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SIMULADO 02 - 2020 - GERAL (COMPLETO) Oficial RM2 Marinha

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Prévia do material em texto

SIMULADO 2 – QAA/AFN – 2020 
 
Nome: ________________________________________________________ 
 
1. Você receberá do fiscal o material descrito abaixo: 
a) este Caderno com o enunciado das 30 questões, sem repetição ou 
falha, contendo 8 questões de Português, 8 de Matemática, 7 de História 
e 7 de Geografia. 
b) uma folha destinada à Redação; e 
c) uma folha destinada às respostas das questões formuladas na prova. 
2. Verifique se o material está em ordem. 
3. Ao receber a Folha de Respostas, é obrigação do candidato: 
a) preencher o espaço destinado ao seu nome; e 
b) preencher de caneta azul ou preta a opção correta para cada questão. 
4. As questões são identificadas pelo número que se situa ao lado de seu 
enunciado. 
5. Reserve 10 (dez) minutos para marcar a Folha de Respostas. 
6. O rascunho de Caderno de Questões não será levado em consideração. 
7. Quando terminar, entregue somente a Folha de Respostas e a Folha de 
Redação ao fiscal. 
8. O tempo disponível para esta prova é de quatro horas. 
 
 (corte aqui) 
 
FOLHA DE RESPOSTAS – QAA/AFN – 2020 – SIMULADO 2 
 
NOME COMPLETO: __________________________________________________________ 
 
CORPO TURMA IDENTIDADE 
CPA CAP CFN 
 
 
 
CG - ACERTOS CG - NOTA EE - NOTA MÉDIA FINAL 
 
01 A B C D E 11 A B C D E 21 A B C D E 31 A B C D E 41 A B C D E 
02 A B C D E 12 A B C D E 22 A B C D E 32 A B C D E 42 A B C D E 
03 A B C D E 13 A B C D E 23 A B C D E 33 A B C D E 43 A B C D E 
04 A B C D E 14 A B C D E 24 A B C D E 34 A B C D E 44 A B C D E 
05 A B C D E 15 A B C D E 25 A B C D E 35 A B C D E 45 A B C D E 
06 A B C D E 16 A B C D E 26 A B C D E 36 A B C D E 46 A B C D E 
07 A B C D E 17 A B C D E 27 A B C D E 37 A B C D E 47 A B C D E 
08 A B C D E 18 A B C D E 28 A B C D E 38 A B C D E 48 A B C D E 
09 A B C D E 19 A B C D E 29 A B C D E 39 A B C D E 49 A B C D E 
10 A B C D E 20 A B C D E 30 A B C D E 40 A B C D E 50 A B C D E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 1
 
TEXTO 1 (Questões 1 a 3) 
Dicionários 
Um dicionário é como uma constituição. Ao 
mesmo tempo um guia prático do que pode e do 
que não pode, um livro de instruções para o 
entendimento social e a solenização da experiência 
comum de uma nação, no caso a experiência da 
mesma língua. Portanto, além da impressão de 
completude (que tem no "Houaiss" mas não tem no 
"Aurelião", que tem "completitude"), um dicionário 
precisa dar uma impressão de monumentalidade. 
Mesmo que, como a Constituição, ele também saia 
em versões de bolso e em CDs, precisa ter uma 
versão oficial com peso, durabilidade e 
grandiosidade - nada, enfim, para se ler na cama 
sem o risco de afundar o esterno. E tanto o 
"Houaiss" quanto o "Aurelião" têm este aspecto 
solene de algo que chegou para ficar- ao contrário 
das constituições brasileiras, que têm a solenidade 
mas não têm a permanência. 
Discute-se o que deve estar na Constituição e o 
que deve ser regulado por fora, e é a mesma 
discussão sobre que palavras merecem ser 
"oficializadas" num dicionário, ou sobre quando um 
estrangeirismo, um neologismo ou uma gíria 
podem sair da clandestinidade e ser enquadrados 
nas leis da língua. A gíria, principalmente, é um 
problema. 
Encontrar uma gíria que caiu em desuso e 
continua no dicionário (como "brasa" usado como 
elogio) provoca o mesmo sentimento mais ou 
menos melancólico de encontrar artigos na 
Constituição brasileira como os que estabelecem o 
limite dos juros e o que um salário mínimo deve 
valer - aquele sentimento de brasilitude (palavra 
que não tem nem no "Houaiss" nem no "Aurelião" e 
que se existisse significaria "brasilidade" mas no 
mau sentido). Nos dicionários, como nas 
constituições, há coisas que a gente nem imagina 
que existam. E os dois estão cheios de regras 
inaplicáveis e palavras difíceis significando nada. A 
primeira definição do "Houaiss" para "saudade", a 
palavra de que o Português mais se orgulha, é 
"sentimento mais ou menos melancólico de 
incompletude" - o que nos leva, claro, a uma busca 
frenética sob o "1", na secreta e maldosa 
esperança de que não conste "incompletude". 
Consta. Mas o "Aurelião" não tem "incompletitude". 
Sei que já houve reclamações, mas "incompletude" 
é um sentimento que ninguém pode ter depois de 
folhear o "Houaiss" (cuja pronúncia certa, segundo 
o Joaquim Ferreira dos Santos, deve lembrar vários 
mineiros se espantando ao mesmo tempo), ou 
apenas, como eu fiz, pular, criticamente, de "a" a 
"zzz". Só pelo peso dá para ver que não falta nada. 
 
Sim, de "a" a "zzz". O último verbete do 
"Houaiss" é "zzz", "intejetivo, p. ex., em legendas 
de histórias em quadrinhos". O ruído que as 
pessoas e os animais fazem nos quadrinhos 
quando estão dormindo. O que me fez procurar 
"argh", ruído de irritação, "bleargh" ruído de vômito, 
"cof, cof” ruído de tosse, "grrr", ruído de raiva, "paft" 
ou "paf” ou "pof”, ruídos de soco, também dos 
quadrinhos. Sem sucesso. 
"Bang", ruído de tiro ou explosão, tem, e o seu 
abrasileiramento "bangue", e "bangue-bangue" 
como sinônimo de "faroeste". Mas por que outras 
convenções interjetivas não tiveram a mesma 
consideração de "zzz"? 
Desconfio que os três zês entraram no fim de 
improviso e por charme, um pouco como garis 
sambando atrás da escola luxuosa que passou, e 
que acabam sendo a coisa mais memorável do 
desfile. Ou um toque final de simpática frivolidade 
para mostrar que os autores também têm senso de 
humor, e que pode haver mais riso num dicionário 
do que o "quá-quá-quá" entre "quapoia" e 
"quáquer". Ou apenas uma provocação do 
"Houaiss" com o principal concorrente, que jamais 
se lembraria de listar "zzz" como palavra. Uma 
brilhatura para deixar o "Aurelião" fazendo "grrrr". 
(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Dicionários. In: 
COELHO NETO, Aristides. Além da revisão: 
critérios para revisão textual. 3. ed. DF: Senac, 
2013. p. 84-85.) 
 
01) Leia o trecho abaixo. 
"Mesmo que, como a Constituição, ele também 
saia em versões de bolso e em CDs, [ ... ]" (1º§) 
Em qual opção a substituição dos conectivos 
destacados acima manteria os sentidos 
estabelecidos pelo texto? 
A) Embora I segundo. 
B) Ainda que I consoante. 
C) Conquanto I tal qual. 
D) Porquanto I tanto quanto. 
E) Portanto I assim como. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 2
 
02) No trecho abaixo, há um exemplo de emprego 
do hífen. 
" 'Bang', ruído de tiro ou explosão, tem, e o seu 
abrasileiramento 'bangue', e 'banque-banque', 
como sinônimo de 'faroeste'." (3º§) 
Marque a opção em que todas as palavras estão 
corretamente grafadas: 
A) porta-aviões / Méier / geleia / Sauípe / guardas-
marinha 
B) beira-mares/ para-choques/ para-quedas/ 
guarda-vidas/ papéis 
C) vilãos/ sultães / guarda-marinhas/ mal de 
Aizheimer/ destróier 
D) Pan-americano/ xiita/ friíssimo/ blusas verde-
garrafas/ guardas-marinhas 
E) Mão-de-obra / feiura / micro-ondas/ epopeia/ 
blusas amarelo-ouro 
 
03) Em dicionários como Houaiss e Aurélio, há uma 
plenitude nos processos de formação da língua, 
como se observa no vocábulo “embora”, formado 
por aglutinação. 
Assinale a opção em que a palavra foi formada por 
processo distinto: 
A) pontapé 
B) pernalta 
C) planalto 
D) vinagre 
E) dessarte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEXTO 2 (Questões 4 e 5) 
Perto e longe do poeta 
Conheci Drummond aos 18 anos, ali no seu 
gabinete no Ministério da Educação. Havia lhe 
enviado uma cartinha interiorana e alguns poemas, 
e agora subia o elevador para vê-lo de perto. 
Naquele tempo, Manuel Bandeira é que era o 
mais celebrado poeta do país. Drummond mesmo o 
louvava em prosa e verso. E eu, achando-me 
destemido e justiceiro,na conversa comuniquei ao 
poeta que eu o achava melhor e mais importante 
que Bandeira. Era uma maneira adolescente e 
estouvada de declarar amor. Fui taxativo. E estava 
certo. Ele sorriu desconversando porque nunca 
soube o que fazer quando lhe mostravam o afeto à 
flor da pele. 
Do que se falou ali durante uns 40 minutos não 
me lembro muito. Estava tão encantado de poder 
ouvi-lo, que me lembro vagamente de algumas 
frases e sugestões. E o fato é que a partir daí 
julguei-me com permissão para incomodá-lo. 
Discretamente. De quando em quando. O mínimo 
possível. Praticando aquilo que ele recomendava 
um distanciamento e uma proximidade relativos. 
Isto explica uma cena quase absurda acontecida 
entre nós. Uma cena só justificável entre dois 
mineiros e entre um mestre e um discípulo, que 
tem também suas crises de timidez. 
Uma outra feita, vinha eu de Minas. E lá ia em 
direção ao seu gabinete. Vir ao Rio e visitar certos 
escritores era um ritual. Um ritual que só pode fazer 
quem mora no interior, pois quem vive aqui não 
tem tempo para isto. Então, lá ia eu para o MEC. 
Desci ali no centro, caminhei sob as colunas do 
prédio de Niemeyer, passei pelos azulejos de 
Portinari e fui na direção do elevador. 
Não havia ninguém na fila. Eu sozinho. Chegou 
o elevador, entrei. 
Quando estou lá no fundo do elevador, vejo vir a 
figura do poeta. Também sozinho. Vem e entra 
naquela angustiante caixa de madeira. Mas ele 
vinha como sempre vinha: com os olhos no chão, 
cabisbaixo, meditativo, voltado para suas 
montanhas interiores. Vinha com o seu terno, seus 
óculos, sua gravata, sua mitologia, mas olhando 
para o chão. 
E ali estamos os dois. Em silêncio total. Eu, um 
adolescente acuado num ângulo do elevador, como 
se ele - o poeta - fosse o domador. De sua parte, 
ele é que estava acuado no ângulo oposto; e 
olhando para o chão de si mesmo sabia que do 
outro lado havia uma presença humana qualquer. 
E o elevador subia. Subia e nenhum dos dois 
denunciava a presença do outro. 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 3
 
Ele com o olho fixo no chão. E eu pensando: não 
me viu. Ou melhor (como mineiro, julgando): ele 
não me reconheceu, não quer me ver, meu Deus, 
que é que eu vim fazer aqui? O homem está 
ocupado e eu subindo para chateá-lo. 
E o elevador subia. Não parava em nenhum 
andar. Não aparecia nenhum passageiro para nos 
socorrer. Se entrasse alguém talvez ele levantasse 
o olho do chão, quem sabe me reconheceria. Mas 
não entrava ninguém. E o elevador subindo. 
A mim parecia que o prédio do MEC tinha ficado 
da altura do Empire State Building, em Nova York. 
Mas-eis-senão-quando a porta se abre e o elevador 
chega ao andar em que o poeta trabalhava. 
Que fazer? Saio junto com ele? Vou andando 
por "acaso" no corredor e o encontro por "acaso"? 
Espero que ele chegue à sua sala e depois 
apareço lá como que por encanto- "Oh, que 
surpresa! Há quanto tempo ... " 
Resultado: o elevador parou. O poeta saiu. Eu 
fiquei, fiquei com o elevador subindo outra vez até 
o fim, até onde pode subir uma pessoa confusa e 
equivocada. Subi e desci. Desci sem dirigir uma só 
palavra ao poeta que fora visitar. Tomei o ônibus 
para Minas sem falar com ele. 
Aconteceu só essa vez? Não. Muitas outras. 
Uma vez ficamos vendo livros, uns 15 minutos, na 
vitrina da Leonardo da Vinci, sem nos olharmos e 
nos cumprimentarmos. A mesma sfndrome. O 
mesmo respeito. E olha que nessa altura eu já era 
um homem viajado, já havia morado no exterior, 
visitado sua casa, levado para a minha o seu 
arquivo e escrito minha tese sobre ele. 
Mas não tinha jeito. De repente, dava aquele 
respeito e não mexia um dedo. Ele construía uma 
tal atmosfera de individualidade, que às vezes era 
impenetrável. No entanto, outra vez nos 
encontramos na rua, e como eu vinha sofrendo 
como um cão danado do mal de amor, me fez 
enormes confidências sobre sua juventude 
amorosa ... Outra vez apareceu em casa com um 
presente, me assustando e encantando a mim e a 
Marina. 
Era um homem imprevisto. Respeitava e se fazia 
respeitar, até mesmo pelos seus poucos inimigos. 
Agora se foi. Ele que vivia com aquele ar de quem 
estava mal alojado e sempre se despedindo. 
Na verdade, Drummond não morreu. Apenas 
nos deixou a sós com os seus textos. Textos com 
os quais temos uma intimidade total, que nada 
pode inibir. 
(SANT'ANNA, Affonso Romano de. Perto e longe do 
poeta. In: . Fizemos bem em resistir: crônicas 
selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco, 2001. p. 80-82.) 
 
04) Em que opção a relação estabelecida pelos 
vocábulos sublinhados NÃO está corretamente 
indicada? 
A) "[ ... ] pois quem vive aqui não tem tempo para 
isto." (5º§) - explicação. 
B) "Quando estou lá no fundo do elevador, vejo vir 
a figura do poeta." (7º§) - temporalidade. 
C) "Se entrasse alguém talvez ele levantasse [ ... ]." 
(11º§) - condicionalidade. 
D) "Mas não entrava ninguém." (11º§) - 
contrajunção. 
E) "[ ... ] outra vez nos encontramos na rua, e como 
eu vinha sofrendo[ ... ]." (16º§) - comparação. 
 
05) Analise os seguintes fragmentos: 
I - "E eu pensando: não me viu. Ou melhor 
(como mineiro, julgando): ele não me 
reconheceu [ ... ]." (10º§) 
II - "Respeitava e se fazia respeitar, até 
mesmo pelos seus poucos inimigos." (17º§) 
Quanto ao significado discursivo dos termos 
destacados acima, é correto afirmar que: 
A) as expressões são usadas para marcar, 
respectivamente, relações de contradição e de 
esclarecimento. 
B) as relações firmadas pelas duas locuções, 
respectivamente, são de esclarecimento e 
exemplificação. 
C) as expressões em destaque estabelecem, 
respectivamente, as relações de retificação e 
inclusão. 
D) as expressões destacadas possuem, 
respectivamente, o significado de gradação e 
complementação. 
E) as relações estabelecidas pelas locuções são, 
respectivamente, de acréscimo e concessão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 4
 
TEXTO 3 (Questões 6 e 7) 
tência industrial e as técnicas industriais, quando 
uro de smartphones Assisto a conferências e a 
moda não engana: metade da sala (no mínimo) 
está com a cabeça enfiada em smartphones. Como 
seriam as conferências antigamente? O que fazia a 
audiência enquanto alguém falava no palanque? 
Provavelmente, escutava. Ou dormia. Ou dormia 
e escutava, em intervalos saudáveis. 
Hoje, ninguém dorme. Duvido que alguém 
escute. O smartphone é o inimigo do tédio, ou da 
reflexão, proporcionando uma festa permanente. 
Este seria o momento ideal para eu vestir a toga 
do moralista vulgar, lançando raios homéricos 
sobre a nefasta tecnologia. A data, aliás, seria a 
mais apropriada: o iPhone nasceu dez anos atrás e 
o dilúvio começou. 
Infelizmente, não posso pregar. Eu também faço 
parte do clube que prefere o smartphone ao velho e 
bom cochilo. 
Especialistas diversos gostam de explicar a 
compulsão. 
É como uma droga, dizem eles: quando 
espreitamos as mensagens, o e-mail, as redes 
sociais, procuramos uma espécie de recompensa 
neurobiológica muito semelhante a um viciado. 
O problema se agrava quando somos privados 
da nossa dose - e eu sei, o leitor sabe, todos 
sabemos dessa miserável privação. 
Tempos atrás, esqueci-me do celular em casa e 
parti em viagem. Quando dei conta do estrago, 
uma inquietude foi crescendo com o passar das 
horas. 
Ainda pensei em pedir ao companheiro do lado 
para me emprestar o smartphone dele. Só para eu 
ler as minhas mensagens. Ou até, sei lá, as 
mensagens dele. Qualquer coisa servia. Eu era 
como alguns alcoólatras que, na ausência de 
bebidas legais, começam a despejar perfume pela 
goela. 
Controlei-me. Telefonei para casa - de um 
telefone fixo, entenda - e pedi, com um último 
fôlego, que me lessem as novidades do bicho. 
Nenhuma delas era urgente, sequer interessante. 
Mas o corpo sossegou e mergulhou naquele 
estranho torpor que Thomas de Quincey relatou 
nas suas "Confissõesde um Comedor de Ópio". 
Como se chegou até aqui? 
Verdade: o tédio sempre foi o grande terror dos 
homens modernos. Ter no bolso um aparelho que 
garante distração permanente é a melhor forma de 
afastar o fantasma. 
 
 
Acontece que o tédio tem as suas vantagens. O 
filósofo Mark Kingwell tem escrito sobre a matéria e 
em artigo primoroso para a "Literary Review of 
Canada", sintomaticamente intitulado "In Praise of 
Boredom", o autor socorre-se de pensadores 
canônicos - como Schopenhauer ou Heidegger- 
para relembrar a importância do dito-cujo. 
Só o tédio, escreve ele, é capaz de sinalizar a 
existência de um problema entre nós e o mundo. O 
tédio é a "suspensão da suspensão" em que 
vivemos - uma forma terapêutica, e até brutal, de 
olharmos para a realidade sem fugas. E de agirmos 
em conformidade. 
Quando abolimos o tédio, e o "dom da escuta" 
que só ele oferece, desaparece uma parte da 
nossa humanidade - aquela parte que reflete, 
imagina ou cria. E que problematiza, critica, 
propõe. 
No futuro, não será apenas a audiência que 
estará mergulhada nos ecrãs dos smartphones. 
Também suspeito que os próprios conferencistas, 
privados de pensar e sem nada para dizer, terão o 
mesmo comportamento. 
Imagino um encontro de silêncios, onde todos os 
presentes estarão ausentes - e só o homem 
entediado terá chance de salvação. 
(COUTINHO, João Pereira. Só o homem entediado terá 
chance de salvação num futuro de smartphones. 
Disponível em: <http://www1. folha. uol.com. 
br/colunas/joaopereiracoutinho /2017/06/1897093-so-o-
homem-entediado-tera-chance-desalvacao-num-futuro-
de-smartphones.shtml>. Acessado em: 10jul. 2017.) 
 
06) A respeito da progressão textual, é correto afirmar 
que: 
A) nos parágrafos 6 a 10, o autor analisa a compulsão 
pelo uso de smartphones, usando o recurso 
argumentativo da analogia - a narrativa de sua 
experiência de privação. 
B) o 5º parágrafo marca uma mudança de ponto de 
vista em relação ao tema, já que o autor faz uma 
revelação Importante: prefere o smartphone ao velho 
e bom cochilo. 
C) os nomes dos filósofos são usados, no 12º 
parágrafo, para reafirmar o poder dos smartphones 
em ativar nossa reflexão, imaginação, criatividade e 
capacidade crítica. 
D) a conclusão do texto, nos dois últimos parágrafos, 
é de que não haverá salvação para ninguém - já que 
os conferencistas também mergulharão nos ecrãs 
dos smartphones. 
E) do 1º ao 4º parágrafo, o autor se concentra no 
passado para imaginar como seriam as conferências 
antigamente; falando sobre o presente a partir do 6º 
parágrafo. 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 5
 
07) Leia o trecho a seguir. 
"[ ... ]lançando raios homéricos sobre a nefasta 
tecnologia." (4º§) 
Assinale a opção em que os termos substituem, 
respectivamente, as palavras sublinhadas no 
trecho acima, sem prejuízo de sentido. 
A) fantásticos / danosa 
B) prosaicos / irrelevante 
C) caprichosos / sinistra 
D) poéticos / extraordinária 
E) incomuns / estupefaciente 
 
 
08) Observe: 
 
 
Assinale a alternativa em que a frase preenche 
corretamente o balão da fala da personagem no 
primeiro quadrinho, em conformidade com a 
norma-padrão da língua portuguesa. 
A) Irmão Hagar deponha sua espada e pega esta 
pena. 
B) Irmão Hagar deponha sua espada e pegue 
aquela pena. 
C) Irmão Hagar, deponha sua espada e pegue 
essa pena. 
D) Irmão Hagar deponha sua espada e pega essa 
pena. 
E) Irmão Hagar, deponha sua espada e pegue esta 
pena. 
 
 
 
 
Tema: Marinha do Brasil: decisiva no 
passado, pronta para o futuro 
 
 
09) Leia o texto: 
No século III, o matemático grego Diofante 
idealizou as seguintes notações das potências: 
x - para expressar a primeira potência 
xx - para expressar a segunda potência 
xxx - para expressar a terceira potência 
No século XVII, o pensador e matemático 
francês René Descartes (1596-1650) introduziu as 
notações x, x2, x3 para potências, notações essas 
que usamos até hoje. 
Fonte: GIOVANNI; CASTRUCCI; GIOVANNI JR. 
A conquista da matemática. 8 ed. São Paulo: 
FTD, 2002. 
Analise as igualdades abaixo: 
I)   1612443 yxyx  
II)   1435 000  
III)     354444 1010   
IV) 2
34
1
2
12
0
0



 
Assinale a alternativa correta. 
A) Apenas as igualdades I e II são verdadeiras. 
B) Apenas as igualdades I, III e IV são verdadeiras. 
C) Apenas as igualdades II e IV são verdadeiras. 
D) Apenas a igualdade IV é verdadeira. 
E) Todas as igualdades são verdadeiras. 
 
10) A soma S das áreas das faces de um tetraedro 
regular em função de sua aresta é: 
A) a2. 
B) 
1
22 a2. 
C) 
1
23 a2. 
D) 4 a2. 
E) 
1
25 a2. 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 6
 
11) Três ingleses, quatro americanos e cinco 
franceses serão dispostos em fila (dispostos em 
linha reta) de modo que as pessoas de mesma 
nacionalidade estejam sempre juntas. De quantas 
maneiras distintas a fila poderá ser formada de 
modo que o primeiro da fila seja um francês? 
A) 60 
B) 120 
C) 1440 
D) 17280 
E) 34560 
 
12) Em um poliedro convexo, o número de arestas 
excede o número de faces em 18. O número de 
vértices desse poliedro é: 
A) 10 
B) 20 
C) 24 
D) 30 
E) 32 
 
13) Um cilindro circular reto possui diâmetro AB de 
4cm e altura AA’ de 10cm. O plano α, perpendicular 
à seção meridiana ABA’B’ que passa pelos pontos 
B e A’ das bases, divide o cilindro em duas partes, 
conforme ilustra a imagem. 
 
 
 
O volume da parte do cilindro compreendida entre 
o plano α e a base inferior, em centímetros cúbicos 
é igual a: 
A) 8 
B) 12 
C) 16 
D) 20 
E) 32 
 
14) O triângulo MNP é tal que ângulo M = 80° e 
ângulo P=60°. A medida do ângulo formado pela 
bissetriz do ângulo interno N com a bissetriz do 
ângulo externo P é: 
A) 20° 
B) 30° 
C) 40° 
D) 50° 
E) 60° 
 
15) A altura de um triângulo equilátero de lado 4 é 
igual ao lado de um quadrado cuja área será igual 
a: 
A) 4 
B) 6 
C) 12 
D) 32 
E) 34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 7
 
16) Observe a imagem abaixo e responda 
 
 
Navio Inglês da Guerra dos Cem Anos 
 
Durante a Idade Média os navios que seriam 
empregados em operações militares recebiam 
adaptações como as vistas acima, na forma de 
estruturas, chamadas castelos, na proa e popa do 
navio. 
Isso se dava devido ao fato de: 
A) o advento da artilharia ter transformado a guerra 
naval na Idade Média, tornado necessário o uso de 
castelos de proa e popa como bases para a 
artilharia embarcada. 
B) a tática naval da Idade Média, mesmo para 
navios a pano, como era o caso dos que 
navegavam no Atlântico, era a abordagem. As 
manobras eram no sentido de aproximar os navios 
para permitir essa abordagem. 
C) o emprego do fogo grego ter se disseminado por 
toda a Europa durante a baixa Idade Média, 
tornando necessário o emprego dos castelos para 
alojar os lançadores de chamas. 
D) a guerra dos Cem Anos ter sido estritamente 
terrestre. Os castelos de proa e de popa eram 
apenas instalações que visavam criar mais espaço 
no navio para o transporte militar, não tendo 
nenhum uso militar além desse. 
E) que muitas das cidades do litoral da França 
eram protegidas com muralhas e os castelos de 
popa e proa servia como armas de cerco, 
facilitando o ataque dos ingleses. 
 
 
 
 
 
17) Leia o trecho a seguir: 
 
O braço invicto vejo com que amansa 
A dura cerviz bárbara insolente, 
Instruindo na Fé, dando esperança 
Do bem que sempre dura e é presente; 
Eu vejo c`o rigor da tesa lança 
Acossar o Francês, impaciente 
De lhe ver alcançar uma vitória 
Tão capaz e tão digna de memória. 
 
Estes versos de Bento Teixeira, escritos em 1601, 
apresentam dois enormes desafios aos 
portugueses que iniciavam a ocupação e conquista 
do Nortedo futuro Brasil na virada do século XVI 
para o XVII. 
Marque a alternativa correta sobre a importância 
estratégica da força naval luso-brasileira nessa 
empreitada. 
A) as forças navais foram empregadas mediante o 
exercício da violência a fim de expulsar os 
invasores estrangeiros; contribuiu para ocupação 
efetiva do território, através, por exemplo, da flotilha 
de embarcações na Amazônia e no controle dos 
indígenas na chamada guerra justa. 
B) a principal contribuição da força naval foi a 
criação de colônias militares, conforme o modelo 
europeu, para garantir a soberania portuguesa 
mediante ocupação do território com fortalezas 
militares abastecidas por aldeamentos indígenas. 
C) as forças navais foram fundamentais, 
exclusivamente, para expulsão dos invasores que 
ameaçavam a integridade territorial da colônia, 
empregando fogo naval e garantindo a proteção do 
comércio e do tráfico de escravos. 
D) as forças navais foram relevantes para a 
organização da estrutura administrativa do império 
ultramarino português no Brasil, mediante emprego 
das seguintes expedições: Expedição de 
Exploração; Expedição Guarda-Costa e Expedição 
de Colonização. 
E) as forças navais garantiram a ocupação efetiva 
do território devido ao seu papel no 
estabelecimento de vias de comunicação internas 
na colônia, garantindo a comunicação do centro de 
poder com o norte por meio do mar e das bacias 
hidrográficas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 8
 
18) “Sitiada ainda diversas vezes no correr dos 
séculos seguintes por árabes e turcos, 
Constantinopla sustentou a luta e permaneceu fora 
do alcance dos estrangeiros que pretendiam 
dominá-la. Ela, contudo, que salvara a civilização 
cristã do Ocidente, obstando o avanço de seus 
inimigos, veio a ser, por ironia da História, pilhada 
barbaramente pela quarta cruzada (cristã), de 
1204.” 
(Fatos da História Naval p.38) 
Constantinopla sobreviveu aos avanços 
muçulmanos até 1453, quando foi dominada pelos 
Turcos Otomanos, num episódio que é 
considerado, pela maioria dos historiadores, como 
a marca da passagem da Idade Média para a Idade 
Moderna. Apesar de decadente, o Império 
Bizantino e sua capital Constantinopla 
sobreviveram aos avanços muçulmanos devido 
ao/a: 
A) O fogo grego, surgido em 677, permitiu que as 
forças navais Bizantinas resistissem aos avanços 
dos árabes, que sofreram derrota naval no mar de 
Mármara. 
B) Superioridade de suas forças terrestres que 
derrotaram repetidamente os muçulmanos em 
combates na península da Anatólia. 
C) A vitória na batalha naval de Lepanto em 1371, 
que garantiu uma longa sobrevida aos Bizantinos, 
uma vez que neutralizou, por mais de cem anos, o 
poder naval otomano. 
D) O desenvolvimento da artilharia naval pelos 
Bizantinos fez da sua marinha de guerra uma força 
naval superior às forças muçulmanas que 
desconheciam completamente a pólvora e a 
artilharia. 
E) A vitória na batalha de Manzikert, em 1071, fez 
com que os bizantinos enfraquecessem em muito 
as forças terrestres turcas que somente no século 
XV conseguiram conquistar Constantinopla. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19) Leia o texto a seguir: 
“9 de julho – 1648. Por uma carta desta data, 
dos governadores holandeses no Recife, sabe-se 
que eles fizeram sair para cruzar nas águas da 
Bahia a esquadra do Almirante de Witte. Com essa 
esquadra, sustentaram renhido e desigual 
combate, diante da barra da Bahia, depois de 27 de 
julho, os galeões portugueses Rosário e São 
Bartolomeu, pertencentes à esquadra de Luís da 
Silva Teles. O São Bartolomeu foi tomado após 
heroica resistência, tendo-se metido entre os 
navios inimigos para socorrer o Rosário. Este 
último, já desmantelado, sofreu a abordagem dos 
navios Gysseling, em que estava o Vice-Almirante 
Mathys Gielinsen e Utrecht, Capitão Jacob Pouwell. 
O comandante do Rosário, vendo-se perdido, 
mandou lançar fogo ao paiol: o seu navio voou em 
pedaços, e os dois holandeses foram a pique”. 
Fonte: MAIA, João Prado. A Marinha de Guerra 
do Brasil na colônia e no Império. Rio de 
Janeiro: Livraria José Olimpio Editora, 1965, p. 
25. 
Os holandeses permaneceram em Pernambuco 
durante 24 anos, constituindo a sua expulsão 
definitiva uma página de ação nativista durante a 
chamada Insurreição Pernambucana. 
Marque a alternativa INCORRETA sobre o 
emprego da força naval, a partir de 1640. 
A) Em 9 de setembro de 1645, travou-se nas 
costas de Pernambuco o combate naval de 
Tamandaré entre a esquadra portuguesa de Serrão 
Paiva contra a esquadra do Almirante Lichthardt. 
B) Em janeiro de 1654, apresentou-se no porto 
uma poderosa frota luso-espanhola de 52 navios, 
sob o comando de D. Fadrique de Toledo Osório, 
que, bloqueando a esquadra holandesa, aniquilou-
a e tomou posse de Recife definitivamente. 
C) A Armada de Socorro do Brasil foi organizada 
com o propósito de expulsar os holandeses de 
Itaparica e proteger a cidade de Salvador contra a 
esquadra holandesa. 
D) A Jornada dos Galeões foi uma tentativa de 
rendição dos holandeses mediante o emprego da 
persuasão naval, ou seja, a demonstração do 
poder bélico dos navios a fim de modificar a atitude 
dos inimigos. 
E) A expedição naval liderada por Salvador Correia 
de Sá foi relevante para expulsão dos holandeses 
de Angola e o retorno da atividade do tráfico de 
escravos para o abastecimento da lavoura 
canavieira. 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 9
 
20) Foi uma batalha travada entre as Forças da 
Liga Santa, formada por Espanha, Veneza, Estado 
Pontifício (Papado) e o Ordem dos Cavaleiros de 
Malta contra os Turco-Otomanos. 
A batalha descrita acima, travada em 7 de 
setembro de 1571, entrou para a história como a 
batalha naval de: 
A) Navarino. Última batalha naval travada somente 
com navios a vela, no contexto da luta dos turcos 
contra a Grécia, apoiada pela Santa Aliança. 
B) Lepanto. Primeira grande vitória naval europeia 
sobre os Turco-Otomanos desde a conquista de 
Constantinopla em 1453. 
C) Navarino. Vitória Muçulmana sobre a Liga Santa 
e última batalha naval travada com galeras. 
D) Lepanto. Vitória da Liga Santa sobre os Turco-
Otomanos, e última grande batalha naval travada 
com navios a remo. 
E) Lissa. Última batalha naval na qual a tática do 
abalroamento foi utilizada, antes de ser 
definitivamente abandonada em razão do 
desenvolvimento da artilharia. 
 
21) A Batalha de Lepanto travada em 1571, junto à 
Península Helênica, que resultou na vitória dos 
cristãos sobre os mouros, destacou-se por ter sido: 
A) das poucas ações navais importantes sem estar 
ligada a alguma campanha terrestre. Foi o caso 
das batalhas navais da guerra entre Inglaterra e 
Holanda no século XVII, de objetivos puramente 
marítimos. 
B) empregado pela primeira vez o “fogo grego” que 
era uma mistura altamente inflamável de enxofre e 
salitre usado pelos bizantinos contra os árabes. 
C) utilizada a estratégia do corvo que era uma 
prancha com um gancho em forma de bico de 
corvo empregada para abordar os navios turcos. 
D) foi a última operação militar travada por 
esquadras formadas de navios veleiros, um 
importante marco na história do desenvolvimento 
tecnológico naval. 
E) usado com sucesso o moitão de escota que era 
uma arma similar ao esporão e foi usada com 
sucesso pelos cristãos contra os turcos no litoral da 
Ásia Menor. 
 
 
 
 
 
 
 
22) Leia o texto a seguir: 
“A expansão geográfica foi o principal 
acontecimento do século XVII. Compreendeu a 
conquista do litoral nordestino e da foz do 
Amazonas e sua bacia, a penetração pelos sertões 
nordestinos, a descida de colonos vicentinos até 
Laguna, as incursões dos bandeirantes às regiões 
dos rios Paraná e das Velhas e até ações com 
traços de epopeia, como o périplo de Antônio 
Raposo Tavares que abrangeu o interior de São 
Paulo ao Pará”. 
Fonte: WEHLING, Arno. WEHLING, Maria JoséC. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 1994, p. 110. 
Em 1750, os reinos de Portugal e da Espanha 
firmaram um tratado de limites e fronteiras 
conhecido como Tratado de Madri. 
Sobre esse acordo, são feitas as seguintes 
afirmativas: 
I. No geral, fundamentou-se no princípio 
jurídico internacional de uti possidetis, ou 
seja, a monarquia, que, devido à ocupação 
feita pelos seus súditos, possuía de fato os 
territórios, deveria possuí-los também de 
direito. 
II. Estabeleceu que Portugal deveria 
entregar à Espanha a Colônia do Santíssimo 
Sacramento, recebendo, a título de 
compensação da Espanha, os Sete Povos 
das Missões. 
III. Provocou a Guerra Guaranítica (1754-
1756), quando os índios das Missões 
enfrentaram os exércitos reunidos de 
Portugal e Espanha. 
Assinale a alternativa correta. 
A) Somente a afirmativa I está correta. 
B) Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
C) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
D) Somente a afirmativa II está correta. 
E) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 10
 
23) “Com o primeiro choque do petróleo, ocorrido 
no final de 1973, vários países incentivaram 
pesquisas para o desenvolvimento de energias 
alternativas. O Brasil realizou, certamente, a maior 
experiência mundial na produção e na utilização de 
energia provinda de combustíveis derivados da 
biomassa.” 
(Extraído de Decifrando a Terra, USP, 2000.) 
O texto refere-se: 
A) à descoberta em 1976 das reservas de petróleo 
da bacia de Campos, que, situando-se em águas 
profundas, exigiam tecnologia especial para o seu 
aproveitamento. 
B) à utilização, em usinas termoelétricas, do carvão 
mineral encontrado na bacia do Paraná. 
C) ao aproveitamento da energia eólica, que se 
tornou viável economicamente, após 1970, com o 
desenvolvimento de geradores de alta eficiência. 
D) à utilização do álcool produzido a partir da cana-
de-açúcar, o que exigiu um esforço de 
desenvolvimento tecnológico para adaptar os 
veículos automotores ao novo combustível. 
E) ao desenvolvimento do projeto nuclear 
brasileiro, iniciado em 1976 com o acordo 
Brasil−Alemanha, que produziria energia térmica a 
partir da fissão nuclear. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24) O processo de industrialização pode ser 
considerado um dos principais propulsores da 
modernização das sociedades. Sobre isso, é 
importante ressaltar que as dinâmicas industriais 
passaram por diferentes etapas até se 
configurarem da maneira como as conhecemos 
atualmente. ] 
Acerca dessas etapas, pode-se afirmar que: 
A) Primeira Revolução Industrial: foi a primeira 
etapa do processo de industrialização, ocorrida 
entre meados do século XVIII e final do século XIX. 
O Reino Unido era considerado a grande potência 
industrial e as técnicas industriais, quando 
comparadas ao que conhecemos hoje, eram 
simples. Predominavam questões acerca da 
máquina a vapor, da indústria têxtil e do carvão 
mineral como fonte de energia. As empresas da 
época, em sua maioria, eram de pequeno ou médio 
porte e davam forma ao contexto do 
keynesianismo. 
B) Segunda Revolução Industrial: teve início a 
partir das últimas décadas do século XIX. Aos 
poucos, o Reino Unido foi cedendo seu lugar de 
liderança a países como Estados Unidos, que 
apresentavam economias mais dinâmicas. Foi uma 
fase marcada pelas mudanças técnicas e 
tecnológicas relacionadas ao surgimento da 
eletricidade e à utilização do petróleo como fontes 
de energia. Muitas empresas passaram por 
processos de expansão enquanto o capitalismo 
monopolista passou a se fortalecer. Neste contexto, 
emergiu o Toyotismo. 
C) Terceira Revolução Industrial: também 
conhecida como Revolução Técnico-científico-
informacional, iniciou-se em meados do século XX. 
É uma fase marcada pelo avanço dos 
conhecimentos e das tecnologias que envolvem as 
dinâmicas industriais. Destacam-se, nesta fase, a 
informática, a robótica, a biotecnologia, entre 
outros. 
D) Terceira Revolução Industrial: marcada pela 
inserção de robôs e computadores no processo 
produtivo, que ao automatizarem os processos 
industriais eliminaram o trabalho humano das 
fábricas. 
E) Terceira Revolução Industrial: marcada por uma 
maior autonomia da ciência em relação à técnica, 
já que a primeira torna-se mais independente da 
produção industrial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 11
 
25) Observe a figura: 
 
 
 
Na perspectiva do Clube de Roma, é correto 
afirmar que: 
A) o derretimento parcial das calotas polares e o 
aumento do nível dos mares poderiam provocar 
inundações devastadoras com maior impacto nas 
populações do continente africano. 
B) o aumento da população repercute em um 
aumento do consumo e da pressão sobre os 
recursos ambientais, resultando em impactos cada 
vez maiores. 
C) o crescimento econômico dos países garante os 
padrões necessários ao desenvolvimento 
sustentável, assegurando a todos os habitantes da 
Terra as mesmas oportunidades. 
D) a principal ameaça ao ambiente global é o 
crescimento da população dos países emergentes 
que alcançaram os padrões de produção e de 
consumo vigentes nos países ricos. 
E) o planeta Terra é um sistema infinito de recursos 
naturais, desde que seja gerenciado globalmente 
pela Organização das Nações Unidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26) Nos dias atuais, existe uma verdadeira marcha 
da urbanização. Se, em 1940, apenas 30% da 
população total do país vivia em cidades, em 2007 
essa porcentagem avança para 83% (PNAD/IBGE 
2007 – ano-base 2006), o que significa dizer que 8 
em cada 10 brasileiros vivem em núcleos 
urbanos. Entretanto, essa população vem 
apresentando novas tendências. Em seus fluxos 
migratórios, ocorre um “reforço da metropolização 
juntamente com uma espécie de 
desmetropolização”. 
(Santos, 1993) 
Analise as afirmações que seguem. 
I. A população urbana, em grande parte, 
concentra-se no Sudeste do país, em 
especial nas metrópoles de São Paulo e Rio 
de Janeiro. 
II. Concomitantemente à permanência do 
peso acentuado das metrópoles, ocorre a 
desconcentração ou repartição de atividades 
entre as metrópoles e outros núcleos 
urbanos. 
III. Os novos fluxos migratórios representam 
na atualidade uma nova onda do êxodo 
rural, o qual interfere diretamente na 
proliferação de metrópoles no país. 
IV. A emergência e a consolidação das 
cidades médias brasileiras acabam 
atestando a desconcentração das atividades 
produtivas, o que evidencia uma nova 
divisão territorial do trabalho no país. 
V. A desmetropolização aponta o fato de que 
as metrópoles perdem importância na 
economia local e global. 
Assinale a alternativa que reúne apenas os itens 
relacionados à dinâmica da urbanização brasileira 
na atualidade. 
A) I, II e III. 
B) I, III e V. 
C) I, II e IV. 
D) II, IV e V. 
E) III, IV e V. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 12
 
27) “A estrutura energética insere-se diretamente 
no campo da economia e da geopolítica: a 
produção industrial, os sistemas de transportes, de 
segurança, de saúde, de educação, de lazer, o 
comércio, a agricultura, todo o funcionamento do 
país, enfim, depende de disponibilidade de 
energia...” 
(Sene, Eustáquio de, Moreira, João Carlos - 
Geografia geral e do Brasil). 
Assinale a opção correta em relação as fontes de 
energia utilizadas mundial: 
A) A expansão do consumo mundial de petróleo 
levou grandes empresas, conhecidas como as 
“sete irmãs”, a formarem um cartel que passou a 
dividir o planeta em áreas de influência, através do 
controle da extração, transporte, refino e 
distribuição dessa fonte de energia. 
B) A primeira crise do petróleo ocorreu com a 
eclosão da guerra Irã e Iraque, em 1973, levando 
apreensão aos paísesimportadores, em função do 
aumento do preço do barril à cifras astronômicas. 
C) O carvão mineral ocupa grande destaque nas 
economias dos países ditos subdesenvolvidos, pois 
estes são grandes produtores e possuidores de 
condições naturais favoráveis. 
D) Há países como França, Alemanha, Suécia, 
Brasil, Índia e Estados Unidos, onde as usinas 
nucleares vem crescendo devido ao esgotamento 
da produção hidrelétrica 
E) A termeletricidade torna-se uma opção aos 
países deficientes em combustíveis fósseis, por 
requerer investimentos menores que a de uma 
hidrelétrica e produzir baixo impacto ambiental. 
D) Segunda revolução industrial / capital público 
estatal / políticas de aliança entre blocos 
econômicos. 
E) Quarta revolução industrial / capital 
multinacional / políticas de expansão geopolítica 
dos países desenvolvidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28) Nas últimas décadas, o setor do trabalho 
assalariado nas regiões da tríade [Estados Unidos, 
Europa Ocidental e Japão] contraiu-se de modo 
significativo. A redução da renda do trabalhador 
dependente atingiu no decorrer dos últimos anos 
todos os segmentos da classe operária, incluindo o 
assim chamado núcleo ocupacional da grande 
indústria. Um quarto de todos os que são obrigados 
ao trabalho dependente não consegue mais manter 
o próprio padrão de vida além do nível de pobreza, 
mesmo com horas e mais horas extras. 
ROTH, Karl Heinz. Crise global, proletarização 
global, contraperspectivas. In: FUMAGALLI, A; 
MEZZADRA, S. (Orgs.) A crise da economia 
global: mercados financeiros, lutas sociais e 
novos cenários políticos. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 2011. p. 269-320. 
Adaptado. 
O fragmento refere-se às alterações ocorridas na 
atualidade no mundo do trabalho nas regiões da 
tríade. 
Nesse contexto, um fator que contribui diretamente 
para essas mudanças é a(o): 
A) incremento da atuação da Organização 
Internacional do Trabalho no combate às atividades 
trabalhistas informais 
B) ampliação do desemprego de nativos na zona 
do euro devido ao intenso fluxo de imigrantes nos 
últimos anos. 
C) transferência de postos de trabalho dos países 
centrais para os periféricos com o intuito de atenuar 
custos de produção. 
D) decréscimo da produção industrial do país mais 
desenvolvido da Europa, impactando as 
contratações nos demais continentes. 
E) adoção pela China dos moldes nipônicos de 
produção, culminando na liberação de mão de obra 
nos grandes centros industriais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SIMULADO 2 – QAA/AFN 2020 – CURSO ASCENSÃO 
SIMULADO 2 QAA/AFN – 2020 13
 
29) Sobre a questão ambiental, analise as 
proposições a seguir: 
I. A Primeira Conferência Mundial sobre o 
Homem e o Meio Ambiente realizada em 
Estocolmo teve como resultado expressivo a 
elaboração do documento Carta da Terra; 
II. Com o objetivo de recuperação e 
conservação ambiental, a Agenda 21 foi 
responsável pelas criações das Convenções 
sobre Mudanças Climáticas, da 
Biodiversidade e da Desertificação; 
III. Durante a Rio-92 ou Eco-92, os 
representantes de vários países criaram a 
Comissão das Partes (COP), órgão 
colegiado que discute acordos ambientais 
sobre o clima. Em 2009, a COP-15, foi 
realizada em Copenhague, na Suécia; 
IV. O Painel Intergovernamental sobre 
Mudanças Climáticas (IPCC) foi a instituição 
responsável pela criação do Protocolo de 
Kioto e visa emitir relatórios sobre a ação 
antrópica no meio ambiente; 
V. A expressão desenvolvimento 
sustentável, que busca conciliar 
desenvolvimento econômico e conservação 
ambiental, passou a ser empregada em 
documentos oficiais, a partir da divulgação 
do estudo Nosso Futuro Comum ou 
Relatório Brundland. 
Estão CORRETAS: 
A) III e IV 
B) II e V 
C) II, III, IV e V 
D) I, II, III, IV e V 
E) II, III e IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30) Leia os textos: 
[...] Com o colapso da URSS, a experiência do 
socialismo realmente existente chegou ao fim [...] 
mesmo onde os regimes comunistas sobreviveram 
e tiveram êxito, abandonaram a ideia de uma 
economia única, centralmente controlada e 
estatalmente planejada, baseada num Estado 
completamente coletivizado, ou uma economia de 
propriedade coletiva praticamente operando sem 
mercado [...] 
HOBSBAWN, Eric. Era dos extremos: o breve 
século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 
1995. p. 481 
[...] A queda do comunismo representou a 
fragmentação de alguns países da Cortina de 
Ferro. No final dos anos 80, com a economia em 
crise e os Estados satélites querendo abandonar o 
comunismo, as repúblicas que faziam parte da 
União Soviética começaram a caminhar para a 
separação. O colapso da URSS deu origem à 
Rússia e mais 14 nações [...] 
Jornal O Globo – edição no 27.856, ano LXXXV, de 
12 nov. de 2009, seção O Mundo, p. 35. 
Com a queda do socialismo real, o entusiasmo 
inicial, em países da antiga Cortina de Ferro, no 
sentido de recuperar sua posição no cenário 
internacional, cedeu espaço às crises, aos 
problemas como criminalidade e desemprego e à 
desconfiança constante na Rússia. A inserção da 
Rússia no novo cenário geopolítico internacional 
chama a atenção: 
A) pela manutenção do estado autoritário e 
repressor, apesar das transformações econômicas 
e sociais que incluíram a Rússia no Grupo dos 
Oito. 
B) pela sua volta ao mercado capitalista que, após 
um processo de privatização de todas as empresas 
estatais, concentrou nas mãos de grupos 
organizados importantes conglomerados 
econômicos, estabilizando o quadro político-
econômico atual. 
C) pela sua rápida modernização econômica para 
atrair o novo mercado, tornando-se um país 
tecnopolo, através da exportação de tecnologia de 
ponta e de mão de obra especializada obtidas 
através do ingresso de capitais sul-coreanos. 
D) pelo retorno aos padrões religiosos, com a 
abertura de templos ortodoxos e a expansão do 
islamismo, o que garantirá sua aproximação com a 
Opep. 
E) pelo recrudescimento de questões étnicas e 
territoriais que, sob a bandeira do nacionalismo, 
muitas vezes levaram a conflitos internos ou à 
guerra 
	SIMULADO 02 - 2020 - 00 CAPA
	SIMULADO 02 - 2020 - GERAL

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