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Programa das Nações Unidas 
para o Desenvolvimento (PNUD), o Fundo das Nações Unidas 
para a Infância (UNICEF), a OIT e a OMS.
A OIT, como membro tanto da Junta Consultiva como do 
Comitê Administrativo do UNPRPD, participará do estudo das 
propostas de apoio financeiro em nível nacional e mundial. A 
primeira convocatória está prevista para abril deste ano. As 
propostas à OIT deverão ser apresentadas em colaboração com 
o Coordenador Residente do PNUD, como estabelece a nota de 
orientação do Grupo das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
(GNUD) para as Equipes de País das Nações Unidas (UNCT) e 
dos sócios operativos.
O Fundo Fiduciário é administrado pelo Escritório do Fundo 
Fiduciário de Múltiplos Doadores do PNUD (MPTF, por suas siglas 
em inglês). Até o momento, foi recebida uma doação de dois milhões 
de dólares por parte do Governo da Austrália e se esperam outras 
contribuições do Governo da Finlândia, da cidade de São Paulo e 
de vários outros governos. Estima-se que a primeira convocatória 
de apresentação de propostas em nível mundial e nacional para 
serem financiadas pelo UNPRPD será emitida em abril de 2012. 
O lançamento oficial do UNPRPD ocorreu em Nova York, em 8 de 
dezembro de 2011, e foi patrocinado pelo Embaixador da Austrália, 
Gary Quinlan, conjuntamente com a Administradora Associada do 
PNUD, Receba Grynspan.
O UNPRPD pretende facilitar o diálogo entre governos e 
organizações que representam as pessoas com deficiência 
com o objetivo de incentivar ações destinadas a lutar contra a 
discriminação e a marginalização. Este objetivo está em sintonia 
com a Convenção das Nações Unidas sobre os direitos das 
100
 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
pessoas com deficiência (CRPD), que foi acordada em nível 
internacional e cuja finalidade é a promoção da cooperação 
internacional sobre estas questões.
Essa associação oferece uma excelente oportunidade à OIT 
para basear-se no trabalho realizado através do Grupo de Apoio 
Interinstitucional do CRPD e para colaborar com outras agências 
da ONU em nível mundial e nacional com o objetivo de promover o 
trabalho decente das pessoas com deficiência. 
Fonte: Disponível em: <http://www.oitbrasil.org.br/content/oit-ter-papel
-ativo-no-novo-fundo-das-na-es-unidas-para-pessoas-
com-defici-ncia>. Acesso em: 12 set. 2013.
Mesmo com todos os programas e todas as articulações dos meios que 
podem promover a pessoa com deficiência no mercado de trabalho, não 
significa que todas essas pessoas estão trabalhando, pois segundo dados do 
M.T.E. - Ministério do Trabalho e Emprego sobre o assunto,
Dados da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego 
mostram que foram inseridas mais de 143 mil pessoas desde 
2005. Em 2011, 7.508 pessoas conquistaram empregos 
formais nestes termos.
Brasília, 04/05/2011 – Ações de fiscalização do Ministério 
do Trabalho e Emprego (MTE) incluíram no mercado de 
trabalho 143.631 pessoas com deficiência desde 2005.
Balanço divulgado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho 
(SIT) do MTE mostra ainda que o número de inserções têm 
aumentado ano a ano: em 2005, foram 12.786 pessoas, 
saltando para 28.752 ao final de 2010.
Nos três primeiros meses de 2011, 7.508 pessoas com 
algum tipo de deficiência foram inseridas no mercado de 
trabalho formal, crescimento de 40,7% em relação ao 
primeiro trimestre de 2010, quando foram incluídos 5.338 
trabalhadores.
Fonte: Disponível em: <http://portal.mte.gov.br/imprensa/
inclusao-do-trabalhador-portador-de-deficiencia-
cresce-ano-a-ano.htm>. Acesso em: 16 out. 2012.
Podemos entender pelos números apresentados que o aumento ao 
acesso de pessoa com deficiência no mercado de trabalho vem aumentando a 
cada ano, o mercado está absorvendo cada vez mais pessoas com deficiência, 
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Deficiência intelectual, escola e o MercaDo De trabalho Capítulo 5 
não discriminando que tipo de deficiência ela apresenta. Em relação às 
ações estaduais, tomemos como exemplo o estado de São Paulo, que vem 
mostrando estar envolvido para que a pessoa com deficiência tenha um 
emprego.A seguir, alguns números apresentados nos últimos anos.
Dos mais de 12 mil trabalhadores que ingressaram no 
mercado de trabalho em 2005, 8.655 são do estado de 
São Paulo. No ano seguinte, o número saltou para 19.976 
pessoas contratadas, também com destaque para São 
Paulo: 9.684. Em 2007, foram 22.314 pessoas contratadas; 
em 2008, 25.844; e, em 2009, a fiscalização incluiu outras 
26.449 em todo o país.
Fonte: Disponível em: <http://portal.mte.gov.br/imprensa/
inclusao-do-trabalhador-portador-de-deficiencia-
cresce-ano-a-ano.htm>. Acessoem: 16 out.2012.
Cada estado está fazendo sua parte, mesmo que ainda tenha muito a ser 
feito, não apenas na esfera trabalhista, mas em todas as demais esferas em 
que a pessoa com deficiência esteja de alguma forma inserida, em todos os 
contextos da sociedade. No entanto, a deficiência não pode ser uma referência 
de que a pessoa terá que exercer funções de baixo nível intelectual, espera-
se que a empresa que contrata esse sujeito tenha bom senso, preparo para 
o trabalho que vai exercer como seria com qualquer outro funcionário. Sua 
qualificação deve ser o norteador de sua função.
Agora que você já estudou mais, queremos compartilhar com você um 
artigo sobre o mercado de trabalho e a inclusão, leia a seguir
A educação inclusiva e o mundo do trabalho
28/05/2012 | Por: João Ribas 
Vejamos os seguintes exemplos. Quatro crianças nascem com 
algum tipo de deficiência. A primeira nasce paraplégica, a segunda 
nasce cega, a terceira nasce surda e a quarta vem ao mundo 
com Síndrome de Down. Mesmo tendo eventualmente nascido 
em cidades mais distantes das grandes metrópoles e com menos 
recursos financeiros, é provável que todas elas venham a estudar 
nas escolas que hoje chamamos de inclusivas. Afinal, é objetivo da 
Política Nacional do Ministério da Educação assegurar a inclusão 
escolar de todos os alunos com deficiência, orientando os sistemas 
de ensino para garantir acesso ao ensino regular.
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 A Relação Família, Escola e Deficiência Intelectual
Mas essa inclusão educacional criará condições para que no 
futuro esses alunos venham a se tornar profissionais competentes, 
que de fato desenvolvam as tarefas solicitadas, que atingem 
metas e, portanto, alcançam resultados? Mais do que isso, essa 
inclusão educacional trará a cada um deles satisfação pessoal de, 
tornando-se profissional de fato, virem a ser seres humanos mais 
autônomos a ponto de serem reconhecidos mais pela possibilidade 
de alcance, do que pela restrição do limite?
Isso vai depender de duas coisas. Em primeiro lugar, que os 
professores recebam apoio e formação continuada para ensinar 
alunos com deficiência. Significa dizer que eles não apenas 
conheçam e estejam de posse de instrumental pedagógico 
adequado, mas principalmente que saibam lidar, no aspecto 
humano, com esses alunos. Em segundo lugar, que as escolas 
estejam conectadas ao mundo do trabalho. Significa dizer que 
elas conheçam as exigências que as empresas fazem àqueles 
que contratam e que preparem os alunos com deficiência para que 
eles próprios se desenvolvam para responder de forma eficiente e 
eficaz às essas exigências.
A diversidade reina também entre os alunos com deficiência. 
O instrumental pedagógico adequado é importante. Mas, se 
o professor não conseguir perceber o potencial individual de 
cada aluno, jamais conseguirá desenvolver as habilidades e os 
alcances de todos. Por mais que dois alunos cegos tenham à 
sua disposição o mesmo software leitor de tela, que vai ajudá-los 
pedagogicamente a obter uma informação na Internet, cada um 
deles conseguirá, à sua maneira, apreender cognitivamente a 
informação que construa o seu aprendizado. Cabe ao professor, 
portanto, a fina e delicada percepção das particularidades e dos 
detalhes humanos de cada aluno.
Por sua vez, as escolas conectadas ao mundo do trabalho são 
aquelas que estão