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Núcleo de Educação a Distância DISCIPLINA: METODOLOGIA CIENTÍFICA CARGA HORÁRIA: 80 horas MODALIDADE: A distância 2020 FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD Diretora Geral Prof.ª Valéria Gomes Aguiar Coordenador NEAD Prof. José Eduardo Pinto da Cunha Professor/Tutor Prof.ª Christianne Cardoso Bibliotecária Márcia Aparecida Bellotti Camborda Procurador Institucional – Secretário Geral Prof. Antônio Jorge Gayer Filho Coordenação de Curso – Administração, CST em Gestão de Recursos Humanos e CST em Processos Gerenciais Prof. Anderson Aparecido Rosa Coordenação de Curso – Ciências Contábeis Prof. João Paulo de Lima Vicentini Coordenação de Curso – Enfermagem e CST em Radiologia Prof.ª Lise da Rocha Padilha Simões da Cunha Coordenação de Curso – Psicologia Prof. Tiago Regis Cardoso Santos FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 AULA 2 TEMA DA AULA Tipos e métodos de pesquisa; raciocínios dedutivo e indutivo. Conteúdo: Pesquisa Científica, o que é? Nos cursos, em todos os níveis, exigimos, da parte do estudante, alguma atividade de pesquisa. Esta, efetivamente, tem sido quase sempre mal compreendida quanto à sua natureza e à finalidade por parte de alguns alunos e professores. Muito do que chamamos de pesquisa não passa de simples compilação ou cópia de algumas informações desordenadas ou opiniões várias sobre determinado assunto e, o que é pior, não referenciadas devidamente. Para Demo (2000, p. 20), “Pesquisa é entendida tanto como procedimento de fabricação do conhecimento, quanto como procedimento de aprendizagem (princípio científico e educativo), sendo parte integrante de todo processo reconstrutivo de conhecimento.” A finalidade da pesquisa é “resolver problemas e solucionar dúvidas, mediante a utilização de procedimentos científicos” (BARROS; LEHFELD, 2000a, p. 14) e a partir de interrogações formuladas em relação a pontos ou fatos que permanecem obscuros e necessitam de explicações plausíveis e respostas que venham a elucidá-las. Para isso, há vários tipos de pesquisas que proporcionam a coleta de dados sobre o que desejamos investigar. Algumas razões para eleger uma pesquisa específica são evidenciadas na determinação do pesquisador em realizá-la, entre as quais, as intelectuais, baseadas na vontade de ampliar o saber sobre o assunto escolhido, “atendendo ao desejo quase que genérico do ser humano de conhecer-se a si mesmo e a realidade circundante.” (NASCIMENTO, 2002, p. 55). FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 Métodos e Tipos de Pesquisa Metodologia é a descrição detalhada dos métodos, técnicas e processos seguidos na pesquisa, explicando as hipóteses ou pressupostos, população ou amostra, os instrumentos e a coleta de dados. Os métodos inéditos desenvolvidos pelo autor devem ser justificados e suas vantagens apontadas em relação a outros autores. Novas técnicas podem ser descritas com detalhes, inclusive novos equipamentos ilustrados com fotografias e desenhos. Neste capítulo será apresentado os métodos e procedimentos adotados para o desenvolvimento do trabalho. Este capítulo é de extrema importância, pois as conclusões e achados de uma pesquisa terão pouca validade científica se a forma como se chegou a eles carecer de cientificidade. O pesquisador precisa usar métodos cientificamente aceitos na busca pela compreensão do mundo. Para que o trabalho tenha qualidade, deve usar métodos que façam sentido para os outros pesquisadores da área, lidando com problemas semelhantes. O rigor na apresentação dos detalhes dos procedimentos metodológicos adotados imprime confiança no leitor, pois significa que a pesquisa foi realizada com a exatidão necessária para que se possa acreditar nos resultados obtidos. A metodologia escolhida deve ser aquela que será mais adequada ao seu objeto de estudo e à abordagem aplicada. Métodos As informações a seguir foram elaboradas pelo prof. Maurício Barcellos Almeida, e gentilmente cedidas para fazer parte deste Manual: Método dedutivo: método racionalista, que pressupõe a razão com a única forma de chegar ao conhecimento verdadeiro; utiliza uma cadeia de raciocínio descendente, da análise geral para a particular, até a conclusão; utiliza o silogismo: de duas premissas retira-se uma terceira logicamente decorrente. Todo homem é mortal (premissa maior) Pedro é homem (premissa menor) Logo, Pedro é mortal (conclusão). Método indutivo: método empirista, o qual considera o conhecimento como baseado na experiência; a generalização deriva de observações de casos da realidade concreta e é elaborada a partir de constatações particulares. Pedro é mortal. João é mortal. José é mortal. Carlos é mortal. Ora, Pedro, João, José e Carlos são homens. Logo, (todos) os homens são mortais. Método hipotético dedutivo (Poper, K.): se o conhecimento é insuficiente para explicar um fenômeno, surge o problema; para expressar as dificuldades do problema são formuladas hipóteses; das hipóteses deduzem-se consequências a serem testadas ou falseadas (tornar falsas as consequências deduzidas das hipóteses); enquanto o método FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 dedutivo procura confirmar a hipótese, o hipotético-dedutivo procura evidências empíricas para derrubá-las. Método dialético (Hegel, G.): empregado em pesquisa qualitativa, considera que os fatos não podem ser considerados fora de um contexto social; as contradições se transcendem dando origem a novas contradições que requerem soluções. Método fenomenológico (Husserl, E.): empregado em pesquisa qualitativa, não é dedutivo nem indutivo, preocupa-se com a descrição direta da experiência, como ela é; a realidade é construída socialmente e entendida da forma que é interpretada; a realidade não é única, existem tantas quantas forem suas interpretações. FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 Tipos de pesquisa As informações a seguir foram elaboradas pelo prof. Maurício Barcellos Almeida, e gentilmente cedidas para fazer parte deste Manual: Do ponto de vista de sua natureza: · Pesquisa básica: objetiva gerar conhecimentos novos para avanço da ciência sem aplicação prática prevista. · Pesquisa aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicações práticas dirigidas à solução de problemas específicos. Do ponto de vista da forma de abordagem ao problema: · Pesquisa quantitativa: considera que tudo é quantificável, o que significa traduzir opiniões e números em informações as quais serão classificadas e analisadas. · Pesquisa qualitativa: considera que existe uma relação entre o mundo e o sujeito que não pode ser traduzida em números; a pesquisa é descritiva, o pesquisador tende a analisar seus dados indutivamente. Do ponto de vista dos objetivos: · Pesquisa exploratória: objetiva proporcionar maior familiaridade com um problema; envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos; assume em geral a forma de pesquisas bibliográficas e estudos de caso. · Pesquisa descritiva:objetiva descrever as características de certa população ou fenômeno, ou estabelecer relações entre variáveis; envolvem técnicas de coleta de dados padronizadas (questionário, observação); assume em geral a forma de levantamento. · Pesquisa explicativa: objetiva identificar os fatores que determinam fenômenos, explica o porquê das coisas; assume em geral as formas de pesquisa experimental e pesquisa ex-post-facto. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos: · Pesquisa bibliográfica: elaborada a partir de material já publicado, como livros, artigos, periódicos, Internet, etc.; · Pesquisa documental: elaborada a partir de material que não recebeu tratamento analítico; · Pesquisa experimental: pesquisa em que se determina um objeto de estudo, selecionam-se variáveis que o influenciam, define-se as formas de controle e de observação dos efeitos que as variáveis produzem no objeto; · Levantamento: pesquisa que envolve questionamento direto das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer; · Estudo de caso: envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que se permita o amplo e detalhado conhecimento; · Pesquisa ex-post-facto: quando o experimento se realiza depois dos fatos; · Pesquisa ação: pesquisa concebida em associação com uma ação; os pesquisadores e participantes da situação ou problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo; · Pesquisa participante: pesquisa desenvolvida pela interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas. PROCESSOS LÓGICOS DE ESTUDO FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 O trabalho científico implica ainda outros processos lógicos para a realização de suas várias etapas. Assim, para abordar determinado tema, objeto de suas pesquisas, reflexão e conhecimento, o autor pode utilizar-se de processos analíticos ou sintéticos. A análise é um processo de tratamento do objeto – seja ele um objeto material, um conceito, uma ideia, um texto etc. – pelo qual este objeto é decomposto em suas partes constitutivas, tornando-se simples aquilo que era composto e complexo. Trata-se, portanto, de dividir, isolar, discriminar. A análise é pré- requisito para uma classificação. Esta se baseia em caracteres que definem critérios para a distribuição das partes em determinadas ordens. Não é outra coisa que se manifesta quando um texto é esquematizado, estruturado: as divisões seguem determinados critérios que não podem ser mudados arbitrariamente. Para se descobrir tais caracteres procede-se analiticamente. A síntese é um processo lógico de tratamento do objeto pelo qual este objeto decomposto pela análise é recomposto reconstituindo-se a sua totalidade. A síntese permite a visão de conjunto, a unidade das partes até então separadas num todo que então adquire sentido uno e global. Análise e síntese, embora se oponham, não se excluem. Pelo contrário, complementam-se. A compreensão das coisas pela inteligência humana parece passar necessariamente por três momentos, ou seja, para se chegar a compreender intencionalmente um objeto, é preciso ir além de uma visão meramente indiferenciada de sua unidade inicial, tal como a temos na experiência comum, uma consciência do todo sem a consciência das partes; é preciso dividir, pela análise, o todo em suas partes constitutivas para que, então, num terceiro momento, se tenha consciência do todo, tendo-se plena consciência das partes que o constituem: é a síntese. E o que afirma Saviani ao declarar que a análise é a mediação entre a síncrese e a síntese. A FORMAÇÃO DOS CONCEITOS O raciocínio é o momento amadurecido do pensamento; raciocinar é encadear juízos e formular juízos é encadear conceitos. Por isso, pode-se dizer que o conhecimento humano inicia-se com a formação dos conceitos. O conceito é a imagem mental por meio da qual se representa um objeto, sinal imediato do objeto representado. O conceito garante uma referência direta ao objeto real. Esta referência é dita intencional no sentido de que o conceito adquirido por processos especiais de apreensão das coisas pelo intelecto, que não vêm a propósito aqui, se refere a coisas, a objetos, a seres, a ideias, de maneira representativa e substitutiva. Este objeto passa então a existir para a inteligência, passa a ser pensado. Portanto, o conceito representa e “substitui” a coisa no nível da inteligência. O conceito, por sua vez, é simbolizado pelo termo ou palavra, no nível da expressão linguística. FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 Os termos ou palavras são os sinais dos conceitos, suas imagens acústicas ou orais. Por extensão, tudo o que se disser dos conceitos, no plano da lógica, pode ser dito também dos termos ou palavras. COMPREENSÃO E EXTENSÃO DOS CONCEITOS Assim, conceitos e termos podem ser logicamente considerados tanto do ponto de vista da compreensão, como do ponto de vista da extensão. A compreensão do conceito é o conjunto das propriedades características que são específicas do objeto pensado. São os aspectos, as dimensões, as notas que constituem um ser ou um objeto, um fato ou um acontecimento, que fazem deste ser ou objeto, deste fato ou acontecimento que ele seja o que é e se distinga dos demais; já a extensão é o conjunto dos seres e dos objetos que realizam determinada compreensão, ou seja, a classe dos indivíduos portadores de um conjunto de propriedades características. Observe-se que quanto mais limitada for a compreensão de um conceito, tanto mais ampla será a sua extensão e vice-versa. Assim, considerando-se os conceitos “brasileiro” e “paulista”, a extensão do conceito “brasileiro” é mais ampla do que a do conceito “paulista”, isto porque a compreensão de “brasileiro” é mais limitada, mais pobre do que a compreensão de “paulista”, ou seja, para ser paulista, um indivíduo, além de possuir todas as características exigidas para ser brasileiro, tem ou possui outra característica específica para se definir como paulista. Essas considerações não são bizantinas, levando-se em conta que é a compreensão do conceito que permite a elaboração da definição e a extensão que permite elaborar a divisão ou a classificação. DEFINIÇÃO E DIVISÃO A definição é um termo complexo e, como tal, destina-se a desdobrar todas as notas que compõem a compreensão do conceito. À divisão cabe expressar a extensão dos conceitos, classificando-os, organizando-os em suas classes, de acordo com critérios determinados pela natureza dos objetos. A definição, embora tomando quase sempre a forma de uma proposição, de um juízo, é apenas um termo complexo, plenamente equivalente ao conceito definido. Para ser correta, não deve ser maior nem menor que o termo que pretende definir, não deve ser negativa. Deve ser uma equação. A relevância da definição para o trabalho científico em geral está no fato de ela permitir exata formulação das questões a serem debatidas. Discussões sem clara definição dos temas discutidos não levam a nada. Aprender a bem definir as coisas de que se trata no trabalho é uma exigência fundamental. A FORMAÇÃO DOS JUÍZOS Para pensar e conhecer não é suficiente “conceber conceituando”. O conhecimento só se completa quando se formula um juízo que é “o ato da mente pelo qual ela afirma ou nega alguma coisa, unindo ou separando dois conceitos por intermédio de um verbo”. O juízo é enunciado verbalmente através da proposição, sinal do juízo mental. A proposição é, pois, a vinculação entre um sujeito e um predicado através de um verbo, que são os termos da proposição. Algumas proposições derivam da experiência, enunciam fatos dados na experiência externaou interna, que elas expressam diretamente; outras são formadas pela análise do conceito-sujeito e o predicado é descoberto enquanto é uma nota da compreensão desse conceito. Nos períodos compostos, encontram-se várias proposições; esses períodos são formados por coordenação ou por subordinação. Na coordenação, as proposições estão em FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 condições de igualdade, ao passo que na subordinação uma oração está em relação de dependência para com outras. Essas várias relações têm importância à medida que fornecem matéria para o desenvolvimento da argumentação. A análise das proposições é tarefa prévia da argumentação formal. O raciocínio que constitui o trabalho é uma sequência de juízos e de proposições que precisam ser bem elaborados, tanto do ponto de vista sintático-gramatical, como do ponto de vista lógico. A ELABORAÇÃO DOS RACIOCÍNIOS O discurso científico é fundamentalmente raciocínio, ou seja, um encadeamento de juízos feito de acordo com certas leis lógicas que presidem a toda atividade do pensamento humano. Também no raciocínio pode-se distinguir a operação mental, o resultado desta operação e o sinal externo desta operação, embora se use o mesmo termo para designar essas três dimensões: raciocínio. Como último ato de conhecimento da inteligência, o raciocínio é precedido pela apreensão, que dera lugar aos conceitos, e pelo juízo, que dera lugar às proposições. O raciocínio é, portanto, a ordenação de juízos e de conceitos. O raciocínio consiste em obter um novo conhecimento a partir de um antigo, é a passagem de um conhecimento para outro. Portanto, mostra a fecundidade do pensamento humano. Comporta sempre duas fases: a primeira, em que se tem algum conhecimento, e uma segunda, em que se adquire outro conhecimento. Os lógicos chamam essas duas fases, respectivamente, antecedente e consequente: entre elas deve existir um nexo lógico cognoscitivo necessário. O antecedente é uma razão lógica que leva ao conhecimento do consequente, como uma decorrência daquela razão. O antecedente compõe-se de uma ou várias premissas e o consequente constitui- se de uma conclusão. A afirmação da conclusão é feita à medida que decorre ou depende das premissas. A relação lógica de conhecimentos prévios a conhecimentos até então não afirmados é uma relação de consequência. RACIOCÍNIO DEDUTIVO E INDUTIVO O raciocínio divide-se, basicamente, em duas grandes formas: a dedução e a indução. O raciocínio dedutivo é um raciocínio cujo antecedente é constituído de princípios universais, plenamente inteligíveis; através dele se chega a um consequente menos universal. As afirmações do antecedente são universais e já previamente aceitas: e delas decorrerá, de maneira lógica, necessária, a conclusão, a afirmação do consequente. Deduzindo-se, passa-se das premissas à conclusão. São exemplos clássicos do raciocínio dedutivo os silogismos da lógica formal clássica, assim como as formas de explicação científica de estrutura tipo explans- explanandum, da lógica simbólica moderna. A indução ou o raciocínio indutivo é uma forma de raciocínio em que o antecedente são dados e fatos particulares e o consequente uma afirmação mais universal. Na realidade, há na indução uma série de processos que não se esquematizam facilmente. Enquanto a dedução fica num plano meramente inteligível, a indução faz intervir também a experiência sensível e concreta, o que elimina a simplicidade lógica que tinha a operação dedutiva. Da indução pode aproximar-se o raciocínio por analogia: trata-se, então, de passar de um ou de alguns fatos a outros fatos semelhantes. No caso da indução de alguns fatos FATRA – ENSINO SUPERIOR Entidade Mantenedora: Instituto Educacional Maria Ranulfa Ltda Credenciada pelo MEC – Portaria 526/2008- DOU de 02.05.2008 julgados característicos e representativos, generaliza-se para a totalidade dos fatos daquela espécie, atingindo-se toda a sua extensão. O resultado desse processo de observação e análise dos fatos concretos é uma norma, uma regra, uma lei, um princípio universal, que constitui sempre uma generalização. A indução parte, pois, de fatos particulares conhecidos para chegar a conclusões gerais até então desconhecidas. FONTES BIBLIOGRÁFICAS: PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. Metodologia do Trabalho Cientifico: métodos e técnicas de pesquisa e do trabalho acadêmico. 2 ed. Novo Hamburgo: FEEVALE, 2013. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23ª Edição, 7ª Reimpressão. São Paulo. Cortez Editora, 2012. GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1994. 207p. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 24 ed. São Paulo: Cortez, 2016. Material adaptado por Christianne Cardoso