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SP 03 MÓD 01 5a FASE - DÓI TUDO

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o ingresso de Na+.
Efeitos adversos dos anestésicos locais (ALs): O local de ação dos ALs é o canal de Na+ “rápido”, cuja abertura desencadeia o potencial de ação. Outros tecidos excitáveis também funcionam devido aos canais de Na+ rápidos, como as células nervosas do cérebro, dos músculos e os tecidos condutores especializados do coração. Assim, a ação dos ALs não é limitada ao tecido nervoso; não é órgão-específica. Com isso, ocorrem efeitos adversos graves quando os ALs entram na circulação sanguínea muito rapidamente ou em grande concentração. No coração, a condução do impulso é alterada, podendo ocasionar bloqueio atrioventricular ou, na pior das hipóteses, parada ventricular. No SNC, diferentes regiões são perturbadas, resultando em perda da consciência e no desenvolvimento de convulsões. Como não há antídoto específico disponível contra os ALs, são necessárias contra-medidas sintomáticas imediatas. Se os sinais de inibição cardíaca forem predominantes, deve ser administrado epinefrina IV. Se estiver presente toxicidade ao SNC, é preciso administrar anticonvulsivantes (p. ex., diazepam IV).
Formas de anestesia local: Os anestésicos locais podem ser aplicados por infiltração no tecido a ser anestesiado (anestesia infiltrativa), por injeção próxima ao ramo do nervo que fornece fibras sensitivas à região a ser anestesiada (anestesia de condução, no caso dos nervos, e anestesia espinal, na medula espinal) ou pela aplicação na superfície da pele ou mucosa (anestesia de superfície). Em cada caso, o anestésico local precisa difundir-se até o nervo envolvido a partir de seu local de aplicação no tecido ou sobre a pele.
7 – Critérios para o diagnóstico de depressão.
Saúde [CID-10] e Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais [DSM-5]) definem categorias nosológicas a partir de parâmetros clínicos como duração, persistência, abrangência, perturbação do funcionamento psicológico e fisiológico e desproporção em relação a um fator desencadeante. O DSM-5, classificação mais recentemente publicada, estipula nove critérios para depressão, dos quais cinco devem estar presentes. Para firmar um diagnóstico, é necessário que os sintomas estejam presentes por pelo menos duas semanas, representem uma alteração em relação ao funcionamento anterior e que um deles seja obrigatoriamente (1) humor deprimido ou (2) perda de interesse ou prazer.
1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, conforme indicado por relato subjetivo (p. ex. sente-se triste, vazio ou sem esperança) ou por observação feita por outra pessoa (p. ex., parece choroso) (Nota: em crianças e adolescentes, pode ser humor irritável). 
2. Acentuada diminuição de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (conforme indicado por relato subjetivo ou observação). 
3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (mudança de > de 5% do peso corporal em menos de um mês) ou redução ou aumento no apetite quase todos os dias. (Nota: em crianças, considerar o insucesso em obter o peso esperado). 
4. Insônia ou hipersonia quase diária. 
5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias. 
6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias. 
7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada (que podem ser delirantes) quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente). 
8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outra pessoa). 
9. Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico para cometer suicídio. 
Fonte: American Psychiatric Association (2014).
Outros sintomas, ainda que não diretamente contemplados nas classificações diagnósticas, podem estar presentes, como desesperança, pessimismo, irritabilidade, retraimento social, esquecimentos, ansiedade, sintomas físicos sem explicação, sintomas paranoides, sintomas obsessivos e compulsivos e baixa autoestima. O fato de o paciente preencher os critérios diagnósticos não encerra a avaliação. Alguns itens são indispensáveis: avaliação do risco de suicídio, a investigação de história prévia de mania/hipomania e a possibilidade de os sintomas serem decorrentes de outra doença associada ou efeito colateral de medicamento.
8 – Critérios de beers. O objetivo é facilitar a escolha da medicação, reduzir os EA e fornecer uma ferramenta para avaliar o custo, os padrões e a qualidade do atendimento das pessoas com 65 anos ou mais. Os critérios listam os medicamentos que devem ser evitados pelos idosos, tanto em termos gerais, como para doenças ou enfermidades específicas. Exemplo:
9 – Caracterizar a síndrome serotoninérgica (SS). A SS pode ocorrer com o uso de drogas terapêuticas, autoenvenenamento ou, mais comumente, interações não intencionais de drogas quando duas drogas serotoninérgicas são usadas. 
Complicações grave na SS: acidose metabólica, rabdomiólise, convulsões, IRA e coagulação intravascular disseminada. As causas dessas complicações provavelmente incluem hipertermia grave e atividade muscular excessiva.
Sinais e sintomas: Na maioria dos casos, a SS se manifesta em até 24 h, e a maioria ocorre nas 6 horas após a alteração da dose ou início de um medicamento. A gravidade das manifestações pode variar muito. Elas podem ser agrupadas nas seguintes categorias:
- Alterações no estado mental: ansiedade, agitação, inquietação, easy startling e delirium.
- Hiperatividade autonômica: taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese, tremor, vômito e diarreia. 
- Hiperatividade neuromuscular: tremor, hipertonia ou rigidez muscular, mioclonia, hiper-reflexia, espasmo clônico (incluindo espasmo clônico ocular), respostas do extensor plantar.
- Hiperatividade neuromuscular pode ser mais pronunciada nas extremidades inferiores do que nas superiores.
Os sintomas normalmente se resolvem em 24 h, mas podem durar mais tempo após o uso de drogas que tenham meia-vida longa ou metabólitos ativos (EX: IMAO, ISRS).
Diagnóstico - é clínico. Vários critérios explícitos foram propostos no diagnóstico. 
Critérios de Hunter (+utilizado – facilidade e precisão 85% sensibilidade e >95% especificidade comparado com a toxicologia). Para esse critério é necessário que o paciente tenha tomado uma droga serotoninérgica e apresente um dos seguintes sintomas: Hipertonia do músculo, Espasmo clônico espontâneo, Tremor e hiper-reflexia e Espasmo clônico ocular ou induzível, além de agitação, diaforese ou temperatura > 38°C.
Tratamento - Medidas de suporte e SN, cipro-heptadina*. Quando a SS é reconhecida e tratada precocemente, seu prognóstico costuma ser bom.
- Interrupção de drogas serotoninérgicas.
- Sintomas leves – benzodiazepínicos e observação, melhora em 24 a 72h.
- Casos graves – UTI. Hipertermia - resfriamento. O bloqueio neuromuscular com sedação apropriada. Anormalidades autonômicas (hipertensão, taquicardia) utilizar drogas de ação mais curta (nitroprussiato, esmolol), pois os efeitos autônomos podem mudar rapidamente.
* Se os sintomas persistirem apesar das medidas de suporte, a cipro-heptadina, antagonista da serotonina, pode ser dada por VO ou, após esmagado, via SNG (12 mg, depois 2 mg a cada 2 h até que a resposta ocorra). 
10 – Causas de lesão do manguito rotador (MR).
O MR é formado por quatro músculos que se originam na escápula e se inserem nos tubérculos do úmero (supra-espinhoso, infra-espinhoso, redondo menor e subescapular). Principal função: comprimir (estabilizar) a cabeça do úmero na cavidade glenóide, faz rotação em 3 maiores eixos (AP, médio-lateral e diáfiso-umeral), isoladamente ou em conjunto. 
Principais causas: são de acordo com sua duração (aguda ou crônica), tamanhos (parciais, totais ou extensas) e etiologia (traumática ou degenerativa). Há diversos fatores que podem causar lesão do MR:
- Fatores mecânicos,