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aula 06 pesquisa em serviço social

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públicas de determinado município. 
As amostram podem ser probabilísticas (indicam critérios de seleção) e 
não probabilísticas (não indicam critérios). 
1. Amostra probabilística: segundo Luciano (2001), amostras 
probabilísticas são rigorosamente científicos e baseiam-se em 
fundamentos. 
 Aleatória simples: cada sujeito tem igual oportunidade de ser incluído na 
amostra; 
 Estratificada: como o próprio nome já define, trata-se da estratificação 
da população a ser pesquisada. Essa estratificação estará representada 
na amostra. 
2. Amostra não probabilística: não apresentam fundamentação científica, 
baseiam-se por sorteio e são definidas pelo pesquisador. 
 Acidentais: compostas por acaso, com pessoas que vão aderindo 
aleatoriamente ao estudo. 
 Por cotas: esse tipo de amostragem, segundo Gil (2010), é muito usado 
em pesquisas eleitorais e mercado. Pode ser desenvolvida em três 
fases: 1. classificação da população de acordo com critérios 
predefinidos; 2. proporção da população colocada em cada classe a ser 
estudada; 3. quantidade de sujeitos a serem entrevistados de tal modo 
que a amostra seja composta levando em conta a proporção das classes 
consideradas na pesquisa. 
TEMA 4 – A COLETA DE DADOS E OS INSTRUMENTOS DE PESQUISA 
A coleta de dados é o momento no qual o pesquisador estará mais 
próximo do seu objeto de estudo, isto é, da realidade a ser estudada, e se 
utilizará, segundo Salomon (1999), dos instrumentos de coleta de dados como 
o questionário, a entrevista e a observação. É a coleta dos dados propriamente 
dita, tanto dos dados secundários que dizem respeito dos materiais e 
 
 
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informações teóricas já existentes e publicadas quanto dos dados primários, 
que ainda não sofreram análises e serão estudados mais profundamente. 
Estes dados advêm de pesquisas de campo, questionários estruturados 
ou semiestruturados, observações participantes, discussões em grupo, diário 
de campo, entre outros. Porém a primeira e principal fonte de pesquisa de 
qualquer pesquisador é a pesquisa teórica, que levanta dados e informações 
teóricas referentes ao seu objeto de pesquisa. Por exemplo, se o tema e o 
objeto de estudos definido pelo aluno para desenvolver seu TCC for 
relacionado à população em situação de rua, ele deverá inicialmente fazer uma 
pesquisa e levantar o que já foi publicado referente ao tema em questão. Essa 
pesquisa servirá como primeiro passo para saber o que já foi estudado e já 
está disponível em livros, artigos científicos, revistas científicas, dissertações 
de mestrado, teses de doutorado, sites confiáveis, entre outros. 
Em seguida, o pesquisador, segundo Lakatos e Marconi (1991), deverá 
definir as técnicas de coletas de dados, que, como já citados anteriormente, 
são os instrumentos clássicos da pesquisa: observação, entrevista, 
questionário e formulário. 
4.1 Observação 
Segundo Gil (2010; 2011), Lakatos e Marconi (1991), a observação se 
utiliza dos sentidos na obtenção de dados de determinados aspectos da 
realidade. A observação pode ser: assistemática: não tem planejamento e 
controle previamente elaborados; sistemática: tem planejamento, realiza-se em 
condições controladas para responder aos propósitos preestabelecidos; não 
participante: o pesquisador presencia o fato, mas não participa; individual: 
realizada por um pesquisador; em equipe: feita por um grupo de pessoas. 
4.2 Entrevista 
A técnica da entrevista é um encontro entre duas pessoas a fim de que 
uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto. Segundo 
Minayo (2003), a entrevista não significa uma conversa despretensiosa e 
neutra, pois se caracteriza como meio de coleta dos fatos relatados pelos 
envolvidos no processo em estudo. 
 
 
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As entrevistas podem ser caracterizadas em estruturadas ou não 
estruturadas: roteiro previamente estabelecido); aberta ou não estruturada: não 
existe rigidez de roteiro e podem-se explorar mais amplamente algumas 
questões que forem surgindo no decorrer da pesquisa. Porém, há também um 
modelo que articulam as duas modalidades conhecida como entrevista semi-
estruturada. (Minayo, 2003, p. 58) 
4.3 Questionário 
Segundo Gil (2011, p. 121), questionário é uma 
técnica de investigação composta por um conjunto de questões que 
são submetidas a questões com propósitos de obter informações 
sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses, 
expectativas, aspirações, temores, comportamentos, presente ou 
passado”. 
 
Segundo Lakatos e Marconi (1991), as perguntas do questionário podem 
ser: 
1. Abertas: qual é a sua opinião? 
2. Fechadas: duas escolhas: sim ou não; 
3. Múltiplas escolhas: fechadas com uma série de respostas possíveis. 
4.4 Formulário 
O formulário é um instrumento essencial para o trabalho da pesquisa, 
pois se compõe de questões perguntadas e anotadas por um entrevistador 
numa situação face a face com a outra pessoa/o informante. 
Dessa forma, segundo Barreto e Honorato (1998), o instrumento de 
coleta de dados escolhido deverá proporcionar uma interação efetiva entre o 
pesquisador, o informante e a pesquisa que está sendo realizada a fim de se 
chegar aos resultados delineados. 
TEMA 5 – APRESENTANDO, INTERPRETANDO E ANALISANDO OS DADOS 
DA PESQUISA 
Nessa etapa do trabalho, trataremos da apresentação, das análises e da 
interpretação dos dados coletados. É importante que o pesquisador (nesse 
caso, o aluno) se mantenha na mesma linha teórica metodológica do que vem 
sendo pesquisado no seu trabalho de TCC. Essa etapa deve iniciar com uma 
 
 
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discussão geral apresentando o contexto, ou melhor, o campo em que a 
pesquisa foi realizada, os sujeitos que participaram desse processo e o 
caminho percorrido, para depois adentrar na análise e na discussão das 
categorias e elementos centrais do que foi encontrado. Não esquecer que as 
análises devem seguir sempre alinhadas ao tema/problema delineados para a 
pesquisa e direcionando de forma concreta e aprofundada para os objetivos 
delineados para o estudo a fim de que o pesquisador não perca seu foco em 
meio ao que foi pesquisado. Trataremos aqui de dois tipos de análise: análise 
de conteúdo e análise documental. 
5.1 Análise de conteúdo 
 Segundo Triviños (2007, p. 159), esse método de análise se presta para 
“o estudo das motivações, atitudes, valores, crenças, tendências” e também 
para o desvendar das ideologias que não se apresentam com a devida clareza 
na construção das ideias. 
Gil (2011, p. 152) leva em consideração o “conteúdo das mensagens em 
relação à análise de conteúdo”. Segundo esse autor, a análise de conteúdo 
desenvolve-se em três fases: 
a. pré-análise; 
b. exploração do material; 
c. tratamento dos dados, inferência e interpretação. 
A pré-análise é a fase de organização do material; é o momento de 
rever as leituras realizadas, fichamentos desenvolvidos, as transcrições e 
anotações das entrevistas, resultados dos questionários e anotações dos 
dados das observações participantes realizadas. 
A etapa da exploração do material é uma fase um pouco mais longa e 
necessita de um pouco mais de atenção, pois tem como objetivo analisar e 
organizar sistematicamente as informações definidas na pré-análise: recorte 
dos principais autores e leituras realizadas, das informações coletadas; 
classificação dos principais temas e categorias a serem analisados no trabalho 
final. 
O último item diz respeito ao tratamento dos dados, inferência e 
interpretação objetiva tornar os dados validos e significativos. Procura-se 
estabelecer neste ponto uma articulação entre os dados coletados (tanto 
 
 
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qualitativos quanto quantitativos) e os referenciais teóricos. Assim, segundo 
Minayo (2003, p. 79), “promovemos relações entre o concreto e o abstrato, o 
geral e o particular, a teoria e a prática”. 
5.2 Análise documental 
 A análise documental estrutura-se como uma técnica

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