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AUDITORIA CONTÁBIL E OPERACIONAL
Aula 1: Auditoria
Apresentação
Nesta aula, serão abordados os principais aspectos relativos à auditoria, ou seja, será apresentado um conceito inicial demonstrando para que serve a técnica contábil, suas possíveis aplicações e quem são seus usuários.
Além disso, serão demonstrados os diferentes tipos de auditoria e seus campos de atuação, bem como suas especificidades, uma vez que o processo de auditoria pode ser aplicado a diferentes itens ou demonstrações; pode ter diferentes objetivos, auditados e diferentes entidades (setor público e privado).
Por fim, será dada ênfase na diferença entre o processo de auditoria interna e externa, pois ambas são complementares e importantes para os entes auditados.
Objetivos
· Identificar os principais conceitos de auditoria;
· Reconhecer os diferentes tipos de auditoria;
· Analisar para que serve a auditoria e seus campos de aplicação.
O conceito
VIDEO
A auditoria, da forma que é utilizada atualmente como ferramenta de trabalho, começou a ser empregada na Europa após a Revolução Industrial, deixando de ser uma mera ferramenta e começando a ser usada em grandes empresas.
Sendo assim, é marcada por uma data desconhecida de criação, mas passa por uma evolução apontada pelo surgimento de alguns órgãos como:
2
· 1314
Cargo de auditor do tesouro, na Inglaterra.
· 1886
Associação dos Contadores Públicos Certificados (AICPA), nos Estados Unidos.
· 1934
Security and Exchange Commission (SEC) também nos EUA, em 1934.
Saiba mais
A partir da criação da SEC a profissão assumiu importância e criou um novo estímulo para aquelas empresas que tinham valores negociados em bolsa, pois elas passaram a utilizar esses serviços para garantia de sua credibilidade.
Evolução no Brasil
VIDEO
Segundo Attie (2011), o progresso da auditoria surgiu pela necessidade de confirmação, por parte dos investidores e proprietários, quanto à realidade da empresa.
No Brasil, a evolução está ligada à instalação de multinacionais de auditoria independente, passando pela vinda de grandes empresas internacionais que necessitavam desses serviços.
Fazendo um breve histórico, do cenário brasileiro, temos:
1. Filiais e subsidiárias de firmas estrangeiras;
2. Financiamento de empresas brasileiras por entidades internacionais;
3. Crescimento de empresas brasileiras e necessidade de descentralização e diversificação de suas atividades econômicas;
4. Evolução do mercado de capitais;
5. Criação de normas de Auditoria promulgadas pelo Banco Central do Brasil, em 1972;
6. Criação da Comissão de Valores Mobiliários e da Lei da Sociedade por ações.
Dessa forma, foi possível notar que a evolução da auditoria, no Brasil, começa com a expansão das empresas e tem o seu ápice no momento de criação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) determinou que as companhias abertas observassem as normas expedidas pela CVM e que também passassem por auditoria realizada por auditores registrados na mesma Comissão.
Accountability
Silva (2012) apresenta a auditoria como um processo pautado em verificações e que, quando finalizado, terá um relatório.
Para o autor, pensando ainda de uma forma mais ampla, existe o conceito de accountability ligado à obrigação de determinado ente responder pelos recursos alocados à sua disposição, ou seja, de prestar contas, decorrente de responsabilidade delegada.
Dentro do raciocínio da accountability é preciso compreender que o Congresso delega responsabilidade para duas figuras:
· 
· Administrador Público
Baseado em lei, o administrador terá condições para aplicar os recursos de forma eficiente e eficaz. O auditor, representado pela figura do Tribunal de Contas, fará a verificação dos recursos e se eles estão sendo aplicados de acordo com a legislação e o Congresso. (SILVA, 2012)
De forma análoga, podemos considerar o conceito na empresa privada. O administrador tem a responsabilidade de gerir a empresa de forma eficiente e eficaz para otimização dos recursos e geração de lucro.
· Auditor
O auditor verifica se os recursos estão sendo utilizados de acordo com as metas e as diretrizes gerais e informa ao Conselho Administrativo. O parecer de auditoria publicado produz efeitos também junto ao mercado e aos acionistas. (SILVA, 2012, p. 5)
Campos de aplicação
Basicamente, a Auditoria possui dois campos de aplicação:
Público
Os processos de verificação estão atrelados à comprovação de ações executadas por órgãos e entidades que compõe a administração direta e indireta das três esferas do governo: municipal, estadual e federal.
Na área pública, o conceito de auditoria assume um papel importante.
Você imagina o por quê?
Porque se trata de recursos públicos, e todos os cidadãos possuem direitos e deveres sobre eles.
Neste caso, os interesses da Fazenda Nacional têm que se sobrepor às vantagens individuais.
Pode-se dizer que a auditoria está restrita ao universo contábil ou financeiro das empresas, não se preocupando diretamente com nenhuma outra forma de operação.
Privado
Atua nas empresas privadas em geral, cujo principal objetivo é o lucro.
O campo privado possui seis tipos:
Auditoria contábil
Verificação das demonstrações contábeis de uma empresa, ou determinada entidade (órgão público, por exemplo). Conceitualmente, se propõe à emissão de uma opinião formalizada e padronizada acerca da adequação das demonstrações contábeis, em decorrência da aplicação de procedimentos específicos de auditoria, baseada em normas profissionais e de maneira totalmente independente.
Auditoria operacional
Realizada com o intuito de se fazer uma avaliação tanto da eficiência quanto da eficácia das atividades operacionais que ocorrem nos processos administrativos. Esse tipo de auditoria ocorre para que haja a melhoria contínua dos processos e para que existam soluções para o processo operacional. Ele está previsto conforme a Constituição Federal de 1988, em seus artigos 70 e 71.
Entende-se que a Auditoria Operacional é uma forma de se verificar os procedimentos de acordo com o que é exigido na legislação vigente, serve também para avaliar os controles internos dos entes públicos, ou seja, se eles existem e se estão sendo efetivamente aplicados, quais suas possíveis fragilidades e abrangência e ainda poderá fazer a correção de procedimentos que sejam desnecessários, que geram custos indesejados ou ainda aqueles que podem ser aprimorados.
De forma resumida esse tipo possui os seguintes objetivos:
· identificar possíveis áreas com riscos, possibilitando aos entes a sua correção e melhoria continua;
· fazer recomendações para que haja a melhoria contínua dos processos e da gestão dos entes;
· fazer a avaliação das medidas adotadas para preservar o patrimônio em geral e também para que sejam evitados desperdícios de recursos, por erros ou fraudes;
· demonstrar a confiabilidade dos sistemas do ente sejam eles administrativos, financeiros, contábeis ou patrimoniais, isto é, deve permitir a transparência do ente auditado perante os interessados na informação;
· medir se está havendo o alcance de metas e objetivos e, caso contrário, o que está contribuindo para que isso não seja possível;
· apresentar áreas que possuem possibilidade de redução de custos ou despesas ou melhoria do desempenho;
· identificar e sugerir mudanças que auxiliem na gestão e melhoria dos processos.
Auditoria de gestão
Realizada mediante a análise de planos e diretrizes de uma empresa ou entidade para medir a eficiência da gestão, se ela está de acordo com as metas e os planos traçados. Tem como principais objetivos:
· examinar as demonstrações ou os relatórios envolvidos com o processo de tomada ou prestação das contas públicas;
· fazer o exame da documentação comprobatória de atos e fatos administrativos, apurando a sua veracidade;
· no que diz respeito a bens e valores, fazer a verificação física da real existência;
· examinar a eficiência dos controles contábeis e administrativos;
· verificar se está havendo o cumprimento da legislação pertinente à entidade ouórgão.
Auditoria de sistemas
É realizada nos sistemas de informação de determinada entidade para que sejam analisados os controles existentes a fim de minimizar os riscos e as facilidades envolvidos na área de processamento de dados. Pode-se dizer que dentro da auditoria de sistema é possível observar os seguintes objetivos:
· verificar se as informações do sistema estão apresentadas de forma correta;
· verificar se os sistemas estão fazendo o processamento de dados adequadamente;
· verificar se existe proteção dos sistemas quanto a algum tipo de fraude;
· analisar a proteção do sistema quanto a possíveis perdas com processamento de dados (problemas na parte física; cópia de segurança dos dados).
Auditoria de programas
É voltada para o exame, a avaliação, bem como a execução de programas e projetos da área governamental, visando examinar a aplicação de recursos descentralizados. Além disso, possui os seguintes objetivos principais:
· análise da realização efetiva da parte físico-financeira em detrimento de metas e objetivos estabelecidos em relação aos sistemas;
· no que diz respeito à verificação e avaliação da eficiência gerencial a auditoria de programas irá contribuir para o acompanhamento e a análise de demonstrativos e relatórios de acompanhamento;
· verificação da documentação hábil quanto à realização dos gastos, ou seja, verificará se ela existe e como se apresenta;
· exame de contratos, acordos, convênios entre outros documentos firmados entre as partes para concessão de recursos e andamento das atividades, analisando inclusive a forma legal e as diretrizes desses documentos.
Auditorias especiais
Só ocorrem em situações extraordinárias, por exemplo: o presidente da república, ou ainda ministros, prefeitos ou outras autoridades podem solicitar a verificação dos processos ou das demonstrações de determinado ente.
Na área privada/empresarial, auditorias especiais são realizadas principalmente nos seguintes casos:
· 
· apuração de fraudes;
· aquisição de empresas;
· dissolução de sociedades e
· apuração de haveres.
Auditoria Interna Versus Auditoria Externa
A auditoria interna é aquela que pode ocorrer nas instituições por determinação da Administração, uma vez que é utilizada como forma de assessoria e controle na empresa, pois aponta as possíveis fragilidades e os erros que podem ocorrer em relação aos controles internos da organização.
Outro raciocínio que pode ser aplicado à necessidade de utilização da auditoria interna é quando da expansão dos negócios. Nessa situação, o papel do administrador e do dono da entidade já não se confundem e, em muitos casos, o proprietário necessita desse tipo de auditoria para que sejam verificadas as normas e os procedimentos internos. Uma vez que esse proprietário já não pode mais supervisionar pessoalmente se estão sendo cumpridas todas suas determinações. Além disso, ela pode indicar se há algum indício de desvio ou fraude.
Saiba mais
Conheça as diferenças básicas entre a auditoria interna e a externa.
Comparativamente, é possível notar que existem muitas diferenças entre a auditoria interna e a externa, porém os seus objetivos são complementares, ou seja, os procedimentos utilizados pelas duas podem perfeitamente ser empregados de forma concomitante.
De forma ampla, Attie (2011) afirma o objetivo da auditoria como sendo o processo pelo qual o auditor se certifica da veracidade da totalidade das demonstrações contábeis auditadas, que foram preparadas pela entidade auditada.
Esse raciocínio também é válido para a auditoria interna, sendo que na externa ou independente, no final do processo há a emissão do parecer de auditoria e na auditoria interna apenas um relatório com as constatações e melhorias possíveis.
Atividade
1. Quanto às diferenças entre auditoria externa e interna, é correto afirmar:
Parte superior do formulário
a) O auditor externo não pode ter vínculo empregatício com a empresa.
b) Enquanto a auditoria externa deve ser realizada por contador com registro no CRC, o Conselho Federal de Contabilidade não exige o mesmo na auditoria interna.
c) O objetivo da auditoria externa é assistir à administração no cumprimento dos seus objetivos.
d) A auditoria externa é desenvolvida continuamente ao longo do tempo.
e) A auditoria interna é feita, necessariamente, por um empregado da empresa.
Parte inferior do formulário
FRAUDE E ERRO
VIDEO
O trabalho do auditor envolve os conceitos de fraude e erro. Vamos ver a diferença entre esses dois?
· 
· Erro
Normalmente se configura por equívocos cometidos, como por exemplo, erros matemáticos na escrituração contábil, ou ainda nas demonstrações contábeis.
Pode haver ainda erro na correta aplicação das normas contábeis (por erro de interpretação) ou interpretação errada nas variações patrimoniais.
Assim, o erro se configura, basicamente, como algo detectado pela auditoria, como um engano que uma pessoa fez ou deixou de fazer, porém sem intenção.
· Fraude
Consiste em ato consciente de se omitir algo, ou seja, há a intenção ou omissão de algo nas transações, alteração de documentos, registros ou ainda das demonstrações contábeis.
A fraude pode ser configurada também por interpretação indébita de ativos, supressão ou omissão nos registros contábeis, transações registradas sem nenhum tipo de comprovação ou com comprovação inválida, aplicação de práticas contábeis indevidas.
Assim, o erro se diferencia da fraude na Contabilidade pela intenção ou não de realizar um ato que acabe por prejudicar determinada pessoa, grupo de transações ou determinada demonstração contábil.
Organizações profissionais
O que um especialista precisa para exercer a profissão de auditor contábil no Brasil?
1. ser bacharel em Ciências Contábeis;
2. ser cadastrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM);
3. ter uma conduta ética perfeita.
Saiba mais
O auditor independente, para exercer suas atividades no âmbito do mercado de valores mobiliários, está sujeito ao registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Antes de continuar seus estudos, conheça as categorias de registro na CVM (CREPALDI, 2011)
Além disso, devem ser observados aspectos relativos a exame de qualificação técnica, manutenção de escritório legalizado e que salvaguarde os clientes e a manutenção de quadro permanente de pessoal técnico adequado ao número de clientes, no caso do registro de auditor na forma de pessoa jurídica.
Outros órgãos relacionados à profissão
· 
· IBRACON
Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes
É constituído como pessoa jurídica sem fins lucrativos. Anteriormente, era conhecido como Instituto dos Contadores Públicos do Brasil. Possui como objetivos auxiliar a fixação de princípios de Contabilidade e a elaboração de normas e procedimentos relacionados com a auditoria e a perícia contábil.
· AUDIBRA
Instituto do Auditores Internos do Brasil
É uma entidade civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 com o objetivo principal de promover o desenvolvimento da auditoria interna. Desde 1998, o Instituto é filiado ao IIA (Institute of Internal Auditors), entidade que se tornou internacional em 2002.
Atividade
2. A finalidade básica da auditoria é encontrar erros e fraudes nos demonstrativos contábeis examinados.
Parte superior do formulário
a) Certo.
b) Errado.
Parte inferior do formulário
Testes de auditoria
Segundo Crepaldi (2011), o principal objetivo do auditor é emitir opinião sobre as demonstrações financeiras examinadas.
Mas o que é necessário para que ele atinja este objetivo?
Planejar adequadamente o seu trabalho, avaliar o sistema de controle interno da empresa e proceder à revisão analítica das contas. Desta forma, os testes em auditoria configuram o processo pelo qual o auditor reúne elementos comprobatórios para suportar sua opinião.
De forma bastante comum são utilizados dois tipos de testes (CREPALDI, 2011):
· 
· De observância
São procedimentos empregados pelo auditor, a fim de determinar se estão sendo cumpridos, de forma correta, certos procedimentos de controle interno estabelecidos pela empresa.
· Substantivos
Sãoempregados pelo auditor com a finalidade de obter provas suficientes e convincentes sobre transações, saldos e demonstrações financeiras.
Atenção
Os procedimentos de auditoria deverão ser aplicados em função da complexidade e do volume das transações, por meio de provas seletivas, testes e amostragens, cabendo ao auditor, com base no risco, determinar a amplitude desses testes.
Dentro da auditoria, o equilíbrio é alcançado mediante a combinação de testes de observância e dos testes substantivos, dependendo de fatores como se os controles internos são fortes ou não, e o tamanho da amostragem, que depende largamente desses controles internos.
Crepaldi (2011) especifica que, nos testes de observância e substantivos, o auditor deve fazer:
· Observação
Acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução.
· Investigação e confirmação
Obtenção de informações junto a pessoas ou entidades que conhecem a transação, podendo ser dentro ou fora da entidade.
· Cálculo
Conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios, registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias.
· Revisão analítica
Verificação do comportamento de valores significantes, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vista à identificação de situação ou tendências que possam ser atípicas.
· Inspeção
Exame de registros, documentos e ativos tangíveis.
Atividades
3. No conceito normatizado de auditoria no setor público, encontram-se diversos elementos elucidativos de sua abrangência e limitação. No que se refere ao estabelecimento desse conceito, julgue o item seguinte.
Comprovar a legalidade e a legitimidade dos atos administrativos, bem como proceder à análise das demonstrações contábeis, faz parte dos pressupostos fundamentais da auditoria governamental.
Parte superior do formulário
a) Certo.
b) Errado.
Parte inferior do formulário
4. Assinale a alternativa que completa corretamente a frase abaixo sobre o objetivo da auditoria das demonstrações contábeis.
O objetivo da auditoria é:
Parte superior do formulário
a) Atender às exigências emanadas do conselho de administração da entidade.
b) Verificar se as demonstrações contábeis atendem aos requisitos da SOX.
c) Aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários.
d) Formular uma opinião a respeito dos controles internos atenderem à metodologia COSO.
e) Formular uma opinião a respeito das demonstrações financeiras terem sido elaboradas conforme os princípios contábeis definidos pelo IFAC.
Aula 2: Normas de Auditoria e Ética do Profissional
Auditoria contábil
Você sabe de quem é a competência pela sua prática?
Perez Júnior (2012) relata que é exclusiva do contador.
Para que o profissional possa executar o exame das demonstrações financeiras de capital aberto, é necessário que possuas duas coisas:
1. Registrado na CVM;
2. Registrado no Conselho Federal de Contabilidade.
De acordo com Attie (2011), as normas de auditoria:
São diferentes dos procedimentos, uma vez que se relacionam com as ações a serem praticadas.
Tratam das medidas de qualidade da execução dessas ações e dos objetivos a serem alcançados mediante procedimentos.
Dizem respeito não somente às qualidades profissionais do auditor, mas também à sua avaliação pessoal pelo exame efetuado e do relatório emitido.
Segundo Araújo:
As normas de auditoria são regras ou parâmetros que o auditor deve respeitar em relação aos objetivos a serem alcançados, aos procedimentos e técnicas de auditoria utilizados, aos relatórios que devem ser elaborados e à qualidade do trabalho.
ARAÚJO, 2008, p. 73.
VIDEO
O autor afirma que as normas estabelecem os requisitos mínimos que devem ser observadas pelo auditor e pela instituição que realizará o processo auditorial englobando todas as suas fases:
Já para a Controladoria Geral do Estado de Minas (2012, p. 18) as normas:
[...] abrangem instruções e procedimentos a serem observados pelo auditor quando da realização do seu trabalho. Foram estabelecidas com a finalidade de orientar as atividades a serem desenvolvidas, bem como proporcionar a aplicação sistemática e metodológica de suas ações.
De forma geral, as normas dividem-se em três categorias:
Saiba mais
Diversos países têm editado normas específicas para o ramo da auditoria operacional, com destaque especial para os Estados Unidos que possuem o Escritório de Accountability Governamental (GAO) com normas próprias.
O GAO foi o primeiro a estabelecer normas para este tipo de auditoria, sendo que, desde 1973, a AICPA (Associação Nacional dos Contadores do Estados Unidos), constantemente revisa essas normas.
Podemos citar, também, as Diretrizes para Normas de Auditoria Operacional pela INTOSAI — Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores. (ARAÚJO, 2008).
O auditor
De acordo com o conceito apresentado pela Controladoria Geral do Estado de Minas (2012), pode-se entender como auditor o profissional que possui conhecimentos de normas e procedimentos de auditoria e que procura obter elementos necessários para fundamentar a sua opinião sobre algum objeto de estudo.
Existem três tipos de auditores:
1. Auditor interno: Empregado que trabalha dentro de uma empresa;
2. Auditor fiscal: Servidor do poder público;
3. Auditor externo: Profissional independente e autônomo.
Conheça as normas relativas à pessoa do auditor:
VIDEO
· Independência
Em qualquer ramo da auditoria, seja em esfera pública ou privada, os auditores deverão estar livres de quaisquer impedimentos pessoais quanto à independência, assim poderá ser mantida a sua imparcialidade em todas as fases do processo. Além disso, o auditor deve manter uma postura pessoal totalmente independente.
· Soberania
O auditor deve possuir o poder de domínio do julgamento profissional, sendo que deverá pautar-se, exclusiva e livremente a seu critério, no planejamento de seus exames, seleção e aplicação dos seus exames, seleção e aplicação de procedimentos técnicos e testes de auditoria, bem como na elaboração de relatórios e pareceres. (BRASIL, 2013)
· Zelo prossional
O auditor deve, ao máximo, manter o zelo no trabalho que executa para que sejam observados os melhores resultados possíveis de sua prática.
· Controle de qualidade
Para que as auditorias realizem o seu trabalho com a máxima eficiência e qualidade é preciso que elas mesmas tenham controles internos e participem de programas de revisão externa de controle de qualidade do trabalho executado. (ARAÚJO, 2008)
· Imparcialidade
O auditor deverá sempre abster-se de intervir em casos com conflito de interesses e que possam influenciar a imparcialidade de seu julgamento. (BRASIL, 2013)
· Conhecimento técnico e capacidade prossional
De acordo com o Brasil (2013), no exercício dos trabalhos de auditoria, o auditor deve possuir um conjunto de conhecimentos técnicos, experiência e capacidade para as tarefas que irá desempenhar, ou seja, ele precisa conhecer o assunto e entender todos os aspectos relativos a sua atividade.
O Brasil (2013) ainda afirma que o auditor deve ter como característica a habilidade no trato com as pessoas e a capacidade de se comunicar de forma eficiente.
· Atualização dos conhecimentos técnicos
O auditor deverá manter a sua competência técnica, atualizando-se com o devido avanço das normas, procedimentos e técnicas de auditoria. (CONTROLADORIA Geral do Estado de Minas, 2012)
Auditoria operacional
Segundo a Controladoria Geral do Estado de Minas (2012) o auditor quando executando o seu trabalho, terá livre acesso às dependências da organização auditada, bem como documentos, valores, livros e outros considerados indispensáveis para que ele possa cumprir as suas atribuições.
Por este motivo não pode ser negado ao auditor nenhum processo, documento ou informação, e quando isso ocorrer, ele deverá comunicar, por escrito, ao presidente da organização auditada, para que sejam tomadas as providências necessárias.
Araújo (2008) afirma que o trabalho do auditor deve ser planejado de forma adequada, ou seja, ele deverá definir os objetivos,o escopo e a metodologia para alcançá-los, levando em consideração os seguintes pontos:
· 
· Considerar a importância e a necessidade dos usuários potenciais do relatório de auditoria.
· Obter uma compreensão do programa que será auditado.
· Considerar os controles administrativos.
· Identificar os critérios necessários para avaliar assuntos sujeitos à auditoria.
· Proporcionar pessoal suficiente para efetuar a auditoria.
· Preparar um plano escrito para a auditoria.
Saiba mais
Conheça as normas profissionais do auditor independente.
Atividade
1. As Normas de Auditoria Independente definem que o auditor deve obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. Observe as seguintes afirmações acerca das Normas de Auditoria Independente.
I. O conjunto das informações apresentadas pelas demonstrações contábeis é condizente com o conhecimento do auditor sobre os negócios e as práticas operacionais da entidade, bem como há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes para uma adequada apresentação das demonstrações contábeis.
II. As demonstrações contábeis atendem aos principais requisitos legais, regulamentares e societários.
III. As demonstrações contábeis devem ser preparadas de acordo com o USGAAP e condizentes com os Princípios Fundamentais de Contabilidade.
Marque a opção que apresenta as afirmativas verdadeiras.
Parte superior do formulário
a) I e II apenas.
b) I, II e III.
c) II e III apenas.
d) III, apenas.
e) II, apenas.
Parte inferior do formulário
Auditoria contábil e operacional governamental
Segundo Perez Júnior (2012), as normas relativas à execução dos trabalhos são classificadas em:
1 Planejamento do trabalho
O trabalho deverá ser adequadamente planejado e documentado.
2 Supervisão da equipe
Os membros da equipe deverão ser adequadamente supervisionados.
3 Avaliação dos controles internos
Deverão ser feitos estudos e avaliação apropriados dos controles internos da empresa, como base para determinar a confiança que neles possa ser determinada, para se definirem a natureza, a extensão e a época dos procedimentos de auditoria.
4 Evidenciação de auditoria
Devem ser obtidos elementos comprobatórios suficientes e adequados por meio de inspeção, observação, indagação, e confirmação para fundamentar o parecer do auditor.
5 Documentação de auditoria
Deverá estar documentada nos papéis de trabalho, que são de propriedade do auditor, responsável pela sua guarda e pelo seu sigilo.
Saiba mais
Conheça as normas relativas à execução dos trabalhos.
Segundo Perez Júnior (2012), as normas de auditoria relativas ao relatório são classificadas da seguinte forma:
Saiba mais
Conheça as normas relativas ao relatório de auditoria.
Atividade
2. De acordo com as Normas Internacionais para o exercício profissional da auditoria interna e o IIA/AUDIBRA, julgue os itens a seguir.
Na hipótese de os auditores internos tomarem conhecimento de fatos que, pela sua materialidade, se não divulgados, possam vir a provocar distorções na percepção que os administradores da entidade têm da sua situação, os auditores devem comunicar inicialmente ao responsável da área auditada para que faça as correções necessárias e, só em caso de falta de providências quanto à irregularidade, comunicar à administração da entidade.
Parte superior do formulário
a) Certo.
b) Errado.
Parte inferior do formulário
Evidências
Para Araújo (2008) deve haver evidências suficientes, conclusivas e relevantes para o processo de fundamentação das opiniões e conclusões que os auditores formulam.
O autor afirma que deve ser mantido um registro dos trabalhos por eles efetuados e devendo conter informações que permitam ao auditor, sem conhecimento prévio da Auditoria, a possibilidade de obtenção de evidências que auxiliem em suas conclusões e julgamentos.
Para o Brasil (2013), a importância relativa refere-se ao significado da evidência no conjunto de observações, bem como riscos prováveis e as probabilidades de erro na obtenção e comprovação das evidências.
Por fim, devem ser observadas as impropriedades e as irregularidades em situações que denotem qualquer indício de irregularidade.
Outros aspectos que devem ser observados em relação às normas para o trabalho de auditoria (CONTROLADORIA Geral do Estado de Minas, 2012 e BRASIL, 2013) e destacados são os relativos ao fato da auditoria estar sempre em busca de impropriedades e irregularidades e que é necessário saber que isto poderá acontecer, entretanto é preciso atentar ao seguinte:
· Fragilidade dos controles internos.
· Riscos aos recursos utilizados, formas de utilização, desperdícios, entre outros.
· Características específicas das operações.
· Reação do pessoal aos controles administrativos e comportamentos indevidos.
Relatório ou Parecer de Auditoria
A Controladoria Geral do Estado de Minas (2012) relata que o auditor deverá expressar a sua opinião mediante relatório ou parecer da auditoria.
Esse parecer deverá conter os resultados dos exames efetuados, dependendo da forma ou tipo de auditoria (seja ela operacional, de sistemas, de gestão, entre outras).
Características a serem detalhadas no parecer de auditoria:
· 
· Concisão
Usar linguagem clara e concisa, de forma que seja fácil seu entendimento por todos, sem necessidade de explicações adicionais por parte de quem o elaborou.
· Objetividade
Conter mensagem clara e direta a fim de que o leitor entenda facilmente o que se pretendeu transmitir.
· Convicção
Relatar de tal modo que as evidências conduzam qualquer pessoa prudente às mesmas conclusões a que chegou o auditor.
· Clareza
Assegurar-se de que a estrutura do relatório e a terminologia empregada permitam que as informações reveladas possam ser entendidas por quaisquer pessoas.
· Integridade
Incluir no relatório todos os fatos relevantes observados, sem nenhuma omissão, proporcionando uma visão objetiva das impropriedades/irregularidades apontadas, recomendações efetuadas e conclusão.
· Coerência
Assegurar-se de que os resultados correspondam aos objetivos determinados.
· Oportunidade
Os relatórios devem ser emitidos tempestivamente, a fim de que os assuntos neles abordados possam ser objeto de oportunas providências.
· Apresentação
O auditor deve cuidar para que os assuntos sejam apresentados em uma sequência lógica, segundo os objetivos do trabalho, de forma correta, isto é, em uma linguagem perfeita, isenta de erros ou rasuras que possam prejudicar o entendimento.
· Conclusão
O relatório deve permitir a formação de opinião sobre as atividades realizadas.
Segundo o Brasil (2013) o Relatório ou o Parecer de Auditoria também pode ser conhecido como Certificado de Auditoria, e ser apresentado das seguintes formas:
· Certificado Pleno
Emitido pelo auditor quando ele observa que foram seguidos de forma plena os princípios da legalidade, legitimidade e economicidade.
· Certificado Restritivo
Na constatação de falhas, o auditor deverá apresentar omissões ou impropriedades no cumprimento das diretrizes governamentais, quanto aos princípios inerentes à Administração Pública, porém é preciso observar que deverá haver irrelevância ou imaterialidade e que elas não prejudiquem a atuação dos responsáveis.
· Certificado de Irregularidades
Emitido quando o auditor verifica o não seguimento dos princípios da legalidade, legitimidade e economicidade. Neste caso, deverá haver a comprovação de desfalque, desvio de bens entre outros que prejudiquem as demonstrações financeiras e a gestão dos responsáveis.
Ética nos trabalhos de auditoria
Uma vez que a função de auditor é prerrogativa exclusiva do contador, este também tem sua regulamentação baseada no Código de Ética Profissional do Contador (CEPC), emitido pela resolução 803/96 do Conselho Federal de Contabilidade.
VIDEO
Saiba mais
Além dos aspectos normativos já abordados, o auditor deverá observar em especial o disposto no artigo 5 do código de ética profissional do contador.CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CONTADOR - CEPC 
O Código de Ética Profissional do Contadortem por objetivo fixar a conduta do contador, quando no exercício da sua atividade e nos assuntos relacionados à profissão e à classe.
A conduta ética do contador deve seguir os preceitos estabelecidos na NBC 1/2019, nas demais Normas Brasileiras de Contabilidade e na legislação vigente.
O Código de Ética Profissional do Contador se aplica também ao técnico em contabilidade, no exercício de suas prerrogativas profissionais.
Dentre outras obrigações, o contador deve:
1. exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observando as Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação vigente, resguardando o interesse público, os interesses de seus clientes ou empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência profissionais;
2. recusar sua indicação em trabalho quando reconheça não se achar capacitado para a especialização requerida;
3. guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional, inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade.
O auditor, além de observar todos os aspectos normativos em relação ao profissional, desenvolvimento das atividades e emissão do parecer, deve estar atento ao CEPC.
Atividades
3. Os auditores devem conhecer e cumprir as normas, as políticas, os procedimentos e as práticas aplicáveis de auditoria, contabilidade e gestão financeira, bem como devem compreender, de maneira adequada, os princípios e as normas constitucionais, legais e institucionais que regem o funcionamento da entidade fiscalizada.
De acordo com o Código de Ética da INTOSAI, a afirmação acima refere-se ao princípio ético:
Parte superior do formulário
a) Desenvolvimento profissional.
b) Neutralidade política.
c) Imparcialidade.
d) Independência.
e) Competência profissional.
4. “Conjunto de princípios básicos que visa disciplinar e regular os costumes e a conduta das pessoas” refere-se a:
Parte superior do formulário
a) Normas de conduta.
b) Ética.
c) Valores.
d) Responsabilidade Social.
e) Justiça.
Parte inferior do formulário
Aula 3: Planejamento de auditoria
Contabilidade
Embora a Contabilidade seja conhecida como a linguagem dos negócios, é importante salientar que ela não representa apenas um sistema em que são escrituradas as informações contábeis.
Como uma ciência social aplicada, a Contabilidade, além de possuir um conjunto de técnicas, princípios, conceitos e uma metodologia própria para servir aos seus usuários de informações, também contribui no plano econômico e no administrativo das empresas, provendo informações objetivas e seguras.
Com o passar dos tempos, a Contabilidade tem se consolidado como ferramenta de utilização pelos administradores nas decisões a serem tomadas.
Além de gerar informações de caráter financeiro ou econômico, tal como demonstração de resultado, balanço patrimonial, fluxos de caixa etc., a Contabilidade fornece informações que auxiliam na gestão dos negócios.
Com isso, os gestores passaram a utilizar as informações para servir de suporte a suas decisões empresariais, com base em informações, e não mais em juízos de valor.
Princípios de Contabilidade
Por ser uma ciência, a Contabilidade possui alguns regramentos 1 (São denominados princípios de Contabilidade, que padronizam a forma e a natureza dos registros a ingressarem na estrutura contábil das empresas.) específicos e outros mais genéricos, os quais afetam todas as empresas de maneira irrestrita.
Até por isso, as demonstrações geradas não são apenas somas de valores, mas apresentam relacionamentos e dependência entre os diversos segmentos operacionais.
Assim, é fundamental que se compreenda o conjunto de informações contábeis geradas pela Contabilidade, denominadas demonstrações contábeis 2 (Por meio delas, é possível identificar tendências, análises, comparações e elementos que indiquem ineficiências ou pontos de melhoria em toda a estrutura da entidade.).
Incorreções nas informações contábeis
Quando se geram informações contábeis, independentemente das intenções de seus responsáveis, elas podem conter incorreções. Estas correções podem ser por má-fé ou por erros comuns.
Elas têm o potencial de provocar análises equivocadas por parte dos gestores e, de maneira mais nociva, por parte de investidores externos às empresas.
É aqui que se percebe a importância de estas informações terem suas estruturas confirmadas por parte de entidades independentes, sendo contratadas pelas empresas que a geraram especificamente para este fim.
Esta verificação e validação independente é denominada auditoria, caracterizada pela análise minuciosa, criteriosa e regulamentada de toda a estrutura de demonstrações contábeis por parte das entidades.
Patrimônio das entidades
A Contabilidade trabalha com a estrutura do patrimônio das entidades. Principalmente composto pelos bens, direitos e pelas obrigações de uma entidade, mas também por tudo o que possa influenciar na dinâmica patrimonial.
É seu objetivo garantir:
O resultado de toda esta dinâmica patrimonial é o que se pode chamar de demonstração contábil.
Ela é o produto final de todas as informações econômico-financeiras que foram ingressadas no sistema contábil das empresas, transformando-se em instrumento gerenciador dos negócios futuros das empresas.
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Legislação da área contábil
Com relação ao que deve constar das demonstrações contábeis, a Deliberação CVM nº 595/09, que aprovou o pronunciamento técnico CPC 26, o qual trata da apresentação das demonstrações contábeis, definiu que estas devem assegurar a comparabilidade com períodos anteriores, além de permitir que sejam comparadas com outras empresas.
Tal pronunciamento, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, regulamenta os preceitos relacionados às demonstrações contábeis no Brasil.
No Brasil, as demonstrações contábeis básicas 3 (Conjunto de informações padronizadas que representa o meio pelo qual as informações acumuladas pelos sistemas contábeis das empresas são informadas aos usuários finais, sejam estes externos ou internos.), são elaboradas de acordo com os preceitos da Lei das Sociedades Anônimas (Lei 6.404/76).
Saiba mais
Para saber mais sobre isso, veja a Lei 6.404/76.
Essa lei estabelece que as demonstrações contábeis a serem elaboradas e divulgadas pelas empresas são:
Nenhuma das demonstrações possui, hierarquicamente, importância maior que outra, sendo cada uma delas componente igualitário do total das demonstrações de confecção e divulgação obrigatória por parte das empresas.
Adicionalmente, algumas empresas podem apresentar o relatório da administração, o qual descreve as características principais em relação ao desempenho e à posição financeira e patrimonial, além de expor as incertezas às quais uma empresa esteja sujeita.
No entanto, todas estas informações estão sujeitas ao procedimento de auditoria, para garantir aos interessados nas informações contábeis que estas foram elaboradas e apresentam a realidade econômico-financeira das entidades relacionadas.
Atividade
1. Os princípios exigidos na condução de uma auditoria de demonstrações contábeis, conforme as Normas Brasileiras de Contabilidade, incluem:
I Transparência;  
II Objetividade;
III Confiabilidade; 
IV Competência e zelo profissional; 
V Integridade; 
VI Utilidade e relevância.
Estão corretos os princípios indicados nos itens:
Parte superior do formulário
a) Apenas o item IV está correto.
b) Os itens II, III e IV estão corretos.
c) Os itens I, II, III, IV estão corretos.
d) Os itens II, IV e V estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.
Parte inferior do formulário
Planejamento de auditoria
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Etapa ligada à definição da estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento da auditoria.
Nesta etapa, o auditor precisa registrar em documentos hábeis o planejamento geral e preparar programas formais de trabalho, por escrito. Esses documentos devem evidenciar o que for necessário à compreensão de todos os procedimentos a seremaplicados, relacionados à natureza, à oportunidade e à extensão dos trabalhos a serem realizados.
Eles serão detalhados de tal forma que possam servir como um meio de controle para a execução das tarefas.
Vamos entender melhor?
Durante este processo, o auditor tem que executar suas tarefas de acordo com as normas profissionais de auditor independente, sempre mantendo inalterados os outros compromissos assumidos com a empresa a ser auditada.
Para o planejamento, o ideal é que o auditor tenha conhecimento:
· 
· das atividades;
· dos fatores econômicos e legislação aplicável;
· das práticas operacionais da empresa;
· e do nível geral de competência aparentada pelos membros da administração.
Normalmente, o trabalho de auditoria requer a participação de não apenas um auditor, mas de uma equipe.
A equipe deve fazer parte do planejamento, que por sua vez deve prever a orientação e a supervisão do auditor, sendo este o responsável pelo conjunto dos trabalhos a serem executados.
O planejamento de auditoria, também chamado de programa de auditoria, deve:
· Sofrer revisões e atualizações que se julgarem necessárias, o mesmo acontece para os programas de trabalho.
· Ser confirmado somente durante a execução das tarefas no processo de auditoria. Sendo assim, existe a necessidade de o auditor realizar revisões periódicas e ajustes à medida que a execução dos trabalhos for avançando.
· Ser formado, elaborado por escrito ou por qualquer outro meio de registro formal, com o objetivo de viabilizar o entendimento de todos os procedimentos que serão realizados, permitindo, adicionalmente, uma divisão mais racional dos trabalhos.
· Ser confirmado somente durante a execução das tarefas no processo de auditoria. Sendo assim, existe a necessidade de o auditor realizar revisões periódicas e ajustes à medida que a execução dos trabalhos for avançando.
Atenção
O programa também serve de guia e controle de execução das tarefas, obrigatoriamente abarcando todas as áreas a serem analisadas pelo auditor e/ou sua equipe.
Todas as condições do trabalho a ser executado devem compor o corpo da carta-proposta a ser apresentada para a empresa a ser auditada, de maneira oficial e formalizada.
Conteúdo do planejamento de auditoria
Formalmente, o planejamento de auditoria deve conter algumas especificações em sua estrutura para melhorar sua compreensão e continuidade de procedimentos previstos para serem realizados.
As especificações são as seguintes:
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· Cronograma
No planejamento, devem ser explicitadas as épocas e as etapas em que serão executados os trabalhos de auditoria.
Nesse cronograma, devem estar discriminadas as áreas, assim como as unidades de negócio que serão atingidas pelos trabalhos de auditoria, possibilitando realizar a comprovação de que todos os compromissos inicialmente firmados foram cumpridos pelos auditores e/ou pela sua equipe.
· Procedimentos de auditoria
No corpo do planejamento, deve estar documentado todo o conjunto de procedimentos de auditoria programados para serem realizados no período de testes, assim como a sua extensão e sua oportunidade de aplicação.
Assim, todos os setores ou pontos da entidade auditada que foram considerados relevantes pelos auditores são cobertos durante a execução das tarefas.
· Relevância e planejamento
Como componente mandatório do planejamento de auditoria, o auditor deve mensurar e prever a ocorrência de fatores relevantes que possam afetar a entidade auditada e, consequentemente, a opinião dele em relação às demonstrações contábeis.
· Riscos de auditoria
O auditor também deve efetuar a avaliação crítica dos riscos de auditoria, garantindo uma correta programação dos trabalhos a serem realizados, evitando a apresentação de informações nas demonstrações contábeis de maneira equivocada.
· Pessoal designado
Quando os trabalhos não estiverem previstos de serem realizados por apenas um auditor, mas por uma equipe de auditoria, os procedimentos de supervisão e de orientação dos trabalhos devem estar previstos e estará sob a responsabilidade deste supervisor ou orientador todos os trabalhos a serem executados pela sua equipe.
· Épocas oportunas dos trabalhos
Alguns fatores devem ser considerados para a definição das épocas mais oportunas para a realização do trabalho. Estas devem ser registradas no planejamento de auditoria. Os fatores são:
· conteúdo do plano, que deve ser aprovado expressamente pela entidade a ser auditada; 
· as épocas em que a presença física do auditor é recomendável para a avaliação das transações da entidade; 
· o melhor momento para a realização de pedidos de confirmações de saldos e informações com terceiros, sendo estes clientes, advogados, fornecedores, financiadores etc.; 
· a necessidade de cumprimento de prazos fixados por organismos reguladores da atividade de auditoria; 
· a possibilidade de utilização de auditores internos, funcionários da entidade auditada, ou de outros especialistas que sirvam de confirmação para os trabalhos do auditor independente, desde que estejam finalizados e revisados de acordo com o cronograma, também componente do planejamento; 
· os prazos para a emissão de relatórios e/ou parecer de opinião por parte do auditor.
O quantitativo de horas necessárias para a realização dos trabalhos deve estar claramente descrito, definido como tempo mínimo necessário para a confecção dos trabalhos. O auditor deve apresentar uma estimativa de horas para a empresa auditada, prevendo o passo a passo do cumprimento dos testes a serem realizados na empresa.
· Supervisão e revisão
Têm início juntamente com as atividades iniciais dos trabalhos, abrangendo o próprio planejamento, até a completa confecção e finalização dos trabalhos com a entidade auditada.
· Revisões e atualizações no planejamento e nos programas de auditoria
Enquanto executa as tarefas de auditoria, o auditor deve efetuar a revisão e atualização constante da estrutura do seu planejamento, para avaliar as alterações nas características dos seus trabalhos, bem como nos reflexos na natureza, na oportunidade e na extensão dos procedimentos de auditoria a serem executados.
Atividade
2. Julgue o item a seguir, relativo ao planejamento de auditoria.
O planejamento para a realização de auditorias deve ser documentado e os programas de trabalho formalmente preparados, sendo necessário constar nesse planejamento informações suficientes para a compreensão dos procedimentos que deverão ser executados pelos auditores.
Parte superior do formulário
a) Certo.
b) Errado.
Parte inferior do formulário
Considerações a serem analisadas
Quando o trabalho de auditoria é realizado pela primeira vez em uma entidade qualquer, ou ainda, quando as demonstrações contábeis do ano anterior tiverem sido auditadas por outro profissional, algumas considerações devem ser feitas.
Vamos conhecer algumas delas?
01 Conformidade entre os saldos de abertura e os saldos de fechamento do período anterior;
02 Conformidade entre as práticas contábeis adotadas no exercício anterior e no exercício a ser auditado;
03 Busca de fatos com relevância suficiente para influenciar na situação financeira ou na situação patrimonial da entidade auditada;
04 Identificação de eventos subsequentes ao exercício anterior, desde que estes não tenham sido revelados no trabalho do auditor do período imediatamente anterior na finalização do seu trabalho.
Fase de avaliação
Para o auditor, é extremamente importante que se tenha em mente que o planejamento de auditoria é um processo iniciado na fase de avaliação para a contratação dos serviços por parte da empresa a ser auditada.
Aqui, são levantadas informações:
· 
· acerca do tipo de atividade desempenhada pela empresa a ser auditada;
· do seu nível de complexidade;
· das eventuais legislações específicas;
· dos relatórios passados emitidos;
· e das necessidades presentes de emissões de relatórios e/ou pareceres.
Por fim, pode-se determinar a natureza do trabalho a ser executado. Este processo só é finalizado quando forem finalizados estes processos preliminares de análise.
Saiba maisO auditor deve comprovar que executou as tarefas de elaboração de proposta de serviços e da confecção do planejamento de auditoria em consonância com as normas de auditoria vigentes no Brasil.
Conheça os meios de prova e planejamento de auditoria.Meios de prova e planejamento de auditoria 
O que sabemos sobre as normas de auditoria independente? 
Que elas definem como mandatária a confecção do planejamento de auditoria. 
O ato de planejar significa o estabelecimento de metas para que os trabalhos de auditoria obtenham a qualidade desejada e o menor custo possível. 
Dentro deste escopo, os principais objetivos a serem alcançados são: 
• Conhecimento sobre a natureza das operações realizadas, bem como dos negócios e a forma de organização da empresa a ser auditada; 
• Planejamento de maior volume de horas para as auditorias preliminares, as quais darão maior noção da situação atual da empresa auditada; 
• Obtenção de mais cooperação do pessoal da empresa, procedimento fundamental para garantir que as horas inicialmente previstas sejam cumpridas, sem necessidades de extensão de tempo ou contratação de horas adicionais não previstas inicialmente; 
• Determinação de natureza, amplitude e datas dos testes de auditoria a serem realizados; 
• Identificação prévia de problemas relacionados com a parte contábil, auditorial ou fiscal.
Planejamento da primeira auditoria
Quando um auditor ou sua equipe vão realizar a primeira auditoria em uma entidade, isto requer alguns cuidados especiais por parte destes, certo?
Nestas situações, é recorrente um conjunto de ocorrências, as quais serão apresentadas na sequência.
Quando também é a primeira vez da empresa auditada a sofrer o procedimento de auditoria independente, isso requererá atenção adicional do auditor independente.
Isso porque esta empresa auditada não tem experiência anterior de qualquer trabalho de auditoria.
Saiba mais
O auditor não possui demonstrações contábeis auditadas como base de comparação para os seus trabalhos. Nestas situações, normalmente mais horas são necessárias para a completude dos trabalhos de auditoria.
O auditor independente pode obter ou reestabelecer conhecimentos sobre a empresa, para que possa planejar e efetuar os exames de acordo com as normas brasileiras de auditoria.
Conheça as principais áreas da empresa que deverão ser estudadas pelo auditor para obter os conhecimentos necessários.Principais áreas da empresa que deverão ser estudadas pelo auditor para obter os conhecimentos necessários 
· Financeira 
Comportamento do fluxo de caixa, atividades empresariais gerando recursos para a manutenção, principais credores bancários, encargos financeiros e formas de pagamento, problemas de liquidez, pagamentos em dia a fornecedores, além de suas condições financeiras, contas de clientes em atraso e a situação financeira deles e principais investimentos feitos ao longo do ano. 
· Contábil 
 Utilização dos princípios de Contabilidade para a confecção das demonstrações contábeis, uniformidade dos princípios na sequência dos exercícios sociais. 
· Orçamentária 
Situação atual dos valores orçados comparados com os reais, além de explicações para estas variações e projeções até o final do exercício social. 
· Pessoal 
Políticas de admissões, de treinamentos, de avaliações, salariais, além da estrutura organizacional e saída de funcionários da empresa auditada. 
· Fiscal e legal 
Situação atual de processos com a empresa, escrituração de livros fiscais e legais, resultado de investigações realizadas por autoridades fiscais e mudanças contratuais ou estatutárias. 
· Operacional 
Principais aquisições e baixas de imobilizado, máquinas paradas, obsoletas, estoques obsoletos ou com giro lento, novos produtos e planejamento para o inventário físico anual. 
· Vendas 
Situação da empresa comparada com os concorrentes, propaganda, devoluções de vendas e políticas relacionadas a garantias. 
· Suprimentos 
Limites de aprovação de compras, sistema de compras e potenciais problemas de compra. 
Planejamento de maior volume de horas nas auditorias preliminares
No Brasil, os exercícios sociais das empresas são encerrados em dezembro, acompanhando o ano civil.
Nos meses de janeiro a março, os serviços de auditoria são demandados ao máximo, deixando os outros meses com certo nível de ociosidade.
Com o objetivo de contornar este problema, as visitas preliminares servem para identificar os serviços a serem executados no período de pico operacional.
Algumas áreas são foco nas visitas preliminares:
Cooperação do pessoal da empresa auditada
O pessoal da empresa auditada pode ser demandado em atividades de coleta de documentos nos sistemas de controle interno das empresas auditadas, além de auxiliarem no preenchimento dos papéis de trabalho relacionados às movimentações em investimentos, imobilizado e patrimônio líquido.
Também podem auxiliar na análise para a composição dos saldos de balanço e reconciliação de cartas de circularização.
Determinação dos testes detalhados de auditoria
Você sabe como os trabalhos de auditoria devem ser divididos?
De maneira que as áreas de controle interno e revisão analítica sejam as primeiras a serem executadas, indicando o nível de detalhamento dos trabalhos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício, principalmente.
Os riscos e o nível de segurança serão analisados tendo como base a análise do sistema de controle interno das empresas auditadas.
A revisão analítica tem ligação direta com a parte gerencial das empresas, que visa determinar tendências e identificar anormalidades e flutuações sem explicação.
O auditor tem o objetivo de identificar como serão divididos os testes, de modo que os testes busquem as áreas com mais riscos identificados e com menos confiabilidade no sistema de controles internos.
Identificação prévia de problemas
E os problemas, como devem ser identificados?
Dentro do possível, com a máxima antecipação possível.
Isso faz com que a gestão da empresa auditada tenha tempo hábil para corrigi-los e, consequentemente, não haja atraso na divulgação das demonstrações contábeis.
Alguns problemas são mais comuns que outros e mais recorrentes:
· falta de atendimento a normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);
· problemas na aplicação de princípios contábeis;
· erros de cálculos ligados à depreciação, provisões, recolhimento de impostos etc.;
· ativos registrados como despesas e vice-versa;
· transações registradas em desacordo com eventuais atualizações regulatórias.
Atenção
Todas estas situações devem ser identificadas previamente pelo auditor externo. Este, por sua vez, avisará a empresa auditada sobre tais inconsistências, aguardando os ajustes para a continuidade dos trabalhos.
Atividades
3. Um dos principais objetivos do planejamento da auditoria é:
Parte superior do formulário
a) Aumentar o mercado da empresa.
b) Identificar as principais áreas de riscos para a auditoria, determinar os procedimentos a serem aplicados, alocar os recursos disponíveis e ressaltar os principais problemas detectados nas auditorias anteriores.
c) Analisar a lucratividade da empresa nos últimos anos.
d) Verificar se a auditoria é competente.
e) Ressaltar a importância da aplicação dos corretos princípios fundamentais de contabilidade.
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4. Acerca dos procedimentos de auditoria, julgue o item subsequente.
Entre os procedimentos de auditoria inclui-se o exame documental, o qual permite análise de processos, atos formalizados e documentos avulsos.
Parte superior do formulário
a) Certo.
b) Errado.
Parte inferior do formulário
Aula 4: Controle Interno
Ligação entre o planejamento de auditoria e o controle interno
Na etapa de planejamento, o auditor deve levar em conta diversos fatores ligados à execução das tarefas.
Fatores estes relacionados a:
Algumas áreas, foco das visitas preliminares, são baseadas na análise do sistema de controle interno.
A seguir, vamos ver por que o controle interno é tão importante para a auditoria,seus objetivos e suas principais funções.
Controle interno
Leitura
Para aprofundar seus estudos, leia sobre o conceito de controle interno.
Distinção entre controle interno e auditoria interna
Crepaldi (2011) também salienta a distinção entre controle interno e auditoria interna:
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A auditoria interna equivale a um trabalho organizado de revisão e apreciação do trabalho, normalmente executado por um departamento especializado, ao passo que o controle interno refere-se aos procedimentos e à organização adotados como planos permanentes da empresa.
O autor também destaca que antes de elaborar o plano ou programa de auditoria, é necessário observar como se encontram os controles da empresa, abordando assim, os seguintes aspectos:
Fatores que devem ser expostos no plano de auditoria
Attie (2011) afirma que com a análise dada pela definição de controles internos, é possível observar a existência de alguns fatores, os quais necessitam ser clara e objetivamente expostos. São eles:
· 
· Plano de Organização
É o modo pelo qual se organiza um sistema.
A estrutura organizacional necessita corresponder a uma divisão adequada e balanceada de trabalho, de forma que sejam estabelecidas as relações de autoridade e responsabilidades entre os vários níveis, atribuídas pelas parcelas de trabalho exigidas para a consecução dos objetivos da empresa, definindo de forma clara as responsabilidades e autoridades dos diversos níveis.
· Métodos e Médias
São responsáveis por estabelecer os meios de comparação e julgamento para se chegar a determinado fim, mesmo que não tenham sido preestabelecidos formalmente.
O planejamento de um sistema gera que este seja eficiente, prático, econômico e útil, levando em consideração os procedimentos especificamente destinados a promover o controle sobre as operações e as atividades, de preferência com a utilização de manuais.
· Proteção do Patrimônio
Compreende a forma pela qual são salvaguardados e defendidos os bens e direitos da empresa.
Dentro deste conceito, a definição e o estabelecimento de independência das funções de execução operacional, como, por exemplo, custódia, controle e contabilização dos bens patrimoniais, conjugada a um sistema de autorizações, de acordo com as responsabilidades e os riscos, possibilitam uma forma eficiente de salvaguardar os interesses da empresa.
· Exatidão e Fidedignidade dos Dados Contábeis
Compreendem a adequada precisão e observância aos elementos dispostos na Contabilidade.
É significativo para uma fiel escrituração contábil partir da utilização de uma estrutura formal de contas, seguida de um plano de contas que facilite o seu registro, bem como a utilização de um manual descritivo de uso das contas aliado à definição de procedimentos que possibilitem a análise, a conciliação e a solução em tempo hábil de qualquer divergência.
· Eciência Operacional
Compreende a ação ou força a ser posta em prática nas transações realizadas pela empresa.
A definição de um adequado plano de organização, aliada aos métodos e procedimentos bem definidos.
A observação de normas que servem para o cumprimento dos deveres e das funções, com a existência de pessoal qualificado e treinado para resolver suas atividades adequadamente, sendo supervisionados por seus responsáveis e que, desta forma, tendem a efetuar a desejada eficiência nas operações.
· Políticas Administrativas
Compreendem o sistema de regras relativas à direção dos negócios e à prática dos princípios, das normas e funções, para a obtenção de determinado resultado.
Abrangência dos controles internos
O autor ainda afirma que tais elementos observados são essenciais para um controle interno adequado.
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Mas, e se houver uma grave deficiência de qualquer um deles?
Comprometerá o funcionamento eficiente do sistema.
Antes de dar continuidade a seus estudos, leia sobre a importância do controle interno:
Partindo do princípio de que a administração da empresa é responsável pelo estabelecimento do sistema de controle interno, por sua verificação de seu cumprimento pelos funcionários e por sua modificação, visando a sua adaptação às novas circunstâncias, é preciso também compreender que ele é necessário para garantir a continuidade do fluxo das operações com os quais convivem as empresas. CREPALDI, 2011.
Assim, Crepaldi (2011) observa que a abrangência dos controles internos está ligada a:
01 Salvaguardar os ativos e assegurar a veracidade dos componentes patrimoniais;
02 Dar conformidade ao registro contábil em relação ao ato correspondente;
03 Propiciar a obtenção de informação oportuna e adequada;
04 Estimular a adesão às normas e diretrizes fixadas;
05 Contribuir para a promoção da eficiência operacional da entidade;
06 Auxiliar na prevenção de práticas ineficientes ou ainda antieconômicas, erros, fraudes e outros tipos de inadequações.
Atividade
1. O nível de confiança dos dados contábeis e financeiros de uma empresa está diretamente ligado à eficiência dos controles internos associados aos processos. Sendo assim, existe uma relação que pode ser estabelecida entre os procedimentos de auditoria e a eficiência dos controles internos relacionados a determinado processo.
Nesse sentido, essa relação se explicita da seguinte forma:
Parte superior do formulário
a) O auditor deve realizar testes substantivos nos processos com uma alta carga de controles internos.
b) O volume de testes de auditoria pode ser reduzido em um processo com controles internos eficientes.
c) A aplicação de testes de auditoria não é necessária para processos com controles internos eficientes.
d) A equipe de auditoria não precisa ser muito experiente em caso de testes nos processos com controles internos eficientes.
e) Os testes de observância devem ser aplicados em todo o sistema de controles internos da empresa.
Parte inferior do formulário
Operações/informações x custos/benefícios
Crepaldi (2011) afirma que a diferenciação entre empresas terem ou não controles adequados poderá ser feita ao analisar a eficiência do binômio:
As empresas devem analisar a vantagem de ter controles rígidos que auxiliem na eficiência e confiabilidade de suas operações.
Como é possível tomar decisões adequadas utilizando-se de informações que correm o risco de não serem confiáveis?
Exemplo
Segundo Attie (2011), na fase inicial, o dono é o ponto referencial para o controle; é quem analisa e controla todos os segmentos da empresa, verificando a pontualidade dos funcionários da empresa, a fabricação e o padrão de qualidade dos produtos, o despacho e a entrega aos clientes, bem como o pedido e o Contas a Pagar aos fornecedores, as contas a receber e o recebimento dos clientes.
Você concorda que a partir do momento em que a empresa cresce e inicia sua fase de crescimento acaba-se por tornar inviável que o dono, sozinho, controle todas as operações e transações?
Quanto maior vai ficando a organização, parte das atividades controladas pelo dono vai sendo delegada a outros funcionários, dos quais se espera compromisso e capacitação igual à que era empenhada pessoalmente na gestão do negócio.
A partir deste momento, para o controle eficiente das operações e poder de análise, é necessário existirem relatórios, indicadores e outros índices, que mostrem como a gestão das operações pelos funcionários contratados tem funcionado, assim como o atendimento aos planos e às metas traçados.
Liberdade de atuação
Attie (2011) afirma que um sistema de controle interno implica que seus funcionários tenham liberdade de atuação na execução de seus compromissos, para buscar os melhores resultados.
Você sabia que estes mesmos funcionários podem extrapolar suas funções e se beneficiarem, causando prejuízos à entidade social, por erros intencionais ou ainda dolosos?
Por isso é necessário um adequado sistema de controle interno. Ele limitará a prática destes atos.
O sistema de controle interno previne que os funcionários possam cair em tentação, dados os possíveis problemas pessoais ou financeiros, e incorrer em atos ilícitos.
Saiba mais
Antes de dar continuidade, saiba mais sobre os tiposde controles internos.
	Conheça alguns dos tipos que podem ser adotados na empresa e os motivos pelos quais poderão ser implantados: 
	Controle interno a ser adotado Motivo 
	Motivo 
	Devem ser fixadas as responsabilidades. 
	Se não existir delimitação extra, o controle será eficiente.
	Se não existir delimitação extra, o controle será eficiente.
	Um empregado não deve ocupar um posto no qual tenha controle da contabilidade e, ao mesmo tempo, das operações que ocasionam lançamentos.
	Controles cruzados. Por exemplo: as vendas diárias devem ser acumuladas e confrontadas, no final do período, com a soma das etiquetas das mercadorias entregues
	Devem ser utilizadas todas as provas disponíveis para se comprovar a exatidão, visando assegurar que as operações foram registradas corretamente na contabilidade
	Nenhuma pessoa individualmente deve ter completamente a seu cargo uma transação comercial.
	Qualquer pessoa, deliberadamente ou inadvertidamente, cometerá erros; entretanto, é provável que se descubram erros se o manejo de uma transação está dividido entre duas ou mais pessoas.
	Deve-se escolher e treinar cuidadosamente os empregados.
	Um treinamento cuidadoso oferece como resultados: melhor rendimento, custos reduzidos e empregados mais atentos e ativos.
	Se for possível, deve haver rotatividade entre os empregados destinados a cada trabalho. Deve ser imposta a obrigação de usufruto de férias para todas as pessoas que ocupam postos de confiança.
	Isso reduz as oportunidades de fraude e indica a adaptabilidade do empregado.
	As instruções de operações para cada cargo devem sempre ser fornecidas por escrito
	Os manuais de procedimentos fomentam a eficiência e evitam erros ou interpretações erradas.
Características de um sistema de controle interno
Partindo do raciocínio de que a função da Contabilidade, como instrumento de controle administrativo, é conhecida de forma unânime, atualmente, um sistema de informação contábil que não esteja apoiado em eficiente controle interno é inútil, pois não é possível confiar nas informações apresentadas em seus relatórios.
Informações contábeis distorcidas poderão levar a conclusões erradas e que ainda poderão causar danos para a empresa.
Um sistema de controle interno pode ser dividido da seguinte forma, conforme Perez Júnior (2012, p. 80):
· Controles administrativos
Seu objetivo é garantir o controle sobre as operações da empresa e a qualidade das informações e dos documentos a serem processados pelo sistema contábil. Dentro deste aspecto está o plano da organização e todos os métodos e procedimentos que dizem respeito à eficiência operacional e à decisão política traçada pela Administração.
Tais controles se relacionam de forma indireta aos registros financeiros. Estes devem abranger análises estatísticas, estudos de tempo e movimento, relatórios de desempenho, programas de treinamento e controle de qualidade. (ATTIE, 2011)
· Controles contábeis
Seu objetivo é garantir a qualidade dos registros e das demonstrações contábeis.
Esses controles compreendem o plano da organização e todos os métodos e procedimentos diretamente relacionados sobretudo com a salvaguarda do patrimônio e a fidedignidade dos registros contábeis.
Neste contexto, geralmente estão incluídos os sistemas de autorização e aprovação, separação das funções de escrituração e elaboração dos relatórios contábeis daquelas ligadas à custódia dos valores, bem como dos controles físicos sobre estes valores. (ATTIE, 2011)
Saiba mais
Saiba o que é necessário para que os auditores conheçam os controles internos.
Atividade
2. É um processo conduzido pela estrutura de governança, administração e outros profissionais da entidade e desenvolvido para proporcionar segurança razoável, com respeito à realização dos objetivos relacionados a operações, divulgação e conformidade:
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a) Governabilidade.
b) Controle externo.
c) Controle Interno.
d) Manual administrativo.
e) Todos os itens estão corretos.
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Controles na área governamental
Agora, conheceremos os controles na área governamental:
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· Controle no Brasil
Arlindo Rocha e Marcelo Quintiere (2011) atrelam a história do controle no Brasil, inicialmente ao período colonial, época em que sua vinculação à metrópole, bem como as atividades econômicas que eram desenvolvidas, acabava por determinar as formas de controle que deveriam ser implantados.
Os autores citam que, nesta época, era ainda utilizada a lógica do Mercantilismo/Metalismo. Estas práticas eram baseadas em uma forte intervenção do Estado na economia, além disso, existia a crença de que uma nação possuía a sua riqueza baseada na acumulação de metais preciosos.
· Tribunal de Contas da União
Segundo o próprio Tribunal de Contas da União, em 1680, foram criadas, no Brasil, as Juntas das Fazendas das Capitanias e a Junta da Fazenda do Rio de Janeiro que era controlada por Portugal. Já em 1822, o conhecido como Erário Régio foi transformado no Tesouro pela Constituição Monárquica de 1824. É neste momento que surgem os primeiros orçamentos e balanços gerais. (TCU, 2013)
· Criação do Decreto 966A
Somente em 17 de janeiro de 1893, houve a instalação do primeiro Tribunal de Contas do país criado pelo Ministro da Fazenda do Governo de Floriano Peixoto (TCU).
O Tribunal de Contas da União (TCU) é criado de acordo com o Decreto 966A 1 de 7 de novembro de 1890:
Art. 1º - É instituído um Tribunal de Contas, ao qual incumbirá o exame, a revisão e o julgamento de todas as operações concernentes à receita e despeza da República.
Ainda segundo o Decreto 966A:
Art 4º - Compete, outrossim, ao Tribunal de Contas:
1º - Examinar mensalmente, em presença das contas e documentos que lhe forem apresentados, ou que requisitar, o movimento da receita e despeza, recapitulando e revendo, annualmente, os resultados mensais;
2º - Conferir esses resultados com os que lhe forem apresentados pelo Governo, communicando tudo ao Poder Legislativo;
3º - Julgar annualmente as contas de todos os responsáveis por contas, seja qual for o Ministério a que pertençam, dando-lhes quitação, condemnando-os a pagar, e, quando o não cumpram, mandando proceder na fórma de direito;
4º - Estipular aos responsáveis por dinheiros públicos o prazo de apresentação de suas contas, sob as penas que o regulamento estabelecer.
· Verificação da legalidade
De início, o Tribunal teve competência para exame, revisão e julgamento de todas as operações relacionadas com a receita e a despesa da União. A fiscalização se fazia pelo sistema de registro prévio. A Constituição de 1891 institucionalizou o Tribunal e conferiu-lhe competências para liquidar as contas da receita e da despesa e verificar a sua legalidade antes de serem prestadas ao Congresso Nacional. (TCU, 2013)
· Manutenção das funções do Tribunal de Contas
Em 1937, com a Carta Magna, houve a manutenção de todas as funções do Tribunal de Contas, com exceção do Parecer Prévio sobre as contas presidenciais. (TCU, 2013)
O TCU (2013) ainda afirma que, com a Constituição de 1946, foi repassada ao Tribunal de Contas a responsabilidade de julgar a legalidade das concessões de aposentadorias, reformas e pensões.
A Constituição de 1967, ratificada pela Emenda Constitucional nº 1, de 1969, retirou do Tribunal o exame e o julgamento prévio dos atos e dos contratos geradores de despesas, sem prejuízo da competência para apontar falhas e irregularidades que, se não sanadas, seriam objeto de representação ao Congresso Nacional.
Atividade
3. No que se refere à definição, objetivos e componentes do controle interno, julgue o item a seguir: A salvaguarda dos ativos da entidade para evitar perdas ou uso prejudicial dos recursos é um objetivo da atuação do controle interno, sendo o componente relacionado ao ambiente de controle primordial na definição dos riscos para evitar ocorrências indesejáveis.
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a) Certo.
b) Errado.
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Conclusão
O controle sempre foi e é necessário dentro das atividades do Estado,porém, ainda de acordo com Castro (2011) é necessário que a entidade saiba para onde vai e quanto isso vai custar e, além disso, é necessário que se saiba como serão feitos os processos.
Sem que haja isso, a função básica do controle acaba sendo esquecida e há uma criação de normas e controles desnecessários terminando por congestionar o fluxo operacional das atividades do Estado.
Partindo deste raciocínio básico, de que o Estado precisa de controle, é que surgirão os conceitos mais aprofundados de controle externo e interno, os quais veremos mais à frente na Aula 9.
Atividade
4. Quando o auditor avalia se uma pessoa que tem acesso aos ativos pode efetuar registros contábeis, ele está:
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a) Confrontando os ativos com os registros contábeis.
b) Avaliando se o funcionário que controla os ativos possui competência para executar suas funções.
c) Examinando se há segregação de funções.
d) Examinando se há desfalques temporários.
e) Avaliando se o funcionário que registra possui competência para executar suas funções.
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Aula 5: Procedimentos de Auditoria
Procedimentos de auditoriaArt. 1761
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I - Balanço patrimonial;
II - Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - Demonstração do resultado do exercício;
IV – Demonstração dos fluxos de caixa (redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007);
V – Se a companhia for aberta, demonstração do valor adicionado (incluído pela Lei nº 11.638, de 2007).
Dando sequência ao trabalho do auditor, após a definição das demonstrações a serem auditadas e o conhecimento dos controles internos da entidade, o passo seguinte será o desenvolvimento dos procedimentos de auditoria.
Mas você se lembra qual é o objetivo do auditor externo ou independente?
Segundo Crepaldi (2011), é emitir opinião sobre as demonstrações financeiras examinadas, conforme o Art. 1761. da Lei 6.404/76.
Mas o que é necessário para atingir esse objetivo?
O autor afirma que o auditor necessita planejar seu trabalho de forma adequada, avaliando o sistema de controle interno relacionado com a parte contábil.
Ele deve também proceder à revisão analítica das contas de ativo, passivo, receita e despesa, a fim de estabelecer natureza, datas e extensão dos procedimentos de auditoria, colher evidências comprobatórias das informações e avaliá-las.
Planejamento de auditoria
Perez Júnior (2012) cita que os procedimentos de auditoria representam trabalhos executados pelo auditor para que sejam conhecidas evidências que darão suporte à opinião emitida.
Mas quando ocorre essa seleção de documentos?
Attie (2011), por sua vez, afirma que os procedimentos de auditoria estão ligados à identificação e ao atestado de validade das firmações.
É necessária a aplicação dos procedimentos adequados a todo caso, na extensão e profundidade que cada um irá requerer, até a obtenção de provas, que comprovem, de forma satisfatória, a afirmação analisada.
O autor ainda salienta que a aplicação dos procedimentos de auditoria deve estar atrelada ao objetivo que se deseja atingir.
Relembrando as normas relativas ao trabalho e à pessoa do auditor, a atitude deste no recolhimento e avaliação de provas necessita ser independente e impessoal, sendo que este deverá agir de forma isenta e inquestionável.
Attie (2011)
Planejamento preliminar na Auditoria Operacional Governamental
Segundo Arlindo Rocha e Marcelo Quintieri (2011) o planejamento preliminar da auditoria é um “documento” que deve ser elaborado de imediato quando recebida a incumbência da auditoria governamental, sendo que nele deverão ser apresentadas:
· 
· As condições
· O tempo
· Os recursos
· Etapas necessárias para o planejamento
O relatório preliminar assim que aprovado se constituirá na autorização formal para a execução da fase do planejamento de auditoria.
Um planejamento preliminar precisa ser rápido e objetivo e não deve ultrapassar 2 ou 3 dias para sua elaboração e apresentação.
Vejamos a estrutura de um relatório preliminar.
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Pré-texto
· Capa
· Sumário
· Apresentação
Contexto
1. Abordagem geral da auditoria
1.1 Visão geral simplificada
1.2 Assuntos e áreas relevantes
1.3 Objetivos gerais
2. Proposta de trabalho
2.1. Período e custo estimado de planejamento
2.2. Previsão de visitas e levantamentos
2.3. Estratégias e instrumentos de coleta de dados
2.4. Proposta de constituição da equipe
2.5. Cronograma de atividades de planejamento
2.6. Data da apresentação do projeto da auditoria
Pós-texto
· Proposta de encaminhamento
Fonte: Adaptado de Rocha e Quintieri (2011)
Atividade
1. Acerca dos procedimentos de auditoria, julgue o item subsequente.
Entre os procedimentos de auditoria inclui-se o exame documental, o qual permite a análise de processos, atos formalizados e documentos avulsos.
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a) Certo.
b) Errado.
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Elaboração do relatório preliminar
Detalha todo o raciocínio utilizado durante o processo de auditoria. As suas principais finalidades, de acordo com a Controladoria Geral do Estado de Minas (2012), são:
· Contribuir para a análise dos riscos de auditoria.
· Proporcionar a definição dos pontos fracos e fortes da unidade auditável.
· Permitir a avaliação da eficácia dos sistemas de informação, dos controles internos, do desempenho operacional, do desempenho gerencial e do desempenho de gestão.
· Constituir-se em ingrediente básico para a tomada de decisão em processos operacionais e/ou gerenciais de auditoria.
Etapa de planejamento
Pode-se afirmar que não há etapa que afete mais o trabalho de auditoria, do que o tempo empregado em uma inspeção preliminar e no planejamento das tarefas.
Segundo Arlindo Rocha e Marcelo Quintieri (2011), as etapas podem ser definidas da seguinte forma:
1. visão geral;
2. levantamentos preliminares;
3. problema, questões e critérios de auditoria;
4. papéis de trabalho.
Esta divisão pode variar, uma vez que as fases são independentes e ocorrem, muitas vezes, de forma simultânea, não sendo possível sua delimitação na prática. (ROCHA; QUINTIERI, 2011)
Extensão e profundidade
Quanto à extensão e à profundidade dos testes para suportar a opinião dos auditores, é preciso compreender que a complexidade e também o volume das operações realizadas pela empresa farão com que os procedimentos de auditoria sejam diferentemente aplicados por meio de:
Provas seletivas
Testes
Amostragem
Segundo Attie (2011):
Cabe ao auditor, baseado nos elementos de juízo de que disponha, determinar o número da profundidade das operações a serem examinadas, de forma a obter elementos comprobatórios que sejam válidos para o todo.
Atividade
2. O instrumento que define o alcance, a época e a direção da auditoria, para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria, é denominado:
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a) Plano de Auditoria.
b) Programa de Auditoria.
c) Estratégia Global.
d) Planejamento de Auditoria.
e) Mapa de Riscos de Auditoria.
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Evidências de auditoria
Quanto à evidência de auditoria, o que ela deverá compreender?
As informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião, é o que afirma Crepaldi (2011).
Na evidência de auditoria, estão incluídas as informações de registros contábeis que suportam as demonstrações contábeis e outras informações.
Durante todo o processo de formação de opinião independente, o auditor vai recolhendo evidências acerca da fidedignidade das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
O autor afirma que estas evidências são divididas em dois grupos:
	Quanto à finalidade
	Quanto à natureza
	1. evidências sobre a continuidade;
	1. existência física;
	2. evidências sobre o sistema de controles internos;
	2. declaração de fontes independentes consultadas (circularização);3. evidências básicas.
	3. documentação comprobatória;
	
	4. repetição de cálculos;
	
	5. correlacionamento dos dados;
	
	6. procedimentos de controle interno;
	
	7. acontecimentos posteriores.
Crepaldi (2011) afirma que:
Para colher evidências que lhe proporcionem atestar a fidedignidade das demonstrações contábeis, o auditor emprega vários métodos chamados de técnicas de auditoria.
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Mas, o que são essas técnicas?
São o conjunto de investigações empregadas pelo auditor para reunir aquelas evidências citadas anteriormente. As técnicas não são provas em si; elas proporcionam a obtenção de provas necessárias para o auditor emitir um parecer bem fundamentado. (CREPALDI, 2011, p. 326)
O autor afirma que as técnicas de auditoria mais usuais são:
· Exame e contagem física
É geralmente utilizado em contas do ativo. Consiste em identificar fisicamente o bem declarado nas demonstrações financeiras, sendo que os seguintes ativos, conforme afirma Crepaldi (2011), passam por contagem física de:
· 
· dinheiro em caixa;
· estoques;
· títulos (ações, títulos de aplicações financeiras etc.);
· bens do ativo imobilizado.
Crepaldi (2011) afirma que o auditor examina pessoalmente o bem, constando a sua existência, uma vez que estabelece contato visual com o mesmo, certificando-se que de que sua existência é efetiva.
· Circularização
É um procedimento utilizado pelo auditor para confirmar, por meio de cartas, bens de propriedade da empresa em poder de terceiros, direitos a receber e obrigações, conforme relata Crepaldi (2011):
· 
· dinheiro em conta bancária;
· contas a receber dos clientes;
· estoque em poder de terceiros;
· títulos em poder de terceiros;
· contas a pagar a fornecedores;
· empréstimos a pagar.
· 
· Conferência dos cálculos
Crepaldi (2011) afirma que este procedimento é voltado para constatar a adequação das operações aritméticas.
A conferência é uma técnica amplamente utilizada em virtude da quase totalidade das operações da empresa estar voltada para este processo contábil.
O autor afirma que a soma dos livros de registro inicial, os saldos das contas do razão, as multiplicações e as somas dos inventários, os cálculos de depreciação, os devedores duvidosos, assim como muitos outros cálculos exigem verificação.
· Inspeção dos documentos
“É o procedimento de auditoria voltado para a comprovação de transações que por questões legais, comerciais ou de controle são evidenciadas por documentos comprobatórios da efetividade destas transações”. (CREPALDI, 2011, p. 330)
Ainda, segundo o autor, com a devida atenção, o auditor deverá verificar:
· se o documento é legítimo e autêntico;
· se se refere realmente à operação escriturada;
· se essa operação corresponde aos objetivos da empresa;
· se o documento está corretamente preenchido, inclusive quanto a datas, destinatário, cálculos e outros dados intrínsecos;
· se o registro das operações é adequado em função da documentação examinada e se está refletida contabilmente em contas apropriadas.
· Averiguação
Mesmo o auditor sendo um profissional experiente, podem surgir dúvidas a respeito de transações e procedimentos de controle, assim ele deverá esclarecê-las por meio de formulação de perguntas aos funcionários da empresa-cliente.
A averiguação consiste, justamente, em fazer perguntas e obter respostas favoráveis à elucidação de certas questões que podem conduzir a um incremento na profundidade da auditoria. (CREPALDI, 2011)
· Correlação
Segundo Crepaldi (2011), ela deriva do método das partidas dobradas, sendo que, durante o seu trabalho, o auditor executará serviços que terão relação com outras áreas do balanço ou do resultado do exercício.
Assim, à medida que for sendo observado o relacionamento entre as áreas, o auditor estará efetuando a correlação das informações obtidas.
Atividade
3. Assinale a alternativa que, de acordo com as NBC TAs, apresenta procedimentos considerados mais relevantes/confiáveis para se obter evidências de auditoria.
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a) Procedimentos de confirmação externa.
b) Questionários.
c) Procedimentos analíticos.
d) Recálculos.
e) Entrevistas.
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Objetivo da Auditoria Operacional Governamental
Dentro do contexto apresentado, o objetivo significa aquilo que se pretende alcançar, em um ambiente macro, sendo possível os seguintes questionamentos:
Qual a finalidade da realização do exame dentro da área selecionada?
Quais os pontos que deverão ser analisados?
Arlindo Rocha e Marcelo Quintieri (2011) afirmam que o problema de auditoria é o que queremos investigar, o objeto de investigação, o que vai dar sentido ao trabalho.
Os autores consideram este componente como central para o direcionamento dos trabalhos. Este ponto estabelece ao mesmo tempo o objeto da investigação e os limites que devem ser observados.
Questões de auditoria
O tipo de questão formulada deve ter relação direta com a natureza da resposta e com o tipo de informação que constará no relatório. Arlindo Rocha e Marcelo Quintieri (2011, p. 68) destacam que ainda devem ser observados:
· A clareza e especificidade.
· O uso de termos e variáveis que possam ser definidos e mensurados.
· A viabilidade investigativa (possibilidade de serem respondidas).
· A articulação e coerência (o conjunto de questões elaboradas deve ser capaz de esclarecer o problema de auditoria previamente identificado).
Assim, foi possível notar que é preciso de uma série de requisitos e critérios para que sejam elaboradas da forma correta as questões de auditoria.
Escopo de auditoria
Segundo a Controladoria Geral do Estado de Minas (2012), o escopo de trabalho é a delimitação para a implementação dos programas de auditoria. Esta etapa deverá contemplar os seguintes elementos:
	Abrangência
	Oportunidade
	Refere-se à delimitação do universo auditável e, por ser assim, representa o mais importante elemento estrutural do escopo. Por este requisito identifica-se o que deve ser examinado.
	Consiste, objetivamente, na pertinência do ponto de controle e na temporalidade dos exames programados, aqui o sentido da tempestividade torna-se variável decisiva. Identifica-se quando deve ser realizado o exame, ou seja, o seu período de abrangência.
	Extensão
	Profundidade
	Corresponde à configuração da amostra, à amplitude ou ao tamanho dos exames previstos (provas seletivas, testes e amostragens), ou seja, à quantidade dos exames programados. Identifica-se quanto deve ser examinado.
	Significa a intensidade das verificações, o seu grau de detalhamento, seu nível de minúcia, enfim a qualidade dos exames. Difere do conceito da extensão visto aquele se relacionar aos aspectos da quantidade. Identifica-se como deve ser realizado o exame. Ex.: técnicas de auditoria utilizadas, roteiros de auditoria e check-list aplicados.
(Controladoria Geral do Estado de Minas, 2012, p. 59)
Aspectos da metodologia auditorial
A metodologia utilizada compreende uma série de procedimentos, técnicas e métodos usados para se atender aos objetivos previstos, sendo que, segundo a Controladoria Geral do Estado de Minas (2012), devem ser indicados os seguintes aspectos:
· as tendências orçamentárias, financeiras, econômicas e sociais;
· os programas, os projetos e as atividades da gestão pública ou privada;
· os agentes gestores desses programas, os projetos e as atividades.
· nas perspectivas ambientais apresentadas;
· na trajetória dos processos gerenciais e operacionais ou o ciclo administrativo: planejamento, execução e controle;
· nos resultados orçamentários, financeiros, econômicos, patrimoniais e sociais esperados e alcançados.
· nos momentos referenciais do planejamento e da execução das políticas públicas ou políticas estratégicas;
· durante o processo de gerenciamento.
· para antecipar variáveis ambientais valorizando a tomada de decisões no presente;
· para comprovar a adequação do planejamento, a congruência e a efetividade das execuções;
· para eliminar ou reduzir gargalos nos processos operacionais;
· para garantir a consecução das políticas públicas.
· antecipandovariáveis quanto aos resultados futuros;
· identificando qualidades e criticidades nos processos operacionais e gerenciais;
· identificando qualidades e criticidades nos resultados orçamentários, financeiros, econômicos, patrimoniais e sociais.
Plano de auditoria
Dentro do plano de auditoria é comum que sejam apresentadas as seguintes características:
Cronograma para execução
Conforme a Controladoria Geral do Estado de Minas (2012, p. 58), a programação ou o plano de trabalho de auditoria deverá conter, no mínimo, os seguintes dados:
1 - Objetivos (geral e específicos);
2 - Escopo do exame;
3 - Avaliação dos riscos2 envolvidos;
4 - Procedimentos de auditoria a serem executados;
5 - Recursos a serem utilizados (humanos, materiais, tecnológicos e financeiros);
6 - Cronograma detalhado, envolvendo as diversas fases de execução.
Comunicação do plano de trabalho
Após a elaboração do plano de trabalho, deve haver a sua comunicação para todos os níveis hierárquicos da empresa, a saber (Controladoria Geral do Estado de Minas, 2012):
Veja um modelo básico de um plano de trabalho de auditoria operacional governamental, seus principais aspectos e características. É possível notar que deve ser feita toda a identificação do processo de auditoria, primeiramente do órgão ou da entidade a ser auditada, depois o grupo de trabalho que fará a execução das tarefas e por quem serão coordenados.
Além disso, é preciso demonstrar quando iniciarão e terminarão os serviços de auditoria.
	Modelo Básico De Plano De Trabalho De Auditoria
Plano De Trabalho De Auditoria (Capa)
	          ÓRGÃO/ENTIDADE AUDITADO:
	
	          GRUPO DE TRABALHO:
	
	          COORDENAÇÃO:
	
	          Período de Execução dos trabalhos     INÍCIO:
	TÉRMINO?
	          LOCAL/DATA:
          ASSINATURA DA EQUIPE:
	
Fonte: Controladoria Geral do Estado de Minas (2012)
Atividade
4. Durante os trabalhos de auditoria, um auditor necessitou fazer testes de observância para garantir a razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. Os testes foram realizados para os seguintes casos:
I. Verificação de registros.
II. Acompanhamento de procedimentos quando da sua execução.
III. Verificação de ativos tangíveis.
Os testes realizados para esses casos são denominados, respectivamente:
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a) Inspeção, observação e investigação.
b) Inspeção, observação e inspeção.
c) Observação, observação e investigação.
d) Investigação, inspeção e investigação.
e) Observação, inspeção e inspeção.
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Aula 6: Papéis de Trabalho
O que são os papéis de trabalho?
Quando o auditor começa a realizar seu trabalho, para comprovar o que foi auditado, precisa de papéis de trabalho. Vamos ver como isso funciona, o que são e como são organizados e apresentados.
Vamos verificar para que servem e como é o procedimento, bem como os aspectos gerais dessas ferramentas tão importantes para o trabalho do auditor.
· 
· Para que servem os papéis de trabalho?
Crepaldi (2011) afirma que o auditor deve documentar as questões importantes para proporcionar a evidência. Com isso, visa fundamentar seu parecer e comprovar que a auditoria foi executada de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.
· O que são os papéis de trabalho?
Para Attie (2011), os papéis de trabalho formam um conjunto de formulários e documentos que apresentam informações e apontamentos obtidos pelo auditor durante seu trabalho. Também apresentam as provas e descrições dessas realizações, que constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento da opinião do auditor.
Saiba mais
Segundo a NBC TA 230, os papéis de trabalho podem ser assim definidos como Documentação de auditoria 1.
Objetivos dos papéis de trabalho
Segundo Crepaldi (2011), os papéis de trabalho se destinam a:
01 Ajudar, por meio da análise dos documentos de auditoria anteriores ou pelos coligidos quando da contratação da primeira auditoria, no planejamento e na execução da auditoria;
02 Facilitar a revisão do trabalho de auditoria;
03 Registrar evidências de trabalho executado, fundamentando o parecer do auditor independente;
04 Fornecimento de um registro escrito permanente do trabalho efetuado;
05 Fornecimento de informações importantes com relação ao planejamento contábil econômico e financeiro das entidades;
06 Fornecimento aos encarregados da possibilidade de avaliar os atributos dos membros da equipe relativos a diversos aspectos.
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Forma e conteúdo dos papéis de trabalho
Crepaldi (2011) afirma que o auditor deverá registrar, nos papéis de trabalho, informações relativas a:
· Planejamento de auditoria
· Natureza da auditoria
· Oportunidade dos procedimentos aplicados
· Extensão dos procedimentos
· Conclusões da evidência de auditoria
Resultados obtidos
Além disso, para o autor, deverá ser incluído o juízo do auditor acerca de todas as questões significativas, juntamente com a conclusão a que este chegou, além das áreas que apresentam questões de difícil julgamento.
Ainda de acordo com o autor (2011, p. 431) a forma e o conteúdo dos papéis de trabalho podem ser afetados por:
· Natureza do trabalho;
· Natureza e complexidade da atividade da entidade;
· Natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade;
· Direção, supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica;
· Metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos.
Perez Júnior (2012) afirma, de forma complementar, que os papéis de trabalho incluem a compilação de informações tais como:
· Planejamento do trabalho;
· Mapas preparados pelo departamento de Contabilidade, Financeiro ou fiscal, ou até mesmo pelo auditor;
· Memorandos e correspondências relevantes;
· Confirmações de saldos obtidos por terceiros;
· Pasta corrente — papéis de trabalho com exame das transações, programas de auditoria, confirmação de terceiros.
Atenção
Attie (2011) afirma que a pasta corrente reúne a ordem da tarefa e autoriza o trabalho em si: o controle de horas despendidas na execução, programa de trabalho detalhado, todas as informações obtidas e outros que fundamentem a opinião do auditor.
Atividade
1. Os papéis de trabalho não se limitam aos registros elaborados pelo auditor, mas podem incluir outros registros apropriados, como minutas de reuniões elaboradas pelo pessoal da entidade e acordadas com o auditor.
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a) Certo.
b) Errado.
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Pastas para arquivar os papéis
Nas chamadas pastas permanentes, deverão ser arquivados os papéis de trabalho com informações que serão utilizadas no futuro: estrutura organizacional, planos de conta, fluxograma, manual de procedimentos, questionários de avaliação dos controles internos, entre outros.
Attie (2011) complementa que, embora cada atividade de auditoria seja diferente uma da outra, o conteúdo das pastas de papéis permanentes pode variar.
Veja alguns exemplos:
Formas e conteúdo dos papéis de trabalho – aspectos práticos
Crepaldi (2011) afirma que todos os papéis de trabalho devem apresentar as seguintes informações básicas:
Ainda com relação aos papéis de trabalho, é preciso entender os seguintes conceitos:
· Células-mestras — o título é o nome do grupo ou subgrupo de contas do balanço;
· Células analíticas — o título irá demonstrar o tipo de análise ou procedimento de auditoria aplicado, fazendo referência ao item de programa de auditoria que se aplica;
· Data — indica a data do trabalho. Caso haja trabalhos de auditoria interna combinados com o de auditoria externa, também deverão constar as demonstrações a que se referem;
· O nome de quem preparou a célula no canto inferior direito;
· As iniciais de quem a prepara indicam quem foi responsável por seu preenchimento;
· Caso haja trabalho conjunto com a auditoria interna, deverá constar a frase “Preparado pela auditoria interna”.
Aspectos fundamentais dos papéis de trabalho
A tabela abaixo apresenta esses aspectos:
	Aspecto
	Descrição
	Completabilidade
	Ospapéis de trabalho necessitam ser completos por si só, relatando começo, meio e fim do trabalho praticado.
	Concisão
	Os papéis de trabalho devem ser concisos, ou seja, ser entendidos sem necessidade de explicações da pessoa que o elaborou.
	Objetividade
	Os papéis de trabalho deverão ser objetivos, ou seja, demonstrar aonde o auditor quer chegar, de forma clara.
	Limpeza
	Os papéis de trabalho deverão estar limpos, de forma a não prejudicar seu entendimento.
	Lógica
	Devem ser elaborados de forma lógica de raciocínio, na sequência natural o objetivo a ser atendido.
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Pontos essenciais dos papéis de trabalho. Fonte: Adaptado de Attie (2011) e Crepaldi (2011).
Atividade
2. A Resolução CFC nº 986/2003 (NBC TI 01), no que se refere aos papéis de trabalho, estabelece que:
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a) São ferramentas destinadas apenas ao registro em meio físico, que devem ser organizadas e arquivadas de forma sistemática e racional.
b) São documentos e registros de fatos, informações e provas obtidos no curso da auditoria para dar suporte à opinião do auditor.
c) Devem ter abrangência superficial, uma vez que se trata de ferramenta de suporte.
d) Não é ferramenta adequada para proporcionar a compreensão da extensão dos procedimentos de auditoria aplicados.
e) A boa prática dos trabalhos não recomenda que sejam anexados a outros tipos de documentos.
Organização dos papéis de trabalho
Perez Júnior (2012) afirma que a padronização dos papéis de trabalho geralmente ocorre para facilitar seu uso e sua classificação.
Para o autor, as células-mestras detalham as contas da razão do balanço ou da conta sintética examinada e são comprovadas por cédulas detalhadas (programas, cédulas-suporte, testes e mapas), que apresentam o trabalho realizado e sua evidência.
Codificação dos papéis de trabalho
Attie (2011, p. 240) afirma:
Com o intuito de arquivar, bem como resumir os trabalhos realizados em determinada tarefa, o auditor realiza o artifício de codificar os seus papéis de trabalho.
O autor afirma que a codificação dos papéis de trabalho é convencionado, ou seja, é aceita de maneira uniforme, com a utilização de letras maiúsculas.
Além disso, obedece a uma sequência lógica e racional, procurando resumir todos os trabalhos efetuados em um jogo de papéis que, em seu conjunto, irão representar o trabalho executado.
A regra é que, em cada um dos papéis de trabalho, exista espaço apropriado para indicar sua codificação. Cada papel deverá ter seu cabeçalho próprio devidamente preenchido, determinando a empresa, a atividade, a operação, o objetivo, a data do exame e assim por diante.
Esta codificação dependerá da atividade da auditoria e o modo pelo qual esta realiza seu trabalho.
Conforme exemplifica Attie (2011), quando a auditoria realizar um exame das demonstrações contábeis, é comum utilizar cada seção componente destas e determinar a sua codificação. Ao ativo pode-se destinar uma única letra, e as do passivo, duas letras, por exemplo.
	ATIVO
	PASSIVO
	A
	Disponibilidades
	AA
	Fornecedores
	B
	Contas a Receber
	AA
	Obrigações Trabalhistas
	C
	Demais Contas a Receber
	CC
	Obrigações Tributárias
	D
	Estoques
	DD
	Distribuições Estatutárias
	E
	Despesas do Exercício Seguinte
	EE
	Demais Contas a Pagar
	G
	Controladora
	GG
	Financiamentos
	H
	Demais Contas a Receber – Longo Prazo
	HH
	Debêntures
	J
	Investimento
	II
	Controladora, Controladas e Coligadas
	L
	Imobilizado
	JJ
	Demais Contas a Pagar
	M
	Intangível
	MM
	Receitas Diferidas
	
	
	NN
	Patrimônio Líquido
Dica
Segundo o autor, neste exemplo, as seções referentes às letras F não têm denominação específica, oferecendo uma possibilidade de adaptação às empresas.
VIDEO
Determinação de referências próprias
A codificação pode ser feita ainda com referências próprias, como por exemplo, Tesouraria, Contas a Pagar, setor de Pessoal, entre outros, sendo que a codificação feita pode variar de acordo com as circunstâncias e peculiaridades de cada caso.
Segue um exemplo representando uma codificação de papéis de trabalho:
	Classificação
	Descrição
	Determinação
	BL
	Balanço
	Papel de trabalho mestre
	C
	Resumo de Estoques
	Papel de trabalho mestre de estoques, mas subsidiário de balanço
	C1
	Resumo de matérias-primas
	Papel de trabalho subsidiário da área de estoques
	C1-1
	Listagem de matérias-primas da filial de São Paulo
	Papel de trabalho subsidiário da área de estoques
	C1-1-1
	Resumo de contagem física realizada na filial de São Paulo
	Papel de trabalho subsidiário da área de estoques
	C1-1-1-1
	Detalhamento da contagem física realizada na Filial de São Paulo de um item
	Papel de trabalho subsidiário da área de estoques
O autor afirma que essa codificação é de grande valia para o auditor, pois permite a ele a utilização de um artifício chamado referências cruzadas.
As referências cruzadas permitem uma adequada amarração aos papéis de trabalho, uma mesma área ou que tenham influência de outras áreas de trabalho.
Assim, de acordo com o exemplo apresentado, os papéis de trabalho codificados de BL a C1-1 precisam estar referenciados entre si, evidenciando os papéis de trabalho que indiquem onde as tarefas foram realizadas.
Forma básica utilizada para o uso das referências cruzadas
Uma forma básica utilizada para o uso das referências cruzadas está nas seguintes regras (ATTIE, 2011, p. 241-242):
A. Quando o trabalho estiver apoiado em valores ou quantidades, deve-se somente cruzar as cifras idênticas. Caso se trate de um grupo de números, necessitam ser somados antes de serem referenciados.
B. Utilização de lápis de cor distinta à pronta indicação visual nos papéis de trabalho.
C. Referenciar cruzadamente implica em determinar tal evidência nos papéis de trabalho que se complementam entre si e, portanto, todo o cruzamento de referências deve ser feito em ambas as direções.
D. Por vezes, é imprescindível a oposição de espaço no próprio papel de trabalho através de uma única coluna para referências.
Atividade
3. Para fins das Normas de Auditoria, entende-se por papéis de trabalho:
Parte superior do formulário
a) O conjunto de informações fornecidas pelo auditado.
b) O conjunto de documentos que atestam a competência do auditor.
c) O conjunto de documentos que autorizam a empresa de auditoria a atuar.
d) O registro dos procedimentos de auditoria, evidências obtidas e conclusão do auditor.
e) Os apontamentos feitos pelo auditor que são descartados quando da conclusão do trabalho.
Parte inferior do formulário
Indicação do exame
Os exames praticados pelo auditor, em sua totalidade, precisam ser indicados nos papéis de trabalho, que devem ser autoexplicativos.
Attie (2011) afirma que há exceção para casos onde há evidência completa e suficiente por si só da indicação do exame. Por exemplo: Uma confirmação obtida diretamente de fonte externa. Já os demais casos necessitam de comprovação de onde foram obtidos os valores.
Assim, se houve por parte do auditor a conferência de determinado valor com um documento, ou se foi conferido um dado com os registros contábeis, isso é considerado um trabalho praticado e precisa ser evidenciado.
A indicação dos exames realizados é praticada com o uso dos seguintes artifícios:
· Tiques explicativos
Sinais peculiares que o auditor utiliza para indicar um exame praticado. São empregados para indicar a fonte de obtenção ou conferência de um valor, sendo desnecessárias explicações.
Exemplo: quando o auditor confere determinado valor de despesas de propaganda com a razão e constata que tudo está certo, assim o exame é indicado por um tique explicativo comentando do exame praticado da conferência com o Razão.
A tabela a seguir permite entender melhor os tiques em auditoria:
· Letras explicativas
Correspondem aos exames praticados pelo auditor e necessitam de uma explicação adicional ao exame efetuado.
Como exemplo, existe o caso em que o auditor examina uma despesa por meio da documentação-suporte.
Caso tal exame não identifique nenhuma anormalidade, a indicação poderia ter sido feita por tique explicativo. Emcaso de exceção, como, por exemplo, falta de comprovantes, aprovação, indicação dos exames praticados, é necessário que sejam adicionadas informações constatadas, o que é feito com o uso de letras explicativas.
· Notas explicativas
Correspondem aos exames praticados pelo auditor. Geralmente têm conotação de ordem geral e não podem ser indicadas por tiques e letras explicativas.
Exemplo
A definição de extensão de um trabalho realizado, a definição dos critérios utilizados para a seleção dos valores a serem praticados, o procedimento de confirmação, a seleção dos itens de estoque identificados para a contagem física, bem como o relacionamento de exames praticados entre áreas afins como o imobilizado e as despesas de manutenção e reparos.
Tipos de papéis de trabalhos
Crepaldi (2011) relata que, se os papéis de trabalho devem ser os meios pelos quais a prova é obtida, segue-se que eles devem assumir ampla variedade de formas e modelos.
Um papel de trabalho é qualquer registro que o auditor faz de seu trabalho ou de material que ele encontra, a fim de utilizar em conjunto com seu parecer.
Na próxima aula, abordaremos a amostragem de auditoria utilizada para proporcionar ao auditor uma base razoável, a fim de que ele possa concluir o seu trabalho quanto à população da qual a amostra é selecionada.
Atividade
4. As Normas de Auditoria requerem que as firmas estabeleçam políticas e procedimentos para a retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de auditoria, geralmente, não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do auditor do grupo.
Parte superior do formulário
a) Certo.
b) Errado.
Parte inferior do formulário
Aula 7: Amostragem de auditoria
Importância da amostragem de auditoria
Pense em uma empresa com muitos grupos contábeis ou ainda com muitas operações.
É fundamental que o auditor tenha certeza de poder cobrir o máximo possível de informações em seu trabalho. Mas se a estrutura ou os grupos forem muito complexos, ficará inviável ou até mesmo impossível, uma vez que o auditor também terá que lidar com o fator tempo em seu trabalho.
Para isso, foi criada a amostragem em auditoria, para que o trabalho do auditor consiga validar o máximo de informações possíveis, atestando, pelo uso de amostras representativas, a veracidade das informações contábeis.
Conceitos de amostragem de auditoria
Segundo a NBC TA 530, sobre amostragem de auditoria, o principal objetivo da utilização desta técnica:
(...) é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada.
VIDEO
Crepaldi (2011) afirma que a amostragem em auditoria é um processo para a obtenção de dados aplicáveis a um conjunto, conhecido como universo ou população, pelo exame de uma parte deste conjunto, que é conhecido como amostra.
Amostragem é a aplicação de procedimentos em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite ao auditor concluir sobre toda a população (NBC TA 530).
Atenção
Podemos dizer que a amostragem é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta, ou classe das transações.
Tipos de amostragem
Além de entender o que é amostragem, é preciso compreender que ela está dividida em dois tipos, conforme Crepaldi (2011):
Atividade
1. Segundo a NBC TA 530, o auditor, ao definir uma amostra de auditoria, deve considerar, entre outros aspectos:
Parte superior do formulário
a) Os índices de liquidez corrente e seca da companhia.
b) O valor das ações em bolsa de valores da companhia.
c) A confiança depositada nos relatórios da auditoria interna.
d) As características da população da qual será retirada a amostra.
e) A definição da amostra utilizada em empresas semelhantes.
Parte inferior do formulário
Planejamento de auditoria
A amostra selecionada deverá ter relação direta com o volume de transações relacionadas pela entidade na área ou na transação objeto do exame, como também com efeitos nas posições patrimonial e financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período.
Segundo Crepaldi (2011), ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deverá levar em consideração os seguintes aspectos:
· 
· Os objetivos específicos de auditoria.
· A população da qual o auditor deseja extrair a amostra.
· A estratificação da população.
· O tamanho da amostra.
· O risco de amostragem.
· O erro tolerável.
· O erro esperado.
População
Segundo a NBC TA 530:
População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir.
Crepaldi (2011) afirma que o auditor precisa determinar se a população da qual a amostra será extraída é apropriada para o objetivo de auditoria específico.
Assim, é preciso compreender que, se o objetivo do auditor é testar, por exemplo, a existência de superavaliação de Contas a Receber, a população pode ser definida como a listagem de Contas a Receber.
Se o objetivo for testar a subavaliação de Contas a Pagar, a população não deverá ser a listagem de Contas a Pagar, mas sim de pagamentos subsequentes, faturas que não foram pagas, extratos de fornecedores, relatórios de recebimento de mercadorias e de outras populações que forneçam evidências de auditoria de que as contas a pagar estariam subavaliadas.
Estratificação
(...) É o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário).
(NBC TA 530)
Crepaldi (2011) afirma que os estratos precisam ser explicitamente definidos, de forma que cada unidade de amostragem somente possa pertencer a um estrato (grupo com características homogêneas ou similares). Este processo reduz a possibilidade de variação dos itens de cada estrato.
Assim, a estratificação permite que o auditor dirija esforços para que os itens contenham maior potencial de erro, como, por exemplo, os itens de maior valor que compõem o saldo de Contas a Receber, para detectar distorções relevantes por avaliação a maior.
A estratificação também permite amostras com menor tamanho. (Crepaldi, 2011)
Tamanho da amostra
Crepaldi (2011) afirma que, na determinação do tamanho da amostra, o auditor deve considerar o risco de amostragem, bem como erros toleráveis e esperados.
Erro tolerável
Segundo a NBC TA 530, o erro tolerável, ou ainda distorção tolerável, pode ser assim definido:
Este erro tolerável deve ser considerado durante o estágio do planejamento, e dentro dos testes substantivos, está relacionado com o julgamento do auditor sobre a relevância, ou seja, quanto menor o erro tolerável, maior deve ser o tamanho da amostra.
(CREPALDI, 2011)
O autor ainda afirma que nos testes de observância, o erro tolerável é a taxa máxima de desvio de um procedimento de controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar, baseado em avaliação prévia do risco de controle.
Já nos testes substantivos, o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma conta ou uma classe de transações que o auditor está disposto a aceitar, considerando todos os procedimentos de auditoria, para que o auditor possa concluir, com segurança razoável, que as demonstrações contábeis não contêm distorções relevantes.
VIDEO
Erro esperado
Se o auditor esperar que a população contenha erro, é necessário que este examine uma amostra maior do que quando não espera erro, para concluir que o erro da população não excede o erro tolerável planejado.
(CREPALDI, 2011)
Para o autor, tamanhos menores de amostras justificam-se quando se espera que a população esteja isenta de erros.
Assim, ao determinar o erro esperado de uma população, o auditor deverá levar em conta aspectos como, por exemplo:
O autor ainda cita fatores como:
· Avaliação de risco de controle;
· Redução no risco de detecção devido aoutros testes já executados relacionados com os mesmos tópicos;
· Número de itens da população;
· Valor envolvido.
Esses fatores afetam o tamanho da amostra e devem ser levados em conta pelo auditor.
Atividade
2. A amostragem permite que o auditor obtenha e avalie a evidência de auditoria em relação a algumas características dos itens selecionados de modo a concluir, ou ajudar a concluir sobre a população da qual a amostra é retirada. A amostragem em auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem não estatística como a estatística.
Parte superior do formulário
Parte superior do formulário
a) CERTO.
b) ERRADO.
Parte inferior do formulário
Tamanho da amostra
A NBC TA 530 aponta alguns fatores, relacionados ao tamanho da amostra, que devem ser levados em consideração:
1. Aumento na extensão na qual a avaliação de risco do auditor considera os controles relevantes
Efeito no tamanho da amostra: Aumento.
Quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade operacional dos controles, menor será a avaliação do auditor quanto ao risco de distorção relevante e maior deve ser o tamanho da amostra.
Quando a avaliação do auditor, quanto ao risco de distorção relevante no nível de afirmações, inclui uma expectativa da efetividade operacional dos controles, ele tem que executar os testes de controles.
Sendo os outros fatores iguais, quanto maior for a confiança que o auditor deposita na efetividade operacional dos controles na avaliação de risco, maior será a extensão dos testes de controles dele (e maior o tamanho da amostra).
2. Aumento na taxa tolerável de desvio
Efeito no tamanho da amostra: Redução.
Quanto menor a taxa tolerável de desvio, maior precisa ser o tamanho da amostra.
3. Aumento na taxa esperada de desvio da população a ser testada
Efeito no tamanho da amostra: Aumento.
Quanto mais alta a taxa esperada de desvio, maior precisa ser o tamanho da amostra para que o auditor faça uma estimativa razoável da taxa real de desvio.
Fatores relevantes para a consideração do auditor sobre a taxa esperada de desvio incluem:
· O entendimento do auditor dos negócios da entidade (em particular, procedimentos de avaliação de risco realizados para obter um entendimento do controle interno); 
· As mudanças no pessoal ou no controle interno; 
· Os resultados dos procedimentos de auditoria aplicados em períodos anteriores; 
· Os resultados de outros procedimentos de auditoria. 
Altas taxas esperadas de desvio de controle em geral, garantem, se garantirem, pouca redução do risco de distorção relevante avaliado.
4. Aumento no nível de segurança desejado - taxa tolerável de desvio
Aumento no nível de segurança desejado do auditor de que a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população.
Efeito no tamanho da amostra: Aumento.
Quanto maior for o nível de segurança de que o auditor espera que os resultados da amostra sejam de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população, maior deve ser o tamanho da amostra.
5. Aumento na quantidade de unidades de amostragem na população
Efeito no tamanho da amostra: Efeito negligenciável.
Para populações grandes, o tamanho real da população tem pouco efeito, se houver, na amostra.
Para pequenas populações, a amostragem pode não ser tão eficiente quanto os meios alternativos para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente.
6. Aumento na avaliação do risco de distorção relevante do auditor
Efeito no tamanho da amostra: Aumento.
Quanto mais alta a avaliação do risco de distorção relevante do auditor, maior deve ser o tamanho da amostra.
A avaliação do risco de distorção relevante do auditor é afetada pelo risco inerente e pelo risco de controle.
Exemplo: se o auditor não executar os testes de controles, sua avaliação de risco não pode ser reduzida pela operação eficiente dos controles internos com relação à afirmação em particular.
Para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável, o auditor precisa de um risco baixo de detecção e pode confiar mais em procedimentos substantivos.
Quanto mais evidência de auditoria for obtida com os testes de detalhes (ou seja, quanto mais baixo for o risco de detecção), maior precisa ser o tamanho da amostra.
7. Aumento no uso de outros procedimentos substantivos
Efeito no tamanho da amostra: Redução.
Quanto mais o auditor confia em outros procedimentos substantivos (testes de detalhes ou procedimentos analíticos substantivos) para reduzir a um nível aceitável o risco de detecção relacionado com uma população em particular, menos segurança o auditor precisa da amostragem e, portanto, menor pode ser o tamanho da amostra.
8. Aumento no nível de segurança desejado - distorção tolerável
Aumento no nível de segurança desejado pelo auditor de que uma distorção tolerável não é excedida pela distorção real na população.
Efeito no tamanho da amostra: Aumento.
Quanto maior o nível de segurança que o auditor precisa para que os resultados da amostra sejam de fato indicativos do valor real de distorção na população, excedido pela distorção real na população, maior precisa ser o tamanho da amostra.
9. Aumento na distorção tolerável
Efeito no tamanho da amostra: Redução.
Quanto menor for a distorção tolerável, maior precisa ser o tamanho da amostra.
10. Aumento na quantidade de unidades de amostragem na população
Aumento na quantidade de unidades de amostragem na população. Aumento no valor da distorção que o auditor espera encontrar na população.
Efeito no tamanho da amostra: Aumento.
Quanto maior for o valor da distorção que o auditor espera encontrar na população, maior deve ser o tamanho da amostra para se fazer uma estimativa razoável do valor real de distorção.
Os fatores relevantes para a consideração do auditor do valor de distorção esperado incluem:
· A extensão na qual os valores dos itens são determinados subjetivamente; 
· Os resultados dos procedimentos de avaliação de risco; 
· Os resultados dos testes de controle; 
· Os resultados de procedimentos de auditoria aplicados em períodos anteriores; 
· Os resultados de outros procedimentos substantivos.
11. Quantidade de unidades de amostragem na população
Efeito no tamanho da amostra: Efeito negligenciável.
Para populações grandes, o tamanho real da população tem pouco efeito, se houver, no tamanho da amostra.
Para pequenas populações, a amostragem de auditoria não é tão eficiente quanto os meios alternativos para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente.
Ao usar a amostragem de unidade monetária, um aumento no valor monetário da população aumenta o tamanho da amostra, a menos que isso seja compensado por um aumento proporcional na materialidade para as demonstrações contábeis como um todo e, se aplicável, nível ou níveis de materialidade para classes específicas de operações, saldos de contas e divulgações.
Crepaldi (2011) arma que o tamanho da amostra será afetado pelo nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar, com relação aos resultados.
Quanto mais baixo o risco que este auditor estiver disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra. Mas como é denido o risco de amostragem?
Risco de amostragem
Conforme afirma Crepaldi (2011), surge da possibilidade de que a conclusão do auditor, com base em uma amostra, possa ser diferente da conclusão que ele alcançaria se toda a população estivesse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.
A NBC TA530 pode levar a dois tipos de conclusões diferentes:
Saiba mais
Conheça os riscos em cada tipo de teste.Riscos em cada tipo de teste 
Crepaldi (2011) afirma que o auditor está sujeito ao risco de amostragem tanto nos testes de observância quanto nos substantivos, sendo: 
Testes de observância 
· Risco de subavaliação de confiabilidade: envolve o risco que, embora o resultado de sua aplicação de procedimentos de auditoria sobre a amostra não seja satisfatório, o restante da população possua um menor nível de erro do que aquele que foi detectado na amostra; 
· Risco de superavaliação da confiabilidade: relacionado ao risco que, emborao resultado da aplicação de procedimentos de auditoria sobre a amostra seja satisfatória, o restante da população possua maior erro do que aquele que foi detectado na amostra. 
2. Testes substantivos 
· Risco de rejeição incorreta: se o resultado da aplicação de procedimentos de auditoria sobre a amostra leve à conclusão de que o saldo de uma conta ou classe de transações registradas está, relevantemente, distorcido, embora este não esteja; 
· Risco de aceitação incorreta: se o resultado da aplicação de procedimentos de auditoria levar à conclusão de que o saldo de uma conta ou classe de transações registradas não está relevantemente distorcido, mas que efetivamente está. 
O risco de subavaliação da confiabilidade e também de rejeição incorreta afetam a eficiência da auditoria, conduzindo o auditor a realizar trabalhos adicionais, o que acabaria por estabelecer que as conclusões iniciais seriam incorretas. 
Por sua vez, o risco de superavaliação da confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm probabilidade de conduzir a conclusões errôneas sobre alguns controles, saldos de contas ou classe de transações do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou risco de rejeição correta. 
Segundo a NBC TA 530, há ainda o “risco não resultante da amostragem, que é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem”. 
Ainda segundo a norma, “os exemplos de risco não resultante da amostragem incluem o uso de procedimentos de auditoria não apropriados ou a interpretação errônea da evidência de auditoria e o não reconhecimento de uma distorção ou de um desvio”.
VIDEO
Seleção da amostra
Para Crepaldi (2011), o auditor deve selecionar os itens de amostra de tal forma que se possa esperar que esta seja representativa da população. Este procedimento exigirá que todos os itens da população tenham a mesma oportunidade de ser selecionados.
Assim, com a finalidade de evidenciar seus trabalhos, a seleção da amostra deverá considerar:
· 
· O grau de confiança depositado sobre o sistema de controles internos das contas, classes de transações ou itens específicos.
· A base da seleção.
· As fontes da seleção.
· O número de itens selecionados.
Ainda com relação à seleção da amostra, devem ser considerados:
· Seleção aleatória ou randômica.
· Seleção sistemática, observando um intervalo constante entre as transações realizadas.
· Seleção casual, a critério do auditor, baseada em sua profissional.
Avaliação dos resultados da amostragem
Após estes procedimentos, Crepaldi (2011) diz que deverá ser feita a avaliação dos resultados da amostragem, levando em conta os seguintes critérios:
Exemplo
Análise de erros da amostra
Um teste substantivo relacionado com o registro de Contas a Receber, um lançamento feito na conta do cliente errado não afeta o total do grupo, razão pela qual talvez seja impróprio considerar tal fato como um erro ao avaliar os resultados da amostra desse procedimento.
Na próxima aula, veremos os principais aspectos de auditorias por áreas e o detalhamento de como devem ser auditados alguns grupos dentro do balanço contábil.
Atividade
3. A decisão quanto ao uso de amostragem estatística ou não estatística em uma auditoria é um ponto de:
Parte superior do formulário
a) características da atividade auditada.
b) julgamento do auditor.
c) utilização de processamento eletrônico de dados.
d) asseguração contábil.
e) os resultados sobre os riscos de amostragem são indiferentes.
Parte inferior do formulário
4. A eficiência da auditoria pode ser melhorada se o auditor estratificar a população dividindo-a em subpopulações distintas que tenham características similares. O objetivo da estratificação é reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem.
Parte superior do formulário
a) Certo.
b) Errado.
Aula 8: Aspectos contábeis e procedimentos de auditoria das áreas
Auditoria do ativo
Para a aplicação dos procedimentos contábeis e verificação das contas, é preciso inicialmente definir que grupos serão auditados.
Pensando em um primeiro momento no ativo, devem ser observados os seguintes aspectos, conforme determina Crepaldi (2011):
1. Verificar se foram seguidos os princípios de Contabilidade, em bases uniformes.
2. Avaliar se está corretamente classificado nas demonstrações contábeis e se demonstrações cabíveis foram divulgadas nas notas explicativas.
3. Apurar se realmente existem todas as disponibilidades citadas no balanço.
4. Assegurar que existem todas as disponibilidades que deveriam haver.
5. Assegurar que os títulos negociáveis e as inversões financeiras existem e são de propriedade da empresa em exame.
6. Avaliar se todos os rendimentos produzidos foram recebidos e contabilizados.
7. Apurar se as contas a receber de clientes são autênticas e têm origem com transações relacionadas com vendas.
8. Verificar se os valores apresentados são efetivamente recebíveis.
9. Assegurar que os estoques existem fisicamente e são de propriedade da empresa.
10. Verificar a existência e propriedade de procedimentos aplicados a investimentos relevantes.
Atenção 
Dentro do ativo, será dada ênfase ao grupo de disponibilidade, que são os recursos de propriedade da entidade, representados por caixa e equivalentes de caixa, à disposição para uso imediato e irrestrito.
VIDEO
Critérios de avaliação do disponível
Após definido o grupo, é preciso entender os critérios de avaliação do disponível:
· Como as contas do disponível são representadas, na maioria das vezes, pelo seu valor nominal, geralmente não há dificuldade em sua avaliação.
· As aplicações em títulos negociáveis com conversibilidade imediata devem ser avaliadas pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos calculados proporcionalmente ao período decorrido desde a data de aquisição e deduzido, se necessário, da provisão para ajustes de mercado.
· As disponibilidades em moeda estrangeira deverão ser convertidas da data do balanço em moeda corrente, à taxa vigente na época.
· As aplicações temporárias em ouro e em ações (na forma de ativo financeiro) devem ser avaliadas a valor de mercado.
Atividade
1. O auditor, ao avaliar um item do ativo, não deve considerar como um elemento a ser refletido no cálculo do valor em uso, a estimativa dos fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter com esse ativo.
Parte superior do formulário
a) CERTO.
b) ERRADO.
Parte inferior do formulário
Revisão de controles internos
Após os critérios de avaliação do disponível, deverá ser feita a revisão de controles internos que, segundo Attie (2011), tem como finalidade determinar qual a confiabilidade depositada no controle interno, para que possam ser definidos quais e quando os procedimentos de auditoria serão utilizados e em qual extensão.
Attie (2011) cita alguns tipos de controle que servem para o fortalecimento dos controles internos e podem ser utilizados de forma quase que padrão para diversas companhias:
Procedimentos de auditoria
De forma bastante específica, os procedimentos de auditoria são as ferramentas que o auditor utiliza para a realização de seus trabalhos.
Eles são utilizados para o auditor atingir os objetivos previamente delineados, que são vários, dependendo das circunstâncias, da efetividade, do controle interno e da materialidade envolvida.
Conforme destaca Attie (2011), podem ser destacados alguns procedimentos ilustrativos, a ser utilizados durante a execução da auditoria.
Escrituração. Exame de conta de razão de bancos; Exame de conta de razão de caixa; Exame de conta de aplicações financeiras.
Confirmação. Confirmação dos saldos bancários; Confirmação das pessoas autorizadas a assinar; Confirmação de aplicações financeiras.
Cálculos. Soma de conciliações; Soma do razão auxiliar de bancos; Cálculo de juros pagos ou recebidos.
Exame Físico. Contagem do caixa ou fundo fixo; Contagem das aplicações financeiras.
Documentos originais.Exame documental dos cheques pagos; Exame documental de avisos bancários; Exame documental de aplicações financeiras; Exame de atas de assembleias de reuniões; Exame de contratos.
DICA
Estes são apenas alguns exemplos de procedimentos, porém podem existir muitos outros, dependendo da autoria e complexidade das atividades da empresa.
VIDEO
Auditoria das disponibilidades
Nessa auditoria, o auditor deverá determinar, conforme relata Attie (2011):
1. Existência de vários caixas, que deverão ser contados ao mesmo tempo, de acordo com a materialidade ou base rotativa.
2. Existência de várias contas bancárias para identificação das contas mantidas pela empresa e procedimentos que serão utilizados.
3. Manutenção de contas especiais para programação dos procedimentos a serem seguidos com relação a estes. Por exemplo: limite de crédito, dividendos, salários.
4. Contas bancárias encerradas para identificação de que realmente as contas foram encerradas formalmente e de que não houve operações após o encerramento.
Auditoria de caixa
De forma específica, quando for realizada a auditoria de caixa, alguns cuidados deverão ser levados em conta:
Na entrega do numerário contado, deverá ser obtido o recibo de entrega assinado pelo responsável para isentar o auditor de quaisquer diferenças encontradas.
Já para as contas bancárias, de forma resumida, o auditor pode levar em conta a observância das conciliações bancárias, a utilização de confirmações junto aos bancos, bem como o uso de extrato bancário, entre outros procedimentos que podem ser utilizados.
As aplicações financeiras, por sua vez, podem utilizar os mesmos procedimentos de verificação do caixa, contando também com alguns aspectos relativos à auditoria de bancos, como confirmação e uso de extratos.
Contas de disponibilidades x outras contas do balanço
Perez Júnior (2012) ainda relaciona as contas de disponibilidades com outras contas do balanço, e afirma que estas relações também podem ser investigadas para fins de auditoria.
As contas de disponibilidades também possuem relações com as contas de resultado, e estas igualmente podem ser observadas para a realização dos procedimentos de auditoria.
	Caixa e Bancos — Relações Patrimoniais
	Contrapartida
	Operações
	Aplicações Financeiras
	Aplicação e resgate de operações
	Clientes
	Recebimento de duplicatas
	Estoques
	Compras à vista
	Contas a Receber
	Recebimentos diversos
	Imobilizado
	Compra à vista de bens patrimoniais
	Investimentos
	Aplicações e investimentos permanentes
	Exigível
	Pagamento de duplicatas de fornecedores, salários e encargos, impostos e taxas, empréstimos e financiamentos, contas em geral etc.
	Patrimônio Líquido
	Integralização de capital
	Aplicações Financeiras — Relações Patrimoniais
	Contrapartida
	Operações
	Bancos Conta Movimento
	Aplicações e resgate de aplicações
Atividade
2. Marque a alternativa que representa o objetivo específico da auditoria das contas de resultado:
Parte superior do formulário
a) Certificar que a área de compras cumpriu as normas de controle interno.
b) Verificar se as despesas correspondentes às receitas realizadas foram apropriadas no período.
c) Conferir a exatidão da apuração do novo custo médio nos registros de compras dos estoques de mercadorias.
d) Comprovar a correta apropriação das despesas em obediência ao regime de caixa.
e) Confirmar se os pagamentos realizados foram conciliados.
Parte inferior do formulário
Auditoria do passivo
Crepaldi (2011) afirma que as obrigações representam fontes de recursos e reivindicações de terceiros contra os ativos da empresa.
Para o autor, o auditor precisará estabelecer a importância das contas patrimoniais a serem testadas, verificando se as dívidas foram registradas de forma devida na Contabilidade. Estas dívidas estão classificadas no passivo circulante e no não circulante.
As obrigações, de modo geral, são os seguintes grupos de contas:
Para Attie (2011), a auditoria dos passivos tem a finalidade de determinar:
· se são pertencentes à empresa;
· se foram utilizados os princípios de contabilidade;
· a existência de ativos dados em garantia ou vinculações com o passivo;
· se estão classificados de forma correta no balanço patrimonial e se as divulgações foram devidamente feitas nas notas explicativas.
No que diz respeito ao passivo circulante, este tem a ver com a origem dos investimentos e de vencimento de curto prazo.
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Atividade
3. Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo prazo, ou de curto prazo quando houver efeito relevante, devem ser ajustados a valor presente com base em taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo, e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais.
Parte superior do formulário
a) CERTO.
b) ERRADO.
Parte inferior do formulário
4. A finalidade da auditoria do passivo é verificar se todas as obrigações estão devidamente registradas. Ao efetuar testes nos pagamentos subsequentes à data do balanço, o auditor identificou várias notas fiscais de fornecedores referentes ao período auditado não provisionadas. É correto afirmar que o erro constatado pode ter como efeito:
Parte superior do formulário
a) A interferência no cálculo do indicador do retorno do patrimônio líquido, para maior.
b) A superavaliação do passivo: melhoria na aparência da empresa junto a credores.
c) Os valores ocultos: interferência no cálculo do indicador de liquidez, para maior.
d) O aparecimento de juros falsos com o aumento das despesas financeiras.
e) A definição da amostra utilizada em empresas semelhantes.
Parte inferior do formulário
Principais erros no passivo circulante
Para Crepaldi (2011), os principais erros no passivo circulante são relativos à subavaliação, valores fictícios, omissões, acréscimos falsos e simulações. A seguir, uma lista dos principais erros ocorridos no passivo circulante:
· Subavaliação do passivo
Objetivo: esconder a situação de dificuldade financeira, fraudar o fisco, ludibriar credores e sócios.
Efeitos: falsos cocientes de liquidez, melhora a aparência da empresa junto aos credores.
· Superavaliação do passivo
Objetivo: aumentar o capital de terceiros visando prejudicar sócios e credores com intenção pseudorruinosas.
Efeitos: aparecimento de juros falsos em virtude de falsas dívidas.
· Valores fictícios
Valores hipotéticos sem qualquer substância, dívidas inexistentes.
Objetivo: aumentar o volume de obrigações, a fim de iludir credores e sócios ou ainda tentar justificar sonegações fiscais.
Efeitos: falso quociente de liquidez, interfere no cálculo do imposto de renda.
· Valores ocultos
Objetivo: beneficiar a situação financeira, bem como omitir compras realizadas e, por consequência, atingir o grupo de resultados, afetando o cálculo do imposto de renda.
Efeitos: atinge o cálculo do imposto de renda.
· Simulação
Classificação errada das dívidas de curto prazo como sendo de longo prazo.
Objetivo: influenciar no quociente de liquidez de curto prazo, dando melhor aparência à empresa junto aos seus credores.
Efeitos: falsos quocientes de liquidez.
Aula 9: Controles internos e externos na auditoria governamental
Auditoria interna
Compreende os exames, as análises, as avaliações, os levantamentos e as comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.
A atividade de Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com enfoque técnico, objetivo sistemático e disciplinado, e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios.
Ela também pode ser definida como um sistema de controle,uma vez que além de definir atribuições e responsabilidades, deverá estar interligado com outras áreas, como, por exemplo, o planejamento de execução orçamentária e financeira, dos controles em geral que propiciam segurança quanto aos aspectos formais e materiais dos bens, direitos e obrigações. (SILVA, 2012)
Características da auditoria interna
Podem ser destacadas conforme segue:
	 Agente
	Auditor interno
	 Ação
	Auxílio à alta administração.
	 Atividade
	Adequação do controle interno em relação à prevenção de fraudes e perdas e aderência às normas legais e às diretrizes da alta administração.
	 Execução dos trabalhos
	De acordo com as oportunidades das funções operacionais.
	 Grau de independência
	Baixo em relação à alta administração, satisfatório quanto aos demais níveis.
	 Áreas cobertas pelo exame
	Todas da instituição.
	 Destino dos trabalhos
	Diretoria, sócios, conselhos administrativos e fiscais e auditores externos.
Nota-se que a auditoria interna:
[...] não deve estar subordinada aos demais departamentos da entidade sob a pena de contaminar os resultados a serem alcançados. (SILVA, 2012, p. 17)
Auditoria interna x controle interno
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A auditoria interna não deve ser confundida com controle interno ou com unidade de ou do controle interno. Ela é um controle da própria gestão que tem por papel medir e avaliar a eficiência e eficácia de outros controles.
A Auditoria Interna, segundo Silva (2012), está intrinsecamente ligada ao sistema de controle interno, sendo que ela é o conjunto de normas e procedimentos criado pela entidade para salvaguardar o patrimônio.
Atenção
Não cabe à auditoria interna estabelecer estratégias para gerenciamento de riscos ou controles internos para mitigá-los, pois estas são atividades próprias dos gestores. Cabe-lhe avaliar a qualidade desses processos.
A auditoria interna de um órgão ou entidade do Poder Executivo Federal integra, por força do que dispõe o decreto 3.591/2000, o sistema de controle interno desse poder.
Embora as habilidades da auditoria interna e do controle interno sejam próximas, as suas funções fazem parte de elementos distintos do sistema de controle interno da entidade.
O Tribunal de Contas da União aponta algumas diferenças:
	Controle interno
	
	Auditoria interna
	- Implanta controles.
-Atua no dia a dia, trabalhando no monitoramento de forma contínua e fazendo a autoavaliação dos controles internos.
	
 
	- Não implanta controles.
-Realiza trabalhos periódicos utilizando uma metodologia específica.
Controle interno — administração pública
Silva (2012) cita que na Administração Pública, o controle interno deverá estar diretamente vinculado ao chefe maior, a exemplo da Controladoria Geral da União que é vinculada à Presidência da República. Já para o controle interno regional ou setorial o mesmo princípio se aplica, vinculando a auditoria à alta gerência.
Atenção
Para Castro (2011) a reorganização do controle interno no âmbito do Governo Federal não nasceu de um dia para o outro. Seu marco inicial ficou definido de acordo com a Medida Provisória n. 480, de 27 de abril de 1994, com a criação da Secretaria Federal de Controle Interno.
Controle interno financeiro e auditoria
Tratando-se do controle interno financeiro, que é baseado na Contabilidade, pode-se afirmar que este é um poderoso instrumento de sustentação aos números divulgados e sobre os quais são tomadas decisões.
A auditoria deverá avaliar os mecanismos de controle interno, para saber o risco que se corre, quando da opinião com base em testes, para a avaliação de uma gestão ou certificação de um balanço. (Castro, 2011)
Ações administrativas e gerenciais
Já em um segundo momento, o administrador deve manter condições que demonstrem a prática de uma boa administração, e, por parte dos órgãos de fiscalização, certificar-se de que agiu com correção e competência. (CASTRO, 2011)
O autor ainda cita que depois de organizado o controle interno, é necessário mantê-lo sobre vigilância e avaliação, sendo que possíveis falhas podem trazer reflexos inevitáveis nos resultados da administração, podendo comprometê-la
Objetivos do controle interno na área pública
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O objetivo do controle interno é funcionar, simultaneamente, como um mecanismo de auxílio para o administrador público e como instrumento de proteção e defesa do cidadão. (CASTRO, 2011, p. 293)
O autor afirma ser este controle o responsável por garantir que os objetivos da administração pública sejam alcançados e que as ações serão conduzidas de forma econômica, eficiente e eficaz.
Desta forma, ocorre a salvaguarda, ou seja, a proteção dos recursos públicos, contra o desperdício, o abuso, os erros, as fraudes e as irregularidades.
Assim, conforme Castro (2011, p. 293) os principais objetivos do controle interno são:
Princípios do Controle Interno
Dentro dos princípios de controle podem ser elencados os seguintes elementos, conforme Castro (2011):
Finalidades do Controle Interno
Castro (2011) cita 5 das mais importantes finalidades:
· Segurança ao ato praticado e obtenção de informação adequada
Todo gestor deverá ter o cuidado, em seus atos que estão sujeitos ao julgamento externo de verificar se estes estão cobertos por controles prévios seguros, com suporte de documentos e dentro da legislação. Estas informações devem ser sustentadas pelo controle interno e dizem respeito aos atos praticados e ao impacto nos resultados.
· Promover a eficiência operacional da entidade
Mediante a criação de meios necessários para a execução de tarefas que irão permitir a obtenção do desempenho operacional satisfatório da entidade. Esta eficiência implica no estabelecimento de padrões e métodos adequados para que todas as áreas desenvolvam suas funções de forma apropriada.
· Estimular a obediência e o respeito às políticas traçadas
Trata-se de um processo que envolve muito mais o fator psicológico do que objetivo, ou seja, as pessoas são convencidas a aceitar as diretrizes fixadas e a utilizar linguajar e técnicas comuns na casa.
· Proteger os ativos
De acordo com algumas teorias, em três diferentes momentos, em qualquer administração, de qualquer situação. Em um ente público ou privado, em um segundo momento, deve-se tentar proteger esses ativos contra erros não intencionais e um terceiro momento deve-se tomar cuidado com os ativos em relação às irregularidades intencionais.
· Inibir corrupção
Ou apurar, de forma mais rápida, desvios, tornando a ação dos Tribunais, do Ministério Público ou da Polícia mais efetivas.
Atividade
1. O controle interno é classificado nas seguintes categorias:
Operacional — relacionado às ações que propiciam o alcance dos objetivos da entidade;
Contábil — relacionado à veracidade e à fidedignidade dos registros e das demonstrações contábeis;
Normativo — relacionado à observância da regulamentação pertinente.  
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a) Certo
b) Errado
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Controle Externo
Castro (2011) demonstra que nas grandes empresas o controle é representado por áreas como Orçamento, Contabilidade, Auditoria Interna ou ainda pela Controladoria. Cada uma dessas áreas trabalha com o controle da seguinte forma:
Controle na Administração Pública
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Os controles, dentro da Administração Pública, ocorrem porque os dirigentes devem agir conforme as normas legais que fixam as competências dos órgãos. De acordo com elas há a delimitação do campo de atuação e o estabelecimento de quais controles deve se sujeitar.
O autor ainda cita as formas pela qual o controle é exercido pelo Estado:
1. Sistema de freios e contrapesos representado pela divisão e independência dos poderes da União pelos diferentes níveis de governo da Federação.
2. Fiscalização de partidos políticos.
3. Eleição periódica de governantes.
4. Pressão exercida pela opinião pública e impressa.
5. Sistemas de controle interno e externo.
Visualizando o controle
Castro (2011) citando Silva (2004) relata que existe também outra forma de visualização do controle, da seguinte forma:
Assim, o administrador públicotem como obrigação o dever (CASTRO, 2011):
· 
· Da eficiência;
· Da proibidade;
· De prestar contas.
Controles horizontais
Os controles horizontais são aqueles exercidos entre os poderes constituídos: os controles pela sociedade e os controles pela prestação de contas.
Saiba mais
Conheça mais detalhes sobre os controles externos.Controle — Poder Executivo, Legislativo e Judiciário 
Dentro do controle externo, especificamente o sistema de freio e contrapesos estabelecidos na Constituição Federal são representados pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Controle pelo Tribunal de Contas 
Seguindo o raciocínio do controle horizontal, os três poderes devem prestar contas aos Tribunais de Contas da União 
“Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União [...]”. (BRASIL, 1988) 
Controle feito pela sociedade 
O controle externo também ocorre pela população, uma vez que, conforme Castro (2011), ela se manifesta pela escolha dos governantes e representantes junto ao parlamento municipal, estadual e nacional, elegendo prefeitos, deputados, governadores, presidente, entre outros representantes. 
Além disso, a população pode exercer esse controle por representações e petições junto aos órgãos públicos, pelo direito de obter certidão e informações. O autor destaca o inciso XXXIV do artigo 5º, da Constituição: 
“XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.” (BRASIL, 1988) 
Assim, Silva (2012) citando Wurman (2005), destaca que alguns dos principais aspectos verificados pelo controle externo são:
Contábil — Verificação por meio de registros e documentos se os balanços e as demonstrações dos órgãos e das entidades públicas refletem as variações econômico-financeiras de seu patrimônio.
Financeira — Relativo às receitas e despesas incorridas, ou seja, entradas e saídas de recursos públicos.
Orçamentária — Relativo ao controle da execução orçamentária, ou seja, legalidade dos atos de arrecadação de receita, extinção de direitos e obrigações, cumprimento do programa de trabalho entre outros aspectos. 
Operacional - Ligado ao atingimento de metas e resultados, em relação aos recursos materiais, humanos e tecnológicos.
Patrimonial - Ligado ao atingimento de metas e resultados, em relação aos recursos materiais, humanos e tecnológicos.
Por fim, é possível afirmar que outro meio de controle externo exercido pela população são os meios de comunicação, sendo necessário o acompanhamento dos atos de Administração Pública e de seus agentes. (CASTRO, 2011) 
Atividade
2. Ao Tribunal de Contas da União, órgão de controle externo, compete, nos termos da Constituição Federal, julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos das unidades dos poderes da União e das entidades da administração indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao erário.
Parte superior do formulário
a) Certo
b) Errado
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Órgãos que regulamentam alguns aspectos de controle
Intosai
· 1953
Segundo o Tribunal de Contas, a Intosai foi fundada no ano de 1953 por 34 países, incluindo o Brasil.
· 1977
No ano de 1977, a Declaração de Lima sobre os preceitos de auditoria foi reconhecida como a Carta Magna de Auditoria Governamental, e fornece as bases filosóficas e conceituais para os trabalhos desenvolvidos pela Intosai.
· 1992
Em 1992, houve a organização, a revisão e a assinatura de novos estatutos que detalharam as atribuições e as normas de funcionamento de tal instituição. A Intosai trabalha com a promoção do intercâmbio de informações e experiências enfrentadas pelas Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) no desempenho de suas funções.
Quanto à abrangência, as normas de auditoria da Intosai compreendem, basicamente, quatro partes:
1. 
2. Postulados básicos.
3. Normas gerais.
4. Normas para a elaboração de relatórios.
5. Normas de execução de auditoria.
Coso
· 1985
No ano de 1985, foi criado, nos Estados Unidos, a Comissão Nacional sobre Fraudes em Relatórios Financeiros, que partiu do setor privado com a finalidade de estudar as causas da ocorrência de fraudes em relatórios financeiros e contábeis das empresas. Esta comissão foi patrocinada por cinco importantes organizações de profissionais ligadas à área financeira. (CASTRO, 2011)
· 1992
No ano de 1992, essa comissão publicou um trabalho intitulado Controle Interno: um modelo integrado, utilizado como referência mundial para o tema “controles internos”, pois a bibliografia e os estudos dessa área eram escassos.
Posteriormente, a comissão virou um comitê, entidade sem fins lucrativos, passando assim a ser conhecida como Comitê das Organizações Patrocinadoras (COSO). (CASTRO, 2011)
De acordo com o Coso o controle interno é um processo que serve para melhorar o desempenho operacional, aumentar a confiança nas informações contábeis e financeiras e garantir o respeito às regras estabelecidas.
Assim, de forma mais detalhada seguem as categorias definidas pelo Coso (Castro, 2011, p. 399, 400):
Veja a seguir os modelos utilizados pelo COSO com as definições para o controle interno:
	Coso I – controles internos
	Coso II – gerenciamento de riscos
	Elementos
	Elementos
	Ambiente de controle
	Ambiente interno
	
	Fixação de objetivos
	
	Identificação de eventos
	Avaliação de riscos
	Avaliação de riscos
	
	Respostas Ao Risco
	Atividades de controle
	Atividades de controle
	Informação e comunicação
	Informação e comunicação
	Monitoramento
	Monitoramento
Atenção
Conheça a Lei Sarbanes-Oxley e as mudanças originadas por sua aprovação.
Atividade
3. Para que sejam atendidas as normas da INTOSAI, o planejamento de auditoria deve considerar, na execução dos trabalhos, certos fatores relevantes, dos quais destaca-se:
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a) O valor das últimas cotações das ações em Bolsas de Valores.
b) A análise da margem de contribuição e o ponto de equilíbrio da entidade.
c) O conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade.
d) O cumprimento das metas orçamentárias.
e) A assinatura prévia do contrato de prestação de serviços de auditoria.
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4. A Lei Sarbanes-Oxley (SOX) tem como objetivo a criação, nas empresas, de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis, definindo regras para a criação de comitês encarregados de supervisionar suas atividades e operações, com intuito explícito de:
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a) Contratar auditores independentes, para exame anual de suas demonstrações financeiras.
b) Acompanhar regularmente as cotações das ações da empresa em bolsas de valores.
c) Evitar a ocorrência de fraudes e criar meios de identificá-las quando ocorrem, reduzindo os riscos nos negócios e garantindo a transparência na gestão.
d) Comparar o resultado das auditorias com o de outras empresas do mesmo ramo de atividade.
e) Estabelecer os critérios a serem utilizados pelo Conselho Fiscal da empresa. 
Parte inferior do formulário
Conclusão
Foi possível perceber, conforme aponta o TCU (2009) que a necessidade de implantação, manutenção e avaliação do controle interno já é presente em muitos países.
O modelo utilizado pelos países é baseado em conceitos de gerenciamento de riscos e em estruturas de governança corporativa, em modelos que, por sua vez, são baseados no Coso I e II, bem como na Intosai.
Para concluir o raciocínio, os modelos apresentados por organismos, instituições e comitês internacionais visam à uniformização e definição do controle interno, à definição das responsabilidades e dospapéis de gestores e demais funcionários com relação ao desenho, à implementação e ao monitoramento do controle interno.
Aula 10: Finalização dos trabalhos e emissão do relatório de auditoria
Relatório do(s) auditor(es) independente(s)
O que acontece após todo o processo e a finalização da auditoria?
Afinal de contas, como o auditor irá demonstrar a sua opinião?
Atenção
É importante observar, que após as mudanças ocorridas com a adoção da NBC TA 700 houve a troca do termo Parecer do(s) Auditor(es) Independentes(s) para Relatório dos Auditores Independentes.
Em termos internacionais houve a troca do termo Auditor’s Opinion por Auditor’s Report, ou Auditor’s Independent Report.
Segundo Perez Júnior (2012) o Relatório dos Auditores Independentes é um documento formal e, por meio dele, o auditor expressa de maneira direta e padronizada a opinião acerca das Demonstrações Contábeis que passaram pelo processo de auditoria.
Quando se diz que o Relatório representa a opinião do auditor, não é a opinião pessoal que está sendo avaliada e, sim, o parecer sobre a aderência em relação às normas e aos preceitos legais previstos para a elaboração de tais demonstrações.
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Dica
As normas de auditoria vigentes no Brasil (NBC TAs), emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) tratam sobre todos os detalhes a ser seguidos pelo auditor durante o processo de auditoria de demonstrações contábeis.
O relatório deve ser elaborado de acordo com o estabelecido pela NBC TA 700. Esta norma estabelece que o Relatório deve conter:
De acordo com Perez Júnior (2012), dentro das condições de normalidade, o Relatório deve ser destinado:
Atividade
1. Os objetivos do auditor são: formar uma opinião sobre as demonstrações contábeis com base na avaliação das conclusões alcançadas pela evidência de auditoria obtida; e expressar claramente essa opinião por meio de relatório por escrito.
Parte superior do formulário
a) CERTO
b) ERRADO
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Estrutura do Relatório
Segundo Almeida (2012), o relatório do auditor independente, anteriormente denominado de parecer, representa o produto final do auditor. As normas de auditoria que tratam desse assunto são a NBC TA 700, a NBC TA 705 e a NBC TA 706.
O relatório do auditor independente padrão, compreende basicamente quatro parágrafos:
1. Identificação da entidade, das demonstrações financeiras auditadas e do período auditado.
2. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras.
3. Responsabilidade dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras.
4. Opinião dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras.
Estrutura do relatório — Parágrafo introdutório
O Relatório deve, obrigatoriamente, conter informações sobre as demonstrações contábeis que sofrem o processo de auditoria, além do nome da entidade auditada, os períodos financeiros que serão analisados e as datas em que os procedimentos de auditoria foram realizados.
A NBC TA 700 explicita, de maneira objetiva, o texto 1 a ser utilizado nesse parágrafo.
Esse parágrafo, também, deve explicitar a responsabilidade na elaboração das demonstrações contábeis, a qual pertence à entidade auditada.
O texto deve ser readequado de acordo com as legislações gerais e específicas de cada atividade empresarial. A legislação societária deve ser utilizada em todos os casos por ser a legislação que regula a atividade de todas as empresas em território nacional.
No caso de legislações específicas, podem ser citadas normatizações:
De acordo com a norma, de maneira adicional, a responsabilidade do auditor também deve ser evidenciada, quando ele declarará a responsabilidade assumida durante o trabalho de auditoria, apresentando um resumo das normas de auditoria vigentes, também declarando se o trabalho que foi realizado foi suficiente para municiá-lo para a emissão da opinião formalizada.
Normalmente, um auditor não possui influência obrigatória sobre a efetividade dos controles internos de uma empresa, mas ele pode ser contratado, também para verificá-los, oportunidade em que deverá ficar claro conforme o exemplo apresentado.
Exemplo
Veja um exemplo de texto com a responsabilidade do auditor.
Estrutura do relatório — Parágrafo de opinião
Perez Júnior (2012) afirma que, como o próprio nome diz, é aqui que o auditor expressa a opinião acerca das demonstrações contábeis auditadas. Aqui também deve ser considerado o texto presente na norma de auditoria.
Exemplo
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis da Companhia ABC pelo exercício findo em 31 de dezembro de 20X1 foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a Lei XYZ da Jurisdição X.
[Local (localidade do escritório de auditoria que emitiu o relatório) e data do relatório do auditor independente)]
[Nome do auditor independente (pessoa física ou jurídica)]
[Nome do profissional (sócio ou responsável técnico, no caso de o auditor ser pessoa jurídica)]
[Número de registro no CRC da firma de auditoria e do profissional que assina o relatório)
[Assinatura do auditor independente]
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Depois de citar todos os pontos legais que devem ser considerados no parágrafo de opinião, é o momento de o auditor expressar a opinião propriamente dita, a qual pode ser:
· Sem modificações (sem ressalvas)
No primeiro caso, quando o relatório não possui modificações e também é chamado de relatório limpo, a emissão está condicionada ao auditor ter executado todos os procedimentos de auditoria que tenha julgado como necessários e não tenha encontrado qualquer fato que pudesse influenciar a opinião sobre as demonstrações auditadas.
Veja texto da NBC TA 700 com modelo para opinião sem modificações de acordo com a nova nomenclatura (sem ressalvas).
· Com modificações (ou ressalvas)
Já a NBC TA 705, que trata das modificações na opinião do auditor independente e define as situações em que o auditor deve alterar sua opinião estabelece quatro possibilidades de modificação, sendo duas delas apresentadas como modificações.
Uma de discordância relevante das demonstrações contábeis em relação às práticas contábeis e a outra ligada à limitação nos trabalhos de auditoria. As duas outras modificações possíveis na opinião do auditor independente são a opinião adversa e a abstenção de opinião.
Na primeira situação, quando houver ressalva por discordância em relação às práticas contábeis, o auditor deverá apresentá-la quando houver evidências de auditoria suficientes para a identificação de distorções que, individualmente ou em conjunto, apresentem-se como relevantes, mas sem comprometer de maneira generalizada o conteúdo das demonstrações contábeis apresentado pela empresa auditada.
O relatório com modificações (ressalvas) por discordância é emitido após serem aplicados todos os procedimentos de auditoria na extensão julgada necessária durante o planejamento de auditoria e se encontra discordância (ou discordâncias) em relação às práticas contábeis que, embora afetem as demonstrações contábeis, não afetam seu conjunto como um todo.
Considerando a segunda situação, a de ressalva por limitação na execução dos trabalhos de auditoria, essa deve ser apresentada quando não for possível se obter evidência apropriada e suficiente de auditoria que suporte a opinião do auditor e, ainda, que se houvesse problemas decorrentes da execução completa dos trabalhos de auditoria, tais problemas teriam relevância, mas ainda assim não afetariam a estrutura contábil e financeira das demonstrações de maneira mais ampla.
Neste tipo de cenário, apenas a opinião sobre o que não se pode analisar deve ser restrita. Todos os pontos que puderem ser completamente analisados e terem uma opinião não devem ser esquecidos pelo auditor nesta situação.
· Adversa ou com abstenção de opinião
A penúltima situação a ser apresentada é a da opinião adversa. De acordo com a NBC TA 705, ela deve ser emitida quando, a partir de evidências suficientes e apropriadas, o auditor concluir que as divergências existentes, tanto individualmente quanto em conjunto, possuem relevância epodem ser consideradas afetando de maneira generalizada o conjunto de demonstrações contábeis auditadas.
Esse relatório é emitido quando o auditor realiza todos os procedimentos de auditoria previstos no planejamento inicial e achou distorção (ou distorções) relevante de práticas contábeis que afetam a estrutura das demonstrações contábeis, fazendo com que estas deixem de representar a estrutura financeira, patrimonial e econômica das entidades que as geraram.
Seguindo o especificado na NBC TA 705, segue modelo de relatório com opinião adversa emitido:
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Entidade ABC e suas controladas em 31 de dezembro de 20X1, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de Contabilidade.
[Local (localidade do escritório de auditoria que emitiu o relatório) e data do relatório do auditor independente)]
[Nome do auditor independente (pessoa física ou jurídica)]
[Nome do profissional (sócio ou responsável técnico, no caso de o auditor ser pessoa jurídica)]
[Números de registro no CRC da firma de auditoria e do profissional que assina o relatório)]
[Assinatura do auditor independente]
· Relatório adverso
Por fim, a quarta alternativa de parecer é o relatório com abstenção de opinião, o qual deve ser emitido quando não é obtida evidência de auditoria considerada apropriada e suficiente que sirva de suporte para o registro de uma opinião.
Assim, pode-se definir que, se ocorressem os testes de acordo com o planejamento de auditoria, as distorções contábeis poderiam vir a ser relevantes e afetar a estrutura patrimonial, econômica e financeira de maneira global.
Esse relatório é emitido quando não foram aplicados os procedimentos de auditoria em sua quantidade mínima, julgando o auditor faltarem informações que sirvam de suporte para a emissão de qualquer relatório de auditoria.
Atividade
2. Ao auditar uma sociedade empresária, o auditor independente concluiu que as duplicatas a receber estão com seus saldos superavaliados, em função de não ter sido constituída provisão para devedores duvidosos, para certos clientes em estado falimentar. A distorção é considerada relevante, no entanto, não é generalizada para as demonstrações contábeis. Nesse caso, o auditor independente deve emitir um relatório com:
Parte superior do formulário
a) Opinião Sem Ressalva
b) Opinião Com Ressalva
c) Opinião Adversa
d) Abstenção De Opinião
e) Parágrafo De Ênfase
Parte inferior do formulário
Estrutura do relatório — Parágrafo de ênfase e de outros assuntos
De acordo com o estabelecido pela NBC TA 706, o parágrafo de ênfase pode ser definido como aquele incluído no relatório de auditoria referente a um assunto apropriadamente apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor, é fundamental para o entendimento pelos usuários das demonstrações contábeis.
Também segundo a norma, o parágrafo de outros assuntos é aquele incluído no relatório de auditoria que se refere a um assunto não apresentado ou não divulgado nas demonstrações contábeis e que, de acordo com o julgamento do auditor, é relevante para:
1. Usuários entenderem a auditoria
2. Responsabilidade do auditor
3. Relatório de auditoria
O parágrafo de ênfase tem sua emissão justificada quando o auditor toma ciência de situações que não são discordâncias de normas nem limitações de extensão do seu trabalho, não sendo caracterizadas como modificações, mas que possuem a característica de afetarem as demonstrações contábeis elaboradas pelas empresas auditadas.
Esses fatos são importantes, mesmo sem modificações, tais como problemas relacionados à legislação recém-alterada, liquidez decrescente, resultados fora do esperado etc. 
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Quando apresentar os parágrafos de ênfase e outros assuntos?
· Parágrafo de ênfase
Pode ser apresentado por qualquer um dos tipos de relatórios existentes.
· Parágrafo de outros assuntos
Deve ser incluído quando o auditor identificar assuntos no seu relatório que mereçam destaque e que tenham importância aos usuários do produto da auditoria das demonstrações contábeis.
Atenção
Se o paragrafo de outros assuntos for incluído, assuntos anteriormente tratados nos parágrafos de ressalva ou nos de ênfase não devem ser novamente tratados nesse parágrafo.
 A NBC TA 706 especifica as situações nas quais o parágrafo de outros assuntos deve ser apresentado como um dos componentes do relatório de auditoria.
Atividade
3. Parágrafo de ênfase é aquele incluído no relatório do auditor referente a um assunto apropriadamente apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor, é fundamental ao entendimento pelos usuários das demonstrações contábeis.
Parte superior do formulário
a) CERTO
b) ERRADO
Parte inferior do formulário
4. As normas de auditoria contêm exigências específicas para o auditor incluir parágrafos de ênfase no seu relatório em certas circunstâncias. Essas circunstâncias incluem:
I. quando a estrutura de relatório financeiro aplicável prevista por lei ou regulamento seja inaceitável exceto pelo fato de esta prevista por lei ou regulamento;
II. alertar os usuários de que as demonstrações contábeis foram elaboradas conforme a estrutura de relatório financeiro para propósitos especiais;
III. quando fatos chegam ao conhecimento do auditor após a data do seu relatório e o auditor fornece um relatório novo ou modificado, ou seja, eventos subsequentes.
Parte superior do formulário
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Parte superior do formulário
a) I e II apenas
b) I, II e III
c) II e III apenas
d) III apenas
e) II apenas
Parte inferior do formulário

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