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Abílio José de Castro Chico RELATÓRIO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO DE GEOGRAFIA Universidade Pedagógica Nampula 2016 Abílio José de Castro Chico RELATÓRIO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO DE GEOGRAFIA Este trabalho é de caracter avaliativo na cadeira de Estágio Pedagigica de Geografia, curso de História com habilitação em Geografia, S/P, 5º ano leccionado pelo docente: M.A. Gesse Garangueza Universidade Pedagógica Nampula 2016 INDICE Introdução 3 RELATÓRIO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO DE GEOGRAFIA 4 1. Breve Caracterização do Distrito 4 1.1 Localização, Superfície e População 4 2.Número de escolas existentes no distrito 4 2.1 Localização da Escola Secundária de Namialo 5 2.2 Breve historial da Escola 5 3. Efectivo Escolar 5 3.1 Número de professores 6 3.2 Número de professores que leccionam a disciplina de geografia 6 3.4 Classes leccionadas a disciplina de Geografia 7 3.6 Livros Usados no processo de leccionação 7 4. Biblioteca 8 4.1 Outros compartimentos 8 5. As práticas usadas no processo de leccionação na Escola Secundária de Namialo. 8 5.1 Aspectos organizacionais 8 6. As práticas ou métodos usados no processo de ensino de geografia 9 6.1 Importância da planificação 9 6.2 Plano de aulas 9 6.3 Para além do tempo o plano deve indicar as funções didáticas 11 6.4 Selecção dos conteúdos de ensino 11 6.5 Meios de ensino 12 6.6 Proedimentos do uso e quidados do livro didactico, no ensino de geografia 13 6.7 Sua importancia 14 6.8 Classificação dos meios de ensino 15 7. Recomendações dadas pelo delegado da disciplina de geografia 15 8. Breve reflexão sobre aulas por parte de estagiário 16 8.1 Carácter Político 19 8.2 Papel da escola e do professor 20 Conclusão 21 Referência bibliográfica 22 Anexos: 23 Introdução O presente trabalho é de carácter avaliativo e tem como objetivo produzir um relatório na cadeira de práticas pedagógicas de geografia baseando-se na localização da área de pesquisa e outros aspectos sobre o meio estudado, descrever algumas práticas ou métodos usados na escola durante o processo de lecionação de geografias, identificar algumas finalidades de ensino de geografia e fazer uma breve reflexão sobre aulas por parte de estagiário. Como metodologia do trabalho, o autor evidenciou a consulta dos vários fazedores da instituição em estudo e de consultas bibliográficas de autores que abordam a temática de leccionação de modo geral e particular para o caso de geografia. Para melhor abordagem e compreensão, o trabalho está organizado da seguinte ordem: Introdução; Breve Caracterização do Distrito; Número de escolas existentes no distrito; Efectivo Escolar; biblioteca; as práticas usadas no processo de leccionação na Escola Secundária de Namialo; as práticas ou métodos usados no processo de ensino de geografia, na escola secundária de Namialo; recomendações dadas pelo delegado da disciplina de geografia, 1º ciclo da Escola Secundária de Namialo; breve reflexão sobre aulas por parte de estagiário; Papel da escola e do professor; conclusão; referência bibliográfica. RELATÓRIO DE ESTÁGIO PEDAGÓGICO DE GEOGRAFIA 1. Breve Caracterização do Distrito 1.1 Localização, Superfície e População Segundo perfis dos distritos (2005), o Distrito de Meconta está localizado no centro leste da província de Nampula, confinando a Norte com o distrito de Muecate, a Sul com os distritos de Mogincual e Mogovolas, a Este com o distrito de Monapo e a Oeste com o distrito de Nampula. Com uma superfície de 3.786 km e uma população recenseada em 1997 de 123.097 habitantes e estimada, à data de 1/1/2005, em 147.145 habitantes, este distrito tem uma densidade populacional de 39.5 hab./km2. A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1.2, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 12 pessoas em idade activa. A população é jovem (44%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa de masculinidade de 50%) e de matriz rural (taxa de urbanização de 35%). 2.Número de escolas existentes no distrito De acordo SIMÃO, chefe da repartição da secção pedagógica, conversado no âmbito da pesquisa deste relatório ele afirmou que o distrito de Meconta conta com 4 escolas secundárias, nomeadamente: · Escola Secundária de Meconta-sede, Situada na vila sede do distrito; · Escola Secundária de Namialo, Sitiada na vila do Posto Administrativo de Namialo; · Escola Secundária de Corrane, situada na sede do Posto Administrativo do mesmo nome e; · Escola Secundária de Nacavala, localizado no Posto Administrativo de Nacavala, perfazendo um total de 4 escolas e sendo a mais antiga a Escola Secundária de Namialo, fundada em 2002 e a mais recente a Escola Secundária de Nacavala, fundada dentro deste ano, 2016. Porém o autor deste relatório, tem como ponto de pesquisa na Escola Secundária de Namialo, dado a facilidade de realizar o seu trabalho, já que este é residente neste posto onde está inserida a escola: 2.1 Localização da Escola Secundária de Namialo De acordo MARQUES (1999:23), a localização de uma escola deve obedecer aos critérios que garantem alguma comodidade dos actores ou da comunidade escolar, a ser assim, a escola secundária de Namialo, localiza-se na Província de Nampula, Distrito de Meconta, no Posto Administrativo de Namialo, no extremo norte em relação a sede do Posto Administrativo e dista quase à 2km da secretaria do posto. 2.2 Breve historial da Escola De acordo a diretora da escola, Julieta Petrônio, a Escola Secundária de Namialo foi fundada em 2002, tendo iniciado com curso noturno nas salas da EPC de Namialo-Sede, onde na altura funcionava como salas anexas da Escola Secundária de Monapo-sede. Com sua evolução e com a demanda da sua procura nesta área do distrito de Meconta, três anos depois iniciou o curso diurno e como alternativa encontrada para ultrapassar a questão de salas, a escola sentiu-se obrigada a emprestar as salas da escola técnica agraria de Namialo, onde funcionou durante 4 anos, de 2007 à 2010, e agosto de 2010 a escola foi transferida para nas instalações próprias onde trabalha até então. 3. Efectivo Escolar Partindo do relatório de atividades da escola do mês de Março de 2016, fornecido pelo diretor adjunto da Escola, do 2º ciclo na pessoa Engenheiro Lagimo, os números resultantes de 3/3 de 2016, ditaram que a instituição funciona com o número total de 3204 alunos, dos quais 1301 são do sexo feminino onde este total de alunos foi distribuída em 59 turmas da 8 à 12 classes, nos dois turnos e os dados incluem também os alunos do ensino à distância. Segundo este responsável, informou que também que da meta atribuída a escola cumpriu em 87,2% comparando a igual período do ano passado. Ainda o mesmo responsável explicou dizendo que os dados não descrevem os alunos por classe o que torna difícil a apresentação dos dados por classe e turma. 3.1 Número de professores Ainda segundo o mesmo relatório fornecido pelo diretor Adjunto da escola, explica que efectuada as movimentações a nível do distrito, a instituição funciona com um total de 98 funcionários distribuídos das seguintes categorias: · 34 docentes de N3, dos quais um do sexo feminino e destes 24 são nomeados; · 10 docentes de N2, sendo 2 mulheres e do número total, 4 são nomeados; · 46 docentes de N1, dos quais 13 são mulheres e do total do número, 32 são nomeadas. Ainda no quadro do recurso humanos a escola conta com: · 1 Chefe da secretaria; · 3 Técnicos da secretaria, sendo 1 mulher; · 2 auxiliares administrativos e; · 2 Guardas que garantem a segurança da instituição. O relatório não apresenta o razio dos alunos por professor. Não só, consultado o responsável respondeu dizendo que é difícil perceber qual é o número de alunos por professores, visto que numa mesma turma passam vários professores de acordo o número de disciplina por classe leccionada. 3.2 Número de professores que leccionam a disciplina de geografia Feiro toda pesquisa o autor deste relatório percebeu que a Escola Secundaria de Namialo conta com 9 professoresleccionando a disciplina de geografia, todos são superiores. Em termos do local da sua formação o autor foi informado o seguinte: 3 docentes formados na UCM, Delegação de Nampula, desdes 2 são do sexo masculino; 6 formados na UP-Nampula. 3.4 Classes leccionadas a disciplina de Geografia Segundo o diretor adjunto da escola, engenheiro Lagimo, até então a Escola Secundária de Namialo, lecciona da 8ª à 12ª classes, distribuídos nos 2 turnos (diurno e noturno) e o ensino a distância nas classes da 8ª, 9ª e 10ª. 3.5 As classes que se leccionam a disciplina de geografia Segundo este responsável a Escola Secundária de Namialo, a disciplina de geografia é leccionada em todas classes existentes na escola (8ª à 12ª) e em todos sistemas. Isto é tanto no regime normal (diurno e noturno) e no ensino à distância a geografia é bem mesmo leccionada. Exceptuando o grupo B no 2º ciclo (11ª e 12ª classes). 3.6 Livros Usados no processo de leccionação Neste ponto, o delegado da disciplina, Nélio Agostinho esclareceu dizendo que os professores utilizam todos meios informativos da sua área, porém, ele apresentou algumas bibliografias mais usuários e de fácil acesso tanto para professores assim como para os alunos como as seguintes: MARTA, Correia e ISMAEL, Ismael Abdul. Geografia para todos, 8ª classe. 1ª edicção. Editoras nacionais de Moçambique S.A, 2010. DIMA, Orlando José e CORREIA, Marta Geografia para todos, 9ª classe. 1ª edicção. Editora nacional S.A., 2009. SILVA, Jose Julião. Geografia 9ª classe. Porto editora Lda, 2010. SILVA, José Julião. Geografia 10ª classe. Porto editora Lda, 2010. PINHO, Paulo. Geografia 11ªclasse. Porto editora Lda, 2010. WILSON, Felisberto. Geografia 11ªclasse. 1ª edicção. Porto editora Lda. O delegado não lhe foi possível apresentar algumas bibliografias utilizadas nas 12ª classes devido ausência dos colegas e não disponibilidade na biblioteca da escola. Ainda este frisou dizendo que embora de carácter obrigatório no ensino de geografia, os mapas, a instituição não dispõe qualquer tipo de mapa levando aos docentes desta área a utilizar os recursos produzidos pelas iniciativas próprias. 4. Biblioteca De acordo a realidade vivida nesta instituição, a escola possui uma sala que funciona como biblioteca da escola, minimamente apedrejada em matéria da biblioteca, onde está colocado um professor permanente trabalhando como bibliotecário e sempre a escola recebe certos livros variados para o funcionamento da mesma. Quanto ao horário dos alunos segue-se a seguintes norma, aos alunos do período da manhã são permitidos para fazer os seus trabalhos e outras consultas no período da tarde, e os da tarde ficam para o período da manhã. Os alunos do período noturno são permitidos em todos tempos, visto que não afeta outras actividades da escola. 4.1 Outros compartimentos (Sala de informática e outros) Em relação ao observado e das declarações prestadas pelo chefe administrativo, a escola não possui laboratório, nem os serviços reprográficos, nem a sala de informática e muito menos gabinete ou posto médico. Porém, a escola possui uma cantina explorada pelo representante do conselho da escola; possui um furo de agua que garante as atividades sanitária da instituição e, possui um campo de modo a garantir as aulas de educação física e outras atividades desportivas. 5. As práticas usadas no processo de leccionação na Escola Secundária de Namialo. 5.1 Aspectos organizacionais De acordo com a diretora das Escola, Julieta Petrônio, as principais práticas realizadas nesta escola de modo a garantir a efectivação do processo de ensino e aprendizagem são: · Inscrição e matricula dos alunos novo ingresso; · Limpeza do recinto escolar; · Elaboração dos horários; · Formação de turmas e distribuição de carga horária aos professores; · Realização de assembleia geral de modo a oficializar a abertura solene do ano lectivo ou escolar, nos dias indicados pelo ministério de educação; · Levantamento estatístico dos alunos e funcionários da instituição, conhecido por 3/3; · Como atividades de rotina ao longo do ano, são as assistências mutuas das aulas e por parte dos membros da direção, e supervisão de todas as atividades realizadas na escola pelos membros da direção da escola, ao nível do distrito, provincial e nacional. 6. As práticas ou métodos usados no processo de ensino de geografia, na escola secundária de Namialo. Partindo das experiências vivenciadas e das locuções do professor que lecciona a mesma disciplina, na pessoa de delegado de disciplina, Nélio Agostinho, aponta como praticas aplicadas naquela escola, sendo como a análise dos programas de ensino que envolve desde a planificação de aulas trimestrais, quinzenais e diárias até a seleção e uso dos meios durante todo processo de ensino. Segundo TURRA (1975) a planificação é um meio para se programar as acções docentes, mas é também momento de e reflexão intimante ligada a avalição. 6.1 Importância da planificação A planificação de ensino tem as seguintes funções: Explicar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente que assegure a articulação entre as tarefas da escola e as exigências do contexto social e processo de participação demográfico. Dado a esta importância, uma das práticas dos professores da Escola Secundária de Namialo, é a planificação de aulas em dois níveis: a) Plano de unidade temática, efectuado por grupo de professor da disciplina; b) Plano de aula efectuado de forma individual ou colectiva. Partindo destas duas formas de planificação, cabe a nós docentes planificar a aula. 6.2 Plano de aulas Plano de aula é um instrumento de trabalho que especifica os comportamentos esperados do aluno e os meios, conteúdos, procedimentos e recurso que serão utilizados para a sua realização, buscando sistematizar todas as actividades que se desenvolve no período de tempo em que o professor e aluno interagem, numa dinâmica de ensino e aprendizagem. Segundo TURRA (1975), na elaboração de um plano de aula, é fundamental obedecer determinados passos a saber: · O primeiro é indicar o tema de aula. Deve também tomar o tópico da unidade a ser desenvolvida e desdobrar numa sequência lógica, na forma de conceitos, problemas e ideias. Trata-se de organizar um conjunto de noções básicas em torno de uma ideia central, formando um todo significado que possibilite o aluno uma recepção clara e coordenada do assunto em questão. Ao mesmo tempo em que são listadas às noções, conceitos, ideias e problemas, é feita a previsão do tempo necessário; · O segundo passo deve-se estabelecer os objectivos da aula; · Em terceiro lugar estabelece-se os procedimentos e recursos de ensino, isto é, estabelecem-se às formas de utilização o conteúdo seleccionado para atingir os objectivos propostos. · Finalmente a planificação da aula deve prever como seria feita a avaliação. Aqui o professor deve prever de verificação de rendimentos dos alunos. É, importante durante este processo recordar que, a avaliação é feita no início (o que o aluno sabe antes do desenvolvimento da matéria nova), durante e no final da aula. · A avaliação deve conjugar variadas formas de verificação, podendo ser informal, para fins diagnósticos e acompanhamentos do processo dos alunos; e formal, para fins de atribuição de notas ou conceitos. No entanto, um bom plano de aula deve ter as seguintes características: · Ser elaborados em função das necessidades e das realidades apresentadas pelos alunos; · Ser flexível, isto é, deve dar margem a possíveis reajustamentos sem quebrar sua unidade e continuidade. O plano pode ser alterado quando for necessário; · Ser claro e preciso, isto é, os enunciados devem apresentar indicações bem exactas e sugestões bem concretas para o trabalho a ser realizado; · Ser elaborado em íntima correlação com os objectivos visados; · Ser elaborado tendo em vista as condições e imediatos de local, tempo e recurso · Disponível. 6.3 Para além do tempo o plano deve indicar as funções didáticas Segundo PILETTI (1991) funções didácticas são etapas que ocorrem no processo de ensino aprendizagem.Estas funções estão estruturadas e sistematizadas. Isto é, cada passo de uma aula corresponde a uma função didáctica predominante. Isso significa que a aula é realizada com mais de uma função didáctica. Contudo, cada fase ou passo da aula corresponde a uma só função didáctica que é dominante. Neste caso, o plano deve apresentar as seguintes funções didáticas: · Introdução e motivação; · Domínio e consolidação; · Mediação e assimilação; · Controle e avaliação. Uma outra pratica aplicada pelos professores desta escola é a motivação dos alunos. Segundo LIBANEO (1994), ele destaca as seguintes estratégias para a criação de motivação: · Criar uma situação de necessidades e estabelecer-se simultaneamente uma tensão; · Colocar objectivos derivados de objectivos gerais capazes de satisfazer as necessidades; · Ao longo da aula o professor deve referir continuamente os objectivos em forma de tarefas em vista; · Elogiar os alunos quando entendem; · Incentivar através de meios materiais, não materiais, através de comunicação verbal e não verbal. A outra prática que caracteriza os professores desta escola é a seleção dos conteúdos. 6.4 Selecção dos conteúdos de ensino A selecção dos conteúdos é uma questão bastante importante no processo de ensino aprendizagem. A escolha e definição dos conteúdos é, em última instancia, tarefa do professor. É ele que tem pela frente determinado alunos, com suas características de origem social, vivendo num meio cultural determinado, com certas posições e preparo para enfrentar o estudo. Na selecção dos conteúdos o professor deve seguir os seguintes critérios: · Validade: os conteúdos seleccionados devem ser não só dignos de confiança, mas também representativas e actualizadas; · Flexibilidade: os conteúdos já seleccionados devem estar sujeitos a modificações, adaptações, renovações e enriquecimentos. Isto significa que os conteúdos de ensino podem ser modificados de acordo com às mudanças sociais, políticas e económicos do contexto. · Significação: este critério requer que o conteúdo esteja relacionado com a experiência do aluno. Um conteúdo terá significação para o aluno quando, além de despertar o seu interesse, leva-lo, por iniciativa próprios, a aprofundar o interesse. · Possibilidades de elaboração pessoal: este critério refere-se a recepção, assimilação e transformação da informação pelo próprio aluno. Permite ao aluno associar, comparar, compreender, seleccionar, organizar criticar e avaliar o novo conteúdo. · Utilidade: refere-se ao uso dos conhecimentos em situações novas; · Viabilidade: segundo este critério deve-se seleccionar conteúdos que possam ser apreendidos dentro da limitação de tempo e recursos disponíveis. A outra prática é a seleção dos meios de ensino. 6.5 Meios de ensino De acordo LIBANEO (1994:173), meios de ensino são todos os meios e recursos matérias utilizando pelo professor e pelos alunos, para organizar e condução metódica do processo de ensino e aprendizagem. Ainda na mesma matéria, para SANTOS (2014:09) “O uso do material didática diversificado, possibilita dinamizar a alua, além de estabelecer trova relação entre aluno e conteúdo a ser trabalhado”. Para PILLETI (1991: 251), defende que, “o ensino puramente verba lista de experiência deve ser evitado. Isto porque a aprendizagem é tanto eficaz quanto mais se possa realizar experiências”. Nesta ordem de ideias o autor enfatiza a necessidade das existências de materiais ou meios de ensino no processo de ensino e aprendizagem em que o ensino não deve ser verbalista porque não ajuda a criança no que diz respeito ao saber fazer. De acordo com este autor esta situação não só acontece com os professores estagiários, mais também é notória em várias instituições de ensino e aprendizagem, em que os professores só se limitam em dar teoria deixando de lado a demonstração por insuficiência do material ou meios de ensino. Por outro, a falta de uma capacidade psicopedagógico sistemática que possa orientar ao professor ao uso da criatividade e de outros métodos de ensino que promovam a experiência e outras actividade por parte dos alunos, pode estar por de trás desse fenómeno e por consequente pode contribuir para o baixo rendimento escolar. Para CAMPELO POTTER & WILLIAN POTTER (2013:01) salienta que já faz muito tempo que o professor de geografia possue á sua disposição uma gama de possibilidades para desenvolver suas aulas levando em consideração, o conhecimento prévio que seus alunos adquiram, inclusive fora do espaço escolar. Alias, sabe-se que o processo de ensino aprendizagem é dinâmico e ao mesmo tempo complexo durante a sua pratica na sala de aula assim como fora, exigindo deste modo o uso de vários recursos de ensino, humanos, financeiros e material suficientes e de boa qualidade para fazer faze as actividades pedagogicas, convista a efecácia e eficiencia do processo do ensino a aprendizagem. 6.6 Proedimentos do uso e quidados do livro didactico, no ensino de geografia De acordo CALLAI (1999), o uso do livro didactico no ensino de geografia necessita de alguns cuidados tais como: · Escolher livros didacticos de geografia que sejam temárticos, os quais evitem o estudo fraquimentado e descontaxtualizado da realidade, permite aplicar o conhecimento dos alunos e realizar adaptações do tema proposto no livro aos temais a serem trabalhados erm cada escola. Alem disso, esses livros perimtgem incorporar outros conhecimento dos reursos, que torna impossivel a sistematização do conhecimento e a reflexão sobre a realidade socialmente vivenciada; · Verificar-se se os textos são complexos, se apresentam os conceitos e categorias geograficas apenas como enunciados ou de forma descritiva; · Observar-se os conteudos e conceitos se aparece simplificados e se define ou não com precisão o objecto do estudo; · Verificar se as actividades existentes são diversificadas, são estão adquadas as capacidades cognitivas dos alunos e colaboram para uma reflexão crítica. 6.7 Sua importancia Os meios de ensino são muito importante, na medida em que eles tornam o processo de ensino e aprendizagem eficiente e eficaz, ja que: · Aproxima o aluno da realidade do que se quer ensinar, dando-lher noção mais exada dos factos ou fenomenos estudados; · Motiva o aluno; · Facilita a percepção e compreensão dos factos e conceitos; · Concretiza e ulistra o que está sendo exposto verbalmente; · Economiza o esforço para levar os alunos a compreender os factos e conceitos; · Auxilia a fixão da aprendizagem pela impresão mais viva; · Dá opurtidade de manifestação de actitudes com o manuseio ou construção dos aparelhos por parte dos alunos. Continuando o autor sustenta ainda, que os meios de ensino para serem realmente auxiliares eficientes do ensino devem: · Ser organizados em função assunto da aula; · Ser de fácil apreensão e manjo; · Estar em perfeito estado de funcionamento, quando se trata principalmente, de aparelhos, pois os mesmos permitem a demonstração os conteúdos. · E para o uso dos meios de ensino recomenda-se: · Deve ser exposto, com mais evidência, o meio referente a unidade que esteja sendo estudado; · O meio destinado a uma a aula deve forçar a mão, a fim de não haver perda de tempo em mandar buscá-lo ou, o que é pior, procura-lo; · O meio · Para uma aula deve ir sendo a presenteado oportunamente, e a atenção da turma; · Aulas de suas utilizar deve ser revisto quanto a suas possibilidades de uso e funcionamento; 6.8 Classificação dos meios de ensino · A classificação dos meios de ensino vários de autor para autor devido a diversidade do mesmo. · De acordo comNERICI (1991:325) os meios de ensino podem ser classificados em: · Matéria: permanente de aparelhos. Quando mesmo, fiz cadernos, réguas compassos prospectores etc. · Material informática; mapas, livros, dicionários, eu ciclo pé, dias, revistas, jornais, discos filmes, ficheiros, modelos, caixas de assuntos etc. · Material ilustrativo visual ou áudio visual, esquema, quadros sinópticos, desenhos, cartazes, gravuras, retratos, quadros cronológicos, amostra em geral, discos, gravadas,protectores; · Material experimental: aparelhos e materiais outros que se prestam a realização de experiencias. 7. Recomendações dadas pelo delegado da disciplina de geografia, 1º ciclo da Escola Secundária de Namialo; Como recomendação baseada pela experiência deste docente, sobre o processo de ensino foi: · A planificação é a base de todo o processo de ensino aprendizagem, ela inclui toda a previsão das atividades didáticas em termos da sua organização, coordenação em face dos objetivos propostos quando a revisão e adequação no decorrer do processo; · E sempre que possível, ao planificar temos que evitar o uso do único meio, isto é, temos que diversificar a consulta das fontes; · Fazer o cruzamento das fontes e uma maior crítica das mesmas, colocando o nosso ponto de vista; · Selecionar os conteúdos, meios e outros elementos que influenciam no processo de ensino e aprendizagem de acordo a realidade dos alunos quando ao meio, idade e grau de aprendizagem; · Fazer a interligação correta entre os conteúdos anterior com o tema em estudo; · Utilizar motivação que facilita o aluno na construção de novos conhecimentos; · O plano de aula deve apresentar a bibliografia, isto porque certifica de que os conteúdos planificados, o professor trouxe ou tirou em obras ou manuais recomendados, evitando ate certo ponto o improviso dos temas ou aula a dar. 7.1 Finalidade do ensino de geografia De acordo CAVALCANTI (2008), o ensino de geografia é interpretado como processo de construção da espacialidade que corresponde a orientar-se, deslocar-se no espaço, onde pode ser associada aos seguintes objetivos. · Capacitar para a aplicação dos saberes geográficos a outras competências e em particular capacitar para utilização de mapas e métodos de trabalho de campo; · Aumentar o conhecimento e a compreensão de espaço nos contextos locais, regionais, nacionais, internacionais e mundiais, em particular no conhecimento do espaço territorial, compreensão dos traços característicos que dão a um lugar a sua identidade; compreensão das semelhanças entre os lugares; compreensão das relações entre diferentes temas e problemas de localizações particulares; compreensão dos domínios que caracterizam o meio físico e a maneira como os lugares foram organizados socialmente; compreensão e do mão uso dos recursos naturais. 8. Breve reflexão sobre aulas por parte de estagiário Realizado todo processo de pesquisa no âmbito da elaboração do relatório na cadeira de práticas pedagógicas de geografia, o estagiário constatou que o processo do ensino é sequenciado e obedece várias características e assume certos caracteres. Segundo LIBANEO (1994: 91), o processo de ensino aprendizagem - é a sequência de actividade do professor e do aluno, tendo em vista a assimilação de conhecimentos e de desenvolvimento de habilidades, através dos quais os alunos adquirem capacidades cognitivas (pensamento independente, observação, análise-síntese e outras). Segundo LIBANEO (1994), apresenta quatro (4) Características básicas do ensino aprendizagem: · O processo de ensino aprendizagem é o conjunto de actividade organizadas do professor e dos alunos, visando alcançar determinados resultados (domínio do conhecimento e desenvolvimento das capacidades cognitivas), tendo como ponto de partida unível actual dos conhecimentos experiências e de desenvolvimento dos alunos; · O ensino deve ser considerado como um processo, porque caracteriza-se pelo desenvolvimento e transformação progressiva das actividades intectuais dos alunos em direcção ao domínio dos conhecimentos e habilidades, e sua aplicação. Por isso, obedece- se a uma direcção, orientando-se para objectivos conscientemente definido; implica passos gradativos, de acordo com critério de idade e prepara dos alunos. O desdobramento desse processo tem um carácter intencional e sistemático, em virtude do qual são requeridas as tarefas docentes de planificação, direcção das actividades de ensino e aprendizagem e avaliação. · O processo desensino visa alcançar determinado resultado em termo de domínio de conhecimento, habilidades, hábitos, atitudes, convicções e de desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos. Desde modo, o ensino une os dois aspectos, cuja a formação das capacidades e habilidades somente se efectiva em relação ao conteúdo da matéria, ao mesmo tempo que há assimilação dos conteúdos requerer o desenvolvimento dessas capacidades. · O processo de ensino e aprendizagem é bilateral, pois combina actividade do professor (ensinar) com actividade do aluno (aprender). Este processo faz interagir dois momentos indissociáveis: a transmissão e assimilação activa dos conhecimentos e habilidades. Na transmissão o professor organiza os conteúdos e os torna didacticamente assimiláveis, promove as condições e os meios de aprendizagens, controla e valia; entretanto, a transmissão supõe a assimilação activa, pois ensina-se para que os alunos se apropriem de forma activa e autónoma dos conhecimentos e habilidades; · O processo de ensino e aprendizagem tem caracteres sociais, aqui, o ensino deve acompanhar a evolução histórica da sociedade ou sócio económica dos países, obedece aos objectivos políticos ideológicos da classe do poder, isto significa que o ensino se dirige a partir de documentos científico e estatais. Portanto, o carácter social obedece a relação dialéctica entre educador e educando. Nesta perspectiva, o professor vai tomar a sua posição de facilitador na transferência de todo conjunto de valores culturais de uma geração para outra geração. E uma integração social e cultural visto que o ensino não se pratica num só espaço e não é estático. Significa no professor estagiário acumular uma gama de conhecimento e preparação, cientifico, social e político, já que ele vai se lidar com várias personalidades com ficções diferentes. Em linhas gerais a leccionação autónoma, é um desafio com a sociedade e exige uma grande solidariedade, só, o professor deve ser sempre solidário para com o povo e para com o aluno que o necessite com vista prepara-lo com base nas linhas orientadores bem definidos de modo a construir a sua identidade para melhor a sua integração na sociedade e ser capaz de resolver os problemas sociais. Carácter educativo: consiste na transferência de conhecimentos, habilidades, valores, convicções duma geração para outra; Carácter pedagógico: considera-se que o ensino aprendizagem assume aspecto pedagógico por estes apresentarem leis, teorias, princípios gerais, sistematizados. Olhando aquilo que é a finalidade do ensino, visão diária que a arte de dar aula é uma actividade complexa e exige uma grande responsabilidade, exige grande atenção e ter capacidade e habilidade. Para o caso particular do professor de história que a sua missão é de formar o cidadão com vista a desenvolver a capacidade de saber pensar, cultivar, aprender a aprender, saber avaliar a realidade e criar um espírito crítico, exige grande atenção durante o processo de leccionação, acima de tudo o seu grau de conhecimento deve acompanhar a evolução das sociedades. Por um lado, a auto leccionação por parte do estagiário é o iniciar da interacção entre o futuro professor coam o aluno, que exige uma grande paciência, alta preparação tanto cientifica assim como sócio cultural, visto que o novo professor vai ou depara-se com várias dificuldades incluindo no âmbito pedagógico no que diz respeito ao domínio dos métodos e técnicas de ensino, por outro a questão social que é a socialização do próprio professor em relação ao meio onde está inserida escola. Não só, mas também autonomia, tratando-se de um professor estagiário, significa a concretização do seu sono, no que diz respeito a vocação escolhida para a carreira docente. No auto leccionação o professor estagiário familiariza-se com a arte de planejamento das suas actividades doentes visto que a base de todo este processo é o plano de actividades MATTOS, (cidade pós DURNEMVE: 1977). Para (DUCKWORTH 198:33), auto leccionação é desenvolver seres pensantes e autonômicos que sejamcapazes de responder com flexibilidade e de formas criativas. Ainda este autor, sustenta que a auto leccionação significa a abertura do professor estagiário do próprio mundo através de intensivos no sentido de levar a cabo as próprias investigações em todas áreas, seja a das ciências sociais, matemáticas ou línguas, porque a metida que o seu próprio pensamento vai se baseando cada vez mais na investigação, o estagiário ira compreender como incentivar as crianças a investigar por si próprio. Anda na perspectiva do autor exige no futuro professor uma grande dedicação permanente a instigação sobre o modo como as crianças aprendem a e investigação no campo das. Pedagogias, dado que as crianças desenvolveram a capacidade de penetrar astuciosamente no pensamento das crianças e serrão capazes de compreender e avaliar diferençam no processo de uma investigação activa por parte dos próprios sujeitos de aprendizagem. Para este, significa a continuidade ou reforço do estudo dos conteúdos programas e uma grande reflexão no campo de pedagogia por parte do estagiário. Carácter didáctico: consiste na transferência e assimilação de conhecimentos, habilidades, valores e convicções duma geração para outra respectivamente através de vias racionais que se desenvolve graças a actividade do educador e educando com propósito de alcançar os objectivos traçados. 8.1 Carácter Político Olhando a questão a auto leccionação é uma missão a cumprir visto o professor deverá prestar conta ao Estado através dos seus resultados baseados naquilo que são metas definidas pelo Governo. Não só, mas também é um compromisso com o Estado que o professor estagiário por sua vocação deverá assumir sempre que as necessidades e unidades políticas o necessitem, o que implica para o professor uma prontidão para com a nação em causa com vista a alcançar as metas traçadas pelo Estado no âmbito de formação técnico-científica as novas gerações. 8.2 Papel da escola e do professor De acordo com o programa de ensino (2010:12) o papel da escola é preparar os jovens de modo a torna-los cidadãos a activos e responsáveis na família, no meio em que vivem (cidade, aldeia, bairro, comunidade ou no trabalho. E para conseguir estes fetos, o professor deverá colocar desafios aos seus alunos, envolvendo-os em actividades ou projectos, colocação problemas concretos e complexos. Preparação do aluno para a vida passa por uma formação em que o ensino e a matéria leccionam nadas tenham significado para a vida do jovem e possam ser aplicados a situações reais. O E.A das diferentes disciplinas que constituem o currículo fará mais sentidos se estiverem ancorados aos quatro saberes acima descritos interligando os conteúdos inerentes à disciplina, aos componentes transversais e as situações reais. Tendo presente que a tarefa do professor é facilitar aprendizagem, é importante que este consiga: · Organizar tarefas ou projectos que induzam os alunos a mobilizar os seus conhecimentos, habilidades e valores para encontrar ou propor alternativas de solução; · Encontrar pontos de interligação entre as disciplinas que propiciem o desenvolvimento de competências, por exemplo; -envolver os alunos numa actividade, projectos ou dar um problema que os obriga a recorrer a conhecimentos, provimentos e experiências de outras áreas do saber; Acompanhar as diferentes etapas do trabalho para poder observar os alunos, motiva-los e corrigi-los durante o processo de trabalho; · Criar, os alunos, o gosto pelo saber como uma ferramenta para compreender o mundo e transforma-lo; · Avaliar só alunos no quadro das competências que estas a ser desenvolvidas, numa perspectiva formativa. Portanto, este impedimento exige do professor uma mudança de atitude em relação ao saber, à profissão, aos alunos e colegas de outras disciplinas. Conclusão Produzido o relatório baseado sobre as diferentes praticas realizadas nas escolas o autor concluiu que para o funcionamento duma instituição educativa requer uma boa localização de modo a acomodar a comunidade e as atividades escolares, não só, mas também concluiu que o processo de leccionação baseia-se fundamentalmente pela planificação das activiidades docentes seleclção do conteúdo, meios, métodos e outros elementos que facilitam este processo não só mas também o autor foi possível perceber que a disciplina de geografia tal como outras disciplinas tem determinadas finalidades de forma particular e pode contribuir no aluno a construção das suas atitudes habilidades e outras capacidades que lhe garante a realização da vida. E por outro lado o autor percebeu que o processo de ensino a aprendizagem é baseado em determinadas caraterísticas e caracteres sendo assim, um processo tão complexo que requer no professor uma grama de conhecimentos e cultura de investigação cada vez mais, não só, mas também tanto a escola assim como professor tem um papel determinado que cabe a estes o seu cumprimento com eficácia e segurança baseando-se naquilo que são os planos curriculares e os objetivos do governo durante um período. Referência bibliográfica BORNE Veijum e PERREIRA, Adair Martin, Estratégias de Ensino Aprendizagem, 25a ed. São Paulo, 1975. CALLAI, Copetti Helena. A geografia no ensino médio. As transformações no mundo da Educação. São Paulo: Terra livre, 1999. CAVALCANTE, Lana de Souza. A Geografia escolar e a idade: Ensaio sobre o ensino de Geografia para a vida urbana, cotidiana. Capinas: Colecção magistério: formação e trabalho pedagógico. São Paulo, 2008. FOSNOT, calharme. 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