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Fábio H
ech D
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inski
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-6692-6
9 7 8 8 5 3 8 7 6 6 9 2 6
Código Logístico
59607
Metodologia 
do ensino de 
basquetebol 
Fábio Hech Dominski
IESDE BRASIL
2020
© 2020 – IESDE BRASIL S/A. 
É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito do autor e do 
detentor dos direitos autorais.
Projeto de capa: IESDE BRASIL S/A. Imagem da capa: EFKS / Balazs Toth/ doomu /Shutterstock
Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A. 
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200 
Batel – Curitiba – PR 
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO 
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
D72m
Dominski, Fábio Hech
Metodologia do ensino de basquetebol / Fábio Hech Dominski. - 1. 
ed. - Curitiba [PR] : IESDE, 2020. 
126 p. : il.
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-387-6692-6
1. Basquetebol. 2. Basquetebol - Estudo ensino. I. Título.
20-65664 CDD: 796.323
CDU: 796.323.2
Fábio Hech Dominski Doutor e Mestre em Ciências do Movimento Humano 
pela Universidade do Estado de Santa Catarina 
(UDESC). Graduado em Educação Física pela mesma 
universidade. Atua como professor no ensino superior, 
ministrando disciplinas relacionadas aos esportes: 
basquetebol, futsal, voleibol e handebol; e ao exercício: 
musculação e treinamento funcional. É pesquisador 
no Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício 
(LAPE/CEFID/UDESC), onde desenvolve pesquisas na 
área de atividade física e saúde nos temas: Psicologia 
do esporte e do exercício, Poluição e Qualidade do ar e 
Saúde no exercício físico e esporte.
SUMÁRIO
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1 Evolução e características do basquetebol 9
1.1 Histórico do basquetebol 9
1.2 Basquetebol no Brasil 13
1.3 Características do basquetebol 16
1.4 A pluralidade de manifestações do basquetebol 20
1.5 Evolução do basquetebol 25
2 Regras básicas oficiais do basquetebol 30
2.1 Jogo, quadra, equipamentos e equipes 31
2.2 Regulamentos de jogo 35
2.3 Violações e faltas 40
2.4 Provisões gerais e arbitragem 46
2.5 Diferenças básicas das regras FIBA e NBA 48
3 Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 51
3.1 Fundamentos do basquetebol 52
3.2 Princípios da pedagogia aplicados ao basquetebol 59
3.3 Métodos de ensino 62
3.4 Estratégias de ensino-aprendizagem do basquetebol 67
3.5 O basquetebol na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) 70
3.6 Elaboração de plano de aula 74
4 Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 80
4.1 Aspectos técnicos 80
4.2 Aspectos físicos 85
4.3 Aspectos táticos 87
4.4 Aspectos psicológicos 101
5 Possibilidades do basquetebol 108
5.1 Regras oficiais do basquetebol 3x3 108
5.2 Possibilidades de aplicação do 3x3 113
5.3 História, regras e características do basquetebol adaptado 116
5.4 Mini-basquetebol 122
É com grande expectativa e entusiasmo que apresentamos 
o livro Metodologia do ensino do basquetebol, objetivando 
contribuir para a formação do licenciado em Educação Física, além 
de estimular a prática do basquetebol de maneira consciente, 
criativa e contextualizada.
O basquetebol, para a maioria dos estudantes do ensino 
superior, foi a modalidade menos praticada na escola durante o 
ensino fundamental e médio, se considerarmos as quatro mais 
comuns: futebol, voleibol, handebol e basquetebol. No entanto, 
esse esporte possui extremo potencial para impactar a formação 
de cidadãos na escola e fora dela.
Como uma modalidade esportiva coletiva e cooperativa, 
com relação de ataque e defesa constantes e inevitáveis, cria-
se uma dinâmica especial e atrativa para todos os públicos, 
apresentando uma gama de possibilidades da prática, dos 
iniciantes ao alto rendimento.
Esse livro está organizado em 5 capítulos que abordarão 
desde aspectos básicos do esporte, por exemplo, histórico, 
características e regras, até os mais aplicados ao contexto da sua 
prática profissional – de iniciação esportiva, educacional e escolar.
No primeiro capítulo, conheceremos a história do basquetebol, 
suas características como modalidade esportiva coletiva e 
sua evolução ao longo dos anos. Será possível compreender a 
pluralidade de formas em que esse esporte se manifesta e em 
quais delas o profissional de educação física mais atuará.
No segundo capítulo, abordaremos as regras oficiais básicas do 
esporte, de acordo com a Federação Internacional de Basquetebol 
(FIBA), além de reconhecermos as principais diferenças em relação 
ao basquete mais famoso do mundo: a NBA.
O capítulo três trará em seu conteúdo os fundamentos técnicos 
do basquetebol, assim como os princípios da pedagogia aplicados 
ao esporte, considerando os métodos e as estratégias práticas de 
ensino. Ademais, estudaremos a respeito do processo de elaboração 
de um plano de aula para o ensino do esporte em questão.
APRESENTAÇÃO
Vídeo
Já no capítulo quatro, trataremos dos aspectos técnicos, físicos, táticos 
e psicológicos dos jogadores. Nesse capítulo, conheceremos as posições, 
as funções, as características e as ações de cada jogador; além das 
ações táticas individuais e coletivas, e de que modo os aspectos físicos e 
psicológicos influenciam o basquetebol.
Por fim, o capítulo cinco nos trará novas possibilidades de prática do 
esporte, abordando o novo formato olímpico 3x3, o basquetebol adaptado 
para pessoas com deficiência e o mini-basquetebol.
Ainda, nessa obra serão trazidos encaminhamentos didático-pedagógicos 
com base nas literaturas que consideram a complexidade do esporte e seu 
potencial de contribuição para a sociedade e para a formação de alunos e 
futuros atletas.
Bons estudos!
Evolução e características do basquetebol 9
1
Evolução e características 
do basquetebol
Para entender o basquetebol atualmente, é preciso relembrar 
sua criação e seu desenvolvimento, compreendendo as caracte-
rísticas, como ocorreu sua evolução e os contextos em que esse 
esporte se manifesta. Essa análise é fundamental para entender e, 
posteriormente, ensinar essa magnífica prática que está em cons-
tante transformação.
Desse modo, este capítulo tem como objetivos: conhecer a his-
tória do basquetebol no mundo e no Brasil; identificar as manifes-
tações do esporte; e entender a evoluçãodo jogo.
Com base nesses objetivos, apresentaremos uma introdução 
teórica essencial ao basquetebol, abordando sua história, suas ca-
racterísticas e sua evolução. Portanto, o presente capítulo serve 
como base para a leitura e para o entendimento dos muitos fun-
damentos dessa modalidade. Fique atento às dicas de livros, filmes 
e vídeos de cada seção!
Uma boa leitura a todos!
1.1 Histórico do basquetebol 
Vídeo
A necessidade é a mãe da invenção. 
 Platão
Essa famosa frase do filósofo e matemático grego Platão pode des-
crever o motivo da origem do basquetebol. O entendimento desses 
motivos é importante para que posteriormente seja possível com-
preender e ensinar essa prática.
Em 1891, durante o rigoroso inverno nos Estados Unidos, em 
Springfield – Massachusetts –, ao observar a drástica redução da 
prática de atividades físicas e esportes por parte de seus alunos, 
10 Metodologia do ensino de basquetebol
Luther Halsey Gullick, na época diretor do Springfield College, da Asso-
ciação Cristã de Moços (ACM), solicitou uma solução a James Naismith, 
até então professor de Educação Física da instituição, para que esse 
problema fosse resolvido. 
O frio da região impossibilitava a prática de esportes ao ar li-
vre, em que as modalidades futebol, rúgbi e beisebol eram as mais 
comuns e praticadas na época. Dessa forma, restava aos alunos 
a prática de atividades apenas em ambientes fechados (indoor), 
como ginástica de aparelhos e calistenia. No entanto, ao reduzir 
as opções de esportes que poderiam ser praticados, houve, conse-
quentemente, redução do interesse dos alunos e diminuição dos 
níveis de atividade física.
Diante da necessidade de resolução do problema, de modo a 
considerar um esporte que pudesse ser praticado em ambiente 
fechado, sem violência, com pouco contato pessoal e, sobretudo, 
atrativo para os alunos, o professor canadense James Naismith, 
considerando a orientação inicial do diretor de contemplar carac-
terísticas dos esportes já praticados e de suas reflexões iniciais, 
realizou alguns testes, porém não ficou satisfeito.
Houve inúmeras tentativas de elaborar um novo jogo. Naismith, 
em seu escritório, rabiscava em folhas de rascunho possibilidades 
de diferentes jogos. Contudo, quando não apreciava a ideia, amas-
sava essas folhas de modo que formassem bolinhas de papel e as arre-
messava ao cesto de lixo. Diante disso, percebeu que ali poderia estar 
um importante aspecto do novo esporte – o arremesso a determinado 
alvo, que seria o principal objetivo do jogo.
O novo jogo, denominação dada na época, deveria contemplar:
 • o elevado número de praticantes simultâneos;
 • a não violência, pois se observava elevado número de lesões no 
futebol e rúgbi, devido ao intenso contato corporal;
 • a possibilidade de adaptação em qualquer espaço, fechado ou 
aberto (indoor ou outdoor);
 • a facilidade do aprendizado;
 • a característica de ser um exercício completo, considerando as 
amplas possibilidades do movimento humano.
Saiba mais
Para saber um pouco 
mais sobre como se 
iniciou, de fato, a prática 
do basquetebol, você 
pode assistir ao vídeo 
em que é apresentada 
a única gravação de 
áudio conhecida de 
James Naismith. Nela, o 
professor explica como 
o primeiro jogo o levou a 
redigir as 13 regras ori-
ginais, que descreviam 
o método de movimen-
tação da bola e o que 
constituía uma falta.
Disponível em: https://youtu.
be/JlgYkCctZcM. Acesso em: 29 
jul. 2020.
Figura 1
Professor James Naismith, 
criador do basquetebol.
wikimedia commons
https://youtu.be/JlgYkCctZcM
https://youtu.be/JlgYkCctZcM
Evolução e características do basquetebol 11
Apesar de encontrar algumas dificuldades, os esforços de Naismith 
resultaram a determinação de o novo jogo precisar ser jogado obri-
gatoriamente com bola. Assim, ele seria semelhante aos esportes po-
pulares da época; mas diferentemente do que ocorria com futebol e 
rúgbi, deveria ter um alvo fixo e não seria permitida a retenção da bola, 
indicando princípios de alta dinâmica de jogo.
Logo, as características iniciais do novo jogo estavam tomando forma:
 • Praticado com bola (grande e redonda).
 • Proibido o contato corporal entre os praticantes.
 • Alvos fixos horizontais.
 • Posicionamento dos participantes como e quando quisessem no 
terreno de jogo.
 • Proibido correr com a bola sem quicá-la (drible).
Definidas as cinco normas iniciais, em 1891, Naismith rapidamente 
verificou que elas eram insuficientes para controlar o jogo, de modo 
que se fazia necessária uma organização para a prática.
Nesse sentido, o professor elaborou as primeiras regras do basque-
tebol, que foram distribuídas em 13 itens, e regulamentou inicialmente o 
novo jogo (Tabela 1). É importante observarmos essas regras para notar 
com maior clareza a evolução desse esporte ao longo dos anos.
Quadro 1
Regras iniciais do basquetebol
Regra Descrição
1
A bola poderia ser arremessada/passada em qualquer direção com apenas uma mão ou com 
ambas.
2
A bola poderia ser tapeada para qualquer direção com uma ou ambas as mãos, mas nunca com 
os punhos.
3
Não era permitido que o jogador corresse com a bola. Ele deveria arremessá-la do mesmo ponto em 
que a houvesse pegado; exceto em situações em que recebesse a bola enquanto estivesse correndo.
4
A bola deveria ser segurada pelas mãos ou entre as mãos. Os braços ou o corpo não poderiam 
ser usados para isso.
5
Não era permitido puxar, empurrar, segurar ou derrubar um adversário. A primeira infração 
dessa regra contaria como uma falta; a segunda, desqualificaria o jogador até que uma nova 
cesta fosse convertida; e se houvesse intenção evidente de machucar, não era permitida a subs-
tituição do infrator.
(Continua)
Curiosidade
A primeira bola de basquete 
da história era um pouco 
maior do que uma bola de 
futebol e foi produzia em 
1981, em Massachusetts.
O aro de ferro com rede 
apareceu somente em 
1896, mas a cesta ainda era 
fechada no fundo.
Há relatos de que o primeiro 
jogo de basquetebol foi tão 
empolgante que tiveram 
dificuldade para retirar os 
alunos da quadra após o 
horário de aula.
Onde surgiu o basquetebol e 
com base em qual ação do seu 
criador foi concebido o principal 
objetivo do jogo?
Atividade 1
12 Metodologia do ensino de basquetebol
Regra Descrição
6 Uma falta consistia em bater na bola com o punho ou em alguma violação das regras 3, 4 e 5.
7
Se uma das equipes cometesse três faltas consecutivas, era marcado um ponto para o time 
adversário.
8
Um ponto era marcado quando a bola fosse arremessada ou tapeada para dentro da cesta e lá 
permanecesse; não era permitido que o defensor tocasse na cesta. Se a bola estivesse na borda 
e um adversário movesse a cesta, o ponto era marcado para a equipe que arremessou.
9
Quando a bola saísse da quadra, deveria ser jogada de volta pelo jogador que a tocou por primei-
ro. O tempo máximo para essa ação era de cinco segundos e, caso não ocorresse, a bola deveria 
ser repassada para o adversário. 
10
O árbitro auxiliar deveria observar as faltas e avisar ao árbitro principal quando três faltas con-
secutivas fossem marcadas. Ele possuía o poder de desqualificar jogadores, de acordo com a 
regra 5.
11
O árbitro decidia quando a bola estava em jogo, a que equipe pertencia sua posse, além de con-
trolar o tempo. Também ficava ao seu cargo decidir quando um ponto era marcado e controlar 
os pontos já marcados.
12 Tempo de jogo: 2 tempos de 15 minutos cada e 5 minutos de intervalo entre eles.
13
A equipe que marcasse mais pontos dentro do tempo estabelecido era declarada vencedora. 
Em caso de empate, o jogo poderia, mediante acordo entre os capitães, continuar até que outro 
ponto fosse marcado.
Fonte: Adaptado de CBB, 2017.
Naismith levou as 13 regras para o ginásio da universidade e as re-
gistrou em um quadro na parede, comunicando aos alunos que tinha 
um novo jogo e caracterizando-o como o primeiro jogo de basquetebol 
da história. Após a breve apresentação da prática, escolheu dois capi-
tães paraque organizassem suas respectivas equipes. Com isso, os 18 
alunos foram separados em dois grandes times. Logo após essa orga-
nização, cada equipe escolheu o jogador mais alto para disputar a bola 
ao alto, procedimento que dá início ao jogo até hoje.
O primeiro jogo de basquetebol da história, com registro oficial, 
ocorreu em 11 de março de 1892, no Ginásio Armony Hill, em Springfield.
Já o basquetebol feminino data de janeiro de 1892. Na ocasião, as 
professoras da Buckingham Grade School, com base nas orientações e 
na supervisão de James Naismith, iniciaram a prática em sua instituição.
Que tal experimentar o basque-
tebol com suas 13 regras iniciais? 
Pode ser uma boa atividade para 
posteriormente perceber como o 
esporte evoluiu.
Dica
Evolução e características do basquetebol 13
1.2 Basquetebol no Brasil
Vídeo Após cinco anos da criação do basquetebol nos Estados Uni-
dos, em 1896, o esporte chegou ao Brasil por meio do professor 
norte-americano Augusto Farnham Shaw. Apesar de ser bacharel em 
Artes pela Universidade de Yale, Shaw teve contato com o basquetebol 
em 1892. Por isso, ao ser convidado para ministrar aulas no Mackenzie 
College, em São Paulo, trouxe consigo a ideia desse esporte até então 
desconhecido no Brasil.
Além da ideia, o professor também trouxe uma bola de basquete. 
Inicialmente, o esporte foi aprovado pelas mulheres, fato que, devido 
ao machismo imperante na época, dificultou a prática entre os homens. 
Além disso, alguns anos antes, o inglês Charles Miller tinha trazido o fu-
tebol, esporte que era forte concorrente para a disseminação efetiva do 
basquetebol entre os homens, cenário que ainda perdura atualmente.
O Brasil foi o quinto país em nível mundial e o primeiro na América 
do Sul a receber o basquetebol. O primeiro time organizado no Brasil 
ocorreu no mesmo ano em que o esporte chegou ao Mackenzie 
College; e a primeira partida oficial de basquetebol no país aconteceu 
em 1912, no Rio de Janeiro. Na Figura 2, podemos observar os princi-
pais acontecimentos com relação ao basquetebol no Brasil nos séculos 
XIX e XX, que vai desde a chegada do esporte no país até a fundação da 
Confederação Brasileira de Basketball (CBB), em 1941.
Figura 2
Linha do tempo: histórico do desenvolvimento do basquetebol no Brasil
Chegada do 
basquetebol 
ao Brasil.
1896 1912 1915-
1916 1922 1930 1933 1941 
Prática do jogo 
como esporte 
no Rio de 
Janeiro.
Seleção 
brasileira 
convocada pela 
primeira vez. 
É fundada a Federação 
Brasileira de Basketball 
em 25 de dezembro de 
1933, no Rio de Janeiro.
Foram traduzidas as 
primeiras regras em 
português, que foram 
publicadas em um 
catálogo da Casa Stamp. 
Primeiro torneio da 
América do Sul. 
Primeiro Campeonato 
Sul-Americano de 
Basquete com a 
participação do Brasil. 
É fundada a 
Confederação 
Brasileira de 
Basketball, em 26 de 
dezembro de 1941, 
no Rio de Janeiro.
Fonte: Elaborada pelo autor.
14 Metodologia do ensino de basquetebol
Ao longo da evolução do esporte em nosso país, a participação das 
seleções brasileiras masculina e feminina de basquetebol em Olimpía-
das foi distinta. A primeira atuação aconteceu com o time masculino 
em 1936 nas Olimpíadas de Berlim, na Alemanha; já o time feminino 
teve sua primeira participação somente em 1992, nas Olimpíadas de 
Barcelona, na Espanha. O basquetebol brasileiro acumula cinco pódios 
ao longo da história das Olimpíadas da Era Moderna, com três meda-
lhas de bronze no âmbito masculino; e uma de prata e uma de bronze 
no feminino (SOUZA, 2018, p.15).
Em campeonatos mundiais, a seleção masculina tem 18 participações 
e 6 pódios, disputa o mundial desde 1950 e conquistou duas medalhas 
de ouro, uma em 1959 e outra em 1963, sendo essas as grandes con-
quistas do basquetebol brasileiro em nível de alto rendimento; além de 
duas medalhas de prata (1954 e 1970) e duas de bronze (1967 e 1978). 
A seleção feminina nacional tem 16 participações em mundiais com 2 
pódios, sendo a primeira atuação em 1953, com uma conquista de me-
dalha de ouro, em 1994, e uma medalha de bronze, em 1971.
Já no âmbito dos Jogos Pan-Americanos, a seleção masculina tem 
seis medalhas de ouro, duas de prata e seis de bronze; a seleção femi-
nina tem quatro medalhas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze 
ao longo da história.
A Confederação Brasileira de Basketball é a principal entidade que 
rege o esporte em nosso país; tem como objetivo liderar o processo 
de desenvolvimento do esporte em nível nacional com as entidades 
filiadas, os clubes e os atletas. São 27 federações estaduais associadas 
à CBB. Observe na Figura 3 como ocorre a hierarquia do basquetebol 
no Brasil.
As seleções nacionais têm 
como maiores cestinhas, ou 
seja, maiores pontuadores de 
sua história, os atletas Oscar 
Schmidt, com 7.693 pontos; e 
Hortência Marcari, com 3.160 
pontos. Ainda, Schmidt é con-
siderado o maior pontuador de 
todos os tempos do basquetebol, 
com 49.737 pontos ao total, e 
foi incluído no Hall da Fama da 
Federação Internacional de Bas-
quetebol (FIBA) e no Basketball 
Hall of Fame, nos Estados Unidos.
Curiosidade
Evolução e características do basquetebol 15
Figura 3
Hierarquia do basquetebol no Brasil
Basquetebol no Brasil
Comitê Olímpico Brasileiro 
(COB)
Federações estaduais
Confederação Brasileira de 
Basketball
Ligas
Fonte: Elaborada pelo autor.
Em níveis de alto rendimento esportivo, o basquete brasileiro par-
ticipa de diversas competições; entre elas, estão as ligas e os campeo-
natos oficiais. A liga de basquetebol masculina no Brasil é chamada de 
Novo Basquete Brasil (NBB), sendo reconhecida pela FIBA e organizada 
com a chancela da CBB. Em um breve histórico dos campeonatos bra-
sileiros de basquetebol, temos: a Taça Brasil, que foi o primeiro torneio 
oficial de basquete no país (1965-1989); o Campeonato Nacional de 
Basquete (1990-2008); e o Novo Basquete Brasil (desde 2009). A Liga de 
Basquetebol Feminino (LBF) no Brasil é reconhecida pela FIBA e organi-
zada pela Liga Nacional de Basquete (LNB).
Com maior visibilidade em ligas e campeonatos, o esporte tem de-
monstrado expressivo crescimento no Brasil, fato que pode ser consta-
tado nas horas de transmissão de jogos na televisão aberta e fechada, 
tornando-se o terceiro esporte com mais espaço na TV brasileira no 
ranking esportivo.
Esse crescimento pode estar relacionado ao modelo de competi-
ção da NBB, que é semelhante ao da liga norte-americana, a National 
Basketball Association (NBA). No entanto, é importante ressaltarmos 
que na NBB há uma temporada regular na qual acontece a maior parte 
dos jogos e os playoffs – ou mata-mata –, ocorrendo o melhor de cinco 
Leia o livro Conquistando 
o sucesso: a trajetória de 
Oscar Schmidt no basquete 
e na vida para conhecer 
mais a respeito do maior 
jogador de basquetebol 
da história do Brasil, con-
siderado o maior cestinha 
do basquete. 
SCHMIDT, O. 1. ed. São Paulo: 
Komedi, 2009.
Livro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Confedera%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_de_Basketball
16 Metodologia do ensino de basquetebol
jogos entre as equipes. Essa organização é muito diferente da NBA, em 
que são disputadas até sete partidas entre os times, além das finais, 
que reúnem os campeões de cada conferência – leste e oeste – em uma 
nova disputa para que se chegue ao melhor de sete jogos. O número de 
equipes das ligas na NBB também é diferente, sendo o maior número 
o da NBA.
1.3 Características do basquetebol 
Vídeo O basquetebol como modalidade esportiva coletiva apresenta, de 
acordo com Bayer (1994), seis elementos que são comuns a todos os 
esportes coletivos: a bola, o espaço de jogo, os companheiros de equi-
pe, os adversários, as regras e uma meta ou alvo. É possível perceber 
que essas características também são comuns ao futebol, futsal, volei-
bol, handebol, futebol americano, rúgbi, entre outros esportes. Desse 
modo, é com base nessas características invariantes que é construída 
uma estrutura de jogo comum nos jogos esportivoscoletivos – uma 
construção pedagógica similar pode ser dada a essas modalidades.
No basquetebol, temos a bola, o espaço de jogo (quadra com 28 
metros de comprimento e 15 metros de largura), os 5 companheiros 
de equipe, os 5 adversários, as regras estabelecidas pelas entidades or-
ganizadoras (FIBA) e um alvo (cesta), conforme os exemplos ilustrados 
na figura a seguir.
Figura 4
Elementos do basquetebol 
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ch
er
dc
ha
i c
ha
ra
sr
i/ 
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/ 
Vi
kt
or
ija
 R
eu
ta
/ O
le
ks
an
dr
 O
si
po
v /
Sh
ut
te
rs
to
ck
Outra característica comum entre os esportes coletivos é o confron-
to entre duas equipes, em que situações de ataque e defesa são alter-
nadas, determinando de quem será a posse de bola no terreno de jogo 
e como irão ocorrer as marcações de pontuação no alvo adversário.
Evolução e características do basquetebol 17
Entre as diversas classificações para modalidades esportivas coleti-
vas disponíveis na literatura, o basquetebol se classifica como:
Figura 5
Características básicas do basquetebol 
Coletiva
Cooperação
Oposição
Invasão
Fonte: Elaborada pelo autor.
No basquetebol, essas características podem ser observadas tan-
to na defesa quanto no ataque. Isso significa que uma equipe pode 
invadir a quadra do adversário para realizar uma marcação sob 
pressão e tentar obter a posse de bola. No ataque, o objetivo está 
em atingir a meta adversária (cesta), e para isso é necessário realizar 
a invasão da quadra do adversário, furando bloqueios defensivos. 
Na invasão, há o confronto entre ataque e defesa, caracterizando a 
oposição. Na defesa e no ataque existem ações grupais (coletivas), 
em que é preciso colaborar com os colegas de equipe (cooperação) 
para obter sucesso nas jogadas.
A ocupação do espaço comum no basquetebol – diferentemente de 
outras modalidades em que há separação do espaço ocupado –, além 
da participação simultânea de todos os praticantes, gera uma dinâmica 
especial. Essa dinâmica ocorre devido à constante e inevitável relação 
ataque/defesa, pois se uma equipe está com a posse de bola, conse-
quentemente ela está em ataque; por outro lado, a equipe sem a posse 
de bola está em defesa.
O basquetebol é um esporte altamente dinâmico e participativo. 
Apesar de haver funções ou posições específicas (armador, ala, pivô), 
não há limitação da atuação dos praticantes ou atletas, ou seja, não há 
divisão entre setores na quadra de jogo como ocorre no futebol (de-
fesa, meio de campo, ataque). Atacar a cesta adversária, defender a 
própria cesta, oferecer oposição ao adversário e cooperar com compa-
nheiros de equipe são consideradas as quatro tarefas a serem executa-
das no basquetebol (DE ROSE JR.; PINTO FILHO; CORREA NETO, 2015).
Em sua essência, analisando a 
formação da palavra inglesa bas-
ketball, temos dois significados: 
basket, que significa cesto; e ball, 
que significa bola. Literalmente, 
o jogo em português significa 
bola ao cesto.
Curiosidade
Quais são as principais carac-
terísticas do basquetebol como 
modalidade esportiva?
Atividade 2
18 Metodologia do ensino de basquetebol
Observe na Figura 6 de que forma pode ocorrer a disposição 
das equipes em um jogo de basquetebol e quais são as principais 
características.
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Figura 6
Disposição das equipes em uma quadra de jogo e as características do basquetebol
Fonte: Elaborada pelo autor.
Invasão da quadra 
adversária
Oposição entre as equipes
Cooperação Coletiva
Não é preciso esperar a ação do adversário para atuar, uma vez que 
essa característica torna mais acentuada a disputa pela posse de bola. 
No entanto, é necessário que essa ação de posse seja desenvolvida de 
modo a criar espaços para realizar um adequado e eficiente arremesso 
– principal fundamento do jogo – e atingir o objetivo, realizar a cesta 
para pontuar mais que o adversário. Para não sofrer pontuação, a equi-
pe sem posse de bola deve diminuir os espaços do adversário por meio 
de ações táticas, visando dificultar os arremessos e recuperar a bola, 
podendo ser por meio de uma técnica de roubo, um rebote defensivo 
ou um erro adversário.
A interpenetração na quadra adversária é um dos fatores que mais 
contribui para o grau de previsibilidade do jogo. Nos esportes de inva-
são, o grau de previsibilidade é menor quando comparado aos espor-
tes não invasivos. Podemos notar isso facilmente se compararmos o 
basquetebol ou o handebol (invasivos) com o voleibol (não invasivo).
Por esse motivo, a imprevisibilidade é um fator presente em todos 
os jogos de basquetebol, uma vez que muitas partidas são decididas 
nos segundos finais. Alguns dos fatores que contribuem para que isso 
aconteça são o espaço reduzido para as ações e as regras relacionadas 
Evolução e características do basquetebol 19
ao tempo de posse de bola, pois dão maior dinâmica e imprevisibilida-
de ao jogo. Dessa forma, a cooperação e a oposição entre as equipes; a 
imprevisibilidade; a criação e a diminuição de espaços são três fatores 
fundamentais para a prática do basquetebol (Figura 7).
Figura 7
Três fatores fundamentais do basquetebol
Fonte: Elaborada pelo autor.
Cooperação e 
oposição
Imprevisibilidade
Criação e 
diminuição de 
espaços
Contudo, para essa prática acontecer são exigidas capacidades mo-
toras e físicas. As formas básicas de movimento humano, como correr, 
saltar e lançar, estão presentes constantemente no esporte. Além disso, 
alguns autores colocam três capacidades condicionantes como básicas 
no basquetebol: força, resistência e velocidade (DE ROSE JR., 2006, p. 
16). A seguir, vamos entender um pouco mais sobre cada uma delas.
A força pode ser dividida em: força de salto (utilizada em arremessos do tipo jump 
ou bandeja, ou para rebotes); força de resistência (pré-requisito físico para manter 
a qualidade dos gestos técnicos durante o jogo); e força de sprint (para acelerações, 
saídas rápidas e mudanças de direções).
A resistência está dividida em resistência geral ou aeróbia e resistência anaeróbia. Já 
a velocidade se traduz na capacidade de deslocamentos rápidos – em reações, em 
movimentos acíclicos ou de agilidade.
Há também as capacidades coordenativas, que incluem: destreza manual, precisão, 
percepção espaço-temporal, estabilidade de braço e mão, coordenação multimem-
bros, seleção imagem-campo e coordenação óculo-manual. Essas são habilidades 
que, aliadas às condicionantes, permitem ao jogador executar os movimentos ne-
cessários com eficácia.
Com base nas características estudadas até aqui, podemos concluir 
que o basquetebol é um esporte coletivo, cooperativo, de invasão e, 
algumas vezes, competitivo. Além disso, esse esporte se tornou um dos 
Para saber um pouco 
mais sobre a história 
do basquetebol, assista 
ao curta-metragem 
Dear Basketball (2017), 
de Glen Keane e Kobe 
Bryant, publicado no 
canal Engnerd Cinema. O 
curta ganhou o Oscar de 
melhor curta-metragem 
em Animação em 2018, é 
narrado pelo astro Kobe 
Bryant e tem como base 
sua carta de aposentado-
ria do basquete. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=IlseDXUwFZQ. Acesso em: 
29 jul. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=IlseDXUwFZQ
https://www.youtube.com/watch?v=IlseDXUwFZQ
https://www.youtube.com/watch?v=IlseDXUwFZQ
20 Metodologia do ensino de basquetebol
mais populares do mundo, fazendo com que as instituições que o ad-
ministram estejam constantemente preocupadas em mantê-lo dinâmi-
co e atrativo, permitindo que haja uma evolução contínua ao longo dos 
tempos como forma de mostrar que um mesmo esporte pode ter uma 
pluralidade de formas, as quais serão estudadas a seguir.
1.4 A pluralidade de manifestações 
do basquetebol 
Vídeo A prática do basquetebol não é limitada apenas para atletas de alto 
rendimento, como geralmente vemos nas partidas exibidas na tele-
visão. Pelo contrário, essa é somente uma das manifestações desse 
esporte, sendo a que menos envolve praticantes, nesse caso atletas,mundialmente.
A literatura reconhece a prática do basquetebol sob diversas mani-
festações: iniciação esportiva, profissional, lazer, representação, esco-
lar, reabilitação/recuperação e prevenção da saúde (GRECO; BENDA, 
1998). Vamos observar um organograma (Figura 8) que ilustra as prin-
cipais manifestações desse esporte.
Figura 8
Manifestações esportivas do basquetebol
Fonte: Elaborada pelo autor.
Iniciação esportiva
Escolar
Profissional
Reabilitação/recuperação
Lazer
Prevenção da saúde 
Representação
Ba
sq
ue
te
bo
l
É importante ressaltar que algumas manifestações nos esportes 
acontecem concomitantemente. Um exemplo disso é o esporte educa-
Evolução e características do basquetebol 21
cional, em que ocorre, além da iniciação esportiva, o ensino do esporte 
como forma de lazer. A identificação e a diferenciação das manifesta-
ções do basquete são importantes e devem ser muito bem compreen-
didas pelo professor de Educação Física, uma vez que cada uma tem 
público-alvo, motivos e objetivos diferentes, auxiliando a nortear a prá-
tica profissional para o viés mais adequado. A seguir, saberemos um 
pouco mais como o basquete se manifesta dentro de cada contexto.
1) Iniciação esportiva: esse é o momento do primeiro contato da 
maioria das pessoas com o esporte. O basquete é trabalhado de ma-
neira organizada e sistematizada, pode ocorrer nas escolas durante 
as aulas de Educação Física ou nas escolas de basquetebol. O objetivo 
da iniciação esportiva no basquetebol é o processo de ensino-apren-
dizagem do esporte, de modo que o aluno leve em consideração os 
valores, os princípios, as regras, os fundamentos e os demais aspec-
tos que norteiam a prática.
Portanto, essa iniciação esportiva deve apresentar como eixo princi-
pal a aprendizagem motora por meio de propostas pedagógicas, objeti-
vando sempre o aprendizado e o aperfeiçoamento dos gestos técnicos 
esportivos específicos, como arremesso, passe e drible (DE ROSE JR., 
TRICOLI, 2005). Em um sistema de formação esportiva, o processo de 
ensino-aprendizagem deve ser programado de maneira equilibrada e 
orientada por meio do desenvolvimento das capacidades táticas, bem 
como deve estar em harmonia com as capacidades técnicas, físicas, 
coordenativas, psicológicas e sociais dos alunos. Greco e Benda (1998) 
ressaltam que, para uma melhor compreensão da proposta de inicia-
ção esportiva, é fundamental não nos limitarmos, como professores, a 
somente uma metodologia de ensino, mas criarmos uma filosofia de 
trabalho com base em uma nova visão e postura profissional.
É importante citar que a iniciação esportiva não é um processo que 
ocorre exclusivamente no período da infância das pessoas, visto que 
pode acontecer também na fase adulta, chamada de iniciação esportiva 
tardia. Essa iniciação tardia corresponde ao ingresso de jovens, adultos 
ou idosos no processo de ensino-aprendizagem-treinamento de um es-
porte. É notável que tanto a literatura quanto a prática do basquetebol 
têm foco apenas na iniciação esportiva das crianças, havendo poucas 
oportunidades de iniciação esportiva para jovens, adultos e idosos (SIL-
VA; GALATTI; PAES, 2010).
Para compreender mais 
a respeito do sistema 
de formação esportiva 
para todos os esportes, 
proposto pelos autores 
Greco e Benda (1998), re-
comendamos a leitura da 
obra Iniciação Esportiva 
Universal.
GRECO, P. J.; BENDA, R. N. Belo 
Horizonte: Editora da UFMG, 1998. 
(v. 1 e 2).
Livro
22 Metodologia do ensino de basquetebol
2) Profissional: essa é uma das manifestações fre-
quentemente exibida nos canais de esporte. Muitas 
vezes, é por meio dos jogos profissionais que outros 
tipos de manifestações do basquetebol são influen-
ciados, inspirando pessoas. O basquetebol profissio-
nal tem foco mercadológico e no esporte-espetáculo, 
objetivando o máximo rendimento de seus partici-
pantes nas partidas. Essa manifestação consiste no 
emprego de atletas, técnicos, dirigentes, gestores, 
mídia, entre outros, tornando-os profissionais nessa 
área. As equipes profissionais comumente partici-
pam de ligas nacionais, como a NBB e LBF, e as ligas 
norte-americanas NBA e Woman National Basketball 
Association (WNBA).
3) Lazer: o basquetebol também pode ser uma 
forma de lazer. A prática é motivada, geralmente, 
por razões próprias do interessado e está relacio-
nada principalmente à diversão que a ludicidade do 
jogo promove. Essa manifestação envolve grande 
número de praticantes mundialmente, que visam, 
além da diversão, à prevenção e ao cuidado com a 
saúde.
Figura 10
Prática do basquetebol durante o lazer
Pe
xe
ls
.
Figura 9
Atleta de basquetebol no contexto profissional
Pe
xe
ls
.
Assista a The Last Dance 
(Arremesso Final) para 
saber mais a respeito 
dos campeonatos e das 
ligas profissionais. É 
uma série documental 
produzida pela ESPN que 
acompanha a temporada 
de 1997-1998 do Chicago 
Bulls, além de cobrir as 
fases finais da carreira 
do melhor jogador de 
basquetebol de todos os 
tempos, Michael Jordan.
Direção: Jason Hehir. EUA: ESPN; 
Netflix, 2020. 
Filme
Evolução e características do basquetebol 23
4) Representação: por vezes confundido com o esporte profissional 
e de alto rendimento, a manifestação do esporte aqui objetiva a repre-
sentação de instituições – de caráter público ou privado – e de clubes, 
municípios, ou até mesmo estados e países, em torneios e campeona-
tos esportivos. Em outras palavras, é considerado um esporte não pro-
fissional – amador –, mas com as regras oficiais.
Figura 11
Basquetebol de representação
Pe
xe
ls
.
5) Escolar: o basquetebol no contexto escolar é o princi-
pal meio de atuação do professor licenciado em Educação 
Física. O foco do ensino de basquetebol na escola deve ser 
sempre o processo de ensino-aprendizagem dos alunos. 
Segundo De Rose Jr. e Tricoli (2005), é necessário dar ao es-
porte o enfoque essencialmente educativo, sob a perspecti-
va pedagógica, sobretudo, no contexto escolar. Entretanto, 
para que isso aconteça e seja um aprendizado efetivo, é 
preciso uma boa base teórica. Importante ressaltar aqui 
que a manifestação é o foco de nossos estudos.
6) Reabilitação/recuperação: a prática de basquetebol 
também pode fazer parte de programas de reabilitação e 
de recuperação de lesões e doenças. Esse esporte é escolhi-
do para esse tipo de projeto devido ao fato de a ludicidade 
da prática ser um fator importante para a aderência e ma-
nutenção das pessoas nesses programas de reabilitação.
Figura 12
Basquetebol escolar
Pe
xe
ls
.
Assista ao filme O 
caminho de volta (The way 
back) que conta a história 
de como o basquetebol, 
no contexto do esporte 
de representação, 
pode mudar a vida das 
pessoas.
Direção: Peter Weir. EUA: National 
Geographic, 2020. 
Filme
24 Metodologia do ensino de basquetebol
7) Prevenção da saúde: o basquetebol também pode ser uma ma-
nifestação esportiva que objetiva apenas a saúde e sua manutenção. 
Sabe-se que alguns esportes são considerados atividades físicas, e que 
a prática regular está diretamente relacionada à redução no risco de 
desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardía-
cas e alguns tipos de cânceres, contribuindo também para a redução 
da mortalidade da população.
1.5 Evolução do basquetebol 
Vídeo É notável a evolução do basquetebol desde a sua criação, em 1891. 
Isso pode ser observado por meio de diferentes perspectivas, como a 
técnica dos jogadores, as táticas, a condição física dos atletas, as regras 
e o aumento da visibilidade do próprio esporte.
Nesta seção, nos dedicaremos às principais modificações das regras 
que alteraram a dinâmica do jogo ao longo dos anos. Essas informa-
ções darão embasamento para nossos estudos e para que as suas au-
las de Educação Física sejam elaboradas da melhor forma.
As mudanças foram, sobretudo, relacionadas à dinâmica do jogo, de 
modo a torná-lo atrativo tanto para praticantes quanto para espectado-
res. Na prática, busca-se um jogo mais veloz, no qual a condição física 
e técnicados jogadores é aproveitada e o tempo de jogo é otimizado. 
Ao longo do tempo, houve organizações táticas individual e coletiva, 
bem como foram estabelecidas funções que estivessem de acordo com 
a posição de cada jogador na quadra, o deixando conforme era espera-
do (veloz e com tempo adequado). Podemos observar no Quadro 2 as 
mudanças mais drásticas que ocorreram no basquetebol.
Quadro 2
Principais alterações do jogo de basquetebol desde sua origem
Regra original Regra atual
De 3 a 40 jogadores titulares 5 jogadores titulares e 7 reservas
Nenhuma organização tática
Há ações táticas individuais e coletivas bem 
estabelecidas.
Não havia limite de tempo de posse bola, 
tornando o jogo lento.
Existem diversas regras relacionadas ao tempo e que 
proporcionam mais dinâmica ao jogo (otimização do 
tempo).
Até 1936, a cada cesta feita, a bola era reposta no 
formato bola ao alto sempre ao centro da quadra.
A cada cesta feita, a bola é reposta ao fundo da quadra 
o mais rápido possível pela equipe.
(Continua)
Evolução e características do basquetebol 25
Regra original Regra atual
Tempo de jogo: 2 tempos x 15 minutos.
4 tempos x 10 minutos (FIBA)
4 tempos x 12 minutos (NBA)
Nos anos 1950, equipes defendiam basicamente 
por zona e de maneira estática.
Há diversos tipos de defesa, como individual, por zona, 
sob pressão, mista e combinada.
Tabelas de madeira e aros fixos. Tabelas de vidro ou acrílico e aros retráteis.
Bolas de couro com gomos.
Bolas fabricadas com alta tecnologia, com melhor 
aderência à absorção do suor das mãos.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Outra modificação marcante foi a configuração da área restritiva na 
quadra: o garrafão, que de trapézio, em 1950, passou para retângulo, 
em aproximação ao formato da NBA. Também houve uma mudança 
na arbitragem, que visava maior precisão nas marcações e melhor apli-
cação das regras: antes contava com apenas um árbitro; atualmente, 
tem-se três árbitros em quadra, sendo um principal e dois auxiliares.
Outra mudança relevante na trajetória do basquetebol foi a evolução 
quanto às técnicas e aos fundamentos desenvolvidos pelos jogadores. 
Considerando que o esporte de alto rendimento se caracteriza pela ne-
cessidade de potência, ou seja, de realizar movimentos em alta veloci-
dade, essas são variáveis preponderantes nos treinos. Com base nisso, 
e apesar de existirem posições específicas no basquetebol, em que há 
ações executadas mais vezes por determinada posição, atualmente são 
exigidas múltiplas capacidades de um mesmo jogador, não o limitando e 
o impedindo de realizar ações mais comuns a outras posições.
De acordo com a CBB, esse esporte é praticado por mais de 300 
milhões de pessoas no mundo e há mais de 170 países filiados à 
Federação Internacional de Basquete. A sede da FIBA está localizada 
em Mies, na Suíça, e é conhecida como House of Basketball. A FIBA admi-
nistra o esporte mundialmente, exceto nos Estados Unidos, pois lá há 
uma liga independente do país – NBA para as equipes masculinas, e a 
WNBA para as equipes femininas. A NBA e a WNBA são consideradas as 
famosas ligas norte-americanas.
No Brasil, existem 31 milhões de fãs desse esporte, sendo 13 mi-
lhões desses considerados superfãs, ou seja, aqueles que consomem 
conteúdos de basquetebol todos os dias. Também há dados de que 
existem 3 milhões de praticantes, considerando desde pessoas que jo-
26 Metodologia do ensino de basquetebol
gam por lazer até atletas profissionais, com mais de 1.000 equipes de 
diversos níveis em todo o país.
Com base em nossos estudos sobre as técnicas e evolução do bas-
quetebol, faz-se necessário mencionarmos os nomes mais importan-
tes do basquetebol mundial, uma vez que esses atletas também foram 
responsáveis pela evolução do esporte, com sua habilidade técnica, 
condição física, carisma e outras contribuições que trouxeram para a 
modalidade. Desse modo, a Figura 13 ilustra, por meio de uma nuvem, 
os nomes de alguns dos mais importantes atletas do basquetebol. É 
fundamental observamos que, quanto maior o nome do jogador na 
imagem, mais importante ele foi na história desse esporte.
Figura 13
Maiores nomes da história do basquetebol masculino
Larry Bird
LeBron James
 Wilt Chamberlain
 Jerry West 
Elgin Baylor
Moses Malone
Julius Erving Kobe Bryant
Oscar Robertson
David Robinson
Charles Barkley
 Shaquille O’nealMichael Jordan
 Kareem Abdul-Jabbar
Stephen Curry
Hakeem Olajuwon John Stockton
 Magic Johnson
Tim Duncan Bill Russell
 Karl Malone 
Kevin Garnett
Kevin Durant
Dirk Nowitzki
Fonte: Elaborada pelo autor.
Já no âmbito do basquetebol feminino, a WNBA, quando completou 
20 anos, apresentou uma lista com as 20 melhores jogadoras da histó-
ria. Confira na nuvem a seguir quais são essas mundialmente renoma-
das jogadoras profissionais do basquetebol. Quanto maior o nome da 
jogadora, mais importante ela foi na história desse esporte.
Assista ao vídeo sobre a 
evolução do basquetebol 
apresentado no evento 
All Star Game da NBA, em 
2016.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=zjgRdOT6tG8. Acesso em: 
22 jul. 2020.
Vídeo
Para conhecer mais sobre 
um dos grandes nomes 
do basquetebol mundial, 
sugerimos a leitura do 
livro Kobe Bryant: the 
incredible story of Kobe 
Bryant – one of basketball’s 
greatest players!
LOWE, J. 1. ed. Tennessee: Ingram 
Publishing, 2020.
Livro
https://www.youtube.com/watch?v=zjgRdOT6tG8
https://www.youtube.com/watch?v=zjgRdOT6tG8
https://www.youtube.com/watch?v=zjgRdOT6tG8
Evolução e características do basquetebol 27
Figura 14
Maiores nomes da história do basquetebol feminino
Becky Hammon 
Lindsay Whalen 
Teresa Weatherspoon 
Maya Moore | Tina Thompson 
Deanna Nolan 
Lauren Jackson 
Diana Taurasi
Katie Smith 
Cappie Pondexter 
Candace Parker
Sheryl Swoopes 
Ticha Penicheiro 
Seimone Augustus
Swin Cash 
Tamika Catchings 
Cynthia Cooper-Dyke 
Sue Bird Lisa Leslie 
Yolanda Griffith 
Fonte: Elaborada pelo autor.
Como pudemos observar, há vários fatores que contribuíram para o 
avanço e para a evolução do basquetebol ao longo de todos esses anos 
– novas técnicas, novas regras, novos aperfeiçoamentos e até mesmo 
a contribuição de cada um dos jogadores e praticantes que passaram 
por alguma fase do esporte.
Vamos ver agora algumas curiosidades do basquetebol?
• O registro que se tem do maior público da história em um jogo de basquetebol ocorreu 
no ano de 2010. Foi na 59ª edição do NBA All-Star Game, em que 108 mil pessoas 
assistiram, presencialmente, o evento que ocorreu no estádio do time de futebol ame-
ricano do Dallas Cowboys, nos Estados Unidos.
• A maior pontuação registrada em uma mesma partida por um mesmo jogador foi de 
100 pontos. Isso aconteceu em 2 de março de 1962, quando Wilt Chamberlain mar-
cou 100 pontos pelo Philadelphia Warriors em uma vitória de 169 a 147 contra o New 
York Knicks.
• O hall da fama Naismith Memorial, em Springfield, Estados Unidos, homenageia três 
grandes nomes de jogadores de basquetebol brasileiros: Hortência Marcari, Oscar 
Schmidt e Ubiratan Maciel. 
Consulte seus familiares ou 
amigos de outra geração a 
respeito de quem foi a referência 
do basquetebol masculino ou 
feminino naquela época. Você 
pode conhecer grandes nomes 
do esporte.
Dica
28 Metodologia do ensino de basquetebol
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
Desde 1891, o basquetebol está em constante crescimento e vem se 
tornando um fenômeno esportivo que se caracteriza como um esporte 
coletivo, cooperativo, de oposição, invasão e que permite diversas possibi-
lidades de atuação para o professor de Educação Física determinar como 
ocorrerá o processo de ensino-aprendizagem.
Conhecer a história do esporte é reconhecer o esforço de nossos an-
tepassados para criar, desenvolver e chegar ao que hoje é esse magnífico 
jogo e fenômeno esportivo. Uma prática consciente e criativa do basque-
tebol se inicia com uma boa base teórica, considerando seu histórico, 
suas características iniciais e sua evolução ao longo do tempo.
REFERÊNCIAS
BAYER,C. O ensino dos desportos coletivos. Paris: Editions Vigot, 1994.
CBB. Confederação Brasileira de Basketball. Regras oficiais de basquetebol, 2017. Disponível 
em: http://sge.esumula.com.br/Arquivos/LIVRO_DE_REGRAS.pdf. Acesso em: 03 nov. 2020.
DE ROSE JR., D.; PINTO FILHO, T.; CORREA NETO, W. Minibasquetebol na escola. 1. ed. São 
Paulo: Ícone, 2015.
DE ROSE JR., D.; TRICOLI, V. Basquetebol: uma visão integrada entre ciência e prática. Barueri: 
Manole, 2005.
GRECO, J. P.; BENDA, R. N. (org.). Iniciação desportiva universal. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
SILVA, R. M. P.; GALATTI, L. R.; PAES, R. R. Pedagogia do esporte e iniciação esportiva tardia: 
perspectivas a partir da modalidade basquetebol.  Pensar a Prática, Goiânia, v. 13, n. 1, 
maio 2010.
SOUZA, V. H. Metodologia do ensino do basquetebol. Londrina: Editora e Distribuidora 
Educacional S.A., 2018.
GABARITO
1. O basquetebol foi criado nos Estados Unidos em 1891 por James Naismith, que, en-
quanto rabiscava ideias de jogo, lançou ao cesto de lixo bolinhas de papel, ato que 
gerou a ideia de que o arremesso a determinado alvo seria o objetivo do jogo.
2. O basquetebol caracteriza-se como esporte coletivo, de invasão, de oposição, com 
participação simultânea. Ainda, tem elevada interpenetração na quadra de jogo, fato 
que gera imprevisibilidade e constante relação de ataque e defesa.
Regras básicas oficiais do basquetebol 29
2
Regras básicas oficiais 
do basquetebol
Neste capítulo, estudaremos as regras básicas do basquetebol 
de acordo com a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA). 
A Confederação Brasileira de Basketball (CBB), por meio de seu 
Departamento de Arbitragem, divulga as regras oficiais traduzidas 
para o português, uma vez que todo o material da FIBA é feito no 
idioma inglês. 
No Brasil, utilizamos somente as regras da FIBA. É importante 
ressaltar que as regras da National Basketball Association (NBA), 
a liga norte-americana e a principal liga de basquete do mundo, 
são diferentes da FIBA. Ao fim do capítulo, abordaremos algumas 
dessas diferenças.
Além disso, vamos observar que as regras do basquetebol têm 
sofrido alterações ao longo dos anos, fato que ocorre para manter 
o jogo atrativo tanto para praticantes/atletas quanto espectadores, 
objetivando, principalmente, manter a dinâmica peculiar do jogo.
Para proporcionar a você, aluno, uma compreensão de todas 
as regras do basquetebol, nas próximas seções deste livro va-
mos estudar cada um desses tópicos de modo mais aprofunda-
do. Lembre-se: trataremos aqui apenas das regras da Federação 
Internacional de Basquetebol.
30 Metodologia do ensino de basquetebol
2.1 Jogo, quadra, equipamentos e equipes 
Vídeo Primeiro, é importante sabermos que, de acordo com esses ma-
nuais, as regras são divididas em oito tópicos, que permitem uma 
compreensão mais objetiva de cada uma delas. Observe o Quadro 1 a 
seguir como é feita essa divisão.
Quadro 1
Principais regras do basquetebol
1. Jogo
4. Regulamentos do jogo
3. Equipes
6. Faltas
8. Oficiais, oficiais de mesa, comissário: deveres 
e poderes
2. Quadra de jogo e equipamentos
5. Violações
7. Provisões gerais
REGRAS
Fonte: Elaborado pelo autor.
A primeira regra do livro oficial é uma elucidativa definição do jogo 
de basquete e aborda o objetivo e as orientações básicas do esporte. 
Vejamos:
 • É jogado, obrigatoriamente, por duas equipes de cinco jogadores 
cada. Cada equipe tem como objetivos marcar pontos na cesta 
adversária e evitar que a outra equipe pontue.
 • A cesta atacada por uma equipe é a cesta do time adversário. Já a 
cesta defendida é a sua própria cesta.
 • A equipe vencedora será a que marcar o maior número de pon-
tos ao fim do jogo.
Qual é o objetivo do jogo de 
basquetebol? Como é possível 
alcançá-lo?
Atividade 1
Regras básicas oficiais do basquetebol 31
Figura 1
Representação de ataque e defesa em uma quadra de basquetebol
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
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hu
tte
rs
to
ck
Ataque
Defesa
5 x 5
Já a segunda regra estabelece quesitos a respeito da quadra de jogo 
e dos equipamentos:
 • O tamanho da quadra deve ser de 28 m de comprimento por 15 m 
de largura em uma superfície plana, rígida e sem obstruções.
 • As linhas que delimitam o espaço devem ter 5 cm de largura. É 
importante ressaltar que nenhuma linha limítrofe faz parte da 
quadra de jogo, tanto as laterais quanto as de fundo. Outro ponto 
importante é o de que o tamanho das linhas tem papel relevante 
no basquetebol, pois caso o praticante pise na linha ao mesmo 
tempo em que está com a posse de bola, é considerado fora da 
quadra de jogo. No entanto, caso a quadra da escola em que dará 
aula não tenha linhas demarcadas, você pode desenhá-las consi-
derando sempre a largura de 5 cm.
 • Qualquer obstrução que ocorra fora da quadra deve estar a 2 m 
de distância (como bancos de reservas e arquibancadas).
 • A distância da linha de três pontos para a cesta deve ser de 6,75 m.
Além disso, para que ocorra um jogo de basquetebol é necessário 
que haja os seguintes equipamentos e a seguinte estrutura:
Para ver um resumo 
completo e detalhado das 
regras do basquetebol 
assista ao vídeo Regras do 
basquetebol: resumo das 
regras oficiais, publicado 
pelo canal Dicas Educa-
ção Física.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=e36sfmb0M_o. Acesso 
em: 11 ago. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=e36sfmb0M_o
https://www.youtube.com/watch?v=e36sfmb0M_o
https://www.youtube.com/watch?v=e36sfmb0M_o
32 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 2
Quadra oficial de basquetebol
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
15
 m
 d
e 
la
rg
ur
a
Linha com 5 cm de largura 
28 m de comprimento
2 
m
 d
e 
di
st
ân
ci
a 
Área do banco da equipe
Linha lateral 
3,6 m
Linha lateral 
Ár
ea
 
re
st
rit
iv
a 
Li
nh
a 
fin
al
 
Li
nh
a 
fin
al
 
Linha de 3 pontos 
Li
nh
a 
ce
nt
ra
l 
Cí
rc
ul
o 
ce
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l
Li
nh
a 
de
 
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po
si
çã
o 
Se
m
ic
írc
ul
o 
se
m
 c
ar
ga
 
Mesa de controle 
0,15m
5m2m Área do banco da equipe
Banco da equipe Banco da equipe 
 • Tabelas e respectivos suportes, incluindo cestas com aros, molas 
de compensação e redes; estrutura de suporte para as tabelas, 
contendo acolchoamento.
 • Bolas de basquetebol.
 • Cronômetro de jogo.
 • Placar.
 • Relógio de 24 segundos.
 • Cronômetro específico para debitar os tempos solicitados pelas 
equipes.
 • Dois sinais sonoros independentes: um para o operador do reló-
gio de 24 segundos e outro para o cronometrista.
 • Súmula de jogo.
 • Marcadores de faltas de jogadores.
 • Marcadores de faltas das equipes.
 • Seta de posse alternada.
 • Piso de jogo.
 • Quadra de jogo.
 • Iluminação adequada.
CBB. Regras Oficiais de Basquetebol 2017. Disponível em:http://sge.esumula.com.br/Arquivos/LIVRO_DE_REGRAS.pdf. 
Acesso em: 11 ago. 2020. Adaptado.
Regras básicas oficiais do basquetebol 33
Quanto às equipes, a regra expõe que não é permitido mais do 
que 12 membros de equipe com direito de jogo, incluindo o capitão. 
Desses 12 membros, cinco deverão ser os titulares; e os outros sete, 
os reservas.
Figura 3
Início de jogo com bola ao alto
Pe
xe
ls
Também deverá existir um técnico e, no máximo, oito 
membros considerados acompanhantes de equipe. É per-
mitido a esses acompanhantes sentarem-se no banco, 
contanto que haja, no máximo, dois assistentes técnicos.
Os uniformes devem ser da mesma cor predominante 
na frente e atrás. Não são permitidas camisas de manga 
comprida ou o uso de camisetas com mangas por baixo da 
camisa oficial de jogo. É imprescindível que os jogadores 
coloquem suas camisetas para dentro dos calções, que de-
vem terminar acima do joelho, deixando as meias visíveis.
Figura 4
Uniforme de jogo
Pe
xe
ls
34 Metodologia do ensino de basquetebol
2.2 Regulamentos de jogo 
Vídeo Os regulamentos de jogo são regras gerais que regem a partida e 
consistem, prioritariamente, em: tempo de jogo, bola ao alto, posse al-
ternada,como a bola deve ser jogada, valor (pontuação) das cestas, 
reposição de bola, tempo debitado, substituição, jogo perdido por de-
sistência e jogo perdido por número insuficiente de jogadores.
A seguir, observaremos de modo mais aprofundado cada um 
desses pontos.
 • Tempo de jogo
O jogo de basquetebol é organizado em quatro períodos – ou tem-
pos/quartos – de 10 minutos. Há também um intervalo específico de 
jogo de 20 minutos antes do horário previsto para o início da parti-
da, ou seja, é um período preparatório para ambas equipes e para a 
arbitragem.
Entre o primeiro e segundo quartos (primeira metade), entre o ter-
ceiro e quarto quartos (segunda metade) e antes de cada tempo extra 
(prorrogação) deve haver, obrigatoriamente, intervalos de 2 minutos. 
As equipes trocarão de lado da quadra apenas no intervalo de 15 minu-
tos, que ocorre entre o 2º e 3º quartos. Na Figura 5, podemos observar 
os tempos de jogo e seus respectivos intervalos.
Figura 5
Períodos de jogo e intervalos
Ch
er
dc
ha
i c
ha
ra
sr
i/ 
sh
ut
te
rs
to
ck
10 min. 10 min. 10 min. 10 min.
1º quarto 2º quarto
2 min.
Intervalo
2 min.
Intervalo15 min.
Intervalo
Troca de lados
da quadra
Fonte: Elaborada pelo autor.
3º quarto 4º quarto
Um fator importante e que interfere no tempo de jogo é o de que 
não há empate no basquetebol. Isso significa que, em caso de empate 
ao fim do tempo regulamentar, o jogo continuará com quantos tempos 
Existe empate no basquetebol? 
Justifique sua resposta.
Atividade 2
Regras básicas oficiais do basquetebol 35
extras (prorrogações) forem necessários para que ocorra o desempa-
te. Cada prorrogação deverá ter, obrigatoriamente, duração de cinco 
minutos.
 • Bola ao alto
A bola ao alto é uma técnica para tornar a bola “viva”. Ou seja, é 
quando um oficial lança a bola, no círculo central e entre dois jogado-
res adversários, para o início do primeiro quarto de tempo (Figura 6). 
Os procedimentos que devem ser seguidos para executar a técnica de 
bola ao alto são:
 • A bola deve ser tapeada após atingir seu ponto mais alto, a 
altura máxima ao ser arremessada.
 • Caso a bola não seja tapeada por algum jogador, deve-se 
repetir o procedimento.
 • Os jogadores que disputam a bola ao alto não podem segurar 
ou tapear a bola mais do que duas vezes.
É comum que os jogadores que disputam a bola ao alto sejam os 
pivôs, pois são os mais altos das equipes.
Figura 6
Início de jogo a partir da bola ao alto
Pe
xe
ls
Além de dar início ao jogo, a bola ao alto poderá ocorrer nas seguin-
tes situações:
 • Quando a bola fica presa entre dois jogadores em uma 
disputa de bola, sem clara definição de quem está, de fato, 
com a posse de bola.
Qual é a duração total de um 
jogo de basquetebol?
Atividade 3
Você sabe qual é o jogo com 
maior número de prorrogações?
O jogo com maior número de 
prorrogações aconteceu em 
1951, entre os times Indianapolis 
Olympians e Rochester Royals, 
em que houve a necessidade de 
seis prorrogações para o desem-
pate. A partida foi vencida pelo 
Indianapolis Olympians com um 
placar de 75 a 73.
Nos anos 1950 ainda não havia 
a regra de 24 segundos para 
arremesso, ou seja, as equipes 
poderiam prolongar a posse de 
bola, causando uma possível 
baixa pontuação. Fato que 
podemos comprovar ao observar 
as pontuações em partidas mais 
atuais, em que a regra de 24 
segundos é válida.
Curiosidade
36 Metodologia do ensino de basquetebol
 • Dúvida dos árbitros sobre de quem é a posse de bola após a 
bola se tornar “morta”.
 • Quando a bola para entre o aro e a tabela.
 • Posse alternada
A posse alternada é outro método para fazer com que a bola esteja 
em movimento, sem ser por meio da bola ao alto. Com isso, a equipe 
que perdeu a bola ao alto no início de jogo inicia o próximo quarto com 
a posse de bola.
Outro momento em que pode ser utilizada a posse alternada é 
quando há bola presa entre dois jogadores. Isso quer dizer que se a 
equipe B venceu a disputa de bola ao alto no início do jogo (ou em 
outro quarto de tempo) e há a ocorrência de bola presa, ela deve ficar 
com a equipe A.
 • Como a bola é jogada
Durante uma partida de basquetebol a bola deve ser jogada somen-
te com as mãos e pode ser passada, lançada, tapeada, rolada ou dribla-
da em qualquer direção. Outro fator importante é o de que um jogador 
não poderá correr com a bola, chutá-la ou bloqueá-la com qualquer 
parte das pernas; ou, ainda, golpeá-la com o punho. Tais ações, se co-
metidas, são caracterizadas como violação das regras oficiais.
No entanto, tocar a bola com qualquer parte da perna de modo que 
seja constatado pelos árbitros que foi acidental, não é considerado vio-
lação. Caso o jogador queira bloquear um passe com a coxa, joelho, 
perna ou pé de modo proposital, será considerado violação.
 • Cesta: quando feita e qual o seu valor
A pontuação é marcada quando uma bola viva entra na cesta por 
cima e permanece ou atravessa os aros inteiramente. A bola é conside-
rada dentro da cesta quando uma parte mínima dela está, pelo menos, 
abaixo do nível do aro.
 • O lance livre vale um ponto.
 • Cesta na área de campo de dois pontos vale dois pontos.
 • Cesta na área de campo de três pontos vale três pontos.
Regras básicas oficiais do basquetebol 37
Figura 7
Áreas de cestas de 2 e 3 pontos
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Área da cesta de 
campo de dois 
pontos
Direção da jogada 
Área da cesta de campo de três pontos
Ce
st
a 
ad
ve
rs
ár
ia
 
Questões curiosas!
• E cesta contra, vale?
Caso um jogador pontue, acidentalmente, uma cesta no espaço de sua própria 
equipe, ela contará dois pontos e será registrada na súmula como se houvesse 
sido realizada pelo capitão da equipe adversária na quadra de jogo. Todavia, se um 
jogador marcar, propositalmente, uma cesta na área de sua própria equipe, será 
considerada uma violação às regras e não será pontuado.
• E uma cesta feita de baixo para cima?
Caso um jogador jogue a bola de modo que ela passe inteiramente de baixo para 
cima através da cesta é considerada uma violação, portanto não é computado 
qualquer tipo de pontuação.
 • Reposição de bola
A reposição de bola acontece quando a mesma é passada para den-
tro da quadra de jogo por um jogador que está fora dela. Para repor 
a bola, o jogador deve estar inteiramente fora do espaço de jogo e, 
sem pisar nas linhas, tem um tempo de cinco segundos para executar 
a reposição.
Não é permitido, na reposição, fazer com que a bola entre na cesta 
diretamente; tampouco tocar a bola na quadra de jogo antes de ela ter 
tocado outro jogador. O local de reposição, além de ser fora da qua-
dra, poderá ocorrer próximo ao local de uma infração ou, ainda, onde 
Em um único ataque, na melhor 
possibilidade, quantos pontos 
uma equipe pode fazer?
Atividade 4
38 Metodologia do ensino de basquetebol
o jogo foi interrompido por um oficial, exceto em casos que ocorram 
diretamente atrás da tabela.
Quando deve ocorrer a reposição de bola?
 • Logo no início de todos os quartos (exceto no primeiro, em 
que há bola ao alto) ou no início de prorrogações.
 • Sempre após uma falta pessoal.
 • Sempre após uma falta técnica.
 • Sempre após uma falta antidesportiva ou desqualificante.
 • Sempre após uma briga.
 • Sempre que a bola entrar na cesta, mas a cesta de campo ou 
o lance livre não forem válidos.
 • Tempo debitado
Quando o técnico ou o primeiro assistente técnico solicitar tempo, a 
partida será interrompida. Cada tempo solicitado pela equipe deverá ter 
a duração de um minuto e, durante uma partida, cada equipe terá o di-
reito de solicitar dois tempos no primeiro tempo (1º e 2º quartos) e três 
tempos no segundo tempo (3º e 4º quartos). Desse modo, em cada tem-
po, ao solicitar duas interrupções, será debitado dois minutos ao total.
A Figura 8 ilustra como deve ocorrer a separação das solicitações 
de tempo.
Figura 8
Pedidos de tempo de acordo com cada quarto da partida
Fonte: Elaborada pelo autor.
10 min. 10 min. 10 min. 10 min.
1ºtempo
2 tempos 3 tempos
2 min. 2 min.15 min.
2º tempo
Tempos debitados e que não foram utilizados não podem ser 
acumulados para a próxima metade do jogo ou para a prorrogação. 
Durante a prorrogação, apenas um pedido de tempo com duração de 
um minuto é concedido para cada equipe.
Regras básicas oficiais do basquetebol 39
 • Substituição
As equipes podem solicitar a substituição de jogadores somente 
quando a bola estiver morta. Alguns critérios para a substituição ime-
diata são:
 • Um jogador que tenha cometido cinco faltas pessoais ou 
tenha sido desqualificado.
 • Caso o arremessador tiver que ser substituído devido a alguma 
lesão, for desqualificado ou tiver excessivo número de faltas, 
o lance livre deverá ser realizado pelo substituto.
 • Jogo perdido por desistência
Uma equipe poderá perder um jogo por desistência caso não esteja 
presente no momento da partida ou, ainda, não apresente cinco joga-
dores que estejam aptos a jogar após 15 minutos do horário marcado 
para início oficial da partida. Se esses fatores se comprovarem é conce-
dida à equipe adversária a vitória e o placar será de 20 a 0.
 • Jogo perdido por número insuficiente de jogadores
Uma equipe poderá perder a partida caso fique com menos de dois 
jogadores na quadra de jogo. Se isso ocorrer, o placar é mantido. Exem-
plo: mesmo que a equipe seja desclassificada e o placar seja de 2 a 0 
com relação ao adversário, a pontuação é mantida, e vice-versa.
2.3 Violações e faltas 
Vídeo • Violações
A violação é um ato que constitui uma infração às regras. Toda vio-
lação tem uma penalidade; esta consiste na perda da posse de bola. 
Dessa forma, a bola é concedida aos adversários para que seja feita 
a reposição no local mais próximo à infração; exceto em casos que 
ocorram diretamente atrás da tabela, conforme já mencionado.
Existem diversos tipos de violação no basquete. A seguir, vamos en-
tender quais são as principais violações e quais são os sinais manuais 
dos árbitros correspondentes a elas.
 • Andar: movimento de andar em qualquer direção e com um 
ou ambos os pés enquanto segura a bola é considerado um 
movimento ilegal no basquetebol. Também conhecido como 
40 Metodologia do ensino de basquetebol
andada, é uma das violações mais comuns nesse esporte, 
especialmente no caso das crianças que, ao receber a bola, se 
deslocam pela quadra com a bola em mãos.
 • Duplo drible: movimento ilegal no qual o jogador não dribla 
pela segunda vez após seu primeiro drible ter terminado. Essa 
ação consiste em driblar a bola, segurá-la e driblar novamente. 
Também é uma violação considerada comum para iniciantes.
 • Carregar a bola: movimento considerado ilegal em que o 
jogador realiza uma meia rotação com a mão carregando a 
bola enquanto realiza o drible.
Figura 9
Sinais manuais dos árbitros referentes às violações
Rotação dos punhos
cerrados
Fazer uma meia rotação com a mãoMovimentar, alternadamente,
os braços com as palmas
das mãos viradas para baixo
ANDADA DRIBLE ILEGAL: CARREGAR A BOLA
DRIBLE ILEGAL:
DUPLO DRIBLE
Há também violações relacionadas ao tempo (Figura 10), que são 
aplicadas visando manter a dinâmica do jogo e a constante relação en-
tre ataque/defesa. São elas:
 • Três segundos no garrafão: enquanto uma equipe estiver com a 
posse de bola, o jogador não pode permanecer na área restritiva 
dos adversários (garrafão) por mais de tês segundos consecutivos.
 • Cinco segundos de posse de bola: quando um jogador é marcado 
de perto, ou seja, quando há um adversário em uma posição legal 
de defesa ativa a uma distância não superior a 1 m, o jogador que 
está sendo marcado deve passar, arremessar ou driblar a bola 
dentro de cinco segundos.
 • Oito segundos na quadra de defesa: ao recuperar a posse de 
bola, o time deve fazer com que a bola chegue na quadra de ata-
que em até oito segundos.
Regras básicas oficiais do basquetebol 41
 • 24 segundos para realizar um arremesso: a equipe deve tentar 
um arremesso para a cesta dentro de 24 segundos. Caso não 
pontue e recupere a posse de bola por meio de um rebote ofen-
sivo, tem novos 14 segundos para um novo arremesso. A regra 
dos 14 segundos foi incluída no ano de 2014.
Com base na Figura 10, considere a equipe verde com a posse de 
bola. Essa equipe tem, de acordo com as regras de tempo, ao iniciar 
a jogada, oito segundos para levar a bola da quadra de defesa para a 
quadra de ataque; os jogadores desse mesmo time podem ficar até 
três segundos dentro do garrafão e quem receber a bola terá até cinco 
segundos para driblar, arremessar ou passar; ao total, a equipe tem 24 
segundos para realizar um arremesso. Em caso de arremesso não con-
vertido e rebote ofensivo, essa mesma equipe terá novos 14 segundos 
para um novo arremesso.
Figura 10
Infrações relacionadas ao tempo no basquete
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
5 segundos 
para passar, 
arremessar ou 
driblar 
24 segundos 
para realizar 
um arremesso 
3 segundos de 
permanência no 
garrafão
8 segundos para passar 
da quadra de defesa 
para o local de ataque 
Com base nessas regras é notável que no basquetebol não há tem-
po para ações anti-jogo ou que não são condizentes com o espírito 
esportivo. Essa é uma vantagem desse esporte comparado a modali-
dades como o futebol profissional, em que se perde tempo devido às 
ações anti-jogo dos jogadores.
Para entender um pouco mais sobre como deve ser feita a sinaliza-
ção de violação de tempo pelos árbitros, observe a imagem a seguir.
42 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 11
Sinais manuais dos árbitros referentes às infrações de tempo
Fonte: Adaptada de CBB.
Com os braços estendidos à frente do corpo, mostrar 3 dedos Mostrar 5 dedos
3 SEGUNDOS 5 SEGUNDOS 8 SEGUNDOS
Mostrar 8 dedos
 • Bola retornada do ataque para a quadra de defesa: uma vez que 
o jogador ultrapassa a metade da quadra com a posse de bola, 
a equipe não pode retorná-la para a quadra de defesa. Caso isso 
ocorra, a equipe perde a posse de bola.
Além das violações de tempo, existem violações relacionadas ao ato 
do arremesso, como a tendência de cesta e interferência.
 • Tendência de cesta: ocorre quando, durante um arremesso para 
a cesta, algum jogador adversário toca a bola enquanto ela está 
em trajetória descendente para a cesta ou após ela ter tocado a 
tabela.
 • Interferência: acontece quando um jogador adversário toca a ces-
ta ou a tabela enquanto a bola está em contato com o aro.
Tais violações relacionadas aos arremessos são penalizadas inde-
pendentemente de o infrator ser da defesa ou do ataque. Contudo, 
caso seja cometida por um jogador atacante, nenhum ponto será con-
cedido; se for cometida pelo defensor, dependerá da quantidade de 
pontos que o arremesso valeria, podendo ser de um, dois ou três pon-
tos, ou seja, a concessão de pontos será considerada à equipe que fez 
o arremesso como se a bola houvesse entrado, de fato, na cesta.
 • Faltas
As faltas também são consideradas uma violação às regras. Todavia, 
elas têm como base apenas o contato pessoal ilegal com um adversá-
rio e/ou em um comportamento antidesportivo. Existem cinco tipos de 
falta, veja a seguir.
Regras básicas oficiais do basquetebol 43
 • Falta pessoal: contato ilegal com um adversário, 
independentemente de a bola estar viva ou morta. Esses 
contatos podem ser leve empurrão em ato de arremesso, 
segurar, empurrar, agarrar um adversário etc.
 • Falta dupla: quando dois adversários cometem faltas pessoais 
um contra o outro, concomitantemente, por exemplo, puxão 
de camisa simultâneo.
 • Falta técnica: a falta cometida pelo jogador não envolve contato 
e é de natureza comportamental. Por exemplo: provocar o 
adversário, desprezar as advertências dadas pelos oficiais, 
tocar de modo desrespeitoso os oficiais, usar linguagem ou 
gestos que possam ofender, cair para simular uma falta.
 • Falta antidesportiva: falta de contato em que não há tentativa 
legítima de jogar diretamente a bola de acordo com asregras.
 • Falta desqualificante (ou falta flagrante na NBA): caracterizada 
por qualquer ação antidesportiva flagrada por um jogador ou 
qualquer membro de equipe. Um exemplo disso são as faltas 
em que ocorrem qualquer tipo de violência.
Figura 12
Sinais dos árbitros referentes às faltas pessoais
Fonte: CBB.
Segurar, na descendente,
o punho fechado
Colocar ambas as mãos
no quadril
Fazer o movimento de
empurrar com as palmas
das mãos voltadas
para frente
Primeiro, segurar o punho
com a palma da mão
aberta e voltada para
frente, e, depois, fazer o
movimento de empurrar
para frente
SEGURAR HANDCHECKING
BLOQUEIO (DEFENSOR)
CORTA-LUZ (ATACANTE)
EMPURRAR OU
CARREGAR SEM
A BOLA
Observe na Figura 13 como devem ser feitos os sinais correspon-
dentes a essas faltas.
44 Metodologia do ensino de basquetebol
2.4 Provisões gerais e arbitragem 
Vídeo Para a partida de basquete acontecer de acordo com todas as re-
gras e normas gerais, é necessário ter pleno conhecimento de todos 
os requisitos necessários para uma boa arbitragem. Por esse motivo, 
vamos estudar um pouco mais a respeito das decisões gerais relaciona-
das à arbitragem e quem deve compor essa organização.
Caso um jogador cometa cinco faltas pessoais durante a partida, 
deve ser automaticamente desqualificado e substituído dentro de 30 
segundos. Considerando a equipe, caso esta cometa quatro faltas den-
tro de um período (quarto), está em situação de penalidade de falta de 
equipe e, nesse momento, todas as faltas seguintes são penalizadas 
com dois lances livres para a equipe adversária, e não mais por meio 
da reposição de bola.
Lance livre: nessa ocorrência, o jogador que sofreu a falta deve 
cobrar o lance livre. Esse lance pode ser feito utilizando qualquer 
método, desde que seja feito dentro de cinco segundos, e que 
a bola entre na cesta por cima ou, ao menos, toque o aro. Não 
é permitido simular um lance livre, tocar a linha ou entrar no 
garrafão até que a bola tenha entrado na cesta ou tocado o aro.
Com relação à quantidade correta de arbitragem, devemos seguir a 
regra de que os oficiais serão um árbitro principal (crew chief) e um ou 
dois fiscais. Tanto o árbitro quanto os fiscais serão auxiliados pelos ofi-
ciais de mesa e por um comissário, se presente. 
Entre os oficiais de mesa deverá existir: um apontador, um assisten-
te de apontador, um cronometrista 
e um operador de 24 segundos. Já 
o comissário deverá se sentar en-
tre o apontador e o cronometrista, 
e sua função principal durante o 
jogo é a de supervisionar o traba-
lho dos oficiais de mesa, além de 
auxiliar o árbitro principal (crew 
chief) e o(s) fiscal(is) no bom anda-
mento da partida. 
Figura 15
Lance livre na NBA
W
ik
im
ed
ia
Figura 13
Sinais dos árbitros referentes às faltas técnicas
Fonte: CBB.
Com os dois punhos cerrados,
fazer o movimento de cruzar
acima da cabeça
Formar um “T” com
a palma da mão aberta
Segurar o punho cerrado
acima da cabeça
Levantar os dois braços
com os punhos cerrados.
FALTA DUPLA FALTA TÉCNICA FALTA ANTIDESPORTIVA FALTA DESQUALIFICANTE
Você sabia que existe uma região na quadra em que não são consideradas as 
faltas?
Essa região é dentro do semicírculo existente na área restritiva (garrafão). Nesse 
local, uma falta ofensiva nunca deverá ser marcada caso o contato do atacante 
ocorra com um defensor que esteja, também, dentro do semicírculo (Figura 14). 
O semicírculo serve como proteção para quem estiver no ataque, além de não 
privilegiar o defensor que tenha adotado uma posição logo abaixo de sua própria 
cesta gerando, novamente, a necessidade de dinâmica no jogo. A inclusão do se-
micírculo, assim como da regra, foi realizada no ano de 2010.
Figura 14
Semicírculo localizado na área restritiva
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Semicírculo
Ainda quanto à infração das regras, é importante ter conhecimento 
de que um jogador é desqualificado da partida (sendo substituído por 
um reserva) quando cometer duas faltas técnicas, duas faltas antides-
portivas, ou uma falta antidesportiva e uma falta técnica.
Regras básicas oficiais do basquetebol 45
2.4 Provisões gerais e arbitragem 
Vídeo Para a partida de basquete acontecer de acordo com todas as re-
gras e normas gerais, é necessário ter pleno conhecimento de todos 
os requisitos necessários para uma boa arbitragem. Por esse motivo, 
vamos estudar um pouco mais a respeito das decisões gerais relaciona-
das à arbitragem e quem deve compor essa organização.
Caso um jogador cometa cinco faltas pessoais durante a partida, 
deve ser automaticamente desqualificado e substituído dentro de 30 
segundos. Considerando a equipe, caso esta cometa quatro faltas den-
tro de um período (quarto), está em situação de penalidade de falta de 
equipe e, nesse momento, todas as faltas seguintes são penalizadas 
com dois lances livres para a equipe adversária, e não mais por meio 
da reposição de bola.
Lance livre: nessa ocorrência, o jogador que sofreu a falta deve 
cobrar o lance livre. Esse lance pode ser feito utilizando qualquer 
método, desde que seja feito dentro de cinco segundos, e que 
a bola entre na cesta por cima ou, ao menos, toque o aro. Não 
é permitido simular um lance livre, tocar a linha ou entrar no 
garrafão até que a bola tenha entrado na cesta ou tocado o aro.
Com relação à quantidade correta de arbitragem, devemos seguir a 
regra de que os oficiais serão um árbitro principal (crew chief) e um ou 
dois fiscais. Tanto o árbitro quanto os fiscais serão auxiliados pelos ofi-
ciais de mesa e por um comissário, se presente. 
Entre os oficiais de mesa deverá existir: um apontador, um assisten-
te de apontador, um cronometrista 
e um operador de 24 segundos. Já 
o comissário deverá se sentar en-
tre o apontador e o cronometrista, 
e sua função principal durante o 
jogo é a de supervisionar o traba-
lho dos oficiais de mesa, além de 
auxiliar o árbitro principal (crew 
chief) e o(s) fiscal(is) no bom anda-
mento da partida. 
Figura 15
Lance livre na NBA
W
ik
im
ed
ia
46 Metodologia do ensino de basquetebol
A decisão sobre as faltas e os tipos de violações em 
um jogo é de responsabilidade dos árbitros, assim como 
passar a informação ao oficial de mesa. É por meio de 
sinais manuais que o árbitro deve informar: tipo de viola-
ção, número da camisa do jogador que marcou a pontua-
ção, o valor dos pontos da cesta (um, dois ou três pontos) 
e se essa tentativa, no caso de três pontos, ocorreu no 
perímetro correto.
Você deve ter percebido que, após uma saída de bola 
ou início de partida, a bola sempre sai diretamente das 
mãos do árbitro para o jogador que fará a reposição. O 
controle de todas as reposições de bola é atividade cons-
tante do árbitro, assim como no início de jogo o proce-
dimento de bola ao alto. Outra função importante da 
arbitragem é controlar a violação de tempo a respeito 
dos oito segundos para passar da quadra de defesa para 
o ataque.
Outro fator importante aos árbitros é o de que eles 
também são atletas e devem apresentar uma excelente 
condição física, potência, agilidade, equilíbrio, linguagem corporal, re-
sistência, força, coordenação, flexibilidade, mobilidade, propriocepção 
e tempo de reação. Existe um protocolo da FIBA e da CBB que trata 
da aptidão física dos árbitros com relação a uma partida de basquete-
bol, contemplando desde o pré-jogo no vestiário (mobilidade articular 
e flexibilidade), em quadra no início do jogo (aquecimento e resistência 
elástica, aquecimento geral e específico), em quadra antes do terceiro 
quarto (reaquecimento) e no vestiário no pós-jogo (procedimento de re-
cuperação que inclui liberação miofascial, crioterapia e alongamentos).
Uma vantagem é a de que a arbitragem é uma possibilidade de 
atuação profissional do licenciado em Educação Física. Para isso, 
você deve ficar atento aos cursos e às clínicas de capacitação e atua-
lização da confederação e das federações estaduais de basquetebol 
voltadas a isso.
Figura 16
Atuação do árbitro em uma partidaW
ik
im
ed
ia
propriocepção: também 
conhecida como cinestesia, é a 
capacidade que o próprio corpo 
tem de avaliar a posição em que 
está com o objetivo de manter 
o perfeito equilíbrio parado, 
em movimento ou ao realizar 
esforços.
Glossário
Para ter um resumo 
didático das regras do 
basquetebol assista ao 
vídeo Regras básicas do 
basquete, publicado pelo 
canal Sikana Brasil.
Disponível em: https://www.youtu-
be.com/watch?v=DRMBX4sA-3Q. 
Acesso em: 11 ago. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=DRMBX4sA-3Q
https://www.youtube.com/watch?v=DRMBX4sA-3Q
Regras básicas oficiais do basquetebol 47
2.5 Diferenças básicas das regras FIBA e NBA 
Vídeo Em geral, o basquetebol atual sofre forte influência do modelo nor-
te-americano da liga de basquetebol mais famosa do mundo – NBA. 
Contudo, é importante sempre lembrar que no Brasil seguimos as re-
gras estabelecidas pela FIBA. 
Um ponto importante é o de que a NBA é uma liga organi-
zada pelas franquias, em que cada uma delas tem um dono. 
Atualmente, tem-se 30 franquias (29 nos Estados Unidos e 1 no 
Canadá). A seguir, estudaremos algumas diferenças que exis-
tem entre as regras da FIBA e da NBA.
Embora seja uma pequena diferença, na NBA a quadra tem 
28,65 m de comprimento x 15,24 m de largura, sendo pouco 
maior que a medida da FIBA: 28 m x 15 m. Já a inclusão do se-
micírculo nas regras da FIBA ocorreu em 2010, porém na NBA 
já era utilizada anteriormente. Além disso, a bola dos jogos da 
NBA é mais pesada, e alguns atletas relatam que absorve mais 
o suor das mãos se comparada às bolas especificadas na FIBA.
Aos observarmos um jogo de basquetebol da NBA, é per-
ceptível a elevada quantidade de pontos se compararmos com 
as demais ligas, tanto brasileiras quanto europeias. Além da elevada 
qualidade técnica dos jogadores, há também maior tempo de jogo na 
NBA, ou seja, lá existem quatro períodos de 12 minutos cada, totalizan-
do 48 minutos de partida, sendo oito minutos a mais do que nas regras 
da FIBA.
Por outro lado, a dificuldade é maior nos arremessos de longa dis-
tância, pois a linha de 3 pontos é mais distante da cesta nas regras da 
NBA: 7,24 m contra 6,75 m da FIBA. Outra grande diferença está nos 
pedidos de tempos pelas equipes: na NBA são seis pedidos de tempo 
durante toda a partida, com duração que pode variar de 60 a 100 se-
gundos. No entanto, também há a possibilidade de solicitar um curto 
período de tempo em todos os períodos de 20 segundos. Na prorroga-
ção, cada equipe ainda pode solicitar dois tempos.
A exclusão do jogo para um jogador na NBA ocorre quando são co-
metidas seis faltas pessoais; já na FIBA isso ocorre com apenas cinco 
faltas. Com relação aos sistemas de defesa, conforme veremos no Ca-
pítulo 4, a FIBA não restringe o modo como as equipes poderão utilizar 
Livro
Para saber um pouco 
mais sobre todas as 
regras do basquetebol, 
você pode acessar os 
livros de regras oficiais 
da FIBA e da CBB, 
disponíveis em:
• http://sge.esumula.com.br/
Arquivos/LIVRO_DE_REGRAS.
pdf. Acesso em: 3 nov 2020.
• http://www.fiba.basketball/
documents/official-basketball-
rules/2020.pdf. Acesso em: 3 
nov. 2020.
48 Metodologia do ensino de basquetebol
as técnicas de defesa. Já na NBA, com o objetivo de dinamizar a defesa, 
um jogador não pode ficar mais de três segundos no garrafão se não 
estiver defendendo de maneira ativa o adversário.
A interferência na bola após ela tocar no aro não é permitida na NBA, 
nem quando ela está dentro do cilindro imaginário da cesta. Quando 
ocorre uma bola presa, é realizado o procedimento de bola ao alto; já 
na FIBA, quando ocorre uma bola presa, a posse de bola é definida pelo 
procedimento de posse alternada, indicado por uma seta presente na 
mesa de arbitragem.
O Quadro 2 ilustra as principais diferenças de regras entre a FIBA e 
a NBA.
Quadro 2
Diferenças básicas das regras FIBA e NBA
NBAFIBA
 4 x 10 min. (40 min.) 4 x 12 min. (48 min.) 
 6,75 m 7,24 m 
2 no primeiro tempo e 3 no 
segundo 
6 pedidos 
 5 faltas 6 faltas
Tempo de jogo
Linha de 3 
pontos 
Pedidos de 
tempo 
Acúmulo de 
faltas
Fonte: Elaborado pelo autor.
Quais são as principais diferenças 
entre as regras da FIBA e da 
NBA?
Atividade 5
Para conhecer mais a 
respeito da maior liga de 
basquetebol do mundo – 
a NBA –, escute o podcast 
Bola Presa, no ar desde 
2007 nas principais pla-
taformas de áudio. Esse 
canal é apresentado por 
Dênis Botana e Danilo 
Silvestre. 
Disponível em: https://bolapresa.
com.br/category/podcast/. Acesso 
em: 03 nov. 2020.
Saiba mais
É possível que os alunos tenham mais contato com o basquetebol 
norte-americano do que o nacional devido às muitas transmissões 
televisas; além de serem influenciados pelos grandes atletas da NBA. 
Entretanto, é muito importante que as regras e provisões da FIBA se-
jam aplicadas, pois são essas as vigentes no Brasil. Não é necessário 
desconsiderar totalmente as regras da NBA, sendo possível, durante as 
aulas, explicar as principais diferenças entre elas.
Regras básicas oficiais do basquetebol 49
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
A regulamentação do basquetebol ocorreu por meio das regras do 
esporte, que estão em constante evolução e objetivam sempre a dinâmica 
e a atratividade do jogo.
De acordo com o criador do esporte, James Naismith, o basquetebol é 
um jogo considerado fácil de jogar e difícil de dominar também no que se 
refere às regras oficiais. É por esse motivo que o conhecimento das regras 
básicas se torna fundamental para que o processo de ensino-aprendiza-
gem-treinamento do basquetebol seja efetivo, pleno e proveitoso.
REFERÊNCIAS
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BASKETBALL. Regras Oficiais de Basquetebol – 2017. 
Disponível em: http://sge.esumula.com.br/Arquivos/LIVRO_DE_REGRAS.pdf. Acesso em: 
03 nov. 2020.
INTERNATIONAL BASKETBALL FEDERATION. Official basketball rules, 2018. Disponível em: 
http://www.fiba.basketball/documents/official-basketball-rules/2020.pdf. Acesso em: 03 
nov. 2020.
GABARITO 
1. De acordo com a regra número 1 do basquetebol, o objetivo do jogo é pontuar mais 
que o adversário por meio de cestas.
2. Não existe empate no jogo de basquetebol. São jogadas quantas prorrogações forem 
necessárias para que a partida seja desempatada.
3. Um jogo de basquetebol dura 40 minutos, considerando somente seus períodos regu-
lamentares, sem prorrogação.
4. Considerando um possível arremesso de três pontos em que o jogador acerta a con-
versão, mas recebe uma falta, terá, além dos três pontos, um lance livre. Esse lance, se 
convertido, contabiliza quatro pontos em um ataque. Caso não converta o lance livre e 
sua equipe recupere a posse de bola por meio de um rebote ofensivo, tem uma nova 
chance de realizar mais dois ou três pontos.
5. As principais diferenças entre essas regras consistem: no tempo de jogo; na distância 
da linha de três pontos para a cesta; nos pedidos de tempo e nos acúmulos de faltas.
50 Metodologia do ensino de basquetebol
3
Fundamentos do basquetebol 
e métodos de ensino
O olhar pedagógico do licenciado em Educação Física é de suma 
importância para compreender esportes coletivos em sua essên-
cia, ou seja, para ter como parte de seus métodos a preocupação 
de qual é a melhor forma de ensinar a modalidade esportiva aos 
alunos. Como parte da metodologia é importante sempre conside-
rar os movimentos técnicos específicos – chamados fundamentos 
–, e os gestos básicos do jogo, necessários para que tudo seja de-
senvolvido com naturalidade.
Neste capítulo, além de estudar quais são os fundamentos do 
basquetebol e a maneira adequada de executá-los, iremos, sobre-
tudo, ver como ensinar os alunos por meio de diferentes métodos 
e estratégias atuantes no processo de ensino-aprendizagem. Em 
outras palavras, buscaremos aprender e compreender a teoria 
para aplicá-la na prática com qualidade.
Conforme Naismith (apud DAIUTO, 1984) “o basquetebol é um 
jogo fácil de jogar e difícil de dominar.” Contudo, desde antes de 
sua criação (em 1891), como ideia de esporte, tinhao pré-requisito 
de que deveria ser fácil de ser ensinado. Com base nisso, este ca-
pítulo pretende ir além do basquetebol, na medida em que for-
nece subsídio teórico fundamental por meio da pedagogia do 
esporte, a qual será aplicada em diversos momentos do curso de 
graduação em licenciatura, mas, principalmente, no processo de 
ensino-aprendizagem dos alunos na escola durante sua prática 
profissional.
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 51
3.1 Fundamentos do basquetebol 
Vídeo Os fundamentos – também chamados de gestos técnicos específicos – do 
basquetebol podem ser classificados em sete movimentos. Podemos ob-
servar a denominação cada um deles a seguir.
Figura 1
Fundamentos do basquetebol
Controle de corpo
Arremesso
Passe
Manejo de bola
Rebote
Drible
Posição defensiva
Fonte: Elaborada pelo autor.
O basquetebol, caracterizado pela constante relação entre 
ataque e defesa, pode ter seus fundamentos técnicos divididos 
em: de ataque (manejo de bola, drible, passe, arremesso e re-
bote ofensivo), que ocorrem com a posse de bola; e de defesa 
(rebote defensivo, posição defensiva), os quais ocorrem sem a 
posse de bola. Na prática, quando a equipe perde a posse de 
bola, imediatamente a situação passa de ataque para defesa. 
A seguir, entenderemos cada fundamento, seus tipos e suas 
características.
3.1.1 Controle de corpo
É um movimento técnico básico utilizado em todos os outros funda-
mentos. Serve como base para todas as ações no esporte e consiste em 
ter controle dos movimentos do próprio corpo por meio da habilidade 
de domínio corporal em diversas situações, como desequilíbrio, acele-
ração ou mudanças de direção.
O basquetebol é composto de deslocamentos em todas as direções, 
saídas rápidas, paradas bruscas, corridas, saltos, giros e outros movi-
mentos. Por isso, exercícios para controle do corpo devem incluir: zigue-
-zague com cones, saltos com corda, treinamento de pés em escada de 
agilidade, deslocamentos laterais, entre outros.
Importante
Lembre-se: você não precisa 
realizar os fundamentos com 
perfeição, mas precisa saber 
ensiná-los aos seus alunos 
corretamente.
52 Metodologia do ensino de basquetebol
3.1.2 Controle ou manejo de bola
Essa é uma habilidade necessária em uma si-
tuação de ataque, isto é, quando a equipe está com 
posse de bola. Consiste no manuseio e manejo da 
bola em diferentes contextos do jogo. Também 
é base para a realização de outros fundamentos, 
como passe, drible e arremesso. Alguns exemplos 
de manejo e controle de bola são: segurar, lançar, 
rolar, girar e bater a bola.
O simples ato de segurar a bola deve ser ensi-
nado às crianças e aos adolescentes nas aulas de 
Educação Física. Para isso, a bola de basquetebol 
deve ser segurada pela ponta dos dedos e a palma 
da mão não deve encostar na bola. Os movimentos, 
ao serem executados corretamente, proporcionarão 
o sentimento de maior firmeza e aderência à bola.
Os momentos iniciais de uma aula de Educação 
Física devem considerar a familiarização com a bola 
de basquete, visando desenvolver controle de bola.
3.1.3 Drible
Trata-se um fundamento básico, e de ataque, em 
que se impulsiona a bola ao solo apenas com uma 
das mãos. Também se torna obrigatório caso o pra-
ticante queira se deslocar em quadra com a posse 
de bola.
Para que o deslocamento ocorra, a bola deve ser 
impulsionada ao solo com a palma das mãos e com 
o auxílio dos dedos. Dependendo da altura em que 
o praticante realiza o drible, podemos classificá-lo 
como drible baixo, médio ou alto.
Esse é um fundamento que deve ser treinado 
desde o princípio na prática do basquete: com uma 
das mãos, trocando as mãos, de olhos fechados, com 
duas bolas, entre outras atividades.
Figura 2
Controle de bola
Pi
xa
ba
y
Figura 3
Atleta realizando drible baixo
Pi
xa
ba
y
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 53
3.1.4 Passe
O passe é um fundamento básico, e de ataque, o qual consiste na 
ação de lançar a bola a um companheiro de equipe. Pesquisas do uni-
verso esportivo evidenciam que, após o arremesso, o passe é o gesto 
técnico mais realizado em um jogo (NUNES et al., 2016). Ainda, equipes 
que realizam maior número de passes com eficiência possuem mais 
chances de vencer (GARCÍA et al., 2013). Esse fundamento pode ser rea-
lizado com apenas uma ou com as duas mãos.
A seguir, estão descritos os tipos de passe.
É o mais comum utilizado em jogo e ocorre com ambas as 
mãos, na altura do tórax. É de fácil execução, rápido e seguro, e 
geralmente é executado para curta e média distância, quando 
não há adversários no caminho. Para dar mais força ao passe, é 
indicado que o jogador dê um passo à frente.
Para executá-lo, ambas as mãos devem estar em direção ao 
chão, fazendo um “quique” de bola. É comumente utilizado em 
curta ou média distância, tendo o solo como intermédio do 
passe entre os colegas de equipe. Também é muito utilizado 
para servir o pivô.
É um passe em que ambas as mãos devem estar acima da 
cabeça. É utilizado, principalmente, para repor a bola em jogo e 
tem como objetivo proteger a bola em relação a um adversário 
mais baixo que o jogador que realiza o passe. 
Neste passe uma das mãos deve estar na linha ou acima da 
cabeça. É comumente utilizado para passes de média ou longa 
distância e, devido a possível elevada amplitude de movimento, 
há a possibilidade de realizar o passe com grande força.
Uma das mãos deve estar acima da cabeça, realizando o 
passe lateralmente. É utilizado para surpreender o adversário, 
geralmente próximo ao garrafão e à cesta.
Passe de peito
Passe quicado
Passe acima da cabeça
Passe de ombro
Passe de gancho
54 Metodologia do ensino de basquetebol
Em uma sequência pedagógica, o professor pode orientar os alunos 
para, em dupla, realizarem diferentes tipos de passe. À medida que os 
alunos vão evoluindo e se desenvolvendo bem, é possível aumentar a 
velocidade dos movimentos, assim como a complexidade das ativida-
des para obter resultados mais satisfatórios.
3.1.5 Arremesso
É o principal fundamento do basquetebol, considerando o objetivo 
do jogo que é o de pontuar mais que o adversário (regra número um) 
por meio de cestas. O arremesso é a habilidade de lançar a bola em 
direção à cesta.
Figura 4
Sequência de jogo considerando o fundamento de arremesso.
BLOQUEIO ARREMESSO 
CESTA PONTUAÇÃO 
VITÓRIA 
REBOTE 
Pode ser 
neutralizado 
com
Pode gerar 
Pode gerar 
Pode gerar 
Gera
Fonte: Elaborada pelo autor.
Existem cinco tipos de arremesso. Vamos ver cada um deles de 
modo mais aprofundado.
 • Com uma das mãos (e apoio): é o arremesso mais básico e con-
siste em um modo de execução mais simples. Geralmente ocorre 
em situações de lance livre ou quando não há marcação adver-
sária. Esse arremesso não requer salto e pode ser considerado 
introdutório no processo de ensino-aprendizagem do basquete.
 • Bandeja: é o arremesso em que o praticante está em progressão 
à cesta e realiza a soltura da bola próximo ao aro/tabela. A impul-
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 55
são é feita em somente uma perna, já a aterrissagem em duas. 
Comumente, a bandeja ocorre após infiltração do jogador no gar-
rafão. Quando solicitar aos alunos a realização desse movimento, 
o professor deve observar possíveis erros comuns, como não cal-
cular o local de impulsão para realizar o arremesso, de modo que 
fique muito próximo ou muito distante da cesta, gerando falha 
de execução.
 • Jump: é uma técnica com salto em que a bola é arremessada no 
ponto mais alto deste. É considerado o mais comum em um jogo 
de basquetebol, correspondendo a até 70% dos arremessos de 
um jogo. Estudos dessa área demonstram maior precisão, velo-
cidade de execução, proteção contra a marcação e execução a 
diversas distâncias da cesta nesse tipo de arremesso (ROSE JR., 
TRICOLI, 2017). Atualmente, esse arremesso está em evidência 
nos jogos de basquetebol devido ao grande número de arremes-
sos de longa distância, aqueles que valem 3 pontos. Existe,du-
rante a temporada no esporte de alto rendimento (NBA e NBB), 
uma semana em que diferentes competições são realizadas, sen-
do uma delas o campeonato de arremesso de 3 pontos.
 • Gancho: é o tipo de arremesso que tem vantagem no sentido 
de que o atacante protege a bola do seu adversário com o cor-
po e finaliza com um movimento de braço completo, que visual-
mente lembra um gancho. Esse arremesso ficou marcado por ter 
sido executado pelo pivô e maior pontuador da NBA na história, 
Kareem-Abdul-Jabbar, com 38.387 pontos. No entanto, em jogos 
atuais é uma técnica não tão utilizada.
 • Enterrada: a enterrada é o lance mais plástico do basquetebol. 
Consiste em um salto do jogador, seguido de um arremesso de 
cima para baixo no aro, tocando este com uma ou duas mãos. É 
conhecida como dunk em inglês. Tanto na NBA quanto na NBB 
existe, anualmente, um campeonato em que alguns jogadores 
competem entre si realizando diferentes formas de enterradas.
plástico: tudo em que há 
beleza, habilidade e destreza.
Glossário
56 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 5
Principais tipos de arremesso: com uma das mãos com apoio, jump, enterrada e bandeja.
Ca
m
er
on
 C
as
ey
/ T
im
 M
os
sh
ol
de
/ W
al
la
ce
 C
hu
ck
/ A
nd
re
a 
Pi
ac
qu
ad
io
É importante saber que alguns fatores influenciam na eficiência do 
arremesso. Sendo esse fundamento o mais importante do esporte, a 
ciência se preocupa em investigar quais variáveis interferem no seu 
desempenho.
É possível afirmar que o arremesso sofre influência do ângulo e da 
velocidade em que é executado, da altura de soltura da bola e menos 
significativamente da resistência do ar, a qual é considerada uma in-
fluência pouco determinante devido ao esporte ser praticado em am-
biente fechado.
3.1.6 Rebote
Em caso de o arremesso não ser bem-sucedi-
do, independentemente de qual equipe o fizer, há 
a possibilidade de recuperação da posse de bola. 
Isso ocorre por meio do rebote, o qual consiste na 
ação de recuperar uma bola após um arremesso 
não convertido.
O rebote pode ser ofensivo, caso a equipe que 
realizou o arremesso recupere a posse de bola, ou 
defensivo, caso a equipe que não realizou o arre-
messo recupere a posse de bola. Para um rebote 
efetivo, o jogador deve acompanhar visualmente a 
trajetória da bola arremessada para a cesta.
Quais são os principais tipos de 
arremesso?
Atividade 1
Figura 6
Rebote
oneinchpunch/Shutterstock
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 57
3.1.7 Fundamento individual de defesa
É um dos fundamentos mais específicos do 
basquetebol, pois ocorre sem a posse de bola. É 
a habilidade de se posicionar defensivamente de 
maneira adequada, uma vez que seu principal 
movimento é a posição básica de defesa, a qual 
é caracterizada por uma leve inclinação do tronco 
para frente, com joelhos semiflexionados. 
Assim, podemos considerar que é uma posição 
similar a cerca de 73% dos movimentos funda-
mentais do basquete. A marcação deve acompa-
nhar a movimentação do adversário, fazendo 
deslocamentos defensivos para frente, para trás 
e para os lados.
Para resumir o que estudamos até aqui, o Qua-
dro 1 sintetiza os principais fundamentos do basque-
te e seus tipos/variações.
Quadro 1
Fundamentos do basquetebol e seus tipos/variações. 
Fundamentos do 
basquetebol Tipos/variações
Controle de corpo
Mudança de direção, parada brusca, saída rápida, saltos, 
corridas, giros, fintas e deslocamentos em quadra.
Controle/manejo de bola Segurar, lançar, conduzir, driblar, rolar, girar e bater bola.
Drible
Dependendo da altura do drible: baixo, médio ou alto. Con-
siderado também drible de proteção.
Como finta ao adversário: com mudança de direção, por en-
tre as pernas, por trás do corpo.
Passe De peito, quicado, de ombro, acima da cabeça, gancho.
Arremesso Com uma das mãos, bandeja, jump, gancho e enterrada.
Rebote Defensivo ou ofensivo.
Posição defensiva Posição básica de defesa e deslocamentos defensivos.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Figura 7
Posição básica de defesa
Andrea Piacquadio
Uma dica de filme que 
pode ampliar seus conhe-
cimentos em relação aos 
fundamentos do basque-
te, é o famoso Mais que 
um jogo (ou More than a 
game). Esse filme conta a 
história de Lebron James, 
um dos jogadores mais 
completos quando se fala 
de fundamentos desse 
esporte.
Direção: Kristopher Belman. Estados 
Unidos: Graham Stumpf, 2009. 
Filme
58 Metodologia do ensino de basquetebol
3.2 Princípios da pedagogia 
aplicados ao basquetebol 
Vídeo O basquetebol, assim como as demais modalidades esportivas co-
letivas, apresenta seis invariantes: a bola, o espaço de jogo, os com-
panheiros de equipe, os adversários, as regras e uma meta ou alvo. 
Por esse motivo, a estrutura de jogo comum em partidas esportivas 
coletivas é similar e deve ser levada em consideração, principalmente 
pelo motivo de que o basquetebol não é o esporte mais praticado em 
nosso país. Nesse sentido, nos apropriamos da ideia de transferência 
de conhecimento de um jogo para outro jogo.
É importante ressaltar que é responsabilidade do professor promo-
ver procedimentos pedagógicos no processo de ensino-aprendizagem 
dos alunos, os quais permitam condições para uma aquisição adequa-
da de competências de operacionalização para um bom jogo (FERREIRA, 
GALATTI, PAES, 2005; SILVA, GALATTI, PAES, 2010).
Considerando a pluralidade de manifestações do basquetebol, fo-
caremos a área de atuação do licenciado em Educação Física – o con-
texto escolar. Nesse sentido, existem princípios da pedagogia, área 
que tem como objeto de estudo a educação e o processo de ensino-
-aprendizagem, que são especificamente aplicados ao basquete.
O objetivo do basquete na escola é proporcionar um processo de 
ensino-aprendizagem efetivo para os alunos. Dessa forma, é necessá-
rio reconhecer que o esporte precisa ser direcionado 
e embasado em métodos pedagógicos, visando ao 
aprendizado efetivo. Em uma proposta pedagógica 
para o ensino do basquetebol, De Rose Jr. e Tricoli 
(2005) propõem quatro pontos fundamentais, confor-
me destacados na figura ao lado.
A diversidade propõe que a pluralidade de mo-
vimentos seja um pré-requisito no processo de 
ensino-aprendizagem da modalidade, assim como a 
exposição a situações-problema. Esse fator contrapõe 
a ideia de especialização esportiva, que tem como ob-
Figura 8
Pontos fundamentais da proposta pedagógi-
ca para o ensino de basquetebol 
Diversidade
Cooperação
Autonomia Inclusão
Fonte: Elaborada pelo autor com base em De Rose Jr.; Tricoli, 2005. 
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 59
jetivo preparar atletas para resultados e competições de alto nível. 
A modalidade do basquetebol permite a exploração de habilidades 
tanto básicas quanto específicas, como os fundamentos técnicos. Isso 
é possível devido às suas características remeterem à intermitência, 
em que há constante dinâmica pela relação ataque e defesa, além da 
exigência de habilidades motoras básicas necessárias, como correr, 
saltar e lançar.
A inclusão é um fator de fundamental importância em todo e qual-
quer esporte, sobretudo no contexto escolar. Sendo assim, a prática 
esportiva deve ter caráter inclusivo em detrimento da característica 
excludente e seletiva. A participação simultânea dos praticantes em 
espaço comum é um aspecto do basquetebol favorecedor da inclu-
são. Entretanto, isso não significa que todos os alunos irão participar 
de maneira equilibrada, portanto o professor deve estar atento para 
que as oportunidades sejam promovidas de modo semelhante a to-
dos os alunos, independentemente do grau de habilidade.
Já a cooperação é um fator obrigatório na prática do basquetebol, 
o qual deve ser evidenciado no contexto escolar. Ao desenvolver um 
trabalho de modo cooperativo, a prática do esporte é construída de 
maneira a gerar um espírito de equipe essencial nos esportes cole-
tivos. Outro fator importante no processo de ensino é a promoção 
da autonomia. Ao promovê-la nos alunos, geram-secondições para 
uma tomada de decisão em relação à forma com que desejam ter o 
esporte em sua vida, ou seja, a escolha pode ser voltada à prática es-
portiva por lazer, prevenção e saúde, ou até como profissão por meio 
do esporte profissional.
Considerando a atuação do professor de Educação Física na esco-
la, existem alguns aspectos essenciais a serem considerados no pro-
cesso de iniciação esportiva por meio do basquetebol. Esses aspectos 
(que são cinco) devem ter cunho educativo devido ao contexto em 
que estão inseridos.
intermitência: períodos de 
esforço seguidos de intervalos de 
menor intensidade ou descanso.
Glossário
60 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 9
Aspectos essenciais no processo de iniciação esportiva com foco educativo 
APRENDIZAGEM SOCIAL
MOVIMENTO
HUMANO
INTELIGÊNCIAS 
MÚLTIPLAS
ASPECTOS 
PSICOLÓGICOS
PRINCÍPIOS 
FILOSÓFICOS 
Fonte: Elaborada pelo autor com base em De Rose Jr.; Tricoli, 2005.
No basquetebol, o movimento humano é explorado de modo abran-
gente, uma vez que, ao se criar esse esporte, foi preestabelecido que 
ele fosse uma prática completa. Assim, as capacidades físicas e habili-
dades específicas, como os fundamentos, são exigidos diretamente na 
sua prática.
O ambiente diversificado e imprevisível permite uma abordagem 
plural das habilidades e competências, exigindo inteligências múlti-
plas. Dentre essas inteligências trabalhadas podemos destacar: cor-
poral-cinestésica, verbal-linguística, lógico-matemática, espacial, intra 
e interpessoal, naturalista e musical. É importante ressaltar que em 
um ambiente de iniciação esportiva como a escola, todos têm essas 
inteligências.
Já os aspectos psicológicos, como autoestima e liderança, são enfa-
tizados nessa modalidade. De acordo com alguns princípios filosóficos, 
o esporte deve levar em conta sua natureza educacional, sobretudo 
no contexto escolar e de iniciação esportiva, pois é um ambiente de 
ensino-aprendizagem transformador. Conforme demonstrado no es-
quema da Figura 9, a aprendizagem social é ponto fundamental de ar-
ticulação entre os demais aspectos.
Conhecidos os pontos fundamentais da proposta pedagógica para 
o ensino do basquetebol e os aspectos essenciais no processo de inicia-
ção esportiva com foco educativo, é necessário conhecer quais são os 
métodos mais adequados para o ensino desse esporte.
Para ampliar mais seus 
conhecimentos sobre a 
prática no basquetebol 
em contextos educacio-
nais, indicamos o filme 
Coach Carter: Treino para 
a vida, de 2005. Esse 
filme é considerado um 
clássico que trata de bas-
quete e traz uma história 
inspiradora, com lições 
acadêmicas, disciplinares 
e morais dadas pelo 
técnico Carter aos jovens 
jogadores de sua equipe.
Direção: Thomas Carter. Estados 
Unidos. Paramount: 2005.
Filme
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 61
3.3 Métodos de ensino 
Vídeo O processo de ensino-aprendizagem-treinamento das modalida-
des esportivas coletivas é, ao longo de muitos anos, tema de inves-
tigação das ciências do esporte e da educação física. A preocupação 
dos pesquisadores e professores a respeito do modo de ensino das 
regras, dos fundamentos, das habilidades e do próprio jogo é um as-
pecto importante para a evolução da área, tanto na pesquisa quanto 
na prática profissional.
A busca pelo melhor método de ensino deve ser constante na prática de 
um professor.
Traçando um breve histórico, a inserção dos conteúdos esportivos 
nas aulas de Educação Física escolar aconteceu na década de 1950, 
quando chegou o método desportivo generalizado no Brasil (COUTINHO; 
SILVA, 2009). O modelo “esportivizado” era caracterizado pelo método 
tecnicista de ensino, que se baseava na repetição de gestos motores 
objetivando a melhoria do desempenho em certa habilidade, como o 
arremesso no basquetebol.
Ao propor um padrão ideal de movimento, o professor de 
Educação Física busca, por meio de estratégias de ensino, au-
tomatizar a movimentação do aluno. Uma possibilidade é se-
parar o movimento em vários outros, isto é, em partes, para 
que o aluno treine com maior dedicação. Esse é um método 
considerado tradicional, pois é amplamente utilizado nas uni-
versidades e escolas de educação básica.
A literatura nos oferece, principalmente a partir dos anos 
1980, uma gama de novos métodos de ensino aplicados aos 
esportes coletivos, os quais surgiram por meio das críticas que o mé-
todo tecnicista predominante na época estava sofrendo (COUTINHO; 
SILVA, 2009). A prática tecnicista tinha como foco o desenvolvimento de 
habilidades específicas, como os fundamentos, porém apenas fora do 
contexto de jogo, o que levava a uma prática desprovida de objetivos, 
sendo limitada, seletiva e excludente. Com base nisso e nas críticas já 
mencionadas, estudos de novos métodos que pudessem ser mais efe-
tivos no processo de ensino no esporte começaram a surgir.
Atividade 2
Quais métodos de ensino 
foram predominantes durante 
suas aulas de Educação Física 
na escola? Questione seus 
familiares a respeito disso e 
elenque os pontos de diver-
gência que observou.
62 Metodologia do ensino de basquetebol
Atualmente, existem diversas metodologias para o ensino dos es-
portes. Entretanto, há a urgente necessidade de uma intervenção peda-
gógica para torná-los educativos, o que dependerá das formas com que 
os professores realizam isso.
Sob a perspectiva da pedagogia do esporte atual, existem dois prin-
cipais métodos de ensino (Figura 10) que podem ser aplicados objeti-
vando a aprendizagem dos alunos, os quais vamos nos aprofundar a 
partir de agora.
Figura 10
Métodos de ensino aplicados ao basquetebol
Analítico-sintético Global-funcional
Fonte: Elaborada pelo autor.
O entendimento desses métodos é muito importante para que você 
faça a diferença na profissão
3.3.1 Método analítico-sintético
O método analítico-sintético vem sendo muito utilizado desde a dé-
cada de 1960. É um método de ensino caracterizado pela decomposi-
ção dos movimentos e repetição de tarefas para a aprendizagem dos 
gestos, com o objetivo de aprimoramento técnico visando à posterior 
aplicação em jogo.
A ênfase é na previsibilidade 
das tarefas, com predominância 
dos aspectos técnicos, ou seja, 
em como realizar de maneira 
mais adequada os movimentos 
que compõem uma partida. A 
aplicação desse método ocorre 
por meio do ato de treinar exaus-
tivamente o passe em frente a 
Figura 11
Método analítico-sintético para treinamento do arremesso
M
íd
ia
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 63
uma parede, ou arremessar diversas vezes na cesta sem marcação, por 
exemplo.
O ponto forte aqui é que ele favorece a correção de uma técnica, 
pois como ela está isolada e fora do contexto de jogo fica mais fácil 
identificar possíveis falhas. Essa identificação permite que o professor 
direcione o aluno para um aperfeiçoamento técnico.
Além disso, esse método também é conhecido como série de exercí-
cios ou das partes. É caracterizado, principalmente, pela aprendizagem 
com técnicas básicas executadas sem a presença de adversário, ou 
seja, elas são treinadas separadamente e o processo de ensino-apren-
dizagem se desenvolve em sequência, do simples para o complexo, 
buscando desenvolver a técnica da melhor forma. O foco sempre será 
o desempenho do gesto motor, como drible, arremesso, controle de 
corpo, manejo de bola, rebote e posição defensiva. Há também a se-
paração da técnica da tática, o que acaba tornando o método distante 
da realidade de jogo (COUTINHO, SILVA, 2009; GRECO, BENDA, 1998).
Figura 12
Método analítico-sintético
 J
irk
a_
To
m
ek
/S
hu
tte
rs
to
k
Desvantagens Vantagens
• Desmotivante.
• Não há exigência de criatividade por 
parte dos alunos.
• Proporciona um ambiente monótono e 
pouco atraente.
• Inibe conflitos próprios do jogo.
• Não cria situações próprias do jogo 
(descontextualização).
• Os fundamentos são aprendidos e 
treinados detalhadamente, sempre 
dentro do padrão técnico.
• As avaliações e correções são facilmenteaplicadas.
• Permite individualizar o ensino das 
habilidades, respeitando o ritmo de 
aprendizado de cada aluno.
Fonte: Elaborada pelo autor. 
3.3.2 Método global-funcional
O método global-funcional é, sobretudo, pautado por jogos, os 
quais têm como característica fundamental a necessidade de resolu-
ção de situações-problema. A aplicação do método para o processo de 
ensino-aprendizagem do esporte vai desde brincadeiras e jogos lúdicos 
64 Metodologia do ensino de basquetebol
menos complexos até o jogo propriamente dito. Entretanto, é muito 
importante ressaltar que a prática de deixar os alunos jogarem livre-
mente uma partida de basquete não se caracteriza como o método 
global-funcional.
Figura 13
Jogo em quadra reduzida com a aplicação do método global-funcional.
An
dr
ea
 P
ia
cq
ua
di
o
Como característica intrínseca do basquetebol, no método global-
-funcional a ênfase está na imprevisibilidade das tarefas, pois não se 
tem certeza do que pode acontecer. Esse fato se encaixa com o que 
ocorre em um jogo real, é necessária a predominância da necessidade 
de princípios de tática: saber o que fazer nas diversas situações consi-
derando as táticas individuais, grupais e coletivas.
É em razão dessa imprevisibilidade que há a constante necessidade 
de resolução de problemas, por exemplo: em uma situação na qual o 
aluno é marcado de perto, é preciso que ele tome uma decisão entre 
tentar driblar o adversário, passar a bola ou arremessar. Ademais, o 
método global-funcional é eficiente, pois leva em consideração o dese-
jo de jogar das crianças (GRECO, 2001), uma vez que desde as idades 
iniciais há a prática do jogo. Dessa forma, não há separação dos aspec-
tos técnicos (foco do analítico-sintético) dos táticos, o que mantém as 
atividades próximas da realidade de jogo.
Para ampliar seus estu-
dos além das práticas 
esportivas, sugerimos 
a leitura do livro The 
Mamba Mentality: How 
I Play, de Kobe Bryant. 
Essa obra foca o proces-
so e o trabalho árduo 
para se obter uma boa 
performance na carreira 
e na vida.
BRYANT, K. Estados Unidos: MCD, 
2018.
Livro
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 65
Figura 14
Método global-funcional
 J
irk
a_
To
m
ek
/S
hu
tte
rs
to
k
Desvantagens Vantagens
• O aluno pode demorar a ver seu 
progresso técnico, o que pode provocar 
desmotivação.
• Não proporciona uma avaliação eficaz 
sobre o desempenho do atleta.
• Não permite o atendimento às limitações 
individuais.
• Dificulta o direcionamento a objetivos 
específicos para serem aprimorados 
com o treinamento.
• Desde cedo se pratica o jogo.
• A técnica e a tática estão sempre juntas.
• Permite a participação de todos os 
elementos envolvidos, como movimento, 
reação, percepção, ritmo, entre outros.
• Favorece a motivação.
Fonte: Elaborada pelo autor. 
Os métodos aqui apresentados são antagonistas. Enquanto o analí-
tico-sintético tem como características as tarefas motoras, os exercícios 
e a previsibilidade, o global-funcional possui situações-problema que 
envolvem fatores motores, jogos e imprevisibilidade (Figura 15). No en-
tanto, isso não quer dizer que um é melhor do que o outro. Há situa-
ções específicas para a aplicação de cada método que irão depender da 
observação do professor.
Figura 15
Características dos principais métodos de ensino
Fonte: Elaborada pelo autor.
Analítico-sintético
Tarefas 
motoras 
Problemas 
motores 
Exercícios 
Jogos 
Previsibilidade 
Imprevisibilidade Global-funcional
Não existem apenas 
dois métodos de ensino.
Indicamos, como forma 
de aprofundar mais 
seus conhecimentos a 
respeito dos métodos 
de ensino, a leitura da 
obra sobre Teaching Ga-
mes for Understanding e 
da Pedagogia Não-Linear 
no Ensino da Educação 
Física, do autor Filipe 
Manuel Clemente. 
Disponível em: https://seer.
ufrgs.br/Movimento/article/
view/27495. Acesso em: 29 
set. 2020.
Artigo
https://seer.ufrgs.br/Movimento/article/view/27495
https://seer.ufrgs.br/Movimento/article/view/27495
https://seer.ufrgs.br/Movimento/article/view/27495
66 Metodologia do ensino de basquetebol
3.4 Estratégias de ensino-aprendizagem 
do basquetebol Vídeo
Dentro dos métodos de ensino que embasam teoricamente o modo 
como iremos ensinar determinado esporte, existem as estratégias de 
ensino. Essas estratégias são formas práticas para aplicação no proces-
so de ensino-aprendizagem e se baseiam em atividades diversas. Fique 
atento a cada uma dessas atividades, pois elas podem estar relaciona-
das à sua aula de Educação Física.
As estratégias vão desde exercícios isolados, em que se trabalha 
apenas um fundamento, até o jogo de basquetebol formal. É possível 
listar sete estratégias de ensino: exercícios analíticos, sincronizados e 
circuitos (método analítico-sintético), brincadeiras, situações de jogo, 
jogos pré-desportivos e o jogo formal (método global-funcional).
Figura 16
Estratégias de ensino relacionadas aos métodos de ensino
Exercícios analíticos
Exercícios sincronizados
Circuitos de exercícios
An
al
íti
co
-s
in
té
tic
o 1
2
3
Brincadeiras ou jogos lúdicos
Situação de jogo
Jogos pré-desportivos
Jogo formal 
G
lo
ba
l-f
un
ci
on
al
4
5
6
7
Fonte: Elaborada pelo autor.
É importante dominarmos as estratégias, pois é possível ensinar to-
dos os fundamentos considerando todas elas. A seguir, iremos caracte-
rizar cada estratégia e exemplificar algumas atividades no contexto do 
basquetebol.
3.4.1 Exercícios analíticos
São exercícios isolados visando ao desenvolvimento dos funda-
mentos. Nesse exercício, evidencia-se a execução do gesto técnico em 
busca de um padrão de movimento. As atividades são básicas e envol-
vem apenas um fundamento, como realizar passes de peito em dupla, 
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 67
arremessos da linha de lance livre, driblar enquanto corre em volta da 
quadra, ou treinar a posição defensiva em deslocamentos na quadra.
3.4.2 Exercícios sincronizados
São uma progressão dos exercícios analíticos, pois há o treinamen-
to de mais de um fundamento na mesma atividade. Como exemplo te-
mos: driblar em volta da quadra realizando uma bandeja em cada cesta. 
Além disso, podemos adicionar o rebote após o próprio arremesso.
3.4.3 Circuitos
Nessa estratégia são incluídos diversos fundamentos do basque-
tebol. Eles são executados um em cada estação e treinados separa-
damente, de modo que todos os praticantes passem por todas as 
estações/fundamentos. Há o envolvimento de todos os alunos simul-
taneamente, porém de maneira fragmentada, uma vez que cada um 
deve realizar um movimento/fundamento por determinado tempo ou 
de acordo com o número de repetições que o professor definir.
3.4.4 Brincadeiras
Estratégia pautada pelo método global-funcional, em que há o en-
sino e a aprendizagem dos fundamentos por meio de brincadeiras ou 
jogos lúdicos. Incluímos aqui o componente lúdico para o treinamento 
de aspectos técnicos, táticos e físicos. Há certa imprevisibilidade nas 
tarefas, pois as atividades aproximam-se do contexto de jogo, embora 
ainda distantes do jogo formal.
Uma opção é trabalhar os passes por meio da brincadeira chamada 
espertinho, em que dois alunos podem ficar em situação de ataque com 
a bola, objetivando realizar passes, e outro em posição defensiva, ten-
tando recuperar a posse de bola. Nessa brincadeira são trabalhados os 
fundamentos do basquetebol em uma situação mais próxima da rea-
lidade de jogo se comparado aos exercícios analíticos. Outro exemplo 
é a brincadeira denominada bandeira-salva, em que duas equipes são 
formadas e há a necessidade de invadir a quadra do adversário para 
roubar a bola e trazê-la de volta para sua quadra. Nessa atividade, além 
de trabalhar o conceito do basquete de oposição e invasão, são treina-
68 Metodologia do ensino de basquetebol
dos o controle de corpo, pois é necessário pegar os adversários, mas 
também fugir deles, bem como o drible e o passe.
3.4.5 Situações de jogo
Nessa técnica, fracionamos o jogo como objetivo de simular par-
tes específicas. Algumas dessas situações podem ser de ataque, de 
defesa, ou de superioridade numérica, como 3 contra 2, ou 2 contra 
1. O método de ensino situacional de Pablo Juan Greco (1998) é ca-
racterizado pelo ensino do esporte com base em situações extraídas 
do jogo.
3.4.6 Jogos pré-desportivos
São jogos adaptados com regras pré-definidas. A possibilidade de 
participação de todos os alunos sem a exigência de elevado nível técni-
co é a sua principal vantagem. O professor de Educação Física pode 
modificá-los de acordo com seu público, objetivo ou faixa etária. Desse 
modo, esses jogos devem ser organizados com regras simples. Por 
exemplo, pode ser inserida uma regra de que é necessário realizar 10 
passes de bola dentro da equipe, ou que ela passe por todos da equipe, 
antes de ser arremessada. Ainda, é possível colocar em prática alguns 
jogos reduzidos, como 1x1, 2x2 ou 3x3. Lembrando que o 3x3 é um 
esporte olímpico recém-inserido no programa das Olimpíadas.
3.4.7 Jogo formal
Realizamos o jogo formal de basquetebol aplicando as regras ofi-
ciais da modalidade, em uma quadra completa e com cinco jogadores 
em cada equipe. É importante lembrar que o professor deve realizar 
intervenções pedagógicas mesmo durante o jogo e que a aula livre não 
é considerada uma estratégia de ensino.
É importante notar que a aplicação tanto dos métodos quanto das 
estratégias dependerá da leitura do professor sobre sua turma e em 
relação às condições técnicas, como nível de habilidade dos fundamen-
tos, às condições físicas e ao objetivo da turma ao praticar esse esporte.
Pablo Juan Greco é professor da 
Universidade Federal de Minas 
Gerais (UFMG) e um grande 
estudioso da pedagogia do 
esporte, sobretudo a respeito dos 
métodos de ensino.
Curiosidade
Como sugestão de 
leitura a respeito do 
método de ensino de 
esportes de invasão 
situacional com proces-
sos cognitivos, temos 
o artigo Especialização 
esportiva precoce e o 
ensino dos jogos coletivos 
de invasão. 
Disponível em: https://
www.redalyc.org/
pdf/1153/115329361017.pdf. 
Acesso em: 29 set. 2020.
Artigo
Como são classificadas as 
estratégias de ensino de acordo 
com os métodos?
Atividade 3
https://www.redalyc.org/pdf/1153/115329361017.pdf
https://www.redalyc.org/pdf/1153/115329361017.pdf
https://www.redalyc.org/pdf/1153/115329361017.pdf
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 69
3.5 O basquetebol na Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC) 
Vídeo Antes de reconhecermos o basquetebol no mais atual documento 
norteador do ensino nas escolas no Brasil, é necessário lembrarmos 
que o sistema educacional brasileiro é basicamente orientado:
 • pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) – Lei n. 9.394 de 
1996;
 • pelas diretrizes gerais da Constituição Federal de 1988 – a qual, 
dentro do seu Capítulo III, determina que a educação básica é um 
direito de todos os cidadãos, afirmando que “é dever do Estado 
fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito 
de cada um” (BRASIL, 1988).
Os esportes coletivos, em especial o basquetebol, nas suas va-
riadas formas de manifestações, apresentam o esporte escolar 
como potencial mecanismo educacional para auxiliar na formação 
do indivíduo. Nessa dimensão, as práticas esportivas são conteúdos 
ensinados por meio das aulas de Educação Física, a qual é um com-
ponente curricular obrigatório, determinado pela LDB promulgada 
em 1996 (Lei n. 9.394/96).
Desse modo, a Educação Física deve ser integrada à proposta 
pedagógica da escola, sendo um componente curricular de caráter 
obrigatório na educação básica para todos os alunos. Como compo-
nente, deve compreender a educação infantil, o ensino fundamental 
e o ensino médio, sendo facultativo em alguns casos: para alunos que 
cumpram jornada de trabalho igual ou superior a 6 horas diárias, se-
jam maior de 30 anos de idade, estejam prestando serviço militar, ou 
que tenham filhos. Também em lei complementar, a Educação Física 
é facultativa para alunos de cursos noturnos.
Reconhecida a importância e a atuação da educação física na 
escola, agora é o momento de estudar alguns documentos oficiais 
que regem e norteiam a disciplina e a atuação do professor no 
ambiente escolar.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento mais 
importante e atual a ser considerado, além de servir como base para 
toda a educação básica brasileira. Esse documento tem como função 
70 Metodologia do ensino de basquetebol
nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das unidades fe-
derativas, assim como as propostas pedagógicas de todas as escolas 
públicas e privadas do ensino básico. Ela foi prevista na Constituição 
Federal de 1988, regulamentada pela LDB em 1996 e orientada pelos 
princípios éticos e políticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Na-
cionais da Educação Básica de 2013.
Figura 17
Componentes curriculares para a educação básica 
EDUCAÇÃO BÁSICA
EDUCAÇÃO
INFANTIL
Direitos de aprendizagem 
e desenvolvimento
Campos de
experiências
Objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimento
Bebês
(0-1 a
6 meses)
Crianças bem 
pequenas 
(1a7m3a11m)
Crianças 
pequenas 
(4a5a11m)
Áreas do
conhecimento
Área do conhecimento
Componentes 
curriculares
Competências
específicas de área
Competências específicas 
de área
Língua
Portuguesa Matemática
Competências específicas 
de componente
Anos iniciais
Unidades 
temáticas
Objetos de 
conhecimento
Habilidades Habilidades
Anos finais
ENSINO
FUNDAMENTAL
ENSINO 
MÉDIO
Competências gerais da Educação Básica
ETAPAS
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Brasil, 2017.
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 71
A primeira versão da BNCC foi publicada em 2015 e hoje o Brasil 
possui bases previstas para toda a educação básica. Nesse documen-
to, a Educação Física consta na área de conhecimento de linguagens, 
junto à Língua Portuguesa, Arte e Língua Inglesa, conforme ilustra a 
Figura 18.
Figura 18
Educação Física na BNCC 
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Brasil, 2017.
EDUCAÇÃO BÁSICA
Competências gerais da Educação Básica
ENSINO FUNDAMENTAL
Áreas do conhecimento
Componentes curriculares
Língua Portuguesa
Matemática
Ensino Religioso 
Ciências da Natureza
Ciências Humanas
Matemática
Ensino Religioso 
Ciências
Geografia
História
Arte
Linguagens
Educação Física 
Língua Inglesa
Anos iniciais 
(1º ao 5º ano)
Anos finais
(6º ao 9º ano)
Linguagens Educação 
Física 
72 Metodologia do ensino de basquetebol
A Educação Física na BNCC é o componente curricular que usa como 
base pedagógica as práticas corporais inseridas e classificadas em seis 
unidades temáticas (Figura 19). O próprio documento destaca que, na 
definição das unidades temáticas, não há pretensão de universalidade, 
mas sim de uma compreensão a respeito das denominações dos tipos 
de manifestações culturais relacionados às atividades físicas na escola 
brasileira.
Figura 19
Unidades temáticas da Educação Física na BNCC
Brincadeiras e jogos Danças
6 unidades temáticas
Esportes Lutas
Ginásticas Práticas corporais de aventura 
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Brasil, 2017.
Nos esportes são reunidas manifestações mais formais, as quais se 
caracterizam pela comparação de desempenho entre indivíduos (es-
portes individuais) ou entre grupos (esportes coletivos). Os adversários 
são comparados com base na norma de regras estabelecidas especifi-
camente para cada esporte. Para isso, são apresentadas na BNCC sete 
categorias esportivas que classificam os esportes por meio das suas 
características. Essas categorias são baseadas em uma lógica interna, 
tendo como referência os critérios de cooperação, interação com o 
adversário, desempenho motor e objetivos táticos da ação.
Figura 20
Classificação esportiva na BNCC
Marca Precisão
Técnico-combinatório Rede/Parede
Campo e Taco
Combate
Invasão ou Territorial
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Brasil, 2017.
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 73O basquetebol está inserido na categoria de esportes de invasão, 
assim como a maioria dos esportes coletivos (futsal, handebol, futebol). 
No entanto, outras modalidades esportivas coletivas também podem 
estar nas categorias de rede/parede, como o voleibol, e de campo e 
taco, como o beisebol. Pela classificação do basquetebol como esporte 
de invasão, a BNCC orienta em quais anos do ensino fundamental ele 
pode ser trabalhado, conforme vemos na Figura 21.
Marca; Precisão. 
Marca; Precisão; Invasão; Técnico-combinatório.
Campo e Taco; Rede/Parede; Invasão.
Rede/Parede; Campo e Taco; Invasão; Combate. 
1º e 2º 
6º e 7º
3º ao 5º
8º e 9º
Anos – Ensino Fundamental
Figura 21
Posição dos esportes de invasão (basquetebol) no ensino fundamental de acordo com a BNCC
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Brasil, 2017.
Considerando o ensino fundamental, a BNCC norteia a inclusão dos 
esportes coletivos, incluindo o basquetebol, a partir do 3º ano até o 9º 
ano. Sendo assim, é nesses anos que o professor poderá trabalhar o 
basquetebol no ensino fundamental.
Figura 22
Estrutura norteadora para aula de 
Educação Física
Currículo
PPP da escola
Plano de aula
do professor
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Brasil, 2017.
3.6 Elaboração de plano de aula 
Vídeo Na construção do Projeto Político Pe-
dagógico (PPP) nas escolas, a adoção da 
BNCC é obrigatória e serve como norte 
para a construção e a adaptação dos cur-
rículos; e é com base nesses fatores que é 
possível a elaboração dos planos de aula. 
Na prática, o PPP das escolas pode, con-
siderando os esportes de invasão como o 
basquetebol, ter uma proposta pedagó-
BNCC
74 Metodologia do ensino de basquetebol
gica para o ensino em que há quatro aspectos fundamentais já estu-
dados aqui: diversidade, inclusão, cooperação e autonomia (ROSE JR.; 
TRICOLI, 2005).
Com base no conteúdo de métodos e estratégias de ensino, temos 
condições de colocar em prática a teoria, no sentido de fornecer me-
lhores condições para os alunos no processo de ensino-aprendizagem-
-treinamento do esporte. Para isso, é importante elaborar um plano de 
aula coerente.
Desse modo, a aula de Educação Física pode ser dividida em três 
momentos:
• Contextualização: momento em que o professor realiza uma roda 
de conversa inicial e apresenta a unidade temática e o objeto de 
conhecimento, além das orientações didáticas a respeito da prática 
corporal que será realizada na Educação Física escolar. É o primeiro 
contato do professor com os alunos e é uma espécie de introdução 
para a aula.
• Experimentação: é a parte principal da aula de Educação Física. 
Nesse momento, os alunos serão os protagonistas das atividades e 
poderão experimentar, criar, construir, produzir, entre outros domí-
nios das práticas corporais.
• Avaliação: é o momento de avaliação conjunta e de reflexão acerca 
do que foi realizado. Deve ser registrada considerando instrumen-
tos adequados e coerentes.
Na prática, o professor deve elaborar um plano de aula consideran-
do os seguintes aspectos: objetivo, espaço da escola, data e duração da 
aula, a unidade temática (BNCC), as dimensões do conhecimento, as 
habilidades, as competências gerais e específicas.
Veja a seguir um exemplo de plano de aula detalhado considerando 
a modalidade de basquetebol.
PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO FÍSICA – BASQUETEBOL
 • Componente curricular: Educação Física
 • Ano: 8º
 • Espaço: quadra de esportes
 • Duração: 50 minutos
 • Data: 03/08/2021
Como está classificado o 
basquetebol na BNCC? Comente.
Atividade 4
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 75
 • Unidade temática: esportes
 • Objeto de conhecimento: esportes de invasão – basquetebol
 • Objetivo: Promover o ensino dos fundamentos técnicos do 
basquetebol.
 • Dimensões do conhecimento: estesia
 • Habilidade: “(EF67EF04) Praticar um ou mais esportes de marca, 
precisão, invasão e técnico-combinatórios oferecidos pela escola, 
usando habilidades técnico-táticas básicas e respeitando regras. 
(EF67EF05) Planejar e utilizar estratégias para solucionar os de-
safios técnicos e táticos, tanto nos esportes de marca, precisão, 
invasão e técnico-combinatórios como nas modalidades esporti-
vas escolhidas para praticar de forma específica” (BRASIL, 2017, 
p. 233).
 • Competências gerais: CG3 – “Valorizar e fruir as diversas manifes-
tações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e participar 
de práticas diversificadas da produção artístico-cultural” (BRASIL, 
2017, p. 9).
 • Competências específicas: CE10 – “Experimentar, desfrutar, apre-
ciar e criar diferentes brincadeiras, jogos, danças, ginásticas, 
esportes, lutas e práticas corporais de aventura, valorizando o 
trabalho coletivo e o protagonismo” (BRASIL, 2017, p. 223).
Estrutura da aula
1. Contextualização (em torno de 10 minutos): o professor 
escolhe as atividades que serão realizadas em aula e explica 
como serão executadas.
2. Experimentação (em torno de 30 minutos): etapa em que há 
aplicação das atividades, saber:
a. Com o objetivo de ensinar/treinar o passe e como um modo de 
iniciar o aquecimento, realiza-se uma roda com todos os alunos 
no centro da quadra e, inicialmente, com apenas uma bola de 
basquete, os estudantes deverão realizar passes de peito entre 
eles. Acrescentar mais uma bola à medida que o tempo passa, 
lembrando-os de permanecer com os joelhos semiflexionados 
durante a atividade. Solicitar que realizem, também, o passe 
quicado, mas deixando-os livres para realizar outro passe que 
quiserem (peito ou quicado). Em seguida, dificultar de maneira 
que a atividade desafie os alunos: ao receber um passe de peito 
76 Metodologia do ensino de basquetebol
deve-se fazer o passe quicado, e vice-versa. Posteriormente, 
adicionar mais uma bola e incluir os passes acima da cabeça e 
acima do ombro.
b. Em trios, realizar o jogo chamado espertinho, em que dois alunos 
devem realizar passes sem que o terceiro roube a bola. É permitido 
driblar. Limitar a atividade de acordo com os tipos de passe (peito, 
quicado, acima do ombro, acima da cabeça) e com reduzido espaço 
físico. Nessa atividade são treinados os fundamentos de controle 
de corpo, manejo de bola, drible e passe, além da posição defensiva 
para quem está tentando recuperar a bola. Aqui, aplica-se, para o 
ensino e treinamento do passe, o método global-funcional, pois 
os alunos estão em uma situação reduzida de jogo, em que há a 
necessidade de tomar decisões.
c. Introdução ao arremesso em que, ainda em trios, deve-se realizar 
arremessos para os colegas com foco na técnica de arremesso 
ensinada pelo professor. Nesse momento, preza-se pelo método 
analítico-sintético com o objetivo de aperfeiçoar a técnica. Os alunos 
podem fazer uma cesta com os próprios braços como alvo para o 
colega antes de utilizarem a cesta oficial.
d. Com foco no principal fundamento do basquete, o arremesso, 
os alunos deverão realizar, em duplas, uma atividade desse 
movimento, considerando a curta, a média e a longa distância 
da cesta, ficando à vontade para escolher qual delas cada um 
deseja realizar. Um aluno deve arremessar enquanto o outro 
permanece próximo à cesta para rebote, realizando um passe 
para o arremessador. Realizar esse procedimento cinco vezes e 
trocar entre a dupla.
e. Para aumentar a dinâmica da aula, solicitar aos alunos que 
corram, em duplas, ao redor da quadra realizando o drible e o 
arremesso do tipo bandeja ao se aproximar da cesta. Eles devem 
trocar a posse de bola entre a dupla após cada arremesso. Nessa 
atividade, um aluno sempre correrá sem bola e o outro com bola, 
realizando obrigatoriamente o drible.
f. Jogo reduzido 3x3: aqui será utilizada a estratégia de ensino 
de jogo pré-desportivo, mas também de jogo formal. Em dois 
lados da quadra devem ser separadas equipes de 4 alunos (3 
titulares e 1 reserva) para o jogo 3x3. As regras iniciais devem ser 
repassadas reforçando que se deve passar a bola por todos da 
equipe antes de realizar o arremesso. Posteriormente, emnova 
Para aprofundar mais 
os seus conhecimentos 
a respeito das práticas 
pedagógicas no ensino de 
esportes, sugerimos a lei-
tura do livro Basquetebol 
na escola: Uma proposta 
didático-pedagógica.
RODRIGUES, H. A. DARIDO, S. C. 
Editora: Guanabara Koogan. Rio de 
Janeiro, 2012.
Livro
Fundamentos do basquetebol e métodos de ensino 77
regra, a equipe precisa dar 10 passes entre seus jogadores para 
realizar o arremesso.
g. Jogo formal: são formadas equipes de cinco alunos para a 
realização do jogo formal em quadra completa. Nessa atividade, 
as regras oficiais do basquete devem ser respeitadas.
3. Avaliação (em torno de 10 minutos): nesse momento deve-
se recuperar o conteúdo de cada atividade com os alunos 
em uma roda de conversa ao final da aula. Para isso, pode-se 
comentar sobre os fundamentos que foram trabalhados, de 
modo a promover reflexões, pois é preciso pensar sobre essas 
manifestações para entendê-las de fato.
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
Embora novas metodologias de ensino tenham surgido na literatura 
com elevado embasamento teórico e diversas aplicações na prática do 
processo ensino-aprendizagem-treinamento, o que se observa ainda são 
muitos professores de Educação Física se baseando exclusivamente no 
método tradicional de ensino – analítico-sintético –, principalmente nos 
esportes coletivos, como o basquetebol.
Apesar de o capítulo estar focado nos principais métodos de ensi-
no (analítico-sintético e global-funcional), é importante notar que exis-
tem diversos outros métodos que possibilitam a ampliação do ensino, 
como o de ensino dos jogos para compreensão (ou teaching games for 
understanding), o método do professor Claude Bayer (1994) e o método 
situacional. Para isso, basta o professor não se limitar ao determinar o 
processo de ensino-aprendizagem.
Com base nisso, evidenciamos a necessidade de estabelecer novas 
posturas nos professores frente ao ensino dos esportes, devido ao 
potencial de impacto na formação de cidadãos que o fenômeno es-
portivo exerce por meio de suas diversas manifestações.
Ressaltamos, ainda, a necessidade de os planos de aula elaborados 
pelos professores serem apoiados na Base Nacional Comum Curricular 
(BNCC).
78 Metodologia do ensino de basquetebol
REFERÊNCIAS
BAYER, C. O ensino dos desportos coletivos. Lisboa: Dinalivro, 1994.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 
DF: MEC/SEB, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. 
Acesso em: 30 set. 2020.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2017. Dis-
ponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofi-
nal_site.pdf. Acesso em: 30 set. 2020.
BRASIL. Constituição Federal (1988). Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF: 
5 out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.
htm. Acesso em: 30 set. 2020.
COUTINHO, N. F.; SILVA, S. A. P. S. Conhecimento e aplicação de métodos de ensino para os 
jogos esportivos coletivos na formação profissional em educação física. Movimento, v. 15, 
n. 1, p. 117-144, 2009. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/Movimento/article/view/2086. 
Acesso em: 30 set. 2020.
DAIUTO, M. Basquetebol: manual do técnico. São Paulo: Cia. Brasil, 1984.
FERREIRA, H. B.; GALATTI, L. R.; PAES, R. R. Pedagogia do esporte: considerações 
pedagógicas e metodológicas no processo de ensino e aprendizagem do basquetebol. In: 
PAES, R. R.; BALBINO, H. F. Pedagogia do esporte: contextos e perspectivas. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2005. p. 123-136.
GARCIA, J. et al. Identifying basketball performance indicators in regular season and playoff 
games. Journal of human kinetics, v. 36, n.1, p. 161-168, mar. 2013. Disponível em: https://
www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3661887/. Acesso em: 30 set. 2020.
GRECO, J. P.; BENDA, R. N. (org.). Iniciação desportiva universal. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
NUNES, H. et al. The influence of pick and roll in attacking play in top-level basketball. 
Cuadernos de Psicologia Del Deporte, v. 16, n. 1, p. 129-142, 2016.
DE ROSE JR.; TRICOLI, V. Basquetebol: uma visão integrada entre ciência e prática. São Paulo: 
Manole, 2005.
DE ROSE JR.; D.; TRICOLI, V. Basquetebol: do treino ao jogo. São Paulo: Manole, 2017.
SILVA, R. M. P.; GALATTI, L. R.; PAES, R. R. Pedagogia do esporte e iniciação esportiva tardia: 
perspectivas a partir da modalidade basquetebol. Pensar a Prática, v. 13, n. 1, 2010.
GABARITO
1. Os principais tipos de arremesso são: com uma das mãos, bandeja, jump, gancho e 
enterrada.
2. Para responder a essa questão, é relembrar de suas experiências prévias quando alu-
no. É importante também consultar familiares ou amigos para estabelecer um contra-
ponto com as suas vivências. 
3. Os exercícios analíticos, sincronizados e de circuitos de exercícios podem ser conside-
rados do método analítico-sintético. Enquanto isso, as brincadeiras, situações de jogo, 
jogos pré-desportivo e formal, são parte do método global-funcional.
4. Na BNCC, o basquetebol está classificado como esporte de invasão e consta dentro 
da unidade temática de esportes que compõem a Educação Física na área de conhe-
cimento de linguagens.
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3661887
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3661887
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 79
4
Aspectos técnicos, físicos, 
táticos e psicológicos 
dos jogadores
Neste capítulo, aprofundaremos nossos conhecimentos a 
respeito dos aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos do 
basquetebol.
O basquete é um esporte complexo, uma vez que, além das 
condições técnicas específicas, exige condições físicas, táticas e 
psicológicas de seus praticantes. Nas diversas situações de jogo é 
imprescindível que o atleta seja capaz de perceber essas condições 
e saber como tomar decisões adequadas e rápidas, considerando 
sempre as melhores ações para atingir determinado objetivo.
Tanto as condições físicas quanto as táticas e psicológicas são 
treináveis e devem ser consideradas, desde o início, no processo 
de ensino-aprendizagem-treinamento do esporte. Em vista disso, 
neste capítulo partiremos do pressuposto de que toda a prepara-
ção desses aspectos de ensino-aprendizagem deve ser dada de 
maneira equilibrada. Em torno disso, ao longo do capítulo trouxe-
mos como objeto de estudo os fatores do treinamento esportivo, 
com base em Bompa (2002), para uma nova interpretação que elu-
cidará igualdade entre os aspectos físicos, táticos ou psicológicos.
4.1 Aspectos técnicos 
Vídeo Apesar de existirem posições específicas no basquetebol – armador, 
ala e pivô –, elas não limitam a atuação dos jogadores dentro de qua-
dra. Isso porque, no basquete atual, a versatilidade é um aspecto im-
portante para o sucesso individual e coletivo.
80 Metodologia do ensino de basquetebol
Em algumas transmissões esportivas pode-se ouvir o narrador citar 
as posições 1, 2, 3, 4 e 5, que correspondem às posições de armador, 
ala-armador, ala, ala-pivô e pivô, respectivamente. Nesta seção, vamos 
entender quais são as características de cada uma dessas posições e co-
nhecer os melhores jogadores da história que ocuparam essas posições.
Figura 1
 Posições do basquete
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
1
2
3
4
5
1 - Armador
2 - Ala-armador
3 - Ala
4 - Ala-pivô
5 - Pivô
Fonte: Elaborada pelo autor.
4.1.1 Armador
Conhecido como jogador da posição 1, o armador é o jogador res-
ponsável pela organização das jogadas. Ele deve ser um bom driblador,passador e um ótimo arremessador. Além disso, é considerado o orga-
nizador, o “cérebro” da equipe e quem normalmente conduz a bola da 
defesa para o ataque.
Infiltrações seguidas de finalização por meio de bandejas e arre-
messos de longa distância são duas das características dessa posição. 
Geralmente, nessa posição, o jogador tem menor porte físico e me-
nor estatura se comparado aos de outras posições; no entanto, são 
muito habilidosos no controle da bola, considerando drible, passe e 
arremesso. Alguns ainda acreditam que o armador é uma “extensão 
do treinador” em quadra, pois, na formação de jogadas ofensivas, é o 
armador quem indica com os dedos um número, sinalizando qual de-
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 81
verá ser a jogada adotada pela equipe. A tradução dessa posição para 
o inglês é point guard (PG).
Alguns jogadores armadores clássicos são: Magic Johnson, Oscar 
Robertson, Isiah Thomas, Bob Cousy, John Stockton, Jerry West, 
Steve Nash e Allen Iverson. Atualmente, podemos citar John Wall, 
Chris Paul, Derrick Rose, Stephen Curry, Russell Westbrook, Kyrie 
Irving, Damian Lillard e Luka Dončić. No Brasil, destaca-se o jogador 
Marcelinho Huertas.
Já o ala-armador (posição 2) é considerado o ajudante do armador, 
também conhecido como escolta. Visando prejudicar a organização da 
defesa adversária, alguns técnicos designam o ala-armador – e não o ar-
mador principal – para “carregar” a bola da quadra de defesa para a área 
de ataque. Outras funções importantes da posição 2 são as infiltrações 
em alta velocidade e o contra-ataque; este tem como objetivo chegar 
à frente dos adversários, recepcionar um passe e realizar a bandeja. A 
tradução dessa posição para o inglês é shooting guard (SG).
Alguns dos maiores jogadores da história do basquete foram 
alas-armadores, entre eles: Michael Jordan e Kobe Bryant. Podemos 
também citar os jogadores: Allen Iverson, Dwyane Wade, Manu Ginóbili, 
Klay Thompson, Clyde Drexler, Reggie Miller, David Thompson. O atleta 
brasileiro Leandrinho se destaca no âmbito nacional.
4.1.2 Ala
O ala, ou lateral, (posição 3) é o jogador capaz de definir as jogadas 
com boas infiltrações e bom aproveitamento de arremessos. Geral-
mente é o atleta que mais pontua em uma partida. Além disso, atua 
especificamente nas laterais da quadra e participa da disputa pelos re-
botes; quando está na defesa é um jogador que pode marcar qualquer 
adversário. A tradução dessa posição para o inglês é small forward (SF).
Alguns exemplos de alas são: LeBron James,  Larry 
Bird,  Scottie Pippen,  Kevin Durant,  Julius Erving,  James Wor-
thy,  Elgin Baylor,  Dominique Wilkins, Kawhi Leonard, Carmelo An-
thony,  Rick Barry. O brasileiro  Oscar Schmidt  também se destaca 
nessa posição.
Combo guards é como são 
chamados os jogadores que têm 
características tanto de arma-
dores quanto de ala-armadores 
(posições 1 e 2).
Curiosidade
Magic and Bird: the 
courtship of rivals é um 
documentário que narra 
a rivalidade entre dois 
grandes atletas do bas-
quetebol: Magic Johnson 
e Larry Bird.
Direção: Ezra Edelman. Estados 
Unidos: HBO Films, 2010.
Filme
https://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Jordan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Kobe_Bryant
https://pt.wikipedia.org/wiki/Allen_Iverson
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dwyane_Wade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manu_Gin%C3%B3bili
https://pt.wikipedia.org/wiki/Klay_Thompson
https://pt.wikipedia.org/wiki/Clyde_Drexler
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reggie_Miller
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Thompson
https://pt.wikipedia.org/wiki/LeBron_James
https://pt.wikipedia.org/wiki/Larry_Bird
https://pt.wikipedia.org/wiki/Larry_Bird
https://pt.wikipedia.org/wiki/Scottie_Pippen
https://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Durant
https://pt.wikipedia.org/wiki/Julius_Erving
https://pt.wikipedia.org/wiki/James_Worthy
https://pt.wikipedia.org/wiki/James_Worthy
https://pt.wikipedia.org/wiki/Elgin_Baylor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dominique_Wilkins
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rick_Barry
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Schmidt
82 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 2
Posicionamento dos alas 
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
3a - Alas altos
3b - Alas baixos
3a
3a
3a
3a
3b
3b
Fonte: Elaborada pelo autor.
Em uma posição intermediária, temos o ala-pivô (posição 4), que 
desempenha um papel em quadra semelhante ao do pivô, mas com 
maior possibilidade de movimentação embaixo da cesta. O objetivo 
dessa posição é receber rebotes, além de realizar bons arremessos de 
média distância devido ao seu posicionamento em quadra. Esse joga-
dor ainda pode realizar saídas do garrafão para arriscar uma tentati-
va de bola de três pontos. O ala-pivô não se limita a jogadas perto da 
cesta, sendo possível realizar bloqueios eficientes e passes precisos. 
A tradução do nome dessa posição para o inglês é power forward (PF).
Os jogadores mais marcantes historicamente nessa posição 
foram Dennis Rodman,  Charles Barkley,  Karl Malone,  Tim Dun-
can  e  Kevin Garnett. Atualmente, temos os atletas Giannis Anteto-
kounmpo,  Anthony Davis,  Draymond Green,  P. J. Tucker, LaMarcus 
Aldridge, Pau Gasol, Blake Griffin e Kevin Love.
4.1.3 Pivô
O pivô (posição 5) é o jogador que tem a habilidade de jogar de 
costas para a cesta e realizar arremessos de curta distância. Ocupa a 
região do garrafão tanto na defesa quanto no ataque e, geralmente, é 
o mais alto da equipe, podendo ser também o mais pesado e o mais 
forte do que os outros jogadores. Na defesa, é o pivô quem realiza a 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dennis_Rodman
https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Barkley
https://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Malone
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Duncan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Duncan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Garnett
https://pt.wikipedia.org/wiki/Giannis_Antetokounmpo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Giannis_Antetokounmpo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anthony_Davis
https://pt.wikipedia.org/wiki/Draymond_Green
https://pt.wikipedia.org/wiki/P._J._Tucker
https://pt.wikipedia.org/wiki/LaMarcus_Aldridge
https://pt.wikipedia.org/wiki/LaMarcus_Aldridge
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pau_Gasol
https://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Love
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 83
marcação individual nos jogadores que estão no garrafão adversário. 
A tradução dessa posição para o inglês é center (C).
Ao longo da história do basquete, alguns pivôs deixaram 
uma marca importante. Podemos citar, entre eles, Kareem 
Abdul-Jabbar (maior pontuador da história da National Basketball 
Association – NBA), Patrick Ewing, Shaquille O’Neal, Wilt Chamberlain, Bill 
Russell, Hakeem Olajuwon e David Robinson. No Brasil, destacam-se os 
jogadores Anderson Varejão, Tiago Splitter e Nenê Hilário, todos com 
atuação na NBA e na seleção brasileira.
Figura 3
Posicionamento dos pivôs 
5a - Pivô alto
5b - Pivôs baixos
5a
5b
5b
5b
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pelo autor.
Que ações os atletas de cada uma das posições mais realizam em jogo? Quem dribla mais? Quem 
arremessa mais? Quem pontua mais? Quem realiza mais passes? Quem pega mais rebotes?
De acordo com a pesquisa de Okazaki et al. (2008), cada função tem uma especificidade. Vejamos cada uma delas.
• Armadores: utilizam mais a técnica de drible e passe, além de perderem e roubarem mais a posse da bola.
• Alas: arremessam mais à cesta e fazem mais pontos (média de 19,8 arremessos por jogo).
• Pivôs: apresentam maior número de rebotes (9,4 rebotes por jogo) e bloqueios (1,1 bloqueios por jogo). 
Também têm o maior número de lances livres.
Ainda, de acordo com o estudo, o arremesso do tipo jump e bandeja foram as técnicas de arremesso mais uti-
lizadas, com índice de 69,7% e 16,7%, respectivamente. Com relação ao passe, os mais utilizados foram o de 
peito (44,1%), por cima da cabeça (24,0%) e ombro (20,1%).
https://pt.wikipedia.org/wiki/Kareem_Abdul-Jabbar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Kareem_Abdul-Jabbarhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Patrick_Ewing
https://pt.wikipedia.org/wiki/Shaquille_O%27Neal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wilt_Chamberlain
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Russell
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Russell
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hakeem_Olajuwon
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Robinson
84 Metodologia do ensino de basquetebol
Com base nas características das posições ocupadas por cada jogador, 
pode-se concluir que cada um tem sua posição original, mas, ao mesmo 
tempo, isso não os impede de transitar e atuar em outras funções – den-
tro da equipe, de uma temporada ou mesmo de um jogo. O sucesso de 
uma equipe é mediado pela exploração das melhores características dos 
jogadores; por isso, a seguir, vamos compreender um pouco mais a res-
peito dos aspectos físicos que são atuantes no basquete.
4.2 Aspectos físicos 
Vídeo No basquete – esporte que tem como principal característica a in-
termitência 1 –, os jogadores precisam apresentar determinado nível 
de desenvolvimento em diversas capacidades físicas, principalmente 
quanto à resistência, agilidade, potência, força e força máxima, veloci-
dade, flexibilidade e capacidade aeróbia e anaeróbia.
As variações de tipo, duração e intensidade das ações faz com 
que seja impossível determinar com precisão as capacidades físi-
cas necessárias a um jogo. Isso porque, dentro dessas capacidades, 
incluem-se as fontes energéticas para as ações e o número de repeti-
ções de cada fundamento, além de existir sempre a imprevisibilidade 
que pode surgir durante a partida.
Em um recente estudo a respeito dos jogadores e do contexto da partida, 
Schelling e Torres-Ronda (2013) concluíram que o corpo de evidências 
com relação à carga externa no basquete elucida os seguintes fatos:
• Correm entre 4,5 km a 7,5 km por jogo.
• Realizam até 1.000 diferentes ações (incluindo defesa, sprint, mudanças de dire-
ção, saltos, caminhar, correr etc.).
• Realizam em torno de 45 saltos.
• Realizam poucas sequências que duram mais que 40 segundos.
• A densidade de atividade do jogo – taxa de trabalho e descanso – varia depen-
dendo da ação, da intensidade e do momento da partida.
• Ações de intensidade médias para altas têm densidade de 1:1, ou seja, 15 segun-
dos de trabalho para 15 segundos de recuperação.
• Ações de intensidade altas para máximas têm densidade de 1:10, ou seja, 2 se-
gundos de trabalho para 20 segundos de recuperação.
• A maioria dessas ações utiliza o sistema anaeróbio, tanto lático quanto alático 2 .
Quais são as posições do 
basquete?
Atividade 1
1
Momentos em que há 
alternação de períodos de alta 
intensidade com elevado esforço, 
seguido por períodos de menor 
intensidade que podem ser de 
recuperação.
O metabolismo anaeróbio se 
divide em alático e lático. O 
alático se refere à quebra dos 
estoques de adenosina trifosfato 
(ATP) e de fosfocreatina (CP). O 
anaeróbio lático está relacionado 
à degradação parcial da glicose, 
resultando no ácido lático.
2
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 85
As constatações desse estudo devem servir como base para o trei-
namento dos jogadores. Considerando os princípios do condiciona-
mento esportivo, como a especificidade, ou seja, o treinamento físico, 
no basquete os treinos devem ser planejados e executados de acordo 
com os requisitos específicos, levando em consideração os sistemas 
energéticos preponderantes, as coordenações psicomotoras utilizadas 
e os fundamentos da modalidade.
Já os atributos físicos dos jogadores são reportados na literatura 
com dados sobre o peso, a estatura e o somatótipo. As diferenças dos 
atributos físicos existem entre as posições de jogo e os níveis de habili-
dade, por exemplo, os armadores tendem a ser mais leves, mais baixos 
e mais mesomórficos que os pivôs. Em ambos os sexos, o percentual de 
gordura dos pivôs é maior que a dos armadores e dos alas (ZIV; LIDOR, 
2009). Ainda, os armadores tendem a realizar mais movimentos de alta 
intensidade durante o jogo, se comparados aos alas e pivôs.
E as lesões no basquete?
Entre as lesões mais comuns no basquetebol, de acordo com di-
versas pesquisas, estão as que ocorrem nos membros inferiores, sen-
do a entorse lateral do tornozelo a mais recorrente. Essas lesões são 
consequência do elevado número de saltos realizados no esporte para 
arremessar, pegar rebotes ou realizar bloqueios. Além disso, a tendi-
nite patelar é outra lesão comum, também conhecida como joelho de 
saltador, causada pelo uso excessivo do joelho e reconhecida por uma 
dor localizada abaixo da patela.
O ligamento patelar é o ligamento que conecta o osso da tíbia à 
rótula. Ao saltar repetidamente, uma grande quantidade de tensão é 
colocada nesse ligamento e pode resultar em uma ruptura que, às ve-
zes, pode ocasionar lesões teciduais e músculos inflamados. Também 
são prevalentes lesões na lombar e nos posteriores de coxa, como con-
traturas e estiramentos; nas mãos predominam as luxações e subluxa-
ções dos dedos.
Ainda assim, as lesões não são exclusivas dos esportistas de alto 
rendimento, visto que tanto lesões de mecanismo crônico quanto agu-
do podem ocorrer com alunos no basquete escolar. Em vista disso, é 
imprescindível compreender todos os riscos a respeito da prática para 
que a prevenção possa ser feita da melhor forma. Os trabalhos de 
Você sabia que existe um 
Programa de Prevenção 
de Lesão no Basquete 
encabeçado pela 
Confederação Brasileira 
de Basquete? Alguns 
desses exercícios podem 
ser visualizados no vídeo 
Prevenção de lesões no 
basquete.
Disponível em: http://youtu.be/
w9Kxs8KuKhk. Acesso em: 23 
out. 2020.
Saiba mais
http://youtu.be/w9Kxs8KuKhk
http://youtu.be/w9Kxs8KuKhk
86 Metodologia do ensino de basquetebol
prevenção podem ser específicos ou incluídos dentro de uma aula de 
Educação Física. Nesse sentido, o trabalho proprioceptivo se faz impor-
tante na prevenção de lesões. Vamos conhecer um pouco mais?
4.3 Aspectos táticos 
Vídeo Considerando a dinâmica do basquetebol, é importante identificar 
os aspectos táticos, uma vez que esse esporte não é uma soma de ha-
bilidades específicas – fundamentos –, e sim uma rede complexa com-
posta de situações de jogo imprevisíveis. Por isso, pode-se afirmar que 
as situações em um jogo de basquete nunca serão idênticas.
Os aspectos táticos consistem em uma forma de facilitar o objetivo 
do jogo utilizando-se a somatória das capacidades e das habilidades 
individuais dos jogadores. Há, ainda, a utilização adequada e racional 
dos fundamentos individuais de ataque e defesa aplicados em uma si-
tuação de jogo.
A relação constante entre ataque e defesa é um contínuo expresso 
por meio de sistemas de organização dessas duas situações, as quais 
chamamos de sistemas de ataque e de defesa. Observe na Figura 4 como 
a interação desses sistemas ocorre.
Figura 4
A dinâmica de jogo do basquetebol
Fonte: Elaborada com base em De Rose Jr.; Pinto Filho; Correa Neto, 2015.
A DINÂMICA DE JOGO NO BASQUETEBOL 
ATAQUE
Situações de jogo coletivas:
Sistemas de ataque
Sistemas de defesa
5x5
Situações de jogo individuais e 
grupais:
1x1, 2x2, 3x3, 4x4, ...
Fundamentos de defesa
Fundamentos de ataque
DEFESA
Transição 
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 87
Compreendida a dinâmica de jogo, é importante elucidar os con-
ceitos de estratégia e tática. O primeiro termo, estratégia, refere-se 
ao conteúdo teórico proposto antes da partida e consiste no plane-
jamento de como a equipe jogará. O segundo, tática, é a aplicação 
na prática do que foi planejado, ou seja, consiste nas ações aplicadas 
em quadra. Essas ações são coletivas e formam os sistemas de jogo 
defensivos e ofensivos.
Para compreender esses sistemas é preciso, antes, apreender 
como funcionam os princípios táticos operacionais tanto em condi-
ção de ataque quanto de defesa. Desse modo, quando a equipe tem 
a posse de bola, está em situação de ataque e busca, inicialmente, 
conservá-la com o objetivo deprogredir para a quadra do adversário, 
invadindo-a e, por fim, realizando um ataque à meta (cesta). Por outro 
lado, na defesa, os princípios são diferentes: o objetivo principal é de-
fender a meta e, para isso, deve-se realizar oposição à equipe adver-
sária, de modo a forçar uma regressão da equipe e da bola enquanto 
tentam recuperá-la.
Observe a Figura 5 para compreender melhor esses esquemas.
Figura 5
 Princípios táticos operacionais 
OFENSIVOS
Manutenção da 
posse de bola
Progressão da 
equipe/bola
Atacar a meta/alvo
DEFENSIVOS
Recuperação da 
posse de bola
Regressão da equipe 
adversária/bola
Defesa da meta/alvo
Fonte: Elaborada pelo autor.
A aplicação em jogo dos sistemas de defesa e ataque dependerá de 
alguns fatores, como características físicas e técnicas dos jogadores, 
que podem variar desde o grau de habilidade dos jogadores até as ca-
racterísticas da equipe adversária ou do momento do jogo (Figura 6).
88 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 6
Fatores influenciadores dos sistemas táticos no basquetebol
ks
en
vit
al
n 
/V
ya
ch
es
la
vik
us
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pelo autor.
Características 
físicas e técnicas 
dos jogadores
Grau de habilidade 
dos jogadores da 
equipe
Características da 
equipe adversária
Situação 
momentânea da 
partida
 • Características físicas e técnicas dos jogadores: de acordo com 
De Rose Jr. e Tricoli (2017), as características dos jogadores da equi-
pe serão sempre um fator determinante no planejamento tático. 
Cada indivíduo e suas capacidades são o ponto inicial para a de-
terminação dos sistemas ofensivos e defensivos, por exemplo, um 
jogador extremamente alto ou forte pode fazer a diferença em um 
sistema tático da equipe.
 • Grau de habilidade dos jogadores: é comum os jogos serem po-
sicionados sobre a função de suas principais habilidades. Como 
grandes arremessadores de longa distância (alas), exímios passa-
dores (armadores) e jogadores com elevado potencial de infiltra-
ção no garrafão adversário (armadores e alas).
 • Características da equipe adversária: o estudo do sistema de jogo 
da equipe adversária, assim como as características individuais 
dos jogadores, são grandes influenciadores dos sistemas táticos.
 • Situação momentânea da partida: a alta imprevisibilidade do bas-
quete faz com que diferentes situações resultem em diferentes 
sistemas táticos, principalmente acerca dos segundos finais de 
uma partida, que podem ser decisivos.
As ações táticas podem ser classificadas como individuais, grupais e 
coletivas. A seguir, vamos entender cada uma delas.
a. Táticas individuais
É a forma pela qual o aluno/jogador soluciona as problemáticas do 
jogo na defesa e no ataque de maneira individualizada, ou seja, é o 
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 89
modo como ele resolve as situações pertinentes ao jogo utilizando seu 
repertório técnico em diferentes situações. Há diferença entre técnica 
e tática individual, conforme elucidado na Figura 7.
Figura 7
Diferença entre técnica e tática individuais
Fonte: Elaborada pelo autor.
Execução da habilidade 
motora específica do 
basquetebol.
Saber utilizar de 
maneira correta o gesto 
técnico específico para 
determinada situação de 
jogo.
Técnica individual Tática individual
b. Tática de grupo (ou grupal)
Normalmente, são desenvolvidas com a participação de dois ou três 
jogadores. Trata-se de um processo de decisão relacionado diretamen-
te às ações de, no mínimo, mais de um jogador.
c. Tática coletiva
Momento em que os jogadores aplicam seu repertório técnico in-
dividual, tático individual e de grupo em prol de determinado sistema 
de jogo, ofensivo ou defensivo. Nessas decisões, envolvem-se a coope-
ração e a oposição, principais características do basquete. A eficácia 
dessa tática está relacionada à qualidade e ao desempenho de todas 
as técnicas.
A tática coletiva nos permite aprofundar os estudos a respeito dos 
sistemas defensivos e ofensivos. Portanto, agora vamos direcionar 
nossos estudos para esses sistemas. É importante ter sempre em men-
te que a defesa se inicia, imediatamente, quando a equipe ofensora 
perde a posse de bola.
Sistema defensivo
Há dois tipos de defesa: a individual e a por zona, que podem ainda 
se desdobrar em outras três: sob pressão, mista e combinada. Assim, 
pode-se afirmar que há cinco tipos de sistemas de defesa, vamos en-
tender como cada uma delas funciona.
90 Metodologia do ensino de basquetebol
 • Defesa individual
É a defesa básica mais antiga, que surgiu com o próprio esporte. 
Essa tática consiste em cada jogador marcar determinado atacante 
adversário.
“Cole em seu jogador e siga seus movimentos, ficando sempre entre atacante e a cesta.”
James Naismith
A frase do criador do basquete deixa evidente o que se deve fazer 
quando a marcação individual for utilizada. Observe na Figura 8 como 
os defensores, em azul, se posicionam com relação aos seus atacantes.
Figura 8
Defesa individual
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pelo autor.
Entre as variações da defesa individual, temos:
• Simples: o defensor se posiciona de costas para a cesta e de frente 
para o atacante.
• Visão orientada: o defensor se posiciona de costas para cesta e de 
frente para o atacante, mas direciona sua visão para a bola.
• Ajuda: manter o olhar para bola e, no caso de outro atacante passar 
por um defensor, tentar impedir a penetração desse atacante. Deve 
retornar à marcação original assim que seu companheiro conseguir 
recuperar a posição original.
• Flutuação: os defensores se posicionam do lado oposto da bola e 
deslocam-se em direção a um ponto imaginário central com o objeti-
vo de impedir penetrações.
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 91
• Antecipação: defensores deverão realizar a leitura de jogo de modo 
que seja possível antecipar o passe.
• Troca de marcação: manobra defensiva quando ocorre o corta-luz.
Trouxemos, na Figura 9, algumas vantagens e desvantagens da de-
fesa individual. 
Figura 9
Vantagens e desvantagens da defesa individual
 J
irk
a_
To
m
ek
/S
hu
tte
rs
to
k
Desvantagens Vantagens
• Facilita infiltrações.
• Facilita movimentações de corta-luz.
• Pode provocar elevado número de 
faltas.
• Dificulta rebote defensivo.
• Adaptável a qualquer tipo de ataque.
• Dificulta passes e arremessos de meia e 
longa distância.
Fonte: Elaborada pelo autor.
 • Defesa por zona
Nesse formato de defesa é feita a marcação por áreas da quadra. 
A movimentação dos defensores em quadra é mediada pela movimen-
tação da bola que está com o adversário. Para que seja uma defesa 
efetiva, é necessário bom treinamento em conjunto e boa comunicação 
entre os defensores. A marcação por zona permite que as deficiências 
sejam mascaradas, portanto, caso um jogador seja “falho” na defesa, a 
equipe pode compensar congestionando o setor.
Para entender mais a respeito do posicionamento dos jogadores e 
as vantagens de cada variação, nos aprofundaremos um pouco mais 
nessa tática de defesa por zona. Há algumas variações desse tipo de 
defesa, que devem ser utilizadas de acordo com a necessidade de cada 
time e de cada partida.
92 Metodologia do ensino de basquetebol
 • 2 – 1 – 2: é uma defesa básica por zona, em que o objetivo é con-
gestionar o garrafão a fim de dificultar as infiltrações adversárias. 
Veja na Figura 10 como deve ser feita a disposição de jogadores.
Figura 10
Sistema de defesa por zona 2 – 1 – 2
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pelo autor.
 • 3 – 2: é o tipo de defesa que prioriza, exclusivamente, a proteção 
das laterais e da linha de 3 pontos.
Figura 11
Sistema de defesa por zona 3 – 2
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pelo autor.
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 93
 • 2 – 3: é a defesa feita por zona que objetiva, especificamente, a 
proteção da cesta porbaixo.
Figura 12
Sistema de defesa por zona 2 – 3
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pelo autor.
 • 1 – 3 – 1: essa defesa é feita em formato de “cruz” e tem como 
objetivo neutralizar equipes com dois pivôs responsáveis pelas 
movimentações. Essa marcação visa dificultar a movimentação 
desses pivôs, devido à linha com os três defensores ser centrali-
zada, o que gera dificuldades de movimento no garrafão por cau-
sa da alta ocupação dos defensores.
Figura 13
Sistema de defesa por zona 1 – 3 – 1
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pelo autor.
94 Metodologia do ensino de basquetebol
Na Figura 14, trouxemos algumas vantagens e desvantagens do mé-
todo de defesa por zona, para elucidar de modo mais compreensível e 
direto esses aspectos.
Figura 14
Vantagens e desvantagens da defesa por zona
 J
irk
a_
To
m
ek
/S
hu
tte
rs
to
k
Desvantagens Vantagens
• Facilita a troca de passes.
• Facilita os arremessos de média e 
longa distância.
• Pode provocar acomodação dos 
marcadores longe da bola.
• Áreas vulneráveis.
• Facilita o rebote de defesa.
• Facilita saídas para contra-ataque.
• Dificulta o jogo próximo à cesta.
• Facilita a volta organizada para a 
defesa.
Fonte: Elaborada pelo autor.
 • Defesa sob pressão
Nessa tática de defesa há dois jogadores marcando apenas um ata-
cante com intensidade. Para que essa marcação seja efetiva, é necessá-
rio aos jogadores que estão na defensiva uma boa condição física para 
suportar o ritmo. Esse tipo de defesa é mais utilizado quando preten-
de-se eliminar uma diferença de pontos ou mudar o ritmo de jogo do 
adversário, surpreendendo-o.
Ainda, a defesa sob pressão pode ser dividida em: individual, zonas, 
meia-quadra, três quartos da quadra e quadra toda. Veja, na Figura 15, 
as vantagens e desvantagens dessa tática de defesa.
Figura 15
Vantagens e desvantagens da defesa sob pressão
 J
irk
a_
To
m
ek
/S
hu
tte
rs
to
k
Desvantagens Vantagens
• Maior chance de faltas pessoais.
• Possibilidade de o ataque utilizar, 
de modo eficiente, atacantes sem 
marcação.
• Fator surpresa, que pode ocasionar 
erros do adversário.
• Possibilidade de o adversário alterar o 
ritmo de jogo.
• Forçar ataque e realizar passes ou 
arremessos precipitados.
Fonte: Elaborada pelo autor.
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 95
 • Defesa mista
Esse é o tipo de tática que utiliza dois sistemas de defesa simul-
taneamente: a defesa individual e a defesa por zona. Veja, grafica-
mente (Figura 16), como ocorre a disposição dos jogadores nesse 
tipo de defesa.
Figura 16
Defesas mistas: box and one (A) e diamond and one (B)
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
A B
Note que a defesa mista box and one se caracteriza por quatro de-
fensores na zona de defesa posicionados de modo que se assemelha 
ao formato de uma caixa/box, enquanto apenas um jogador faz a mar-
cação individualmente. O mesmo pode ser observado no formato dia-
mond and one, com a diferença de que os quatro jogadores em zona 
estão posicionados no formato de um diamante, mas ainda mantendo 
somente um jogador na marcação individual.
Outro tipo de defesa mista é o triângulo-dois. Nela, três jogadores 
marcam por zona – formando um triângulo –, enquanto outros dois 
fazem a marcação individualmente. A variação ocorre no formato do 
triângulo, que pode ser tradicional ou invertido, conforme a Figura 17.
96 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 17
Defesa triângulo-dois
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Ainda falando da defesa mista, temos a match-up, na qual quatro 
jogadores ficam organizados em zona enquanto um deverá sempre 
marcar individualmente algum adversário. A marcação individual de-
verá ser no jogador que estiver em posse da bola e os outros devem 
permanecer organizados em zona, alterando a configuração cada vez 
que a bola mudar de posse/jogador durante o ataque.
 • Defesa combinada
Esse tipo de defesa que utiliza dois ou mais sistemas distintos em 
momentos diferentes do ataque, por exemplo: a equipe se posiciona 
para marcar por zona (2-1-2) e, após determinada ação do ataque, to-
dos os defensores passam a marcar individualmente.
Como forma de fixação de conteúdo, elaboramos a Tabela 1 com 
as principais informações de cada um dos tipos de sistemas de defesa 
no basquete.
Exercite os sistemas defensivos 
de maneira simples e se diver-
tida por meio do aplicativo para 
celular Quadro Tático: Basquete!
Dica
Qual é a diferença entre as 
defesas mista e combinada?
Atividade 2
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 97
Tabela 1
Sistemas defensivos
Tipos de defesa
Individual Zona Sob pressão Mista Combinada
Va
ria
çõ
es
Simples 2 – 1 – 2 Individual Box and one Variadas
Visão orientada 2 – 3 Zonas Diamond and one Não há
Ajuda 3 – 2 ½ quadra Triângulo-dois Não há
Flutuação 1 – 3 – 1 ¾ da quadra Não há Não há
Antecipação Não há
Quadra com-
pleta
Não há Não há
Troca de mar-
cação
Não há Não há Não há Não há
Fonte: Elaborada pelo autor.
Sistemas de ataque
Os sistemas de ataque têm como base a tentativa de maximizar o 
objetivo principal do jogo: pontuar cestas no adversário e atacar a meta 
com máxima eficácia possível. Esses sistemas de ataque, comumente, 
ocorrem da seguinte forma:
Figura 18
Ataque no basquete
Vy
ac
he
sl
av
ik
us
/S
hu
tte
rs
to
ck
Manutenção da 
posse de bola 
pelo maior tempo 
possível, desde 
que dentro das 
regras.
Desequilíbrio da 
defesa adversária.
Finalização.
Fonte: Elaborada pelo autor.
As fases mais importantes são as de desequilíbrio da defesa adver-
sária e a de finalização, pois no basquete há restrição de tempo de 
posse de bola (24 segundos ou 14 segundos após um rebote ofensivo). 
Por isso, o ataque deve ser finalizado de modo eficiente e simples.
98 Metodologia do ensino de basquetebol
No ataque, temos duas possibilidades:
1. Ataque sustentado (ou posicionado): ocorre quando todos os 
atacantes estão ocupando suas posições na quadra ofensiva 
de acordo com o sistema a ser utilizado e a defesa se iguala 
numericamente (5x5), também em sistemas organizados. 
Para o ataque posicionado, a criação de espaço é um aspecto 
fundamental, pois permite melhores condições para o arremesso.
2. Contra-ataque: tem origem na quadra defensiva, após a 
recuperação da posse de bola, progredindo em direção ao 
cesto adversário na tentativa de obter vantagem numérica. Um 
contra-ataque pode ocorrer com rebote defensivo, lateral na 
quadra defensiva, bola ao alto, reposição de bola no fundo após 
cesta do adversário ou interceptação de um passe.
Os sistemas de ataque representam uma multiplicidade de opções 
e, em razão disso, não apresentam uma classificação bem definida con-
forme os sistemas de defesa. É importante ressaltar que não há parti-
cipação tática em todas as ações de ataque no basquete, uma vez que 
criar espaços para arremessos pode ser consequência de uma ação 
individual ou grupal.
Fatores como número de pivôs (simples, duplo ou triplo), posiciona-
mento inicial dos atacantes (1-3-1, 1-4, 2-3) e rotatividade influenciam 
o modo como a equipe atacará. Observe na Figura 19 os formatos de 
ataque de acordo com o número de pivôs.
Figura 19
Situação de ataque dependendo do número de pivôs
Fonte: Elaborada pelo autor.
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
Simples Duplo Triplo
P
P
P P
P
P
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 99
Apesar de não apresentarem uma classificação bem definida, al-
guns princípios podem ser utilizados para elaboração de um ataque:
 • organização;
 • movimentação ordenada;
 • rebote ofensivo;
 • equilíbrio defensivo;
 • continuidade.
A organização consiste em movimentações que dependem dos se-
guintes aspectos: observar o tipo de defesa da equipe adversária (in-
dividual, zona, sob pressão, mista ou combinada);e a disposição dos 
atacantes de acordo com suas características físicas e técnicas.
A movimentação ordenada tem como finalidade colocar um jogador 
em boas condições de arremesso. No entanto, após o arremesso há a 
possibilidade de o jogador gerar um rebote ofensivo, tornando impor-
tante a organização de quais atacantes disputarão essa bola (rebote 
ofensivo). Ao mesmo tempo em que ocorre o rebote ofensivo, a equipe 
tem a necessidade de retornar para a defesa, portanto, deve-se deter-
minar quem serão os jogadores que se preocuparão com a volta para 
essa zona. Em caso de o arremesso não acontecer, é necessário que o 
sistema de ataque continue sua movimentação, caracterizando o prin-
cípio da continuidade.
Além disso, há estratégias ofensivas que objetivam a criação de es-
paços para melhores condições de arremesso: são as 
ações táticas em grupo. A primeira delas é o pick and 
roll. Essa é uma jogada em dupla, em que um atle-
ta (geralmente um pivô ou um ala) faz um bloqueio 
(corta-luz) no marcador do seu companheiro que está 
driblando (normalmente um armador).
Outra estratégia utilizada é o pick and pop. Nela, 
em vez de o jogador que faz o corta-luz ou bloqueio 
girar para receber a bola em direção à cesta, ele se 
posiciona (pop) para arremessar de uma longa distân-
cia. Também é uma estratégia ofensiva em que fre-
quentemente acontece um arremesso da linha dos 3 
pontos.
Figura 20
Armador livre após pick and roll
Erik Sevilla Estrada.
Quais são as possibilidades de 
ações táticas no basquetebol?
Atividade 3
100 Metodologia do ensino de basquetebol
Em suma, os sistemas de defesa e ataque nas ações táticas coletivas 
podem ser separadas em:
• Individual
• Zona
• Sob pressão
• Mista
• Combinada
• Ataque sustentado
• Contra-ataque
Defesa Ataque
4.4 Aspectos psicológicos 
Vídeo Apesar de o basquetebol ser um esporte coletivo, é praticado por 
indivíduos. Consequentemente, há influências e interações da equipe 
no indivíduo, bem como do indivíduo na equipe, resultando em situa-
ções complexas e interessantes. Embora os aspectos físicos, táticos e 
técnicos tenham reconhecida importância e sejam por vezes mais va-
lorizados, os aspectos psicológicos são tão valiosos quanto os demais.
Figura 21
Componentes do rendimento esportivo no basquetebol
Ab
er
t/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Componentes 
do rendimento 
esportivo no 
basquete
Habilidades 
táticas
Habilidades 
técnicas
Capacidades 
físicas
Habilidades 
psicológicas
Fonte: Elaborada pelo autor.
Os aspectos psicológicos no basquetebol são analisados sob a pers-
pectiva da psicologia do esporte e do exercício. Essas são subáreas da 
educação física e da psicologia. A psicologia do esporte é um campo de 
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 101
conhecimento e de prática profissional que ainda precisa justificar sua 
importância no meio esportivo, principalmente no alto rendimento.
A psicologia do esporte busca entender a influência dos fatores psi-
cológicos sobre o desempenho de atletas, por exemplo: de que modo 
a ansiedade afeta o desempenho de um jogador cobrando lance livre, 
ou como o estresse influencia a tomada de decisão do jogador. Há tam-
bém a psicologia do exercício, que analisa quais são os efeitos do exer-
cício físico sobre os aspectos psicológicos de praticantes, sendo que o 
exercício em questão pode ser por meio da prática do próprio esporte 
(WEINBERG; GOULD, 2017).
É por meio desses estudos que investigam-se aspectos como a an-
siedade, o estresse, a motivação, o humor, o burnout, entre outras va-
riáveis. Na Figura 22, trouxemos essas variáveis citadas em um formato 
diferente: as palavras com tamanho maior indicam maiores pesquisas 
delas relacionadas diretamente aos esportes coletivos.
Figura 22
Variáveis da psicologia do esporte
Qualidade de vida
Abandono
Imagem corporal
Autoeficácia
Burnout
Overtraining
Saúde mental
Personalidade
Perfil psicológico
Agressividade
Ativação
Treinamento mental
Autoconfiança estilo parental
Depressão
Bem-estar
Flow-feeling
Competência
Perfeccionismo
Autoconceito
Resiliência
Relação treinador-atleta
Emoções
Tempo de reação
Coesão
Tomada de decisão
Motivação
Estresse
Ansiedade
Meta de orientação
Relaxamento
Prazer no risco
Transtorno alimentar
Humor
Coping
Liderança
Percepção
Psicologia do esporte
Orientação esportiva
Satisfação
Fonte: Elaborada pelo autor com base em Dominski et al., 2018.
Na ciência, de acordo com publicações relacionadas à psicologia no 
esporte, o basquete é a terceira modalidade mais investigada, e uma 
das variáveis que mais surgem em pesquisas relacionadas é o fator do 
estresse.
Na ótica da psicologia do esporte, de acordo com De Rose Jr. e Tricoli 
(2017), o rendimento máximo é atingido quando há melhora significa-
Aprofunde seus conhe-
cimentos a respeito das 
variáveis da psicologia do 
esporte e do exercício 
com a leitura do livro 
Fundamentos da Psicologia 
do Esporte e do Exercício, 
de Robert S. Weinberg e 
Daniel Gould.
WEINBERG, R. S.; GOULD, D. 6. ed. 
São Paulo: Artmed, 2017.
Livro
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_ebooks_1?ie=UTF8&field-author=Robert+S.+Weinberg&text=Robert+S.+Weinberg&sort=relevancerank&search-alias=digital-text
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_ebooks_2?ie=UTF8&field-author=Daniel+Gould&text=Daniel+Gould&sort=relevancerank&search-alias=digital-text
102 Metodologia do ensino de basquetebol
tiva da atividade total da consciência e com maior velocidade das rea-
ções motoras, o que implica melhor desempenho nos fundamentos. 
Por exemplo: os processos de percepção são otimizados, assim como 
há maior atenção e elevada capacidade de realizar esforços voluntários 
máximos.
As intervenções relacionadas à psicologia em uma equipe de bas-
quete devem ser realizadas por psicólogos do esporte, sendo que essas 
podem ser classificadas em: (1) para o indivíduo; e (2) para a equipe. É 
importante ter em mente que as consequências das intervenções po-
dem ter influência dentro e fora da quadra de basquete, uma vez que 
esses jogadores são seres humanos.
Entre as situações individuais e que envolvem aspectos psicológi-
cos, podemos citar a falta de confiança no arremesso de lance livre, o 
mau desempenho de arremessos durante uma partida, a ansiedade 
excessiva, a falta de espírito esportivo que implica má conduta e postu-
ra em quadra, a incapacidade de esquecer um desempenho ruim em 
determinado jogo e as preocupações com a relação treinador-jogador. 
Por esse motivo, o desenvolvimento emocional do atleta é objetivo 
principal de uma intervenção psicológica no esporte.
Com relação aos possíveis problemas coletivos, ou seja, dentro da 
equipe, estão: expectativas inadequadas de desempenho da equipe, 
moral reduzida, problemas de comunicação entre os jogadores e entre 
a comissão técnica, além de coesão de equipe.
A preparação psicológica como componente do treinamento espor-
tivo no basquete pode ser dividida com base em outros componentes: 
físicos, técnicos e táticos. A seguir, vamos entender como os aspectos 
psicológicos atuam em cada uma dessas dimensões.
Psicologia na preparação física
Quem pensa que o atleta precisa apenas jogar muito bem o espor-
te, focado exclusivamente na técnica, sem pensar e refletir a respeito 
de outros aspectos, está equivocado. A conscientização do atleta so-
bre conceitos e representações das capacidades físicas é fundamen-
tal. Considerando as principais capacidades físicas – força, velocidade 
e resistência –, identificaremos os elementos psicológicos que os jo-
gadores devem perceber quando estiverem utilizando determinada 
capacidade física.
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 103
A velocidade é fator fundamental no basquete, sendo determi-
nada pela duração e pelo ritmo no momento da execução de algum 
movimento, como o arremesso. Já os esforços musculares extremos 
envolvem a aplicação de força, como nos saltos para um rebote; e a 
resistência não tem umaexpressão evidente da estrutura psicológica. 
Tais percepções dessas principais capacidades do basquete requerem 
um elevado grau de atenção do jogador, uma vez que a autorregulação 
das funções potencializa o rendimento do atleta e, consequentemente, 
aumenta a consciência sobre os diversos aspectos que têm influência 
no jogo.
Psicologia na preparação técnica
Os processos de reação aos estímulos externos em um jogo de bas-
quete são interessantes, visto que influenciam as ações técnicas da 
partida. Um exemplo disso é quando um jogador que está preparado 
para arremessar percebe o risco de um bloqueio e, instintivamente, 
realiza um passe que pode servir de assistência para a cesta de um 
colega. Os aspectos de adequação à realidade – objetivo, volume, am-
plitude e velocidade de execução – são importantes na estrutura psico-
lógica da técnica.
Os sentidos de tempo, de espaço e da bola também são essenciais 
para as percepções no basquete. A conscientização dos gestos técnicos 
nesse esporte é peculiar, uma vez que a variabilidade é muito grande 
devido à imprevisibilidade do jogo. São fatores que justificam a cons-
cientização dos movimentos técnicos:
 • Formação de automatismos flexíveis dos movimentos.
 • Aprimoramento da capacidade de variação, combinação e adap-
tação do comportamento motor.
Existem várias técnicas utilizadas para o treinamento psicológico, 
entre elas: técnicas de motivação; de redução da ansiedade; de melho-
ra da ativação, de concentração, de autoconfiança, de relaxamento e 
de gerenciamento do estresse.
Com o propósito de aprimorar o desempenho dos jogadores, a 
técnica de mentalização pode ser utilizada. Essa prática consiste em 
simular mentalmente as experiências vividas dentro do esporte. 
104 Metodologia do ensino de basquetebol
Vamos pensar o principal fundamento do basquete: o arremesso. O 
arremesso de lance livre é o principal alvo de estudos na ciência, se 
considerada a influência da mentalização.
Vamos fazer um exercício?
Exercite com você mesmo a simulação da execução de um lan-
ce livre. Para isso, feche os olhos e imagine desde o árbitro entre-
gando a bola para você, a realização de alguns dribles com a bola 
no chão, o modo como segura a bola com as mãos, o posiciona-
mento dos pés, a respiração, a elevação dos membros inferiores 
para a posição do arremesso, a soltura da bola, o acompanha-
mento visual da bola até a cesta e o resultado.
Além disso, nessa prática, podem ser imagina-
dos a quadra, o aro, a linha de lance livre, os compa-
nheiros de equipe, os adversários, os espectadores, 
a cor, a textura, o formato e o tamanho da bola. 
Isso faz com que todos os sentimentos corporais 
sejam associados à habilidade e às emoções que 
podem ser sentidas durante uma partida.
Essa prática pode ser realizada no ambiente de 
treinamento ou durante situações de jogo. A eficá-
cia da mentalização na aprendizagem de habilida-
des e na melhoria do desempenho é sustentada 
por diversas pesquisas científicas. Por esse motivo, 
psicólogos do esporte têm incorporado, regular-
mente, práticas de mentalização nos programas de treinamento espor-
tivo de muitas modalidades.
Contudo, para que esses tratamentos sejam eficazes, é importan-
te realizá-los com cuidado e progressivamente, uma vez que grande 
quantidade de informações fornecidas aos atletas pode resultar em di-
ficuldade de concentração nos elementos-chave da tarefa.
Psicologia na preparação tática
Adotar rapidamente uma decisão tática eficiente é o principal obje-
tivo do trabalho psicológico na preparação tática. No entanto, essa não 
é uma tarefa fácil no basquete.
Thomson200/ wikimedia commons
Assista a Hoop Dreams, 
um dos melhores docu-
mentários já feitos sobre 
basquete! Essa produção 
aborda temas como o 
esporte, família e dife-
renças raciais. Você pode 
enriquecer suas aulas ou 
mesmo compartilhar com 
os alunos, dependendo 
da faixa etária.
Direção: Steve James. Estados 
Unidos: Kartemquin Films, 1994.
Filme
Aspectos técnicos, físicos, táticos e psicológicos dos jogadores 105
A velocidade do pensamento tático é um aspecto diferenciado de 
grandes atletas, pois indica que eles estão aptos a perceber as varian-
tes das situações de jogo. Ao ter essa percepção mais aguçada é possí-
vel calcular probabilidades de mudança e tomar decisões rápidas e 
eficientes. Esse resultado é considerado uma boa percepção tática por 
parte do jogador.
Vamos pensar a prática: um jogador, ao receber uma bola em si-
tuação de ataque, verifica como estão seus companheiros, seus adver-
sários e ele mesmo. Com base nessa percepção, ele pode escolher a 
decisão mais adequada entre passar a bola, arremessar ou driblar. A 
decisão resultante da situação está diretamente relacionada à resolu-
ção de problemas do jogo de basquete.
Por esse motivo, o desenvolvimento de habilidades psicológicas de 
autocontrole é fundamental para manter um jogador capaz de tomar de-
cisões mesmo em situações de elevada pressão. Isso porque, indepen-
dentemente de ser atleta ou aluno, se esse indivíduo mantiver seu estado 
psicológico em desequilíbrio e com altos níveis de ansiedade, pode ser 
impossibilitado de perceber efetivamente alguma situação de jogo.
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
Tanto um programa de treinamento para jogadores de elite quanto de 
iniciação esportiva devem levar em consideração os aspectos físicos, téc-
nicos, táticos e psicológicos de seus participantes. Esses fatores não são 
dissociados no fenômeno esportivo, embora ainda seja notada a baixa 
importância dada ao trabalho psicológico.
O profissional de educação física em suas aulas ou treinos deve consi-
derar o amplo espectro dos fatores atuantes na prática do basquete: físi-
cos, técnicos, táticos e psicológicos, abordando-os de maneira equilibrada 
e consciente.
REFERÊNCIAS
BOMPA, T. O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. Phorte, 2002.
DE ROSE JR., D.; PINTO FILHO, T.; CORREA NETO, W. Minibasquetebol na escola, 2015.
DE ROSE JR., D., & Tricoli, V. Basquetebol: do treino ao jogo. Manole, 2017.
106 Metodologia do ensino de basquetebol
DOMINSKI, F. H., VILARINO, G. T., COIMBRA, D. R., SILVA, R. B., ORLEANS CASAGRANDE, P. de., & 
ANDRADE, A. (2018). Análise da produção científica relacionada à psicologia do esporte em periódicos 
das ciências do esporte de língua portuguesa. Journal of Physical Education, 29(1).
OKAZAKI, V. H., RODACKI, A. L., SARRAF, T. A., DEZAN, V. H., & OKAZAKI, F. H. (2008). 
Diagnóstico de especificidade técnica dos jogadores de basquetebol. Revista Brasileira de 
Ciência e Movimento, 12(4), 19-24.
SCHELLING, X.; TORRES-RONDA, L. Conditioning for basketball: Quality and quantity of 
training. Strength & Conditioning Journal, v. 35, n. 6, p. 89-94, 2013.
WEINBERG, R. S; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício, 4. ed. 2017.
ZIV, G.; LIDOR, R. Physical attributes, physiological characteristics, on-court performances 
and nutritional strategies of female and male basketball players. Sports Medicine, v. 39, n. 
7, p. 547-568, 2009.
GABARITO
1. As posições no basquete são: armador, ala-armador, ala, ala-pivô e pivô.
2. A diferença se dá basicamente na dinâmica da defesa, pois ambos misturam tipos de 
defesa. No entanto, na defesa combinada há a utilização de dois ou mais sistemas 
distintos em momentos diferentes do ataque, dentro de uma mesma jogada, conside-
rando o período de 24 segundos, por exemplo.
3. As ações táticas no basquete se classificam como individuais, grupais e coletivas.
Possibilidades do basquetebol 107
5
Possibilidades do basquetebol
Ao longo deste capítulo estudaremos as regras 3x3 do basque-
tebol, a qual hoje é uma modalidade que faz parte, oficialmente, 
do programa esportivo das Olimpíadas. Além disso, analisaremos 
as possibilidades de ensino desse esporte – como o basquetebol 
adaptado –, considerando sua história, suas características e suas 
regras. Ademais, traremos uma proposta de ensino e desenvol-
vimento relacionada ao mini-basquetebol, quepode ser aplicado 
nas escolas durante as aulas, de acordo com a faixa etária de 
cada criança.
Vamos lá?
5.1 Regras oficiais do basquetebol 3x3 
Vídeo A modalidade do basquete 3x3 tem regras próprias, sendo algumas 
delas diferentes do método tradicional. Geralmente o 3x3 é jogado em 
quadras abertas e com tamanho reduzido, bem como o número de ta-
belas é diferente. Em vista disso, para que as regras não se confundam 
e sejam facilmente compreendidas, há um livro específico que abor-
da algumas situações em que a aplicação das regras é feita de modo 
diferente.
As Regras do Jogo de Basquete Oficiais da FIBA são válidas para todas as 
situações de jogo não especificamente mencionadas nas diretrizes do 3x3.
Devido a essas diferenças específicas, nesta seção conheceremos 
quais são as regras da modalidade 3x3 e a sua aplicabilidade.
As equipes são formadas por quatro jogadores, sendo três titula-
res e um reserva. Eles jogam frente a frente e utilizam meia quadra, a 
qual tem dimensões de 15 m de largura por 11 m de comprimen
108 Metodologia do ensino de basquetebol
to (Figura 1). Apesar desse espaço no 
formato 3x3 nos remeter à metade de 
uma quadra de basquetebol tradicio-
nal, ela possui 3 m de comprimento a 
menos. Para o início do jogo é obrigató-
ria a presença dos três jogadores titula-
res, mas caso alguma das equipes não 
esteja completa no horário estabeleci-
do, perderá por W.O.
A bola utilizada também é diferen-
te: tem tamanho 6 e um design urba-
no, com fissuras para maior aderência 
às mãos e à prova de intempéries 1 . 
Os oficiais de jogo são sempre um ou 
dois árbitros, contando ainda com os marcadores de tempo e o placar 
(um para cada função, respectivamente).
Para o início de jogo, o procedimento é o cara ou coroa. Um fato 
curioso aqui é o de que o vencedor decide se fica com a bola no início 
da partida ou na prorrogação, caso seja necessário. Além do cara ou 
coroa, existe um procedimento diferente chamado check-ball, este 
pode ser utilizado para decidir qual dos times iniciará 
a partida ou de quem será a posse após a bola ser 
perdida, seja pelo fundo ou pelas laterais.
Quanto ao tempo de jogo, há apenas um tempo 
(período) de 10 minutos. No entanto, a primeira equi-
pe que marcar 21 pontos ou mais, independentemen-
te se em tempo inferior aos 10 minutos, vencerá o 
jogo. Em caso de empate, um período extra – prorro-
gação – deverá ser jogado e a primeira equipe a mar-
car dois pontos ganhará.
A contabilização de pontos no 3x3 também é 
diferente, sendo considerados um ou dois pontos 
por cesta. Vejamos algumas regras a respeito dessa 
contabilização.
Figura 1
Quadra de basquete 3x3
lu
m
ya
i I
 s
we
et
/S
hu
tte
rs
to
ck
15 m 
11
 m
 
A bola deve ser projetada para 
ter boa aderência, mesmo com 
fatores climáticos diversos, como 
chuva, vento etc.
1
Figura 2
Bola especial do formato 3x3
Sa
nd
ro
 H
al
an
k/
W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
Possibilidades do basquetebol 109
• Todo arremesso considerado dentro do arco deverá ser contabilizado 
como um ponto. 
• Todo arremesso atrás do arco deverá ser contabilizado como dois pontos. 
• Todo arremesso de lance-livre convertido deverá ser contabilizado como 
um ponto.
Fonte: FIBA, 2019.
Em relação às faltas, uma equipe será julgada em situação de pena-
lidade após ter cometido seis faltas. Para as faltas posteriores serão 
sempre concedidos dois lances-livres à equipe não penalizada. Contu-
do, a partir da décima falta, serão concedidos dois lances-livres e a pos-
se de bola para a equipe adversária.
Um fator que proporciona alta dinâmi-
ca ao formato 3x3 é o de que na sequên-
cia de cada cesta o jogo recomeça, seja 
por meio de dribles ou com o passe da 
bola diretamente de dentro da quadra e 
o jogador posicionado embaixo da cesta 
(não atrás da linha de fundo), ou seja: o 
jogo não para. Nesse reinício, enquanto 
o atleta estiver na área do semicírculo e 
embaixo da cesta, a equipe de defesa não 
poderá tentar roubar a bola.
Já o tempo para a posse de bola e 
para o arremesso de uma equipe é de 
12 segundos. Em situações de arremesso 
não convertido, em que a mesma equipe 
(de ataque) recupera a posse de bola por 
meio de um rebote, é permitido conti-
nuar a tentativa de pontuação sem a ne-
cessidade de retornar a um local atrás do 
arco. No caso de a equipe de defesa ganhar o rebote, deve-se iniciar a 
jogada de um local atrás do arco, passando ou driblando.
Outra regra que se diferencia do basquete convencional é que nes-
sa modalidade não existem os pedidos de tempo. No entanto, mesmo 
Figura 3
Retorno de bola
Jogadora retornando com a bola para um local atrás do arco após 
rebote defensivo.
Sa
nd
ro
 H
al
an
k/
W
ik
im
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ia
 C
om
m
on
s
110 Metodologia do ensino de basquetebol
sem esse recurso, os árbitros podem interrom-
per o jogo em caso de lesão ou de situações que 
venham a prejudicar o andamento da partida. Em 
circunstâncias como essas, o cronômetro do jogo 
deve ser parado, bem como em ocorrências de 
bola morta e lances-livres.
Porém, para o trabalho no formato 3x3 com 
crianças abaixo de 12 anos, isto é, até o 7º ano do 
ensino fundamental, em ambiente escolar, algu-
mas adaptações nas regras podem ser realizadas. 
A seguir temos algumas delas:
 • Redução da altura da cesta para 2,60 m.
 • Não há necessidade do uso de relógio para 
arremessos, ou seja, se um time não estiver ata-
cando a cesta suficientemente, o árbitro pode dar 
uma advertência contando os últimos 5 segundos.
 • Situações de penalidade não se aplicam. Desse 
modo, as faltas são seguidas por check-ball; exceto 
aquelas no ato do arremesso, faltas técnicas e fal-
tas antidesportivas.
 • Não é necessário conceder tempos técnicos e, em caso de 
prorrogação, o primeiro time a pontuar é o vencedor.
Para conhecer melhor essa modalidade, trouxemos aqui um breve 
histórico.
O cenário inicial de surgimento do basquetebol contribuiu para que o 
jogo também fosse desenvolvido em outros contextos. Em vista disso, a ori-
gem do esporte 3x3 está relacionada diretamente à prática do basquete de 
rua, chamado streetball, que teve início ao final dos anos 1980, nas ruas dos 
Estados Unidos. 
A partir daí, o basquete 3x3 pôde ser formalmente conhecido 2 como 
FIBA 33 e, ao proporcionar um “visual urbano”, diferente do que já conhe-
cíamos no basquete tradicional, trouxe consigo uma nova possibilidade 
de expansão da prática do esporte em todo o mundo. Dessa forma, a po-
pularização só aumentou, culminando na institucionalização pela FIBA, a 
qual testou a modalidade em uma competição no ano de 2007, nos Jogos 
Asiáticos, que aconteceram em Recinto Coberto, Macau. Já no ano de 2010, 
o formato 3x3 teve sua primeira aparição nos Jogos Olímpicos da Juventude, 
em Cingapura. 
(Continua)
Figura 4
Basquete 3x3
Ha
rri
so
n 
Ha
in
es
/P
ex
el
s.
Não há registros datados de 
quando, especificamente, a 
prática foi formalmente reconhe-
cida. Estima-se que seja próxima 
ao final dos anos 1980.
2
Possibilidades do basquetebol 111
A inclusão da modalidade nas competições oficiais foi um sucesso e, com isso, 
aconteceu a criação de competições mundiais de basquete 3x3. A primeira edição 
do evento foi em 2012, na cidade de Atenas (Grécia) e contou com a participação 
da equipe brasileira em dois naipes. Desde então, vários eventos da categoria 
têm sido realizados e, em 2017, o Comitê Olímpico Internacional (COI) oficializou 
o 3x3 como modalidade olímpica, junto ao beisebol, ao softbol, à escalada espor-
tiva, ao caratê, ao surfe e ao skate.
on
ei
nc
hp
un
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hu
tte
rs
to
ck
Vamos relembrar algumas características do basquete e compará-las 
ao 3x3? Vejamos o Quadro 1.
Regra 3x3 Basquetebol
Quadra Menos da metade (15 m x 11 m) Completa (28 m x 15 m)
Cestas 1 2
Jogadores titulares 3 5
Jogadores reservas 1 7
Tempo de jogo 1 x 10 minutos 4 x 10 minutos
Tempo para arremesso 12 segundos 24 segundos
Início de jogo Sorteio e check-ball Bola ao alto
Reposição Por meio de check-ballFora da quadra
Fim de jogo 21 pontos ou 10 minutos
Após 4 tempos de 10 minutos ou 
prorrogação
Prorrogação Até a equipe marcar 2 pontos
Equipe com mais pontos ao fim de 
5 minutos
Valor das cestas 1 ou 2 pontos 2 ou 3 pontos
Após pontuação de cesta Não há pausa Reposição no fundo de quadra
Quadro 1
3x3 comparado ao basquetebol. 
Fonte: Elaborado pelo autor com base em FIBA, 2020.
O streetball tem como objetivo, 
além de pontuar, realizar dribles 
“mais bonitos”, ou seja, melhor 
executados que os do adversário. 
Um show de habilidades com a 
bola é o aspecto diferencial do 
streetball.
Curiosidade
naipes: no basquetebol, é o 
modo de se referir às categorias 
femininas e às masculinas.
Glossário
112 Metodologia do ensino de basquetebol
O basquete 3x3 também possui um ranking que leva em conside-
ração o desempenho individual de cada jogador. O Ranking Mundial 
Individual FIBA 3x3 é calculado com base nos nove melhores resultados 
de eventos patrocinados pela FIBA e disputados nos últimos 12 meses. 
O número de pontos ganhos por um jogador em um evento depen-
de da importância deste na competição, dos resultados da equipe, da 
pontuação individual do jogador e do desempenho estatístico (quando 
registrado).
No Brasil, existe a Associação Nacional de Basquete 3x3 
(ANB 3x3), fundada em 2007 por atletas de basquetebol que, desde 
2012, possui contrato de chancela com a Federação Internacional 
de Basketball (FIBA 3x3).
Vamos conhecer, agora, algumas evidências científicas recentes so-
bre a modalidade?
A ciência sobre o basquete 3x3
Os jogos de basquete 3x3 exigem movimentos inerciais de alta velocida-
de em distâncias limitadas, criando uma resposta fisiológica relativamente 
alta (MONTGOMERY; MALONEY, 2018). Dessa forma, evidencia-se que os 
profissionais envolvidos nessa modalidade precisam ter foco no desenvolvi-
mento de características que melhorem o desempenho dos atletas.
Conforme pesquisas, ele é caracterizado por ações constituídas de fases 
de curta duração, em que a relação de trabalho-descanso deve ser de 1:1 
(CONTE et al., 2017). A análise da demanda fisiológica dos jogadores nessa 
modalidade demonstrou uma frequência cardíaca média de jogo de 165 e 
164 batimentos por minuto para homens e para mulheres, respectivamente 
(MONTGOMERY; MALONEY, 2018).
Foi possível compreender, até aqui, a origem do basquete 3x3 e 
como devem ser aplicadas as regras dele. É importante ter em mente 
que, em situações nas quais elas não estão registradas no manual es-
pecífico, devem-se seguir as normas do basquetebol tradicional.
5.2 Possibilidades de aplicação do 3x3 
Vídeo Apesar de olímpico, o basquete 3x3 é muito recente, uma vez que foi 
considerado oficialmente a nível mundial pela FIBA apenas em 2010. Em 
vista disso, muitos ainda desconhecem a modalidade e suas possibilidades 
de aplicação, ou mesmo as diferenças em relação ao basquete tradicional. 
Mesmo sendo bastante similar ao tradicional, é necessário, além de 
Para um acompanhamento 
individual, cada jogador pode 
se registrar em: play.fiba3x3.
com e ter seu próprio ranking, 
o qual evolui de acordo com os 
resultados em eventos da FIBA. 
Nesse acompanhamento, é 
possível que o jogador compare 
suas habilidades com amigos, 
jogadores amadores e profissio-
nais de todo o mundo.
Saiba mais
Quais são as principais diferenças 
entre o basquetebol tradicional e 
o basquete 3x3?
Atividade 1
Possibilidades do basquetebol 113
conhecer essas diferenças, compreender as oportunidades que essa 
“nova” modalidade pode proporcionar. Aprofundaremos a partir da-
qui algumas possibilidades de aplicação e de ensino para as aulas de 
Educação Física.
O alto grau de imprevisibilidade, o formato simples, rápido, dinâmi-
co e democrático, envolvendo esporte e arte – uma vez que constan-
temente há presença de DJs –, cultura urbana e grafite, são aspectos 
marcantes da categoria. Quando falamos de simplicidade, a relaciona-
mos diretamente às seguintes características: uso de apenas um aro e 
de metade da quadra, com duas equipes de três jogadores e um substi-
tuto, bem como tempo reduzido para 10 minutos de jogo. Desse modo, 
não é necessária uma quadra poliesportiva completa para a prática, 
uma vez que um simples espaço pode ser adaptado, como o pátio da 
própria escola.
Vamos entender como pode ser feita a demarcação da quadra, ou 
do espaço, para a prática do 3x3 dentro da escola.
Na prática
Para delimitar a quadra de basquete 3x3, podemos assumir como base a linha de três 
metros do voleibol, que será a linha de fundo oposta à tabela. É importante utilizar essa 
referência, pois, se assumirmos metade da quadra completa, ela ficará com 14 m, não 
com 11 m. Além disso, ao utilizar uma quadra poliesportiva, suas possibilidades para 
o desenvolvimento do basquete 3x3 aumentam, uma vez que os dois lados da quadra 
podem ser utilizados simultaneamente permitindo que mais equipes joguem.
Figura 5
Limite a ser utilizado para adaptar uma quadra de basquete 3x3.
Ax
el
 W
ol
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Sh
ut
te
rs
to
ck
Há, também, a diversidade de problemas táticos nessa modalida-
de, que proporciona ao praticante exercitar sua autonomia quanto 
às estratégias de jogo. Essa liberdade só é possível devido à elevada 
oportunidade de envolvimento nas ações de jogo com e sem bola. 
114 Metodologia do ensino de basquetebol
A participação ativa durante uma partida 3x3 é maior se comparada 
ao 5x5, visto que a equipe contém somente você e mais dois colegas.
Durante as aulas de Educação Física, geralmente, o tempo é reduzi-
do, ou seja, há uma ou duas aulas semanais que acontecem em um pe-
ríodo de 40 a 50 minutos cada. Por esse motivo, a aplicação do esporte 
pode contribuir para a participação ativa dos alunos, por ser uma prática 
altamente dinâmica e democrática. Muitas vezes, ao aplicar o basquete 
tradicional, alguns alunos podem ter poucas chances de participação, o 
que resulta em poucas oportunidades de sucesso em suas ações e menor 
percepção de competências e de habilidades. Isso pode influenciar a mo-
tivação com relação à participação, não somente nas aulas de Educação 
Física, mas na prática de atividades esportivas em geral.
O basquete 3x3 pode ser considerado tanto uma versão reduzida 
do tradicional – sendo trabalhado nas aulas de Educação Física como 
um jogo pré-desportivo (estratégia de ensino) –, quanto um jogo formal 
completo. Para isso, o professor deve avaliar o contexto de aplicação, 
seu público, o nível de entendimento, a habilidade, o condicionamento 
dos alunos e os objetivos para tomar uma decisão assertiva de como 
trabalhar esse formato.
Além disso, é importante proporcionar aos alunos um ambiente de 
ensino que valorize as relações sociais, incentive o engajamento nas 
atividades e estimule a participação ativa no esporte. Um diferencial 
para auxiliar esse engajamento é utilizar a música como aliada, uma 
vez que o hip-hop é uma característica marcante e está sempre presen-
te nas partidas do basquete 3x3.
Outro fator importante a ser abordado aqui é que o basquete 3x3 
também é inclusivo, pois há um direcionamento da modalidade para 
pessoas com deficiência física, conhecido como basquete 3x3 em cadeira 
de rodas. Assim como no basquetebol adaptado, os jogadores recebem 
uma pontuação de acordo com o nível de deficiência. Desse modo, não 
é permitida a participação de uma equipe cujo valor total de pontos 
exceda o limite de 8,5: essa pontuação varia de 1 a 4,5, ou seja, a soma 
de pontos dos três jogadores não deve ultrapassar 8,5. As demais re-
gras são semelhantes ao basquete em cadeira de rodas convencional, 
as quais estudaremos a seguir.
O filme One in a Billion 
conta a jornada de 
Satnam Singh Bhamara 
em busca do sonho de 
tornar-se o primeiro joga-
dor de basquete indiano 
a competir na NBA. Esse 
filme está disponível em 
diversas plataformas de 
streaming de vídeo.
Direção: Roman Gackowski. Estados 
Unidos: OBB Pictures; RGTV, 2016.
Filme
Quais são as possibilidades de 
aplicação do basquete3x3?
Atividade 2
https://www.imdb.com/name/nm7268004/?ref_=tt_ov_dr
Possibilidades do basquetebol 115
Figura 6
Basquete 3x3 em cadeira de rodas
An
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É importante compreender de que forma ocorre essa prática e 
adaptá-la ao contexto escolar. Trazer um pouco da vivência do basque-
tebol adaptado para pessoas com deficiência é um modo de elucidar os 
alunos sobre a inclusão em todos seus formatos, inclusive na prática de 
esportes. Proporcionar um ambiente de aprendizado ao aluno que tor-
ne a prática agradável e eficaz é uma maneira de despertar o interesse 
para qualquer tipo de esporte.
Para compreender mais 
a respeito das regras e 
de como ocorre o jogo de 
basquete 3x3 em cadeira 
de rodas, é importante 
ler o Manual da Federação 
Internacional de Basquete 
em Cadeira de Rodas.
Disponível em: http://
basquete3x3.com.br/wp-
content/uploads/2019/05/
Regras-do-basquete-3x3-
atualiza%C3%A7%C3%A3o-
de-2019.pdf. Acesso em: 09 nov. 
2020.
Livro
5.3 História, regras e características 
do basquetebol adaptado 
Vídeo O basquetebol convencional adaptado para pessoas com deficiência é 
uma excelente oportunidade para trabalhar a inclusão nos esportes, prin-
cipalmente, no contexto escolar. Nesse sentido, aprofundaremos, nesta 
seção, os conhecimentos a respeito do basquete em cadeira de rodas.
Essa modalidade começou a ser praticada, inicialmente, por ex-sol-
dados do exército norte-americano, devido aos ferimentos causados 
durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945. O esporte como ferra-
menta de inclusão social é exacerbado nesse cenário em razão do po-
tencial de reinserção do indivíduo na sociedade, no qual se objetiva 
http://basquete3x3.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Regras-do-basquete-3x3-atualiza%C3%A7%C3%A3o-de-2019.pdf
http://basquete3x3.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Regras-do-basquete-3x3-atualiza%C3%A7%C3%A3o-de-2019.pdf
http://basquete3x3.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Regras-do-basquete-3x3-atualiza%C3%A7%C3%A3o-de-2019.pdf
http://basquete3x3.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Regras-do-basquete-3x3-atualiza%C3%A7%C3%A3o-de-2019.pdf
http://basquete3x3.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Regras-do-basquete-3x3-atualiza%C3%A7%C3%A3o-de-2019.pdf
http://basquete3x3.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Regras-do-basquete-3x3-atualiza%C3%A7%C3%A3o-de-2019.pdf
116 Metodologia do ensino de basquetebol
dar-lhes um propósito e auxiliá-
-los no processo de reabilitação. 
No entanto, não há um registro 
que confirme a data inicial dessa 
prática.
Em vista disso, considera-se 
que o basquete em cadeira de ro-
das teve início nos Estados Unidos 
e esteve presente em todas as 
edições dos Jogos Paraolímpicos, 
desde 1960, em Roma, na 
Itália.  A modalidade feminina foi 
inserida em 1968, na cidade de Tel Aviv-Yafo, em Israel. Atualmente, o 
basquete em cadeira de rodas é o esporte mais proeminente dos Jogos 
Paralímpicos.
O Brasil participa das Paraolimpíadas desde 1972, na modalidade 
masculina, e desde 1996, na feminina; porém, ambas as seleções bra-
sileiras ainda não conquistaram medalhas paralímpicas. As melhores 
colocações brasileiras nessa modalidade foram o quinto lugar, no mas-
culino; e o sétimo, no feminino, as duas conquistadas nas Olimpíadas 
de 2016, realizadas no Rio de Janeiro.
A Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF) 
é a organização oficial do esporte, sendo a responsável por adaptar e 
padronizar as cadeiras utilizadas pelos jogadores. Já a Confederação 
Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC) é a entidade 
que administra a modalidade em nosso país. Nele, a prática teve iní-
cio a partir do ano de 1958, no Rio de Janeiro, em que por meio do 
trabalho de Robson Sampaio de Almeida, ex-atleta da modalidade, e 
o técnico Aldo Miccolis, o basquete em cadeira de rodas teve sua pri-
meira apresentação no Clube do Otimismo. Já o primeiro jogo oficial 
no Brasil ocorreu entre as equipes paulista e carioca, no Ginásio do 
Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, em que a equipe paulista venceu.
Apesar dos muitos tipos de deficiências motoras presentes nessa 
modalidade, para melhor organização optou-se por dividi-las em duas 
classes: deficiências neurológicas, como lesão da medula espinal e po-
liomielite; e deficiências musculoesqueléticas, como amputações. Outro 
ponto é que essa modalidade possui apenas uma categoria de jogo em 
Lucian Coman/Shutterstock
Possibilidades do basquetebol 117
cada naipe; diferente da natação e do atletismo, por exemplo, em que 
há classes de competição conforme o grau e o tipo de deficiência.
Já no que diz respeito às deficiências físico-motoras, há uma ressal-
va de que atletas de ambos sexos com essa limitação possam partici-
par da modalidade de acordo com o comprometimento físico-motor 
apresentado. Para manter o equilíbrio entre as equipes, visto a grande 
variabilidade das deficiências físico-motoras, utiliza-se uma escala que 
usa os números 1, 1.5, 2, 2.5, 3, 3.5, 4 e 4.5 para uma classificação corre-
ta quanto às limitações do atleta.
Figura 7
Classificação por grau de deficiência
Fonte: Elaborada pelo autor.
1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5
Não consegue 
controlar o tronco
Não tem limitação 
de movimentações 
na cadeira de rodas
Desse modo, considera-se que quanto maior a deficiência, menor 
será a pontuação. Além disso, o somatório geral das pontuações dos 
atletas em quadra não pode ultrapassar 14. Caso a equipe, em algum 
momento, ultrapasse os 14 pontos com os cinco atletas em quadra, o 
treinador deverá ser sancionado com uma falta técnica, além de preci-
sar ser realizada a correção na formação da equipe.
Vamos observar, a seguir, um exemplo de pontuação de cada atleta. 
Na Figura 8 podemos notar a distribuição dos valores para que o máxi-
mo permitido seja alcançado.
Para saber um pouco 
mais a respeito das re-
gras do basquetebol em 
cadeira de rodas, confira 
o manual completo da 
Federação Internacional 
de Basquete em cadeira 
de rodas.
Disponível em: https://iwbf.org/
wp-content/uploads/2020/06/
Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-
-BRASIL-final-small.pdf. 
Acesso em: 01 out. 2020.
Saiba mais
https://iwbf.org/wp-content/uploads/2020/06/Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-BRASIL-final-small.pdf
https://iwbf.org/wp-content/uploads/2020/06/Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-BRASIL-final-small.pdf
https://iwbf.org/wp-content/uploads/2020/06/Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-BRASIL-final-small.pdf
https://iwbf.org/wp-content/uploads/2020/06/Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-BRASIL-final-small.pdf
118 Metodologia do ensino de basquetebol
Figura 8
Pontuação de cada atleta
Ta
tia
na
 Z
ab
ro
di
na
/S
hu
tte
rs
to
ck
2,5
2,5
3,5
3,5
4,5
2,0
2,0
3
2,5
1,5
Fonte: Elaborada pelo autor.
No geral, as regras do basquete em cadeira de rodas são semelhan-
tes às do jogo tradicional, como a quadra, o número de jogadores, a 
pontuação e o tempo de jogo. No entanto, há algumas diferenciações 
que conheceremos em seguida.
A primeira regra se refere à cadeira de rodas, a qual pode ter três ou 
quatro rodas, sendo duas na parte traseira e uma ou duas na dianteira; 
os pneus traseiros (maiores) devem ter diâmetro máximo de 69 cm. 
Ainda, é permitida a utilização de uma almofada no assento que não 
ultrapasse mais de 10 cm de espessura, pois poderá aumentar a altura 
do praticante. Essa regra é uma forma de padronizar as cadeiras, de 
modo que sejam iguais para todos os jogadores; ademais, para que 
fiquem fixos, nela utilizam-se faixas e suportes. Essas regulamentações 
são conferidas pelos árbitros antes do início do jogo.
Pneus pretos, aparelhos de direção e freios são proibidos.
Outra infração considerada falta técnica, nessa modalidade, é levantar 
as pernas ou o corpo para ganhar vantagem no momento do arremesso. 
Portanto, o jogador deve permanecer sentado em sua cadeira enquan-
to passa, arremessa ou dribla a bola. Já em relação à movimentação, o 
atleta pode quicar a bola e dirigir a cadeira de rodas simultaneamente. 
Possibilidades do basquetebol 119
É obrigatórioquicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques 
(ou impulsões) dados na cadeira.
Não há regra de drible duplo. Logo, se o jogador der mais de dois 
empurrões na cadeira com a bola em mãos, sem driblar, será contabi-
lizada uma violação. Além disso, não é permitido nenhum contato dos 
pés com a superfície de jogo enquanto o atleta estiver com a bola.
Em uma possível queda da cadeira, o árbitro provavelmente in-
terromperá a partida caso julgue a possibilidade do atleta se machucar. 
Caso contrário, o jogo continuará.
Figura 9
Cadeiras de rodas do basquete adaptado
Lu
ci
an
 C
om
an
/S
hu
tte
rs
to
ck
E a ciência sobre o basquete em cadeira de rodas?
Com base em análises de estudos publicados, Seron, Carvalho e Greguol 
(2019) destacam as demandas fisiológicas e cinemáticas do basquete em 
cadeira de rodas. Considera-se, também, um esporte muito exigente em 
relação à demanda cardiovascular, uma vez que mais de 65% do tempo 
de jogo é gasto em zonas de alta intensidade de frequência cardíaca, o 
que corresponde a valores acima do limiar anaeróbio, chegando a até 70% 
do pico de VO2. A frequência cardíaca em geral varia entre 148 a 163 ba-
timentos por minuto para esses atletas. Já a distância percorrida em uma 
partida fica entre 2,6 e 5 km, com velocidades médias de 1,8 a 2 m/s, com 
velocidade máxima de 4 m/s. Os autores ainda observaram que a execução 
dos movimentos rotacionais parecem ter grande relevância para a prática 
dessa modalidade de basquete.
(Continua)
Para conhecer histórias 
sobre o basquetebol em 
cadeira de rodas, assista 
ao documentário The 
Rebound: wheelchair bas-
ketball documentary, de 
2016. Veja o trailer para 
despertar um pouco mais 
a curiosidade!
Disponível em: https://youtu.be/
MNbF5Nlb3k4. Acesso em: 01 
out. 2020.
Você também pode ter 
acesso a mais informa-
ções no link a seguir.
Disponível em: https://www.
reboundthefilm.com/about/. 
Acesso em 01 out. 2020.
Vídeo
https://youtu.be/MNbF5Nlb3k4
https://youtu.be/MNbF5Nlb3k4
https://www.reboundthefilm.com/about/
https://www.reboundthefilm.com/about/
120 Metodologia do ensino de basquetebol
Ainda, é importante ressaltar que a heterogeneidade das deficiências 
faz com que cada atleta responda de maneira diferente aos estímulos físi-
cos do jogo.
Figura 10
Diferentes deficiências no basquete em cadeira de rodas.
Pi
er
re
 S
el
im
/W
ik
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ed
ia
 C
om
m
on
s
Quem são os melhores jogadores do mundo na modalidade?
O atleta canadense Patrick Anderson é considerado o melhor jogador 
de basquete em cadeira de rodas do mundo e de todos os tempos. Sua 
classificação por grau de deficiência é 4.5 e, sem dúvidas, uma das maiores 
honras do basquete em cadeira de rodas é vencer as Paraolimpíadas. Após 
isso, ainda venceu o Campeonato Mundial da Federação Internacional de 
Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). O canadense já conquistou a me-
dalha de ouro junto à equipe canadense em três Olimpíadas (2000, 2004 e 
2012), além de um campeonato mundial em 2006.
Outros jogadores que impulsionam a modalidade também devem ser 
lembrados: Adedoyin Olayiwola “Ade” Adepitan (Nigéria), Janet McLachlan 
(Canadá), Cobi Crispin (Austrália), Leanne Del Toso (Austrália), Joey Johnson 
(Canadá) e Matt Scott (Estados Unidos).
No Brasil, atualmente, estima-se que existam mais de 50 clubes de 
basquete em cadeira de rodas, o que demonstra o crescimento da mo-
dalidade no país e a visibilidade que a inclusão no esporte está ganhan-
do perante o mundo.
Veja o dia em que 
Michael Jordan expe-
rimentou o basquete 
em cadeira de rodas e 
perdeu a partida! 
Isso nos mostra que a 
prática dessa modalidade 
requer muito preparo 
e determinação, é uma 
forma de superação e 
inclusão de todos.
Disponível em: https://www.
paralympic.org/feature/when-e-
ric-barber-beat-michael-jordan-
-wheelchair-basketball. 
Acesso em: 01 out. 2020.
Curiosidade
https://www.paralympic.org/feature/when-eric-barber-beat-michael-jordan-wheelchair-basketball
https://www.paralympic.org/feature/when-eric-barber-beat-michael-jordan-wheelchair-basketball
https://www.paralympic.org/feature/when-eric-barber-beat-michael-jordan-wheelchair-basketball
https://www.paralympic.org/feature/when-eric-barber-beat-michael-jordan-wheelchair-basketball
Possibilidades do basquetebol 121
5.4 Mini-basquetebol 
Vídeo Uma forma adaptada do basquetebol tradicional é o mini-basquetebol, 
criado a fim de gerar oportunidades para as crianças praticarem o espor-
te de modo prazeroso.
Essa prática foi criada em 1950 por Jay Archer, professor de Educação 
Física no Estado de Nova York. O nome original era Biddy basketball e 
a difusão inicial ocorreu nos continentes da: América do Norte, Ásia, 
Oceania e, na década seguinte, Europa e América do Sul.
Para essa prática, as adaptações realizadas visam o melhor aproveita-
mento das crianças, principalmente dos 5 aos 12 anos de idade. Por esse 
motivo, a tabela foi colocada a uma altura de 2,35 m e o aro a 2,60 m. 
A redução no tamanho e no peso da bola também foi necessária, passan-
do a medir de 68 a 72 cm de circunferência e pesar entre 450 e 500 g.
Além disso, a grande vantagem do mini-basquetebol está nas possi-
bilidades de adaptações de acordo com as condições técnicas e físicas 
dos alunos, assim como as condições estruturais da escola em que o 
professor vai ministrar suas aulas. Lembre-se: é importante sempre con-
siderar a realidade, o contexto e imaginar a aplicação nesses cenários.
O jogo ocorre no formato 5x5 ou 4x4. O ponto fundamental é 
que todas as crianças devem participar ativamente, ou seja, devem 
ser as protagonistas. Apesar de pensarmos prioritariamente que o 
mini-basquetebol é utilizado para a iniciação esportiva, é preciso con-
siderá-lo, antes de tudo, uma possibilidade que vai além da iniciação. 
Desse modo, o esporte educacional deve ser exercido por meio dessa 
prática, assim como o esporte durante o lazer. Um dos aspectos mais 
importantes é a diversão de seus praticantes.
Na prática desse formato, na escola, é fundamental que o professor 
assegure que todos os alunos participem. Dessa maneira, em jogos 
5x5 ou 4x4 pode-se realizar a substituição dos participantes após os 
quartos jogados. Nessa modalidade, especificamente, não há a linha 
de três pontos ou a regra de 24 segundos, não sendo necessária a apli-
cação dos sistemas de defesa. Entretanto, mesmo com essas regras 
iniciais, os professores poderão realizar adaptações que visam o apro-
veitamento da prática, uma vez que o mini-basquetebol não trata-se 
de uma metodologia de jogo fechada; pelo contrário, a ludicidade deve 
estar sempre presente.
122 Metodologia do ensino de basquetebol
Veremos, a seguir, uma proposta de aplicação da modalidade con-
forme as faixas etárias das crianças.
 • Crianças de 5 a 7 anos: é essencial que, antes de 
tudo, o treinador também consiga se divertir durante 
a prática, pois dessa forma tornará, indiretamente, as 
atividades propostas mais divertidas. Crianças diver-
tem-se quando estão com os amigos, quanto estão 
ativas (em detrimento do tempo gasto ouvindo ou as-
sistindo), e quando aprendem coisas novas. Durante 
as aulas de Educação Física é importante não gastar 
muito tempo em apenas uma atividade, portanto, o 
professor deve ter um repertório de atividades que 
mantenha os alunos interessados. É importante evi-
tar limitar as ações e os movimentos, ditando exa-
tamente como devem fazer. Essas ações devem ser 
descritas com a finalidade de permitir que as crian-
ças explorem o como fazer. Nessa fase, quanto mais 
ações e movimentos forem introduzidos, mais as 
habilidades motoras melhorarão. Não é necessário que os jogos 
reproduzam o basquete formal. O ensino pelo método analítico-
-sintético deve ser evitado nessa faixa etária. Por outro lado, o 
foco em jogos coletivos que envolvam corrida, saltos, mudanças 
de direções, atirar e pegar é recomendado.
 • Crianças de 8 a 9 anos: a continuidade no treinamento e desen-
volvimento de padrões motores básicos deve ocorrer, paraque, 
posteriormente, as habilidades mais específicas do basquete 
sejam incorporadas ao treinamento. Nessas idades, a diversão 
ainda deve ser o aspecto dominante, pois as crianças começam 
a aprender o jogo nesse momento. Jogos que envolvam funda-
mentos, por exemplo, drible, passe e arremesso, devem ser reali-
zados. Além disso, regras básicas podem ser introduzidas, como 
os movimentos que podem ser realizados, o espaço disponível 
para o jogo, o que devem fazer no ataque e na defesa, bem como 
as regras propriamente ditas. A prática na Educação Física deve 
fornecer a cada aluno oportunidades para desenvolver diversas 
habilidades, mas com equilíbrio entre as habilidades em uma si-
tuação mais formal do basquete e a não formal. Ressalta-se que 
todas as situações devem ser divertidas!
Pressmaster/Shutterstock
Possibilidades do basquetebol 123
Figura 11
Diversão como aspecto dominante
Se
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ey
 N
ov
ik
ov
/S
hu
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rs
to
ck
 • Crianças de 10 a 12 anos: nesse estágio, o treinamento e o desen-
volvimento das habilidades motoras dos alunos continuam, mas 
com maior ênfase nos fundamentos do basquete. O feedback do 
professor para o aluno agora deve ser de natureza mais analítica, 
refinando as habilidades técnicas da modalidade. Os movimen-
tos e os gestos não necessitam, ainda, ser extremamente técni-
cos e o jogo deve ocorrer de maneira livre e natural. O objetivo 
principal nessas idades deve ser direcionado para que as crianças 
joguem no formato 5x5 de modo mais organizado.
Figura 12
Aplicação do método analítico-sintético para ensino dos fundamentos.
Ra
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el
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om
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hu
tte
rs
to
ck
.
Conheça o manual para 
treinadores de mini-bas-
quetebol, da Associação 
Mundial de treinadores 
de basquete.
Disponível em: https://www.fiba.
basketball/documents/Mini-Baske-
tball-English.pdf. 
Acesso em: 01 out. 2020.
Saiba mais
https://www.fiba.basketball/documents/Mini-Basketball-English.pdf
https://www.fiba.basketball/documents/Mini-Basketball-English.pdf
https://www.fiba.basketball/documents/Mini-Basketball-English.pdf
124 Metodologia do ensino de basquetebol
Nesses momentos de inserção da prática, é importante que o pro-
fessor proponha atividades divertidas, visando o desenvolvimento de 
movimentos gerais (controle de corpo) e controle de bola, equilíbrio e 
coordenação, resistência, velocidade, antecipação e tomada de deci-
são. Posteriormente, podem-se incluir atividades objetivando melhor 
desenvolvimento no drible, no passe e no arremesso. Inicialmente, e de 
maneira isolada, podem ser propostas atividades que incluam ações, 
como driblar e arremessar, e driblar, passar e arremessar.
Jogos com regras modificadas são bem-vindos, pois permitem a par-
ticipação ativa de todos os alunos e uma aprendizagem mais eficaz e 
motivadora!
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
Conhecer as diferentes possibilidades de aplicação do basquetebol 
amplia horizontes para a atuação do professor de Educação Física. A va-
riabilidade do ser humano deve ser aproveitada e o basquete incorpora 
tudo isso. Por esse motivo é importante considerar o basquete 3x3, o 
basquetebol adaptado e o mini-basquetebol em suas aulas de Educação 
Física escolar.
Finalizamos este livro de Metodologia do ensino de basquetebol com a 
certeza de que este é um esporte com múltiplas possibilidades de aplica-
ções. Você, como profissional de educação física, deve explorar ao máxi-
mo essas possibilidades para ensinar aos alunos e/ou aos futuros atletas 
da forma mais proveitosa possível.
REFERÊNCIAS
FIBA. Official 3x3 basketball rules. Beijing: FIBA Central Board, 2019. Disponível em: https://
fiba3x3.com/docs/fiba-3x3-basketball-rules-full-version.pdf. Acesso em: 01 set 2020.
IWBF. 3x3 Official Wheelchair Basketball Rules of the Game. Mies: IWBF, 2019. Disponível 
em: https://iwbf.org/wp-content/uploads/2019/04/3x3-IWBF-Rules_2019_approved.pdf. 
Acesso em: 03 set 2020.
IWBF. Regras oficiais do basquetebol em cadeira de rodas. Hamburgo: IWBF, 2018. Disponível 
em: https://iwbf.org/wp-content/uploads/2020/06/Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-BRASIL-
final-small.pdf. Acesso em: 26 out. 2020.
MONTGOMERY, P. G.; MALONEY, B. D. Three-by-Three Basketball: Inertial Movement and 
Physiological Demands During Elite Games. International Journal of Sports Physiology and 
Performance, v. 13, n. 9, p. 1169-1174, out. 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.
nih.gov/29584513/. Acesso em: 26 out. 2020.
Qual é o principal aspecto do 
mini-basquetebol?
Atividade 3
https://fiba3x3.com/docs/fiba-3x3-basketball-rules-full-version.pdf
https://fiba3x3.com/docs/fiba-3x3-basketball-rules-full-version.pdf
https://iwbf.org/wp-content/uploads/2019/04/3x3-IWBF-Rules_2019_approved.pdf
https://iwbf.org/wp-content/uploads/2020/06/Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-BRASIL-final-small.pdf
https://iwbf.org/wp-content/uploads/2020/06/Regras-Oficiais-IWBF-2018-PT-BRASIL-final-small.pdf
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29584513/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29584513/
Possibilidades do basquetebol 125
SERON, B. B.; CARVALHO, E. M. O. de; GREGUOL, M. Analysis of physiological and kinematic 
demands of wheelchair basketball games—a review. The Journal of Strength & Conditioning 
Research, v. 33, n. 5, p. 1453-1462, mar. 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.
gov/30844988/. Acesso em: 26 out. 2020.
GABARITO
1. As principais diferenças entre as modalidades são percebidas no tamanho da quadra, 
no número de jogadores em quadra e nos substitutos, no tempo de jogo e na pon-
tuação geral.
2. O basquete 3x3 pode ser aplicado a partir de diferentes estratégias, por exemplo, jogo 
pré-desportivo (estratégia de ensino), quando tratamos do basquete tradicional; ou 
um jogo formal, uma vez que é reconhecido como esporte. Além disso, o basquete 3x3 
também pode ser jogado na modalidade de cadeira de rodas.
3. A diversão dos alunos é o principal aspecto do mini-basquetebol.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30844988/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30844988/
M
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Fábio H
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Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-6692-6
9 7 8 8 5 3 8 7 6 6 9 2 6
Código Logístico
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