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RESUMOS – Atividades Métodos e Técnicas de Avaliação Psicológica I
Acadêmica: Ana Beatriz de Sousa R. Silva
IFP-II:
O (IFP-II) Inventário Fatorial de Personalidade é um instrumento de avaliação da personalidade, com base na teoria das necessidades ou motivos psicológicos de Henry Murray. A versão utilizada hoje em dia é resultado da atualização dos estudos psicométricos e normas, envolvendo participantes com idades entre 14 e 86 anos, de várias regiões do Brasil. 
Tem como autores Irene F. Almeida de Sá Leme. Ivan Sant’Ana Rabelo e Gisele Aparecida da Silva Alves.
Faixa etária do público final: pessoas de ambos os sexos, com idade entre 14 e 86 anos.
Incluiu-se o IFP na bateria de testes com o intuito de coletar informações capazes de permitir o delineamento dos principais fatores de personalidade dos examinados, focalizando sobretudo suas necessidades psíquicas. O instrumento foi escolhido para cumprir essa função por privilegiar a investigação de traços acerca dos quais os sujeitos podem, teoricamente, possuir um maior conhecimento consciente. Considerou-se tal particularidade extremamente relevante diante dos objetivos propostos, uma vez que os demais testes adotados priorizavam a avaliação de aspectos mais inconscientes da personalidade.
Esta nova versão do teste IFP apresenta a exclusão de alguns fatores e itens e, assim, o questionário passa a ser composto por 100 frases. O IFP-II pode ser utilizado em contextos de avaliação clínica, em orientação profissional/carreira, em contexto organizacional, entre outros onde se faz necessária a avaliação de personalidade. 
O Inventário Fatorial de Personalidade (IFP-II) tem por objetivo traçar o perfil de personalidade do indivíduo, com base em 13 necessidades ou motivos psicológicos: Assistência, Intracepção, Afago, Autonomia, Deferência, Afiliação, Dominância, Desempenho, Exibição, Agressão, Ordem, Persistência e Mudança. Avalia também os Fatores de segunda ordem: Necessidades afetivas; Necessidades de organização; e Necessidade de controle e oposição.
O instrumento visa especificamente à investigação de 15 necessidades ou dimensões da personalidade, como se vê no Quadro 2, e tem como fundamento as contribuições teóricas de Murray (1959). O IFP possui uma subescala de validade, que permite verificar se os itens foram respondidos devidamente, e uma escala de desejabilidade social, que indica se o examinado tentou se apresentar conforme os desejos de outras pessoas (Pasquali et al., 1997).
REFERÊNCIAS
Almeida, A. C. (1998). Avaliação psicológica e qualidade de vida de pacientes submetidos ao transplante de medula óssea. Dissertação de mestrado, Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Curso de Pós-Graduação em Psicologia.
PASQUALI, L.; AZEVEDO, M. M. & GHESTI, I. (1997) Inventário Fatoria de Personalidade: manual técnico e de aplicação. São Paulo: Casa do Psicólogo.
HTP:
O HTP (do inglês, house, tree, person) foi criado por John N. Buck, em 1948, e tem como objetivo compreender aspectos da personalidade do indivíduo bem como a forma deste indivíduo interagir com as pessoas e com o ambiente.
O criador do HTP, John N. Buck (1948) percebeu por meio de sua experiência clínica que o tema Casa-Árvore- Pessoa são conceitos familiares mesmo para as crianças bem pequenas; portanto mais facilmente aceitos para serem desenhados por sujeitos de todas as idades. Estimulam verbalizações mais francas e abertas do que outros temas. Descobriu-se que apesar de casas, árvores e pessoas poderem ser desenhadas em quase uma infinita variedade de modos, um sistema de avaliação quantitativa e qualitativa pode ser esquematizado para extrair informações úteis relativas ao nível da função intelectual e emocional do sujeito.
O HTP é uma técnica de desenhos basicamente não-verbal, que pode ser aplicada tanto em crianças, adolescentes e adultos como também em deficientes mentais/intelectuais, pessoas sem escolaridade, estrangeiros que não dominam plenamente o idioma, mudos, tímidos (retraídos) e nos que são bloqueados emocionalmente na área verbal.
Faixa etária do público final: crianças e adultos, com idade a partir dos 8 anos.
Forma de aplicação: individual, sem limite de tempo, sendo que a maioria das aplicações leva em média de 30 a 90 minutos. Os desenhos devem ser executados na seguinte ordem: CASA, ÁRVORE, FIGURA HUMANA, FIGURA HUMANA DO SEXO OPOSTO AO DA PRIMEIRA DESENHADA. Segundo E. Hammer, a manutenção dessa ordem proporciona uma gradual introdução do examinando na tarefa de desenhar, levando-o gradativamente aos temas mais difíceis do desenho. O examinador é levado do autorretrato mais neutro (CASA) ao de maior implicação afetiva, que é o desenho da FIGUR HUMANA. Para cada desenho e oferece, ao avaliando, uma folha branca, tamanho ofício. Caso ele execute o desenho completo (como, por exemplo no desenho da FIGURA HUMANA, faça somente o rosto), deve recolher-se esse primeiro, oferecer-lhe outra folha e instruí-lo para fazer o desenho de uma pessoa completa- cabeça-tronco-braços- pernas. Caso o examinando peça permissão para usar qualquer auxílio mecânico (ex. régua), é necessário instruí-lo que o desenho deve ser feito à mão livre. Depois que a bateria acromática estiver pronta, faz-se o inquérito. O examinador recolhe os desenhos e o lápis preto, dando novas folhas e a caixa de lápis de cor – giz de cera.
O HTP investiga o fluxo da personalidade à medida que ela invade a área da criatividade artística (Hammer, 1981). A linguagem do inconsciente é fundamentalmente imaginativa e simbólica e, emerge com bastante facilidade por meio dos desenhos. Tanto a linguagem simbólica quanto o desenho alcançam níveis primitivos da personalidade, permitindo o acesso ao mundo interno. 
As atividades psicomotoras do sujeito ficam gravadas no papel. O princípio básico da interpretação dos mesmos é que a folha de papel representa o ambiente e o desenho, o próprio sujeito, e é a partir dessa interação simbolizada que são realizadas as interpretações. A página em branco sobre a qual o desenho é executado serve como um fundo no qual o paciente nos oferece um vislumbre de seu mundo interno, de seus traços e atitudes, de suas características comportamentais, das fraquezas e forças de sua personalidade, incluindo o grau em que pode mobilizar seus recursos internos para lidar com seus conflitos psicodinâmicos, tanto interpessoais quanto intrapsíquicos.
REFERÊNCIAS
BUCK, J. H-T-P: casa-árvore-pessoa - técnica projetiva de desenho: manual e guia de interpretação. São Paulo: Vetor, 2003.
Di Leo, J. (1987). A interpretação do desenho infantil. (2 ed). Porto Alegre, RS: Artes Médicas.
QUATI:
O Questionário de Avaliação Tipológica (QUATI) é um teste que permite entender as inclinações comportamentais do indivíduo. Ele auxilia o profissional de gestão de pessoas a identificar a personalidade do avaliado e, assim, entender qual seu grau de desempenho em determinada tarefa. Baseado nos tipos psicológicos de Jung, é composto 6 propostas de situações cotidianas, cada uma com aproximadamente 15 pares de afirmações, em que o sujeito escolhe as que mais se aproximam de seu comportamento e anota na folha apropriada. O Questionário de Avaliação Tipológica se fundamenta nos chamados tipos psicológicos de um dos maiores nomes da Psicologia, Carl Jung. Os tipos estão divididos quanto à atitude (introvertido e extrovertido), às funções de percepção (intuição e sensação) e às funções de julgamento (pensamento e sentimento).
É possível que o perfil do indivíduo seja de introversão, tendo como as principais funções o sentimento e a intuição. Isso pode indicar, dentre outras coisas, o perfil de alguém que fica facilmente entediado com a rotina, mas que gosta de novos desafios.
O manual QUATI disponibiliza as principais características de cada um dos 16 tipos psicológicos, sob o ponto de vista profissional. Também é composto por seis propostas de situações do dia a dia, cada uma com aproximadamente 15 pares de afirmações. Nele, o avaliado escolhe as opções que mais se aproximamde seu comportamento.
Jung escreveu em 1921 o importante livro ‘’Tipos Psicológicos’’, que na época foi fruto de mais de 20 anos de observação e de exercício da Medicina Psiquiátrica e da Psicologia Prática. Ele distinguiu duas formas de atitudes: a pessoa que prefere focar a sua atenção no mundo externo de fatos e pessoas (tipo denominado de extrovertido). E a pessoa que prefere focar a sua atenção e no mundo interno de representações e impressões psíquicas (tipo denominado de introvertido).
Além dos dois tipos de atitude, Jung verificou que havia uma diferença entre as pessoas de um mesmo grupo, ou seja, um introvertido poderia diferir muito de outro introvertido. E a pessoa não é o tempo todo um tipo ou outro. Ao lado das atitudes Jung estabeleceu também as funções psíquicas que juntas constituem os Tipos Psicológicos. Jung distinguiu quatro funções psíquicas: sensação, intuição, pensamento e sentimento. Existem duas maneiras através das quais percebemos as coisas - sensação e intuição - e existem outras duas, que usamos para julgarmos os fatos - pensamento e sentimento.
Faixa etária do público final: adolescentes e adultos, a partir da 8ª série do ensino fundamental.
Forma de aplicação: A aplicação do questionário do teste QUATI pode ser individual ou coletiva, não havendo tempo limite (a média de tempo para realização deste questionário é de 45 minutos). No momento de aplicação do teste o aplicador deverá observar com detalhes os seguintes elementos: ambiente de aplicação, os instrumentos e o sujeito que fez o teste.
REFERÊNCIAS
JUNG, Carl Gustav. Fundamentos de Psicologia Analítica. Petrópolis: Vozes, 1983.
ZACARIAS, José J. de Morais. Quati: questionário de avaliação tipológica. (versão II) manual. 5º Ed. São Paulo: Vetor, 2003.
ZACHARIAS, José Jorge de Morais. QUATI - Questionário de Avaliação Tipológica. Disponível em: Acesso em: 19 de maio de 2010

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