 
conjuntivite e alergias. É importante que ele 
apenas proteja sem alterar a cor ou grau de visão, 
e por isso necessariamente devem ser 
transparentes e com fechamento nas laterais. 
 
MÁSCARAS DESCARTÁVEIS 
 
Figura 5 – Mascara descartável 
Fonte: www.arican.com.br/ 
Descrição imagem: máscara descartável dupla, na cor 
branca, com clips nasal e elástico com material de 
polipropileno. 
 
As máscaras, descartáveis, não têm 
necessariamente que proteger todo o rosto. Elas 
precisam proteger a região nasal, o canal 
respiratório. Podem ser de modelos diferentes de 
acordo com a gravidade da situação do material 
trabalhado. Devem ser trocadas frequentemente, 
seja a cada atividade, cada dia ou sempre que 
houver necessidade. Os modelos são variados. 
 
TOUCAS DESCARTÁVEIS 
 
Figura 6 – Touca descartável 
Fonte: www.higistore.com.br/ 
Descrição imagem: touca descartável branca com elástico 
nas laterais. 
 
As toucas são feitas de polipropileno, material 
leve, com resistência e ventilação. Oferecem 
maior conforto, melhor ajuste, apresentam 
elástico especial em todo o perímetro da touca. 
Servem para proteger a cabeça contra partículas 
suspensas no ar. O cabelo exposto absorve essas 
partículas que causam sérios danos à saúde do 
couro cabeludo, causando irritações e 
descamações. 
AVENTAL OU JALECO 
 
Figura 7 – Jaleco 
Fonte: www.magazineluiza.com.br/ 
Descrição imagem: jaleco manga longa em tecido poliéster. 
 
Além dos tradicionais de tecido 100% algodão, 
existem produtos leves e confortáveis que são 
confeccionados em polipropileno. Os jalecos 
devem, preferencialmente, cobrir completamente 
as vestimentas, ou seja, serem fechados nas 
costas, compridos e terem mangas longas, 
protegendo o profissional contra dermatites e 
alergias. 
 
E isso acaba se tornando um direcionamento: se você manusear um 
documento e isso promove riscos a ele ou a você, utilize os EPIs. É bem 
claro e óbvio, não é mesmo? 
http://www.prometalepis.com.br/
http://www.arican.com.br/
http://www.higistore.com.br/
http://www.magazineluiza.com.br/
 
 
 
 
 
 
Competência 01 
17 
LUVAS 
 
Figura 8 – Luvas 
Fonte: www.epibrasil.com.br 
Descrição Imagem: Luva de proteção de látex. 
 
Geralmente as luvas de látex para procedimentos 
não-cirúrgicos. Funcionam na proteção contra 
micro-organismos que podem provocar danos à 
pele. O uso das luvas requer atenção, pois a 
proteção deve atender ao profissional, assim 
como aos demais materiais. Ao utilizar a luva, não 
se deve tocar nos olhos ou outros itens do acervo, 
por exemplo. Lembrar sempre que são 
descartáveis, e por isso não se deve reaproveitar. 
 
Quadro 2 – Equipamentos de Proteção Individual – EPIs. 
Fonte: Oliveira (2017). 
Descrição: Forma geométrica retangular em cor sólida azul 
 
Mesmo que você sempre utilize os EPIs, deve ter atenção para manter o local de trabalho 
sempre higienizado, lavar as mãos, braços e rosto, utilizando álcool também para limpar 
equipamentos que possam ter sido contaminados com os micro-organismos (como mesa, espátulas, 
óculos, etc.). 
Agora nos vemos na próxima Competência. Até lá! 
 
 
 
http://www.epibrasil.com.br/
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
18 
2.Competência 02 | Aplicar Procedimentos de Restauro e Conservação 
Preventiva em Documentos 
Agora veremos algumas informações importantes para compreender melhor como 
ocorre a deterioração dos materiais e como o(a)profissional da informação precisa lidar com estes 
fatores. 
Você bem sabe, mas vale lembrar que as bibliotecas mais tradicionais são constituídas, 
em sua maioria, de suportes em papel, geralmente livros, periódicos (revistas, jornais), plantas 
arquitetônicas, mapas e outros semelhantes. Sabendo que o papel é um material muito frágil, é fácil 
compreender que ele sempre está sujeito ao processo de desgaste. E esse desgaste pode ocorrer por 
inúmeros fatores. 
 
 
Os papéis são constituídos por celulose, o que representa uma estrutura vulnerável 
inclusive até no contato com a água, que rompe as fibras facilmente. A questão da acidez também 
representa uma grande preocupação, pois quando é fabricado muitas vezes o papel recebe ácido em 
sua composição, o que pode acelerar a degradação e também pode passar a acidez para outro papel 
que esteja em contato. 
 
 
Imagine um cenário em que você recebe a notícia de que a unidade 
em que trabalham (seja Biblioteca, Centro de Documentação, 
Arquivo, Escritório, etc.) está com um grave caso de degradação de 
documentos importantes. Qual tipo de situação você imagina ter 
acontecido? O que imediatamente vêm à sua imaginação? 
São muitas possiblidades, não é mesmo? Além do mais pode ter sido 
por causa de insetos, infiltração, incêndio, ou outra situação 
diferente. Veja que são inúmeras as infelizes possibilidades. 
 
 
Uma curiosidade: você sabia que geralmente os papéis mais brancos 
têm maior índice de ácidos em sua composição? E é justamente por isso 
que são tão brancos. Perceba que quanto menos ácido o papel, mais 
alcalino será, o que representa maior qualidade. Interessante, não é? 
Tudo bem, talvez nem tão interessante assim...  ☺ 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
19 
Antes de partirmos para o assunto de degradação dos suportes em papel, se você tiver 
curiosidade de conhecer como é feita a fabricação deles, basta acessar os links abaixo. É bem legal e 
interessante saber sobre isso também. 
 
 
 
2.1 Agentes que danificam os documentos 
Veremos a partir de então alguns dos possíveis fatores que podem provocar danos 
estruturais aos documentos. A nossa expectativa é você aprecie bastante estas informações, pois são 
essenciais na formação profissional de cada indivíduo. 
 
2.1.1 Agentes ambientais 
Segundo a autora Norma Cassares (2000, p. 14-16), é possível identificar algumas 
incidências por agentes ambientais. São elas: 
• Temperatura e umidade relativa: estes fatores provocam interferências diretas ao papel. 
Mesmo que haja uma excelente conservação dos documentos, o tempo não poupará a 
sua estrutura e certamente se acabará. A temperatura provoca o ressecamento do papel 
e separação das fibras; já a umidade relativa alta representa um cenário propício para as 
colônias de micro-organismos, sobretudo fungos. 
 
 
Como é feito o papel - 
https://www.youtube.com/watch?v=lw_ehZJvLMg 
Como é fabricado o papel - 
https://www.youtube.com/watch?v=rFqpki-sScM 
 
 
A modificação constante de temperatura é mais prejudicial do que 
se estiver em temperatura constante. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=lw_ehZJvLMg
https://www.youtube.com/watch?v=rFqpki-sScM
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
20 
• Radiação da luz: mesmo que não pareça, a incidência de luz é um dos mais graves fatores 
de aceleração da degradação dos documentos, ainda mais para o papel. Seja luz natural 
ou artificial, sempre haverá radiação que provoque dano aos documentos. A radiação 
mais nociva é a Ultravioleta (UV), encontrada no Sol e também em fontes de luzes 
artificias. 
 
• Qualidade do ar: este é um fator essencial em um Programa ou Política de Preservação e 
Conservação, pois os poluentes contribuem negativamente na degradação dos 
documentos. 
“Há dois tipos de poluentes – os gases e as partículas sólidas – que podem ter duas 
origens: os que vêm do ambiente externo e os gerados no próprio ambiente. Agentes 
poluentes podem ter origem no próprio ambiente do acervo, como no caso de 
aplicação de vernizes, madeiras, adesivos, tintas etc., que podem liberar gases 
prejudiciais à conservação de todos os materiais”. (CASSARES, 2000, p. 16). 
No geral, considerando um cenário de obras raras ou especiais, a estrutura ideal é 
basicamente um local seco, escuro e frio. Considera-se adequado para um acervo: temperatura em 
aproximadamente 20°C, umidade relativa de 45% a 55%, e janelas e outras aberturas com bloqueios 
de luz e radiação (cortinas, persianas, filtros anti-UV) para que o panorama seja de pouca luz. 
 
 
2.1.2 Agentes biológicos 
Estes agentes biológicos podem surgir em qualquer ambiente que não promova a 
proteção adequada. Geralmente são ocasionados por falta de uma política de conservação e sua 
aplicação. Por isso é muito importante a participação cotidiana de todos(as) os(as) funcionários(as) 
da unidade. Baseando-se em Cassares (2000), destacam-se: 
 
 A intensidade da luz é medida através de um aparelho denominado 
LUXÍMETRO. 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
21 
 
Figura 9 – Imagens de insetos. 
Fonte: Spinelli; Brandão; França (2011). 
Descrição Imagens: Vários insetos, todos possuem três pares de patas e que tipicamente dispõem de dois pares de 
asas, um par de antenas e um par de olhos compostos. 
 
• Fungos: os fungos, que são formados em colônias e se proliferam de forma rápida e 
intensa, acham na temperatura e na umidade relativa do ar as condições ideais para se 
alastrar, encontrando nos materiais “alimentos” que auxiliam seu crescimento: os papéis, 
as colas geralmente utilizadas na encadernação, as capas de couro, as pigmentações, 
dentre outros materiais. Os fungos se alimentam fragilizando os suportes e provocando 
manchas muitas vezes difíceis de remover. 
• Roedores: infestações de ratos e camundongos, além de outros, podem ser encontrados 
ocasionados pelas mesmas razões descritas acerca dos fungos. Além disso, são atraídos 
por restos de alimentos consumidos próximos ao acervo ou mesmo dentro do espaço. 
Embora pareça fácil o uso de armadilhas, recomenda-se não matar os roedores dentro da 
unidade, acionando (preferencialmente) um(a) especialista em zoonose. 
• Ataques de insetos: os ataques podem ser provocados quando trazidos de ambiente 
externo (isso ocorre muito quando novos itens são doados ao acervo), ou mesmo 
surgindo em ambiente interno (geralmente pela falta de cuidado com limpeza, 
alimentação, controle de temperatura e umidade relativa do ar). Os mais comuns são: 
baratas, brocas (Anobídios) e cupins, além dos demais listados anteriormente. 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
22 
 
Figura 10 – Documentos degradados por roedores. 
Fonte: Spinelli; Brandão; França (2011). 
Descrição: Três livros com dobradiças degradados por roedores 
 
Certamente não se espera que você, estudante técnico(a) em Biblioteconomia, saiba tudo 
sobre o assunto conhecendo cada um destes agentes a fundo. O que se espera é que saiba, mais ou 
menos, os possíveis panoramas de problemas e, caso haja uma necessidade específica, possa estudar 
mais detalhadamente cada um deles em materiais auxiliares. 
 
 
 
Algumas observações importantes 
destacadas pela autora Norma Cassares (2000, p. 18): 
 
• O uso de fungicidas não é recomendado; os danos causados 
superam em muito a eficiência dos produtos sobre os documentos. 
• Caso se detecte situação de infestação, chamar profissionais 
especializados em conservação de acervos. 
• Não limpar o ambiente com água, pois esta, ao secar, eleva a 
umidade relativa do ar, favorecendo a proliferação de colônias de 
fungos. 
• Na higienização do ambiente, é recomendado o uso de 
aspirador. 
• Usar proteção pessoal: luvas de látex, máscaras, aventais, toucas 
e óculos de proteção (nos casos de sensibilidade alérgica). 
• Luvas, toucas e máscaras devem ser descartáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
23 
2.1.3 Agentes químicos 
Alguns agentes químicos também são responsáveis pelo processo de degradaçãodos 
documentos, em especial o papel. São alguns deles: Acidez, pois o papel de uso comercial contém 
altos níveis de ácidos, geralmente utilizados na fabricação para o branqueamento da celulose; 
Poluição atmosférica, que são altamente ácidos e podem alterar o pH do documento em papel, 
sobretudo em locais próximos a carros e avenidas e outras fontes de gases; e Tintas, pois são 
fabricadas com elementos químicos que podem provocar a aceleração do desgaste do papel, a 
exemplo da tinta ferrogálica que foi muito utilizada desde a Idade Média. 
 
2.1.4 Agente humano 
Embora possa parecer que os demais agentes provoquem imenso risco ao acervo, as 
questões que envolvem seres humanos podem ser classificadas como as mais agressivas. 
Vejamos juntos: imagine que um livro esteja sujeito a condições inadequadas de luz, 
umidade relativa do ar, temperatura, e ainda esteja num ambiente próximo a alimentação e gases, 
este documento certamente será degradado rapidamente com o passar do tempo. Agora imagine 
que outro livro similar seja manuseado de forma desleixada por algum humano, sujeito ao contato 
direto com alimentos, rasgos, furto ou mesmo descarte equivocado, isso certamente provocará a 
eliminação imediata do documento ou mesmo a sua degradação bem mais acelerada do que 
comparada aos demais agentes. Por isso parece que o agente humano é o mais nocivo aos 
documentos. 
 
A segurança é um caminho necessário para combater os agentes humanos. Proteção 
tanto no aspecto micro – visando os documentos –, quanto no aspecto macro – que compreende o 
espaço físico geral, o prédio, a arquitetura. 
 
Com relação à segurança macro, para combater ou minimizar roubo e vandalismo, é 
preferível optar por esquema de segurança com câmeras, alarmes, travas e demais alternativas 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
24 
possíveis e necessárias. Já com relação à segurança no aspecto da unidade do documento aplicam-
se cuidados1 como: 
• Manusear os volumes e os documentos com cuidado, limpar e secar as mãos antes e após 
o manuseio; 
• Não fazer nenhum tipo de anotação nas folhas dos documentos; 
• Evitar fazer qualquer tipo de dobras nos cantos das páginas dos documentos com a 
intenção de marcá-las para leitura. Para tal, utilizar um marcador de papel; 
• Não utilizar nenhum material metálico nos livros ou documentos; 
• Não molhar as pontas dos dedos ao manusear os documentos; 
• Não utilizar fitas adesivas, tipo durex, nos livros ou documentos; 
• Não manter as prateleiras de uma estante muito compactada. Certa folga entre os objetos 
é aconselhável; 
• As estantes em uma área de guarda de acervos devem estar longe da incidência de raios 
solares; 
• Ao retirar os volumes das estantes, segurá-los pela lombada; 
• Não expor ao sol volumes ou documentos que tenham sido atingidos por água; 
• Não fazer refeições dentro de áreas de guarda de volumes e documentos. 
 
2.2 Pequenos reparos 
São considerados pequenos reparos algumas pequenas ações que são desenvolvidas para 
evitar maiores danos aos documentos. Como a lógica nos propõe, os pequenos reparos são feitos em 
documentos que foram, de alguma forma, atingidos por algum dos agentes potenciais, conforme 
vimos anteriormente. 
É importante lembrar que Bacharéis(las) e Técnicos(as) em Biblioteconomia não estudam 
a fundo as técnicas de conservação e restauração, assim, as atividades que necessitarem de 
 
1 Lista de cuidados com informações coletadas do Manual Técnico de preservação e conservação: documentos 
extrajudiciais CNJ – Ministério da Justiça, Arquivo Nacional e Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional 
(SPINELLI; BRANDÃO; FRANÇA, 2011, p. 30-31). 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
25 
intervenção nos documentos devem ser destinadas a profissionais altamente capacitados, ainda mais 
quando se trata de obras raras ou coleções especiais, pois são de valor permanente. 
 
2.2.1 Materiais geralmente utilizados para pequenos reparos 
Geralmente os materiais utilizados em unidades de informação para pequenos reparos 
atendem às demandas de documentos de valor permanente. Por isso se faz necessário a aquisição 
de materiais de boa qualidade e confiabilidade, o que representa diretamente um alto investimento, 
já que os materiais para esse fim não são tão baratos. Inclusive, muitos destes materiais não são 
encontrados com facilidade, sendo muitas vezes necessário fazer a importação dos produtos de 
outros estados ou até países. 
Quando se trata de um acervo circulante, onde têm aqueles documentos que estão 
sempre sendo emprestados, que ainda são amplamente comercializados, como de uma biblioteca 
universitária, por exemplo, há a opção de utilizar materiais menos caros e menos específicos, já que 
os documentos estão na configuração de grande manuseio e mais acelerada degradação. 
 
 
 
 
 
Por exemplo, imagine um livro de literatura que acabou de ser 
lançado, ele foi comprado pela biblioteca, foi preparado no 
processamento técnico e acabou de ser emprestado. Se o livro for 
devolvido com um pequeno rasgo, não será necessário utilizar 
materiais caros nessa restauração, mas se ocorrer um pequeno rasgo 
numa obra da Coleção Rara, aí sim se torna lógica a utilização de 
materiais adequados de restauração. 
 
Perceberam a diferença entre o que é regra e o que realmente 
acontece no dia a dia das bibliotecas? Isso acontece porque 
geralmente as instituições não têm a cultura de dispor de grande 
orçamento para compra de materiais de restauração. Daí é 
importante ser criativo e eficiente, e ainda ajudar os documentos a 
terem vida útil. 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
26 
Segundo Norma Cassares (2000, p. 34) “basicamente, os materiais usados para execução 
de pequenos reparos em documentos de biblioteca e de arquivo se resumem a adesivos e papéis 
especiais”. Isso porque para procedimentos mais complexos talvez sejam necessários materiais que 
só podem ser utilizados por especialista, como é o caso de procedimentos aquosos (procedimentos 
que utilizam água deionizada). 
 
 
Figura 11 – Profissional da informação realizando ações de pequenos reparos em livro degradado. 
Fonte: Spinelli; Brandão; França (2011). 
Descrição: foto de uma mulher com camiseta cinza, cabelos longos lisos castanhos presos, usando luvas e segurando 
lupa, fazendo reparo na folha de um livro. 
 
 
Os procedimentos e técnicas para a realização de reparos em documentos exigem os 
seguintes instrumentos (CASSARES, 2000, p. 34-35): 
• mesa de trabalho; 
• pinça; 
• papel mata-borrão; entretela sem cola; 
• placa de vidro; 
• peso de mármore; 
• espátula de metal; 
• espátula de osso; 
• pincel chato; 
• pincel fino; 
• filme de poliéster. 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
27 
2.2.2 Ações possíveis para pequenos reparos 
Apresentam-se no Quadro 3 algumas ações possíveis para pequenos reparos: 
 
TÉCNICA AÇÕES POSSÍVEIS 
Velatura 
 A técnica de Velatura tem por objetivo reforçar a estrutura do documento fragilizado. 
Para isso cola-se (com cola à base de metilcelulose - CMC) uma folha de papel japonês de 
baixa gramatura, pois deve-se ficar visível a informação abaixo do papel de reforço. 
 “Após a aplicação da CMC, deixe-a secar e retire o excesso de papel japonês. No 
entanto, nunca devemos usar uma tesoura, pois pode alterar a forma da folha. Use uma 
régua e uma lixa para aparar o excesso” (OLIVEIRA, 2017). 
Enxerto 
 Esta técnica é utilizada para preencher espaços nos documentos. Por isso é importante 
que seja utilizado um papel de gramatura semelhante. Há possibilidade de utilizar o papel 
japonês, ou mesmo fabricar o papel no laboratório da unidade. 
 Geralmente pessoas especializadas fazem esta ação, pois qualquer deslize pode 
comprometer o documento num todo. 
Reparos de 
rasgos 
 Quando o cenário é de documentos de acervo circulante, de obras que ainda estejam 
em venda no comércio, há a tendência de utilizar materiaisalternativos, mas quando se 
trata de obras de valor secundário deve-se ter atenção para o uso de Fitas Filmoplast P 
(geralmente 2cm x 50m), Papel Japonês (ou Papel Oriental) e cola à base de metilcelulose 
(CMC). Algum vezes a situação da fibra é de ressecamento extremo, o que pode 
comprometer o reparo, podendo provocar mais danos do que antes. 
Reforço de 
capa 
 Como área de proteção imediata dos documentos a capa sofre os primeiros impactos 
da degradação, pois isso é importante considerar o reforço com o uso de tecido na parte 
interior. 
Limpeza com 
pó de borracha 
 É uma técnica seca que tem por objetivo a minimização da camada de sujeira que se 
assenta sobre o documento. Muito utilizada em livros, periódicos, mapas, quadros, por 
exemplo. 
 De fabricação artesanal, faz-se um tipo de “boneca”: utiliza-se gaze ou mesmo TNT 
branco, com algodão dentro, amarrada por fora com cordão de algodão cru. 
Paralelamente rala-se (em ralador de inox higienizado) certa quantidade de borracha látex 
branca macia. Após teste em área determinada do documento, aplica-se o pó de borracha 
sobre a área e com movimentos leves e circulares retiram-se as manchas das áreas 
atingidas. 
Quadro 3 – Algumas ações possíveis para pequenos reparos. 
Fonte: os autores, com base em Oliveira (2017). 
 
 
 
 
 
 
Competência 02 
28 
 
Figura 12 – Profissional da informação realizando ações de limpeza com pó de borracha em documento. 
Fonte: Spinelli; Brandão; França (2011). 
Descrição: ilustração em três momentos: a primeira é ralando a borracha em um prato, segunda juntando as borrachas 
raladas e por fim colocando em cima da folha do livro. Em baixo dessas ilustrações aparece a foto de uma mulher de 
perfil, com cabelos longos e lisos, fazendo uso desta técnica. 
 
 
 
 
Figura 13 – Profissional da informação realizando ação de intervenção para ajustes em pequenos rasgos. 
Fonte: Spinelli; Brandão; França (2011). 
Descrição: Um profissional usando bata branca com luvas, sentada; fazendo ajustes em folhas de livros rasgados, em 
cima de uma mesa branca, com pincéis, borrachas, lupa. 
 
 
 
 
 
Competência 03 
29 
3.Competência 03 | Gerenciar Coleções sob um Plano Institucional de 
Conservação e de Preservação 
Como já previamente discutimos na Competência 1, a construção de políticas 
institucionais representa um passo importante para a organização e padronização das práticas de 
Conservação e Restauração. 
Cabe ao(à) Técnico(a) em Biblioteconomia auxiliar na construção das políticas 
institucionais a partir da aplicação dos conhecimentos desenvolvidos durante as disciplinas do curso 
e conhecimentos desenvolvidos paralelamente, seja com materiais alternativos ou conhecimento 
prático. 
Embora a instituição funcione como unidade, é preciso entender que diversos 
documentos de suportes diferentes (couro, tela, papel, madeira, etc.) podem necessitar de atenção 
personalizada. A regra de temperatura da coleção de Obras Raras pode não ser a mesma que a 
temperatura da Coleção Circulante, assim como o tipo de iluminação e outras variáveis. 
E por falar em variáveis, ninguém melhor que o(a) Bibliotecário(a) e o(a) Técnico(a) em 
Biblioteconomia para observá-las. Por isso você deve estar sempre com os conhecimentos 
atualizados, para que quando as políticas forem construídas vocês possam contribuir 
substancialmente. 
 
 
 
Vamos pensar num questionamento: para se construir quaisquer políticas ou regras 
gerais, não seria necessário identificar previamente todas as questões que envolvem a realidade? 
Pois bem, a resposta é “sim!”. Portanto, é preciso conhecer bem o acervo (quantidade, estado de 
 
Falando nisso, se você quer ser um(a) excelente profissional da 
informação, deve estar atualizado(a), sobretudo nos assuntos da sua 
área. 
Vão aí duas dicas de locais incríveis para encontrar materiais e 
informações: 
•Base de Dados em Ciência da Informação: http://www.brapci.inf.br/ 
•Biblioo – Cultura informacional: https://biblioo.cartacapital.com.br/ 
http://www.brapci.inf.br/
https://biblioo.cartacapital.com.br/
 
 
 
 
 
Competência 03 
30 
conservação, estruturas, suportes, etc.), assim como conhecer bem as suas necessidades como 
estruturas individuais (dos documentos e coleções) e estruturas no todo (o prédio, as instalações 
elétricas, ventilação, temperatura, umidade relativa, filtros anti-UV, etc.). 
Conhecer todas as variáveis parece não ser opcional. A história da instituição, por 
exemplo, é importante para saber se o prédio foi acometido anteriormente por infestações, desastres 
naturais ou roubo. Por essas razões o diagnóstico se faz necessário. Nós até já discutimos isso antes, 
lembra? 
Podem ser estruturados dois diagnósticos: Diagnóstico Geral do Acervo e o Diagnóstico 
de Preservação. 
 
O Diagnóstico Geral do Acervo deve ser construído com a finalidade de identificar o 
máximo possível de informações acerca da estrutura geral. É importante que seja uma atividade 
multiprofissional, ou seja, desenvolvidos por vários(as) profissionais da instituição, o corpo 
administrativo e o corpo técnico. Devem ser observados aspectos humanos, estruturais e 
situacionais: estrutura física do prédio, histórico de eventualidades, equipe e suas funções e 
procedimentos, divisão espacial e circulação, formato de empréstimo e acesso geral. 
Observam-se aspectos acerca de: instalação elétrica, encanação, divisão setorial, 
rachaduras e demais riscos estruturais, proximidade das lâmpadas, qualidade da iluminação (tipo de 
lâmpadas), temperatura ambiente em horário de funcionamento dada quantidade de usuários e 
funcionários por dia, estantes e prateleiras (quantidade, disposição no acervo, qualidade do material, 
estado de conservação), prédios vizinhos e riscos potenciais (prédios ao redor com estrutura 
espelhada emitem mais calor sobre o prédio da Biblioteca ou Arquivo, ou, árvores ao redor podem 
ser indicativos de existência de insetos e outros), cor da unidade e tipo de tinta das paredes, uso de 
inseticidas ou alternativas de limpeza e desinfestação, dentre vários outros aspectos possíveis. 
Já o Diagnóstico de Preservação tem seu foco nas coleções e unidades documentais, 
coletando dados como: tipo de coleção, volumes, tamanhos, estados de conservação, histórico de 
 
Ah, antes de prosseguirmos, queremos convidar você a voltar na 
subseção 1.1 (Passos essenciais para Preservação e Conservação do 
Acervo), pois está absolutamente relacionado com o que estamos 
discutindo aqui. 
 
 
 
 
 
Competência 03 
31 
ataques de micro-organismos, histórico de intervenções (pequenos reparos ou restaurações), títulos, 
autor(es), classificação, material do suporte em detalhes possíveis, dentre outras informações mais 
específicas que podem auxiliar a construir o cenário para o diagnóstico. Além disso, é importante que 
haja campo aberto para eventuais anotações que não dispõe de campo específico. 
O importante é que o máximo de informações possa ser coletado a fim de construir uma 
eficiente Política de Preservação e Conservação, e que esta permaneça atuante em longo prazo, e de 
forma ininterrupta. 
3.1 Modelos para a construção de um diagnóstico 
A partir do conhecimento prévio do assunto e do local, constroem-se os diagnósticos para 
coleta de informações, mas isso – vale lembrar – é sempre construído pela unidade de forma 
adequada à sua realidade. Depois de construídos os instrumentos, deve-se aplicar primeiro o 
Diagnóstico Geral do Acervo e posteriormente o Diagnóstico de Preservação. 
A seguir se apresentam modelos sugestivos de instrumentos de coleta de dados para 
diagnósticos. Ambos elaborados pela Professora Danielle Alves Oliveira (2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 03 
32 
 
Figura 14 – Tabela Diagnóstico Geral 
Fonte: os Autores 
Descrição da Imagem: Forma geométrica retangular, dividida em Três espaços retangular dentro da mesa. 
Descrição do texto:Diagnóstico Geral; IDENTIFICAÇÃO, NOME DA INSTITUIÇÃO; DADOS A SEREM OBSERVADOS- 
ENTORNO DA INSTITUIÇÃOINSTALAÇÃO FÍSICA,CONDIÇÕES AMBIENTAIS, TIPO DE ACERVO,CONDIÇÕES DE 
ARMAZENAMENTO,ESTADO DE CONSERVAÇÃO,ESPAÇO FÍSICO,VOLUME, Documental, RECURSOS HUMANOS E 
MATERIAIS, TIPOS DE ACONDICIONAMENTO E ARMAZENAMENTO, FERRAMENTA DE GESTÃO,POLÍTICA DE 
EMPRÉSTIMO; CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO. 
Diagnóstico Geral 
IDENTIFICAÇÃO 
NOME DA INSTITUIÇÃO 
ENDEREÇO 
ENTORNO DA INSTITUIÇÃO 
 
INSTALAÇÃO FÍSICA 
 
CONDIÇÕES AMBIENTAIS 
 
TIPO DE ACERVO 
 
CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO 
 
ESTADO DE CONSERVAÇÃO 
 
ESPAÇO FÍSICO 
 
VOLUME DOCUMENTAL 
 
RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS 
 
TIPOS DE ACONDICIONAMENTO E ARMAZENAMENTO 
 
FERRAMENTA DE GESTÃO 
 
POLÍTICA DE EMPRÉSTIMO 
 
 
DADOS A SEREM OBSERVADOS 
 
CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO 
 
 
 
 
 
Competência 03 
33 
 
Figura 15 – Tabela Diagnóstico de Preservação 
Fonte: Os autores 
TRATAMENTO RECOMENDADO: 
DETERIORAÇÃO DA OBRA 
 
 
Descrever: __________________________________________________________ 
___________________________________________________________________
_ 
( ) Acidez acentuada 
( ) Perda de Pigmentos 
( ) Fita adesiva oxidada 
( ) Rasgos nas páginas 
( ) Materiais metálicos 
( ) Outros 
TÍTULO: 
AUTOR: 
Nº DE CHAMADA: 
ANO: LOCAL: 
 
TIPO DE DOCUMENTO: 
( ) Livro ( ) Periódico ( ) Revista ( ) Obra rara ( ) Jornal ( ) Documento avulso 
Diagnóstico de Preservação 
 
 
 
 
 
Competência 03 
34 
3.2 Possíveis ações de manutenção 
É possível que você inicie as suas atividades profissionais como Técnico(a) em unidades 
que já possuam Políticas de Preservação e Conservação, contudo, é mais provável (infelizmente) que 
as unidades não tenham ainda. 
Para que no cotidiano o acervo se mantenha conservado, algumas ações são possíveis de 
realizar mesmo sem a existência de tais regras, mas é absolutamente preferível que tudo seja 
orientado e documentado. Algumas delas são: limpeza do ambiente, higienização de documentos, 
entrefolhamento e acondicionamento. 
A limpeza do ambiente não é opcional e vai desde o recolhimento regular de lixo das 
lixeiras até a limpeza das estantes, piso, teto. Recomenda-se delicadeza e precisão para que ao limpar 
o ambiente, a sujeira/poeira não alcance o acervo. Pode haver isolamento, se extremamente 
necessário, contudo, recomenda-se o uso de aspirador de pó, tecido de algodão e uma solução de 
água com álcool (50% + 50%). 
 
 
Figura 16 – Mesa de higienização de documentos e processo de higienização. 
Fonte: Spinelli; Brandão; França (2011). 
Descrição: Mesa de madeira forrada por formica branca, na parte superior projetada para frente como um teto de vido. 
Possuem altura regulável, permitindo trabalhar sentado ou em pé. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Competência 03 
35 
A higienização de documentos deve ser uma ação frequente na busca pela durabilidade 
do documento. Utilizando os EPIs corretamente (o que vimos na Competência 1) deve-se fazer uso 
de aspirador de pó, trincha média, espátulas, bisturis e tecidos de algodão (flanelas). Como a sujeira 
geralmente se aloja nas páginas iniciais e finais, o recomendado é intervir nas 10 ou 15 páginas de 
ambos os lados. 
É importante saber que geralmente se utiliza uma Mesa de Higienização (Figura 14) com 
sucção própria para poeiras e remoção de insetos mortos, mas é igualmente importante lembrar que 
nem sempre há verba para aquisição deste material, o que é facilmente substituído por uma mesa 
(criativamente improvisada) de papel alcalino ou material alternativo. Lembrando que ao abrir o 
documento sobre mesa todos os movimentos de higienização devem ser empurrando para frente, de 
si para frente. 
 
 
 
O entrefolhamento é uma técnica que consiste em utilizar folhas de papel neutro para 
isolar uma folha ácida de outra em um determinado documento. Isso auxilia a prolongar a vida útil 
do acervo, mas como a acidez do papel do documento passa ao papel neutro, é preciso que seja 
periodicamente trocado, e o tempo para isso será determinado em cada situação específica. 
Diz-se de acondicionamento a técnica de armazenar de forma adequada os documentos 
de um acervo. Compreende cada unidade e suas particularidades, e as coleções num todo. 
Geralmente os documentos que são acondicionados de forma individual e com grande proteção são 
os mais frágeis e com histórico de degradação. 
 
Não se esqueçam de limpar os instrumentos utilizados na higienização dos 
documentos com “álcool 70%”, pois os micro-organismos podem ser 
compartilhados de um documento ao outro. 
 
 
 
 
 
Competência 03 
36 
 
Figura 17 – Invólucro para acondicionamento de documento. 
Fonte: Spinelli; Brandão; França (2011). 
Descrição: Invólucro de papel alcalino em formato de cruz. 
 
Acondicionar bem os documentos é uma atividade intelectual, para além de técnica, pois 
a avaliação de cada unidade determinará a sua melhor alternativa, inclusive se serão alocados nas 
estantes em posição vertical ou horizontal. Também visualiza a necessidade de uso de envelope em 
papel neutro ou caixa com material mais duro e resistente (também com pH neutro). 
Para efetivar um bom acondicionamento devem-se compreender bem alguns pontos 
como a frequência de uso do documento, a existência de cópia de segurança (pois é preferível 
disponibilizar a cópia quanto estiver muito frágil), iluminação (se os raios têm contato direto), e 
temperatura (para utilizar o material mais adequado). 
Como cada acondicionamento é estruturado de modo individual, respeitando as 
necessidades de cada unidade, recomendamos o acesso aos MATERIAS COMPLEMENTARES para 
visualizar algumas técnicas possíveis. E quando for praticar, lembre-se de higienizar o local de 
produção antes e depois para que os materiais não sejam contaminados por sujidades, assim, 
reduzindo a possibilidade de transmissão. 
3.3 Orientações para a Política de Preservação e Conservação 
Além de tudo o que mencionamos nas seções e subseções anteriores, a Política de 
Preservação e Conservação deve contemplar orientações com regras explícitas direcionadas a 
funcionários e usuários da unidade sobre: manuseio de materiais (quem, quando e a forma adequada 
de manuseio), forma de registro e anotações (principalmente proibições de uso de materiais com 
 
 
 
 
 
Competência 03 
37 
tintura, pontas afiadas que podem danificar as fibras ou fotografias com flashes), uso de materiais de 
proteção (luvas, máscaras, óculos, etc.), delicadeza ao manusear (local adequado, tempo de 
exposição fora dos invólucros de acondicionamento, posição, suporte), dentre outras instruções 
necessárias. 
Essa nossa Competência foi bem interessante, não é mesmo? Nos veremos na próxima. 
Até breve! 
 
 
 
 
 
Competência 04 
38 
4.Competência 04 | Planejar Ações de Salvamento e Emergência de 
Acervos numa Unidade de Informação 
Todas as etapas que constituem o todo são como camadas sobrepostas, onde cada uma 
delas permite alcançar determinados objetivos específicos de forma eficiente, resultando num 
conjunto de ações positivas e eficazes, se cada passo for executado com atenção e profissionalismo. 
Ou seja, cada etapa deve ser bem executada para que a próxima possa também ser. 
 
 
 
 
 
 
Figura 18 – Capa do Plano de gerenciamento de riscos: salvaguarda & emergência da Biblioteca Nacional. 
Fonte: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_por/drg_plano_risco_por.pdf 
Descrição: Capa de um livro que tem a foto da biblioteca nacional; uma construção antiga com cincos andares, tendo 
escadarias na frente e árvores na calçada. 
 
4.1 Desenvolver um plano de salvaguarda e emergência 
Lembra-se do Diagnóstico Geral do Acervo que mencionamos na Competência anterior? 
 
Para conhecer melhor o Plano de gerenciamento de riscos: salvaguarda & 
emergência da Biblioteca Nacional (BN), acesse o link e baixea versão 
“pdf” na íntegra. 
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_p
or/drg_plano_risco_por.pdf 
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_por/drg_plano_risco_por.pdf
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_por/drg_plano_risco_por.pdf
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_por/drg_plano_risco_por.pdf
 
 
 
 
 
Competência 04 
39 
Pois bem, ele observa aspectos que são relevantes para um bom planejamento e desenvolvimento 
do Plano de Gerenciamento de Riscos, pois se observa aspectos humanos, estruturais e situacionais: 
estrutura física do prédio, histórico de eventualidades, equipe e suas funções e procedimentos, 
divisão espacial e circulação, formato de empréstimo e acesso geral. Isso contribui substancialmente 
para o planejamento das estratégias. 
Uma vez coletadas as informações por meio do Diagnóstico Geral do Acervo, avaliadas, 
refletidas e discutidas as situações por comissão especial multiprofissional, e com isso construído o 
Documento Diagnóstico, uma das etapas posteriores compreende as criações das estratégias para 
combater sinistros. 
O princípio da preocupação com a salvaguarda e emergência de acervos em uma unidade 
de informação deve ser o bem humano. As pessoas são os bens mais preciosos e devem configurar 
prioridade em qualquer esquema de segurança e emergência. Vidas humanas sempre em primeiro 
lugar. 
Quanto ao plano propriamente dito, ele deve ser construído com linguagem de fácil 
leitura e compreensão. Deve conter plantas do edifício com indicações de localização das coleções de 
obras raras (prioritárias para salvamento), saídas de emergência, localização dos extintores, 
equipamentos de primeiros socorros, caixa de energia, sistema de supressão de incêndios, alarmes, 
dentre outros. 
 
4.2 Avaliação de riscos 
Para que os objetivos de salvaguarda sejam alcançados é preciso conhecer bem os riscos 
que envolvem a instituição e o seu acervo. Deve-se investigar, portanto, os potentes agentes de 
deterioração, suas estruturas, e as possibilidades técnicas de intervenções que provoquem o melhor 
resultado sem pôr em risco a integridade dos documentos. 
 
 
 
A investigação deve alcançar os Agentes ambientais (temperatura e 
umidade relativa, radiação da luz, qualidade do ar), Agentes biológicos 
(fungos, roedores, ataques de insetos), Agentes químicos e Agentes 
humanos. 
 
 
 
 
 
 
Competência 04 
40 
 
De forma mais detalhada, apresenta-se o quadro a seguir com tipologia de riscos, com 
dados coletados do Plano de Gerenciamento de Riscos: Salvaguarda & Emergência, da Fundação 
Biblioteca Nacional (SPINELLI; PEDERSOLI JUNIOR, 2010). 
 
RISCOS TIPOLOGIA DE RISCOS 
FORÇAS FÍSICAS 
Evento raro e catastrófico; evento esporádico de impacto 
moderado; processo contínuo. 
CRIMINOSOS 
Evento raro de impacto significativo; evento esporádico de impacto 
moderado. 
FOGO 
Evento raro e catastrófico; evento raro/esporádico de impacto 
moderado a significativo. 
ÁGUA 
Evento raro e catastrófico; evento esporádico de impacto 
moderado; processo contínuo. 
PRAGAS 
Evento esporádico de impacto moderado a significativo; processo 
contínuo. 
POLUENTES 
Evento esporádico de impacto moderado a significativo; processo 
contínuo. 
LUZ E RADIAÇÃO UV E IR Processo contínuo. 
TEMPERATURA INCORRETA 
Evento esporádico de impacto baixo a moderado; processo 
contínuo. 
UMIDADE RELATIVA 
INCORRETA 
Evento esporádico de impacto baixo a moderado; processo 
contínuo. 
DISSOCIAÇÃO 
Evento raro e catastrófico; evento esporádico de impacto 
moderado; processo contínuo. 
Quadro 4 – Avaliação de riscos e tipologias. 
Fonte: os autores, com base Spinelli e Pedersoli Junior (2010). 
 
 
 
 
 
 
Competência 04 
41 
4.3 Aspectos do Plano de Salvaguarda e Emergência 
Conforme já vimos na subseção 2.1.4, além de combater fatores de riscos que se 
apresentam de forma contínua e natural, ainda há os fatores relacionados ao roubo e vandalismo. 
Sobre estes é preferível optar por esquema de segurança com câmeras, alarmes, travas e demais 
alternativas possíveis e necessárias. 
• Fatores de risco: devem ser observadas também as instalações elétricas e 
instalações hidráulicas (seguindo os padrões e diretrizes dos órgãos 
normalizadores), e aspectos de segurança relacionados ao histórico natural e de 
intervenção humana. Configuram alternativas: portas corta-fogo, saídas de 
emergência, extintores, alarmes sonoros, sistema de controle de incêndio, 
desobstrução dos corredores. 
• Sistema de comunicação: sistema de alarme interligado a instituições de 
emergência (Bombeiro Militar, Polícia Militar), comunicação intersetorial por 
meio de rede alternativa em caso de queda de energia, rede de comunicação com 
especialistas para tratamento de restauração de obras danificadas. 
• Formação e qualificação: passo relevante é construir uma equipe eficiente e 
informada acerca das práticas em caso de sinistro. Alternativa de sucesso é 
realizar treinamento de emergência junto a autoridades, como o Corpo de 
Bombeiros Militar ou mesmo Bombeiro Civil. A periodicidade do treinamento será 
fator de importância. 
Os principais tipos de extintores são: 
• Extintor de H2O (água); 
• Extintor à base de espuma; 
• Extintor de gases e vapores inertes; 
• Extintor de pó químico. 
Observando que cada tipo difere do outro, assim também são as suas aplicações. O uso 
deve ser orientado por autoridades do Corpo de Bombeiro por meio de convite institucional. 
 
 
 
 
 
Competência 04 
42 
 
• Material, equipamentos técnicas e serviço: em caso de situação emergencial, é 
preciso que a instituição apresente alternativa rápida para situações especiais, 
algumas vezes mesmo antes de encaminhar o material para restauração. Por isso 
o Plano de Salvaguarda e Emergência também deve prever materiais, 
equipamentos, técnicas e serviços para tais situações, elencando, inclusive, as 
circunstâncias sob as quais se aplicam as indicações. 
 
São alguns materiais emergenciais para compor o kit: 
• Lanternas; 
• Material para segurança pessoal: luvas e botas de borracha, máscaras, entre outros; 
• Rolos de papel absorvente; 
• Papel mata-borrão; 
• Esponjas; 
• Sacos de lixo; 
• Sacos de plástico para congelamento; 
• Balde e panos; 
• Blocos de papel, caneta de acetato, lápis e etiqueta para identificar os sacos e materiais 
bibliográficos; 
• Material de primeiros-socorros; 
• Fita adesiva larga; 
• Aspirador de água; 
• Desumificadores; 
• Câmeras frigoríficas. 
 
 
Quer visualizar um conteúdo muito instrutivo acerca da forma 
correta de utilizar o extintor de incêndio? Basta acessar o link e ficar 
por dentro: 
https://www.youtube.com/watch?v=3QCeyeLRxrM 
https://www.youtube.com/watch?v=3QCeyeLRxrM
 
 
 
 
 
Competência 04 
43 
4.4 Estratégias para ataque de agentes biológicos 
Até pouco tempo atrás era comum o uso de materiais químicos em unidades de 
informação, contudo, observados os riscos à saúde das pessoas e também aos documentos, 
ampliaram-se as possibilidades de tratar algumas questões de infestações sem química. Hoje se dá 
preferência a essas alternativas. Algumas delas são: 
• Desinfestação por congelamento: a técnica consiste em uma alteração brusca da 
temperatura com a introdução do objeto em um freezer a -20ºC. Podem ser utilizados 
freezers tipo frost‐free verticais que inibem a formação de cristais de água. Os modelos 
verticais são mais utilizados porque possibilitam uma visualização e um acomodamento 
melhor dos materiais a serem tratados. 
• 
• Desinfestação por anóxia: a técnica consiste em substituir ou remover, em ambiente 
fechado e controlado, o oxigênio necessário à ativação e ao desenvolvimento dos esporos 
e dos insetos. Esse microambiente deve ser mantido estável, ou seja, sem a presença do 
oxigênio (índice menor de 0,3%) por um períodode 21 dias, no mínimo. 
Salientamos que tais alternativas são direcionadas, geralmente, para cenários com 
diagnóstico apontando avanço das infestações nos documentos. E como as instituições devem se 
precaver contra tais sinistros, é possível que, em meio à necessidade, contrate alguma empresa para 
aplicar tais estratégias. 
 
4.5 Tratamento de riscos à saúde e ao meio ambiente 
Determinadas diretrizes básicas apontam a prioridade da vida humana em todo o 
planejamento de salvaguarda e emergência. Comunicação, informação e proteção individual são 
princípios a serem seguidos rigorosamente para o sucesso do processo. Spinelli e Pedersoli Junior 
(2010, p. 98) listam algumas destas diretrizes: 
• Capacitar equipe de funcionários para ações de primeiros socorros, mantendo kits de 
primeiros socorros em perfeitas condições de uso em áreas estratégicas do edifício. 
• Manter informação atualizada e acessível sobre o grau de toxicidade de todos os produtos 
químicos utilizados. Capacitar os funcionários que lidam diretamente com tais produtos para 
 
 
 
 
 
Competência 04 
44 
utilizar, descartar e responder corretamente, em caso de eventuais derramamentos ou 
vazamentos. 
• Identificar todos os produtos químicos utilizados no prédio, armazenando-os devidamente, 
segundo o seu grau de periculosidade e (in)compatibilidade. Atentar para os respectivos 
prazos de validade e manter apenas as quantidades mínimas necessárias desses produtos no 
interior do prédio. 
• Utilizar sistematicamente os equipamentos de proteção individual (EPI) adequados, sempre 
que necessário. 
• Manter toda a atenção durante o uso de equipamentos com elevado grau de periculosidade 
(cortantes, etc.). 
• Evitar trabalhar isoladamente, principalmente em ambientes de maior risco, como os 
laboratórios. 
 
4.6 Requisitos para implementação do Plano de Gerenciamento de Riscos: Salvaguarda e 
Emergência 
Mais uma vez reforçamos a relevância de haver a construção coletiva desde as 
investigações dos pontos de atenção do acervo até a etapa de Preservação onde são formados e 
construídos os direcionamentos para a conservação e restauração. As políticas institucionais devem 
resultar de perspectivas que agreguem valor à proteção das coleções, por isso o engajamento de todo 
o corpo funcional, técnico e administrativo é sinônimo de sucesso. 
É relevante construir uma consciência coletiva para aplicação, implementação e 
funcionamento cotidiano do Plano de Gerenciamento de Riscos. Os fatores humanos e técnicos 
devem estar interligados e comprometidos com o objetivo de salvaguardar o acervo e as suas 
coleções. Alguns dos requisitos apresentados a seguir foram elencados pela Biblioteca Nacional. 
(SPINELLI; PEDERSOLI JUNIOR., 2010, p. 15). 
Os requisitos necessários à implantação bem-sucedida do Plano de Gerenciamento de 
Riscos: Salvaguarda e Emergência incluem: 
• Comprometimento institucional em todos os níveis, em particular da Presidência e dos 
responsáveis pelos diferentes setores da instituição; 
• Atitude proativa de todos os funcionários para que se desenvolva uma “cultura de 
 
 
 
 
 
Competência 04 
45 
gerenciamento de riscos” na instituição; 
• Constituição formal de uma equipe interna multidisciplinar para a implantação do 
gerenciamento de riscos na instituição; 
• Disponibilização de recursos financeiros para a implementação de medidas de tratamento 
de riscos, conforme os graus de urgência e de prioridade determinados pela avaliação dos 
riscos; 
• Monitoramento, documentação e revisão contínuos da aplicação do Plano, cuja atualização 
sistemática deve ser feita conforme a necessidade ou com a periodicidade preestabelecida 
(por exemplo, a cada seis meses); 
• Comunicação e consulta contínuas com todas as partes envolvidas e interessadas, 
assegurando ampla inclusão e participação ativa no processo e maximizando o uso da 
informação e conhecimento disponíveis. 
 
4.7 Critérios para identificação de acervos e peças prioritárias para ações de tratamento de 
riscos, em especial nas emergências 
No material institucional que aqui adotamos como referência para elucidação (Plano de 
gerenciamento de riscos: salvaguarda & emergência), a Biblioteca Nacional estabeleceu alguns 
critérios para identificação de acervos e peças preferenciais para ações de tratamento de riscos, 
especialmente nas emergências. 
Os critérios, que atendem emergencialmente em situações, tais como inundações, 
incêndios e colapsos estruturais, abrangem peças do acervo bibliográfico e documental e demais 
itens do patrimônio. A importância de se manter as políticas e estratégias atualizadas deve ser uma 
prática contínua. Percebemos isso ao ler o material da FBN, que ainda descreve quais são alguns dos 
aspectos: 
“Procedimentos específicos para a localização, sinalização, segurança e acesso a esses 
itens serão estabelecidos e continuamente atualizados, de forma a otimizar o tratamento de riscos 
ao patrimônio cultural da instituição”. (SPINELLI; PEDERSOLI JUNIOR, 2010, p. 99). 
Alguns aspectos a serem considerados: 
• Valor econômico ou raridade do documento. 
• Ser insubstituível. 
 
 
 
 
 
Competência 04 
46 
• Valor especial para o cumprimento da missão ou objetivos da instituição. 
• Valor científico. 
• Importância para o país, cidade ou região. 
• Documentos com o selo Memória do Mundo. 
 
 
 
 
 
Competência 05 
 
 
47 
5.Competência 05 | Conhecer Políticas e Estratégias para a Preservação 
Digital de Acervos 
Desde o surgimento das mídias alternativas de armazenamento de dados, a humanidade 
passa por inúmeras e intensas mudanças na forma de armazenamento de dados. Você se lembra 
daqueles enormes disquetes? É possível até que não lembre. Parece que foi um dia desses que eles 
surgiram, bem como os CDs (Compact Disc), DVDs (Digital Video Disc), o Blu-ray, o Pendrive, o cartão 
de memória SD (secure Digital), mSD (Micro Secure Digital), dentre outros mais. 
Atualmente a sociedade armazena dados diversos de modo multiforme. Não há apenas 
uma ou duas formas de registro em mídias digitais, mas sim inúmeras; tampouco reduzidos são os 
canais de compartilhamento e meios de acesso. O que também acompanha essa evolução é a 
preocupação para com a preservação dos dados, e por isso tem sido um grande desafio para a 
sociedade do século XXI. “Durante os últimos anos do século XX, apenas as bibliotecas, os arquivos e 
os centros e institutos de pesquisa e organismos governamentais criavam conteúdo digital relevante” 
(ARELLANO, 2004). 
No geral, no tempo histórico, o mundo digital é tão novo, tanto para a perspectiva 
popular/social de uso e disseminação, quanto para a perspectiva acadêmica, que ainda discute as 
definições, os termos que definem as áreas, os instrumentos e as potencialidades. Enquanto 
uns(umas) pesquisadores(as) estudam a Preservação Digital sob alguns aspectos, outros(as) têm 
falado de Curadoria Digital ampliando ainda mais as perspectivas do processo onde a Preservação 
seria apenas uma das suas camadas. 
Para Margaret Hedstrom (1996), a preservação digital é “(...) o planejamento, alocação 
de recursos e aplicação de métodos e tecnologias para assegurar que a informação digital de valor 
contínuo permaneça acessível e utilizável”. Assim, a Preservação Digital inclina-se ao armazenamento 
de conteúdos digitais em repositórios de dados para uso e garantia de existência futura. 
Segundo Miguel Arellano (2004, p. 17): 
Na preservação de documentos digitais, assim como na dos documentos em papel, 
é necessária a adoção de ferramentas que protejam e garantam a sua manutenção. 
Essas ferramentas deverão servir para reparar e restaurar registros protegidos, 
prevendo os danos e reduzindo os riscos dos efeitos naturais (preservação 
 
 
 
 
 
Competência 05 
 
 
48 
prospectiva), ou para restaurar os documentos já danificados (preservação 
retrospectiva). 
Portanto, integrar os métodose tecnologias para a Preservação Digital com a preservação 
física parece ser um caminho assertivo, já que alternativas como mídias magnéticas (ex: fitas cassete, 
fitas VHS) e discos ópticos (ex: CDs, DVDs) ainda fazem parte da conjuntura de preservação. Daí aplica-
se todas as questões estudadas nas Competências anteriores acerca de temperatura, umidade 
relativa do ar, acondicionamento, etc. 
Muitos até podem pensar que Preservação Digital é “digitalizar documentos” – o que 
geralmente provoca confusão –, mas na realidade é o contrário, já que a digitalização de documentos 
é uma opção que faz parte de um grande processo, algo bem maior. Por isso digitalização é um meio 
de preservar. Realmente digitalizar é uma prática comum nas instituições para a preservação das 
informações dos documentos, sejam instituições públicas ou privadas, mas devem seguir padrões de 
alta qualidade, assim como criação de sistema alternativo de segurança (backup). Tudo isso deve 
compor uma boa Política de Preservação. 
 
 
 
Inúmeros são os documentos que já nascem em estrutura digital, a exemplo dos e-books 
do nosso curso. Isso é tão comum hoje em dia e faz parte do nosso cotidiano de forma tão contínua 
que parece ser estranho que ainda estejamos afirmando como novidade ou curiosidade. De fato a 
sociedade mundial têm feito uso da composição digital para diversos fins, seja para trabalho, estudos 
ou lazer. 
 
 
 
Inclusive, o Conarq (Conselho Nacional de Arquivos) publicou 
recentemente a Resolução nº 39, de 29 de abril de 2014 que dispõe sobre 
diretrizes para implementação de repositórios arquivísticos digitais 
confiáveis. Para acessar, basta clicar no link abaixo: 
Resolução nº 39, de 29 de abril de 2014: 
http://conarq.arquivonacional.gov.br/resolucoes-do-conarq/281-
resolucao-n-39-de-29-de-abril-de-2014.html 
http://conarq.arquivonacional.gov.br/resolucoes-do-conarq/281-resolucao-n-39-de-29-de-abril-de-2014.html
http://conarq.arquivonacional.gov.br/resolucoes-do-conarq/281-resolucao-n-39-de-29-de-abril-de-2014.html
 
 
 
 
 
Competência 05 
 
 
49 
 
 
5.1 Estratégias de Preservação Digital 
É imprescindível encarar com seriedade a necessidade de criar estratégias de preservação 
e mantê-las atuantes e atualizadas para que haja um cuidado eficiente com os documentos digitais. 
Segundo Sayão (2010), a obsolescência tecnológica e a fragilidade das mídias de armazenamento, 
principais causadoras da perda de documentos digitais, podem levar a perda da memória digital. Por 
isso a criação ou a adoção de estratégias é passo fundamental para que o conteúdo – a informação – 
do documento seja resguardado. 
Para compreender algumas estratégias e “mergulhar” neste universo desafiador, vamos 
nos basear no artigo “Estratégias de preservação digital para documentos arquivísticos: uma breve 
reflexão”, dos autores Henrique Machado dos Santos e Daniel Flores. 
Para Santos e Flores (2010), algumas alternativas são possíveis: Preservação de 
tecnologia, Emulação, Encapsulamento, Refrescamento e Migração. 
 
 
 
 
 
 
PRESERVAÇÃO DIGITAL 
Quer ter acesso a um artigo superinteressante sobre PRESERVAÇÃO 
DE DOCUMENTOS DIGITAIS? 
Então clica no link e se joga na artigo de Miguel Angel Arellano: 
http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a02v33n2.pdf 
 
 
Uma dica muito válida é assistir ao vídeo disponível no YouTube no 
link abaixo. 
Lá o Prof. Dr. Marcos Galindo da Universidade Federal de 
Pernambuco apresenta tópicos que enriquecem o assunto tratado 
nessa Competência. 
https://www.youtube.com/watch?v=WITR9AaNVtA 
http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a02v33n2.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=WITR9AaNVtA
 
 
 
 
 
Competência 05 
 
 
50 
a) Preservação da Tecnologia: esta tática dedica-se à preservação e manutenção de todos os 
componentes de hardware e software utilizados na concepção do objeto digital em sua forma 
original. “Sua implementação parte da criação de “museus tecnológicos”, a fim de conservar a 
plataforma considerada necessária para correta interpretação/representação dos objetos digitais”. 
(SANTOS; FLORES, 2010, p. 90). 
 
b) Emulação: na intenção de preservar o objeto lógico original, sua integridade e finalidade de uso, 
utiliza-se um software chamado emulador para “substituir” um software ou hardware que já se 
encontra inconciliável, possibilitando assim, a interpretação dos objetos digitais em sua concepção 
original (SANTOS; FLORES, 2010). 
A emulação esbarra num dos maiores pontos de atenção de unidade de informação: o 
financeiro. “A emulação pode apresentar aspectos negativos como a questão financeira, quanto à 
necessidade de desenvolver um emulador ou mesmo para aquisição de licenças de uso”. (SANTOS; 
FLORES, 2010). Numa visão geral, o que tende ao sucesso de uma emulação está na construção da 
Política de Preservação e Conservação, onde devem constar direcionamentos para escolha do 
software emulador, seu custo, aplicação e demais aspectos relevantes. 
 
c) Encapsulamento: o encapsulamento é uma alternativa de preservação do objeto lógico em seu 
formato original, sem alteração da sua estrutura, assim, mantendo-o inalterado até que ele seja 
solicitado pelo usuário num futuro próximo ou distante. 
De modo geral, o encapsulamento com a sua aplicação isolada não tem sucesso imediato 
na recuperação de documentos digitais, sua aplicação tem por objetivo reunir toda a informação 
necessária para a sua recuperação no futuro. “Mesmo assim, o encapsulamento deverá ser abordado 
como uma estratégia auxiliar no plano de preservação, pois não há garantia de recuperação dos 
documentos digitais no futuro”. (SANTOS; FLORES, 2010, p. 94). 
 
 
 
 
 
 
Competência 05 
 
 
51 
 
d) Refrescamento: “trata-se da transferência de objetos digitais contidos em um determinado 
suporte físico de armazenamento, o qual é considerado obsoleto, para outro suporte considerado 
atual. Esta transferência deve ser realizada antes que o suporte de armazenamento antigo se 
deteriore ou torne-se inacessível, posteriormente, levando a perda dos documentos digitais. Deste 
modo, o refrescamento está concentrado na preservação do objeto físico, o suporte de 
armazenamento”. (SANTOS; FLORES, 2010, p. 94). 
 
e) Migração: esta estratégia de preservação observa o objeto digital de forma sistemática, 
intencionando a transferência periódica de uma configuração para outra (de software ou hardware), 
assim como de uma versão para outra, ou de uma tecnologia para outra mais atual. 
Segundo Santos e Flores, (2010, p. 95): 
A migração poderá ser, por exemplo, solicitação (a-pedido) ou distribuída, 
possibilitando diversos caminhos para um mesmo objeto digital ser migrado a fim de 
obter a versão mais satisfatória. Nestes procedimentos destaca-se a importância de 
preservar o objeto digital em seu formato original, paralelamente ao objeto de 
preservação, aquele que é atualizado constantemente. Deste modo caso a migração 
obtida no processo não satisfaça os requisitos definidos na política de preservação, 
será possível retroceder ao objeto digital original sem prejuízos. 
Para a decisão de adotar uma ou mais estratégias para a Preservação Digital é preciso 
considerar o contexto da instituição e suas coleções, estruturas, corpo operacional, corpo 
administrativo e demais variável. Tudo importa neste processo. Além disso, também considerar que 
não existe um esqueleto adequado para adaptação de todas as instituições, pois as estratégias podem 
ser mais eficientes em uma unidade do que em outra. Assim, o que é mais relevante se concentra nas 
necessidades e possibilidades de cada lugar. 
 
 
Para compreender ainda mais as estratégias brevemente apresentadas, 
sugerimos o acesso ao artigo original por meio do link abaixo. 
“Estratégias de preservação digital para documentos arquivísticos: uma 
breve reflexão”, publicado na Revista Cadernos BAD (2010). Autores: 
Henrique Machado dos Santos e Daniel Flores. 
https://bad.pt/publicacoes/index.php/cadernos/article/view/1225https://bad.pt/publicacoes/index.php/cadernos/article/view/1225
 
 
 
 
 
Competência 05 
 
 
52 
O pesquisador Humberto Celeste Innarelli (2007) apresenta o que chama de “OS 10 
MANDAMENTOS DA PRESERVAÇÃO DIGITAL”, e que pode lhe auxiliar no desenvolvimento das 
atividades de preservação onde você trabalhará no futuro próximo: 
 
Figura 19 – Os dez mandamentos da Preservação Digital. 
Fonte: layout dos autores, com informações coletadas em Innarelli (2007). 
Descrição da Imagem: formato de duas tabuas marrom e as bordas marrom mais escuro, com o texto dentro. 
Descrição do texto: 1. Manterás a política de preservação; 2. Não dependerás de hardware específico; 3. Não 
dependerás de software específico; 4. Não confiarás em sistemas gerenciadores como única forma de acesso ao 
documento digital; 5. Migrarás seus documentos de suporte e formato periodicamente; 6. Replicarás os documentos 
em locais fisicamente separados; 7. Não confiarás cegamente no suporte de armazenamento; 8. Não deixarás de fazer 
bacupk e cópias de segurança; 9. Não preservarás lixo digital; 10. Garantirás a autenticidade dos documentos digitais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
Conclusão 
 
Depois de estudar todo esse conteúdo incrível pudemos perceber que pensar sobre 
Preservação, Conservação e Restauração não é apenas uma ação técnica, mas também intelectual, 
de gestão, de articulação de estrutura humana e material. A reflexão deste universo dá indicativos de 
que pouco se sabe sobre todo assunto e por isso é assertivo nos munirmos cada vez mais de 
informações especializadas e atualizadas. 
Cuidar dos documentos, dos acervos, das coleções, de cada unidade de documento, é 
uma ação de respeito para com a história e a memória; uma ação de honestidade com a identidade 
coletiva; uma ação social. Os documentos têm história e vida; e isso merece ser protegido por pessoas 
capazes, profissionais distintos. 
Como profissionais da informação, Técnicos(as) em Biblioteconomia, caberá a cada 
um(uma) o melhoramento e desenvolvimento das capacidades, dominando os conhecimentos 
teóricos e aplicando na prática. Caberá a cada um(uma) prosseguir nessa jornada que apenas 
indicamos o caminho. 
Com a certeza de que contribuímos um pouco com a sua formação, não despedimos com 
muita satisfação e contentamento. 
Até a próxima disciplina! 
Tchau! 
 
 
 
 
 
 
54 
Referências 
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DEONTOLOGIA DO BIBLIOTECÁRIO BRASILEIRO, QUE FIXA AS NORMAS ORIENTADORAS DE CONDUTA NO EXERCÍCIO DE SUAS 
ATIVIDADES PROFISSIONAIS. BRASÍLIA: CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA, 2018. DISPONÍVEL EM: 
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https://portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/view/4709/3565
 
 
 
 
 
55 
NACIONAL, [S.L.], 2011, 45 P. DISPONÍVEL EM: HTTPS://FOLIVM.FILES.WORDPRESS.COM/2011/04/MANUAL-AN-BN-
CNJ-2011-C3BALTIMA-VERSC3A3O-2P-FOLHA.PDF. ACESSO EM: 03 MAIO 2019. 
SPINELLI, J.; PEDERSOLI JUNIOR, J. L. BIBLIOTECA NACIONAL: PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS: SALVAGUARDA 
& EMERGÊNCIA. RIO DE JANEIRO: FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2010. 99 P. DISPONÍVEL EM: 
HTTP://OBJDIGITAL.BN.BR/ACERVO_DIGITAL/DIV_OBRASGERAIS/DRG_PLANO_RISCO_POR/DRG_PLANO_RISCO_POR.PDF
. ACESSO EM: 02 MAIO 2019. 
 
https://folivm.files.wordpress.com/2011/04/manual-an-bn-cnj-2011-c3baltima-versc3a3o-2p-folha.pdf
https://folivm.files.wordpress.com/2011/04/manual-an-bn-cnj-2011-c3baltima-versc3a3o-2p-folha.pdf
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_por/drg_plano_risco_por.pdf
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg_plano_risco_por/drg_plano_risco_por.pdf
 
 
 
 
 
56 
Minicurrículo do Professor 
Isabelle C. C. Domingos dos Santos 
Bacharel em Biblioteconomia (UFPE) e especializando em Metodologia do Ens. a 
Distância. Professora da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, lotada na ETEPAC (Escola 
Técnica Estadual Antonio Carlos Gomes da Costa). Tem vasta experiência em gestão de unidades 
informacionais, diagnóstico de acervos, processo técnico, gestão eletrônica de acervos, treinamento 
de pessoal, docência em curso técnico, Secretária pedagógica e Educação a distância. Como atividade 
de extensão acadêmica participou ativamente do projeto Conexões de Saberes/UFPE, Escola aberta 
e Instituto PAPAI. É Consultora em normalização de trabalhos acadêmicos, gestão de acervos e 
pesquisadora em assuntos correlatos a biblioteconomia, Ciência da Informação e Educação a 
distância. 
 
David Oliveira de Carvalho 
Mestre em Ciência da Informação (UFPE), Bacharel em Biblioteconomia (UFPE) e 
especializando em Gestão Pública (IFPE). Professor da Secretaria de Educação do Estado de 
Pernambuco, lotado na ETEPAC (Escola Técnica Estadual Antônio Carlos Gomes da Costa). 
Pesquisador colaborador nos grupos de pesquisa da UFPE: "memóriae cultura escrita" e "laboratório 
de investigações bakhtinianas relacionadas à cultura e informação". Tem experiência na docência de 
nível superior, bem como docência em cursos técnicos, profissionalizantes e de aperfeiçoamento. 
Como atividade de extensão acadêmica, é voluntário na coordenação e na docência do "Projeto Mais 
Saber" da UFPE, além de também assumir a função de professor e palestrante voluntário no Centro 
de Integração Empresa Escola de Pernambuco (CIEE-PE). É Consultor em Gestão Documental com 
foco em reestruturação logística, desenvolvimento de políticas, diagnóstico de acervos, higienização 
de documentos, gestão eletrônica de acervos, treinamentos e palestras para profissionais e usuários; 
e também já atuou como gerente operacional em Gestão de Documentos.

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