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resistência a drenagem

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Centro de Tecnologia
em Celulose e Papel
SENAI - CETCEP
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Centro de Tecnologia em Celulose e Papel
SENAI - CETCEP
Sistema Federação das Indústrias
do Estado do Paraná
Treinamento 
Fita de Vídeo 
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10 – Resistência 
à drenagem 
10 – Resistência 
à drenagem 
 CETCEP – Centro de Tecnologia em Celulose e Papel 
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Conteúdo 
 
1. Apresentação ............................................................................. 3 
2. Determinação da resistência à drenagem (Schopper Riegler) .. 4 
2.1 Princípio ................................................................................... 4 
2.2 Outros métodos ....................................................................... 4 
3. Refinação ................................................................................... 7 
3.1 Tipos de refinadores em laboratório ........................................ 8 
3.2 Tipos de refinadores ................................................................ 8 
3.2.1 Valley ................................................................................. 8 
3.2.2 Jokro .................................................................................. 9 
3.2.3 Bauer ............................................................................... 10 
3.3 Deslignificação em etanol-água da madeira de Eucalyptus 
Globulus ....................................................................................... 10 
4. Curva de moagem de uma polpa de eucalipto. ....................... 11 
5. Equipamento Schopper Riegler ............................................... 12 
6. Cuidados especiais na determinação do ºSR .......................... 13 
7. Correção do grau de refino por intermédio de gráfico com 
curvas pré-determinadas ................................................................. 14 
7.1 Anexo ..................................................................................... 15 
8. Bibliografia ................................................................................ 17 
 
 CETCEP – Centro de Tecnologia em Celulose e Papel 
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 CETCEP – Centro de Tecnologia em Celulose e Papel 
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1.APRESENTAÇÃO 
 
Na história da humanidade o intelecto do homem sempre 
acompanhou as transformações ocorridas em todas as áreas do 
conhecimento. 
Desde os tempos mais remotos e com a finalidade de 
representar objetos inanimados ou em movimento, o homem vem 
desenhando nas superfícies dos mais diferentes materiais. Este 
desenvolvimento levou o homem a criar suportes mais adequados 
para as representações gráficas. Com esta finalidade, a invenção 
do papel no ano 105 d.C por Ts’ ai Lun, um funcionário do império 
Chinês, veio suprir as mais variadas necessidades da sociedade. 
Este material, representa em parte o conteúdo curricular do 
ensino profissionalizante da Escola “SENAI-CETCEP” em Telêmaco 
Borba - Paraná. Trata-se de material de valia e utilidade para 
profissionais da área de Celulose e Papel, como fonte de consulta e 
referência. 
Os tipos de propriedades físico-químicas do papel estão 
diretamente ligadas aos muitos problemas durante o processo de 
fabricação e conversão do produto final. Por isso, o conhecimento 
por parte do profissional é de suma importância na obtenção de um 
produto que atenda as exigências do cliente. 
O controle das diversas características do papel possibilita a 
correção do processo fabril, assim consegue-se aumento na 
produtividade da planta. A análise do produto acabado é essencial 
para determinar se as especificações foram alcançadas e esta 
análise deve ser confiável para satisfazer os interesses do 
fabricante e do cliente. As Normas Técnicas descrevem um 
procedimento para determinar a qualidade do produto. 
Com este material, pretendemos contribuir para o 
conhecimento e o desenvolvimento do profissional. 
 
 
 
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2.DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA À DRENAGEM 
(SCHOPPER RIEGLER) 
 
O grau Schopper Riegler (ºSR) de uma pasta celulósica é 
uma indicação do grau de refinação através da drenalidade de uma 
suspensão aquosa de fibras, determinada segundo norma NBR 
14031. Os resultados mais confiáveis são obtidos entre a faixa de 
10 a 90, sendo recomendada somente para pastas cujas fibras são 
retidas na tela do aparelho, praticamente na sua totalidade, mas 
não para pastas cujas fibras sejam muito refinadas e cortadas, de 
modo a não ficarem retidas na tela. 
Determina-se o grau de refino para estabelecer comparativos 
entre polpas e também para padronizar uma determinada receita de 
papel. Assim pode-se fabricar papéis com características muito 
próximas, quando utilizado um determinado grau de refino para 
uma polpa fabricada em determinado processo. 
 
 
2.1 PRINCÍPIO 
 
Um volume conhecido de polpa em uma suspensão aquosa é 
drenada através de uma camada de fibra, formada sobre uma tela 
durante o teste, dentro de um funil provido com um orifício inferior e 
outro lateral. O filtrado, coletado do orifício lateral é medido em um 
cilindro graduado na unidade ºSR. Uma descarga de 1000 ml 
corresponde a zero na escala ºSR, e nenhuma descarga 
corresponde a 100 unidades ºSR. 
 
2.2 OUTROS MÉTODOS 
 
Embora não tenham seu uso difundido no Brasil, existem 
outros métodos para a medição do grau de refinação. Seus valores 
estão correlacionados na Tabela 1. 
 
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Um dos métodos para avaliar o grau de refinação é através 
do aparelho Freeness Tester. O grau é expresso como “Canadian 
Standard Freeness”. 
Uma outra maneira de avaliar o efeito da refinação sobre as 
fibras é a medida do valor de retenção de água (WRV), pois este 
prediz o comportamento do desaguamento de uma suspensão de 
fibras. 
O método consiste na determinação da quantidade, expressa 
em porcentagem, de água retida em 1g de pasta, absolutamente 
seca, suspensa em água (10% de consistência), após centrifugação 
a 900g (g = aceleração da gravidade) por 30 min. 
Neste ensaio, durante a centrifugação, somente a água retida 
nos capilares formados entre as fibras é eliminada da pasta, ficando 
retida a água situada no lúmen e nas paredes das fibras. O valor 
medido está relacionado com a plastividade das fibras. 
 
 
900 
800 
700 
600 
500 
400 
300 
200 
100 
 
115 
125 
135 
145 
155 
165 
175 
185 
200 
210 
225 
237 
253 
207 
205 
300 
320 
340 
360 
380 
403 
420 
454 
483 
515 
548 
590 
632 
 
 
0 
4 
7 
8 
10 
13 
16 
18 
21 
24 
27 
31 
35 
39 
43 
49 
55 
61 
68 
76 
85 
95 
106 
120 
124 
153 
173 
205 
248 
303 
400 
0 
4 
7 
8 
10 
13 
16 
19 
22 
25 
30 
34 
39 
44 
49 
56 
63 
73 
80 
91 
102 
115 
129 
145 
165 
195 
217 
252 
297 
370 
0 
 
15 
19 
23 
27 
31 
36 
41 
46 
51 
57 
63 
69 
77 
85 
93 
103 
114 
125 
139 
153 
169 
187 
206 
227 
249 
272 
297 
322 
350 
390 
 
0 
 
15 
19 
23 
28 
34 
39 
45 
50 
56 
62 
69 
75 
83 
91 
100 
109 
120 
132 
145 
160 
178 
197 
216 
238 
257 
279 
303 
330 
354 
420 
730 
720 
705 
690 
675 
660 
645 
625 
610 
595 
575 
560 
535 
515 
495 
470 
445 
420 
395 
365 
330 
305 
275 
240 
210 
175 
149 
119 
90 
 
855 
830 
805 
690 
757 
720 
707 
680 
655 
630 
607 
580 
555 
530 
505 
460 
457 
432 
408 
385 
358 
330 
305 
282 
258 
232 
210 
103 
157 
 
CANADIAN 
STANDARD 
SCHOPER-
RIEGLER 
WILLIANS PRECISION MOTOCHMANS 
KRAFT UNBL 
SLOWRES 
SULPHITE 
ORIGINAL 
GREEN 
WILLIANS 
MODEL-27 
3g-20C 2g-20C 3g-25C 4g-25C 3g-20C 3g-20C 3g-20C 4g-20C 
 
Tabela 1: Comparação das escalas de grau de refinação 
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Os gráficos 1 e 2 mostram a correlação do ºSR e CSF para 
dois tipos de polpas.