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SIMULADO 2 – QAA/AFN – 2020 Nome: ________________________________________________________ 1. Você receberá do fiscal o material descrito abaixo: a) este Caderno com o enunciado das 30 questões, sem repetição ou falha, contendo 8 questões de Português, 8 de Matemática, 7 de História e 7 de Geografia. b) uma folha destinada à Redação; e c) uma folha destinada às respostas das questões formuladas na prova. 2. Verifique se o material está em ordem. 3. Ao receber a Folha de Respostas, é obrigação do candidato: a) preencher o espaço destinado ao seu nome; e b) preencher de caneta azul ou preta a opção correta para cada questão. 4. As questões são identificadas pelo número que se situa ao lado de seu enunciado. 5. Reserve 10 (dez) minutos para marcar a Folha de Respostas. 6. O rascunho de Caderno de Questões não será levado em consideração. 7. Quando terminar, entregue somente a Folha de Respostas e a Folha de Redação ao fiscal. 8. O tempo disponível para esta prova é de quatro horas. (corte aqui) FOLHA DE RESPOSTAS – QAA/AFN – 2020 – SIMULADO 2 NOME COMPLETO: __________________________________________________________ CORPO TURMA IDENTIDADE CPA CAP CFN CG - ACERTOS CG - NOTA EE - NOTA MÉDIA FINAL 01 A B C D E 11 A B C D E 21 A B C D E 31 A B C D E 41 A B C D E 02 A B C D E 12 A B C D E 22 A B C D E 32 A B C D E 42 A B C D E 03 A B C D E 13 A B C D E 23 A B C D E 33 A B C D E 43 A B C D E 04 A B C D E 14 A B C D E 24 A B C D E 34 A B C D E 44 A B C D E 05 A B C D E 15 A B C D E 25 A B C D E 35 A B C D E 45 A B C D E 06 A B C D E 16 A B C D E 26 A B C D E 36 A B C D E 46 A B C D E 07 A B C D E 17 A B C D E 27 A B C D E 37 A B C D E 47 A B C D E 08 A B C D E 18 A B C D E 28 A B C D E 38 A B C D E 48 A B C D E 09 A B C D E 19 A B C D E 29 A B C D E 39 A B C D E 49 A B C D E 10 A B C D E 20 A B C D E 30 A B C D E 40 A B C D E 50 A B C D E SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 1 TEXTO 1 (Questões 1 a 3) Dicionários Um dicionário é como uma constituição. Ao mesmo tempo um guia prático do que pode e do que não pode, um livro de instruções para o entendimento social e a solenização da experiência comum de uma nação, no caso a experiência da mesma língua. Portanto, além da impressão de completude (que tem no "Houaiss" mas não tem no "Aurelião", que tem "completitude"), um dicionário precisa dar uma impressão de monumentalidade. Mesmo que, como a Constituição, ele também saia em versões de bolso e em CDs, precisa ter uma versão oficial com peso, durabilidade e grandiosidade - nada, enfim, para se ler na cama sem o risco de afundar o esterno. E tanto o "Houaiss" quanto o "Aurelião" têm este aspecto solene de algo que chegou para ficar- ao contrário das constituições brasileiras, que têm a solenidade mas não têm a permanência. Discute-se o que deve estar na Constituição e o que deve ser regulado por fora, e é a mesma discussão sobre que palavras merecem ser "oficializadas" num dicionário, ou sobre quando um estrangeirismo, um neologismo ou uma gíria podem sair da clandestinidade e ser enquadrados nas leis da língua. A gíria, principalmente, é um problema. Encontrar uma gíria que caiu em desuso e continua no dicionário (como "brasa" usado como elogio) provoca o mesmo sentimento mais ou menos melancólico de encontrar artigos na Constituição brasileira como os que estabelecem o limite dos juros e o que um salário mínimo deve valer - aquele sentimento de brasilitude (palavra que não tem nem no "Houaiss" nem no "Aurelião" e que se existisse significaria "brasilidade" mas no mau sentido). Nos dicionários, como nas constituições, há coisas que a gente nem imagina que existam. E os dois estão cheios de regras inaplicáveis e palavras difíceis significando nada. A primeira definição do "Houaiss" para "saudade", a palavra de que o Português mais se orgulha, é "sentimento mais ou menos melancólico de incompletude" - o que nos leva, claro, a uma busca frenética sob o "1", na secreta e maldosa esperança de que não conste "incompletude". Consta. Mas o "Aurelião" não tem "incompletitude". Sei que já houve reclamações, mas "incompletude" é um sentimento que ninguém pode ter depois de folhear o "Houaiss" (cuja pronúncia certa, segundo o Joaquim Ferreira dos Santos, deve lembrar vários mineiros se espantando ao mesmo tempo), ou apenas, como eu fiz, pular, criticamente, de "a" a "zzz". Só pelo peso dá para ver que não falta nada. Sim, de "a" a "zzz". O último verbete do "Houaiss" é "zzz", "intejetivo, p. ex., em legendas de histórias em quadrinhos". O ruído que as pessoas e os animais fazem nos quadrinhos quando estão dormindo. O que me fez procurar "argh", ruído de irritação, "bleargh" ruído de vômito, "cof, cof” ruído de tosse, "grrr", ruído de raiva, "paft" ou "paf” ou "pof”, ruídos de soco, também dos quadrinhos. Sem sucesso. "Bang", ruído de tiro ou explosão, tem, e o seu abrasileiramento "bangue", e "bangue-bangue" como sinônimo de "faroeste". Mas por que outras convenções interjetivas não tiveram a mesma consideração de "zzz"? Desconfio que os três zês entraram no fim de improviso e por charme, um pouco como garis sambando atrás da escola luxuosa que passou, e que acabam sendo a coisa mais memorável do desfile. Ou um toque final de simpática frivolidade para mostrar que os autores também têm senso de humor, e que pode haver mais riso num dicionário do que o "quá-quá-quá" entre "quapoia" e "quáquer". Ou apenas uma provocação do "Houaiss" com o principal concorrente, que jamais se lembraria de listar "zzz" como palavra. Uma brilhatura para deixar o "Aurelião" fazendo "grrrr". (VERÍSSIMO, Luis Fernando. Dicionários. In: COELHO NETO, Aristides. Além da revisão: critérios para revisão textual. 3. ed. DF: Senac, 2013. p. 84-85.) 01) Leia o trecho abaixo. "Mesmo que, como a Constituição, ele também saia em versões de bolso e em CDs, [ ... ]" (1º§) Em qual opção a substituição dos conectivos destacados acima manteria os sentidos estabelecidos pelo texto? A) Embora I segundo. B) Ainda que I consoante. C) Conquanto I tal qual. D) Porquanto I tanto quanto. E) Portanto I assim como. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 2 02) No trecho abaixo, há um exemplo de emprego do hífen. " 'Bang', ruído de tiro ou explosão, tem, e o seu abrasileiramento 'bangue', e 'banque-banque', como sinônimo de 'faroeste'." (3º§) Marque a opção em que todas as palavras estão corretamente grafadas: A) porta-aviões / Méier / geleia / Sauípe / guardas- marinha B) beira-mares/ para-choques/ para-quedas/ guarda-vidas/ papéis C) vilãos/ sultães / guarda-marinhas/ mal de Aizheimer/ destróier D) Pan-americano/ xiita/ friíssimo/ blusas verde- garrafas/ guardas-marinhas E) Mão-de-obra / feiura / micro-ondas/ epopeia/ blusas amarelo-ouro 03) Em dicionários como Houaiss e Aurélio, há uma plenitude nos processos de formação da língua, como se observa no vocábulo “embora”, formado por aglutinação. Assinale a opção em que a palavra foi formada por processo distinto: A) pontapé B) pernalta C) planalto D) vinagre E) dessarte TEXTO 2 (Questões 4 e 5) Perto e longe do poeta Conheci Drummond aos 18 anos, ali no seu gabinete no Ministério da Educação. Havia lhe enviado uma cartinha interiorana e alguns poemas, e agora subia o elevador para vê-lo de perto. Naquele tempo, Manuel Bandeira é que era o mais celebrado poeta do país. Drummond mesmo o louvava em prosa e verso. E eu, achando-me destemido e justiceiro,na conversa comuniquei ao poeta que eu o achava melhor e mais importante que Bandeira. Era uma maneira adolescente e estouvada de declarar amor. Fui taxativo. E estava certo. Ele sorriu desconversando porque nunca soube o que fazer quando lhe mostravam o afeto à flor da pele. Do que se falou ali durante uns 40 minutos não me lembro muito. Estava tão encantado de poder ouvi-lo, que me lembro vagamente de algumas frases e sugestões. E o fato é que a partir daí julguei-me com permissão para incomodá-lo. Discretamente. De quando em quando. O mínimo possível. Praticando aquilo que ele recomendava um distanciamento e uma proximidade relativos. Isto explica uma cena quase absurda acontecida entre nós. Uma cena só justificável entre dois mineiros e entre um mestre e um discípulo, que tem também suas crises de timidez. Uma outra feita, vinha eu de Minas. E lá ia em direção ao seu gabinete. Vir ao Rio e visitar certos escritores era um ritual. Um ritual que só pode fazer quem mora no interior, pois quem vive aqui não tem tempo para isto. Então, lá ia eu para o MEC. Desci ali no centro, caminhei sob as colunas do prédio de Niemeyer, passei pelos azulejos de Portinari e fui na direção do elevador. Não havia ninguém na fila. Eu sozinho. Chegou o elevador, entrei. Quando estou lá no fundo do elevador, vejo vir a figura do poeta. Também sozinho. Vem e entra naquela angustiante caixa de madeira. Mas ele vinha como sempre vinha: com os olhos no chão, cabisbaixo, meditativo, voltado para suas montanhas interiores. Vinha com o seu terno, seus óculos, sua gravata, sua mitologia, mas olhando para o chão. E ali estamos os dois. Em silêncio total. Eu, um adolescente acuado num ângulo do elevador, como se ele - o poeta - fosse o domador. De sua parte, ele é que estava acuado no ângulo oposto; e olhando para o chão de si mesmo sabia que do outro lado havia uma presença humana qualquer. E o elevador subia. Subia e nenhum dos dois denunciava a presença do outro. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 3 Ele com o olho fixo no chão. E eu pensando: não me viu. Ou melhor (como mineiro, julgando): ele não me reconheceu, não quer me ver, meu Deus, que é que eu vim fazer aqui? O homem está ocupado e eu subindo para chateá-lo. E o elevador subia. Não parava em nenhum andar. Não aparecia nenhum passageiro para nos socorrer. Se entrasse alguém talvez ele levantasse o olho do chão, quem sabe me reconheceria. Mas não entrava ninguém. E o elevador subindo. A mim parecia que o prédio do MEC tinha ficado da altura do Empire State Building, em Nova York. Mas-eis-senão-quando a porta se abre e o elevador chega ao andar em que o poeta trabalhava. Que fazer? Saio junto com ele? Vou andando por "acaso" no corredor e o encontro por "acaso"? Espero que ele chegue à sua sala e depois apareço lá como que por encanto- "Oh, que surpresa! Há quanto tempo ... " Resultado: o elevador parou. O poeta saiu. Eu fiquei, fiquei com o elevador subindo outra vez até o fim, até onde pode subir uma pessoa confusa e equivocada. Subi e desci. Desci sem dirigir uma só palavra ao poeta que fora visitar. Tomei o ônibus para Minas sem falar com ele. Aconteceu só essa vez? Não. Muitas outras. Uma vez ficamos vendo livros, uns 15 minutos, na vitrina da Leonardo da Vinci, sem nos olharmos e nos cumprimentarmos. A mesma sfndrome. O mesmo respeito. E olha que nessa altura eu já era um homem viajado, já havia morado no exterior, visitado sua casa, levado para a minha o seu arquivo e escrito minha tese sobre ele. Mas não tinha jeito. De repente, dava aquele respeito e não mexia um dedo. Ele construía uma tal atmosfera de individualidade, que às vezes era impenetrável. No entanto, outra vez nos encontramos na rua, e como eu vinha sofrendo como um cão danado do mal de amor, me fez enormes confidências sobre sua juventude amorosa ... Outra vez apareceu em casa com um presente, me assustando e encantando a mim e a Marina. Era um homem imprevisto. Respeitava e se fazia respeitar, até mesmo pelos seus poucos inimigos. Agora se foi. Ele que vivia com aquele ar de quem estava mal alojado e sempre se despedindo. Na verdade, Drummond não morreu. Apenas nos deixou a sós com os seus textos. Textos com os quais temos uma intimidade total, que nada pode inibir. (SANT'ANNA, Affonso Romano de. Perto e longe do poeta. In: . Fizemos bem em resistir: crônicas selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco, 2001. p. 80-82.) 04) Em que opção a relação estabelecida pelos vocábulos sublinhados NÃO está corretamente indicada? A) "[ ... ] pois quem vive aqui não tem tempo para isto." (5º§) - explicação. B) "Quando estou lá no fundo do elevador, vejo vir a figura do poeta." (7º§) - temporalidade. C) "Se entrasse alguém talvez ele levantasse [ ... ]." (11º§) - condicionalidade. D) "Mas não entrava ninguém." (11º§) - contrajunção. E) "[ ... ] outra vez nos encontramos na rua, e como eu vinha sofrendo[ ... ]." (16º§) - comparação. 05) Analise os seguintes fragmentos: I - "E eu pensando: não me viu. Ou melhor (como mineiro, julgando): ele não me reconheceu [ ... ]." (10º§) II - "Respeitava e se fazia respeitar, até mesmo pelos seus poucos inimigos." (17º§) Quanto ao significado discursivo dos termos destacados acima, é correto afirmar que: A) as expressões são usadas para marcar, respectivamente, relações de contradição e de esclarecimento. B) as relações firmadas pelas duas locuções, respectivamente, são de esclarecimento e exemplificação. C) as expressões em destaque estabelecem, respectivamente, as relações de retificação e inclusão. D) as expressões destacadas possuem, respectivamente, o significado de gradação e complementação. E) as relações estabelecidas pelas locuções são, respectivamente, de acréscimo e concessão. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 4 TEXTO 3 (Questões 6 e 7) tência industrial e as técnicas industriais, quando uro de smartphones Assisto a conferências e a moda não engana: metade da sala (no mínimo) está com a cabeça enfiada em smartphones. Como seriam as conferências antigamente? O que fazia a audiência enquanto alguém falava no palanque? Provavelmente, escutava. Ou dormia. Ou dormia e escutava, em intervalos saudáveis. Hoje, ninguém dorme. Duvido que alguém escute. O smartphone é o inimigo do tédio, ou da reflexão, proporcionando uma festa permanente. Este seria o momento ideal para eu vestir a toga do moralista vulgar, lançando raios homéricos sobre a nefasta tecnologia. A data, aliás, seria a mais apropriada: o iPhone nasceu dez anos atrás e o dilúvio começou. Infelizmente, não posso pregar. Eu também faço parte do clube que prefere o smartphone ao velho e bom cochilo. Especialistas diversos gostam de explicar a compulsão. É como uma droga, dizem eles: quando espreitamos as mensagens, o e-mail, as redes sociais, procuramos uma espécie de recompensa neurobiológica muito semelhante a um viciado. O problema se agrava quando somos privados da nossa dose - e eu sei, o leitor sabe, todos sabemos dessa miserável privação. Tempos atrás, esqueci-me do celular em casa e parti em viagem. Quando dei conta do estrago, uma inquietude foi crescendo com o passar das horas. Ainda pensei em pedir ao companheiro do lado para me emprestar o smartphone dele. Só para eu ler as minhas mensagens. Ou até, sei lá, as mensagens dele. Qualquer coisa servia. Eu era como alguns alcoólatras que, na ausência de bebidas legais, começam a despejar perfume pela goela. Controlei-me. Telefonei para casa - de um telefone fixo, entenda - e pedi, com um último fôlego, que me lessem as novidades do bicho. Nenhuma delas era urgente, sequer interessante. Mas o corpo sossegou e mergulhou naquele estranho torpor que Thomas de Quincey relatou nas suas "Confissõesde um Comedor de Ópio". Como se chegou até aqui? Verdade: o tédio sempre foi o grande terror dos homens modernos. Ter no bolso um aparelho que garante distração permanente é a melhor forma de afastar o fantasma. Acontece que o tédio tem as suas vantagens. O filósofo Mark Kingwell tem escrito sobre a matéria e em artigo primoroso para a "Literary Review of Canada", sintomaticamente intitulado "In Praise of Boredom", o autor socorre-se de pensadores canônicos - como Schopenhauer ou Heidegger- para relembrar a importância do dito-cujo. Só o tédio, escreve ele, é capaz de sinalizar a existência de um problema entre nós e o mundo. O tédio é a "suspensão da suspensão" em que vivemos - uma forma terapêutica, e até brutal, de olharmos para a realidade sem fugas. E de agirmos em conformidade. Quando abolimos o tédio, e o "dom da escuta" que só ele oferece, desaparece uma parte da nossa humanidade - aquela parte que reflete, imagina ou cria. E que problematiza, critica, propõe. No futuro, não será apenas a audiência que estará mergulhada nos ecrãs dos smartphones. Também suspeito que os próprios conferencistas, privados de pensar e sem nada para dizer, terão o mesmo comportamento. Imagino um encontro de silêncios, onde todos os presentes estarão ausentes - e só o homem entediado terá chance de salvação. (COUTINHO, João Pereira. Só o homem entediado terá chance de salvação num futuro de smartphones. Disponível em: <http://www1. folha. uol.com. br/colunas/joaopereiracoutinho /2017/06/1897093-so-o- homem-entediado-tera-chance-desalvacao-num-futuro- de-smartphones.shtml>. Acessado em: 10jul. 2017.) 06) A respeito da progressão textual, é correto afirmar que: A) nos parágrafos 6 a 10, o autor analisa a compulsão pelo uso de smartphones, usando o recurso argumentativo da analogia - a narrativa de sua experiência de privação. B) o 5º parágrafo marca uma mudança de ponto de vista em relação ao tema, já que o autor faz uma revelação Importante: prefere o smartphone ao velho e bom cochilo. C) os nomes dos filósofos são usados, no 12º parágrafo, para reafirmar o poder dos smartphones em ativar nossa reflexão, imaginação, criatividade e capacidade crítica. D) a conclusão do texto, nos dois últimos parágrafos, é de que não haverá salvação para ninguém - já que os conferencistas também mergulharão nos ecrãs dos smartphones. E) do 1º ao 4º parágrafo, o autor se concentra no passado para imaginar como seriam as conferências antigamente; falando sobre o presente a partir do 6º parágrafo. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 5 07) Leia o trecho a seguir. "[ ... ]lançando raios homéricos sobre a nefasta tecnologia." (4º§) Assinale a opção em que os termos substituem, respectivamente, as palavras sublinhadas no trecho acima, sem prejuízo de sentido. A) fantásticos / danosa B) prosaicos / irrelevante C) caprichosos / sinistra D) poéticos / extraordinária E) incomuns / estupefaciente 08) Observe: Assinale a alternativa em que a frase preenche corretamente o balão da fala da personagem no primeiro quadrinho, em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa. A) Irmão Hagar deponha sua espada e pega esta pena. B) Irmão Hagar deponha sua espada e pegue aquela pena. C) Irmão Hagar, deponha sua espada e pegue essa pena. D) Irmão Hagar deponha sua espada e pega essa pena. E) Irmão Hagar, deponha sua espada e pegue esta pena. Tema: Marinha do Brasil: decisiva no passado, pronta para o futuro 09) Leia o texto: No século III, o matemático grego Diofante idealizou as seguintes notações das potências: x - para expressar a primeira potência xx - para expressar a segunda potência xxx - para expressar a terceira potência No século XVII, o pensador e matemático francês René Descartes (1596-1650) introduziu as notações x, x2, x3 para potências, notações essas que usamos até hoje. Fonte: GIOVANNI; CASTRUCCI; GIOVANNI JR. A conquista da matemática. 8 ed. São Paulo: FTD, 2002. Analise as igualdades abaixo: I) 1612443 yxyx II) 1435 000 III) 354444 1010 IV) 2 34 1 2 12 0 0 Assinale a alternativa correta. A) Apenas as igualdades I e II são verdadeiras. B) Apenas as igualdades I, III e IV são verdadeiras. C) Apenas as igualdades II e IV são verdadeiras. D) Apenas a igualdade IV é verdadeira. E) Todas as igualdades são verdadeiras. 10) A soma S das áreas das faces de um tetraedro regular em função de sua aresta é: A) a2. B) 1 22 a2. C) 1 23 a2. D) 4 a2. E) 1 25 a2. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 6 11) Três ingleses, quatro americanos e cinco franceses serão dispostos em fila (dispostos em linha reta) de modo que as pessoas de mesma nacionalidade estejam sempre juntas. De quantas maneiras distintas a fila poderá ser formada de modo que o primeiro da fila seja um francês? A) 60 B) 120 C) 1440 D) 17280 E) 34560 12) Em um poliedro convexo, o número de arestas excede o número de faces em 18. O número de vértices desse poliedro é: A) 10 B) 20 C) 24 D) 30 E) 32 13) Um cilindro circular reto possui diâmetro AB de 4cm e altura AA’ de 10cm. O plano α, perpendicular à seção meridiana ABA’B’ que passa pelos pontos B e A’ das bases, divide o cilindro em duas partes, conforme ilustra a imagem. O volume da parte do cilindro compreendida entre o plano α e a base inferior, em centímetros cúbicos é igual a: A) 8 B) 12 C) 16 D) 20 E) 32 14) O triângulo MNP é tal que ângulo M = 80° e ângulo P=60°. A medida do ângulo formado pela bissetriz do ângulo interno N com a bissetriz do ângulo externo P é: A) 20° B) 30° C) 40° D) 50° E) 60° 15) A altura de um triângulo equilátero de lado 4 é igual ao lado de um quadrado cuja área será igual a: A) 4 B) 6 C) 12 D) 32 E) 34 SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 7 16) Observe a imagem abaixo e responda Navio Inglês da Guerra dos Cem Anos Durante a Idade Média os navios que seriam empregados em operações militares recebiam adaptações como as vistas acima, na forma de estruturas, chamadas castelos, na proa e popa do navio. Isso se dava devido ao fato de: A) o advento da artilharia ter transformado a guerra naval na Idade Média, tornado necessário o uso de castelos de proa e popa como bases para a artilharia embarcada. B) a tática naval da Idade Média, mesmo para navios a pano, como era o caso dos que navegavam no Atlântico, era a abordagem. As manobras eram no sentido de aproximar os navios para permitir essa abordagem. C) o emprego do fogo grego ter se disseminado por toda a Europa durante a baixa Idade Média, tornando necessário o emprego dos castelos para alojar os lançadores de chamas. D) a guerra dos Cem Anos ter sido estritamente terrestre. Os castelos de proa e de popa eram apenas instalações que visavam criar mais espaço no navio para o transporte militar, não tendo nenhum uso militar além desse. E) que muitas das cidades do litoral da França eram protegidas com muralhas e os castelos de popa e proa servia como armas de cerco, facilitando o ataque dos ingleses. 17) Leia o trecho a seguir: O braço invicto vejo com que amansa A dura cerviz bárbara insolente, Instruindo na Fé, dando esperança Do bem que sempre dura e é presente; Eu vejo c`o rigor da tesa lança Acossar o Francês, impaciente De lhe ver alcançar uma vitória Tão capaz e tão digna de memória. Estes versos de Bento Teixeira, escritos em 1601, apresentam dois enormes desafios aos portugueses que iniciavam a ocupação e conquista do Nortedo futuro Brasil na virada do século XVI para o XVII. Marque a alternativa correta sobre a importância estratégica da força naval luso-brasileira nessa empreitada. A) as forças navais foram empregadas mediante o exercício da violência a fim de expulsar os invasores estrangeiros; contribuiu para ocupação efetiva do território, através, por exemplo, da flotilha de embarcações na Amazônia e no controle dos indígenas na chamada guerra justa. B) a principal contribuição da força naval foi a criação de colônias militares, conforme o modelo europeu, para garantir a soberania portuguesa mediante ocupação do território com fortalezas militares abastecidas por aldeamentos indígenas. C) as forças navais foram fundamentais, exclusivamente, para expulsão dos invasores que ameaçavam a integridade territorial da colônia, empregando fogo naval e garantindo a proteção do comércio e do tráfico de escravos. D) as forças navais foram relevantes para a organização da estrutura administrativa do império ultramarino português no Brasil, mediante emprego das seguintes expedições: Expedição de Exploração; Expedição Guarda-Costa e Expedição de Colonização. E) as forças navais garantiram a ocupação efetiva do território devido ao seu papel no estabelecimento de vias de comunicação internas na colônia, garantindo a comunicação do centro de poder com o norte por meio do mar e das bacias hidrográficas. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 8 18) “Sitiada ainda diversas vezes no correr dos séculos seguintes por árabes e turcos, Constantinopla sustentou a luta e permaneceu fora do alcance dos estrangeiros que pretendiam dominá-la. Ela, contudo, que salvara a civilização cristã do Ocidente, obstando o avanço de seus inimigos, veio a ser, por ironia da História, pilhada barbaramente pela quarta cruzada (cristã), de 1204.” (Fatos da História Naval p.38) Constantinopla sobreviveu aos avanços muçulmanos até 1453, quando foi dominada pelos Turcos Otomanos, num episódio que é considerado, pela maioria dos historiadores, como a marca da passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Apesar de decadente, o Império Bizantino e sua capital Constantinopla sobreviveram aos avanços muçulmanos devido ao/a: A) O fogo grego, surgido em 677, permitiu que as forças navais Bizantinas resistissem aos avanços dos árabes, que sofreram derrota naval no mar de Mármara. B) Superioridade de suas forças terrestres que derrotaram repetidamente os muçulmanos em combates na península da Anatólia. C) A vitória na batalha naval de Lepanto em 1371, que garantiu uma longa sobrevida aos Bizantinos, uma vez que neutralizou, por mais de cem anos, o poder naval otomano. D) O desenvolvimento da artilharia naval pelos Bizantinos fez da sua marinha de guerra uma força naval superior às forças muçulmanas que desconheciam completamente a pólvora e a artilharia. E) A vitória na batalha de Manzikert, em 1071, fez com que os bizantinos enfraquecessem em muito as forças terrestres turcas que somente no século XV conseguiram conquistar Constantinopla. 19) Leia o texto a seguir: “9 de julho – 1648. Por uma carta desta data, dos governadores holandeses no Recife, sabe-se que eles fizeram sair para cruzar nas águas da Bahia a esquadra do Almirante de Witte. Com essa esquadra, sustentaram renhido e desigual combate, diante da barra da Bahia, depois de 27 de julho, os galeões portugueses Rosário e São Bartolomeu, pertencentes à esquadra de Luís da Silva Teles. O São Bartolomeu foi tomado após heroica resistência, tendo-se metido entre os navios inimigos para socorrer o Rosário. Este último, já desmantelado, sofreu a abordagem dos navios Gysseling, em que estava o Vice-Almirante Mathys Gielinsen e Utrecht, Capitão Jacob Pouwell. O comandante do Rosário, vendo-se perdido, mandou lançar fogo ao paiol: o seu navio voou em pedaços, e os dois holandeses foram a pique”. Fonte: MAIA, João Prado. A Marinha de Guerra do Brasil na colônia e no Império. Rio de Janeiro: Livraria José Olimpio Editora, 1965, p. 25. Os holandeses permaneceram em Pernambuco durante 24 anos, constituindo a sua expulsão definitiva uma página de ação nativista durante a chamada Insurreição Pernambucana. Marque a alternativa INCORRETA sobre o emprego da força naval, a partir de 1640. A) Em 9 de setembro de 1645, travou-se nas costas de Pernambuco o combate naval de Tamandaré entre a esquadra portuguesa de Serrão Paiva contra a esquadra do Almirante Lichthardt. B) Em janeiro de 1654, apresentou-se no porto uma poderosa frota luso-espanhola de 52 navios, sob o comando de D. Fadrique de Toledo Osório, que, bloqueando a esquadra holandesa, aniquilou- a e tomou posse de Recife definitivamente. C) A Armada de Socorro do Brasil foi organizada com o propósito de expulsar os holandeses de Itaparica e proteger a cidade de Salvador contra a esquadra holandesa. D) A Jornada dos Galeões foi uma tentativa de rendição dos holandeses mediante o emprego da persuasão naval, ou seja, a demonstração do poder bélico dos navios a fim de modificar a atitude dos inimigos. E) A expedição naval liderada por Salvador Correia de Sá foi relevante para expulsão dos holandeses de Angola e o retorno da atividade do tráfico de escravos para o abastecimento da lavoura canavieira. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 9 20) Foi uma batalha travada entre as Forças da Liga Santa, formada por Espanha, Veneza, Estado Pontifício (Papado) e o Ordem dos Cavaleiros de Malta contra os Turco-Otomanos. A batalha descrita acima, travada em 7 de setembro de 1571, entrou para a história como a batalha naval de: A) Navarino. Última batalha naval travada somente com navios a vela, no contexto da luta dos turcos contra a Grécia, apoiada pela Santa Aliança. B) Lepanto. Primeira grande vitória naval europeia sobre os Turco-Otomanos desde a conquista de Constantinopla em 1453. C) Navarino. Vitória Muçulmana sobre a Liga Santa e última batalha naval travada com galeras. D) Lepanto. Vitória da Liga Santa sobre os Turco- Otomanos, e última grande batalha naval travada com navios a remo. E) Lissa. Última batalha naval na qual a tática do abalroamento foi utilizada, antes de ser definitivamente abandonada em razão do desenvolvimento da artilharia. 21) A Batalha de Lepanto travada em 1571, junto à Península Helênica, que resultou na vitória dos cristãos sobre os mouros, destacou-se por ter sido: A) das poucas ações navais importantes sem estar ligada a alguma campanha terrestre. Foi o caso das batalhas navais da guerra entre Inglaterra e Holanda no século XVII, de objetivos puramente marítimos. B) empregado pela primeira vez o “fogo grego” que era uma mistura altamente inflamável de enxofre e salitre usado pelos bizantinos contra os árabes. C) utilizada a estratégia do corvo que era uma prancha com um gancho em forma de bico de corvo empregada para abordar os navios turcos. D) foi a última operação militar travada por esquadras formadas de navios veleiros, um importante marco na história do desenvolvimento tecnológico naval. E) usado com sucesso o moitão de escota que era uma arma similar ao esporão e foi usada com sucesso pelos cristãos contra os turcos no litoral da Ásia Menor. 22) Leia o texto a seguir: “A expansão geográfica foi o principal acontecimento do século XVII. Compreendeu a conquista do litoral nordestino e da foz do Amazonas e sua bacia, a penetração pelos sertões nordestinos, a descida de colonos vicentinos até Laguna, as incursões dos bandeirantes às regiões dos rios Paraná e das Velhas e até ações com traços de epopeia, como o périplo de Antônio Raposo Tavares que abrangeu o interior de São Paulo ao Pará”. Fonte: WEHLING, Arno. WEHLING, Maria JoséC. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994, p. 110. Em 1750, os reinos de Portugal e da Espanha firmaram um tratado de limites e fronteiras conhecido como Tratado de Madri. Sobre esse acordo, são feitas as seguintes afirmativas: I. No geral, fundamentou-se no princípio jurídico internacional de uti possidetis, ou seja, a monarquia, que, devido à ocupação feita pelos seus súditos, possuía de fato os territórios, deveria possuí-los também de direito. II. Estabeleceu que Portugal deveria entregar à Espanha a Colônia do Santíssimo Sacramento, recebendo, a título de compensação da Espanha, os Sete Povos das Missões. III. Provocou a Guerra Guaranítica (1754- 1756), quando os índios das Missões enfrentaram os exércitos reunidos de Portugal e Espanha. Assinale a alternativa correta. A) Somente a afirmativa I está correta. B) Somente as afirmativas I e II estão corretas. C) Somente as afirmativas II e III estão corretas. D) Somente a afirmativa II está correta. E) Todas as afirmativas estão corretas. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 10 23) “Com o primeiro choque do petróleo, ocorrido no final de 1973, vários países incentivaram pesquisas para o desenvolvimento de energias alternativas. O Brasil realizou, certamente, a maior experiência mundial na produção e na utilização de energia provinda de combustíveis derivados da biomassa.” (Extraído de Decifrando a Terra, USP, 2000.) O texto refere-se: A) à descoberta em 1976 das reservas de petróleo da bacia de Campos, que, situando-se em águas profundas, exigiam tecnologia especial para o seu aproveitamento. B) à utilização, em usinas termoelétricas, do carvão mineral encontrado na bacia do Paraná. C) ao aproveitamento da energia eólica, que se tornou viável economicamente, após 1970, com o desenvolvimento de geradores de alta eficiência. D) à utilização do álcool produzido a partir da cana- de-açúcar, o que exigiu um esforço de desenvolvimento tecnológico para adaptar os veículos automotores ao novo combustível. E) ao desenvolvimento do projeto nuclear brasileiro, iniciado em 1976 com o acordo Brasil−Alemanha, que produziria energia térmica a partir da fissão nuclear. 24) O processo de industrialização pode ser considerado um dos principais propulsores da modernização das sociedades. Sobre isso, é importante ressaltar que as dinâmicas industriais passaram por diferentes etapas até se configurarem da maneira como as conhecemos atualmente. ] Acerca dessas etapas, pode-se afirmar que: A) Primeira Revolução Industrial: foi a primeira etapa do processo de industrialização, ocorrida entre meados do século XVIII e final do século XIX. O Reino Unido era considerado a grande potência industrial e as técnicas industriais, quando comparadas ao que conhecemos hoje, eram simples. Predominavam questões acerca da máquina a vapor, da indústria têxtil e do carvão mineral como fonte de energia. As empresas da época, em sua maioria, eram de pequeno ou médio porte e davam forma ao contexto do keynesianismo. B) Segunda Revolução Industrial: teve início a partir das últimas décadas do século XIX. Aos poucos, o Reino Unido foi cedendo seu lugar de liderança a países como Estados Unidos, que apresentavam economias mais dinâmicas. Foi uma fase marcada pelas mudanças técnicas e tecnológicas relacionadas ao surgimento da eletricidade e à utilização do petróleo como fontes de energia. Muitas empresas passaram por processos de expansão enquanto o capitalismo monopolista passou a se fortalecer. Neste contexto, emergiu o Toyotismo. C) Terceira Revolução Industrial: também conhecida como Revolução Técnico-científico- informacional, iniciou-se em meados do século XX. É uma fase marcada pelo avanço dos conhecimentos e das tecnologias que envolvem as dinâmicas industriais. Destacam-se, nesta fase, a informática, a robótica, a biotecnologia, entre outros. D) Terceira Revolução Industrial: marcada pela inserção de robôs e computadores no processo produtivo, que ao automatizarem os processos industriais eliminaram o trabalho humano das fábricas. E) Terceira Revolução Industrial: marcada por uma maior autonomia da ciência em relação à técnica, já que a primeira torna-se mais independente da produção industrial. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 11 25) Observe a figura: Na perspectiva do Clube de Roma, é correto afirmar que: A) o derretimento parcial das calotas polares e o aumento do nível dos mares poderiam provocar inundações devastadoras com maior impacto nas populações do continente africano. B) o aumento da população repercute em um aumento do consumo e da pressão sobre os recursos ambientais, resultando em impactos cada vez maiores. C) o crescimento econômico dos países garante os padrões necessários ao desenvolvimento sustentável, assegurando a todos os habitantes da Terra as mesmas oportunidades. D) a principal ameaça ao ambiente global é o crescimento da população dos países emergentes que alcançaram os padrões de produção e de consumo vigentes nos países ricos. E) o planeta Terra é um sistema infinito de recursos naturais, desde que seja gerenciado globalmente pela Organização das Nações Unidas. 26) Nos dias atuais, existe uma verdadeira marcha da urbanização. Se, em 1940, apenas 30% da população total do país vivia em cidades, em 2007 essa porcentagem avança para 83% (PNAD/IBGE 2007 – ano-base 2006), o que significa dizer que 8 em cada 10 brasileiros vivem em núcleos urbanos. Entretanto, essa população vem apresentando novas tendências. Em seus fluxos migratórios, ocorre um “reforço da metropolização juntamente com uma espécie de desmetropolização”. (Santos, 1993) Analise as afirmações que seguem. I. A população urbana, em grande parte, concentra-se no Sudeste do país, em especial nas metrópoles de São Paulo e Rio de Janeiro. II. Concomitantemente à permanência do peso acentuado das metrópoles, ocorre a desconcentração ou repartição de atividades entre as metrópoles e outros núcleos urbanos. III. Os novos fluxos migratórios representam na atualidade uma nova onda do êxodo rural, o qual interfere diretamente na proliferação de metrópoles no país. IV. A emergência e a consolidação das cidades médias brasileiras acabam atestando a desconcentração das atividades produtivas, o que evidencia uma nova divisão territorial do trabalho no país. V. A desmetropolização aponta o fato de que as metrópoles perdem importância na economia local e global. Assinale a alternativa que reúne apenas os itens relacionados à dinâmica da urbanização brasileira na atualidade. A) I, II e III. B) I, III e V. C) I, II e IV. D) II, IV e V. E) III, IV e V. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 12 27) “A estrutura energética insere-se diretamente no campo da economia e da geopolítica: a produção industrial, os sistemas de transportes, de segurança, de saúde, de educação, de lazer, o comércio, a agricultura, todo o funcionamento do país, enfim, depende de disponibilidade de energia...” (Sene, Eustáquio de, Moreira, João Carlos - Geografia geral e do Brasil). Assinale a opção correta em relação as fontes de energia utilizadas mundial: A) A expansão do consumo mundial de petróleo levou grandes empresas, conhecidas como as “sete irmãs”, a formarem um cartel que passou a dividir o planeta em áreas de influência, através do controle da extração, transporte, refino e distribuição dessa fonte de energia. B) A primeira crise do petróleo ocorreu com a eclosão da guerra Irã e Iraque, em 1973, levando apreensão aos paísesimportadores, em função do aumento do preço do barril à cifras astronômicas. C) O carvão mineral ocupa grande destaque nas economias dos países ditos subdesenvolvidos, pois estes são grandes produtores e possuidores de condições naturais favoráveis. D) Há países como França, Alemanha, Suécia, Brasil, Índia e Estados Unidos, onde as usinas nucleares vem crescendo devido ao esgotamento da produção hidrelétrica E) A termeletricidade torna-se uma opção aos países deficientes em combustíveis fósseis, por requerer investimentos menores que a de uma hidrelétrica e produzir baixo impacto ambiental. D) Segunda revolução industrial / capital público estatal / políticas de aliança entre blocos econômicos. E) Quarta revolução industrial / capital multinacional / políticas de expansão geopolítica dos países desenvolvidos. 28) Nas últimas décadas, o setor do trabalho assalariado nas regiões da tríade [Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão] contraiu-se de modo significativo. A redução da renda do trabalhador dependente atingiu no decorrer dos últimos anos todos os segmentos da classe operária, incluindo o assim chamado núcleo ocupacional da grande indústria. Um quarto de todos os que são obrigados ao trabalho dependente não consegue mais manter o próprio padrão de vida além do nível de pobreza, mesmo com horas e mais horas extras. ROTH, Karl Heinz. Crise global, proletarização global, contraperspectivas. In: FUMAGALLI, A; MEZZADRA, S. (Orgs.) A crise da economia global: mercados financeiros, lutas sociais e novos cenários políticos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. p. 269-320. Adaptado. O fragmento refere-se às alterações ocorridas na atualidade no mundo do trabalho nas regiões da tríade. Nesse contexto, um fator que contribui diretamente para essas mudanças é a(o): A) incremento da atuação da Organização Internacional do Trabalho no combate às atividades trabalhistas informais B) ampliação do desemprego de nativos na zona do euro devido ao intenso fluxo de imigrantes nos últimos anos. C) transferência de postos de trabalho dos países centrais para os periféricos com o intuito de atenuar custos de produção. D) decréscimo da produção industrial do país mais desenvolvido da Europa, impactando as contratações nos demais continentes. E) adoção pela China dos moldes nipônicos de produção, culminando na liberação de mão de obra nos grandes centros industriais. SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 13 29) Sobre a questão ambiental, analise as proposições a seguir: I. A Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente realizada em Estocolmo teve como resultado expressivo a elaboração do documento Carta da Terra; II. Com o objetivo de recuperação e conservação ambiental, a Agenda 21 foi responsável pelas criações das Convenções sobre Mudanças Climáticas, da Biodiversidade e da Desertificação; III. Durante a Rio-92 ou Eco-92, os representantes de vários países criaram a Comissão das Partes (COP), órgão colegiado que discute acordos ambientais sobre o clima. Em 2009, a COP-15, foi realizada em Copenhague, na Suécia; IV. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) foi a instituição responsável pela criação do Protocolo de Kioto e visa emitir relatórios sobre a ação antrópica no meio ambiente; V. A expressão desenvolvimento sustentável, que busca conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental, passou a ser empregada em documentos oficiais, a partir da divulgação do estudo Nosso Futuro Comum ou Relatório Brundland. Estão CORRETAS: A) III e IV B) II e V C) II, III, IV e V D) I, II, III, IV e V E) II, III e IV 30) Leia os textos: [...] Com o colapso da URSS, a experiência do socialismo realmente existente chegou ao fim [...] mesmo onde os regimes comunistas sobreviveram e tiveram êxito, abandonaram a ideia de uma economia única, centralmente controlada e estatalmente planejada, baseada num Estado completamente coletivizado, ou uma economia de propriedade coletiva praticamente operando sem mercado [...] HOBSBAWN, Eric. Era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 481 [...] A queda do comunismo representou a fragmentação de alguns países da Cortina de Ferro. No final dos anos 80, com a economia em crise e os Estados satélites querendo abandonar o comunismo, as repúblicas que faziam parte da União Soviética começaram a caminhar para a separação. O colapso da URSS deu origem à Rússia e mais 14 nações [...] Jornal O Globo – edição no 27.856, ano LXXXV, de 12 nov. de 2009, seção O Mundo, p. 35. Com a queda do socialismo real, o entusiasmo inicial, em países da antiga Cortina de Ferro, no sentido de recuperar sua posição no cenário internacional, cedeu espaço às crises, aos problemas como criminalidade e desemprego e à desconfiança constante na Rússia. A inserção da Rússia no novo cenário geopolítico internacional chama a atenção: A) pela manutenção do estado autoritário e repressor, apesar das transformações econômicas e sociais que incluíram a Rússia no Grupo dos Oito. B) pela sua volta ao mercado capitalista que, após um processo de privatização de todas as empresas estatais, concentrou nas mãos de grupos organizados importantes conglomerados econômicos, estabilizando o quadro político- econômico atual. C) pela sua rápida modernização econômica para atrair o novo mercado, tornando-se um país tecnopolo, através da exportação de tecnologia de ponta e de mão de obra especializada obtidas através do ingresso de capitais sul-coreanos. D) pelo retorno aos padrões religiosos, com a abertura de templos ortodoxos e a expansão do islamismo, o que garantirá sua aproximação com a Opep. E) pelo recrudescimento de questões étnicas e territoriais que, sob a bandeira do nacionalismo, muitas vezes levaram a conflitos internos ou à guerra SIMULADO 02 - 2020 - 00 CAPA SIMULADO 02 - 2020 - GERAL