Prévia do material em texto
Com a proximidade do mês de abril e o dia mundial de conscientização do autismo (02 de abril), este material tem como objetivo estimular a comunidade a refletir sobre as particularidades das famílias de crianças e adolescentes com autismo (atualmente denominado de transtorno do espectro autista - TEA) em meio ao cenário atual de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Nesse sentido, objetiva também propiciar uma rede de solidariedade em tempos de dificuldades. E M T E M P O S D E C O R O N A V Í R U S C O M O P O D E M O S A J U D A R ? AUTISMO 3 Nesse momento de pandemia do coronavírus, as escolas, as instituições e as clínicas estão suspendendo as atividades (medida de prevenção e controle² importante), de forma que as crianças e os adolescentes têm ficado em casa. Devido a essa mudança na rotina, a pessoa com autismo pode apresentar sofrimento. FECHADO! (COVID-19) 1 O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, e ainda que cada criança ou adolescente seja muito singular e apresente características diferentes (por isso falamos em espectro autista), elas podem ter dificuldades em níveis variados na linguagem/comunicação, comportamento e interação social, Vale ressaltar que o autismo não pode ser identificado a partir de características físicas. 2 Em 2018, a prevalência do autismo era de 1 a cada 59 pessoas com menos de 18 anos¹. Observa-se que esta tem aumentado significativamente ao longo dos anos. ¹Centers for Disease Control and Prevention. Ausitm prelacen slightly higher in CDC's ADDM Network. 2018. ²Medidas de Segurança e Controle do coronavírus segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS): evitar sair de casa, aglomerações, manter distância de dois metros entre as pessoas, higienizar as mãos e objetos com água e sabão ou álcool em gel, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, usar lenço descartável ao tossir ou espirrar e não compartilhar objetos. 4 As famílias de crianças e adolescentes com autismo nesse cenário podem se sobrecarregar e apresentar sofrimento diante das dificuldades cotidianas. Além disso, o isolamento que já está presente no dia a dia se intensifica e pode trazer ainda mais dificuldade. VOCÊ SABIA Primeiramente respeitar e ter empatia Pode ser que você presencie em algum local (seja na vizinhança, bairro, mercado, farmácia, nas filas), as dificuldades dessas crianças e adolescentes. Se coloque no lugar dessas famílias. Não julgue ou as culpe, Os momentos de crise, choro, birra, comportamento estereotipado (movimentos repetitivos) e autolesivo podem se evidenciar, ainda mais em situações de estresse e mudança. Muitos ainda não sabem... Assim como idosos e pessoas com deficiência, os autistas têm PRIORIDADE. É um DIREITO muitas vezes desrespeitado. Como os autistas não possuem características físicas, respeite as famílias que utilizam as vagas para pessoas com deficiência ou caixas preferenciais. Você não os conhece e, portanto, não sabe a condição e dificuldade dessa criança ou adolescente. O QUE PODEMOS FAZER Caso você presencie estas situações... Identifique se a família está precisando de ajuda, ofereça! Se você tem vínculo com famílias de crianças/adolescentes com autismo... Mantenha contato (seja por telefone ou virtualmente), ofereça ajuda nas tarefas diárias (desde que não traga riscos). Pode ser que essas famílias estejam precisando de apoio nesse momento e, muitas vezes, não sabem a quem recorrer ou conversar. Nesse momento, o isolamento pode ser ainda mais cruel. de boas práticas a quem está mais vulnerável nesse momento!!! QUE POSSAMOS SER MULTIPLICADORES Caso não tenha vínculo, mas conheça famílias de crianças/adolescentes com autismo... Esteja à disposição para ajudar! Realização O QUE PODEMOS FAZER