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3 
 
Núbio Vidal de Negreiros Gomes 
José Lyryal Rolim de Castro 
Thiago Tavares Soares 
 
 
 
HANDEBOL 
E 
BASQUETEBOL 
 
 
 
 
 
 
 
1ª Edição 
Sobral/2017 
 
http://lattes.cnpq.br/7341274719279672
http://lattes.cnpq.br/7494174398083090
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
Sumário 
Palavras do Professor 
Ambientação 
Trocando ideias com os autores 
Problematizando 
CAPITULO 1 - INTRODUÇÃO AO BASQUETE 
 O Criador do Jogo 
 O que determinou a criação de um novo jogo 
 Princípios fundamentais do novo jogo 
 O Primeiro Regulamento do jogo 
 Introdução do Basquete no Brasil 
Cronologia dos Movimentos Significativos no Basquete 
Simbologias do Mundo do Basquete 
 Algumas Terminologias do Basquete 
 Caracterizações do Jogo de Basquete 
 Caracterizações das etapas de evolução da qualidade do jogo 
 Caracterização dos níveis de jogo 
 Fatores de desenvolvimento do bom jogo 
 Observação da situação de abordagem do basquete 
 Etapas do jogo dos principiantes 
 Defesa 
 
CAPITULO 2 - FUNDAMENTOS DO BASQUETE E O AMBIENTE ESCOLAR 
 
 O Basquete na Escola 
 Princípios Básicos no Jogo dos Principiantes 
 Soluções Táticas 
 Estruturas Táticas 
 A Transição Defesa-Ataque (TDA) 
 Objetivos de defesa-ataque 
 Princípios táticos da fase de transição defesa-ataque 
 Defesa 
 Fundamentos da técnica individual ofensiva 
 
8 
Recepção do passe da bola 
Arremessos 
Drible 
Passe 
 
CAPÍTULO 3 - INTRODUÇÃO AO HANDEBOL 
 
 Histórico e Evolução do Handebol 
 O Handebol e o desenvolvimento do Jogo 
 Resumo das regras 
 Fundamentos técnicos do handebol: 
 Passes 
 Progressão ou condução da bola 
 Drible 
 Arremessos 
 Fintas 
 Bloqueio ou corta-luz 
CAPÍTULO 4 - OS MÉTODOS DE APRENDIZAGEM DO HANDEBOL 
 
 O Processo de ensino-aprendizagem no handebol 
 As Metodologias de Ensino 
 Saber organizar as aulas e seus objetivos 
 O Ensino do Handebol nas Séries Iniciais 
O Ensino do handebol nas séries iniciais 
 
Explicando melhor a pesquisa 
Leitura Obrigatória 
Pesquisando na internet 
Saiba Mais 
Vendo com os olhos de ver 
Revisando 
Autoavaliação 
Bibliografia 
Bibliografia da Web 
Vídeos 
 
9 
 
Palavras dos autores 
 
Olá caro estudantes! 
 
No Brasil, o Handebol e o Basquete não são esportes tão populares quanto 
o futebol, mas a cada dia vem ganhando espaço na mídia, na sociedade e nas aulas 
de Educação Física. Isso porque a maneira como é jogado com as mãos, além de 
possuir regras fáceis de serem assimiladas, acabam sendo um atrativo a mais para 
quem deseja jogar um jogo fácil, dinâmico, rápido e com muitos gols. 
 
 Sabe-se também, que embora seja um esporte conhecido e reconhecido 
como conteúdo da Educação Física Escolar o Basquete e o Handebol assim como 
os demais esportes, passam por um processo de pedagogização que busca romper 
com os modelos tecnicistas, esportivistas e competitivista, e, sobretudo desmistificar 
a ideia de que os esportes enquanto conteúdos da Educação Física Escolar são 
dispensáveis para a formação do educando. 
 
 A elaboração deste material didático partiu de uma motivação extra, visto que 
o Basquete e o Handebol a cada dia se popularizam mais no Brasil e no mundo. E 
também por saber que este livro estará contribuindo na formação de acadêmicos 
que em breve estarão colocando estes esportes no currículo de Educação Física e 
em todos os níveis de Ensino da Educação Básica de forma lúdica e inclusiva. 
 
 E foi, pautado nessa perspectiva pedagógica que produzimos este livro, não 
se limitando apenas em descrever os movimentos e gestos característicos, mas 
estabelecer um diálogo entre as manifestações desses esportes com o contexto 
social, cultural e educacional dos estudantes para, a partir daí formar seres 
autônomos, reflexivos, cooperativos, transformadores e construtores não apenas 
das atividades desenvolvidas, mas também da sua realidade social. 
 
É importante lembrar que inserir o Basquete e Handebol nas aulas de 
Educação Física, é bem mais que oferecer práticas esportivas diversificadas, é dar 
oportunidade para que os educandos adquiram novos conhecimentos produzidos 
pela cultura corporal do movimento. 
 
10 
 Sendo assim convidamos você, caro estudante, para nesta disciplina, imergir 
na vastidão de informações e conhecimentos que tal conteúdo dispõe. Somente 
assim você poderá futuramente conduzir com êxito o processo de ensino e 
aprendizagem sem causar prejuízos aos seus educandos. 
 
 
Os Autores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
Sobre os autores 
 
Núbio Vidal de Negreiros Gomes 
 
Doutorando em Ciências da Educação pela Faculdade de 
Motricidade Humana Lisboa. Mestre em Treino de Alto 
Rendimento Desportivo pela Universidade do Porto. 
Especialista em Técnicas Modernas do Basquetebol pela 
Gama Filho. Membro do Conselho de Ética em Pesquisa. 3º 
lugar no Mundo com a Seleção Brasileira CBDU (assistente 
técnico). Campeão Brasileiro invicto sub 20 2015 com o 
Basquetebol Cearense. 
 
José Lyryal Rolim de Castro 
 
Mestrado em Educação Física e Saúde - Universidade 
Católica de Brasília - UCB - Especialização em 
Treinamento Esportivo UNIFOR - Graduado em 
Educação Física pela Universidade de Fortaleza - 
UNIFOR. Atualmente - Professor Efetivo Assistente VI 
e Coordenador do Curso de Educação Física da 
Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA. 
Professor de Educação Física da Secretaria de Educação Básica do Estado 
do Ceará. - Experiência na área de Educação Física, com ênfase em 
Esporte e Educação Física, atuando nos temas: Gestão Esportiva - Esportes 
de Invasão, de Rede e de Marcas - Ginástica - Natação - Educação Física 
Escolar, Lazer e Cultura Corporal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://lattes.cnpq.br/7341274719279672
 
12 
 
 
 
Thiago Tavares Soares 
 
Mestrando em Ciências da Educação pela a 
UNIBAM MERCOSUR. Especialista em Personal 
Training, pela Falcudade Farias Brito. Graduado em 
Educação Física pela Universidade Estadual Vale 
do Acaraú (2006). Atualmente é professor de Ensino 
Superior do Instituto de Estudos e Pesquisas do Vale do Acaraú - IVA e da 
Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, Coordenador de Polo do 
Curso de Educação Física das Faculdades INTA-EAD e membro integrante 
da Equipe de Colabores pedagógicos do Programa Segundo Tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://lattes.cnpq.br/7494174398083090
 
13 
 
Ambientação à disciplina 
 
A disciplina de Basquete e Handebol aborda os principais parâmetros que a 
literatura traz sobre a mesma, sendo elaborada de maneira objetiva e sistemática. 
Um dos objetivos centrais desta disciplina é fornecer uma visão geral sobre o 
assunto a ser estudado, preparando o estudante para compreender os aspectos 
fundamentais destes esportes (Basquete/Handebol), que são: histórico, conceitos, 
regras, fundamentos, prática pedagógica, além de outros pontos relevantes sobre a 
disciplina, tratados através de ilustrações detalhadas que possibilitam a 
compreensão do conteúdo direcionando para o aprendizado. 
Além disso, a disciplina dará embasamento para os que buscam um 
aprendizado mais aprofundado sobre o assunto, tornando-se necessário a leitura 
dos livros, artigos e vídeos sugeridos no decorrer do estudo do material. 
Indicamos para esse momento inicial o livro: Métodos e Planos para o Ensino 
dos Esportes. Esta obra aborda uma síntese histórica de ambos os esportes, assim 
como seus principais fundamentos e regras, além de sugestões de planos de aula. A 
leitura deste livro contribuirá para uma melhor compreensãoda disciplina. 
 
 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
https://books.google.com.br/books?id=IFqzG4Jl900C&printsec=frontcover&dq=M%C3%A9todos+e+Planos+para+o+Ensino+dos+Esportes&hl=pt-BR&sa=X&redir_esc=y#v=onepage&q=M%C3%A9todos%20e%20Planos%20para%20o%20Ensino%20dos%20Esportes&f=false
https://books.google.com.br/books?id=IFqzG4Jl900C&printsec=frontcover&dq=M%C3%A9todos+e+Planos+para+o+Ensino+dos+Esportes&hl=pt-BR&sa=X&redir_esc=y#v=onepage&q=M%C3%A9todos%20e%20Planos%20para%20o%20Ensino%20dos%20Esportes&f=false
 
14 
Trocando ideias com os autores 
 
Sugerimos a leitura da obra de Marcos Bezerra de Almeida 
“Basquetebol 1000 exercícios” o objetivo deste livro é passar 
aos professores e estudantes de Educação Física, uma 
variedade de exercícios, para que nossas aulas possam ter a 
oportunidade de serem diferentes. É lógico que o basquetebol 
é um desporto sem limites, portanto nossa contribuição está 
na possibilidade de, a cada exercício, serem criadas 
variações de acordo com o público-alvo, material disponível, 
número de estudantes e principalmente objetivo. 
 
ALMEIDA, Marcos Bezerra de. Basquetebol 1000 Exercícios. Editora: Sprint 
 
 
Propomos também a obra de Dante que tem como principal 
objetivo mostrar a relação entre o basquetebol e os 
diferentes elementos que fazem parte de sua prática. 
Composta por textos de dezesseis especialistas em 
basquetebol - e nas diferentes áreas do conhecimento 
envolvidas no esporte - trata basicamente de aspectos 
pedagógicos, fisiológicos, psicológicos, técnicos, táticos, 
fisioterápicos e do treinamento específico. 
Em virtude de seu conteúdo diferenciado sobre o tema, este 
livro destina-se a estudantes e professores de Educação Física, profissionais do 
esporte que trabalham com equipes desde a iniciação esportiva até o alto 
rendimento, e a todos os aficionados do esporte que desejem se aprofundar no 
assunto. 
 
DE ROSE JR.,DANTE / Tricoli,Valmor. Basquetebol - Uma Visão Integrada Entre 
Ciência e Prática Editora MANOLE. 
 
 
 
 
 
15 
 
Guia de Estudo: 
Após a leitura destas importantes obras, sugerimos a realização de uma 
resenha crítica sobre um dos livros apontados. Aproveite também para 
compartilhar a mesma no ambiente virtual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
Problematizando 
O professor de Educação Física chega à sala de aula e diz “Bom dia pessoal, 
hoje iremos conhecer dois novos esportes, o Basquete e o Handebol”. A turma fica 
empolgada e se manifesta positivamente e já se prepara para ir até a quadra. 
Quando então novamente o professor intervém e diz “Hoje a aula não é prática, é 
teórica, vamos estudar a origem e as regras do Basquete e Handebol”. Observando 
a postura do professor e a reação da turma: Será mesmo importante falar sobre 
história do basquete e do handebol? Como seria abordada essa temática na sala de 
aula? Que recursos poderiam utilizar para envolver os discentes durante a aula? O 
professor poderia aliar teoria e prática para facilitar a aprendizagem dos estudantes? 
 
 Suponhamos que uma turma heterogênea composta de 32 estudantes do 4º 
ano do Ensino Fundamental terá uma atividade prática de Handebol, onde a aula 
será sobre o fundamento passe? Seria possível trabalhar esse conteúdo além da 
dimensão procedimental, mas também conceitual e atitudinal? Como avaliar a 
aprendizagem do seu estudante? 
 
 Ao introduzir os fundamentos técnicos do Basquete ou Handebol, para seus 
estudantes, o professor estará promovendo o desenvolvimento de habilidades 
essências para a sua prática. As vivencias podem ocorrer de diversas maneiras por 
meio de jogos, dinâmicas, estafetas, exercícios e etc. 
 
 
 
Guia de Estudo: Agora é com você! 
Quais as diferenças e semelhanças entre os fundamentos do Basquete e 
Handebol? O que o passe, o drible, a condução e o arremesso simbolizam, e 
qual sua importância nos esportes coletivos? 
 
 
 
 
Vídeo de apresentação
https://vimeo.com/294454582
http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/1283/1599
https://vimeo.com/294454582
 
17 
 
INTRODUÇÃO AO 
BASQUETE 
1 
Conhecimentos 
 
Entender a origem e os aspectos primordiais da história, principais terminologias e 
simbologias do mundo do Basquete. 
 
 
Habilidades 
 
Identificar os símbolos utilizados no Basquete, assim como suas regras e 
características principais. 
 
 
Atitudes 
 
Desenvolver regras e possíveis adaptações no ambiente escolar, enfatizando os 
valores que o Basquete pode despertar. 
 
 
 
18 
 O Criador do Jogo 
 
 O basquete foi criado em 1891, por James 
Naismith, que nasceu em 6 de Dezembro de 1861 na 
cidade de Almonte no Canadá. Em 1833, Naismith 
ingressou no Mac Gill University em Montreal e em 1887 
recebeu o seu diploma de bacharel. Mais tarde, em 1891, 
fez o curso de Teologia, ano em que iniciou os seus 
estudos no Springfield College, Massachussets, onde 
realiza o seu curso de professor de Educação Física. 
 
Em 1936 foi eleito Presidente honorário da Federação Internacional de 
Basquete Amador (FIBA) e nesse mesmo ano assistiu em Berlim à 1a participação 
Olímpica do Basquete James Naismith faleceu aos 78 anos de idade, em Lawrence, 
Kansas, Estados Unidos. 
 
 O que determinou a criação de um novo jogo 
Os estudantes do colégio não revelaram interesse, nem entusiasmo pelas 
aulas de ginástica, realizada à base de movimentos tediosos e monótonos, 
principalmente quando eram realizadas no ginásio, devido ao rigor do inverno. As 
suas preferências iam para as modalidades praticadas ao ar livre, nomeadamente o 
futebol americano e o atletismo. Em consequência os estudantes tornaram-se 
indisciplinados e violentos. 
 
Com o objetivo de alterar o panorama negativo das aulas, o diretor do colégio 
Dr. Gulick nomeou o Dr. Naismith para estudar as causas da indisciplina e da falta 
de motivação dos estudantes, o que levou a decidir criar um jogo que fosse atraente 
e motivasse os estudantes. 
 
 
Portanto, era preciso começar a funcionar uma atividade desportiva nova, que: 
 
 Substituísse os desportos de ar livre; 
 
19 
 
 Fosse praticada numa sala (ginásio); 
 Distinguisse da ginástica da época, pouco apreciada pelos estudantes; 
 Mantivesse a condição física; 
 Motivasse os estudantes. 
 
Princípios fundamentais do novo jogo 
Os estudos realizados pelo Dr. Naismith levaram-no a concluir, que seria 
necessário criar uma modalidade baseada no estudo crítico das modalidades 
desportivas praticadas na época e mais apreciadas pelos estudantes. Desse estudo 
crítico sobressaem os seguintes elementos, que estão na base da criação do novo 
jogo, tais como: a bola, presente como nos outros jogos desportivos; os cestos fixos 
de um lado e do outro da quadra; o desenvolvimento das qualidades físicas; relação 
de oposição entre duas equipes; e o equilíbrio ataque-defesa. 
A partir dos pontos (elementos) anteriores, Naismith elaborou os cinco 
princípios fundamentais que caracterizariam o novo jogo: 
1o – A bola será esférica, grossa e leve, sendo jogada com as mãos; 
2o – Os jogadores podem deslocar-se em qualquer direção na quadra e 
podem receber a bola em qualquer momento; 
3o – É proibido correr com a bola nas mãos; 
4o – Os contatos pessoais serão proibidos e penalizados; 
5o – O cesto de pequena dimensão será colocado fixo e numa posição 
horizontal (a uma determinada altura do solo), de modo a fazer apelo mais à 
habilidade que à força. 
 
 
 
 
 
 
20 
O Primeiro Regulamento do jogo 
 
Após esta pesquisa teórica, Naismith elaborou o primeiro regulamento do jogo 
na base dos princípios anteriormente referidos. Assim, o primeiro regulamento do 
jogo continha treze artigos: 
 
1o – A bola pode ser lançada em qualquer direção, com umaou as duas mãos. 
2o – A bola pode ser batida em qualquer direção, com uma ou as duas mãos (nunca 
com o punho fechado) 
3o – O jogador não pode correr com a bola na mão. O jogador deve atirá-la do lugar 
em que a agarrar. Deve haver benevolência para o jogador que agarra a bola 
quando corre com grande velocidade. 
4o – A bola deve ser agarrada nas mãos ou entre as mãos. Os braços e o corpo não 
podem ser usados para agarrar a bola. 
5o – Não é permitido agarrar, empurrar, puxar, rasteirar ou bater de qualquer modo 
na pessoa do adversário: 
- A primeira infração a esta regra, por qualquer jogador, é contada como falta; 
- Uma Segunda falta desqualifica o jogador que deve abandonar a quadra até ser 
feito novo ponto. Se houver intenção de machucar o adversário a desqualificação 
será para o resto do jogo e não pode ser substituído. 
6o – Bater a bola com o punho fechado é falta por violação às regras 2o, 4o e deve 
ser punida tal como se descreve na regra de número 5o. 
7o – Se em qualquer das duas equipes os jogadores fizerem três faltas seguidas e 
consecutivas (sem que os adversários tenham feito uma) será contado um ponto 
para o adversário. 
8o – Conta-se um ponto sempre que a bola seja atirada ou batida de dentro da 
quadra para dentro do cesto e fique lá dentro. Aqueles que defendem não podem 
tocar no cesto ou deslocá-lo: 
- Se a bola ficar na borda do cesto e os adversários mexerem no cesto, conta-se 
golos como se a bola entrasse. 
9o – Quando a bola sai da quadra pode ser posta em jogo pelo primeiro jogador que 
lhe toque e que deve atirá-la para dentro da quadra: 
- Para este arremesso concedem-se cinco segundos. Se a bola for agarrada mais 
tempo, a bola pertence ao adversário; 
 
21 
 
- Se uma das equipes demorar o jogo e teimar na demora o árbitro deve marcar uma 
falta. 
10o – O árbitro auxiliar será juiz dos jogadores e deve apontar as faltas avisando 
quando forem cometidas três faltas consecutivas. Tem poderes para desqualificar os 
jogadores de acordo com a regra número 5o. 
11o – O árbitro será o juiz da bola, devendo decidir quando se encontra em jogo, 
quando sai da quadra, a quem pertence tomar conta do tempo. O árbitro decidirá 
quando é ponto, tomará conta dos pontos marcados e tem todos os deveres que se 
coloquem sob a sua responsabilidade. 
12o – O tempo de jogo é de 30 minutos, divididos em duas partes de 15 minutos com 
um intervalo de 5 minutos. 
13o – A equipe que fizer mais golos nesse tempo será declarada vencedora. 
No caso de empate o jogo deve continuar até que se faça outro ponto, desde que os 
capitães concordem. 
 
Evolução do Basquete 
 Naismith não poderia conceber e extensão do sucesso alcançado pelo 
esporte que ele idealizou. O reconhecimento veio quando o basquete foi incluído nos 
Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro 
jogo de basquete nas Olimpíadas. 
 Como podemos perceber o basquete evoluiu bastante desde 1891 até os 
anos atuais, tanto nas regras que foram sendo adaptadas como nos recursos para o 
próprio jogo, isso ocorreu porque com o passar do tempo o basquete foi ganhando 
espaço no meio dos esportes e mais aceitação. Consequentemente isso causou 
uma evolução, pois foram fazendo mudanças e tornando o esporte mais complexo 
em termos de regras acrescentadas e também mais investimentos em função da 
procura e propagação desse mesmo. 
 Atualmente, o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas 
no mundo inteiro, nos mais de 170 países filiados à FIBA. 
 
Em qualquer tipo de jogo, as regras representam à estrutura sobre a qual se 
elaboram ou constroem as estruturas técnicas e táticas. 
 
22 
No âmbito regulamentar 
 
 Relativamente ao primeiro regulamento do jogo, Naismith fez as seguintes 
alterações: 
 
a) Número de jogadores 
 
 Quando fez o primeiro jogo, Naismith dividiu a turma, constituída por 18 
estudantes, em duas equipes de 9 elementos. No entanto, este número foi 
sofrendo alterações ao longo do tempo como demonstra o quadro seguinte: 
 
ANO No de Jogadores/Equipe 
1891 9 3........................40 
1893 5 ou 9 
1894 5,7 ou 9 
1896 5 (no ideal) ou mais 
1897 5 
1932 5 + 2 suplentes 
1937 5 + 5 suplentes 
1948 5 + 7 suplentes 
1973 5 + 5 suplentes 
 
 
 
b) Falta dos jogadores 
 As primeiras regras estabeleciam que, com duas faltas o jogador era 
suspenso, sem poder ser substituído até que a adversária fizesse ponto. 
 Quando tal acontecesse, o jogador suspenso podia regressar ao jogo e 
continuar a jogar. 
Evolução desta Regra: 
 
23 
 
ANO REGRA 
1894/95 
- A 2a falta implica a desqualificação para o resto do jogo, mas o 
jogador desqualificado podia ser substituído por outro jogador. 
1905/06 
- Nesta regra, o jogador só podia ser banido do jogo quando a falta 
fosse flagrante (quando os universitários codificaram as suas próprias 
regras). 
1908/09 
- O jogador que acumulasse (5) faltas era imediatamente 
desqualificado. 
1910/11 
- O no de faltas que ditava a desqualificação foi reduzido a (4), mas em 
caso de prolongamento concedia-se ao jogador a possibilidade de dar 
mais uma falta. 
1920/21 
- O jogador não desqualificado por faltas podia entrar no jogo duas 
vezes. 
1933/34 - O jogador não desqualificado por faltas podia entrar no jogo uma vez. 
1944/45 
- Jogador não desqualificado por faltas pode entrar no jogo “nº” vezes. 
Cinco faltas implica a desqualificação do jogador, seja qual for a 
duração do jogo. 
 
Valor das cestas/Marcação de pontos 
Nos primeiros jogos, a única maneira de marcar pontos era pela introdução da 
bola na cesta, através de arremesso de quadra. A equipe que cometesse três faltas 
consecutivas, sem que o adversário fizesse alguma, seria penalizada com a perda 
de um ponto a favor do adversário. Esta disposição revelou-se imediatamente 
desajustada ao comportamento dos jogadores que constantemente cometiam faltas. 
Evolução desta regra: 
 
ANO REGRA 
1893/94 
- As equipes passam a marcar um ponto por cada falta do adversário e 
três pontos por arremesso de quadra. 
1894/95 
- A equipe que sofre falta tem direito a lançar a cesta sem oposição, a 
uma distância de 20 pés (lance livre) e marcar um ponto quando a bola 
 
24 
entra; 
- O arremesso de quadra retoma o valor de um ponto. 
1895/96 
- A distância para o lance livre é diminuída para 15 pés e marcar-se um 
corredor até à parede onde a cesta se fixa. 
1896/97 
- O arremesso de quadra passa a valer 2 pontos e o lance livre 1 
ponto. 
1896/97 - Criação da área de lance livre. 
1912/13 
- Introduzido um tempo limite de 10 segundos para a execução do 
arremesso. 
1924/25 
- Até à data, os arremessos livres são executados por um jogador 
especialista; a partir desta época é o jogador que sofreu a falta que tem 
de executar este arremesso; 
- Nesta altura, torna-se usual o duelo de “gigantes estacionados” 
debaixo da cesta, tornando o jogo menos espetacular; 
1935/36 
- Torna-se interdito, a qualquer jogador da equipe atacante, 
permanecer dentro do corredor de lance livre, mais de 3 segundos; 
- Este corredor passa a ser denominado por “área restrita”, tendo por 
objetivo evitar as cestas fáceis de baixo da cesta. 
1955/56 
- A área de lances livres é alargada de 6 para 12 pés, para evitar a 
vantagem dos jogadores altos, que rodavam a lançavam debaixo da 
cesta. 
- Por esta medida se ter revelado insuficiente, a forma da área de lance 
livre foi alterada, passando a zona restritiva a ter forma de trapézio com 
o objetivo de aumentar a sua área. 
 
Dimensão da quadra 
Nos primeiros jogos realizados em salas ou ginásios pequenos, as paredes 
funcionavam como linha limite da quadra. Eram frequentes os jogadores fazerem 
uso das paredes e de outros objetos, como elementos de estratégia. O jogo 
realizado nestas condições provoca frequentes contatos físicos entre os jogadores.As primeiras regras determinavam que, quando a bola saia da quadra, ela pertencia 
à equipe que a agarrasse em primeiro lugar. Assim, quando a bola saía todos os 
jogadores corriam e “mergulhavam” na sua direção, tentando tocar-lhe em primeiro 
lugar. Percebe-se facilmente, que esta regra provocava constantes e intensos 
contatos físicos entre os jogadores, o que ia contra o espírito inicial do jogo. 
 
25 
 
 
Deste modo, no seguimento a evolução da qualidade do jogo, Naismith 
determinou que doravante (significa a partir de agora ou de agora em diante) a bola 
pertencesse à equipe contrária. 
 Evolução: 
 
ANO ALTERAÇÕES NAS DIMENSÕES DA QUADRA 
1894/95 
- As linhas de quadra são, pela primeira vez, marcadas a uma distância de 
0.9 metros das paredes e contornando àquela distância todos os obstáculos; 
1896/97 
- As dimensões da quadra são estabelecidas segundo uma área de 1050 
metros quadrados; 
- Para eliminar a saída da bola aparecem, em muitas quadras, vedações em 
rede tornando-se, por isso, o basquete conhecido por cage-game (jogo da 
gaiola) quando assim era jogado; 
1902/03 
- A bola é dada a um adversário da equipe que provoca sua saída e a 
reposição é feita no ponto em que ela sai; 
1903/04 - A quadra de jogo passa a ser delimitado por linhas retas; 
1906/07 
- As medidas da quadra são condicionadas, segundo as regras dos 
universitários, a dimensões máxima de 27 metros por 16,5 metros e mínimas 
de 21 metros por 10,5 metros; 
1915/16 - A largura da quadra, nas dimensões máximas, é reduzida a 15m; 
1916/17 
- As paredes das extremidades da quadra são consideradas fora da área de 
jogo, o que põe fim as cestas marcadas fora da área de jogo, o que põe fim 
as cestas marcados em corrida e subida da parede (vistos que a cesta 
estava fixa na parede); 
1917/18 
- É autorizada a marcação de uma zona final de 0,6 metros por baixo e atrás 
da cesta; 
1918/19 - A marcação da zona final estende-se a toda a largura da quadra. 
1923/24 - A zona da linha final, por baixo e atrás da zona da cesta, é incluída na área 
 
26 
de jogo; 
1929/30 - Deixa-se de utilizar vedações em rede à volta da quadra; 
1938/39 
- Surge, como opção, uma zona de 1,2 metros de largura, para além do 
plano da tabela; 
 
Evolução da configuração da área restritiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
Dimensões atuais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
Duração do jogo 
 
ANO ALTERAÇÃO DA DURAÇÃO DO JOGO 
1893/94 
Cada jogo tem duas partes de 20 minutos, sendo o intervalo entre elas de 
10 minutos. 
1907/08 
A prorrogação passa a Ter um tempo fixo de 5 minutos, acabando com a 
disposição anterior em que o empate era desfeito com a primeira cesta. 
1935/36 Nas regras dos “universitários” o intervalo é de 15 minutos de duração. 
 
Árbitros 
 
O Basquete teve quase sempre dois árbitros à semelhança do futebol 
americano: Um árbitro principal que controlava o jogador de posse de bola e um 
árbitro auxiliar que observava as ações dos jogadores em relação aos 
adversários. 
 
ANO AÇÕES DOS ÁRBITROS 
1895/86 
O árbitro principal é autorizado a assinalar as faltas, o que até então só 
competia ao árbitro auxiliar. 
1906/07 Os universitários decidem que o jogo somente deve ter um árbitro. 
1910/11 O jogo volta a ter dos árbitros devido à dificuldade de controle. 
1917/18 Definição do vestiário do árbitro. 
 
Início do jogo 
Na origem do jogo e tendo por base a solução do Rugby, o árbitro principal 
dava início ao jogo arremessando a bola ao ar, da linha lateral na direção do 
centro da quadra. De modo a ser disputada pelos dois jogadores do centro. 
 
 
29 
 
ANO CARACTERÍSTICAS DO JOGO 
1893/94 
O inicio do jogo era feito no meio da quadra, sendo a bola lançada ao ar 
entre dois jogadores das duas equipes no centro. 
18978/98 - É definido um circulo (±0,6m de raio) para os saltadores da bola ao ar. 
1936/37 
- Cria-se outro circulo (1,8m de raio) que separa os saltadores dos 
restantes dos jogadores. 
1937/38 
A bola ao ar, que era obrigatória depois de cada cesta, eliminada. A bola 
passa a ser posta em jogo pela linha final, visando aumentar a velocidade 
(ritmo) do jogo. 
 
Drible 
 O drible é um dos elementos mais espetaculares do jogo. Foi inicialmente 
utilizado como medida defensiva, na intenção de proteger a bola. Quando um 
jogador na posse da bola era estritamente marcado, o que ele podia fazer era perder 
o contato com a bola voluntariamente, de maneira a poder recuperá-la de novo. Para 
tal, fazia rebolar ou ressaltar a bola no solo e voltava a agarrá-la, mudando de 
posição. Esta foi à ação que deu origem à técnica do drible. 
 Rapidamente os jogadores se aperceberam que batendo a bola contra o solo 
e agarrando-a de novo após o rebote, podiam controlar a posse de bola ao mesmo 
tempo em que se deslocavam na quadra. 
 
ANO EVOLUÇÃO DAS REGRAS TÉCNICAS 
1898/99 
- Violação da regra dos “dois dribles”: durante o jogo, o jogador não 
podia tocar na bola com as mãos mais do que uma vez. 
1899/1990 
- É permitido o emprego alternado de uma das mãos, na execução do 
drible, desde que este seja contínuo. 
1901/1902 
- É proibido driblar e lançar a cesta de seguida drible aéreo: é 
considerado quando o jogador conduz a bola às palmadas, mantendo-a 
no ar, ao nível da cabeça e ao mesmo tempo em que se encaminha 
para a cesta. Este tipo de ação é considerado como “correr com a bola 
na mão”, surgindo à regra que determina que o drible seja efetuado ao 
nível da cintura. 
 
30 
 Introdução do Basquete no Brasil 
 
 O Brasil foi um dos primeiros países a conhecer a novidade. Augusto Shaw, 
um norte-americano nascido na cidade de Clayville, região de Nova York, completou 
seus estudos na Universidade de Yale, onde Shaw tomou contato pela primeira vez 
com o basquete. 
 
 Dois anos depois, recebeu um convite para lecionar no tradicional Mackenzie 
College, em São Paulo. Na bagagem, trouxe mais do que livros sobre história da 
arte, havia também uma bola de basquete. No entanto, demorou um pouco até que 
o professor pudesse concretizar o desejo de ver o esporte criado por James 
Naismith, adotado no Brasil. 
 
 A nova modalidade foi apresentada e aprovada imediatamente pelas 
mulheres. Isso atrapalhou a exposição do basquete entre os rapazes, movidos pelo 
forte machismo da época. Para piorar, havia a forte concorrência do futebol, trazido 
em 1894 por Charles Miller, e que se tornou a grande epidemia da época entre os 
homens. 
 
 Aos poucos o persistente Augusto Shaw foi convencendo seus estudantes de 
que o basquete não era um jogo de mulheres. Quebrada a resistência, ele 
conseguiu montar a primeira equipe do Mackenzie College, ainda em 1896. Shaw 
viveu no Brasil até 1914 e teve a chance de acompanhar a difusão do basquete no 
país. Faleceu em 1939, nos Estados Unidos. 
 
 A aceitação nacional do novo esporte veio através do Professor Oscar 
Thompson, na Escola Nacional de São Paulo e Henry J. Sims, então diretor de 
Educação Física da Associação Cristã de Moços (ACM), do Rio de Janeiro. Em 1912, 
no ginásio da Rua da Quitanda nº 47, no centro do Rio de Janeiro, aconteceu os 
primeiros torneios de basquete. Em 1913, quando da visita da seleção chilena de 
futebol a convite do América Futebol Clube, seus integrantes, membros da ACM de 
Santiago, passaram a frequentar o ginásio da Rua da Quitanda. Henry Sims 
convenceu os dirigentes do América a introduzir o basquete no clube da Rua 
Campos Salles, no bairro da Tijuca. Para animá-los, arranjou um jogo contra os 
 
31 
 
chilenos oferecendo uma equipe da ACM, com o uniforme do América que triunfou 
pelo curioso score de 5 a 4. O plano vingou e o América foi o primeiro clube carioca 
a adotar o basquete. 
 
 As primeiras regras em português foram traduzidas em 1915. Nesse ano a 
ACM realizou o primeiro torneioda América do Sul, com a participação de seis 
equipes. O sucesso foi tão grande que a Liga Metropolitana de Sports Athléticos, 
responsável pelos esportes terrestres no Rio de Janeiro, resolveu adotar o basquete 
em 1916. O primeiro campeonato oficializado pela Liga foi em 1919, com a vitória do 
Flamengo. 
 
 Em 1922 foi convocada pela primeira vez a seleção brasileira, quando da 
comemoração do Centenário do Brasil nos Jogos Latino-Americanos, um torneio 
continental, em dois turnos, entre as seleções do Brasil, Argentina e Uruguai. O 
Brasil consagrou-se campeão, sob a direção de Fred Brown. Em 1930, com a 
participação do Brasil, foi realizado em Montevidéu, o primeiro Campeonato Sul-
Americano de Basquete. 
 
 Em 1933 houve uma divergência no esporte nacional, quando os clubes que 
adotaram o profissionalismo do futebol criaram entidades especializadas dos vários 
desportos. Nasceu assim a Federação Brasileira de Basketball, fundada a 25 de 
dezembro de 1933, no Rio de Janeiro. Em assembleia aprovada dia 26 de dezembro 
de 1941, passou ao nome atual, Confederação Brasileira de Basketball. 
 
Cronologia dos Movimentos Significativos no Basquete 
1891 - Invenção do jogo de Basquete 
1892 - Realização do 1o jogo oficial 
1892 - Publicação das 1as regras do jogo 
1893 - Realização do 1o jogo na Europa 
1898 - Nascimento da 1a Liga Americana 
1904 - Nos jogos Olímpicos de St. Louis o Basquete é modalidade de exibição 
1913 - Aparecimento da modalidade em Portugal 
1915 - Edição das 1as regras em Português 
 
32 
1927 - Nascimento da equipe dos Harlem-Globetrotters 
1927 - Fundação da Federação Portuguesa de Basquete 
1931 - Realização do 1o Campeonato de Europa Masculino, em Genebra 
1932 - Criação da Federação Internacional de Basquete (FIBA) em Genebra 
1934 - Uniformização internacional das regras 
1935 - Realização do 1o Campeonato de Europa Masculino, em Genebra 
1936 - O Basquete passa a modalidade Olímpica nos jogos Olímpicos de Berlim 
1938 - Realização do 1o Campeonato de Europa Feminino (Itália) 
1940 - 1a Transmissão televisiva de um jogo de Basquete 
1950 - Realização do 1o Campeonato do Mundo Masculino, na Argentina 
1953 - Realização do 1o Campeonato do Mundo Feminino em Santiago do Chile 
1958 - Início das provas europeias de clubes 
1976 - Realização da 1a competição Olímpica Feminina, em Montreal, Canadá. 
 
 Simbologias do Mundo do Basquete 
 
 Técnico 
 Jogador atacante 
X Jogador defensor 
 Bola 
1 2 3 4 5 ou ABCDE Número para identificar os jogadores 
1 2 3 4 5 Ordem cronológica da ação 
 Deslocamento de um jogador 
 Bloqueio 
 Trajetória do passe 
 ARREMESSO (arremesso) 
 Mudança de direção 
 
33 
 
 Drible 
R Rebote 
Ro Rebote Ofensivo 
Rd Rebote defensivo 
 Giro 
 
 
 Algumas Terminologias do Basquete 
 
 Ação individual – utilização consciente por parte de um jogador, durante 
certa fase do ataque ou da defesa, do complexo de processos técnicos adequados 
com o objetivo de realizar uma tarefa parcial (temporária) específica do jogo. 
 Assistência – passe que precede a concretização de um arremesso. 
 Ataque – “fase do jogo em que a equipe na posse da bola tenta alcançar a 
finalidade do jogo, que é marcar pontos, no tempo de 24”. 
 Concepção de jogo – particularidades ou características que uma equipe 
apresenta na utilização da tática. 
 Contra-ataque – fase de jogo na qual a equipe tenta movimentar a bola na 
direção da cesta adversária o mais rápido possível aproveitando a inferioridade 
numérica de defesa adversária ou pelo menos, uma vantagem posicional. 
 Corte – movimento rápido do jogador ofensivo para iludir (liberar-se) um 
opositor ou para receber a bola. 
 Defesa – fase do jogo em que a equipe que não está de posse da bola tem 
como objetivo evitar que o adversário marque a cesta. Também, um padrão 
específico de jogo usado pela equipe na defesa. 
 Drible – técnica que permite ao jogador de posse de bola progredir com ela 
ao longo da quadra de jogo, com finalidade de ir à cesta, desmarcar-se ou abrir 
espaços. 
 Falta – violação resultante de um contato ilegal com o adversário, com 
penalidades. 
 
34 
 Fases do jogo – representam as situações ou etapas percorridas no 
desenvolvimento tanto do ataque como da defesa, desde o início até a sua completa 
consumação. 
 Finta – movimento ou gesto realizado para retirar o defensor da sua posição. 
 Lado da bola – lado da quadra no qual o jogador tem a pose de bola. 
 Linha de passe – trajetória provável da bola, num passe direto entre os dois 
atacantes. 
 Linha de penetração – caminho direto que leva o jogador com bola até a 
cesta. 
 Passe e corte – ação ofensiva na qual um jogador passa a bola a um colega 
da equipe e movimenta-se (corta) imediatamente na direção do cesto adversário 
para tentar receber de novo a bola. 
 Passe picado ou de rebote – passe no qual a bola ressalta no chão antes de 
ser recebida pelo jogador. 
 Rebote – ato de ganhar a posse da bola através de arremesso errado pelo 
adversário (rebote defensivo) ou pelo colega de equipe (rebote ofensivo). 
 Giro – técnica de pés na qual o jogador mantém um pé em contato com o 
solo enquanto movimenta o outro pé em qualquer direção. 
 Segundo arremesso – arremesso que resulta de um rebote ofensivo ganho. 
 Sistema de jogo – é a forma geral de organização das ações ofensivas ou 
defensivas dos jogadores pelo estabelecimento de um dispositivo, concreto e 
preciso, de determinadas tarefas, assim como certos princípios de colaboração entre 
eles. 
 Tática – o conceito de tática refere-se ao conjunto de normas, 
comportamentos individuais e coletivos com o objetivo de realizar uma prestação 
com sucesso a partir da contribuição ativa do fator consciência, tanto durante o jogo 
como no decorrer da preparação desportiva. 
 Tática Individual – representa o conjunto das ações individuais utilizadas 
conscientemente por um jogador na luta com um ou vários adversários, tanto no 
ataque como na defesa. 
 Técnica – entende-se o sistema de ações motoras racionais, que realizadas 
de forma eficiente, permitem elevados níveis de eficácia na obtenção de um 
resultado. 
 Trayler – jogador ofensivo que segue o contra-ataque inicial e que toma uma 
posição perto do círculo da área restrita adversária para receber a bola. 
 
35 
 
 Triângulo de ajudas – triângulo formado pelos defensores do lado contrário 
ao da bola ou “lado da ajuda” e constituído por três vértices: o defensor, o atacante 
que ele marca a bola. 
 Turnover – perda de posse de bola resultante de um erro técnico ou violação 
às regras. 
 
 Caracterizações do jogo de basquete 
 
 
 A Estrutura Formal do Basquete 
 
 O basquetebol, como todo esporte coletivo tem características básicas o 
confronto entre duas equipes que se dispõem pelo terreno de jogo e se movimentam 
com o objetivo de vencer, alternando situações de defesa e ataque. 
 
 
O basquete é caracterizado pelos seguintes elementos intervenientes na sua 
estrutura formal: 
 
A quadra de jogo 
 
A quadra de jogo é um espaço retangular, estável e com todas as medidas e 
sinalizações perfeitamente estabelecidas e determinadas e no qual se desenvolve a 
confrontação entre duas equipes, sendo como tal uma referência fundamental para 
os jogadores.A quadra de basquete tem em termos de dimensões máxima 28m de 
comprimento por 15 de largura, podendo ter até menos 2m de comprimento e 1 m 
de largura. Possuem ainda, duas áreas restritivas, um círculo central e duas tabelas 
com cestas cujas características e medidas estão determinadas pelas regras oficiais 
de jogo. 
 
Uma linha a meio da quadra divide o espaço em duas meias quadra: a meia 
quadra ofensiva e a meia quadra defensiva. 
 
 
 
36 
Figura da quadra 
 
 
 
 
A bola 
 
A bola é um objeto esférico em torno da qual se desenrolam as ações 
fundamentais de jogo e seu desenvolvimento. 
 
 
 
As regras 
 
As regras de jogo determinam as condições prévias para o inicio do jogo e 
desenvolvimento do mesmo 
 
Os pontos 
 
Através da introdução da bola na cesta adversária e no impedimento da 
mesma ser introduzida no nosso, se tenta alcançar a finalidade do jogo de basquete, 
e obter maior número de pontos possíveis por parte da nossa equipe e menos 
possível da equipe adversária. 
Os jogadores 
 
37 
 
 
Para integrar e coordenar os seus esforços no ataque e na defesa os 
jogadores têm de conhecer as suas posições, relativamente a quadra de jogo e aos 
seus colegas de equipe. Deste modo, os jogadores ocupam posições na quadra às 
quais estão atribuídas tarefas. Cada posição tem regras claras e bem definidas 
ainda que possuam caráter abstrato. Por isso, assim que uma equipe ganhe ou 
perca a posse de bola cada jogador deve assumir a posição apropriada no sistema 
ofensivo ou defensivo. Cada jogador assume as tarefas correspondentes à posição 
que ocupa. Quando um jogador muda de posição, muda de tarefa. 
 
No basquete o quadro de funções de uma equipe é determinado por três 
grupos de jogadores: armadores, laterais e pivôs. 
 
 
Figura – (mostrando as funções espaciais de cada jogador) 
 
Armadores
Pivô
 
 
Os jogadores armadores (1 e 2) posicionam-se frontalmente a frente da cesta 
e têm como função dirigir o jogo. São responsáveis pela organização do ataque e da 
defesa. 
 
O jogo dos armadores é determinado por boas performances relativamente ao 
arremesso até o cesto e pela qualidade dos passes efetuados aos extremos e pivôs. 
Os jogadores laterais (3 e 4) posicionam-se de uma maneira geral no 
prolongamento da linha de lance livre a 6,75M da cesta e possuem como 
características principais, o de serem bons lançadores de meia e longa distância, 
 
38 
bem como na conclusão do contra-ataque. Atendendo à qualidade de desempenho 
nas ações de defesa e de ataque de posições exteriores (exterior da área restritiva), 
são cada vez mais designados por jogadores universais. 
 
Os jogadores pivôs (5) posicionam-se em redor das linhas limites da área 
restritiva, próximo da cesta. Apresentam como principais características, a de serem 
bons ressaltadores (quer defensivo, quer ofensivo) e finalizadores debaixo do cesto. 
 
 A Estrutura Funcional do Basquete 
 
 O basquete é um exercício que requer força nos ombros e coxas. 
 
O desenvolvimento do jogo de basquete pode ser analisado pelos seguintes 
elementos intervenientes na sua estrutura: 
 
A Técnica-Tática 
 
A técnica constitui o fato ou parte essencial do jogo sobre a qual se elabora 
uma estrutura que permite um funcionamento coordenada denominado tática. A 
partir desta dicotomia (Divisão de um conceito cujas partes, geralmente, são 
opostas.) elaboram-se os sistemas e modelos de jogo que determinam a análise 
teórica e o desenvolvimento prático do jogo. 
 
Nesta perspectiva, os elementos que constituem o jogo de basquete 
agrupam-se em torno das seguintes categorias: 
 
Técnica individual de ataque - Tática individual de defesa 
Técnica individual de defesa - Tática individual de ataque 
Técnica coletiva de ataque - Tática coletiva de ataque 
Técnica coletiva de defesa - Tática coletiva de defesa 
 
Ataque – Defesa (PRINCÍPIOS) 
O fator determinante constitui a posse ou não da bola. A partir deste 
pressuposto, o jogo de basquete desenrola-se de acordo com os três seguintes 
princípios gerais: 
 
 
39 
 
Ataque 
 
1. Conservar a bola; 
2. Progredir com a bola até a cesta adversária; 
3. Tentar marcar pontos. 
 
Defesa 
 
1. Tentar recuperar a bola; 
2. Impedir a progressão da bola; 
3. Impedir que nos marquem pontos. 
 
Cooperação – Oposição 
 
Nesta perspectiva, temos de considerar o jogo de Basquete como o resultado 
de um processo de interação na qual intervêm diversos fatores cuja ação resulta no 
produto da cooperação realizada perante uma oposição que muda e não como a 
soma de ações individuais. Quer a cooperação, quer a oposição verificam-se no 
ataque e na defesa, dado que os defensores colaboram entre si para se opuser à 
defesa. 
 
 Caracterizações das etapas de evolução da qualidade do 
jogo 
 Caracterização dos níveis de jogo 
Do jogo que o praticante é capaz de realizar, devemos identificar os principais 
problemas e enunciar os fatores de evolução que possibilitam o acesso ao jogo 
evoluído. 
 
Indicadores do jogo de fraco nível 
 Todos juntos da bola (aglutinação); 
 Querer a bola só para si (individualismo); 
 
40 
 Não procurar espaços para facilitar o passe do colega que tem a bola; 
 Não defender; 
 Estar sempre a falar para pedir a bola ou criticar os colegas; 
 Não respeitar as decisões do árbitro. 
 Fatores de desenvolvimento do bom jogo 
 Fazer movimentar a bola (passar); 
 Afastar-se do colega que tem a bola; 
 Dirigir-se do colega que tem a bola; 
 Intencionalidade: receber a bola e observar o jogo (ler o jogo); 
 Ação após passe: movimentar para criar linha de passe; 
 Não esquecer o objetivo do jogo (cesto). 
Dos momentos iniciais (fase anárquica) até ao mais elevado nível da 
prestação desportiva (fase de elaboração) é possível reconhecer várias fases em 
função das características reveladas pelos praticantes, relativamente a três 
indicadores: (i) estruturação do espaço de jogo; (ii) utilização dos aspectos de 
comunicação na ação; (iii) relação com a bola (GARGANTA, 1994) (fig.1). 
 
Quadro Nº___ 
 
Fases Comunicação na Ação 
Estruturação do 
Espaço 
Relação com a Bola 
Jogo Pedagógico 
- Centralização na 
bola 
- Problemas na 
compreensão do 
Jogo 
- Abuso da verbalização, 
sobretudo para pedir a 
bola. 
- Aglutinação em torno 
da bola. 
- Elevada utilização da 
visão central. 
Descentralização 
- A função não 
depende apenas da 
posição da bola 
- Prevalência da 
verbalização. 
- Ocupação do espaço 
em função dos 
elementos do jogo. 
- Da visão central para 
a periférica. 
Estruturação 
- Consciencialização 
da coordenação das 
funções 
- Verbalização e 
comunicação gestual. 
- Ocupação racional 
do espaço (tática 
individual e de grupo) 
- Do controle visual 
para o proprioceptivo. 
Elaboração 
- Ações inseridas na 
estratégica da 
equipe 
- Prevalência da 
comunicação motora. 
- Polivalência 
funcional. 
- Coordenação das 
ações (tática coletiva) 
- Otimização das 
capacidades 
proprioceptivas. 
Fig. 1 – Fases dos diferentes níveis de jogo nos JDC (GARGANTA, 1994) 
 
 
 
41 
 
 Observação da situação de abordagem do basquete 
Como, ponto de partida, é necessário observar o comportamento individual e 
coletivo dos participantes durante as primeiras experiências na modalidade. 
 
O fato dominante que caracteriza o jogo nesta fase é o da Atração pela Bola, 
materialização do desejo de cada um se apossar da bola, o que produz o fenômeno 
da Aglomeração em torno da Bola. 
 
 Assim, as principais característica que se observam são: 
 
1º – Muitas situações confusas, contatos físicos frequentes, insuficiência no 
domínio dos deslocamentos, do corpo e da bola. 
2º – O objetivo dos jogos poucas vezes é alcançado (poucas cestas 
convertidas). Os gestos técnicos mais executados são os passes com duas 
mãos de peito e por cima da cabeça. 
3º – Os participantes correm muitas vezescom a bola nas mãos (dão passos). 
4º – A maioria dos participantes corre na direção do portador da bola, 
agrupando-se à sua volta. Trata-se do fenômeno denominado ATRAÇÃO DA 
BOLA. 
5º – A pressão (defensiva) adversária sobre o portador da bola e as 
deslocações dos jogadores sem bola na sua direção, criam simultaneamente 
com a atração da bola uma SITUAÇÃO DE ALINHAMENTO. Esta torna os 
passes difíceis de fazer e favorece as intercepções. 
 
 O agrupamento em redor da bola (fenômeno da atração da bola) e o 
alinhamento são características dos grupos de praticantes sem preparação anterior. 
Assim, todos procuram apoderar-se da bola movimentando-se de acordo com o 
avanço e recuo da mesma. Como consequência desta situação é a não existência 
de ataque nem de defesa. 
 
 Etapas do jogo dos principiantes 
No jogo dos principiantes podemos distinguir duas etapas na evolução da 
qualidade de jogo, que se pode caracterizar. 
 
42 
1ª etapa: 
 Descongestionamento em relação à bola; 
 Libertação do jogo com bola; 
 Deslocamentos, desmarcação, aproveitando os espaços da quadra; 
 Algum sentido ofensivo, e movimentação dos jogadores afastando-se da bola 
na direção da cesta; 
 Avanço da bola no sentido da cesta adversária; 
 Arremessos perto da cesta. 
2ª etapa: 
 Ligação das duas fases de organização ofensiva: transição defesa-ataque e 
ataque propriamente dito; 
 Conquista e definição das posições adequadas no ataque; 
 Desenvolvimento de ação no ataque com cortes e aclaramento ao passe e ao 
drible; 
 Compromisso da comunicação com os companheiros; 
 Reposição das posições ofensivas; 
 Aproveitamento das situações de 1x1. 
Defesa 
A ação defensiva limita-se a acompanhar as ações do adversário, até 
alcançar a 2ª etapa e consolidá-la. 
O que devem fazer os defensores? 
 Estar onde estão os atacantes que marcam; 
 Colocar-se entre o adversário e a cesta; 
 Recuperar essa posição de imediato quando a perdem. 
 
 
43 
 
FUNDAMENTOS DO 
BASQUETE NO AMBIENTE 
ESCOLAR 
2 
Conhecimentos 
 
Compreender os principais aspectos que envolvem a organização ofensiva no 
Basquete. 
 
 
Habilidades 
 
Aplicar os fundamentos do Basquete, utilizando-os como conteúdos de ensino do 
Basquete nas aulas de Educação Física na escola. 
 
Atitudes 
 
Saber posicionar-se criticamente, despertando valores como a cooperação, diante 
das dificuldades e desafios encontrados na aplicabilidade do Basquete como 
conteúdo da cultura corporal de movimento na escola. 
 
 
44 
O basquete na escola 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998) compreendem a 
Educação Física como uma área de conhecimento da cultura corporal de movimento 
e a Educação Física escolar como uma disciplina que integra o estudante na cultura 
corporal de movimento, formando o cidadão que vai produzi-la, reproduzí-la e 
transformá-la, instrumentalizando-o para usufruir dos jogos, dos esportes, das 
danças, e outras manifestações, em benefício do exercício crítico da cidadania e da 
melhoria da qualidade de vida (BRASIL, 1998, p.29). 
 Dessa forma a Educação Física escolar através de seus meios e fins será o 
espaço/tempo destinado ao ensino-aprendizagem das práticas corporais produzidas 
pela humanidade ao longo do tempo, dentre elas o esporte e particularmente o 
basquete. 
 Ensinar essa manifestação esportiva não é tarefa simples. Ao professor da 
escola é indispensável ter conhecimentos técnicos (conhecer minimamente o 
esporte, a dinâmica do jogo, suas regras, os movimentos mais característicos), além 
de dispor de conhecimentos didático-pedagógicos (como organizar a aula, 
selecionar os conteúdos, avaliar os estudantes, solucionar problemas de 
aprendizagens, resolver conflitos, entre outros exemplos). 
As aulas de Basquete na escola, na maioria dos casos, estão focalizadas 
exclusivamente no ensino dos fundamentos básicos do esporte e na vivência do 
jogo. Aprender a jogar é um dos aspectos fundamentais perseguidos pelas aulas de 
Educação Física, mas restringir-se a esses conhecimentos pode limitar uma 
compreensão mais abrangente do Basquete. Nesse sentido consideramos essencial 
que o estudante aprenda a jogar Basquete, mas também aprenda sobre o esporte e 
como se relacionar no âmbito de sua prática. 
Assim, um novo olhar para a prática pedagógica em Educação Física deverá 
estar atento aos relacionamentos e conhecimentos no âmbito das manifestações da 
cultura corporal de movimento e não apenas à vivência dos movimentos. A partir 
dessa reflexão, vale ressaltar que as vivências do Basquete na escola devem ir para 
além da dimensão procedimental, ou seja, deve alcançar uma prática pedagógica, 
conceitual e atitudinal. 
Dessa maneira a dimensão conceitual dos conteúdos referente ao ensino do 
basquete, corresponde aos conhecimentos e informações que possibilitam ao 
 
45 
 
praticante uma visão ampliada desse fenômeno, permitindo a compreensão dos 
motivos, objetivos e finalidades em praticá-lo, são conhecimentos relativos ao 
condicionamento físico, à influência da mídia, às lesões e formas de preveni-las, ao 
histórico e evolução da modalidade, às regras, ao basquete norte-americano, ao 
basquete de rua, entre outros exemplos que possibilitem ao estudante saber sobre o 
basquete. 
Já as dimensões atitudinal dos conteúdos, baseadas principalmente, em 
normas, valores e atitudes dizem respeito, respectivamente, aos padrões e regras 
de comportamento, princípios e ideias que permitem juízo de valor sobre condutas e 
tendências, e predisposições para atuar em consenso aos valores universalmente 
defendidos. Assim, temas como o uso de anabolizantes, a exclusão dos menos 
habilidosos, o espaço reservado às mulheres, a modificação e/ou adequação às 
regras, a luta por espaços de prática são importantes na maneira como o estudante 
vai conceber e relacionar-se com e no esporte, principalmente no caso do Basquete. 
Portanto, o futuro professor de Educação Física deve estar preparado para 
realizar suas intervenções com o tema Basquete, sem deixar de lado a participação 
de todos, a ludicidade, a brincadeira, à recreação. Isso não significa que se deve 
deixar de lado, a técnica, no entanto, não deve deter-se especificamente a esta. 
 
 Princípios básicos no jogo dos principiantes 
 
Segundo Paes e Balbino (in DE ROSE JUNIOR E TRICOLI, 2005), o 
objetivo principal da iniciação esportiva era o gesto técnico específico. A 
preocupação do professor era ensinar fundamentos como o controle do corpo, o 
manejo de bola, os passes, o drible, os arremessos e o rebote. Tais fundamentos 
eram ensinados por meio de sequências pedagógicas com a finalidade única de que 
os estudantes aprendessem os fundamentos da modalidade. 
 
 Tanto os atacantes como os defensores são importantes numa equipe 
de basquetebol. Os atacantes fazem os pontos necessários para a vitória da 
equipe e os defensores impedem que os adversários façam pontos. 
 
 
 
http://educacaofisicanamente.blogspot.com/2012/02/basquetebol.html
 
46 
Vejamos os princípios básicos em um jogo: 
 
 Ocupação racional do espaço de jogo; 
 Progressão da bola por drible ou por passe; 
 Progressão da bola no sentido da profundidade da quadra; 
 Passar e desmarcar-se; 
 
 Soluções táticas 
 
 A tática é a utilização de recursos para definir situações durante um 
jogo. Pode ser resumida como “o que fazer” para resolver uma determinada situação. 
 
 Numa fase inicial de abordagem ao jogo é no ataque que se deparam 
as maiores dificuldades, encontrando-se a defesa em vantagem pela evidente falta 
de soluções do opositor. Deste modo, deveremos incidir a nossa atenção sobre o 
ataque, apresentando soluções que permitem aos principiantes conseguirem 
alcançar o objetivo do jogo, além de aproximar-se do cesto para lançar. 
 
 A ocupação do espaço do jogo é um aspeto de importância fundamental. 
 Assim os jogadores devemdistribuir-se na quadra de uma forma equilibrada e 
racional. 
 
 Para combater os principais fenômenos que se observam no jogo 
pedagógico, o da atração da bola e a situação de alinhamento, devem-se ensinar os 
praticantes a afastarem-se do possuidor da bola e a movimentarem-se na direção da 
cesta adversária. 
 
 Se os atacantes se afastarem do possuidor da bola e caso se 
mantenha a tendência dos adversários em se aglomerarem em redor da bola, esta 
poderá ser passada para um dos atacantes que se movimenta no sentido da cesta 
adversária. Daqui resulta um desequilíbrio entre a defesa e o ataque. Para conseguir 
repor o equilíbrio torna-se necessário a marcação individual a cada adversário. 
 
 Depois de resolvida a questão da ocupação do espaço, torna-se necessário 
intervir no objetivo do jogo: a concretização. Esta só é possível aproximado à bola 
 
47 
 
da cesta, resultando daqui a necessidade de definir um objetivo intermédio que é a 
progressão da bola. Como deve ser feita? Os meios para realizá-la são: o drible e o 
passe. 
 
 Assim, a utilização destes meios para a progressão só será eficaz se tiverem 
reunidas as condições que o permitam fazer e existir espaços livres através de uma 
ocupação do espaço mais racional. 
 
 Para combater a atração pela bola e a situação de alinhamento, as primeiras 
soluções a introduzir são: 
 
 Vejamos os princípios táticos fundamentais do jogo: 
 
1 – Os jogadores atacantes sem bola afastarem-se da bola, movimentando-se 
na direção da cesta adversária; 
2 – Exploração de espaços livres para a recepção da bola; 
3 – Quem recebe a bola deve “virar-se” (orientar-se) no sentido da cesta 
adversária; 
4 – Após passe, movimentar-se no sentido da cesta adversária, para receber 
a bola mais à frente; 
5 – Cada jogador deve marcar individualmente um adversário. 
 
 Estruturas táticas 
 
 Distribuição equilibrada dos jogadores entre si, relativamente ao portador da 
bola: 
1. Após rebote defensivo; 
2. Condução da bola para o ataque; 
3. Ações ofensivas junto a cesta da equipe adversária; 
 
 Ação Ofensiva - Atitude Ofensiva 
 
 Posição facial a cesta; 
 Proteção da bola; 
 Percepção dos dois colegas da equipe mais avançados; 
 
48 
 Recuperação da bola - Progressão ofensiva 
 
 Driblar sempre que há espaço para a progressão; 
 Passar e desmarcar-se no sentido da cesta procurando receber a 
bola mais à frente; 
 Sem a bola movimentar-se para abrir linhas de passe. 
 
Na organização ofensiva encontramos todas as ações que se desenvolvem 
a partir da conquista de posse de bola até à perda (em ataque) que se traduzem no 
jogo pela passagem por duas fases: 
 
 1a fase – Transição de defesa para o ataque (TDA) – onde as ações 
desenrolam-se, na maioria das vezes, de cesta a cesta. 
 
 2a fase – Ataque propriamente dito (APD) – ocorre no meio da quadra 
ofensiva, à volta da cesta que ataca. 
 
A Transição Defesa-Ataque (TDA) 
 
A transição de defesa para o ataque é considerada a 1a fase da organização 
ofensiva, e na qual as ações desenrolam-se, na maioria das vezes, de cesta a cesta. 
 
A TDA acontece sempre que a equipe recupera a posse de bola, no meio da 
quadra defensiva, resultando daí a necessidade de ligar as posições defensivas com 
as ofensivas. 
 
Se a passagem da defesa para o ataque for realizada de forma rápida e daí 
resultar superioridade numérica de atacantes sobre as defesas, podemos considerar 
a TDA como contra-ataque. 
 
 Objetivos de defesa-ataque 
 
 Disciplinar as iniciativas dos jogadores; 
 Coordenar as ações de jogo relativamente ao objetivo tático (transposição da 
defesa para o ataque); 
 
49 
 
 Contra-ataque; 
 Criar condições facilitadoras do ataque planeado; 
 Estabelecer as convenções de suporte ao processo de comunicação entre os 
jogadores; 
 
 Princípios táticos da fase de transição defesa-ataque 
 
1. Abertura e ocupação das “estações de recepção” 
2. Ocupação do corredor central 
3. Condução da bola pelo corredor central 
4. Ocupação equilibrada dos corredores de jogo 
5. Posição facial a cesta 
 
Na fase da transição defesa-ataque pode considerar três subfases: 
 
1a – INÍCIO – relativa ao momento da recuperação da posse da bola; 
2a – DESENVOLVIMENTO – relativa à progressão (condução) da bola na quadra; 
3a – FINALIZAÇÃO – relativa às situações de concretização 
 
 
 Subfase – Início 
 
 O início da TDA ocorre após a equipe ganhar a posse da bola, o que 
pode resultar das seguintes situações: 
 
 Intercepção 
 Cesto sofrido 
 Rebote defensivo 
 Desarme 
 
Objetivos: 
 
 Ocupação equilibrada do espaço de jogo; 
 Distribuição equilibrada dos jogadores entre si; 
 Ocupação das áreas facilitadoras de saída da bola ; 
 
50 
 Criar melhores condições de percepção: ao jogador que capta e recebe a 
bola em jogo; 
 Criar o maior número possível de linhas de passe em condições em que 
facilitam a leitura do jogo: criando condições a uma participação consciente, 
e facilitando a utilização do equipamento técnico. 
 
 
 Subfase - Desenvolvimento 
 
 Após ganhar a posse de bola, a equipe deve organizar-se rapidamente 
de modo a proceder à condução da bola para o meio da quadra adversária de forma 
eficaz. 
 
 
Ocupação do corredor central 
 
 
 
 
 
Objetivos: 
 
Garantir duas linhas de passe seja qual for: 
 
 A saída da bola pelo corredor central 
 Saída da bola pela 1a “estação de recepção” 
 Saída da bola pela 2a “estação de recepção” 
 
 
51 
 
 
Condução da bola pelo corredor central 
 
 
 
 
Objetivos: 
 
 Garantir pelo menos duas linhas de passe no desenrolar da ação ofensiva; 
 Garantir a organização e a ofensividade no ataque planeado; 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 Sub-fase da Finalização 
 
 O êxito da ação estará dependente da leitura que o jogador, responsável pela 
finalização, fizer da situação para decidir a escolher a melhor solução: 
 
 Passar? 
 Driblar? 
 Lançar? 
 
Princípios a respeitar: 
 
 O condutor da bola pelo corredor central é o responsável pela 
finalização do “c” para o “a” ao alcançar a linha de lance deve parar (para passar ou 
lançar), a não ser que tenha vantagem na progressão para finalizar debaixo da cesta. 
 
Finalização em vantagem numérica 
 
 Objetivo do possuidor da bola: fixar o defensor; 
 Objetivo do atacante sem bola: abrir linhas de passe, tentando receber a bola 
perto da cesta; 
 Objetivo do defensor: retardar a progressão da bola e evitar os arremessos 
debaixo da cesta 
 
a) 2x1 
 
Conceito fundamental: passada a linha de meio da quadra o jogador com 
posse de bola deve penetrar por um dos corredores laterais, evitando a permanência 
da bola no corredor central. 
 
 01 Com bola é conduzida pelo corredor lateral para a cesta e lança na 
passada ou passa, consoante a posição e oposição do defensor. 
 
 02 Sem bola consoante posição do defensor: 
 
1. Para na linha de lance livre, caso defensor acompanhe 01; 
 
53 
 
2. Penetra nas costas do defensor, caso este marque 01 com a bola fora da 
área restritiva. 
 
 
 
 
 
Princípios (Fig. a, b, c e d) 
 
 
 
Ataque: 
 
- Se o possuidor da bola não é marcado, progride em drible; 
- Se o possuidor da bola é marcado, passa a bola. 
 
54 
Defesa: 
 
- Um defensor pressiona o possuidor (na proximidade da área restritiva); 
- O outro defensor coloca-se no alinhamento da bola. 
 
Conceito Fundamental 
O atacante com bola no corredor central na meia-quadra ofensiva deve 
deslocar-se para o lado do não possuidor da bola mais adiantado (Fig.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Erros mais característicos da transição defesa-ataque 
 
 Não ocupação das “estações de recepção”. 
 Movimento para abertura de linha de passe antes que a equipe entre na 
posse da bola. 
 
 
 
55 
 
 Ocupação das “estações de recepção” descoordenada com o tempo próprioda ação (atraso); deficiente percepção. 
 Ocupação estática das “estações de recepção” sem abrir linhas de passe 
 Distribuição desequilibrada dos jogadores no espaço de jogo entre si, sem ter 
em conta o seu potencial técnico. 
 
 
Fundamentos da técnica individual ofensiva 
 
Os fundamentos são as fases usadas para qualquer jogo, que facilitem as 
técnicas e a tática durante os jogos. Fundamento significa base, alicerce, fundação, 
é o começo de tudo, onde o estudante aprende as técnicas e as aperfeiçoa para 
uma melhor utilização dessa e da tática durante os jogos. 
 
 
A posição base (armador) 
 
 Uma posição é função de uma situação. Assim, o jogador deve tomar uma 
posição corporal básica de forma a poder responder de imediato a qualquer tipo de 
ações desencadeadas durante o jogo. 
 
A posição básica está associada à noção de “tripla ameaça” que é uma 
atitude corporal que o jogador deverá aprender antes de avançar para outras 
situações do jogo. 
 
A posição base caracteriza-se, não só por uma correta colocação dos 
segmentos do corpo, mas principalmente por uma atitude dinâmica, pronta a intervir. 
Esta posição básica ajudará o jogador no inicio do movimento a encontrar a 
velocidade e o controle corporal correto. A denominada “tripla ameaça” deverá 
permitir uma organização funcional dos diferentes segmentos corporais com vista a 
uma qualquer ação ofensiva ou defensiva, independentemente da direção desejada. 
 
 
 
 
Reunião
Realce
 
56 
Posição corporal ofensiva 
 
É recomendado que os jogadores sem posse de bola assumam a seguinte 
posição básica ofensiva: 
 
 O corpo semi-fletido de forma confortável, dispondo os segmentos dos 
membros inferiores (coxa-perna) em ângulo favorável a um trabalho 
muscular eficiente, com os joelhos na direção dos pés; 
 
 Em que o tronco fique ligeiramente fletido para frente de modo a 
garantir ampla mobilidade dos segmentos dos membros superiores, 
com os braços ligeiramente fletidos, antebraços dirigidos para frente e 
as palmas das mãos voltadas para o interior; 
 
 Em que a vertical do centro de gravidade caia dentro da base de 
sustentação (definindo um grau de estabilidade favorável à rápida 
entrada em movimento em várias direções); 
 
 Em que a cabeça fique levantada, assegurando o equilíbrio e a 
utilização maximal do ângulo de visão; 
 
 Em que a posição dos pés seja a mais favorável para a entrada em 
movimento; pés separados com o peso do corpo repartido por igual. 
 
A Posição de Tripla Ameaça 
 
 Os jogadores quando recebem a bola numa zona ofensiva e que constitua 
ameaças para lançar, deve assumir de imediato numa posição de tripla-ameaça, e 
deve enquadrar-se com cesto e atacar a defesa com passe, drible ou arremesso. 
 
Erros mais comuns 
 
 É muito importante para o treinador desenvolver o hábito de saber observar, 
detectando erros de postura e intervindo no sentido de corrigir as posições dos 
jogadores. 
 
57 
 
 Para a posição de armador, os pontos a serem observados serão os 
diferentes princípios referidos anteriormente (ponto). 
 
Erros mais frequentes e respectivas correções: 
 
ERROS CORREÇÕES 
 
Pés demasiados juntos; 
Membros inferiores poucos fletidos; 
- Afastar os pés à largura dos ombros. 
- Alargar a base de sustentação. 
- Indicar ao jogador para se colocar em 
uma posição mais baixa. 
 
Peso do corpo sobre os calcanhares. 
 
- Repartir o peso do corpo pela parte 
anterior dos pés, de modo a facilitar o 
equilíbrio dinâmico. 
 
 
Recepção do passe da bola 
 
 A recepção da bola é um fundamento importante do jogo, tanto que o domínio 
da bola é fundamental em todas as situações de jogo, manifestando-se no agarrar, 
no passar, no lançar, no driblar com a bola. Neste sentido, o contato da bola com as 
mãos deverá ser amplo e sentido, permitindo uma aderência natural e a 
consequente transmissão dos impulsos de ombros, braços e mãos: 
 
 Princípios a respeitar: 
 Os dedos devem envolver a bola, dedos afastados para sentir bem a bola; 
 Contato ativo assegurando o livre jogo articular o pulso e dedos; 
 A palma da mão (parte calosa) não deve estar em contato com a bola; 
 A bola deve ser sempre segura pelos dedos; 
 Cotovelos juntos ao tronco. 
 
Nota: os dedos devem estar em contato com a bola e não a palma da 
mão, pois é naquele que o sentido do tato está mais desenvolvido e a 
interferência de outras zonas da mão com a bola irá prejudicar esse sentido. 
Segurar a bola significa envolvê-la a dominá-la nas melhores condições. 
 
 
 
 
58 
 
Arremessos 
 
 O objetivo do jogo de basquete é marcar pontos. Mas marcar pontos 
pressupõe saber lançar e dominar as respectivas técnicas de lançamento de tal 
modo que a sua utilização seja automática e adequada à situação. 
 
Tipos de Arremesso 
 
1 Arremesso na passada: após drible; após recepção. 
2 Arremesso em apoio uma mão. 
3 Arremesso em suspensão: após drible; após recepção. 
4 Arremesso de gancho: após drible; após recepção. 
 
Princípios na execução: 
 
1 Tomada de uma posição frontal a cesta, equilibrada e cômoda (apontar); 
2 Colocação da bola em posição favorável para a execução do arremesso 
(forma alavanca). 
3 Concentração do lançador no alvo (cesta) olhando-o fixamente enquanto 
prepara o arremesso; 
4 Desenvolvimento de um movimento desencadeado no sentido da cesta, a 
partir dos apoios dos pés no solo e terminado pela extensão total do braço e 
dedos da mão impulsionadores da bola (expulsão da bola); 
5 Continuação total da ação a empreender, expressa através da necessária 
relaxação muscular no ato do arremesso. 
 
 
Arremesso na passada (BANDEJA) 
 
Na execução deste arremesso devemos considerar os seguintes aspectos: 
 
1. Uso dos apoios: 1o em extensão; 2o em altura (fase de suspensão); 
2. Ângulo de aproximação (ideal) a cesta: 45o 
 
59 
 
3. Recepção da bola: a) com as duas mãos, perto do corpo e do lado exterior 
(proteção); b) e conduzida para frente da cintura e depois para cima, pelo 
lado do arremesso, concentrando-se o executante no alvo. 
4. A bola deve tocar na tabela acima da linha da cesta 
5. Necessidade de treinar mão direita e mão esquerda. 
 
Execução técnica: 
 
1. Impulsão sobre a perna contraída da mão lançadora; 
2. Transformar a velocidade de deslocamento em potência de salto; 
3. Controlar o salto; 
4. Elevação da perna (joelho) do lado da mão lançadora; 
5. Concentrar-se no arremesso; 
6. Aproximar o mais possível a mão lançadora do aro da cesta (ou tabela); 
7. Colocação da palma da mão lançadora virada para cima (arremesso 
direto), ou virada para a tabela (arremesso à tabela). 
 
Erros mais frequentes na execução: 
 
1 Saltar para receber a bola; 
2 Impulsão muito perto ou muito longe da cesta; 
3 Não elevar o joelho oposto à perna de impulsão; 
4 Escolher e trocar as pernas no ar; 
5 Não realizar a extensão completa do corpo; 
6 Não efetuar a impulsão na vertical; 
7 Lançar sem que as costas da mão estejam voltadas para o lançador. 
 
 
Recomendações: 
 
1 O executante deve recuperar o contato com o solo de modo a manter o 
equilíbrio necessário para assegurar a disponibilidade para mover-se 
rapidamente em qualquer direção e poder reintegrar-se imediatamente no 
jogo; 
2 Extensão do braço que realiza o arremesso; 
3 Pé de chamada é sempre o contrário ao da mão que lança; 
 
60 
4 Palma da mão voltada para a tabela. 
 
Progressão Pedagógica para a sua aprendizagem 
 
Esta progressão desenrola-se em cinco fases: 
 
1. Duas marcas no solo no trajeto a efetuar para o arremesso. 
Jogadores sem bola formam uma coluna e correm na direção da cesta, 
realizando os dois apoios colocando o pé contrário ao da chamada (impulsão) 
entre as duas marcas; 
2. Idem, com o professor entre as marcas segurando a bola com as mãos à 
altura da cintura. O estudante corre na sua direção, agarra a bola, faz os dois 
apoiosentre as marcas e lança; 
3. Idem, mas sem marcas; 
4. Com duas colunas (A e B) de estudantes e 1 bola. Os estudantes da coluna 
“A” passam aos da “B”, movimentam-se na sua direção e agarram a bola das 
mãos do colega, fazem os dois apoios entre as marcas e executam o 
arremesso; 
5. Idem, mas sem marcas. 
 Nota: fazer do lado direito e lado esquerdo. 
 
Arremesso em Apoio 
 
 É um arremesso que se realiza com os apoios do jogador no solo. 
 
 
O arremesso de apoio com uma mão 
 
 Posição corporal: 
 
 Pés paralelos – distância à largura dos ombros; 
 O pé correspondente à mão lançadora deverá estar ligeiramente adiantado 
(meio pé) e “apontado” o aro da cesta; 
 Ligeira flexão das pernas; 
 Tronco direito; 
 Concentração total no aro da cesta 
 
61 
 
 
Formar alavanca: 
 
 Colocar a bola sobre o ombro; 
 Não abandonar a “pega” básica da bola; 
 A bola descansa sobre a mão lançadora; 
 Não fletir demasiado o pulso; 
 Braço fletido em ângulo agudo; 
 Cotovelo por debaixo da bola e apontando o aro; 
 Pé da frente, joelho, ombro, cotovelo e bola situados num mesmo plano. 
 
Arremesso propriamente dito: 
 
 Extensão da perna da frente, coordenada com a do braço lançador; 
 A mão de ajuda, na pega da bola, abandona a bola no momento em que se 
situa já em posição incômoda (forçada); 
 Extensão do braço lançador e ação do punho e dedos imprimindo à bola um 
efeito para “trás”; 
 A bola resvala pelos dedos centrais (indicador, médio, anelar) sendo o dedo 
médio o de último contato com a bola; o braço fica estendido; 
 Os olhos permanecem fixos no aro da cesta. 
 
 
Arremesso em suspensão 
 
Arremesso relativamente à posição corporal, pega da bola e forma alavanca, 
é idêntico à execução do arremesso de apoio. 
 
 A diferença situa-se na existência de dois tempos de execução: (1) impulsão; 
(2) suspensão. 
 
 Assim, na execução deste arremesso o jogador deverá respeitar os seguintes 
princípios de execução: 
Impulsão: 
 
 
62 
 - Flexão de pernas; salto na vertical; equilíbrio; 
 
 
Suspensão: 
 
 - Jogador no ponto mais alto da impulsão deverá ficar “suspenso” no ar (limite 
entre a máxima altura e o inicio da descida) para obter tempo de concentração e 
desequilibrar a posição defensiva. 
 
Arremesso Final (saída da bola da mão) 
 
 No ponto mais alto da suspensão e no momento em que consegue ficar 
“suspenso” jogador deve expulsar a bola através de uma chicotada de pulso e dedos. 
 
Queda: 
 
 - Após o arremesso o jogador deve “cair” em equilíbrio e próximo do local da 
impulsão. 
 
Arremesso de gancho 
 
 O arremesso de gancho é geralmente executado perto da cesta perante a 
presença de opositores, sendo difícil interceptá-lo quando executado corretamente. 
É um tipo de arremesso cuja execução requer uma boa coordenação ao envolver 
movimento da bola e do corpo (bom trabalho dos pés) o que torna importante na sua 
aprendizagem. 
 
Este arremesso é especialmente apropriado nas seguintes situações: 
 
 Para concretizar situações de 1x1 próximo de cesto e perante a oposição de 
jogadores de estatura superior; 
 Para concretização de ações ofensivas em zonas próximas da cesta (área 
restritiva), por jogadores “armadores”. 
 Após drible, recepção e rotação. 
 Técnicas de execução 
 
 
63 
 
 Proteção da bola olhando a cesta por cima do ombro, de forma a enquadrar o 
defensor e a cesta; 
 Deslocar a perna de impulsão afastando-a do defensor para ganho de 
posição ofensiva; 
 Colocação do peso do corpo sobre a perna de impulsão; 
 Rodar os ombros de forma a “alinhá-los” ao aro da cesta; 
 Elevação do joelho contrário assegurando o equilíbrio do arremesso e 
facilitando a impulsão vertical; 
 Simultaneamente às ações anteriores, elevar a pega da bola pelo lado oposto 
da posição do defensor, protegendo-a o melhor possível; 
 Quando a bola chega um pouco acima do ombro, a mão contrária à do 
arremesso abandona o contato com a bola transformando-se em proteção da 
bola; 
 Não baixar o braço de proteção; 
 A saída forçada da bola na fase total de extensão do corpo com trabalho de 
pulso e dedos, completando a rotação dos ombros e ficando em posição 
facial a cesta. 
 
 Drible 
 
 O drible é o ato de lançar a bola no chão com uma mão parado, em corrida ou 
passo. 
 Regulamentamente, um drible tem lugar quando “um jogador, de posse da 
bola, a impulsiona, lançando-a, batendo-a, ou fazendo-a rolar, e tocando-a 
novamente antes que ela toque em qualquer outro jogador”. 
 * Num drible a bola deve tocar o solo; 
 * O jogador termina o drible no momento em que toca a bola simultaneamente 
com ambas as mãos ou permite que a bola fique parada em uma ou ambas as mãos; 
 * Não há limite para o no de passos que um jogador pode dar quando a bola 
não está em contato com as mãos; 
 * É permitido a um jogador executar um drible de cada vez que se apodere da 
bola. 
 
 
 
 
64 
 Momentos que justificam a utilização do drible: 
 
 - Para progressão rápida na quadra, sem impedimentos de adversários; 
 - Para ganhar uma posição de arremesso; 
 - Em saídas de contra-ataque 
 - Para abrir linhas de passe; 
 - Para penetrar para a cesta; 
 
Execução técnica (mecânica) do drible: 
 
- Ação do braço, pulso e dedos; 
- Fixação do ombro e relaxamento dos dedos que acompanham suavemente 
a bola; 
- O braço acompanha o movimento da bola coordenadamente para cima e 
para baixo; 
- Cabeça levantada; 
- Joelhos semi-fletidos; 
- A bola deve ser empurrada para o solo e não batida; 
- A bola deve ser contatada com os dedos e não com a palma da mão; 
- No drible o pulso tem uma ação preponderante para o trabalho de impulsão; 
 
Podemos considerar os seguintes tipos de drible: 
 
- O drible parado; 
- O drible de proteção; 
- O drible de progressão; 
- O drible com mudança de mão; 
 
Caso do drible de proteção 
 
- O braço e a mão contrária ao do drible devem estar em posição de proteção 
da bola; 
- A bola deve incidir no solo, no espaço determinado pela perna adiantada e 
atrasada; 
- Peso do corpo distribuído pelas duas pernas; 
 
 
65 
 
Caso de drible de progressão: 
 
- O batimento da bola é mais alto (entre a cintura e o peito) e a bola é 
impulsionada obliquamente para frente (e lado) dos pés; 
 
 
Erros a corrigir nos principiantes: 
 
- Receber a bola e driblar instintivamente sem nenhum objetivo; 
- Driblar a olhar para a bola; 
- Bater na bola com as palmas das mãos; 
 
 
Sugestões: 
- Ver antes de driblar; 
- Não driblar se o passe é possível; 
- Não olhar para a bola; 
- Não driblar sistematicamente após cada recepção; 
 
Recomendações para a aprendizagem e treino do drible 
 
- Praticar (exercitar) o drible com variação do ritmo de batimentos da bola no 
solo; 
- Praticar o drible com arranques e paragens bruscas; 
- Alternância do trabalho das mãos, coordenando com a movimentação dos 
pés; 
- Praticar o drible com a mão e mão esquerda; 
 
 
 Passe 
 
 O passe é uma das três técnicas básicas do jogo e que como tal merece um 
estudo atento e cuidadoso. 
 
 
66 
 O passe é um ato essencial da colaboração entre os jogadores da mesma 
equipe para alcançar os seus objetivos (de cesto favorável, de preparação do ataque, 
de controle da bola, etc.), e no qual um deles (o passador) transfere o controle da 
bola a outro (o recebedor). Esta ação requer uma boa coordenação entre os dois 
elementos, pois de contrário a equipe revelará debilidade ofensiva, uma vez que 
uma parte significativa do jogo ofensivo desenrola-se através do movimento preciso 
da bola de um para outro jogador. 
 
Ao considerarmos a importância do passe ela advém das seguintes razões: 
 
a) Histórica: na origem do jogo o drible não era permitido, pelo que o passe 
era o elemento técnico que permitia a progressão da bola; 
b) É um elemento de ligação entre os vários componentes de uma equipe, o 
quelhe dá um significado coletivo; 
c) É o elemento técnico mais vezes exultado durante o jogo (uma equipe 
pode fazer mais de 300 passes); 
d) É o elemento que melhor permite controlar as ações ofensivas. 
 
 O passe dá sentido ao jogo da equipe e é um dos mais importantes 
fundamentos ofensivos do basquete. O passe também é a maneira mais rápida de 
movimentar a bola no jogo. 
 
 Razões que evidenciam a importância do passe: 
 
1. É técnica ofensiva que se executa o maior número de vezes durante o 
jogo; 
2. É a técnica que estabelece a comunicação entre os jogadores nas ações 
ofensivas; 
3. Permite dar ritmo adequado às ações ofensivas do ataque posicional; 
4. Permite criar ruptura da defesa e chegar ao jogador mais próximo da cesta 
para lançar; 
 
 
 
67 
 
 
INTRODUÇÃO AO 
HANDEBOL 
 
3 
Conhecimentos 
 
Compreender a história, o desenvolvimento e as regras do handebol 
 
 
Habilidades 
 
Aplicar os conteúdos específicos do Handebol 
 
 
Atitudes 
 
 
Desenvolver o Handebol na escola e a sua relevância para o desenvolvimento 
integral do educando, percebendo os fundamentos técnicos, como essências para 
prática e domínio do handebol. 
 
 
 
 
68 
 
 
 
 
 
Histórico e evolução do handebol 
 
A bola é considerada um dos instrumentos desportivos mais antigos do 
mundo e vem encantando o homem há vários séculos. Nesse sentido, o handebol é 
um dos esportes mais remotos de que se tem notícia. Sendo praticado de vários 
formatos. A origem do nome handebol (hand significa mão em inglês e Ball, bola) é 
um jogo coletivo, disputado entre duas equipes e jogado com uma bola apenas, seu 
objetivo é marcar o maior número de gols possível, ao contrário de futebol que é 
jogado com pés o handebol se joga com as mãos. 
 
É um jogo cuja origem antiga faz menção aos poemas de Homero citado na 
Odisséia quando se praticava na Grécia Antiga um jogo denominado “urânia” jogada 
com as mãos, com uma bola do tamanho de uma maçã e sem balizas, cujo objetivo 
era ultrapassar o oponente, através de passes (isso está gravado em uma pedra na 
cidade de Atenas, que data de 600 a.C.).Também na Roma Antiga registrou-se um 
jogo com as mãos o Harpastom. 
 
Em 1848, um professor dinamarquês Holger Nielsen, criou no instituto de 
Ortup, um jogo denominado Haaddbold, nessa mesma época os Tchecos 
praticavam um jogo chamado hazena, que na Irlanda e no Uruguai era praticado de 
maneira bem semelhante (MELHEM, 2004). 
 
O Handebol começa a se ramificar pela europa, onde começou a ser 
introduzido em diferentes países como na Suécia em 1910 por meio de por G. 
Wallstrom. 
 
Na Alemanha, o Raftball, foi introduzido a partir da ultima década do século 
XIX, sendo jogado da maneira como é jogado atualmente, e em 1912, o alemão 
Hirschmann, passou a introduzi-lo em campo. 
 
O período da Primeira Grande Guerra (1915–1918) foi decisivo para o 
desenvolvimento do jogo, quando um professor de ginástica, berlinense Max Heiser, 
criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do torball, 
Reunião
Realce
Reunião
Realce
Reunião
Realce
Reunião
Realce
Reunião
Realce
Reunião
Realce
Reunião
Realce
 
69 
 
e, quando os homens começaram a praticá-lo, o campo foi aumentado para as 
medidas do futebol. 
 
Alguns consideram que o handebol só é esporte coletivo quando foi dada 
essa nomenclatura, em 1919, onde o professor alemão de Educação Física Karl 
Scheienz organizou e reformulou as regras dessa modalidade a partir de um jogo 
derivado do torball. Após ter as regras publicadas pela Federação Alemã de 
Ginástica, o esporte começou a ser praticado de forma competitiva em países como, 
por exemplo, Áustria, Suíça e Alemanha. Inicialmente, o Handebol era praticado 
apenas por moças e as primeiras partidas foram realizadas nos arredores de Berlim. 
Os campos tinham 40x20m. Pouco depois em campos de dimensões maiores, o 
esporte passou a ser praticado por homens e logo se espalhou por toda a Europa 
(TENROLLER, 2007). 
 
A partir do que foi dito logo acima, o histórico do surgimento do handebol não 
é preciso; pois o mesmo se apresenta baseado em interesses de nações que se 
balizam em ter reconhecido o seu direito de criação. Embora a Alemanha receba a 
preferência dos historiadores como a criadora deste esporte, na realidade, outras 
nações se dizem precursoras da modalidade. Uruguaios e dinamarqueses, entre 
outros, colocam-se também como paises que fundamentam os seus primeiros 
rumos. 
 
Na fase introdutória, o handebol de campo era assim chamado porque era 
praticado em um campo de futebol, com onze jogadores em cada lado e bola 
reduzida, sendo permitido o manuseio da bola apenas com uma das mãos. O 
handebol de campo foi oficializado em 1920, pela Escola de Educação Física da 
Alemanha. 
 
 Karl Scheienz por ser um professor da Universidade de 
Berlim, tinha estudantes de vários países que praticavam o novo 
desporto e difundiam suas regras para seus respectivos países. 
 
 
Logo o handebol difundiu-se por toda Alemanha, Áustria, Suécia, Dinamarca 
e Tchecoslováquia, que fizeram as primeiras partidas internacionais. 
 
http://www.riohandebol.com.br/layout2/historia.pdf
Reunião
Realce
 
70 
Em 1925, aconteceu a primeira partida internacional de handebol, entre as 
equipes da Alemanha e da Áustria. Em que os vencedores foram os austríacos, a 
partida terminou de 6 a 3 sob os alemães. 
Assim, a federação Internacional de Handebol foi criada em 1927, com 39 
países inscritos e em 1934, o Comitê Olímpico Internacional (COI) inseriu o 
handebol como esporte Olímpico. 
 
Mas foi nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, com a participação de seis 
países, que este esporte, estreou nos Jogos Olímpicos, tendo como vencedor a 
Alemanha, após derrota sob a Áustria por 10 a 6. 
 
Vale ressaltar, que o primeiro campeonato mundial de handebol, ocorreu em 
1938, na Alemanha. Já em 18 de julho de 1946, foi fundada a International Handball 
Federation - IHF, atualmente com sede na Suíça. Logo depois, no ano de 1966, os 
jogos de handebol em campo gramado foram descontinuados e o esporte passando 
ser realizado somente em salão. 
 
Devido ao rigoroso inverno europeu que trazia meses de muito frio e inverno e 
por dividir espaço com futebol que crescia muito rapidamente, ocupando os 
gramados, o handebol de campo foi substituído pelo handebol de sete jogadores 
também chamado de handebol de salão. 
 
O handebol de salão pelas características próprias deve ser jogado em 
quadras com dimensões oficiais e com um número de jogadores permitidos 
conforme a regra, permitindo muita velocidade às jogadas, tornando o jogo bastante 
disputado, dinâmico e com muitas chances de gol. 
 
Em 1972 quando os alemães novamente sediaram uma nova edição dos 
Jogos Olímpicos, em Munique o handebol já sem o termo “de salão” esteve mais 
uma vez presente nos Jogos, seu sucesso foi tanto que na edição seguinte em 
1976, Montreal, o handebol tornou-se esporte olímpico também para as mulheres. 
 
Em nosso país, o Brasil, assim como no processo histórico do esporte em si, 
a historia do surgimento também não é muito clara. Entre os boatos e fatos, 
aparecem algumas datas, que, de início, não poderiam descartar sua verdade, mas 
também não aceitá-las como verdade absoluta. 
 
71 
 
 
Algumas fontes apontam que o handebol de campo surgiu no Brasil por volta 
de 1930 e 1932, introduzido pela colonização alemã em São Paulo. Existem indícios 
de que a prática do handebol de salão tenha começado por volta de 1950, mas 
curioso é o fato de que a primeira federação registrada surgiu cerca de dez anos 
antes: o registro da Federação Paulista aconteceu em 26 de fevereiro de 1940. 
 
O handebol chegou ao Brasil trazido por emigrantes alemães, após a 
Segunda Guerra Mundial, mas seu crescimento no Brasil deu-se somente em 1940, 
com a fundação da Federação Paulista de Handebol. 
 
Em 1954,seguindo a tendência internacional a Federação Paulista de 
Handebol substituiu o handebol de campo pelo handebol de salão, que passou a ser 
incluído nos Jogos Estudantis Brasileiros e dos Universitários Brasileiros a partir da 
década de 70. 
 
O Handebol passou a ser conhecido e praticado no Brasil todo, quando 
passou a ser inserido nos Jogos Universitários Brasileiro em 1971 e nos Jogos 
Escolares Brasileiro em 1972. 
 
Em 1º de junho de 1979 foi fundada a atual Confederação Brasileira de 
Handebol, (CBHb). A seleção brasileira de handebol masculino disputou apenas 4 
Olimpíadas, obtendo a sua melhor colocação em Atenas 2004 quando ficou em 10º 
lugar. Já em mundiais a seleção participou de nove edições, sua melhor colocação 
foi em 15º lugar em 1958, disputado na República Democrática Alemã. 
 
A seleção feminina esteve presente apenas em três edições de Olimpíadas 
(2000, 2004 e 2008) sua melhor colocação foi em sétimo lugar em 2004. Em 
mundiais a seleção feminina participou dos mundiais 1995 (18º), 1997 (23º), 1999 
(16º), 2001 (12º) e 2003 (20º). Sua melhor colocação foi em 7º lugar em 2005, em 
2007 (14º) e em 2009 (15º). 
 
O Handebol e o desenvolvimento do jogo 
 
O Handebol é disputado em uma quadra de 40 x 20 metros, entre duas 
equipes de sete elementos: tem um goleiro e seis jogadores de quadra, dos quais 
http://www.brasilhandebol.com.br/
http://www.brasilhandebol.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_Alem%C3%A3
 
72 
um é o capitão; fora, no banco, cinco suplentes, um goleiro e quatro jogadores de 
quadra, além do técnico que dirige a equipe. 
 
O goleiro, colocado dentro da área de gol, onde nenhum outro jogador pode 
entrar, defende, de qualquer modo, sua baliza de três melros de largura por dois de 
altura, quando a bola e endereçada a ele. Pode sair de sua área, mas não lhe e 
permitido sair ou retomar a ela, estando de posse da bola. 
 
O jogo é iniciado no centro da quadra. Cada equipe fica dentro do seu campo 
de defesa. A equipe que ganhou a sorteio escolhe a saída, enquanto a outra fica 
afastada três metros da linha central; depois de se cumprimentarem, mediante a 
autorização do árbitro, saem os jogadores da equipe de posse da saída com a bola 
em qualquer direção. 
 
Por meio de passes e dribles, os jogadores procuram marcar gol, isto é: fazer 
a bola transpor a baliza adversária por dentro, sem cometer falta. Vence a equipe 
que conseguir maior número de gols. 
 
O jogo é disputado em dois tempos de trinta minutos (homens), de vinte e 
cinco minutos (moças e juvenis), ou de vinte minutos (menores), com um intervalo 
de dez minutos, podendo-se diminuir o tempo, se ambas as equipes concordarem. A 
partida é dirigida por dois árbitros. 
 
Aos jogadores de quadra é permitido lançar, bater, empurrar, socar, parar e 
pegar a bola. Não importa a maneira. Podem servir-se das mãos, dos braços, da 
cabeça, do tronco, das coxas e dos joelhos. Mas não devem reter a bola além de 
três segundos. É permitido ainda progredir com a bola, driblando, isto é, com batidas 
sucessivas. Permitem-se até três passos com a bola na mão para soltá-la ou 
arremessá-la em seguida. As infrações serão cobradas conforme a regra. 
 
 
 
73 
 
 
 
 
Vale destacar que no jogo de handebol, algumas regras básicas devem ser 
esclarecidas como: o quantitativo de substituições é ilimitado; os jogadores podem 
invadir a área pelo ar, mas devem arremessar a bola antes de pisar na área. Só 
podem pisar na linha durante a cobrança de um lateral; durante um bloqueio; o 
ataque deve ser com as mãos esticadas; o goleiro deve a bola com o pé; andar com 
a bola na mão até três passos, depois deve passar a bola ou quicá-la no chão. 
 
A seguir, faremos um breve resumo das regras do handebol, com objetivo de 
esclarecer algumas dúvidas, para que você possa aplicá-las durante suas aulas. 
Vale destacar que por ser um esporte institucionalizado e com regras universais, 
isso não impede que o professor nas suas aulas de educação física possa modificar 
ou adaptá-la de maneira que atenda as necessidades específicas dos estudantes e 
de cada local. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
Resumo das regras 
 
1- A dimensão da quadra é fixa 40x20 metros, as traves têm 3 metros de largura 
por 2 metros de altura. 
2- São dois árbitros, um secretário (sumula) e um cronometrista por jogo. 
3- O jogo tem dois períodos com duração de 30 minutos e 10 de intervalo. 
4- A partida iniciam com 7 jogadores, podendo cada equipe inscrever até doze 
atletas na sumula. Não há limite de substituições. 
5- O goleiro pode sair de sua área para receber a bola, mas não pode sair ou 
retornar para sua área se estiver de posse da bola. 
6- Nenhum jogador pode penetrar a área do goleiro, caso aconteça será 
cometida uma infração. 
7- Os jogadores não podem segurar a bola por mais de três minutos, ou dar 
mais de três passos com ela. 
8- Só será gol quando a bola ultrapassar completamente a Linha de gol, caso 
alguém não esteja jogando impedir o gol, este será validado do mesmo jeito; 
9- As infrações às regras são cobradas no local, sendo permitido formar uma 
barreira a três metros do local da falta. O tiro de sete metros ocorre quando 
um jogador, ao arremessar o gol, é impedido por uma falta. 
10- Somente o tiro de 7 metros é cobrado com autorização dos árbitros, as 
demais infrações podem ser cobradas sem precisar esperar o apito do árbitro. 
 
 
 Fundamentos técnicos do handebol: 
 
Os fundamentos técnicos de handebol são elementos básicos que compõem 
o jogo, sem os quais seria impossível o desenvolvimento do jogo de handebol. 
 
Técnica individual 
 
Segundo Tenroller (2007, p. 63) técnica “é o gesto ou movimento que deverá 
ser realizado pelo praticante, atleta ou estudante, cujo objetivo é permitir dar 
continuidade e desenvolvimento ao jogo”. Os gestos do handebol são os seguintes: 
 
a) Pegadas e recebimentos da bola; 
b) Passes; 
c) Progressão ou condução da bola; 
 
75 
 
d) Drible; 
e) Arremessos simples e especiais; 
f) finta; 
g) bloqueio ou corta luz; 
 
 Pegadas e recebimentos de bola 
 
É o fundamento inicial do ensino do handebol, pois o estudante necessitará 
saber segurar e dominar a bola de qualquer direção que ela venha. Sua técnica 
consiste em dominar a bola, amortecendo-a suavemente, sem rebatê-la com uma ou 
ambas as mãos, Após o contato, os dedos se fecham, envolvendo a bola e 
manejando-a de forma a continuar a jogada ou, se necessário, protege-la do 
adversário. 
Para o perfeito recebimento as mãos devem ir de encontro à bola, dedos 
voltados em direção à mesma e polegares próximos, formando uma concha, isto 
permite amortecê-la e segura-la com firmeza. 
 
Posição das mãos nos recebimentos 
 
As pegadas ou recebimentos podem ser assim classificados: 
 
1) Bola alta acima da cabeça: 
2) Bola alta muito acima da cabeça, sendo necessário salto; 
3) Bola na altura do peito; 
4) Bolas altas nas laterais; 
5) Bola na altura dos quadris; 
6) Bolas baixas nas laterais: 
7) Bolas no solo, paradas ou em movimento. 
 
 
 
76 
 Passes 
 
É um fundamento de vital importância. Permitem conduzir a bola rapidamente 
através dos companheiros e preparar o ataque. 
 
 Sua execução deve ser precisa, indo na medida e direção do companheiro e 
sem que o adversário consiga interceptar. Ao executar o passe, o jogador não deve 
ficar olhando para o companheiro, denunciando sua intenção, mas ter perfeito 
domínio visual da quadra e de quem vai receber o passe. 
 
 As equipes de categoria, com muito treino das jogadas preparadas e perfeito 
entrosamento entre os jogadores, executam os passes sem olhar, as cegas, pois 
existe sincronização de movimentos. A perfeita execução destes detalhes, a 
infiltração e o contra-ataque decidem o jogo. Por razões táticas, quem não está com 
a bola deve procurar se desmarcar, para poder recebê-lae arremessá-la ao gol. 
 
 Os passes podem ser realizados com uma ou duas mãos, conforme a 
situação do jogo. O passe com uma só mão é o mais usado, pois favorece maior 
mobilidade, rapidez e finta. 
 
A finta tem a finalidade de desnortear o adversário: finge-se atirar a bola a um 
jogador e, na realidade, quem a recebe, outro, melhor colocado e sem marcação. O 
passe com uma mão só permite maior variedade de execução, cobertura de grande 
distância com mais rapidez e não revela a intenção do jogador. Com as duas mãos, 
o passe é mais seguro: tem-se maior proteção da bola, mas perde-se em velocidade 
e possibilidade de arremesso. 
 
Quanto à trajetória- o passe da bola pode ser direto, picado e parabólico. 
 
 O direto é o mais rápido, pois a bola percorre o caminho mais curto e preciso. 
 O picado é utilizado quando se tem um ou dois adversários pela frente e não 
se pode ultrapassá-los diretamente. A bola é lançada ao chão, do lado, pouco 
a frente ou pouco atrás do adversário, em direção ao companheiro, sem 
permitir que seja interceptada. 
 O parabólico é utilizado quando se procura vencer um ou mais adversários 
por cima. É usado nos contra-ataques em profundidade ou nos passes de 
 
77 
 
longa distância. Deve ser bem executado, pois sua trajetória é lenta, 
possibilitando ao adversário perceber e interceptar a bola. 
 
 
 
Quanto à situação do jogo - os passes podem ser em progressão quando a equipe 
procura ganhar terreno, indo para o gol adversário - ou de preparação, quando se 
procura criar situações que vão possibilitar a finalização por meio de infiltrações, 
passes em progressão, dribles ou fintas. 
 
Quanto à distância - pode ser curto, médio ou longo, de acordo com a necessidade 
de utilização, dependendo do local onde está ou onde vai estar o companheiro que 
deverá receber a bola. 
 
Quanto ao movimento de execução - pode ser feito parado, em deslocamento ou em 
suspensão, com uma ou duas mãos, de frente, de lado e de costas. 
 
O passe deve ser endereçado ao companheiro de forma a facilitar a ação 
seguinte, isto é, se o companheiro está correndo, deverá receber a bola pouco à 
frente, na altura do peito, o que permitirá o domínio dela na sequência do 
movimento; do contrário, terá de se abaixar ou parar, interrompendo a jogada. Se o 
companheiro estiver atacando para penetrar dentro da área, ela deverá vir alta, na 
altura do rosto, o que facilita a execução do arremesso imediato. Mas, se estiver 
armando o jogo ele deverá receber a bola: alta, na altura do peito, baixa, rasteira, do 
lado ou longe do corpo, conforme a situação favorecer o domínio perfeito, sem dar 
oportunidade ao adversário de interceptar. 
O aprendizado do passe está intimamente ligado ao das pegadas e 
recebimento, que devem ser feitos em conjunto, pois, sempre que dois estudantes 
estiverem se exercitando em pegadas, também o estarão nos passes. 
 Progressão ou condução da bola 
 
 
78 
É a forma de reter a bola, estando os jogadores em movimento. Se ganha 
terreno e se possibilita a ação individual no ataque, principalmente quando não se 
tem para quem passar, ou quando se está pressionado na defesa, tentando sair e 
iniciar o contra-ataque. Pode ser feito por meio de batidas sucessivas, com dribles; a 
bola é empurrada, por uma só mão (com todos os dedos), para baixo e pouco à 
frente, mais ou menos na altura da cintura (conforme a velocidade). Deverá ficar à 
frente do corpo, tronco semiflexionado para frente, com outro braço, procurando 
protege-la. O olhar deve estar firme no desenrolar do jogo, procurando a melhor 
solução para o próximo lance; caso o drible pare, a bola é empurrada verticalmente, 
ficando o corpo mais estendido. 
 
A progressão pode ser feita ainda por meio de até três passos com a bola na 
mão. É utilizada na preparação de um arremesso, para se ganhar terreno e 
velocidade. Salta-se no último passo, tanto em profundidade como em altura, 
conforme o interesse. É usada ainda na execução do passe a longa distância, ou 
quando se procura fazer uma jogada entre dois adversários. 
 
A regra permite ainda uma terceira forma de progressão: lançar a bola e 
pagá-la novamente, não sendo limitado o número de passos executados. Caso 
toque em outro jogador ou na baliza, pode ser novamente lançada e apanhada no 
chão. 
 
 
 
 Drible 
 
É o ato de controlar a bola quicando-a várias vezes ao solo, por meio desse 
fundamento pode-se progredir com a bola, realizar jogadas de contra ataque 
individual e alguns tipos de finta. 
 
 
79 
 
O drible só deve ser utilizado em caso de necessidade, ou quando se quer 
reter a bola, esperando a colocação ou vinda de um companheiro, pois ele retarda 
as jogadas de contra-ataque coletivo, permitindo ao adversário recompor sua 
defesa. 
 
 Arremessos 
 
O arremesso visa à finalização das jogadas, procurando obter o gol, objetivo 
primordial do jogo. 
 
Para isto, tudo o que se faz taticamente na preparação do ataque é com o 
intuito de poder executar o arremesso em condições ideais. 
 
O arremessador deverá estar desmarcado, com bom ângulo de chute, o mais 
próximo possível da baliza e em movimento onde conseguirá maior velocidade, 
potência e precisão. 
 
Sendo o handebol um jogo muito rápido, em que se passa da defensiva para 
a ofensiva numa fração de segundo, é necessário ter a posse da bola por meio de 
passes (pois não e permitido segurar a bola mais de três segundos) e somente 
arremessar, quando se tiver grande possibilidade de êxito. 
 
O objetivo é tentar criar situações de finalização, dentro das zonas onde se 
tenha um grande ângulo de arremesso, a frente da baliza. Nas laterais direita e 
esquerda da baliza, este ângulo diminui, facilitando a defesa; quanto mais os 
jogadores se aproximarem da linha de fundo, diminui esta possibilidade, só restando 
atrasar ou centrar a bola para outro companheiro, que consiga penetrar ou que se 
coloque em situação melhor. 
 
 
 
 
Arremessos simples 
 
Nos arremessos de mais de nove metros da baliza, usam-se os arremessos 
simples de frente, com o corpo parado, em movimento, ou em suspensão. Estes 
 
80 
arremessos devem ser empregados de preferência na frente da baliza, com muita 
velocidade, potência e precisão, obrigando o adversário a sair do bloqueio junto à 
área, para oferecer combate ao arremessador. 
 
 
 
Arremesso simples de frente por cima 
 
Sua execução se dará pela impulsão da bola para frente (a bola deve ficar 
atrás da cabeça, segura pela mão, palma para cima e dedos envolvendo-a para 
frente). 
 
Braço de arremesso horizontal para trás, por rotação do tronco, antebraço, e 
mãos paralelas à linha do corpo, braço contrário solto na frente, procurando dar 
equilíbrio ao arremesso. Perna de apoio, contrária ao braço de arremesso, à frente; 
peso do corpo na armação sobre a perna de trás, passando posteriormente, na 
execução do arremesso, para frente, enquanto a outra o completa, passo à frente. 
Estudo da formação das alavancas e dos grupos musculares que interferem nos 
arremessos. 
 
A impulsão se dará pela ação de todo o corpo, iniciando pelo tronco, com 
rotação e inclinação à frente, ombro, braço, antebraço e mãos, utilizando a quebra 
de pulso na exploração e direção da bola. 
 
A bola passará próxima à cabeça, acima dos ombros. Os dedos prolongam 
sua ação para maior segurança na precisão do arremesso, procurando atingir os 
locais de difícil defesa para o goleiro. 
 
 
81 
 
Arremesso de frente por baixo 
 
Movimentação idêntica, com alavanca invertida, pois a bola estará atrás do 
corpo, na altura da cintura. O braço balanceia estendido e necessita do trabalho de 
quebra de pulso para dirigir a bola. 
 
Arremesso de frente com Inclinação lateral 
 
É empregado na tentativa de fugir de um ou mais adversários que estão na 
frente, bloqueando o arremesso. Faz-se uma inclinação do tronco com auxilio do 
trabalhodas pernas, prolongando lateralmente o centro de gravidade e dando 
condição para a execução do arremesso. 
 
O braço é balanceado, quase estendido, entre a ação da quebra de pulso na 
explosão e na direção do arremesso. 
 
 
 
Arremesso de frente em suspensão 
 
Pode ser executado com simples salto para cima, ou para cima e para frente; 
no primeiro caso, tenta-se arremessar por cima do adversário; e no segundo, tenta-
se ganhar terreno, aproximando-se da baliza para o arremesso. 
 
Mas, se for precedido de corrida com drible e, posteriormente, dos três 
passos com a bola na mão, sua potência, velocidade e precisão aumentarão muito, 
pois, além da velocidade do corpo que viaja no ar, executando o arremesso no ponto 
mais alto do salto, fica próximo do goleiro, amortecendo queda na perna de impulso. 
 
 
82 
 
 
 
Arremessos especiais 
 
São utilizáveis em caso de necessidade de um giro no ar, para se endereçar a 
bola a outro ponto que não seja o da trajetória do salto. Este giro pode ser do corpo 
ou só do braço e mão na finalização do arremesso. Por exemplo, quando a corrida é 
feita do centro para a lateral, ou mesmo da lateral para o centro e após o salto, o 
jogador gira o corpo, procurando colocar-se de frente para o gol. 
 
A distância de seis a nove metros, nos arremessos próximos a baliza, 
devemos utilizar os arremessos especiais, devido ao bloqueio defensivo. Saltos, 
giros, quedas, fintas e movimentos acrobáticos visam a furar o bloqueio e penetrar 
na área, sem tocar o solo antes de soltar a bola. É necessário que o executante 
tenha coragem, agilidade, equilíbrio, força e habilidade, do contrário não conseguirá 
êxito, podendo se contundir. 
 
 
 
 
Arremesso com queda para frente 
 
Estando próximo da linha da área do goleiro (seis metros), o arremessador 
impulsiona o corpo para frente, por ação da perna de impulso, prolonga o ponto de 
apoio para dentro da área e solta a bola com violência e precisão, procurando 
 
83 
 
amortecer o corpo por flexão dos dois braços (primeiro, o braço solto e depois o 
braço de arremesso, em apoio, de frente para o solo); movimento de arremesso 
igual ao arremesso simples em todos os sentidos. 
 
É o tipo de arremesso utilizado na cobrança de tipo sete metros: manter fixo o 
pé de apoio até soltar a bola, enquanto os outros jogadores devem estar atrás da 
linha pontilhada. A ação final das mãos é fundamental na explosão e direção a ser 
impressa à bola, que se há de colocar nos cantos, e, se possível, com finta para 
deslocar o goleiro. 
 
 
 
Arremesso com giro e queda de frente 
 
O jogador, de costas para a baliza, pode estar sob marcação de um defensor 
por trás; recebe a bola e, apoiando no pé contrário ao braço de arremesso, gira o 
corpo, colocando-se de frente, em condições de executar o arremesso, procedendo 
na finalização como no arremesso com queda para frente. 
 
 
 
Arremesso com queda lateral 
 
Sua utilização se faz necessária na tentativa de fugir de uma barreira 
colocada à frente do arremessador. E a intenção é prolongar o ponto de apoio para 
 
84 
a lateral, conseguindo quadra livre para execução do arremesso, nas seguintes 
condições normais: bola segura por uma só mão colocada atrás da cabeça, braço 
acompanhando a linha dos ombros, antebraço e mãos perpendiculares. A bola será 
violentamente impulsionada de trás para frente, endereçada pela ação final da mão 
contra a baliza a pontos de difícil defesa para o goleiro. 
 
 
 
 
Devemos considerar duas possibilidades neste tipo de arremesso: 
 
1ª - A queda se efetua do lado do braço de arremesso, onde se consegue 
maior amplitude na fuga da barreira. Os movimentos dos braços no amortecimento 
da queda devem ser rápidos após o arremesso, pois, ao executá-lo, o corpo se 
projeta para frente e os braços ficam bem próximos do solo. 
2ª - A queda se efetua do lado contrário ao do arremesso. É um arremesso 
com o apoio invertido. 
 
Exige muita habilidade para o bom aproveitamento deste arremesso. O 
movimento do braço de arremesso é o comum, enquanto o outro vai chegando 
adiantado para o amortecimento. 
 
 
 
 
Arremesso com salto e queda de frente 
 
Quando se utiliza o salto para ganhar terreno, o arremessador consegue 
colocar-se dentro da área do goleiro, tornando mais fácil a marcação do gol, pois a 
bola e levada à frente, só definindo sua trajetória final bem próximo da baliza. Mas 
 
85 
 
requer do arremessador grande impulso, equilíbrio e habilidade na execução do 
arremesso e do amortecimento na queda. 
 
O arremesso com duas mãos e queda para frente é pouco utilizado, pois não 
consegue imprimir tanta velocidade e variação final na trajetória da bola, como no 
arremesso com uma só mão. 
 
 
 
 
 
Arremesso com reversão 
 
Emprega-se este arremesso, quando o jogador, ao receber a bola, está de 
costas para o gol, podendo ter ou não um mercador atrás de si. Caso esteja 
marcado, terá de preocupar-se em fugir do bloqueio, incluindo pequena inclinação 
ou finta para deslocá-lo. 
 
A bola estará ao nível da cintura, presa por uma só mão, com alavanca 
formada de cima para baixo e torcida, pois a bola é levada para o lado contrário ao 
do braço de arremesso, com o dorso da mão voltado para trás, para os quadris. 
Braço contrário solto ao longo do corpo, ajudando a proteger a bola, enquanto o 
peso do corpo se apóia no pé contrário ao lado do arremesso. 
 
O tronco faz pequena rotação contrária ao lado do arremesso, na preparação. 
E, posteriormente, o arremesso é executado por um curto e rápido giro do tronco, 
seguido do braço de arremesso, com firmeza e definição na trajetória que se obtêm 
pela ação da mão na sua articulação do pulso, Neste tipo de arremesso, pode ser 
 
86 
incluído uma queda de costas que se amortece com o ombro do braço de arremesso 
para se ganhar terreno. 
 
 
 
Arremesso de percussão 
 
São os arremessos executados em suspensão, quando a bola é centrada ou 
sobra, pingando na área do goleiro. O jogador salta, soca ou empurra a bola em 
direção à baliza, procurando colocá-la longe do alcance do goleiro. 
 
 
Arremesso de encoberta 
 
Ao ter o ângulo de arremesso fechado por saída antecipada do goleiro, o 
jogador procura vencê-lo por cima, dando à bola uma trajetória parabólica, de modo 
a não permitir que ele consiga tocá-la. 
 
 
 
 
 
 Fintas 
É todo o movimento que se executa com o intuito de iludir ou deslocar o 
adversário. Pode ser realizado com ou sem bola. 
 
87 
 
 
Quando não está de posse da bola, o jogador utiliza o olhar, o movimento do 
tronco e dos braços e o trabalho das pernas que dão apoio à arrancada do 
movimento contrário ao sugerido, desequilibrando o adversário, Quando de posse 
da bola, pode fintar no passe, no drible ou no arremesso, parado ou em movimento, 
utilizando giros ou mudança de direção, combinando lances acrobáticos, etc. 
 
Serão movimentos rápidos, que obriguem o adversário a entrar em 
desequilíbrio. O jogador inicia um deslocamento, do contrário não conseguirá se 
recuperar e realizar a finta. As fintas, executadas com bolas envolvendo um ou mais 
companheiros, necessitam de perfeita sincronização de movimentos, senão quem 
pode sair fintado é o próprio companheiro. 
 
Quando o lance é individual, o jogador necessita de muita habilidade para 
tornar eficientes estes movimentos e conseguir finalizar com o melhor arremesso. 
 
 
 Bloqueio ou corta-luz 
 
Consiste em movimento ou parado, com o objetivo de bloquear a ação 
defensiva do adversário, sem cometer falta. Pode ser feito pelo jogador de posse da 
bola o qual dá as costas para o mercador, enquanto dribla ou bloqueia a ação de um 
defensor, sendo a entrada do companheiro que entra e recebe o passe livre. 
 
Quando executado por um jogador sem bola este vai sobre o adversário que 
está dando combate ao atacante com bola, fazendo o bloqueio e permitindo aoatacante continuar sua ação ofensiva. Ou ainda pode ser executada por dois ou 
mais jogadores, indo sobre adversários que poderiam dar combate ao que estar de 
posse da bola, em progressão para o gol, conseguindo formar um corredor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
88 
 
Avance com foco no seu aprendizado 
 
Estamos disponibilizando neste espaço de aprendizagem as videoaulas, 
um recurso tecnológico, com a intenção de contribuir com sua 
aprendizagem sobre os temas referente a unidade de estudo da 
disciplina. Este espaço lhe proporcionará a possibilidade de ampliar seu 
estudo e ou dirimir as dúvidas sobre o tema. 
 
A História do Handebol
 
Passes
I 
Sistemas Defensivos 
 
 
 
 
 
Drible 
 
Arbitragem
 
Arremesso 
 
https://vimeo.com/album/4503666/video/210430462
https://vimeo.com/album/4503666/video/210442064
https://vimeo.com/album/4503666/video/210455817
https://vimeo.com/album/4503666/video/210441545
https://vimeo.com/album/4503666/video/210416867
https://vimeo.com/album/4503666/video/210439352
 
89 
 
 
OS MÉTODOS DE 
APRENDIZAGEM DO 
HANDEBOL 
4 
Conhecimentos 
 
Compreender as características e as funções do processo de ensino - aprendizagem 
no handebol, por meio de metodologias do ensino que poderão ser utilizadas nas 
aulas de Handebol. 
 
 
Habilidades 
 
Identificar os domínios dos processos de ensino-aprendizagem no Handebol, 
respeitando a faixa etária, desenvolvendo as potencialidades e as limitações dos 
educandos. 
 
Atitudes 
Reconhecer a importância das metodologias e das etapas do processo de ensino-
aprendizagem para a formação do educando. 
 
 
 
90 
 
O Processo de ensino-aprendizagem no handebol 
 
 
O esporte handebol assim como as danças, a ginástica, os jogos, e as lutas é 
um tema clássico da cultura corporal do movimento, por isso torna-se indispensável 
às aulas de Educação Física Escolar. 
 
Durante todo o processo histórico, o ensino e aprendizagem da Educação 
Física Escolar foi e ainda continua sendo alvo de diversificados estudos, visando 
atender o desenvolvimento social e cultural. O tema é elemento de grande 
importância na construção e no desenvolvimento de pesquisas, especificamente o 
processo de ensino e aprendizagem da modalidade handebol, pois esta é uma 
modalidade de destaque nacional. Segundo Nuñes (2007, p.1) “O handebol está 
entre os três esportes mais praticados no país conquistando lugar de destaque entre 
os esportes de quadra”. 
 
Desse feito, o handebol na escola, como esporte educacional além de 
proporcionar o desenvolvimento das capacidades físicas (força, agilidade, equilíbrio, 
resistência, coordenação motora), possibilita também uma aprendizagem para além 
do ensino dos fundamentos técnicos e táticos, isto é através de suas práticas os 
estudantes poderão desenvolver competências pessoais (autoestima, 
autoconhecimento, autocuidado), sociais (espírito de equipe, cooperação, 
solidariedade), cognitivas (resolução de problemas, didatismo e o autodidatismo) e 
produtivas (criatividade e volatilidade). Ou seja: de promover o desenvolvimento 
humano. Nesse sentido, o processo ensino-aprendizagem deve acontecer: através 
de jogos e exercícios de aprendizagem de forma lúdica e intensa socialização, estes 
conceitos devem ser trabalhos concomitantemente, sendo eles: atividades de 
oposição, (atividades que tenham oponentes, para assim, aprender com eles), 
automatismos inconscientes e jogar para aprender. 
 
O conteúdo handebol ao ser tratado na escola deve considerar seus 
fundamentos básicos, seus métodos de treinamento, o seu jogar propriamente dito 
até seu enraizamento social e histórico passando pela significação cultural. Nessa 
perspectiva, os estudantes não saberão apenas praticar uma modalidade, mas 
também praticá-la, como praticá-la, por que e com quem praticá-la. 
http://www.efdeportes.com/efd79/esporte.htm
 
91 
 
Entende-se que o acréscimo da técnica de desenvolvimento das capacidades 
coordenativas se dá entre os 12-14 anos e das habilidades técnicas entre 10-12 
anos, concomitantemente, ao desenvolvimento da capacidade de jogar. Os 
elementos técnicos são dois: capacidades coordenativas e habilidades técnicas. 
Para o desenvolvimento das capacidades coordenativas. 
 
 Dessa forma, utiliza-se, durante a prática esportiva escolar, um elemento 
como: corda, bola, arco, pneu, colchão, etc., para crianças entre 6-8 anos, dois 
elementos para 8-10 anos e três elementos para 10-12 anos. Para a aplicação 
desses conteúdos, indicam-se, como referência, faixas etárias aproximadas a serem 
atendidas. 
 
 De modo geral, essa perspectiva pode ser utilizada para o ensino do 
handebol iniciação ou escolar, geralmente, a metodologia utilizada pelo professor 
em suas aulas dos ensinamentos básicos do handebol deve ser, um diálogo entre 
teoria e prática, a partir da análise estrutural dos jogos coletivos, por meio de 
situações de ataque e defesa. 
 
 Com isso, os princípios invariantes dos jogos coletivos são: o terreno de jogo, 
a bola, os alvos, as regras, os companheiros e os adversários. 
 
Neste sentido, o sujeito é capaz de dar significado à estrutura e modificá-la, 
sendo a atitude do sujeito mediante a tarefa, o elemento essencial da teoria. 
 
Do ponto de vista tático-técnico há em comum o confronto direto pela posse 
da bola, a invasão do campo adversário e a trajetória predominante da circulação 
da bola, ou seja, as situações de ataque e defesa. 
 
A perspectiva do jogo possível elaborada e organizada para o âmbito escolar, 
servindo como base para a elaboração de uma sistematização dos conteúdos do 
handebol para a Educação Física escolar. 
 
Propõe-se então que, os jogos coletivos possuem uma tática comum que são 
os sistemas defensivos e ofensivos, e a passagem de um sistema ao outro, a 
transição. Os aspectos técnicos abrangem fundamentos comuns aos jogos 
 
92 
coletivos que são a manipulação de bola, o domínio do corpo, o passe, o drible, a 
recepção e a finalização. 
 
 Logo depois, devem ser incluídos ao jogo, o aspecto socioeducativo, que são 
princípios indispensáveis para o desenvolvimento da personalidade do estudante 
como convivência, a cooperação, participação, emancipação e coeducação. 
 
Para tanto, é preconizada algumas fases para aprendizagem e os conteúdos 
correspondentes a cada uma delas, destacamos a seguir: Na educação infantil 
(aquisição de habilidades básicas, desenvolvimento das inteligências, valores e 
modos de comportamento). No ensino fundamental os jogos coletivos devem ser 
desenvolvidos por temas, sem especificar uma modalidade: nas 1ª e 2ª séries 
(fase de pré-aquisição) abordar o domínio do corpo e a manipulação de bola; nas 
3ª e 4ª séries (fase de iniciação I) o passe, recepção e drible; nas 5ª e 6ª séries 
(fase de iniciação II) as finalizações e os fundamentos específicos; nas 7ª e 8ª 
séries (fase de iniciação III) as situações de jogo, transições e sistemas. No 
ensino médio, os jogos coletivos podem ser desenvolvidos por modalidades 
(garantindo as especificidades). 
 
Nessa perspectiva, segundo Tenroller (2007) o professor deve apropriar-se de 
alguns conhecimentos indispensáveis a serem aplicados no ensino do handebol. 
 
Período do desenvolvimento motor e cognitivo – Através da identificação de 
algumas características essenciais e específicas de cada faixa etária é possível 
planejar e desenvolver uma aula sem correr riscos de intensidade, volume ou 
atividades inapropriadas. 
 
Em crianças como menos de 10 anos de idade não são indicadas 
atividades que exijam a capacidade de concentração. O professor não 
deve prolongar explicações sobre as atividades, pois a capacidade de 
atenção e de reter as informações não está desenvolvida, então estas 
informações poderão ser perdidas. Este é um dos motivos pelo qual não se 
devem ensinar tática ou sistemas para os estudantes desta faixa etária 
(TENROLLER, 2008, p. 31).93 
 
 As Metodologias de Ensino 
 
Quanto mais alternativas metodológicas tiverem os professores para abordar 
os conteúdos do handebol em suas aulas, mais diversificada será a condução do 
processo de ensino, como, também facilitará a aprendizagem dos estudantes. Entre 
as alternativas metodológicas podemos citas as seguintes: 
 
Método parcial ou analítico: Consiste em ensinar por parte cada exercício ou 
movimento específico para posteriormente uni-los entre si. Este método segundo 
Reis (2006) é um dos métodos mais utilizados ainda pelos professores de Educação 
Física nas aulas de handebol, não apresentando muitas vantagens, pois se restringe 
apenas na obtenção de sinais técnicos e específicos por meio da reprodução de 
movimentos até conseguir a sua automação. 
 
Método Global ou complexo: Ao contrário do método parcial ou analítico este 
método busca trabalhar em conjunto mais de um fundamento, por exemplo, drible e 
arremesso. Segundo Tenroller (2007) através desse método poderá ocorrer um jogo, 
em que os fundamentos do handebol poderão se observados de forma global ou 
complexa. 
 
Para Xavier (1986 apud TENROLLER, 2007) esse método global é mais 
apropriado para crianças entre sete até dezoito anos de idade. 
 
Método Misto: Para Xavier (1986 apud TENROLLER, 2007) este método consiste na 
sincronia do global-parcial-global. Primeiro o gesto é executado geral, possibilitando 
o professor identificar algum erro de execução; em seguida o estudante através da 
intervenção do professor repetirá em partes o movimento com a finalidade de corrigir 
os movimentos antes observados; e finalmente a terceira parte onde novamente 
será realizado o gesto completo visando a redução ou eliminação dos erros 
observados pelo professor no primeiro momento. 
 
Método Global em forma de jogo ou método de confrontação: Parte do princípio de 
que se aprende um desporto através do próprio jogo. A utilização deste método 
requer uma atenção especial por parte do professor, pois segundo Tenroller (2007) 
este método é muito utilizado por professores desestimulados ou que não estejam 
 
94 
devidamente preparados, pois se limitam apenas a entregar a bola para os 
estudantes jogar praticamente durante toda a aula de Educação Física e isto em 
várias aulas sem que haja outra metodologia de ensino empregada. Para o mesmo 
autor, esse método não deve ser negado, mas sua adoção repetidamente deve ser 
questionada. 
Método Recreativo- Nessa metodologia fundamentos técnicos e táticos são 
abordados de maneira lúdica e recreativa. Por exemplo, numa atividade em que os 
estudantes estão dispostos em colunas, ao sinal do professor deverão correr 
conduzindo a bola de handebol até um determinado local e arremessá-la ao gol. 
Nessa brincadeira, poderá treinar velocidade, alvo, coordenação motora, 
lateralidade, etc. 
Método transfert – Segundo Tenrolle (2007) este método foi proposto por Bayer, 
esse método trabalha-se mais com uma modalidade esportiva na mesma atividade, 
facilitando a aceitação por parte dos estudantes em modalidades menos comuns, 
como é o caso do handebol que não tem ainda a mesma aceitação que o futsal e o 
futebol. 
 
Método da Cooperação - Deve-se através deste método dar ênfase aos valores de 
cooperação entre os praticantes, sendo que neste método os adversários vistos 
como um cooperador, onde o jogar “contra” passa a ser substituído pelo joga “com”. 
O professor ao adotar esse método em suas aulas além de favorecer a cooperação, 
elimina a exclusão advinda da competição. 
 
Saber organizar as aulas e seus objetivos 
 
 Isto implica que as aulas devem ser sempre planejadas em conformidade com 
os seus objetivos atingidos e os que deverão ser atingidos. Para isso num plano de 
aula deverá conter um cabeçalho em que serão informados os objetivos, os 
conteúdos, o método, os recursos, a faixa etária ou série dos estudantes, sexo, 
tempo de duração da aula (TENROLLER, 2007). O mesmo autor apresenta alguns 
elementos essenciais na elaboração do plano de ensino, vejamos: 
 
Sondagem – Neste processo, o professor através de uma investigação ou pesquisa 
da realidade, a partir da situação investigada, pensa e prepara uma ação cada vez 
mais consciente e real. 
Reunião
Realce
 
95 
 
 
Objetivos - É uma ação (verbo) projetada pelo professor que deve especificar 
aprendizagens esperadas dos estudantes para a aquela aula quanto para as 
demais. 
 Libâneo (1994, p. 119) afirma que os objetivos: “[...] antecipam resultados e 
processos esperados do trabalho conjunto do professor e dos estudantes, 
expressando conhecimentos, habilidades e hábitos (conteúdos) a serem assimilados 
de acordo com as exigências metodológicas [...]”. 
 
Conteúdos - Os conteúdos a serem desenvolvidos numa aula de handebol não se 
restringem apenas as habilidades (fundamentos técnicos, passe, arremesso, 
recepção, etc) podendo estender-se as informações, conceitos, atitudes, princípios e 
processos. Nesta perspectiva, compreendemos a aplicação dos conteúdos não 
apenas numa dimensão procedimental (saber fazer) como nas dimensões conceitual 
(ao que se deve aprender) e atitudinal (como se de deve ser). 
 
Metodologia – Referem-se aos caminhos, meios e fins de que possa lançar mão o 
professor com intuito de facilitar o entendimento ou o desenvolvimento de 
habilidades motoras ou cognitivas dos estudantes. Segundo Libâneo (1994, p. 152) 
“a escolha e organização dos métodos de ensino devem corresponder à necessária 
unidade objetivos-conteúdos-métodos e formas de organização do ensino e às 
condições concretas das situações didáticas”. 
 
Vale destacar que não existe um método único de ensino, mais uma 
variedade de métodos cuja escola depende dos conteúdos e que cada metodologia 
tem suas características positivas e negativas. 
 
No caso do ensino do handebol como vimos anteriormente as metodologias 
servem para auxiliar o professor a atingir os objetivos propostos em relação a um 
conteúdo específico. 
 
Recursos – Os recursos são importantes, pois facilitam e apóiam em conjunto com 
métodos, todos os tipos de ensino-aprendizagem. Podem ser divididos em humanos 
(estudantes) e matérias (bolas, quadra e recursos matérias). 
 
 
96 
Avaliação – É um processo contínuo que objetiva por meio de seus instrumentos, 
diagnosticar e acompanhar passo a passo o processo de ensino-aprendizagem, 
permitindo ao professor aprimorar suas ações ao estudante a sua conscientização 
de sua aprendizagem. 
 
 O Ensino do handebol nas séries iniciais 
 
O handebol vem ganhando muito destaque nas séries iniciais isso se deve pela 
facilidade de ser jogado, combinar habilidades motoras fundamentais – quicar, 
correr, saltar – muito empregadas no dia a dia das crianças através de jogos 
populares como o carimba ou queimada, ter regras básicas fáceis, ter um alvo 
grande que facilita um maior número de tentos, motivo de muita alegria por parte de 
quem joga, possuir uma bola pequena que se adapta bem as mãos das crianças. 
 
 Recomendações gerais para a iniciação: Segundo Knijnik (2004) a iniciação do 
handebol deve ser feita em um clima de absoluta ludicidade - sendo uma fonte 
de prazer e de descoberta, além de influenciar na construção do conhecimento da 
criança, favorece o clima de alegria e cooperação entre os companheiros. 
 
O processo de ensino-aprendizagem deve estar voltado para o conhecimento 
dos aspectos básicos e mais gerais da modalidade – Isso quer dizer evitar 
atividades por meio do método analítico, voltado apenas para o desenvolvimento 
dos fundamentos específicos, bem como jogos com regras próximas à realidade do 
jogo, pois muitas vezes tornam-se incompreensíveis e dificilmente executáveis pelas 
crianças. 
 
Trabalhar a modalidade a partir do aprendizado global – para o iniciante o 
importante é conhecer a estrutura global do jogo com suas regras básicas, 
executando movimentossem serem levados em conta padrões de excelência, estes 
conhecimentos se houver necessidade e interesse por parte dos estudantes devem 
ser ampliados desde que seja respeitado o período de desenvolvimento motor e 
cognitivo conforme estabelecido acima. 
 
O processo de ensino aprendizagem deve conduzir o conhecimento do estudante 
de que ele possa desenvolver a capacidade de pensar, criar, classificar; executar, 
compreender e utilizar adequadamente os movimentos corporais; ampliar os 
 
97 
 
conteúdos da educação física; desenvolva valores, atitudes de cooperação e 
solidariedade (PCN, 1998). 
 
Segundo Zamberlan (1999), para estudantes do 1º e do 2º ano do ensino 
fundamental, desenvolvem-se atividades que utilize o próprio corpo, através de 
exercícios individuais e em grupo. 
 
As atividades orientadas, atividades ritmadas, atividades recreativas, atividades 
criadas pela própria criança, compreendem a forma de trabalho para esta idade. 
E os conteúdos podem ser deslocamentos, adaptação à bola, manejo de bola e 
manejo de corpo. 
 
Para estudantes do 3º e 4º ano do ensino fundamental, devem-se desenvolver os 
gestos técnicos de fácil compreensão e evitar o aperfeiçoamento precoce da 
criança. 
 
Compreendem a forma de trabalho para esta idade, jogos pré-desportivos, jogos 
Educativos e exercícios Educativos. Dentre os conteúdos podemos trabalhar: 
 
- Recepção. 
- Passe de ombro. 
- Passe por baixo com uma das mãos. 
- Arremesso de ombro. 
- Tiro de 7 metros. 
- Noções de defesa e ataque. (ZAMBERLAN, 1999) 
 
 Para melhor entendimento do que foi abordado durante todo o nosso 
estudo sobre a Prática Pedagógica de Handebol, a seguir, apresentaremos 
alguns conteúdos para serem aplicados dentro do âmbito escolar: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
98 
Atividades para Iniciantes 
 
Os exercícios devem ser praticados inicialmente em posição parada, se 
possível cada um com uma bola, ou em dupla; tão logo se tenha dominado os 
movimentos introduzem-se a movimentação com a bola. 
 
No caso de cada um com uma bola: 
 
1) jogar para cima, à pequena altura, e pegar a bola, trazendo-a junto ao 
corpo; 
2) bater no solo e pegá-la, trazendo-a junto ao corpo; 
3) jogar na parede e pegá-la, trazendo-a junto ao corpo ou procurando jogá-la 
novamente; 
4) posteriormente, introduzir a movimentação, lançando-a pouco à frente e 
pegando-a; 
5) jogar na parede de longe e corre para pegar, procurando segurar a bola. 
 
 
 
No caso de dois jogadores com uma bola, tendo-se o objetivo de corrigir 
detalhes de apreensão da bola (jogadores parados): 
 
1) passar a bola para o outro, executando os recebimentos simples; 
2) passar, variando a altura para executar os diferentes tipos de recebimento; 
3) passar e receberem movimento. 
No caso de poucas bolas para muitos estudantes: 
 
 
99 
 
1) utilizar duas fileiras, frente a frente, executando os recebimentos 
rapidamente; 
2) utilizar três fileiras, formando um triângulo; executar os recebimentos de um 
lado e passar para o outro, para o primeiro da outra fileira; trocar de posição na 
própria fileira ou seguir a trajetória da bota, colocando-se no fim da outra fileira: 
3) com o domínio dos exercícios simples, variar a distância e a força da bola, 
além de sua direção, possibilitando a prática de todos os tipos de pegadas e 
recebimentos. 
Manejo individual com a bola; ensino da adaptação à bola e execução de 
movimentos que concorrerão para a melhora do manejo de bola: 
 
1) Lançar para o alto e pegar: 
2) Lançar para o alto, saltar e pegar no ar; 
3) Lançar para o alto, de uma mão para outra; 
4) Lançar para o alto atrás, girar e pegar; 
5) Lançar para o alto atrás, girar, saltar e pegar. 
 
 
Atividades de passes 
 
1) Dois a dois (se o número de bolas permitir, cada dois jogadores com uma 
bola), inicialmente parados, executar todos os tipos de passas direto, picado, 
parabólico, etc. 
2) Cada dois jogadores com duas bolas, inicialmente parados, cada um 
executa um tipo de passe. Exemplo: “A” faz passe picado, o outro faz passe de 
peito; combinar outros tipos de passe. 
3) Introduzir movimentação nos exercícios anteriores, progressão lateral e 
troca de passes; progressão de frente com troca de passe à frente, com uma mão. 
4) Três a três; parados, executar todos os tipos de passes; 
 
a) Receber de frente e passar de frente; 
b) Receber de frente o passar sem olhar; 
c) Receber de frente e fintar: ameaçar passar para "A", mas passar para "B"; 
d) Receber de lado e passar de lado; 
e) Introduzir movimento (correr em círculo), executar o passe, recebendo de trás e 
passando à frente ou vice-versa; 
 
100 
f) Fazer o "8", trocando passe; 
g) Progressão para frente, cada um na sua linha, todas as bolas passam pelo 
centro; 
 
Progressão para frente com troca de posição: quem recebe a bola vai para a 
posição de um dos companheiros; este passa por trás do que está com a bola e vai 
para a antiga posição dele. 
 
5 - Quatro a quatro: 
 
a) exercícios com progressão para frente: quatro em linha; 
b) progressão em duas linhas; 
c) progressão em quatro com troca de posição; 
d) troca de passes entre três parados e um tentando pegar a bola; quando pega, 
troca de posição; 
e) troca de passes entre três em progressão, um tentando pegar a bola; quando 
pega, troca de posição. 
 
6) Exercícios em duas ou três colunas, com troca de posição. 
7) Exercício com cinco ou mais elementos numerados: em movimento, 
receber e passar a bola, segundo a numeração. 
8) Exercício em movimento: seis elementos ou mais, correndo em círculo; 
receber e passar para trás, girando o corpo naturalmente. 
9) Em círculo: colocados em duplas numeradas equidistantes, passar duas ou 
três bolas num mesmo sentido; iniciar, recebendo por baixo e passar por baixo em 
forma natural; pés afastados, fazendo somente movimento do tronco e, 
posteriormente, passe de peito mais rápido, por cima da cabeça com uma ou duas 
mãos. 
 
Para correção das equipes que têm o vício de, ao receberem uma bola, já 
batê-la no chão ou tentar driblar, pode ser utilizada uma bola murcha ou "medicine-
ball" de um quilo, que não pule, para o exercício de passes. É importante introduzir 
treinamento dos passes em movimento, utilizando ida e volta na quadra. 
 
1 - passadas alternadas para frente; passar a bola e voltar três passos atrás 
para receber; 
 
101 
 
2 - passadas laterais para frente; passar a bola e voltar três passos atrás para 
receber. 
 
Atividades de Drible 
 
1) Prática do drible parado, mantendo um pé à frente, empurrando a bola da 
altura da cintura, tronco inclinado para a frente, protegendo a bola com o outro 
braço. 
2) Introduzir movimentação para frente e para trás. 
3) Introduzir giro: fazer para dentro, protegendo a bola sem expô-la ao 
adversário. 
4) Introduzir troca de mão no drible. 
5) Drible entre obstáculos, contornando ida e volta, se possível. 
6) Drible em progressão com obstáculo fixo: 
A) Introduzir o ensino da finta simples (ir sobre o obstáculo, cortar a bola no 
momento exato e passar para a outra mão que continua batendo); 
B) Introduzir duas fintas: ameaçar ir para um lado, mas voltar, saindo do 
mesmo lado. 
7) Prática do drible com perseguição: quem está com a bola deve protege-la 
sempre. 
8) Introduzir pegada, drible e passe; trabalhar com duas ou três colunas, 
frente à frente, 
9) Introduzir, após o drible, determinado tipo de passe. 
10) Drible em progressão: introduzir arremesso. 
 
Atividades de Fintas 
 
1) Corrida livre: mudança de direção por apoio firme e impulsão numa 
passada, lance de corpo à lateral em direção à outra passada, continuando a 
corrida. 
2) Mesma movimentação, introduzindo um adversário imóvel que deve ser 
fintado. 
3) Mesma movimentação e finta, driblando com bola. 
4) Corrida livre e execução de finta para o lado; volta, continuando a corrida 
na mesma direção.102 
5) Mesma movimentação, introduzindo um adversário imóvel que deve ser 
fintado, 
6) Mesma movimentação e finta, driblando com bola; a finta e executada só 
com o corpo, permanecendo a bola na mesma direção da corrida. 
7) Corrida livre e duas fintas, com ameaça ir para o outro lado, voltando para 
o anterior, mas indo mesmo para o outro lado. 
8) Mesma movimentação, introduzindo um a versado imóvel que deve ser 
fintado. 
9) Mesma movimentação e finta com drible bola. 
10) Parado, marcado pelas costas, ameaçar para um lado e voltar para o 
outro. 
11) Mesma movimentação, utilizando a bola. 
12) Parado, marcado pelas costas, ameaçar para um lado, voltar, mas ir pelo 
outro Iado mesmo. 
13) Mesma movimentação, utilizando a bola. 
14) Driblar livremente, procurando fintar movimentos. 
 
 
Vivências de Arremessos 
 
1) Para o aprendizado dos arremessos simples, arremesso parado, dois a 
dois, ou três a três. 
2) Arremesso parado contra objeto imóvel, execução de todos os tipos de 
arremesso simples. 
3) Arremesso parado contra parede desmarcá-la. 
4) Arremesso em duas colunas, frente à frente, sob uma corda suspensa a 
um metro de altura. 
5) Em duas colunas: arremessos em movimento; pegar, dar um passa e 
arremessar. 
6) Uma coluna de frente para o gol, sem goleiro; drible, um passo com a bola 
na mão e arremesso para o gol. 
7) Uma coluna de frente para o gol, sem goleiro; drible, três passos com a 
bola na mão e arremesso para o gol. 
8) Uma coluna de frente para o gol, sem goleiro; drible, três passos com a 
bola na mão e arremesso para o gol, colocando duas blusas de agasalho amarradas 
aos ângulos superiores da baliza. 
 
103 
 
9) Uma coluna de frente para o gol, sem goleiro; drible, três passos com a 
bola na mão e arremesso para o gol, colocando dois agasalhos nos ângulos 
inferiores da baliza. 
10) Idem, colocando agasalho do goleiro, preso na trave. 
11) Idem, variando o ângulo de arremesso, colunas nas laterais. 
Para o aprendizado dos arremessos especiais, é necessária a prática de 
alguns exercícios sem bola, que incluem quedas, giros, saltos, inclinações e 
transferências de peso do corpo de uma perna para a outra. 
 
Estes exercícios sem bola são os seguintes: 
 
1) Aprender a transferir o peso do corpo de uma perna para outra, inclinações 
laterais do tronco, ora para a esquerda, ora para a direita. 
2) Queda frontal com amortecimento dos braços. 
3) Mergulho à frente, com amortecimento dos braços. 
4) Queda lateral, com amortecimento dos braços para a esquerda e para a 
direita. 
5) Giros rápidos para a esquerda e para a direita. 
Feita a prática destes exercícios, introduz-se o uso da bola, mas colocam-se 
colchões para proteção durante o aprendizado. 
6) Posteriormente, tirar os colchões e dar condições reais de jogo. 
7) Introduzir o obstáculo imóvel e fazer a prática dos exercícios de arremesso 
que visam a fugir da barreira por salto, por inclinação lateral, por queda lateral, por 
reversão. 
8) Exercício de arremessos que visam a ganhar terreno, incluindo salto, 
queda frontal, mergulho. 
9) Colocar um obstáculo alto; o jogador vem driblando; em determinado local 
marcado, inicia os três passos com bola, saltando em altura no último passo, 
colocando-se em condições de arremessar por cima do obstáculo. 
10) Executar arremessos, saindo junto da linha da área do goleiro, 
procurando ganhar terreno e arremessar de perto. 
11) Combinar os fundamentos, receber, progredir, driblando, dar os três 
passos e arremessar. 
12) Introduzir adversários, dificultar o arremesso. 
13) Jogo de voleibol com arremesso: duas equipes de seis jogadores se 
defrontam, cada uma em sua quadra, separados por uma rede de dois metros de 
 
104 
altura. Sempre que o adversário vai atacar, dois jogadores da frente saltam fazendo 
barreira; os outros quatros, espalhados atrás, não deixam cair a bola no chão. 
A bola deverá ser sempre arremessada contra a parte de trás do campo, 
demarcada por uma linha a cinco metros da linha de fundo. Podem-se estabelecer 
dois passes: um defende e passa para o outro, que deverá passar ao jogador a 
executar o arremesso. Este dá os três passos com a bola na mão, salta e procura 
furar o bloqueio adversário, pode-se contar um ponto cada vez que a bola locar 
aquela região do fundo. 
14) Variação do jogo anterior, colocando o gol junto à linha de fundo da 
quadra de voleibol; estabelece-se que cada gol conseguido valerá dois pontos e 
cada bola que toque o chão valerá um ponto. 
15) Jogo entre equipes de quatro ou cinco elementos, em uma quadra de 
voleibol sem rede, onde os jogadores devem estar colocados dentro da zona que 
compõe as zonas de ataque da quadra de voleibol. 
Cada equipe procura arremessar a bola contra o campo adversário, tentando 
fazer passar sobre a linha de fundo; cada vez que ultrapassar, consegue um ponto. 
 
Vivências de Bloqueio 
 
Dois contra um: A e B são amigos; A está com a bola e é marcado por um 
adversário. B corre em auxilio de A, colocando-se próximo dele, enquanto A sai 
driblando por trás de B, em direção ao gol. O adversário retarda sua saída pelo 
bloqueio de B. 
 
Dois contra dois: A, de posse da bola, e marcado; B, igualmente. A passa 
para B e vai sobre o mercador de B; B recebe a bola e vai com ela sobre o mercador 
de A, driblando e recebendo o combate do mercador; B devolve para A, que muda 
de direção, passa por trás de B, sai livre, recebendo o benefício do corta-luz, pois B 
bloqueia os dois adversários. 
 
Dois contra um: A, driblando e recebendo o combate de um adversário; B, 
sem bola, coloca-se entre A e o adversário, bloqueando este e permitindo que A 
prossiga livre. 
 
Dois contra dois: A, de posse da bola, e marcado e B, ao lado, também é 
marcado. A passa para B, indo sobre seu mercador; B recebe e vai sobre o 
mercador de A, driblando e recebendo o combate de seu mercador; B devolve a 
 
105 
 
bola, para A que muda de direção, passando por trás de B, saindo livre e recebendo 
o beneficio do corta-luz, pois B bloqueou os dois adversários. 
 
Três contra três: A, de posse da bola, é marcado por um adversário (1); B e C 
são marcados cada um por um adversário (2 e 3); A, dribla lateralmente seu 
adversário (1); B vai sobre o mercador de A, levando seu mercador e conseguindo 
bloquear os dois; C passa por trás de A, recebendo o passe de A por cima e à frente 
dos adversários, enquanto A, bloqueia o marcador de C. 
A, B, C grau e coluna - três contra três: A. de posse da bola dribla sobre o seu 
marcador; B e C. a frente e ao lado, são marcados cada um por um adversário C vai 
sobre o mercador de B, B passa por trás de C, recebe o passe de A e tem 
oportunidade de sair por trás de C, driblando livremente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
106 
Avance com foco no seu aprendizado 
 
Estamos disponibilizando neste espaço de aprendizagem as videoaulas, 
um recurso tecnológico, com a intenção de contribuir com sua 
aprendizagem sobre os temas referente a unidade de estudo da 
disciplina. Este espaço lhe proporcionará a possibilidade de ampliar seu 
estudo e ou dirimir as dúvidas sobre o tema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo do Ensino e Aprendizagem 
 
Handebol na Escola
 
Sistema Tático
 
Fundamentos Técnicos de Handebol 
 
https://vimeo.com/album/4503666/video/210448253
https://vimeo.com/album/4503666/video/210483089
https://vimeo.com/album/4503666/video/210489511
https://vimeo.com/album/4503666/video/210444315
 
107 
 
Explicando melhor a pesquisa 
 
Sugerimos a você à leitura do artigo, Caracterização de lesões desportivas 
no basquetebol. Este artigo pretende caracterizar e analisar a incidência de lesões 
desportivas em atletas de basquete, com comparação entre os sexos. Realizado 
com quinze atletas de cada sexo, da categoria sub-23, foram entrevistados com o 
inquérito de morbidade referida. Tendo como resultados,a média de idade das 
equipes feminina e masculina foi de 18 ± 0,65 e 18,20 ± 1,57 anos, respectivamente. 
A equipe masculina apresentou mais lesões que a feminina (2,6 ± 1,45 contra 1,2 ± 
1,18 respectivamente, p < 0,05). A lesão articular foi o tipo de lesão mais comum na 
equipe masculina, representando 58,97%, e o segundo mais comum na feminina 
(33,33%). Os membros inferiores foram a região mais acometida por lesões (80,95% 
na feminina e 69,23% na masculina). O mecanismo de lesão mais comum na equipe 
masculina foi a aterrissagem (43,59%) e na feminina o salto vertical (28,57%). Em 
ambas as equipes, a maior parte das lesões ocorreu durante os treinos (61,9% na 
feminina e 71,8% na masculina). Foi necessário o afastamento em 47,62% 
(feminina) e 56,41% (masculina). A maioria dos atletas não realizou tratamento 
(61,9% e 51,28% feminino e masculino, respectivamente). O retorno às atividades, 
na maioria das vezes, foi sintomático, tanto na equipe feminina quanto na masculina 
(85,71% e 84,62% respectivamente). Então a partir dos achados do texto, entende-
se que a incidência de lesões no basquete é maior nos membros inferiores. A equipe 
masculina mostra-se mais propensa a sofrer lesões, e os principais mecanismos de 
lesão foram diferentes entre as equipes masculina e feminina. 
 
Sugerimos também para uma melhor compreensão dessa disciplina, a leitura 
da monografia, Basquetebol como instrumento de inclusão e desenvolvimento 
social. A monografia começa retratando um pouco da história do basquete no Brasil 
e no mundo, desde o surgimento até os dias atuais. Em seguida, são tratados 
assuntos relacionados à mídia, educação, esporte e a importância do basquete 
como ferramenta social na construção dos valores dos jovens no Brasil e nos 
Estados Unidos. O estudo também cita possíveis soluções a partir de alguns 
especialistas para que o esporte volte a ocupar um lugar de destaque. E finalmente, 
é feita uma análise da cobertura realizada pelo jornal impresso Correio Brasiliense 
durante o pré-olímpico de basquete, realizado em Las Vegas, no período de 22 de 
agosto a 3 de setembro de 2007. 
http://www.scielo.br/pdf/fm/v26n2/13.pdf
http://www.scielo.br/pdf/fm/v26n2/13.pdf
http://repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/1485/2/20225844.pdf
http://repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/1485/2/20225844.pdf
 
108 
 
 
GUIA DE ESTUDO: 
Após a leitura do artigo e da monografia, faça uma resenha crítica, apontando 
suas ideias e comparando com o que foi lido nos dois materiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
109 
 
Leitura obrigatória 
Convidamos você a ler o livro Pedagogia do Esporte, O 
principal objetivo Paes/Montagner | deste livro é contribuir para 
o processo de formação continuada daqueles que desejam 
entender um pouco mais sobre o basquetebol e atuar 
profissionalmente em qualquer nível de aprendizagem ou 
aperfeiçoamento. O livro dá ao basquetebol um tratamento 
pedagógico, respeitando a diversidade de cenários, 
personagens e significados de sua prática. 
 
PAES, Roberto Rodrigues; MONTAGNER, Paulo Cesar; FERREIRA, Henrique 
Barcelos. Pedagogia do esporte: iniciação e treinamento em basquetebol. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 
Sugerimos também para uma melhor compreensão do assunto 
abordado neste material, a leitura do livro Handebol teoria e 
prática. Na primeira parte do livro, o autor aborda o mercado de 
trabalho, faz uma síntese histórica do handebol, analisa oito 
métodos para o ensino da modalidade, e analisa também cada 
fundamento - passe, recepção, arremesso, progressão, drible e 
finta. Na segunda parte, faz uma análise técnica com as 
valências físicas a serem trabalhadas e jogadas por cada 
posição, desde o goleiro, armador central, armadores direito e 
esquerdo, pontas e pivô. Aborda os sistemas e as táticas utilizadas na prática do 
Handebol, técnica individualismo ofensiva, defensiva, encerrando o livro com 
preparação física, e a ficha de controle técnico (scalt). 
TENROLLER, Carlos Alberto. Handebol: teoria e prática Porto Alegre: Nova Prata, 
2008. 
Guia de Estudo: 
Analise os dois livros e faça uma síntese fazendo um paralelo nas duas obras 
e relacionando com o assunto abordado nessa disciplina. 
 
110 
Pesquisando na internet 
 
Atualmente, a atuação do professor de Educação Física apresenta diversas 
possibilidades, dentre essas, o contexto escolar, em que os esportes coletivos 
ganham espaço de destaque. Assim, o Ensino do Basquete e Handebol, a partir de 
orientações e práticas favorecerá a oferta de aulas diferenciadas a partir do que foi 
dialogado. 
 
 
Guia de Estudo: 
A partir deste contexto, pesquise na internet sobre as diferentes Metodologias 
utilizadas no Ensino do Basquete e Handebol na Escola. Logo após, investigue 
a importância do Basquete e Handebol no âmbito escolar. Após a pesquisa, 
elabore uma resposta contextualizada, respondendo à pergunta: Por que os 
Esportes Basquete e Handebol são conteúdos primordiais nas aulas de 
Educação Física escolar e qual metodologia é a mais indicada? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
111 
 
Saiba mais 
 
Leia no repositório a entrevista Um papo com a história, com Pedro 
Ferrandiz, treinador europeu com mais títulos, recordes e honras no currículo. Foram 
12 ligas espanholas, 10 Copas da Espanha e quatro Europeus. Ao lado do francês 
Robert Busnel (prata nas Olimpíadas de 1948 com seus screens) e do soviético 
AleksandarNikolic (com sua organização), é considerado um dos três revolucionários 
do continente por ter implantado o jogo em contra-ataque como arma mortal. 
 
 
 Leia no repositório o artigo “Handebol: uma visão político-crítica do 
seu desenvolvimento como desporto” onde o Dr. Robson Olivoto do Laboratório de 
Pesquisa Cientifica da Unipar analisa os fundamentos históricos do Handebol, bem 
como a sua evolução desportiva, e afirma que, como todos os desportos inseridos e 
praticados em uma sociedade capitalista, este também é determinado, em suas 
bases, por setores da sociedade que o dominam com o intuito de promover 
espetáculo mesmo que ainda seja de uma forma quase que insignificativa em 
relação a desportos como o futebol por exemplo. 
 
 
 
GUIA DE ESTUDO 
Após a leitura da entrevista e do artigo, faça um texto dissertativo argumentativo 
sobre o que você entendeu e disponibilize na sala virtual. 
 
 
 
 
 
 
 
http://rebote.blogspot.com.br/2007/10/um-papo-com-histria.html
http://www.efdeportes.com/efd67/handebol.htm
http://www.efdeportes.com/efd67/handebol.htm
 
112 
Vendo com os olhos de ver 
 
 
 Assista a sequência dos vídeos sobre as posições básicas de ataque e 
defesa, com as principais características de cada jogador, características dos 
jogadores e movimentação básica para os mesmos no jogo de Handebol. 
 
 
VÍDEO 1 – O Básico do Handebol. 
 
 
 
 
VÍDEO 2: O Básico do Handebol 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.youtube.com/watch?v=ekL6Rl98TXA
file:///D:/Users/eryberto.pontes/Desktop/Livros/Basqueteball%20e%20Handeball/RECEBIDO/:http:/www.youtube.com/watch%3fv=lBcvdLShRBY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ekL6Rl98TXA
http://www.youtube.com/watch?v=lBcvdLShRBY&feature=related
 
113 
 
VÍDEO 3: O Básico do Handebol 3. 
 
 
 
VÍDEO 4: O Básico do Handebol 4. 
 ) 
 
 
 
VÍDEO 5 – O Básico do Handebol 5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.youtube.com/watch?v=5xmdwUQ9GC8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Oth9xNUFRYc&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Go7SxALSC6I&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=5xmdwUQ9GC8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Oth9xNUFRYc&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Go7SxALSC6I&feature=related
 
114 
VIDEO 6: Regras do Jogo: Basquete 
 
 
 
VIDEO 7: Trabalho Iniciação Esportiva do Basquetebol 
 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=YaS1C_w4oIshttps://www.youtube.com/watch?v=pzHfAwFVbfE
https://www.youtube.com/watch?v=YaS1C_w4oIs
 
115 
 
GUIA DE ESTUDO: 
Após assistir aos vídeos faça uma autoanálise crítica aos acontecimentos 
pontuando com os assuntos estudados. Depois disponibilize no ambiente 
virtual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
116 
REVISANDO 
 
O Basquete e Handebol são jogos dinâmicos marcado por ações defensivas e 
ofensivas, e para facilitar o desenvolvimento dessas ações, apresentamos neste 
capítulo alguns tipos de formações tanto da defesa quanto do ataque. 
Os fundamentos técnicos apresentados neste material, são essenciais à 
prática do Basquete e Handebol, isso porque através deles os educandos estarão 
facilitando e melhorando as condições de jogo. Vimos que existem vários 
fundamentos, uns mais simples e outros mais complexos de serem executados. 
Nossa função enquanto professor é oportunizar aos seus educandos, desde as 
séries iniciais a vivência de todos esses fundamentos. 
Aprendemos que é fundamental hoje na aplicação do esporte escolar o uso 
de metodologias variadas, pois são elas que irão facilitar o trabalho do professor, 
que tem o papel primordial na condução do processo de ensino-aprendizagem. 
Neste capitulo apresentamos algumas metodologias, que, quando aplicadas 
corretamente nas aulas de handebol acabam fazendo de forma positiva a diferença. 
Sabemos que para o sucesso do aprendizado não basta só os métodos é preciso 
também saber planejar uma aula, pois é partindo desse processo que são traçados 
os objetivos, o melhor método a ser utilizado e como será o processo avaliativo da 
aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117 
 
Autoavaliação 
1. Dentro do contexto, cite e defina alguns conceitos imprescindíveis do universo do 
Basquete e Handebol. 
2. Sobre o Basquete e Handebol, quais são as principais características marcantes 
destes dois jogos coletivos. 
3. Durante o processo histórico do Basquete e do Handebol, você consegue 
caracterizar quais foram as modificações que estes jogos sofreram? 
4 . O que você entende por tática em ambos os esportes? 
Com esses questionamento esperamos que você possa refletir sobre o que foi 
estudado, fazendo bom uso desse conteúdo no futuro durante sua prática 
profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
118 
Bibliografia 
 
ALMEIDA, Marcos Bezerra de. Basquetebol 1000 Exercícios. Editora: Sprint 
 
BARRETO, H e SANTO, A. - “A Balada da Criação do Basquetebol”. O Treinador, 
19. 1987. 
BRAGA, Felipe de Mendonça; TELLES, Silvio de Cassio Costa; LEITÃO, Gustavo 
Lopes. Handebol de areia no Rio de Janeiro: o início de um novo esporte. In: 
EHRET, A. et al. Manual de handebol: Treinamento de base para crianças e 
adolescentes. São Paulo: Phorte, 2002. 
BALBINO, Hermes Ferreira; PAES, Roberto Rodrigues. Pedagogia do Esporte: 
contextos e perspectivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares 
nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1998. 
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de educação física. São 
Paulo: Editora Cortez, 1992. 
COSTA, M.M. Aprendizagem do handebol. Brasília: Tipogresso,1980 
DARIDO, Suraya Cristina; JÚNIOR, Osmar Moreira de Souza. Para ensinar 
educação física: possibilidades de intervenção na escola.São Paulo: Papirus, 2007. 
DARIDO, Suraya Cristina; JÚNIOR, Osmar Moreira de Souza. Para ensinar 
educação física: possibilidades de intervenção na escola.Campinas, SP: Papirus, 
2007. 
DE ROSE JUNIOR, Dante; TRICOLI, Valmor. Basquetebol. Uma visão integrada 
entre ciência e prática. Barueri, SP: Manole, 2005. 
DOS SANTOS, Rogério. 1000 Exercícios. São Paulo: Sprint,1999. 
EHRET, A.; SPATE, D.; SCHUBERT, R.; ROTH, K. Tradução de GRECO, P. J. 
Manual dehandebol: treinamento de base para crianças e adolescentes.São Paulo: 
Phote, 2002. 
 
119 
 
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE BASQUETEBOL (1994). Regras Oficiais de Jogo 
- 1994-98 
FREITAS, Armando. O que é handebol? Casa da Palavra, 2007. 
GARGANTA, J. Para uma teoria dos jogos desportivos coletivos. In: GRAÇA, A. & 
OLIVEIRA, J. (orgs.). O ensino dos jogos desportivos: FCDEF-UP: Centro de 
Estudos dos Jogos Desportivos, p. 11-25, 1994. 
GONÇALVES, C.; LIMA, T; OLÍMPIO, C. “Origem e evolução do Basquetebol”. 
Ludens, 2 – 1977. 
GRECO, P. J.; BRENDA, R. N. (1998) – Iniciação Esportiva Universal v.1 e v.2 – 
Daaprendizagem motora ao treinamento técnico – Metodologia da Iniciação 
Esportiva naEscola e no Clube – Ed. UFMG – B. Horizonte. 
GUTMAN, B. The Pictorial History of Basketball. Brompton Books, London. 1988. 
HERCHER, W. (1983). Basquetebol. Estampa. Lisboa. 
KNIJNIK, J. D. Conceitos básicos para a elaboração de estratégias de ensino e 
aprendizagem na iniciação à prática do handebol. Revista Ludens – Ciências do 
Desporto, Lisboa, 2004, p. 75-81. 
KROGER, C.; ROTH K. Escola da bola: um ABC para iniciantes nos jogos 
esportivos. São Paulo: Phorte, 2002 
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. 
MELHEM, Alfredo. Brincando e aprendendo handebol. Rio de Janeiro: Sprint, 
2004. 
MELHEM, Alfredo. Brincando e aprendendo handebol. Rio de Janeiro:Sprint, 
2002. 
MORENO, JH. (1988). Baloncesto – iniciación y entrenamiento. Paidotribo. 
Origem e Evolução do Basquetebol. Publicação no 1, editada pela Associação 
Nacional de Treinadores de Basquetebol (ANTB) em 1974-75. 
 
120 
NUÑES, P. R. M. Handebol: motivos para a prática do esporte nos atletas das 
equipes finalistas dos XXI jogos escolares de Campo Grande/MS-2006. In: VI 
Encontro Nacional de Professores de Handebol das Instituições de Ensino Superior 
Brasileiras. Florianópolis-SC de 03 a 07 de outubro de 2007. 
PETERSON, R. Cages to Jump Shots - pro Basketball’s esrly years. Oxford 
University Press, New York – 1990. 
REIS, H. H. B. O ensino do handebol. Apostila. Campinas, 2006. 
SANTOS, L.R.G. 1000 Exercícios para Handebol. Rio de Janeiro: Sprint, 1997 
SANTOS,A.L.P. Manual de Mini – handebol. São Paulo: Phorte, 2002. 
SIMÕES. A.C. Handebol defensivo: conceitos, técnicos e táticos. São Paulo: 
Phorte, 2002 
TENROLLER, Carlos Alberto. Handebol para iniciantes: Abordagem Recreativa. 
Porto Alegre: Nova Prata, 2007 
__________. Handebol para iniciantes: Abordagem Recreativa. PortoAlegre: Nova 
Prata, 2008. 
__________. Futsal: ensino e prática. Editora Ulbra, Canoas RS: 2004. 
ZAMBERLAN, E. Caderno Técnico: Handebol. Londrina: UEL. 1997. 
__________. Handebol: escolar e de iniciação - 1. ed. Londrina: Ed Imagem, 1999. 
 
 
 
 
121 
 
Bibliografia Web 
 
CONGRESSO NACIONAL DE HISTÓRIA DO ESPORTE, LAZER, EDUCAÇÃO 
FÍSICA E DANÇA, 11, 2009, Viçosa. Disponível em: 
<http://boletimef.org/biblioteca/2626/Handebol-de-areia-o-inicio-de-um-novo-
esporte> Acesso em 15 de maio de 2011 
HANDEBOL. Regras Oficiais 2010. Disponível em: 
<http://cbhb.mundozero.com.br/Regras_com_explicacao_%202010_CBHb_Salvio.pd
f> Acesso em 16 de maio de 2011 
KNIJNIK, Jorge Dorfman. Conceitos básicos para a elaboração de estratégias de 
ensino e aprendizagem na iniciação à prática do handebol. Revista virtual EF 
Artigos - Natal/RN - volume 02 - número 14 - novembro – 2004. Disponível em 
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