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Prévia do material em texto

Curso Arquitetura e Urbanismo – Polo Campos Marte 
 
 
 
 
Docente: Marco Antônio D. Elia Junior 
Acadêmico: Rebeca Gonçalves Micheletti RA: 345986416511 
3º semestre – Noturno 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conforto Ambiental Térmico 
Levantamento do projeto Hospital Regional de Taguatinga 
Arq. João Filgueiras Lima (Lelé) 
 
 
São Paulo 2020 
 
 
Hospital Regional de Taguatinga 
Arq. João Filgueiras Lima (Lelé) 
 
 
 
 
 
 
Dados Gerais do projeto 
 
Localização: Taguatinga, Brasilia – DF 
Arquiteto: João Figueiras Lima (Lelé) 
Area: 27,690 m² 
Ano de projeto: 1968 
Material mais utilizado: pré-moldado em concreto armado 
Devido a inclinação do terreno o projeto foi concebido em três níveis. 
Total de 371 Leitos. 
 
Primeiro hospital projetado por Lelé, projeto feito com base em orientação 
fixada pela Secretaria de Saude do Distrito Federal e pelo Arquiteto Oscar 
Niemayer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Localização 
 
St. C Norte Área Especial 24 - Taguatinga, Brasília - DF, 72120-970 (google 
maps) 
 
Área planejada para este uso utilizando a fachada principal em frente ao 
parque e as outras faces para os bairros existentes ao seu redor. 
Distribuição / Setorização 
 
Entradas 
 
Setorização 
 
 
Entrada principal / 
internação 
Entrada Emergência / 
PS 
Entrada Serviços gerais / 
Ambulatoriais 
Entrada centro cirúrgico 
Internação 
Emergência 
Bloco Cirúrgico 
Serviços gerais / Ambulatoriais 
Entradas 
Circulação 
Uma perspectiva geral do projeto 
Os setores organizam-se em torno de uma circulação central que cruza todo o 
complexo. Analisamos a cima os principais setores (internação, emergência, 
cirúrgico e serviços gerais), sempre em mudança para atender os avanços das 
tecnologias. 
Neste projeto Lelé cria volume escalonamento nos leitos que compõe a fachada 
principal de frente ao parque, espaços verdes sobre a estrutura formando jardins, 
apostando na natureza como aliada ao tratamento. Ajudando assim no conforto 
térmico dos leitos, já que a cobertura está protegida dos raios solares pelo verde. 
Na Ala de emergência e ambulatorial a cobertura é em forma de Shed, 
proporcionando iluminação natural, as peças que formam a laje se sobrepõe, 
causando um sombreamento sobre a abertura, assim permite somente a entrada 
da iluminação barrando os raios solares e permitindo também entrada de 
ventilação natural. 
 
Cobertura em forma de Shed (imagem Joana França/archdaily) 
 
 
Fachada Principal / Leitos internação/ Jardim na cobertura (imagem Joana França/archdaily) 
Imagens dos estudos 
Imagens academia EDU 
 
O projeto 
(texto extraído do Website Archdaily) 
 
 
O edifício é uma barra alongada construído a partir de um sistema pré-fabricado 
de concreto armado. Longitudinalmente é definido por uma sequência de 
pórticos centrais cujas mísulas apoiam vigas. Esse sistema configura a 
circulação principal do edifício. Caixas vazadas estruturais constituem as 
fachadas mais extensas. São unidas estruturalmente e separadas verticalmente 
por uma viga de bordo contínua moldada in loco. No sentido transversal, lajes 
tubadas vinculam-se àquela viga de bordo e se apoiam nas vigas dos pórticos 
centrais. 
As lajes transversais têm um metro e dez centímetros de largura. Cada grupo de 
três lajes totaliza três metros e trinta centímetros de largura e correspondem a 
um módulo de fachada. Esse módulo pode ser subdividido em quatro partes 
iguais, das quais três correspondem à caixa vazada e uma, à faixa vertical de 
fechamento em concreto armado que configura a separação entre duas caixas 
e que contém janela basculante de duas folhas. 
A caixa avança em relação ao plano da fachada um metro e cinquenta 
centímetros. Em seu plano interno, está uma janela composta por quatro folhas 
de vidro dispostas assimetricamente e estruturadas por esquadrias constituídas 
de perfis metálicos de tamanhos variáveis. À frente desta, a meia-altura, está 
uma chapa metálica disposta horizontalmente estruturada por barras em ambas 
as extremidades, configurando elemento de proteção solar com inclinação 
regulável. Todos estes elementos metálicos têm cor verde. 
Os recintos de serviços gerais ficam no segundo nível. No terceiro nível estão as 
áreas de atendimento médico: emergência, arquivo, bloco cirúrgico e obstetrício, 
além de outros serviços complementares. Esses dois últimos níveis estão 
conectados ao primeiro por meio de rampas e de uma prumada de circulação 
vertical. 
No quarto nível está a edificação que abriga os ambulatórios. Essa edificação 
está desconectada do restante do conjunto. Sua cobertura formada 
por sheds pré-moldados de concreto que medem onze metros de comprimento 
assentados em forma de abóbadas de arestas. A viga principal do bloco dos 
ambulatórios foi fundida in loco. 
 
* Os três primeiros parágrafos foram escritos 
coletivamente durante o Workshop ArchDaily 
Brasil: Clássicos da Arquitetura Brasileira, 
realizado no PROPAR-UFRGS, ministrado 
pelo editor Igor Fracalossi. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagens do projeto 
(extraídas do Website Archdaily)