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ANIMAIS PEÇONHENTOS

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Mas comprovadamente o tratamento se dá por soro antiofídico. Desenvolvido em 1894 
desde então vem sendo usado e aprimorado para ser mais eficaz. 
 A produção desse soro segue uma peculiar e diferente formulação o veneno da serpente 
é introduzido no organismo de um cavalo, que reage desenvolvendo anticorpos que após serem 
retirados do cavalo, formam o soro. (LOPES, 2011) 
 Segundo o site Super Interessante o soro segue as seguintes etapas: 
A. O primeiro passo para se produzir o soro é extrair o veneno de uma serpente ou de um 
grupo delas do mesmo gênero, se o objetivo for uma vacina “multiuso”. Para coletar o 
veneno das glândulas que secretam a substância. 
B. Um cavalo recebe o veneno em pequenas e sucessivas doses, que não prejudicam a sua 
saúde. Ele então começa a produzir anticorpos contra a peçonha. 
C. Após dez dias, amostras de sangue são retiradas do cavalo até se constatar que já há 
anticorpos suficientes no corpo do animal. Quando isso ocorre, até 16 litros de sangue 
são colhidos. Então, separa-se o plasma, parte do sangue onde ficam os anticorpos. O 
restante é reintroduzido no animal 
D. O plasma do sangue é purificado em reatores e diluído. No organismo da vítima, os 
anticorpos do soro se misturam com o veneno, neutralizando sua ação pouco a pouco. 
 
5. EFEITOS NO CORPO 
 Os efeitos podem variar de espécie para espécie como nos casos das elapídico 
que tem como principal serpente a cobra coral os sintomas podem surgir precocemente, em 
menos de 1 hora após o acidente. Mas também podem ter um aparecimento tardio dos sintomas. 
Tem por característica dor local e discreta, acompanhado de parestesia. Inicialmente vômitos, 
posteriormente fraqueza muscular progressiva, ptose palpebral, sonolência, perda de equilíbrio, 
sialorréia (produção excessiva de saliva), oftalmoplegia (paralisia dos músculos do olho). 
Podem surgir mialgia localizada ou generalizada, dificuldade de deglutir e afonia, devido a 
paralisia do véu palatino. O quadro de paralisia flácida pode comprometer a musculatura 
respiratória. 
 Os botrópico possuem um quadro clínico diferente como dor e edema endurado 
no local da picada, de intensidade variável. Equimoses e sangramentos no ponto da picada são 
frequentes. Infartamento ganglionar e bolhas podem aparecer na evolução, acompanhados ou 
não de necrose. Além de sangramentos em ferimentos pré-existentes. Em gestantes, há risco de 
 
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hemorragia uterina. Podem ocorrer náuseas, vômitos, sudorese, hipotensão arterial, hipotermia 
e mais raramente, choque. 
 O croalítico representado pela temida cascavel onde podem ser encontradas as 
marcas das presas, edema e eritema discretos. Não há dor, ou se existe, é de pequena 
intensidade. Há parestesia local ou regional, que pode persistir por tempo variável, podendo ser 
acompanhada de edema discreto ou eritema no ponto da picada. Procedimentos 
desaconselhados como garroteamento, sucção ou escarificação locais com finalidade de extrair 
o veneno, podem provocar edema acentuado e lesões cutâneas variáveis. Procedimento comum 
nesses casos feito por pessoas que pensam que isso pode ajudar o veneno não se espalhar. 
 Além disso vários outros efeitos podem aparecer como já mencionado, dependo 
do tipo da serpente, sem contar que os procedimentos durante que também já foram 
mencionados como colocar ervas ou transporte errado desse paciente poderá agravar e acelerar 
o processo toxicológico. Claro que dificilmente você mudara a crença e conhecimento de 
pessoas mais velhas que acreditam na homeopatia. 
 
6. SERPENTE QUE ENGANA E DA O BOTE, MAS NÃO SÓ ELA 
 
 Como já também mencionado nesse bosquejo não só serpente espalha terror 
outros animais menores e muitas das vezes mais perigosos. 
 A aranha marrom também tem seus perigos como no artigo da Secretaria de 
saúde do Paraná a picada quase sempre é imperceptível e o quadro clínico se apresenta sob duas 
formas uma instalação lenta e progressiva. Sintomas de dor, edema, endurado e eritema no local 
da picada, pouco valorizados pelo paciente, podendo ser agravar em 24 ou 72 hrs. Outro quadro 
clinco é além do comprometimento cutâneo, observam-se manifestações clínicas decorrentes 
da hemólise intravascular como anemia, icterícia e hemoglobinúria, que se instalam geralmente 
nas primeiras 24 horas. Petéquias e equimoses, relacionadas à coagulação intravascular 
disseminada. Casos graves podem evoluir para insuficiência renal aguda, que é a principal causa 
de óbito no loxoscelismo. 
 Diferente das serpentes a aranha o tratamento se dar por remédios como o 
corticoterapia que faz uso da prednisona por via oral na dose de 40mg/dia para adultos e 
1mg/Kg/dia para crianças, por pelo menos cinco dias. Dapsone (DDS): em teste para redução 
do quadro local. 50 a 100mg/dia, via oral, por duas semanas. Risco potencial da Dapsone 
desencadear metemoglobinemia. E um suporte final para as manifestações locais como 
 
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analgésicos (dipirona), compressas frias, antisséptico local e limpeza da ferida (permanganato 
de potássio), se infecção secundária usar antibiótico sistêmico, remoção da escara só após 
delimitação da área de necrose, tratamento cirúrgico (manejo de úlceras e correção de 
cicatrizes). 
 Outra aranha conhecida da população é caranguejeira seu pelo sendo conhecida 
a irritação ocasionada na pele e mucosas devido aos pelos urticantes, além do veneno que 
provoca relaxamento da musculatura estriada em camundongos. Caracteriza por dor no local 
da picada de pequena intensidade e curta duração, às vezes acompanhada de discreta hiperemia 
local. O desprendimento dos pêlos, ocorrem manifestações cutâneas e das vias respiratórias 
altas, provocadas por ação irritativa ou alérgica. Casos leves regridem espontaneamente e casos 
mais severos tratar com analgésico, epinefrina, anti-histamínico e corticóide. Sem tratamento 
específico. 
 Como também mencionado anteriormente os escorpiões lidera as estatísticas, afinal por 
ser pequeno pode ser esconder facilmente dentro de caso em terrenos baldios, entulhos, e outros 
locais comum tanto na zona rural e principalmente na zona urbana onde ocorre mais casos como 
mostra esse exemplo em Natal-RN do site Tribuna do Norte “Entre os meses de janeiro e 
fevereiro de 2020, o Hospital Giselda Trigueiro atendeu 690 casos de acidentes com escorpiões 
ocorridos na Região Metropolitana de Natal, média superior a 11 atendimentos por dia. Esses 
números são ainda maiores quando se considera todas as ocorrências notificadas no Rio Grande 
do Norte: em 2018 foram notificados 4.825 casos.” 
 Seu veneno demonstram que veneno bruto ou frações purificadas ocasiona dor 
local e efeitos complexos nos canais de sódio, produzindo despolarização das terminações 
nervosas, com liberação de catecolaminas e acetilcolina. Seus sintomas são dor local (ardor, 
queimação ou agulhada) pode ser acompanhada por parestesias, aumentar de intensidade à 
palpação e irradiarse para a raiz do membro acometido. Nos acidentes moderados e graves, 
principalmente em crianças, após minutos até poucas horas (2-3h), podem surgir manifestações 
sistêmicas como hipo ou hipertermia e sudorese profusa. O tratamento pode variar de analgesia 
à meperdina. 
 
 
 
 
 
 
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7. CONCLUSÃO 
 
 Como vimos há diversos animais peçonhentos que trazem algum tipo de intoxicação 
para população. Boa parte desses animais vivem em zona de mata, mas como a desenfreada 
habitação da população, esses animais perderam seu espaço e acabam retornando e quando 
ameaçados atacam a população. 
 Como também dito crenças e ensinamentos passados ainda são vistos principalmente na 
zona rural onde o acesso ainda se faz de difícil acesso a meios eficazes de tratamento, tendo 
esses povos viajar quilômetros que pode não surti efeitos. 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
ACIDENTES OFÍDICOS EM ANIMAIS DOMÉSTICOS , 2014. Disponivel em: 
<http://www.conhecer.org.br/enciclop/2014a/AGRARIAS/Acidentes%20ofidicos.pdf>.