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09/04/2020 1 AMELOGÊNESE ESMALTE Professora Bruna Milaré Angelieri Disciplina: Odontologia Morfofuncional Unidade 4 Fo n te d a im a ge m : h tt p :/ /o d o n to et o .b lo gs p ot .c o m /2 0 12 /0 8 /u ti liz ac ao -c lin ic a- de -r es in a- co m po st a. h tm l ESMALTE Fonte da imagem: https://huntersvillencdentistry.com/dental-care/prevent-tooth-enamel-loss/ CARACTERISTICAS GERAIS DO ESMALTE DENTAL • É o tecido mais duro do organismo. • O esmalte em estado saudável previne traumas e doenças, e pode ser removido apenas por instrumentos rotatórios cortantes ou limas. • O esmalte é avascular. • Não se regenera, • Pode sofrer alterações referentes à sua mineralização. Composição do esmalte em relação ao peso (em %). ➢ALTO CONTEÚDO INORGÂNICO (97%): • extrema dureza do esmalte, • natureza cristalina Cristais de fosfato de cálcio sob a forma de hidroxiapatita - carbonato, sódio, magnésio, cloreto, potássio e flúor. Composição do esmalte em relação ao peso (em %). ➢ CONTEÚDO ORGÂNICO (1%): • Proteínas (amogelogeninas e enamelinas), • Carboidratos, • Lipídios. ➢ÁGUA (2%): 1 2 3 4 5 6 http://odontoeto.blogspot.com/2012/08/utilizacao-clinica-de-resina-composta.html 09/04/2020 2 Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. Em condições normais, o esmalte é a única parte do dente clinicamente visível na cavidade oral sadia, por recobrir a COROA ANATÔMICA. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE RESISTÊNCIA CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE • é capaz de suportar o impacto mastigatório de 20 a 30 libras de pressão por dente. • é capaz de suportar o impacto mastigatório de 20 a 30 libras de pressão por dente. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE RESISTÊNCIA • Distribui de maneira atenuada estas forças para as camadas mais profundas da dentina e periodonto (amortecedores da mastigação) RADIOPACIDADE É o tecido mais radiopaco do organismo, por ser mais mineralizado. http://www.carestreamd ental.co m/ar/es-ES/rvgimaging?fro mMenu =true CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE COR Fonte da imagem: https://www.sdi.com.au/pt-br/product/aura/ CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE O ESMALTE É BRANCO. • Tonalidades de um branco-azulado: na crista incisal de incisivos recém- erupcionados. • Tonalidades branco-amareladas: em outras regiões devido à dentina subjacente. COR CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE O ESMALTE É BRANCO. • Tonalidades de um branco-azulado: na crista incisal de incisivos recém- erupcionados. • Tonalidades branco-amareladas: em outras regiões devido à dentina subjacente. https://int.hismileteeth.com/blogs/the-hub/teeth- sensitivity-causes-treatment-prevention 7 8 9 10 11 12 https://www.sdi.com.au/pt-br/product/aura/ https://int.hismileteeth.com/blogs/the-hub/teeth-sensitivity-causes-treatment-prevention 09/04/2020 3 TRANSLUCIDEZ h tt p :/ /o d o n to et o .b lo gs p o t. co m .b r/ 2 0 1 2 /0 8 /u ti liz ac ao -c lin ic a- d e- re si n a- co m p o st a. h tm l h ttp ://w w w .im gru m .n et/u ser/o d on to lo giaestetica/4 9 57 43 450 /78 53 306 85 44 57 95 603 _4 95 74 34 50 COR CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE COR CORRELAÇÕES CLÍNICAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE O esmalte dos dentes decíduos possui uma formação cristalina mais opaca e, portanto, parecem mais brancos quando comparados aos dentes permanentes. Apresenta-se como uma camada delgada na região cervical e mais espessa nas áreas mastigatórias, como nas margens incisais e cúspides, onde o impacto provavelmente é maior. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO ESMALTE http://www.carestreamd ental.co m/ar/es-ES/rvgimaging?fro mMenu =true ESTRUTURA HISTOLÓGICA PRINCIPAL: A. O PRISMA DO ESMALTE (OU BASTÃO DO ESMALTE) CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO ESTRUTURAS HISTOLÓGICAS SECUNDÁRIAS: a) REGIÃO INTERPRISMÁTICA (OU ESMALTE INTERBASTÃO) b) LINHAS INCREMENTAIS c) LINHAS DE RETZIUS d) LINHAS DE IMBRICAÇÃO E AS PERIQUIMÁCIAS e) LINHA NEONATAL f) FUSOS DE ESMALTE g) TUFOS DE ESMALTE h) LAMELAS DE ESMALTE A. O PRISMA DO ESMALTE (OU BASTÃO DO ESMALTE): É uma unidade estrutural cristalina do esmalte; sendo assim, o esmalte é composto por milhões de prismas. • Têm aspecto cilíndrico em seções longitudinais. • Apresentam 4 micrômetros de diâmetro, com cabeça e cauda nas extremidades. • Forma de buraco de fechadura ou escama de peixe observado em seção transversal • Os cristais dentro de cada prisma do esmalte são altamente complexos. CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 A. O PRISMA DO ESMALTE (OU BASTÃO DO ESMALTE) • Os ameloblastos e seus processos de Tomes afetam o padrão dos cristais que, na cabeça dos prismas, são orientados paralelamente ao longo eixo destes. • Na cauda dos prismas, a orientação dos cristais diverge ligeiramente do longo eixo. CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 13 14 15 16 17 18 09/04/2020 4 A. O PRISMA DO ESMALTE (OU BASTÃO DO ESMALTE): CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO • bandas claras e escuras de Hunter-Schreger: grupos de prismas se inclinam para direita ou esquerda em ângulo ligeiramente diferente de grupos adjacentes, aumentando a resistência mastigatória Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 A. O PRISMA DO ESMALTE (OU BASTÃO DO ESMALTE): OS PRISMAS DO ESMALTE ENCONTRAM-SE ALINHADOS NOS DENTES: • Em cada fileira o longo eixo do prisma é perpendicular à dentina subjacente. • Nos dentes permanentes, os prismas situados próximo à JAC, inclinam-se ligeiramente em direção à raiz do dente. CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO A. O PRISMA DO ESMALTE (OU BASTÃO DO ESMALTE): OS PRISMAS DO ESMALTE ENCONTRAM-SE ALINHADOS NOS DENTES: • Em cada fileira o longo eixo do prisma é perpendicular à dentina subjacente. • Nos dentes permanentes, os prismas situados próximo à JAC, inclinam-se ligeiramente em direção à raiz do dente. • Cada prisma varia em comprimento, porque a espessura do esmalte varia nas diferentes regiões da coroa: • -próximos de cúspides ou margens incisais, onde há a maior espessura de esmalte, são bem longos quando comparados àqueles próximos à JAC. • Os prismas apresentam vários graus de curvatura da JAD à superfície externa do esmalte, refletetindo o movimento dos ameloblastos durante a produção do esmalte. CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO a) REGIÃO INTERPRISMÁTICA (OU ESMALTE INTERBASTÃO): Circundando a parte externa do prisma Fonte de imagem: GURGEL LGF, 2015. CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO ESTRUTURAS HISTOLÓGICAS SECUNDÁRIAS: b) JUNÇÃO AMELODENTINÁRIA (JAD): CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO ESTRUTURAS HISTOLÓGICAS SECUNDÁRIAS: • É a antiga membrana basal, agora mineralizada. • Aumenta a resistência da junção entre esmalte e dentina durante a mastigação. • Junção entre o esmalte maduro e a dentina. • Face convexa para a dentina e côncava para o esmalte. CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO Apresentam cor marrom em esmalte maduro. ESTRUTURAS HISTOLÓGICAS SECUNDÁRIAS: São compostas por bandas ou estriações transversais nos prismas do esmalte e, quando combinadas em seções longitudinais, parecem atravessar os prismas. c) LINHAS DE RETZIUS Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 19 20 21 22 23 24 09/04/2020 5 CARACTERÍSTICASHISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO c) LINHAS DE RETZIUS ESTRUTURAS HISTOLÓGICAS SECUNDÁRIAS: Nas seções transversais do esmalte aparecem como anéis concêntricos, similares aos anéis de crescimento do tronco de uma árvore. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO d) LINHAS DE IMBRICAÇÃO E AS PERIQUIMÁCIAS • Associadas às linhas de Retzius, • observadas clinicamente nas superfícies não mastigatórias de alguns dentes, • podem ser confundidas com cálculo. ➢ Teorias do mecanismo de produção dessas linhas: São decorrentes do ritmo metabólico diário (24 horas) dos ameloblastos durante a produção da matriz do esmalte, que consiste no período de intensa secreção pelos ameloblastos seguido por outro de inatividade (latência) durante o desenvolvimento do dente. Assim, cada banda do prisma do esmalte demonstra o padrão atividade/inatividade do ameloblasto que geralmente ocorre no período de 1 semana. ESTRUTURAS HISTOLÓGICAS SECUNDÁRIAS: CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO e) LINHA NEONATAL • É uma linha incremental de Retzius acentuada e marca estresse ou trauma vivenciados pelo ameloblasto durante o nascimento. • É mais escura marca o limite entre a matriz do esmalte formada antes e depois do nascimento. • É observada em todos os dentes decíduos e nas cúspides maiores dos primeiros molares permanentes. • Apresentam estruturas irregulares de prismas do esmalte com arranjos de cristais desordenados • Os prismas tornam a se curvar gradualmente para recuperar suas orientações originais. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO • Curtos túbulos dentinários próximos à JAD. • Resultam de odontoblastos que atravessaram a membrana basal antes da mineralização da jad. • Esses túbulos dentinários ficam presos durante a aposição da matriz do esmalte, que se torna mineralizada ao redor deles. • • São observados sob as cúspides e nas margens incisais dos dentes. f) FUSOS DO ESMALTE Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO g) TUFOS DO ESMALTE • Consistem em pequenas e escuras estruturas que se assemelham a brochas ou pincéis, com suas bases próximas à JAD. • Encontrados no terço interno do esmalte, representam áreas de menor mineralização. • São considerados uma anomalia do processo de cristalização e parecem não ter importância clínica. • São mais bem observados nas seções transversais do esmalte. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DO ESMALTE MADURO h) LAMELAS DO ESMALTE • São camadas verticais parcialmente mineralizadas da matriz que se estendem desde a JAD até a superfície do esmalte. • São mais estreitas e mais longas que os tufos do esmalte, • são consideradas outra anomalia no processo de cristalização, • São mais bem observadas em cortes transversais do esmalte e, como os tufos, podem estar relacionadas a falhas topográficas no esmalte maduro. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 25 26 27 28 29 30 09/04/2020 6 DENTINOGÊNESE Professora Bruna Milaré Angelieri Disciplina: Odontologia Morfofuncional Fo n te d a im a ge m : h tt p :/ /o d o n to et o .b lo gs p ot .c o m /2 0 12 /0 8 /u ti liz ac ao -c lin ic a- de -r es in a- co m po st a. h tm l 32 1. FASE DE BOTÃO A fase de botão representa o verdadeiro início da formação de cada dente ➢ 8A SEMANA DE VIDA INTRAUTERINA ➢ Em cada arco originam-se 10 pequenas esférulas que invadem o ectomesênquima, representando o início da formação dos GERMES DOS DENTES DECÍDUOS. https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/fase-de-botao/ KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. 2. FASE DE CAPUZ (Proliferação) A fase de capuz caracteriza-se por intensa proliferação das células epiteliais A porção epitelial, que, a partir desta fase, apresenta várias regiões distintas, denomina-se “ÓRGÃO DO ESMALTE”, pois é responsável pela formação do esmalte dentário. KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. 2° Fase: Capuz (12° semana de VIU) O germe dentário terá 3 regiões: 1. Órgão do esmalte (região epitelial): derivado do ectoderma. Responsável pela formação do esmalte e outros tecidos. 2. Papila dentária (ectomesênquima condensado):derivada das células migradas das cristas neurais, era o ectomesênquima que se condensou. Formarão a dentina e a polpa dental. 3. Folículo (saco) dentário (ectomesênquima ao redor): derivado das células migradas das cristas neurais (ectomesênquima). Futuramente originará o periodonto de inserção Fonte das imagens: http://mol.icb.usp.br/index.p hp/13-3-6-odontogenese/ 3. FASE DE CAMPÂNULA Os processos de morfogênese e diferenciação celular iniciam-se na fase de campânula KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. Proliferação das células epiteliais e, portanto, o crescimento do órgão do esmalte vão diminuindo Esta fase é também denominada “fase de morfo e histodiferenciação”. 09/04/2020 36Fonte das imagens: http://mol.icb.usp.br/index.php/13-3-8-odontogenese/ • As células do epitélio externo são pavimentosas (vermelho), • As células do epitélio interno são cilíndricas (amarelo). • Entre o retículo estrelado (roxo) e o epitélio interno observamos o estrato intermediário (verde), esse é formado células pavimentosas . 31 32 33 34 35 36 http://odontoeto.blogspot.com/2012/08/utilizacao-clinica-de-resina-composta.html 09/04/2020 7 Deposição das matrizes de dentina (dentinogênese) e esmalte (amelogênese), na região de coroa do germe dentário = Polpa Dentária. 4° fase: Coroa (18° semana de VIU) ODONTOGÊNESE • Processo alveolar (branco). • Alça cervical (marrom claro) é constituída pelo epitélio interno e externo do órgão do esmalte, essa estrutura prolifera em sentido apical guiando a formação de raiz. A alça cervical dará origem a bainha epitelial de hertwig e no momento em que está dobrada essa estrutura também é chamada de diafragma epitelial ESTÁGIOS DE APOSIÇÃO E MATURAÇÃO Os estágios finais da odontogênese incluem o estágio de: ➢APOSIÇÃO OU ESTÁGIO SECRETOR: durante o qual o esmalte, a dentina e o cemento são secretados em camadas sucessivas. Esses tecidos duros do dente são inicialmente secretados como uma matriz, composta por substância extracelular parcialmente mineralizada. ➢ESTÁGIO DE MATURAÇÃO OU MINERALIZAÇÃO: é alcançado quando as matrizes dos tecidos duros do dente completam sua mineralização. FORMAÇÃO DE PRÉ-AMELOBLASTOS: Após a formação do EIE no órgão do esmalte em forma de campânula, as células mais íntimas crescem ainda mais colunares ou alongadas e diferenciam-se em pré-ameloblastos . REPOLARIZAÇÃO: Durante esse processo de diferenciação, o núcleo de cada célula descentraliza-se para uma posição ainda mais distante da membrana basal que separa o órgão do esmalte da papila dental. FORMAÇÃO DE ODONTOBLASTOS E MATRIZ DA DENTINA: Os pré-ameloblastos induzem as células externas da papila dental a diferenciar-se em odontoblastos. REPOLARIZAÇÃO: • Resulta no deslocamento dos núcleos do centro para uma nova posição dentro das células mais distante da membrana basal que as separa. • Essas células repolarizadas alinham-se adjacentes à membrana basal,mas com orientação oposta àquela dos pré-ameloblastos. • Após a diferenciação e a repolarização, os odontoblastos iniciam a dentinogênese. FORMAÇÃO DE ODONTOBLASTOS E MATRIZ DA DENTINA: DENTINOGÊNESE Aposição de matriz da dentina, ou pré- dentina. • Os odontoblastos começam sua atividade secretora algum tempo antes do início da produção da matriz do esmalte. • Essa diferença de tempo na produção explica por que a camada de dentina em qualquer local de um dente em desenvolvimento é ligeiramente mais espessa do que a camada correspondente da matriz do esmalte. FORMAÇÃO DE AMELOBLASTOS, JUNÇÃO AMELODENTINÁRIA E MATRIZ DO ESMALTE ➢ Após a diferenciação dos odontoblastos, a membrana basal entre os pré-ameloblastos e os odontoblastos desintegra-se. ➢ Isso permite o contato dos pré-ameloblastos com a recém-formada pré-dentina, o que induz os pré-ameloblastos a diferenciar-se em AMELOBLASTOS. ➢ Os ameloblastos começam a amelogênese, ou aposição da matriz do esmalte. A matriz do esmalte é secretada pelo processo de Tomes. ➢ membrana basal desintegrada, formando-se a junção amelodentinária (JAD). 37 38 39 40 41 42 09/04/2020 8 ORIGEM E FORMAÇÃO DA DENTINA E POLPA: A DENTINA E A POLPA SE ORIGINAM DA PAPILA DENTÁRIA ➢ FASE DE CÂMPANULA: • Processo de DENTINOGÊNESE - células da periferia da papila dentária (polpa primitiva) diferenciam-se em odontoblastos, que são as células responsáveis pela formação da DENTINA. • O restante da papila dentária constitui a POLPA no dente formado. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 AMELOGÊNESE A dentinogênese é o processo de formação da pré-dentina, que produz a matriz inicial de dentina durante o estágio de aposição do desenvolvimento do dente. Fase 1: APOSIÇÃO DA DENTINA DENTINOGÊNESE A pré-dentina é o material inicial depositado pelos odontoblastos: -produto mesenquimal composto por fibras colágenas não mineralizadas. ODONTOBLASTOS são induzidos pelos ameloblastos recém-formados a produzir as camadas de pré-dentina, que se sobrepõem a partir da junção amelodentinária (JAD). AMELOGÊNESEFase 2: MATURAÇÃO DA DENTINA DENTINOGÊNESE A maturação da dentina, ou mineralização da pré-dentina, ocorre logo após a aposição. Esse processo de maturação se dá em duas fases: -primária e -secundária fase de mineralização primária: Os cristais de hidroxiapatita formam-se como glóbulos, ou calcosferitos, nas fibras colágenas da pré-dentina: -permite a expansão e a fusão. fase de mineralização secundária: novas áreas de mineralização ocorrem sob a forma de glóbulos na pré-dentina parcialmente mineralizada. Essas novas áreas de formação de cristais são arranjadas de maneira mais ou menos regular em camadas de cristais iniciais, que se expandem e então fundem-se de forma incompleta. DESENVOLVIMENTO (DENTINOGÊNESE) ➢ DUAS ETAPAS PODEM SER DIFERENCIADAS: 1. a formação da dentina coronária, 2. a formação da dentina radicular. ❖ PRIMEIRO EVENTO DA DENTINOGÊNESE: é a diferenciação das células ectomesenquimais em ODONTOBLASTOS. ❖ MOMENTO INICIAL DA DENTINOGÊNESE: surgimento da primeira camada de dentina, denominada dentina do manto. Processo de formação da dentina Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. ➢ DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS • Células ectomesenquimais da periferia da papila dentária se diferenciam em odontoblastos ❖ 1º LOCAL DE HISTODIFERENCIAÇÃO PARA FORMAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS: ORGÃO DE ESMALTE DENTINOGÊNESE Continua no próximo slide Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. ➢FASE DE CÂMPANULA: • germe praticamente para de crescer - nos locais correspondentes às futuras cúspides coronárias, onde a dentina será formada, a atividade mitótica interrompe-se. • Originalmente as células do epitélio interno do órgão do esmalte são cúbicas ou cilíndricas baixas, mas a partir deste momento começam a mutar. ➢ DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS Células do epitélio interno do órgão do esmalte: alongam-se, tornando-se cilíndricas; o núcleo delas aparece alinhado muito próximo ao estrato intermediário, e as células do epitélio interno passam a se chamar PRÉ-AMELOBLASTOS. Nesta fase, as células da papila estão afastadas dos pré-ameloblastos, deixando uma estreita faixa acelular. ❖ 1º LOCAL DE HISTODIFERENCIAÇÃO PARA FORMAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS: ORGÃO DE ESMALTE DENTINOGÊNESE Continua no próximo slideFonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. ➢ FASE DE CÂMPANULA: 43 44 45 46 47 48 09/04/2020 9 ➢ DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS ❖ 1º LOCAL DE HISTODIFERENCIAÇÃO PARA FORMAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS: ORGÃO DE ESMALTE DENTINOGÊNESE Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 DENTINOGÊNESE FASE DE CÂMPANULA: ➢ Modificações na lâmina basal (especialmente do lado da papila dentária): • na matriz extracelular da periferia da papila dentária, que até então rodeavam as células ectomesenquimais indiferenciadas (do órgão do esmalte), vão se localizar próximas aos odontoblastos em diferenciação. ➢ O epitélio interno do órgão do esmalte secreta FATORES DE CRESCIMENTO - MOLÉCULAS DE SINALIZAÇÃO (como o fator de crescimento de transformação (TGF) e proteínas morfogêneticas ósseas (BMP)). ➢ PRÉ-AMELOBLASTOS: interagem com receptores da membrana plasmática das células ectomesenquimais da periferia da papila dentária. ➢ Estimulando-as a diferenciação das células da papila dentaria EM PRÉ ODONTOBLASTOS. ➢ DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A INDUÇÃO DA DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS: ➢ DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS DENTINOGÊNESE Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. ❖ 2º LOCAL DE HISTODIFERENCIAÇÃO PARA FORMAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS: PAPILA DENTÁRIA ➢As células ectomesenquimais da PAPILA são pequenas, fusiforme ou estrelada, com núcleo localizado centralmente em um citoplasma escasso que contém poucas organelas. ➢A matriz extracelular da papila é constituída por substância fundamental com poucas e finas fibrilas colágenas. ➢ DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS As células ectomesenquimais da periferia da papila, agora chamadas são de PRÉ-ODONTOBLASTOS. Aumentam de tamanho e o núcleo se torna polarizado e muda para uma posição longe do epitélio do esmalte., diferenciando-se nas células que formarão a dentina, OS ODONTOBLASTOS. Com a diferenciação dos pré-odontoblastos e seu consequente aumento de volume, a faixa acelular é eliminada gradualmente, passando a ser ocupada pelos odontoblastos. DENTINOGÊNESE Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. ❖ 2º LOCAL DE HISTODIFERENCIAÇÃO PARA FORMAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS: PAPILA DENTÁRIA Após os fatores que induzem modificações e crescimento (modificações na lâmina basal lâmina basal, informações como fatores de crescimento e moléculas de sinalização levadas pelos PRÉ- AMELOBLASTOS), que estimulam a diferenciação agirem nas células de periferia da papila dentaria, elas se diferenciam em PRÉ ODONTOBLASTOS. ➢ DIFERENCIAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS ❖ 1º LOCAL DE HISTODIFERENCIAÇÃO PARA FORMAÇÃO DOS ODONTOBLASTOS: ORGÃO DE ESMALTE DENTINOGÊNESE Fo n te d e im ag em : B at h -B al o gh M . & F eh re n b ac h M J. A n at o m ia , H is to lo gi a e E m b ri o lo gi a d o s D e n te s e d as Es tr u tu ra s O ro fa ci ai s. 3 ª Ed . R io d e Ja n ei ro : E ls ev ie r, 2 0 1 2 49 50 51 52 53 54 09/04/2020 10 DESENVOLVIMENTO DA POLPA O restante da papila é constituído por células indiferenciadas, fusiformes ou estreladas, com numerososprolongamentos citoplasmáticos e quase desprovidos de organelas, com uma abundante matriz extracelular com escassas e finas fibrilas colágenas e grande quantidade de substância fundamental. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 Desenvolvimento da polpa Fase de campânula. Células ectomesenquimais indiferenciadas na região central da papila dentária ➢ INÍCIO DA FASE DE COROA: ➢ a vascularização da papila é evidente, os quais chegam até a periferia em que está localizada a camada de odontoblastos secretores. ➢ As primeiras fibras nervosas na papila aparecem, quando a fase de coroa está de fato estabelecida. ➢ Com o avançar da dentinogênese, o volume da papila diminui em razão da deposição centrípeta de dentina. ➢ A transformação da papila em polpa dentária ocorre com a diminuição da concentração de células ectomesenquimais, o aparecimento dos fibroblastos e o aumento gradual das fibrilas colágenas na matriz extracelular, se completa, portanto, durante os estágios avançados da erupção dentária, quando do aparecimento do dente na cavidade oral. Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. Fo nt e de im ag em : B at h -B al og h M . & F eh re n ba ch M J. A n at o m ia , H is to lo gi a e Em b ri o lo gi a d o s D en te s e d as E st ru tu ra s O ro fa ci ai s. 3 ª Ed . R io d e Ja ne ir o: E ls ev ie r, 2 01 2 Antes que saibamos como a secreção de dentina ocorre, vamos relembrar que a dentina tem duas partes: • A dentina de manto é a primeira dentina formada, a qual tem espessura de 15-20microns e é confinada as camadas superiores próximas ao esmalte. • O resto da dentina é chamada de dentina circumpulpar. Fonte da imagem: http://enamel-pin-07.blogspot.com/2018/10/21-5-tipos-de-dentina-free-download-pdf.html FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA ➢ Os odontoblastos enquanto estes estão se diferenciando começam a secretar moléculas de colágeno e proteínas não-colágenas na região extracelular em direção ao epitélio interno do órgão do esmalte . ➢ A matriz inicial da dentina de manto é composta principalmente de colágeno tipo I e parcialmente por fibras de Von Korff (colágeno tipo III). ➢ Após o odontoblastos secretarem sua matriz inicial de dentina de manto, ele desenvolve um processo chamado de processo odontoblástico. ➢ Este processo odontoblástico, também chamado de fibra de Tomes, continua-se alongando à medida que mais matriz orgânica é depositada, e o odontoblastos move- se em direção à polpa. FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA Fonte da imagem: https://www.wikiwand.com/gl/Odontoblasto FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA ➢ DIFERENÇAS DA MINERALIZAÇÃO DA DENTINA DE MANTO E CIRCUMPULPAR : • A mineralização inicia-se a partir das vesículas da matriz, as quais não mais existem na dentinogênese circumpulpar: a mineralização progride principalmente pelas fibrilas colágenas e moléculas associadas. • As fibrilas são grossas na dentina do manto e dispõem-se, a princípio, perpendicularmente à lâmina basal, isto é, a futura junção amelodentinária, enquanto na dentina circumpulpar são finas e seguem uma orientação paralela a esse limite, circundando os túbulos ou dispondo-se irregularmente. • O grau de mineralização alcançado pela dentina do manto é um pouco menor do que na dentina circumpulpar. Na dentina do manto, os prolongamentos odontoblásticos são rodeados por matriz calcificada mais ou menos homogênea, não tendo, portanto, dentina peritubular . 55 56 57 58 59 60 09/04/2020 11 Fonte da imagem: https://www.wikiwand.com/gl/Odontoblasto FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA MINERALIZAÇÃO DA DENTINA DE MANTO: ➢ Quando o odontoblastos secretam a matriz da dentina de manto, brotam muitas vesículas de membrana dele, chamadas de VESÍCULAS DE MATRIZ, que começam a depositar na matriz abaixo do epitélio interno do órgão do Esmalte. ➢ Estas vesículas contêm enzimas como fosfatase alcalina, metaloproteinases e outras proteínas que podem ligar o cálcio e o fosfato inorgânico e iniciar o crescimento da crista de hidroxiapatita. ➢ O núcleo de crescimento é iniciado dentro das vesículas, então rompem-se da vesícula e são depositados na matriz. ➢ Estes cristais em crescimento fundem-se com cristais adjacentes e mineralizam a matriz. ➢ A mineralização continua para a matriz da dentina circumpulpar. ➢ Processos odontoblásticos são finalmente embutidos nos túbulos dentinários na dentina totalmente formada. ➢ Uma vez que, a matriz orgânica é secretada, a matriz é mineralizada, mas somente até o ponto onde existe uma pequena camada de matriz orgânica não mineralizada entre os corpos celulares dos odontoblastos e a porção mineralizada. ➢ Esta matriz não-mineralizada é chamada de PRÉ-DENTINA e está sempre presente ao longo da dentinogênese; entre o corpo celular do odontoblastos e a porção mineralizada da dentina. ➢ Uma vez que a dentina de manto é secretada e mineralizada, a dentina circumpulpar começa a ser depositada. OBS: não confundir o processo de Tomes e Fibra de Tomes. ➢ O processo de Tomes é uma extensão distal de um ameloblasto que é responsável pela secreção de prisma e interprisma de esmalte. ➢ A fibra de tomes é o processo odontoblástico presente dentro de túbulos dentinários na dentina plenamente formada. Fonte da imagem: https://www.wikiwand.com/gl/Odontoblasto FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 Fonte da imagem: https://www.wikiwand.com/gl/Odontoblasto FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA ➢ A dentina circumpulpar consiste maiormente de colágeno tipo I, proteínas não- colágenas (PNC) e proteoglicanos (PG). ➢ A dentina circumpulpar tem duas partes: 1. - pré-dentina: parte da pré-dentina imediatamente adjacente aos corpos celulares dos odontoblastos, tendo somente colágeno e PG. - Outra porção de pré-dentina: esta imediatamente abaixo da dentina mineralizada chamada de frente de mineralização e compreende de PNC, colágeno e PG. 2. Dentina mineralizada: a mineralização começa da matriz da dentina de manto e prossegue para a dentina circumpulpar. ➢ Formação da dentina circumpulpar • Uma vez terminada a formação da dentina do manto, os odontoblastos completamente diferenciados produzem a dentina circumpulpar Fonte da imagem: https://www.wikiwand.com/gl/Odontoblasto FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA ➢ Inicialmente, durante a calcificação da dentina, permanece um espaço em volta do prolongamento odontoblástico. Entretanto, uma vez alcançada espessura de 60 a 100 μm, começa a ser secretada uma fina matriz orgânica, quase totalmente desprovida de fibrilas colágenas, que se mineraliza rapidamente: dentina peritubular e forma a parede do túbulo dentinário. ➢ O restante da dentina é chamado de intertubular e representa a maior parte do tecido. ➢ Como a formação ocorre por aposição centrípeta, a dentina do manto: FORA PARA DENTRO. ➢ A pré-dentina quando mineralizada, será a primeira camada de dentina circumpulpar. Será também adjacente a outra camada recém-formada de pré-dentina. Fonte de imagem: http://www.pfi.uem.br/wp- content/uploads/2016/01/lidiane_vizioli_de_castro_2015.pdf FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA ➢ A DENTINA CIRCUMPULPAR forma-se por aposição, enquanto os odontoblastos recuam em direção à papila dentária à medida que novas camadas de pré-dentina são depositadas, deixando o prolongamento e suas numerosas ramificações rodeados por dentina peritubular. ➢ Assim, a parede de dentina peritubular que aloja o prolongamento e esse estreito espaço adotam a forma de um longo túnel, denominado, por isso, TÚBULO DENTINÁRIO. ➢ Os numerosos canalículos oriundos do túbulo contêm as ramificaçõesdo prolongamento odontoblástico. O interior dos túbulos odontoblástico são preenchidas pelo fluido dentinário, muito semelhante ao líquido intersticial do restante do organismo Formação da dentina seguindo um padrão centrípeto. Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. 61 62 63 64 65 66 09/04/2020 12 FORMAÇÃO E MINERALIZAÇÃO DA DENTINA A mineralização da dentina circumpulpar segue basicamente um padrão globular: ➢ Como a mineralização da dentina do manto se inicia nas vesículas da matriz, a partir das quais a mineralização progride para região de fibrilas, formam-se glóbulos de calcificação, que crescem pela deposição contínua de mineral. ➢ Com o rompimento desses glóbulos resulta no aparecimento de pequenas regiões hipomineralizadas que constituem a dentina interglobular. ➢ Após a formação de várias camadas de dentina circumpulpar, o processo de mineralização torna-se mais regular, sendo menos evidentes as regiões interglobulares. O padrão de mineralização da dentina, entretanto, continua sendo globular. Formação de dentina interglobular decorrente de coalescência de glóbulos de mineralização. Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. Padrão globular de mineralização da dentina, visualizado do ponto de vista da polpa. Observe os glóbulos de mineralização ou calcosferitos, bem como as aberturas e pertuitos dos túbulos dentinários (MEV). Fonte imagens: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição. FORMAÇÃO DA DENTINA RADICULAR A dentina da raiz é formada quando as células externas da papila dental na região radicular sofrem indução e, em seguida, diferenciação e tornam-se odontoblastos. Sob influência a BEH induz a diferenciação odontoblástica, mas o EIE não consegue diferenciar-se em ameloblastos formadores de esmalte. Isso explica a ausência usual de esmalte nas raízes. FORMAÇÃO DA DENTINA RADICULAR . Após a diferenciação dos odontoblastos na região da raiz, essas células procedem à dentinogênese e começam a secretar pré- dentina. Como na região da coroa, existe uma membrana basal entre o EIE da BEH e os odontoblastos na região da raiz. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 FORMAÇÃO DA DENTINA RADICULAR . Quando termina a formação da dentina radicular, essa parte da membrana basal também se desintegra, como acontece com toda a BEH. Após a desintegração dessa bainha, suas células tornam-se restos epiteliais de Malassez. Esses grupos de células epiteliais estão localizadas no ligamento periodontal maduro, mas podem tornar-se cistos responsáveis por problemas periodontais no futuro. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 Ciclo de vida do odontoblasto. Odp-prolongamento odontoblástico; PD-pré-dentina; JC-complexo juncional; SG-grânulos de secreção; G Complexo de Golgi; Ce-centríolos; m-mitocôndrias; Col-; rER-retículo endoplasmático rugoso; N-núcleo; Nu-nucléolo; Va-Vacúolo; LF-lipofuscina. Modificado de Couve et al. (2013). Fonte da Imagem: https://www.researchgate.net/figure/Figura-6-Imagem-representativa-do-ciclo-de-vida-do-odontoblasto-Odp- prolongamento_fig2_322697622 67 68 69 70 71 72 09/04/2020 13 AMELOGÊNESE É o processo de formação da matriz do esmalte. Ocorre durante o estágio de aposição (ou fase secretória), o qual varia de acordo com o dente em desenvolvimento. AMELOGÊNESE A matriz do esmalte é produzida pelos ameloblastos ➢ Apresentam aproximadamente: • 4 micrômetros de diâmetro. • 40 micrômetros de comprimento e • seção transversal hexagonal. AMELOGÊNESE ➢ São células colunares que se diferenciam durante o estágio de aposição na região da coroa. ➢ O esmalte normalmente fica restrito à coroa anatômica do dente. AMELOGÊNESE Fase 2: MATURAÇÃO DA MATRIZ Fase 1: APOSIÇÃO DA MATRIZ FIM DAS FASES MATURAÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 A matriz do esmalte é secretada por cada ameloblasto a partir de seus processos de Tomes. Fase 1: APOSIÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE AMELOGÊNESE AMELOGÊNESE Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 PROCESSO DE TOMES: É uma projeção dos odontoblastos que se desenvolvem após ocorrer a formação da 1ª camada de esmalte aprismático. Com o desenvolvimento desta nova estrutura, os ameloblastos começam a formar esmalte prismático. • É responsável pela direção em que a matriz de esmalte será secretada. Fase 1: APOSIÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE AMELOGÊNESE ➢ MATRIZ DO INICIAL DO ESMALTE: • COMPOSIÇÃO: -INORGÂNICA: pequena quantidade de cristais de hidroxiapatita. -ORGÂNICA: carboidratos, proteínas (amelogeninas e as enamelinas) Como a matriz inicial do esmalte tem somente uma pequena quantidade de cálcio, é apenas em parte mineralizada quando comparada com o esmalte completamente maduro. Os ameloblastos bombeiam ativamente hidroxiapatita para sua formação à medida que é secretada pelos processos de Tomes. AMELOGÊNESEFase 1: APOSIÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE 73 74 75 76 77 78 09/04/2020 14 ➢MATRIZ DO ESMALTE COMPLETAMENTE MADURO ➢ 1ª ONDA DE APOSIÇÃO DO ESMALTE: • A matriz do esmalte é formada parte incisal/oclusal da futura coroa, próxima à JAD em formação. • Se dirige para a futura superfície externa. ➢ 2ª ONDA DE APOSIÇÃO DO ESMALTE: ▪ sobrepõe à primeira ▪ se move em sentido cervical até a junção amelocementária (JAC). Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 AMELOGÊNESEFase 1: APOSIÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE Fim da aposição da matriz do esmalte: ela se encontra cerca de 30% mineralizada. Os ameloblastos são responsáveis especificamente pela transformação da matriz em esmalte maduro. Param de produzir matriz do esmalte e começam o transporte de substâncias para o esmalte já parcialmente mineralizado. -proteínas e minerais. A mineralização do esmalte também continua após a erupção do dente Fase 2: MATURAÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE Maturação Da Matriz Duas ondas de maturação/mineralização: ➢ 1ª ONDA DE MINERALIZAÇÃO DO ESMALTE: ocorre na parte oclusal da futura coroa, próxima à JAD se move para a futura superfície externa do esmalte. ➢ 2ª ONDA DE MINERALIZAÇÃO DO ESMALTE: sobrepõe à primeira, movendo-se em sentido cervical para a JAC em formação. Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 Fase 2: MATURAÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE Maturação Da Matriz Os ameloblastos, tornam-se parte do epitélio reduzido do esmalte (ERE), juntamente com outros tecidos do órgão do esmalte que se comprimidos. epitélio externo do esmalte + reticulo estrelado + estrato intermediário + ameloblastos = epitélio reduzido do esmalte (ERE) FIM DAS FASES MATURAÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESEAMELOGÊNESE Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 Maturação Da Matriz O ERE funde-se com a túnica mucosa da boca, criando um canal que permite a erupção da ponta da cúspide para a cavidade oral. FIM DAS FASES MATURAÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESEAMELOGÊNESE Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 • Durante a erupção, o EREdesintegra impedindo qualquer aposição futura de esmalte. • Posteriormente, o tecido torna-se parte da membrana de Nasmyth. AMELOGÊNESE • MEMBRANA DE NASMYTH: consiste em tecido que passou por fusão do ERE e do epitélio oral, assim como na cutícula dental depositada pelos ameloblastos sobre a superfície do esmalte recém-formado. FIM DAS FASES MATURAÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE Fonte de imagem: Bath-Balogh M. & Fehrenbach MJ. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012 79 81 82 83 84 85 09/04/2020 15 CONSIDERAÇÕES FINAIS DA AMELOGÊNESE: • O esmalte não é um material renovável, pois não há meio de recuperar os ameloblastos perdidos. • As amelogeninas, o principal componente proteico da matriz extracelular está envolvida no processo de mineralização do esmalte. • Depois da erupção do dente na cavidade oral, a mineralização do esmalte continua. Essa maturação pós-eruptiva ocorre pela deposição de minerais, como flúor e cálcio, provenientes da saliva, em áreas hipomineralizadas do esmalte. AMELOGÊNESEFIM DAS FASES MATURAÇÃO DA MATRIZ AMELOGÊNESE • Sistemicamente por meio do suprimento sanguíneo dos dentes em desenvolvimento: flúor em gotas, tabletes ou água tratada. • Topicamente por contato direto das superfícies expostas do dente com água fluoretada ingerida, aplicação profissional, prescrição profissional, bochechos, géis, espumas, comprimidos mastigáveis ou dentifrícios fluoretados. • A teoria da ação do flúor sistêmico: adentra a formação cristalina do esmalte durante o desenvolvimento do dente. • Essa ação pode produzir diferenças na morfologia dos dentes, resultando em dentes mais resistentes à cárie. • O uso tópico de flúor aumenta o nível de remineralização de qualquer região desmineralizada da superfície do esmalte, fato que pode reverter o processo de cárie. • O flúor pode afetar as bactérias presentes na cavidade oral, interferindo na produção de ácidos pela microbiota, reduzindo a potencial destruição do esmalte. FLÚOR ESTUDAR CAPÍTULO 8 DO LIVRO: KATCHBURIAN, Eduardo, ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 4ª edição.. [Minha Biblioteca]. (Disponível gratuitamente na biblioteca física e virtual da faculdade). Bons estudos! 86 87 88