RESUMO - Direito Empresarial I - Prof Marcelo Piazzetta - 1º BI
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RESUMO - Direito Empresarial I - Prof Marcelo Piazzetta - 1º BI


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EMPRESARIAL I \u2013 6º PERÍODO \u2013 1º BIM \u2013 PROF. MARCELO PIAZZETTA 
 Resumos elaborados por: Bruna Moreschi, Betina Akashi, Carolina Ritzman, Isabella Mombelli, João Guilherme Tulio e Victoria Slaviero. 
Direito Empresarial \u2013 Prof. Marcelo Piazzetta 
 Código Comercial: trabalho com a teoria francesa do Direito Comercial, a teoria dos atos do comércio. Divido em três livros: o primeiro trata dos atos de comércio e foi revogado pelo CC de 2002, a partir do seu artigo 966. O segundo trata do comércio marítimo, e ainda é vigente. O terceiro trata das quebras, e foi revogado pela lei 11.101/05, a Lei das Falências. 
ASPECTOS HISTÓRICOS 
O Direito comercial é divido em 4 fases históricas. Na verdade, ele já existiu de maneira vaga no Código de Hamurabi, mas essa não é considerada uma fase. 
\uf0a7 1ª Etapa: segunda metade do séc. XII até o séc. XVI. Fase extremamente subjetivista. Nessa fase existiam grupos de profissionais que praticavam a mesma atividade, organizações de pessoas que praticavam a mesma atividade profissional = corporações de ofício. Esta possuía três camadas profissionais: 
o Mestre: pessoa com maior experiência em determinado ofício; proprietário da corporação. 
o Oficiais: eram como se fossem empregados; possuíam menos experiência do que o mestre, mas já com alguma experiência; recebiam salários para o desempenho de ofício. 
o Aprendizes: pessoas sem experiência alguma que estavam na corporação para iniciar naquele ofício; não recebiam salários e sim ajuda de custo. Para cada localidade existia uma corporação e para cada corporação existia um tribunal próprio, onde os chamados juízes consulares (normalmente juízes experientes, que já tinham vivenciado aquela realidade e, a partir disso, poderiam dizer quem estava certo e quem estava errado) que atuavam em tribunal próprio para julgar os atos praticados pelos entes das corporações. O fator que importava para o julgamento não era a natureza do fato, mas sim a condição do acusado, ou seja, para ser julgado pelo tribunal consular bastava estar inserido em determinada corporação, independentemente da conduta praticada a ser julgada, resta claro a presença majorante da subjetividade como critério de julgamento, só era abrangido pelo direito comercial quem fizesse parte de uma corporação de ofício. Início da atividade bancária: comerciantes deixavam o dinheiro em um feudo em troca de um comprovante do valor relativo e ao apresentar este no feudo de destino retiravam o valor equivalente. Com o passar do tempo o próprio comprovante (equivalente a um título de crédito) começou a ser em si comerciado. Comerciante depositava dinheiro no seu próprio feudo e ia até outro feudo para fazer as negociações, \u201csacando\u201d esse dinheiro de volta no banco do outro feudo. Assim, 
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 Resumos elaborados por: Bruna Moreschi, Betina Akashi, Carolina Ritzman, Isabella Mombelli, João Guilherme Tulio e Victoria Slaviero. 
passou a ser comum transferir os riscos das negociações entre feudos para alguém que indenizaria o comerciante por qualquer dano sofrido. Início do conceito de seguro = por meio da relação comercial entre feudos e dos riscos que advinham dessa transação, havia pessoas que \u201cseguravam\u201d a viagem dos comerciantes. 
\uf0a7 2ª Etapa: início no séc XVI, que era marcado pelo Mercantilismo. Período que os comerciantes buscavam clientes, a fim de expandir suas fronteiras. Então, dessa maneira, era difícil aplicar normas diferentes para cada terra. Viu-se que era necessário tentar uniformizar as regras, justamente para viabilizar as relações comerciais. Aparecimento do que hoje chamamos de sociedades anônimas. 
\uf0a7 3º Etapa: surgiu com o Código Napoleônico de 1804. Este representou a objetivação no direito comercial trazendo normas claras e escritas aplicadas a esse. Rompimento com o absolutismo, nascimento do liberalismo, ideias da revolução francesa. Com o advento da mentalidade de igualdade o direito comercial não poderia mais ser subjetivo, ou seja, aplicado a apenas alguns sujeitos com condições específicas, mas deveria passar a ser objetivo, aplicado diretamente aos \u201catos de comércio\u201d = tudo aquilo descrito na lei como tal seria abrangido pelo direito comercial, porém, a fundamentação para a definição era praticamente inexistente, podendo se dizer que os atos de comércio basicamente eram os atos praticados pela burguesia da época. Por conta também dessa falha de definição as normas comerciais muitas vezes eram aplicadas a pessoas físicas, confundindo-se com a função das leis civis. O Direito Comercial passou a ser aplicado para condutas e não mais pessoas. 
\uf0a7 4ª Etapa: surgiu com o Código Italiano de 1942. Uma das contribuições que esse Código trouxe na época foi a chamada uniformização do Direito Privado. Trouxe também o conceito da Teoria da empresa = Direito comercial é aplicado a todos aqueles que desenvolvem empresa, que é toda atividade econômica voltada produção ou circulação de bens ou serviços, sendo necessário que essas atividades sejam praticadas mediante organização de alguns fatores econômicos: mão-de-obra; matéria-prima; capital; tecnologia (atividade intelectual aplicada sobre os bens para que possa exercer a produção). A teoria da empresa não trouxe uma enumeração de condutas apenas restringiu sua definição para que fosse possível a diferenciação do direito comercial para o civil, separando a empresa do empresário. 
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 Resumos elaborados por: Bruna Moreschi, Betina Akashi, Carolina Ritzman, Isabella Mombelli, João Guilherme Tulio e Victoria Slaviero. 
 
EMPRESA 
Empresa é uma atividade, sendo assim um empresário não a possui, a exerce. Para que uma atividade seja exercida é necessário que ela se corporifique, ou seja, possua lugar definido e bens, ou seja, ganhar corpo. Este é o aspecto objetivo: o estabelecimento empresarial (comercial). O empresário é o aspecto subjetivo, aquele que irá conduzir a atividade empresarial. Todos os bens reunidos formam o estabelecimento comercial. Para desenvolver a atividade empresarial, são necessários um estabelecimento e um empresário. De acordo com o artigo 966 do Código Civil, \u201cconsidera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços\u201d. Ou seja, empresário é quem faz o exercício profissional da empresa. A profissionalidade é caracterizada por 3 fatores: I. Habitualidade: exercício da atividade econômica em larga escala com um certa periodicidade. Não basta que eu venda um bem, ou que preste serviço, é preciso ter uma certa habitualidade na prática dessa atividade. II. Pessoalidade: a prática da atividade pelo próprio empresário, estando vinculado pessoalmente a determinada atividade. O vínculo que preenche este conceito de pessoalidade também se satisfaz com a fiscalização ou a realização dos atos pelos prepostos (empregados). Ou seja, quando não o próprio empresário que exerce o ato, ele se responsabilizará pelo atos de uma outra pessoa. III. Monopólio das informações = o empresário é quem possui de maneira exclusiva o conhecimento sobre o produto ou serviço que ele presta. Quando se fala em monopólio de informações diz respeito à própria empresa em relação aos meios de realizar a circulação de determinado produto, são informações exclusivas sobre o empreendimento do qual é titular. EMPRESÁRIO 
É quem organiza os fatores de produção: mão de obra, matéria prima, capital e tecnologia. Porém, não se considera empresário quem, no exercício da atividade exerça uma atividade de natureza intelectual, de natureza artística, literária ou científica, pois nesses casos não há uma verdadeira organização dos fatores de produção e a estrutura do empreendimento está vinculada de maneira exclusiva à mente, ao intelecto da pessoa. Em decorrência disso, conforme disposição legal (art. 
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 Resumos elaborados por: Bruna