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PREAPARO DO CORPO APÓS A MORTE 1 DEFINIÇÃO É a realização da limpeza do corpo, evitando odores e saída de líquidos (secreções e sangue), durante o velamento do corpo, proporcionar ao corpo posição adequada, antes que ocorra a rigidez cadavérica. 2 É necessário tratar este momento com ética, independente de como o profissional encara a morte. Profissionalismo e ética são fundamentais neste momento. RESPEITABILIDADE 3 MATERIAL - Algodão; - Atadura de crepe; -Biombo; - Pinça longa; - Esparadrapo; - Etiquetas de identificação ( 3 ou 4 etiquetas); - Cuba rim; - Luva de procedimento; - 2 lençóis; - Bacia com água e luva de banho se necessário. 4 TÉCNICA Desligar aparelhos e soros conectados ao paciente após a constatação do óbito; Isolar o leito com biombos; Reunir o material; Posicionar o corpo em decúbito dorsal e horizontal; Retirar sondas, catéteres e drenos; Proceder a higiene do corpo e realizar curativo nos locais necessários; 5 Proceder o tamponamento das cavidades corporais com algodão e pinça de Cheron; Garrotear o pênis com 01 gaze no caso de homens; Recolocar prótese dentária se houver; Manter decúbito horizontal dorsal com braços fletidos sobre o tórax; Fixar mandíbula, pulsos e tornozelos com atadura de crepe; 6 Proceder a identificação, atando uma etiqueta no tórax e outra em cima do lençol; Forrar a maca com lençol e transferir o corpo; Cobrir o corpo, completamente com lençol e colocar outra etiqueta de identificação; Encaminhar o corpo para o necrotério coberto com lençol; Deixar a unidade em ordem; Realizar anotação de enfermagem; 7 Vestir o corpo após a entrega da roupa pela família. Extravazamento de fluídos corporais: refazer o tamponamento; 8 EXAMES LABORATORIAIS 9 Os exames laboratoriais são responsáveis pelo fornecimento do estado de saúde do paciente, auxiliam a avaliação de diagnósticos clínicos, fornecem o monitoramento do tratamento que deve ser realizado e consequente prognóstico. 10 Para tanto, todas as fases de execução dos testes, devem ser conduzidas seguindo o rigor técnico necessário para garantir a segurança do paciente e resultados exatos. 11 DIAGNÓSTICO É o conhecimento ou juízo ao momento, feito pelo profissional da saúde, acerca das características de uma doença ou de um quadro clínico. 12 PROGNÓSTICO É conhecimento ou juízo antecipado, prévio, baseado necessariamente no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, segundo acerca da duração, da evolução e do eventual termo de uma doença ou quadro clínico sob seu cuidado ou orientação. É predição do médico de como a doença do paciente irá evoluir, e se há e quais são as chances de cura. 13 OU SEJA.... Podemos dizer que muitas vezes o quadro sintomático e a história clínica do examinando, podem conter informações suficientes para se chegar a um determinado diagnóstico. 14 ESCARRO 15 É um exame que auxilia no diagnóstico de pesquisa do bacilo de Kock-BK (bacilo da Tuberculose), para a pesquisa de BK, são colhidas 3 amostras de escarro em dias consecutivos. 16 A assistência da equipe de enfermagem é importante para que a coleta da amostra do escarro esteja adequada às condições necessárias para o exame. 17 MATERIAL Bandeja; Recipiente com tampa; Etiqueta para identificação do paciente; Deve conter nome completo, registro hospitalar, quarto, leito, tipo de material coletado e o número da amostra. 18 19 ETIQUETA JOÃO DA SILVA REGISTRO 222222222222 QUARTO 333; LEITO 02; 2° AMOSTRA MATERIAL DE ESCARRO 20 TÉCNICA Higienizar as mãos; Reunir o material; Identificá-lo com os dados necessários; Explicar o procedimento ao paciente; Solicitar ao paciente para tossir e expectorar profundamente; Colher o material no recipiente; Higienizar as mãos; Organizar o setor; Realizar anotação do procedimento no prontuário; 21 BRONQUINHO 22 COLETA DE SANGUE 23 Geralmente é realizada antes do desjejum. A amostra é colhida através de venopunção e colocada em um recipiente apropriado de acordo coma natureza do exame: tubos de ensaio, esterilizados, com meio de cultura com anticoagulante. 24 Frascos com anticoagulante= Hemograma, hematócrito, hemoglobina, hemossedimentação, tipagem sanguínea; Fluoreto e oxalato= Glicemia; Simples= Uréia, creatinina, sódio, potássio, amilase, fosfatase alcalina............... Hemocultura= Frascos com meio de cultura aeróbio e anaeróbio. 25 MATERIAL 1 par de luvas de procedimento; 1 scalp nº 21 ou 23, ou agulha 30x06 ou 30x07; Seringa de 10 ml OU 20 ml; Garrote; 2 bolas de algodão; 5 ml de álcool a 70% e tubos para a coleta de acordo com o pedido do exame. 26 Se houver necessidade jejum; Conferir o pedido de exames; Higienizar as mãos; Reunir o material e levá-lo ao paciente; Explicar o procedimento ao paciente; Avaliar o local da punção venosa, a seguir garrotear o membro superior pra a punção de preferência +/- 10 cm acima da punção; 27 Fazer a antissepsia com algodão embebido em álcool; Puncionar a veia e aspirar a quantidade necessária de sangue; Soltar o garrote; Retirar a seringa com agulha, comprimindo o local da punção por no mínimo 1 minuto, introduzir a agulha no tudo de coleta e permitir que o escoamento do sangue pela parede do tubo de coleta; 28 Encaminhar o material coletado junto com o pedido para o laboratório. Deixar a unidade em ordem e o paciente confortável; Realizar a notação de enfermagem. 29 30 31 TUBOS 32 33 BIOQUÍMICA; UREIA, CREATININA, NACL, KCL, TGO,TPG, CPK,CKMB, VHS, AMILASE, SOROLOGIAS.... 34 HEMOGRAMA, TIPAGEM SANGUÍNEA 35 GLICEMIA 36 TROPONINA 37 TAP, TTPA, COAGU- LAÇÃO 38 HEMOCULTURA 39 Hemocultura é um exame laboratorial que pesquisa microrganismos patogênicos no sangue por meio da utilização de meios de cultura específicos. Este é um exame auxiliar de grande relevância. 40 Para o exame devem ser colhidas duas amostras de hemoculturas, de regiões distintas do corpo (SITIO). Esta deve ser realizada antes do início do tratamento com antibiótico, pois este inibe a multiplicação das bactérias e, de preferência, durante o pico febril. 41 Podem ser feitos outros exames, como culturas de urina, ou de líquido cefalorraquiano, para identificar a origem da infecção inicial, quando a pessoa tem sintomas associados com infecção urinária, ou meningite. 42 Depois de 24h da colheita, é possível observar se há ou não a presença de bactérias. Realiza- se também um antibiograma, para identificar qual o antibiótico adequado para combater a bactéria em questão. Para o resultado final, são necessários cerca de 5 a 7 dias. 43 COLETA DE SANGUE PARA HEMOCULTURA 44 MATERIAL Frascos de hemocultura (1 ou 2); Luva estéril e procedimento; Máscara descartável comum; Gaze estéril; Clorexidina alcoólica 0,5% (frasco novo); Garrote; Seringa de 10ml; Agulha 30x80 ou 30x7 ou scalpe 45 Garrote; Esparadrapo ou etiqueta para identificação do frasco Seringa estéril ( RN/criança de 3ml , adulto de 10ml) Agulha estéril (adulto) ou escalpe estéril (neonato, lactentes, crianças) 46 TÉCNICA Lavar as mãos; Escolher o melhor acesso venoso para coleta. Garrotear o braço do paciente e selecionar uma veia adequada. Esta área não deverá mais ser tocada com os dedos; 47 Fazer a anti-sepsia rigorosa com solução de clorexidina alcoólica, fazendo a assepsia de um ponto central e com movimentos circulares para fora em caracol, não voltando a tocar o local da região escolhida para coleta; 48 Remover os selos da tampa dos frascos de hemocultura, e fazer anti-sepsia prévia nas tampas com álcool 70% em gase estéril, e manter após assepsiaum algodão embebido em álcool a 70% em cima da rolha; Lavar as mãos e trocar as luvas; 49 Coletar a quantidade de sangue e o número de amostras recomendados de acordo com as orientações descritas ou discriminadas no pedido médico; 50 Identificar cada frasco com todas as informações padronizadas e enviar ao laboratório, juntamente com a solicitação médica devidamente preenchida. Respeitar o código de barras do frasco. 51 52 ATÉ A PRÓXIMA AULA 53 PREAPARO DO CORPO APÓS A MORTE DEFINIÇÃO Slide 3 MATERIAL TÉCNICA Slide 6 Slide 7 Slide 8 EXAMES LABORATORIAIS Slide 10 Slide 11 DIAGNÓSTICO PROGNÓSTICO OU SEJA.... ESCARRO Slide 16 Slide 17 MATERIAL Slide 19 ETIQUETA TÉCNICA BRONQUINHO COLETA DE SANGUE Slide 24 Slide 25 MATERIAL Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 TUBOS Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 COLETA DE SANGUE PARA HEMOCULTURA MATERIAL Slide 46 TÉCNICA Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 ATÉ A PRÓXIMA AULA